1.
Lucro da estatal
é recorde
histórico,
diz Barbassa
InvestNews
11/11/2008
SÃO
PAULO - O lucro
líquido registrado
pela Petrobras
no terceiro trimestre
deste ano, assim
como no acumulado
do ano, foi um recorde
histórico,
afirmou Almir Guilherme
Barbassa, diretor
financeiro e de
relações
com o investidor
da companhia, durante
coletiva de imprensa.
A
estatal registrou
um lucro líquido
de R$ 10,852 bilhões
no terceiro trimestre,
alta de 96% em relação
ao mesmo período
do ano passado.
No acumulado do
ano, o lucro foi
de R$ 26,56 bilhões,
crescimento de 61%
em relação
ao mesmos meses
de 2007. "Esse
resultado é
fruto da excelência
operacional, crescimento
da produção,
das vendas e da
disciplina de capital
acumulados ao longo
de anos", apontou.
De
acordo com Barbassa,
o câmbio também
foi favorável
ao resultado da
empresa. Com a desvalorização
do real frente ao
dólar, o
mercado doméstico
acabou sendo beneficiado.
Quanto à
exposição
cambial, a posição
de R$ 13,6 bilhões
em ativos líquidos
sujeitos à
variação
cambial proporcionou
um ganho financeiro
de R$ 3,5 bilhões
diante da forte
depreciação
do real no terceiro
trimestre.
"Ao
longo desse período,
observamos uma desvalorização
da moeda de 20%,
resultante do agravamento
da crise internacional
a partir de setembro",
afirmou a companhia
em comunicado. A
Petrobras continua
investindo prioritariamente
no desenvolvimento
de sua capacidade
de produção
de petróleo
e gás natural,
através de
investimentos próprios
e da estruturação
de empreendimentos
com parceiros. Em
30 de setembro de
2008, os investimentos
totais alcançaram
R$ 34,050 milhões,
representando um
aumento de 11% sobre
os recursos aplicados
em 30 de setembro
de 2007. Em relação
aos projetos de
pré-sal,
Barbassa explicou
que eles "vão
acontecer naturalmente,
os planos não
vão ser alterados".
Entretanto, a companhia
está revendo
o plano estratégico
geral para 2009.
Outro
ponto ressaltado
pelo executivo foi
a questão
da queda no preço
dos barris de petróleo,
que segundo o diretor
financeiro não
terá impacto
receita líquida
da companhia. (Micheli
Rueda - InvestNews)
2.
Brasil e México
querem ampliar comércio
bilateral
InvestNews
11/11/2008
SÃO PAULO
- Brasil e México
querem ampliar a
lista de 800 produtos
com preferências
tarifárias
do Acordo de Complementação
Econômica
nº 53, que
regula o comércio
bilateral.
Com
esse objetivo, o
secretário-executivo
do Ministério
do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior,
Ivan Ramalho, terá
encontro, amanhã
(12), na Cidade
do México,
com representantes
do governo mexicano
e da iniciativa
privada. Será
a 4ª Reunião
da Comissão
de Monitoramento
do Comércio
Brasil-México,
com vistas a aumentar
o fluxo de comércio
nos dois sentidos,
que atingiu US$
6,218 bilhões
de janeiro a outubro
deste ano.
De
acordo com números
do MDIC,
a balança
comercial entre
os dois cresceu
21,7% em relação
ao mesmo período
do ano passado,
com superávit
(saldo entre exportações
e importações)
de US$ 991 milhões
para o Brasil. Verifica-se,
no entanto, que
o saldo em prol
dos exportadores
brasileiros caiu
quase metade na
comparação
com os US$ 1,846
bilhão registrados
de janeiro a outubro
de 2007.
Enquanto
as vendas nacionais
para aquele país,
no valor de US$
6,218 bilhões,
cresceram só
3,7% no período,
as importações
de produtos mexicanos
evoluíram
60,2%. As informações
foram divulgadas
pela assessoria
de imprensa do MDIC
e acrescentam que
o México
respondeu por 2,1%
das exportações
brasileiras, nos
dez meses deste
ano, contra participação
de 2,6% em igual
período de
2007. As informações
são da Agência
Brasil.
3.
Funcafé repassa
R$ 1,8 bi para safra
2008
InvestNews
11/11/2008
SÃO PAULO
- O Fundo de Defesa
da Economia Cafeeira
(Funcafé),
do Ministério
da Agricultura,
Pecuária
e Abastecimento
(Mapa), liberou
até esta
terça-feira,
R$ 1,8 bilhão,
com mais um repasse
ao Banco do Brasil
de R$ 70 milhões
para custeio do
café. O montante
autorizado para
as linhas de estocagem,
colheita, custeio
e financiamento
para aquisição
de café (FAC)
é de R$ 2,1
bilhões.
O
diretor do Departamento
do Café,
da Secretaria de
Produção
e Agroenergia (SPAE),
Lucas Ferreira,
destacou que o total
liberado aos agentes
financeiros representa
83% dos recursos
disponíveis
do Funcafé
para apoiar a atual
safra. 'O Fundo
tem saldo em caixa,
ainda, para atingir
a totalidade dos
recursos autorizados',
afirmou. Ele lembra
que a contratação
do financiamento
da colheita do café
encerrou em outubro.
A data limite do
financiamento da
estocagem e do FAC
vai até 31
de janeiro de 2009.
O custeio segue
até 28 de
fevereiro.
4.
Lucro da CCP cresce
64% no ano
InvestNews
11/11/2008
SÃO PAULO
- A Cyrela
Comercial Properties
(CCP) registrou
um lucro líquido
de R$ 8,51 milhões
no terceiro trimestre
do ano, um crescimento
de 2,90% em relação
ao segundo trimestre.
No
acumulado do ano,
o lucro foi de R$
24,24 milhões,
aumento de 64,56%
em comparação
com os mesmos meses
do ano passado.
O Ebitda chegou
a R$ 23,10 milhões
no trimestre, alta
de 13,73% frente
o segundo trimestre.
No ano, o Ebitda
alcançou
R$ 62,38 milhões,
elevação
de 43,33% ante os
primeiros nove meses
de 2007.
A
receita líquida
chegou a R$ 27,72
milhões no
trimestre, crescimento
de 11,41% em relação
ao trimestre anterior.
No ano, a receita
líquida atingiu
R$ 76,21 milhões,
aumento de 27,3%
no mesmo confronto
com o ano anterior.
5.
Alstom mira emergentes
e prevê aquisições
Gazeta
Mercantil
11/11/2008
Nova Délhi
( Índia)
- A Alstom,
companhia francesa
fornecedora de componentes
para os setores
de geração
elétrica
e transporte, manterá
seu plano de investimentos
nos países
emergentes, como
o Brasil, para os
próximos
anos, apesar das
turbulências
na economia mundial,
disse ontem à
Gazeta Mercantil
Philipe Joubert,
presidente mundial
da Alstom Power,
braço de
energia do grupo
Alstom.
"A solidez
financeira da Alstom
é excelente,
somos uma empresa
sem dívidas
e com muita geração
de caixa, portanto
vamos usar a crise
não como
um problema, mas
como uma oportunidade
para amanhã
comprar outras empresas
ou fornecedores
para crescer",
afirmou o executivo.
Joubert sinaliza
que há novas
aquisições
no caminho da Alstom,
inclusive no Brasil,
mas ao ser questionado
sobre o assunto
é enfático:
"Não
posso comentar".
As
afirmações
do presidente da
Alstom Power foram
feitas simultaneamente
à assinatura
de uma joint-venture
entre a francesa
e a empresa indiana
Bharat Forge para
a construção
de uma fábrica
na Índia
para produção
de turbinas, geradores
e outros componentes
de utilização
em térmicas
e hidrelétricas.
Segundo as duas
empresas, os equipamentos
terão capacidade
de 600 megawatts
(MW) a 800 MW de
potência e
a fábrica
deve ficar pronta
em 2012.
A
empresa francesa
também assinou
um memorando de
entendimento com
a universidade de
engenharia indiana
(Engeneering College)
para fornecimento
de mão-de-obra
capacitada. Além
disso, a Alstom
vai inaugurar hoje,
na cidade indiana
de Vadodara, um
centro de pesquisa
e tecnologia.
Sob
a bandeira "Encabeçando
o desenvolvimento
na Índia",
as iniciativas da
empresa francesa
são apenas
os primeiros passos
para a companhia
alcançar
seu objetivo, que
é avançar
de maneira significativa
na Ásia.
"Queremos que
o continente asiático
represente 50% do
mercado da Alstom
nos próximos
dez ano", disse
Joubert. Hoje, apenas
14% da carteira
de pedidos da francesa
são oriundos
da região.
Segundo
Joubert, a empresa
tem grande interesse
em novos negócios
em países
emergentes com forte
expansão
econômica
e grande volume
de mercado. "Na
crise há
duas conseqüências:
possível
redução
no volume de negócios
dos nossos clientes
e mudança
na velocidade dos
investimentos.
Mas,
na energia hidrelétrica,
setor em que somos
líderes em
fornecimento de
grupos geradores
(turbinas e geradores),
certamente Brasil,
Índia, China
e, talvez, a Rússia
não mudarão
seus planos",
afirmou o chairman
da Alstom. O executivo
disse ainda que,
como se trata de
países sobretudo
em expansão
industrial, "não
há como postergar
demandas para produção
de energia".
Planos
no Brasil
Joubert, que comemora
a participação
da empresa na construção
da usina de Santo
Antônio, afirma
que aguarda a decisão
do consórcio
vencedor de Jirau,
liderado pela multinacional
Suez, sobre quem
fornecerá
as turbinas para
a segunda hidrelétrica
do rio Madeira.
"Estamos aguardando
a decisão
do consórcio
vencedor do leilão",
comentou o executivo,
ressaltando que
a Alstom é
líder de
mercado neste setor.
"Também
estamos trabalhando
sobre Belo Monte
(que será
a segunda maior
hidrelétrica
do Brasil com 11
mil MW, atrás
somente de Itaipu),
que é um
empreendimento grande
e muito importante",
afirmou.
O
executivo ainda
falou sobre o projeto
de construção
do trem-bala, que
deve ser licitado
até março
do ano que vem e
ligará São
Paulo ao Rio de
Janeiro. "Temos
muito interesse
em participar do
desenvolvimento
do trem-bala no
Brasil
Expansão
da capacidade
Segundo estimativas
do economista e
membro do governo
indiano, Srinivasa
Raghavan, a Índia,
segundo país
mais populoso do
mundo, com 1 bilhão
de habitantes, precisará
expandir sua capacidade
energética
em 300 mil megawatts
nos próximos
15 anos. "O
acréscimo
é necessário
para que o país
mantenha suas taxas
de crescimento em
cerca de 8% ao ano,
como se tem visto",
disse Raghavan.
O
especialista afirma
que o país
tem problemas sérios
de abastecimento
e "60% da população
não tem acesso
à eletricidade".
"Energia é
um forte obstáculo
para o crescimento
econômico
da Índia",
afirmou.
Mesmo em Nova Délhi,
capital país
asiático
em que vivem 15
milhões de
pessoas, há
diversas e consecutivas
quedas de energia.
Nas
12 horas que antecederam
a coletiva de imprensa
com o economista
Raghavan, faltou
eletricidade por
cinco vezes. Precavidos,
os hotéis
mais requintados
da cidade mantêm
lanternas ao lado
das camas dos hóspedes.
Hoje, 65% da energia
gerada na Índias
é oriunda
de térmicas,
das quais cerca
de 80% é
movida a carvão.
Aproximadamente
25% da eletricidade
vem das hidrelétricas.
No total, a Índia
gera 137 mil megawatts,
conta Raghavan.
"Sabe-se
que para incrementar
a matriz energética
indiana será
preciso ajuda de
empresas estrangeiras",
afirmou o economista
que prefere não
prever o valor dos
investimentos que
serão necessários
para ampliar a geração
em 300 mil MW. "As
companhias interessadas
podem trazer sua
tecnologia e, em
troca, oferecemos
o nosso grande mercado
consumidor",
disse.(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Roberta Scrivano
- A repórter
viajou a convite
da Alstom)
6.
Pré-sal pode
mudar foco da Vale
Gazeta
Mercantil
11/11/2008
Salvador - O governo
federal estuda expandir
a indústria
siderúrgica
e reduzir as exportações
de minério
de ferro da Vale
para explorar as
reservas do pré-sal.
Serão necessários
cinco mil quilômetros
de tubos de aço
especiais para a
perfuração
de poços
na região
do cluster de Tupi,
revelou o diretor-geral
da Agência
Nacional do Petróleo
(ANP),
Haroldo Lima, um
dos integrantes
da comissão
criada para discutir
o tema.
"É
aço suficiente
para suspender as
exportações
de minério
de ferro da Vale
e começar
a construir siderúrgicas
capacitadas para
a fabricação
desse tipo de aço
especial",
revelou Lima. O
especialista sugere
que a região
de Tupi precisará
de investimentos
da ordem de US$
400 bilhões,
aproximadamente
o montante estimado
por bancos de investimentos
em análises
recentes.
A
comissão
interministerial
deve mostrar ao
presidente Luiz
Inácio Lula
da Silva, no início
de dezembro, que
o desenvolvimento
das jazidas do pré-sal
com investimentos
na indústria
local vão
demandar tempo.
A orientação
do Planalto é
estimular a cadeia
de fornecedores
do petróleo,
mas há gargalos
que impedem a tarefa.Não
há capacidade
instalada na indústria
siderúrgica
disponível
para tantas encomendas.
Se o governo quiser
desenvolver fornecedores
locais, com geração
de emprego e renda
no País,
vai ter que esperar,
segundo o relatório
que será
entregue ao presidente
da República."Não
temos pressa. É
melhor ir com calma
e desenvolver o
País do que
correr e ter de
importar tudo",
afirmou Lima, durante
apresentação
da 10ª Rodada
de Licitações
da ANP para empresários
da Bahia, em Salvador.
A
afirmação
vai contra o que
querem as empresas
do setor. As petroleiras
têm declarado
que o governo federal
deveria agilizar
os estudos para
explorar o petróleo
do pré-sal.
Lima ressaltou que
a parte do pré-sal
que já foi
licitada às
empresas, da ordem
de 42% da área
do cluster de Santos,
será explorada
dentro dos prazos.
As
discussões
que pretendem desenvolver
o pré-sal
em ritmo de espera
da siderurgia local
envolvem 58% da
área, além
das outras regiões
que podem possuir
petróleo
abaixo da camada
de sal e ainda estão
sob domínio
da União.
80 bilhões
de barris
Na última
sexta-feira passada,
Lima afirmou que
o cluster de Tupi
pode conter reservas
da ordem de 80 bilhões
de barris.
Considerando
que o custo de desenvolvimento
estimado é
de US$ 400 bilhões,
portanto, o custo
exploratório,
sem considerar outros
gastos, ainda está
bem abaixo do preço
do barril de petróleo,
abaixo de US$ 70.
Lima apresentou
ontem a 10ª
Rodada de Licitação
de áreas
de Petróleo
para empresas da
Bahia, na sede da
Federação
das Indústrias
do Estado da Bahia
(Fieb). A rodada
vai oferecer apenas
blocos terrestres,
em sete bacias -
Sergipe, Alagoas,
Amazonas, Paraná,
Potiguar, Parecis,
Recôncavo
e São Francisco.
Na
bacia do Recôncavo
Baiano serão
oferecidos 21 blocos,
em municípios
como Amália
Rodrigues, Camaçari,
Candeias, Dias D´vila,
Mata de São
João, Santo
Amaro, São
Francisco do Conde,
Teodoro Sampaio
e Terra Nova.(Gazeta
Mercantil)
7.
Michelin ampliará
capacidade no Brasil
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
São
Paulo - Apesar das
incertezas do mercado
automotivo por causa
da escassez de crédito,
a Michelin,
fabricante de pneus,
confirmou ontem
que mantém
os planos de ampliar
a capacidade de
pneus de automóveis
e de picapes no
Brasil para atender
o mercado brasileiro
e o Mercosul. A
empresa ainda não
definiu o valor
do investimento
e nem o local onde
construirá
sua nova fábrica
no País.
"A crise está
forte na América
do Norte e na Europa,
mas a matriz está
confiante que não
haverá recessão
no Brasil",
disse Nour Bouhassoun,
diretor de marketing
e vendas de pneus
de carga da Michelin
América do
Sul. "Os planos
da companhia visam
o longo prazo".
Para
atender a grande
demanda do mercado
brasileiro, a Michelin
já ampliou
a capacidade de
produção
de pneus de automóveis
na sua fábrica
de Itatiaia (RJ),
de 1 milhão
para 2 milhões
de unidades por
ano.
Já na fábrica
de Campo Grande,
também no
Rio de Janeiro,
onde a capacidade
atual de produção
de pneus de carga
é de cerca
de 1,5 milhão
de unidades, a empresa
vai aumentar o volume
para 2,3 milhões
de pneus por ano
até 2010.
"O investimento
de US$ 1 bilhão
programado para
o período
de 2005 até
2011 para ampliar
a capacidade e trazer
novas tecnologias
para o Brasil está
mantido", destacou
Bouhassoun.Alheia
à crise financeira
internacional e
confiante na estabilidade
econômica
do Brasil, a Michelin
está utilizando
o máximo
da capacidade das
suas fábricas,
com jornada de trabalho
ininterrupta durante
os sete dias da
semana. "Só
vamos parar no Revéillon
e no Carnaval para
fazer a manutenção
dos maquinários",
disse Bouhassoun.
O
diretor da empresa
informou que ainda
não recebeu
comunicado dos seus
clientes sobre férias
coletivas. Tanto
a Mercedes-Benz
quanto a Volkswagen
Caminhões,
os maiores clientes
da empresa, não
reduziram a produção
de caminhões
no País.
"Não
temos estoque nas
fábricas
e, se houver férias
nas montadoras,
vamos estudar formas
para reduzir a nossa
produção",
disse Bouhassoun.
Ontem a Michelin
lançou no
mercado brasileiro
novo pneu de carga
XTE2 série
70 para aplicação
em semi-reboque.
"É o
primeiro pneu que
a empresa faz para
este segmento. O
novo modelo é
10 cm mais baixo
e pesa 10 quilos
menos que o modelo
convencional e,
além disso,
é 10% mais
barato, o que ajudará
o Brasil e diminuir
o custo com logística",
comentou o diretor
da Michelin.
O
novo pneu da Michelin
foi produzido para
atender exclusivamente
o mercado brasileiro.
"Mas temos
planos de exportar
para os países
da América
do Sul", disse
Bouhassoun.
Além
de atender o mercado
nacional, a Michelin
também exporta
os pneus fabricados
no Brasil para os
países da
América do
Sul, para atender
as montadoras e
o mercado de reposição.
Para a Europa a
empresa envia pneus
de alta performance
para equipar os
carros da Porsche,
Mercedes-Benz e
Audi. "O segmento
de carros de luxo
teve menos impacto
na Europa com a
crise financeira",
comentou o executivo.
A
expectativa de Bouhassoun
é que 2009
seja igual a este
ano. O faturamento
da empresa, que
em 2007 foi de US$
1,3 bilhão
deverá crescer
10% neste ano.(Gazeta
Mercantil/Caderno
C )(Sonia Moraes)
8.
ALL aumenta lucro
em trimestre atípico
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
São Paulo
- Mesmo com o aumento
dos estoques de
produtos agrícolas,
a América
Latina Logística
(ALL),
maior ferrovia em
extensão
da América
Latina, manteve
o volume de cargas
transportadas no
terceiro trimestre
deste ano. O diretor
de relações
com investidores,
Rodrigo Campos,
disse que este movimento
foi atípico,
pois, geralmente
o terceiro trimestre
é um dos
mais fortes do ano
em termos de transporte
de produtos agrícolas.
"Os
produtores seguraram
a produção
para aumentar os
preços das
commodities. Com
isso, esperamos
o movimento, que
deveria ser observado
no terceiro trimestre,
nos últimos
meses do ano. Mantemos
nossa expectativa
de crescer o volume
entre 12% a 14%
em 2008", disse
o executivo. O volume
de transporte de
grãos caiu
6% passando de 6.752
milhões de
toneladas por quilômetros
úteis (TKU)
em2007 para 6.345
milhões de
TKU, em função,
principalmente da
queda dos volumes
de trigo (-78,0%),
milho (-39,6%) e
fertilizantes (-30,5%).
No acumulado do
ano, o volume de
commodities agrícolas
aumentou 9,2%, para
17.620 milhões
de TKU.
Já
na unidade industrial,
o volume transportado
cresceu 14,8%, com
aumento em todos
os segmentos, principalmente
em cargas intermodais.
"Continuamos
nossa trajetória
de crescimento nos
volumes intermodais,
com aumentos de
17% em contêineres,
15,1% em alimentos
e 15,8% no segmento
de aço. Nos
fluxos exclusivamente
ferroviários,
as cargas de construção
obtiveram um incremento
de 26,7%",
afirma Campos. Uma
das cargas que a
ALL aumentou a participação
é o transporte
de álcool
e açúcar
para a exportação.
No terceiro trimestre,
a companhia assinou
contrato com a Cosan
para o transporte
de álcool
para exportação
pelo Porto de Santos.
"Esse acordo
terá reflexo
em nosso movimento
no próximo
ano", disse
Campos.
Revisão
de investimentos
Campos ressaltou
que a ALL, em função
do momento instável
da economia revisou
os investimentos
para 2009. "Vamos
investir agora R$
600 milhões
com foco maior no
aumento da produtividade
e não na
compra de ativos",
disse o executivo
acrescentando que
a ALL vai incorporar
na frota mais 50
locomotivas e 600
vagões, encomendas
que já estavam
contratadas.
No
terceiro trimestre
deste ano, a ALL
apurou um crescimento
no lucro de 23%,
excluindo os efeitos
contábeis
registrados no mesmo
período do
ano passado. "De
julho a setembro
de 2007, computamos
em nossos resultados
uma reversão
de debêntures
no valor de R$ 91,5
milhões,
o que aumentou muito
nossos ganhos, mas
foi um efeito não
recorrente",
explicou o executivo.
O lucro antes dos
itens extraordinários
foi de R$ 87 milhões
ante R$ 70 milhões
apurados no mesmo
período de
2007. No acumulado
dos nove meses,
os ganhos da ALL
atingiram R$214,9
milhões,
elevação
de 103,1% no comparativo
com a mesma base
de 2007, quando
obteve, R$105,8%.
A
receita líquida
atingiu R$ 619,8
milhões,
crescimento de 4%
em relação
ao terceiro trimestre
de 2007, quando
o faturamento da
ALL foi de R$ 577,27
milhões.
Já no acumulado
do ano, a companhia
obteve uma receita
de R$ 1,77 bilhão
ante R$ 1,50 bilhão,
elevação
de 17,8% no período.
O Ebtidar foi de
R$ 349,2 milhões
ante R$ 313,41 milhões
no terceiro trimestre
de 2007, aumento
de 1,4% no período.
Já nos nove
primeiros meses
do ano, o crescimento
foi de 19,4%, passando
de R$ 808,1 milhões
em 2007 para R$
965,1 milhões.
(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Ana Paula Machado)
9.
Lucro líquido
do Banrisul cresce
44,5% no trimestre
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
Porto Alegre - O
Banco do Estado
do Rio Grande do
Sul (Banrisul)
alcançou
no terceiro trimestre
de 2008 lucro líquido
de R$ 110,7 milhões,
um crescimento de
44,5% sobre o mesmo
período do
ano passado. No
acumulado de 2008
até setembro,
o ganho do banco
estatal gaúcho
somou R$ 419 milhões,
ante R$ 801 milhões
do ano passado.
A queda é
explicada pela ativação
de créditos
tributários
de R$ 528,5 milhões
em 2007. Neste ano
foram mais R$ 86,2
milhões.
Excluindo-se os
efeitos não
recorrentes nos
exercícios,
o resultado ajustado
seria de R$ 332,8
milhões no
acumulado de 2008,
21,8% acima do obtido
em igual intervalo
do ano passado.
De
acordo o relatório
do Banrisul, o resultado
"reflete o
maior volume de
receitas de crédito
e arrendamento mercantil,
proveniente do crescimento
do volume de operações,
cuja expansão
foi de 51% em 12
meses". A carteira
de crédito
do banco somou R$
11 bilhões
em setembro. Conforme
a instituição,
a demanda por empréstimos
"permaneceu
aquecida no terceiro
trimestre, apesar
da elevação
dos preços
praticados nas contratações,
face ao realinhamento
da política
monetária
doméstica
a partir de abril".
As
receitas geradas
pelo crédito
comercial para pessoa
física e
jurídica
somaram R$ 534,5
milhões no
trimestre, 43,3%
acima do mesmo período
de 2007 e 16,4%
maiores ante abril
e junho deste ano.
Na pessoa física
a evolução
foi de 33% sobre
o terceiro trimestre
do ano passado,
alcançando
R$ 325 milhões.
No caso da jurídica,
o aumento foi de
63,1%, totalizando
R$ 209,1 milhões.
Apesar
da evolução
da carteira de crédito,
a inadimplência
caiu 0,6 pontos
percentuais nos
últimos 12
meses e fechou o
terceiro trimestre
em 3,2%. Segundo
o Banrisul, as operações
de crédito
de risco normal
classificadas de
AA a C representam
85,8% da carteira,
o que confirma a
saúde dos
empréstimos
realizados pelo
banco. O Índice
de Basiléia
atingiu 17,7%, 6