Sexta-feira, 14/12/2007
Ano VII – edição 301

 

Agrobusiness

MACEDO PREPARA EXPANSÃO

A MACEDO, frigorífico catarinense focado em frango, prepara-se para uma nova fase. A empresa, que comemora em 2007 o melhor ano de sua história, já começou a comprar produção de terceiros para melhor atender ao mercado, e ao mesmo tempo vem tentando reforçar sua presença no exterior, com o objetivo de levar sua marca até o varejo em países como África do Sul e Ilhas Canárias. "Depois da tempestade vem a bonança", afirma Jóster Macedo, Presidente da companhia. Ele diz que, após um ano passado difícil, em que amargou o primeiro prejuízo desde que foi fundada, há 35 anos, a MACEDO terá ótima performance em 2007. Para isso, informa, pesa a disparada da demanda, que já é duas vezes maior que sua produção, de 178 toneladas de frango por dia. A MACEDO faturou R$ 102 milhões no ano passado e com a maré favorável a receita deverá atingir R$ 120 milhões este ano.

Valor Econômico

FRIBOI ENTRA NA EUROPA COM A COMPRA DA ITALIANA CREMONINI

Já com presença na América do Norte (Estados Unidos), na Oceania (Austrália) e em outros países da América do Sul (Argentina), o grupo brasileiro JBS/FRIBOI anunciou que está com o pé também na Europa. A empresa divulgou a aquisição de metade da divisão de produção de carne bovina da empresa italiana CREMONINI, com sede em Castelvetro di Modena. Com o negócio, que custou ao grupo brasileiro € 225 milhões (US$ 331,1 milhões), o grupo passará a ter entrada em alguns nichos de mercado nos países europeus, nos quais o Brasil hoje não tem acesso. A transação foi estruturada com a transferência pela CREMONINI de 100% do capital social da MONTANA ALIMENTARI para a INALCA, por € 70 milhões. Com a operação, metade da INALCA será controlada pela companhia brasileira.

Gazeta Mercantil

PERDIGÃO PAGA R$ 155 MILHÕES E DETÉM CONTROLE TOTAL DA BATÁVIA

A PERDIGÃO informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que fechou acordo com as cooperativas AGROMILK, CASTROLANDA, BATAVO e CAPAL para a compra das ações referentes a 49% da participação detida por estas cooperativas na BATÁVIA S/A INDÚSTRIA DE ALIMENTOS. Com esta operação, o maior frigorífico do país passa a controlar 100% da BATÁVIA. O valor do negócio foi de R$ 155 milhões. Em maio do ano passado, a PERDIGÃO tinha adquirido, da nova PARMALAT, 51% do controle acionário da BATÁVIA, em uma operação de R$ 101 milhões. A BATÁVIA está sediada em Carambeí (PR). Além da unidade no Paraná, onde fica concentrada a produção de refrigerados, como iogurtes, petit-suisse, leites especiais, sobremesas e leite longa vida, a BATÁVIA conta com uma planta em Concórdia (SC) para a produção de longa vida. A empresa capta cerca de 240 milhões de litros de leite por ano nos dois Estados onde atua.

Valor Econômico

Alimentos

YOKI VENDE 10% MAIS NO FINAL DO ANO

Na sabedoria popular, acredita-se que comer lentilha na virada do ano traz sorte. Para a fabricante de alimentos YOKI, traz dinheiro. E o aumento de 35% registrado no preço da tonelada do produto ao longo do ano com a tendência de alta das commodities agrícolas não vai afetar as vendas em 2007. A meta, segundo o Vice-Presidente da empresa, Gabriel Cherubini, é aumentar em até 10% as vendas do produto nos meses de novembro e dezembro em relação ao mesmo período do ano passado. "Vendemos seis vezes mais do que no resto do ano", disse o executivo. O período das festas de final de ano é o segundo mais importante para a empresa, "atrás apenas de junho, época de festas juninas", representa 20% do faturamento, que fechou 2006 em R$ 520 milhões e deve crescer 10% este ano. Outro produto que ganha destaque nessa época do ano é a farofa. De acordo com Cherubini, as vendas chegam a dobrar durante os dois últimos meses do ano. Algumas regiões do Brasil crescem a ritmo acima da média da empresa em 2007. O Nordeste é o grande destaque. As vendas naquela região devem aumentar até 16% este ano. Hoje, cerca de 15% do faturamento da YOKI vem das vendas no Nordeste. A expectativa é que passe a representar 20% nos próximos anos.

Gazeta Mercantil

SALWARE, DE CHOCOLATES, SE REESTRUTURA E INVESTE

Fundada em 1907 em Blumenau, Santa Catarina por Hermann Sander e com sede na região de Curitiba, a fábrica de chocolates SALWARE sempre teve presença no mercado nacional, até que uma decisão de popularizar seus produtos com sabor artesanal e receitas alemãs, alijou a empresa do mercado e ela fechou as portas dois anos atrás. Um grupo de investidores curitibanos resolveu adquirir a marca antes do naufrágio pensando em algum projeto futuro. De volta ao mercado seis meses depois de fechar as portas, a empresa levou 18 meses para se reestruturar e agora volta a investir. Serão inicialmente R$ 5 milhões na produção e recuperação do mercado, meta a ser perseguida até 2008 na fábrica agora instalada em Piraquara (Paraná). "Os primeiros resultados já marcam uma vitória em se tratando de recolocar e reposicionar uma marca depois de estragos de imagem e de não disputar uma Páscoa, o que é quase morte no setor", disse Érlon Pilati, Diretor Financeiro e um dos sócios da GRALHA AZUL, a empresa comprou a marca e retomou o empreendimento. São 2,5 mil toneladas de chocolates comercializados, mas a SALWARE já conta com quase 50 empregados que estão sendo reforçados para a programação da próxima Páscoa. Em 2007 a produção média alcançada foi de 140 toneladas mensais, um crescimento de 32% em relação ao início do projeto em 2006, o que significa 1/3 das instalações e equipamentos ocupados. Os novos donos não falam ainda em resultados, mas Pilati conta que o faturamento médio mensal cresceu 53%, enquanto que o setor registrou aumento de 33%.

Gazeta Mercantil

Bebidas & Fumo

VENDA DA SCHINCARIOL CRESCE E EMPRESA DEVE INVESTIR R$ 1 BI

O grupo SCHINCARIOL deve fechar 2007 com faturamento de R$ 4,5 bilhões, ante os R$ 3,6 bilhões de 2006, 25% mais. Para o próximo ano, estão previstos investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, informou o Presidente do grupo, Fernando Terni. "Agora estamos prontos para o campeonato", afirmou o executivo que assumiu o cargo em fevereiro. "Nos preparamos bem durante 2007 e estamos muito animados para o próximo ano", disse Terni. O executivo também reiterou que recebeu autonomia total dos controladores do grupo, a família SCHINCARIOL. Entre as principais medidas realizadas pela nova equipe ao longo de 2007, Terni destaca: aumento do portfólio, a empresa realizou três aquisições (BADEN BADEN, NOBEL e DEVASSA), reformulou a linha SKINKA, lançou uma marca de sucos e aumentou o número dos centros de distribuição, que passaram de 8 para 40, como mais importantes. O grupo deve inaugurar sua décima terceira fábrica no primeiro trimestre de 2008 em Horizonte, no Ceará. O grupo é líder de mercado na região Nordeste do Brasil. Segundo o Diretor de Marketing, Marcel Sacco, a recém-comprada NOBEL, de Pernambuco, já começou sua expansão pelo Nordeste. Desde outubro, a marca já está sendo comercializada na Bahia e no Alagoas, deve chegar ao Ceará no próximo ano, e a empresa prepara o lançamento de uma nova versão que chegará aos pontos-de-venda desses estados no próximo mês. "O desempenho da marca nessas regiões vai definir ritmo de expansão. Nossa primeira etapa é consolidar a marca no Nordeste. O destino natural da marca é ser nacional", explicou Sacco. Do R$ 1 bilhão programado para investir no próximo ano, estão incluídas novas aquisições e expansões físicas. Este ano, a empresa investiu o mesmo R$ 1 bilhão.

Gazeta Mercantil

GAÚCHA FRUKI VAI DISPUTAR MERCADO DE SUCOS EM 2008

A BEBIDAS FRUKI, de Lajeado (RS), amplia sua fatia no mercado gaúcho de refrigerantes e tem planos ambiciosos para diversificar a carteira de produtos. Já produz água mineral e um repositor energético, e em 2008 vai disputar o segmento de sucos, e, mais adiante, partir para a linha de chás. O Presidente Nelson Eggers, da terceira geração da família controladora, já tem marcas para os novos produtos registrados no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). As usadas hoje são FRUKI (refrigerantes), FRUKITO (repositor energético) e ÁGUA DA PEDRA (água mineral). A abertura de capital é cogitada para o futuro e o sonho de produzir cerveja também continua em pé. O mais provável é que a empresa inicie as operações no segmento de sucos adquirindo o produto pronto de terceiros para revendê-lo com a marca própria. Os planos de Eggers incluem o início da distribuição além das fronteiras do Rio Grande do Sul a partir de 2011, a começar pelos Estados mais próximos, como Santa Catarina e Paraná. Antes, em 2010, a idéia é alcançar uma participação de 20% no mercado gaúcho do Rio Grande do Sul, estimado hoje em 750 milhões de litros por ano. A fatia era de 10% em 2005 e cresce dois pontos por ano. No fim de 2007 deve chegar a 14%.

Valor Econômico

GARIBALDI E JUAN CARRAU DOMINAM A PRODUÇÃO NACIONAL

Apesar de ainda ser muito pequena diante da produção total das vinícolas brasileiras, que neste ano alcança 318,5 milhões de litros, a elaboração de vinhos orgânicos está ganhando espaço no embalo da procura por alimentos e bebidas mais saudáveis, livres de defensivos e adubos químicos. Por enquanto, poucas empresas operam regularmente no segmento, mas a tendência é que no futuro este número aumente em função do apelo ecológico em torno dos produtos.
A JUAN CARRAU lançou o primeiro vinho orgânico do país em 1997, um cabernet sauvignon. Hoje produz 40 mil garrafas por ano, o equivalente a 30 mil litros. A empresa produz, no total, de 70 a 80 mil garrafas de varietais por ano, mas os produtos orgânicos são elaborados apenas com uvas cultivadas nos parreirais próprios de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, e transportadas à noite para Caxias do Sul, onde são vinificadas.
A GARIBALDI estreou em 2001 com 2,9 mil garrafas do tinto de mesa Da Casa e neste ano chegou a 220 mil garrafas, considerando também a produção de espumante (12 mil), vinho branco (10 mil) e suco de uva da mesma marca. Na GARIBALDI, a meta é chegar a uma produção de 750 mil litros de produtos orgânicos em 2012, puxada principalmente pelo suco de uva, que tem bom potencial de exportação para países como Estados Unidos, Alemanha e França. A cooperativa, que já é certificada pela Ecocert Brasil, entrou no segmento porque alguns dos seus 310 produtores associados começaram a produzir uvas orgânicas, que passaram a ser vinificadas em separado, e hoje 18 cooperativados se dedicam à cultura.
A SALTON, de Bento Gonçalves, já produziu 13 mil garrafas de um espumante orgânico especialmente para comemorar os 100 anos da vinícola, em três anos. O produto foi elaborado seguindo critérios da "biodinâmica", que além dos insumos orgânicos leva em consideração até fases da lua para plantio, poda e colheita das uvas e também para o engarrafamento. Se a aceitação for boa, a vinícola poderá entrar no segmento, diz o executivo.

Valor Econômico

Comunicação, Publicidade & Propaganda

LEW LARA\TBWA, MAIS R$ 15 MILHÕES EM 2008

Concretizado o negócio entre a LEW'LARA e a TBWA no Brasil, a nova agência, a LEW'LARATBWA, começa a vislumbrar as diversas possibilidades que envolvem o grupo de clientes mundiais da agência norte-americana: APPLE, MARS, NISSAN, ADIDAS, ABSOLUT, PERNOD RICARD, entre outros. Mas a chegada de novos clientes resulta também na perda de alguns. Neste caso, KIA MOTORS e TOPPER (SÃO PAULO ALPARGATAS) deixarão de pertencer ao portfólio da agência. Com os novos clientes, a perspectiva é de um crescimento de 10% na receita de 2008. "A previsão é que os novos clientes respondam por uma receita de R$ 15 milhões", afirma um dos sócios da LEW'LARATBWA, Luiz Lara. Segundo o principal executivo global de TBWA, Jean-Marie Dru, a escolha pela LEW'LARA deve-se às afinidades entre as duas companhias. "Um dos pontos mais importantes é o fato de a LEW'LARA ser uma agência muito criativa e buscar ações diferenciadas para os clientes, rompendo com o tradicional", comenta Dru.

O Estado de São Paulo

Eletroeletrônicos

TEIKON INICIA PRODUÇÃO EM MANAUS

No mesmo mercado de gigantes multinacionais, a gaúcha TEIKON encontrou seu nicho e inaugurou a terceira fábrica. Especializada nos serviços de manufatura de produtos eletrônicos (EMS, na sigla em inglês), opera com duas unidades de produção, uma no Rio Grande do Sul e outra em São Paulo. Agora chegou a Manaus onde o foco é em produtos de entretenimento em especial conversores para TV digital. A TEIKON, que monta para terceiros placas e computadores, já vem se beneficiando com a explosão de vendas de PCs registrada após a redução de impostos e a oferta de melhores condições de financiamento. Agora trabalha com expectativa de que sejam criados mecanismos semelhantes para os conversores que já estão sendo produzidas para a POSITIVO, cliente também no segmento de computadores. O Vice-Presidente da TEIKON, José Adil Albrecht, diz que a unidade também vai produzir televisores LCD. Foram investidos R$ 12 milhões na nova unidade situada no Pólo Industrial de Manaus. São 230 empregados agregando-se aos 696 das outras duas fábricas. A nova terá capacidade para produzir 300 mil conversores e um milhão de placas de computador por ano. Faturou, em 2006, R$ 88,5 milhões. As estimativas são de chegar a R$ 115 milhões, em 2007, e R$ 200 milhões, em 2008. Planeja abrir duas novas fábricas no próximo ano, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais.

Valor Econômico

Engenharia, Projetos & Construção

SCHAHIN FORMATA FUNDO IMOBILIÁRIO PARA CRESCER

Ao contrário das incorporadoras de grande porte, a SCHAHIN ENGENHARIA não vai abrir capital. Ao contrário das menores concorrentes, ela não se põe à venda se o preço proposto for tentador. Ainda que parte de um grupo que inclui negócios de petróleo, monitoramento de veículos e instituição financeira, a vertente imobiliária encontra espaço e atenção em casa e pode se tornar a menina-dos-olhos da holding, não em receita, mas em potencial de crescimento e divulgação da marca. Há quatro meses, a empresa contratou o executivo Guilherme França para assumir a subsidiária SCHAHIN DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO e fazer com que a empresa retome força em incorporação. Nos últimos anos, o principal negócio na área para a empresa tem sido a prestação de serviços de construção. "A empresa quer voltar a figurar entre as 10 maiores incorporadoras paulistas", avisa o Diretor. A incorporação foi deixada de lado com o crescimento em prestação de serviço de obras licitatórias, tanto públicas quanto privadas, como a construção do shopping Diamond Mall (MULTIPLAN), em Belo Horizonte e condomínios da CDHU. França tem 16 anos no mercado de construção e seu planejamento para a SCHAHIN é saltar de um modesto volume geral de vendas (VGV), de R$ 180 milhões este ano, para R$ 500 milhões em 2008.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

VENDAS DO BOTICÁRIO CRESCEM 22% EM 2007

A fabricante de cosméticos e perfumaria O BOTICÁRIO prevê fechar 2007 com faturamento 22% maior do que no ano passado, tanto no segmento industrial quanto na rede de franquias. Em 2006, a empresa faturou R$ 677 milhões na indústria, e R$ 2 bilhões na área de franquia. Em comunicado, a empresa atribuiu o crescimento aos lançamentos de produtos e reformulação de lojas feita este ano.

O Estado de São Paulo

Máquinas & Equipamentos

CIBER INVESTE PARA ATENDER À DEMANDA ORIGINÁRIA DO PAC

A expectativa de demanda aquecida levará a CIBER EQUIPAMENTOS RODOVIÁRIOS a investir R$ 10 milhões para ampliar em 50% a produção da fábrica de Porto Alegre. A unidade tem hoje uma capacidade instalada de até 350 equipamentos por ano, principalmente usinas de asfalto e fresadoras. Segundo o Diretor-Presidente Walter Rauen, a tendência é de crescimento as vendas em todos os mercados de atuação da empresa, controlada pelo grupo alemão WIRTGEN. Rauen diz que, no Brasil, a esperança de vendas maiores ainda está relacionada ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele ressalva que o PAC não gerou a demanda esperada para este ano, o que vai influenciar os resultados da CIBER, mas existe o sentimento de que os investimentos represados sairão em 2008. A CIBER, maior fabricante de equipamentos para pavimentação, construção e manutenção de estradas, calculava crescer entre 25% e 30% em 2007, mas como o PAC não deslanchou, ficará em 20%. Com isso, espera faturar R$ 200 milhões este ano.

O Estado de São Paulo

Química & Petroquímica

RECKITT BENCKISER INVESTE PARA GANHAR MERCADO DE DESINFETANTES

Juntos, o mercado de limpadores e desinfetantes movimentam cerca de R$ 1,28 bilhão por ano no Brasil. Com grande participação no primeiro e presença tímida no segundo, a multinacional RECKITT BENCKISER quer ganhar mercado entre os desinfetantes. Dessa maneira, transformou o tradicional limpador VEJA em um produto de quatro funções, desengordurante, limpador de banheiro, desinfetante e perfumador, e quer conquistar 35% do total dos segmentos. Na média acumulada do ano, a empresa possui 32,6% de participação. No final de 2006 era 31%. Para alcançar a meta estipulada, Michele Polesel, Diretor de Marketing da RECKITT no Brasil, afirmou que o VEJA 4 em 1 será fundamental. Dos R$ 1,28 bilhão que as duas categorias movimentam, os limpadores representam R$ 902 milhões, alta de 5% em relação a 2006. O VEJA fica com uma fatia de R$ 294 milhões deste total. Este ano, enquanto o mercado de limpadores cresceu os 5%, o VEJA registrou crescimento de 10%, alcançando vendas de R$ 294 milhões no ano passado. As vendas dos produtos da RECKITT têm crescido 20% no Nordeste. Em participação, a RECKITT passou de 34,5% do mercado para 36,7% até outubro somando as duas marcas.

Gazeta Mercantil

COPEBRÁS RETOMA PLANOS DE EXPANSÃO

Nada como um ano após o outro. Depois das adversidades enfrentadas no mercado de fertilizantes em 2005 e boa parte de 2006, quando amargou queda no faturamento e engavetou projetos de expansão, a COPEBRÁS aproveitou bem o reaquecimento da demanda brasileira pelo insumo e voltou a crescer em 2007. Braço do grupo sul-africano ANGLO AMERICAN, a COPEBRÁS é a segunda maior fabricante de matérias-primas para adubos do país, atrás da FOSFERTIL. A empresa atua apenas no Brasil, onde mantém dois complexos industriais, localizados em Catalão (GO) e Cubatão (SP) e conta com cerca de 1,4 mil funcionários diretos. Conforme Cristiano Melcher, Diretor responsável pela unidade de negócios de fosfato e nióbio do ANGLO AMERICAN no Brasil, que engloba a COPEBRÁS, a forte retomada das vendas elevará o faturamento da companhia a US$ 420 milhões este ano, quase 50% a mais que em 2006. No ano passado a receita foi de US$ 281 milhões, 6% menos que em 2005.

O Estado de São Paulo

Restaurantes, Hotelaria & Turismo

ACCOR INVESTE NA BANDEIRA MERCUR

Na primeira semana de dezembro, a ACCOR vai inaugurar no Brasil três novas unidades hoteleiras da rede MERCURE, em Niterói (RJ) e Balneário Camboriú e Florianópolis (SC). A seqüência de aberturas faz parte de um plano estratégico de crescimento da marca, que após absorver a bandeira PARTHENON, em 2006, tornou-se a maior rede de flats da América do Sul. Para os próximos cinco anos estão previstos 16 hotéis MERCURE no País, além da introdução da marca na Colômbia, Argentina e Venezuela. A empresa quer 98 empreendimentos operando na América do Sul até 2012, com investimentos de US$ 240 milhões, incluindo recursos próprios e investimentos de parceiros e investidores, sendo US$ 100 milhões para o Brasil. No primeiro semestre, os negócios da MERCURE no Brasil cresceram 12%, para R$ 137,5 milhões com 68 hotéis.

Gazeta Mercantil

Serviços

LOPES COMPRA PATRIMÓVEL, A MAIOR DO RIO

A imobiliária LOPES comprou a PATRIMÓVEL, maior companhia do segmento no Rio de Janeiro. Com a operação, a LOPES aumentará sua participação no mercado carioca para 70%, tornando-se líder no estado. A transação, avaliada em R$ 210 milhões, é a maior da história do segmento de intermediação imobiliária do País. As unidades atuarão de forma independente, com manutenção da marca PATRIMÓVEL. A sinergia permitirá redução de custos operacionais cujo valor presente líquido é de R$ 30 milhões. A aquisição renderá à Lopes um volume de vendas estimado para 2008 de R$2,5 bilhões no mercado carioca e sua força de vendas passará a ser composta por, aproximadamente, 1.100 corretores autônomos. É a sexta aquisição da Lopes no ano, que anunciou compra de 51% da brasiliense ROYAL EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS.

Gazeta Mercantil

DASA INAUGURA SEU MAIOR NÚCLEO NO SUL

A DIAGNÓSTICOS DA AMÉRICA S.A. (DASA), que no Paraná utiliza as marcas dos LABORATÓRIOS FRISCHMANN AISENGART, CURITIBA SANTA CASA e ALVARO, inaugura o seu Núcleo Técnico-Operacional do Paraná, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O Núcleo é o maior empreendimento da empresa no Sul com investimentos R$ 7 milhões na construção e 2,5 mil m de área construída em um terreno de 3,1 mil m. No local já estão funcionando os setores de análises clínicas, almoxarifado, logística e administração geral. O Núcleo do Paraná é o mais moderno da DASA no Brasil, incorporando o conceito de layout horizontal na área de produção e na área administrativa e a experiência adquirida nas operações de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O Estado de São Paulo

Siderurgia & Metalurgia

ARCELORMILITTAL DOBRA INVESTIMENTO NO PAÍS

O grupo ARCELORMITTAL deve investir US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos no Brasil, o dobro do aplicado em igual período imediatamente anterior, informou seu Presidente mundial, Lakshmi Mittal, durante a inauguração da expansão da unidade da ARCELORMITTAL Tubarão (ex-CST). Os recursos incluem ampliações já anunciadas este ano, projetos em estudo há alguns anos e novas expansões, além de ampliação da infra-estrutura logística e manutenção. Não consideram, porém, investimentos em mineração no País. "O Brasil é parte importante da estratégia global de crescimento do grupo", afirmou Mittal. De acordo com estimativas do executivo, o grupo deve aumentar a produção no País entre 4 milhões e 5 milhões de toneladas, acima das 14,5 milhões de toneladas por ano da capacidade atual das unidades brasileiras da ARCELORMITTAL.

O Estado de São Paulo

Telecomunicações & Informática

VIVO MANTÉM DIANTEIRA

Apesar de ter perdido fatias ao longo do tempo, a VIVO continua sendo a maior operadora celular do mercado brasileiro, com 27,61% de participação, um leve recuo em relação aos 27,78% de setembro último. Em segundo permanece a TIM, com 25,88% (era 25,87%). Aumentaram sua fatia a CLARO, com 24,89% (era 24,82% em setembro), seguida da OI, com 13,27% (era 13,21%) e da TELEMIG CELULAR/AMAZÔNIA CELULAR, com 4,41% (era 4,37%). A BRASIL TELECOM GSM manteve os 3,57% registrados no mês anterior. A CTBC TELECOM reduziu sua participação para 0,30% (era 0,31%). A SERCOMTEL CELULAR manteve o 0,07% do mês anterior.

Gazeta Mercantil

CLARO APROXIMA-SE DA TIM E BRIGA PELA VICE-LIDERANÇA

Os mexicanos podem não ter comprado a TIM, mas estão conseguindo avançar no terreno da concorrente. A CLARO está a menos de um ponto percentual de retornar à vice-liderança do mercado brasileiro de telefonia móvel, posição perdida em março de 2005 para a operadora de origem italiana. Pertencente ao grupo mexicano AMÉRICA MÓVIL, de Carlos Slim, a CLARO chegou ao fim de outubro com participação de 24,89% no total de celulares habilitados no país, um pouco atrás da TIM, com 25,88%. Com uma política de subsídios mais forte que a de qualquer outra operadora, a CLARO é a empresa do setor que mais tem crescido. Nos últimos 12 meses, a operadora atraiu para a sua base mais de 6 milhões de assinantes. A TIM, que obteve o segundo melhor desempenho do mercado, conquistou 29% dos novos usuários. Porém, desde o primeiro trimestre, a operadora tem crescido menos do que a empresa da AMÉRICA MÓVIL. Isso não significa que a ultrapassagem da CLARO, se de fato acontecer, virá em breve.

Valor Econômico

DEMANDA AQUECIDA DE PCS PROVOCA FEBRE DE PRODUÇÃO

A forte demanda registrada pelo mercado brasileiro de computadores nos últimos meses, principalmente dos equipamentos vendidos no varejo, está levando os fabricantes a investir maciçamente na produção desses equipamentos.
Em maio, a DELL abriu uma fábrica em Hortolândia (SP), na qual investiu R$ 130 milhões. As instalações passaram a concentrar a produção dos equipamentos, deixando a unidade original, em Eldorado do Sul (RS), voltada a atividades como pesquisa e atendimento ao consumidor. Para 2008, a previsão é de que os investimentos vão superar os deste ano, disse Raymundo Peixoto, Presidente da DELL.
A HP, principal concorrente global da DELL, fez um movimento em setembro, ao anunciar um acordo de produção com a FOXCONN, de Taiwan, especializada em manufatura sob encomenda. Com duas fábricas no país, em Manaus (AM) e Indaiatuba (SP), a FOXCONN abriu a terceira unidade, em Jundiaí (SP), com investimento de R$ 40 milhões.
Enquanto a SONY apresentou sua primeira linha de notebooks VAIO feita no país, a PHILIPS anunciou sua entrada no mercado de computadores portáteis. O detalhe que dá a dimensão da efervescência do mercado local, é que os micros da PHILIPS serão produzidos e vendidos exclusivamente no Brasil. Só no terceiro trimestre, as vendas de computadores aumentaram 26,7%, segundo a consultoria IDC, com 2,3 milhões de unidades vendidas.
A POSITIVO, líder do mercado brasileiro, segundo o IDC, no semestre passado, começou a ampliar sua fábrica, em Curitiba (PR). O espaço ocupado saltou de 19 mil metros quadrados para 32 mil metros quadrados, elevando a capacidade de produção mensal de 130 mil para 225 mil computadores. "Estamos preparados para a sazonalidade do Natal e não vamos deixar de entregar encomendas", diz Hélio Rotemberg, Presidente da POSITIVO.
A SYNTAX ampliou sua fábrica em Ilhéus (BA). "O plano era fazer isso no ano que vem, mas tivemos de antecipar", diz Claudio Dias, Presidente da empresa. Com a unidade ampliada, a capacidade quadruplicou de 10 mil para 40 mil máquinas mensais, e o quadro de pessoal cresceu 40%, de 65 para 115 funcionários. Agora, a direção da SYNTAX já avalia a possibilidade de abrir uma segunda fábrica, fora de Ilhéus, para ficar mais perto dos clientes das regiões Sul e Sudeste. A empresa também decidiu diversificar sua linha e lança, na semana que vem, seu primeiro notebook. A projeção interna é de que o faturamento atingirá R$65 milhões neste ano, frente aos R$ 38 milhões de 2006. Para 2008, a expectativa é de alcançar a marca de R$ 100 milhões.
Outra companhia originalmente instalada em Ilhéus, a MEGAWARE, já fez o caminho em direção ao sul: transferiu a maior parte das linhas para uma nova unidade, em Belo Horizonte. Como no caso da SYNTAX, a capacidade de produção, que era de 20 mil máquinas mensais, foi multiplicada por quatro, diz Germano Couy, Diretor Comercial da empresa. A nova fábrica abriu 200 vagas, elevando para 300 o quadro de funcionários. "Com a capacidade expandida, nos preparamos para competir no segmento de máquinas de baixo custo, que exige volume muito grande", afirma o empresário.
Na fábrica da MICROBOARD, em Itajubá (MG), a área de produção foi recentemente ampliada em três vezes e meia, para os atuais 3,8 mil metros quadrados. A companhia começou a vender ao varejo há pouco mais de um ano, com 25 funcionários. Hoje, reúne cerca de 300, diz Ivan Lukasevicius, Diretor Comercial da empresa. A MICROBOARD tem capacidade de produzir 40 mil notebooks mensais e cerca de 50 mil desktops. A companhia foi a fornecedora do MAGAZINE LUIZA em uma promoção na qual a varejista vendeu, em um único dia, 6 mil computadores.
Entre as brasileiras, a exceção em relação ao modelo de produção própria é a KENNEX, dos empresários Marcos Funaro e João Paulo Diniz. A KENNEX é a única a optar pela produção terceirizada. "Entramos no mercado em 2003 porque as companhias maiores tinham produtos caros e as demais não eram capitalizadas o suficiente", diz Funaro. A produção terceirizada, afirma ele, exige volumes maiores, mas é mais flexível, o que ajuda muito na hora de ajustar-se à demanda.

Valor Econômico

Têxtil & Couro

ALPARGARTAS USARÁ HAVAIANAS PARA TRIPLICAR O FATURAMENTO

A SÃO PAULO ALPARGATAS elevará para US$ 1 bilhão o faturamento com a recente compra da ALPARGATAS ARGENTINA. Mas a meta é chegar a US$ 3 bilhões em 2012. Para isso, a empresa acaba de finalizar uma pesquisa em seis países que a levou a decidir usar a marca HAVAIANAS em uma série de acessórios. "Eles podem nos dar mais do mesmo e mais do novo", disse o Presidente da ALPARGATAS, Marcio Utsch. O executivo faz segredo sobre os produtos e diz apenas que não serão de borracha nem roupas. Em 2012, a empresa já espera receitas consistentes desses produtos, segundo o Diretor de Finanças, Relações com Investidores e Tecnologia da Informação da empresa, Francisco Morales Cespede. A marca HAVAIANAS dá a ALPARGATAS as melhores margens da companhia. A medida é uma de um conjunto de ações para essa forte meta de crescimento no faturamento.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

FREIO ESPECIAL DÁ MAIS SEGURANÇA À GONTIJO

A centena e meia de ônibus que a EMPRESA GONTIJO DE TRANSPORTES e a CIA. SÃO GERALDO DE VIAÇÃO incorpora à frota até dezembro recebe um freio especial, eletromagnético, fabricado pela francesa TELMA. O equipamento tem pelo menos três funções: aumentar a longevidade das lonas, reduzir custos de manutenção e aumentar a segurança. "Ao invés de trocarmos lonas com 80 mil quilômetros, fazemos a cada 300 mil quilômetros", disse Abilio Gontijo, fundador da empresa. Com cerca de 1,7 mil ônibus, GONTIJO e SÃO GERALDO compram anualmente em torno de 150 ônibus novos para renovar a frota. Estão entre os maiores operadores de ônibus rodoviários do País. A GONTIJO, que comprou a SÃO GERALDO no início de 2004, colhe os frutos da consolidação. "Temos uma estrutura enxuta", diz o fundador, que há duas décadas preparou a sucessão familiar.

O Estado de São Paulo

Varejo

WAL-MART TEM MELHOR RESULTADO EM 12 ANOS
A rede WAL-MART anunciou novos investimentos, que somam de R$ 1,2 bilhão no Brasil em 2008. Serão 36 novas lojas e um centro de distribuição. O Presidente do WAL- MART no Brasil, Vicente Trius, comemorou o crescimento econômico e a expansão do mercado doméstico, segundo ele, impulsionados pelos programas sociais do governo, que ajudaram a aumentar os resultados do varejo. Sem citar números relativos à receita, Trius disse que o aumento no faturamento da rede em 2007 será melhor do que o crescimento de 6,5% previsto para o setor pela ABRAS (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS). Segundo ele, o resultado deste ano foi o maior desde que a rede se estabeleceu no País em 1995. Com a expansão dos negócios no Brasil, o WAL-MART passará das atuais 319 lojas em 17 estados para 355 lojas. Atualmente o grupo emprega 62 mil pessoas no País e, segundo estima Trius, os novos investimentos devem gerar outros 7,1 mil postos diretos de trabalho, além de 27 mil indiretos.

O Estado de São Paulo

CARREFOUR VAI INVESTIR R$ 1 BI POR ANO ATÉ 2010

O CARREFOUR vai investir R$ 1 bilhão por ano no País até 2010, em um total de R$ 3 bilhões no período, anunciou o Diretor Superintendente do grupo, Jean-Marc Pueyo, ao inaugurar uma loja de 10,6 mil m, uma das maiores do grupo, em Brasília. Segundo Pueyo, a expectativa é faturar R$ 130 milhões na nova loja em 2008. O grupo possui 150 unidades CARREFOUR espalhadas pelo Brasil, além de 40 da marca ATACADÃO, rede que adquiriu no ano passado, e 300 lojas DIA % em São Paulo. De acordo com Pueyo, a aquisição do ATACADÃO, por R$ 2,8 bilhões, foi a maior operação privada individual. Embora não haja nenhum negócio no horizonte, Pueyo disse que o grupo não descarta novas aquisições.
O Estado de São Paulo

 

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