Alimentos
Natal
chega cedo e concorrência cresce
entre os panetones
Este
ano, os fabricantes de panetone
esticaram o período pré-natalino
e iniciaram a distribuição dos
principais sabores, tradicional
e chocolate, no final de setembro,
duas semanas antes do que costumam
fazer. Para não cansar o paladar
do consumidor, a maioria das lojas
estará abastecida também com novas
versões. O reforço no portfólio
e a chegada antecipada às prateleiras
são a estratégia dos fabricantes
para aumentar o consumo per capita
em pelo menos 10% este ano. A
líder BAUDUCCO,
dona das marcas Visconti e Tommy,
recebe de presente este ano a
concorrência da CASA
SUÍÇA, fabricante de bolos
que investiu R$ 3 milhões para
fornecer também panetones, acirrando
a disputa no segmento premium."A
CASA SUÍÇA não será um concorrente
predador, que irá brigar por preço,
e sua chegada pode aumentar o
consumo", diz o Diretor de
Marketing da BAUDUCCO, Paulo Cardamone.
A marca, que tem 60% da venda
total de panetone, não está disposta,
porém, a ceder espaço na mesa.
Só neste Natal, a BAUDUCCO investe
R$ 7 milhões em ações de merchandising
e degustação nos pontos-de-venda
e em uma promoção de bonecos colecionáveis
para conquistar o público infantil.
A expectativa da BAUDUCCO, que
não revela faturamento, é aumentar
sua receita com panetones em 14%.
Outros R$ 3 milhões serão investidos
na campanha que vai ao ar no dia
21, onde a empresa anuncia seu
compromisso de garantir a primeira
fornada de panetones 90 dias antes
do Natal. A CASA SUÍÇA espera
que o novo item represente 5%
da sua receita este ano, prevista
em R$ 32 milhões.
Valor
Econômico
Swift,
a marca global da JBS, quer rejuvenescer
no Brasil
Quando
fechou a aquisição da americana
SWIFT COMPANY FOODS, em maio, a JBS, que controla o FRIBOI, deu um claro sinal
do tamanho de sua ambição. A JBS
não comprou apenas uma empresa
com faturamento quatro vezes superior
ao seu e se transformou na maior
indústria de carne bovina do mundo.
Ao adquirir a SWIFT, a JBS também
tornou mais próxima a possibilidade
de ter uma marca transnacional
de alimentos, o que nenhuma empresa
brasileira do setor conseguiu
até hoje. Desde 2000, o FRIBOI
detém a marca SWIFT no Brasil.
O ativo ficou com o FRIBOI depois
que a BF, joint venture feita
com o frigorífico BERTIN, acabou.
A BF havia sido criada para atuar
em carne industrializada e era
formada por unidades do frigorífico
BORDON, compradas Pelo Bertin,
e da ANGLO, adquirida pelo FRIBOI.
BORDON controlou o SWIFT ARMOUR
entre 1989 e 2000. Em 2005, o
FRIBOI passou a deter a marca
SWIFT na Argentina, com a compra
do frigorífico SWIFT ARMOUR. A
tacada que faltava para controlar
a marca globalmente veio com a
aquisição da SWIFT nos Estados
Unidos, este ano. "A possibilidade
de ter uma marca transnacional
vem com a compra da SWIFT",
diz o Diretor de Industrializados
da JBS, Antônio Zambelli. Hoje
as linhas da SWIFT respondem por
20% da receita de industrializados
do FRIBOI no mercado brasileiro,
que por sua vez respondem por
18% a 20% do faturamento da JBS
no país. Com a estratégia em curso,
essas fatias tendem a aumentar,
ainda que as metas não sejam reveladas.
Em 2006, o faturamento bruto da
JBS foi de R$ 4,324 bilhões. No
primeiro semestre deste ano somou
R$ 2,495 bilhões.
Valor
Econômico
Bebidas
& Fumo
GANHOS
DA PEPSICO SOBEM 17% NO TRIMESTRE
A
PEPSICO,
multinacional que comercializa
as marcas Elma Chips, Toddy, Gatorade,
Pepsi, entre outras no Brasil,
declarou lucro líquido de US$
1,74 bilhão, ou US$ 1,06 por ação,
no terceiro trimestre de 2007,
alta de 17% ante o mesmo período
do ano passado. O principal motivo
do crescimento foi as vendas no
exterior, os efeitos do dólar
mais fraco em todo o mundo e isenções
fiscais. A receita da gigante
cresceu 11,4%, para US$ 10,17
bilhões. Os negócios internacionais
da PEPSICO registraram alta de
19%, enquanto a receita e o volume
cresceram 22% e 7%, respectivamente.
A empresa registrou aumentos de
20% e de 12% nas vendas de petiscos
e de bebidas na Ásia, por exemplo.
No Brasil, a PEPSICO anunciou
a compra da COMÉRCIO DE DOCES
LUCKY, fabricante do salgadinho
Torcida.
Gazeta
Mercantil
Espumantes
embalam o crescimento da Salton
Angelo
Salton Neto está rindo à toa.
Afinal, garante, a vinícola gaúcha
nunca esteve tão bem. A produção
de uvas, vinhos finos e espumantes
cresce continuadamente. As vendas
estão em alta, com reflexos positivos
em participação de mercado e faturamento.
Importadores fazem encomendas.
Investimentos recentes deram resultados
e novos aportes estão sendo planejados.
Propostas de profissionalização,
abertura de capital, parcerias
ou mesmo de compra da empresa
acumulam-se na mesa do empresário.
Epicentro dos movimentos que descreve,
Salton comemora o avanço da empresa,
com a ressalva padrão de que os
princípios que a norteiam desde
a fundação, em 1910, são os mesmos.
Salton identificou o potencial
do Prosecco, símbolo da fase atual
da companhia. SALTON
percebeu a demanda feminina crescer
nas mesas ao lado em 2000. E,
em grande parte graças à bebida,
hoje sua vinícola abocanha quase
50% do mercado brasileiro de espumantes.
Para a SALTON, o Prosecco deverá
representar cerca de 30% do faturamento
da linha de espumantes em 2007.
Puxada pelo avanço desta linha,
que já responde por 20% das vendas
da empresa, a receita total deverá
crescer 12,4% em 2007 na comparação
com 2006, para R$ 190 milhões.
Valor
Econômico
AmBev
estuda a Cerpa para crescer na
região Norte
Os
planos da AMBEV
para entrar no norte do país incluem
a análise da CERPA, cervejaria instalada em Belém do Pará.
A CERPA enfrenta dificuldades
financeiras e a aquisição da cervejaria
seria uma saída para a AMBEV resolver
rapidamente o problema de falta
de capacidade produtiva que enfrenta
desde o ano passado. A CERPA tem
uma fábrica moderna em Belém,
mas usa menos da metade da capacidade
de produção. Um de seus principais
produtos é a Cerpinha, produto
da categoria super premium. Em
Belém, a CERPA, que já concorreu
de perto com as marcas da AMBEV,
tem hoje uma participação de mercado
de 4,9%, atrás de SKOL, ANTARCTICA,
NOVA SCHIN e KAISER. CERPA também
atua em águas e refrigerantes.
A AMBEV anunciou no início deste
ano o interesse em construir uma
nova planta na região Norte, a
que mais cresce no Brasil em vendas
de cerveja. Com mais de 67% do
mercado cervejeiro, além do portfólio
de refrigerantes, a AMBEV já sinalizou
algumas vezes que precisa ampliar
a produção. No final de 2006,
por pouco, não faltou produto
das suas marcas nas prateleiras.
Valor
Econômico
Coca-Cola
cria empresa com os fabricantes
A
COCA-COLA
anunciou a formalização da sociedade
com os seus 17 fabricantes para
a criação de uma empresa que cuidará
de todo o portfólio de bebidas
sem gás, como sucos, chás e energéticos.
A COCA-COLA terá 50% da empresa
e os fabricantes outros 50%. O
acordo começou a ser costurado
há cerca de dois anos, logo após
a aquisição da capixaba MAIS.
Os distribuidores COCA-COLA pagaram,
à vista, os R$ 110 milhões que
a multinacional desembolsou pela
SUCOS MAIS reajustados, além de
um aporte de cerca de R$ 30 milhões
para os próximos três anos. A
divisão do negócio entre os fabricantes
foi o que mais demorou para ser
definido. Depois de idas e vindas,
ficou acertado que a participação
de cada um deles na nova sociedade,
é uma combinação das vendas atuais
dos produtos não-carbonatados
e da projeção futura de cada região.
Para estabelecer o potencial futuro
de cada mercado, foi usado como
base o volume total de produtos
de cada engarrafador. Inicialmente,
a nova companhia cuida de MINUTE
MAID MAIS, sucos infantis e achocolatado
KAPO, chás prontos NESTEA e o
energético BURN. Mas irá incorporar
também DEL VALLE e MATTE LEÃO,
cuja compra está em análise no
Cade. A aquisição da DEL VALLE
já foi aprovada pelo órgão anti-truste
do México e está em análise do
Brasil. O negócio indica uma forte
aproximação entre a COCA-COLA
e seus engarrafadores. O objetivo
da COCA, com a criação do novo
negócio, é aumentar o comprometimento
dos engarrafadores na venda desses
produtos, que ainda representam
5% do faturamento da companhia.
A nova empresa, que por enquanto
chama-se MAIS, mas deve ganhar
outro nome, será presidida por
Ricardo Grau.
Valor
Econômico
Bom
Gosto anuncia compra dos Laticínios
Nutrilat
O
grupo BOM
GOSTO, de Tapejara (RS), anunciou
mais um passo em seu processo
de expansão. A empresa comprou
a LATICÍNIOS
NUTRILAT, de Fazenda Vilanova
(RS) , considerada a terceira
em volume de processamento de
leite e a segunda em leite em
pó no Rio Grande do Sul. A NUTRILAT
capta cerca de 720 mil litros
de leite por dia. Com isso, a
capacidade da BOM GOSTO passa
a ser de dois milhões de litros
diários, o que a coloca na oitava
posição no setor no Brasil. No
Rio Grande do Sul, a BOM GOSTO
é a segunda, atrás apenas da ELEVA.
A NUTRILAT dispõe ainda de uma
bacia leiteira formada por 2,7
mil pecuaristas e produz leite
longa vida, em pó, creme de leite,
leite condensado, achocolatados
e queijos das marcas NUTRILAT,
SULINO e HAMBURGUÊS. Somando os
R$ 140 milhões que a empresa adquirida
projeta de receita para este ano,
o faturamento da BOM GOSTO estimado
para 2007 passa a ser de R$ 550
milhões, contra R$ 213 em 2006.
O Presidente da BOM GOSTO, Wilson
Zanatta, explicou que o negócio
faz parte dos planos de expansão
da empresa, que pretende abrir
o capital em 2009 e ingressar
no Novo Mercado da Bovespa.
Gazeta
Mercantil
Farmacêutico,
Cosméticos & Higiene
Dove,
R$ 18,5 milhões para ter segundo
lugar
Seguindo
a posição mundial da marca, "da
real beleza", DOVE
(UNILEVER) relança sua linha de xampus no
Brasil. "Entramos nesse segmento
em 2002 e agora, com uma nova
fórmula, resolvemos relançar a
linha com embalagens diferenciadas
e também em novos tamanhos",
comenta a Gerente de Marketing
de DOVE, Daniela Cachich. A nova
fórmula possui como principal
componente o Serum Reparador,
que, segundo a executiva, realiza
uma verdadeira terapia nos cabelos,
"o que também significa um
reposicionamento da marca no mercado.
Não é simplesmente uma linha de
xampus, mas um tratamento para
os cabelos", continua Daniela.
Para divulgar as novidades, a
companhia investiu R$ 18,5 milhões
em uma campanha publicitária nacional,
que envolve TV, anúncios impressos,
material de ponto-de-venda e mídia
externa. Atualmente, DOVE ocupa
a quarta posição no mercado de
cuidados com o cabelo, com 6%
de participação em valor. "Com
o relançamento e todas as ações
que envolvem o lançamento, o objetivo
é ser a segunda marca do setor",
afirma Daniela.
Gazeta
Mercantil
Holdings
& Grupos
Grupo
Votorantim planeja investir R$
25,7 bi até 2012
Em
sua estratégia de dobrar o resultado
operacional até 2010 e manter
o ritmo de crescimento de 15%
ao ano, a VOTORANTIM anunciou pacote de investimentos
de US$ 25,7 bilhões no prazo de
cinco anos: 2008/2012. "Vivemos
um dos melhores momentos para
se fazer investimentos no país
desde o fim da 'era do milagre'
(década de 70). Prevemos um crescimento
anual do PIB de 4% nesse período,
com viés de alta", disse
José Roberto Ermírio de Moraes,
Presidente da VOTORANTIM INDUSTRIAL
HOLDING que engloba os negócios
de cimentos, metais, celulose
e papel, suco de laranja e energia.
De 2002 até este ano, o grupo
aplicou R$ 19 bilhões de recursos
em seus negócios. A companhia
prevê geração de 11 mil empregos
diretos.
Valor
Econômico
Máquinas
& Equipamentos
Voith
Paper volta a crescer com projetos
"domésticos"
A
VOITH
PAPER DO BRASIL (voithpaper-saopaulo@voith.com),
fabricante alemã de máquinas e
equipamentos para a indústria
de papel e celulose, voltou a
crescer mesmo com as exportações
sendo afetadas pela valorização
cambial. No ano fiscal encerrado
em setembro, a empresa alcançou
faturamento de R$ 610 milhões,
mais de 40% superior aos R$ 430
milhões do ano fiscal anterior.
"O ano foi muito positivo,
melhor do que pensávamos",
diz o Presidente da VOITH PAPER
DO BRASIL, Nestor de Castro Neto.
Segundo ele, a valorização do
real frente ao dólar tirou competitividade
das exportações de máquinas, diz
ele. As vendas da VOITH já somaram
R$ 670 milhões no ano fiscal encerrado
em 2005, quando as exportações
representavam 60% deste faturamento.
Hoje, corresponde a um quarto
das vendas.
Valor
Econômico
Material
de Construção
CIPLAN
INVESTE US$ 60 MILHÕES PARA AMPLIAR
PRODUÇÃO EM 25%
O
aumento da demanda brasileira
por cimento, acentuada desde 2006
principalmente por causa do aquecimento
da indústria da construção, levou
as empresas do setor a trabalhar
este ano muito próximas do limite
da capacidade, em especial, nos
períodos de forte consumo. Com
isso, as companhias estão traçando,
ou desengavetando, planos de expansão
da capacidade produtiva. Neste
ano, duas das principais fabricantes
do setor, VOTORANTIM CIMENTOS e CAMARGO CORRÊA CIMENTOS, já anunciaram
seus planos de crescimento. Agora,
é a vez da CIMENTO PLANALTO (CIPLAN), que está investindo
US$ 60 milhões para ampliar em
25% a capacidade anual de produção
de cimento: de 1,6 milhão de tonelada
este ano para 2 milhões de toneladas
em 2009. Alexandre Chueri, Superintendente
da CIPLAN, disse que a companhia
aguarda apenas a liberação da
licença ambiental para iniciar
as obras na fábrica, em Brasília.
"Estamos a plena capacidade".
A CIPLAN registrou no acumulado
deste ano até setembro aumento
de 20% no volume de vendas ante
igual período de 2006 e detém
atualmente 3,6% do mercado brasileiro
de cimento. Em 2006 a companhia
operou com 80% da capacidade e
um ano antes aproveitou apenas
65%. Chueri informou que a decisão
de investir no aumento da produção
é decorrente do aquecimento do
mercado, que voltou aos níveis
de consumo de 1999 no ano passado,
depois de seis anos em crise.
Com atuação mais concentrada em
cimento na região Centro-Oeste
do País, a CIPLAN tem negócios
também nas áreas de concreto,
argamassa, entre outros produtos
utilizados pelas indústrias da
construção. No ano passado, a
empresa faturou R$ 320 milhões.
O executivo tem expectativa de
obter um faturamento 25% em 2007,
de aproximadamente R$ 400 milhões.
Gazeta
Mercantil
Papel
& Celulose
Aracruz
investirá US$ 2 bi no Rio Grande
do Sul
A
diretoria da ARACRUZ,
a maior fabricante de celulose
de eucalipto do mundo, vai submeter
ao seu conselho de administração,
entre o fim deste ano e o início
de 2008, seu projeto bilionário
de expansão no Rio Grande do Sul.
A empresa planeja investir US$
2 bilhões entre gastos com terras
e florestas, a fábrica e a infra-estrutura
para ampliar a capacidade de produção
da unidade de Guaíba em 1,3 milhão
de toneladas de celulose. Com
isso, a empresa produzirá 1,8
milhão de toneladas no Sul do
Brasil. A previsão é que a nova
unidade entre em operação na segunda
metade de 2010. A partir daí,
a ARACRUZ produzirá mais de 4,5
milhões de toneladas de celulose
nas unidades de Barra do Riacho
(ES), Guaíba (RS) e Veracel (BA).
A ARACRUZ, primeira empresa de
capital aberto a divulgar seu
balanço do terceiro trimestre,
teve lucro de R$261 milhões.
Valor
Econômico
Química
& Petroquímica
Bombril
lança produtos e avalia aquisições
Após
fortalecer suas principais marcas
e reformular e expandir linhas,
a BOMBRIL
planeja agora entrar em novas
categorias de produtos, o que
poderá incluir aquisições. "Estamos
buscando a criação e ampliação
de marcas e uma das possibilidades
é a entrada via aquisições",
disse o Presidente e Diretor de
Relações com Investidores da companhia,
Gustavo Ramos. "Estamos olhando
uma série de empresas para entrar
em categorias em que ainda não
atuamos". Segundo o executivo,
a aquisição, a ser realizada possivelmente
ainda este ano. "Pode até
ser uma empresa pequena, mas deve
ter uma presença marcante no segmento
em que atua, preferencialmente
de liderança ou vice-liderança".
A entrada em novos mercados faz
parte da estratégia da empresa
para os próximos dois anos de
dobrar o número de categorias
em que atua, das atuais 15 para
31. Para tanto, prevê uma ampliação
das marcas da companhia para 17,
ante as 10 que hoje estão nas
gôndolas. Além disso, a BOMBRIL
também prevê duplicar o número
de itens no portfólio, de 144
para 295. Entre as áreas de interesse
da BOMBRIL estão a de alvejantes,
mercado que registrou um crescimento
de 14,3% nas vendas no ano passado,
para R$ 660 milhões e a de ceras,
que movimentou R$ 331 milhões
em 2006. A idéia agora é ter uma
marca nacional para disputar com
os líderes de mercado. Segundo
Ramos, o lançamento deve ser feito
em seis meses, inicialmente com
a produção terceirizada, mas não
está descartada a construção de
uma fábrica a médio prazo, o que
implicaria em investimento de
R$ 20 milhões. No total, a companhia
está investindo este ano R$ 30
milhões na manutenção do parque
fabril e implantação de novas
linhas. Ramos destacou que tal
estratégia já rendeu resultados,
com o crescimento de 2% da participação
de mercado de lã de aço, em que
vinha perdendo espaço para a concorrente
ASSOLAN, e aumento de 4% na categoria
de detergentes. No semestre, a
empresa registrou um crescimento
de 16% no volume de vendas, para
138 mil toneladas. Já a receita
líquida somou R$ 299 milhões,
volume 1,7% acima do registrado
no ano passado.
Gazeta
Mercantil
Brasil
torna-se nova base para expansão
da DuPont
A
relação de uma empresa com a comunidade
algumas vezes cria vínculos que
dificulta a distinção entre a
história local e a história corporativa.
Em Wilmington (EUA), onde a DUPONT
iniciou operações em 1802 produzindo
explosivos, a população ainda
eufemiza a morte com a expressão
"foi para o outro lado do
rio". A fábrica foi instalada
às margens do rio Brandywine e,
àquela época, algumas explosões
arremessaram corpos no ar. No
Brasil, a empresa iniciou as operações
em 1937, com a fabricação de produtos
químicos e, no fim dos anos 40,
instalou uma fábrica de explosivos
em Barra Mansa (RJ). Reconhecida
pela produção de itens como o
teflon, o nylon e a lycra, a DUPONT
agora foca sua estratégia global
em produtos "ambientalmente
inteligentes". Nesse novo
direcionamento, o Brasil ganha
importância estratégica. O plano
global da empresa tem como meta
dobrar as receitas com produtos
à base de recursos renováveis,
para pelo menos US$ 8 bilhões
ao ano. Boa parte dessa expansão
ocorrerá no Brasil, país onde
a empresa incrementa suas vendas
em uma média de 16% ao ano, tendo
chegado a US$ 1,1 bilhão em 2006.
A DUPONT estuda implantar, até
meados de 2008, um centro de pesquisas
para desenvolvimento de biocombustíveis
e polímeros a partir da cana-de-açúcar.
O centro de pesquisas será instalado
no Estado de São Paulo, mas a
localização é mantida em sigilo,
assim como o valor do investimento.
Além da aposta no etanol celulósico,
a empresa estuda instalar um grande
centro de pesquisas, para desenvolver
produtos nas suas cinco áreas
de atuação, agricultura e nutrição,
tintas, eletrônicos, produtos
de alta performance e produtos
de segurança e proteção. Em cinco
anos, a empresa dobrou de faturamento
no país. Em 2006, a DUPONT investiu
no Brasil em torno de US$ 25 milhões,
valor que deve crescer no próximo
ano.
Valor
Econômico
Telecomunicações
& Informática
TOTVS
VOLTARÁ ÀS COMPRAS ATÉ DEZEMBRO
Depois
de realizar quatro aquisições
de empresas de software no período
de apenas três anos e que envolveram
investimentos de R$ 250 milhões,
a TOTVS
voltará às compras ainda neste
ano. Há várias opções em estudos,
no Brasil e na América Latina,
e a empresa dispõe de R$ 100 milhões
em caixa para dar partida às aquisições,
informou o Presidente Laércio
Cosentino. A TOTVS, maior fornecedora
brasileira de software de gestão
empresarial para pequenas e médias
empresas, apresentou a receita
líquida de R$ 108 milhões no segundo
trimestre, crescimento de 17,6%
em relação ao mesmo período do
ano passado. Segundo o executivo,
o crescimento orgânico não é suficiente
para o fortalecimento da companhia
e, nesse caso, as aquisições buscam
a incorporação de empresas com
visões parecidas, que têm atividades
complementares e que possam gerar
sinergia na atuação da TOTVS.
A primeira compra foi em novembro
de 2003, quando adquiriu a mexicana
SIPROS. Em seguida foram absorvidas
a LOGOCENTER, uma parte da própria
TOTVS, na época MICROSIGA, que
estava em mãos de terceiros e,
por último, o negócio envolveu
a mineira RM SISTEMAS.
Gazeta
Mercantil
COM
SOFTWARES, CERTISIGN PARTE PARA
EXPLORAR A AL
A
CERTISIGN
está expandindo sua atuação além
da simples emissão de certificados
digitais. A estratégia da companhia
é ampliar as vendas de softwares
e serviços de consultoria, para
administrar o acesso a informações
eletrônicas no ambiente corporativo.
Além de atacar o mercado interno,
a empresa planeja aumentar as
exportações dessas aplicações,
com a abertura de um escritório
no exterior e aquisições de empresas
no Brasil e em outros países.
"Estamos preparando a empresa
para torná-la global", diz
o Presidente da CERTISIGN, Sérgio
Kulikovsky. Entre as principais
emissoras de certificados digitais
do Brasil, a CERTISIGN prevê dobrar
de tamanho no atual ano e de novo
no próximo. Em 2006, faturou R$
19,5 milhões e chegará a R$ 40
milhões neste ano. Para 2008,
a expectativa é de atingir R$
80 milhões. O impulso vem do crescimento
da adoção de assinaturas eletrônicas,
que representam 70% da receita.
A CERTISIGN deve fechar 2007 com
a emissão de 600 mil certificados,
sendo 500 mil para uso exclusivamente
corporativo e 100 mil pela ICP
BRASIL, responsável pela política
de certificação no País. O volume
representa um salto de 82% em
relação às 330 mil do ano passado.
Gazeta
Mercantil
Têxtil
& Couro
ALPARGATAS
FECHA COMPRA DE EMPRESA DA ARGENTINA
A
SÃO
PAULO ALPARGATAS, fabricante
das marcas Havaianas, Rainha e
Topper, entre outras, fechou contrato
para aquisição de 34,5% da ALPARGATAS
ARGENTINA por US$ 51,7 milhões.
O Diretor de artigos esportivos
da SÃO PAULO ALPARGATAS, Gumercindo
Moraes Neto, disse que as 11 fábricas
da ALPARGATAS ARGENTINA estão
produzindo 8 milhões de pares
por ano e têm capacidade para
elevar em 40% esse volume. A intenção
é ampliar participação na América
Latina, particularmente com a
marca Topper, que tem a liderança
em calçados esportivos na região.
Na estratégia de internacionalização
da companhia, a SÃO PAULO ALPARGATAS
começou a operar este mês o escritório
do Chile, com a venda de Mizuno.
Também já tem operação própria
nos EUA, inicialmente com Havaianas.
Cerca de 60% da operação da ALPARGATAS
ARGENTINA é de calçados. A marca
detém 40% do mercado argentino,
que é de cerca de 25 milhões de
unidades/ano e tem crescido em
média 10% nos últimos quatro anos.
A ALPARGATAS ARGENTINA faturou
US$ 160 milhões em 2006.
Gazeta
Mercantil
Transporte
& Logística
Com
novo carro, Ford está pronta para
disputar mercado com Fiat, Volks
e GM
Depois
de anos fora do clube das montadoras
que detém as maiores fatias do
mercado brasileiro, a FORD
está pronta para disputar o consumidor
brasileiro com as mesmas armas
da VOLKSWAGEN, FIAT e GENERAL
MOTORS. O salto será já em
2008, quando o volume de vendas
da montadora americana passará
de 250 mil para 300 mil unidades.
Os três maiores concorrentes da
FORD vendem hoje entre 400 mil
e 500 mil veículos no Brasil e
têm cada um fatias de mercado
de mais de 20% ante os 11% da
FORD. Mesmo com o salto previsto
para 2008, a montadora americana
vai manter-se no quarto lugar.
Mas a satisfação dos americanos
é poder dar passos mais largos
num mercado em que estar em posição
bem inferior às das demais veteranas
era fato que incomodava desde
a criação da Autolatina, no final
da década de 80. A chance de dar
a arrancada nas mesmas condições
dos maiores fabricantes virá com
o lançamento do novo carro compacto,
que já começou a ser produzido
em São Bernardo do Campo (SP).
É com esse modelo, na mesma faixa
de preços do Gol, Celta e Palio,
que a FORD incrementará a capacidade
de produção no país. O Brasil
está, aliás, dando lições aos
americanos. O Presidente da FORD
para a região sul-americana, Dominic
DiMarco, disse que as ações tomadas
no Brasil servirão de modelo para
a matriz, que ainda passa por
uma séria crise financeira. A
operação sul-americana vem dando
lucros há 14 trimestres consecutivos,
caso considerado único pela direção
mundial da montadora.
Valor
Econômico
Iveco
associa sua marca à Ferrari para
vender mais caminhões
A
glamourosa FERRARI vai ajudar
o grupo FIAT a vender mais caminhões no Brasil. Pela
primeira vez, a marca de luxo
será usada numa campanha publicitária
para vender os produtos da IVECO,
a montadora de caminhões do grupo
italiano. Fetiche em todo o mundo,
a FERRARI tem prestígio especial
no Brasil. Só os italianos acessam
mais o site da grife do que os
brasileiros, segundo dados da
companhia. Atuando no mercado
brasileiro há dez anos, será a
primeira vez que a IVECO investirá
numa campanha para mídia de massa.
A campanha publicitária é específica
para Brasil e América do Sul.
Para atingir a meta ousada de
dobrar sua participação no mercado
de caminhões até 2010, saltando
de 5% para 10%, a direção da IVECO
está promovendo uma reestruturação
completa na sua comunicação. Acaba
de criar a diretoria de comunicação
e publicidade, encarregada de
reforçar a identidade da IVECO
junto aos públicos estratégicos.
A montadora não revela o valor
da verba, mas diz que investirá
em 2007 quatro vezes mais do que
gastou em marketing no ano passado.
Depois de dez anos disputando
o mercado nacional, a montadora
italiana de caminhões quer escrever
uma nova história no país. A meta
é fazer a marca ser tão conhecida
no Brasil quanto é na Europa,
onde é reconhecida como um dos
grandes fabricantes mundiais de
caminhões. A montadora espera
aproveitar a boa fase do mercado
doméstico, com demanda aquecida,
para ganhar mercado e já está
colocando em prática um plano
de investimentos de R$ 150 milhões
em quatro novos caminhões da marca.
Valor
Econômico