Agrobusiness
SLC
AGRÍCOLA
VOLTA AO AZUL EM
2007
A
SLC
AGRÍCOLA,
do grupo gaúcho
SLC, encerrou 2007
com lucro líquido
consolidado de R$
31,6 milhões,
revertendo o prejuízo
de R$ 20 milhões
apurado no ano anterior.
A receita líquida
subiu 27,2%, para
R$ 268,7 milhões.
Segundo a empresa,
o resultado foi
impulsionado pelo
aumento dos preços
das commodities
e da produtividade
das principais culturas.
A empresa produz
algodão,
soja, milho e café
em nove fazendas
nos Estados do Mato
Grosso do Sul, Mato
Grosso, Goiás,
Bahia e Maranhão.
Na safra 2006/07
plantou 117,2 mil
hectares, entre
terras próprias
e arrendadas, e
nesta temporada
2007/08 a área
cresceu para 168,1
mil hectares. No
ano passado, a SLC
vendeu 224,1 mil
toneladas de soja,
21,7% mais que em
2006, e 79,7 mil
toneladas de milho,
com expansão
de 8,8%.
Valor
Econômico
CARGILL
ACELERA O PASSO
PARA DOBRAR DE TAMANHO
Em
2006, quando faturou
globalmente US$
75,2 bilhões
e estabeleceu a
meta de dobrar de
tamanho até
2015, a americana
CARGILL,
maior empresa de
agronegócios
e alimentos do mundo,
sabia que teria
pela frente um período
de bonança
capaz de motivar
seus funcionários
a perseguir o objetivo.
Foi em outubro de
2006 que os preços
internacionais de
commodities como
milho, soja e trigo
começaram
a subir vertiginosamente,
e no início
de 2007 já
se acreditava que
tal valorização
poderia representar,
no longo prazo,
uma consistente
mudança de
patamar. O movimento
altista se consolidou
no ano passado e
não há
sinais concretos
de perda de fôlego.
A conjunção
resultou na valorização
de commodities e
produtos que guiam
a trajetória
da CARGILL desde
que a gigante familiar
foi criada, em 1865.
E, como era de se
esperar, refletiu-se
no exercício
2007, quando as
vendas aumentaram
17%, para US$ 88,3
bilhões,
e o lucro líquido
alcançou
US$ 2,34 bilhões,
36% mais que em
2006. Para a duplicação
de tamanho até
2015 o "board"
do grupo, em Minneapolis,
ampliou a aposta
em "soluções"
para indústrias
de alimentos em
boa parte dos 66
países onde
a múlti está
presente. Movimentos
recentes no Brasil,
onde está
presente desde 1965
e hoje tem 30 fábricas,
também são
emblemáticos.
Enquanto constrói
no país sua
sexta esmagadora
de soja, o grupo
começou a
produzir chocolates
e achocolatados
em uma fábrica
recentemente instalada
em Porto Ferreira
(SP) com matéria-prima
enviada de seu complexo
no pólo cacaueiro
de Ilhéus,
na Bahia. Poucas
iniciativas traduzem
tão bem a
estratégia
do grupo para crescer
em alimentos e se
firmar como líder
em soluções
para o setor. Depois
de um difícil
2006 no Brasil,
quando sua receita
líquida caiu
para R$ 12,1 bilhões,
R$ 1 bilhão
a menos que em 2005,
os resultados de
2007 voltaram a
alimentar expansões
e especializações
em busca de valor
agregado e margens
melhores.
Valor
Econômico
Alimentos
MINEIRA
VILMA AMPLIA PRODUÇÃO
E DIVERSIFICA
A
mineira VILMA
ALIMENTOS se
prepara para ampliar
sua produção
de massas para 10
mil toneladas por
mês, ante
as 6 mil toneladas
atuais. O investimento
estimado para este
ano, quando começa
a colocar o plano
em prática,
é de R$ 35
milhões,
mas a conclusão
está prevista
apenas para 2010.
No total, serão
quatro novas máquinas:
uma para produção
de macarrão
instantâneo,
hoje a produção
dessa categoria
é terceirizada,
duas para cortes
tradicionais e uma
para cortes especiais.
Além das
novas máquinas,
a empresa também
ampliará
a capacidade de
estoque, que hoje
está em 5
mil toneladas de
produtos prontos,
para 12,5 mil toneladas.
Serão investidos
R$ 13 milhões
para a ampliação
do armazém
da companhia, localizado
no centro industrial
da VILMA, em Belo
Horizonte. Os investimentos
totais previstos
para 2008 somam
R$ 50 milhões.
Com esses investimentos,
a empresa espera
crescer 15% este
ano, atingindo faturamento
de R$ 404 milhões.
Em 2007 foram R$
352 milhões,
alta de 11% em relação
a 2006.
Gazeta
Mercantil
KIVIKS,
DE GELÉIAS,
MIRA O FOOD SERVICE
Uma
das maiores fabricante
de geléias
do Brasil, a KIVIKS
MARKNAD, que
informa possuir
50% do mercado premium
e 32% do total,
prepara expansão
na área de
food service em
2008. A empresa,
que produz a marca
Queensberry, contratará
distribuidores específicos
para atender esse
mercado. A meta,
segundo Cristiano
de Moraes, Diretor
da empresa, é
alcançar
5% do faturamento
com esse tipo de
serviço já
este ano. Estão
previstos investimentos
totais de cerca
de R$ 1 milhão
em 2008, mesmo montante
do ano passado,
quando a empresa
duplicou a capacidade
produtiva da fábrica
de Alphavile, na
grande São
Paulo. "Temos
muita coisa para
fazer ainda",
disse Moraes, que
destacou a necessidade
de contratar distribuidores
especializados.
E a ampliação
do número
de distribuidores
é uma meta
traçada desde
2007. A empresa
ampliou a presença
no pequeno e médio
varejo com 30 novos
distribuidores contratados
no ano passado.
No total, a empresa
fechou 2007 com
40 distribuidores.
A previsão
é de que
pelo menos outros
15 distribuidores
passem a trabalhar
com a KIVIKS este
ano. Além
de ampliar a distribuição
dos produtos, a
empresa pretende
ampliar o portfólio.
Gazeta
Mercantil
SADIA
FORTALECE EMBUTIDOS,
MARGARINA E PERUS
EM MG
A
SADIA
informou que
deverá investir
R$ 133 milhões
na unidade que mantém
em Uberlândia,
no triângulo
mineiro, em 2008.
Com os recursos,
que fazem parte
do já anunciado
plano de aportes
de R$ 1,6 bilhão
previstos para o
ano, a empresa prevê
erguer uma unidade
de embutidos e ampliar
a capacidade de
produção
de margarinas, entre
outras melhorias.
Para os embutidos,
detalhou a SADIA,
deverão ser
aplicados R$ 121,2
milhões,
R$ 100,5 milhões
este ano e a diferença
em 2009. A produção
terá início
até dezembro
próximo,
ainda que não
a todo o vapor.
Para a expansão
da linha de margarinas
a empresa reservou
R$ 13,7 milhões.
Entre os demais
projetos previstos
pela companhia para
Uberlândia
em 2008, está
a ampliação
da produção
de perus.
Valor
Econômico
Bebidas
& Fumo
CAPACIDADE
SERÁ AMPLIADA
NO SUDESTE
Após
observar o movimento
do mercado nacional
de cervejas nos
últimos quatro
meses do ano passado,
a diretoria da AMBEV
acabou adiando
o anúncio
de sua nova fábrica
no Norte do país,
que estava marcado
para ocorrer no
fim de 2007. No
seu lugar, deve
ser anunciado um
aumento de capacidade
no Sudeste, com
boas chances para
a construção
de uma nova fábrica
em Minas Gerais
ou São Paulo.
No entanto, o aumento
de capacidade também
poderá ocorrer
mediante ampliação
da unidade de Piraí
(RJ), comprada da
CINTRA. O Presidente
da AMBEV, Luiz Fernando
Edmond, disse que
a probabilidade
de construir uma
fábrica é
de 51%, contra 49%
para a ampliação
da unidade do Rio.
Durante apresentação
dos resultados de
2007 da companhia,
Edmond explicou
que a mudança
de planos foi motivada
pelo crescimento
menor observado
no mercado da região
Norte nos quatro
últimos meses
de 2007. Nesse mesmo
período,
segundo ele, a empresa
percebeu uma expansão
importante no Sudeste,
o que acabou levando
à decisão
de antecipar o investimento
para a região.
A AMBEV encerrou
o quarto trimestre
de 2007 com lucro
líquido de
R$1,132 bilhão.
Valor
Econômico
ENRIQUE
LECHUGA É
O NOVO PRESIDENTE
DA SUCOS MAIS
O
novo Presidente
da SUCOS
MAIS, joint
venture entre a
COCA-COLA BRASIL
e seus 17 fabricantes
a COCA-COLA, é
o mexicano Enrique
Lechuga, que estava
na presidência
da DEL VALLE. A
joint venture, que
manteve o nome do
primeiro negócio
adquirido pela COCA,
a SUCOS MAIS, foi
criada em outubro
de 2007 para produzir
e administrar todas
as marcas de não
refrigerantes da
COCA-COLA, como
suco infantil Kapo,
o energético
Burn, o chá
Nestea, e Minute
Maid Mais, além
de Del Valle e Matte
Leão. O relacionamento
entre o mexicano
Lechuga, os conterrâneos
da FEMSA e a COCA-COLA
se estreitou durante
todo o ano passado,
quando as empresas
começaram
a conversar, embora
as estruturas das
duas empresas ainda
estejam separadas.
O executivo terá
um desafio importante
pela frente e precisará
de jogo de cintura.
O marketing fica
sob responsabilidade
da COCA-COLA, as
vendas e a distribuição
com os fabricantes
e a área
financeira responde
diretamente para
o Conselho de Administração,
composto por sete
fabricantes, entre
eles o Presidente
Carlos Lohmann,
da RIO DE JANEIRO
REFRESCOS, e cinco
executivos da COCA-COLA.
Valor
Econômico
CAMPARI
REORGANIZA PRODUÇÃO
NO BRASIL
A
indústria
de bebidas CAMPARI
planeja instalar
uma nova fábrica
no complexo industrial
portuário
de Suape, em Ipojuca
(PE). A empresa
já solicitou
ao governo estadual
uma área
de 17,7 hectares.
A companhia confirmou
que tem planos de
instalar uma fábrica
em Suape, mas não
deu detalhes da
operação.
Hoje, a fabricante
de bebidas como
Dreher, Skyy e Cinzano
possui duas unidades
industriais no Brasil:
uma em Sorocaba,
no interior paulista,
e outra em Jaboatão
dos Guararapes,
na região
metropolitana do
Recife. A estratégia
é desativar
a produção
em Jaboatão
quando a fábrica
nova em Suape estiver
pronta. Isso porque
ela será
maior e mais moderna
do que a atual.
Bob Kunze-Concewitz,
Presidente mundial
da CAMPARI, mostrou
entusiasmo com a
operação
verde-amarela. Ele
afirmou que a empresa
tinha condições
de crescer mais
no Brasil do que
no resto do mundo.
As vendas líquidas
da companhia no
mundo cresceram
8,2% até
setembro de 2007,
para 644,6 milhões
de euros, na comparação
com igual período
de 2006. No Brasil,
o faturamento no
mesmo período
teve alta de 8,4%.
Gazeta
Mercantil
COCA-COLA
REFORMULA GUARANÁ
KUAT E PERSEGUE
LÍDER AMBEV
No
final de 1997, a
COCA-COLA
BRASIL colocou
no mercado uma nova
marca de guaraná,
o Kuat. Cerca de
dez anos depois,
a empresa prepara
um plano de reformulação
de marca e expansão
de Kuat, que detém
15,1% do mercado
de guaranás,
acima dos 14,3%
que registrava em
2006. O projeto
é ambicioso,
como demonstra Andréa
Mota, Diretora de
Marketing da COCA-COLA:
a meta é
a liderança
do mercado de guaranás,
posição
onde se encontra
confortavelmente
o GUARANÁ
ANTARCTICA,
da AMBEV, com 32,8%
de participação,
abaixo dos 33,5%
de 2006. Cada ponto
percentual equivale
a R$ 320 milhões.
"A marca registrou
uma excelente performance
nos últimos
anos. Queremos consolidar
alguns resultados
positivos",
explicou Andréa.
De 2004 a 2007,
o Kuat aumentou
em 3,3% sua participação
no mercado de guaranás.
Gazeta
Mercantil
Farmacêutico,
Cosméticos
& Higiene
NOVOS
NORDISK LUCRA MAIS
A
farmacêutica
dinamarquesa NOVO
NORDISK, uma
das principais fabricantes
mundiais de insulina
e líder no
mercado brasileiro
nesse segmento,
registrou um aumento
de 32% no lucro
líquido do
ano passado, em
comparação
a 2006, fruto do
crescimento das
vendas, principalmente,
dos análogos
de insulinas ou
insulinas modernas,
como também
são denominadas,
produtos de última
geração,
elaborados por meio
de técnica
de DNA recombinante,
que demandam menos
aplicações
e produzem menos
efeitos colaterais
em relação
às insulinas
humanas. Em 2007,
o lucro líquido
da companhia atingiu
8,52 bilhões
de coroas dinamarquesas
(US$ 1,7 bilhão).
As vendas totais
cresceram 13% em
moedas locais.
Gazeta
Mercantil
UNILEVER
REPOSICIONA MARCA
SEDA GLOBALMENTE
A
aparição
de Adriane Galisteu
e Taís Araújo
com um modelito
cor-de-rosa idêntico
rendeu notinhas
em diversas colunas
sociais. Elas desconversaram,
disseram até
que era uma coincidência,
mas a repercussão
já havia
sido muito bem articulada
pela UNILEVER.
A ação
foi apenas o primeiro
passo de uma reformulação
global da marca
SEDA, um dos carros-chefe
da multinacional.
Embora esteja no
patamar de marcas
como OMO e DOVE,
SEDA nunca teve
um slogan global.
Para alavancar as
vendas, a marca
ganha a assinatura
"a vida não
pode esperar",
que será
usada aqui e nos
cerca de 50 países
onde está
presente. O investimento
na reformulação
da marca no Brasil
será de R$
30 milhões.
Em 2007, a verba
total da marca foi
de R$ 90 milhões,
a mais alta entre
todos os rótulos
da companhia no
Brasil.
Valor
Econômico
EMBELLEZE
PLANEJA AUMENTAR
PRESENÇA
NO EXTERIOR
A
aposta da EMBELLEZE
para crescer
é ampliar
a presença
no exterior. A fabricante
carioca, que em
2007 vendeu 94 milhões
de unidades de produtos
para tratamento
e coloração
de cabelos, quer
entrar firme na
África, aumentar
a presença
na América
do Sul e chegar
ao México,
à Flórida,
nos Estados Unidos,
e ao Caribe. Os
carros-chefes serão
os produtos para
alisamento de cabelos
à base de
chocolate e leite,
além do popular
henê Kalu,
creme alisante com
mais de 50 anos
de vida. No Brasil
são vendidas
cerca de 1 milhão
de unidades por
mês. A empresa
já está
em Portugal, onde,
em 2006, adequou
documentação
técnica e
embalagens às
regras da União
Européia
e há seis
anos exporta para
a América
do Sul. As exportações
respondem por 2%
do faturamento bruto
e a meta é
atingir 5% em cinco
anos. Mas as vendas
externas quadruplicaram
em 2007, na comparação
com 2006.
Valor
Econômico
NATURA
TERÁ LOJA
VIRTUAL PARA ÁSIA,
EUROPA E ÁFRICA
A
experiência
internacional da
NATURA
irá se expandir
muito além
das operações
na América
Latina, França
e Estados Unidos.
Japoneses, holandeses
e sul-africanos
poderão comprar
os produtos da empresa
a partir do final
do primeiro semestre.
A GLOBAL VIRTUAL
STORE (ou loja virtual
global) é
um projeto que está
sendo estruturado
há cerca
de quatro meses
e que pretende vender
produtos a mais
de 40 países.
A empresa terá
um site, em inglês,
com as linhas Ekos,
Mamãe e Bebê
e Chronos Spilol,
produtos já
vendidos na França
e aprovados para
comercialização
na União
Européia.
A NATURA está
em processo de obtenção
de licença
para os demais países.
Gazeta
Mercantil
FATURAR
R$ 1 BILHÃO
É O MAIOR
DESAFIO DO NOVO
CEO DE O BOTICÁRIO
Os
empregados da fabricante
de perfumes e cosméticos
O
BOTICÁRIO
foram reunidos para
um comunicado importante.
Dentro da fábrica
instalada em São
José dos
Pinhais, na região
metropolitana de
Curitiba, o fundador
da empresa, Miguel
Krigsner, informou
que estava passando
a presidência
a seu cunhado, Artur
Grynbaum, que também
é sócio
e ocupava a vice-presidência
desde 2002. O farmacêutico-bioquímico
entregou para o
administrador o
comando de uma indústria
que, em 2008, espera
vencer a barreira
de R$ 1 bilhão
em faturamento.
Em 2007, a empresa
esperava crescer
16%, mas o aumento
chegou a 22%. Grynbaum
disse que as receitas
saltaram de R$ 677
milhões para
R$ 832 milhões,
e que o lucro teve
crescimento de 90%.
Valor
Econômico
Plástico
& Borracha
NOVA
FÁBRICA DA
MICHELIN SUBSTITUI
IMPORTAÇÕES
A
MICHELIN inaugura
em Campo Grande,
zona Oeste do Rio,
a primeira fábrica
do grupo no Brasil
especializada em
pneus de mineração
e terraplenagem.
Antes mesmo do início
de operação,
a fabricante francesa
estuda ampliá-la
em 50%. O investimento
previsto é
de US$ 100 milhões.
O projeto inclui
a possibilidade
de desenvolver no
país fornecedores
das máquinas
para fazer esse
tipo de pneu. "Pretendemos
nacionalizar parte
desse maquinário,
mas isso depende
de custos. Se a
máquina nacional
for mais cara, continuaremos
a importar",
diz Luiz Fernando
Fachini Beraldi,
Presidente da MICHELIN
na América
do Sul. É
a primeira fábrica
de pneus para mineração
e terraplenagem
inaugurada pela
MICHELIN em 23 anos.
No total, a MICHELIN
passa a ter quatro
instalações
dedicadas a este
segmento, chamado
de pneus para engenharia
civil, Rio de Janeiro,
Le Puy (França),
Vitória (Espanha)
e Lexington (EUA).
A previsão
é produzir
este ano 8 mil toneladas
de pneus, volume
que deverá
subir para 27 mil
em 2009 e atingir
a capacidade plena
de 40 mil toneladas
em 2010.
Gazeta
Mercantil
Química
& Petroquímica
DULCINI
PLANEJA AMPLIAR
SUA LIDERANÇA
EM AÇÚCAR
LÍQUIDO
A
DULCINI,
líder brasileira
na produção
de açúcar
líquido,
prepara-se para
expandir seus negócios
no país.
Controlada pelo
fundo europeu CIRCLET
INVESTMENT, a companhia
negocia parceiras
com usinas da região
centro-sul para
ampliar a produção
no mercado brasileiro.
"Recebemos
autorização
do nosso board [conselho]
para investirmos
o que for preciso
para aumentarmos
nossa participação
no Brasil",
afirmou Júlio
César Mascioli,
Diretor-Superintendente
da companhia. Com
participação
de cerca de 40%
nesse nicho no país
e faturamento anual
de R$ 100 milhões,
a DULCINI está
em negociação
com duas usinas
para elevar seu
recebimento de matéria-prima,
e assim, elevar
a oferta de açúcar
líquido.
Valor
Econômico
RHODIA
BAIXA ESTOQUE E
ELEVA FATURAMENTO
A
francesa RHODIA
anunciou um lucro
líquido 108%
maior no mundo,
de 129 milhões
de euros. No Brasil
o faturamento cresceu
17% e foi a US$
1,2 bilhão.
O País já
é a terceira
maior receita da
empresa, perdendo
apenas para França
e Estados Unidos.
Um dos principais
motivos da alta
nos resultados foi
a redução
do capital de giro
no Brasil e no mundo.
O Brasil é
hoje, junto da Ásia,
um dos mercados
mais importantes
da companhia. A
empresa anunciou
um investimento
de 30 milhões
de euros nesta fábrica
de especialidades.
A RHODIA também
viu crescer no Brasil
nos últimos
cinco anos, em 50%
a relação
toneladas por trabalhador.
No Brasil as exportações
da companhia subiram
21% em relação
a 2006 e atingiram
US$ 329 milhões.
O faturamento da
RHODIA no mundo
cresceu 5,6%.
Gazeta
Mercantil
BRASCOLA
VAI TRANSFERIR PRODUÇÃO
PARA JOINVILLE
Uma
das empresas líderes
no segmento de adesivos
e selantes no Brasil,
a BRASCOLA
vai transferir grande
parte de sua produção,
áreas administrativas
e a diretoria do
Grande ABC para
Joinville (SC).
Dos cerca de 200
funcionários
da unidade do Grande
ABC, a empresa já
demitiu 70 e anunciou
que pode realocar
parte dos 130 restantes
à nova unidade.
Famosa pela marca
de cola Araldite,
a companhia garante
que não vai
desativar totalmente
as operações
na região.
Deverá manter
call center, marketing
e a fabricação
de algumas linhas
de produtos (massas
e de adesivos hot
melt).
Valor
Econômico
Serviços
PEQUENAS
EMPRESAS PARTEM
PARA FRANQUIAS
Indústrias
cosméticas
nacionais de pequeno
porte têm
apostado na diversificação
de portfólio
e na venda por meio
das franquias para
crescer. É
o caso das novas
entrantes AKAKIA
BRASIL e PARALLÈLE,
bem como de empresas
com mais tempo de
existência,
mas que estão
passando por reestruturação,
como o LABORATÓRIO
SKLEAN DO BRASIL,
dono da marca
MAHOGANY COSMÉTICOS.
Foram as sacolinhas
nas mãos
das clientes que
estimularam a paulista
PARALLÈLE
a entrar no segmento
de maquiagem. Franqueados
da empresa, que
produz fragrâncias
e cosméticos
para o corpo, perceberam
que as consumidoras
que iam aos quiosques
e lojas da marca
também passavam,
antes ou depois
de comprarem na
Parallèle,
em lojas de concorrentes
como CONTÉM
1g e O BOTICÁRIO
para adquirir produtos
que a marca não
dispõe, como
itens de maquiagem.
"Nossa expectativa
é que a nova
linha de maquiagem
aumente as nossas
vendas entre 25%
e 30%", disse
um dos sócios
da companhia, João
Vianna. A empresa,
que fatura hoje
na casa dos R$ 6,8
milhões,
investiu R$ 250
mil na nova linha.
Atualmente a empresa
possui 23 pontos
de vendas e espera
abrir mais 15 lojas
em 2008.
Já a catarinense
AKAKIA, que também
atua no segmento
de fragrâncias
e hidratação
para o corpo, criou
em 2007 uma linha
exclusiva para homens,
focada no crescente
interesse masculino
por se cuidar. Para
2008, a empresa
deverá lançar
uma linha profissional
de produtos para
cuidados com a pele
como redutor de
medidas e anti-celulite,
com foco nas clínicas
estéticas,
SPAs e cabelereiros.
Além disso,
a empresa pretende
aumentar em 40%
o número
de lojas franqueadas,
das atuais 130 para
180, disse o Presidente,
Guilherme Jacob.
Com isso, espera
dobrar o faturamento,
que fechou o ano
passado em R$ 15
milhões.
"Entre 2008
e 2009 vamos focar
a expansão
nas regiões
Norte e Nordeste,
porque hoje as regiões
Sul e Sudeste concentram
70% das nossas atividades",
explicou.
As franquias também
são a estratégia
da MAHOGANY COSMÉTICOS
para crescer. Criada
em 1991, a marca
de produtos para
corpo e cabelo com
foco no mercado
de mais alta renda
era comercializada
em lojas de departamento.
Com a falência
deste modelo, a
marca começou
a ser comercializada
em lojas de auto-serviço,
como supermercados
e farmácias,
mas agora está
em fase de transição
para as franquias,
comenta o Presidente
da empresa, Jaime
Drummond. "Sempre
buscamos uma alternativa
de canal mais exclusivo,
mas como não
tinhamos histórico
de franquia começamos
devagar, com três
lojas, em 2005",
contou. Atualmente,
a empresa possui
26 lojas e planeja
dobrar este número
para 52 lojas este
ano. Em 2007 a companhia
registrou vendas
ao público
de R$ 10 milhões
e a expectativa
é atingir
R$ 25 milhões
neste ano.
Gazeta
Mercantil
Telecomunicações
& Informática
LG
OCUPA ESPAÇO
DEIXADO PELA GRADIENTE
As
principais marcas
mundiais de televisores
absorveram rapidamente
o espaço
deixado pela fabricante
brasileira GRADIENTE,
que saiu do
mercado há
cerca de cinco meses
após mergulhar
em uma séria
crise financeira.
Algumas fontes afirmam
que a LG,
por enquanto, está
levando a melhor.
A multinacional
coreana conseguiu
fixar sua marca
no Brasil em 2005,
ao ser a primeira
a reduzir os preços
televisores de plasma,
e conseguiu conquistar
os consumidores
desde então.
Depois da LG, veio
a também
coreana SAMSUNG,
que começou
a produzir TVs de
plasma e LCD no
país há
cerca de três
anos e a bater de
frente na sua arqui-rival
mundial. A holandesa
PHILIPS, tradicional
líder no
mercado brasileiro
de televisores,
não ficou
atrás e entrou
na guerra de preços
travada pelas duas
asiáticas.
A participação
de mercado da LG
já atingiu
38% no ano passado
no segmento de telas
finas (plasma e
LCD). Segundo Fernanda
Summa, Gerente de
televisores da LG,
a meta é
alcançar
40% em 2008.
Valor
Econômico
Transporte
& Logística
CONSOLIDAÇÃO
CHEGA AO SETOR DE
DISTRIBUIÇÃO
DE PAPÉIS
O
mercado brasileiro
de distribuição
de papel passa hoje
por um enxugamento
como reflexo da
maior competição
e exigência
na indústria
de celulose e papel.
O segmento, que
faturou cerca de
US$ 1,5 bilhão
em 2007, contabiliza
hoje cerca de 150
distribuidores no
País.
Enquanto as empresas
locais correm com
investimentos para
profissionalizar
sua gestão,
grandes norte-americanas
da distribuição
como a STAPLES
e a ANTALIS
já investem
para crescer no
País. Com
a maior entrada
do papel importado
no País,
principalmente o
revestido (ou cuchê),
a ANDIPA está
trazendo para dentro
do conselho da instituição,
representantes de
fábricas
estrangeiras como
a africana SAPPI,
as argentinas FANAPEL
e CELULOSA ARGENTINA,
além da chinesa
ASIA PULP &
PAPER (APP). "Não
é um incentivo
à importação,
mas uma forma de
aproximar estas
empresas de boas
práticas
para com nossos
distribuidores",
disse o executivo.
Para avançar
nas estratégias
de vendas e mercado,
a ENCAPA,
uma das maiores
distribuidores de
Minas, já
investiu R$ 2,5
milhões nos
últimos 3
anos em consultorias
como ARTHUR ANDERSEN
e PRICEWATERHOUSECOOPERS,
além de um
sistema integrado
de informática.
O sócio-proprietário
Alberto de Castro
Lima disse que já
foi sondado por
uma empresa estrangeira.
"Mas estamos
investindo para
crescer agora, não
estamos ainda preparados
para analisar propostas
assim." Romero
disse que o papel
produzido no Brasil
deverá ganhar
competitividade
já no curto
prazo, devido a
possível
valorização
da moeda chinesa.
Gazeta
Mercantil
VOLKSWAGEN
ASSUME CONTROLE
DA SCANIA POR R$
8 BILHÕES
A
VOLKSWAGEN
anunciou, em Estocolmo,
na Suécia,
que assumiu o controle
da fabricante de
caminhões
SCANIA
depois de ter adquirido
as participações
do GRUPO INVESTOR
AB, controlado pela
família Wallenberg,
e de fundações
que também
pertenciam à
família,
numa operação
que custou 2,9 bilhões
de euros, em torno
de R$ 8 bilhões.
Com a compra das
ações
desses dois grupos,
a VOLKSWAGEN, que
já era acionista
majoritária
da SCANIA, melhorou
bastante sua posição,
já que passou
a ter 68,6% dos
votos e 37,73% do
capital. Pouco depois
de a VOLKSWAGEN
anunciar o negócio
com a SCANIA, o
conselho da PORSCHE
aprovou a aquisição
de participação
majoritária
da companhia na
VOLKSWAGEN. A aquisição
da VOLKS pela PORSCHE
ainda depende de
uma análise
das agências
antimonopólio
da Europa, mas caso
o negócio
seja confirmado,
a empresa especializada
na produção
de carros esportivos
se transformará
numa competidora
global do setor
automotivo. É
que com a aquisição
da VOLKSWAGEN, a
PORSCHE levará
junto a SCANIA,
além da AUDI,
BENTLEY, BUGATTI,
LAMBORGHINI, SKODA
e SEAT, todas pertencentes
atualmente ao grupo
VOLKS. Tradicionalíssima
no Brasil, a VOLKSWAGEN
foi líder
do mercado durante
muitos anos. Terminou
2007 na segunda
colocação
do ranking brasileiro,
atrás da
FIAT e, neste ano,
iniciou forte brigando
pela primeira colocação
com a montadora
de capital italiano.
A SCANIA, por sua
vez, tem o Brasil
como seu maior mercado
no mundo à
frente da Grã-Bretanha.
No ano passado,
as vendas da SCANIA
no Brasil aumentaram
29%. A empresa vendeu
6.502 veículos.
Gazeta
Mercantil