Sexta-feira, 07/03/2008
Ano VIII – edição 313

Agrobusiness

SLC AGRÍCOLA VOLTA AO AZUL EM 2007

A SLC AGRÍCOLA, do grupo gaúcho SLC, encerrou 2007 com lucro líquido consolidado de R$ 31,6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 20 milhões apurado no ano anterior. A receita líquida subiu 27,2%, para R$ 268,7 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo aumento dos preços das commodities e da produtividade das principais culturas. A empresa produz algodão, soja, milho e café em nove fazendas nos Estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Maranhão. Na safra 2006/07 plantou 117,2 mil hectares, entre terras próprias e arrendadas, e nesta temporada 2007/08 a área cresceu para 168,1 mil hectares. No ano passado, a SLC vendeu 224,1 mil toneladas de soja, 21,7% mais que em 2006, e 79,7 mil toneladas de milho, com expansão de 8,8%.

Valor Econômico

CARGILL ACELERA O PASSO PARA DOBRAR DE TAMANHO

Em 2006, quando faturou globalmente US$ 75,2 bilhões e estabeleceu a meta de dobrar de tamanho até 2015, a americana CARGILL, maior empresa de agronegócios e alimentos do mundo, sabia que teria pela frente um período de bonança capaz de motivar seus funcionários a perseguir o objetivo. Foi em outubro de 2006 que os preços internacionais de commodities como milho, soja e trigo começaram a subir vertiginosamente, e no início de 2007 já se acreditava que tal valorização poderia representar, no longo prazo, uma consistente mudança de patamar. O movimento altista se consolidou no ano passado e não há sinais concretos de perda de fôlego. A conjunção resultou na valorização de commodities e produtos que guiam a trajetória da CARGILL desde que a gigante familiar foi criada, em 1865. E, como era de se esperar, refletiu-se no exercício 2007, quando as vendas aumentaram 17%, para US$ 88,3 bilhões, e o lucro líquido alcançou US$ 2,34 bilhões, 36% mais que em 2006. Para a duplicação de tamanho até 2015 o "board" do grupo, em Minneapolis, ampliou a aposta em "soluções" para indústrias de alimentos em boa parte dos 66 países onde a múlti está presente. Movimentos recentes no Brasil, onde está presente desde 1965 e hoje tem 30 fábricas, também são emblemáticos. Enquanto constrói no país sua sexta esmagadora de soja, o grupo começou a produzir chocolates e achocolatados em uma fábrica recentemente instalada em Porto Ferreira (SP) com matéria-prima enviada de seu complexo no pólo cacaueiro de Ilhéus, na Bahia. Poucas iniciativas traduzem tão bem a estratégia do grupo para crescer em alimentos e se firmar como líder em soluções para o setor. Depois de um difícil 2006 no Brasil, quando sua receita líquida caiu para R$ 12,1 bilhões, R$ 1 bilhão a menos que em 2005, os resultados de 2007 voltaram a alimentar expansões e especializações em busca de valor agregado e margens melhores.

Valor Econômico

Alimentos

MINEIRA VILMA AMPLIA PRODUÇÃO E DIVERSIFICA

A mineira VILMA ALIMENTOS se prepara para ampliar sua produção de massas para 10 mil toneladas por mês, ante as 6 mil toneladas atuais. O investimento estimado para este ano, quando começa a colocar o plano em prática, é de R$ 35 milhões, mas a conclusão está prevista apenas para 2010. No total, serão quatro novas máquinas: uma para produção de macarrão instantâneo, hoje a produção dessa categoria é terceirizada, duas para cortes tradicionais e uma para cortes especiais. Além das novas máquinas, a empresa também ampliará a capacidade de estoque, que hoje está em 5 mil toneladas de produtos prontos, para 12,5 mil toneladas. Serão investidos R$ 13 milhões para a ampliação do armazém da companhia, localizado no centro industrial da VILMA, em Belo Horizonte. Os investimentos totais previstos para 2008 somam R$ 50 milhões. Com esses investimentos, a empresa espera crescer 15% este ano, atingindo faturamento de R$ 404 milhões. Em 2007 foram R$ 352 milhões, alta de 11% em relação a 2006.

Gazeta Mercantil

KIVIKS, DE GELÉIAS, MIRA O FOOD SERVICE

Uma das maiores fabricante de geléias do Brasil, a KIVIKS MARKNAD, que informa possuir 50% do mercado premium e 32% do total, prepara expansão na área de food service em 2008. A empresa, que produz a marca Queensberry, contratará distribuidores específicos para atender esse mercado. A meta, segundo Cristiano de Moraes, Diretor da empresa, é alcançar 5% do faturamento com esse tipo de serviço já este ano. Estão previstos investimentos totais de cerca de R$ 1 milhão em 2008, mesmo montante do ano passado, quando a empresa duplicou a capacidade produtiva da fábrica de Alphavile, na grande São Paulo. "Temos muita coisa para fazer ainda", disse Moraes, que destacou a necessidade de contratar distribuidores especializados. E a ampliação do número de distribuidores é uma meta traçada desde 2007. A empresa ampliou a presença no pequeno e médio varejo com 30 novos distribuidores contratados no ano passado. No total, a empresa fechou 2007 com 40 distribuidores. A previsão é de que pelo menos outros 15 distribuidores passem a trabalhar com a KIVIKS este ano. Além de ampliar a distribuição dos produtos, a empresa pretende ampliar o portfólio.

Gazeta Mercantil

SADIA FORTALECE EMBUTIDOS, MARGARINA E PERUS EM MG

A SADIA informou que deverá investir R$ 133 milhões na unidade que mantém em Uberlândia, no triângulo mineiro, em 2008. Com os recursos, que fazem parte do já anunciado plano de aportes de R$ 1,6 bilhão previstos para o ano, a empresa prevê erguer uma unidade de embutidos e ampliar a capacidade de produção de margarinas, entre outras melhorias. Para os embutidos, detalhou a SADIA, deverão ser aplicados R$ 121,2 milhões, R$ 100,5 milhões este ano e a diferença em 2009. A produção terá início até dezembro próximo, ainda que não a todo o vapor. Para a expansão da linha de margarinas a empresa reservou R$ 13,7 milhões. Entre os demais projetos previstos pela companhia para Uberlândia em 2008, está a ampliação da produção de perus.

Valor Econômico

Bebidas & Fumo

CAPACIDADE SERÁ AMPLIADA NO SUDESTE

Após observar o movimento do mercado nacional de cervejas nos últimos quatro meses do ano passado, a diretoria da AMBEV acabou adiando o anúncio de sua nova fábrica no Norte do país, que estava marcado para ocorrer no fim de 2007. No seu lugar, deve ser anunciado um aumento de capacidade no Sudeste, com boas chances para a construção de uma nova fábrica em Minas Gerais ou São Paulo. No entanto, o aumento de capacidade também poderá ocorrer mediante ampliação da unidade de Piraí (RJ), comprada da CINTRA. O Presidente da AMBEV, Luiz Fernando Edmond, disse que a probabilidade de construir uma fábrica é de 51%, contra 49% para a ampliação da unidade do Rio. Durante apresentação dos resultados de 2007 da companhia, Edmond explicou que a mudança de planos foi motivada pelo crescimento menor observado no mercado da região Norte nos quatro últimos meses de 2007. Nesse mesmo período, segundo ele, a empresa percebeu uma expansão importante no Sudeste, o que acabou levando à decisão de antecipar o investimento para a região. A AMBEV encerrou o quarto trimestre de 2007 com lucro líquido de R$1,132 bilhão.

Valor Econômico

ENRIQUE LECHUGA É O NOVO PRESIDENTE DA SUCOS MAIS

O novo Presidente da SUCOS MAIS, joint venture entre a COCA-COLA BRASIL e seus 17 fabricantes a COCA-COLA, é o mexicano Enrique Lechuga, que estava na presidência da DEL VALLE. A joint venture, que manteve o nome do primeiro negócio adquirido pela COCA, a SUCOS MAIS, foi criada em outubro de 2007 para produzir e administrar todas as marcas de não refrigerantes da COCA-COLA, como suco infantil Kapo, o energético Burn, o chá Nestea, e Minute Maid Mais, além de Del Valle e Matte Leão. O relacionamento entre o mexicano Lechuga, os conterrâneos da FEMSA e a COCA-COLA se estreitou durante todo o ano passado, quando as empresas começaram a conversar, embora as estruturas das duas empresas ainda estejam separadas. O executivo terá um desafio importante pela frente e precisará de jogo de cintura. O marketing fica sob responsabilidade da COCA-COLA, as vendas e a distribuição com os fabricantes e a área financeira responde diretamente para o Conselho de Administração, composto por sete fabricantes, entre eles o Presidente Carlos Lohmann, da RIO DE JANEIRO REFRESCOS, e cinco executivos da COCA-COLA.

Valor Econômico

CAMPARI REORGANIZA PRODUÇÃO NO BRASIL

A indústria de bebidas CAMPARI planeja instalar uma nova fábrica no complexo industrial portuário de Suape, em Ipojuca (PE). A empresa já solicitou ao governo estadual uma área de 17,7 hectares. A companhia confirmou que tem planos de instalar uma fábrica em Suape, mas não deu detalhes da operação. Hoje, a fabricante de bebidas como Dreher, Skyy e Cinzano possui duas unidades industriais no Brasil: uma em Sorocaba, no interior paulista, e outra em Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife. A estratégia é desativar a produção em Jaboatão quando a fábrica nova em Suape estiver pronta. Isso porque ela será maior e mais moderna do que a atual. Bob Kunze-Concewitz, Presidente mundial da CAMPARI, mostrou entusiasmo com a operação verde-amarela. Ele afirmou que a empresa tinha condições de crescer mais no Brasil do que no resto do mundo. As vendas líquidas da companhia no mundo cresceram 8,2% até setembro de 2007, para 644,6 milhões de euros, na comparação com igual período de 2006. No Brasil, o faturamento no mesmo período teve alta de 8,4%.

Gazeta Mercantil

COCA-COLA REFORMULA GUARANÁ KUAT E PERSEGUE LÍDER AMBEV

No final de 1997, a COCA-COLA BRASIL colocou no mercado uma nova marca de guaraná, o Kuat. Cerca de dez anos depois, a empresa prepara um plano de reformulação de marca e expansão de Kuat, que detém 15,1% do mercado de guaranás, acima dos 14,3% que registrava em 2006. O projeto é ambicioso, como demonstra Andréa Mota, Diretora de Marketing da COCA-COLA: a meta é a liderança do mercado de guaranás, posição onde se encontra confortavelmente o GUARANÁ ANTARCTICA, da AMBEV, com 32,8% de participação, abaixo dos 33,5% de 2006. Cada ponto percentual equivale a R$ 320 milhões. "A marca registrou uma excelente performance nos últimos anos. Queremos consolidar alguns resultados positivos", explicou Andréa. De 2004 a 2007, o Kuat aumentou em 3,3% sua participação no mercado de guaranás.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

NOVOS NORDISK LUCRA MAIS

A farmacêutica dinamarquesa NOVO NORDISK, uma das principais fabricantes mundiais de insulina e líder no mercado brasileiro nesse segmento, registrou um aumento de 32% no lucro líquido do ano passado, em comparação a 2006, fruto do crescimento das vendas, principalmente, dos análogos de insulinas ou insulinas modernas, como também são denominadas, produtos de última geração, elaborados por meio de técnica de DNA recombinante, que demandam menos aplicações e produzem menos efeitos colaterais em relação às insulinas humanas. Em 2007, o lucro líquido da companhia atingiu 8,52 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 1,7 bilhão). As vendas totais cresceram 13% em moedas locais.

Gazeta Mercantil

UNILEVER REPOSICIONA MARCA SEDA GLOBALMENTE

A aparição de Adriane Galisteu e Taís Araújo com um modelito cor-de-rosa idêntico rendeu notinhas em diversas colunas sociais. Elas desconversaram, disseram até que era uma coincidência, mas a repercussão já havia sido muito bem articulada pela UNILEVER. A ação foi apenas o primeiro passo de uma reformulação global da marca SEDA, um dos carros-chefe da multinacional. Embora esteja no patamar de marcas como OMO e DOVE, SEDA nunca teve um slogan global. Para alavancar as vendas, a marca ganha a assinatura "a vida não pode esperar", que será usada aqui e nos cerca de 50 países onde está presente. O investimento na reformulação da marca no Brasil será de R$ 30 milhões. Em 2007, a verba total da marca foi de R$ 90 milhões, a mais alta entre todos os rótulos da companhia no Brasil.

Valor Econômico

EMBELLEZE PLANEJA AUMENTAR PRESENÇA NO EXTERIOR

A aposta da EMBELLEZE para crescer é ampliar a presença no exterior. A fabricante carioca, que em 2007 vendeu 94 milhões de unidades de produtos para tratamento e coloração de cabelos, quer entrar firme na África, aumentar a presença na América do Sul e chegar ao México, à Flórida, nos Estados Unidos, e ao Caribe. Os carros-chefes serão os produtos para alisamento de cabelos à base de chocolate e leite, além do popular henê Kalu, creme alisante com mais de 50 anos de vida. No Brasil são vendidas cerca de 1 milhão de unidades por mês. A empresa já está em Portugal, onde, em 2006, adequou documentação técnica e embalagens às regras da União Européia e há seis anos exporta para a América do Sul. As exportações respondem por 2% do faturamento bruto e a meta é atingir 5% em cinco anos. Mas as vendas externas quadruplicaram em 2007, na comparação com 2006.

Valor Econômico

NATURA TERÁ LOJA VIRTUAL PARA ÁSIA, EUROPA E ÁFRICA

A experiência internacional da NATURA irá se expandir muito além das operações na América Latina, França e Estados Unidos. Japoneses, holandeses e sul-africanos poderão comprar os produtos da empresa a partir do final do primeiro semestre. A GLOBAL VIRTUAL STORE (ou loja virtual global) é um projeto que está sendo estruturado há cerca de quatro meses e que pretende vender produtos a mais de 40 países. A empresa terá um site, em inglês, com as linhas Ekos, Mamãe e Bebê e Chronos Spilol, produtos já vendidos na França e aprovados para comercialização na União Européia. A NATURA está em processo de obtenção de licença para os demais países.

Gazeta Mercantil

FATURAR R$ 1 BILHÃO É O MAIOR DESAFIO DO NOVO CEO DE O BOTICÁRIO

Os empregados da fabricante de perfumes e cosméticos O BOTICÁRIO foram reunidos para um comunicado importante. Dentro da fábrica instalada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o fundador da empresa, Miguel Krigsner, informou que estava passando a presidência a seu cunhado, Artur Grynbaum, que também é sócio e ocupava a vice-presidência desde 2002. O farmacêutico-bioquímico entregou para o administrador o comando de uma indústria que, em 2008, espera vencer a barreira de R$ 1 bilhão em faturamento. Em 2007, a empresa esperava crescer 16%, mas o aumento chegou a 22%. Grynbaum disse que as receitas saltaram de R$ 677 milhões para R$ 832 milhões, e que o lucro teve crescimento de 90%.

Valor Econômico

Plástico & Borracha

NOVA FÁBRICA DA MICHELIN SUBSTITUI IMPORTAÇÕES

A MICHELIN inaugura em Campo Grande, zona Oeste do Rio, a primeira fábrica do grupo no Brasil especializada em pneus de mineração e terraplenagem. Antes mesmo do início de operação, a fabricante francesa estuda ampliá-la em 50%. O investimento previsto é de US$ 100 milhões. O projeto inclui a possibilidade de desenvolver no país fornecedores das máquinas para fazer esse tipo de pneu. "Pretendemos nacionalizar parte desse maquinário, mas isso depende de custos. Se a máquina nacional for mais cara, continuaremos a importar", diz Luiz Fernando Fachini Beraldi, Presidente da MICHELIN na América do Sul. É a primeira fábrica de pneus para mineração e terraplenagem inaugurada pela MICHELIN em 23 anos. No total, a MICHELIN passa a ter quatro instalações dedicadas a este segmento, chamado de pneus para engenharia civil, Rio de Janeiro, Le Puy (França), Vitória (Espanha) e Lexington (EUA). A previsão é produzir este ano 8 mil toneladas de pneus, volume que deverá subir para 27 mil em 2009 e atingir a capacidade plena de 40 mil toneladas em 2010.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

DULCINI PLANEJA AMPLIAR SUA LIDERANÇA EM AÇÚCAR LÍQUIDO

A DULCINI, líder brasileira na produção de açúcar líquido, prepara-se para expandir seus negócios no país. Controlada pelo fundo europeu CIRCLET INVESTMENT, a companhia negocia parceiras com usinas da região centro-sul para ampliar a produção no mercado brasileiro. "Recebemos autorização do nosso board [conselho] para investirmos o que for preciso para aumentarmos nossa participação no Brasil", afirmou Júlio César Mascioli, Diretor-Superintendente da companhia. Com participação de cerca de 40% nesse nicho no país e faturamento anual de R$ 100 milhões, a DULCINI está em negociação com duas usinas para elevar seu recebimento de matéria-prima, e assim, elevar a oferta de açúcar líquido.

Valor Econômico

RHODIA BAIXA ESTOQUE E ELEVA FATURAMENTO

A francesa RHODIA anunciou um lucro líquido 108% maior no mundo, de 129 milhões de euros. No Brasil o faturamento cresceu 17% e foi a US$ 1,2 bilhão. O País já é a terceira maior receita da empresa, perdendo apenas para França e Estados Unidos. Um dos principais motivos da alta nos resultados foi a redução do capital de giro no Brasil e no mundo. O Brasil é hoje, junto da Ásia, um dos mercados mais importantes da companhia. A empresa anunciou um investimento de 30 milhões de euros nesta fábrica de especialidades. A RHODIA também viu crescer no Brasil nos últimos cinco anos, em 50% a relação toneladas por trabalhador. No Brasil as exportações da companhia subiram 21% em relação a 2006 e atingiram US$ 329 milhões. O faturamento da RHODIA no mundo cresceu 5,6%.

Gazeta Mercantil

BRASCOLA VAI TRANSFERIR PRODUÇÃO PARA JOINVILLE

Uma das empresas líderes no segmento de adesivos e selantes no Brasil, a BRASCOLA vai transferir grande parte de sua produção, áreas administrativas e a diretoria do Grande ABC para Joinville (SC). Dos cerca de 200 funcionários da unidade do Grande ABC, a empresa já demitiu 70 e anunciou que pode realocar parte dos 130 restantes à nova unidade. Famosa pela marca de cola Araldite, a companhia garante que não vai desativar totalmente as operações na região. Deverá manter call center, marketing e a fabricação de algumas linhas de produtos (massas e de adesivos hot melt).

Valor Econômico

Serviços

PEQUENAS EMPRESAS PARTEM PARA FRANQUIAS

Indústrias cosméticas nacionais de pequeno porte têm apostado na diversificação de portfólio e na venda por meio das franquias para crescer. É o caso das novas entrantes AKAKIA BRASIL e PARALLÈLE, bem como de empresas com mais tempo de existência, mas que estão passando por reestruturação, como o LABORATÓRIO SKLEAN DO BRASIL, dono da marca MAHOGANY COSMÉTICOS.
Foram as sacolinhas nas mãos das clientes que estimularam a paulista PARALLÈLE a entrar no segmento de maquiagem. Franqueados da empresa, que produz fragrâncias e cosméticos para o corpo, perceberam que as consumidoras que iam aos quiosques e lojas da marca também passavam, antes ou depois de comprarem na Parallèle, em lojas de concorrentes como CONTÉM 1g e O BOTICÁRIO para adquirir produtos que a marca não dispõe, como itens de maquiagem. "Nossa expectativa é que a nova linha de maquiagem aumente as nossas vendas entre 25% e 30%", disse um dos sócios da companhia, João Vianna. A empresa, que fatura hoje na casa dos R$ 6,8 milhões, investiu R$ 250 mil na nova linha. Atualmente a empresa possui 23 pontos de vendas e espera abrir mais 15 lojas em 2008.
Já a catarinense AKAKIA, que também atua no segmento de fragrâncias e hidratação para o corpo, criou em 2007 uma linha exclusiva para homens, focada no crescente interesse masculino por se cuidar. Para 2008, a empresa deverá lançar uma linha profissional de produtos para cuidados com a pele como redutor de medidas e anti-celulite, com foco nas clínicas estéticas, SPAs e cabelereiros. Além disso, a empresa pretende aumentar em 40% o número de lojas franqueadas, das atuais 130 para 180, disse o Presidente, Guilherme Jacob. Com isso, espera dobrar o faturamento, que fechou o ano passado em R$ 15 milhões. "Entre 2008 e 2009 vamos focar a expansão nas regiões Norte e Nordeste, porque hoje as regiões Sul e Sudeste concentram 70% das nossas atividades", explicou.
As franquias também são a estratégia da MAHOGANY COSMÉTICOS para crescer. Criada em 1991, a marca de produtos para corpo e cabelo com foco no mercado de mais alta renda era comercializada em lojas de departamento. Com a falência deste modelo, a marca começou a ser comercializada em lojas de auto-serviço, como supermercados e farmácias, mas agora está em fase de transição para as franquias, comenta o Presidente da empresa, Jaime Drummond. "Sempre buscamos uma alternativa de canal mais exclusivo, mas como não tinhamos histórico de franquia começamos devagar, com três lojas, em 2005", contou. Atualmente, a empresa possui 26 lojas e planeja dobrar este número para 52 lojas este ano. Em 2007 a companhia registrou vendas ao público de R$ 10 milhões e a expectativa é atingir R$ 25 milhões neste ano.

Gazeta Mercantil

Telecomunicações & Informática

LG OCUPA ESPAÇO DEIXADO PELA GRADIENTE

As principais marcas mundiais de televisores absorveram rapidamente o espaço deixado pela fabricante brasileira GRADIENTE, que saiu do mercado há cerca de cinco meses após mergulhar em uma séria crise financeira. Algumas fontes afirmam que a LG, por enquanto, está levando a melhor. A multinacional coreana conseguiu fixar sua marca no Brasil em 2005, ao ser a primeira a reduzir os preços televisores de plasma, e conseguiu conquistar os consumidores desde então. Depois da LG, veio a também coreana SAMSUNG, que começou a produzir TVs de plasma e LCD no país há cerca de três anos e a bater de frente na sua arqui-rival mundial. A holandesa PHILIPS, tradicional líder no mercado brasileiro de televisores, não ficou atrás e entrou na guerra de preços travada pelas duas asiáticas. A participação de mercado da LG já atingiu 38% no ano passado no segmento de telas finas (plasma e LCD). Segundo Fernanda Summa, Gerente de televisores da LG, a meta é alcançar 40% em 2008.

Valor Econômico

Transporte & Logística

CONSOLIDAÇÃO CHEGA AO SETOR DE DISTRIBUIÇÃO DE PAPÉIS

O mercado brasileiro de distribuição de papel passa hoje por um enxugamento como reflexo da maior competição e exigência na indústria de celulose e papel. O segmento, que faturou cerca de US$ 1,5 bilhão em 2007, contabiliza hoje cerca de 150 distribuidores no País.
Enquanto as empresas locais correm com investimentos para profissionalizar sua gestão, grandes norte-americanas da distribuição como a STAPLES e a ANTALIS já investem para crescer no País. Com a maior entrada do papel importado no País, principalmente o revestido (ou cuchê), a ANDIPA está trazendo para dentro do conselho da instituição, representantes de fábricas estrangeiras como a africana SAPPI, as argentinas FANAPEL e CELULOSA ARGENTINA, além da chinesa ASIA PULP & PAPER (APP). "Não é um incentivo à importação, mas uma forma de aproximar estas empresas de boas práticas para com nossos distribuidores", disse o executivo.
Para avançar nas estratégias de vendas e mercado, a ENCAPA, uma das maiores distribuidores de Minas, já investiu R$ 2,5 milhões nos últimos 3 anos em consultorias como ARTHUR ANDERSEN e PRICEWATERHOUSECOOPERS, além de um sistema integrado de informática. O sócio-proprietário Alberto de Castro Lima disse que já foi sondado por uma empresa estrangeira. "Mas estamos investindo para crescer agora, não estamos ainda preparados para analisar propostas assim." Romero disse que o papel produzido no Brasil deverá ganhar competitividade já no curto prazo, devido a possível valorização da moeda chinesa.

Gazeta Mercantil

VOLKSWAGEN ASSUME CONTROLE DA SCANIA POR R$ 8 BILHÕES

A VOLKSWAGEN anunciou, em Estocolmo, na Suécia, que assumiu o controle da fabricante de caminhões SCANIA depois de ter adquirido as participações do GRUPO INVESTOR AB, controlado pela família Wallenberg, e de fundações que também pertenciam à família, numa operação que custou 2,9 bilhões de euros, em torno de R$ 8 bilhões. Com a compra das ações desses dois grupos, a VOLKSWAGEN, que já era acionista majoritária da SCANIA, melhorou bastante sua posição, já que passou a ter 68,6% dos votos e 37,73% do capital. Pouco depois de a VOLKSWAGEN anunciar o negócio com a SCANIA, o conselho da PORSCHE aprovou a aquisição de participação majoritária da companhia na VOLKSWAGEN. A aquisição da VOLKS pela PORSCHE ainda depende de uma análise das agências antimonopólio da Europa, mas caso o negócio seja confirmado, a empresa especializada na produção de carros esportivos se transformará numa competidora global do setor automotivo. É que com a aquisição da VOLKSWAGEN, a PORSCHE levará junto a SCANIA, além da AUDI, BENTLEY, BUGATTI, LAMBORGHINI, SKODA e SEAT, todas pertencentes atualmente ao grupo VOLKS. Tradicionalíssima no Brasil, a VOLKSWAGEN foi líder do mercado durante muitos anos. Terminou 2007 na segunda colocação do ranking brasileiro, atrás da FIAT e, neste ano, iniciou forte brigando pela primeira colocação com a montadora de capital italiano. A SCANIA, por sua vez, tem o Brasil como seu maior mercado no mundo à frente da Grã-Bretanha. No ano passado, as vendas da SCANIA no Brasil aumentaram 29%. A empresa vendeu 6.502 veículos.

Gazeta Mercantil



 

Rua Pe. João Manoel, 222 • 11° andar • 01411-000 • São Paulo/SP • Tel/Fax: (+55-11) 3898-2424
crossing@crossing.com.br
Copyright 2006 CROSSING - Consultoria em Recursos Humanos