Agrobusiness
DE
OLHO NA RÚSSIA,
FRIMESA CORTA CUSTOS
De
olho na reabertura
do mercado russo
e com a perspectiva
de um crescimento
de 16% nas exportações
brasileiras do setor
em 2008, a FRIMESA,
marca de uma central
de cooperativas
com sede em Medianeira
(Oeste do Paraná),
inaugura seu frigorífico
de carnes ampliado.
A expansão
das instalações
permitirá
abate de 6 mil suínos/dia.
Foram investidos
R$ 52 milhões
e abertos mil postos
de trabalho. Em
cinco anos, a cooperativa
que completou 30
anos, quer passar
de 270 mil para
400 mil toneladas
de carne suína
e leite processadas
por ano. O faturamento
da empresa, que
no ano passado atingiu
R$ 600 milhões,
deve crescer e atingir
R$ 1 bilhão.
Gazeta
Mercantil
Alimentos
PERDIGÃO
ESTUDA SINERGIAS
ENTRE BATAVO E ELEVA
Com
mais de 1 bilhão
de reais assegurados
pela oferta pública
de ações
para pagar a aquisição
da ELEVA,
a PERDIGÃO
concentra-se agora
em outro ponto:
desenhar com mais
precisão
como atuará
no setor de lácteos.
Um dos principais
pontos é
avaliar as possíveis
sinergias entre
a BATAVO,
cuja compra foi
concluída
no final de novembro,
e a própria
ELEVA, terceira
maior produtora
de leite do país,
que teve sua aquisição
anunciada no final
de outubro. Por
ora, não
se pensa em mudar
o foco das novas
controladas, cujos
portfólios
de produtos são
vistos pelos novos
controladores como
complementares.
A BATAVO, agora
uma unidade de negócios
da PERDIGÃO,
concentra sua produção
em artigos lácteos
processados, como
iogurtes e leites
especiais. Já
a ELEVA é
conhecida por trabalhar
com commodities,
o leite longa vida,
por exemplo, representa
30% do seu faturamento.
Mas, apesar da diferença
de foco, algumas
medidas poderão
ser adotadas para
racionalizar a produção
e cortar custos.
Uma idéia
é criar uma
central conjunta
de compras, que
negociaria desde
insumos até
embalagens. O maior
ganho seria na melhoria
das condições
para adquirir a
principal matéria-prima
de ambas: o leite.
Para se ter uma
idéia do
peso dessa parceria,
basta lembrar que,
juntas, a PERDIGÃO
e a ELEVA captaram
905,4 milhões
de litros de leite
entre janeiro e
setembro, e produziram
948,2 mil toneladas
de produtos lácteos
no período.
Além de ganhar
musculatura para
negociar com os
fornecedores, a
atuação
conjunta das novas
controladas também
asseguraria maior
diversidade de fontes
de abastecimento.
Ao traçar
seu plano de expansão,
um dos princípios
que nortearam a
PERDIGÃO
foi o de explorar
ao máximo
sua cadeia de distribuição,
que hoje conta com
65.000 clientes
ativos, em uma carteira
de 80.000 cadastrados.
Para ampliar seu
espaço nas
gôndolas desses
clientes, a empresa
concluiu que três
áreas tinham
potencial: margarinas,
lácteos e
carnes. Com a compra
da ELEVA, a PERDIGÃO
praticamente entrou
em todas as categorias
de produtos perecíveis
do mercado brasileiro.
Gazeta
Mercantil
PIRAQUÊ
DIMINUI O LUCRO
PARA CRESCER EM
SÃO PAULO
Para
conquistar os consumidores
do interior de São
Paulo, a carioca
PIRAQUÊ,
líder absoluta
no segmento de biscoitos
no Rio de Janeiro
e de massas no Espírito
Santo, começa
a jogar pesado para
garantir o seu espaço
no maior mercado
nacional de biscoitos,
que respondeu por
16% do volume e
18% do valor consumido
pela categoria no
país em 2006.
A estratégia
quebra alguns paradigmas
para a PIRAQUÊ,
como a contratação
da DISDUC,
o primeiro distribuidor
de sua história
(a empresa sempre
trabalhou com venda
direta), que atende
220 cidades do interior,
e a oferta de descontos
superiores a 10%
sobre a tabela de
preços a
atacadistas da Grande
São Paulo
(o limite sempre
foi 5%). Fora isso,
a fabricante também
precisou mexer no
seu principal mercado
para enfrentar a
forte concorrência
da M. DIAS BRANCO,
dona da marca RICHESTER,
que desembarcou
há um ano
no Rio e vem abocanhando
espaço. Mais
uma vez, a PIRAQUÊ
buliu com a quase
sagrada tabela de
preços: o
desconto para varejistas
chegou a 20% em
alguns meses de
2007. Por isso,
apesar do faturamento
da PIRAQUÊ
estar crescendo
20% este ano, motivado
pelo aumento das
vendas, pelo mercado
de São Paulo
e pelas novas categorias
que a empresa passou
a disputar, o lucro
deve ser 55% menor.
Além disso,
desde o ano passado,
a empresa investiu
R$ 45 milhões
com recursos próprios
para aumentar a
capacidade de produção.
Mas a PIRAQUÊ
está convicta
que a estratégia
vale a pena.
Valor
Econômico
KRAFT
TENTA COMPRAR A
M.DIAS BRANCO
A
KRAFT,
segunda maior empresa
de alimentos do
mundo, está
negociando a compra
da M.
DIAS BRANCO,
principal fabricante
brasileira de massas
e biscoitos. Sediada
no Ceará,
a M. DIAS BRANCO
é avaliada
em mais de US$ 1
bilhão. O
Diretor de Relações
com Investidores
da M. DIAS BRANCO,
Álvaro Luiz
Bandeira de Paula,
disse não
ter conhecimento
de negociações.
Uma eventual compra
da M. DIAS BRANCO
atende à
lógica de
expansão
internacional da
KRAFT. Maior fabricante
de biscoitos do
mundo, a empresa
cresce pouco e,
do jeito que está,
as perspectivas
não são
muito animadoras.
Hoje, mais de 60%
de sua receita,
de cerca de US$
35 bilhões,
vem dos mercados
americano e canadense.
Recentemente, a
KRAFT comprou a
divisão de
biscoitos da DANONE,
por US$ 7,2 bilhões,
e passou a procurar
novas empresas para
aquisição,
de preferência
nos países
emergentes. Na lista
de preferências
da KRAFT, apareceram
países como
o Brasil, Rússia,
Ucrânia e
México. Com
um faturamento anual
aproximado de R$
1,5 bilhão,
a M. DIAS BRANCO
é comandada
por Francisco Ivens.
Se as negociações
chegarem a bom termo,
a KRAFT aumentará
em quase 50% suas
vendas no Brasil,
hoje em R$ 3,4 bilhões
por ano. A KRAFT
tem sete fábricas
no País.
Suas marcas mais
conhecidas são
Lacta, Trakinas,
Tang e Maguary.
O
Estado de São
Paulo
Comunicação,
Publicidade &
propaganda
ISOBAR
COMPRA SEGUNDA AGÊNCIA
NO BRASIL, AGORA
DO SETOR OFF-LINE
Com
2007 superando os
30% de crescimento,
a AGÊNCIACLICK
só tem motivos
para comemorar o
ano que ficou para
trás. Este
foi o período
em que a empresa
passou a fazer parte
da holding ISOBAR
(GRUPO AEGIS) e
se manteve entre
as mais premiadas
do ramo da propaganda
do Brasil. Pedro
Cabral, também
Presidente da holding
ISOBAR na América
Latina, acaba de
concluir a compra
de uma agência
off-line, o que
chega para engordar
os negócios
da holding no País.
Gazeta
Mercantil
SUNSET
ABRAÇA A
INTERATIVIDADE PARA
SE DIFERENCIAR NO
MERCADO
A
SUNSET
COMUNICAÇÃO
pretende, por meio
da associação
com o GRUPO ABC,
atingir um novo
patamar dentro do
marketing direto,
segmento o qual
atua. Mas, por enquanto,
a agência
vem colhendo frutos
que ela mesma plantou.
Para este ano, segundo
o Presidente da
SUNSET, Guto Cappio,
a agência
deverá obter
crescimento de 35%.
O volume de trabalho
aumentou, especialmente
com a chegada de
novos clientes,
como SYMANTEC e
ROYAL & SUNALLIANCE.
"O marketing
direto é
capaz de unir todas
as ferramentas do
marketing e transformar
o consumidor em
usuário,
além de possibilitar
diferentes pontos
de contato com o
target." Outro
resultado que a
empresa aponta como
positivo é
o salto no número
de funcionários,
este ano deverá
encerrar com cem
pessoas. Atende
ainda clientes como
ARCELORMITTAL, QUALCOMM,
EUROFARMA, UNIBANCO,
NATURA, etc. O reflexo
de estar num grupo
estruturado, com
tantas agências
de porte, como DM9DDB
e AFRICA, vai surgir
já no próximo
ano, diz acreditar.
"Nossa meta
é em três
anos ser a maior
agência de
marketing direto
do Brasil",
desafia Cappio.
"Hoje já
estamos entre as
cinco maiores do
País."
Gazeta
Mercantil
MONDO
AMPLIA SUA ATUAÇÃO
EM EVENTOS
A
agência MONDO
ENTRETENIMENTO
está diversificando
seus negócios.
Com experiência
de três anos
atuando na área
de grandes shows
ao vivo e marketing
promocional, a empresa
optou por dividir
seus negócios
em estruturas totalmente
separadas. A partir
de agora, passam
a ser três
frentes de atuação:
shows e espetáculos
ao vivo, a chamada
MONDO LIVE, marketing
promocional, que
se transforma em
MONDO MP, e o núcleo
MONDO HANDMADE,
que fica responsável
pela geração
de conteúdo
e pesquisa para
as todas as ações
da empresa. Nos
últimos meses,
a MONDO foi responsável
por eventos de grande
porte, como a edição
carioca do show
mundial Live Earth,
a produção
das cerimônias
do Pan-americano
do Rio de Janeiro
e o musical da Disney
High School Musical.
A MONDO é
comandada pelos
empresários
João Paulo
Affonseca, William
e Anne Crunfli.
A agência
já trabalhou
com clientes como
MEDLEY, NOVARTIS,
GUARANÁ ANTARCTICA
(AMBEV), MASTERCARD,
SKOL (Ambev), TERRA,
entre outras. Neste
mês, anunciou
a inauguração
de seu primeiro
escritório
fora de São
Paulo.
Gazeta
Mercantil
Eletroeletrônicos
PHILIPS
QUER ELEVAR AS VENDAS
EM 15% NA AMÉRICA
LATINA
O
choque de gestão
promovido por Paulo
Zottolo, que assumiu
em abril o comando
da PHILIPS
na América
Latina, foi sentido
não só
no Brasil mas em
toda região.
O executivo está
redesenhando os
negócios
da multinacional
holandesa, que definiu
como estratégia
global deixar de
ser uma empresa
de fábricas,
de capital intensivo,
para se transformar
em um negócio
de marketing, com
total ênfase
na marca. "Estamos
distribuindo melhor
o orçamento
na região",
diz Zottolo, que
já tomou
a providência
de dobrar a verba
de marketing na
América Latina,
que saltará
de 25 milhões
de euros em 2007
para 50 milhões
de euros em 2008.
Sua expectativa
é elevar
em 15% pelo menos
as vendas nos mercados
que estão
sob o seu guarda-chuva
e que neste ano
devem alcançar
1,8 bilhão
de euros, sendo
o Brasil responsável
por aproximadamente
metade disso. "Neste
ano tivemos expansão
forte, de um dígito,
e em 2008 gostaria
de chegar perto
de 2,1 bilhões
de euros",
diz Zottolo. Alguns
países latinos,
como Colômbia
e Chile, vão
muito bem.
Valor Econômico
LG
CONQUISTA LIDERANÇA
E COLECIONA DESAFETOS
Em
2007, a LG
foi do paraíso
ao inferno no Brasil.
Mês após
mês, a multinacional
coreana está
quebrando recordes
de vendas, que saltou
neste ano de quinto
colocado no ranking
dos maiores mercados
internacionais do
grupo para um surpreendente
segundo lugar. A
subsidiária
brasileira, que
deve fechar 2007
com um faturamento
de US$2,5 bilhões,
40% maior que obtido
em 2006, só
perde hoje para
a filial dos Estados
Unidos. Nunca antes,
porém, a
LG arrumou tantos
desafetos e teve
tantos problemas
no Brasil. A multinacional
coleciona disputas
com o sindicato
dos metalúrgicos
de Manaus, com as
suas concorrentes
SAMSUNG e PHILIPS
e também
com o governo do
Amazonas. A marca
coreana descolou
dos concorrentes
neste ano e já
possui 40% de participação
de mercado em televisores
de tela plana. A
LG ultrapassou a
PHILIPS e a SEMP
TOSHIBA, que também
atribuem a si mesmas
a liderança
do mercado de TVs.
Desta forma, agora
são três
as marcas que reivindicam
o título
de número
um em televisores.
Valor
Econômico
Farmacêutico,
Cosméticos
& Higiene
NOVOS
MODELOS ALAVANCAM
VENDA DE BAND-AID
Depois
de quase 90 anos
desde que foi inventado,
o Band-Aid deixou
de ser aquela tira
bege e sem graça
para se transformar
em um produto ainda
mais funcional e,
em alguns casos,
divertido. Basta
uma olhada atenta
nas prateleiras
de farmácias
e supermercados
para perceber que
foi aberta uma nova
temporada de competição
no mercado de curativos.
Não apenas
por parte da JOHNSON
& JOHNSON (J&J),
cujo produto virou
sinônimo de
categoria. Multinacionais
como 3M,
dona da marca Nexcare,
e as brasileiras
EMS,
que detém
a Salvelox, e York
também inovaram.
Há versões
coloridas, à
prova d´água,
líquidas,
transparentes, com
antibiótico,
com desenho, esportivas,
ultra-resistentes
ou ainda um curativo
anti-sangramento.
E não estranhe
se qualquer dia
você encontrar
um modelito assinado
por um estilista
famoso, porque embora
seja tratado com
cuidado, o tema
pode virar produto
no portfólio
da J&J, que
fatura US$ 53 bilhões
por ano. Em participação
de mercado, a J&J
ainda é líder.
Mas os dados em
que aparecem todas
as concorrentes
são antigos:
em 2002 a Band-Aid
tinha 60%, seguida
pela York, com 16%,
e Salvelox, do grupo
farmacêutico
EMS, com 15%. A
virada começou
a se dar lentamente
há pouco
mais de três
anos. Apostar em
decorados, com foco
no consumidor mirim,
ajudou a puxar as
vendas. Na J&J
houve uma expansão
entre 5% e 10% nos
últimos três
anos.
Valor Econômico
INDIANA
RANBAXY AVALIA AQUISIÇÕES
NO BRASIL
A
RANBAXY,
maior farmacêutica
da Índia
e uma das dez maiores
em genéricos
do mundo, avalia
oportunidades de
expansão
no mercado brasileiro
e entre as alternativas
estão a aquisição
de um laboratório
ou a construção
de uma fábrica.
A empresa indiana
já teria
"assediado"
este ano ao menos
quatro laboratórios
instalados no País,
mas ainda não
teria fechado negócio
por conta dos ativos
ou terem preços
muito "salgados"
ou não estarem
à venda.
Alok Kapoor, responsável
pela subsidiária
brasileira, disse
que a companhia
"continuamente
avalia oportunidades
de aquisições,
pois tem uma estratégia
global de crescimento
bastante agressiva".
Kapoor não
quis comentar a
possibilidade de
ter analisado as
quatro empresas,
o que considerou
"especulações
de mercado".
Contudo, afirmou
que a RANBAXY, que
fez oito aquisições
nos últimos
dois anos, estima
que, para 2008,
o seu plano de ir
às compras
nos mercados emergentes
deve responder por
um crescimento de
20% no faturamento
mundial. A idéia
é buscar
rápida expansão
nos mercados emergentes,
em especial, nos
BRIC (Brasil, Rússia,
Índia e China),
países em
desenvolvimento
e com crescimento
acelerado, que representam
grande potencial
para a RANBAXY,
disse Kapoor, que
observou ainda que,
em linha com essa
estratégia
global, uma presença
sólida e
um bom resultado
no mercado brasileiro
passam a ser fundamentais.
Disse ainda que
está em estudo
também a
possibilidade de
construir uma fábrica
aqui. Conforme Kapoor,
a companhia deverá
encerrar 2007 com
faturamento perto
de US$ 65 milhões
na América
Latina, alta de
41% em relação
ao ano passado.
Principal mercado
na região,
o Brasil deverá
responder por cerca
de 60% (US$ 40 milhões),
um crescimento próximo
de 60%.
Gazeta
Mercantil
L'OCCITANE
INICIA PRODUÇÃO
DE LINHA COM ATIVOS
BRASILEIROS
Há
alguns anos a indústria
cosmética
brasileira aproveita
o gosto estrangeiro
pela exótica
biodiversidade do
País para
vender no exterior
produtos à
base de ativos amazônicos.
Mas agora é
a indústria
cosmética
mundial que começa
a descobrir e explorar
esses ativos. A
L'OCCITANE
investiu US$ 2 milhões
na linha Sol do
Brasil, de produtos
para a proteção
solar que têm
entre seus ingredientes
o buriti, o cupuaçu
e a castanha-do-pará.
Os produtos, que
serão fabricados
no País com
a marca L'OCCITANE
DO BRASIL, chegam
às prateleiras
nacionais em janeiro
e serão vendidos
nos outros 87 países
onde a marca está
presente a partir
de março.
A Diretora-Geral
da L'OCCITANE no
Brasil, Silvia Gambin,
garante que a crescente
exportação
de produtos cosméticos
brasileiros, e particularmente
dos que exploram
ativos brasileiros,
não influenciou
na decisão.
De acordo com ela,
a empresa começou
a estudar os ingredientes
brasileiros e a
possibilidade de
a marca ter uma
linha Brasil seis
anos atrás.
No total, inicialmente,
serão lançados
oito itens, entre
produtos pré-sol,
protetores e bronzeadores
e pós-sol.
Silvia mantém
em sigilo os detalhes,
mas garante que
a produção
da L'OCCITANE do
Brasil deve ser
ampliada. Por ora,
o certo para a unidade
brasileira é
o plano de fortalecimento
da marca, que incluirá
um reforço
na área de
comunicação
e a abertura de
novas lojas. Entre
lojas próprias
e franqueadas, a
expectativa é
que sejam abertos
mais 15 pontos-de-venda
em 2008. Com este
plano, Silvia prevê
um crescimento de
40% no próximo
ano fiscal (de abril
de 2008 a março
de 2009), o que
permitirá
à marca atingir
faturamento de R$
64 milhões,
ou 6% de participação
no faturamento global.
Para o atual ano
fiscal, a previsão
é de crescimento
de 25%, para R$
46 milhões,
e 4% de participação.
Gazeta
Mercantil
BLAUSIEGEL
VAI ABRIR O CAPITAL
PARA ESTRUTURAR
SUA EXPANSÃO
Quando
fundou a BLAUSIEGEL
FARMACÊUTICA
há 20 anos,
o empresário
Marcelo Hahn não
imaginava que poderia
ir tão longe.
"Agora não
consigo imaginar
aonde poderemos
chegar. A área
farmacêutica
é muito estimulante,
salva vidas",
disse. Prestes a
encerrar o ano com
um faturamento de
US$ 120 milhões,
20% a mais que em
2006, e às
vésperas
da comemoração
de fundação
da empresa, Hahn
está traçando
um plano de crescimento
que inclui aquisições
e a ida da BLAUSIEGEL
ao mercado de capitais.
A empresa já
contratou uma consultoria
para auxiliá-la
na preparação
para a abertura
de capital, porém
ainda não
tem definida a data
nem modelo da operação.
Hahn afirmou que
a idéia é
continuar com o
controle, por isso
ele descarta a possibilidade
de parcerias com
outras companhias
que exijam isso.
A estratégia
de marketing institucional
em curso para que
se torne conhecida
do mercado começou
há uma semana
e deve durar por
um mês, com
investimento de
R$ 6 milhões
no período.
Neste ano, foram
investidos R$ 14
milhões em
marketing, mesmo
valor previsto para
2008. A companhia
tem em portfólio
para os próximos
quatro anos 240
medicamentos em
desenvolvimento,
alguns desses projetos
são tocados
em parceria com
universidades, mas
a maior parte está
sendo desenvolvida
pelo departamento
de pesquisa da própria
empresa, que tomou
corpo mais robusto
a partir de 2006.
Três dos medicamentos
em desenvolvimento
são "extraordinários
e devem ajudar a
BLAUSIEGEL a dar
um salto maior em
vendas e a ficar
mais competitiva
ante a concorrência",
disse, principalmente
ante as multinacionais
no mercado externo.
A BLAUSIEGEL hoje
tem três fábricas
em Cotia, na Região
Metropolitana de
São Paulo:
uma de biotecnológicos,
outra de oncológicos
e a terceira de
antibióticos,
anestésicos,
entre outros.
Gazeta
Mercantil
Química
& Petroquímica
LANXESS
AMPLIA LIDERANÇA
MUNDIAL COM A PETROFLEX
A
aquisição
da PETROFLEX,
maior fabricante
brasileira de elastômeros
(borracha sintética),
fará a alemã
LANXESS
mais do que
quadruplicar suas
vendas no Brasil,
dos atuais R$ 415
milhões para
mais de R$ 1,7 bilhão.
Mais do que a alta
na receita, a compra
se encaixa na estratégia
global da empresa
alemã de
atender ao crescente
pólo de produção
de pneus no país.
"Ficaremos
mais perto dos clientes",
diz o Presidente
da filial brasileira,
Marcelo Lacerda.
A LANXESS, que produz
quase 1 milhão
de toneladas de
elastômeros
no mundo, importa
esta matéria-prima
no país.
Agora, as três
fábricas
da PETROFLEX, Duque
de Caxias (RJ),
Triunfo (RS) e Cabo
de Santo Agostinho
(PE), elevarão
a capacidade em
mais 400 mil toneladas.
Naturalmente, a
LANXESS se tornará
o maior produtor
deste mercado no
país.
Valor
Econômico
COPEBRÁS
BATE RECORDE NA
VENDA DE FERTILZANTES
EM 2007
A
COPEBRÁS,
empresa do grupo
ANGLO AMERICAN,
comercializou mais
de 1 milhão
de toneladas de
fertilizantes de
janeiro a dezembro.
O resultado, novo
recorde para a empresa,
é fruto principalmente
do aquecimento do
mercado agrícola
brasileiro. A expectativa
é que em
2007 a entrega de
fertilizantes no
Brasil atinja 24,5
milhões de
toneladas. Em relação
a 2006, isto representa
um crescimento de
17%. "Esse
resultado das produções
das plantas de Catalão
e Cubatão
só foi possível
em função
do comprometimento
dos nossos empregados
e nosso sistema
de gestão
de produção.
Neste ano, devemos
alcançar
um faturamento de
US$ 420 milhões,
contra os US$ 281
milhões de
2006", explica
o Diretor responsável
pela unidade de
negócios
de fosfato e nióbio
da ANGLO AMERICAN
BRASIL, Cristiano
Melcher.
Gazeta
Mercantil
INDÚSTRIA
DE TINTAS LANÇA
MAIS PRODUTOS
O
setor de tintas
para imóveis
pega carona no boom
da construção
e deve fechar o
ano com vendas de
800 milhões
de litros e faturamento
de R$ 2,8 bilhões.
Isso significa expansão
de 7% em tintas
usadas em reformas
e 13% na construção.
Para 2008, as previsões
são ainda
mais otimistas,
com expectativa
de aumento de vendas
de 15% nas tintas
para construção
e de 6%, nas reformas.
Diante deste cenário,
a indústria
lança uma
variedade de produtos:
tintas com fragrância,
repelente, lavável,
magnetizada, bactericida
e anti-umidade.
Uma das últimas
novidades nas lojas
de material de construção
é uma tinta
cujo cheiro é
eliminado em três
horas após
a aplicação,
segundo a SUVINIL,
uma das marcas da
BASF. Com previsão
de encerrar o ano
com alta entre 11%
e 12% na receita,
a SUVINIL investiu
R$ 8 milhões
para desenvolver
a tinta, que demandou
oito meses de pesquisa.
A SUVINIL não
está sozinha
nesse nicho de tintas
com "valor
agregado".
Há cerca
de três meses,
a SHERWIN
WILLIANS lançou
uma tinta que repele
insetos, inclusive
o mosquito da dengue.
A CORAL
e a LUKSCOLOR
possuem tintas laváveis
que possibilitam
a remoção
de manchas de café,
solado de sapato,
"catchup",
gordura e batom,
entre outros. A
LUKSCOLOR e SUVINIL
criaram uma tinta
que permite a fixação
de ímãs
nas paredes. Na
CORAL há
uma tinta específica
para ser usada em
teto de banheiro.
Valor
Econômico
BRASKEM
CONCRETIZA JOINT
VENTURE
O
anúncio da
concretização
das joint ventures
entre as petroquímicas
BRASKEM
e a venezuelana
PEQUIVEN deve sair
ainda este mês.
As negociações
entre BRASKEM, controlada
pelo grupo ODEBRECHT,
e PEQUIVEN duram
mais de dois anos.
Em abril, as empresas
firmaram o acordo
para constituição
das sociedades,
que terão
capital igualitário.
O anúncio
é mais uma
formalidade, mas
indica o avanço
do projeto. O projeto
de investimento
na Venezuela é
a principal aposta
da BRASKEM no exterior.
A idéia é
fazer, em dois projetos,
um investimento
de quase US$ 3 bilhões
para a produção
de resinas termoplásticas
na Venezuela.
Valor
Econômico
Papel
& Celulose
KLABIN
APROVA INVESTIMENTO
DE R$ 200 MI EM
SC
A
KLABIN,
maior fabricante
de papel do país,
aprovou o investimento
de R$ 200 milhões
para ampliar sua
unidade de produção
de sacos industriais
em Correia Pinto
(SC), situada a
225 quilômetros
à Oeste de
Florianópolis.
A intenção
da KLABIN é
aumentar a capacidade
de produção
das atuais 130 mil
toneladas por ano
para 190 mil toneladas
por ano. Os sacos
industriais são
usados principalmente
pelas indústrias
de cimento, com
o foco no mercado
doméstico.
"O crescimento
esperado do mercado
brasileiro para
os próximos
anos serve de amparo
para essa expansão
de capacidade de
produção,
tomando como exemplo
a construção
civil", afirmou
a empresa. Além
deste projeto, a
KLABIN possui outro
engatilhado à
espera do aval do
conselho de administração.
Trata-se da expansão
da fábrica
de kraftliner de
Otacílio
Corrêa, também
em Santa Catarina,
que produz 370 mil
toneladas por ano,
sendo a maior da
América Latina.
A intenção
é dobrar
sua capacidade em
duas fases: uma
primeira para 500
mil toneladas e
outra para 700 mil
toneladas. A KLABIN
prevê fechar
o ano com receita
de US$ 1,7 bilhão,
o que significa
um aumento de 20%
sobre o resultado
esperado para este
ano, da ordem de
US$ 1,4 bilhão.
Valor
Econômico
Plástico
& Borracha
LEGO
FOCA EXPANSÃO
NO NORDESTE
Depois
de sofrer os efeitos
de uma reestruturação
mundial em 2004
e de uma mudança
na estratégia
de distribuição
local que significou
a ausência
do mercado brasileiro
por um ano e meio,
a LEGO
desenha seu crescimento
de olho no Nordeste.
As vendas na região,
que representavam
5% a 7% da receita
no país em
2006, hoje respondem
por 8% a 10%. "Ainda
é uma fatia
pequena, mas importante.
Significa que estamos
atingindo novos
pontos-de-venda,
novos clientes",
diz Robério
Esteves, Diretor
de Operações
da M.CASSAB,
que representa a
marca dinamarquesa
no Brasil. Até
por ser novo em
relação
a praças
consolidadas como
o Sul e o Sudeste,
o Nordeste é
um mercado que cresce
aceleradamente.
As vendas da LEGO
na região
devem fechar o ano
com expansão
de 25% sobre 2006,
enquanto no país
todo, o aumento
deve ser de 15%.
O foco principal
para aumentar a
penetração
em novos mercados
tem sido o apoio
ao varejo, com orientação
e treinamento sobre
montagem do mix
e apresentação
da linha. Como resultado,
a marca ampliou
em 10% o número
de pontos-de-venda
em que está
presente no Brasil,
para 1.200 lojas
este ano. A meta
é elevar
em mais 10% esse
total em 2008. No
mundo, a LEGO passa
por um período
de expansão.
A expectativa do
grupo dinamarquês
é de elevar
em 10% a receita
obtida no ano passado,
de 7,823 bilhões
de coroas (US$ 1,538
bilhão).
Em 2006, o avanço
foi de 11% sobre
o ano anterior e
o lucro saltou de
US$ 99 milhões
para US$ 281 milhões.
Valor
Econômico
Telecomunicações
& Informática
HUAWEI
FABRICARÁ
NO BRASIL
A
chinesa HUAWEI
TECHNOLOGIES anunciou
que instalará
uma fábrica
no Brasil com investimento
inicial de R$ 10
milhões.
Na semana passada,
em cerimônia
em Vitória,
a direção
da empresa anunciou
a criação
da unidade, que
deve produzir equipamentos
transmissores e
de infra-estrutura
para telecomunicações,
no Terminal Industrial
Multimodal da Serra.
O objetivo primeiro
é abastecer
a HUAWEI DO BRASIL
e, no futuro, o
restante da América
Latina. O faturamento
anual estimado a
partir do início
da produção
em meados de 2008
é de R$ 500
milhões.
O Espírito
Santo foi escolhido
após uma
série de
avaliações.
A fábrica
permitirá
a abertura de 40
empregos diretos
e outros 60 indiretos.
Atualmente, a HUAWEI
possui 500 funcionários
no Brasil, sendo
que 75% deles foram
contratados localmente,
segundo dados da
empresa. A HUAWEI
ainda possui escritórios
em São Paulo,
Rio de Janeiro e
Brasília.
Em 2006, registrou
vendas de US$ 310
milhões,
um crescimento de
55% em relação
ao ano anterior.
Globalmente, a empresa
faturou US$ 8,5
bilhões no
último ano.
Gazeta
Mercantil
VIVO
VENDE A AMAZÔNIA
CELULAR PARA A OI
POR R$ 120 MILHÕES
A
VIVO
anunciou a venda
da TELE NORTE CELULAR,
controladora da
operadora AMAZÔNIA
CELULAR, para a
OI (TELEMAR
NORTE LESTE) por
R$ 120 milhões.
Segundo a VIVO,
a venda da AMAZÔNIA
CELULAR visa solucionar
eventuais dificuldades
regulatórias,
que estariam atrasando
a aprovação,
pela Agência
Nacional de Telecomunicações
(Anatel), do negócio
com a TELPART. A
AMAZÔNIA CELULAR
opera nos Estados
do Amazonas, Roraima,
Amapá, Pará
e Maranhão.
A marca TELEMIG
não deve
ser mantida pela
VIVO porque a empresa
considera que a
sua marca possui
presença
nacional, e portanto
seria mais relevante
do que manter o
nome da operadora
mineira. De acordo
com comunicado da
OI, a aquisição
da AMAZÔNIA
CELULAR vai permitir
à empresa
ampliar a cobertura
nos cinco Estados
do Norte do País
e agilizar o cumprimento
das metas de cobertura
de telefonia móvel,
previstas nas novas
licenças
da terceira geração
de telefonia celular
(3G). A VIVO, que
já opera
na área da
AMAZÔNIA CELULAR,
é a maior
operadora de telefonia
móvel do
País, com
31,663 milhões
de assinantes, o
que representa uma
participação
de 27,6%. Com 15,225
milhões de
clientes, a OI tem
13,3% de participação.
O
Estado de São
Paulo
Transporte
& Logística
NISSAN
VAI FABRICAR CARRO
DE PASSEIO NO BRASIL
A
NISSAN
prepara o primeiro
carro de passeio
da marca a ser produzido
no Brasil a partir
de 2009. Com o novo
produto, a marca,
que hoje tem menos
de 1% das vendas
de veículos
no País,
pretende conquistar
fatia maior do mercado
e se aproximar das
outras duas companhias
japonesas, TOYOTA
e HONDA,
que estão
na casa dos 3% em
participação
cada uma. Não
será um carro
na faixa dos populares,
avisa Thomas Besson,
Presidente da NISSAN
MERCOSUL. Mas um
compacto nessa categoria
está em estudos
pela empresa. O
primeiro carro de
passeio nacional
da NISSAN, a empresa
já fabrica
no País a
picape Frontier
e o utilitário
esportivo Xterra,
segundo analistas
do setor automotivo,
pode ser produzido
na mesma plataforma
do Logan, lançado
em julho pela RENAULT.
Além do automóvel
de passageiro, a
NISSAN prepara outro
lançamento
nacional para 2009,
provavelmente um
utilitário.
A fábrica
da NISSAN, em São
José dos
Pinhais (PR), uma
parceria com a RENAULT,
usa menos de 20%
da capacidade instalada,
de 50 mil veículos/ano.
Produzirá
este ano perto de
7 mil unidades da
antiga Frontier
e do Xterra. A NISSAN
anuncia seu plano
de entrar no segmento
de automóveis
num momento em que
comemora seu melhor
resultado em vendas
no Brasil. A marca
deve registrar crescimento
de mais de 100%
ante 2006, com 11,5
mil unidades, num
mercado total que
vai crescer 27%.
Em 2009, as projeções
são de vendas
de 40 mil veículos.
O
Estado de São
Paulo
USIFAST
CRESCE 25% E VAI
AMPLIAR SUA FROTA
A
USIFAST,
empresa de logística
do grupo USIMINAS,
anunciou a realização
da receita de R$250
milhões em
2007, que decorre
basicamente do transporte
de chapas de aço
das usinas para
clientes em todo
o País e
do desembaraço
e entrega de mercadorias
importadas em sua
alfândega
localizada em Betim,
na região
metropolitana de
Belo Horizonte.
O faturamento representará
um acréscimo
de 25% sobre o ano
anterior e a empresa
estima um crescimento
de mais 20% em 2008,
que será
apoiado por um programa
de aquisições
de 60 novos caminhões
pesados. Segundo
a Diretora Financeira
da empresa, Janaína
Duarte Resende,
a USIFAST transportará
quatro milhões
de toneladas de
aço até
o final do ano.
Mas isso é
apenas uma parte
das atividades de
uma empresa que
dispõe de
600 caminhões
com capacidade para
até 40 toneladas,
utiliza outras 700
carretas de terceiros
e tem como clientes
as grandes corporações
instaladas em Minas,
como a FIAT, GERDAU,
CENIBRA e VALLOUREC,
entre outras. A
empresa é
a sexta maior do
setor num ranking
liderado pelas empresas
ferroviárias
da CIA. VALE DO
RIO DOCE e que se
dedicam quase exclusivamente
ao transporte de
minério de
ferro.
Gazeta
Mercantil
Varejo
CASA
DAS CUECAS QUER
DOBRAR DE TAMANHO
COM FOCO NA CLASSE
A/B
Se
tem uma pessoa que
pode contar como
o homem brasileiro
mudou nos últimos
anos no quesito
vaidade é
David Kaleka, sócio
da rede CASA
DAS CUECAS /
UW, que está
prestes a completar
40 anos. Esse novo
homem, prático,
interessado em conforto
mas também
em design, é
que fez a rede abandonar
o tradicional logotipo
do homem de cartola
e bengala. Aliás,
nem lenços
a empresa vende
mais. No lugar,
linhas esportivas,
acessórios,
carteiras, mas principalmente,
a preocupação
com tecnologia e
qualidade dos tecidos.
Apostando nesse
novo modelo de produto
a CASA DAS CUECAS
/ UW quer crescer
em franquias e colocar
sua bandeira nas
principais capitais
do País.
"Nossa meta
é abrir 20
lojas em 2008",
afirma Kaleka. Hoje,
a rede possui 12
unidades próprias
e mais oito franquias
em Goiânia,
Brasília,
Campinas (SP), Rio
de Janeiro, São
Paulo e Manaus.
O foco da empresa
é trabalhar
na expansão
dos produtos da
marca própria
U/W, lançada
há dois anos,
que marcou o início
da revitalização
nos negócios
da rede. Com a U/W
e a nova estratégia
de marketing a empresa
passou de um faturamento
que saltou de R$
16 milhões
em 2006 para R$
22 milhões
em 2007. A rede
já estuda
criar um novo modelo
de loja, para não
deixar de fora os
consumidores classe
B/C. Mas isso são
planos para 2009.
Gazeta
Mercantil