Sexta-feira, 09/05/2008
Ano VIII – edição 319

Siderurgia

CSN pretende negociar Namisa no 3º trimestre e estuda expansão na Casa de Pedra

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deve concluir no terceiro trimestre deste ano a venda de parte ou totalidade de sua participação na Nacional Minérios S.A (Namisa), controlada integralmente pela CSN. "Pretendemos vender parte ou total, dependendo das propostas " , explicou hoje Otavio Lazcana, diretor-executivo financeiro da CSN. Ao mesmo tempo, a empresa afirmou que estuda fazer investimentos na expansão da produção na mina da Casa de Pedra, localizada em Congonhas (MG).

A intenção da empresa, segundo o executivo, é reduzir ou até eliminar momentaneamente seu endividamento, atualmente de R$ 4,8 bilhões. Embora a alavancagem da CSN seja pequena, Lazcana diz que a empresa quer ter uma situação de capital mais " saudável " para fazer frente aos seus investimentos já anunciados para os próximos anos.

A empresa contratou o banco Goldman Sachs para assessorar a operação, que deverá ser " de execução rápida " , conforme prevê o executivo. Além da mina em si, o ativo a ser vendido comporta também acesso a terminal portuário e transporte ferroviário. Ele afirma que "são muitos" os interessados.

A Namisa tem em seu plano de negócios a perspectiva de aumentar sua capacidade de venda e exportação de minério das atuais 14 milhões de toneladas anuais para 40 milhões de toneladas em 2012.

Questionado sobre a estratégia por trás dessa alienação, já que a empresa tem investido em ativos de mineração, Lazcana explicou que a Namisa é relevante para a CSN, " mas em menor escala do que a Casa de Pedra " .

É na Casa de Pedra, portanto, que a companhia estuda investimentos para ampliar a exploração de minério de ferro, já que com a expansão do porto de Itaguaí, também anunciado hoje, o problema logística será resolvido. " Estamos estudando a viabilidade para aumentar produção da Casa de Pedra " , afirma Lazcano.

Ele lembra que além dos atuais 70 milhões de toneladas anuais produzidas pela unidade, seria possível adicionar outras 60 milhões de toneladas por ano, tendo em vista o aumento da capacidade de transporte.

Os investimentos globais da empresa, envolvendo todos os segmentos em que atua, totalizam US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos. "A CSN está em ebulição", diz Lazcano

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Produção brasileira de aço cresce 6,3% em março

SÃO PAULO - A produção brasileira de aço bruto somou 2,96 milhões de toneladas em março deste ano, o que representa um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2007. Desse total, os laminados representaram 74,7%, com 2,21 milhões de toneladas e alta de 1,6% sobre março do ano passado. Já a produção de semi-acabados avançou 18,3%, para 558 mil toneladas.

Durante o primeiro trimestre, a produção nacional de aço bruto montou a 8,64 milhões de toneladas, com salto de 8,1% sobre os três primeiros meses de 2007. Nesse intervalo, a fabricação de laminados ficou em 6,49 milhões de toneladas, com alta de 6,5%, enquanto que a produção de semi-acabados avançou 19,5%, para 1,6 milhão de toneladas.

As exportações das usinas brasileiras somaram US$ 590 milhões em março, o que representa um crescimento de 9,1% sobre o mesmo mês de 2007. Já no primeiro trimestre, as vendas externas ficaram em US$ 1,55 bilhão, com queda de 2,5% sobre os três primeiros meses do ano passado.

Os números foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

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Gerdau conclui aquisição de siderúrgica da norte-americana Quanex

SÃO PAULO - Em comunicado ao mercado, a Gerdau informou hoje que concluiu a aquisição da siderúrgica norte-americana MacSteel, que atua no segmento de aços especiais e pertencia à Quanex Corporation. O negócio de US$ 1,46 bilhão, além de dívidas, foi fechado em novembro do ano passado, porém os acionistas da empresa americana só aprovaram a transação no último dia 22, durante assembléia extraordinária.

Com nove unidades espalhadas pelos Estados Unidos, a Quanex é a segunda maior produtora de aços especiais daquele país, com capacidade instalada de 1,2 milhão de toneladas métricas de aço e 1,1 milhão de toneladas métricas de laminados por ano.

Segundo a Gerdau, a aquisição está sendo financiada com disponibilidade de caixa e financiamentos de curto prazo.

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Transportes

Lucro da Embraer aumenta 8% no primeiro trimestre, para R$ 63,4 milhões

SÃO PAULO - A Embraer fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 63,4 milhões, 8,4% acima dos R$ 58,5 milhões apurados em mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) correspondeu a R$ 131,5 milhões, melhor do que os R$ 113,7 milhões dos três primeiros meses de 2007. A margem Ebitda diminuiu, indo de 6,5% para 5,7%.

A receita líquida somou R$ 2,314 bilhões, passando em 32% o R$ 1,753 bilhão de janeiro a março do calendário anterior em razão do aumento do número de entregas, "e parcialmente compensado pelo mix de produtos entregues e pela queda da taxa de câmbio", observou a Embraer em nota disponível em sua página eletrônica.

Ao final do primeiro trimestre deste ano, a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 20,3 bilhões, nível considerado recorde pela maior fabricante de jatos regionais do mundo. A companhia explicou que isso foi "resultado da combinação das ordens anunciadas para a família Embraer 170/190, que já acumula um total de 835 pedidos firmes e 840 opções de compra, com bom desempenho de vendas de aeronaves para o mercado de Aviação Executiva, com destaque para as aeronaves da família Phenom, que já ultrapassaram 750 pedidos firmes em carteira".

No primeiro trimestre de 2008, a Embraer entregou 45 jatos para os segmentos de aviação comercial e aviação executiva, acima da marca de um ano antes, quando foram entregues 25 aeronaves.

Para este exercício, a empresa pretende entregar 195 a 200 aeronaves bem como 10 a 15 jatos Phenom 100, com certificação prevista para o segundo semestre do ano.

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Log-In Logística vence concorrência da Alunorte para transporte de minério de bauxita por 20 anos

SÃO PAULO - A Log-In Logística informou hoje que venceu uma concorrência promovida pela Alunorte para transporte de cabotagem de 6 milhões de toneladas de minério de bauxita por ano durante um período de 20 anos, que podem ser estendidos por mais cinco. Segundo a companhia, o negócio é avaliado em US$ 1 bilhão ao longo do período.

O transporte do minério a granel, produzido pela Mineração Rio do Norte (MRN), será feito entre o Porto Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no Pará.

Para realizar o serviço, a Log-In vai encomendar a construção de dois navios de 80 mil toneladas de porte bruto cada, em estaleiro nacional, num investimento total estimado em US$ 165 milhões.

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Marcopolo vai investir R$ 50 milhões em aumento de capacidade

SÃO PAULO - A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo anunciou hoje que irá investir cerca de R$ 50 milhões até o final deste ano em aumento de capacidade. Com o objetivo de "atender à crescente demanda, sobretudo do mercado brasileiro", o montante será aplicado em três fábricas da companhia, sendo duas em Caxias do Sul (RS) e uma em Xerém (RJ).

Para este ano, a Marcopolo pretende produzir cerca de 15 mil ônibus nessas três unidades. A produção global deverá atingir 20 mil unidades, se contabilizadas as fábricas da Rússia, Argentina, África do Sul, Colômbia, Índia, México e Portugal.

Segundo comunicado da empresa, mais da metade dos R$ 50 milhões será investida na aquisição de equipamentos como máquinas de corte a laser, dobradeiras, fresadoras e robôs.

A unidade Ana Rech, em Caxias do Sul, receberá mais de R$ 30 milhões em expansão e modernização das suas instalações, cuja área construída irá ganhar 22 mil metros quadrados. Entre as obras previstas estão a construção de novos prédios para assistência técnica e inspeção final de qualidade do produto.

Na unidade Planalto, também em Caxias do Sul, serão alocados novos equipamentos para a fabricação de componentes. A capacidade produtiva passa a ser de 25 unidades por dia a partir deste mês.

Já a Ciferal, unidade fluminense de ônibus urbanos, irá receber aporte de R$ 10 milhões, dedicados à construção da nova área de pintura. Também serão instaladas novas cabines e estufas. "Isso permitirá um melhor fluxo dentro das linhas, com a elevação da qualidade e da capacidade produtiva de 18 para 25 ônibus por dia".

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Tecnologia

BRQ adquire ThinkInternational e ingressa no mercado americano

Sete meses depois de receber do BNDES um aporte de R$ 56 milhões, a BRQ, especializada em serviços de tecnologia da informação, completou um movimento ainda raro para uma empresa brasileira do setor: a aquisição de um negócio no exterior. A companhia acaba de adquirir o controle da americana ThinkInternational, de Nova York, com a qual já tinha parcerias comerciais.

Pelo acordo, cujo valor não é revelado, a BRQ assume 80% de participação na ThinkInternational, que passa a se chamar ThinkBRQ. Os demais 20% permanecem nas mãos dos sócios originais, que também continuam nas operações dia-a-dia da empresa, criada há 11 anos.

Com a compra, a BRQ vai absorver os 50 funcionários da ThinkInternational e um faturamento projetado de US$ 8 milhões neste ano. Em 2007, a receita da empresa americana foi de US$ 6 milhões. O negócio dá impulso direto à participação das vendas internacionais na composição da receita da BRQ. No ano passado, as exportações somaram US$ 15 milhões. Para 2008, a projeção é chegar a R$ 26 milhões, já incluído o faturamento da ThinkInternational.

Quando recebeu o capital do BNDES, em outubro do ano passado, a BRQ já havia iniciado as conversas no exterior há algum tempo, mas chegar a um acordo exigiu uma boa dose de paciência e um ano de conversas. "Não é fácil comprar uma empresa americana", diz Benjamin Quadros, presidente da companhia. "Há muita resistência nos EUA em vender um negócio a estrangeiros."

O vôo internacional não é a única novidade da BRQ. A companhia também adquiriu a carteira de clientes do mercado financeiro da Prodacom, de São Paulo. "A empresa tem clientes de outros setores, mas que estavam fora de nossa área de interesse", diz Quadros. O valor do negócio também não é revelado, mas a expectativa é de acrescentar R$ 9 milhões em vendas ao faturamento deste ano.

Com a aquisição da ThinkInternational e a transferência de parte dos clientes da Prodacom, além do crescimento de seus negócios originais, a meta da BRQ é encerrar o ano com uma receita de R$ 300 milhões,

Novas aquisições estão no radar da companhia, incluindo a possibilidade de fechar um negócio na Europa ainda este ano. As compras apóiam-se nos recursos obtidos com o BNDES - um aporte de R$ 50 milhões feito pelo BNDESPar, braço de participações do banco, e uma linha de crédito de R$ 6 milhões.

O reforço às operações ocorre em meio a um cenário de rápidas mudanças no mercado de tecnologia da informação no Brasil. O setor de software passa por uma forte fase de consolidação - com empresas maiores comprando menores e companhias de tamanho semelhante juntando-se em um negócio único. No segmento de serviços, a disputa em torno do atendimento de clientes no exterior levou à uma briga para contratar profissionais que aliem recursos técnicos e inglês fluente. A BRQ sabe bem o que é isso. A empresa, com 1,9 mil funcionários, tem 11 vagas abertas em Nova York, mas não consegue preenchê-las.

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Brasil terá 100 milhões de PCs até 2012, estima FGV

Crescimento do mercado de computadores no Brasil - estimulado por isenção fiscal, crédito e aumento da renda da população - fará com que o país ultrapasse a barreira dos 100 milhões de máquinas (corporativas e domésticas) entre 2011 e 2012, o dobro do número de PCs existentes atualmente. A estimativa foi divulgada ontem, na 19ª Pesquisa Anual da Faculdade Getúlio Vargas/Easesp/CIA, intitulada Mercado Brasileiro de Informática e Uso nas Empresas. O estudo foi realizado a partir das respostas de 1,7 mil empresas entre setembro passado e abril de 2008.

Segundo a pesquisa, apesar do boom das vendas de computadores no ano passado no Brasil - que, pela primeira vez, superaram a venda de aparelhos de televisão -, ainda há um longo caminho para universalizar o acesso da população à tecnologia. Os PCs atingem apenas 26% da população brasileira. A quantidade é maior que a média mundial, de 21% de pessoas com acesso a computadores, num total de 1,4 bilhão de máquinas. Mas está muito longe dos 89% verificados nos Estados Unidos, com 270 milhões de computadores. "A continuar o cenário econômico, vamos ter um crescimento de 20% a 30% por ano até 2012", afirma Fernando Meirelles, professor titular da FGV-Easesp e coordenador da pesquisa.

As companhias (de grande, médio e pequeno porte) irão estimular o setor também, que movimenta cerca de US$ 150 bilhões.

Em 2007, as empresas gastaram, em média, 5,7% de sua receita líquida em tecnologia da informação, valor bem superior ao 1,3% de investimento em 1988. "Desse total investido, mais da metade

Dentro desse volume, 1,21% da receita líquida das empresas no ano passado foi investido no comércio eletrônico, de acordo com a 10ª edição da pesquisa Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, da FGV-Eaesp.

Segundo Alberto Luiz Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada e do Programa de Excelência em Negócios na Era Digital, do total de transações negócio-a-negócio, 55,33% são realizadas no comércio eletrônico. Na relação das companhias com os consumidores, 19,18% são feitas pelo meio eletrônico.

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Perto faz parceria com a Lipi Data Systems

Perto, fabricante de equipamentos de automação bancária e comercial com sede em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, fechou contrato de transferência de tecnologia para a montagem de terminais de auto-atendimento (ATM) pela Lipi Data Systems na Índia.

A operação inclui a exclusividade de venda dos dispensadores de cédulas produzidos no Brasil para o parceiro indiano, disse o diretor do grupo Digicon, controlador da Perto, José Luis Korman.

Segundo o empresário, o acordo permite à empresa aproveitar o potencial de desenvolvimento do mercado da Índia sem a necessidade de montar uma planta própria no país nem exportar equipamentos completos a partir do Brasil, o que exigiria gastos pesados com frete. A produção iniciou dia primeiro deste mês e a estimativa dos parceiros locais é fabricar até 10 mil unidades anualmente a partir do segundo ano de operação, volume igual ao registrado hoje em Gravataí, informou Korman.

A empresa indiana produz periféricos como impressoras, scanners, contadores de cédulas e terminais de ponto de venda (POS) e também será encarregada da venda, instalação e manutenção dos ATMs bancários, que levarão a marca Lipi/Perto. Conforme Korman, a quantidade de terminais de auto-atendimento instalados na Índia saltou de 1,5 mil para 20 mil desde 2000, mas o número ainda é muito inferior aos 180 mil equipamentos em operação no Brasil. Destes, 23 mil foram produzidos pela Perto para bancos públicos e privados.

O novo contrato ajudará a Perto a crescer pelo menos 20% neste ano em comparação com o faturamento de R$ 142 milhões apurado em 2007, disse o diretor. As exportações, que avançaram de 6% para 17% das vendas entre 2006 e o ano passado, devem seguir avançando, mas a empresa não tem metas fixadas para os embarques ao exterior. Entre os principais países atendidos estão Venezuela, Equador, Chile, Argentina, Espanha, Alemanha e Irã.

As vendas de ATMs representam de 80% a 85% do faturamento da empresa, que além do equipamento desenvolve os softwares de interface com os sistemas dos próprios bancos, como ocorre no Brasil, ou com as redes adotadas pelas instituições financeiras no exterior. A Perto também produz periféricos como terminais de ponto de venda para estabelecimentos comerciais e correspondentes bancários, impressoras, processadores de meios de pagamento e leitores de cartões inteligentes para certificação digital. Uma impressora autenticadora, recentemente lançada, já recebeu 16 mil encomendas de um grande banco, mas Korman não revelou o nome do cliente.

No total, o grupo Digicon teve faturamento de R$ 166 milhões em 2007 e prevê uma alta consolidada em torno de 20% para este ano. A companhia produz ainda equipamentos para controle de acesso (catracas eletrônicas) e tráfego, parquímetros, sistemas de bilhetagem eletrônica para transporte coletivo, periféricos para a indústria de transformação de plástico e componentes aeronáuticos, além de controlar a Numericon, que fabrica controladores de comando numérico.

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Alimentos

Nutrella dá novo fôlego à Bimbo em pães e bolos

A mexicana Bimbo vem fechando o cerco no mercado brasileiro de pães e bolos industrializados. Dona das marcas Pullman e Plus Vita (líderes, respectivamente, nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro), a fabricante de produtos alimentícios confirmou a compra da gaúcha Nutrella, que registrou receita bruta de R$ 184 milhões em 2007, conforme antecipado pelo Valor na semana passada. Em novembro, a Bimbo já havia adquirido por cerca de R$ 50 milhões o Panifício Laura, de São Paulo. A Bimbo pagou mais do que o dobro disso por 75% do capital da Nutrella, segundo estimativas de mercado. Os demais 25% permanecem com a empresa de participações do BNDES, a BNDESPar.

Os executivos do grupo mexicano estão reunidos em Gravataí (RS), sede da Nutrella, com a terceira geração da família Neitzke, fundadora da empresa. A discussão gira em torno do futuro dos Neitzke na fabricante - se continuam ou não no comando executivo - e no processo de transição. De acordo com uma fonte ligada à empresa, a marca Nutrella vai permanecer, assim como o planejamento de marketing e de expansão já traçado. Entre os planos está o lançamento de produtos light para crianças.

A Bimbo já procurava uma aquisição no Sul do país, segundo outra fonte ligada à empresa. Com a compra da Nutrella, além de aumentar sua presença na região, que tem 25 milhões de habitantes, a Bimbo absorve a infra-estrutura de distribuição da Nutrella, que é eficiente e bem capilarizada por lá. Assim, os mexicanos conseguem também mais canais de venda para as marcas Pullman e Plus Vita. "Foi uma questão geográfica e logística", disse a fonte.

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Kraft e Sadia investem R$ 30 milhões em fábrica de queijos em Curitiba

SÃO PAULO - A Kraft Foods Brasil e a Sadia oficializaram, hoje, a criação de uma joint-venture para produzir e comercializar queijos processados no mercado brasileiro. O investimento inicial será de R$ 30 milhões. A nova empresa ficará em Curitiba e contará com administração e governança corporativa próprias.

A Kraft, que terá participação majoritária na joint-venture, com 51% de suas ações, contribuirá com instalações fabris e maquinários já existentes em seu complexo industrial na capital paranaense. A Sadia terá os 49% restantes.

O faturamento da sociedade deverá atingir cerca de R$ 40 milhões no primeiro ano de suas atividades, e chegar a R$ 300 milhões dentro de cinco anos.

A nova empresa, ainda sem nome definido, comercializará o queijo cremoso Philadelphia, da Kraft, os queijos processados e patês de queijo da Sadia, bem como novos produtos e marcas que serão desenvolvidos no futuro e que poderão chegar aos pontos de vendas atendidos pela Sadia.

"O negócio está totalmente alinhado com a estratégia internacional da Kraft de crescer em mercados-chave como o Brasil", afirmou Mark Clouse, presidente da Kraft Foods no Brasil, por meio de comunicado.

Por meio de fato relevante, postado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Sadia disse que essa parceria com a Kraft representa um passo importante para o fortalecimento da companhia no segmento de queijos e está em perfeito alinhamento com a sua estratégia de crescimento e criação de valor para a companhia e para os seus acionistas.

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Bebidas

Schincariol fecha acordo para comprar a cervejaria catarinense Eisenbahn

SÃO PAULO - A Schincariol acaba de anunciar a compra da cervejaria Eisenbahn, que tem sede em Blumenau, Santa Catarina. Com a aquisição, a Schin amplia seu leque de produtos no segmento premium de cervejas.

Em 2007, a empresa já havia comprado a cervejaria Baden Baden, de Campos de Jordão, e também a carioca Devassa.

Segundo o presidente do grupo Schincariol, Fernando Terni, a compra será quitada com caixa próprio da empresa, mas o valor da transação não pode ser revelado por questões contratuais.

Neste ano, a previsão é de que a Eisenbahn registre faturamento de R$ 20 milhões.

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AmBev registra lucro líquido de R$ 743,8 milhões no 1º trimestre

SÃO PAULO - O primeiro trimestre de 2008 significou para a AmBev lucro líquido consolidado de R$ 743,8 milhões, acima dos R$ 645,9 milhões de mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) equivaleu a R$ 2,074 bilhões, ou 1,5% superior aos R$ 2,042 bilhões de janeiro a março de 2007. A margem Ebitda ficou em 42,8%, queda de 1,1 ponto percentual. A receita líquida passou de R$ 4,655 bilhões para R$ 4,847 bilhões.

No trimestre inicial de 2008, a unidade AmBev Brasil registrou Ebitda de R$ 1,482 bilhão, com decréscimo de 0,7% na comparação com período correspondente de um ano antes. A receita líquida somou R$ 3,163 bilhões, crescimento de 5,4%.

As operações de cerveja no Brasil registraram Ebitda de R$ 1,217 bilhão, inferior ao R$ 1,276 bilhão apurados no primeiro trimestre de 2007. A receita líquida subiu 4,7%, para R$ 2,565 bilhões.

"O setor de bebidas no Brasil enfrentou os desafios conjuntos de um clima mais chuvoso e frio, um feriado de carnaval mais cedo e um aumento no preço de alimentos de mais de duas vezes o nível do índice de preços ao consumidor", observou a AmBev em nota.

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Agronegócio

UE quer abrir cota para importar açúcar

A União Européia quer abrir uma cota de importação de 400 mil toneladas de açúcar para a indústria química e de fermentação, o que teoricamente pode beneficiar produtores brasileiros.

A comissária européia de Agricultura, Marian Fischer Boel, afirmou que essa será a maneira de resolver a briga entre a indústria e produtores europeus sobre o preço do açúcar no continente.

Até recentemente, essa indústria pagava aos produtores o preço europeu, mas recebia depois indenização da UE. Com a reforma do regime do açúcar, a compensação foi eliminada e a UE mandou os dois lados negociarem, o que não conseguiram.

Com a cota, o setor químico poderá importar pelo preço internacional, que é ? 300 euros por tonelada mais barato que o açúcar europeu. Fischer Boel decidiu propor ao comitê gestor do regime de açúcar a abertura de cota de importação permanente, e quer ter sua aprovação ainda neste mês. Ao mesmo tempo, deixará os produtores europeus exportarem 700 mil toneladas a mais de açúcar, mas teoricamente sem subsídios.

A Associação Européia de Produtores de Açúcar minimiza, porém, o impacto da medida. Seu secretário-geral, Jean-Louis Barjol, disse que o bloco abriu uma cota de importação provisória de 200 mil toneladas para a indústria química, em 2007, e só 10 mil toneladas foram importadas.

"Não vale fazer muito barulho para nada", disse ele. Mas Barjol acha que os brasileiros terão mais lucro se continuarem exportando à África, em vez de vender pelo preço mundial para a indústria química européia.

Numa intervenção ontem no Parlamento Europeu, a comissária Fischer Boel fez um balanço positivo da reforma do açúcar, provocada em parte pela derrota na briga aberta pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra subsídios ao setor.

Ela revelou que Bruxelas já conseguiu que os produtores abandonem produção de 5,65 milhões de toneladas, faltando 350 mil toneladas para alcançar o objetivo de redução de 6 milhões de toneladas. Além disso, a UE importará cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano até 2015 dos 76 países mais pobres, sem taxação.

Fischer Boel desmentiu "rumores de Genebra" de que a UE tratará açúcar como produto sensível, sujeito a corte tarifário menor. Ela disse que nenhuma decisão foi tomada, até porque prefere dispor de uma "cláusula de salvaguarda especial" para frear importações a partir de determinado valor da mercadoria.

Mas se o açúcar se tornar um produto sensível na negociação de Doha, ela acena com o retorno de subsídios à exportação para contrabalançar importações adicionais, ao menos até 2013. O Brasil se opõe à cláusulas especial de salvaguarda e ao subsídio à exportação.

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Previsão para laranja em SP causa surpresa

Tinha tudo para ser um evento marcante. Afinal, pela primeira vez em muito tempo, a Secretaria da Agricultura de São Paulo anunciaria, com pompa e circunstância, sua projeção para uma nova safra de laranja no Estado, no caso a 2008/09, cuja colheita está começando agora.

Nada da discrição do passado, incompatível com o peso paulista no mercado global de suco. Como pode o dono do maior parque citrícola do planeta e origem de mais de 80% das exportações mundiais de suco de laranja ter tão pouca influência na formação dos preços da commodity na bolsa de Nova York, ainda um espelho do que acontece na Flórida, que produz e exporta muito menos?

E o evento foi marcante, com representantes de produtores e indústrias, regado a néctar sabor laranja e, ainda por cima, com surpresa no final: segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à secretaria, São Paulo produzirá 368,2 milhões de caixas de 40,8 quilos da fruta em 2008/09, 0,7% mais que na temporada anterior. Ninguém esperava por um número superior ao de 2007/08. As apostas eram de queda de, no mínimo, 7%. Para a maioria, 310 milhões de caixas refletiriam melhor os problemas climáticos que afetaram os pomares paulistas.

Mas, como o IEA mudou a metodologia e depurou seu levantamento, existe a possibilidade de o mercado estar diante de estimativas mais confiáveis, de uma nova base de cálculo. Resta esperar por 2009/10, quando o governo estadual prometeu novas melhorias, inclusive com o georreferenciamento das propriedades, conforme o secretário João Sampaio.

Essa hipótese não serviu de alento para os citricultores que prestigiaram o evento de ontem. Preocupados com o forte aumento de custos e com dificuldades para garantir remunerações melhores pela laranja que entregam às indústrias de suco, eles passaram a temer que a projeção realmente tenha mais relevância em Nova York e na Europa, maior mercado para a bebida brasileira no exterior. Porque se tiver, a tendência será de pressão sobre as cotações, que já acumulam queda de cerca de 30% nos últimos doze meses.
Na quinta-feira, em Nova York, a projeção para a safra paulista passou despercebida. Os preços caíram - os contratos para julho perderam 145 pontos e fecharam a US$ 1,2045 por libra-peso -, com o mercado à espera da publicação de mais uma projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra do país, na manhã desta sexta. Para a Flórida, o órgão vinha trabalhando com 169 milhões de caixas; para a Califórnia, cujo foco está na laranja de mesa, com 65,5 milhões.

"Continuo acreditando que a nova safra será entre 7% e 10% menor que a passada", disse Maurício Mendes, presidente da consultoria AgraFNP. Mendes é um dos 17 consultores do Gconsi, grupo que se reúne regulamente para debater o segmento. Eles esperam uma elevação de até 1,5 milhão de caixas na projeção do USDA para a Flórida.

Segundo o produtor Marco Antonio dos Santos, coordenador da mesa diretora de citricultura da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), o problema é que, se os preços do suco caírem, será mais difícil renegociar contratos de fornecimento em bases melhores, já que os custos subiram pelo menos 30% no último ano. "Há casos em que os custos chegam a R$ 15 por caixa. Com contratos entre US$ 3 e US$ 5 por caixa, como a maioria atualmente, não dá para pagar".

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Produção de café é a 2ª maior da década

Mesmo prejudicados pelo clima desfavorável, os produtores de café colherão neste ano a segunda maior safra da última década, com 45,5 milhões de sacas, informou ontem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço de 35% na produção de café beneficiado deve-se à característica de bianualidade das lavouras, que têm "safra cheia" a cada dois anos. Serão 34,7 milhões de sacas da variedade de café arábica e 10,8 milhões do tipo robusta.

Ao anunciar a estimativa, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, arriscou-se a prever uma produção de 40 milhões de sacas na próxima safra, em 2009. "É um chute à longa distância", corrigiu o secretário de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone. A cifra superaria de longe as 33,7 milhões de sacas colhidas em 2007. "Se tudo correr bem, teremos uma colheita levemente inferior a esta safra". Em 2009, as lavouras estarão na fase de baixa produção. Mesmo assim, o governo prevê bons resultados em razão da ampliação do uso de insumos e investimentos em tecnologia nos cafezais.

A produção de café segue concentrada em Minas Gerais (50,3%), Espírito Santo (23,1%), São Paulo (10,4%), Paraná (5,2%), Bahia (5%) e Rondônia (3,7%). O Brasil consome 17 milhões de sacas de café e exporta 28 milhões. O Ministério da Agricultura reivindicou participação nos bons resultados. Bertone disse que o governo destinou R$ 2,1 bilhões ao financiamento do setor, desde o custeio, colheita e estocagem da produção até as aquisições de café.

Ele lembrou haver R$ 300 milhões para apoiar a comercialização do grão com subsídios diretos ao preço (Pepro) e contratos de opções. O secretário também reafirmou a continuidade da atual política para o segmento, contestada inicialmente por alguns industriais e sempre alentada por produtores e cooperativas. "Eliminamos estoques e não temos porquê mudar nossa política", disse Bertone.

Mesmo com o bom desempenho do segmento, os produtores lembram ter havido uma quebra na "expectativa inicial" em função da estiagem de quase dois meses ocorrida em 2007. "Essa baixa implicará em um menor volume disponível à exportação já a partir de 2009, o que requer uma política de escoamento mais ordenado nas próximas safras", disse, em nota, o Conselho Nacional do Café (CNC).

A área total de café em produção cresceu 1,6% nesta safra, somando 2,1 milhões de hectares, sobretudo na Bahia (30,8%), Espírito Santo (3,6%) e Minas (0,5%). O chamado parque cafeeiro avançou 1,5%, para 5,7 milhões de covas de café. A colheita do café começou na última quinzena de março e deve se estender até o início de outubro, de acordo com a região. O auge ocorre entre maio e julho. (MZ)

Mais em www.conab.gov.br

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Júpiter, promessa de mais fertilizantes

A comprovação de novas reservas de gás natural no litoral brasileiro poderá tirar do papel a construção da terceira fábrica de matérias-primas para adubos da Petrobras no país. Anunciada em 2005, a nova unidade é aguardada com expectativa devido à disparada dos preços dos fertilizantes.

"O grande problema é a falta de disponibilidade de gás natural", explicou Mozart Schmitt de Queiroz, gerente-executivo da Diretoria de Gás e Energia da estatal, durante evento na quinta-feira em São Paulo sobre biocombustíveis, no qual os preços dos fertilizantes foram levantados como um dos responsáveis pelo atual encarecimento global dos alimentos.

Segundo Queiroz, o cenário atual no segmento de fertilizantes está levando a Petrobras a repensar a destinação do gás para a produção de adubos. "Se as reservas forem comprovadas, aí o tema deverá ser incorporado na revisão estratégica da empresa neste ano", disse. "Já estamos pensando o que fazer com esse gás... o 'brainstorm' está começando", acrescentou.

Ele se referia ao campo de Júpiter, reserva de gás natural descoberta no início do ano na bacia de Santos, perto do megacampo de Tupi. Com reservas estimadas entre 28 e 45 trilhões de pés cúbicos, Júpiter poderia transformar o Brasil de importador a exportador de gás. Hoje, o Brasil compra da Bolívia quase 50% do que consome.

O gás natural é um das matérias-primas utilizadas para a produção da uréia, composto básico do adubo. Sem ele, é impossível alavancar a produção nacional de fertilizantes no ritmo de crescimento da demanda. Dados preliminares da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) apontam para compras de 5,4 milhões de toneladas no primeiro trimestre do ano, 17,9% mas que no mesmo período de 2007. E isso mesmo com a guinada nos preços, que mais do que dobraram nos últimos 12 meses.

A expectativa em torno de uma terceira unidade de fertilizantes da Petrobras é grande. Com investimento estimado em US$ 1,5 bilhão, ela colocaria no mercado mais 1 milhão de toneladas de uréia e 760 mil de amônia por ano, o que mais que duplicaria as vendas da Petrobras. Hoje, a estatal opera duas plantas instaladas na Bahia e em Sergipe.

De qualquer forma, não seria um negócio para o curto prazo, trazendo o alívio imediato esperado pelos produtores rurais. A comprovação das reservas do campo de Júpiter devem sair apenas no ano que vem, e daí para a sua operacionalização passariam mais ao menos três anos, segundo especialistas no setor.

"Não vejo outro ator que possa entrar nesse mercado, que exige investimentos pesados. Só uma gigante como a Petrobras conseguiria", disse Luis Carlos Guedes Pinto, ex-ministro da Agricultura e atual vice-presidente do Banco do Brasil. Presente ao evento sobre biocombustíveis, Guedes foi um contundente crítico da dependência do Brasil ao adubo importado e cutucou o representante da Petrobras a se mexer. "Queria sugerir a você que fale com o pessoal da Petrobras para produzir mais potássio, fósforo e nitrogênio". Queiroz, da estatal, acenou com a cabeça, mas jogou a bola ao ex-ministro. "Sugiro que o senhor, que transita bem em Brasília, leve essa mensagem".

Para elevar a oferta de matérias-primas derivadas do fosfato, as indústrias privadas prometem investir US$ 4 bilhões em quatro anos.

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Conab confirma safra recorde de grãos no país

Mais milho e menos soja. O oitavo levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento aponta uma colheita recorde de 142,1 milhões de toneladas de grãos, fibras e cereais no ciclo 2007/08, que se encerra em 30 de junho. Em uma área plantada que avançou 756 mil hectares (1,6%) nesta safra, sobretudo em Mato Grosso (10%), o país produzirá um adicional de 10,36 milhões de toneladas (7,9%). A produtividade média das lavouras cresceu 6% no período, com destaque para Goiás, Paraná, Piauí e Rondônia.

Mesmo com as projeções otimistas da Conab, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, não afastou ontem a hipótese de novos reajustes dos preços de alimentos básicos. "O movimento altista já parou, mas no médio prazo talvez tenhamos novos impactos. Não neste ano nem no próximo, mas depois disso [em 2010]", afirmou. "Mas os preços não vão retornar aos níveis antigos". Por isso mesmo, não afastou uma eventual limitação das exportações de arroz, que chegou a insinuar há alguns dias. "Se exportar além de determinado limite, teremos problemas", admitiu. "Somos auto-suficientes em arroz, a Conab tem estoques, as grandes marcas também. Mas se exportasse um ou dois milhões de toneladas teríamos problemas porque não haveria oferta para comprar".

A Conab projeta os estoques oficiais mais baixos das últimas nove safras (1,098 milhão de toneladas), o suficiente para apenas um mês de consumo.

Ao estimar que a próxima safra (2008/09) será 5% superior à atual, bem perto de 150 milhões de toneladas, Stephanes também informou que o governo avalia adotar mecanismos de estímulo à produção futura com aumento dos preços mínimos, mais recursos para custeio a juros subsidiados e ampliação do seguro rural. Para o feijão, primeiro vilão da inflação dos alimentos, Stephanes previu um aumento de R$ 47 para R$ 70 a R$ 80 por saca nos preços mínimos. "Temos grande preocupação em garantir a mesa dos brasileiros, mas temos que ter preços remuneradores aos produtores", disse.

Nas projeções da Conab, a safra de soja chegará a 59,5 milhões de toneladas (1,9%). Mato Grosso produzirá um terço do total (17,7 milhões) em uma área 10,5% acima da safra anterior. Goiás, Bahia e Tocantins também avançaram.

No milho, cada vez mais demandado para ração animal e exportação, a produção total deve bater em 57,87 milhões de toneladas (12,7%) - 18,2 milhões na chamada safrinha de inverno. Como destaque figuram os produtores do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Mesmo assim, Stephanes quer autorizar as polêmicas compras do produto transgênico. "Temos que manter canal aberto para suprir o Nordeste", disse.

O trigo, que começa a ser plantado no Sul do país, deve ter uma colheita de 3,82 milhões de toneladas, um avanço de 71% na comparação com o ciclo anterior. Apontado como vilão da alta dos preços do pão e de massas, o trigo registra o segundo menor estoque oficial das últimas seis safras, com apenas 221,4 mil toneladas. O governo anunciou auxílio à produção, beneficiada pela alta de preços externos. Agora, o ministro não sabe se perseguirá a auto-suficiência. "As condições para o trigo estão dadas. Agora, temos que avaliar para ver se teremos auto-suficiência", disse.

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Têxtil

Haco quadruplica produção no Ceará

A Haco, fabricante catarinense de etiquetas, inaugura hoje uma nova fábrica em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. A empresa investiu R$ 30 milhões na construção da unidade e na compra de 80 teares para quadruplicar a capacidade de uma unidade que já existia na cidade cearense mas que era alugada.

Segundo Ricardo Lowndes, presidente da Haco, o objetivo do investimento é deixar a empresa mais próxima do mercado consumidor europeu, para onde pretende ampliar as exportações. Em 2007, 20% da produção de 200 toneladas por mês da companhia já foi vendida para outros países. Sem fazer projeções, o presidente da companhia diz que a meta para este ano é aumentar esse volume. "Apesar do câmbio, temos conseguido exportar até para a China", disse o executivo.

Outros dois fatores também pesaram na opção pelo Ceará. Um deles é o programa de incentivo fiscal oferecido pelo Estado. Além disso, também influenciou a decisão o crescimento da produção têxtil na região Nordeste. "Diversas fábricas do Sul do país estão ampliando suas operações nos Estados nordestinos. E precisamos acompanhá-las", explica o presidente da Haco. O próprio crescimento do consumo no Nordeste tem atraído mais fábricas à região. Segundo a companhia, ela é a maior produtora de etiquetas do Brasil.

Mesmo com essa nova unidade no Ceará, a maior fábrica da Haco continua sendo a de Blumenau, em Santa Catarina, que responde por 70% da produção. A empresa também possui unidades em Criciúma e Massaranduba, ambas em Santa Catarina, e em Covilhã, em Portugal.

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Construção

Rodobens reverte prejuízo e registra lucro de R$ 17,8 milhões no 1º trimestre

SÃO PAULO - A Rodobens Negócios Imobiliários fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 17,864 milhões, com baixa de 12,56% perante o resultado do quatro trimestre de 2007, quando a empresa lucrou R$ 20,432 milhões. O resultado representa, entretanto, uma reversão significativa em relação ao prejuízo líquido de RS$ 8,675 milhões registrado no primeiro trimestre de 2007.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) cresceu 29% para R$ 14,463 milhões, contra R$ 11,194 milhões registrados no trimestre final de 2007. Entre janeiro e março do ano passado a cifra havia sido de R$ 3,207 milhões.

O balanço da companhia mostra que foram contratadas as vendas de 2.092 unidades, no valor de R$ 153,744 milhões, montante 7% maior do que o apurado em dezembro de 2007 e 360% superior ao registrado um ano antes.

A receita líquida cresceu 46% no comparativo com o quarto trimestre de 2007, para R$ 72,680 milhões. Perante o trimestre inicial de 2007 o avanço foi de 283%. Já a dívida líquida diminuiu 56% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 163,137 milhões. No confronto com o quarto trimestre a queda foi de 33%.

A empresa manteve por ora a meta de VGV neste ano em R$ 634 milhões, mas avalia que ela pode ser elevada. O estoque de terrenos adquiridos ou sob opção de compra no final de março representava um VGV potencial estimado no total de R$ 5,8 bilhões.

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Gafisa fecha primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 41,6 milhões

SÃO PAULO - A Gafisa anunciou hoje que fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 41,6 milhões, o que representa uma reversão do prejuízo de R$ 12,5 milhões apurado em igual período de 2007. O desempenho negativo do início do ano passado se deve a despesas extraordinárias com a oferta pública de ações realizada pela empresa na época.

A receita líquida de vendas da empresa somou R$ 319,5 milhões entre janeiro e março de 2008, montante 42% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado. Na mesma comparação, as vendas contratadas saltaram 97%, para R$ 502,3 milhões, e os lançamentos cresceram 91%, atingindo R$ 577,9 milhões no trimestre.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida) somou R$ 50,8 milhões, com alta de 51% sobre o Lajida ajustado do primeiro trimestre do ano passado. A margem Lajida, que mede o peso deste indicador na receita líquida, subiu de 15,1% para 15,9% neste intervalo.

A Gafisa informou ainda que fechou o trimestre com um banco de terrenos com potencial de vendas de R$ 11,1 bilhões, o que representa um crescimento de 94% em relação a março de 2007.

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Petroquímica

Unipar informa que analisa propostas para vender sua controlada União Terminais

SÃO PAULO - A Unipar enviou um comunicado ao mercado hoje informando que está analisando "manifestações de investidores sobre possível interesse na aquisição" da sua controlada União Terminais. A Unipar petroquímica disse ainda que "manterá o mercado informado sobre o desenrolar dos fatos".

A União Terminais presta serviços de armazenagem e movimentação de granéis líquidos em geral em seus terminais próprios em Santos e no Rio de Janeiro, e também em um terminal de Paranaguá, que opera em parceria com a Vopak.

No ano passado, a empresa teve receita líquida de R$ 59,8 milhões, o que representou queda de 10% frente a 2006, motivada pela queda do dólar. O lucro da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 32,4 milhões no ano passado, com recuo de 23% sobre o período precedente.

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Varejo

B2W fecha trimestre com lucro e receita maiores

SÃO PAULO - A B2W - Companhia Global de Varejo, resultante da fusão entre Americanas.com e Submarino e constituída em dezembro de 2006, apresentou receita bruta de R$ 1,029 bilhão no primeiro trimestre, um crescimento de 39% no comparativo anual.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 50%, para R$ 100 milhões, com margem de 13,9%, alta de 1 ponto percentual.

O lucro líquido no primeiro trimestre de 2008 foi de R$ 14,9 milhões, comparado aos R$ 12,6 milhões apurados no mesmo período de 2007.

Desconsiderando amortização do ágio nos três primeiros meses deste ano e de 2007, bem como o efeito não-caixa do prejuízo fiscal no imposto de renda, o lucro líquido ajustado situou-se em R$ 23,4 milhões, 64% acima dos R$ 14,3 milhões do trimestre inicial do calendário passado.

Em nota, a empresa explicou que os números se referem à controladora (Americanas.com, Submarino e Shoptime). A B2W lembrou que seu portfólio conta com as marcas Americanas.com, Shoptime, Submarino, Blockbuster Online, Ingresso.com, Submarino Finance e B2W Viagens.

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Comércio eletrônico deve faturar 55% mais neste dia das mães e movimentar R$ 445 milhões

SÃO PAULO - O comércio eletrônico deve faturar 55% mais com as vendas para o Dia das Mães neste ano. Segundo projeções da consultoria e-bit, as compras pela internet devem movimentar R$ 445 milhões no período entre 25 de abril e 11 de maio. No ano passado, a receita obtida em período equivalente foi de R$ 287 milhões.

Assim como para as lojas físicas, o Dia das Mães é a melhor data do ano para as vendas depois do Natal. Em levantamento do ano passado constatou-se que 19% da receita com vendas no primeiro semestre de 2007 derivaram dessa data comemorativa.

Para a entidade, a expansão do faturamento será garantida principalmente pelo alto valor agregado das mercadorias vendidas pelo comércio eletrônico.

A e-bit estima que o ticket médio de cada compra neste período deve aumentar de R$ 304 em 2007 para R$ 315 neste ano.

As previsões indicam bom desempenho para vendas de cestas de café da manhã, perfumes, cosméticos, flores e eletrodomésticos, além de TVs, aparelhos de som e celulares. A grande atração nesse tipo de compra continua sendo o parcelamento sem juros em até 12 meses e promoção com frete gratuito.

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Lucro da Lojas Renner aumenta 62% no primeiro trimestre e soma R$ 27,2 milhões

SÃO PAULO - O lucro líquido da Lojas Renner atingiu R$ 27,2 milhões entre janeiro e março deste ano, o que representa um aumento de 62% em relação ao montante apurado no mesmo trimestre de 2007, de R$ 16,8 milhões. A receita operacional líquida subiu 24,2%, para R$ 431,7 milhões.

O desempenho foi influenciado pelo aumento de 23,6% na receita líquida com vendas no período, que somou R$ 383,4 milhões, contra R$ 310,3 milhões verificados um ano antes. Considerando o fator vendas em mesmas lojas, a expansão foi de 11,5% em relação ao trimestre inicial de 2007.

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período analisado cresceu 42,6% e somou R$ 55,4 milhões entre janeiro e março deste ano. A margem Ebtida sobre receita líquida com vendas avançou de 12,5% para 14,5%. A empresa afirmou que contribuiu para esse aumento a contribuição de lojas recentemente abertas.

Os custos da companhia com vendas também subiram, passando de R$ 166,1 milhões entre janeiro e março do ano passado para R$ 199,7 milhões no primeiro trimestre deste ano. As despesas com vendas passaram de R$ 85,4 milhões para R$ 107,1 milhões no mesmo período. De acordo com a empresa, a pressão para essa elevação veio do aumento das despesas fixas, que deve ser diluído ao longo do exercício.

O resultado de serviços financeiros aumentou 16% entre os primeiros trimestres de 2007 e 2008 e alcançou neste ano R$ 18,5 milhões. A justificativa para a expansão está na elevação da oferta de empréstimos pessoais. A carteira da varejista fechou o o mês de março com R$ 87,3 milhões (incluindo encargos) com empréstimo total de R$ 23,2 milhões no trimestre.

"A aceitação dos produtos de crédito, tanto no Saque Rápido quanto nos empréstimos pessoais é bastante positiva, e as operações têm um ticket médio em torno de R$ 500,00 (principal), com prazo médio de sete meses e encargos de até 10,9% ao mês", explica a empresa em seu balanço.

Graças ao fim da cobrança da CPMF a empresa conseguiu reduzir seu resultado financeiro negativo, que era de R$ 3,1 milhões no primeiro trimestre de 2007 e fechou março deste ano em R$ 1,5 milhão. "Esta redução decorre, basicamente, da extinção da cobrança de CPMF, que no ano anterior totalizou despesas de R$ 3,2 milhões."

As despesas com provisões e perdas dos empréstimos pessoais no período aumentaram de R$ 5 milhões para R$ 6,1 milhões no primeiro trimestre de 2008.

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Telecomunicações

Oi contrata empresas nacionais para implantar nova rede de sinalização

RIO - A Oi (ex-Telemar) anunciou hoje o início da troca de sua rede de sinalização de telefonia fixa, que passará a ser de tecnologia nacional, a um custo inicial de R$ 50 milhões. O investimento total para a troca completa da rede, que faz parte da comunicação entre os aparelhos de telefone e as centrais, é estimado em R$ 100 milhões.

A tecnologia utilizada será 7IP, que foi desenvolvida pelo Centro do Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). O contrato foi assinado com as empresas brasileiras Trópico Sistemas de Telecomunicações e AsGa Sistemas, que possuem parceria com o CPqD.

Na visão de Falco, a aplicação de inovações no mercado brasileiro geram escala suficiente para pagar os custos de desenvolvimento destas tecnologias nacionais.

A nova rede de sinalização permitirá inovações como a portabilidade numérica, que possibilitará ao usuário manter o número do telefone fixo no caso de troca de endereço ou de operadora.

A tecnologia da rede 7IP poderá inclusive ser exportada, como já ocorreu com a Colômbia, país em que 50% do tráfego de informações já é feito nesta plataforma brasileira.

Para Raul Antônio Del Fiol, presidente da Trópico, a inciativa também tem um caráter estratégico, ao abraçar o que ele chama de modelo vitorioso, que une um centro de pesquisa, uma indústria e uma operadora. "Precisamos deixar de lado a visão de que o país só tem condições de produzir grãos, commodities. O Brasil tem capacidade de produzir tecnologia", disse Del Fiol.

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Indústria Automobilística

Produção de veículos sobe 6,2% no mês em abril e 34,4% ante 2007, informa Anfavea

SÃO PAULO - As montadoras instaladas no país produziram 300,55 mil veículos em abril, o que significa crescimento de 34,4% na comparação com período equivalente de 2007, quando foram fabricadas 223,62 mil unidades. Ante março deste ano (282,92 mil veículos), o acréscimo foi de 6,2%.

De janeiro a abril, foram produzidos 1,087 milhão veículos. Isto implica acréscimo de 23,5% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado.

A informação foi divulgada nesta manhã pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Somente em abril, a produção foi composta por 282,67 mil automóveis e comerciais leves, 13,791 mil caminhões e 4,084 mil ônibus.

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Receita de montadoras com exportações tem alta de 10% em abril ante março, diz Anfavea

SÃO PAULO - As exportações de veículos e máquinas automotrizes somaram US$ 1,274 bilhão em abril, superando em 24,3% a receita somada no mesmo mês do ano passado, de US$ 1,025 bilhão.

A Associação Nacional os Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), responsável pelos dados, mostrou também que o resultado foi 10% maior do que o observado em março deste calendário, de US$ 1,158 bilhão.

Do início do ano até abril, o acréscimo foi de 16,3% nas vendas externas, atingindo US$ 4,527 bilhões.

Somente em abril deste ano, em unidades, foram exportados 65,333 mil veículos (incluídos caminhões e ônibus), expansão de 10% na comparação com período correspondente do ano passado (59,226 mil unidades). Frente a março, quando as vendas externas somaram 64,489 mil veículos, aumento foi de 1,3%.

Ainda no quarto mês de 2008, as vendas externas de máquinas agrícolas equivaleram a US$ 268,449 milhões, com ampliação de 36% no confronto com igual mês de 2007 e de 11,2% em relação a março deste exercício (US$ 241,35 milhões).

Foram exportadas, em abril, 2,796 mil máquinas, superando em 30,3% a marca de período idêntico de 2007. Representa ainda alta de 7% na comparação com março de 2008 (2,612 mil unidades). De janeiro a abril, foram vendidas 9.623 máquinas, aumento de 37,3% ante mesmo intervalo de 2007.

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