Sexta-feira,22/02/2008
Ano VIII – edição 311

Agrobusiness

SADIA INVESTIRÁ R$ 600 MILHÕES NO NORTE DE SC

A região de Mafra, a 120 quilômetros de Curitiba (PR), tem sido sondada pela SADIA para a construção de uma nova unidade. A SADIA prevê investir R$ 600 milhões em uma nova unidade. O Presidente da empresa, Gilberto Tomazoni e o Diretor de Relações Institucionais, Felipe Luz, estiveram na cidade, aumentando os rumores que circulam no mercado de que a empresa deve mesmo optar por uma planta nesta região. A região do planalto norte é apontada como novo pólo de atração das agroindústrias justamente por ter mão-de-obra disponível, água em abundância e incentivos fiscais. Com a economia voltada para o cultivo do fumo e da madeira, a região do planalto norte começou a atrair os frigoríficos. A COOPERCENTRAL AURORA deverá construir uma unidade de aves no município de Canoinhas. A expectativa é de que a nova fábrica da SADIA abata cerca de 5 mil cabeças de suínos por dia.

Valor Econômico

AGROPALMA AMPLIA PRODUÇÃO NO PARÁ

Depois de investir R$ 70 milhões em 2007, a maior parte na construção de uma nova usina, a AGROPALMA vai aplicar mais R$ 12 milhões em 2008. O valor será aplicado na expansão da área plantada de palma. Atualmente com 33 mil hectares cultivados, a empresa vai plantar mais 4 mil. A estimativa é de nos próximos dois anos ampliar mais 7 mil hectares. O aumento sustentará a meta da empresa de sair da produção atual de 130 mil toneladas para 220 mil em 2011.

Gazeta Mercantil

COSAN ADQUIRE USINA DO J. PESSOA E PREVÊ EXPANSÃO

A COSAN, maior companhia sucroalcooleira do país, confirmou a compra da usina BENÁLCOOL, que pertencia ao grupo J. PESSOA. A aquisição foi avaliada em R$ 106,9 milhões. Segundo Pedro Mizutani, Vice-Presidente de Administração do grupo COSAN, a BENÁLCOOL está estrategicamente localizada na região de Araçatuba, onde o grupo já possui quatro unidades em operação. "Vamos aproveitar a sinergia entre as usinas da região", disse. Com esta aquisição, a COSAN passa a controlar 18 usinas. O grupo deverá continuar com o apetite aguçado para aquisições, afirmou Paulo Diniz, Vice-Presidente de Relações com os Investidores da COSAN.

Valor Econômico

IFC VOLTA A CONCENTRAR O FOCO EM 'BEEF JERKY'

A brasileira IFC-INTERNATIONAL FOOD COMPANY, maior produtora de "beef jerky" (snack de carne bovina defumada) do país, desistiu de verticalizar suas operações e voltou a concentrar as atenções em seu carro-chefe, que já é exportado para mais de 60 países. Daí o anúncio de que a empresa fechou acordo para arrendar sua unidade de abate e desossa de Nova Xavantina, em Mato Grosso, para o INDEPENDÊNCIA, um dos maiores frigoríficos de carne bovina do país. O acordo firmado também envolve o centro de distribuição e armazenamento refrigerado da IFC em Itupeva, no interior paulista. Os arrendamentos são válidos por cinco anos e poderão ser prorrogados por mais cinco. Em Itupeva a IFC continuará apenas com seu complexo de produção de "beef jerky" e instalações adjacentes.

Valor Econômico

Alimentos

FABRICANTE DE CHOCOLATE MIRA O NE

As indústrias de chocolates, que devem produzir 340 mil toneladas este ano, ante as 304 mil toneladas em 2007, estão se mobilizando para alavancar as vendas em um mercado em especial: o Nordeste. As vésperas da Páscoa, a principal data para o setor, a expectativa de crescimento para a região supera a média nacional. As vendas dessa época do ano, nas regiões Nordeste e Norte, somam apenas 7% do total, que deve atingir R$ 767 milhões este ano, alta de 12% em relação a 2007.
A NEUGEBAUER, do Rio Grande do Sul, é uma que está correndo atrás desse mercado. Segundo o Diretor André Metz, a empresa está entrando no mercado com quatro linhas de produtos este ano e se prepara para invadir os estados da região na Páscoa de 2009. "Vamos nos preparar este ano para conseguir aproveitar as vendas do próximo", concluiu. A NEUGENBAUER prevê vendas de R$ 5 milhões esta temporada e 150 toneladas de ovos, índices 12% maiores em relação ao desempenho de 2007.
Segundo o Gerente de Marketing da MARS, Valdir Nascimento, o principal desafio da empresa no mercado nordestino é a distribuição, já que a fábrica da empresa fica em Guararema, São Paulo. "Mas nossas vendas na região crescem acima de 10%", informou Nascimento. Apesar de não produzir ovos de páscoa, a MARS pretende pegar carona na tradição de comer chocolates na época e vender até 25% mais em relação ao ano passado.
Edvaldo Ney Smanioti, Diretor da BEL PRODUTOS ALIMENTÍCIOS, afirmou que a região tem muita representatividade para a empresa, principalmente os produtos mais populares. A BEL pretende ampliar 20% as vendas de chocolates no período. "A época de páscoa representa um salto muito grande nas vendas", disse Smanioti.
A GAROTO, da NESTLÉ, é líder no mercado nordestino. Segundo Ronaldo Carneiro, Gerente de Marketing, a empresa tem "uma performance muito maior" naquela região em relação às outras. A GAROTO estima vender 30 milhões de ovos esta páscoa, 5% mais em relação ao ano passado.
A LACTA, da KRAFT FOODS que fechou a páscoa de 2007 com 36,9% de participação, declarou que produzirá 21 milhões de unidades de ovos este ano. A meta é superar o marketing share do ano passado.

Gazeta Mercantil

Bebidas & Fumo

AMBEV CONCLUI COMPRA DA ARGENTINA QUINSA
Depois de prorrogar por três vezes o prazo para os acionistas da Argentina QUILMES INDUSTRIAL (QUINSA) aderirem à oferta de compra de ações e aumentar o valor oferecido, a AMBEV finalmente conseguiu ficar com praticamente 100% da companhia. A AMBEV informou que "com a liquidação da oferta, a participação votante de AMBEV na QUINSA será de 99,56% e a participação econômica de 99,26%". Embora cerca de metade da geração de caixa da AMBEV seja proveniente das vendas de cerveja no mercado brasileiro, a expansão na América do Sul é considerada estratégica. Trata-se de um mercado em ascensão, com baixo consumo per capita e bom potencial de crescimento. A QUINSA é a maior cervejaria da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai e também detém participação no mercado chileno. Fabrica a cerveja QUILMES e, assim como a AMBEV, engarrafa os produtos da PEPSI na Argentina.

Valor Econômico

COCA-COLA VAI INVESTIR R$ 1,5 BI NO BRASIL EM 2008

Com um crescimento no volume de vendas de 16% em relação ao ano anterior, boa parte dele em função das aquisições da DEL VALLE, fabricante de sucos, e da MATTE LEÃO, de chás, o sistema COCA-COLA BRASIL fechou 2007 com vendas de 8,53 bilhões de litros de bebidas e um faturamento de R$ 12 bilhões, um crescimento de 20%. A empresa também anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão no País este ano. "É o melhor desempenho do Brasil nos últimos três anos", disse o Presidente da empresa no País, Brian Smith. Em 2006, a COCA-COLA BRASIL já havia crescido 9% em relação ao ano anterior. O resultado de 2007 ganha ainda maior destaque, na opinião de Smith, porque "acontece num momento em que a companhia cresce no geral". O volume de vendas global da COCA-COLA em 2007 subiu 6%. A companhia faturou no ano passado US$ 28,8 bilhões, 20% mais que no ano anterior.

O Estado de São Paulo

FEMSA CRESCE MAIS EM JANEIRO

A disputa pela terceira colocação do mercado cervejeiro foi acirrada em janeiro. A FEMSA foi a fabricante que mais cresceu no mês passado. A companhia encerrou janeiro de 2008 com uma participação de mercado de 8,3%. Em dezembro de 2007, a empresa tinha 7,7%. Já a PETRÓPOLIS, fabricante que mais cresceu no ano passado, manteve-se estável entre dezembro de 2007 e janeiro, em 8,5% de participação de mercado. Em janeiro de 2007, a PETRÓPOLIS tinha 7% de participação.

Valor Econômico

TECNOVIN INVESTE EM NOVA FÁBRICA DE SUCOS

A fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, que envolve oito municípios do sertão de Pernambuco e da Bahia, atraiu mais um investimento: a nova fábrica de sucos da TECNOVIN DO BRASIL. A empresa, com sede em Bento Gonçalves (RS), investirá R$ 25 milhões para produzir sucos concentrados na cidade pernambucana de Petrolina, a 740 quilômetros do Recife. A ampla oferta de uvas de mesa e viníferas, que não são aproveitadas para exportação ou para fabricação de vinho pelos produtores da região, irá garantir a matéria-prima inicial para o processamento de 50 milhões de quilos da fruta, que resultarão em 10 mil toneladas de suco concentrado por ano. A produção, que começa em 2010, será destinada tanto ao mercado externo quanto ao interno. Além de aproveitar a uva de descarte, a TECNOVIN em Petrolina irá adquirir a produção de pequenos produtores da região, daqui a quatro anos. Para o Diretor-Presidente da empresa, José Carlos Estefenon, a existência da matéria-prima foi decisiva na escolha do local.

Gazeta Mercantil

Eletrodomésticos

MABE TRARÁ MARCA PRÓPRIA PARA O MERCADO BRASILEIRO

Uma nova marca de refrigeradores, fogões e lavadoras chegará às lojas a partir do segundo semestre deste ano. O nome MABE pode ser desconhecido dos brasileiros, mas os brasileiros já são velhos conhecidos da MABE. O grupo mexicano fabrica e comercializa os produtos de linha branca da multinacional americana GE em toda a América Latina, no Brasil inclusive. A MABE é dona ainda da marca DAKO, fabricante nacional que foi comprada pela GE em 1996 e que ainda é líder em fogões no Brasil. Neste ano, a multinacional mexicana, a maior fabricante de linha branca latino-americana, decidiu que já era hora de trazer a sua própria marca de eletrodomésticos para o mercado brasileiro. "A marca MABE terá um posicionamento intermediário entre a GE e a DAKO", afirma Patrício Mendizabal, que responde pelas operações da multinacional no Mercosul. O grupo mexicano assumiu as operações da GE no mercado brasileiro em 2003. Desde então, investiu no país US$ 200 milhões. Em 2007, as vendas da MABE no Brasil cresceram 40% e já estão na casa de US$ 500 milhões ao ano.

Valor Econômico

Engenharia, Projetos & Construção

CONSTRUTORAS AVANÇAM EM CONDOMÍNIOS LOGÍSTICOS

Animadas com os investimentos rodoviários, promovidos pelo governo federal a concessionárias de grande porte, incorporadoras têm voltado a investir no segmento de condomínios empresariais e logísticos.
A WTORRE, que tem portfólio de imóveis no modelo build-to-suit (construídos sob encomenda para aluguel de longo prazo), acertou em janeiro um contrato com a DVR PARTICIPAÇÕES para a construção de três empreendimentos na região da Grande São Paulo. Os três projetos encomendados pela DVR PARTICIPAÇÕES fazem parte da estratégia de reposição de estoque da empresa, com investimento de R$ 85 milhões.
A BRACOR INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS também está reformulando sua área de condomínios empresariais e prevê lançar novos projetos ainda este ano. A empresa já é proprietária do TECHTOWN, um complexo empresarial em Hortolândia com área de 1 milhão de m2.
RACIONAL ENGENHARIA, que atua como construtora de condomínios industriais, resolveu também investir. "Criamos uma unidade de negócio para construir e alugar imóveis para empresas de todos os portes, que tenham necessidade de logística escalonada", conta Newton Simões, Diretor da RACIONAL.

Gazeta Mercantil

Financeiro

AGF VIRA ALLIANZ A PARTIR DE 1º- DE MARÇO

A ALLIANZ SEGUROS está oficialmente criada. Com investimentos de R$ 15 milhões até junho, a campanha criada pela OGILVY, parceira mundial do grupo alemão, será apresentada ao público a partir de 1 de março. "Há três anos estamos preparando todos os nossos funcionários, corretores, clientes e fornecedores, incluindo o nome ALLIANZ ao lado da marca AGF em nossos produtos e divulgações e por isso acreditamos que a mudança será bem recebida", diz Max Thiermann, Presidente da subsidiária brasileira da maior seguradora do mundo em faturamento, apresentando seu novo cartão de visitas. A mudança envolve todo o processo do grupo, desde o cartão até o processo de informática. Sem revelar números de 2007 em razão do balanço estar sendo auditado para publicação prevista até o final deste mês, Thiermann conta que a seguradora teve um bom ano. Em 2008, aumentar as vendas em 15% e reduzir os custos administrativos estão entre os grandes desafios da ALLIANZ no Brasil.

Gazeta Mercantil

SEGURO FATUROU R$ 6 BILHÕES NO ANO

A UNIBANCO AIG comemora os dez anos de parceria entre o quarto maior banco privado do Brasil com a maior seguradora do mundo em valor de mercado em grande estilo. Em 1997, a operação brasileira ocupava a 40ª posição no ranking da AIG, que atua em 130 países. Hoje a joint-venture representa o quarto maior mercado da seguradora americana, superado pelos Estados Unidos, Reino Unido e Ásia. Fechada a aliança estratégica, o grupo segurador passou a ter 15 companhias e 3,5 mil funcionários. O grupo saiu de um faturamento de R$ 800 milhões em 1997 para encerrar o ano passado com R$ 6 bilhões; saiu de 1% de market share para 8%.

Gazeta Mercantil

Máquinas & Equipamentos

VENDAS DA VOLVO CRESCEM 57% NO BRASIL EM 2007

A divisão de equipamentos para construção da VOLVO divulgou vendas 57% maiores no Brasil durante o ano passado, passando de 648 unidades em 2006 para 1017. O crescimento na América Latina também foi recorde, em alta de 74%, com 2,5 mil máquinas comercializadas. Para 2008, as previsões são otimistas. Um dos motivos é que a companhia registrou no continente o melhor mês de janeiro da história ao vender 200 máquinas. A estimativa da VOLVO para a América Latina é de faturar US$ 450 milhões no ano, o que significa um crescimento de 15% em relação ao obtido em 2007, US$ 388,5 milhões. No Brasil, a montadora faturou US$ 205,8 milhões, alta de 63% sobre 2006.

Valor Econômico

BELENUS INVESTE EM NOVA UNIDADE

O aquecimento da demanda na construção civil levou a BELENUS, uma da maiores fabricante de fixadores (parafusos e porcas) e distribuidora de ferramentas do País, a por em curso investimento de R$ 75 milhões para construir uma fábrica em tempo recorde, 8 meses. A nova unidade vai elevar a capacidade de produção de 1,5 mil para 4 mil toneladas anuais até outubro. O investimento total será de R$ 95 milhões, incluindo logística e parceria com a Caixa Econômica Federal para conceder crédito. A empresa faturou R$ 205 milhões em 2007 e espera alta próxima de 40% este ano, levando-se em conta demanda maior e novos produtos.

Gazeta Mercantil

EBCO PLANEJA NOVAS FÁBRICAS NO BRASIL

De olho nos mercados doméstico e da América Latina, a fabricante de equipamentos de inspeção de cargas e bagagens EBCO SYSTEMS pretende construir duas fábricas no Brasil. Os projetos, que juntos demandarão investimentos de US$ 100 milhões, foram apresentados pelo Presidente da companhia no País, Jacques Barthelemy, que ofereceu também ao governo o financiamento da compra de 37 máquinas para a Receita Federal, no valor de US$ 150 milhões. Segundo o executivo, o Brasil é hoje o segundo maior mercado do setor, e permanecerá neste posto nos próximos quatro anos, atrás apenas dos Estados Unidos. Até 2011, o segmento terá um faturamento de US$ 540 milhões. Hoje, a companhia distribui produtos importados de oito fábricas instaladas na França, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Cingapura e Rússia. A EBCO SYSTEMS do Brasil conta com 90% do mercado e aproximadamente 200 funcionários. Passará a ter 500 depois de três anos do início das obras, quando as fábricas passarem a funcionar de forma plena.

Gazeta Mercantil

ISCAR QUER LIDERAR O MERCADO BRASILEIRO

A multinacional israelense ISCAR, fabricante de ferramentas de corte do grupo BERKISHIRE HATHAWAY INC., prepara um agressivo plano de crescimento no Brasil. Jacob Harpaz, Presidente mundial da companhia, contou que não existem limites de investimentos na operação brasileira. "Vamos disponibilizar o quanto for necessário", disse o executivo. A operação local fechou 2007 com participação de 20% do mercado, que movimentou US$ 300 milhões, o que representa cerca de US$ 60 milhões de faturamento, alta de 20% em relação a 2006 e o mesmo percentual de crescimento previsto para este ano. O objetivo de Harpaz é levar sua empresa à liderança do mercado brasileiro até 2010, hoje pertencente a sueca SANDVIK, que detém uma participação de 23%. "Mas eu acredito que podemos alcançá-la antes", afirmou Eduardo Ribeiro, Presidente da subsidiária.

Gazeta Mercantil

Material de Construção

FABRICANTE DE CERÂMICA DRIBLA FALTA DE GÁS NATURAL E PREVÊ AUMENTOS

A LUME CERÂMICA, de Limeira, no interior de São Paulo, recebeu com surpresa o comunicado da COMPANHIA DE GÁS DE SÃO PAULO (COMGÁS) de que teria que reduzir 15 mil metros cúbicos de gás natural (GNV) do consumo mensal. Segundo Oziel Orlando Lucinda, Gerente Industrial, o volume representa a produção de 300 mil metros quadrados de piso ou 33% do que a fabricante, que faturou R$ 50 milhões em 2007, utiliza por mês. "Para economizar o que foi comunicado teríamos que desligar um dos fornos e conseqüentemente entregar mercado para a concorrência", disse. Não é isso que a cerâmica pretende fazer. O executivo informou que a LUME se adaptará para produzir com gás liqüefeito de petróleo (GLP), cerca de 40% mais caro que o natural. A LUME acabou de fechar um contrato de 90 dias com a LIQUIGÁS DISTRIBUIDORA para o fornecimento de GLP. A LUME produz 1,43 milhão de metros quadrados de pisos mensalmente, e opera a cerca de 95% da capacidade de produção.

Gazeta Mercantil

Papel & Celulose

EASTMAN VAI VENDER DIVISÃO

A fabricante norte-americana de embalagens MEADWESTVACO CORPORATION anunciou a compra de uma divisão de produtos químicos da também norte-americana EASTMAN CHEMICAL. O negócio, previsto para ser concluído ainda este mês, ampliará a oferta de produtos da divisão de químicos de performance da MEADWESTVACO. Com a operação, a companhia, que no Brasil controla a fabricante de embalagens RIGESA, poderá ampliar sua competitividade no mercado, uma vez que a linha adquirida da EASTMAN CHEMICAL produz itens usados na fabricação de papel, resinas e tintas. No ano passado, a MEADWESTVACO registrou crescimento de 6% nas vendas, para US$ 6,91 bilhões em comparação aos US$ 6,53 bilhões de 2006. Com operações em cerca de 30 países e presença em torno de 100 mercados, a companhia opera no Brasil, por meio da RIGESA, duas fábricas de papel, cinco unidades de embalagens de papelão ondulado e duas de embalagens de papelcartão. A empresa, presente no Brasil desde 1942, tem perto de 2,3 mil funcionários no País e suas unidades estão localizadas em Manaus, Paracajus (CE), Feira de Santana (BA), Valinhos (SP), Blumenau e Três Barras, ambas em Santa Catarina.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

YARA PRETENDE AUMENTAR OS INVESTIMENTOS NO PAÍS

A YARA BRASIL, que disputa com empresas como MOSAIC e HERINGER o segundo lugar no ranking das maiores empresas em vendas de adubos acabados no país, a liderança isolada neste mercado é da BUNGE, pretende investir US$ 40 milhões neste ano na expansão de sua capacidade operacional e em ações ligadas à segurança e meio ambiente. Conforme Lair Hanzen, Presidente da empresa, trata-se de um aumento expressivo. Nos últimos anos, afirma, os aportes nessas frentes somaram, em média, US$ 15 milhões por ano. Entre 2008 e 2010, a média anual deverá atingir US$ 30 milhões. Desde 2000, quando adquiriu o controle da ADUBOS TREVO, os investimentos do braço brasileiro do grupo norueguês beiram US$ 1 bilhão. O montante também inclui a compra do controle da FERTIBRÁS, acertada em 2006. Em princípio, a expansão planejada tem como foco reforçar a "nacionalização" da empresa.

Valor Econômico

MOSAIC ACELERA INVESTIMENTOS EM EXPANSÃO

Turbinada pela forte demanda e pela disparada dos preços dos fertilizantes no mundo nos últimos dois anos, a americana MOSAIC acelerou os investimentos na expansão de sua capacidade de produção, na América do Norte e em outros mercados-chave, como o Brasil. Em segundo lugar no ranking global do segmento, liderado pela norueguesa YARA, a MOSAIC foi criada em 2004, a partir da união das operações da divisão de fertilizantes da gigante CARGILL e da também americana IMC. A CARGILL ficou com 65,5% de participação na MOSAIC. Se os primeiros dois anos de vida da MOSAIC foram de ajustes e o exercício 2006 foi de prejuízo, 2007 foi de recuperação e 2008 tem tudo para ficar marcado por resultados recordes. O atual exercício termina em 31 de maio, mas os resultados dos primeiros seis meses comprovam a bonança. As vendas líquidas globais da múlti alcançaram US$ 4,199 bilhões no período, 49,4% mais que no primeiro semestre de 2007, e o lucro líquido atingiu US$ 699,5 milhões, um salto da ordem de 300% na comparação.

Valor Econômico

Serviços

ALIANSCE INVESTE NA REGIÃO SUL

O grupo catarinense ALMEIDA JÚNIOR SHOPPING CENTERS comunicou que vendeu sua participação acionária de 60% do Shopping Center Santa Úrsula , em Ribeirão Preto (SP), para o GRUPO ALIANSCE. A empresa vai concentrar seus negócios na região Sul, em especial em Santa Catarina, onde é líder no setor. Em 2007, adquiriu participações do Shopping Neumarkt, em Blumenau (SC), e inaugurou o Balneário Camboriú Shopping. Em 2008, o grupo projeta faturamento de R$ 1 bilhão e prepara a abertura de capital. Pretende alavancar de 30% a 40% o capital da empresa com investidores estrangeiros.

Gazeta Mercantil

HELBOR E CCDI DOBRAM VALOR GERAL DE VENDAS

A HELBOR EMPREENDIMENTOS e a CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO (CCDI) mais do que dobraram o valor geral de vendas (VGV) em 2007, registrando crescimentos de 129% e 178%, respectivamente. A HELBOR, uma das mais novas incorporadoras a abrir capital, encerrou 2007 com um crescimento de 68,6% na receita líquida, que passou de R$ 141,5 milhões, em 2006, para R$ 238,6 milhões. A CCDI, que divulgou seus resultados operacionais, elevou em 178% o VGV, superando a meta de R$ 1 bilhão estabelecida no lançamento de ações. Chegou ao final de 2007 com VGV lançado de R$ 1,26 bilhão.

Gazeta Mercantil

SAMCIL ARRUMA A CASA PARA ABRIR CAPITAL

O ano de 2008 começa em ritmo de maratona para o plano de saúde SAMCIL, especializado em produtos para classe baixa. Nem mesmo a crise no mercado financeiro foi capaz de demover a empresa da meta de fazer uma oferta pública de ações (IPO, em inglês) no segundo semestre. Para alcançar esta meta, a corrida ainda é longa. A companhia está fazendo uma reestruturação para simplificar sua estrutura societária e obter maior transparência organizacional e operacional. Hoje, o modelo administrativo almejado pela SAMCIL é semelhante ao da MEDIAL, que antes de abrir capital, uniu todas as suas empresas sob um mesmo guarda-chuva, MEDIAL SAÚDE, mas com unidades de negócios distintas: MEDIAL e AMESP (planos de saúde), E-NOVA (planos odontológicos), e duas unidades ainda sem denominação para serviços hospitalares e medicina diagnóstica. Nestes próximos meses, a SAMCIL ainda terá que fazer a sinergia de 20 empresas menores para dentro da estrutura da PRÓ-SAÚDE PLANOS DE SAÚDE, empresa criada em 2006 para abrigar os ativos da companhia.

Gazeta Mercantil

Siderurgia & Metalurgia

USIMINAS VAI EXPANDIR PRODUÇÃO E EXPORTAR MINÉRIO DE FERRO

Mal o negócio saiu do forno e a USIMINAS já desenhou um plano de investimento para elevar a produção de minério de ferro do grupo J. MENDES, comprado pela siderúrgica brasileira. Rinaldo Campos Soares, Presidente da USIMINAS, anunciou que a companhia deverá investir US$ 750 milhões para aumentar a capacidade das instalações dos atuais 6 milhões de toneladas por ano de minério de ferro para 29 milhões até 2013, a fim de atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda internacional, o que significa que a empresa irá exportar o excedente que suas usinas não consumirem e irá disputar um mercado cada vez mais valorizado. O plano de expansão está dividido em duas etapas. A primeira prevê aportes de US$ 150 milhões na melhoria das instalações atuais e na implantação de um acesso ferroviário, que deverá suprir com o insumo principalmente a COSIPA, usina do Sistema Usiminas localizada em Cubatão (SP). Esse estágio será colocado em pratica entre 2008 e 2010, quando a capacidade das instalações deverá atingir mais que o dobro em comparação a atual e chegará a 13 milhões de toneladas por ano. Entre 2011 e 2012, a USIMINAS deverá investir mais US$ 600 milhões na implantação de uma nova instalação, o que deverá elevar a produção para 29 milhões de toneladas de minério de ferro anuais a partir de 2013.

Gazeta Mercantil

GRUPO GERDAU VAI INVESTIR US$ 6,4 BILHÕES ATÉ 2010

A GERDAU, maior grupo siderúrgico brasileiro, anunciou o plano de investimentos para o triênio 2008-2010. A nova previsão da companhia é aplicar US$ 6,4 bilhões no período, no ano passado, quando anunciou o plano para o triênio 2007-2009, o aporte era de US$ 4 bilhões. A forte demanda por produtos siderúrgicos no mundo é a principal justificativa para a decisão. Segundo André Gerdau Johannpeter, sucessor de Jorge Gerdau na presidência da companhia, a rentabilidade na siderurgia mantém-se em níveis suficientemente atrativos para continuar a atrair capital. A maior parte dos recursos anunciados deverá ser alocada no Brasil, mercado onde o crescimento em 2007 foi de 15%. Segundo Johannpeter, a previsão é que US$ 4,4 bilhões sejam investidos no País e o restante, US$ 2 bilhões, no exterior, principalmente nas novas unidades adquiridas pelo grupo no ano passado.

O Estado de São Paulo

Telecomunicações & Informática

SENIOR PREPARA CHEGADA À BOLSA COM AQUISIÇÕES

No ano em que planeja abrir capital, a fabricante de software para o mercado financeiro SENIOR SOLUTION espera adquirir ainda em 2008 pelo menos duas empresas e traz ao Brasil os produtos da OPEN SOLUTIONS, uma das companhias que mais crescem no mercado de software americano. A estratégia é ganhar rapidamente mais tamanho, o que começou com a compra da NETAGE em 2004 e se seguiu às da PULSO, de segurança, em 2006, e da IMPACTOOLS, de software para seguros e previdência e da INTELLECTUAL CAPITAL, no último ano. Com isso, a empresa que faturava em 2004 R$ 5 milhões, chegou aos R$ 30 milhões ao fim de 2007 e projeta R$ 45 milhões para este ano, sem contabilizar as duas aquisições que podem fazê-la dobrar o resultado do ano passado, para R$ 60 milhões. Por enquanto, ela se concentra em anunciar ao mercado o fato de começar a negociar localmente os produtos da OPEN no País.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

GM PERDE NO MUNDO E GANHA AQUI

A divisão LAAM da GENERAL MOTORS (GM) que inclui o Brasil, obteve lucro de US$ 1,3 bilhão no ano passado, crescimento de 128% em relação ao resultado de 2006. O excelente desempenho, segundo o Presidente da montadora para a região, Jaime Ardila, foi proporcionado pelo crescimento forte do Mercosul, principalmente o Brasil, onde a empresa vendeu cerca de 500 mil unidades."O crescimento no Mercosul foi em torno de 22% e a divisão LAAM expandiu 20%. Isso puxado pelo Brasil e pela Argentina", disse Ardila. A divisão LAAM, além da América Latina, inclui também o Oriente Médio e a África. No quarto trimestre o lucro da divisão foi de US$ 424 milhões. Ardila prevê para este ano aumento de 10% nos negócios da montadora no Brasil. Para sustentar este crescimento, principalmente no Brasil, o executivo afirmou que a GM investirá R$ 1 bilhão aqui, R$ 500 milhões em novos produtos.

Gazeta Mercantil

FIAT LIDERA VENDAS DE CARROS E COMERCIAIS LEVES

A FIAT fechou janeiro na liderança de carros e comerciais leves. Vendeu 40.343 carros e 7.360 comerciais, ficando, respectivamente, com 23,8% e 20,6% destes nichos. Ano passado, em janeiro, a FIAT tinha a liderança dos carros (25,1%), mas não a dos comerciais leves, sua participação, de 22,6% foi inferior à da FORD, com 24,3%.

Gazeta Mercantil

Varejo

VENDAS DO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR SUPERAM EXPECTATIVAS EM JANEIRO

Em janeiro, as vendas do GRUPO PÃO DE AÇÚCAR superaram em mais de 30% as projeções feitas pelos analistas, o que sinaliza que o consumo manteve-se aquecido no início do ano e que o plano de recuperação da empresa começa a surtir efeito. Agora, os investidores esperam que a companhia divulgue um novo plano de metas para 2008. A varejista anunciou que suas vendas brutas no conceito mesmas lojas, indicador conhecido no setor pela sigla SSS ("same store sales"), cresceram 5,4% no primeiro mês de 2008 em relação a igual período do ano passado. As vendas líquidas aumentaram 5,8%.

Valor Econômico

 

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