Sexta-feira, 14/03/2008
Ano VIII – edição 314

Agrobusiness

PERDIGÃO VAI ELEVAR A PRODUÇÃO DA CCPL

A PERDIGÃO está investindo R$ 3 milhões para elevar a produção da COOPERATIVA CENTRAL DE PRODUTORES DE LEITE (CCPL) dos atuais 5 milhões de litros para 8 milhões de litros por mês, disse o Presidente da PERDIGÃO, Nildemar Secches. Segundo o executivo, o novo patamar de produção deverá ser alcançado no mês que vem, na fábrica de São Gonçalo (RJ). Secches lembrou que a CCPL está em processo de recuperação judicial desde 2005 e não descartou a aquisição da cooperativa quando essa etapa de reestruturação estiver concluída. O investimento na CCPL está sendo possível após a PERDIGÃO ter adquirido no ano passado a ELEVA, dona da marca Elegê.

Valor Econômico

GRUPO PREDILETO CONCENTRA FOCO NA ÁREA DE TRIGO

Capitalizado com a venda da PENA BRANCA, o grupo PREDILETO fará suas apostas no mercado de trigo, segmento que a companhia já atua há cerca de 60 anos, por meio do MOINHO CRUZEIRO DO SUL, com cinco unidades próprias em Belém (PA), São Luís (MA), Recife (PE), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e duas arrendadas, uma em São Paulo e outra no Mato Grosso, que pertencem à GLENCORE. "Agora somos comprador", diz Antenor de Barros Leal, Presidente do grupo. O executivo afirma que, no momento, não está negociando a compra de unidades moageiras. Em uma primeira etapa, o grupo poderá duplicar sua produção e aumentar os canais de venda neste segmento. Segundo maior processador de trigo do Brasil, atrás da BUNGE, o PREDILETO processa cerca de 700 mil toneladas de cereal por ano.

Valor Econômico

MARFRIG ARREMATA O PENA BRANCA

O MARFRIG, um dos maiores grupos do mercado de carnes do país, atravessou o caminho da TYSON FOODS e confirmou a aquisição do frigorífico PENA BRANCA, que pertencia ao GRUPO PREDILETO e estava quase nas mãos da multinacional americana. Ricardo Florence, Diretor Financeiro e de Relações Institucionais do MARFRIG, informou que o negócio foi acertado por US$ 53 milhões. A compra representa a estréia do MARFRIG no mercado de carne de frango, e Florence adiantou que os negócios nesta frente não vão parar por aí. Ao mesmo tempo em que fechava a aquisição do PENA BRANCA, o MARFRIG assinava um protocolo para a realização de uma "due dilligence" (auditoria) visando à aquisição do frigorífico DAGRANJA, controlado pelo empresário argentino Alberto Storni.
O rival JBS/FRIBOI, maior empresa do ramo do mundo, voltou a surpreender o mercado ao anunciar três grandes aquisições no exterior, por US$ 1,7 bilhão. As estratégias, contudo, são diferentes. Enquanto o JBS procura manter o foco em carne bovina e seus produtos, ainda que já opere com suínos, o MARFRIG se reforça em proteína animal em geral. Com o PENA BRANCA, maior companhia avícola do Estado de São Paulo, o MARFRIG reforça sua estrutura com dois abatedouros com capacidade para 150 mil aves por dia cada, duas granjas de matrizes e três fábricas de ração. O PENA BRANCA representou cerca de 35% do faturamento do grupo em 2007, que no total alcançou R$ 800 milhões.

Valor Econômico

Alimentos

CRESCIMENTO NO MERCADO DE REFEIÇÕES

Em 2007, as vendas para os estabelecimentos que servem refeições, em especial as padarias, ganharam destaque na VILMA ALIMENTOS. O chamado food service respondeu por 10% do faturamento em 2006, representou 14% em 2007 e deve fechar 2008 com 18% da receita, que deve alcançar R$ 404 milhões. "O que mais tem crescido nesse segmento são as vendas de misturas para bolo e salgadas, como mistura para pão e massas de pizza, para as padarias", explicou Cezar Tavares, Vice-Presidente da VILMA ALIMENTOS. As vendas para esses estabelecimentos são, em média, 6% mais rentáveis que as vendas para o varejo. Além do food service, o que deve ganhar ritmo de crescimento maior este ano são as exportações. Segundo Tavares, os novos refrescos estão de acordo com as exigências do mercado internacional, o que deve impulsionar os embarques da empresa em 2008. No ano passado, as exportações de massas, misturas e refrescos totalizaram apenas US$ 200 mil. Segundo Tavares, a meta é alcançar US$ 1,5 milhão, sendo que US$ 1 milhão seria da venda do novo refresco em pó. Os mercados que compram os produtos da VILMA são os Estados Unidos, alguns países da Europa, como a Inglaterra, e alguns africanos, como Angola.

Gazeta Mercantil

Bebidas & Fumo

FREIXENET QUER LIDERANÇA DO MERCADO DE ESPUMANTES

Após dez anos longe do mercado brasileiro, a FREIXENET, maior exportadora mundial de cava, como são conhecidos os espumantes produzidos na Espanha, fechou uma parceria com a importadora PREEBOR DO BRASIL para planejar sua volta ao mercado nacional. E com metas audaciosas: tornar-se líder do segmento de espumantes em cinco anos. Hoje a liderança do mercado de espumantes é da VINÍCOLA SALTON que responde por 50% das vendas de produtos no Brasil. No ano passado, a empresa comercializou 3,6 milhões de garrafas de espumantes e 2,44 milhões de garrafas de vinhos finos, um aumento de 22% em relação a 2006. Para esse ano, a vinícola prevê atingir a marca dos R$ 180 milhões, uma alta de 12,5% em relação ao ano anterior. A gigante espanhola também quer sua fatia nesse bolo. Contando com uma força de vendas de €500 milhões ao ano, dos quais € 350 milhões, só das exportações, a companhia, que atua em 147 países com a marca de 60 milhões de garrafas vendidas, pretende posicionar seus produtos num nicho de mercado ainda pouco explorado no Brasil. Trata-se da lacuna de preço entre espumantes nacionais, como SALTON e MIOLO, de até R$ 50, e o segmento de champanhes, dominado pelas estrangeiras MOËT CHANDON e VEUVET CLICQUOT, com produtos vendidos por mais de R$ 190. "O Brasil tem potencial para tornar-se o maior mercado da FREIXENET na América Latina", conta a Vice-Presidente de Negócios Internacionais, Montserrat Amat. Ciente de que muitas pessoas ainda não conhecem a FREIXENET, a empresa vai investir US$ 4,5 milhões em três anos para levar informações institucionais da empresa ao público consumidor.

Gazeta Mercantil

Eletroeletrônico

LG PREVÊ RECEITA DE US$ 3 BI

A sul-coreana LG ELETRONICS projeta faturamento de US$ 3 bilhões para 2008 no Brasil, ante os US$ 2,5 bilhões registrados no ano passado, quando cresceu 38,9% em relação a 2006. Os pilares desse crescimento continuam a ser as vendas de televisores e celulares que, juntas, representam cerca de 65% do faturamento da empresa no País. Mas, de acordo com Eduardo Toni, Diretor de Marketing da subsidiária, investimentos em outras áreas estão em estudo. Um dos mais aguardados é a instalação de uma unidade ou linha de produção de eletrodomésticos de linha branca (refrigeradores, fogões, entre outros). Dos 130 novos produtos que a LG lançou no Brasil, os aparelhos de linha branca continuam a ser importados. A LG ELETRONICS no Brasil alcançou a liderança no segmento de televisores, com 24% de participação. Na categoria de televisores de tela fina, a empresa possui uma liderança ainda maior, com 38% de participação. A LG ELETRONICS fechou 2007 com vendas globais de US$ 44 bilhões. Para este ano, a expectativa é alcançar US$ 50 bilhões.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

NATURA DEVERÁ INVESTIR R$ 400 MILHÕES

A NATURA definiu investimentos de R$ 400 milhões no triênio 2008/2010. O objetivo é o incremento das ferramentas de marketing e a evolução do modelo comercial da empresa. A empresa encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 462,3 milhões, praticamente estável em relação aos R$ 460,8 milhões registrados no ano anterior, alta de 0,3%. "Ainda que consideremos os resultados positivos, reconhecemos a oportunidade de acelerar nosso crescimento e aumentar nossa participação no mercado brasileiro", diz a empresa. Os investimentos previstos serão financiados pelo aumento de eficiência nos processos e manufatura e de distribuição, além de uma melhor gestão do portfólio de produtos. "Ganhos adicionais serão obtidos por meio da diluição de custos fixos, com impacto positivo de 2 pontos porcentuais da receita líquida em 2010." Para 2008, os investimentos programados totalizam R$ 135 milhões a serem alocados em: manufatura e logística; novo centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP) e tecnologia da informação.

Gazeta Mercantil

Máquinas & Equipamentos

BERTIN CRESCE EM HIGIENIZAÇÃO

A BRACOL SISTEMAS DE HIGIENIZAÇÃO, divisão do Grupo Bertin, divulga que detém 20% de participação de mercado no segmento. Em 2007, a empresa investiu R$ 5 milhões na expansão do mix de produtos e na ampliação da capacidade produtiva, com nova fábrica em Lins/ SP. Isso permitiu à planta triplicar o volume produzido, que hoje gira em torno de 400 toneladas/ mês. A empresa também ingressou no mercado internacional, com a primeira exportação ao Uruguai e Paraguai. "Para 2008, estimamos um crescimento de 25% no setor", diz o gerente nacional de vendas Sérgio Moresco.

Valor Econômico

Material de Construção

DEMANDA FAZ ETERNIT DOBRAR INVESTIMENTOS

A ETERNIT, líder em telhas de fibrocimento, anunciou investimentos 90,6% maiores para este ano, de R$ 61 milhões. "Seremos agressivos para atender à demanda", disse o Presidente da ETERNIT, Élio Martins. A empresa começa, em abril próximo, a operação de uma nova máquina em sua unidade de Goiânia (GO). A capacidade do novo equipamento será de 10 mil toneladas ao mês, acima da média de 7 mil toneladas de outras máquinas da companhia. Em janeiro de 2009 a ETERNIT colocará outra linha adicional de produção em sua fábrica no Paraná. Do total de investimentos para este ano R$ 28 milhões irão para estas novas máquinas. Sendo que R$ 8 milhões são o residual das máquinas já adquirida para a unidade de Goiânia e os outros R$ 20 milhões pagarão, integralmente, a máquina a ser instalada no Paraná. Para atender esta demanda a empresa projeta sair de uma capacidade de produção de 650 mil toneladas ao ano de 2007, quando operou a uma capacidade máxima de 95%, para uma capacidade de 730 mil toneladas este ano e 850 mil toneladas em 2009. A empresa teve lucro líquido 14% maior em 2007, na comparação com o exercício anterior, para R$ 43,6 milhões. A receita líquida foi 13% maior, de R$ 401 milhões.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

PEIXOTO DE CASTRO UNE SYNTEKO COM PROSINT

O GRUPO PEIXOTO DE CASTRO, que atua nas áreas de refino de petróleo (Refinaria de Manguinhos), química, siderúrgica e financeira, tem uma nova empresa, a GPC QUÍMICA, resultado da fusão da SYNTEKO e da PROSINT QUÍMICA, que já integravam o grupo. A GPC nasce com um faturamento de R$ 500 milhões e se consolida como maior companhia química do país nos segmentos de resina uréia/formol e metanol. Os planos para dinamizar e expandir a GPC QUÍMICA passam por investimentos da ordem de R$ 23 milhões para aumentar a produção da resina uréia/formal, das atuais 280 mil para 445 mil toneladas/ano até 2009, nas fábricas de Gravataí (RS) e Araucária (PR). A empresa tem ainda uma terceira unidade industrial de resina, em Uberaba (MG). A meta da nova empresa é ampliar o faturamento dos atuais R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos. Segundo seus cálculos, a fusão da SYNTEKO com a PROSINT gerou sinergia de R$ 20 milhões.

Valor Econômico

NOVA PETROQUÍMICA VAI FABRICAR PLÁSTICO COM GLICERINA DE SOJA

A NOVA PETROQUÍMICA dará no próximo ano sua arrancada na produção de resina de plástico a partir de fontes renováveis. A empresa deve ser a primeira no mundo a fazer plástico a partir da glicerina residual do biodiesel, informou o Gerente de Tecnologia da companhia e um dos idealizadores da resina, Pedro Boscolo. Com isso, substituirá matérias-primas de petróleo. A empresa desenvolveu tecnologia, e já registrou patente, da Bios, família de plásticos de polipropileno (usado em embalagens e autopeças) que ganha produção industrial em 2009. Com o boom na produção de biocombustíveis no País, somente este ano haverá uma oferta extra de 105 mil toneladas dessa glicerina, que seria incinerada. "Encontramos uma alternativa para crescer com custos muito baixos e usando um resíduo", disse Boscolo. A previsão da NOVA PETROQUÍMICA é de que até 2013 esse volume deverá ser de 250 mil toneladas. A companhia, que terá uma unidade piloto já em 2009 em Mauá (SP), planeja levar a produção em escala reduzida até 2011, quando pretende investir cerca de US$ 50 milhões na construção de uma fábrica para 100 mil tonelada ao ano de propeno verde. A fábrica de alta escala da resina verde deve ficar em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Gazeta Mercantil

OXITENO, DO GRUPO ULTRA, AMPLIA CAPACIDADE NA BAHIA E EM SP

Os planos de investimentos da OXITENO, unidade petroquímica do grupo ULTRA, totalizarão R$ 650 milhões no biênio 2008 e 2009. Desse total, R$ 480 milhões serão gastos este ano, informou João Benjamin Parolin, Diretor Superintendente da empresa. Um dos investimentos previstos é a ampliação da capacidade de produção de sulfatados em 50%, na unidade de produção de Suzano, em São Paulo, que receberá R$ 20 milhões, por conta da alta demanda por itens de higiene e limpeza, como detergentes, por exemplo. Além da expansão da capacidade de sulfatação, estão previstos outros investimentos para aumentar a capacidade de produção de especialidades químicas em Camaçari (BA). A unidade de São Paulo também deve receber investimentos ao longo desse ano. A área de especialidades é responsável por 75% do faturamento da empresa. Em 2007, o crescimento do volume de produção de especialidades foi de 18%, ante o crescimento total de 14%, para 621 mil toneladas. Para 2008, a previsão é de "um crescimento forte", disse.

Gazeta Mercantil

Serviços

CYRELA PARTE PARA CORRETAGEM E NEGOCIA CONTROLE DA ABYARA

A CYRELA BRAZIL REALTY está prestes a se tornar uma companhia que faz "barba, cabelo e bigode", como já se brinca no mercado imobiliário. Na liderança da incorporação residencial e disputando o topo da incorporação e administração comercial (edifícios corporativos, shoppings e imóveis industriais), a empresa pode finalizar dentro de dois meses a aquisição da imobiliária ABYARA. Incorporadores concorrentes e analistas do mercado já vinham acenando uma posição da imobiliária em busca de bons parceiros para fusão ou mesmo de um bom comprador. "A ABYARA está se oferecendo", afirma um executivo à frente de incorporadora carioca. Criada em 1995 para consultoria e corretagem, a ABYARA passou a atuar também em incorporação para incrementar receita e tornar o negócio mais dinâmico. Outra que desponta nesse segmento é a BRASIL BROKERS, que tem nas aquisições a principal estratégia de crescimento. A empresa tem feito consecutivas mas econômicas compras desde que abriu capital, com a Frema . No terceiro trimestre de 2007, somou vendas de R$ 887 milhões, contra R$ 635 milhões da ABYARA no período.

Gazeta Mercantil

TARPON INJETA R$ 250 MILHÕES NA DIRECIONAL

Os planos de oferta inicial de ações não deram certo, por conta do momento desfavorável do mercado acionário, mas a mineira DIRECIONAL ENGENHARIA conseguiu captar exatamente o volume que pretendia com o IPO. Vendeu 25% de seu capital para a gestora de recursos e de private equity TARPON INVESTMENTS, por R$ 250 milhões. É o primeiro aporte da TARPON no setor de construção, através do fundo Tarpon All Equities. "Conhecemos a reputação da DIRECIONAL, sabemos que ela tem o time certo, atuando com diversificação geográfica e com margens de retorno melhores que a média do mercado", afirma Pedro de Andrade Faria, sócio da TARPON INVESTMENTS. A TARPON vem avançando em diferentes setores, tendo adquirido participações relevantes em companhias como a calçadista AREZZO, a empresa de agronegócios BRASILAGRO e a BRENCO. A carteira total de negócios totaliza R$ 3 bilhões, somente em investimento de private equity são R$ 360 milhões. Há fôlego para mais investimentos. "Temos ainda recursos da abertura de capital, da ordem de R$ 200 milhões para novos aportes".

Gazeta Mercantil

GAFISA ELEVA RECEITA EM 77% PARA R$ 1,17 BILHÃO EM 2007

A incorporadora e construtora GAFISA elevou em 77% sua receita líquida no ano passado, para R$ 1,17 bilhão, em comparação ao exercício anterior. As novatas FIT RESIDENCIAL e BAIRRO NOVO, joint-venture com ODEBRECHT, ainda não tiveram participação relevante no caixa, mas representaram um volume de lançamentos de R$ 238 milhões no quarto trimestre, no montante de R$ 1,03 bilhão lançados no período. O lucro por ação (ajustado), saltou de R$ 0,76 para R$ 1,15, com o impacto dos gastos da oferta de ações, os dividendos dos acionistas ficam em R$ 0,87 por ação. A margem bruta da empresa melhorou de 29,8% para 32% no acumulado do ano, alavancada pela margem de 36,1% nos três últimos meses. Entretanto, a expectativa é um impacto a partir do segundo semestre deste ano, com o aumento de participação dos empreendimentos econômicos no volume de negócios.

Gazeta Mercantil

Telecomunicações & Informática

ACER ULTRAPASSA DELL NO MERCADO DE NOTEBOOKS E SE APROXIMA DA HP
A chinesa ACER ultrapassou, no último trimestre de 2007, a norte-americana DELL no mercado mundial de notebooks, e passou a ser a segunda maior desse segmento, atrás apenas da HEWLETT-PACKARD (HP). Entre outubro e dezembro, o mercado mundial de notebooks cresceu 41% em relação ao mesmo período de 2006. No total, foram vendidas 33,09 milhões de unidades em todo o mundo que, comparadas com o terceiro trimestre de 2007, indica aumento de 14% no mercado. A previsão para este ano é que o mercado de notebooks continue crescendo e atinja a marca de 135 milhões de unidades vendidas no fechado entre janeiro e dezembro.

Valor Econômico

Têxtil & Couro

LOTTO INGRESSA NO NORDESTE E BUSCA EXPANSÃO NACIONAL

Há menos de um ano no Brasil, a italiana LOTTO, fabricante de materiais esportivos que em 2006 faturou R$ 277 milhões e está presente em 80 países, é ambiciosa ao discorrer sobre seus planos no País: sua meta para 2008 é triplicar os pontos-de-venda, passando dos atuais 700 para 2,1 mil, e ser a terceira marca de material esportivo do mercado nacional. A empresa afirma que já iniciou negociações com times do eixo Rio e São Paulo. O mais novo passo na estratégia é a chegada ao Nordeste. O alvo da investida é a maior torcida de Pernambuco: a do Sport Clube do Recife, estimada em 4,2 milhões de torcedores pelo Instituto Opine. A LOTTO fechou contrato de fornecimento da nova camisa do Sport, já disponível em lojas especializadas de todo o País e no Espaço Sport, uma loja de 600 m inaugurada recentemente na sede do Clube, no Recife. O investimento no Espaço Sport é de quase R$ 2 milhões e será repetido na abertura de lojas de outros clubes patrocinados pela marca no país, Atlético Mineiro, Coritiba, Goiás e Bahia. Para o Vice-Presidente da LOTTO nas Américas, Diego Devetac, a aposta no Brasil é importante para desenvolver a marca nas Américas. No Brasil, o foco inicial da LOTTO é o futebol e o tênis, com linhas da Lotto Sport Itália e as desenvolvidas para o mercado nacional. Mais adiante, deverão chegar os produtos de extensão da marca como relógios, perfumes e óculos.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

GANHO DE PRODUTIVIDADE DÁ À GM 'FÁBRICA' DE R$ 1,5 BILHÃO

Nos quase 40 anos em que está na GM do Brasil, este é o melhor momento vivido por José Eugênio Pinheiro, comandante de um exército de pessoas e fábricas dentro do âmbito da região LAMM, que inclui América Latina, África e Oriente Médio. "O momento é verdadeiramente gratificante. Estamos aumentando a produção para dar resposta ao mercado, com isso estamos gerando empregos e ganhando dinheiro, o que ocorre desde 2006". O ciclo de prosperidade veio depois de um período, entre 1998 a 2005, de "vacas magérrimas", mas que ajudou a corporação a refletir. Nessa nova onda, a GM do Mercosul partiu para uma quebra de paradigmas. Os frutos do comprometimento são visíveis. Em dois anos, todas as quatro fábricas da região do Mercosul, Gravataí, São Caetano, São José dos Campos e Rosário, na Argentina, deram saltos de produtividade. O momento agora, é de expansão de turnos. Em São Caetano, já se está selecionando as 600 pessoas que serão admitidas para a linha de montagem. Além dos 600 empregos já anunciados, a unidade de São Caetano deverá nos próximos dias ser contemplada com outro volume igual de contratações. A área de manufatura que José Eugenio comanda na região LAAM reúne um total de 15 fábricas espalhadas pelo Quênia, África do Sul, Colômbia, Venezuela, Equador, Chile, Argentina e Brasil. Estas unidades respondem por cerca de 10% da produção total da GM, de 10 milhões de veículos.

Gazeta Mercantil

Varejo

CARREFOUR CONFIRMA A LIDERANÇA NO RANKING DE SUPERMERCADOS EM 2007

Após sete anos, o CARREFOUR voltou à liderança do ranking das 20 maiores empresas do setor supermercadista. Em 2007, o grupo francês faturou R$ 19,3 bilhões no país, superando o PÃO DE AÇÚCAR, que estava na liderança desde 2000 e teve faturamento de R$ 18,8 bilhões. O WAL-MART ficou em terceiro lugar, com faturamento de R$ 15 bilhões. Em 2006, o WAL-MART havia faturado R$ 12,9 bilhões, ficando apenas R$ 2 mil à frente do CARREFOUR. No mesmo período, o grupo PÃO DE AÇÚCAR havia faturado R$ 16,5 bilhões. Com esse resultado, o CARREFOUR supera o GRUPO PÃO DE AÇÚCAR em vendas brutas no ranking da Abras pela primeira vez desde o ano 2000. O grupo francês conquistou a posição de "número um" do setor no Brasil com a compra da rede brasileira ATACADÃO. O PÃO DE AÇÚCAR por sua vez, entrou no "atacarejo" com a compra da rede ASSAI. Com 14 lojas, a ASSAI fatura R$ 1,15 bilhão ao ano.

Valor Econômico

NUTTY BAVARIAN FOCA NE

A franquia NUTTY BAVARIAN, que comercializa castanhas glaceadas, quer intensificar sua presença no Nordeste. A rede possui hoje 3 pontos-de-venda na região (Ceará, Pernambuco e Sergipe) e das 14 unidades planejadas para abertura este ano, seis serão em cidades nordestinas. A escolha da região como foco do plano de expansão se deu, segundo a Gerente de Marketing e Vendas Camila Pacheco, porque a marca já está consolidada no Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Depois de ter aberto 14 quiosques em 2007, a rede pretende elevar dos atuais 58 para 72 o número de unidades espalhadas pelo Brasil, registrando um crescimento de 25% no número de pontos-de-venda.

Gazeta Mercantil

MAKRO REAGE À CONCORRÊNCIA, ABRE LOJAS E LANÇA CARTÃO

Conhecido por seu conservadorismo, o atacadista holandês MAKRO começa a adotar estratégias já praticadas por alguns de seus concorrentes. Resiste à idéia de que estaria reagindo ao crescimento do formato atacarejo (mistura de atacado e varejo), mas começa a testar a expansão com formato de lojas menores e também vai aceitar cartão de crédito. A empresa que sempre desprezou o plástico como forma de pagamento acaba de lançar seu cartão de crédito próprio e bandeirado (MASTERCARD e VISA), em parceria com o IBI. O teste com lojas menores, que também está sendo feito na Argentina, vai começar no Brasil pela cidade de São Paulo, no bairro Itaim Bibi, em até três meses. A idéia é atender diariamente os clientes que são foco da empresa: o segmento chamado pelo MAKRO de "horeca" (hotéis, restaurantes e catering), que respondem por cerca de 27% das vendas da empresa.

Gazeta Mercantil




 

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