Sexta-feira, 04/04/2008
Ano VIII – edição 317

Agrobusiness

PERDIGÃO COMPRA MINEIRA COTOCHÉS

A PERDIGÃO anuncia a aquisição de mais uma empresa de lácteos, a mineira COTOCHÉS, por R$ 54 milhões. As negociações entre as duas companhias começaram no segundo semestre de 2007, mas os últimos detalhes da operação só foram acertados semana passada. A empresa mineira, que tem duas unidades, uma em Rio Casca e outra em Sabará, tem uma captação de 400 mil litros de leite por dia atualmente. O objetivo da PERDIGÃO é ampliar em 50% a captação e para isso planeja investimentos de R$ 30 milhões. Com faturamento de R$ 180 milhões em 2007, a COTOCHÉS é uma marca tradicional no mercado de Minas Gerais e atua em leite longa vida, leite em pó, requeijão, queijo, manteiga, creme de leite, iogurte, petit suisse, bebidas lácteas e sucos. A PERDIGÃO já estava em lácteos, com a BATÁVIA, e no ano passado, adquiriu a ELEVA, que tem negócios em leite e carnes. Com a compra da COTOCHÉS, a empresa deve ficar bem perto da DPA, joint venture da NESTLÉ com a neozelandesa FONTERRA, no ranking de captação de leite no país, estimam analistas do setor. Os últimos números da LEITE BRASIL sobre as maiores empresas de laticínios do país, relativos a 2006, colocam a DPA como primeira no ranking de captação, com 1,702 bilhão de litros, seguida pela ITAMBÉ, com 1,039 bilhão de litros. No ano passado, a PERDIGÃO faturou R$ 7,8 bilhões e sua agora controlada, a ELEVA, teve receita bruta de R$ 2,644 bilhões no período.

Valor Econômico

BOM GOSTO FAZ TERCEIRA AQUISIÇÃO EM NOVE MESES

A BOM GOSTO, com sede em Tapejara (RS), anunciou a terceira aquisição em um período de nove meses, a segunda na Zona da Mata de Minas Gerais. Desta vez a incorporada foi a LATICÍNIOS SANTA RITA, que tem matriz na cidade de Muriaé e garante o ingresso da empresa gaúcha no segmento de sucos prontos para beber. Segundo o Presidente da BOM GOSTO, Wilson Zanatta, a SANTA RITA pode processar 350 mil litros de leite por dia para a produção de leite longa vida, bebidas lácteas, achocolatados, requeijão e queijos com a marca SARITA, mas vem operando a 250 mil litros por dia, captados de 1,2 mil produtores. Com a aquisição, a indústria gaúcha amplia a capacidade instalada para 3 milhões de litros diários e a industrialização efetiva, na atual entressafra, para 2 milhões de litros/dia. A SANTA RITA tem forte presença no mercado mineiro, principalmente em Belo Horizonte, e faturou R$ 111 milhões em 2007. A incorporação da SANTA RITA deverá elevar o faturamento da empresa gaúcha para mais de R$ 800 milhões em 2008, ante R$ 550 milhões em 2007. No ano passado a receita já havia crescido quase 160% sobre o exercício anterior, impulsionada ainda pela compra da NUTRILAT, de Fazenda Vilanova (RS).

Valor Econômico

JBS PODE VOLTAR A COMPRAR NO PAÍS

A maior indústria frigorífica do mundo pode voltar a se expandir no Brasil. O Presidente do JBS, Joesley Batista, admitiu possíveis compras no País. Os frigoríficos INDEPENDÊNCIA e GARANTIA estariam na "mira" do FRIBOI. Atualmente, o JBS tem uma capacidade de abate no Brasil de quase 19 mil animais por dia, enquanto a do INDEPENDÊNCIA é 9,5 mil e a do GARANTIA, 2,3 mil. As ações do JBS encerraram em alta de 8,12%, cotadas a R$ 7,19, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). "Da mesma forma que eu disse que não assistia oportunidades no Brasil, começo a mudar a minha visão. Para 2009 vamos ter várias oportunidades no Brasil", afirma Batista.

Gazeta Mercantil

FATURAMENTO DA CAROL AUMENTA 20%

A COOPERATIVA DOS AGRICULTORES DA REGIÃO DE ORLÂNDIA (CAROL), da cidade paulista de Orlândia, encerrou o ano passado com faturamento de R$ 1,015 bilhão, um crescimento de 20% em relação a 2006. Os ganhos da cooperativa atingiram R$ 25,068 milhões, o maior da história da CAROL, de acordo com o Diretor-Executivo José Eduardo Senise. Os bons resultados foram atribuídos à recente reestruturação promovida na cooperativa, que passou pela profissionalização da gestão e aumento do número de filiais nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país. À frente da cooperativa desde maio de 2006, Senise, assumiu o cargo de CEO da cooperativa em janeiro do ano passado, com a meta de ultrapassar em R$ 1 bilhão a receita para cooperativa.

O Estado de São Paulo

PARMALAT VAI VENDER SORVETES EM SUPERMERCADOS

A companhia de alimentos PARMALAT vai aumentar o seu portfólio de produtos. Até o final de abril, a empresa começará a vender potes de sorvete em 90 pontos de venda de São Paulo e do Rio de Janeiro, como supermercados e empórios. O produto deverá concorrer, inicialmente, com as marcas mais sofisticadas do segmento, como o HÄAGEN-DAZS. Hoje, a PARMALAT vende sorvetes apenas através de uma franquia de lojas especializadas chamadas "Gelateria Parmalat". O lançamento faz parte de uma estratégia da PARMALAT para aumentar sua lucratividade. "A empresa está realizando sua expansão através de novos produtos com maior valor agregado e, conseqüentemente, maior margem de lucro", diz. Hoje, cerca de metade do faturamento da companhia vem do leite UHT, um dos produtos alimentícios com menor margem. Desde o final do ano passado, a PARMALAT adquiriu duas empresas, a SÓ-NATA e a IBITURUNA, que aumentaram sua participação de mercado em produtos como manteiga, creme de leite e queijo.

O Estado de São Paulo

Autopeças

VENDA DE CAMINHÕES CRESCE 28% ATÉ MARÇO

O mercado de caminhões surpreende as estimavas das montadoras e fecha o primeiro trimestre com 25.751 veículos emplacados, volume 28% superior ao mesmo período de 2007, quando as vendas totalizaram 20.118 unidades. "O ritmo forte do setor agrícola e a facilidade de crédito estão impactando positivamente nas vendas de caminhões e isso faz crescer também a nossa produção de motores diesel", disse Luis Pasquotto, Diretor Senior de mercado da CUMMINS DO BRASIL. A fabricante de motores, que acabou de aumentar a capacidade da unidade de Guarulhos (SP), de 300 para 340 motores por dia já avalia a possibilidade de novos investimentos para a demanda futura e em novos produtos. "Para este ano esperávamos produzir 80 mil motores, 3,8% superior às 77 mil unidades produzidas em 2007 mas, com a alta demanda de caminhões o volume vai superar 90 mil unidades", comentou o Diretor da CUMMINS. Em março as vendas de caminhões somaram 9.552 unidades, volume 17,02% superior aos 8.163 veículos que foram emplacados em fevereiro deste ano. As vendas de ônibus também apresentaram resultados positivos no primeiro trimestre do ano, com crescimento de 16,36%.

Gazeta Mercantil

Bebidas & Fumo

PERNOD RICARD COMPRA ABSOLUT E ENCOSTA NA DIAGEO

O fabricante francês de bebidas PERNOD RICARD anunciou a compra da estatal sueca VIN & SPRIT, dona da famosa marca ABSOLUT VODKA, por ? 5,626 bilhões de euros. A aquisição torna o grupo francês líder mundial do setor de vodcas de luxo, com 27% de participação nesse segmento, e reforça sua vice-liderança mundial da indústria de destilados em geral, com 91 milhões de caixas vendidas, se aproximando agora ainda mais do número um do setor, a britânica DIAGEO (dona da marca SMIRNOFF), que totaliza 93 milhões de caixas. Líder mundial entre as vodcas "premium", ABSOLUT é uma das quatro marcas mundiais que integram o seleto clube de destilados que ultrapassam os 10 milhões de caixas vendidas por ano.

Valor Econômico

VENDAS DA DIAGEO AUMENTAM 25% EM 2007

O aumento do consumo da bebida, carro-chefe do faturamento da DIAGEO no país, fez com que a empresa registrasse crescimento de 25% na receita de 2007, chegando a R$ 280 milhões. Trata-se de um desempenho superior ao da média de crescimento global do grupo, da ordem de 7% no ano passado, chegando a 7,5 bilhões de libras (R$ 30,4 bilhões). "Foi o nosso melhor ano desde 1990", diz o Presidente da DIAGEO BRASIL, Alex Louro. No Brasil, a DIAGEO vem investindo no rejuvenescimento da marca JOHNNIE WALKER, além de traçar estratégias para crescer com cachaça. Neste ano, a meta é crescer entre 15% e 20%.

Valor Econômico

SARA LEE FAZ ACORDO COM MARATÁ E CRESCE NO NORDESTE

A gigante SARA LEE fechou um acordo com o grupo MARATÁ, terceira maior torrefadora de café do Brasil, para expandir suas vendas no Nordeste. Por este acordo, a MARATÁ industrializa, empacota e distribui os produtos da multinacional americana naquela região. O entendimento entre as duas empresas é visto no mercado como mais um passo consolidador da SARA LEE. Mas a companhia nega uma eventual aquisição. Líder no varejo em vendas no Brasil, a multinacional chegou ao Brasil em 1998, quando comprou as marcas CAFÉ DO PONTO e SELETO. Em 2000, adquiriu de uma só tacada as marcas UNIÃO, PILÃO e CABOCLO, com maior atuação na região centro-sul do país. Agora, por meio desse acordo, a SARA LEE passa a utilizar as instalações da torrefadora MARATÁ em Itaporanga d'Ajuda, no Sergipe, sede da empresa, e passa a ter o controle da produção das suas marcas naquela região, segundo um executivo da múlti. De gestão familiar, a MARATÁ foi fundada há 50 anos e atua há 25 anos em café. O grupo sergipano também tem uma divisão de suco de laranja, que representa 15% do faturamento da companhia, estimado em R$ 500 milhões. A SARA LEE, com faturamento líquido global de US$ 12,3 bilhões, ainda é o grande player neste mercado, considerando que nos últimos dez anos realizou cinco importantes aquisições.

Valor Econômico

LD EXPORTARÁ SUCO DE LARANJA FRESCO

O grupo francês LOUIS DREYFUS COMMODITIES vai estrear no mercado de suco de laranja fresco e não concentrado (NFC , na sigla em inglês). Com demanda crescente no mercado internacional e considerado de maior valor agregado em comparação com o suco concentrado e congelado, o NFC vai consumir investimentos adicionais do grupo no Brasil. Com o aporte de R$ 50 milhões, a LD contará com um terminal próprio no porto de Santos, que terá como função principal o escoamento da produção para o mercado externo. O mercado do NFC aumenta 35% ao ano e pode atingir 1 bilhão de litros até 2010, volume que corresponde às vendas atuais de suco de laranja concentrado e congelado, conforme Kenneth Geld, Presidente da companhia. Na área de suco de laranja, o cronograma de investimentos LOUIS DREYFUS no Brasil entre 2008 e 2012 é de R$ 550 milhões.

O Estado de São Paulo

Farmacêutico, Cosméticos & Higiene

SEDA INVESTE R$ 30 MILHÕES EM MARCA

Uma pesquisa realizada pela UNILEVER para o xampu SEDA demonstra que 90% das mulheres acreditam que os cabelos desempenham um papel fundamental na aparência. No Brasil, o índice é ainda maior: 95% das entrevistadas assinam embaixo a afirmação. Com base nesse e em outros dados do estudo, a companhia reposiciona a marca SEDA globalmente. No Brasil, o investimento no projeto é superior a R$ 30 milhões. "Com base na pesquisa, descobrimos que o cabelo tem um papel fundamental na vida da mulher e que com SEDA ela pode aproveitar o que há de melhor na vida", afirma a Vice-Presidente de Marketing da UNILEVER BRASIL, Andréa Rolim. Como parte do novo conceito, a marca também renova embalagens e logotipo.

Gazeta Mercantil

EXPORTAÇÕES DA BAYER A PARTIR DO BRASIL CRESCEM QUASE 300%

O resultado do grupo alemão BAYER ainda não voltou ao azul no Brasil, prejudicado pelo desempenho negativo nos últimos anos da divisão voltada para o agronegócio, mas as operações brasileiras têm bons números para reportar à matriz. As exportações da subsidiária cresceram 283% no ano passado, em relação a 2006, e atingiram R$ 600 milhões, valor impulsionado principalmente pelos R$ 470 milhões comercializados no exterior pela fábrica localizada na capital paulista que produz, em especial, produtos hormonais, como contraceptivos. A unidade, que no ano anterior havia exportado R$ 30 milhões, fazia parte dos ativos da SCHERING, farmacêutica adquirida pela BAYER em 2006. Atendendo basicamente a América Latina, a fábrica, transformada em plataforma de exportações de hormonais sólidos, inicia a partir deste ano vendas também para países asiáticos, disse o Presidente da BAYER no Brasil, Horstfried Laepple, durante a divulgação dos resultados de 2007, quando o grupo registrou vendas líquidas de R$ 3,3 bilhões no País, um crescimento de 25% ante o ano anterior. Com isso, a subsidiária, que engloba a BAYER CROPSCIENCE, divisão de agronegócio; a BAYER HEALTHCARE, farmacêutica; e a BAYER MATERIALSCIENCE, de materiais especiais, como poliuretano e policarbonato, passou da 9ª para a 7ª posição no ranking interno de faturamento da BAYER, ultrapassando a Grã Bretanha e a Espanha. A BAYER HEALTHCARE, a mais importante divisão em âmbito mundial com vendas de € 14,8 bilhões em 2007, cresceu 50% no ano passado e foi a R$ 1,3 bilhão no Brasil, 39% do total do grupo.

Gazeta Mercantil

NATURA MUDA MODELO DE GESTÃO

Em menos de um mês e meio, a NATURA voltou ao mercado para contratar executivos que estavam no comando de outras companhias e reforçar o primeiro escalão. Depois da contratação do Presidente da JOHNSON & JONHSON, José Vicente Marino, em fevereiro, agora é a vez de Marcelo Cardoso, que estava na presidência para a América Latina da DBM, consultoria de recursos humanos. Cardoso será responsável pela Vice-Presidência de Desenvolvimento Organizacional, posto que acaba de ser criado pela fabricante de cosméticos. A contratação representa, na verdade, uma mudança radical na estrutura da companhia. Sob o comando de Cardoso, a NATURA irá replicar o modelo de gestão por processos, já em funcionamento nas fábricas há cerca de um ano, em toda a companhia. Hoje, as fábricas operam em células que cuidam de todo o processo, uma linha de produtos, por exemplo, do início ao fim. Quando aplicado na empresa inteira, esse conceito reduz níveis hierárquicos e substitui as áreas tradicionais, como recursos humanos e finanças pelo que a empresa chama de cadeia de processos. No caso da NATURA, serão divididos em principais, de gestão e de apoio. Quando anunciou um plano de ação até 2010, Carlucci destacou que a evolução na gestão da empresa seria um dos pilares dessa estratégia, mas não deu detalhes. Segundo Carlucci, o projeto deve estar totalmente implantado em dois anos.

O Estado de São Paulo

Máquinas & Equipamentos

SPRINGER CARRIER PODE FABRICAR MARCA TOSHIBA NO PAÍS ATÉ 2010

Toshio Murakami assumiu a superintendência comercial da SPRINGER CARRIER, empresa da multinacional norte-americana CARRIER, maior fabricante mundial de condicionadores de ar, no Brasil há sete anos. Durante esse período, o executivo enfrentou o que considera o maior desafio de sua carreira até agora: o apagão de 2001. A repentina preocupação dos brasileiros com o consumo energético, fez com que as vendas despencassem naquele ano. Hoje, essa característica está prestes a se tornar uma grande aliada. Murakami contou que a CARRIER planeja produzir no Brasil os aparelhos com compressores de velocidade variável da marca TOSHIBA, atualmente importados do Japão, que consomem cerca de 500 wats por hora, ante os 600 watts por hora dos modelos mais econômicos disponíveis no mercado atualmente. A TOSHIBA e a CARRIER se associaram no Japão, onde a japonesa é majoritária, e no resto do mundo, onde a norte-americana tem maior participação, para produzir os aparelhos. "Esperamos iniciar a produção até 2010 (do modelo da Toshiba)", afirmou o executivo, sem revelar os investimentos necessários. Os planos de expansão da empresa não param por aí. Este ano, na fábrica de Manaus (AM), estão previstas a ampliação da linha de aparelhos "de janela", a inauguração de uma linha de produção dos modelos "splits" (separados em partes externa e interna) e a operação de uma nova fábrica de "splits", prevista para ser inaugurada no segundo semestre. Com todos esses investimentos, a empresa deve ultrapassar uma atrativa barreira em vendas: R$ 1 bilhão, 25% acima dos R$ 800 milhões do ano passado.

Gazeta Mercantil

Papel & Celulose

KLABIN REAVALIA PROJETOS E PREPARA NOVA EXPANSÃO

A KLABIN conclui este mês, com a instalação de uma caldeira que vai garantir praticamente toda energia necessária ao acréscimo de produção, o maior projeto da história da companhia, batizado de MA 1100, que absorveu R$ 2,2 bilhões e elevou a capacidade produtiva da empresa dos 1,6 milhões para 2 milhões de toneladas anuais. O acréscimo foi direcionado à fabricação de papel-cartão, de maior valor agregado do que o kraftliner, que é usado na produção, por exemplo, de embalagens de papelão ondulado e no qual a KLABIN detém 6% das vendas mundiais entre países. Considerando investimentos feitos anteriormente, há cerca de três anos, quando iniciou a expansão de cartão na unidade de Angatuba (SP), a oferta de cartão da KLABIN passa de 390 mil para 750 mil toneladas. Agora, o primeiro desafio da empresa, que trocou o comando na última terça-feira, é acelerar a curva de aprendizagem para extrair o máximo dos novos investimentos no menor prazo possível, afirmou o novo Diretor-Geral da KLABIN, Reinoldo Poernbacher. A KLABIN já anunciou novos investimentos em Santa Catarina e também pensa em aproveitar toda estrutura básica já instalada no MA 1100, na unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR), para colocar em operação no local uma nova máquina com capacidade para mais cerca de 400 mil toneladas por ano. O objetivo é alcançar capacidade anual de 3 milhões de toneladas de papel até 2012.

Gazeta Mercantil

Química & Petroquímica

LANXESS CONCLUI AQUISIÇÃO DA PETROFLEX

O grupo alemão LANXESS concluiu a aquisição da PETROFLEX, maior produtora de borracha sintética na América Latina, que pertencia ao grupo UNIPAR e à BRASKEM. A negociação envolve a compra de 70% das ações da empresa. O restante está distribuído no mercado de capitais. A LANXESS deve publicar em breve uma oferta pública pelas ações. Os resultados da empresa brasileira passarão a ser incluídos nas declarações financeiras da LANXESS a partir do segundo trimestre. O negócio havia sido anunciado em dezembro do ano passado, mas ainda dependia da aprovação das leis antitruste do Brasil e da Alemanha. A aquisição envolveu 200 milhões. O principal executivo da LANXESS, Axel Heitmann, disse que são previstos para 2008 "investimentos significantes, na faixa de dois dígitos de milhões de euros". "O Brasil é o segundo mercado em foco no segmento de borracha hoje para a LANXESS, já que passa a ser o segundo maior rendimento da companhia depois dos Estados Unidos. Além disso, há grandes perspectivas de crescimento, especialmente no mercado automobilístico", afirmou.

O Estado de São Paulo

RENNER INVESTE EM SORO DE LEITE EM PÓ

O grupo RENNER HERRMANN, do setor de tintas para madeiras, marítimas e para manutenção industrial, além de embalagens metálicas e florestamento, vai diversificar os negócios. A empresa anunciou a construção este ano de uma planta de produção de soro de leite em pó na região do Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, com investimento estimado de R$ 30 milhões. De acordo com o Diretor do projeto, Cláudio Hausen, a unidade terá capacidade para desidratar 1,5 milhão de litros de soro/dia e vai operar como prestadora de serviços para queijarias do Estado e também de Santa Catarina. De acordo com ele, os clientes entregarão o soro e receberão o produto em pó para uso próprio ou comercialização. A expectativa é que o empreendimento seja o início dos investimentos do grupo. "Apostamos no segmento e seguimos atentos às oportunidades", disse Hausen. O soro em pó é matéria-prima para a fabricação de alimentos como iogurtes, biscoitos e isotônicos e ração animal.

Valor Econômico

Têxtil & Couro

VULCABRAS DEVE ELEVAR IMPORTAÇÃO DE REEBOK

A VULCABRAS e a ADIDAS anunciaram a criação de uma joint-venture para operar a marca REEBOK no Brasil, Argentina e Paraguai até 2015. Com a parceria, a VULCABRAS, que já tinha a licença de operação da marca nesses três países, deverá aumentar a importação dos produtos REEBOK. Os importados representam hoje 5% dos tênis REEBOK vendidos no Brasil e devem passar a 30% em sete anos. "Poderemos comprar diretamente dos fabricantes na Ásia, o que reduzirá os custos em cerca de 15% e o câmbio está favorável à importação", disse Milton Cardoso, Diretor-Superintendente da VULCABRAS. A partir da joint-venture, cujo Presidente será Pedro Grendene Bartelle, a VULCABRAS deixará de pagar royalties pelo uso da marca REEBOK e dividirá com a empresa os lucros do negócio. No novo contrato, a VULCABRAS negociou com a ADIDAS, que desde 2005 é dona da REEBOK, a flexibilização da cláusula que proibia a empresa brasileira de ter contratos com qualquer outra marca esportiva. Agora, a cláusula impede a VULCABRAS de trabalhar com NIKE, MIZUNO, CONVERSE, NEW BALANCE, SKETCHERS, UNDER ARMOUR, PUMA e a própria ADIDAS. Para fechar a aquisição da AZALÉIA, que detém a OLYMPIKUS desde 2007, a VULCABRAS precisou negociar com a ADIDAS.

Gazeta Mercantil

Transporte & Logística

VENDAS EM ALTA SELAM O FIM DA CRISE NA FORD

Muitos temeram perder o emprego em 31 de março de 2006, quando terminou a estabilidade de cinco anos na FORD em São Bernardo do Campo (SP). A data pôs fim a um dos mais marcantes acordos da história das relações trabalhistas no país. Não houve demissões desde então. Exatos dois anos depois, às 6h40 de hoje, 3,3 mil operários da produção entrarão na fábrica sem medo. Eles estão protegidos. As coisas mudaram muito na fábrica de 41 anos, localizada no bairro do Taboão. O grau de eficiência está ainda distante de outras, incluindo a fábrica da própria FORD na Bahia. Mas o quadro é de longe melhor do que naqueles "dias negros", como Grant Belanger, responsável pelas operações e qualidade da companhia na América do Sul, define o período de 1998 a 2001. A direção da empresa, em Dearborn, não precisa mais se preocupar com o Brasil. Ao contrário, em recente visita, o Presidente da FORD AMÉRICAS, Mark Fields, se referiu à América do Sul, que acumula 16 trimestres consecutivos de lucros, como exemplo de reestruturação que será imitado pela matriz.

Valor Econômico

TOYOTA QUER NOVA FÁBRICA E CARROS MAIS BARATOS PARA CRESCER

A elevada dependência da matriz na tomada de decisões atrasou os planos de crescimento da TOYOTA no Brasil. Sem carros na faixa de preços abaixo dos R$ 60 mil, a montadora, que tem 2,8% das vendas de veículos no país, desistiu da idéia de conseguir ser dona de 10% desse mercado até 2010, uma projeção referendada pelos representantes da companhia ao longo da última década. Mais do que a maior parte das montadoras que atuam no Brasil, qualquer tomada de decisão nessa empresa depende do aval da matriz, no Japão. Isso vale para os padrões de qualidade dos veículos que produz, concepção de novos projetos e até a escolha da localização de uma nova fábrica. Agora está a cargo de uma equipe do Japão, que é responsável por todas as novas linhas de produção da companhia em qualquer parte do mundo, a tarefa de escolher um estado brasileiro para erguer uma nova fábrica. São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão nessa disputa, que não tem data para ser definida, embora a equipe brasileira torça para que saia ainda este ano. O grupo de técnicos japoneses é responsável pela abertura de quatro novas fábricas da TOYOTA, em média, por ano.

Gazeta Mercantil

VENDA DE CARROS CRESCE 31,4% NO TRIMESTRE

A indústria automobilística bateu mais um recorde de vendas no mercado interno, que continua aquecido por conta da ampliação dos prazos de financiamento. As vendas de carros de passeio, caminhões e ônibus aumentaram 31,4% no primeiro trimestre na comparação com os três primeiros meses do ano passado. O volume de vendas em março cresceu 20%, mesmo levando em conta o feriado da Páscoa. A VOLKSWAGEN ficou muito próxima, com 23,1%. A fatia da GENERAL MOTORS , terceira colocada, foi de 20,9% e a da FORD, 9,3%. HONDA e RENAULT praticamente empataram no quarto lugar, seguidas, na seqüência, por PEUGEOT, CITROËN, TOYOTA e MITSUBISHI.

Valor Econômico



 

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