Sexta-feira, 28/03/2008
Ano VIII – edição 316

Agrobusiness

MARFRIG TEM RESULTADO 50% MAIOR EM 2007

O GRUPO MARFRIG encerrou o ano de 2007 com receita líquida de R$ 3,4 bilhões. O resultado foi 56,8% acima do registrado no ano anterior. O crescimento da receita no último trimestre de 2007 foi de 54%, para R$ 1,1 bilhão. O grupo informou que o resultado deve-se "ao expressivo incremento de vendas no mercado doméstico, especialmente no segmento de food service, ampliação da capacidade de abate e da adição de produtos de maior valor agregado nos mercados argentino, brasileiro e uruguaio". No entanto, parte do crescimento por ser explicada à expansão do grupo. No ano passado, o MARFRIG investiu R$ 1,1 bilhão, dos quais R$ 563,4 milhões destinados a aquisições de empresas no Brasil e no exterior. Outros R$ 566,4 milhões na construção, ampliação, manutenção e modernização das plantas. Com isso, o MARFRIG aumentou em 55,6% o abate.

Gazeta Mercantil

BOM GOSTO VAI INVESTIR R$ 35 MILHÕES

A LATICÍNIOS BOM GOSTO anunciou a implantação de uma nova unidade industrial com capacidade para elaborar 70,6 toneladas de leite em pó por dia a partir do processamento diário de até 600 mil litros de leite. A planta deve entrar em operação em março do ano que vem em Tapejara (RS) e vai representar a estréia da empresa no mercado externo, que absorverá cerca de 50% da produção local. "Já temos contatos para exportar para Venezuela, México e Dubai", disse o Presidente da BOM GOSTO, Wilson Zanatta. A nova unidade exigirá investimentos de R$ 35 milhões, incluindo a importação de equipamentos da Holanda que chegam à cidade em setembro. A presença da BOM GOSTO no mercado internacional será reforçada, no segundo semestre de 2009, com a entrada em operação de uma fábrica no Uruguai, em San Jose de Mayo, a 90 quilômetros de Montevidéu, que será dedicada integralmente às exportações. Segundo Zanatta, em 2007 a empresa processou 500 milhões de litros de leite e apurou receita bruta R$ 550 milhões, ante R$ 213 milhões no ano anterior.

Valor Econômico

CEMIL INVESTE US$ 5 MILHÕES

A COOPERATIVA CENTRAL MINEIRA DE LATICÍNIOS (CEMIL) investiu US$ 5 milhões para mudar a embalagem do leite longa vida, agora com design diferenciado e novo prático sistema de abertura. A empresa mineira trocou a multinacional de origem sueca TETRA PAK, líder absoluta do mercado brasileiro de embalagens cartonadas, pela suíça SIG COMBIBLOC, sendo a primeira empresa do País a embalar leites regulares (integral, semidesnatado e desnatado) com material da companhia suíça, que ingressou há cinco anos no mercado brasileiro. O lançamento, no mês de janeiro, alavancou as vendas da empresa em 10%, informa o Presidente da CEMIL, João Bosco Ferreira. A CEMIL, que também fabrica achocolatados e bebidas à base de soja, também investe R$ 2 milhões em ações de marketing para divulgar a nova embalagem. No País, a empresa tem 2,5% de participação. Ferreira diz que o objetivo é saltar para 3,5% neste ano. Um dos focos é crescer na região nordeste, em razão da proximidade com Minas Gerais. Presente em 16 estados brasileiros, a CEMIL registrou faturamento de R$ 137 milhões em 2007. Para 2008, a empresa tem expectativa de crescimento de 6%, puxada pela expectativa de aumento de vendas com a nova embalagem.

Gazeta Mercantil

FRIGORÍFICOS DO PAÍS JÁ DOMINAM EXPORTAÇÕES

Mais da metade do mercado mundial de carne bovina, que movimenta 7 milhões de toneladas por ano entre exportações e importações, está nas mãos de empresas brasileiras. A explicação é o movimento de internacionalização do setor, iniciado em 2005 e que ganhou força no último ano, quando frigoríficos como JBS-FRIBOI e MARFRIG fizeram grandes aquisições no exterior. As empresas brasileiras instaladas no território nacional e lá fora, têm um potencial de exportação de 52% dessas 7 milhões de toneladas anuais globais. Além disso, têm 10% do mercado mundial de carne bovina. Só a JBS, fez nove aquisições no exterior em 2007 e acaba de anunciar a compra de três outras empresas: duas americanas (NATIONAL BEEF e SMITHFIELD BEEF) e uma australiana (TASMAN). O MARFRIG também fez nove aquisições em 2007, enquanto o BERTIN fez duas compras lá fora desde 2006. A internacionalização foi uma saída encontrada pelo setor também para driblar barreiras, que vira-e-mexe afetam o país.

Valor Econômico

Alimentos

VILLAGE PREVÊ NOVA FÁBRICA ATÉ 2010 E INVESTE R$ 4 MILHÕES

Tudo começou em 1968, em uma padaria na Vila Prudente, que em 1974 deu origem à VILLAGE, indústria de chocolates e panetones que hoje responde pela marca própria de fabricantes e varejistas líderes de mercado. João Diogo, filho de um dos fundadores, capitaneia a empresa de um jeito bem particular: "Sou sempre ouvido nas decisões finais, justamente por ser o mais velho dos atuais sócios", diz ele. A empresa planeja agora sua expansão. A empresa procura um outro terreno na zona leste para construir sua segunda fábrica, a ser inaugurada até 2010. Com isso, uma planta ficará apenas para VILLAGE e outra para terceiros. Hoje, 90% do faturamento está vinculado a apenas duas datas no ano: Páscoa e Natal. Essa realidade também deve mudar: até o final de 2008, a VILLAGE/CEPAM pretende lançar uma linha de biscoitos e de bolos para diversificar o portfólio. Para o projeto, estão previstos R$ 4 milhões, diz João Diogo. Atualmente, 60% do faturamento da empresa vêm da marca VILLAGE.

Valor Econômico

MARS REFORÇA MARCAS

Apesar da variedade de produtos que fabrica globalmente, o grupo norte-americano MARS, de marcas como M&M´s, TWIX, PEDIGREE, WHISKAS, entre outras, está enxugando o portfólio de sua operação brasileira e aposta no que realmente dá lucro à companhia no País: as principais marcas de alimentos para animais e de chocolates. Produtos como os confeitos SKITTLES, que a empresa importava até o final de 2007, sairão de cena e a ordem é buscar crescimento mais acelerado com os chocolates TWIX, M&M´s e SNICKERS, assim como ampliar a liderança no mercado de alimentos para animais, em que a marca PEDIGREE possui 22% de participação em ração para cães e a WHISKAS 33% em alimentos para gatos, segundo Filipe Ferreira, Presidente da subsidiária brasileira. "Vamos focar nessas principais marcas", disse Ferreira. Em 2007, 60% da receita de R$ 500 milhões no Brasil, que registrou alta de 15% em relação a 2006, veio das vendas de alimentos para animais e 25% das de chocolates. Para 2008, a expectativa de crescimento é repetir os 15%.

O Estado de São Paulo

FUGINI INVESTE PARA ENTRAR NO MERCADO DE PRATOS PRONTOS

A fabricante de molho de tomate e doces FUGINI, de Monte Alto, no interior de São Paulo, investiu R$ 6,2 milhões para estrear no segmento de pratos prontos. Apesar da intenção de disputar o mercado de alimentos congelados, que movimentou R$ 4,2 bilhões em 2007, os produtos da FUGINI não precisam ser resfriados ou congelados. De acordo com Auro Ninelli, Presidente da companhia, a meta é que a venda de pratos prontos, que começam a chegar às gôndolas a partir deste mês, represente até 30% do faturamento em dezembro. A capacidade de produção da nova linha é de R$ 4 milhões por mês. Em 2007, a FUGINI faturou R$ 120 milhões, 60% das vendas de molho de tomate e 40% das vendas de doces, a empresa é fabricante de goiabadas, marmeladas, amendocrem, entre outros. Para este ano, a meta é chegar a R$ 140 milhões, alta de 20% em relação ao ano passado.

Gazeta Mercantil

Bebidas & Fumo

FANTA EM OFENSIVA MUNDIAL

Em continuidade à estratégia de se posicionar como o segundo refrigerante no mercado brasileiro, a marca FANTA (COCA-COLA/FEMSA) lança uma campanha global. Um dos diferenciais, neste caso, é o fato de a campanha ser assinada pela OGILVY MATHER BRASIL. É a primeira vez que o Brasil é escolhido pela companhia para a realização de uma campanha global da marca de refrigerantes. Além da criação, a produção dos filmes também será totalmente nacional. Dados do instituto AC Nielsen mostram que em 2004 a marca possuía 5,7% do mercado total de refrigerantes, o que dava à companhia a terceira posição. Em 2007, essa participação fechou em 6,5%. O segundo lugar do ranking fechou o ano passado com 7,2%.

Gazeta Mercantil

Eletrodomésticos

ELECTROLUX TERÁ NOVA FÁBRICA NO PR

A ELECTROLUX vai abrir sua terceira fábrica no Paraná. A nova unidade deverá ficar em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. A instalação da multinacional sueca no local só depende de aprovação da Justiça, o que é esperado para os próximos dias. No ano passado a ELECTROLUX negou que, com o crescimento das vendas de eletrodomésticos, estivesse em busca de terreno no Paraná para construir uma fábrica. A empresa tem como meta "colocar a unidade em operação a partir de dezembro de 2008, gerando 500 empregos diretos". A empresa teria um cronograma de ampliação para 2009, que prevê um centro de distribuição.

Valor Econômico

Engenharia, Projetos & Construção

CYRELA ANDRADE MENDONÇA CRESCE EM SALVADOR E RECIFE

Os negócios da CYRELA ANDRADE MENDONÇA, joint venture entre CYRELA REALTY BRAZILL e a baiana ANDRADE MENDONÇA, vão de vento em popa. No ano passado, a empresa vendeu 1,1 mil das 7,2 mil unidades comercializadas na Região Metropolitana de Salvador. O resultado foi equivalente a 15,28% das vendas do setor. No que depender do sócio baiano, este ano promete ser muito melhor do que o ano passado. No decorrer de 2008 serão lançados 12 empreendimentos, sendo oito em Salvador e quatro no Recife. A empresa também não descartada ir para Maceió e João Pessoa.

Gazeta Mercantil

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

AVON INVESTE EM PERFUMES E TINTURAS PARA CRESCER NO BRASIL

Dois segmentos, um já tradicional para a companhia, o de fragrâncias, e o outro totalmente novo, o de tintura para cabelo, estão entre as principais estratégias da AVON COSMÉTICOS para crescer no território brasileiro ao longo dos próximos anos. "O Brasil é o maior mercado da companhia, após os Estados Unidos, e é dos mercados que mais cresce", destacou a Presidente mundial da companhia, Andrea Jung. A perfumaria foi justamente o primeiro segmento em que um produto da companhia fez sucesso no País. No passado, a companhia chegou a lançar exclusivamente no Brasil uma linha de xampus para cabelos crespos, desenvolvidos pelo centro de excelência da empresa para a América Latina, instalado em São Paulo. O produto hoje também é comercializado na África do Sul. Atualmente a AVON estuda a entrada no mercado de tintura para cabelo. Não é um segmento tradicional para a AVON, mas a subsidiárias da Argentina e do México vendem uma linha desenvolvida pelo laboratório mundial da empresa em parceria com o centro de pesquisas no Brasil. A intenção da companhia é lançar alguns produtos a partir do ano que vem. Em 2006 as empresas instaladas no País faturaram US$ 610 milhões com tinturas para cabelo, 28% do total faturado com produtos para o cuidado com o cabelo.

O Estado de São Paulo

Máquinas & Equipamentos

SUECA SKF FATURA 22% MAIS NO BRASIL

Os investimentos feitos em expansão pelos setores automotivo, de mineração, papel e celulose, siderurgia, alimentos e bebidas e açúcar e álcool, em especial, impulsionaram o desempenho do grupo sueco SKF no mercado brasileiro em 2007. A fabricante de rolamentos, produtos e sistemas para manutenção industrial, registrou faturamento de R$ 610 milhões no País no ano passado, um crescimento de 22% quando comparado aos R$ 500 milhões obtidos em 2006. O setor automotivo respondeu por 60% das vendas, ou R$ 366 milhões, alta de 22% em relação ao ano anterior. Já a divisão industrial da companhia, que atende a todos os outros setores da indústria, cresceu 20% e faturou R$ 244 milhões em 2007, informou Mauro Luna, Diretor de Vendas Industriais e Marketing da SKF DO BRASIL.

Gazeta Mercantil

Material de Construção

TIGRE AVALIA AQUISIÇÃO DE ATÉ US$ 50 MILHÕES NO EXTERIOR

O Presidente da TIGRE, de Joinville (SC), Amaury Olsen, disse que, se for preciso, a empresa desembolsará até US$ 50 milhões em 2008 para aquisição de fábrica no México e na América Central, mercados onde ainda não está presente, e dominados pelas concorrentes MEXICHEM, dona da AMANCO, e ALIAXIS, da BÉLGICA. Para fazer frente à concorrência, a empresa brasileira se expande rapidamente no Brasil e no exterior e mantém plano de investimentos de US$ 70 milhões em modernização, desenvolvimento de novos produtos e aumento da capacidade produtiva. No ano passado, a empresa que tenta se manter na liderança do segmento de tubos e conexões da América Latina, fechou 2007 com faturamento bruto consolidado de R$ 1,88 bilhão, valor 8,41% superior ao obtido em 2006.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

FOSFERTIL QUER DOBRAR DE TAMANHO EM ATÉ CINCO ANOS

Impulsionada pelos bons resultados obtidos em 2007 e pelas boas perspectivas para a produção agrícola brasileira, a FOSFERTIL, maior fabricante de matérias-primas para adubos do país, estabeleceu como meta dobrar de tamanho no máximo até 2013. Segundo Vital Jorge Lopes, Presidente da empresa, os planos de investimentos em estudo, que dependem da aprovação do conselho, onde seus principais acionistas (BUNGE, MOSAIC e YARA) divergem na Justiça sobre a proposta de incorporação da BUNGE FERTILIZANTES pela FOSFERTIL, permitem vislumbrar este avanço. "Entre os planos está inclusive a abertura de uma nova mina". Neste caso, explica, os estudos estão sendo feitos nas reservas minerais já de propriedade da FOSFERTIL em Minas. Em 2007 a FOSFERTIL produziu 1,108 milhão de toneladas de nutrientes derivados do fosfato (foco da empresa), ante as 929 mil do ano anterior. A FOSFERTIL encerrou 2007 com faturamento bruto de R$ 2,687 bilhões, 18,1% mais que em 2006.

Valor Econômico

UNIPAR TEM LUCRO LÍQUIDO 60% MAIOR

O grupo UNIPAR, controlado pela família Geyer, alcançou um lucro líquido de R$ 145 milhões no ano passado, 60% superior ao de 2006. O Presidente da empresa, Roberto Dias Garcia, atribuiu o desempenho não só ao incremento da atividade econômica do País ao longo de 2007, mas também à aquisição, em junho, das fábricas de polietileno da americana DOW QUÍMICA, em São Paulo e no Nordeste. Adquiridas em junho do ano passado, as duas unidades permitiram um ganho de equivalência patrimonial à UNIPAR. No ano passado, a empresa obteve um faturamento consolidado de R$ 4,1 bilhões e uma geração de caixa de R$ 425 milhões, 32% superior ao do exercício anterior. O bom desempenho ocorreu apesar da alta dos preços do petróleo no mercado internacional.

Gazeta Mercantil

BOMBRIL LANÇA MARCA DE SABÃO EM PÓ

Com uma verba de lançamento de R$ 30 milhões, a BOMBRIL vai estrear no mercado de sabão em pó. A marca escolhida para o produto será TANTO. A campanha foi criada pela agência DPZ, que mais uma vez apostou no carisma de Carlos Moreno, o eterno garoto-propaganda da BOMBRIL. O lançamento é uma clara reação à concorrente HYPERMARCAS, dona das marcas ASSOLAN e ASSIM, que também tem sabão em pó. Esse deve ser só o primeiro sinal de diversificação da companhia. Segundo fontes próximas à BOMBRIL, a empresa tem planos de fazer aquisições de empresas de higiene pessoal.

Valor Econômico

INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES VAI INVESTIR US$ 2 BI

A indústria brasileira de fertilizantes prepara um pacote de investimento de até US$ 2 bilhões nos próximos anos para elevar a produção, principalmente, de fósforo, um dos compostos usados na fabricação de fertilizantes. A crise mundial de oferta dobrou o preço da tonelada de fertilizante e voltou a tornar o negócio atrativo para as empresas. Projetos da FOSFERTIL, BUNGE, COPEBRÁS e até uma parceria com a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estão na mira do setor. VALE DO RIO DOCE, BUNGE e GALVANI entregaram propostas à INB para uma parceria para explorar uma jazida em Itataia (CE). O País importou no ano passado 22 milhões de toneladas de fertilizantes e produziu internamente apenas 7 milhões.

Valor Econômico

Telecomunicações & Informática

TIM VAI DOBRAR INVESTIMENTO NO BRASIL

A operadora de telefonia móvel TIM informou que pretende investir R$ 3,6 bilhões no Brasil em 2008, valor praticamente duas vezes maior que o R$ 1,9 bilhão desembolsado no ano passado. Porém, o aporte previsto para este ano inclui o R$ 1,3 bilhão que a empresa terá que pagar pelas licenças de terceira geração (3G), arrematadas durante leilão ocorrido em dezembro último. Excluído esse desembolso, o investimento da TIM será de R$ 2,3 bilhões, valor que contempla a construção da rede de 3G e a preparação dos sistemas para a entrada da portabilidade numérica, cujo lançamento comercial está previsto para o segundo semestre deste ano. Além disso, o montante inclui a expansão e melhoria da rede atual. O Presidente da TIM Brasil, Mário César Pereira de Araújo, disse que a empresa não iria poupar esforços, leia-se investimentos, para se manter entre as líderes do mercado nacional.
O Estado de São Paulo




 

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