Sexta-feira, 02/11/2007
Ano VII – edição 293

Agrobusiness

Perdigão triplica de tamanho

Custou caro para a SADIA a tentativa fracassada de compra da PERDIGÃO feita em julho do ano passado. Transcorrido pouco mais de um ano da oferta de R$ 3,88 bilhões, a PERDIGÃO está a um passo de virar o jogo sobre a rival e se tornar a maior companhia do segmento no País. O anúncio da fusão com a ELEVA, controladora da AVIPAL (carnes) e da ELEGÊ (lácteos), tornará a PERDIGÃO líder em valor de mercado entre as empresas desses segmentos, além de assumir a liderança em receita. “Foi depois da oferta da SADIA que a PERDIGÃO adotou uma postura muito mais agressiva em termos de diversificação do negócio e diluição de risco. Comprou uma processadora de carnes na Europa, ampliou aquisições na área de bovinos e de margarinas e avançou muito em lácteos”. Desde a oferta, a PERDIGÃO comprou a divisão de margarinas da UNILEVER, um frigorífico em Mirassol D’Oeste (MT) e a PLUSFOOD, processadora de carnes na Europa. Com a ELEVA, a PERDIGÃO deverá incorporar um valor de R$ 1,4 bilhão. As duas operações combinadas valiam R$ 9 bilhões. As receitas da PERDIGÃO também cresceram nos últimos meses. A SADIA ainda é a líder, fechou o período de um ano com receita de R$ 7,7 bilhões. A PERDIGÃO chegou a R$ 6 bilhões.

O Estado de São Paulo

 

Bunge e Corn Products fazem pacto comercial

A gigante BUNGE, forte em grãos e maior indústria de trigo do Brasil, fechou uma parceria com a CORN PRODUCTS BRASIL, subsidiária da CORN PRODUCTS INTERNATIONAL, uma das maiores processadoras de milho do mundo. Por esse acordo, a BUNGE, que tem sede nos Estados Unidos, vai comercializar no país amido de milho e de mandioca produzidos por sua compatriota e voltados para as indústrias de panificação, biscoitos e massas. Essa parceria permitirá à BUNGE ampliar seu portfólio de produtos para seus clientes no mercado brasileiro. Para a CORN PRODUCTS, o acordo permitirá a expansão da distribuição de seus produtos para um número maior de pontos-de-venda. A BUNGE informou que "essa aliança busca principalmente promover o desenvolvimento de novos produtos enriquecidos e saudáveis com diferentes funcionalidades, focando também melhorar a eficiência e o serviço prestado pela BUNGE a seus clientes”. Com um faturamento de US$ 2,62 bilhões em 2006, a CORN PRODUCTS INTERNATIONAL está em 19 países. No Brasil, a multinacional está presente desde 1929 e possui fábricas em São Paulo, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Valor Econômico

 

BERTIN ATRÁS DO BOI E DA INFRA-ESTRUTURA

O investimento do grupo BERTIN em Diamantino (MT), de R$ 230 milhões, é mais um passo da indústria atrás do boi, que a cada dia ruma para o Centro-Norte do País. Mato Grosso hoje tem o maior rebanho bovino do Brasil, com 25 milhões de cabeças, e deve receber investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões de empresas de carnes até o final de 2008. Estes aportes tendem a aumentar ainda mais o plantel local e desenvolver mercados pouco explorados, como o da cria, e só o BERTIN deve instalar, junto com o frigorífico, um confinamento de 250 mil animais. As obras do frigorífico, que terá capacidade de abate de 4 mil bovinos por dia, já começaram e a expectativa é que a primeira fase esteja concluída até setembro do ano que vem.

Gazeta Mercantil

 

Sadia investe em frigoríficos

O Diretor-Presidente da SADIA, Gilberto Tomazoni, disse que a companhia investirá R$ 100 milhões na construção de dois frigoríficos até 2009. 'A primeira unidade deve entrar em operação ao final de 2008. Ainda não decidimos se construiremos o projeto em Mato Grosso ou em Goiás', disse. Segundo ele, a SADIA está avaliando alguns fatores para a escolha dos locais das novas unidades, entre eles a habilitação para exportação e o rebanho. 'Os projetos terão foco no mercado internacional, mas também atenderão ao mercado interno.' Além desses projetos, a SADIA está investindo R$ 30 milhões na ampliação da unidade de Várzea Grande (MT). Com esse projeto, a capacidade de abate de bovinos passará das atuais mil cabeças para 2 mil cabeças diárias. Com os dois novos frigoríficos, a capacidade será ampliada para 6 mil cabeças por dia.

O Estado de São Paulo

 

Alimentos

NOVA FÁBRICA DA KOPENHAGEN

A fabricante de chocolates, balas e confeitos KOPENHAGEN vai investir R$ 36 milhões para implantar uma fábrica em Extrema, Minas Gerias.  Os recursos serão aplicados em obras e na aquisição de equipamentos e a nova unidade deverá produzir 3,6 mil toneladas de chocolates, bombons, caramelos, panetones e outros produtos de confeitaria, com estimativa de geração de cerca de 550 empregos diretos. A nova fábrica deverá entrar em operação em 2009 e será a segunda da companhia, que fabrica suas guloseimas hoje em Tamboré, em São Paulo.

Gazeta Mercantil

 

Autopeças

VALEO DEFINE EM 2008 A SUA 12ª- UNIDADE NO BRASIL

O grupo francês VALEO, fabricante de componentes para a indústria automobilística, vai definir em 2008 o local onde será instalada a nova fábrica que abrigará a produção de sistemas de gerenciamento de motores, que será a 12ª divisão da empresa no Brasil. Esta nova divisão foi adquirida mundialmente da JOHNSON CONTROLS INTERNATIONAL em 2005, informou Alain Keruzoré, Presidente do grupo VALEO na América do Sul. Hoje esta unidade está instalada em Gravataí (RS). Ao incluir a divisão em suas unidades industriais no Brasil, a VALEO já deu início a negociações com as montadoras para a fabricação e fornecimento de bobinas de ignição para motores. Esta divisão oferecerá, ainda, uma linha completa de sensores de motor, injetores de combustível e módulos eletrônicos para comando de sistemas de injeção eletrônica. Keruzoré explicou que a nova divisão inicia atividades com negócios de R$ 30 milhões. Nos últimos dois anos, a empresa investiu R$ 90 milhões para a ampliação das divisões que possui em Campinas e deu início à expansão das fábricas de Itatiba, mediante a aplicação de mais R$ 20 milhões. No Brasil a VALEO tem cerca de 4 mil empregados.

Gazeta Mercantil

 

Bebidas & Fumo

PERNOD RICARD QUER AMPLIAR VENDAS EM SP

Com o objetivo de impulsionar a comercialização de produtos importados durante as festas, período que concentra 60% das vendas, a PERNOD RICARD, responsável por 57 marcas no Brasil, reuniu alguns produtos do seu portfólio, que serão comercializados juntos, em pacotes. Um dos objetivos dessa estratégia é ampliar a presença em São Paulo dos atuais 22% para 27% das vendas no próximo ano fiscal. São Paulo será a única região que deverá ganhar destaque neste período. Segundo Ricardo Chueiri de Souza, Diretor de Marketing da companhia, São Paulo registrará crescimento pois a aceitação dos importados no estado é maior. "Queremos vender 50% mais produtos importados nesse final de ano", contou. E não são só os importados que deverão impulsionar o desempenho da empresa em São Paulo. Segundo Souza, a vodka Orloff também deve receber atenção para alavancar as vendas. A PERNOD RICARD é a segunda empresa do mercado com 15% de participação em volume. A meta é crescer 20% neste ano fiscal e alcançar 20% de participação de mercado em três anos.

O Estado de São Paulo

 

Leão Júnior planeja fábrica de chás secos

A MATTE LEÃO reafirma a sua intenção de manter as suas atividades operacionais e sede administrativa no Estado do Paraná, e irá apresentar lançamentos para o verão e também falar do projeto de construção de uma nova fábrica. Essa nova unidade deve substituir a que funciona em Curitiba, onde é feito o envasamento da chamada linha seca de chás. Hoje a LEÃO JÚNIOR ocupa na capital paranaense 27 mil metros quadrados em dois imóveis que não entraram na negociação com a COCA-COLA em março, quando a multinacional de bebidas comprou a empresa. Além de planejar mudanças na sede e na linha seca, a empresa quer ampliar em 2008 a fábrica de chás líquidos, que fica no Rio de Janeiro e foi inaugurada em 2003.

Valor Econômico

 

Comunicação, Publicidade & Propaganda

AGÊNCIACLICK FAZ A FESTA

A AGÊNCIACLICK promove uma festa para celebrar os 15 anos de atuação da empresa no mercado de propaganda on-line e interatividade. Este ano foi um marco para a agência presidida por Pedro Cabral. Em fevereiro, a empresa foi vendida por cerca de US$ 50 milhões para a rede inglesa ISOBAR. Agora, a trajetória da AGÊNCIACLIK será contada no livro que Cabral lançará durante a festa. O Click Aqui foi escrito por ele e pela redatora Tati Bernardi e será um livro vivo. Além da versão impressa, uma comunidade foi criada para dar continuidade à história da agência.

Gazeta Mercantil

 

Eletroeletrônicos

Mexicana Mabe fatura US$ 500 milhões no Brasil

A mexicana MABE, fabricante das marcas de eletroeletrônicos domésticos GE e DAKO no Brasil, concluiu o processo de ampliação da linha DAKO. A partir de agora, a tradicional marca de fogões, que já foi ampliada com refrigeradores, lavadoras e depuradores este ano, tem também fornos microondas. Com isso, a empresa deve alcançar faturamento de US$ 500 milhões em 2007, alta de 30% em relação ao ano passado. Diante do cenário positivo, a MABE avalia o lançamento de uma terceira marca no mercado brasileiro: a MABE. As vendas dos três principais produtos da empresa, fogão, refrigeradores e lavadoras, devem crescer 13% este ano. Os refrigeradores se destacam. Devem ser comercializados 650 mil itens, alta de 20% em relação ao ano passado, segundo o Diretor de Marketing da MABE, João Sérgio Dias Ramos. A companhia deve vender 1,2 milhão de fogões, número 5% maior em relação a 2006. E as vendas de lavadoras devem crescer 13%, alcançando cerca de 250 mil peças.

Gazeta Mercantil

 

Engenharia, Projetos & Construção

ROSSI ELEVA PREVISÃO DE VENDAS EM 22,5%

Os bons resultados obtidos com sua estratégia de expansão e regionalização geográfica levou a construtora e incorporadora ROSSI RESIDENCIAL a rever, para cima, suas projeções para o biênio 2008-2009. O valor geral de vendas (VGV) próprio, antes estimado entre R$ 1,92 bilhão e R$ 2,16 bilhões em 2008, foi reajustado em 22,5%, para R$ 2,35 bilhões a R$ 2,65 bilhões. Para 2009, a expectativa é de VGV próprio entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3,2 bilhões.

Gazeta Mercantil

 

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

Mercado brasileiro de desodorantes em evolução

O mercado brasileiro de desodorantes está evoluindo a passos largos. Num país de clima tropical como o Brasil as empresas estão empenhadas em conquistar uma fatia cada vez maior desse mercado. Líder do mercado brasileiro de desodorantes, a marca REXONA (UNILEVER) encerrou 2006 com 42,3% de participação de mercado em valor, um recorde para a marca, o que teria provocado um aumento de 64,7% de participação da UNILEVER no segmento. Para obter o sucesso desejado, a marca investe em pesquisas de mercado e aposta no acompanhamento das sugestões enviadas ao SAC pelos consumidores para conhecer suas necessidades e lançar produtos com benefícios diversificados. Este ano a marca investiu mais de R$ 30 milhões no lançamento de novos produtos, parcerias e em modificações nas formulações e embalagens.

Valor Econômico

 

CRISTÁLIA AMPLIA INVESTIMENTO EM FÁBRICA E P&D

Para manter as mesmas taxas de crescimento registradas nos últimos anos e garantir caixa para aplicar na sua principal vocação, a pesquisa e o desenvolvimento de insumos e medicamentos, o CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS está ampliando os investimentos na expansão da capacidade instalada. Um dos poucos laboratórios nacionais com produção verticalizada (faz medicamento, matéria-prima e artigos médicos), coloca em curso um projeto de expansão da unidade de farmoquímicos, localizada em Itapira (SP), que custará quase R$ 18 milhões e também da fábrica de injetáveis, da capital paulista, onde aplicará outros R$ 4 milhões. A empresa também está triplicando os aportes em pesquisa e desenvolvimento. Em abril próximo, o CRISTÁLIA também finaliza a construção de uma fábrica, sua quarta unidade de produção e a terceira em Itapira, que já recebeu cerca de 40 milhões de euros nos últimos três anos e deverá consumir recursos totais próximos de 50 milhões de euros. No plano de expansão está ainda a unidade de biotecnologia, em São Paulo e prestes a ser inaugurada.

O Estado de São Paulo

 

Máquinas & Equipamentos

NCR EXPANDE ATUAÇÃO PARA NOVOS SEGMENTOS

A NCR anunciou que vai ampliar sua atuação no fornecimento de máquinas de auto-atendimento. Além dos segmentos financeiro e varejista, principais nichos para a companhia até agora, a NCR aposta na expansão desses serviços para outros setores, como turismo, entretenimento, saúde e governo. O Diretor Geral da companhia para o Brasil, Elias Rogério Silva, exemplifica as soluções que a NCR deve oferecer citando equipamentos para auto-atendimento no check in em aeroportos e hotéis, e para aluguel de carros, na compra de ingressos de cinema e na realização de exames e consultas em uma unidade de saúde. O foco está nas grandes corporações, que geram volume e justificam a instalação de equipamentos desse tipo. As novas ofertas estão prontas e já contam com clientes em outros países. A NCR deve ver um crescimento de 40% na América Latina este ano em relação a 2006. No Brasil, a companhia alcançou 70% do faturamento de 2006 no primeiro semestre de 2007.

O Estado de São Paulo

 

Valtra entra no mercado de colheitadeiras

Depois de quase três anos de estudos e desenvolvimento de projetos, a VALTRA, fabricante de tratores controlada pela americana AGCO CORPORATION, atendeu às pressões da rede de concessionários e ingressou em colheitadeiras. Os novos produtos são fabricados em Santa Rosa, no noroeste do Rio Grande do Sul, onde também são montadas as máquinas das marcas MASSEY FERGUSON, AGCO ALLIS e CHALLENGER, estas duas últimas voltadas para o mercado argentino. Segundo o Vice-Presidente de Operações Comerciais da AGCO para a América do Sul, Werner Santos, desde a aquisição da VALTRA pelo grupo americano, em 2004, a empresa pretendia "reforçar" as operações da rede, formada por 78 revendedores no país e 13 em outras regiões da América Latina. A VALTRA pretende focar-se, principalmente, sobre os 36,3% de participação da vice-líder do mercado, a JOHN DEERE.

Valor Econômico

 

RANDON AMPLIA PRODUÇÃO DE CANAVIEIRO

A partir de dezembro deste ano, a divisão Implementos da RANDON S.A., de Caxias do Sul (RS), fabricante de reboques e semi-reboques, vai concentrar toda a produção do modelo canavieiro na filial de Guarulhos, em São Paulo. A capacidade instalada será de 14 unidades diárias. Atualmente, são produzidas entre cinco e seis unidades/dia em Caxias do Sul e o mesmo número em São Paulo. A produção das bases e peças continuará sendo feita em Caxias do Sul. A transferência vai exigir investimento da ordem de R$ 4,4 milhões, incluindo a transferência da montagem e pintura, confecção de pallets para transporte de peças em CKD, e mais a parte de logística, revisão e entregados produtos aos clientes. De acordo com o Diretor Executivo da RANDON IMPLEMENTOS, Norberto Fabris, o total de encomendas dos modelos canavieiros ultrapassa 2,3 mil unidades. Algumas entregas estão programadas para agosto de 2008. O setor vai encerrar 2007 com a produção de 4,5 mil canavieiros, sendo que a participação da empresa gaúcha é de 35%. O faturamento da filial está dentro da RANDON IMPLEMENTOS S/A, que em 2006 registrou receita bruta de R$1,1 bilhão. Para este ano, a companhia projeta R$ 1,3 bilhão.

Gazeta Mercantil

 

Material de Construção

NA DICICO, O DONO FICA NO BALCÃO

Pode até parecer, mas Dimitrios Markakis garante que não é centralizador. Desde que comprou a DICICO, em 1999, vem implantando processos de governança corporativa. "Somos a única S/A do mercado", diz. "Somos auditados pela ERNEST & YOUNG." Markakis quer tornar a DICICO uma das maiores, senão a maior, rede de materiais de construção do País. A estratégia já foi lançada. Após dois anos de estudo, a empresa criou um formato de loja menor, com 700 m², chamada de ‘mini home center’, para atender a demanda de cidades de até 50 mil habitantes, que hoje não comportam uma loja tradicional com 3,5 mil m². A expansão começou com a abertura de um mini home center no Guarujá, no dia 10 de outubro. Uma semana depois, foi a vez de Santos. A unidade de Peruíbe começa a operar na próxima semana. E será nessa velocidade de expansão, praticamente uma loja por semana, que a rede deve chegar a oito mini home centers no litoral paulista até o final do ano. Os planos são bem agressivos: chegar a 60 mini lojas e 50 home centers até 2010. O faturamento da rede também vai crescer em ritmo acelerado. A DICICO, que deve aumentar em 25% sua receita neste ano, para R$ 500 milhões, prevê chegar a R$ 1,3 bilhão em faturamento com as novas lojas. A expectativa é que as unidades pequenas tenham, em média, metade do faturamento de uma loja tradicional.

O Estado de São Paulo

 

Plástico & Borracha

CONTINENTAL AMPLIA EM 38,5% PRODUÇÃO DE PNEUS NA BAHIA

A CONTINENTAL PNEUS já definiu novo ciclo de investimentos para sua fábrica de Camaçari (BA). A partir de 2008, a empresa vai aplicar mais € 14,4 milhões para ampliar a capacidade de produção do seu complexo industrial, que passará a produzir 18 mil pneus por dia, quase 5 mil unidades a mais do que o número previsto inicialmente. O Diretor-Superintendente da empresa, Pedro Carreira, informou que futuras expansões já estão em discussão pelo grupo na Alemanha. Segundo o Diretor, os projetos, que estão sendo avaliados pela matriz, dependem da eficiência e dos custos de mão-de-obra, assim como da continuidade da parceria com os governos do Estado e da União. Para instalar a sua primeira fábrica de pneus no Brasil, em abril de 2004, o grupo alemão investiu US$ 260 milhões e abriu 3 mil empregos indiretos. Com esta expansão, deste complexo industrial de Camaçari a CONTINENTAL também vai aumentar o número de funcionários, de 850 para 1.150 colaboradores até o final de 2008. O Brasil foi escolhido pelo grupo alemão para instalar a sua fábrica pela estabilidade econômica, nível de competitividade da mão-de-obra local e pelas condições favoráveis de exportação em razão da infra-estrutura logística.

O Estado de São Paulo

 

VENDAS DE PLÁSTICOS PUXAM OS GANHOS DA SOLVAY

O grupo químico belga SOLVAY registrou um aumento 8% em seu lucro operacional durante o terceiro trimestre deste ano, possibilitando um crescimento de 5% no conjunto dos nove primeiros meses do ano. A companhia anunciou os resultados financeiros do terceiro trimestre, no qual as vendas totalizaram 2,3 bilhões de euros, com alta de 2% sobre o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos nove meses do ano, as vendas alcançaram de 7,20 bilhões de euros, um aumento de 4% na comparação com o registrado nos mesmos nove meses de 2006.

O Estado de São Paulo

 

Química & Petroquímica

Coral investe R$ 31 milhões para incentivar pintura da casa

O fim do ano se aproxima e as fabricantes de tintas começam a se agitar em busca dos consumidores, que querem deixar a casa mais bonita para as festas de fim de ano. A TINTAS CORAL não pretende ficar para atrás. Pelo contrário. Somente neste ano, está investindo R$ 31 milhões em ações de marketing e estreou sua maior campanha publicitária do ano, assinada pela agência LEO BURNETT. Hoje, a marca CORAL é a segunda do mercado brasileiro, com uma participação, em valor, de 30%. O mercado de tintas em geral cresce 6,5% ao ano, mas a CORAL informa crescer o dobro desta participação. A TINTAS CORAL possui duas unidades industriais: em Mauá (SP) e no Recife (PE). Produz cerca de 1,5 mil itens, num total de 175 milhões de litros/ano, exportando para 13 países.

Gazeta Mercantil

 

Artecola faz quarta aquisição em cinco meses

O grupo ARTECOLA, sediado em Campo Bom (RS), anunciou que adquiriu 54% do controle acionário da mexicana SURNA S.A., fabricante de adesivos industriais localizada na Cidade do México. Com o negócio, cujo valor é mantido em sigilo, a companhia gaúcha passa a ter sete unidades no exterior. Somente no último ano foram cinco aquisições no Brasil, Argentina, Peru e no México, sendo quatro nos últimos cinco meses. A ARTECOLA é uma das maiores fabricantes de adesivos industriais de capital nacional. A empresa adquirida produz adesivos para os mercados de papel e embalagem, moveleiro, automotivo, bebidas, artes gráficas e construção, entre outros. A SURNA tinha para este ano uma receita líquida projetada de US$ 4 milhões. Com isso, vai agregar 3% ao faturamento esperado pela ARTECOLA para 2007, de aproximadamente US$ 130 milhões.

O Estado de São Paulo

 

Rhodia investe R$ 85 mi em solventes

A RHODIA investe R$ 85 milhões para ampliar até o final de 2008 a produção de solventes oxigenados, com o objetivo de atender, sobretudo, a indústria de tintas e vernizes. A perspectiva da empresa, cuja sede latino-americana fica em Santo André, é se beneficiar do impulso observado na economia interna, por conta da expansão do crédito e da redução dos juros. Com esses fatores favoráveis, o setor de tintas vem em ascensão. Deve crescer até 8% neste ano em relação a 2006. A RHODIA já é a principal produtora na América Latina de solventes oxigenados, com aplicação principalmente em pintura automotiva. E o setor de tintas tem grande importância para a companhia, representa 40% dos negócios de solventes e 15% das vendas totais da RHODIA na América Latina. A meta é ampliar em 40% o volume produzido pela empresa na fábrica de Paulínia, nos próximos dois anos. Além do aumento da produção, a fabricante investe no desenvolvimento de novas tecnologias e produtos para esse mercado, no qual já detém a liderança. Uma das inovações é uma nova versão do software chamado Solsys, que ajuda a reduzir o impacto ambiental na formulação das tintas. Além da RHODIA, que oferece novo sistema para diminuir a utilização de componentes poluentes, a HENKEL, de Diadema, lançou no mercado duas novas linhas de produtos que seguem essa tendência. A companhia investiu 95,5 milhões de euros (um quarto dos 3% do faturamento anual, de 12,74 bilhões de euros, que vai para novas tecnologias) no desenvolvimento dessas linhas.

Valor Econômico

 

Telecomunicações & Informática

TIM AVANÇA EM SETEMBRO

A TIM foi o destaque do mês em adições líquidas, foram 655 mil novos acessos e avançou de 25,71% para 25,87% entre agosto e setembro. Em igual mês de 2006, tinha 25,14% do mercado. A CLARO também ganhou mais espaço, atingindo 24,82% de participação. Em agosto, registrou 24,76% e há um ano, 23,13%. A OI passou de fatia de 13,12% em agosto para 13,21% em setembro. Há um ano, o percentual era de 13,19%.

O Estado de São Paulo

 

ESTRATÉGIA DA DATASUL INCLUI OFERTA DE SERVIÇO

Com a inauguração de um data center para atender a pequenas e médias empresas, na sede em Joinville (SC), a DATASUL deu importante passo para reforçar a sua oferta de venda de programas como serviço. Entre as maiores empresas brasileiras de software empresarial, a DATASUL fechou aliança com a americana SALESFORCE.COM para o desenvolvimento de um sistema de gestão de frotas sob demanda. A estratégia inclui ainda a criação de novas aplicações e a aquisição de empresas para complementar o portfólio. Até dezembro, a DATASUL planeja anunciar a sétima aquisição do ano. Dos R$ 100 milhões previstos para aquisições, a companhia gastou 60%, afirmou o principal executivo, Jorge Steffens. Há 12 empresas de diversos segmentos na lista em análise. O novo data center da catarinense ocupa área de 700 metros quadrados e tem capacidade para 2 mil servidores. Inicialmente, atende à demanda da própria DATASUL para depois centralizar plataformas das adquiridas. Hoje, a divisão de outsourcing da DATASUL tem mais de 400 empresas hospedadas no data center da multinacional americana, em Hortolândia (SP). Do total, 75 são clientes diretos.

O Estado de São Paulo

 

SENIOR QUER ATRAIR BANCOS E CORRETORAS MENORES

A SENIOR SOLUTION começa a oferecer a sua primeira versão de software como serviço para bancos e corretoras. Para tentar vencer a resistência das instituições financeiras em rodar informações fora de casa, a empresa fechou parceria para utilizar os servidores da Rede de Telecomunicações para o Mercado (RTM), criada pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima). Com uma carteira atual de 80 clientes, incluindo grandes bancos, a SENIOR tem como objetivo agilizar o processo de vendas da companhia, atraindo empresas de menor porte com a nova solução. "Ganharemos escala", afirma o principal executivo, Bernardo Gomes. A expectativa do executivo é de o software como serviço garantir entre 10% e 15% das vendas no próximo ano. A companhia fatura cerca de R$ 30 milhões e prevê atingir R$ 36 milhões em 2008. "Já temos propostas em andamento", diz o executivo.

Valor Econômico

 

Transporte & Logística

MRS ANUNCIA INVESTIMENTO DE R$ 1 BILHÃO

A MRS LOGÍSTICA prevê investimentos de R$ 1 bilhão para o próximo ano na compra de material rodante e melhoria da malha. Nos recursos estão previstos a compra de 70 locomotivas novas e 40 máquinas usadas com entregas programadas para 2008 a 2010. O Presidente da companhia, Júlio Fontana Neto, explicou que com o aumento da frota, a companhia poderá transportar no próximo ano 150 milhões de toneladas. Para este ano a expectativa é um movimento de 130 milhões de toneladas de carga. "O crescimento estimado é de 20% no volume de carga", disse Fontana. Além da compra de locomotivas a MRS irá investir também na aquisição de 750 vagões no próximo ano. A frota atual da companhia é de 545 locomotivas e 13.583 vagões. Para 2010, a expectativa da empresa é ter uma frota de 16 mil vagões e 500 locomotivas.

O Estado de São Paulo

 

FORD VAI ELEVAR A PRODUÇÃO NA FÁBRICA DO ABC

Assim como a VOLKSWAGEN e a FIAT, a FORD DO BRASIL também vai aumentar a produção na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) a partir de 2008. Nesta unidade produz o automóvel Ka, as picapes Courier e F-250 e os caminhões da linha F e Cargo. Além de atender à demanda nos mercados de automóveis e caminhões, a decisão deve-se também ao lançamento de um novo automóvel que será vendido na América do Sul. Para garantir a expansão, a FORD vai contratar neste ano cerca de 100 pessoas por prazo determinado para a área de manufatura. "Estamos preparando a fábrica para acompanhar a expansão da indústria automotiva que continuará crescendo em 2008", disse Marcos de Oliveira, Presidente da FORD BRASIL e Mercosul.

Gazeta Mercantil

 

Varejo

CENTAURO RUMO AO PRIMEIRO BILHÃO

Centauro rumo ao bi! É como num campeonato que os funcionários da loja do Shopping Eldorado, em São Paulo, entoam o grito de guerra da varejista de produtos esportivos CENTAURO. A torcida tem um só objetivo: atingir em 2010 o primeiro bi, no caso, bilhão de reais de faturamento. O que passa por agressiva estratégia de expansão. A meta do fundador e Presidente do GRUPO SBF, Sebastião Bomfim Filho, é abrir uma loja em cada estado. E, aos que duvidam que há potencial para tal empreitada, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, o empresário dá um exemplo. "A loja de maior faturamento da rede fica em Salvador, onde temos três megastores". Desde 2002, a rede vem dobrando de tamanho a cada 18 meses. O plano é abrir 29 lojas em 2008 e mais 35 em 2009. Só neste ano, foram 15 novas unidades, que receberam investimentos de R$ 45 milhões. "Ainda vamos abrir oito lojas até o final do ano", diz Bomfim. Para atender essa demanda, a empresa contratou neste ano 900 funcionários, e serão 1,1 mil temporários para a época de festas. O grupo tem hoje 89 unidades, 58 com a marca CENTAURO, além de 26 lojas BY TENNIS e quatro ALMAX SPORTS. A previsão para 2010 é não apenas o primeiro bi, mas sim R$ 1,3 bilhão de faturamento, comparado a uma receita aproximada de R$ 620 milhões neste ano. "Com as inaugurações devemos chegar a um faturamento de R$ 900 milhões já em 2009."

O Estado de São Paulo

 

SONDA AVANÇA 16% COM EFICIÊNCIA E PREÇOS BAIXOS

Quinta maior rede no ranking paulista e 14 no nacional, a SONDA SUPERMERCADOS está disposta a escalar mais alguns pontos na classificação com uma estratégia de expansão baseada em custo operacional eficiente e administração enxuta para manter preços competitivos frente à concorrência. Essa combinação vai permitir à SONDA crescer 16% este ano, mais do que o dobro da média prevista pela ABRAS para o setor neste ano, de 6,5%. Com isso o faturamento vai de R$ 771 milhões, registrados em 2006, para R$ 900 milhões em 2007. A empresa inaugurou sua 13ª loja e a primeira na cidade Guarulhos, na Grande São Paulo. Outras duas devem ser abertas no estado nos próximos 15 dias, e mais três até o segundo trimestre de 2008.

O Estado de São Paulo

 

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