Sexta-feira, 29/02/2008
Ano VIII – edição 312

Agrobusiness

LUCRO LÍQUIDO DA PERDIGÃO CRESCE 174% EM 2007

O aumento da participação dos produtos processados impulsionou o resultado da PERDIGÃO em 2007, quando a empresa atingiu lucro líquido de R$ 321,3 milhões. O montante foi 174% superior aos R$ 117,3 milhões de 2006. De um ano a outro, a receita bruta cresceu 27,6%, para R$ 7,8 bilhões, enquanto a líquida avançou 27,3%, a R$ 6,6 bilhões. "Em 2008, somos uma empresa totalmente diferente da que éramos em 2007", diz o Vice-Presidente de Finanças, Administração e Relações com Investidores da PERDIGÃO, Wang Wei Chang. "Crescemos de maneira muito forte em lácteos e em processados de carne". Entre outros negócios, a companhia fechou no ano passado a aquisição da PLUSFOOD por R$ 45 milhões e da ELEVA, do setor de lácteos.

Valor Econômico

MINERVA ADQUIRE O LORD MEAT, DE GOIÁS

O MINERVA, um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do país, com sede em Barretos (SP), confirmou a aquisição do frigorífico LORD MEAT, instalado em Goianésia (GO). O novo braço do grupo brasileiro tinha até agora capital russo. Pertencia à LORD MEAT TRADING, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, e à MEATPAR PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS, constituída no Brasil. Conforme Fernando Galletti de Queiroz, principal executivo (CEO) do MINERVA, a transação será paga com exportações, uma vez que a LORD MEAT TRADING é uma das maiores importadoras de carnes da Rússia. A aquisição não chegou a surpreender o mercado. Em janeiro, quando firmou contrato de prestação de serviços com o LORD MEAT, o MINERVA já havia anunciado a possibilidade de comprar o novo parceiro. A atual capacidade de abate da planta é de 600 a 700 cabeças por dia. Em seis meses, com a expansão das câmaras frias já instaladas, o volume deverá alcançar 750 cabeças, e até meados 2009 o projeto do MINERVA prevê um abate diário de 1,5 mil bois.

Valor Econômico

MARFRIG COMPRA, EM MATO GROSSO, A CARROLL'S DO BRASIL

O MARFRIG, um dos maiores produtores de carne bovina e subprodutos do mundo, anunciou a compra de 100% do controle da CARROLL'S FOOD DO BRASIL, do grupo carioca MPE, por R$ 42,26 milhões. A empresa também informou que arrendou o frigorífico de suínos ITARARÉ, na cidade homônima, em São Paulo. As duas operações, realizadas por meio da subsidiária MABELLA, vão permitir que o MARFRIG aumente os abates de suínos para 6,4 mil cabeças por dia, cerca de 50% mais que a capacidade anterior, de 4,2 mil animais por dia. Os novos investimentos complementam a estratégia do MARFRIG de ampliar sua presença no segmento de proteínas animais, disse o Diretor de Relações com Investidores da companhia, Ricardo Florence. Os negócios também permitem diversificar a presença geográfica do grupo no país, que passa a ter plantas para abate de suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso, sede da CARROLL1'S.

Valor Econômico

Alimentos

BAUDUCCO E M.DIAS BRANCO SÃO FORTES CONCORRENTES

O Brasil, certamente, está entre os países onde a NESTLÉ enfrenta o maior exército de empresas locais. Há desde fabricantes artesanais e concorrentes regionais até indústrias brasileiras de musculatura e alcance nacional, como a BAUDUCCO e a M.DIAS BRANCO. Os principais segmentos onde a multinacional atua, biscoitos, sorvetes e chocolates, são bastante pulverizados. Só no mercado de biscoitos, por exemplo, existem 400 fabricantes espalhados pelo país. Das 10 maiores fabricantes do Brasil em 2007, sete são nacionais. Além da BAUDUCCO e M. DIAS BRANCO, há nomes como MARILAN, PIRAQUÊ e MABEL. Depois da joint-venture com a americana HERSHEY´s, a BAUDUCCO passou a concorrer com a NESTLÉ também em chocolates e transformou-se numa das principais rivais nacionais da múlti suíça. Juntos, os faturamentos de BAUDUCCO e HERSHEY´s somam quase R$ 1 bilhão. A M. DIAS BRANCO, que abriu capital em 2006, tem porte semelhante. Naquele ano, teve uma receita líquida de R$1,3 bilhão. O principal mercado da companhia na área de biscoitos é justamente o Nordeste, onde a NESTLÉ mantém uma unidade de negócios independente há três anos.

Gazeta Mercantil

NETUNO PARTE PARA A VENDA DE ENLATADOS

A NETUNO, uma das maiores empresas de pescados do país, pretende entrar na briga pelos consumidores de atum e sardinha enlatados a partir deste ano. A indústria, com sede em Pernambuco, chega para concorrer em um segmento com já três grandes empresas: GOMES DA COSTA (GDC), FEMEPE e COQUEIRO, que pertence à PEPSICO. Ao colocar sua marca em um produto mais popular, a NETUNO, até agora focada em peixes congelados, ampliará seu mercado consumidor, atingindo as classes de renda mais baixas. Ambos os produtos serão importados de diferentes países da América do Sul e já chegarão ao país enlatados.

Valor Econômico

EM RITMO FRENÉTICO, A INTERIORANA MARILAN ENCOSTA NA NESTLÉ

Os 2,3 mil funcionários da MARILAN, fabricante de biscoitos de Marília, cidade do oeste paulista situada a 450 km da capital, têm apenas meia hora de almoço. Tanta rapidez contrasta com o aspecto interiorano do lugar. Embora a fábrica de biscoitos seja circundada de verde e tenha tanques de carpas, o ritmo é outro: próxima de atingir a capacidade total, a MARILAN trabalha com três turnos de oito horas diárias, durante seis dias por semana, para dar conta de produzir 1 milhão de pacotes de biscoitos que chegam às gôndolas todos os dias. Até o final do ano, o frenesi só aumenta: o objetivo é ultrapassar a NESTLÉ e se tornar a segunda colocada no ranking nacional de biscoitos, só perdendo para a gigante do Nordeste, a M. DIAS BRANCO. "Nós nunca estivemos tão próximos disso", diz o Diretor Presidente da MARILAN, Jailton de Abreu. Com faturamento de R$ 420 milhões em 2007, 15% acima do ano anterior, a MARILAN tem 7,4% do mercado de biscoitos.

O Estado de São Paulo

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

PHARMA INVESTE NA AMÉRICA LATINA

O grupo farmacêutico espanhol ASAC PHARMA, que atua no País há doze anos por meio de seu braço fabricante de vacinas INTERNATIONAL PHARMACEUTICAL IMMUNOLOGY (IPI) DO BRASIL, decidiu ampliar participação no mercado local, instalando no País uma filial de sua unidade de dermocosméticos (medicamentos cosméticos), a ATACHE SCIENTIFIC COSMETIC. Trata-se da segunda filial da empresa, a primeira está localizada nos Estados Unidos. "O Brasil é o terceiro maior mercado do mundo, a brasileira gosta de se cuidar e com o aumento da expectativa de vida e da renda, o País tem um grande potencial de crescimento", afirmou o Diretor Comercial da ATACHE, Marcelo Monges. De acordo com o executivo, a filial brasileira também será utilizada como base para a expansão da empresa na América Latina. A empresa, que está focada no segmento para uso profissional em clínicas estéticas e dermatologia, além dos spas, está investindo R$ 1,5 milhão na sua instalação no Brasil e espera obter receita de R$ 1 milhão já no primeiro ano de atuação, incrementando o faturamento do grupo no País, que atualmente é de cerca de R$ 5 milhões.

Gazeta Mercantil

Financeiro

UNIBANCO DOBRA LUCRO PARA R$ 3,4 BI

O UNIBANCO registrou crescimento de 97% no lucro líquido de 2007, para um total de R$ 3,448 bilhões. Assim como nos balanços de seus principais concorrentes, BRADESCO e ITAÚ, o resultado foi puxado por ganhos com eventos extraordinários, entre eles a venda de participações na SERASA, REDECARD, BOVESPA e BM&F. Descontada essa receita, no valor de R$ 848 milhões, o lucro do UNIBANCO somou R$ 2,6 bilhões, uma alta de 17,6%, percentual acima do registrado pelos concorrentes. O lucro recorrente do BRADESCO cresceu 13,3%, para R$ 7,21 bilhões, e do ITAÚ, 15,9%, para R$ 7,179 bilhões. Para este ano, o Presidente do UNIBANCO, Pedro Moreira Salles, aposta na expansão de sua rede de atendimento. O programa de expansão, que demandará investimentos na casa dos R$ 300 milhões, prevê 200 pontos de atendimento adicionais e 5 mil novas contratações principalmente na área de vendas, em 2007, o UNIBANCO abriu cerca de 30 pontos de atendimento, encerrando o ano com 952 agências e 293 postos de atendimento bancário.

Gazeta Mercantil

Máquinas & Equipamentos

ROMI DEVE DEFINIR INSTALAÇÃO DE NOVAS FÁBRICAS ATÉ ABRIL

A INDÚSTRIAS ROMI, uma das maiores fabricantes brasileiras de máquinas-ferramenta e injetoras de plástico, deverá definir até abril próximo onde instalará duas novas unidades fabris, uma destinada à fundição e outra à usinagem de peças fundidas, projeto orçado em R$ 230 milhões no total. Conforme Livaldo Aguiar dos Santos, Diretor-Presidente da ROMI, a empresa, sediada em Santa Bárbara d'Oeste (SP), está em fase de análise de propostas de incentivos recebidas de vários outros estados e também de outras cidades paulistas. O projeto é parte de um plano maior de crescimento da companhia tocado em várias frentes, como a ampliação da capacidade instalada com integração das unidades existentes e aquisições, que consumirá cerca de R$ 670 milhões no total. Com o projeto de ampliação em curso, a empresa já elevou a capacidade instalada de 2,9 mil máquinas em 2006 para 3,6 mil no ano passado. A previsão é de crescimento médio acima de 18% na produção de máquinas-ferramenta e injetoras em 2008 e a meta é que a unidades produzam 4,8 mil máquinas por ano, dependendo do mix de produtos, a partir de 2011. Santos estima que neste ano a receita líquida da ROMI cresça entre 14% e 18%, apostando na continuidade do crescimento econômico brasileiro e mesmo prevendo que o mercado continue sendo fortemente influenciado pelo dólar, o que acirra a competitividade no setor. Em 2007, a receita subiu 15,1% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 632 milhões. Já o lucro líquido aumentou 31,4%, para R$ 109 milhões.

Gazeta Mercantil

RANDON AUMENTA VENDAS E CARTEIRA DE PEDIDOS TRIPLICA

O aquecimento da economia em 2007, que garantiu o lucro líquido consolidado de R$ 173,4 milhões, 30% a mais do que em 2006, também permitiu ao grupo RANDON iniciar 2008 com o pé no acelerador. Como reflexo da demanda, a carteira de pedidos de implementos rodoviários (reboques e semi-reboques para veículos pesados) já alcança de quatro a seis meses de produção, ante a média histórica de 45 a 60 dias para esta época do ano, disse o Diretor Corporativo e de Relações com Investidores, Astor Schmitt. No ano passado, foram produzidas 20,3 mil unidades, aumento de 33,4%, ante os 29% do setor no país. Conforme o executivo, a RANDON também está se preparando para um aumento mais acentuado nos custos de produção em 2008, o que exigirá ajustes nos preços dos produtos finais. A receita líquida consolidada, que cresceu 25,2%, para R$ 2,53 bilhões, é estimada em R$ 2,8 bilhões em 2008.

Valor Econômico

VENDAS DA WEG NO PAÍS CRESCEM 37%

A WEG, de Jaraguá do Sul (SC), registrou receita operacional bruta de R$ 4,55 bilhões em 2007, 29% superior a obtida em 2006. O Diretor Administrativo e de Relações com Investidores, Alidor Lueders, afirma que o crescimento ficou "substancialmente acima da expectativa no início do ano, que era de expansão entre 15% a 20%". Segundo Lueders, as condições foram estruturalmente favoráveis nos mercados de atuação da WEG, principalmente o setor industrial no Brasil, de infra-estrutura de energia e as exportações. "A empresa, por sua vez busca desenvolver produtos de maior valor agregado e criar a infra-estrutura necessária para sustentar o crescimento", disse. A receita no mercado interno em 2007, de R$ 2,94 bilhões, foi 37% superior a de 2006 e o faturamento com exportações, de R$ 1,6 bilhões, foi 16% maior do que o registrado no ano anterior. O lucro líquido do exercício foi de R$ 574 milhões, 14,34% acima do registrado em 2006, que foi de R$ 502 milhões. Em 2008, a companhia estima atingir taxa de crescimento de receita bruta consolidada ao redor de 20% em relação a 2007. Para possibilitar esta expansão de vendas prevê investir R$ 520 milhões na ampliação e modernização de parques fabris em 2008.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

LANXESS PREVÊ AMPLIAR VENDAS PARA OS EUA EM ATÉ 20%

Prestes a finalizar o projeto de aumento de capacidade de sua planta de óxido de ferro em Porto Feliz (SP), a indústria química LANXESS já prepara uma nova rodada de investimentos na unidade. A expansão tem como principal objetivo atender ao aumento da demanda dos mercados brasileiro e norte-americano. O segundo, apesar da crise que sinaliza uma desaceleração da maior economia do mundo, deverá ampliar sua compras em 2008, destaca o Gerente de Vendas e Marketing da Unidade de Pigmentos Inorgânicos da LANXESS para a América Latina, Lothar Schwarz. 'Esperamos ampliar nossas vendas para os Estados Unidos em pelo menos 10% neste ano, mas acredito que possamos atingir uma marca até 20% superior em relação ao ano passado', destaca o executivo. Em 2007, as exportações de óxido de ferro para o mercado norte-americano apresentaram expansão acima de 50%, alcançando 10 mil toneladas. A LANXESS terminará no próximo mês a segunda etapa de seu plano de expansão no Brasil, que resultará na ampliação de capacidade produtiva de 31,5 mil toneladas para 36 mil toneladas de óxido de ferro por ano. A produção deste volume deverá ser atingida até o final de 2008, quando já estará em operação o novo projeto de expansão da companhia, que ampliará a capacidade da planta para 40 mil toneladas anuais.

O Estado de São Paulo

Siderurgia & Metalurgia

AL AJUDA NA EXPANSÃO DA ARCELORMITTAL

A ARCELORMITTAL, a maior siderúrgica mundial, anunciou que seu lucro no quarto trimestre do ano passado avançou 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior devido o aumento dos preços e à expansão de sua produção na América Latina. O lucro líquido subiu para US$ 2,44 bilhões, ou US$ 1,71 por ação, ante US$ 2,37 bilhões, ou US$ 1,71 por ação, do mesmo trimestre de 2006.

O Estado de São Paulo

GERDAU INVESTE US$ 6,4 BI E PRODUZIRÁ MAIS MINÉRIO DE FERRO

O GRUPO GERDAU investirá US$ 6,4 bilhões até 2010, parte disso em minério de ferro. Este ano o insumo receberá verba de US$ 120 milhões com o objetivo de elevar a capacidade de produção própria. Em 2008 essa capacidade atenderá a 30% do consumo da companhia, hoje em 9,4 milhões de toneladas/ano; em 2009 deverá passar a 40% e até 2010, a 80%. Boa parcela dos US$ 6,4 bilhões, US$ 4,4 bilhões devem ser realizados no Brasil, deverá ser gasta para melhorar a eficiência operacional das novas aquisições do grupo com a integração dos negócios. A capacidade de produção de aço da companhia será ampliada em 14% com os investimentos. Em 2007, puxado por uma alta de 15,5% na demanda interna e pelas aquisições, o faturamento da GERDAU cresceu 18,5%, para R$ 34,2 bilhões.

Gazeta Mercantil

Telecomunicações & Informática

DOMINION COMPRA CONTROLE DA HALÓGICA

Uma das três maiores empresas de tecnologia espanholas, a DOMINION comprou participação majoritária da mineira HALÓGICA para se instalar definitivamente no Brasil, com o interesse de estabelecer sua cultura própria de trabalho, baseada em qualidade de vida dos empregados e em resultados de longo prazo. Ela apenas atendia no País com algumas pessoas a TELEFÔNICA, de quem é fornecedora global de serviços de TI. A DOMINION faz parte do grupo INSTITUTO SECTORIAL DE PROMOCIÓN Y GESTIÓN DE EMPRESAS (INSSEC), de US$ 3 bilhões de receita, que ainda possui outras três empresas, como a CIE AUTOMOTIVE, de autopeças. A DOMINION, empresa de tecnologia do grupo, faturou em 2007 US$ 600 milhões. O objetivo é atingir US$ 100 milhões no Brasil em três anos para ajudar a chegar no plano de se tornar uma companhia de mais de US$ 1 bilhão de faturamento global em 2010. Hoje ela está em 40 países.

O Estado de São Paulo

POSITIVO NAVEGA NAS VENDAS RECORDE DE COMPUTADORES

A POSITIVO INFORMÁTICA, maior fabricante de computadores do país, teve lucro líquido de R$ 72,8 milhões no quarto trimestre, um aumento de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano os ganhos somaram R$ 254,2 milhões, 66% maior que no exercício anterior. As vendas chegaram a R$ 555,2 milhões no trimestre, 28,2% acima, fechando o ano com um recorde de R$ 1,7 bilhão, aumento de 52,3%. Mesmo com o aumento da concorrência e da presença de PCs nos lares dos brasileiros, o Presidente da empresa, Hélio Rotenberg, afirma que ainda há espaço para crescer. Ele prepara uma série de ações, que inclui conquista de prateleiras em mais varejistas, uso de canais alternativos de venda, aumento da verticalização da produção e internacionalização. Países do Mercosul estão entre as alternativas, mas há estudos também do mercado da Espanha e de Portugal. "Tudo para agregar volume", explica Rotenberg.

Valor Econômico

Transporte & Logística

ESTRUTURA DO INTERIOR PAULISTA ATRAI A NOVA FÁBRICA DA TOYOTA

As cidades de Santa Bárbara d'Oeste e Sorocaba, no interior de São Paulo, deverão abrigar a futura fábrica da TOYOTA, montadora japonesa que busca ampliar sua participação no Mercosul com o lançamento de um carro monovolume de entrada. A empresa já começou a consultar os fornecedores para a produção de componentes que irão equipar o novo automóvel, que deverá ser o compacto Yaris, carro com o perfil mais indicado para a maioria dos consumidores da América do Sul. Com algumas empresas de autopeças, a montadora tem realizado as reuniões inclusive na matriz no Japão. Como em toda operação que envolve grande investimento industrial, a TOYOTA não confirma. Mas fontes do mercado dão como certo que Sorocaba abrigará a montagem de automóveis e Santa Bárbara d'Oeste ficaria com a produção de motores. A TOYOTA tem sua principal fábrica, em Indaiatuba (SP). A montadora já anunciou que tem planos ambiciosos para o Brasil. Ela quer estar entre as quatro principais montadoras, posições hoje ocupadas por FIAT, VOLKSWAGEN, GM e FORD, nesta ordem. O crescimento no Brasil é importante para a TOYOTA dominar o mercado, ela quer 15% das vendas mundiais em 2012, já que o País está entre os oito mercados mais importantes.

Gazeta Mercantil

SANTA CATARINA DEVERÁ ABRIGAR FÁBRICA DE MOTOR

No ano em que a divisão powertrain da GENERAL MOTORS DO BRASIL completa 50 anos, a empresa vai construir uma nova fábrica de motores em Santa Catarina para resolver gargalos que a impedem de ampliar vendas no mercado interno. A fábrica de São José dos Campos (SP) foi responsável ao longo dos últimos 50 anos pela produção de 14 milhões de unidades de motores e 5 milhões de transmissões. Há cerca de dois anos, a GM terceirizou a fundição na fábrica de São José dos Campos. É essa é uma das razoes pela qual a empresa construirá uma fábrica de montagem de motores em Santa Catarina. De acordo com o Vice-Presidente da GM no Brasil, o montante do investimento ainda não foi definido.

Gazeta Mercantil

O GRUPO PSA TEM PRIMEIRO LUCRO NO PAÍS

O Grupo PSA PEUGEOT CITROËN fechou 2007 com lucro operacional de € 20 milhões no Mercosul. É o primeiro resultado positivo na região. "Depois de obter equilíbrio financeiro em 2006, o GRUPO PSA conseguiu o primeiro lucro no Brasil em 2007", disse Vincent Rambaud, Diretor Geral do grupo PSA PEUGEOT CITROËN no Brasil e Mercosul. Ao todo foram vendidos na região 216 mil carros, um crescimento de 30% sobre 2006, quando foram emplacados 166.500 modelos da marca francesa. O grupo francês, que está no Brasil desde 2001, quando iniciou a produção de automóveis em Porto Real (RJ), não deu folga para os empregados em dezembro para conseguir atender a demanda do mercado brasileiro. A capacidade de produção no Mercosul também aumentou, de 90% em 2006 para 105% no final de 2007, subindo de 220 mil para 320 mil carros por ano, com a implantação do terceiro turno nas duas unidades no ano passado. Ao todo o grupo PSA já investiu US$ 810 milhões no Brasil, US$ 750 milhões de 2001 a 2007 e US$ 60 milhões, que serão aplicados neste ano para preparar a fábrica brasileira para a produção de novos modelos. De 2008 a 2010, o grupo investirá um total de US$ 500 milhões nas suas fábricas no Mercosul.

Gazeta Mercantil

Varejo

GBARBOSA INVESTIRÁ R$ 180 MILHÕES EM LOJAS

Depois de ser adquirida em novembro pelo grupo chileno CENCOSUD, a rede varejista GBARBOSA anuncia seus planos de expansão. A empresa investirá R$ 180 milhões na abertura de dez novas lojas neste ano. Com isso, a expectativa da companhia é que o faturamento atinja R$ 2,5 bilhões em 2008, o que representaria um crescimento de 25% na comparação com o ano anterior. O GBARBOSA não detalhou onde serão as novas lojas, nem tampouco se abrirá unidades em Estados onde ainda não está presente. Apenas afirmou que três delas ficarão em Aracaju. Hoje, a empresa tem 42 supermercados em Sergipe, na Bahia e em Alagoas, além de sete lojas de eletrodomésticos.

Valor Econômico


 

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