Sexta-feira, 21/09/2007
Ano VII – edição 287

Agrobusiness

MONSANTO CO. ADQUIRE MAIS UMA EMPRESA DE SEMENTES

A perspectiva de liberação do plantio de milho transgênico no Brasil assanha o mercado de aquisições no setor de sementes e antecipa concentração do setor. A MONSANTO CO. anunciou a compra da AGROESTE SEMENTES, que dividia a posição de maior empresa nacional junto com a AGROMEN SEMENTES, cuja divisão de milho foi adquirida há cerca de um mês pela DOW AGROSCIENCES. Essa é a quarta aquisição no ramo de sementes feita MONSANTO no Brasil, que há cerca de dez anos comprou as divisões de sementes de milho da CARGILL, da AGROCERES e da BRASKALB, o que derivou duas marcas, a SEMENTES AGROCERES e a DEKALB, que detêm cerca de 30% da área cultivada com milho no País. Com a aquisição, calcula-se que o market share da MONSANTO subirá para 40%. O Diretor da AGROESTE, Neimar Brusamarello, disse que a aquisição não muda em nada a estrutura de funcionamento da empresa. Na safra 2006/07, a AGROESTE movimentou cerca de 1,1 milhão de sacas de milho no Brasil. A AGROESTE tem sede em Xanxerê, Santa Catarina e uma filial em Campo Verde, em Mato Grosso. Possui cerca de 300 funcionários diretos e 500 temporários (safristas).

Gazeta Mercantil

 

Globoaves investe em suínos e em frango caipira

A GLOBOAVES, empresa paranaense que é maior produtora independente de pintos de um dia e de ovos férteis do país, entrou no abate de suínos e também estréia no segmento de frango caipira. A companhia arrendou a PORCOBELLO, localizada em Laranjeiras do Sul (PR) e comprou 50% da mineira NHÔ BENTO, que produz frango caipira da linhagem "Label Rouge", na cidade de Veríssimo. Apesar de ser mais conhecida pela atuação em aves, a GLOBOAVES produz suínos há cerca de 30 anos, observa Velci Kaefer, Diretor da empresa. A GLOBOSUÍNOS, empresa do grupo, fornecia animais no Paraná para abate em frigoríficos do Estado. A partir de agora, os 750 suínos que saem de sua granja todos os dias serão abatidos na PORCOBELLO. Segundo o empresário, a unidade abate 1.100 suínos por dia, mas a capacidade pode ser elevada para 2.500 animais. Isso dependerá do desempenho do mercado, principalmente da exportação. A PORCOBELLO exporta 25% de sua produção. E Velci Kaefer está otimista. "As perspectivas para exportação são promissoras", afirma. A sociedade com a NHÔ BENTO é outro passo na estratégia de diversificação da GLOBOAVES, que vem reforçando a atuação no abate de frango. Com as novas apostas e outros investimentos recentes, o grupo GLOBOAVES estima que seu faturamento anual deve alcançar R$ 600 milhões. Foram R$ 460 milhões no ano passado.

Valor Econômico

 

Alimentos

Brico Bread quer ficar mais perto do consumidor

A BRICO BREAD, fabricante de pães pré-assados e congelados de Cotia, na Grande São Paulo, inicia no próximo ano a venda do seu principal produto, o pão francês, a uma rede japonesa de supermercados, interessada em atender os dekasseguis. "Lá não existe pão francês e eles nos procuraram porque querem começar a oferecer o produto", diz Manoel Corrêa de Souza Neto, Presidente da BRICO BREAD. Esta não é a única novidade da empresa, criada há 10 anos para atender a demanda das padarias dos super e hipermercados com pães pré-assados e congelados, que são aquecidos nas lojas. A BRICO BREAD amplia o seu portfólio e começa a vender pão pronto para o consumidor final. Ainda este mês, uma linha de pães funcionais, um pão doce individual e um pacote de mini pães de queijo chegam às gôndolas do CARREFOUR. A BRICO BREAD já oferecia pães congelados no varejo, canal que responde hoje por 10% do seu faturamento, que deve totalizar R$ 30 milhões neste ano. "Minha meta é que, até o final de 2008, a venda para o consumidor final represente 30% da receita", diz o empresário.

Valor Econômico

 

Piraquê quer ir além do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é disparado o principal mercado, cerca de 80% do faturamento, que deve alcançar R$ 330 milhões em 2007, mas a fabricante de macarrão, biscoitos e margarinas PIRAQUÊ quer entrar de maneira agressiva em outros estados nos próximos anos. Para isso, a empresa inaugurou um escritório em Salvador e pretende abrir as portas de outro, em Florianópolis, até o final deste ano. Apesar de estudar novos mercados, a PIRAQUÊ não deve construir novas fábricas, por enquanto. Todos os investimentos estão voltados para a unidade de produção carioca que recebe aportes de R$ 50 milhões até o começo de 2008. A fábrica ganhou duas novas linhas de produção desde 2006. Além disso, ganhará outras três até o fim deste ano e uma até fevereiro de 2008. No total, serão três novas linhas de fabricação de macarrão e três de biscoitos. A idéia é abastecer esses novos mercados com a produção concentrada no Rio. Só em 2007, a capacidade da fábrica da PIRAQUÊ deve crescer 35%, sendo que 9% desse total virá da produção de macarrão instantâneo, o PIRAQUÊ LÁMEN, nova aposta da empresa que chega aos supermercados este mês, estimou o Diretor Comercial Celso Colombo. Se confirmada essa estimativa, as vendas do novo produto devem alcançar R$ 2 milhões de setembro a dezembro. Em 2006, a receita da empresa foi de R$ 300 milhões, alta de 15,85% em relação a 2005. Este ano, Colombo afirmou que esse número pode chegar a até R$330 milhões.

Gazeta Mercantil

 

SEARA ANUNCIA AMPLIAÇÃO DE UNIDADE EM MS

A SEARA ALIMENTOS está investindo mais de R$ 4 milhões na ampliação da unidade de Sidrolândia (MS). Os recursos permitirão a elevação em 26% a capacidade de abate de frangos. As obras iniciam-se neste mês, com previsão de término em maio do próximo ano. O valor será destinado a adequações dos processos industriais e implantação do terceiro turno. Outros R$ 48 milhões serão aplicados para o aumento de mais 43 núcleos de produção de frango e 12 de matrizes. Será ampliada, também, a estrutura de produção de rações, para atender a nova demanda de consumo das granjas. A unidade contará também com investimentos de R$300 mil para aprimorar a qualidade e a segurança dos funcionários.

Gazeta Mercantil

 

Autopeças

SKF E BORGWARNER ANUNCIAM MAIS INVESTIMENTOS NO BRASIL

A perspectiva de crescimento do mercado brasileiro e a confirmação de encomendas para 2008 levam as fabricantes de autopeças a dar continuidade nos programas de investimentos no Brasil.

A SKF, fabricante sueca de rolamentos, vai aplicar neste ano R$ 10 milhões na sua fábrica de Cajamar (SP). O investimento da SKF virá de recurso próprio da subsidiária brasileira, com a aprovação da matriz na Suécia e será utilizado para ampliar a capacidade da fábrica a partir do primeiro semestre de 2008 e garantir o abastecimento das montadoras de automóveis, que já avisaram seus fornecedores que vão aumentar a produção. "Vamos acrescentar 4 milhões de unidades a mais de rolamentos na linha de produção", disse Carlo Dessimoni, Diretor de Vendas Automotivas. A SKF tem indicadores positivos para o mercado de automóveis no Brasil e exterior no próximo ano. Além de complementar a produção de outras fábricas no mundo, para atender o mercado europeu que está muito aquecido, ainda está com sua carteira de pedidos tomada até dezembro de 2008.

A BORGWARNER, que faz turbo compressores, destinará US$ 3,5 milhões para sua fábrica de Campinas (SP). A quantia também virá do Brasil, com aprovação da matriz nos Estados Unidos. "Já tínhamos programação para utilizar esse dinheiro em longo prazo, mas decidimos antecipar para janeiro de 2008 em razão das sinalizações positivas do mercado de caminhões para o próximo ano e de novos negócios confirmados também no exterior", disse Sérgio Castione Veinert, Gerente-Geral da empresa. No mercado externo a BORGWARNER já tem pedidos fechados até o primeiro trimestre de 2008. "E tudo indica que 2008 será um ano bom para o segmento brasileiro de caminhões, com crescimento de 5% em relação a 2007", disse Veinert.

Gazeta Mercantil

 

Energia

DUKE FECHA PARCERIA E RETOMA INVESTIMENTOS

Com a estratégia de retomar seus investimentos em energia no Brasil, paralisados desde 2001, a norte-americana DUKE ENERGY firmou, por meio da DUKE ENERGY BRASIL, um acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) para a realização de estudos de viabilidade técnico-econômica de novos empreendimentos de geração. Os estudos de pré-viabilidade, em que primeiramente se faz um desenho sobre as questões dos impactos ambientais e da engenharia, começam em outubro. Eles serão realizados no Rio Doce, no sudeste de Minas Gerais e, caso sejam aprovados, o projeto inicial prevê a construção de quatro hidrelétricas com capacidade somada de 520 megawatts (MW). "Mas ainda é muito cedo para falarmos se as quatros usinas serão construídas", afirmou Mário Silva, Diretor de Planejamento Estratégico da DUKE ENERGY BRASIL.

Valor Econômico

 

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

GLIVEC IMPULSIONA PESQUISA DA NOVARTIS NA ÁREA DE CÂNCER

Os bons resultados obtidos com o medicamento para leucemia mielóide crônica Glivec têm impulsionado a farmacêutica NOVARTIS a investir cada vez mais no segmento de oncologia. "A área tem ganhado importância dentro do grupo. Com o sucesso que se verifica no Glivec hoje, a empresa tem mais segurança para investir em outros projetos", disse o Vice-Presidente para a área de oncologia da companhia suíça, Djordje Filipovic. A empresa investiu cerca de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de produtos oncológicos em 2006. Filipovic não revelou o volume de recursos que estão sendo aplicados este ano. No entanto, disse que existem 24 projetos na área em andamento, que buscam tratamento para 11 tipos de cânceres, com destaque para tumores sólidos. Em 2006, as vendas líquidas da NOVARTIS com remédios de prescrição subiram 11% para US$ 22,57 bilhões, 18% mais que no ano anterior. No total, a área de oncologia respondeu por 26% das vendas da divisão "pharma", ou US$ 5,91 bilhões.

Gazeta Mercantil

 

Financeiro

MATONE LUCRA R$ 17,3 MI NO SEMESTRE

O BANCO MATONE, que opera com foco na concessão de empréstimos consignados em folha de pagamento para servidores públicos e aposentados e pensionistas do INSS, publicou balanço referente ao primeiro semestre com lucro líquido de R$ 17,3 milhões. O resultado foi 1,6% superior ao mesmo período de 2006. A produção de novas operações de crédito consignado alcançou R$ 210,6 milhões no período, ante R$ 162,5 milhões no primeiro semestre de 2006.

Valor Econômico

 

Química & Petroquímica

Química Amparo começa a incomodar Unilever e P&G

UNILEVER e P&G sempre dominaram o mercado de limpeza no Brasil. E é na mais disputada delas, a de sabão em pó, que o crescimento da QUÍMICA AMPARO fica mais visível. A líder absoluta é a UNILEVER, que tem 63,2% do mercado com suas diversas marcas. A P&G aparece em seguida com 12,8%. Na UNILEVER, os executivos Fábio Prado, Vice-Presidente de MARKETING, e Luiz Carlos Dutra, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos, asseguram que o crescimento da concorrente não causa impacto no líder Omo que, segundo eles, vem crescendo ao ritmo de 20% ao ano. Na PROCTER & GAMBLE, Pedro Martins da Silva, Diretor de Relações Externas, reconhece que a disputa no mercado de produtos de limpeza é complexa, até porque existem muitos Brasis em condições diversas. A QUÍMICA AMPARO divulgou que o sabão em pó Tixan Ypê ganhou participação de mercado, que saltou para 8,9% no primeiro semestre deste ano, contra 7,9% no mesmo período de 2006. Em 2007, a fabricante fortaleceu a marca com dois lançamentos: Flor do Sol e Natureza.

Valor Econômico

 

PETROFLEX PODE ATRAIR NOVOS GRUPOS

A venda da maior produtora de borracha sintética do País, a PETROFLEX, pode atrair novos interessados, entre eles a GOODYEAR e a DSM ELASTÔMEROS, com a possível desistência da companhia alemã LANXESS, que já estava em processo adiantado de conversação. Para a LANXESS, uma empresa em franco crescimento no Brasil no mercado de elastômeros, em que já é a maior produtora mundial, o negócio poderia ser um bom impulso no País. Com sua possível desistência, a PETROFLEX passa a ser interessante às multinacionais instaladas no Brasil. Mas também volta a ter o impasse de matéria-prima garantida para poder crescer. No caso da DSM, há sinergia, já que a empresa produz borracha sintética de alto valor agregado também para a indústria automobilística. A PETROFLEX tem como donos as maiores petroquímicas do País, UNIPAR, BRASKEM e SUZANO (PETROBRAS). 

Valor Econômico

 

Mais eficiência na Fosfertil

A FOSFERTIL, maior produtora de matérias-primas para fertilizantes do Brasil, está implantando mudanças na gestão de processos em sete unidades fabris. O objetivo é elevar em 50% a produtividade das áreas industriais, além de reduzir o consumo de água e de vapor. No terminal marítimo da FOSFERTIL a capacidade de carregamento de fertilizantes aumentou 27%.

Gazeta Mercantil

 

Serviços

GRUPO SOLARE AMPLIA NEGÓCIOS NO NE

Administrar uma casa não é tarefa simples. Imagine administrar 658 unidades habitacionais e prestar contas a cerca de 400 proprietários. Esta é a especialidade do GRUPO SOLARE, com sede em São Luís, que em 11 anos tornou-se a maior operadora hoteleira de flats e condo-hotéis das regiões Norte e Nordeste, e está ainda entre as 10 maiores empresas genuinamente nacionais, de acordo com pesquisa realizada pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). O grupo possui, atualmente, cinco unidades, sendo uma em Belém (PA), três em São Luís e um resort em Barreirinhas, no Maranhão. Até 2010, vai inaugurar mais nove unidades no Maranhão e Pará, orçados em R$ 128 milhões. Ao todo serão alcançando um total de 14 unidades 1.840 unidades habitacionais nos dois estados. O faturamento atual da rede é da ordem de R$16,56 milhões anuais nos dois estados. Quando todas as 14 unidades estiverem em operação, projeta-se um faturamento no valor de R$ 47,76 milhões, de acordo com o Gerente de Projetos e Tecnologia do grupo, Gilberto Galrão Carneiro.

Valor Econômico

 

SABIN DIVERSIFICA PARA SE MANTER NO MERCADO

Para resistir ao processo de consolidação pelo qual passa o segmento de medicina diagnóstica no Brasil e não ser engolido por alguma gigante do mercado, a REDE SABIN, de Brasília, resolveu diversificar a atuação. De médio porte e com o objetivo de realizar exames de análises clínicas, a rede de laboratório entrou há três anos no segmento de alimentos e este ano ampliou atuação para o nicho de meio-ambiente. O SABINBIOTEC, braço voltado para a análise de grãos e carnes, criado há três anos por meio de um contrato de transferência de tecnologia com a EMBRAPA, deve receber ainda este ano credenciamento do Ministério da Agricultura, o que deixará o laboratório apto a validar amostras de empresas interessadas em entrar no mercado externo. Já em maio deste ano, o SABIN adquiriu por R$ 1,5 milhão o laboratório MICROBIOTEC, também de Brasília. Especializada em análises físico-químicas e microbiológicas, a empresa tornou-se a subsidiária do SABIN responsável pela análise de água, qualidade do ar, sistemas de tratamento e refrigeração de ar e segurança alimentar. A rede de porte médio, mas com características de uma grande empresa, é freqüentemente assediada por empresas nacionais e internacionais interessadas em firmar parcerias ou mesmo adquirir o SABIN, segundo Janete Vaz, sócia e Diretora Administrativa da empresa. O SABIN atende 2,5 mil clientes por dia e realiza 600 mil exames por mês. A empresa já figurou, por exemplo, na lista das 100 melhores da América Latina para se trabalhar. Nos últimos cinco anos dobrou o número de unidades. Hoje possui 42 laboratórios, sendo 40 em Brasília, um em Luziânia e um em Formosa, ambas em Goiás. A meta é chegar a 50 unidades até 2009, sem a intenção de sair da região Centro-Oeste. Com a expansão no número de unidades e busca de alternativas de atuação, o SABIN viu seu faturamento saltar de R$ 9 milhões, em 2001, para R$ 66 milhões, em 2006. A expectativa é chegar a R$ 78 milhões este ano, crescimento de 18%.

Gazeta Mercantil

 

UNIMED PAULISTANA INICIA REESTRUTURAÇÃO

A cooperativa de saúde UNIMED PAULISTANA está implementando um projeto de reestruturação que pretende torná-la mais competitiva. O programa, que começou a ser adotado com a eleição de nova diretoria há três meses, quer reduzir custos, profissionalizar a gestão e melhorar a qualidade de vida dos médicos associados. Somente com ativos físicos será possível obter uma economia anual de R$ 4 milhões, conta o Diretor da Cooperativa, Mário Santoro Filho. Isso porque a sede da empresa hoje está espalhada em seis imóveis na avenida Brigadeiro Luís Antônio, na capital paulista. A idéia é juntar todos os departamentos em um único prédio. A reestruturação começou com a contratação de cinco profissionais de mercado para as áreas financeira, auditoria, negociação e regulação, gestão de pessoas, superintendência administrativa do Hospital Santa Helena e contabilidade. Além disso, a empresa alterou seu organograma, unindo as gerências de divisão e departamento. Hoje, com 1,09 milhão de clientes, a empresa soma 1,8 mil médicos cooperados e uma rede credenciada de 97 hospitais, 139 clínicas e 124 laboratórios e centros de diagnósticos na Grande São Paulo. Em 2006, o faturamento da rede foi de R$ 1,197 bilhão, 3,66% superior ao de 2005. Para este ano, a expectativa é crescer entre 5% e 7%.

Gazeta Mercantil

 

Siderurgia & Metalurgia

SAINT-GOBAIN APOSTA NA RETOMADA DOS INVESTIMENTOS E EXPANDE PRODUÇÃO

Na expectativa de que seja deslanchado o investimento de R$ 40 bilhões em saneamento no país deste ano até 2010, a subsidiária do grupo francês SAINT-GOBAIN que atua na área de tubos investe para poder atender a demanda futura. A empresa está aportando R$ 10 milhões na expansão de sua fábrica de tubos, conexões, válvulas e outros itens, instalada em Barra Mansa (RJ). Denominada SAINT-GOBAIN CANALIZAÇÃO, essa divisão engloba a antiga CIA. SIDERÚRGICA BARBARÁ e a ALDEBARÃ, que fica em Itaú (MG). Com o investimento no alto-forno, a fábrica fluminense elevará sua capacidade de 180 mil para 220 mil toneladas de aço fundido. A SAINT-GOBAIN, que tem 80% das suas vendas para obras de saneamento, tem sido obrigada a exportar para manter a ocupação de suas fábricas, 40% da receita vem do exterior devido à drástica redução de obras no setor nos últimos anos. No Brasil tem fábricas em Barra Mansa e Itaúna. Nesta última tem condições de fazer 25 mil toneladas de conexões de pequeno tamanho e válvulas em bruto. A filial brasileira, que emprega 1,25 mil pessoas, garante ser líder em sistema para adução (água), coleta e tratamento de esgoto, área industrial (como mineração), predial e de irrigação. Em 2006, obteve faturamento de R$ 378 milhões. 

Valor Econômico

 

CISER, DE JOINVILLE, DIVERSIFICA PRODUÇÃO E AUMENTA VENDAS

O crescimento do uso do aço em estruturas tanto na construção civil como em mineração e siderurgia e uma relativa estabilização do uso do concreto fez a CISER, de Joinville (SC), maior fabricante brasileira de elementos fixadores, apostar nesta tendência para incorporar novas altas em seu faturamento a partir de 2007. A empresa enfrenta forte concorrência dos asiáticos no mercado de parafusos no qual atende as indústrias automotivas, do mobiliário, ferroviária, entre outras. Na semana passada, a CISER lançou um sistema de fixação com tensão controlada, denominado Tenex, para o qual conta com a parceria da MAKITA, que desenvolveu no Japão a parafusadeira elétrica especial para a aplicação e fornece o equipamento na unidade de São Bernardo do Campo (SP). A CISER faturou R$ 200 milhões em 2006 e a previsão inicial era de R$ 240 milhões em 2007. Com o novo sistema, entretanto, a expectativa é elevar em mais 5% ou 10% esse total.

Gazeta Mercantil

 

NOVELIS APLICA US$ 7 MILHÕES EM EXPANSÃO

A NOVELIS vai investir US$ 7 milhões na instalação de um novo forno para ampliar a unidade de produção de chapas de alumínio de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. A previsão é de que a expansão seja concluída em fevereiro do ano que vem e deve ampliar 12% a capacidade de produção, que atualmente é de 300 mil chapas por ano. Segundo o Diretor de Operações de Laminados da empresa, Roberto Rocha, o mercado de latas passa por um momento muito positivo e esse investimento da empresa demonstra uma clara disposição de atender essa demanda. Em 2006, foram produzidas 12 milhões de latas no Brasil. A NOVELIS deve investir cerca de US$ 23 milhões este ano. No primeiro trimestre deste ano a NOVELIS da América do Sul registrou vendas líquidas de US$ 243 milhões, ante os R$ 209 milhões registrados em 2006. No ano passado, as vendas líquidas da empresa totalizaram US$ 823 milhões. 

Valor Econômico

 

Telecomunicações & Informática

NORTEL AVANÇA NA AMÉRICA

A NORTEL busca no País parcerias para o desenvolvimento de terminais de baixo custo, um dos desafios para a adoção da WiMax, e redes. "A idéia é criar um ecossistema completo", diz Diretor de Planejamento e alianças estratégicas, José Luiz Malavazi. A companhia procura ainda parceiros locais para desenvolver e para fabricar equipamentos, especialmente para pequenas e médias empresas, de 40 a 100 usuários. Além disso, trabalha na construção de uma rede de distribuição para atingir o segmento. "A expectativa é atingir 20% desse mercado em três anos", afirma Juan Chico. O Brasil é o piloto da iniciativa da NORTEL para as pequenas e médias empresas.

Gazeta Mercantil

 

CENDIO, DA SUÉCIA, INICIA OPERAÇÕES NO BRASIL

O Brasil será o ponto de partida para a fornecedora sueca de software CENDIO SYSTEMS na América Latina. Em parceria com investidores brasileiros, a empresa acaba de criar a CENDIO LATIN AMERICA e vai brigar por uma fatia do mercado local de virtualização de aplicativos. A meta é atingir 20% de participação em dois anos no País e expandir sua presença para México, Argentina e Chile. Com tecnologia baseada em código aberto, a CENDIO desenvolve sistemas para o acesso remoto a aplicações instaladas em servidores, reduzindo custos em aquisição de equipamentos e licenças de uso, segmento dominado globalmente pela americana CITRIX SYSTEMS, com software proprietário e forte parceria com a MICROSOFT. A CENDIO fatura cerca de US$ 110 milhões e tem 140 clientes concentrados principalmente nos países nórdicos. No caso do Brasil, a aposta é forte na adoção de software livre na região, especialmente pelo governo. A CENDIO já conta hoje com três usuários no Brasil: a UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO (UERJ), o estaleiro MAUÁ JURONG e a FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV-RJ). Para aumentar a base de clientes, a idéia é manter uma operação enxuta, com cerca de 15 funcionários, e criar uma rede de distribuição. No momento, cerca de 30 revendas estão em fase de treinamento, mas o objetivo é chegar a 100 canais em dois anos.

Valor Econômico

 

Transporte & Logística

EM AGOSTO, UM NOVO RECORDE DE CARGA NA MRS

A MRS LOGÍSTICA pelo segundo mês consecutivo movimentou volume acima de 11 milhões de toneladas. Em agosto, a companhia transportou 11.668.678 toneladas. O Presidente da companhia, Júlio Fontana Neto, disse que o minério de ferro foi o carro chefe, mas a carga geral, principalmente o agronegócio e contêineres, têm puxado este crescimento. "A tendência é de uma produção crescente para atender a demanda dos clientes. Como sempre o minério é importante porém outras cargas têm crescido na empresa. Essa tem que ser a tônica: elevar a participação de mercado de outras cargas".

Gazeta Mercantil

 

PSA PRETENDE VENDER 400 MIL AUTOMÓVEIS NO MERCOSUL EM 2010

O grupo PSA PEUGEOT CITROËN pretende dobrar de tamanho e vender 400 mil veículos no Mercosul em 2010, destacou o Presidente Mundial do grupo, Christian Streiff, durante a apresentação das estratégias até 2015. No Brasil o objetivo do grupo é estar entre as quatro montadoras. Para a meta vai lançar 12 novos modelos até 2010, atuar ativamente no segmento de entrada, reforçar a rede de concessionárias de cada uma de suas duas marcas, gerar rapidamente novas capacidades industriais, aumentar a participação das compras locais e fortalecer localmente as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Para atrair mais fornecedores no Brasil, hoje o grupo compra peças de cerca de 300 autopeças do Mercosul, o grupo francês montou um showroom em São Paulo, onde expôs 1.700 componentes importados. A empresa quer elevar para 100% o índice de nacionalização dos seus carros que são produzidos no Mercosul. Hoje o conteúdo local é de 85%. Para 2010, os objetivos fixados pelo grupo são recuperar o crescimento e a rentabilidade e ultrapassar a venda de 4 milhões de veículos. Sua ambição para 2015 é a de ser o grupo mais competitivo na Europa.

Valor Econômico

 

LÍDER INDUSCAR/CAIO PREPARA NOVA FÁBRICA FORA DE SÃO PAULO

Nordeste ou Sul, uma dessas duas regiões do País terá uma unidade da encarroçadora de ônibus do País. Trata-se da INDUSCAR - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CARROCERIAS LTDA., que após ter arrendado em 2001 a massa falida da tradicional CAIO, é simplesmente, hoje, a líder em produção no Brasil. "Onde estamos, em Botucatu/SP, não temos condições de crescer e um dos motivos é a complexidade dos tipos de carrocerias que passamos a produzir", disse Mauricio Lourenço da Cunha, Diretor Industrial da INDUSCAR. A INDUSCAR arrendou a CAIO em 18 de janeiro de 2001. Com falência decretada, a marca vinha se desmilingüindo. O GRUPO RUAS, com 4,5 mil ônibus operando na cidade de São Paulo, ao assumir como arrendatário, firmou como um dos compromissos montar cerca de 300 carrocerias encomendadas e não entregues. Enfim, recolocou ordem na casa. Já no primeiro ano, 2001, a cadência mensal subiu para 225 unidades, aumentou para 350 unidades em 2003 e para 450 carrocerias mensais no ano seguinte. Em 2005, ficou em 460 carrocerias, voltou a subir (500 unidades) em 2006 e, neste 2007, o ritmo está em 580 carrocerias mensais.

Valor Econômico

 

Renault do Brasil bate recorde histórico de vendas no país

A RENAULT DO BRASIL superou em agosto o seu recorde histórico de vendas desde que iniciou as suas operações no País, há dez anos. No mês, a empresa comercializou 7.568 unidades, sendo 7.197 veículos de passeio e 371 utilitários, ultrapassando o recorde anterior atingido em maio de 2001 (7.359 veículos). Em agosto, a RENAULT DO BRASIL ficou em quinto lugar no ranking de vendas de automóveis e comerciais leves, com uma participação de mercado de 3,4%. Nos primeiros oito meses do ano, a RENAULT DO BRASIL comercializou 43.532 unidades, um crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2006 (32.342 veículos). Este desempenho é 8 pontos percentuais superior ao crescimento de todo o setor automotivo, que registrou no mesmo período uma elevação de cerca de 27% nas vendas.

Gazeta Mercantil

 

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