Sexta-feira, 04/01/2008
Ano VIII – edição 304

Agrobusiness

DE OLHO NA RÚSSIA, FRIMESA CORTA CUSTOS

De olho na reabertura do mercado russo e com a perspectiva de um crescimento de 16% nas exportações brasileiras do setor em 2008, a FRIMESA, marca de uma central de cooperativas com sede em Medianeira (Oeste do Paraná), inaugura seu frigorífico de carnes ampliado. A expansão das instalações permitirá abate de 6 mil suínos/dia. Foram investidos R$ 52 milhões e abertos mil postos de trabalho. Em cinco anos, a cooperativa que completou 30 anos, quer passar de 270 mil para 400 mil toneladas de carne suína e leite processadas por ano. O faturamento da empresa, que no ano passado atingiu R$ 600 milhões, deve crescer e atingir R$ 1 bilhão.

Gazeta Mercantil

Alimentos

PERDIGÃO ESTUDA SINERGIAS ENTRE BATAVO E ELEVA

Com mais de 1 bilhão de reais assegurados pela oferta pública de ações para pagar a aquisição da ELEVA, a PERDIGÃO concentra-se agora em outro ponto: desenhar com mais precisão como atuará no setor de lácteos. Um dos principais pontos é avaliar as possíveis sinergias entre a BATAVO, cuja compra foi concluída no final de novembro, e a própria ELEVA, terceira maior produtora de leite do país, que teve sua aquisição anunciada no final de outubro. Por ora, não se pensa em mudar o foco das novas controladas, cujos portfólios de produtos são vistos pelos novos controladores como complementares. A BATAVO, agora uma unidade de negócios da PERDIGÃO, concentra sua produção em artigos lácteos processados, como iogurtes e leites especiais. Já a ELEVA é conhecida por trabalhar com commodities, o leite longa vida, por exemplo, representa 30% do seu faturamento. Mas, apesar da diferença de foco, algumas medidas poderão ser adotadas para racionalizar a produção e cortar custos. Uma idéia é criar uma central conjunta de compras, que negociaria desde insumos até embalagens. O maior ganho seria na melhoria das condições para adquirir a principal matéria-prima de ambas: o leite. Para se ter uma idéia do peso dessa parceria, basta lembrar que, juntas, a PERDIGÃO e a ELEVA captaram 905,4 milhões de litros de leite entre janeiro e setembro, e produziram 948,2 mil toneladas de produtos lácteos no período. Além de ganhar musculatura para negociar com os fornecedores, a atuação conjunta das novas controladas também asseguraria maior diversidade de fontes de abastecimento. Ao traçar seu plano de expansão, um dos princípios que nortearam a PERDIGÃO foi o de explorar ao máximo sua cadeia de distribuição, que hoje conta com 65.000 clientes ativos, em uma carteira de 80.000 cadastrados. Para ampliar seu espaço nas gôndolas desses clientes, a empresa concluiu que três áreas tinham potencial: margarinas, lácteos e carnes. Com a compra da ELEVA, a PERDIGÃO praticamente entrou em todas as categorias de produtos perecíveis do mercado brasileiro.

Gazeta Mercantil

PIRAQUÊ DIMINUI O LUCRO PARA CRESCER EM SÃO PAULO

Para conquistar os consumidores do interior de São Paulo, a carioca PIRAQUÊ, líder absoluta no segmento de biscoitos no Rio de Janeiro e de massas no Espírito Santo, começa a jogar pesado para garantir o seu espaço no maior mercado nacional de biscoitos, que respondeu por 16% do volume e 18% do valor consumido pela categoria no país em 2006. A estratégia quebra alguns paradigmas para a PIRAQUÊ, como a contratação da DISDUC, o primeiro distribuidor de sua história (a empresa sempre trabalhou com venda direta), que atende 220 cidades do interior, e a oferta de descontos superiores a 10% sobre a tabela de preços a atacadistas da Grande São Paulo (o limite sempre foi 5%). Fora isso, a fabricante também precisou mexer no seu principal mercado para enfrentar a forte concorrência da M. DIAS BRANCO, dona da marca RICHESTER, que desembarcou há um ano no Rio e vem abocanhando espaço. Mais uma vez, a PIRAQUÊ buliu com a quase sagrada tabela de preços: o desconto para varejistas chegou a 20% em alguns meses de 2007. Por isso, apesar do faturamento da PIRAQUÊ estar crescendo 20% este ano, motivado pelo aumento das vendas, pelo mercado de São Paulo e pelas novas categorias que a empresa passou a disputar, o lucro deve ser 55% menor. Além disso, desde o ano passado, a empresa investiu R$ 45 milhões com recursos próprios para aumentar a capacidade de produção. Mas a PIRAQUÊ está convicta que a estratégia vale a pena.

Valor Econômico

KRAFT TENTA COMPRAR A M.DIAS BRANCO

A KRAFT, segunda maior empresa de alimentos do mundo, está negociando a compra da M. DIAS BRANCO, principal fabricante brasileira de massas e biscoitos. Sediada no Ceará, a M. DIAS BRANCO é avaliada em mais de US$ 1 bilhão. O Diretor de Relações com Investidores da M. DIAS BRANCO, Álvaro Luiz Bandeira de Paula, disse não ter conhecimento de negociações. Uma eventual compra da M. DIAS BRANCO atende à lógica de expansão internacional da KRAFT. Maior fabricante de biscoitos do mundo, a empresa cresce pouco e, do jeito que está, as perspectivas não são muito animadoras. Hoje, mais de 60% de sua receita, de cerca de US$ 35 bilhões, vem dos mercados americano e canadense. Recentemente, a KRAFT comprou a divisão de biscoitos da DANONE, por US$ 7,2 bilhões, e passou a procurar novas empresas para aquisição, de preferência nos países emergentes. Na lista de preferências da KRAFT, apareceram países como o Brasil, Rússia, Ucrânia e México. Com um faturamento anual aproximado de R$ 1,5 bilhão, a M. DIAS BRANCO é comandada por Francisco Ivens. Se as negociações chegarem a bom termo, a KRAFT aumentará em quase 50% suas vendas no Brasil, hoje em R$ 3,4 bilhões por ano. A KRAFT tem sete fábricas no País. Suas marcas mais conhecidas são Lacta, Trakinas, Tang e Maguary.

O Estado de São Paulo

Comunicação, Publicidade & propaganda

ISOBAR COMPRA SEGUNDA AGÊNCIA NO BRASIL, AGORA DO SETOR OFF-LINE

Com 2007 superando os 30% de crescimento, a AGÊNCIACLICK só tem motivos para comemorar o ano que ficou para trás. Este foi o período em que a empresa passou a fazer parte da holding ISOBAR (GRUPO AEGIS) e se manteve entre as mais premiadas do ramo da propaganda do Brasil. Pedro Cabral, também Presidente da holding ISOBAR na América Latina, acaba de concluir a compra de uma agência off-line, o que chega para engordar os negócios da holding no País.

Gazeta Mercantil

SUNSET ABRAÇA A INTERATIVIDADE PARA SE DIFERENCIAR NO MERCADO

A SUNSET COMUNICAÇÃO pretende, por meio da associação com o GRUPO ABC, atingir um novo patamar dentro do marketing direto, segmento o qual atua. Mas, por enquanto, a agência vem colhendo frutos que ela mesma plantou. Para este ano, segundo o Presidente da SUNSET, Guto Cappio, a agência deverá obter crescimento de 35%. O volume de trabalho aumentou, especialmente com a chegada de novos clientes, como SYMANTEC e ROYAL & SUNALLIANCE. "O marketing direto é capaz de unir todas as ferramentas do marketing e transformar o consumidor em usuário, além de possibilitar diferentes pontos de contato com o target." Outro resultado que a empresa aponta como positivo é o salto no número de funcionários, este ano deverá encerrar com cem pessoas. Atende ainda clientes como ARCELORMITTAL, QUALCOMM, EUROFARMA, UNIBANCO, NATURA, etc. O reflexo de estar num grupo estruturado, com tantas agências de porte, como DM9DDB e AFRICA, vai surgir já no próximo ano, diz acreditar. "Nossa meta é em três anos ser a maior agência de marketing direto do Brasil", desafia Cappio. "Hoje já estamos entre as cinco maiores do País."

Gazeta Mercantil

MONDO AMPLIA SUA ATUAÇÃO EM EVENTOS

A agência MONDO ENTRETENIMENTO está diversificando seus negócios. Com experiência de três anos atuando na área de grandes shows ao vivo e marketing promocional, a empresa optou por dividir seus negócios em estruturas totalmente separadas. A partir de agora, passam a ser três frentes de atuação: shows e espetáculos ao vivo, a chamada MONDO LIVE, marketing promocional, que se transforma em MONDO MP, e o núcleo MONDO HANDMADE, que fica responsável pela geração de conteúdo e pesquisa para as todas as ações da empresa. Nos últimos meses, a MONDO foi responsável por eventos de grande porte, como a edição carioca do show mundial Live Earth, a produção das cerimônias do Pan-americano do Rio de Janeiro e o musical da Disney High School Musical. A MONDO é comandada pelos empresários João Paulo Affonseca, William e Anne Crunfli. A agência já trabalhou com clientes como MEDLEY, NOVARTIS, GUARANÁ ANTARCTICA (AMBEV), MASTERCARD, SKOL (Ambev), TERRA, entre outras. Neste mês, anunciou a inauguração de seu primeiro escritório fora de São Paulo.

Gazeta Mercantil

Eletroeletrônicos

PHILIPS QUER ELEVAR AS VENDAS EM 15% NA AMÉRICA LATINA

O choque de gestão promovido por Paulo Zottolo, que assumiu em abril o comando da PHILIPS na América Latina, foi sentido não só no Brasil mas em toda região. O executivo está redesenhando os negócios da multinacional holandesa, que definiu como estratégia global deixar de ser uma empresa de fábricas, de capital intensivo, para se transformar em um negócio de marketing, com total ênfase na marca. "Estamos distribuindo melhor o orçamento na região", diz Zottolo, que já tomou a providência de dobrar a verba de marketing na América Latina, que saltará de 25 milhões de euros em 2007 para 50 milhões de euros em 2008. Sua expectativa é elevar em 15% pelo menos as vendas nos mercados que estão sob o seu guarda-chuva e que neste ano devem alcançar 1,8 bilhão de euros, sendo o Brasil responsável por aproximadamente metade disso. "Neste ano tivemos expansão forte, de um dígito, e em 2008 gostaria de chegar perto de 2,1 bilhões de euros", diz Zottolo. Alguns países latinos, como Colômbia e Chile, vão muito bem.
Valor Econômico

LG CONQUISTA LIDERANÇA E COLECIONA DESAFETOS

Em 2007, a LG foi do paraíso ao inferno no Brasil. Mês após mês, a multinacional coreana está quebrando recordes de vendas, que saltou neste ano de quinto colocado no ranking dos maiores mercados internacionais do grupo para um surpreendente segundo lugar. A subsidiária brasileira, que deve fechar 2007 com um faturamento de US$2,5 bilhões, 40% maior que obtido em 2006, só perde hoje para a filial dos Estados Unidos. Nunca antes, porém, a LG arrumou tantos desafetos e teve tantos problemas no Brasil. A multinacional coleciona disputas com o sindicato dos metalúrgicos de Manaus, com as suas concorrentes SAMSUNG e PHILIPS e também com o governo do Amazonas. A marca coreana descolou dos concorrentes neste ano e já possui 40% de participação de mercado em televisores de tela plana. A LG ultrapassou a PHILIPS e a SEMP TOSHIBA, que também atribuem a si mesmas a liderança do mercado de TVs. Desta forma, agora são três as marcas que reivindicam o título de número um em televisores.

Valor Econômico

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

NOVOS MODELOS ALAVANCAM VENDA DE BAND-AID

Depois de quase 90 anos desde que foi inventado, o Band-Aid deixou de ser aquela tira bege e sem graça para se transformar em um produto ainda mais funcional e, em alguns casos, divertido. Basta uma olhada atenta nas prateleiras de farmácias e supermercados para perceber que foi aberta uma nova temporada de competição no mercado de curativos. Não apenas por parte da JOHNSON & JOHNSON (J&J), cujo produto virou sinônimo de categoria. Multinacionais como 3M, dona da marca Nexcare, e as brasileiras EMS, que detém a Salvelox, e York também inovaram. Há versões coloridas, à prova d´água, líquidas, transparentes, com antibiótico, com desenho, esportivas, ultra-resistentes ou ainda um curativo anti-sangramento. E não estranhe se qualquer dia você encontrar um modelito assinado por um estilista famoso, porque embora seja tratado com cuidado, o tema pode virar produto no portfólio da J&J, que fatura US$ 53 bilhões por ano. Em participação de mercado, a J&J ainda é líder. Mas os dados em que aparecem todas as concorrentes são antigos: em 2002 a Band-Aid tinha 60%, seguida pela York, com 16%, e Salvelox, do grupo farmacêutico EMS, com 15%. A virada começou a se dar lentamente há pouco mais de três anos. Apostar em decorados, com foco no consumidor mirim, ajudou a puxar as vendas. Na J&J houve uma expansão entre 5% e 10% nos últimos três anos.
Valor Econômico

INDIANA RANBAXY AVALIA AQUISIÇÕES NO BRASIL

A RANBAXY, maior farmacêutica da Índia e uma das dez maiores em genéricos do mundo, avalia oportunidades de expansão no mercado brasileiro e entre as alternativas estão a aquisição de um laboratório ou a construção de uma fábrica. A empresa indiana já teria "assediado" este ano ao menos quatro laboratórios instalados no País, mas ainda não teria fechado negócio por conta dos ativos ou terem preços muito "salgados" ou não estarem à venda. Alok Kapoor, responsável pela subsidiária brasileira, disse que a companhia "continuamente avalia oportunidades de aquisições, pois tem uma estratégia global de crescimento bastante agressiva". Kapoor não quis comentar a possibilidade de ter analisado as quatro empresas, o que considerou "especulações de mercado". Contudo, afirmou que a RANBAXY, que fez oito aquisições nos últimos dois anos, estima que, para 2008, o seu plano de ir às compras nos mercados emergentes deve responder por um crescimento de 20% no faturamento mundial. A idéia é buscar rápida expansão nos mercados emergentes, em especial, nos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), países em desenvolvimento e com crescimento acelerado, que representam grande potencial para a RANBAXY, disse Kapoor, que observou ainda que, em linha com essa estratégia global, uma presença sólida e um bom resultado no mercado brasileiro passam a ser fundamentais. Disse ainda que está em estudo também a possibilidade de construir uma fábrica aqui. Conforme Kapoor, a companhia deverá encerrar 2007 com faturamento perto de US$ 65 milhões na América Latina, alta de 41% em relação ao ano passado. Principal mercado na região, o Brasil deverá responder por cerca de 60% (US$ 40 milhões), um crescimento próximo de 60%.

Gazeta Mercantil

L'OCCITANE INICIA PRODUÇÃO DE LINHA COM ATIVOS BRASILEIROS

Há alguns anos a indústria cosmética brasileira aproveita o gosto estrangeiro pela exótica biodiversidade do País para vender no exterior produtos à base de ativos amazônicos. Mas agora é a indústria cosmética mundial que começa a descobrir e explorar esses ativos. A L'OCCITANE investiu US$ 2 milhões na linha Sol do Brasil, de produtos para a proteção solar que têm entre seus ingredientes o buriti, o cupuaçu e a castanha-do-pará. Os produtos, que serão fabricados no País com a marca L'OCCITANE DO BRASIL, chegam às prateleiras nacionais em janeiro e serão vendidos nos outros 87 países onde a marca está presente a partir de março. A Diretora-Geral da L'OCCITANE no Brasil, Silvia Gambin, garante que a crescente exportação de produtos cosméticos brasileiros, e particularmente dos que exploram ativos brasileiros, não influenciou na decisão. De acordo com ela, a empresa começou a estudar os ingredientes brasileiros e a possibilidade de a marca ter uma linha Brasil seis anos atrás. No total, inicialmente, serão lançados oito itens, entre produtos pré-sol, protetores e bronzeadores e pós-sol. Silvia mantém em sigilo os detalhes, mas garante que a produção da L'OCCITANE do Brasil deve ser ampliada. Por ora, o certo para a unidade brasileira é o plano de fortalecimento da marca, que incluirá um reforço na área de comunicação e a abertura de novas lojas. Entre lojas próprias e franqueadas, a expectativa é que sejam abertos mais 15 pontos-de-venda em 2008. Com este plano, Silvia prevê um crescimento de 40% no próximo ano fiscal (de abril de 2008 a março de 2009), o que permitirá à marca atingir faturamento de R$ 64 milhões, ou 6% de participação no faturamento global. Para o atual ano fiscal, a previsão é de crescimento de 25%, para R$ 46 milhões, e 4% de participação.

Gazeta Mercantil

BLAUSIEGEL VAI ABRIR O CAPITAL PARA ESTRUTURAR SUA EXPANSÃO

Quando fundou a BLAUSIEGEL FARMACÊUTICA há 20 anos, o empresário Marcelo Hahn não imaginava que poderia ir tão longe. "Agora não consigo imaginar aonde poderemos chegar. A área farmacêutica é muito estimulante, salva vidas", disse. Prestes a encerrar o ano com um faturamento de US$ 120 milhões, 20% a mais que em 2006, e às vésperas da comemoração de fundação da empresa, Hahn está traçando um plano de crescimento que inclui aquisições e a ida da BLAUSIEGEL ao mercado de capitais. A empresa já contratou uma consultoria para auxiliá-la na preparação para a abertura de capital, porém ainda não tem definida a data nem modelo da operação. Hahn afirmou que a idéia é continuar com o controle, por isso ele descarta a possibilidade de parcerias com outras companhias que exijam isso. A estratégia de marketing institucional em curso para que se torne conhecida do mercado começou há uma semana e deve durar por um mês, com investimento de R$ 6 milhões no período. Neste ano, foram investidos R$ 14 milhões em marketing, mesmo valor previsto para 2008. A companhia tem em portfólio para os próximos quatro anos 240 medicamentos em desenvolvimento, alguns desses projetos são tocados em parceria com universidades, mas a maior parte está sendo desenvolvida pelo departamento de pesquisa da própria empresa, que tomou corpo mais robusto a partir de 2006. Três dos medicamentos em desenvolvimento são "extraordinários e devem ajudar a BLAUSIEGEL a dar um salto maior em vendas e a ficar mais competitiva ante a concorrência", disse, principalmente ante as multinacionais no mercado externo. A BLAUSIEGEL hoje tem três fábricas em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo: uma de biotecnológicos, outra de oncológicos e a terceira de antibióticos, anestésicos, entre outros.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

LANXESS AMPLIA LIDERANÇA MUNDIAL COM A PETROFLEX

A aquisição da PETROFLEX, maior fabricante brasileira de elastômeros (borracha sintética), fará a alemã LANXESS mais do que quadruplicar suas vendas no Brasil, dos atuais R$ 415 milhões para mais de R$ 1,7 bilhão. Mais do que a alta na receita, a compra se encaixa na estratégia global da empresa alemã de atender ao crescente pólo de produção de pneus no país. "Ficaremos mais perto dos clientes", diz o Presidente da filial brasileira, Marcelo Lacerda. A LANXESS, que produz quase 1 milhão de toneladas de elastômeros no mundo, importa esta matéria-prima no país. Agora, as três fábricas da PETROFLEX, Duque de Caxias (RJ), Triunfo (RS) e Cabo de Santo Agostinho (PE), elevarão a capacidade em mais 400 mil toneladas. Naturalmente, a LANXESS se tornará o maior produtor deste mercado no país.

Valor Econômico

COPEBRÁS BATE RECORDE NA VENDA DE FERTILZANTES EM 2007

A COPEBRÁS, empresa do grupo ANGLO AMERICAN, comercializou mais de 1 milhão de toneladas de fertilizantes de janeiro a dezembro. O resultado, novo recorde para a empresa, é fruto principalmente do aquecimento do mercado agrícola brasileiro. A expectativa é que em 2007 a entrega de fertilizantes no Brasil atinja 24,5 milhões de toneladas. Em relação a 2006, isto representa um crescimento de 17%. "Esse resultado das produções das plantas de Catalão e Cubatão só foi possível em função do comprometimento dos nossos empregados e nosso sistema de gestão de produção. Neste ano, devemos alcançar um faturamento de US$ 420 milhões, contra os US$ 281 milhões de 2006", explica o Diretor responsável pela unidade de negócios de fosfato e nióbio da ANGLO AMERICAN BRASIL, Cristiano Melcher.

Gazeta Mercantil

INDÚSTRIA DE TINTAS LANÇA MAIS PRODUTOS

O setor de tintas para imóveis pega carona no boom da construção e deve fechar o ano com vendas de 800 milhões de litros e faturamento de R$ 2,8 bilhões. Isso significa expansão de 7% em tintas usadas em reformas e 13% na construção. Para 2008, as previsões são ainda mais otimistas, com expectativa de aumento de vendas de 15% nas tintas para construção e de 6%, nas reformas. Diante deste cenário, a indústria lança uma variedade de produtos: tintas com fragrância, repelente, lavável, magnetizada, bactericida e anti-umidade. Uma das últimas novidades nas lojas de material de construção é uma tinta cujo cheiro é eliminado em três horas após a aplicação, segundo a SUVINIL, uma das marcas da BASF. Com previsão de encerrar o ano com alta entre 11% e 12% na receita, a SUVINIL investiu R$ 8 milhões para desenvolver a tinta, que demandou oito meses de pesquisa. A SUVINIL não está sozinha nesse nicho de tintas com "valor agregado". Há cerca de três meses, a SHERWIN WILLIANS lançou uma tinta que repele insetos, inclusive o mosquito da dengue. A CORAL e a LUKSCOLOR possuem tintas laváveis que possibilitam a remoção de manchas de café, solado de sapato, "catchup", gordura e batom, entre outros. A LUKSCOLOR e SUVINIL criaram uma tinta que permite a fixação de ímãs nas paredes. Na CORAL há uma tinta específica para ser usada em teto de banheiro.

Valor Econômico

BRASKEM CONCRETIZA JOINT VENTURE

O anúncio da concretização das joint ventures entre as petroquímicas BRASKEM e a venezuelana PEQUIVEN deve sair ainda este mês. As negociações entre BRASKEM, controlada pelo grupo ODEBRECHT, e PEQUIVEN duram mais de dois anos. Em abril, as empresas firmaram o acordo para constituição das sociedades, que terão capital igualitário. O anúncio é mais uma formalidade, mas indica o avanço do projeto. O projeto de investimento na Venezuela é a principal aposta da BRASKEM no exterior. A idéia é fazer, em dois projetos, um investimento de quase US$ 3 bilhões para a produção de resinas termoplásticas na Venezuela.

Valor Econômico

Papel & Celulose

KLABIN APROVA INVESTIMENTO DE R$ 200 MI EM SC

A KLABIN, maior fabricante de papel do país, aprovou o investimento de R$ 200 milhões para ampliar sua unidade de produção de sacos industriais em Correia Pinto (SC), situada a 225 quilômetros à Oeste de Florianópolis. A intenção da KLABIN é aumentar a capacidade de produção das atuais 130 mil toneladas por ano para 190 mil toneladas por ano. Os sacos industriais são usados principalmente pelas indústrias de cimento, com o foco no mercado doméstico. "O crescimento esperado do mercado brasileiro para os próximos anos serve de amparo para essa expansão de capacidade de produção, tomando como exemplo a construção civil", afirmou a empresa. Além deste projeto, a KLABIN possui outro engatilhado à espera do aval do conselho de administração. Trata-se da expansão da fábrica de kraftliner de Otacílio Corrêa, também em Santa Catarina, que produz 370 mil toneladas por ano, sendo a maior da América Latina. A intenção é dobrar sua capacidade em duas fases: uma primeira para 500 mil toneladas e outra para 700 mil toneladas. A KLABIN prevê fechar o ano com receita de US$ 1,7 bilhão, o que significa um aumento de 20% sobre o resultado esperado para este ano, da ordem de US$ 1,4 bilhão.

Valor Econômico

Plástico & Borracha

LEGO FOCA EXPANSÃO NO NORDESTE

Depois de sofrer os efeitos de uma reestruturação mundial em 2004 e de uma mudança na estratégia de distribuição local que significou a ausência do mercado brasileiro por um ano e meio, a LEGO desenha seu crescimento de olho no Nordeste. As vendas na região, que representavam 5% a 7% da receita no país em 2006, hoje respondem por 8% a 10%. "Ainda é uma fatia pequena, mas importante. Significa que estamos atingindo novos pontos-de-venda, novos clientes", diz Robério Esteves, Diretor de Operações da M.CASSAB, que representa a marca dinamarquesa no Brasil. Até por ser novo em relação a praças consolidadas como o Sul e o Sudeste, o Nordeste é um mercado que cresce aceleradamente. As vendas da LEGO na região devem fechar o ano com expansão de 25% sobre 2006, enquanto no país todo, o aumento deve ser de 15%. O foco principal para aumentar a penetração em novos mercados tem sido o apoio ao varejo, com orientação e treinamento sobre montagem do mix e apresentação da linha. Como resultado, a marca ampliou em 10% o número de pontos-de-venda em que está presente no Brasil, para 1.200 lojas este ano. A meta é elevar em mais 10% esse total em 2008. No mundo, a LEGO passa por um período de expansão. A expectativa do grupo dinamarquês é de elevar em 10% a receita obtida no ano passado, de 7,823 bilhões de coroas (US$ 1,538 bilhão). Em 2006, o avanço foi de 11% sobre o ano anterior e o lucro saltou de US$ 99 milhões para US$ 281 milhões.

Valor Econômico

Telecomunicações & Informática

HUAWEI FABRICARÁ NO BRASIL

A chinesa HUAWEI TECHNOLOGIES anunciou que instalará uma fábrica no Brasil com investimento inicial de R$ 10 milhões. Na semana passada, em cerimônia em Vitória, a direção da empresa anunciou a criação da unidade, que deve produzir equipamentos transmissores e de infra-estrutura para telecomunicações, no Terminal Industrial Multimodal da Serra. O objetivo primeiro é abastecer a HUAWEI DO BRASIL e, no futuro, o restante da América Latina. O faturamento anual estimado a partir do início da produção em meados de 2008 é de R$ 500 milhões. O Espírito Santo foi escolhido após uma série de avaliações. A fábrica permitirá a abertura de 40 empregos diretos e outros 60 indiretos. Atualmente, a HUAWEI possui 500 funcionários no Brasil, sendo que 75% deles foram contratados localmente, segundo dados da empresa. A HUAWEI ainda possui escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Em 2006, registrou vendas de US$ 310 milhões, um crescimento de 55% em relação ao ano anterior. Globalmente, a empresa faturou US$ 8,5 bilhões no último ano.

Gazeta Mercantil

VIVO VENDE A AMAZÔNIA CELULAR PARA A OI POR R$ 120 MILHÕES

A VIVO anunciou a venda da TELE NORTE CELULAR, controladora da operadora AMAZÔNIA CELULAR, para a OI (TELEMAR NORTE LESTE) por R$ 120 milhões. Segundo a VIVO, a venda da AMAZÔNIA CELULAR visa solucionar eventuais dificuldades regulatórias, que estariam atrasando a aprovação, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do negócio com a TELPART. A AMAZÔNIA CELULAR opera nos Estados do Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Maranhão. A marca TELEMIG não deve ser mantida pela VIVO porque a empresa considera que a sua marca possui presença nacional, e portanto seria mais relevante do que manter o nome da operadora mineira. De acordo com comunicado da OI, a aquisição da AMAZÔNIA CELULAR vai permitir à empresa ampliar a cobertura nos cinco Estados do Norte do País e agilizar o cumprimento das metas de cobertura de telefonia móvel, previstas nas novas licenças da terceira geração de telefonia celular (3G). A VIVO, que já opera na área da AMAZÔNIA CELULAR, é a maior operadora de telefonia móvel do País, com 31,663 milhões de assinantes, o que representa uma participação de 27,6%. Com 15,225 milhões de clientes, a OI tem 13,3% de participação.

O Estado de São Paulo

Transporte & Logística

NISSAN VAI FABRICAR CARRO DE PASSEIO NO BRASIL

A NISSAN prepara o primeiro carro de passeio da marca a ser produzido no Brasil a partir de 2009. Com o novo produto, a marca, que hoje tem menos de 1% das vendas de veículos no País, pretende conquistar fatia maior do mercado e se aproximar das outras duas companhias japonesas, TOYOTA e HONDA, que estão na casa dos 3% em participação cada uma. Não será um carro na faixa dos populares, avisa Thomas Besson, Presidente da NISSAN MERCOSUL. Mas um compacto nessa categoria está em estudos pela empresa. O primeiro carro de passeio nacional da NISSAN, a empresa já fabrica no País a picape Frontier e o utilitário esportivo Xterra, segundo analistas do setor automotivo, pode ser produzido na mesma plataforma do Logan, lançado em julho pela RENAULT. Além do automóvel de passageiro, a NISSAN prepara outro lançamento nacional para 2009, provavelmente um utilitário. A fábrica da NISSAN, em São José dos Pinhais (PR), uma parceria com a RENAULT, usa menos de 20% da capacidade instalada, de 50 mil veículos/ano. Produzirá este ano perto de 7 mil unidades da antiga Frontier e do Xterra. A NISSAN anuncia seu plano de entrar no segmento de automóveis num momento em que comemora seu melhor resultado em vendas no Brasil. A marca deve registrar crescimento de mais de 100% ante 2006, com 11,5 mil unidades, num mercado total que vai crescer 27%. Em 2009, as projeções são de vendas de 40 mil veículos.

O Estado de São Paulo

USIFAST CRESCE 25% E VAI AMPLIAR SUA FROTA

A USIFAST, empresa de logística do grupo USIMINAS, anunciou a realização da receita de R$250 milhões em 2007, que decorre basicamente do transporte de chapas de aço das usinas para clientes em todo o País e do desembaraço e entrega de mercadorias importadas em sua alfândega localizada em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. O faturamento representará um acréscimo de 25% sobre o ano anterior e a empresa estima um crescimento de mais 20% em 2008, que será apoiado por um programa de aquisições de 60 novos caminhões pesados. Segundo a Diretora Financeira da empresa, Janaína Duarte Resende, a USIFAST transportará quatro milhões de toneladas de aço até o final do ano. Mas isso é apenas uma parte das atividades de uma empresa que dispõe de 600 caminhões com capacidade para até 40 toneladas, utiliza outras 700 carretas de terceiros e tem como clientes as grandes corporações instaladas em Minas, como a FIAT, GERDAU, CENIBRA e VALLOUREC, entre outras. A empresa é a sexta maior do setor num ranking liderado pelas empresas ferroviárias da CIA. VALE DO RIO DOCE e que se dedicam quase exclusivamente ao transporte de minério de ferro.

Gazeta Mercantil

Varejo

CASA DAS CUECAS QUER DOBRAR DE TAMANHO COM FOCO NA CLASSE A/B

Se tem uma pessoa que pode contar como o homem brasileiro mudou nos últimos anos no quesito vaidade é David Kaleka, sócio da rede CASA DAS CUECAS / UW, que está prestes a completar 40 anos. Esse novo homem, prático, interessado em conforto mas também em design, é que fez a rede abandonar o tradicional logotipo do homem de cartola e bengala. Aliás, nem lenços a empresa vende mais. No lugar, linhas esportivas, acessórios, carteiras, mas principalmente, a preocupação com tecnologia e qualidade dos tecidos. Apostando nesse novo modelo de produto a CASA DAS CUECAS / UW quer crescer em franquias e colocar sua bandeira nas principais capitais do País. "Nossa meta é abrir 20 lojas em 2008", afirma Kaleka. Hoje, a rede possui 12 unidades próprias e mais oito franquias em Goiânia, Brasília, Campinas (SP), Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus. O foco da empresa é trabalhar na expansão dos produtos da marca própria U/W, lançada há dois anos, que marcou o início da revitalização nos negócios da rede. Com a U/W e a nova estratégia de marketing a empresa passou de um faturamento que saltou de R$ 16 milhões em 2006 para R$ 22 milhões em 2007. A rede já estuda criar um novo modelo de loja, para não deixar de fora os consumidores classe B/C. Mas isso são planos para 2009.

Gazeta Mercantil



 

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