Sexta-feira, 19/10/2007
Ano VII – edição 291

Alimentos

Natal chega cedo e concorrência cresce entre os panetones

Este ano, os fabricantes de panetone esticaram o período pré-natalino e iniciaram a distribuição dos principais sabores, tradicional e chocolate, no final de setembro, duas semanas antes do que costumam fazer. Para não cansar o paladar do consumidor, a maioria das lojas estará abastecida também com novas versões. O reforço no portfólio e a chegada antecipada às prateleiras são a estratégia dos fabricantes para aumentar o consumo per capita em pelo menos 10% este ano. A líder BAUDUCCO, dona das marcas Visconti e Tommy, recebe de presente este ano a concorrência da CASA SUÍÇA, fabricante de bolos que investiu R$ 3 milhões para fornecer também panetones, acirrando a disputa no segmento premium."A CASA SUÍÇA não será um concorrente predador, que irá brigar por preço, e sua chegada pode aumentar o consumo", diz o Diretor de Marketing da BAUDUCCO, Paulo Cardamone. A marca, que tem 60% da venda total de panetone, não está disposta, porém, a ceder espaço na mesa. Só neste Natal, a BAUDUCCO investe R$ 7 milhões em ações de merchandising e degustação nos pontos-de-venda e em uma promoção de bonecos colecionáveis para conquistar o público infantil. A expectativa da BAUDUCCO, que não revela faturamento, é aumentar sua receita com panetones em 14%. Outros R$ 3 milhões serão investidos na campanha que vai ao ar no dia 21, onde a empresa anuncia seu compromisso de garantir a primeira fornada de panetones 90 dias antes do Natal. A CASA SUÍÇA espera que o novo item represente 5% da sua receita este ano, prevista em R$ 32 milhões.

Valor Econômico

 

Swift, a marca global da JBS, quer rejuvenescer no Brasil

Quando fechou a aquisição da americana SWIFT COMPANY FOODS, em maio, a JBS, que controla o FRIBOI, deu um claro sinal do tamanho de sua ambição. A JBS não comprou apenas uma empresa com faturamento quatro vezes superior ao seu e se transformou na maior indústria de carne bovina do mundo. Ao adquirir a SWIFT, a JBS também tornou mais próxima a possibilidade de ter uma marca transnacional de alimentos, o que nenhuma empresa brasileira do setor conseguiu até hoje. Desde 2000, o FRIBOI detém a marca SWIFT no Brasil. O ativo ficou com o FRIBOI depois que a BF, joint venture feita com o frigorífico BERTIN, acabou. A BF havia sido criada para atuar em carne industrializada e era formada por unidades do frigorífico BORDON, compradas Pelo Bertin, e da ANGLO, adquirida pelo FRIBOI. BORDON controlou o SWIFT ARMOUR entre 1989 e 2000. Em 2005, o FRIBOI passou a deter a marca SWIFT na Argentina, com a compra do frigorífico SWIFT ARMOUR. A tacada que faltava para controlar a marca globalmente veio com a aquisição da SWIFT nos Estados Unidos, este ano. "A possibilidade de ter uma marca transnacional vem com a compra da SWIFT", diz o Diretor de Industrializados da JBS, Antônio Zambelli. Hoje as linhas da SWIFT respondem por 20% da receita de industrializados do FRIBOI no mercado brasileiro, que por sua vez respondem por 18% a 20% do faturamento da JBS no país. Com a estratégia em curso, essas fatias tendem a aumentar, ainda que as metas não sejam reveladas. Em 2006, o faturamento bruto da JBS foi de R$ 4,324 bilhões. No primeiro semestre deste ano somou R$ 2,495 bilhões.

Valor Econômico

 

Bebidas & Fumo

GANHOS DA PEPSICO SOBEM 17% NO TRIMESTRE

A PEPSICO, multinacional que comercializa as marcas Elma Chips, Toddy, Gatorade, Pepsi, entre outras no Brasil, declarou lucro líquido de US$ 1,74 bilhão, ou US$ 1,06 por ação, no terceiro trimestre de 2007, alta de 17% ante o mesmo período do ano passado. O principal motivo do crescimento foi as vendas no exterior, os efeitos do dólar mais fraco em todo o mundo e isenções fiscais. A receita da gigante cresceu 11,4%, para US$ 10,17 bilhões. Os negócios internacionais da PEPSICO registraram alta de 19%, enquanto a receita e o volume cresceram 22% e 7%, respectivamente. A empresa registrou aumentos de 20% e de 12% nas vendas de petiscos e de bebidas na Ásia, por exemplo. No Brasil, a PEPSICO anunciou a compra da COMÉRCIO DE DOCES LUCKY, fabricante do salgadinho Torcida.

Gazeta Mercantil

 

Espumantes embalam o crescimento da Salton

Angelo Salton Neto está rindo à toa. Afinal, garante, a vinícola gaúcha nunca esteve tão bem. A produção de uvas, vinhos finos e espumantes cresce continuadamente. As vendas estão em alta, com reflexos positivos em participação de mercado e faturamento. Importadores fazem encomendas. Investimentos recentes deram resultados e novos aportes estão sendo planejados. Propostas de profissionalização, abertura de capital, parcerias ou mesmo de compra da empresa acumulam-se na mesa do empresário. Epicentro dos movimentos que descreve, Salton comemora o avanço da empresa, com a ressalva padrão de que os princípios que a norteiam desde a fundação, em 1910, são os mesmos. Salton identificou o potencial do Prosecco, símbolo da fase atual da companhia. SALTON percebeu a demanda feminina crescer nas mesas ao lado em 2000. E, em grande parte graças à bebida, hoje sua vinícola abocanha quase 50% do mercado brasileiro de espumantes. Para a SALTON, o Prosecco deverá representar cerca de 30% do faturamento da linha de espumantes em 2007. Puxada pelo avanço desta linha, que já responde por 20% das vendas da empresa, a receita total deverá crescer 12,4% em 2007 na comparação com 2006, para R$ 190 milhões.

Valor Econômico

 

AmBev estuda a Cerpa para crescer na região Norte

Os planos da AMBEV para entrar no norte do país incluem a análise da CERPA, cervejaria instalada em Belém do Pará. A CERPA enfrenta dificuldades financeiras e a aquisição da cervejaria seria uma saída para a AMBEV resolver rapidamente o problema de falta de capacidade produtiva que enfrenta desde o ano passado. A CERPA tem uma fábrica moderna em Belém, mas usa menos da metade da capacidade de produção. Um de seus principais produtos é a Cerpinha, produto da categoria super premium. Em Belém, a CERPA, que já concorreu de perto com as marcas da AMBEV, tem hoje uma participação de mercado de 4,9%, atrás de SKOL, ANTARCTICA, NOVA SCHIN e KAISER. CERPA também atua em águas e refrigerantes. A AMBEV anunciou no início deste ano o interesse em construir uma nova planta na região Norte, a que mais cresce no Brasil em vendas de cerveja. Com mais de 67% do mercado cervejeiro, além do portfólio de refrigerantes, a AMBEV já sinalizou algumas vezes que precisa ampliar a produção. No final de 2006, por pouco, não faltou produto das suas marcas nas prateleiras.

Valor Econômico

 

Coca-Cola cria empresa com os fabricantes

A COCA-COLA anunciou a formalização da sociedade com os seus 17 fabricantes para a criação de uma empresa que cuidará de todo o portfólio de bebidas sem gás, como sucos, chás e energéticos. A COCA-COLA terá 50% da empresa e os fabricantes outros 50%. O acordo começou a ser costurado há cerca de dois anos, logo após a aquisição da capixaba MAIS. Os distribuidores COCA-COLA pagaram, à vista, os R$ 110 milhões que a multinacional desembolsou pela SUCOS MAIS reajustados, além de um aporte de cerca de R$ 30 milhões para os próximos três anos. A divisão do negócio entre os fabricantes foi o que mais demorou para ser definido. Depois de idas e vindas, ficou acertado que a participação de cada um deles na nova sociedade, é uma combinação das vendas atuais dos produtos não-carbonatados e da projeção futura de cada região. Para estabelecer o potencial futuro de cada mercado, foi usado como base o volume total de produtos de cada engarrafador. Inicialmente, a nova companhia cuida de MINUTE MAID MAIS, sucos infantis e achocolatado KAPO, chás prontos NESTEA e o energético BURN. Mas irá incorporar também DEL VALLE e MATTE LEÃO, cuja compra está em análise no Cade. A aquisição da DEL VALLE já foi aprovada pelo órgão anti-truste do México e está em análise do Brasil. O negócio indica uma forte aproximação entre a COCA-COLA e seus engarrafadores. O objetivo da COCA, com a criação do novo negócio, é aumentar o comprometimento dos engarrafadores na venda desses produtos, que ainda representam 5% do faturamento da companhia. A nova empresa, que por enquanto chama-se MAIS, mas deve ganhar outro nome, será presidida por Ricardo Grau.

Valor Econômico

 

Bom Gosto anuncia compra dos Laticínios Nutrilat

O grupo BOM GOSTO, de Tapejara (RS), anunciou mais um passo em seu processo de expansão. A empresa comprou a LATICÍNIOS NUTRILAT, de Fazenda Vilanova (RS) , considerada a terceira em volume de processamento de leite e a segunda em leite em pó no Rio Grande do Sul. A NUTRILAT capta cerca de 720 mil litros de leite por dia. Com isso, a capacidade da BOM GOSTO passa a ser de dois milhões de litros diários, o que a coloca na oitava posição no setor no Brasil. No Rio Grande do Sul, a BOM GOSTO é a segunda, atrás apenas da ELEVA. A NUTRILAT dispõe ainda de uma bacia leiteira formada por 2,7 mil pecuaristas e produz leite longa vida, em pó, creme de leite, leite condensado, achocolatados e queijos das marcas NUTRILAT, SULINO e HAMBURGUÊS. Somando os R$ 140 milhões que a empresa adquirida projeta de receita para este ano, o faturamento da BOM GOSTO estimado para 2007 passa a ser de R$ 550 milhões, contra R$ 213 em 2006. O Presidente da BOM GOSTO, Wilson Zanatta, explicou que o negócio faz parte dos planos de expansão da empresa, que pretende abrir o capital em 2009 e ingressar no Novo Mercado da Bovespa.

Gazeta Mercantil

 

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

Dove, R$ 18,5 milhões para ter segundo lugar

Seguindo a posição mundial da marca, "da real beleza", DOVE (UNILEVER) relança sua linha de xampus no Brasil. "Entramos nesse segmento em 2002 e agora, com uma nova fórmula, resolvemos relançar a linha com embalagens diferenciadas e também em novos tamanhos", comenta a Gerente de Marketing de DOVE, Daniela Cachich. A nova fórmula possui como principal componente o Serum Reparador, que, segundo a executiva, realiza uma verdadeira terapia nos cabelos, "o que também significa um reposicionamento da marca no mercado. Não é simplesmente uma linha de xampus, mas um tratamento para os cabelos", continua Daniela. Para divulgar as novidades, a companhia investiu R$ 18,5 milhões em uma campanha publicitária nacional, que envolve TV, anúncios impressos, material de ponto-de-venda e mídia externa. Atualmente, DOVE ocupa a quarta posição no mercado de cuidados com o cabelo, com 6% de participação em valor. "Com o relançamento e todas as ações que envolvem o lançamento, o objetivo é ser a segunda marca do setor", afirma Daniela.

Gazeta Mercantil

 

Holdings & Grupos

Grupo Votorantim planeja investir R$ 25,7 bi até 2012

Em sua estratégia de dobrar o resultado operacional até 2010 e manter o ritmo de crescimento de 15% ao ano, a VOTORANTIM anunciou pacote de investimentos de US$ 25,7 bilhões no prazo de cinco anos: 2008/2012. "Vivemos um dos melhores momentos para se fazer investimentos no país desde o fim da 'era do milagre' (década de 70). Prevemos um crescimento anual do PIB de 4% nesse período, com viés de alta", disse José Roberto Ermírio de Moraes, Presidente da VOTORANTIM INDUSTRIAL HOLDING que engloba os negócios de cimentos, metais, celulose e papel, suco de laranja e energia. De 2002 até este ano, o grupo aplicou R$ 19 bilhões de recursos em seus negócios. A companhia prevê geração de 11 mil empregos diretos.

Valor Econômico

 

Máquinas & Equipamentos

Voith Paper volta a crescer com projetos "domésticos"

A VOITH PAPER DO BRASIL (voithpaper-saopaulo@voith.com), fabricante alemã de máquinas e equipamentos para a indústria de papel e celulose, voltou a crescer mesmo com as exportações sendo afetadas pela valorização cambial. No ano fiscal encerrado em setembro, a empresa alcançou faturamento de R$ 610 milhões, mais de 40% superior aos R$ 430 milhões do ano fiscal anterior. "O ano foi muito positivo, melhor do que pensávamos", diz o Presidente da VOITH PAPER DO BRASIL, Nestor de Castro Neto. Segundo ele, a valorização do real frente ao dólar tirou competitividade das exportações de máquinas, diz ele. As vendas da VOITH já somaram R$ 670 milhões no ano fiscal encerrado em 2005, quando as exportações representavam 60% deste faturamento. Hoje, corresponde a um quarto das vendas.

Valor Econômico

 

Material de Construção

CIPLAN INVESTE US$ 60 MILHÕES PARA AMPLIAR PRODUÇÃO EM 25%

O aumento da demanda brasileira por cimento, acentuada desde 2006 principalmente por causa do aquecimento da indústria da construção, levou as empresas do setor a trabalhar este ano muito próximas do limite da capacidade, em especial, nos períodos de forte consumo. Com isso, as companhias estão traçando, ou desengavetando, planos de expansão da capacidade produtiva. Neste ano, duas das principais fabricantes do setor, VOTORANTIM CIMENTOS e CAMARGO CORRÊA CIMENTOS, já anunciaram seus planos de crescimento. Agora, é a vez da CIMENTO PLANALTO (CIPLAN), que está investindo US$ 60 milhões para ampliar em 25% a capacidade anual de produção de cimento: de 1,6 milhão de tonelada este ano para 2 milhões de toneladas em 2009. Alexandre Chueri, Superintendente da CIPLAN, disse que a companhia aguarda apenas a liberação da licença ambiental para iniciar as obras na fábrica, em Brasília. "Estamos a plena capacidade". A CIPLAN registrou no acumulado deste ano até setembro aumento de 20% no volume de vendas ante igual período de 2006 e detém atualmente 3,6% do mercado brasileiro de cimento. Em 2006 a companhia operou com 80% da capacidade e um ano antes aproveitou apenas 65%. Chueri informou que a decisão de investir no aumento da produção é decorrente do aquecimento do mercado, que voltou aos níveis de consumo de 1999 no ano passado, depois de seis anos em crise. Com atuação mais concentrada em cimento na região Centro-Oeste do País, a CIPLAN tem negócios também nas áreas de concreto, argamassa, entre outros produtos utilizados pelas indústrias da construção. No ano passado, a empresa faturou R$ 320 milhões. O executivo tem expectativa de obter um faturamento 25% em 2007, de aproximadamente R$ 400 milhões.

Gazeta Mercantil

 

Papel & Celulose

Aracruz investirá US$ 2 bi no Rio Grande do Sul

A diretoria da ARACRUZ, a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, vai submeter ao seu conselho de administração, entre o fim deste ano e o início de 2008, seu projeto bilionário de expansão no Rio Grande do Sul. A empresa planeja investir US$ 2 bilhões entre gastos com terras e florestas, a fábrica e a infra-estrutura para ampliar a capacidade de produção da unidade de Guaíba em 1,3 milhão de toneladas de celulose. Com isso, a empresa produzirá 1,8 milhão de toneladas no Sul do Brasil. A previsão é que a nova unidade entre em operação na segunda metade de 2010. A partir daí, a ARACRUZ produzirá mais de 4,5 milhões de toneladas de celulose nas unidades de Barra do Riacho (ES), Guaíba (RS) e Veracel (BA). A ARACRUZ, primeira empresa de capital aberto a divulgar seu balanço do terceiro trimestre, teve lucro de R$261 milhões.

Valor Econômico

 

Química & Petroquímica

Bombril lança produtos e avalia aquisições

Após fortalecer suas principais marcas e reformular e expandir linhas, a BOMBRIL planeja agora entrar em novas categorias de produtos, o que poderá incluir aquisições. "Estamos buscando a criação e ampliação de marcas e uma das possibilidades é a entrada via aquisições", disse o Presidente e Diretor de Relações com Investidores da companhia, Gustavo Ramos. "Estamos olhando uma série de empresas para entrar em categorias em que ainda não atuamos". Segundo o executivo, a aquisição, a ser realizada possivelmente ainda este ano. "Pode até ser uma empresa pequena, mas deve ter uma presença marcante no segmento em que atua, preferencialmente de liderança ou vice-liderança". A entrada em novos mercados faz parte da estratégia da empresa para os próximos dois anos de dobrar o número de categorias em que atua, das atuais 15 para 31. Para tanto, prevê uma ampliação das marcas da companhia para 17, ante as 10 que hoje estão nas gôndolas. Além disso, a BOMBRIL também prevê duplicar o número de itens no portfólio, de 144 para 295. Entre as áreas de interesse da BOMBRIL estão a de alvejantes, mercado que registrou um crescimento de 14,3% nas vendas no ano passado, para R$ 660 milhões e a de ceras, que movimentou R$ 331 milhões em 2006. A idéia agora é ter uma marca nacional para disputar com os líderes de mercado. Segundo Ramos, o lançamento deve ser feito em seis meses, inicialmente com a produção terceirizada, mas não está descartada a construção de uma fábrica a médio prazo, o que implicaria em investimento de R$ 20 milhões. No total, a companhia está investindo este ano R$ 30 milhões na manutenção do parque fabril e implantação de novas linhas. Ramos destacou que tal estratégia já rendeu resultados, com o crescimento de 2% da participação de mercado de lã de aço, em que vinha perdendo espaço para a concorrente ASSOLAN, e aumento de 4% na categoria de detergentes. No semestre, a empresa registrou um crescimento de 16% no volume de vendas, para 138 mil toneladas. Já a receita líquida somou R$ 299 milhões, volume 1,7% acima do registrado no ano passado.

Gazeta Mercantil

 

Brasil torna-se nova base para expansão da DuPont

A relação de uma empresa com a comunidade algumas vezes cria vínculos que dificulta a distinção entre a história local e a história corporativa. Em Wilmington (EUA), onde a DUPONT iniciou operações em 1802 produzindo explosivos, a população ainda eufemiza a morte com a expressão "foi para o outro lado do rio". A fábrica foi instalada às margens do rio Brandywine e, àquela época, algumas explosões arremessaram corpos no ar. No Brasil, a empresa iniciou as operações em 1937, com a fabricação de produtos químicos e, no fim dos anos 40, instalou uma fábrica de explosivos em Barra Mansa (RJ). Reconhecida pela produção de itens como o teflon, o nylon e a lycra, a DUPONT agora foca sua estratégia global em produtos "ambientalmente inteligentes". Nesse novo direcionamento, o Brasil ganha importância estratégica. O plano global da empresa tem como meta dobrar as receitas com produtos à base de recursos renováveis, para pelo menos US$ 8 bilhões ao ano. Boa parte dessa expansão ocorrerá no Brasil, país onde a empresa incrementa suas vendas em uma média de 16% ao ano, tendo chegado a US$ 1,1 bilhão em 2006. A DUPONT estuda implantar, até meados de 2008, um centro de pesquisas para desenvolvimento de biocombustíveis e polímeros a partir da cana-de-açúcar. O centro de pesquisas será instalado no Estado de São Paulo, mas a localização é mantida em sigilo, assim como o valor do investimento. Além da aposta no etanol celulósico, a empresa estuda instalar um grande centro de pesquisas, para desenvolver produtos nas suas cinco áreas de atuação, agricultura e nutrição, tintas, eletrônicos, produtos de alta performance e produtos de segurança e proteção. Em cinco anos, a empresa dobrou de faturamento no país.  Em 2006, a DUPONT investiu no Brasil em torno de US$ 25 milhões, valor que deve crescer no próximo ano.

Valor Econômico

 

Telecomunicações & Informática

TOTVS VOLTARÁ ÀS COMPRAS ATÉ DEZEMBRO

Depois de realizar quatro aquisições de empresas de software no período de apenas três anos e que envolveram investimentos de R$ 250 milhões, a TOTVS voltará às compras ainda neste ano. Há várias opções em estudos, no Brasil e na América Latina, e a empresa dispõe de R$ 100 milhões em caixa para dar partida às aquisições, informou o Presidente Laércio Cosentino. A TOTVS, maior fornecedora brasileira de software de gestão empresarial para pequenas e médias empresas, apresentou a receita líquida de R$ 108 milhões no segundo trimestre, crescimento de 17,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o executivo, o crescimento orgânico não é suficiente para o fortalecimento da companhia e, nesse caso, as aquisições buscam a incorporação de empresas com visões parecidas, que têm atividades complementares e que possam gerar sinergia na atuação da TOTVS. A primeira compra foi em novembro de 2003, quando adquiriu a mexicana SIPROS. Em seguida foram absorvidas a LOGOCENTER, uma parte da própria TOTVS, na época MICROSIGA, que estava em mãos de terceiros e, por último, o negócio envolveu a mineira RM SISTEMAS.

Gazeta Mercantil

 

COM SOFTWARES, CERTISIGN PARTE PARA EXPLORAR A AL

A CERTISIGN está expandindo sua atuação além da simples emissão de certificados digitais. A estratégia da companhia é ampliar as vendas de softwares e serviços de consultoria, para administrar o acesso a informações eletrônicas no ambiente corporativo. Além de atacar o mercado interno, a empresa planeja aumentar as exportações dessas aplicações, com a abertura de um escritório no exterior e aquisições de empresas no Brasil e em outros países. "Estamos preparando a empresa para torná-la global", diz o Presidente da CERTISIGN, Sérgio Kulikovsky. Entre as principais emissoras de certificados digitais do Brasil, a CERTISIGN prevê dobrar de tamanho no atual ano e de novo no próximo. Em 2006, faturou R$ 19,5 milhões e chegará a R$ 40 milhões neste ano. Para 2008, a expectativa é de atingir R$ 80 milhões. O impulso vem do crescimento da adoção de assinaturas eletrônicas, que representam 70% da receita. A CERTISIGN deve fechar 2007 com a emissão de 600 mil certificados, sendo 500 mil para uso exclusivamente corporativo e 100 mil pela ICP BRASIL, responsável pela política de certificação no País. O volume representa um salto de 82% em relação às 330 mil do ano passado.

Gazeta Mercantil

 

Têxtil & Couro

ALPARGATAS FECHA COMPRA DE EMPRESA DA ARGENTINA

A SÃO PAULO ALPARGATAS, fabricante das marcas Havaianas, Rainha e Topper, entre outras, fechou contrato para aquisição de 34,5% da ALPARGATAS ARGENTINA por US$ 51,7 milhões. O Diretor de artigos esportivos da SÃO PAULO ALPARGATAS, Gumercindo Moraes Neto, disse que as 11 fábricas da ALPARGATAS ARGENTINA estão produzindo 8 milhões de pares por ano e têm capacidade para elevar em 40% esse volume. A intenção é ampliar participação na América Latina, particularmente com a marca Topper, que tem a liderança em calçados esportivos na região. Na estratégia de internacionalização da companhia, a SÃO PAULO ALPARGATAS começou a operar este mês o escritório do Chile, com a venda de Mizuno. Também já tem operação própria nos EUA, inicialmente com Havaianas. Cerca de 60% da operação da ALPARGATAS ARGENTINA é de calçados. A marca detém 40% do mercado argentino, que é de cerca de 25 milhões de unidades/ano e tem crescido em média 10% nos últimos quatro anos. A ALPARGATAS ARGENTINA faturou US$ 160 milhões em 2006.

Gazeta Mercantil

 

Transporte & Logística

Com novo carro, Ford está pronta para disputar mercado com Fiat, Volks e GM

Depois de anos fora do clube das montadoras que detém as maiores fatias do mercado brasileiro, a FORD está pronta para disputar o consumidor brasileiro com as mesmas armas da VOLKSWAGEN, FIAT e GENERAL MOTORS. O salto será já em 2008, quando o volume de vendas da montadora americana passará de 250 mil para 300 mil unidades. Os três maiores concorrentes da FORD vendem hoje entre 400 mil e 500 mil veículos no Brasil e têm cada um fatias de mercado de mais de 20% ante os 11% da FORD. Mesmo com o salto previsto para 2008, a montadora americana vai manter-se no quarto lugar. Mas a satisfação dos americanos é poder dar passos mais largos num mercado em que estar em posição bem inferior às das demais veteranas era fato que incomodava desde a criação da Autolatina, no final da década de 80. A chance de dar a arrancada nas mesmas condições dos maiores fabricantes virá com o lançamento do novo carro compacto, que já começou a ser produzido em São Bernardo do Campo (SP). É com esse modelo, na mesma faixa de preços do Gol, Celta e Palio, que a FORD incrementará a capacidade de produção no país. O Brasil está, aliás, dando lições aos americanos. O Presidente da FORD para a região sul-americana, Dominic DiMarco, disse que as ações tomadas no Brasil servirão de modelo para a matriz, que ainda passa por uma séria crise financeira. A operação sul-americana vem dando lucros há 14 trimestres consecutivos, caso considerado único pela direção mundial da montadora.

Valor Econômico

 

Iveco associa sua marca à Ferrari para vender mais caminhões

A glamourosa FERRARI vai ajudar o grupo FIAT a vender mais caminhões no Brasil. Pela primeira vez, a marca de luxo será usada numa campanha publicitária para vender os produtos da IVECO, a montadora de caminhões do grupo italiano. Fetiche em todo o mundo, a FERRARI tem prestígio especial no Brasil. Só os italianos acessam mais o site da grife do que os brasileiros, segundo dados da companhia. Atuando no mercado brasileiro há dez anos, será a primeira vez que a IVECO investirá numa campanha para mídia de massa. A campanha publicitária é específica para Brasil e América do Sul. Para atingir a meta ousada de dobrar sua participação no mercado de caminhões até 2010, saltando de 5% para 10%, a direção da IVECO está promovendo uma reestruturação completa na sua comunicação. Acaba de criar a diretoria de comunicação e publicidade, encarregada de reforçar a identidade da IVECO junto aos públicos estratégicos. A montadora não revela o valor da verba, mas diz que investirá em 2007 quatro vezes mais do que gastou em marketing no ano passado. Depois de dez anos disputando o mercado nacional, a montadora italiana de caminhões quer escrever uma nova história no país. A meta é fazer a marca ser tão conhecida no Brasil quanto é na Europa, onde é reconhecida como um dos grandes fabricantes mundiais de caminhões. A montadora espera aproveitar a boa fase do mercado doméstico, com demanda aquecida, para ganhar mercado e já está colocando em prática um plano de investimentos de R$ 150 milhões em quatro novos caminhões da marca. 

Valor Econômico

 

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