Sexta-feira, 18/01/2008
Ano VIII – edição 306

Agrobusiness

MINERVA DEVE FECHAR COMPRA DO LORD MEAT

O MINERVA anunciou que firmou contrato de prestação de serviços com o frigorífico LORD MEAT, de capital russo, para abate e desossa de gado bovino, num primeiro passo para a aquisição da empresa. O frigorífico informa que "a possível aquisição da LORD MEAT ainda está sujeita a acordos entre o MINERVA e os proprietários daquele frigorífico, a LORD MEAT TRADING LTD., com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e MEATPAR PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS LTDA., com sede no Brasil". Os controladores do LORD MEAT, localizado na cidade de Goianésia (GO), são os mesmos da russa MIRATORG, que fez joint venture com a SADIA numa fábrica de processados de carne em Kaliningrado, na Rússia, que entrou em operação este mês. Com o LORD MEAT, a capacidade diária de abate do MINERVA terá um incremento de 300 a 400 cabeças. Hoje, a empresa abate por dia cerca de 5.000 bois. O plano do MINERVA é ampliar o abate para 750 animais por dia assim que a operação for concluída. A negociação com o LORD MEAT é mais um passo na estratégia do MINERVA de ampliar a produção e crescer. A empresa tem hoje cinco plantas no país e outras duas em construção. Quando as novas unidades estiverem operando com capacidade total, o abate diário poderá atingir cerca de 7.850 cabeças.

Valor Econômico

ITAMBÉ CRESCE 28% EM 2007 E ACELERA PLANO DE EXPANSÃO

Os resultados excepcionais do setor de leite em 2007 levaram a central de cooperativas mineira ITAMBÉ a antecipar em um ano investimentos para ampliar a produção. A cooperativa, que fechou o ano passado com um faturamento de R$ 1,75 bilhão, 28% superior ao de 2006, planeja aplicar R$ 100 milhões para expandir as fábricas de Uberlândia e Pará de Minas, que já operam com 100% da capacidade instalada. "Estamos antecipando o investimento em um ano para duplicar Uberlândia. Em 2005, achávamos que levaria três a quatro anos para as unidades operarem a plena carga", afirma Jacques Gontijo, Vice-Presidente da ITAMBÉ. Do total de R$ 100 milhões, uma fatia de R$ 40 milhões já estava prevista no orçamento da ITAMBÉ para 2008. Mas a empresa decidiu ampliar em R$ 60 milhões os aportes este ano com o objetivo de iniciar a duplicação em Uberlândia, onde a empresa produz leite em pó. Para finalizar a duplicação, outros R$ 60 milhões devem ser investidos em 2009. Hoje as unidades de produção da central captam 4 milhões de litros de leite por dia de suas 27 cooperativas associadas. Com a ampliação em Uberlândia, a captação crescerá 35%. A expectativa para 2008 é de que o mercado continue crescendo, mas num ritmo menor do que 2007. Para o faturamento da ITAMBÉ, a previsão é de uma alta de 20%.

Valor Econômico

FRANGOS RICA ARRUMA A CASA PARA CRESCER

Há 35 anos atuando exclusivamente no mercado do Rio de Janeiro, a FRANGOS RICA quer alçar vôos mais altos e começar a ganhar outros mercados como o do Norte e Nordeste, além de exportar. A empresa, que produz cerca de 7 mil toneladas de carne de frango por mês, aproveitou a necessidade de pensar num planejamento sucessório para investir também num plano estratégico e melhorar a estrutura de gestão da empresa. "Temos planos de dobrar a produção. Hoje são mais de 170 mil cabeças abatidas por dia, e das quase 400 toneladas produzidas por dia, pretendemos ir para mais de 600", planeja Alexandre Igayara, Presidente e também fundador da RICA. Pelas linhas traçadas no plano estratégico, a idéia é atingir essa meta num prazo que, num cenário otimista, poderia ser de cerca de cinco anos. Igayara explica que a empresa historicamente desenvolveu a estratégia de investir no mercado do Rio no qual, diz ele, a RICA tem hoje a liderança. Para atingir o crescimento desejado e os novos mercados, a empresa quer investir em novas plantas e ampliar as atuais. "A RICA tem tido uma taxa de crescimento histórica de 10% por ano. É claro que há anos que foram piores, como ocorreu em 2006, quando houve a questão da gripe aviária", conta. A investida no Nordeste e uma ampliação da fatia de mercado no Rio também estão nos planos. A RICA já levou parte da produção para MG e SP, estados nos quais mantém granjas de matrizes, incubatórios, granjas de recria e fábricas de ração. Com pouco mais de 3 mil funcionários, a RICA, que é uma sigla para REGINAVES INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE AVES, avalia usar o nome RICA ALIMENTOS como nova marca, já que atua em outros segmentos além de frango.

Valor Econômico

Alimentos

BAUDUCCO NEGOCIA COMPRA DE 49% DA HERSHEY'S NO BRASIL

Com problemas para distribuir seus produtos pelo vasto território brasileiro, a americana HERSHEY'S negocia uma associação com a BAUDUCCO. A fabricante brasileira deve adquirir uma participação minoritária na HERSHEY'S DO BRASIL e, com isso, assumir a totalidade das vitais áreas de marketing e distribuição. As conversas ocorrem há mais de seis meses e, embora bastante avançadas, ainda esbarram em uma última pendência. Falta definir qual será a duração mínima da associação. A BAUDUCCO quer dois anos e a americana, cinco. Do ponto de vista da multinacional, apenas um prazo mais longo justificaria toda a mobilização da parceria. O percentual de participação da BAUDUCCO na empresa será de 49%. A BAUDUCCO fatura cerca de R$ 820 milhões e é líder absoluta no mercado de panetones, com as marcas BAUDUCCO, VISCONTI e TOMY, marca de combate. Líder em chocolates nos EUA, a HERSHEY'S tem uma operação pequena no Brasil, com participação de apenas 3% no mercado nacional de chocolates. A KRAFT tem 34,1%; a NESTLÉ, 24,3%; e a GAROTO, 26,9%.

Valor Econômico

Bebidas & Fumo

FABRICANTE DA CACHAÇA 51 QUER A LIDERANÇA NA REGIÃO NORDESTE

Ricardo Gonçalves assumiu o comando da maior fabricante de aguardente do Brasil, a COMPANHIA MÜLLER DE BEBIDAS, que produz a CACHAÇA 51, em junho do ano passado e já projeta 2008 como "o ano da consolidação" da empresa e pretende crescer 4% este ano. Além disso, planeja colocar as principais marcas de volta na mídia, de onde estão afastadas há cerca de cinco anos, e retomar o primeiro lugar da CACHAÇA 51 nos estados do Nordeste, onde a fabricante Pitu lidera. Exceto a Bahia, o produto ocupa a segunda colocação no ranking da região. "A companhia está organizada, as pessoas estão motivadas. O ambiente era favorável quando eu assumi. A minha chegada foi uma espécie de catalisador", explicou o executivo. Segundo Gonçalves, sua primeira providência a frente da empresa foi estudar o portfólio e planejar crescimento agressivo para além da cachaça, carro-chefe da companhia. Em 2007, a produção da companhia se manteve, mas houve um pequeno aumento no faturamento, que alcançou cerca de R$ 500 milhões, disse. Hoje, a CACHAÇA 51 possui 30% do mercado. A meta de Gonçalves é conquistar um terço. E esse crescimento deverá vir do Nordeste, onde estão concentrados 22% das vendas da empresa.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

AVON SUBSTITUIRÁ CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO NO BRASIL

O Brasil será um dos poucos países beneficiados pela última etapa da reestruturação global iniciada em 2005 pela fabricante de cosméticos norte-americana AVON. A AVON anunciou que pretende abrir um novo centro de distribuição no Brasil até 2010. O novo centro de distribuição terá tecnologia mais sofisticada e 1,3 mil vagas. Terá capacidade para arcar com 70% do fluxo de produção da empresa. O Brasil é a segunda maior operação da AVON, fica atrás apenas dos Estados Unidos. A operação brasileira conta com um milhão de revendedoras, o maior contingente de todo o mundo e um faturamento líquido de mais de US$ 1 bilhão. A AVON tem usado as economias para aumentar seus anúncios e os incentivos concedidos a suas representantes de vendas. A empresa está crescendo fora dos EUA, especialmente nos emergentes.

Valor Econômico

P&G ESTUDA INVESTIR R$ 1 BI EM FÁBRICA NO RIO

A multinacional americana PROCTER & GAMBLE planeja investir em uma nova fábrica no Brasil. A empresa estuda investir cerca de R$ 1 bilhão no Rio de Janeiro para aumentar a produção de itens de higiene e beleza, que também poderão abastecer outras unidades globais da P&G. É grande a chance do novo empreendimento ser dedicado à área de cosméticos, que não é o forte da PROCTER no país, ao contrário da concorrente UNILEVER, dona de uma extensa linha de xampus, sabonetes e hidratantes. Recentemente, a P&G deu claros sinais de que pretende avançar nesse segmento, onde seu maior trunfo é a marca Wella, adquirida em 2003, e cuja produção ainda hoje é terceirizada. No ano passado, a empresa fechou um contrato milionário com a badalada modelo Gisele Bündchen para alavancar a marca Pantene, totalmente reformulada, mas que ainda responde por apenas 3% do pulverizado mercado de xampus. Um dos principais motivos para reforçar a aposta em cosméticos está no crescimento exponencial da empresa no Nordeste, onde vem ganhando espaço com versões econômicas de marcas consagradas, como Pampers. A P&G já possui duas fábricas no Brasil, ambas no Estado de São Paulo.

Valor Econômico

GALDERMA ENTRA NA DISPUTA PELO EXÉRCITO DE MULHERES SEM RUGAS

O contingente das mulheres que não vivem sem uma picadinha pelo menos duas vezes por ano é cada vez maior. Mas há também as que juram jamais se render ao efeito "botocado", expressão pejorativa que o resultado exagerado da toxina botulínica ganhou no Brasil. O fato é que o produto ainda continua em alta mesmo quase dez anos depois de ter sido aprovado para uso estético no Brasil. O segundo produto mais usado depois do líder Botox é o Dysport, que da BIOSSINTÉTICA, dona da licença desde 1997, foi para as mãos da GALDERMA, joint venture entre L'ORÉAL e NESTLÉ. A empresa, líder no mercado dermatológico, promete fazer um trabalho agressivo para ganhar mercado. A expectativa da GALDERMA é aumentar o seu faturamento, de R$ 100 milhões no ano passado, em 50% neste ano por conta do novo contrato de distribuição. Em três anos, pretende dobrar de tamanho auxiliada, em boa parte, pelo novo produto.

Valor Econômico

NATURA AJUSTA PLANO PARA O EXTERIOR

Maior empresa de cosméticos do país, com uma participação de mercado de 14%, a NATURA está apostando forte na internacionalização como estratégia de crescimento de longo prazo, uma caminhada dura, que exige fôlego. No meio do caminho terá de enfrentar a pressão do mercado acionário e dos analistas que, embora admitam os ganhos que devem advir do processo de buscar mercados além fronteira, ressaltam que a caminhada exige altos investimentos e que podem tirar o foco da empresa em seu principal mercado, o brasileiro. Na semana passada, por exemplo, o banco CREDIT SUISSE reduziu estimativas de preço-alvo para as ações da NATURA de R$ 30 para R$ 23, em parte devido a gastos com a internacionalização. Hoje, além de Brasil, a NATURA opera em outros oito países: Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela, México e França. A empresa havia anunciado que entraria em dois novos mercados gigantes em 2008: Rússia e Estados Unidos. Mas os planos mudaram. A Rússia foi para a geladeira, embora a empresa continue com enorme interesse no mercado russo e no Leste Europeu. Há também mudança de planos para a entrada nos EUA. O planejamento previa o início de operações em abril, em um único local, mas a NATURA decidiu ampliar a operação americana para mais cidades e regiões. Por conta disso, a empresa adiou a entrada nos EUA para o segundo semestre e decidiu fazer um reforço adicional de portfólio. Para a América Latina, 2008 deverá ser um ano de consolidação. Pela primeira vez, em 2007, as operações no bloco do Chile, Argentina e Peru fecharam no azul. Na Bolívia, as vendas cresceram 35% no ano passado e a expectativa é de expansão de 50% este ano.

Valor Econômico

Hotelaria, Restaurante & Turismo

SPOLETO FICA COM 100% DA DOMINO'S NO BRASIL

O GRUPO SPOLETO, rede de culinária italiana de capital nacional, acaba de assumir 100% da rede DOMINO'S, encerrando a parceria com a mexicana ALSEA e abrindo mais um capítulo na história turbulenta da marca americana de pizzas no mercado brasileiro. Depois de três anos e treze lojas fechadas, o SPOLETO assume integralmente a operação da DOMINO'S no Brasil, com a garantia de que o negócio, agora, vai deslanchar. Dona de 16 pontos-de-venda próprios e seis franquias, a rede faturou R$ 26 milhões em 2007, o equivalente a 11% do faturamento do SPOLETO, que cresceu 30%, com receita de R$ 236 milhões. "Vamos trabalhar a nossa expansão com cautela, limitada apenas a lojas próprias este ano, nos mercados do Rio e de São Paulo", diz Roberto Fiani, Diretor Geral da DOMINO'S BRASIL. Serão investidos R$ 4 milhões em oito unidades e mais R$ 1 milhão em uma fábrica de massas em São Paulo que vai abastecer o mercado da região, onde hoje existem apenas duas lojas. "A expansão em São Paulo, principal mercado do país no segmento de pizzas, está sendo estudada com cuidado, pois a concorrência é acirrada e o paladar é exigente", reconhece Fiani. No plano de expansão "pé no chão" da DOMINO'S, estão previstas 75 novas lojas até o final de 2011, sendo cerca de 40 próprias.

Valor Econômico

Máquinas & Equipamentos

SCHNEIDER QUER DOBRAR VOLUME DE EXPORTAÇÃO

Ao desembarcar no Brasil, pela segunda vez, o Presidente Mundial da SCHNEIDER ELECTRIC, Jean-Pascal Tricoire, trouxe na bagagem propostas para as quatro empresas do grupo instaladas por aqui. O executivo avaliou 2007 como um dos mais importantes para o setor elétrico mundial. "Os negócios no mundo voltados para o setor de energia e meio ambiente estão em desenvolvimento acelerado. O Brasil está fazendo a coisa certa com planejamento e investimentos em infra-estrutura", disse Tricoire. Em 2007, os investimentos do grupo francês no Brasil atingiram 8,5 milhões de euros. Parte desse valor foi empregado na aquisição da ATOS AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL. A SCHNEIDER ELECTRIC, fabricante de equipamentos destinados às áreas de infra-estrutura, energia e construção (residencial e comercial), transformou a unidade de Guararema (SP), onde são fabricados produtos de média e baixa tensão, em plataforma de exportação. Por conta dessa reestruturação, antes mesmo de fechados os números de 2007, a empresa já contabiliza, através dessa unidade, 29 milhões de euros em exportações e para 2008, a previsão é de 32 milhões de euros.

Gazeta Mercantil

WOLPAC MUDA ESTRATÉGIA E CRESCE 48%

A maior empresa do País em controles de acesso (catracas e toda tecnologia que pode acompanhá-las), a brasileira WOLPAC CONTROLES EFICIENTES, aproximou-se de seus clientes para prever suas demandas e também passou a focar produtos de maior valor agregado. O resultado foi um crescimento de 48% no faturamento em 2007, para R$ 20 milhões, e uma previsão de ao menos mais 25% de aumento este ano. "Deixamos de esperar que o cliente nos procure e agora vamos até eles com o produto que necessitam", disse o Diretor-Presidente da empresa, Luiz Fernando Wolf. A WOLPAC atua em duas frentes de controles de acesso, transporte e segurança. Nestes nichos possui hoje 65% e 35% de participação, respectivamente. Na área de transportes a empresa possui como clientes MARCOPOLO, CAIO, CIFERAL além de grupos como o CONSTANTINO (proprietário da companhia aérea GOL) hoje o maior do País em transportes coletivos. Em segurança dentro das empresas há clientes como DUPONT, ITAÚ, IBM e CYRELA. A empresa ganhou, em 2007, contratos para equipar a frota de ônibus em Porto Alegre (RS) e também em cidades de Minas Gerais. Além disso, a empresa refez todas as redes de controle da malha de trens no Rio de Janeiro. Apesar do crescimento da demanda pelas catracas mais baratas, caso de transportes coletivos, a WOLPAC está colocando seu foco em produtos de maior valor agregado.

Gazeta Mercantil

Material de Construção

NUPI BRASIL ENTRA NO MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

A NUPI BRASIL, uma associação entre a fabricante italiana de tubulação plástica em polietileno e polipropileno RANDON NUPI e a brasileira POLY EASY DO BRASIL, está entrando no mercado da construção civil e de óleo e gás. A empresa, criada há um ano, inicialmente como fornecedora de tubulações em polipropileno para postos de combustível, desenvolveu produtos que permitem usar o tubo plástico para passagem de água quente, opção até há algum tempo mais restrita às tubulações em cobre. A POLY EASY já fornece conexões no segmento de infra-estrutura principalmente para a área de saneamento básico. A associação foi concretizada no final de 2005 e iniciou operações nos primeiros meses de 2006. As duas empresas já mantinham relacionamento há cerca de sete anos, por meio da GECO SYSTEM empresa do grupo italiano fabricante de conexões. Motivada por um contrato mundial com a CHEVRON, a companhia italiana se interessou em ter uma operação no Brasil de forma a atender a rede aqui e garantir o suporte necessário. A NUPI fez então o repasse de tecnologia. Dessa forma, a POLY EASY, que não atuava no segmento, adquiriu o know-how por meio da parceria e a operação foi estendida também para o segmento de tubos de água e gás. O faturamento da NUPI somou cerca de US$ 1,5 milhão em 2007 e da POLY EASY aproximadamente R$ 15 milhões, alta de 20% em relação a 2006. A expectativa é de alta de 30% no faturamento das empresas para 2008. O grupo italiano fatura cerca de € 100 milhões por ano.

Gazeta Mercantil

Serviços

SEB PLANEJA EXPANDIR REDE DE ESCOLAS PARA MAIS OITO CAPITAIS

O SEB - SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO S.A planeja adquirir escolas em mais oito capitais do País, afirma André Cefali, Diretor em Minas da empresa, conhecida pela marca Sistema COC de Ensino, de Ribeirão Preto (SP). Dois meses depois de abrir seu capital e captar R$ 412 milhões, o SEB comprou a SOCIEDADE BRASILEIRA DE PROGRAMAÇÃO EDUCACIONAL (SOBRAPE), mantenedora da FACULDADE METROPOLITANA de Belo Horizonte, com sete cursos e 2.700 alunos. O negócio foi fechado por R$ 10 milhões, à vista, o que equivale a R$ 3,7 mil por aluno. O reforço de capital obtido com a emissão de ações tem permitido o fortalecimento da instituição no mercado. A empresa já adquiriu dois colégios de nível médio em Salvador e outro em Vitória. O SEB atua em todos os segmentos do ensino, do fundamental à pós-graduação, está presente em sete capitais brasileiras e dispõe de duzentas escolas em todos os níveis, entre próprias e franqueadas, com o total de 220 mil alunos. Segundo Cefali, "há no mercado educacional as empresas consolidadas e as consolidadoras e nós estamos no segundo grupo". Com receita de R$ 139 milhões em 2007, ele projeta crescer 87% este ano, para R$ 260 milhões.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

BRASPRESS ACELERA EXPANSÃO

O ano de 2008 começou acelerado pelos lados do GRUPO H&P BRASPRESS, que atua em cargas expressas rodoviárias e aéreas e no transporte aéreo regional de passageiros. Com faturamento de R$ 390,2 milhões em 2007, continua forte o ritmo de investimentos em filiais e terminais, infra-estrutura indispensável para a meta de continuar a expansão de maneira sustentada e traçada pelo Presidente do conglomerado, Urubatan Helou que também tem como plano, dentro de dois anos, abrir o capital da empresa. A BRASPRESS terminou 2007 na condição de um conglomerado (grupo H&P BRASPRESS) com frota própria de 850 caminhões, quatro aviões, 3,6 mil empregados e 82 filiais em todos os cantos do País. "Todas filiais são operadas por nós e metade está em prédio próprio", diz o empresário, para acrescentar. "Programamos mais cinco filiais para 2008, além de dois grandes terminais, um no Rio, outro em Curitiba, totalmente automatizados". O grupo tem três empresas, a BRASPRESS, cargas rodoviárias expressas, a AEROPRESS, que faz agenciamento e pontas das cargas aéreas, e a AIR MINAS, de aviação regional de passageiros. A BRASPRESS é que mais fatura, a AEROPRESS é que deixa a maior margem e a AIR MINAS, novata, está começando a se estruturar. Nesse sentido, em 2008 passará de quatro para seis aviões, todos modelo Brasília, da EMBRAER.

Gazeta Mercantil

CARGA DA LOG-IN DEVE CRESCER 75%

A LOG-IN LOGÍSTICA INTERMODAL estima aumentar em 75% o volume de carga transportada por cabotagem já neste primeiro semestre. Com a operação de dois novos navios a movimentação da empresa passará de 4,5 mil TEUs para 7,87 mil TEUs. Cada embarcação tem capacidade nominal de 1.700 TEUs . A primeira embarcação, o Amazônia, fará a rota Buenos Aires a Fortaleza, passando pelo porto de Santos, o maior da América Latina. Já o segundo, batizado de Pantanal iniciará os transportes em abril deste ano. Os dois navios serão fretados pela LOG-IN LOGISTICS GMBH à LOG-IN. Além dos dois navios fretados, a LOG-IN já contratou o estaleiro EISA para a construção de cinco novas embarcações, com capacidade para 2,7 mil TEUs cada um.

Gazeta Mercantil

ARAÇATUBA VAI INVESTIR R$ 20 MILHÕES EM FROTA

Líder no transporte rodoviário de cargas nas regiões Centro-Oeste e Norte, o EXPRESSO ARAÇATUBA encerrou 2007 com crescimento de 17,5% em relação a 2006, atingindo um faturamento de R$ 250 milhões. O resultado superou as expectativas da empresa, que tinha como meta crescer 16% no ano. Em volume de cargas transportadas, o crescimento foi de 16%, atingindo um total de 260 mil toneladas. O Diretor-Geral da empresa, Oswaldo Dias de Castro Jr., elenca uma série de medidas para a EXPRESSO ARAÇATUBA ter alcançado o resultado. Afirmou que a companhia abriu captação de cargas no Nordeste, antes era redespacho. Também intensificou investimentos na operação internacional, ao ampliar transportes para a Argentina, além de abrir novas filiais nos centros de distribuição pelo Brasil. "Os bons resultados também são reflexo da política de investimentos e fidelização de clientes, implementada pelo EXPRESSO ARAÇATUBA durante o ano", explica Geraldo J. F. Corrêa, Diretor de Vendas do EXPRESSO ARAÇATUBA. De acordo com o Diretor, a idéia é continuar crescendo em 2008 em torno dos 20%, mantendo a política de investimentos e o alto nível de serviço oferecido pelo EXPRESSO ARAÇATUBA. "Para 2008, estamos prevendo alcançar R$ 300 milhões em faturamento e, para isso, investiremos R$28 milhões durante o ano", afirma.

Gazeta Mercantil

MAIOR REVENDA SCANIA DO BRASIL CENTRALIZA GESTÃO ADMINISTRATIVA

Até o final de janeiro, a COTRASA E EDIBA unem-se e passarão a ser denominadas BATTISTELLA VEÍCULOS PESADOS. Juntas, as concessionárias localizadas no Paraná e Santa Catarina representam 16% das vendas da marca SCANIA no Brasil e somam faturamento de R$ 470,49 milhões. A união ocorre em meio a um amplo processo de reestruturação onde está proposta a concentração das dez empresas que compõem o grupo paranaense BATTISTTELA em quatro áreas: florestal e madeira; veículos pesados (vendas de novos, seminovos e pós-venda); distribuição (responsável pelas operações nas áreas de transmissão de potência e energia auxiliar) e logística. O grupo paranaense BATTISTELLA resolveu acelerar a fusão de duas de suas empresas ligadas à comercialização de veículos pesados com a marca SCANIA. Transformando-se em um único setor e com um novo modelo de gestão, a venda de caminhões é o principal negócio do grupo, respondendo por 56% dos R$ 841 milhões totais de faturamento previstos para o fechamento do balanço de 2007. Já o setor florestal, contribui com 32%, e o segmento de energia auxiliar, com 11%. Com a união operacional, a matriz comercial do setor passa a ser a sede de São José dos Pinhais, considerada a maior revenda SCANIA do mundo e a mais moderna da América Latina.

Gazeta Mercantil

PEUGEOT TEM VENDAS 28% MAIORES

A PEUGEOT DO BRASIL encerrou 2007 com o melhor desempenho comercial no País, com a venda de 78,65 mil veículos novos, uma alta de 28,5% ante o resultado registrado em 2006, quando somaram 61,19 mil unidades. A empresa atribuiu o resultado positivo à oferta de produtos, à política de preços e à ampliação da rede de concessionárias. As linhas 206 e 307 foram os destaques. A 206 foi responsável por 71% do total comercializado, com 55,86 mil unidades, e a 307 por 25% das vendas, com 19,62 mil unidades.

Gazeta Mercantil

Varejo

LIVRARIAS CURITIBA: NA DISPUTA PELA PREFERÊNCIA NACIONAL

Em 1963, depois de uma experiência no varejo de livros, Valentim Pedri montou seu projeto de abrir uma livraria. Encontrou no centro de Curitiba um lugar que julgou ideal para implementar sua proposta de levar cultura e informação ao povo paranaense, através da criação da LIVRARIAS CURITIBA. O início foi tímido, com apenas quatro funcionários, na distribuição de livros didáticos, inicialmente para o Paraná e depois para Santa Catarina. Mas o negócio deu certo e hoje a pequena distribuidora transformou-se na maior rede de livrarias do Sul do País, com 15 unidades. Inclusive a recém-inaugurada no Shopping Aricanduva, em São Paulo, que marcou o início do processo de expansão da rede para fora da região Sul. Por ora, o foco é trabalhar para disputar a preferência nacional com outras grandes redes, principalmente com o modelo de megastores. De acordo com Pedri, a venda de livros representa 65% do faturamento da empresa, seguida de papelaria (20%) e música, imagem, informática e acessórios (15%). Em 2006 a rede vendeu mais de 2 milhões de livros, número que cresceu 10% no último ano. "Para 2008, esperamos expandir de todas as formas. Já crescemos com aquisições e achamos que também é uma boa estratégia, mas acreditamos que seja mais fácil crescer montando nossas próprias lojas", explica Pedri.

Gazeta Mercantil

PÃO DE AÇÚCAR VAI INVESTIR R$ 1 BILHÃO NESTE ANO

O GRUPO PÃO DE AÇÚCAR anunciou que vai investir R$ 1 bilhão este ano na abertura de lojas, infra-estrutura, tecnologia e logística. O grupo informou que pretende abrir 105 novas unidades este ano, sendo 80 da bandeira EXTRA FÁCIL, 14 lojas do ASSAI, um EXTRA e as demais no formato de supermercado, com PÃO DE AÇÚCAR (6 unidades), COMPREBEM/SENDAS (3 lojas) e EXTRA PERTO (1 loja). Com isso, o grupo deve encerrar o ano com 669 lojas. Segundo o PÃO DE AÇÚCAR, esses investimentos devem gerar 8 mil empregos diretos. O investimento do PÃO DE AÇÚCAR é igual ao anunciado pelo CARREFOUR e fica um pouco abaixo dos R$ 1,2 bilhão anunciados pelo WAL-MART. No caso do CARREFOUR, os recursos irão em grande parte para a abertura de 70 lojas, sendo 20 com as bandeiras CARREFOUR e ATACADÃO e 50 com a bandeira DIA. Já o WAL-MART pretende abrir este ano 36 lojas e um centro de distribuição. Juntamente com o anúncio dos investimentos, o GRUPO PÃO DE AÇÚCAR informou também que espera atingir vendas brutas superiores a R$ 20 bilhões este ano, com crescimento das vendas. No ano passado os investimentos do PÃO DE AÇÚCAR somaram R$ 1,2 bilhão. Foram inauguradas 28 unidades, entre supermercados e hipermercados, além das lojas de conveniência e "atacarejo" (mistura de atacado e varejo), com a aquisição de 60% da rede ASSAI e também a incorporação de cinco pontos-de-venda do ROSSI MONZA, depois convertidos para as marcas EXTRA PERTO e COMPREBEM.

Valor Econômico

 

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