Sexta-feira, 14/11/2008
Ano VIII – edição 343




1. Lucro da estatal é recorde histórico, diz Barbassa
InvestNews
11/11/2008

SÃO PAULO - O lucro líquido registrado pela Petrobras no terceiro trimestre deste ano, assim como no acumulado do ano, foi um recorde histórico, afirmou Almir Guilherme Barbassa, diretor financeiro e de relações com o investidor da companhia, durante coletiva de imprensa.

A estatal registrou um lucro líquido de R$ 10,852 bilhões no terceiro trimestre, alta de 96% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro foi de R$ 26,56 bilhões, crescimento de 61% em relação ao mesmos meses de 2007. "Esse resultado é fruto da excelência operacional, crescimento da produção, das vendas e da disciplina de capital acumulados ao longo de anos", apontou.

De acordo com Barbassa, o câmbio também foi favorável ao resultado da empresa. Com a desvalorização do real frente ao dólar, o mercado doméstico acabou sendo beneficiado. Quanto à exposição cambial, a posição de R$ 13,6 bilhões em ativos líquidos sujeitos à variação cambial proporcionou um ganho financeiro de R$ 3,5 bilhões diante da forte depreciação do real no terceiro trimestre.

"Ao longo desse período, observamos uma desvalorização da moeda de 20%, resultante do agravamento da crise internacional a partir de setembro", afirmou a companhia em comunicado. A Petrobras continua investindo prioritariamente no desenvolvimento de sua capacidade de produção de petróleo e gás natural, através de investimentos próprios e da estruturação de empreendimentos com parceiros. Em 30 de setembro de 2008, os investimentos totais alcançaram R$ 34,050 milhões, representando um aumento de 11% sobre os recursos aplicados em 30 de setembro de 2007. Em relação aos projetos de pré-sal, Barbassa explicou que eles "vão acontecer naturalmente, os planos não vão ser alterados". Entretanto, a companhia está revendo o plano estratégico geral para 2009.

Outro ponto ressaltado pelo executivo foi a questão da queda no preço dos barris de petróleo, que segundo o diretor financeiro não terá impacto receita líquida da companhia. (Micheli Rueda - InvestNews)

2. Brasil e México querem ampliar comércio bilateral
InvestNews
11/11/2008


SÃO PAULO - Brasil e México querem ampliar a lista de 800 produtos com preferências tarifárias do Acordo de Complementação Econômica nº 53, que regula o comércio bilateral.

Com esse objetivo, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, terá encontro, amanhã (12), na Cidade do México, com representantes do governo mexicano e da iniciativa privada. Será a 4ª Reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-México, com vistas a aumentar o fluxo de comércio nos dois sentidos, que atingiu US$ 6,218 bilhões de janeiro a outubro deste ano.

De acordo com números do MDIC, a balança comercial entre os dois cresceu 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com superávit (saldo entre exportações e importações) de US$ 991 milhões para o Brasil. Verifica-se, no entanto, que o saldo em prol dos exportadores brasileiros caiu quase metade na comparação com os US$ 1,846 bilhão registrados de janeiro a outubro de 2007.

Enquanto as vendas nacionais para aquele país, no valor de US$ 6,218 bilhões, cresceram só 3,7% no período, as importações de produtos mexicanos evoluíram 60,2%. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do MDIC e acrescentam que o México respondeu por 2,1% das exportações brasileiras, nos dez meses deste ano, contra participação de 2,6% em igual período de 2007. As informações são da Agência Brasil.

3. Funcafé repassa R$ 1,8 bi para safra 2008
InvestNews
11/11/2008


SÃO PAULO - O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), liberou até esta terça-feira, R$ 1,8 bilhão, com mais um repasse ao Banco do Brasil de R$ 70 milhões para custeio do café. O montante autorizado para as linhas de estocagem, colheita, custeio e financiamento para aquisição de café (FAC) é de R$ 2,1 bilhões.

O diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), Lucas Ferreira, destacou que o total liberado aos agentes financeiros representa 83% dos recursos disponíveis do Funcafé para apoiar a atual safra. 'O Fundo tem saldo em caixa, ainda, para atingir a totalidade dos recursos autorizados', afirmou. Ele lembra que a contratação do financiamento da colheita do café encerrou em outubro. A data limite do financiamento da estocagem e do FAC vai até 31 de janeiro de 2009. O custeio segue até 28 de fevereiro.

4. Lucro da CCP cresce 64% no ano
InvestNews
11/11/2008


SÃO PAULO - A Cyrela Comercial Properties (CCP) registrou um lucro líquido de R$ 8,51 milhões no terceiro trimestre do ano, um crescimento de 2,90% em relação ao segundo trimestre.

No acumulado do ano, o lucro foi de R$ 24,24 milhões, aumento de 64,56% em comparação com os mesmos meses do ano passado. O Ebitda chegou a R$ 23,10 milhões no trimestre, alta de 13,73% frente o segundo trimestre. No ano, o Ebitda alcançou R$ 62,38 milhões, elevação de 43,33% ante os primeiros nove meses de 2007.

A receita líquida chegou a R$ 27,72 milhões no trimestre, crescimento de 11,41% em relação ao trimestre anterior. No ano, a receita líquida atingiu R$ 76,21 milhões, aumento de 27,3% no mesmo confronto com o ano anterior.


5. Alstom mira emergentes e prevê aquisições
Gazeta Mercantil
11/11/2008


Nova Délhi ( Índia) - A Alstom, companhia francesa fornecedora de componentes para os setores de geração elétrica e transporte, manterá seu plano de investimentos nos países emergentes, como o Brasil, para os próximos anos, apesar das turbulências na economia mundial, disse ontem à Gazeta Mercantil Philipe Joubert, presidente mundial da Alstom Power, braço de energia do grupo Alstom.

"A solidez financeira da Alstom é excelente, somos uma empresa sem dívidas e com muita geração de caixa, portanto vamos usar a crise não como um problema, mas como uma oportunidade para amanhã comprar outras empresas ou fornecedores para crescer", afirmou o executivo. Joubert sinaliza que há novas aquisições no caminho da Alstom, inclusive no Brasil, mas ao ser questionado sobre o assunto é enfático: "Não posso comentar".

As afirmações do presidente da Alstom Power foram feitas simultaneamente à assinatura de uma joint-venture entre a francesa e a empresa indiana Bharat Forge para a construção de uma fábrica na Índia para produção de turbinas, geradores e outros componentes de utilização em térmicas e hidrelétricas. Segundo as duas empresas, os equipamentos terão capacidade de 600 megawatts (MW) a 800 MW de potência e a fábrica deve ficar pronta em 2012.

A empresa francesa também assinou um memorando de entendimento com a universidade de engenharia indiana (Engeneering College) para fornecimento de mão-de-obra capacitada. Além disso, a Alstom vai inaugurar hoje, na cidade indiana de Vadodara, um centro de pesquisa e tecnologia.

Sob a bandeira "Encabeçando o desenvolvimento na Índia", as iniciativas da empresa francesa são apenas os primeiros passos para a companhia alcançar seu objetivo, que é avançar de maneira significativa na Ásia. "Queremos que o continente asiático represente 50% do mercado da Alstom nos próximos dez ano", disse Joubert. Hoje, apenas 14% da carteira de pedidos da francesa são oriundos da região.

Segundo Joubert, a empresa tem grande interesse em novos negócios em países emergentes com forte expansão econômica e grande volume de mercado. "Na crise há duas conseqüências: possível redução no volume de negócios dos nossos clientes e mudança na velocidade dos investimentos.

Mas, na energia hidrelétrica, setor em que somos líderes em fornecimento de grupos geradores (turbinas e geradores), certamente Brasil, Índia, China e, talvez, a Rússia não mudarão seus planos", afirmou o chairman da Alstom. O executivo disse ainda que, como se trata de países sobretudo em expansão industrial, "não há como postergar demandas para produção de energia".

Planos no Brasil
Joubert, que comemora a participação da empresa na construção da usina de Santo Antônio, afirma que aguarda a decisão do consórcio vencedor de Jirau, liderado pela multinacional Suez, sobre quem fornecerá as turbinas para a segunda hidrelétrica do rio Madeira. "Estamos aguardando a decisão do consórcio vencedor do leilão", comentou o executivo, ressaltando que a Alstom é líder de mercado neste setor. "Também estamos trabalhando sobre Belo Monte (que será a segunda maior hidrelétrica do Brasil com 11 mil MW, atrás somente de Itaipu), que é um empreendimento grande e muito importante", afirmou.

O executivo ainda falou sobre o projeto de construção do trem-bala, que deve ser licitado até março do ano que vem e ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. "Temos muito interesse em participar do desenvolvimento do trem-bala no Brasil

Expansão da capacidade
Segundo estimativas do economista e membro do governo indiano, Srinivasa Raghavan, a Índia, segundo país mais populoso do mundo, com 1 bilhão de habitantes, precisará expandir sua capacidade energética em 300 mil megawatts nos próximos 15 anos. "O acréscimo é necessário para que o país mantenha suas taxas de crescimento em cerca de 8% ao ano, como se tem visto", disse Raghavan.

O especialista afirma que o país tem problemas sérios de abastecimento e "60% da população não tem acesso à eletricidade". "Energia é um forte obstáculo para o crescimento econômico da Índia", afirmou.
Mesmo em Nova Délhi, capital país asiático em que vivem 15 milhões de pessoas, há diversas e consecutivas quedas de energia.

Nas 12 horas que antecederam a coletiva de imprensa com o economista Raghavan, faltou eletricidade por cinco vezes. Precavidos, os hotéis mais requintados da cidade mantêm lanternas ao lado das camas dos hóspedes.
Hoje, 65% da energia gerada na Índias é oriunda de térmicas, das quais cerca de 80% é movida a carvão. Aproximadamente 25% da eletricidade vem das hidrelétricas. No total, a Índia gera 137 mil megawatts, conta Raghavan.

"Sabe-se que para incrementar a matriz energética indiana será preciso ajuda de empresas estrangeiras", afirmou o economista que prefere não prever o valor dos investimentos que serão necessários para ampliar a geração em 300 mil MW. "As companhias interessadas podem trazer sua tecnologia e, em troca, oferecemos o nosso grande mercado consumidor", disse.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Roberta Scrivano - A repórter viajou a convite da Alstom)


6. Pré-sal pode mudar foco da Vale
Gazeta Mercantil
11/11/2008


Salvador - O governo federal estuda expandir a indústria siderúrgica e reduzir as exportações de minério de ferro da Vale para explorar as reservas do pré-sal. Serão necessários cinco mil quilômetros de tubos de aço especiais para a perfuração de poços na região do cluster de Tupi, revelou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, um dos integrantes da comissão criada para discutir o tema.

"É aço suficiente para suspender as exportações de minério de ferro da Vale e começar a construir siderúrgicas capacitadas para a fabricação desse tipo de aço especial", revelou Lima. O especialista sugere que a região de Tupi precisará de investimentos da ordem de US$ 400 bilhões, aproximadamente o montante estimado por bancos de investimentos em análises recentes.

A comissão interministerial deve mostrar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de dezembro, que o desenvolvimento das jazidas do pré-sal com investimentos na indústria local vão demandar tempo. A orientação do Planalto é estimular a cadeia de fornecedores do petróleo, mas há gargalos que impedem a tarefa.Não há capacidade instalada na indústria siderúrgica disponível para tantas encomendas. Se o governo quiser desenvolver fornecedores locais, com geração de emprego e renda no País, vai ter que esperar, segundo o relatório que será entregue ao presidente da República."Não temos pressa. É melhor ir com calma e desenvolver o País do que correr e ter de importar tudo", afirmou Lima, durante apresentação da 10ª Rodada de Licitações da ANP para empresários da Bahia, em Salvador.

A afirmação vai contra o que querem as empresas do setor. As petroleiras têm declarado que o governo federal deveria agilizar os estudos para explorar o petróleo do pré-sal.
Lima ressaltou que a parte do pré-sal que já foi licitada às empresas, da ordem de 42% da área do cluster de Santos, será explorada dentro dos prazos.

As discussões que pretendem desenvolver o pré-sal em ritmo de espera da siderurgia local envolvem 58% da área, além das outras regiões que podem possuir petróleo abaixo da camada de sal e ainda estão sob domínio da União.
80 bilhões de barris
Na última sexta-feira passada, Lima afirmou que o cluster de Tupi pode conter reservas da ordem de 80 bilhões de barris.

Considerando que o custo de desenvolvimento estimado é de US$ 400 bilhões, portanto, o custo exploratório, sem considerar outros gastos, ainda está bem abaixo do preço do barril de petróleo, abaixo de US$ 70.
Lima apresentou ontem a 10ª Rodada de Licitação de áreas de Petróleo para empresas da Bahia, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). A rodada vai oferecer apenas blocos terrestres, em sete bacias - Sergipe, Alagoas, Amazonas, Paraná, Potiguar, Parecis, Recôncavo e São Francisco.

Na bacia do Recôncavo Baiano serão oferecidos 21 blocos, em municípios como Amália Rodrigues, Camaçari, Candeias, Dias D´vila, Mata de São João, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Teodoro Sampaio e Terra Nova.(Gazeta Mercantil)

7. Michelin ampliará capacidade no Brasil
Gazeta Mercantil
13/11/2008

São Paulo - Apesar das incertezas do mercado automotivo por causa da escassez de crédito, a Michelin, fabricante de pneus, confirmou ontem que mantém os planos de ampliar a capacidade de pneus de automóveis e de picapes no Brasil para atender o mercado brasileiro e o Mercosul. A empresa ainda não definiu o valor do investimento e nem o local onde construirá sua nova fábrica no País. "A crise está forte na América do Norte e na Europa, mas a matriz está confiante que não haverá recessão no Brasil", disse Nour Bouhassoun, diretor de marketing e vendas de pneus de carga da Michelin América do Sul. "Os planos da companhia visam o longo prazo".

Para atender a grande demanda do mercado brasileiro, a Michelin já ampliou a capacidade de produção de pneus de automóveis na sua fábrica de Itatiaia (RJ), de 1 milhão para 2 milhões de unidades por ano.
Já na fábrica de Campo Grande, também no Rio de Janeiro, onde a capacidade atual de produção de pneus de carga é de cerca de 1,5 milhão de unidades, a empresa vai aumentar o volume para 2,3 milhões de pneus por ano até 2010. "O investimento de US$ 1 bilhão programado para o período de 2005 até 2011 para ampliar a capacidade e trazer novas tecnologias para o Brasil está mantido", destacou Bouhassoun.Alheia à crise financeira internacional e confiante na estabilidade econômica do Brasil, a Michelin está utilizando o máximo da capacidade das suas fábricas, com jornada de trabalho ininterrupta durante os sete dias da semana. "Só vamos parar no Revéillon e no Carnaval para fazer a manutenção dos maquinários", disse Bouhassoun.

O diretor da empresa informou que ainda não recebeu comunicado dos seus clientes sobre férias coletivas. Tanto a Mercedes-Benz quanto a Volkswagen Caminhões, os maiores clientes da empresa, não reduziram a produção de caminhões no País. "Não temos estoque nas fábricas e, se houver férias nas montadoras, vamos estudar formas para reduzir a nossa produção", disse Bouhassoun.
Ontem a Michelin lançou no mercado brasileiro novo pneu de carga XTE2 série 70 para aplicação em semi-reboque. "É o primeiro pneu que a empresa faz para este segmento. O novo modelo é 10 cm mais baixo e pesa 10 quilos menos que o modelo convencional e, além disso, é 10% mais barato, o que ajudará o Brasil e diminuir o custo com logística", comentou o diretor da Michelin.

O novo pneu da Michelin foi produzido para atender exclusivamente o mercado brasileiro. "Mas temos planos de exportar para os países da América do Sul", disse Bouhassoun.

Além de atender o mercado nacional, a Michelin também exporta os pneus fabricados no Brasil para os países da América do Sul, para atender as montadoras e o mercado de reposição.
Para a Europa a empresa envia pneus de alta performance para equipar os carros da Porsche, Mercedes-Benz e Audi. "O segmento de carros de luxo teve menos impacto na Europa com a crise financeira", comentou o executivo.

A expectativa de Bouhassoun é que 2009 seja igual a este ano. O faturamento da empresa, que em 2007 foi de US$ 1,3 bilhão deverá crescer 10% neste ano.(Gazeta Mercantil/Caderno C )(Sonia Moraes)


8. ALL aumenta lucro em trimestre atípico
Gazeta Mercantil
13/11/2008


São Paulo - Mesmo com o aumento dos estoques de produtos agrícolas, a América Latina Logística (ALL), maior ferrovia em extensão da América Latina, manteve o volume de cargas transportadas no terceiro trimestre deste ano. O diretor de relações com investidores, Rodrigo Campos, disse que este movimento foi atípico, pois, geralmente o terceiro trimestre é um dos mais fortes do ano em termos de transporte de produtos agrícolas.

"Os produtores seguraram a produção para aumentar os preços das commodities. Com isso, esperamos o movimento, que deveria ser observado no terceiro trimestre, nos últimos meses do ano. Mantemos nossa expectativa de crescer o volume entre 12% a 14% em 2008", disse o executivo. O volume de transporte de grãos caiu 6% passando de 6.752 milhões de toneladas por quilômetros úteis (TKU) em2007 para 6.345 milhões de TKU, em função, principalmente da queda dos volumes de trigo (-78,0%), milho (-39,6%) e fertilizantes (-30,5%). No acumulado do ano, o volume de commodities agrícolas aumentou 9,2%, para 17.620 milhões de TKU.

Já na unidade industrial, o volume transportado cresceu 14,8%, com aumento em todos os segmentos, principalmente em cargas intermodais. "Continuamos nossa trajetória de crescimento nos volumes intermodais, com aumentos de 17% em contêineres, 15,1% em alimentos e 15,8% no segmento de aço. Nos fluxos exclusivamente ferroviários, as cargas de construção obtiveram um incremento de 26,7%", afirma Campos. Uma das cargas que a ALL aumentou a participação é o transporte de álcool e açúcar para a exportação. No terceiro trimestre, a companhia assinou contrato com a Cosan para o transporte de álcool para exportação pelo Porto de Santos. "Esse acordo terá reflexo em nosso movimento no próximo ano", disse Campos.

Revisão de investimentos
Campos ressaltou que a ALL, em função do momento instável da economia revisou os investimentos para 2009. "Vamos investir agora R$ 600 milhões com foco maior no aumento da produtividade e não na compra de ativos", disse o executivo acrescentando que a ALL vai incorporar na frota mais 50 locomotivas e 600 vagões, encomendas que já estavam contratadas.

No terceiro trimestre deste ano, a ALL apurou um crescimento no lucro de 23%, excluindo os efeitos contábeis registrados no mesmo período do ano passado. "De julho a setembro de 2007, computamos em nossos resultados uma reversão de debêntures no valor de R$ 91,5 milhões, o que aumentou muito nossos ganhos, mas foi um efeito não recorrente", explicou o executivo. O lucro antes dos itens extraordinários foi de R$ 87 milhões ante R$ 70 milhões apurados no mesmo período de 2007. No acumulado dos nove meses, os ganhos da ALL atingiram R$214,9 milhões, elevação de 103,1% no comparativo com a mesma base de 2007, quando obteve, R$105,8%.

A receita líquida atingiu R$ 619,8 milhões, crescimento de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2007, quando o faturamento da ALL foi de R$ 577,27 milhões. Já no acumulado do ano, a companhia obteve uma receita de R$ 1,77 bilhão ante R$ 1,50 bilhão, elevação de 17,8% no período. O Ebtidar foi de R$ 349,2 milhões ante R$ 313,41 milhões no terceiro trimestre de 2007, aumento de 1,4% no período. Já nos nove primeiros meses do ano, o crescimento foi de 19,4%, passando de R$ 808,1 milhões em 2007 para R$ 965,1 milhões.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Ana Paula Machado)


9. Lucro líquido do Banrisul cresce 44,5% no trimestre

Gazeta Mercantil
13/11/2008


Porto Alegre - O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) alcançou no terceiro trimestre de 2008 lucro líquido de R$ 110,7 milhões, um crescimento de 44,5% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado de 2008 até setembro, o ganho do banco estatal gaúcho somou R$ 419 milhões, ante R$ 801 milhões do ano passado. A queda é explicada pela ativação de créditos tributários de R$ 528,5 milhões em 2007. Neste ano foram mais R$ 86,2 milhões. Excluindo-se os efeitos não recorrentes nos exercícios, o resultado ajustado seria de R$ 332,8 milhões no acumulado de 2008, 21,8% acima do obtido em igual intervalo do ano passado.

De acordo o relatório do Banrisul, o resultado "reflete o maior volume de receitas de crédito e arrendamento mercantil, proveniente do crescimento do volume de operações, cuja expansão foi de 51% em 12 meses". A carteira de crédito do banco somou R$ 11 bilhões em setembro. Conforme a instituição, a demanda por empréstimos "permaneceu aquecida no terceiro trimestre, apesar da elevação dos preços praticados nas contratações, face ao realinhamento da política monetária doméstica a partir de abril".

As receitas geradas pelo crédito comercial para pessoa física e jurídica somaram R$ 534,5 milhões no trimestre, 43,3% acima do mesmo período de 2007 e 16,4% maiores ante abril e junho deste ano. Na pessoa física a evolução foi de 33% sobre o terceiro trimestre do ano passado, alcançando R$ 325 milhões. No caso da jurídica, o aumento foi de 63,1%, totalizando R$ 209,1 milhões.

Apesar da evolução da carteira de crédito, a inadimplência caiu 0,6 pontos percentuais nos últimos 12 meses e fechou o terceiro trimestre em 3,2%. Segundo o Banrisul, as operações de crédito de risco normal classificadas de AA a C representam 85,8% da carteira, o que confirma a saúde dos empréstimos realizados pelo banco. O Índice de Basiléia atingiu 17,7%, 6