Agrobusiness
PERDIGÃO
COMPRA MINEIRA COTOCHÉS
A
PERDIGÃO
anuncia a aquisição
de mais uma empresa
de lácteos,
a mineira COTOCHÉS,
por R$ 54 milhões.
As negociações
entre as duas companhias
começaram
no segundo semestre
de 2007, mas os
últimos detalhes
da operação
só foram
acertados semana
passada. A empresa
mineira, que tem
duas unidades, uma
em Rio Casca e outra
em Sabará,
tem uma captação
de 400 mil litros
de leite por dia
atualmente. O objetivo
da PERDIGÃO
é ampliar
em 50% a captação
e para isso planeja
investimentos de
R$ 30 milhões.
Com faturamento
de R$ 180 milhões
em 2007, a COTOCHÉS
é uma marca
tradicional no mercado
de Minas Gerais
e atua em leite
longa vida, leite
em pó, requeijão,
queijo, manteiga,
creme de leite,
iogurte, petit suisse,
bebidas lácteas
e sucos. A PERDIGÃO
já estava
em lácteos,
com a BATÁVIA,
e no ano passado,
adquiriu a ELEVA,
que tem negócios
em leite e carnes.
Com a compra da
COTOCHÉS,
a empresa deve ficar
bem perto da DPA,
joint venture da
NESTLÉ com
a neozelandesa FONTERRA,
no ranking de captação
de leite no país,
estimam analistas
do setor. Os últimos
números da
LEITE BRASIL sobre
as maiores empresas
de laticínios
do país,
relativos a 2006,
colocam a DPA como
primeira no ranking
de captação,
com 1,702 bilhão
de litros, seguida
pela ITAMBÉ,
com 1,039 bilhão
de litros. No ano
passado, a PERDIGÃO
faturou R$ 7,8 bilhões
e sua agora controlada,
a ELEVA, teve receita
bruta de R$ 2,644
bilhões no
período.
Valor
Econômico
BOM
GOSTO FAZ TERCEIRA
AQUISIÇÃO
EM NOVE MESES
A
BOM
GOSTO, com sede
em Tapejara (RS),
anunciou a terceira
aquisição
em um período
de nove meses, a
segunda na Zona
da Mata de Minas
Gerais. Desta vez
a incorporada foi
a LATICÍNIOS
SANTA RITA, que
tem matriz na cidade
de Muriaé
e garante o ingresso
da empresa gaúcha
no segmento de sucos
prontos para beber.
Segundo o Presidente
da BOM GOSTO, Wilson
Zanatta, a SANTA
RITA pode processar
350 mil litros de
leite por dia para
a produção
de leite longa vida,
bebidas lácteas,
achocolatados, requeijão
e queijos com a
marca SARITA, mas
vem operando a 250
mil litros por dia,
captados de 1,2
mil produtores.
Com a aquisição,
a indústria
gaúcha amplia
a capacidade instalada
para 3 milhões
de litros diários
e a industrialização
efetiva, na atual
entressafra, para
2 milhões
de litros/dia. A
SANTA RITA tem forte
presença
no mercado mineiro,
principalmente em
Belo Horizonte,
e faturou R$ 111
milhões em
2007. A incorporação
da SANTA RITA deverá
elevar o faturamento
da empresa gaúcha
para mais de R$
800 milhões
em 2008, ante R$
550 milhões
em 2007. No ano
passado a receita
já havia
crescido quase 160%
sobre o exercício
anterior, impulsionada
ainda pela compra
da NUTRILAT, de
Fazenda Vilanova
(RS).
Valor
Econômico
JBS
PODE VOLTAR A COMPRAR
NO PAÍS
A
maior indústria
frigorífica
do mundo pode voltar
a se expandir no
Brasil. O Presidente
do JBS,
Joesley Batista,
admitiu possíveis
compras no País.
Os frigoríficos
INDEPENDÊNCIA
e GARANTIA estariam
na "mira"
do FRIBOI. Atualmente,
o JBS tem uma capacidade
de abate no Brasil
de quase 19 mil
animais por dia,
enquanto a do INDEPENDÊNCIA
é 9,5 mil
e a do GARANTIA,
2,3 mil. As ações
do JBS encerraram
em alta de 8,12%,
cotadas a R$ 7,19,
na Bolsa de Valores
de São Paulo
(Bovespa). "Da
mesma forma que
eu disse que não
assistia oportunidades
no Brasil, começo
a mudar a minha
visão. Para
2009 vamos ter várias
oportunidades no
Brasil", afirma
Batista.
Gazeta
Mercantil
FATURAMENTO
DA CAROL AUMENTA
20%
A
COOPERATIVA DOS
AGRICULTORES DA
REGIÃO DE
ORLÂNDIA (CAROL),
da cidade paulista
de Orlândia,
encerrou o ano passado
com faturamento
de R$ 1,015 bilhão,
um crescimento de
20% em relação
a 2006. Os ganhos
da cooperativa atingiram
R$ 25,068 milhões,
o maior da história
da CAROL, de acordo
com o Diretor-Executivo
José Eduardo
Senise. Os bons
resultados foram
atribuídos
à recente
reestruturação
promovida na cooperativa,
que passou pela
profissionalização
da gestão
e aumento do número
de filiais nas regiões
Sudeste e Centro-Oeste
do país.
À frente
da cooperativa desde
maio de 2006, Senise,
assumiu o cargo
de CEO da cooperativa
em janeiro do ano
passado, com a meta
de ultrapassar em
R$ 1 bilhão
a receita para cooperativa.
O
Estado de São
Paulo
PARMALAT
VAI VENDER SORVETES
EM SUPERMERCADOS
A
companhia de alimentos
PARMALAT
vai aumentar o seu
portfólio
de produtos. Até
o final de abril,
a empresa começará
a vender potes de
sorvete em 90 pontos
de venda de São
Paulo e do Rio de
Janeiro, como supermercados
e empórios.
O produto deverá
concorrer, inicialmente,
com as marcas mais
sofisticadas do
segmento, como o
HÄAGEN-DAZS.
Hoje, a PARMALAT
vende sorvetes apenas
através de
uma franquia de
lojas especializadas
chamadas "Gelateria
Parmalat".
O lançamento
faz parte de uma
estratégia
da PARMALAT para
aumentar sua lucratividade.
"A empresa
está realizando
sua expansão
através de
novos produtos com
maior valor agregado
e, conseqüentemente,
maior margem de
lucro", diz.
Hoje, cerca de metade
do faturamento da
companhia vem do
leite UHT, um dos
produtos alimentícios
com menor margem.
Desde o final do
ano passado, a PARMALAT
adquiriu duas empresas,
a SÓ-NATA
e a IBITURUNA, que
aumentaram sua participação
de mercado em produtos
como manteiga, creme
de leite e queijo.
O
Estado de São
Paulo
Autopeças
VENDA
DE CAMINHÕES
CRESCE 28% ATÉ
MARÇO
O
mercado de caminhões
surpreende as estimavas
das montadoras e
fecha o primeiro
trimestre com 25.751
veículos
emplacados, volume
28% superior ao
mesmo período
de 2007, quando
as vendas totalizaram
20.118 unidades.
"O ritmo forte
do setor agrícola
e a facilidade de
crédito estão
impactando positivamente
nas vendas de caminhões
e isso faz crescer
também a
nossa produção
de motores diesel",
disse Luis Pasquotto,
Diretor Senior de
mercado da
CUMMINS DO BRASIL.
A fabricante de
motores, que acabou
de aumentar a capacidade
da unidade de Guarulhos
(SP), de 300 para
340 motores por
dia já avalia
a possibilidade
de novos investimentos
para a demanda futura
e em novos produtos.
"Para este
ano esperávamos
produzir 80 mil
motores, 3,8% superior
às 77 mil
unidades produzidas
em 2007 mas, com
a alta demanda de
caminhões
o volume vai superar
90 mil unidades",
comentou o Diretor
da CUMMINS. Em março
as vendas de caminhões
somaram 9.552 unidades,
volume 17,02% superior
aos 8.163 veículos
que foram emplacados
em fevereiro deste
ano. As vendas de
ônibus também
apresentaram resultados
positivos no primeiro
trimestre do ano,
com crescimento
de 16,36%.
Gazeta
Mercantil
Bebidas
& Fumo
PERNOD
RICARD COMPRA ABSOLUT
E ENCOSTA NA DIAGEO
O
fabricante francês
de bebidas PERNOD
RICARD anunciou
a compra da estatal
sueca VIN &
SPRIT, dona da famosa
marca ABSOLUT VODKA,
por ? 5,626 bilhões
de euros. A aquisição
torna o grupo francês
líder mundial
do setor de vodcas
de luxo, com 27%
de participação
nesse segmento,
e reforça
sua vice-liderança
mundial da indústria
de destilados em
geral, com 91 milhões
de caixas vendidas,
se aproximando agora
ainda mais do número
um do setor, a britânica
DIAGEO (dona da
marca SMIRNOFF),
que totaliza 93
milhões de
caixas. Líder
mundial entre as
vodcas "premium",
ABSOLUT é
uma das quatro marcas
mundiais que integram
o seleto clube de
destilados que ultrapassam
os 10 milhões
de caixas vendidas
por ano.
Valor
Econômico
VENDAS
DA DIAGEO AUMENTAM
25% EM 2007
O
aumento do consumo
da bebida, carro-chefe
do faturamento da
DIAGEO
no país,
fez com que a empresa
registrasse crescimento
de 25% na receita
de 2007, chegando
a R$ 280 milhões.
Trata-se de um desempenho
superior ao da média
de crescimento global
do grupo, da ordem
de 7% no ano passado,
chegando a 7,5 bilhões
de libras (R$ 30,4
bilhões).
"Foi o nosso
melhor ano desde
1990", diz
o Presidente da
DIAGEO BRASIL, Alex
Louro. No Brasil,
a DIAGEO vem investindo
no rejuvenescimento
da marca JOHNNIE
WALKER, além
de traçar
estratégias
para crescer com
cachaça.
Neste ano, a meta
é crescer
entre 15% e 20%.
Valor
Econômico
SARA
LEE FAZ ACORDO COM
MARATÁ E
CRESCE NO NORDESTE
A
gigante SARA
LEE fechou um
acordo com o grupo
MARATÁ,
terceira maior torrefadora
de café do
Brasil, para expandir
suas vendas no Nordeste.
Por este acordo,
a MARATÁ
industrializa, empacota
e distribui os produtos
da multinacional
americana naquela
região. O
entendimento entre
as duas empresas
é visto no
mercado como mais
um passo consolidador
da SARA LEE. Mas
a companhia nega
uma eventual aquisição.
Líder no
varejo em vendas
no Brasil, a multinacional
chegou ao Brasil
em 1998, quando
comprou as marcas
CAFÉ DO PONTO
e SELETO. Em 2000,
adquiriu de uma
só tacada
as marcas UNIÃO,
PILÃO e CABOCLO,
com maior atuação
na região
centro-sul do país.
Agora, por meio
desse acordo, a
SARA LEE passa a
utilizar as instalações
da torrefadora MARATÁ
em Itaporanga d'Ajuda,
no Sergipe, sede
da empresa, e passa
a ter o controle
da produção
das suas marcas
naquela região,
segundo um executivo
da múlti.
De gestão
familiar, a MARATÁ
foi fundada há
50 anos e atua há
25 anos em café.
O grupo sergipano
também tem
uma divisão
de suco de laranja,
que representa 15%
do faturamento da
companhia, estimado
em R$ 500 milhões.
A SARA LEE, com
faturamento líquido
global de US$ 12,3
bilhões,
ainda é o
grande player neste
mercado, considerando
que nos últimos
dez anos realizou
cinco importantes
aquisições.
Valor
Econômico
LD
EXPORTARÁ
SUCO DE LARANJA
FRESCO
O
grupo francês
LOUIS DREYFUS
COMMODITIES vai
estrear no mercado
de suco de laranja
fresco e não
concentrado (NFC
, na sigla em inglês).
Com demanda crescente
no mercado internacional
e considerado de
maior valor agregado
em comparação
com o suco concentrado
e congelado, o NFC
vai consumir investimentos
adicionais do grupo
no Brasil. Com o
aporte de R$ 50
milhões,
a LD contará
com um terminal
próprio no
porto de Santos,
que terá
como função
principal o escoamento
da produção
para o mercado externo.
O mercado do NFC
aumenta 35% ao ano
e pode atingir 1
bilhão de
litros até
2010, volume que
corresponde às
vendas atuais de
suco de laranja
concentrado e congelado,
conforme Kenneth
Geld, Presidente
da companhia. Na
área de suco
de laranja, o cronograma
de investimentos
LOUIS DREYFUS no
Brasil entre 2008
e 2012 é
de R$ 550 milhões.
O
Estado de São
Paulo
Farmacêutico,
Cosméticos
& Higiene
SEDA
INVESTE R$ 30 MILHÕES
EM MARCA
Uma
pesquisa realizada
pela
UNILEVER para
o xampu SEDA
demonstra que 90%
das mulheres acreditam
que os cabelos desempenham
um papel fundamental
na aparência.
No Brasil, o índice
é ainda maior:
95% das entrevistadas
assinam embaixo
a afirmação.
Com base nesse e
em outros dados
do estudo, a companhia
reposiciona a marca
SEDA globalmente.
No Brasil, o investimento
no projeto é
superior a R$ 30
milhões.
"Com base na
pesquisa, descobrimos
que o cabelo tem
um papel fundamental
na vida da mulher
e que com SEDA ela
pode aproveitar
o que há
de melhor na vida",
afirma a Vice-Presidente
de Marketing da
UNILEVER BRASIL,
Andréa Rolim.
Como parte do novo
conceito, a marca
também renova
embalagens e logotipo.
Gazeta
Mercantil
EXPORTAÇÕES
DA BAYER A PARTIR
DO BRASIL CRESCEM
QUASE 300%
O
resultado do grupo
alemão BAYER
ainda não
voltou ao azul no
Brasil, prejudicado
pelo desempenho
negativo nos últimos
anos da divisão
voltada para o agronegócio,
mas as operações
brasileiras têm
bons números
para reportar à
matriz. As exportações
da subsidiária
cresceram 283% no
ano passado, em
relação
a 2006, e atingiram
R$ 600 milhões,
valor impulsionado
principalmente pelos
R$ 470 milhões
comercializados
no exterior pela
fábrica localizada
na capital paulista
que produz, em especial,
produtos hormonais,
como contraceptivos.
A unidade, que no
ano anterior havia
exportado R$ 30
milhões,
fazia parte dos
ativos da SCHERING,
farmacêutica
adquirida pela BAYER
em 2006. Atendendo
basicamente a América
Latina, a fábrica,
transformada em
plataforma de exportações
de hormonais sólidos,
inicia a partir
deste ano vendas
também para
países asiáticos,
disse o Presidente
da BAYER no Brasil,
Horstfried Laepple,
durante a divulgação
dos resultados de
2007, quando o grupo
registrou vendas
líquidas
de R$ 3,3 bilhões
no País,
um crescimento de
25% ante o ano anterior.
Com isso, a subsidiária,
que engloba a BAYER
CROPSCIENCE, divisão
de agronegócio;
a BAYER HEALTHCARE,
farmacêutica;
e a BAYER MATERIALSCIENCE,
de materiais especiais,
como poliuretano
e policarbonato,
passou da 9ª
para a 7ª posição
no ranking interno
de faturamento da
BAYER, ultrapassando
a Grã Bretanha
e a Espanha. A BAYER
HEALTHCARE, a mais
importante divisão
em âmbito
mundial com vendas
de € 14,8 bilhões
em 2007, cresceu
50% no ano passado
e foi a R$ 1,3 bilhão
no Brasil, 39% do
total do grupo.
Gazeta
Mercantil
NATURA
MUDA MODELO DE GESTÃO
Em
menos de um mês
e meio, a NATURA
voltou ao mercado
para contratar executivos
que estavam no comando
de outras companhias
e reforçar
o primeiro escalão.
Depois da contratação
do Presidente da
JOHNSON & JONHSON,
José Vicente
Marino, em fevereiro,
agora é a
vez de Marcelo Cardoso,
que estava na presidência
para a América
Latina da DBM, consultoria
de recursos humanos.
Cardoso será
responsável
pela Vice-Presidência
de Desenvolvimento
Organizacional,
posto que acaba
de ser criado pela
fabricante de cosméticos.
A contratação
representa, na verdade,
uma mudança
radical na estrutura
da companhia. Sob
o comando de Cardoso,
a NATURA irá
replicar o modelo
de gestão
por processos, já
em funcionamento
nas fábricas
há cerca
de um ano, em toda
a companhia. Hoje,
as fábricas
operam em células
que cuidam de todo
o processo, uma
linha de produtos,
por exemplo, do
início ao
fim. Quando aplicado
na empresa inteira,
esse conceito reduz
níveis hierárquicos
e substitui as áreas
tradicionais, como
recursos humanos
e finanças
pelo que a empresa
chama de cadeia
de processos. No
caso da NATURA,
serão divididos
em principais, de
gestão e
de apoio. Quando
anunciou um plano
de ação
até 2010,
Carlucci destacou
que a evolução
na gestão
da empresa seria
um dos pilares dessa
estratégia,
mas não deu
detalhes. Segundo
Carlucci, o projeto
deve estar totalmente
implantado em dois
anos.
O
Estado de São
Paulo
Máquinas
& Equipamentos
SPRINGER
CARRIER PODE FABRICAR
MARCA TOSHIBA NO
PAÍS ATÉ
2010
Toshio
Murakami assumiu
a superintendência
comercial da
SPRINGER CARRIER,
empresa da multinacional
norte-americana
CARRIER, maior fabricante
mundial de condicionadores
de ar, no Brasil
há sete anos.
Durante esse período,
o executivo enfrentou
o que considera
o maior desafio
de sua carreira
até agora:
o apagão
de 2001. A repentina
preocupação
dos brasileiros
com o consumo energético,
fez com que as vendas
despencassem naquele
ano. Hoje, essa
característica
está prestes
a se tornar uma
grande aliada. Murakami
contou que a CARRIER
planeja produzir
no Brasil os aparelhos
com compressores
de velocidade variável
da marca TOSHIBA,
atualmente importados
do Japão,
que consomem cerca
de 500 wats por
hora, ante os 600
watts por hora dos
modelos mais econômicos
disponíveis
no mercado atualmente.
A TOSHIBA e a CARRIER
se associaram no
Japão, onde
a japonesa é
majoritária,
e no resto do mundo,
onde a norte-americana
tem maior participação,
para produzir os
aparelhos. "Esperamos
iniciar a produção
até 2010
(do modelo da Toshiba)",
afirmou o executivo,
sem revelar os investimentos
necessários.
Os planos de expansão
da empresa não
param por aí.
Este ano, na fábrica
de Manaus (AM),
estão previstas
a ampliação
da linha de aparelhos
"de janela",
a inauguração
de uma linha de
produção
dos modelos "splits"
(separados em partes
externa e interna)
e a operação
de uma nova fábrica
de "splits",
prevista para ser
inaugurada no segundo
semestre. Com todos
esses investimentos,
a empresa deve ultrapassar
uma atrativa barreira
em vendas: R$ 1
bilhão, 25%
acima dos R$ 800
milhões do
ano passado.
Gazeta
Mercantil
Papel
& Celulose
KLABIN
REAVALIA PROJETOS
E PREPARA NOVA EXPANSÃO
A
KLABIN conclui
este mês,
com a instalação
de uma caldeira
que vai garantir
praticamente toda
energia necessária
ao acréscimo
de produção,
o maior projeto
da história
da companhia, batizado
de MA 1100, que
absorveu R$ 2,2
bilhões e
elevou a capacidade
produtiva da empresa
dos 1,6 milhões
para 2 milhões
de toneladas anuais.
O acréscimo
foi direcionado
à fabricação
de papel-cartão,
de maior valor agregado
do que o kraftliner,
que é usado
na produção,
por exemplo, de
embalagens de papelão
ondulado e no qual
a KLABIN detém
6% das vendas mundiais
entre países.
Considerando investimentos
feitos anteriormente,
há cerca
de três anos,
quando iniciou a
expansão
de cartão
na unidade de Angatuba
(SP), a oferta de
cartão da
KLABIN passa de
390 mil para 750
mil toneladas. Agora,
o primeiro desafio
da empresa, que
trocou o comando
na última
terça-feira,
é acelerar
a curva de aprendizagem
para extrair o máximo
dos novos investimentos
no menor prazo possível,
afirmou o novo Diretor-Geral
da KLABIN, Reinoldo
Poernbacher. A KLABIN
já anunciou
novos investimentos
em Santa Catarina
e também
pensa em aproveitar
toda estrutura básica
já instalada
no MA 1100, na unidade
Monte Alegre, em
Telêmaco Borba
(PR), para colocar
em operação
no local uma nova
máquina com
capacidade para
mais cerca de 400
mil toneladas por
ano. O objetivo
é alcançar
capacidade anual
de 3 milhões
de toneladas de
papel até
2012.
Gazeta
Mercantil
Química
& Petroquímica
LANXESS
CONCLUI AQUISIÇÃO
DA PETROFLEX
O
grupo alemão
LANXESS concluiu
a aquisição
da PETROFLEX,
maior produtora
de borracha sintética
na América
Latina, que pertencia
ao grupo UNIPAR
e à BRASKEM.
A negociação
envolve a compra
de 70% das ações
da empresa. O restante
está distribuído
no mercado de capitais.
A LANXESS deve publicar
em breve uma oferta
pública pelas
ações.
Os resultados da
empresa brasileira
passarão
a ser incluídos
nas declarações
financeiras da LANXESS
a partir do segundo
trimestre. O negócio
havia sido anunciado
em dezembro do ano
passado, mas ainda
dependia da aprovação
das leis antitruste
do Brasil e da Alemanha.
A aquisição
envolveu 200 milhões.
O principal executivo
da LANXESS, Axel
Heitmann, disse
que são previstos
para 2008 "investimentos
significantes, na
faixa de dois dígitos
de milhões
de euros".
"O Brasil é
o segundo mercado
em foco no segmento
de borracha hoje
para a LANXESS,
já que passa
a ser o segundo
maior rendimento
da companhia depois
dos Estados Unidos.
Além disso,
há grandes
perspectivas de
crescimento, especialmente
no mercado automobilístico",
afirmou.
O
Estado de São
Paulo
RENNER
INVESTE EM SORO
DE LEITE EM PÓ
O
grupo RENNER
HERRMANN, do
setor de tintas
para madeiras, marítimas
e para manutenção
industrial, além
de embalagens metálicas
e florestamento,
vai diversificar
os negócios.
A empresa anunciou
a construção
este ano de uma
planta de produção
de soro de leite
em pó na
região do
Alto Uruguai, no
Rio Grande do Sul,
com investimento
estimado de R$ 30
milhões.
De acordo com o
Diretor do projeto,
Cláudio Hausen,
a unidade terá
capacidade para
desidratar 1,5 milhão
de litros de soro/dia
e vai operar como
prestadora de serviços
para queijarias
do Estado e também
de Santa Catarina.
De acordo com ele,
os clientes entregarão
o soro e receberão
o produto em pó
para uso próprio
ou comercialização.
A expectativa é
que o empreendimento
seja o início
dos investimentos
do grupo. "Apostamos
no segmento e seguimos
atentos às
oportunidades",
disse Hausen. O
soro em pó
é matéria-prima
para a fabricação
de alimentos como
iogurtes, biscoitos
e isotônicos
e ração
animal.
Valor
Econômico
Têxtil
& Couro
VULCABRAS
DEVE ELEVAR IMPORTAÇÃO
DE REEBOK
A
VULCABRAS
e a ADIDAS
anunciaram a criação
de uma joint-venture
para operar a marca
REEBOK
no Brasil, Argentina
e Paraguai até
2015. Com a parceria,
a VULCABRAS, que
já tinha
a licença
de operação
da marca nesses
três países,
deverá aumentar
a importação
dos produtos REEBOK.
Os importados representam
hoje 5% dos tênis
REEBOK vendidos
no Brasil e devem
passar a 30% em
sete anos. "Poderemos
comprar diretamente
dos fabricantes
na Ásia,
o que reduzirá
os custos em cerca
de 15% e o câmbio
está favorável
à importação",
disse Milton Cardoso,
Diretor-Superintendente
da VULCABRAS. A
partir da joint-venture,
cujo Presidente
será Pedro
Grendene Bartelle,
a VULCABRAS deixará
de pagar royalties
pelo uso da marca
REEBOK e dividirá
com a empresa os
lucros do negócio.
No novo contrato,
a VULCABRAS negociou
com a ADIDAS, que
desde 2005 é
dona da REEBOK,
a flexibilização
da cláusula
que proibia a empresa
brasileira de ter
contratos com qualquer
outra marca esportiva.
Agora, a cláusula
impede a VULCABRAS
de trabalhar com
NIKE, MIZUNO, CONVERSE,
NEW BALANCE, SKETCHERS,
UNDER ARMOUR, PUMA
e a própria
ADIDAS. Para fechar
a aquisição
da AZALÉIA,
que detém
a OLYMPIKUS desde
2007, a VULCABRAS
precisou negociar
com a ADIDAS.
Gazeta
Mercantil
Transporte
& Logística
VENDAS
EM ALTA SELAM O
FIM DA CRISE NA
FORD
Muitos
temeram perder o
emprego em 31 de
março de
2006, quando terminou
a estabilidade de
cinco anos na FORD
em São Bernardo
do Campo (SP). A
data pôs fim
a um dos mais marcantes
acordos da história
das relações
trabalhistas no
país. Não
houve demissões
desde então.
Exatos dois anos
depois, às
6h40 de hoje, 3,3
mil operários
da produção
entrarão
na fábrica
sem medo. Eles estão
protegidos. As coisas
mudaram muito na
fábrica de
41 anos, localizada
no bairro do Taboão.
O grau de eficiência
está ainda
distante de outras,
incluindo a fábrica
da própria
FORD na Bahia. Mas
o quadro é
de longe melhor
do que naqueles
"dias negros",
como Grant Belanger,
responsável
pelas operações
e qualidade da companhia
na América
do Sul, define o
período de
1998 a 2001. A direção
da empresa, em Dearborn,
não precisa
mais se preocupar
com o Brasil. Ao
contrário,
em recente visita,
o Presidente da
FORD AMÉRICAS,
Mark Fields, se
referiu à
América do
Sul, que acumula
16 trimestres consecutivos
de lucros, como
exemplo de reestruturação
que será
imitado pela matriz.
Valor
Econômico
TOYOTA
QUER NOVA FÁBRICA
E CARROS MAIS BARATOS
PARA CRESCER
A
elevada dependência
da matriz na tomada
de decisões
atrasou os planos
de crescimento da
TOYOTA
no Brasil. Sem carros
na faixa de preços
abaixo dos R$ 60
mil, a montadora,
que tem 2,8% das
vendas de veículos
no país,
desistiu da idéia
de conseguir ser
dona de 10% desse
mercado até
2010, uma projeção
referendada pelos
representantes da
companhia ao longo
da última
década. Mais
do que a maior parte
das montadoras que
atuam no Brasil,
qualquer tomada
de decisão
nessa empresa depende
do aval da matriz,
no Japão.
Isso vale para os
padrões de
qualidade dos veículos
que produz, concepção
de novos projetos
e até a escolha
da localização
de uma nova fábrica.
Agora está
a cargo de uma equipe
do Japão,
que é responsável
por todas as novas
linhas de produção
da companhia em
qualquer parte do
mundo, a tarefa
de escolher um estado
brasileiro para
erguer uma nova
fábrica.
São Paulo,
Rio de Janeiro,
Santa Catarina e
Rio Grande do Sul
estão nessa
disputa, que não
tem data para ser
definida, embora
a equipe brasileira
torça para
que saia ainda este
ano. O grupo de
técnicos
japoneses é
responsável
pela abertura de
quatro novas fábricas
da TOYOTA, em média,
por ano.
Gazeta
Mercantil
VENDA
DE CARROS CRESCE
31,4% NO TRIMESTRE
A
indústria
automobilística
bateu mais um recorde
de vendas no mercado
interno, que continua
aquecido por conta
da ampliação
dos prazos de financiamento.
As vendas de carros
de passeio, caminhões
e ônibus aumentaram
31,4% no primeiro
trimestre na comparação
com os três
primeiros meses
do ano passado.
O volume de vendas
em março
cresceu 20%, mesmo
levando em conta
o feriado da Páscoa.
A VOLKSWAGEN
ficou muito próxima,
com 23,1%. A fatia
da GENERAL
MOTORS , terceira
colocada, foi de
20,9% e a da FORD,
9,3%. HONDA
e RENAULT
praticamente empataram
no quarto lugar,
seguidas, na seqüência,
por PEUGEOT,
CITROËN,
TOYOTA
e MITSUBISHI.
Valor
Econômico