Sexta-feira, 25/01/2008
Ano VIII – edição 307

Agrobusiness

BUNGE PROSPECTA O CENTRO-OESTE DE OLHO NO AÇÚCAR

A gigante BUNGE sonda a região do Centro-Oeste, sobretudo Mato Grosso do Sul, para ampliar seus negócios no setor sucroalcooleiro. Executivos do grupo estiveram na região de Dourados, pólo produtor de grãos do Estado e onde a BUNGE tem uma esmagadora de soja, que agora desponta como fronteira para a cana. Ontem, visitaram o Mato Grosso. A BUNGE informou que a visita foi meramente de rotina para que o CEO global da companhia, Alberto Weisser, pudesse conhecer as fronteiras novas para a cana. A gigante tem interesse em fazer parcerias com empresários daquela região ou mesmo adquirir 100% do controle de usinas recém-construídas. Esse foi o caso da usina Santa Juliana, instalada na cidade que leva o mesmo nome, no Triângulo Mineiro. A usina foi adquirida pela BUNGE no ano passado, marcando a estréia do grupo na produção de açúcar e álcool. O grupo ainda avalia o potencial do mercado de álcool. Em 2006, a multinacional criou no país uma trading para comercializar açúcar nos mercados interno e externo. A primeira e, por enquanto, única usina do grupo deve moer 1,6 milhão de toneladas de cana na safra 2008/09, mas nestes primeiros anos de operação vai industrializar etanol.

Valor Econômico

NATUROVOS AMPLIA PRODUÇÃO

A NATUROVOS vai investir R$ 22 milhões para ampliar a produção de sua unidade de Vacaria (RS). A planta, que hoje produz 4,5 milhões de ovos por mês, passará a ter capacidade para até 22 milhões de unidades mensais. Além do aviário automatizado, serão construídas uma central de processamentos de ovos e uma nova fábrica de rações. O projeto significará um acréscimo de 30% na produção total da NATUROVOS. De acordo com o Diretor Administrativo da companhia, João Carlos Müller, o investimento será feito em virtude da expectativa de crescimento das exportações do produto in natura e da demanda da indústria por ovos pasteurizados, novidade lançada ano passado pela NATUROVOS. Somente em 2007 a empresa embarcou 300 contêineres de ovos in natura para África e Oriente Médio. "Este ano também deveremos começar a exportar para a Europa", diz. O mercado externo responde por 30% das vendas. A previsão é que o complexo esteja concluído em cinco anos. Outro projeto, da construção de uma unidade de ovo em pó, deve entrar em operação ainda em 2008.

Gazeta Mercantil

Alimentos

YOKI INVESTE R$ 30 MILHÕES E ENTRA NO MERCADO DE BEBIDAS

A YOKI ALIMENTOS, mais conhecida nacionalmente pelos milhos de pipoca, faz sua estréia no mercado de bebidas à base de soja. Chega este mês às gôndolas a linha de bebidas Mais Vita, que recebeu investimentos de R$ 30 milhões em máquinas e equipamentos na fábrica de Pouso Alegre, Minas Gerais. A empresa entra no mercado com capacidade de produção de 6 milhões de litros por mês e meta de conquistar 8% de participação até o final do ano, o que colocaria a sua marca em segundo lugar, atrás apenas do Ades, da UNILEVER. De acordo com Gabriel J. Cherubini, Vice-Presidente da YOKI, a idéia de desenvolver a linha de bebidas surgiu há dois anos. "Nós já tínhamos produtos à base de soja e percebemos que esse mercado crescia muito", disse o executivo. Além de conquistar o segundo lugar ainda este ano, a YOKI espera que a nova linha represente 10% do faturamento em cinco anos. A empresa fechou 2007 com receita de R$ 660 milhões, alta de 13% em relação ao ano anterior. Para 2008, a expectativa é crescer 15%, segundo Cherubini, que não esconde o entusiasmo em relação ao novo mercado de atuação.

Gazeta Mercantil

Bebidas & Fumo

SALTON TEM PLANO DE EXPORTAR ESPUMANTES A PARTIR DESTE ANO

A VINÍCOLA SALTON se prepara para iniciar a exportação de espumantes neste ano. A empresa investiu R$ 1,5 milhão na aquisição de barris de fermentação que elevarão a capacidade em 300 mil litros, para 1 milhão de litros. A idéia, segundo Ângelo Salton Neto, Diretor-Presidente da vinícola, é exportar o que "sobrar" do mercado interno. A expectativa é que os embarques representem 7% do faturamento, que este ano deve ser 15% acima dos R$ 150 milhões de 2007, até 2010. "Até setembro ou outubro deste ano vamos começar a exportar", afirmou Salton. Segundo o empresário, a companhia já está negociando com clientes da Alemanha, República Tcheca, Inglaterra e dos Estados Unidos. Conforme Salton, a expectativa em relação à nova safra, que dura de 15 de janeiro a 15 de março, é a melhor possível. "Esperamos receber 20 milhões de quilos de uvas." A meta é produzir 15 milhões de litros, metade disso de espumantes e vinhos finos. A última safra produziu 13 milhões de litros.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

NOVARTIS BATE RECORDE DE VENDAS

O investimento nas fábricas brasileiras para ampliar as exportações, estimados em R$ 223 milhões entre 2005 e 2010, realizado pela farmacêutica suíça NOVARTIS já está dando resultados. Em 2007, as vendas externas da subsidiária subiram 72% em relação ao ano anterior e atingiram R$ 173,3 milhões. O Diretor Corporativo da NOVARTIS BIOCIÊNCIAS, Nelson Mussolini, ressaltou que 2007 foi um ano muito positivo em todos os resultados da companhia, que bateu recordes de vendas líquidas e conquistou maior participação de mercado, que passou de 7,07% para 7,19%, mantendo a liderança no segmento ético, de medicamentos vendidos com prescrição, excluindo os genéricos. A subsidiária registrou no ano passado vendas líquidas de R$ 1,72 bilhão, uma evolução de 10% em relação a 2006. A divisão "pharma", de remédios de prescrição, cresceu 13%, para R$ 1,29 bilhão na mesma base de comparação, ou 75% do total líquido faturado. A SANDOZ, braço da NOVARTIS para medicamentos genéricos, cresceu 22% e respondeu por 12% das vendas no Brasil. Globalmente, a NOVARTIS registrou em 2007 um lucro líquido de US$12 bilhões, alta de 66%. O volume de negócios total subiu 8%, a US$ 39,8 bilhões.

Gazeta Mercantil

Financeiro

LUCRO DA REDECARD CRESCE 38,9%

A REDECARD, empresa responsável pela captura e aprovação de transações com cartão nos pontos-de-venda, fechou o ano de 2007 com um crescimento de 38,9% no lucro líquido recorrente, que exclui para cálculo as operações extraordinárias. Segundo balanço divulgado pela empresa, o lucro recorrente ficou em R$ 769,4 milhões no ano passado, superior aos R$ 553,9 milhões 2006. A empresa, que trabalha com as bandeiras MASTERCARD e DINERS CLUB INTERNACIONAL, levantou R$ 4,2 bilhões com seu ingresso na Bovespa no ano passado. Em 2007, a receita operacional líquida da REDECARD registrou um crescimento de 17,8%, para R$ 2,046 bilhões, contra R$ 1,738 bilhão no ano anterior. A REDECARD ultrapassou a marca dos R$ 100 bilhões em volume financeiro de transações com cartões de crédito e débito, atingindo um crescimento de 23,2% em relação ao ano anterior.

Valor Econômico

Material de Construção

VENDA DE CIMENTO CRESCE 10% E BATE RECORDE

A indústria brasileira de cimento bateu o recorde de produção e vendas em 2007, alcançando o patamar de 45,8 milhões de toneladas, dos quais 44,6 milhões foram vendidos no mercado interno, registrando um crescimento de 10,1% no ano. Para este ano, a entidade prevê expansão entre 10% a 11% com as vendas batendo na casa dos 50 milhões de toneladas/ano, por causa do "efeito PAC". O cenário desenhado pelo SNIC é de manutenção do aquecimento da construção civil por conta da oferta de crédito dos bancos, da capitalização das construtoras e incorporadoras e do esperado início de obras do PAC. Ao todo, 10 grandes grupos atuam no setor: VOTORANTIM, GRUPO JOÃO SANTOS, CIMPOR, HOLCIM, LAFARGE, CAMARGO CORRÊA, CIMENTO TUPI, CIPLAN, CIMENTO LIZ e CIMENTO ITAMBÉ.

Valor Econômico

MASISA VAI ÀS COMPRAS PARA CRESCER NO PAÍS

A MASISA, empresa chilena com fábrica em Ponta Grossa (PR), e a BRASCAN BRASIL, pertencente à BROOKFIELD ASSET MANAGEMENT, empresa de origem canadense, firmaram um contrato por meio do qual a MASISA adquiriu 45,68% da participação acionária na TAFIBRÁS PARTICIPAÇÕES, empresa da SONAE INDÚSTRIA. Indiretamente, através da TAFIBRÁS, a MASISA terá 37% da participação na TAFISA BRASIL. O valor da compra foi de US$ 70 milhões. Como as empresas estão anunciando que o próximo passo será a fusão das operações no setor, deve surgir nos próximos meses a maior empresa produtora de painéis de madeira do País, com uma capacidade nominal de produção de MDF e MDP de 1,69 milhão de metros cúbicos (m) anuais, superando a atual líder DURATEX, com seus 1,5 milhão de m por ano. Com a fusão, o novo empreendimento deverá gerar um faturamento próximo a US$ 400 milhões anuais.

Gazeta Mercantil

Papel & Celulose

LOGÍSTICA TRAZ GANHOS À CELULOSE IRANI

Após um ano da criação da diretoria de logística, a CELULOSE IRANI, fabricante de papel kraft, embalagens e resinas, colhe os bons resultados. No ano passado, a empresa concluiu a construção de dois armazéns, passo importante, segundo o Gerente de Logística da IRANI, Mário Macaggi, para a integração de todo o processo de distribuição dos produtos da empresa. Com os armazéns, a empresa aumentou a capacidade de estocagem em 64%, passando de 3,2 mil toneladas de papel para 5 mil toneladas. Em 2007, a IRANI produziu 176 mil toneladas de papel e 80 mil toneladas de embalagens nas unidades de Santa Catarina e São Paulo. A receita atingiu R$ 426 milhões.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

TINTAS CORAL APOSTA EM MODA PARA VENDER MAIS

A TINTAS CORAL, do grupo britânico ICI, está comemorando o resultado obtido no ano passado. Encerrou o período com uma receita líquida de US$ 320 milhões, o que representa uma alta de 12% em relação a 2006. A subsidiária no Brasil saltou da 10ª posição para o 5º lugar no ranking do grupo, perdendo apenas para Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França. Sob o comando de José Roberto Siqueira, há um ano na presidência da empresa, o plano deslanchado em 2007 foi aumentar a verba de marketing e investir em pesquisas para ouvir consumidores e varejistas. O Presidente da TINTAS CORAL comemora o resultado. "É um desempenho histórico para a empresa e foi motivado pelo aumento de 10% no volume e porque estamos desenvolvendo uma série de ações para que a tinta não seja vista só como um material de construção e sim um produto de consumo".

Valor Econômico

DOBRAM VENDAS DE PRODUTOS VETERINÁRIOS

Após sofrer retração nos anos de 2005 e 2006, onde o crescimento caiu para uma média de 4% ao ano devido a problemas causados principalmente pelos surtos de febre aftosa e pela falta de crédito em algumas regiões do Brasil, o mercado de saúde animal aguarda bons negócios para 2008. Em 2007, o faturamento foi R$ 2,4 bilhões. E pegando carona nesse bom momento pelo qual o setor está passando, a divisão de saúde animal da PFIZER DO BRASIL, anunciou que em 2007 a empresa passou a ocupar a liderança nesse segmento, sendo responsável por 10,4% de market share nacional, com um faturamento de R$ 253 milhões. O Brasil ocupa a terceira colocação em receita no ranking mundial do setor de saúde animal e representa 52% do total das vendas da PFIZER feitas à América Latina, sendo considerado um mercado estratégico para a empresa.

Gazeta Mercantil

Restaurante, Hotelaria & Turismo

OS PLANOS DA SUBWAY E DA PIZZA HUT

A mudança encabeçada pelo grupo SPOLETO nas lojas da DOMINO'S no país é mais um exemplo de que as franquias americanas de alimentação precisam do expertise brasileiro para emplacar. Também a KFC só voltou ao mercado brasileiro pelas mãos do BOB'S. Outras operações brasileiras de franquias americanas estão certas de que, agora, conquistaram seu espaço nas praças de alimentação brasileiras. A SUBWAY, por exemplo, que chegou a contar com mais de 50 lojas no Brasil nos anos 90, acabou deixando o país no início desta década com quatro pontos-de-venda, no Rio e em Salvador. Hoje, a rede soma 127 lojas franqueadas, com um faturamento estimado em torno de R$ 100 milhões em 2007. Mas os planos, porém, continuam ambiciosos. "Nossa meta é mais do que dobrar o tamanho da rede no Brasil, atingindo 265 lojas este ano", diz Anette Trompeter, Gerente de Desenvolvimento da SUBWAY no país. A executiva garante, porém, que o objetivo não está fora da realidade. "Até agora, temos metade da meta, o equivalente a 65 franquias, já vendidas, que estão construindo lojas ou negociando o ponto-de-venda", afirma. Já a PIZZA HUT continua patinando nas suas pouco mais de seis dezenas de lojas no país, marca que mantém, pelo menos, desde 2004. Segundo o responsável pela rede na América Latina, Juan Chusan, crescer em número de lojas não é tão importante. "Nosso foco está em realocar os pontos-de-venda, já que muitas lojas estavam mal posicionadas, e readequar os restaurantes para o conceito de 'casual dining' (onde o cliente é servido à mesa e a tabela de preços se mantém competitiva)", diz Chusan.

Valor Econômico

Serviços

UNIMED PAULISTANA

A cooperativa médica UNIMED PAULISTANA, registrou crescimento de 10,3% no ano, com faturamento de R$ 1,5 bilhão. Em 2006, a empresa obteve uma receita de R$ 1,36 bilhão. A alta foi "reflexo da estratégia de vendas adotada pela equipe de pequenas e médias empresas". Os esforços fizeram com o que número de clientes da empresa aumentasse 9,1% no ano, de 1,087 milhão para 1,187 milhão. Comparando dezembro de 2007 a dezembro de 2006 a alta foi ainda maior, de 11,4%.

Gazeta Mercantil

RODOBENS ELEVA META EM 44%

A RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS aumentou em 44% sua meta de lançamentos para o triênio 2008-2010, de R$2,4 bilhão para R$3,5 bilhão (VGV parte RODOBENS). A revisão decorre da crescente capacidade operacional da empresa dentro de um cenário macroeconômico interno favorável e com crescente oferta de crédito imobiliário. Para 2008, a meta de lançamentos foi revista para R$ 631 milhões, 20% acima da meta anterior. O destaque fica com um novo segmento de produto residencial econômico. As vendas contratadas pela RODOBENS no quarto trimestre de 2007 atingiram o recorde trimestral de R$ 129 milhões, sendo o segundo trimestre consecutivo de vendas acima da marca de R$ 100 milhões. O montante de vendas no período foi 29% maior que o terceiro trimestre de 2007 e 98% maior do que todo o ano 2006.

Valor Econômico

Siderurgia & Metalurgia

COMPRA DA J. MENDES MUDA RUMOS DA USIMINAS

A provável aquisição das minas do grupo J. MENDES pela USIMINAS, garantindo auto-suficiência em minério de ferro à siderúrgica mineira a partir de 2012, poderá ser um primeiro passo para mudar a estratégia conservadora da siderúrgica mineira. A expectativa do mercado, que recebeu bem o negócio, é que a empresa passe a uma ação mais agressiva no processo de consolidação da siderurgia mundial, ou corre o risco de perder este "bonde". Atualmente, a USIMINAS só tem uma participação de 14,5% na TERNIUM, siderúrgica latino-americana controlada pela TECHINT. Esta atuação limitada no mercado internacional é ressaltada por Marcelo Aguiar, analista de siderurgia da GOLDMAN SACHS. Mas, avalia a potencial compra da J. MENDES como um sinal positivo de mudança de rumos da siderúrgica mineira. Para Aguiar, o mercado de aço brasileiro, que tem hoje três grupos de aços planos (USIMINAS/COSIPA, ARCELORMITTAL e CSN) e três de aços longos comuns (GERDAU, ARCELORMITTAL e VOTORANTIM), deve sofrer fortes mudanças com a entrada em operação de usinas de grandes empresas globais, como a da THYSSENKRUPP, (CSA) no Rio, e a da BAOSTEEL, CSV, no Espírito Santo.

Valor Econômico

RIO TINTO BATE NOVO RECORDE DE PRODUÇÃO

A mineradora australiana RIO TINTO anunciou que a sua produção total de minério de ferro avançou 9% em 2007, em relação ao ano anterior, para 159,5 milhões de toneladas. No quarto trimestre do ano passado, a produção de minério de ferro da empresa atingiu um novo recorde e registrou um avanço de 11% em relação a 2006, para 38,96 milhões de toneladas. O bom desempenho foi atribuído às operações na região de Pilbara (Austrália).

Gazeta Mercantil

MMX ADQUIRE A MINERMINAS POR US$ 125 MILHÕES

A MMX MINERAÇÃO E METÁLICOS fechou acordo para aquisição da MINERADORA MINAS GERAIS LTDA. (MINERMINAS) por US$125 milhões. A compra será feita por meio da subsidiária AVX MINERAÇÃO e o valor pago será dividido em sete parcelas semestrais consecutivas. A conclusão da compra, desde que atendidas algumas condições, deve acontecer ainda no primeiro trimestre de 2008. A MINERMINAS opera uma mina de minério de ferro adjacente às operações da AVG MINERAÇÃO S.A., subsidiária indireta da MMX (por meio da AVX), possuindo ainda outros direitos minerários e arrendamentos na região de Serra Azul, Minas Gerais. A empresa produziu aproximadamente 700 mil toneladas de minério de ferro em 2007. Com base nas estimativas da MMX, a produção da MINERMINAS em 2008 poderá atingir 2,6 milhões de toneladas, sendo 550 mil toneladas de minério de ferro granulado, 1,9 milhão de toneladas de sinter feed e 150 mil toneladas de pellet feed. A MMX indicou que planeja investir, em 2008, US$ 8,1 milhões em benfeitorias nas operações da MINERMINAS.

Gazeta Mercantil

Telecomunicações & Informática

GVT AVANÇA E REALIZA LUCROS

O avanço progressivo às regiões da OI e da TELEFÔNICA, além da BRASIL TELECOM, somado à perspectiva da implantação da portabilidade numérica este ano indicam à GVT que 2008 poderá ser muito melhor que 2007, que já foi significativamente mais bem-sucedido que 2006. O lucro de R$ 59,2 milhões auferido de janeiro a dezembro do ano passado representou reversão do prejuízo de R$ 66,8 milhões em 2006 e resultou de receita 27,6% mais alta, de R$ 980 milhões. Os investimentos da operadora-espelho da região Centro-Oeste e Sul alcançaram R$ 566 milhões ao longo de 2007, sendo R$ 410 milhões na expansão da rede e R$ 156 milhões em aquisições. A atacadista GEODEX, comprada em dezembro, custou R$ 119 milhões e o restante foi aplicado em empresas menores de Voz sobre IP. Em breve, a GVT vai implantar um data center em São Paulo, que vai absorver investimento de R$ 8 milhões. Outros três centros serão construídos este ano, em outros estados, a fim de atender à demanda dos atuais clientes da operadora.

Gazeta Mercantil

COMPRA DA BEA POR US$ 8,5 BI REFORÇA PLATAFORMA DA ORACLE

A BEA SYSTEMS, fabricante de software para empresas, anunciou ter aceitado proposta de compra pela ORACLE, por US$ 8,5 bilhões, ou US$ 7,2 bilhões líquidos depois do desconto de US$ 1,3 bilhão do caixa da BEA. O valor é 14% superior à primeira proposta. A ORACLE começou em outubro a fazer investidas de compra hostil à empresa, que rejeitou propostas de até US$ 6,7 bilhões. Com a BEA, a ORACLE soma cerca de US$ 33 bilhões gastos desde janeiro de 2005 para a arrematar mais de 20 empresas, processo iniciado com a PEOPLESOFT. A ORACLE hoje é a terceira empresa em vendas de software de todas as categorias, contabilizando os voltados a empresas (sua arena de atuação) e para o consumidor final. Fica atrás apenas da MICROSOFT e da IBM.

Gazeta Mercantil

TI BATE RECORDE DE AQUISIÇÕES

O ano recém-terminado foi o maior em número de aquisições e fusões no setor de tecnologia da informação brasileira desde 2000, o auge da bolha de investimentos nas empresas pontocom. Foram registradas 55 transações em 2007 contra 57 em 2000. As empresas que abriram capital recentemente ou que planejam fazê-lo em curto prazo, foram as principais responsáveis por movimentar 2007. No ano anterior, começaram a entrar na Bolsa de Valores de São Paulo fabricantes como a POSITIVO INFORMÁTICA, e empresas de software, como TOTVS e DATASUL, o que causou grande impacto no ambiente de negócios. Há ainda grandes integradoras, com os maiores faturamentos do setor, acima de R$ 700 milhões, que se preparam para começar a vender suas ações. O que caracterizou 2007 para o segmento de TI foi o fato dos negócios envolvendo apenas empresas brasileiras terem superado os internacionais. Foram 28 transações domésticas, destacando-se as consolidações empreendidas em software de gestão pela TOTVS e DATASUL, e em serviços, pela TIVIT e BRAXIS, que comprou a CPM. Em 2006, ocorreram 16 domésticas. A expansão é mais considerável pelo fato de os negócios externos tradicionalmente serem os dominantes no segmento. Eles somaram 27, apenas um a menos que o total de negócios domésticos. Quanto a seus modelos, chama a atenção o fato de terem ocorrido sete aquisições de empresas brasileiras por internacionais e três casos na mão inversa, as outras 17 foram negócios internacionais, entre estrangeiras, que envolvia a compra de subsidiárias no Brasil, como a ORACLE comprando a HYPERION, e IBM, a COGNOS. Um exemplo de negócio direto com uma brasileira foi a compra da PROCWORK pela chilena SONDA por US$ 118 milhões, para formar um dos maiores grupos de prestação de serviços de TI da América Latina, que vai operar com o nome de SONDA PROCWORK no Brasil.

Gazeta Mercantil

VENDA DE PCS CRESCEU 13,4% EM 2007

As vendas mundiais de computadores pessoais (PCs) totalizaram 271,1 milhões de unidades em 2007, alta de 13,4% sobre o exercício anterior. A HEWLETT-PACKARD (HP) fechou o ano na liderança mundial em vendas, com uma fatia de 18,2% do mercado. A DELL, segunda colocada, ficou com 14,3%, seguida da ACER (8,9%), LENOVO (7,4%) e TOSHIBA (4%). Os dados incluem computadores de mesa, portáteis e servidores.

Valor Econômico

Têxtil & Couro

VULCABRÁS DEFINE PLANOS PARA AZALÉIA

No segundo trimestre a AZALÉIA vai inaugurar sete pavilhões industriais nas proximidades de Itapetinga, interior da Bahia, onde a empresa mantém um dos seus complexos de produção. O investimento, de R$ 30 milhões, é o primeiro a ser realizado pelo seu novo controlador, a VULCABRÁS. No fim de dezembro, a companhia, que já tinha 15% da AZALÉIA, concluiu a compra do restante das ações. Em pleno funcionamento, as novas instalações deverão elevar em 15% o volume de produção da companhia, que hoje é de cerca de 30 milhões de pares por ano. O incremento da produção está aliado ao plano de acelerar o ritmo de crescimento da AZALÉIA nos próximos anos. Milton Cardoso, Presidente da VULCABRÁS, não quis divulgar a meta para a nova controlada. "Nos últimos 10 anos, a controladora cresceu 30% por ano. O potencial é enorme, principalmente se o consumo de calçados no Brasil repetir o resultado de 2007, que cresceu 9% ao ano", afirmou o executivo. Juntas, as companhias dizem formar a maior fabricantes de calçados da América Latina, com faturamento de mais de US$ 1 bilhão por ano.

Valor Econômico

SAMELLO VOLTA A PRODUZIR E TEM PLANO DE RETOMAR AS EXPORTAÇÕES

A calçadista SAMELLO, de Franca, interior de São Paulo, prepara sua volta à fabricação de sapatos masculinos. Depois de entrar com pedido de recuperação judicial em 2006, que levou a empresa a paralisar totalmente a produção no ano passado, a companhia deve religar as máquinas no próximo mês, quando retomará a fabricação de 500 pares diariamente. A volta da SAMELLO à produção contou com investimentos de cerca de R$ 2 milhões, conseguidos por meio de vendas de propriedades rurais do GRUPO SAMELLO, que conta com rede de franquias da marca, fazendas e fábrica de borracha, segundo o seu Diretor Wilton Mello. O faturamento do Grupo foi de R$ 52 milhões em 2007, alta de 7% em relação ao ano anterior. De acordo com o Presidente da empresa, Miguel Mello, a meta é alcançar produção diária de 2 mil pares por dia até o final de 2008, ano em que a fabricante deve atingir faturamento de R$ 20 milhões.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

MRS REFORÇA FROTA E COMPRA 866 VAGÕES

A MRS LOGÍSTICA vai investir R$ 141 milhões na compra de 866 vagões. A concessionária que opera os trilhos nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, anunciou também que receberá mais 15 locomotivas zero quilômetro da fabricante G, um investimento de U$ 35 milhões. O Presidente da MRS, Julio Fontana Neto, disse que o aumento da frota é para preparar a empresa para o aumento de transporte estimado em 20% este ano. De acordo com estimativas da companhia, em 2008 a MRS deverá movimentar entre 150 milhões e 160 milhões de toneladas.

Gazeta Mercantil

TNT AMPLIA FROTA APÓS UM ANO DE AQUISIÇÃO DA MERCÚRIO

A EXPRESSO MERCÚRIO, adquirida há um ano pelo grupo holandês TNT EXPRESS, pretende comprar mais 100 caminhões este ano para atender o esperado crescimento da demanda pelo transporte rodoviário de cargas em função do bom momento da economia brasileira. "Em 2008 o mercado vai crescer acima de dois dígitos. Vai ser um ano melhor ou pelo menos igual a 2007", acredita o Presidente da TNT/MERCÚRIO, Roberto Rodrigues, estimando que o mercado de entregas expressas tenha crescido cerca de 15% em 2007. Em 2007 foram comprados 97 caminhões e 88 vans para coleta e entrega de mercadorias e, com a aquisição deste ano, a MERCÚRIO vai chegar a aproximadamente 1,5 mil veículos próprios, entre caminhões e vans. Ano passado a MERCÚRIO também construiu um terminal de cargas em Joinville (SC) e este ano pretende erguer novos no Rio de Janeiro, em Fortaleza e no Recife.

Valor Econômico

EMBRAER VENDE 12 JATOS À LOT POLISH

A empresa polonesa LOT POLISH AIRLINES comprou 12 jatos E175 da Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER). Ainda há opções de aquisição para outras duas aeronaves e direitos de compra para mais dez. O valor total da transação é de US$ 372 milhões, pelas condições econômicas de janeiro de 2007. No entanto, o contrato pode alcançar US$ 744 milhões, caso todas as opções e direitos de compra forem exercidos.

Gazeta Mercantil

Varejo

CALOR TAMBÉM ESQUENTA AS VENDAS NO VAREJO

As altas temperaturas no início de janeiro beneficiaram o varejo, que está vendendo mais condicionadores de ar, ventiladores e outros produtos sazonais neste verão. O SAM'S, clube de compras do grupo WAL-MART, registrou um crescimento de 687,8% nas vendas de condicionadores de ar na primeira quinzena de janeiro quando comparadas a igual período de 2007. A rede também investiu na linha de artigos de praia, como cadeiras e guarda-sóis, cujas vendas cresceram 310% no início deste ano. O SAM'S é uma rede de atacado, mas uma parte representativa de seu faturamento é obtida com a venda de produtos para o consumidor final, como eletroeletrônicos, cadeiras, piscinas e artigos para casa. A rede registrou nas duas primeiras semanas de janeiro uma maior procura por churrasqueiras e carvão, cujas vendas cresceram 12% e 16%, respectivamente.

Valor Econômico

 

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