Sexta-feira,15/02/2008
Ano VIII – edição 310

Agrobusiness

Tyson controlará 100% da Pena Branca

Depois de duas tentativas frustradas de entrar no Brasil, a gigante americana TYSON FOODS está próxima de fazer sua primeira aquisição no país. A multinacional deverá concluir nos próximos dias a compra do frigorífico de aves PENA BRANCA, controlado pelo grupo PREDILETO. O Presidente da PREDILETO, Antenor de Barros Leal, disse que a negociação deverá ser finalizada nos próximos dias. O valor do negócio deve ficar em torno de R$ 130 milhões. A TYSON FOODS será 100% controladora da PENA BRANCA. Com esta aquisição, a múlti fica com dois frigoríficos paulistas, instalados em Jaguariúna e em Amparo. A PENA BRANCA tem ainda duas granjas de matrizes em Paulínia e Tatuí, ambas também em São Paulo. Com forte participação no mercado paulista, a PENA BRANCA exporta frango, sobretudo, para países do Oriente Médio, além do Japão. Com faturamento em torno de US$ 25 bilhões, a TYSON FOODS tentou algumas vezes entrar no Brasil, mas não chegou a concluir os negócios. Com faturamento em torno de R$ 800 milhões em 2007, o grupo PREDILETO deverá concentrar seus negócios em trigo, que responde atualmente por 60% da receita da companhia.

Valor Econômico

Aumento de preços alavanca resultados globais da Bunge

Impulsionada por fortes crescimentos na demanda e nos preços internacionais de grãos e fertilizantes, a multinacional BUNGE, com sede em Nova York, encerrou 2007 com resultados recordes. Segundo balanço divulgad, as vendas líquidas globais da empresa alcançaram US$ 44,8 bilhões, 71% mais que em 2006, e seu lucro cresceu 49% na comparação, para US$ 778 milhões. De acordo com os números apresentados, houve incrementos significativos na maior parte dos resultados apurados em todas as áreas de atuação da empresa. E, segundo o CEO Alberto Weisser, a boa fase deve continuar em 2008. Na divisão que inclui as operações de compra e venda de grãos do conglomerado, a BUNGE realçou a performance dos negócios nas Américas do Sul e do Norte, com destaque para a estratégia de gerenciamento de riscos adotada particularmente no quarto trimestre, quando a volatilidade dos mercados se acentuou.

Valor Econômico

Unifrango investe no comércio exterior

A UNIFRANGO AGROINDUSTRIAL, um grupo de 19 abatedouros de frango do Paraná que opera em pool, com sede em Maringá, cresceu 35,7% em 2007 e agora se volta para o mercado exterior, especialmente para atender empresas asiáticas e do centro e leste europeus. "É o momento ideal para investir em exportações, que era o objetivo principal da criação do grupo UNIFRANGO", disse o Diretor Executivo da empresa, Pedro Henrique Oliveira. Em 2007 foram destinados R$ 211,12 milhões em intermediações comerciais, contra R$153,78 milhões em 2006, sendo 60% na compra de matéria-prima para nutrição das aves, embalagens e outros, 32% na venda de frango para o mercado interno e 8% na importação de outros tipos de matérias-primas.

Gazeta Mercantil

Alimentos

Sadia registra lucro 83% maior em 2007

A SADIA informou que encerrou 2007 com receita bruta de R$ 9,8 bilhões, com aumento de 24% sobre o ano anterior. As vendas externas representaram 46% da receita total e as internas, 54%. O lucro líquido totalizou R$ 689 milhões, alta de 83% sobre 2006. No ano passado, as vendas da empresa em volume totalizaram 2,1 milhões de toneladas, incremento de 13,4% em relação a 2006. O mercado interno registrou aumento de vendas de 7,5% e as exportações cresceram 19,1%. No quarto trimestre de 2007, o faturamento bruto do grupo foi de R$ 2,9 bilhões, alta de 23,9%. O lucro líquido cresceu 32,4% no período, totalizando R$ 295,1 milhões. Para 2008, a companhia prevê crescimento de 12% a 14% em suas vendas. O grupo pretende investir R$ 1,6 bilhão, o maior valor de sua história, em sua expansão, ante R$ 1,1 bilhão em 2007. A meta do grupo é dobrar a empresa de tamanho a cada cinco anos, o que significa um crescimento médio de 15%. O grupo deve continuar de olho em novas oportunidades, o que significa fazer aquisições e expandir suas unidades em operação.

Valor Econômico

Bebidas & Fumo

Cia. Iguaçu planeja investir em fábrica na Europa ou Rússia

Maior produtor e exportador de café solúvel do mundo, o Brasil recebe cada vez menos investimentos nesse segmento. A CIA. IGUAÇU DE CAFÉ SOLÚVEL, terceira maior exportadora de solúvel do país, é o exemplo mais recente dessa tendência. A empresa programa uma expansão para os próximos meses, mas o Brasil não está entre os favoritos para receber esses novos aportes. Controlada pelo grupo japonês MARUBENI e com faturamento anual de cerca de R$ 500 milhões, a CIA. IGUAÇU tem no Brasil uma única fábrica, em Cornélio Procópio (PR), com capacidade para produzir até 20 mil toneladas de café por ano. A outra unidade da empresa está na Espanha, tocada em sociedade com a SEDA SOLUBLES, uma companhia local. "A expansão de nossos negócios está em pauta, mas não temos planos para uma nova planta no Brasil", disse Rodolpho Seigo Takahashi, Vice-Presidente da companhia. Quando decidiu investir na Espanha, há quase quatro anos, a CIA. IGUAÇU argumentou que os custos eram muito altos no Brasil. A CIA. IGUAÇU ainda não definiu exatamente onde e quando deverá construir sua nova fábrica. Mas está inclinada a fortalecer sua presença na União Européia, que lidera o consumo global de café solúvel, ou partir para a Rússia, que também importa muito e tem recebido aportes de múltis como NESTLÉ e KRAFT. Para o Brasil, os planos são investir R$ 20 milhões em uma caldeira de biomassa, utilizando borra de café, em substituição à queima de combustíveis fósseis. A companhia tem a marca IGUAÇU como carro-chefe. Apesar de as tarifas impostas pela UE serem sempre acusadas de inibir investimentos no Brasil, as exportações brasileiras de café solúvel continuam firmes. Em 2007, as 75,7 mil toneladas embarcadas renderam US$ 480 milhões, 25,1% mais que em 2006.

Valor Econômico

QUARENTONA, YAKULT DO BRASIL CRESCE

Há 42 anos, Masahiko Sadakata deixou o Japão rumo ao Brasil para instalar a subsidiária local da multinacional YAKULT HONSHA. Dois anos depois, o leite fermentado, produto mais importante do portfólio da companhia, começava a ser fabricado no Brasil. Hoje, o País é o mais importante dos mercados internacionais para a empresa e cresceu 7% em 2007, representando cerca de 10% do faturamento global do grupo, que foi de US$ 2,314 bilhões no ano encerrado em março de 2007. Como Presidente da YAKULT no Brasil, Sadakata destacou os principais objetivos para os próximos anos: crescer nas regiões Norte e Nordeste, o que deve exigir novas fábricas para atender esses mercados e impulsionar as vendas da divisão de cosméticos, ainda incipientes no Brasil, único país do mundo fora do Japão em que a empresa atua nesse segmento. Segundo Sadakata, a meta da divisão de cosméticos é ampliar a produção própria e alcançar 10% do faturamento em três anos.

Gazeta Mercantil

Comunicação, Publicidade & Propaganda

NEOGAMA/BBH CONQUISTA NOVAS CONTAS E REESTRUTURA A CRIAÇÃO

Dizem que o ano começa depois do carnaval. Seguindo essa lógica, a NEOGAMA/BBH esperou passar a festa mais amada pelos brasileiros para anunciar duas novidades: a aquisição de quatro contas e a reestruturação da área de criação. Segundo o Presidente (e agora também Diretor-Geral de Criação e Planejamento) da agência, Alexandre Gama, as mudanças são para acompanhar o novo momento de crescimento da empresa, que conseguiu 19 contas nos últimos dois anos, quando iniciou um trabalho de prospecção ativa. As quatro novas contas são UNIVERSITÁRIA, PRIVATE E JURÍDICA, do BRADESCO e a incorporadora KLABIN SEGALL. A verba anual das aquisições atinge R$ 75 milhões. Em 2007 a NEOGAMA/BBH cresceu 81% e passou do 20º para o 13º lugar no ranking do Ibope Monitor. O faturamento atingiu R$ 752,5 milhões, em relação aos R$ 413,8 milhões em 2006. Para este ano a previsão é de passar os R$ 900 milhões, alta de 20% sobre 2007.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

Astra Zeneca fatura mais

A farmacêutica anglo-sueca ASTRAZENECA informou que suas vendas nas farmácias brasileiras cresceram 21,5% em 2007, em comparação ao ano anterior, para R$494,2 milhões, conforme dados do IMS Health, o que garantiu à empresa o 9º lugar no ranking farmacêutico do País. Se somadas as vendas para hospitais, o faturamento da subsidiária foi a R$ 980,2 milhões no ano. A empresa atribuiu o resultado, principalmente, ao desempenho do redutor de colesterol Crestor, cujas vendas subiram 50,9%, a R$ 82,8 milhões no ano passado. Mundialmente, as vendas do laboratório aumentaram 7%, totalizando US$ 29,5 bilhões. A previsão para o crescimento econômico em 2008 ficou estável em 4,50% e para 2009 foi mantido em 4,06%.

Gazeta Mercantil

Remédio e cosmético estão no radar da Hypermarcas

A estréia do empresário João Alves de Queiroz Filho na bolsa de valores, com expectativa de captar perto de R$ 1,5 bilhão, vai muito além da tentativa do empresário de cooptar investidores interessados em comprar ações da HYPERMARCAS. Por trás da abertura de capital da sua empresa, um movimento que deve acontecer ainda no primeiro trimestre, emerge uma estratégia quase megalômana do criador da ARISCO: a de construir um rentável império de marcas e soterrar, de vez, o lastro de uma companhia caipira. O desejo de ser a maior empresa nacional de bens consumo se pavimentará por meio de uma sucessão de novas aquisições, em cinco anos já foram 17 negócios, entre ativos e marcas. A prioridade como empresa de capital aberto é adquirir mais uma série de marcas de medicamentos sem prescrição e produtos de beleza. Os atuais alvos têm rentabilidade mais atraente do que sabão em pó, por exemplo, uma área em que HYPERMARCAS nunca conseguiu emplacar. Com uma certa discrição, Júnior já espichou os olhos para a NIASI, a fabricante de cosméticos de 75 anos que atua em segmentos em que a HYPERMARCAS não está, como tintura de cabelos e esmaltes. O empresário também sustenta um amor quase platônico pela FARMASA, que teve 50% de seu capital adquirido pela GP INVESTMENTS. No ano passado, o empresário comprou a DM FARMACÊUTICA. O setor de cosméticos, com margens sedutoras, ainda é incipiente nos negócios de Júnior. Entre todas as recentes aquisições, a única em que a empresa não tem uma participação integral é a ÉH COSMÉTICOS, na qual a empresária Cristiana Arcangeli detém 50%.

Valor Econômico

ACHÉ VAI EXPORTAR PARA OS EUA

O ACHÉ LABORATÓRIOS, uma das maiores farmacêuticas do País e com sede em Guarulhos (SP), fechou no início deste mês um contrato com a empresa norte-americana RFI INGREDIENTS, sediada em Blauvelt (NY), que irá licenciar e distribuir nos Estados Unidos, o maior mercado consumidor de medicamentos do mundo e Canadá o Acheflan, antiinflamatório fitoterápico. O produto é patenteado internacionalmente e foi desenvolvido pelo ACHÉ em parceria com quatro universidades (Federal de Santa Catarina, Unifesp, PUC-Campinas e Unicamp). Este será o primeiro medicamento do laboratório brasileiro exportado para aqueles mercados. O Diretor-Geral de Operações do ACHÉ, José Ricardo Mendes da Silva, disse que os embarques começam em meados deste ano. A expectativa é que as vendas de Acheflan alcancem 100 mil unidades no primeiro ano de comercialização e cerca de 500 mil no segundo (entre meados de 2009 até metade de 2010), quando devem gerar faturamento de US$ 4 milhões nos Estados Unidos e Canadá e receitas de US$ 2 milhões para o Aché.

Gazeta Mercantil

Financeiro

LUCRO DO ITAÚ ATINGE R$ 8,5 BI, COM RECEITA EXTRAORDINÁRIA

O lucro líquido consolidado do BANCO ITAÚ praticamente dobrou no ano passado, para R$ 8,5 bilhões. O resultado inclui ganhos extraordinários no valor de R$ 1,295 bilhão, decorrentes da venda de participações nas empresas REDECARD, SERASA, BOVESPA e BM&F. Excluídos esses eventos, o lucro líquido do banco foi de R$ R$ 7,179 bilhões em 2007, um crescimento de 15,9% em relação ao resultado recorrente de R$ 6,195 bilhões do ano anterior, o lucro publicado pelo ITAÚ em 2006 foi de R$ 4,3 bilhões. O resultado do ITAÚ, mesmo excluindo ganhos extraordinários, é recorde. Segundo o presidente do banco, Roberto Setubal, o avanço do crédito - apoiado pelo crescimento econômico do País - foi o principal componente do lucro.

Gazeta Mercantil

CARTEIRA DE CARROS CRESCE 15% E AJUDA LUCRO DA PORTO SEGURO

A PORTO SEGURO divulgou lucro líquido de R$ 419,9 milhões em 2007, alta de 11,9% em relação ao resultado obtido em 2006. A receita total do grupo chegou a R$ 5 bilhões, crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior. Desse valor, prêmios de seguros representaram R$ 4,2 bilhões, evolução de 13,2%. O grande destaque do balanço da PORTO SEGURO ficou por conta do crescimento das vendas do seguro de automóvel, a maior carteira da companhia, com R$ 2,7 bilhões, um aumento de 15,4%, e que representa 65,2% dos negócios da empresa. Enquanto o mercado registrou evolução de apenas 2%, as vendas na PORTO subiram 13,3%. A AZUL SEGUROS, considerada a seguradora "light" do conglomerado por ofertar produtos mais enxutos em termos de serviços e consequentemente mais baratos, vendeu 32,9% mais na comparação anual.

Gazeta Mercantil

BANCO DO NORDESTE LUCRA R$ 219,7 MILHÕES

O BNB (BANCO DO NORDESTE) registrou lucro líquido de R$ 219,7 milhões no ano passado, crescimento de 8,4% maior que o resultado de 2006. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido da instituição foi de 14,14%. A carteira de crédito administrada pelo BNB atingiu R$ 23 bilhões no final de 2007, o correspondente a 73,4% dos ativos administrados totais do banco e a um crescimento de 15,2% em comparação com o saldo da carteira ao final de 2006. O banco contratou, em 2007, R$ 7,5 bilhões em empréstimos e financiamentos, superando o volume recorde de 2006, que foi de R$ 7,3 bilhões.

Gazeta Mercantil

CARTEIRA DE CRÉDITO DO SCHAHIN TEM AUMENTO DE 30% EM 2007

O BANCO SCHAHIN encerrou 2007 com uma carteira de crédito total de R$ 1,5 bilhão. O volume representa crescimento aproximado de 30% em relação a 2006. Segundo o Diretor de Ativos da instituição, Carlos Eduardo Schahin, as operações do varejo, reunidas sob a marca CIFRA, já representam 80% do portfólio do banco. Em dezembro de 2005, a participação da pessoa física era de 54%. Esse aumento, segundo o banco, é resultado da estratégia adotada em 2003 de focar o negócio no cliente de varejo, por meio de correspondentes no País. As primeiras parcerias foram fechadas no interior de São Paulo. Hoje, o banco conta mais de 4 mil pontos-de-venda no Brasil todo. O grande destaque da carteira de varejo são as operações de financiamento a veículos, com expansão acima de 50%. "O crédito a veículos é o que mais cresce e deve continuar puxando o aumento da carteira total, estimado em pelo menos mais 30%", diz Schahin. A linha de financiamento de carros e motos representa cerca de 30% dos negócios de varejo.

Gazeta Mercantil

LUCRO DA GP CRESCE 612% EM 2007

A GP INVESTMENTS, gestora de fundos de private equity, fechou 2007 com lucro líquido de US$ 185,3 milhões, com crescimento de 612% em relação aos US$ 26 milhões registrado no mesmo período do ano passado. No quarto trimestre de 2007, o lucro líquido da gestora foi de US$ 82,7 milhões, comparado com US$ 611 mil registrado no mesmo período de 2006. No período, os ativos totais cresceram 36% em relação ao terceiro trimestre de 2007, atingindo US$ 1,5 bilhão. O patrimônio da GP INVESTMENTS alcançou US$ 570,6 milhões. A receita da gestora somou US$ 369,9 milhões em 2007, crescimento de 734% sobre US$ 44,3 milhões do ano de 2006.

Gazeta Mercantil

AON DIVULGA RECEITA DE US$ 7,5 BILHÕES

A AON CORPORATION obteve receita total U$ 7,5 bilhões em 2007, crescimento de 9% em comparação com mesmo período do ano anterior. O lucro líquido em 2007 foi de U$ 864 milhões, representando U$ 2,69 por ação, diante dos U$ 720 milhões (U$ 2,13 por ação) em 2006. As operações de consultoria e corretagem de seguros de ramos elementares cresceram 8%, para U$ 6,1 bilhões, sendo o crescimento orgânico responsável por 3%. A divisão de consultoria e corretagem de benefícios atingiu crescimento na receita de 5%, para U$ 1,4 bilhões com decréscimo no crescimento orgânico de 1%. Segundo informou o CEO Mundial, Greg Case, os resultados de 2007 estão em linha com as metas estabelecidas no plano de melhorias de três anos, implantando em 2005, desde a sua chegada. No Brasil, as operações da AON RISK SERVICES (consultoria e corretagem de seguros de ramos elementares) e AON CONSULTING (consultoria e corretagem de benefícios) a receita bruta atingiu crescimento de 11% comparado ao ano anterior, para R$ 124 milhões. Para este ano de 2008, a meta é crescer 20%, atingindo receita bruta próxima a R$ 150 milhões.

Gazeta Mercantil

Máquinas & Equipamentos

AGCO eleva aposta em implementos

Estimulada pelo forte desempenho das vendas na América do Sul, que cresceram a uma taxa duas vezes superior à média global em 2007, a americana AGCO vai investir em 2008 na expansão da fabricante de implementos SFIL, adquirida em setembro na cidade gaúcha de Ibirubá. O valor do aporte não foi revelado, mas o Vice-Presidente Sênior da companhia para o continente, André Carioba, disse que a idéia é buscar um aumento de 40% a 45% no faturamento da controlada, que no ano passado teve receita de US$ 35 milhões operando praticamente a 100% da capacidade instalada de 2 mil implementos por ano. Segundo Carioba, as fábricas de tratores e colheitadeiras das marcas MASSEY FERGUSON e VALTRA em Canoas e Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, e Mogi das Cruzes, em São Paulo, devem ampliar os níveis operacionais em 2008 por intermédio de ganhos de produtividade e introdução de novos turnos de trabalho. Essas unidades exportam para a América do Sul e também para outras fábricas do grupo nos Estados Unidos, Europa e África e vêm trabalhando num patamar médio de cerca de 80% da capacidade, calculou o executivo. Em 2007 as vendas líquidas da AGCO no continente sul-americano alcançaram pouco mais de US$ 1 bilhão, ante US$ 648 milhões no ano anterior, uma alta superior a 50%. Em todo o mundo, o valor somou US$ 6,8 bilhões, 25,6% a mais do que os US$ 5,4 bilhões apurados em 2006. Para 2008, a AGCO prevê uma alta de mais 11% a 13% nas vendas globais e, conforme Carioba, desta vez os negócios no Brasil e na América do Sul devem ficar em linha com o desempenho mundial.

Valor Econômico

Material de Construção

Tigre compra concorrente peruana da Mexichem

Pouco menos de um mês após a MEXICHEM, dona da AMANCO, ter adquirido no Brasil a fabricante de tubos de PVC PLASTUBOS, a TIGRE contra-ataca na guerra pela liderança do setor na América Latina. Hoje a companhia anuncia a compra da PLASTICA SA, umas das três maiores fabricantes de tubos e conexões de PVC do Peru, país em que a mesma MEXICHEM também atua. Agora a companhia brasileira, que faturou US$ 1 bilhão no ano passado, está presente em quase todos os países da América do Sul e se prepara para entrar no território inimigo. "Para consolidarmos a liderança no continente precisamos estar presentes no México e estamos buscando uma empresa para compramos lá", afirma Evaldo Dreher, Vice-Presidente da TIGRE. O valor da negociação não foi revelado, mas fontes do setor estimam que a TIGRE deva ter pago entre US$ 30 e US$ 50 milhões. A PLASTICA tem uma capacidade de produção de cerca de 20 mil toneladas por ano e tem apenas uma fábrica, localizada em Lima. O maquinário que seria utilizado na instalação na operação será usado agora na expansão dessa mesma unidade, mas a TIGRE já pensa em construir uma nova fábrica. Com a aquisição da PLASTICA, a capacidade produtiva da TIGRE no Brasil e nos outros nove países em que atua sobe para 300 mil toneladas ao ano.

Valor Econômico

Votorantim Cimentos compra concreteira nos EUA

A VOTORANTIM CIMENTOS anunciou a compra da PRAIRIE, uma das dez maiores fabricantes de concreto e agregados (brita e areia) dos Estados Unidos. O valor da transação não foi revelado. Com a aquisição, o faturamento da companhia na América do Norte, de US$ 750 milhões em 2006, vai dobrar até o ano que vem, atingindo US$ 1,5 bilhão. “Um terço de nossos resultados será representado por essa operação”, diz o Presidente da VOTORANTIM CIMENTOS, Walter Schalka. A VOTORANTIM, uma das dez maiores fabricantes de cimento do mundo, faturou R$ 5,2 bilhões em 2006, os resultados do ano passado ainda não foram divulgados.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

Demanda interna firme eleva vendas e lucros da Fosfertil no ano passado

O forte aumento da demanda brasileira por fertilizantes e a disparada dos preços do insumo motivaram aumentos expressivos nos resultados da FOSFERTIL em 2007. Maior fabricante de matérias-primas para adubos do país, a empresa viu sua receita líquida aumentar 17,6% em relação a 2006, para R$ 2,4 bilhões, e seu lucro líquido subir 93,9% na mesma comparação, para R$ 444 milhões. Os resultados são preliminares e passíveis de pequenos ajustes, mas foram divulgados em consequência do balanço global da BUNGE. A BUNGE é a maior acionista da holding FERTIFOS, que detém o controle da FOSFERTIL. Em dezembro de 2006, foi feita uma proposta de incorporação da divisão de fertilizantes da BUNGE pela FOSFERTIL, mas o processo foi questionado na Justiça por YARA e MOSAIC, gigantes globais do segmento e também acionistas da FERTIFOS. Vital Jorge Lopes, Presidente interino da FOSFERTIL, diz, sobre a incorporação, que a FOSFERTIL "continuará tomando as medidas legais cabíveis com vistas a implementar a reorganização proposta". Diante dos resultados preliminares apresentados, a questão ganha relevância. E torna-se ainda mais sensível tendo em vista das perspectivas para o segmento no Brasil, que no ano passado comemorou vendas recordes. De acordo com números fechados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas das misturadoras (BUNGE, YARA e MOSAIC entre elas) a suas revendas espalhadas pelo Brasil somaram 24,6 milhões de toneladas em 2007, 17,3% mais que em 2006. Na comparação, a produção nacional, puxada pela FOSFERTIL, alcançou 9,8 milhões de toneladas, um crescimento de 11,9%. As importações subiram 44,8% e atingiram 17,5 milhões de toneladas. É esta dependência internacional que faz com que os preços domésticos dos fertilizantes acompanhem as oscilações externas.
Valor Econômico

Papel & Celulose

VITOPEL FOCA MERCADO EXTERNO

A VITOPEL, fabricante de filmes plásticos de BOPP, usado por exemplo no invólucro do maço de cigarro, tem um novo Presidente, o executivo José Ricardo Roriz Coelho. O executivo assume para colocar em prática a estratégia da empresa de ampliar ainda mais a presença no mercado externo. O BOPP é um plástico de alto valor agregado e que encontra grande mercado em economias emergentes. No País a empresa pensa em expandir sua liderança e avançar no resto da América Latina, região na qual já é líder. "O cenário econômico é extremamente favorável para nossos negócios. Teremos uma safra recorde, o mercado interno continua seguindo aquecido e nosso setor tem total capacidade de trabalhar para que o Brasil exporte mais produtos embalados", disse Roriz Coelho. A VITOPEL já possui, no País e no mundo, uma carteira de clientes que inclui empresas como NESTLÉ e UNILEVER, KRAFT FOOD, PEPSICO., COCA COLA, AMBEV, BUNGE, TETRA PAK, INTERNATIONAL PAPER, ACCOR e HAVANA. O Brasil detém 60% do consumo sul-americano de embalagens flexíveis. Nos últimos 4 anos, o crescimento médio do produto ficou em 10%.

Gazeta Mercantil

Serviços

BR MALLS VAI EXPANDIR ÁREA DA VILLA DASLU

A gestora de shoppings BRMALLS, braço do Grupo GP fez um acordo de sociedade com a empresária Eliane Tranchesi para assumir a gestão da Villa Daslu, espaço de 8,5 mil m anexo a boutique DASLU, em São Paulo. Tranchesi tem um contrato de exclusividade com o GRUPO WTORRE, proprietário do edifício, para 10 anos de operação, renováveis por mais 10 anos. O prédio e o terreno onde está localizado a DASLU, foi adquirido pela WTORRE no final de 2006 por R$ 385 milhões. A DASLU continuará a cargo de seus 7 mil m de lojas. O objetivo do negócio é que a boutique concentre-se apenas na gestão de seu próprio negócio, bem como, "em sua expansão em São Paulo e em outras importantes cidades do Brasil". A Daslu tem um contrato com a incorporadora JHSF para a abertura de quatro lojas em shoppings da empresa.

Gazeta Mercantil

Telecomunicações & Informática

BRT AMPLIA EM 42% LUCRO DO ANO E REDUZ O DO TRIMESTRE

A BRASIL TELECOM fechou o ano com crescimento de receita líquida, resultado operacional, lucro líquido e margem Ebitda. Objeto de negociação pela OI amplamente noticiada e que pode encontrar um desfecho no curto prazo, a operadora de telecomunicações do Centro-Oeste e Sul registrou resultados nem tão positivos no quarto trimestre, em relação ao mesmo período de 2006, com redução de rentabilidade. Ao divulgar os números, a tele informou que lançará a terceira geração celular em abril, embora não tenha divulgado até agora o fornecedor de sua rede. Para tal, a BRT investiu R$ 488 milhões no leilão de 3G em dezembro, em faixas de 15 Mhz, para o que teve de pagar 41% de ágio. Também planeja ofertar pacotes mistos de serviços mais agressivos para reter os clientes, evitando que migrem para a concorrência, bem como para atrair os usuários de suas rivais. A receita líquida da BRT cresceu 7,4% em doze meses, atingindo R$ 11 bilhões, e 4,9% no trimestre, para R$ 2,8 bilhões, o que correspondeu às metas, segundo o executivo.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

RENAULT SALTA PARA O 5º LUGAR NO MERCADO

Os novos produtos começam a dar resultados para a RENAULT, francesa que tem fábrica em São José dos Pinhais (PR) em parceria com a japonesa NISSAN. No último mês, a empresa comercializou 7.670 unidades, um crescimento de aproximadamente 56% em relação aos 4.922 veículos vendidos em janeiro de 2007. O resultado é 15 pontos percentuais acima do crescimento das vendas de todo o setor automotivo, que registrou elevação de 41%. Com este desempenho, a RENAULT acabou conquistando o 5º lugar no ranking nacional de emplacamentos. "O início de 2008 já demonstra que estamos no caminho certo, rumo aos objetivos traçados no plano RENAULT Contrato 2009", afirmou Jérôme Stoll, Presidente da RENAULT DO BRASIL. "Esperamos incrementar nossas vendas este ano e nos aproximar da meta final de dobrar, até 2009, os volumes de vendas em relação a 2006", comenta
Gazeta Mercantil

Varejo

COLOMBO QUER DIFERENCIAL EM RECURSOS HUMANOS

A rede de lojas COLOMBO, de Farroupilha (RS), vai investir R$ 5,6 milhões neste ano em treinamento para os cerca de seis mil colaboradores, montante duas vezes maior que 2007. As horas/aulas per capita também dobram: passam de 40 para 80. É um tremendo salto se comparado ao ano de 2006 quando o total foi de apenas 12 horas/aula por funcionário. O responsável por esta mudança é Rogério Souto, que em pouco mais de um ano de casa nova, promoveu uma reformulação total no número de cargos, reduziu de 200 para 80 e, de quebra, ainda passou a limpo diversos processos de gestão, dando uma uniformidade a determinados procedimentos para melhorar a performance. Hoje a COLOMBO está presente, além do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, ultrapassando 340 lojas e três centros de distribuição.

Gazeta Mercantil


 

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