Sexta-feira, 16/11/2007
Ano VII – edição 295

Agrobusiness

Lucrativa, Monsanto prevê dobrar receita até 2012

A multinacional MONSANTO informou que prevê dobrar a sua receita bruta até 2012, com crescimento dos lucros por ação entre 15% e 19% ao ano no período. A empresa também prevê em até cinco anos uma geração de fluxo de caixa entre US$ 2 bilhões e US$ 2,2 bilhões, ante US$ 800 milhões a US$ 900 milhões estimados para o ano fiscal de 2008. O crescimento dará maior flexibilidade para aquisições, investimentos em tecnologia e recompra de ações. A empresa informou que espera para o segmento de sementes da marca DEKALB crescimento de 10 pontos percentuais nos EUA e de 1 a 2 pontos em outros países até 2012. Para a SEMINIS, negócio de sementes de hortaliças, a MONSANTO espera elevar a sua margem de atuais 44% para 65%. A participação da SEMINIS na receita total da empresa deverá aumentar em média 6% ao ano até 2012, com o lançamento de sementes e reposicionamento de mercado. Com relação aos produtos em desenvolvimento, a empresa prevê o lançamento da maioria deles até 2012. Para 2020, a MONSANTO espera que esses produtos gerem receita no campo de US$ 5 bilhões, sendo que 75% desse valor referem-se ao aumento de renda. No período, a companhia espera introduzir seis projetos de grande sucesso, com oportunidade de vendas de até US$ 500 milhões, e um grande projeto, com potencial de vendas superior a US$ 1 bilhão por ano.

Valor Econômico

 

Alimentos

Empresa vira a 17ª maior em alimentos das Américas

A PERDIGÃO avançou para a 17ª colocação no ranking das maiores empresas de alimentos das Américas, com um faturamento de US$ 3,311 bilhões, depois da aquisição da ELEVA. Com o negócio, a empresa, que ocupava o 22º lugar, deslocou a rival SADIA para a 18ª posição. Ainda assim, permanece, contudo, muito distante dos pesos pesados, como as americanas ARCHER DANIELS e KRAFT FOODS, duas primeiras colocadas, com faturamentos acima dos US$ 30 bilhões por ano. Os dados mostram que a SADIA, que era a 17ª colocada, figura agora no ranking atrás da PERDIGÃO/ELEVA, com o faturamento de US$ 3,216 bilhões, uma diferença de aproximadamente US$ 100 milhões. A PERDIGÃO pode avançar ainda mais no ranking, já que o planejamento estratégico da companhia leva em conta a possibilidade de aquisições no Brasil e no exterior, além do chamado crescimento orgânico.

O Estado de São Paulo

 

Lucro da Sadia tem aumento de 156% no ano

A SADIA anunciou um lucro líquido de R$ 188 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 173% na comparação com o mesmo período de 2006. No acumulado do ano, o lucro chega a R$ 394 milhões, um aumento de 156,4%. A receita líquida no terceiro trimestre foi de R$ 2,1 bilhões, uma alta de 19,8%. De janeiro a setembro, a receita líquida foi de R$ 6,1 bilhões, o que representa um crescimento de 25,3%. Segundo o Diretor-Presidente da companhia, Gilberto Tomazoni, os resultados positivos do terceiro trimestre foram provocados pelo bom desempenho das vendas de industrializados no Brasil e pela recuperação do comércio de aves no mercado internacional, abalada em 2006 pela gripe aviária.

O Estado de São Paulo

 

Baixa renda gasta mais e atrai Montevérgine ao NE

O crescimento no consumo da base da pirâmide sócio-econômica brasileira, as classes D e E, animou a fabricante paulista de confeitos e chocolates MONTEVÉRGINE a construir em Jaguaribe, interior do Ceará, uma nova fábrica para produzir caramelos, categoria em que pretende estrear. No Nordeste do país, as classes D e E são 66% da população, enquanto no país essa fatia é de 44%. "Hoje, o Nordeste responde por 7% das nossas vendas, mas nossa meta é que, até 2013, a região represente 30%", diz João Rafael Alterio, Diretor Comercial da MONTEVÉRGINE. A fábrica deve receber até R$ 10 milhões de investimentos e a previsão é que esteja operando em 2009.

Valor Econômico

 

Fugini planeja ampliar vendas nas regiões Norte e Nordeste

A indústria de alimentos FUGINI, que até 2003 fabricou a marca CICA, da UNILEVER, prepara uma mudança de estratégia para consolidar posição e marca própria no mercado brasileiro. Depois de reestruturar a parte administrativa com novas contratações, profissionalização da gestão e ampliar 30% a capacidade de produção este ano, a empresa quer diluir a importância dos atomatados no faturamento, que deve alcançar R$ 120 milhões, alta de 25% ante 2006 e conquistar os mercados onde ainda tem menor participação, os estados das regiões Norte e Nordeste. Para atingir esse objetivo, a FUGINI prepara a ampliação do portfólio com lançamento na área de doces. O projeto ainda é sigiloso, mas deve chegar às gôndolas no início do próximo ano, disse Eduardo Nogueira dos Santos, Gerente Nacional de Vendas da empresa. Hoje, os atomatados representam 50% do faturamento. Outros 30% vêm das vendas de goiabada e do AMENDOCREM, marca que a companhia adquiriu da UNILEVER em 2002. O restante da receita é resultado das vendas de doces como marmelada, marrom glacê, geléias e polpa de frutas e das exportações. A meta é que em dois anos a participação dos atomatados passe para 40%. Mas a FUGINI não quer diminuir os volumes de produção e comercialização do produto. "Queremos alcançar até o terceiro lugar do mercado em três anos." Atualmente, a empresa é a quinta marca no mercado de atomatados do Brasil. No segmento de produto em sachês, que responde por 15% desse total, a empresa é líder, informou Santos. Com a estratégia de diversificar portfólio, a FUGINI espera crescer 20% em 2008, para um faturamento de R$ 144 milhões, e, em média, 15% nos próximos quatro anos. Se confirmado esse crescimento, Santos afirmou que será necessária a construção de uma nova fábrica nesse período. A FUGINI tem uma unidade de produção localizada em Monte Alto, interior de São Paulo.

Gazeta Mercantil

 

Bebida & Fumo

AMBEV ANUNCIARÁ FÁBRICA DO NORTE ATÉ DEZEMBRO

O endereço da nova fábrica da AMBEV na região Norte deve ser anunciado até o fim do ano, disse o Presidente da companhia, Luiz Fernando Edmond. Segundo ele, os volumes comercializados justificam a instalação de uma nova planta naquela região. "Não há como empurrar por muito tempo. Estamos vendo localizações e conversando com os estados. Existem discussões e análises intensas para que possamos anunciar em dezembro", afirmou o executivo. Atualmente, o mercado da região Norte é atendido por quase todas as fábricas da AMBEV no Brasil. O maior volume parte das unidades do Nordeste. Segundo Edmond, a nova fábrica possibilitaria um corte significativo nos custos de logística para abastecer a região Norte. Uma das possibilidades para a AMBEV seria a aquisição da cervejaria CERPA, que tem uma fábrica em Belém do Pará, cuja utilização da capacidade beira os 50%. A AMBEV registrou lucro líquido consolidado de R$ 589,8 milhões no terceiro trimestre do ano, um crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período de 2006. A receita líquida avançou 7%, para R$ 4,641 bilhões.

Valor Econômico

 

Coca-Cola Femsa Brasil consolida liderança

A COCA-COLA FEMSA BRASIL, empresa do GRUPO FEMSA FOMENTO ECONÔMICO MEXICANO S.A., maior companhia de bebidas da América Latina, cresceu em volume, no período de setembro deste ano, 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado, acima do mercado que registrou aumento de 6,7%. COCA-COCA ZERO e AQUARIUS FRESH, os últimos lançamentos da companhia foram os grandes responsáveis pelo êxito na participação de mercado. Desde seu lançamento, há seis meses, a COCA-COLA ZERO cresceu oito vezes, confirmando a liderança da FEMSA no segmento de diet/light, um dos mais disputados da categoria. A liderança consolidada é resultado do crescimento ininterrupto do mais completo portfólio da categoria no Brasil, que detém hoje a maior fatia do mercado de refrigerantes em São Paulo e Mato Grosso do Sul, regiões onde atua.

O Estado de São Paulo

 

Mineira Itambé busca ampliar venda externa

Em meio à forte turbulência gerada pelas denúncias de fraude na industrialização de leite no país, a ITAMBÉ reforçou sua estratégia para ampliar as vendas de leite em pó ao exterior. O foco principal da central cooperativa mineira está no mercado da Argélia, o quarto maior importador mundial de produtos lácteos. A ITAMBÉ aproveitou a viagem ao Brasil do ministro argelino da Agricultura, Said Barkat, para fazer uma demonstração sobre o ciclo de produção do leite, da ordenha na fazenda ao envase pela indústria. "Vamos mostrar que temos plenas condições de atender ao mercado deles com alta qualidade", diz o Vice-Presidente da cooperativa, Jacques Gontijo. A empresa fará apresentações de sua mais nova planta industrial, em Uberlândia (MG), cujo processo de envase é todo automatizado. "Tem fábrica igual no mundo, mas melhor, não tem", diz Gontijo. Em jogo, está uma venda potencial de até 10 mil toneladas de leite em pó aos africanos. A Argélia compra anualmente 200 mil toneladas de leite em pó. A ITAMBÉ participa de uma licitação internacional feita pela estatal argelina MILKTRADE para a compra de 40 mil toneladas de leite em pó, o equivalente a US$ 190 milhões. Sozinha, a ITAMBÉ estima embarcar US$ 120 milhões em lácteos ao exterior neste ano.

Valor Econômico

 

Comunicação, Publicidade & Propaganda

NEOGAMA/BBH TRAZ ZAG AO BRASIL

Depois de aumentar o seu faturamento em 83% em 2005, mais 58% em 2006, com a conquista de contas polpudas, a exemplo de BRADESCO e RENAULT, a NEOGAMA/BBH prevê encerrar este ano com um salto de 20% em suas vendas. Anuncia ainda que seus passos não vão mais ficar restritos ao universo da propaganda, ao trazer para o Brasil a ZAG, uma empresa especializada em inovação, criação de produtos, desde a concepção, até o estudo de viabilidade econômica, que foi lançada pela BBH em maio do ano passado. Segundo o Presidente da NEOGAMA, Alexandre Gama, não se trata de uma empresa para dar nomes a produtos. "É algo muito mais complexo, que ainda não existe no mercado brasileiro", garante o fundador da agência. O nome da nova empresa, que vai atuar no mesmo prédio da NEOGAMA, mas com estruturas separadas, inclusive para atender clientes conflitantes, vem do slogan da rede inglesa: "Se o mundo faz zig, faça zag". "É uma empresa que existe na Inglaterra, mas faz projetos para todo o mundo", conta Gama, ao revelar que o negócio da ZAG é bastante distinto do da NEOGAMA. "Neste caso, vamos criar produtos e ganhar com eles." Dá como exemplo a gigante PROCTER & GAMBLE. "Hoje, a P&G compra 50% das suas inovações de produto fora. É exatamente neste nicho que queremos atuar", detalha. No momento, Gama está criando as bases para que a ZAG comece a operar. Primeiro contratou um executivo da UNILEVER, Neil Munn, que passa a ser o principal executivo da ZAG no Brasil. Depois, já faz, há algum tempo, uma espécie de ensaio com projetos para os clientes da própria NEOGAMA/BBH. "Ajudamos a criar produtos para o iG, como o Show iG, que numa outra situação cobraríamos a parte, como uma remuneração sobre os resultados do novo negócio, por exemplo. O que queremos é gerar produtos. Diversificar, afirma Gama, é um caminho natural para o negócio da comunicação e existe, segundo ele, potencial no Brasil para uma empresa de inovação.

Gazeta Mercantil

 

SAMBA BUSCA PARCERIAS PARA SE DIFERENCIAR DA BANCO DE EVENTOS

Caçula da holding CLUBE, do publicitário Vítor Oliva, a SAMBA, agência de marketing promocional criada há dois anos em parceria com a agência de publicidade DPZ, encontrou sua "pegada" e entra numa nova fase, com um posicionamento mais definido. "A meta da SAMBA não é ser uma agência de grande porte, até porque o grupo já tem a BANCO DE EVENTOS, queremos ter mais proximidade com os clientes no dia a dia", diz o Diretor Geral da agência, Kito Mansano. A BANCO DE EVENTOS, que ao lado da RIO 360 COMUNICAÇÃO (marketing promocional) e da LYNX (responsabilidade social e sustentabilidade) formam a CLUBE, possui 160 funcionários e 40 clientes. A SAMBA pretende contar com poucas contas para poder se aprofundar no trabalho. "Não queremos atuar como fornecedor pontual, e sim como parceiro estratégico das empresas", ressalta Mansano. O objetivo é acertar parcerias com três ou quatro clientes fortes até o final de 2008. Atualmente com 40 funcionários e 10 clientes recorrentes, a SAMBA já conseguiu parcerias estratégicas com a empresa de cosméticos AVON e o canal de TV NICKELODEON. Com o aumento do número de clientes e trabalhos, a SAMBA tem a meta de crescer 15% em faturamento neste ano e alcançar cerca de R$ 17,25 milhões, contra R$ 15 milhões comparando com o ano passado. A BANCO DE EVENTOS, que faturou R$ 70 milhões no ano passado, prevê crescimento de 12,5% neste ano, totalizando R$ 80 milhões.

Gazeta Mercantil

 

Eletroeletrônicos

Whirpool faz parceria com líderes para criar produtos

Maior fabricante de linha branca do país, a WHIRLPOOL, adota estratégia parecida a usada pela indústria cinematográfica para incentivar a troca do videocassete pelo DVD no início desta década. Os grandes estúdios, como a WARNER, aliaram-se aos fabricantes de aparelhos eletrônicos. A WHIRLPOOL bateu às portas dos "provedores de conteúdo" de seus produtos e fechou parcerias com SADIA, UNILEVER, COCA-COLA e RECKITT BENCKISER. "Essas parcerias são de longo prazo. Elas visam não apenas promoções pontuais mas também o desenvolvimento em conjunto de novos produtos daqui para frente", afirma Jerome Cadier, Diretor de Marketing da WHIRLPOOL para a marca BRASTEMP. Segundo ele, os acordos são exclusivos entre as duas partes, que não podem assinar contratos semelhantes com os respectivos concorrentes. As alianças prevêem uma troca de informações bem mais detalhadas do que a que normalmente é feita nas chamadas parcerias táticas, promoções feitas em conjunto, em datas de grande movimento de vendas no varejo como Natal e Dia das Mães. Cada parceria estratégica está voltada para uma determinada linha da BRASTEMP. No caso da COCA-COLA, ela será útil para os refrigeradores; no caso da UNILEVER, que fabrica o sabão OMO, para as lavadoras de roupa. A aliança entre a BRASTEMP e a SADIA, por exemplo, será fundamental para o mercado de microondas e alimentos congelados, dois negócios que andam juntos. "O mercado de microondas crescerá neste ano a taxas de 40% a 50% pelo segundo ano consecutivo. E a expectativa é de que continue crescendo em 2008", diz Cadier. Isto só aumentará a demanda por pratos prontos congelados, que já que é o segmento que mais cresce. A onda das parcerias estratégicas está se alastrando para outros mercados. Assim como a WHIRLPOOL, a própria SADIA está buscando uma aproximação com outras empresas, entre elas a AMBEV e a NATURA.

Valor Econômico

 

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

AstraZeneca prospecta o mercado para fazer aquisições

A farmacêutica anglo-sueca ASTRAZENECA, em plena fase de reestruturação global para cortar custos e otimizar recursos, estuda eleger o Brasil como foco de maior investimento. A multinacional, que já está investindo para aumentar as vendas de seu portfólio local e tem traçada a ampliação desses aportes, analisa oportunidades no mercado brasileiro, que vão desde licenciamento de produtos até aquisição de empresas e marcas de medicamentos, disse Rubens Marques Pedrosa Jr., que assumiu a presidência da subsidiária há seis meses e tem ainda pela frente outro grande desafio: manter os dois dígitos anuais de crescimento no País apresentados nos últimos cinco anos. Para 2007, o executivo já deve conseguir percentual acima de 20%. "Estamos olhando quais são as empresas atuantes no mercado brasileiro e quais poderiam agregar valor à ASTRAZENECA de forma complementar. Se houver uma boa oportunidade, que faça sentido do ponto de vista financeiro, podemos propor a compra para a matriz", afirmou Pedrosa, observando que a avaliação se estende também à marcas. A estratégia é focada em produtos de prescrição médica, a expertise da ASTRAZENECA, quinta maior farmacêutica do mundo e a oitava no ranking brasileiro. Em seu último projeto global de crescimento, traçado desde meados de 2003 e enfatizado com a atual reestruturação, a ASTRAZENECA definiu áreas de interesse e focou investimentos nos produtos e nas forças de venda e de suporte dos segmentos eleitos, cardiovascular, gastrointestinal, oncologia, sistema respiratório e produtos hospitalares, boa parte protegida por patentes. Esse plano ajudou a ASTRAZENECA a conquistar resultados expressivos no Brasil: dobrou o tamanho do faturamento nos últimos quatro anos.

Gazeta Mercantil

 

Eurofarma constrói complexo para ir além dos genéricos

A EUROFARMA está dando um passo além da fabricação de genéricos, a área que impulsionou seu grande crescimento nos últimos anos. A intenção não é abandonar a produção das cópias de medicamentos que perderam a proteção de patentes, mas avançar em segmentos mais complexos da indústria farmacêutica. A meta é, em um futuro não muito distante, produzir medicamentos inovadores, sejam produtos incrementais ou até radicais. "É um sonho. Hoje, não somos, nem ninguém no Brasil é, uma indústria farmacêutica", afirma o Presidente da EUROFARMA, Maurízio Billi. Em outras palavras, as empresas nacionais investem muito pouco em pesquisas para descobrir novas drogas. A EUROFARMA nasceu há 35 anos fabricando medicamentos para terceiros, apenas sete anos depois é que começou a fazer remédios próprios. A terceirização continua fazendo parte do foco da empresa. No entanto, como outras companhias de capital nacional, a EUROFARMA alavancou seu negócio no início desta década graças às vendas de medicamentos genéricos. A empresa agarrou a oportunidade para apostar em projetos de diversas naturezas. Na atualidade, a EUROFARMA administra 286 projetos. Para chegar na meta sonhada por Maurízio Billi, a empresa decidiu fazer algumas apostas: fechou parcerias com universidades, formou uma joint-venture com um laboratório nacional, começou investimentos em biotecnologia e faz um investimento em um novo complexo industrial. A empresa prevê triplicar sua capacidade de produção, reunindo quatro unidades industriais hoje espalhadas por bairros da capital paulista, além da do Rio de Janeiro. Da fábrica de Itapevi, a EUROFARMA pretende dar rumo à sua estratégia. Seu plano é ampliar a exportação de medicamentos para a Europa, ingressando via Portugal onde já vende volumes pequenos. A empresa aguarda a certificação da fábrica por parte da autoridade sanitária européia. Isso deve aumentar substancialmente o faturamento, que deve chegar a R$ 900 milhões em 2007, R$ 100 milhões a mais do que o obtido no ano passado.

Valor Econômico

 

Mappel entra em cosméticos

A carioca MAPPEL, que há 55 anos fabrica embalagens para a indústria farmacêutica, passará a produzir cosméticos em uma nova fábrica em Diadema, diz Marion Appel.

Valor Econômico

 

Financeiro

CEO DA CARDIF NÃO DESCARTA COMPRA NO PAÍS

O CEO da seguradora francesa CARDIF, Eric Lombard, está impressionado com o crescimento da operação brasileira, que deverá encerrar este ano com alta de 60% nas vendas, para R$ 200 milhões em prêmios. "O potencial que o Brasil oferece é muito grande e por isso estamos dispostos a colocar os recursos necessários para sustentar nosso desenvolvimento local", disse. A CARDIF atua mundialmente com seguro de vida e de garantia estendida. A distribuição dos produtos se dá através de parcerias com instituições financeiras. "A distribuição pelo varejo é muito forte no Brasil e por isso acreditamos que, em breve, o País estará entre os dez maiores da nossa operação". O crescimento tem sido de forma orgânica, mas aquisições e parcerias também são analisadas. "Tudo dependerá das oportunidades." Além de investimentos nas áreas prioritárias, como seguros de proteção financeira para dívidas e de garantia estendida para eletrodomésticos, há planos de atuar também em títulos de capitalização e desenvolver produtos dentro do perfil de microsseguros. Na última vez que esteve no Brasil, há dois anos, Lombard acertou o contrato final da criação de uma seguradora com a rede varejista MAGAZINE LUIZA, para venda de seguro de garantia estendida. Desta vez, segundo ele, veio mais para escutar boas notícias dos executivos. Alexandre Boccia, que assumiu o comando da operação brasileira há treze meses, mostrou novidades como a inauguração da central de telemarketing, que recebeu investimentos de R$ 1 milhão e tem 80 posições de atendimento. Segundo Boccia, a companhia conseguiu conquistar vários clientes do varejo nos últimos meses. Hoje a parceria com o MAGAZINE LUIZA serve como referência para a conquista de clientes do varejo como CITILAR, ELETROZEMA e ELETROSOM, entre outros. "Esperamos um número maior do que os 60% obtidos até setembro, pois no final de ano as vendas do varejo aumentam e conseqüentemente a do seguro de proteção financeira e de garantia estendida", disse Boccia, que deverá apresentar no final deste ano o primeiro lucro do grupo francês no Brasil desde o início das operações em 2000.

Gazeta Mercantil

 

BRADESCO LUCRA R$ 1,8 BI NO TRIMESTRE

O BRADESCO, maior banco privado brasileiro, registrou lucro líquido de R$ 5,82 bilhões entre janeiro e setembro deste ano; no terceiro trimestre, o ganho foi de R$ 1,81 bilhão. O lucro líquido em nove meses é de R$ 5,36 bilhões e no terceiro trimestre, de R$ 1,85 bilhão. Considerando os resultados ajustados, o crescimento foi de 13% em um ano, e de 2,7% no trimestre. O resultado recorde foi mais uma vez impulsionado pelo crescimento do crédito. O BRADESCO vem conseguindo compensar a queda dos juros e dos ganhos com operações de tesouraria pelo aumento dos volumes, observou Milton Vargas, Diretor de Relações com Investidores do banco.

Gazeta Mercantil

 

Química & Petroquímica

lucro da Fosfertil cresce 140%

A FOSFERTIL, maior produtora de fertilizantes do Brasil, registrou nos primeiros nove meses deste ano um lucro líquido de R$ 367,8 milhões, valor superior em 140,1% o obtido em igual período de 2006. De janeiro a setembro, a margem bruta da companhia foi de 35%, contra 23% do mesmo período do ano passado. Vital Jorge Lopes, Presidente da FOSFERTIL, delega o bom desempenho da margem à alta dos preços internacionais de fertilizantes e às vantagens que esse movimento trouxe ao setor que produz a matéria-prima no Brasil, que é de 35% do consumo nacional. "O País é tomador de preços. A produção interna é comercializada como se fosse exportada. O Brasil acompanha o cenário de preços internacional e a FOSFERTIL também", acrescenta Vital. Ele também responsabiliza o bom desempenho ao controle de custos da companhia. O faturamento no período cresceu 27,2%, atingindo R$ 1,78 bilhão.

Gazeta Mercantil

 

Serviços

LOPES EXPANDE ATUAÇÃO E INAUGURA UNIDADE NO PARÁ

A LOPES IMOBILIÁRIA (LPS BRASIL - CONSULTORIA DE IMÓVEIS S.A.) vai iniciar operações no Estado do Pará, dando continuidade a seu projeto de expansão nacional. A empresa anunciou a abertura de uma nova unidade de negócios na cidade de Belém, com expectativa de vendas de R$ 200 milhões para 2008 e força de vendas composta, atualmente, por 50 corretores autônomos. A LOPES PARÁ, com expectativa de iniciar suas operações em janeiro de 2008, terá como sócios a LOPES, com 60% de participação, e os empresários Fernando Guimarães Filho, Milene Azevedo, Daniel Barcessat, profissionais com mais de dez anos de atuação média no mercado imobiliário paraense, que terão, juntos, os 40% restantes. A LOPES prevê um investimento inicial estimado de R$ 2 milhões.

Gazeta Mercantil

 

Siderurgia & Metalurgia

DEMANDA INTERNA ELEVA OS GANHOS DA CONFAB

O aquecimento da economia, e particularmente do mercado de óleo e gás, garantiu para a CONFAB INDUSTRIAL uma receita líquida no terceiro trimestre de R$ 482,73 milhões, 132% maior ante os R$ 208,23 milhões de igual intervalo de 2006. O lucro líquido do período somou R$ 60,6 milhões, quase três vezes os R$ 22,13 milhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. "Por ser uma empresa que trabalha por encomenda, que vende projetos pontuais, temos evoluções cíclicas", afirmou o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da CONFAB, Marcelo Héctor Barreiro. Este ano o valor total de novas encomendas já foi, até setembro, 20% maior do que a soma dos pedidos que ingressaram em todo o ano passado.

Gazeta Mercantil

 

Telecomunicações & Informática

ENTERASYS PLANEJA AQUISIÇÕES

A fabricante americana de equipamentos de redes ENTERASYS se prepara para acelerar seus negócios no Brasil e no mundo. Além de aproveitar o bom momento do setor, a companhia tem planos de aquisição de empresas, disse o Presidente mundial da companhia, Mike Fabiaschi. Após investir pesado entre 1997 e 2000 em suas redes, as empresas expandem sua infra-estrutura para suportar agora, além do tráfego de dados, voz, imagens e vídeos. "A necessidade de manter a rede disponível e segura vai gerar mais investimentos", afirmou, justificando o otimismo com o mercado. A ENTERASYS foi adquirida no início do ano passado pelo grupo de investimentos liderado pelo GORE GROUP e TENNEBAUM CAPITAL PARTNERS, que conseguiu levantar US$ 1,3 bilhão para a estratégia de aquisição da companhia. Na mira, estão fornecedoras do segmento de segurança, tecnologia sem fio ou conectividade. O Brasil vem apresentando crescimento superior às taxas de expansão globais da companhia. Enquanto, a ENTERASYS avança 10% ao ano mundo, a subsidiária brasileira cresce 15%. "Tivemos quatro anos de crescimento contínuo", comenta o Vice-Presidente para América do Sul, Marcelo Rezende.

Gazeta Mercantil

 

Têxtil & Couro

KARSTEN LUCRA MAIS

A KARSTEN, de Blumenau (SC), registrou receita bruta de R$ 77,8 milhões no terceiro trimestre deste ano. No acumulado do ano a receita foi de R$ 231,4 milhões.  Os resultados do trimestre demonstraram crescimento de rentabilidade. A empresa registrou um lucro líquido de R$ 2,6 milhões, ante os R$ 300 mil no terceiro trimestre de 2006. A posição de estoque aumentou 21% em relação ao segundo trimestre, em função do volume planejado para os próximos meses. No mercado interno, a receita bruta foi de R$ 65,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante R$ 56 milhões de 2006. As vendas nacionais representaram 84% da receita total e 68% no mesmo período do ano passado. O volume de vendas no País aumentou 20%, totalizando 2.273 toneladas ante 1.895 toneladas no mesmo período de 2006.

Gazeta Mercantil

 

Hering fatura mais no trimestre

A COMPANHIA HERING colhe resultados mistos da estratégia adotada desde julho, que aliou captação de recursos na Bovespa e redução de preços de sua linha de roupas. A empresa catarinense encerrou o terceiro trimestre com uma receita líquida de R$ 92,4 milhões, com expansão de 14,3% em relação a igual período de 2006. Essa elevação já é reflexo da estratégia de redução de preços, em média de 12%, dos produtos HERING iniciada em agosto. "Fizemos uma pesquisa e constatamos que mais de 90% dos consumidores das classes A, B e C conheciam a marca, mas não podiam adquirir nossos produtos por causa do preço", disse. Nos mercados em que a representatividade da HERING é pequena, como o de calças jeans, a queda no preço chega a 30%. Em camisetas e malhas, varia de 5% a 6%. Atualmente, a empresa trabalha com as marcas HERING, DZARM e PUC, que representam 72%, 15% e 13% das vendas totais, respectivamente. A meta atual da HERING é dobrar de tamanho em quatro anos. Para sustentar essa expansão a empresa planeja uma rede com 325 lojas, sendo 50 unidades próprias, em 2010. Atualmente, são 202 lojas, sendo 16 próprias, em todo o País, principalmente em shopping centers. No exterior há 23 unidades em sistema de franquia. Nos últimos três meses foram investidos R$ 4,4 milhões para abrir novas lojas. Outro plano é lançar nas próximas semanas um cartão de crédito "Hering Store". Com fábricas em Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Norte, a produção mensal da HERING é de 3,5 milhões e deve saltar para 5,5 milhões em três anos.

Valor Econômico

 

Transporte & Logística

MERCEDES-BENZ FECHA OUTUBRO COM RECORDE

A MERCEDES-BENZ DO BRASIL fechou outubro com recorde de todos os tempos de venda de caminhões pesados, com um total de 828 unidades. Nos dez meses, o acumulado da comercialização da marca no atacado em pesados foi de 6.616 unidades. "E, no ano de 2007, como um todo, deveremos fechar com 7,5 mil caminhões nessa categoria", disse o Diretor de Vendas de Veículos Comerciais da montadora, Gilson Mansur. Com 7,5 mil caminhões pesados a MERCEDES simplesmente crescerá 60% sobre o volume de vendas de pesados em 2006, de 4.684 unidades. "A diferença é que em 2007 estamos todos os meses na liderança, ao contrário do ano passado quando fechamos na frente, sem manter seguidamente o primeiro lugar". Nos caminhões semipesados, a MERCEDES fechou outubro com 967 unidades, o segundo melhor resultado da história, só atrás de agosto de 2004. "No ano deveremos fechar com 9,3 mil unidades, crescimento de 33% sobre 2006", disse Mansur. Em todas as categorias de caminhões, de 3,5 toneladas em diante, a MERCEDES vendeu nos dez meses 26.467 unidades, 29% de expansão sobre o ano passado. Em outubro, especificamente, as vendas da marca foram de 3.2356 unidades. "Foi o maior volume em 26 anos", registra Mansur. Para 1998 a previsão da empresa é de um crescimento na casa de 10%, o que levaria à comercialização em torno de 110 mil caminhões.

Gazeta Mercantil

 

VW consolida segundo lugar ao ultrapassar a GM pelo décimo mês

Depois de fechar 2006 com a venda de 409.832 automóveis e comerciais leves, uma diferença de 84 mil unidades sobre a GENERAL MOTORS, segunda colocada no mercado brasileiro, a VOLKSWAGEN, que disputa acirradamente uma fatia de mercado com a GM, manteve de janeiro a outubro deste ano a segunda posição no ranking de emplacamentos do setor. Dos 1,884 milhão de automóveis e comerciais leves vendidos no País, volume 28,86% superior ao mesmo período de 2006, 433.777 unidades (23,01%) foram da VOLKSWAGEN. A GENERAL MOTORS, terceira colocada no mercado comercializou 403.842 unidades (21,42%). Já a FIAT, líder de mercado, emplacou 490.425 automóveis e comerciais leves (26,02%). Ao longo de 2007, a VOLKSWAGEN só perdeu a segunda posição no ranking de vendas para a GENERAL MOTORS em agosto. 

Gazeta Mercantil

 

Ford mantém ganhos na América do Sul

A FORD MOTOR COMPANY manteve o desempenho positivo na América do Sul no terceiro trimestre de 2007, ao registrar lucro antes dos impostos de US$ 386 milhões. Há um ano o lucro foi de US$ 201 milhões. Já a receita líquida da empresa atingiu US$ 2,1 bilhões, um salto em relação a 2006, que foi de US$ 1,5 bilhão. Para Marcos S. de Oliveira, Presidente da FORD BRASIL e MERCOSUL, "o resultado positivo é uma combinação do crescimento da indústria automotiva na região e a oferta de produtos competitivos da marca para o mercado de automóveis e veículos comerciais”. O faturamento subiu de US$ 37,1 bilhões para US$41,1 bilhões.

Gazeta Mercantil

 

Marcopolo já prevê alta de até 10% no faturamento do próximo ano

Rubens de La Rosa, Diretor Geral da MARCOPOLO, estima crescimento físico de 8,5% em 2007 sobre o ano passado, com a produção atingindo 17 mil unidades puxado pela maior disponibilidade de financiamentos, com juros mais baixos e prazos mais longos, pelo aumento do volume de usuários de transporte coletivo e ainda pelo estímulo à renovação das frotas urbanas em ano eleitoral, o mercado interno deve sustentar o crescimento da MARCOPOLO em 2008. A estimativa preliminar da fabricante de carrocerias de ônibus, com sede em Caxias do Sul (RS), é uma expansão de 5% a 10% sobre 2007, tanto em receita quanto em produção física, disse o Diretor Geral José Rubens de La Rosa. Para este ano a previsão é de uma receita líquida consolidada de R$ 2 bilhões, com alta de 14,3% sobre 2006, e produção total de 17 mil unidades, com expansão de 8,5%. As projeções definitivas para 2008 serão concluídas até dezembro, incluindo o desempenho das fábricas na Rússia e na Índia, onde nos últimos meses a companhia começou a operar "joint-ventures" com a RUSPROMAUTO e a TATA MOTORS, respectivamente. Até agora, a MARCOPOLO prevê receitas de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões na Rússia e US$ 72 milhões na Índia em 2008, mas os números serão revistos devido a ajustes nos cronogramas dos projetos.

Valor Econômico

 

Varejo

Pão de Açúcar vai abrir 20 lojas da rede Assai em 2008

O GRUPO PÃO DE AÇÚCAR deixou claro que tem planos de expansão agressivos no formato de atacadista, depois da aquisição de 60% da ASSAI. Até o próximo mês o grupo já converte dois pontos-de-venda, provavelmente das bandeiras SENDAS e COMPREBEM, em ASSAI. Em 2008, a empresa pretende abrir de 15 a 20 lojas de atacado. “Antes da sociedade com o PÃO DE AÇÚCAR, a expectativa era abrir de três a quatro lojas por ano”, disse o Presidente do ASSAI, Rodolfo Nagai. Em quatro anos, o PÃO DE AÇÚCAR poderá levar os 40% restantes do ASSAI, rede que tem um faturamento anual de R$ 1,15 bilhão. Mas o ASSAI, pelo contrato assinado entre as duas empresas, também tem a possibilidade de recomprar a participação de 60% vendida. A aquisição de 60% da rede atacadista custou para o PÃO DE AÇÚCAR R$ 208 milhões. Pelo acordo, a direção do ASSAI continuará à frente do negócio, juntamente com dois diretores indicados pelo PÃO DE AÇÚCAR. Há duas semanas, o PÃO DE AÇÚCAR anunciou parceria com uma central de compras, está expandindo o formato conveniência, com a bandeira EXTRA FÁCIL, e agora estréia no atacado. O Presidente do Conselho de Administração do grupo, Abilio Diniz, deu um exemplo da eficiência do ASSAI, o que justifica o negócio. Segundo ele, há alguns anos o PÃO DE AÇÚCAR tinha uma loja em Francisco Morato (SP) onde faturava menos de R$ 1 milhão por mês. “Passamos o ponto, o ASSAI comprou e fatura lá R$ 10 milhões.” Diniz observou que no Brasil o atacarejo, misto de atacado e varejo, é um sucesso.

O Estado de São Paulo

 

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