Agrobusiness
Lucrativa,
Monsanto prevê dobrar
receita até 2012
A
multinacional MONSANTO
informou que prevê dobrar
a sua receita bruta até
2012, com crescimento
dos lucros por ação entre
15% e 19% ao ano no período.
A empresa também prevê
em até cinco anos uma
geração de fluxo de caixa
entre US$ 2 bilhões e
US$ 2,2 bilhões, ante
US$ 800 milhões a US$
900 milhões estimados
para o ano fiscal de 2008.
O crescimento dará maior
flexibilidade para aquisições,
investimentos em tecnologia
e recompra de ações. A
empresa informou que espera
para o segmento de sementes
da marca DEKALB crescimento
de 10 pontos percentuais
nos EUA e de 1 a 2 pontos
em outros países até 2012.
Para a SEMINIS, negócio
de sementes de hortaliças,
a MONSANTO espera elevar
a sua margem de atuais
44% para 65%. A participação
da SEMINIS na receita
total da empresa deverá
aumentar em média 6% ao
ano até 2012, com o lançamento
de sementes e reposicionamento
de mercado. Com relação
aos produtos em desenvolvimento,
a empresa prevê o lançamento
da maioria deles até 2012.
Para 2020, a MONSANTO
espera que esses produtos
gerem receita no campo
de US$ 5 bilhões, sendo
que 75% desse valor referem-se
ao aumento de renda. No
período, a companhia espera
introduzir seis projetos
de grande sucesso, com
oportunidade de vendas
de até US$ 500 milhões,
e um grande projeto, com
potencial de vendas superior
a US$ 1 bilhão por ano.
Valor
Econômico
Alimentos
Empresa
vira a 17ª maior em alimentos
das Américas
A
PERDIGÃO
avançou para a 17ª colocação
no ranking das maiores
empresas de alimentos
das Américas, com um faturamento
de US$ 3,311 bilhões,
depois da aquisição da
ELEVA. Com o negócio,
a empresa, que ocupava
o 22º lugar, deslocou
a rival SADIA para a 18ª
posição. Ainda assim,
permanece, contudo, muito
distante dos pesos pesados,
como as americanas ARCHER
DANIELS e KRAFT FOODS,
duas primeiras colocadas,
com faturamentos acima
dos US$ 30 bilhões por
ano. Os dados mostram
que a SADIA, que era a 17ª colocada, figura agora
no ranking atrás da PERDIGÃO/ELEVA,
com o faturamento de US$
3,216 bilhões, uma diferença
de aproximadamente US$
100 milhões. A PERDIGÃO
pode avançar ainda mais
no ranking, já que o planejamento
estratégico da companhia
leva em conta a possibilidade
de aquisições no Brasil
e no exterior, além do
chamado crescimento orgânico.
O
Estado de São Paulo
Lucro
da Sadia tem aumento de
156% no ano
A
SADIA
anunciou um lucro líquido
de R$ 188 milhões no terceiro
trimestre, um crescimento
de 173% na comparação
com o mesmo período de
2006. No acumulado do
ano, o lucro chega a R$
394 milhões, um aumento
de 156,4%. A receita líquida
no terceiro trimestre
foi de R$ 2,1 bilhões,
uma alta de 19,8%. De
janeiro a setembro, a
receita líquida foi de
R$ 6,1 bilhões, o que
representa um crescimento
de 25,3%. Segundo o Diretor-Presidente
da companhia, Gilberto
Tomazoni, os resultados
positivos do terceiro
trimestre foram provocados
pelo bom desempenho das
vendas de industrializados
no Brasil e pela recuperação
do comércio de aves no
mercado internacional,
abalada em 2006 pela gripe
aviária.
O
Estado de São Paulo
Baixa
renda gasta mais e atrai
Montevérgine ao NE
O
crescimento no consumo
da base da pirâmide sócio-econômica
brasileira, as classes
D e E, animou a fabricante
paulista de confeitos
e chocolates MONTEVÉRGINE
a construir em Jaguaribe,
interior do Ceará, uma
nova fábrica para produzir
caramelos, categoria em
que pretende estrear.
No Nordeste do país, as
classes D e E são 66%
da população, enquanto
no país essa fatia é de
44%. "Hoje, o Nordeste
responde por 7% das nossas
vendas, mas nossa meta
é que, até 2013, a região
represente 30%",
diz João Rafael Alterio,
Diretor Comercial da MONTEVÉRGINE.
A fábrica deve receber
até R$ 10 milhões de investimentos
e a previsão é que esteja
operando em 2009.
Valor
Econômico
Fugini
planeja ampliar vendas
nas regiões Norte e Nordeste
A
indústria de alimentos
FUGINI,
que até 2003 fabricou
a marca CICA, da UNILEVER,
prepara uma mudança de
estratégia para consolidar
posição e marca própria
no mercado brasileiro.
Depois de reestruturar
a parte administrativa
com novas contratações,
profissionalização da
gestão e ampliar 30% a
capacidade de produção
este ano, a empresa quer
diluir a importância dos
atomatados no faturamento,
que deve alcançar R$ 120
milhões, alta de 25% ante
2006 e conquistar os mercados
onde ainda tem menor participação,
os estados das regiões
Norte e Nordeste. Para
atingir esse objetivo,
a FUGINI prepara a ampliação
do portfólio com lançamento
na área de doces. O projeto
ainda é sigiloso, mas
deve chegar às gôndolas
no início do próximo ano,
disse Eduardo Nogueira
dos Santos, Gerente Nacional
de Vendas da empresa.
Hoje, os atomatados representam
50% do faturamento. Outros
30% vêm das vendas de
goiabada e do AMENDOCREM,
marca que a companhia
adquiriu da UNILEVER em
2002. O restante da receita
é resultado das vendas
de doces como marmelada,
marrom glacê, geléias
e polpa de frutas e das
exportações. A meta é
que em dois anos a participação
dos atomatados passe para
40%. Mas a FUGINI não
quer diminuir os volumes
de produção e comercialização
do produto. "Queremos
alcançar até o terceiro
lugar do mercado em três
anos." Atualmente,
a empresa é a quinta marca
no mercado de atomatados
do Brasil. No segmento
de produto em sachês,
que responde por 15% desse
total, a empresa é líder,
informou Santos. Com a
estratégia de diversificar
portfólio, a FUGINI espera
crescer 20% em 2008, para
um faturamento de R$ 144
milhões, e, em média,
15% nos próximos quatro
anos. Se confirmado esse
crescimento, Santos afirmou
que será necessária a
construção de uma nova
fábrica nesse período.
A FUGINI tem uma unidade
de produção localizada
em Monte Alto, interior
de São Paulo.
Gazeta
Mercantil
Bebida
& Fumo
AMBEV
ANUNCIARÁ FÁBRICA DO NORTE
ATÉ DEZEMBRO
O
endereço da nova fábrica
da AMBEV na região Norte deve ser anunciado até
o fim do ano, disse o
Presidente da companhia,
Luiz Fernando Edmond.
Segundo ele, os volumes
comercializados justificam
a instalação de uma nova
planta naquela região.
"Não há como empurrar
por muito tempo. Estamos
vendo localizações e conversando
com os estados. Existem
discussões e análises
intensas para que possamos
anunciar em dezembro",
afirmou o executivo. Atualmente,
o mercado da região Norte
é atendido por quase todas
as fábricas da AMBEV no
Brasil. O maior volume
parte das unidades do
Nordeste. Segundo Edmond,
a nova fábrica possibilitaria
um corte significativo
nos custos de logística
para abastecer a região
Norte. Uma das possibilidades
para a AMBEV seria a aquisição
da cervejaria CERPA, que
tem uma fábrica em Belém
do Pará, cuja utilização
da capacidade beira os
50%. A AMBEV registrou
lucro líquido consolidado
de R$ 589,8 milhões no
terceiro trimestre do
ano, um crescimento de
21,3% em relação ao mesmo
período de 2006. A receita
líquida avançou 7%, para
R$ 4,641 bilhões.
Valor
Econômico
Coca-Cola
Femsa Brasil consolida
liderança
A
COCA-COLA
FEMSA BRASIL, empresa
do GRUPO FEMSA FOMENTO
ECONÔMICO MEXICANO S.A.,
maior companhia de bebidas
da América Latina, cresceu
em volume, no período
de setembro deste ano,
7,5% em relação ao mesmo
período do ano passado,
acima do mercado que registrou
aumento de 6,7%. COCA-COCA
ZERO e AQUARIUS FRESH,
os últimos lançamentos
da companhia foram os
grandes responsáveis pelo
êxito na participação
de mercado. Desde seu
lançamento, há seis meses,
a COCA-COLA ZERO cresceu
oito vezes, confirmando
a liderança da FEMSA no
segmento de diet/light,
um dos mais disputados
da categoria. A liderança
consolidada é resultado
do crescimento ininterrupto
do mais completo portfólio
da categoria no Brasil,
que detém hoje a maior
fatia do mercado de refrigerantes
em São Paulo e Mato Grosso
do Sul, regiões onde atua.
O
Estado de São Paulo
Mineira
Itambé busca ampliar venda
externa
Em
meio à forte turbulência
gerada pelas denúncias
de fraude na industrialização
de leite no país, a ITAMBÉ
reforçou sua estratégia
para ampliar as vendas
de leite em pó ao exterior.
O foco principal da central
cooperativa mineira está
no mercado da Argélia,
o quarto maior importador
mundial de produtos lácteos.
A ITAMBÉ aproveitou a
viagem ao Brasil do ministro
argelino da Agricultura,
Said Barkat, para fazer
uma demonstração sobre
o ciclo de produção do
leite, da ordenha na fazenda
ao envase pela indústria.
"Vamos mostrar que
temos plenas condições
de atender ao mercado
deles com alta qualidade",
diz o Vice-Presidente
da cooperativa, Jacques
Gontijo. A empresa fará
apresentações de sua mais
nova planta industrial,
em Uberlândia (MG), cujo
processo de envase é todo
automatizado. "Tem
fábrica igual no mundo,
mas melhor, não tem",
diz Gontijo. Em jogo,
está uma venda potencial
de até 10 mil toneladas
de leite em pó aos africanos.
A Argélia compra anualmente
200 mil toneladas de leite
em pó. A ITAMBÉ participa
de uma licitação internacional
feita pela estatal argelina
MILKTRADE para a compra
de 40 mil toneladas de
leite em pó, o equivalente
a US$ 190 milhões. Sozinha,
a ITAMBÉ estima embarcar
US$ 120 milhões em lácteos
ao exterior neste ano.
Valor
Econômico
Comunicação,
Publicidade & Propaganda
NEOGAMA/BBH
TRAZ ZAG AO BRASIL
Depois
de aumentar o seu faturamento
em 83% em 2005, mais 58%
em 2006, com a conquista
de contas polpudas, a
exemplo de BRADESCO e
RENAULT, a NEOGAMA/BBH
prevê encerrar este ano
com um salto de 20% em
suas vendas. Anuncia ainda
que seus passos não vão
mais ficar restritos ao
universo da propaganda,
ao trazer para o Brasil
a ZAG, uma empresa especializada em inovação,
criação de produtos, desde
a concepção, até o estudo
de viabilidade econômica,
que foi lançada pela BBH
em maio do ano passado.
Segundo o Presidente da
NEOGAMA, Alexandre Gama,
não se trata de uma empresa
para dar nomes a produtos.
"É algo muito mais
complexo, que ainda não
existe no mercado brasileiro",
garante o fundador da
agência. O nome da nova
empresa, que vai atuar
no mesmo prédio da NEOGAMA,
mas com estruturas separadas,
inclusive para atender
clientes conflitantes,
vem do slogan da rede
inglesa: "Se o mundo
faz zig, faça zag".
"É uma empresa que
existe na Inglaterra,
mas faz projetos para
todo o mundo", conta
Gama, ao revelar que o
negócio da ZAG é bastante
distinto do da NEOGAMA.
"Neste caso, vamos
criar produtos e ganhar
com eles." Dá como
exemplo a gigante PROCTER
& GAMBLE. "Hoje,
a P&G compra 50% das
suas inovações de produto
fora. É exatamente neste
nicho que queremos atuar",
detalha. No momento, Gama
está criando as bases
para que a ZAG comece
a operar. Primeiro contratou
um executivo da UNILEVER,
Neil Munn, que passa a
ser o principal executivo
da ZAG no Brasil. Depois,
já faz, há algum tempo,
uma espécie de ensaio
com projetos para os clientes
da própria NEOGAMA/BBH.
"Ajudamos a criar
produtos para o iG, como
o Show iG, que numa outra
situação cobraríamos a
parte, como uma remuneração
sobre os resultados do
novo negócio, por exemplo.
O que queremos é gerar
produtos. Diversificar,
afirma Gama, é um caminho
natural para o negócio
da comunicação e existe,
segundo ele, potencial
no Brasil para uma empresa
de inovação.
Gazeta
Mercantil
SAMBA
BUSCA PARCERIAS PARA SE
DIFERENCIAR DA BANCO DE
EVENTOS
Caçula
da holding CLUBE, do publicitário
Vítor Oliva, a SAMBA, agência de marketing promocional
criada há dois anos em
parceria com a agência
de publicidade DPZ, encontrou
sua "pegada"
e entra numa nova fase,
com um posicionamento
mais definido. "A
meta da SAMBA não é ser
uma agência de grande
porte, até porque o grupo
já tem a BANCO
DE EVENTOS, queremos
ter mais proximidade com
os clientes no dia a dia",
diz o Diretor Geral da
agência, Kito Mansano.
A BANCO DE EVENTOS, que
ao lado da RIO 360 COMUNICAÇÃO
(marketing promocional)
e da LYNX (responsabilidade
social e sustentabilidade)
formam a CLUBE, possui
160 funcionários e 40
clientes. A SAMBA pretende
contar com poucas contas
para poder se aprofundar
no trabalho. "Não
queremos atuar como fornecedor
pontual, e sim como parceiro
estratégico das empresas",
ressalta Mansano. O objetivo
é acertar parcerias com
três ou quatro clientes
fortes até o final de
2008. Atualmente com 40
funcionários e 10 clientes
recorrentes, a SAMBA já
conseguiu parcerias estratégicas
com a empresa de cosméticos
AVON e o canal de TV NICKELODEON.
Com o aumento do número
de clientes e trabalhos,
a SAMBA tem a meta de
crescer 15% em faturamento
neste ano e alcançar cerca
de R$ 17,25 milhões, contra
R$ 15 milhões comparando
com o ano passado. A BANCO
DE EVENTOS, que faturou
R$ 70 milhões no ano passado,
prevê crescimento de 12,5%
neste ano, totalizando
R$ 80 milhões.
Gazeta
Mercantil
Eletroeletrônicos
Whirpool
faz parceria com líderes
para criar produtos
Maior
fabricante de linha branca
do país, a WHIRLPOOL, adota estratégia parecida a
usada pela indústria cinematográfica
para incentivar a troca
do videocassete pelo DVD
no início desta década.
Os grandes estúdios, como
a WARNER, aliaram-se aos
fabricantes de aparelhos
eletrônicos. A WHIRLPOOL
bateu às portas dos "provedores
de conteúdo" de seus
produtos e fechou parcerias
com SADIA, UNILEVER, COCA-COLA
e RECKITT BENCKISER. "Essas
parcerias são de longo
prazo. Elas visam não
apenas promoções pontuais
mas também o desenvolvimento
em conjunto de novos produtos
daqui para frente",
afirma Jerome Cadier,
Diretor de Marketing da
WHIRLPOOL para a marca
BRASTEMP. Segundo ele,
os acordos são exclusivos
entre as duas partes,
que não podem assinar
contratos semelhantes
com os respectivos concorrentes.
As alianças prevêem uma
troca de informações bem
mais detalhadas do que
a que normalmente é feita
nas chamadas parcerias
táticas, promoções feitas
em conjunto, em datas
de grande movimento de
vendas no varejo como
Natal e Dia das Mães.
Cada parceria estratégica
está voltada para uma
determinada linha da BRASTEMP.
No caso da COCA-COLA,
ela será útil para os
refrigeradores; no caso
da UNILEVER, que fabrica
o sabão OMO, para as lavadoras
de roupa. A aliança entre
a BRASTEMP e a SADIA,
por exemplo, será fundamental
para o mercado de microondas
e alimentos congelados,
dois negócios que andam
juntos. "O mercado
de microondas crescerá
neste ano a taxas de 40%
a 50% pelo segundo ano
consecutivo. E a expectativa
é de que continue crescendo
em 2008", diz Cadier.
Isto só aumentará a demanda
por pratos prontos congelados,
que já que é o segmento
que mais cresce. A onda
das parcerias estratégicas
está se alastrando para
outros mercados. Assim
como a WHIRLPOOL, a própria
SADIA está buscando uma
aproximação com outras
empresas, entre elas a
AMBEV e a NATURA.
Valor
Econômico
Farmacêutico,
Cosméticos & Higiene
AstraZeneca
prospecta o mercado para
fazer aquisições
A
farmacêutica anglo-sueca
ASTRAZENECA, em plena fase de reestruturação
global para cortar custos
e otimizar recursos, estuda
eleger o Brasil como foco
de maior investimento.
A multinacional, que já
está investindo para aumentar
as vendas de seu portfólio
local e tem traçada a
ampliação desses aportes,
analisa oportunidades
no mercado brasileiro,
que vão desde licenciamento
de produtos até aquisição
de empresas e marcas de
medicamentos, disse Rubens
Marques Pedrosa Jr., que
assumiu a presidência
da subsidiária há seis
meses e tem ainda pela
frente outro grande desafio:
manter os dois dígitos
anuais de crescimento
no País apresentados nos
últimos cinco anos. Para
2007, o executivo já deve
conseguir percentual acima
de 20%. "Estamos
olhando quais são as empresas
atuantes no mercado brasileiro
e quais poderiam agregar
valor à ASTRAZENECA de
forma complementar. Se
houver uma boa oportunidade,
que faça sentido do ponto
de vista financeiro, podemos
propor a compra para a
matriz", afirmou
Pedrosa, observando que
a avaliação se estende
também à marcas. A estratégia
é focada em produtos de
prescrição médica, a expertise
da ASTRAZENECA, quinta
maior farmacêutica do
mundo e a oitava no ranking
brasileiro. Em seu último
projeto global de crescimento,
traçado desde meados de
2003 e enfatizado com
a atual reestruturação,
a ASTRAZENECA definiu
áreas de interesse e focou
investimentos nos produtos
e nas forças de venda
e de suporte dos segmentos
eleitos, cardiovascular,
gastrointestinal, oncologia,
sistema respiratório e
produtos hospitalares,
boa parte protegida por
patentes. Esse plano ajudou
a ASTRAZENECA a conquistar
resultados expressivos
no Brasil: dobrou o tamanho
do faturamento nos últimos
quatro anos.
Gazeta
Mercantil
Eurofarma
constrói complexo para
ir além dos genéricos
A
EUROFARMA
está dando um passo além
da fabricação de genéricos,
a área que impulsionou
seu grande crescimento
nos últimos anos. A intenção
não é abandonar a produção
das cópias de medicamentos
que perderam a proteção
de patentes, mas avançar
em segmentos mais complexos
da indústria farmacêutica.
A meta é, em um futuro
não muito distante, produzir
medicamentos inovadores,
sejam produtos incrementais
ou até radicais. "É
um sonho. Hoje, não somos,
nem ninguém no Brasil
é, uma indústria farmacêutica",
afirma o Presidente da
EUROFARMA, Maurízio Billi.
Em outras palavras, as
empresas nacionais investem
muito pouco em pesquisas
para descobrir novas drogas.
A EUROFARMA nasceu há
35 anos fabricando medicamentos
para terceiros, apenas
sete anos depois é que
começou a fazer remédios
próprios. A terceirização
continua fazendo parte
do foco da empresa. No
entanto, como outras companhias
de capital nacional, a
EUROFARMA alavancou seu
negócio no início desta
década graças às vendas
de medicamentos genéricos.
A empresa agarrou a oportunidade
para apostar em projetos
de diversas naturezas.
Na atualidade, a EUROFARMA
administra 286 projetos.
Para chegar na meta sonhada
por Maurízio Billi, a
empresa decidiu fazer
algumas apostas: fechou
parcerias com universidades,
formou uma joint-venture
com um laboratório nacional,
começou investimentos
em biotecnologia e faz
um investimento em um
novo complexo industrial.
A empresa prevê triplicar
sua capacidade de produção,
reunindo quatro unidades
industriais hoje espalhadas
por bairros da capital
paulista, além da do Rio
de Janeiro. Da fábrica
de Itapevi, a EUROFARMA
pretende dar rumo à sua
estratégia. Seu plano
é ampliar a exportação
de medicamentos para a
Europa, ingressando via
Portugal onde já vende
volumes pequenos. A empresa
aguarda a certificação
da fábrica por parte da
autoridade sanitária européia.
Isso deve aumentar substancialmente
o faturamento, que deve
chegar a R$ 900 milhões
em 2007, R$ 100 milhões
a mais do que o obtido
no ano passado.
Valor
Econômico
Mappel
entra em cosméticos
A
carioca MAPPEL,
que há 55 anos fabrica
embalagens para a indústria
farmacêutica, passará
a produzir cosméticos
em uma nova fábrica em
Diadema, diz Marion Appel.
Valor
Econômico
Financeiro
CEO
DA CARDIF NÃO DESCARTA
COMPRA NO PAÍS
O
CEO da seguradora francesa
CARDIF, Eric Lombard, está impressionado
com o crescimento da operação
brasileira, que deverá
encerrar este ano com
alta de 60% nas vendas,
para R$ 200 milhões em
prêmios. "O potencial
que o Brasil oferece é
muito grande e por isso
estamos dispostos a colocar
os recursos necessários
para sustentar nosso desenvolvimento
local", disse. A
CARDIF atua mundialmente
com seguro de vida e de
garantia estendida. A
distribuição dos produtos
se dá através de parcerias
com instituições financeiras.
"A distribuição pelo
varejo é muito forte no
Brasil e por isso acreditamos
que, em breve, o País
estará entre os dez maiores
da nossa operação".
O crescimento tem sido
de forma orgânica, mas
aquisições e parcerias
também são analisadas.
"Tudo dependerá das
oportunidades." Além
de investimentos nas áreas
prioritárias, como seguros
de proteção financeira
para dívidas e de garantia
estendida para eletrodomésticos,
há planos de atuar também
em títulos de capitalização
e desenvolver produtos
dentro do perfil de microsseguros.
Na última vez que esteve
no Brasil, há dois anos,
Lombard acertou o contrato
final da criação de uma
seguradora com a rede
varejista MAGAZINE LUIZA,
para venda de seguro de
garantia estendida. Desta
vez, segundo ele, veio
mais para escutar boas
notícias dos executivos.
Alexandre Boccia, que
assumiu o comando da operação
brasileira há treze meses,
mostrou novidades como
a inauguração da central
de telemarketing, que
recebeu investimentos
de R$ 1 milhão e tem 80
posições de atendimento.
Segundo Boccia, a companhia
conseguiu conquistar vários
clientes do varejo nos
últimos meses. Hoje a
parceria com o MAGAZINE
LUIZA serve como referência
para a conquista de clientes
do varejo como CITILAR,
ELETROZEMA e ELETROSOM,
entre outros. "Esperamos
um número maior do que
os 60% obtidos até setembro,
pois no final de ano as
vendas do varejo aumentam
e conseqüentemente a do
seguro de proteção financeira
e de garantia estendida",
disse Boccia, que deverá
apresentar no final deste
ano o primeiro lucro do
grupo francês no Brasil
desde o início das operações
em 2000.
Gazeta
Mercantil
BRADESCO
LUCRA R$ 1,8 BI NO TRIMESTRE
O
BRADESCO,
maior banco privado brasileiro,
registrou lucro líquido
de R$ 5,82 bilhões entre
janeiro e setembro deste
ano; no terceiro trimestre,
o ganho foi de R$ 1,81
bilhão. O lucro líquido
em nove meses é de R$
5,36 bilhões e no terceiro
trimestre, de R$ 1,85
bilhão. Considerando os
resultados ajustados,
o crescimento foi de 13%
em um ano, e de 2,7% no
trimestre. O resultado
recorde foi mais uma vez
impulsionado pelo crescimento
do crédito. O BRADESCO
vem conseguindo compensar
a queda dos juros e dos
ganhos com operações de
tesouraria pelo aumento
dos volumes, observou
Milton Vargas, Diretor
de Relações com Investidores
do banco.
Gazeta
Mercantil
Química
& Petroquímica
lucro
da Fosfertil cresce 140%
A
FOSFERTIL,
maior produtora de fertilizantes
do Brasil, registrou nos
primeiros nove meses deste
ano um lucro líquido de
R$ 367,8 milhões, valor
superior em 140,1% o obtido
em igual período de 2006.
De janeiro a setembro,
a margem bruta da companhia
foi de 35%, contra 23%
do mesmo período do ano
passado. Vital Jorge Lopes,
Presidente da FOSFERTIL,
delega o bom desempenho
da margem à alta dos preços
internacionais de fertilizantes
e às vantagens que esse
movimento trouxe ao setor
que produz a matéria-prima
no Brasil, que é de 35%
do consumo nacional. "O
País é tomador de preços.
A produção interna é comercializada
como se fosse exportada.
O Brasil acompanha o cenário
de preços internacional
e a FOSFERTIL também",
acrescenta Vital. Ele
também responsabiliza
o bom desempenho ao controle
de custos da companhia.
O faturamento no período
cresceu 27,2%, atingindo
R$ 1,78 bilhão.
Gazeta
Mercantil
Serviços
LOPES
EXPANDE ATUAÇÃO E INAUGURA
UNIDADE NO PARÁ
A
LOPES
IMOBILIÁRIA (LPS BRASIL
- CONSULTORIA DE IMÓVEIS
S.A.) vai iniciar operações
no Estado do Pará, dando
continuidade a seu projeto
de expansão nacional.
A empresa anunciou a abertura
de uma nova unidade de
negócios na cidade de
Belém, com expectativa
de vendas de R$ 200 milhões
para 2008 e força de vendas
composta, atualmente,
por 50 corretores autônomos.
A LOPES PARÁ, com expectativa
de iniciar suas operações
em janeiro de 2008, terá
como sócios a LOPES, com
60% de participação, e
os empresários Fernando
Guimarães Filho, Milene
Azevedo, Daniel Barcessat,
profissionais com mais
de dez anos de atuação
média no mercado imobiliário
paraense, que terão, juntos,
os 40% restantes. A LOPES
prevê um investimento
inicial estimado de R$
2 milhões.
Gazeta
Mercantil
Siderurgia
& Metalurgia
DEMANDA
INTERNA ELEVA OS GANHOS
DA CONFAB
O
aquecimento da economia,
e particularmente do mercado
de óleo e gás, garantiu
para a CONFAB
INDUSTRIAL uma receita
líquida no terceiro trimestre
de R$ 482,73 milhões,
132% maior ante os R$
208,23 milhões de igual
intervalo de 2006. O lucro
líquido do período somou
R$ 60,6 milhões, quase
três vezes os R$ 22,13
milhões registrados no
terceiro trimestre do
ano passado. "Por
ser uma empresa que trabalha
por encomenda, que vende
projetos pontuais, temos
evoluções cíclicas",
afirmou o Diretor Financeiro
e de Relações com Investidores
da CONFAB, Marcelo Héctor
Barreiro. Este ano o valor
total de novas encomendas
já foi, até setembro,
20% maior do que a soma
dos pedidos que ingressaram
em todo o ano passado.
Gazeta
Mercantil
Telecomunicações
& Informática
ENTERASYS
PLANEJA AQUISIÇÕES
A
fabricante americana de
equipamentos de redes
ENTERASYS se prepara para acelerar seus
negócios no Brasil e no
mundo. Além de aproveitar
o bom momento do setor,
a companhia tem planos
de aquisição de empresas,
disse o Presidente mundial
da companhia, Mike Fabiaschi.
Após investir pesado entre
1997 e 2000 em suas redes,
as empresas expandem sua
infra-estrutura para suportar
agora, além do tráfego
de dados, voz, imagens
e vídeos. "A necessidade
de manter a rede disponível
e segura vai gerar mais
investimentos", afirmou,
justificando o otimismo
com o mercado. A ENTERASYS
foi adquirida no início
do ano passado pelo grupo
de investimentos liderado
pelo GORE GROUP e TENNEBAUM
CAPITAL PARTNERS, que
conseguiu levantar US$
1,3 bilhão para a estratégia
de aquisição da companhia.
Na mira, estão fornecedoras
do segmento de segurança,
tecnologia sem fio ou
conectividade. O Brasil
vem apresentando crescimento
superior às taxas de expansão
globais da companhia.
Enquanto, a ENTERASYS
avança 10% ao ano mundo,
a subsidiária brasileira
cresce 15%. "Tivemos
quatro anos de crescimento
contínuo", comenta
o Vice-Presidente para
América do Sul, Marcelo
Rezende.
Gazeta
Mercantil
Têxtil
& Couro
KARSTEN
LUCRA MAIS
A
KARSTEN,
de Blumenau (SC), registrou
receita bruta de R$ 77,8
milhões no terceiro trimestre
deste ano. No acumulado
do ano a receita foi de
R$ 231,4 milhões. Os
resultados do trimestre
demonstraram crescimento
de rentabilidade. A empresa
registrou um lucro líquido
de R$ 2,6 milhões, ante
os R$ 300 mil no terceiro
trimestre de 2006. A posição
de estoque aumentou 21%
em relação ao segundo
trimestre, em função do
volume planejado para
os próximos meses. No
mercado interno, a receita
bruta foi de R$ 65,6 milhões
no terceiro trimestre
deste ano, ante R$ 56
milhões de 2006. As vendas
nacionais representaram
84% da receita total e
68% no mesmo período do
ano passado. O volume
de vendas no País aumentou
20%, totalizando 2.273
toneladas ante 1.895 toneladas
no mesmo período de 2006.
Gazeta
Mercantil
Hering
fatura mais no trimestre
A
COMPANHIA
HERING colhe resultados
mistos da estratégia adotada
desde julho, que aliou
captação de recursos na
Bovespa e redução de preços
de sua linha de roupas.
A empresa catarinense
encerrou o terceiro trimestre
com uma receita líquida
de R$ 92,4 milhões, com
expansão de 14,3% em relação
a igual período de 2006.
Essa elevação já é reflexo
da estratégia de redução
de preços, em média de
12%, dos produtos HERING
iniciada em agosto. "Fizemos
uma pesquisa e constatamos
que mais de 90% dos consumidores
das classes A, B e C conheciam
a marca, mas não podiam
adquirir nossos produtos
por causa do preço",
disse. Nos mercados em
que a representatividade
da HERING é pequena, como
o de calças jeans, a queda
no preço chega a 30%.
Em camisetas e malhas,
varia de 5% a 6%. Atualmente,
a empresa trabalha com
as marcas HERING, DZARM
e PUC, que representam
72%, 15% e 13% das vendas
totais, respectivamente.
A meta atual da HERING
é dobrar de tamanho em
quatro anos. Para sustentar
essa expansão a empresa
planeja uma rede com 325
lojas, sendo 50 unidades
próprias, em 2010. Atualmente,
são 202 lojas, sendo 16
próprias, em todo o País,
principalmente em shopping
centers. No exterior há
23 unidades em sistema
de franquia. Nos últimos
três meses foram investidos
R$ 4,4 milhões para abrir
novas lojas. Outro plano
é lançar nas próximas
semanas um cartão de crédito
"Hering Store".
Com fábricas em Santa
Catarina, Goiás e Rio
Grande do Norte, a produção
mensal da HERING é de
3,5 milhões e deve saltar
para 5,5 milhões em três
anos.
Valor
Econômico
Transporte
& Logística
MERCEDES-BENZ
FECHA OUTUBRO COM RECORDE
A
MERCEDES-BENZ
DO BRASIL fechou outubro
com recorde de todos os
tempos de venda de caminhões
pesados, com um total
de 828 unidades. Nos dez
meses, o acumulado da
comercialização da marca
no atacado em pesados
foi de 6.616 unidades.
"E, no ano de 2007,
como um todo, deveremos
fechar com 7,5 mil caminhões
nessa categoria",
disse o Diretor de Vendas
de Veículos Comerciais
da montadora, Gilson Mansur.
Com 7,5 mil caminhões
pesados a MERCEDES simplesmente
crescerá 60% sobre o volume
de vendas de pesados em
2006, de 4.684 unidades.
"A diferença é que
em 2007 estamos todos
os meses na liderança,
ao contrário do ano passado
quando fechamos na frente,
sem manter seguidamente
o primeiro lugar".
Nos caminhões semipesados,
a MERCEDES fechou outubro
com 967 unidades, o segundo
melhor resultado da história,
só atrás de agosto de
2004. "No ano deveremos
fechar com 9,3 mil unidades,
crescimento de 33% sobre
2006", disse Mansur.
Em todas as categorias
de caminhões, de 3,5 toneladas
em diante, a MERCEDES
vendeu nos dez meses 26.467
unidades, 29% de expansão
sobre o ano passado. Em
outubro, especificamente,
as vendas da marca foram
de 3.2356 unidades. "Foi
o maior volume em 26 anos",
registra Mansur. Para
1998 a previsão da empresa
é de um crescimento na
casa de 10%, o que levaria
à comercialização em torno
de 110 mil caminhões.
Gazeta
Mercantil
VW
consolida segundo lugar
ao ultrapassar a GM pelo
décimo mês
Depois
de fechar 2006 com a venda
de 409.832 automóveis
e comerciais leves, uma
diferença de 84 mil unidades
sobre a GENERAL MOTORS, segunda colocada no
mercado brasileiro, a
VOLKSWAGEN,
que disputa acirradamente
uma fatia de mercado com
a GM, manteve de janeiro
a outubro deste ano a
segunda posição no ranking
de emplacamentos do setor.
Dos 1,884 milhão de automóveis
e comerciais leves vendidos
no País, volume 28,86%
superior ao mesmo período
de 2006, 433.777 unidades
(23,01%) foram da VOLKSWAGEN.
A GENERAL MOTORS, terceira
colocada no mercado comercializou
403.842 unidades (21,42%).
Já a FIAT,
líder de mercado, emplacou
490.425 automóveis e comerciais
leves (26,02%). Ao longo
de 2007, a VOLKSWAGEN
só perdeu a segunda posição
no ranking de vendas para
a GENERAL MOTORS em agosto.
Gazeta
Mercantil
Ford
mantém ganhos na América
do Sul
A
FORD
MOTOR COMPANY manteve
o desempenho positivo
na América do Sul no terceiro
trimestre de 2007, ao
registrar lucro antes
dos impostos de US$ 386
milhões. Há um ano o lucro
foi de US$ 201 milhões.
Já a receita líquida da
empresa atingiu US$ 2,1
bilhões, um salto em relação
a 2006, que foi de US$
1,5 bilhão. Para Marcos
S. de Oliveira, Presidente
da FORD BRASIL e MERCOSUL,
"o resultado positivo
é uma combinação do crescimento
da indústria automotiva
na região e a oferta de
produtos competitivos
da marca para o mercado
de automóveis e veículos
comerciais”. O faturamento
subiu de US$ 37,1 bilhões
para US$41,1 bilhões.
Gazeta
Mercantil
Marcopolo
já prevê alta de até 10%
no faturamento do próximo
ano
Rubens
de La Rosa, Diretor Geral
da MARCOPOLO, estima crescimento físico de
8,5% em 2007 sobre o ano
passado, com a produção
atingindo 17 mil unidades
puxado pela maior disponibilidade
de financiamentos, com
juros mais baixos e prazos
mais longos, pelo aumento
do volume de usuários
de transporte coletivo
e ainda pelo estímulo
à renovação das frotas
urbanas em ano eleitoral,
o mercado interno deve
sustentar o crescimento
da MARCOPOLO em 2008.
A estimativa preliminar
da fabricante de carrocerias
de ônibus, com sede em
Caxias do Sul (RS), é
uma expansão de 5% a 10%
sobre 2007, tanto em receita
quanto em produção física,
disse o Diretor Geral
José Rubens de La Rosa.
Para este ano a previsão
é de uma receita líquida
consolidada de R$ 2 bilhões,
com alta de 14,3% sobre
2006, e produção total
de 17 mil unidades, com
expansão de 8,5%. As projeções
definitivas para 2008
serão concluídas até dezembro,
incluindo o desempenho
das fábricas na Rússia
e na Índia, onde nos últimos
meses a companhia começou
a operar "joint-ventures"
com a RUSPROMAUTO e a
TATA MOTORS, respectivamente.
Até agora, a MARCOPOLO
prevê receitas de US$
40 milhões a US$ 50 milhões
na Rússia e US$ 72 milhões
na Índia em 2008, mas
os números serão revistos
devido a ajustes nos cronogramas
dos projetos.
Valor
Econômico
Varejo
Pão
de Açúcar vai abrir 20
lojas da rede Assai em
2008
O
GRUPO
PÃO DE AÇÚCAR deixou
claro que tem planos de
expansão agressivos no
formato de atacadista,
depois da aquisição de
60% da ASSAI.
Até o próximo mês o grupo
já converte dois pontos-de-venda,
provavelmente das bandeiras
SENDAS e COMPREBEM, em
ASSAI. Em 2008, a empresa
pretende abrir de 15 a
20 lojas de atacado. “Antes
da sociedade com o PÃO
DE AÇÚCAR, a expectativa
era abrir de três a quatro
lojas por ano”, disse
o Presidente do ASSAI,
Rodolfo Nagai. Em quatro
anos, o PÃO DE AÇÚCAR
poderá levar os 40% restantes
do ASSAI, rede que tem
um faturamento anual de
R$ 1,15 bilhão. Mas o
ASSAI, pelo contrato assinado
entre as duas empresas,
também tem a possibilidade
de recomprar a participação
de 60% vendida. A aquisição
de 60% da rede atacadista
custou para o PÃO DE AÇÚCAR
R$ 208 milhões. Pelo acordo,
a direção do ASSAI continuará
à frente do negócio, juntamente
com dois diretores indicados
pelo PÃO DE AÇÚCAR. Há
duas semanas, o PÃO DE
AÇÚCAR anunciou parceria
com uma central de compras,
está expandindo o formato
conveniência, com a bandeira
EXTRA FÁCIL, e agora estréia
no atacado. O Presidente
do Conselho de Administração
do grupo, Abilio Diniz,
deu um exemplo da eficiência
do ASSAI, o que justifica
o negócio. Segundo ele,
há alguns anos o PÃO DE
AÇÚCAR tinha uma loja
em Francisco Morato (SP)
onde faturava menos de
R$ 1 milhão por mês. “Passamos
o ponto, o ASSAI comprou
e fatura lá R$ 10 milhões.”
Diniz observou que no
Brasil o atacarejo, misto
de atacado e varejo, é
um sucesso.
O
Estado de São Paulo