Sexta-feira, 16/05/2008
Ano VIII – edição 320

Agronegócio

John Deere projeta avanço contínuo no Brasil

Confiante nos fundamentos do agronegócio brasileiro, a John Deere prevê que em cinco anos estará ocupando plenamente a capacidade instalada de 15 mil tratores por ano da nova fábrica de Montenegro, a 60 quilômetros de Porto Alegre. A planta, que opera desde outubro do ano passado, foi inaugurada oficialmente ontem e já trabalha em um ritmo de 9 mil unidades por ano, de acordo com o gerente Edison Drescher.

Segundo o presidente da companhia no país, Aaron Wetzel, a confiança da John Deere baseia-se no potencial de expansão da área cultivável no país, na forte demanda global por commodities para a produção de alimentos e combustíveis e na conseqüente elevação das cotações dos produtos agrícolas. O único ponto de preocupação é a curva ascendente dos custos dos insumos, mas por enquanto ela não ameaça os negócios da empresa, afirmou ele.

Para o diretor comercial da empresa na América do Sul, Paulo Herrmann, o mercado interno deve crescer 30% neste ano em comparação com os 30,7 mil tratores e 2,3 mil colheitadeiras comercializados em 2007.
Conforme Herrmann, a fábrica de Montenegro, que emprega 715 funcionários, exporta 48% da produção, fundamentalmente para os países da América do Sul. No primeiro trimestre, os embarques da John Deere cresceram 47% no segmento de tratores, para 704 unidades, e 27% na linha de colheitadeiras, para 551 máquinas, de acordo com os dados publicados pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Valor Online

Higiene & Limpeza

Dona da marca Urca compra concorrente matogrossense

A Rosatex, fabricante de produtos de limpeza da marca Urca, com faturamento de R$ 100 milhões no ano passado, anunciou a aquisição da Premier, indústria de produtos de limpeza da marca Summer, líder de vendas e distribuição no Centro-Oeste. A aquisição, cujo valor não foi divulgado, faz parte da estratégia de expansão nacional.

Depois da incorporação, a indústria mato-grossense vai produzir, além de toda a sua linha de limpeza, três novos produtos - sabão em pó, sabão em pedra e lã de aço Summer.

Há 30 anos no mercado, a dona da Urca é uma das maiores fabricantes do setor no país, com sede em Guarulhos e filial em Recife. Além de investir no crescimento geográfico da área fabril, o grupo Rosatex planeja aumentar a linha de produtos. "Vamos continuar investindo", diz Domingues Santos, diretor do grupo Rosatex.

Sediada em Cuiabá, a Premier fabrica e comercializa desinfetante, água sanitária, linha pet, detergente, multi-uso, amaciante, limpa alumínio, brilha alumínio, limpa inox e limpa pedras. O faturamento alcançou R$ 7 milhões o ano passado.

Site: www.rosatex.com.br
Canal executivo


Eletroeletrônicos

GE busca opções estratégicas para sua unidade de eletrodomésticos

SÃO PAULO - A General Electric (GE) está revendo as opções estratégicas para sua divisão Eletrodomésticos. A companhia considera atualmente três possibilidades para a unidade - uma parceria estratégica ou joint-venture, separação e a venda.

"A revisão é consistente com a estratégia que estamos executando para transformar nosso portfólio para o crescimento no longo prazo", destacou o executivo-chefe da GE, Jeff Immelt.

Segundo ele, a GE Appliances tem uma marca muito forte e, por mais de 100 anos, tem sido um ícone associado com a GE nos Estados Unidos. "Entretanto, permanece basicamente uma atividade americana, o que significa que seus resultados estão ligados ao avanço e queda de um único mercado", observou.

A GE Appliances, com sede Louisville (EUA), emprega quase 13 mil pessoas no mundo.

As informações constam de nota divulgada pela GE em sua página eletrônica.

Valor Online


Vendas da LG crescem 16,9% no primeiro trimestre

SÃO PAULO - A fabricante sul-coreana de eletroeletrônicos LG encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro operacional de US$ 634 milhões. As vendas globais ficaram em US$ 11,74 bilhões, com alta de 16,9% em relação ao mesmo período de 2007.

O crescimento nas vendas foi puxado pela expansão dos segmentos de telefonia celular e televisões de tela plana.

Nos três primeiros meses do ano, foram vendidos 24,4 milhões de aparelhos celulares, que geraram uma receita de US$ 3,34 bilhões, 35,7% maior do que no primeiro trimestre de 2007.

Já as vendas de televisores LCD cresceram 82%, enquanto que as de plasma avançaram 18%. Já a comercialização de monitores para computadores mostrou alta de 33%.

Valor Online


Whirlpool fecha 2007 com alta de 39% no lucro

SÃO PAULO - A Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos dona das marcas Brastemp e Consul no Brasil, fechou 2007 com lucro líquido de R$ 475 milhões, o que representa alta de 39% em relação ao resultado do ano anterior.

A receita líquida de vendas da empresa teve alta de 10%, somando R$ 5,58 bilhões em 2007. Já os custos da companhia subiram apenas 4,6% na mesma comparação, para R$ 4,04 bilhões. Desta forma, o lucro bruto da empresa cresceu 30% no ano, atingindo R$ 1,54 bilhão.

Mesmo com perdas cambiais líquidas de R$ 23,4 milhões por conta de investimento no exterior em 2007, ante ganho de mesmo volume no ano anterior, as despesas operacionais da Whirlpool cresceram em ritmo menor que o lucro bruto: 23%, para R$ 991 milhões.

Valor Online


Electrolux terá nova fábrica no Paraná

CURITIBA - A Electrolux vai abrir sua terceira fábrica no Paraná. A nova unidade deverá ficar em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, em imóvel onde já funcionou no passado a montadora Chrysler e a empresa de motores de pequeno porte para exportação TMT Motoco, que está em processo de recuperação judicial há um ano. A instalação da multinacional sueca no local só depende de aprovação da Justiça, o que é esperado para os próximos dias.

No ano passado a Electrolux negou que, com o crescimento das vendas de eletrodomésticos, estivesse em busca de terreno no Paraná para construir uma fábrica. Mas agora a informação está em ata da assembléia de credores da TMT, realizada no dia 11. O Valor teve acesso ao documento, onde consta que uma proposta de R$ 75,1 milhões para a compra do imóvel e instalações da TMT que foi feita pela construtora WTorre, de São Paulo, para atender encomenda feita pela multinacional e, na seqüência, erguer lá mais galpões industriais para locação.

O imóvel que está em negociação tem um milhão de m2 e 100 mil m2, junto com a unidade fabril, serão arrendados para a fabricante de geladeiras. Como foi registrado na ata, a sueca tem como meta " colocar a unidade em operação a partir de dezembro de 2008, gerando 500 empregos diretos " . A empresa teria um cronograma de ampliação para 2009, que prevê um centro de distribuição. As informações foram repassadas aos credores na assembléia da TMT por representantes da WTorre, entre eles o gerente comercial, Miguel Giacummo, e pela gerente tributária da Electrolux, Eloisa Wolter. Os dois executivos evitaram ontem falar sobre o assunto.

" A WTorre vai adaptar o imóvel ao que foi pedido pela Electrolux " , confirmou o advogado Marcelo Bertoldi, do escritório Marins, Bertoldi, Efing e Rocha, que foi nomeado administrador judicial da TMT. Trata-se da segunda proposta recebida pelos credores da empresa, que acumulou dívidas de cerca de R$ 300 milhões com os bancos Bradesco, Itaú, HSBC e Unibanco, entre outras instituições. A primeira partiu de Fernando Buffa, ex-presidente da TMT, que tentou reunir investidores para comprar a unidade, mas não cumpriu os prazos de pagamento. Especialista em recuperação de empresas, Bertoldi foi quem conseguiu tirar a Parmalat do controle da Batávia e, no ano passado, trabalhou na venda da fabricante paranaense de lácteos para a Perdigão.

A Electrolux tem duas fábricas em Curitiba (PR), onde faz refrigeradores, freezers, aspiradores e lavadoras de alta pressão. Ela chegou ao Estado há 12 anos anos, após comprar a Refripar, dona da marca Prosdócimo. Em São Carlos (SP) ela produz lavadoras de roupas e fogões e, em Manaus (AM), condicionadores de ar e microondas. Procurada, a empresa informou por meio da assessoria de imprensa que não iria se pronunciar sobre o conteúdo da ata, mas não negou as informações. Recentemente a multinacional admitiu que teve em 2007 o melhor resultado de sua história no Brasil, com aumento de 20% no faturamento.

No ano passado ela ultrapassou a marca de 4 milhões de produtos vendidos apenas no mercado interno, sem contar as exportações. O bom momento foi creditado à oferta de crédito e também à retomada da construção civil no país, onde a sueca enfrenta a preferência dos clientes com a americana Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul. Segundo a multinacional, o Brasil é o país que tem maior peso dentro da América Latina, região que responde por 10% dos negócios do grupo.

O interesse da Electrolux por Campo Largo sela uma semana de boas notícias para o município que é conhecido como " capital da louça " pela concentração de fabricantes de pisos e cerâmicas de cozinha. Na quarta feira a Fiat Powertrain Technologies (FPT) anunciou a compra da fabricante de motores Tritec, resultado de uma antiga parceria da BMW com a Chrysler, que deixou de produzir em julho de 2007 e dispensou quase 300 trabalhadores. A TMT é vizinha da Tritec e, alegando perdas por conta do câmbio, parou antes, em abril, e demitiu 680 pessoas.

Além de TMT e Tritec, a cidade teve outra decepção nos últimos anos. Foi o encerramento das atividades da montadora Chrysler, em 2001, após investimentos de US$ 315 milhões três anos antes. Os fracassos seguidos levaram a especulações de que o local seria amaldiçoado, teria um cemitério indígena e até que teria sido palco de um acidente com avião no passado. As teorias não encontram respaldo na História, segundo professores da Universidade Federal do Paraná. Por isso, os campolarguenses esperam que o novo comprador venha para ficar.

Valor Econômico


Construção Civil

Agra obtém linha de crédito de R$ 500 milhões do Itaú

SÃO PAULO - A incorporadora imobiliária Agra informou hoje, por meio de fato relevante, que contratou uma linha de crédito no valor total de R$ 500 milhões com o Itaú e o Itaú BBA.

Segundo comunicado, os recursos serão utilizados pela empresa para aquisição de terrenos e financiamento à construção de seus empreendimentos, em um prazo de pagamento de até 66 meses.

"Com esse acordo a companhia espera alcançar uma estrutura de capital mais eficiente", disse a Agra em nota, acrescentando que, desta forma, poderá usar os recursos do caixa próprio para "exploração de oportunidades de negócios adicionais".

Em abril, a Even fechou operação semelhante, também com o grupo Itaú, no valor de R$ 450 milhões.

Valor Online


Multiplan encerra trimestre com lucro 28% maior

SÃO PAULO - A administradora de shoppings Multiplan fechou o primeiro trimestre de 2008 com lucro líquido 28,2% maior, de R$ 13,280 milhões, ante os R$ 10,356 milhões somados um ano atrás. Ajustado, o lucro líquido expandiu-se 30,8%, para R$ 50,419 milhões.

Na base operacional, o ganho da empresa de shoppings centers foi de R$ 19,905 milhões, superior aos R$ 11,817 milhões somados nos três primeiros meses de 2007.

"O ano começou de maneira mais intensa do que prevíamos, o que nos fez acelerar investimentos e ampliar nossas expectativas em relação ao mesmo. Somente neste primeiro trimestre, dedicamos R$ 150 milhões para o desenvolvimento de quatro novos shoppings, sete expansões e aquisições de terrenos", comentou em nota distribuída ontem.

A companhia, que possui o MorumbiShopping, em São Paulo, e BarraShopping, no Rio, informou ainda que o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 51,228 milhões, excedendo em 1,3% os R$ 50,547 milhões somados no primeiro trimestre de 2007.

Entre janeiro e março, a receita bruta ampliou-se 15,9% e alcançou R$ 89,339 milhões. A receita líquida subiu de R$ 70,364 milhões para R$ 80,892 milhões (+14,9%).

Valor Online

Lucro da Abyara salta 156,8% no primeiro trimestre

SÃO PAULO - A Abyara fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 8,37 milhões, com alta de 156,8% sobre o ganho de R$ 3,26 milhões apurado nos primeiros três meses de 2007. Do total do resultado deste ano, R$ 5,67 milhões vêm da área de corretagem e R$ 2,7 milhões da área de incorporação.

A receita líquida consolidada da companhia somou R$ 73,98 milhões no primeiro trimestre de 2008, o que mostra crescimento de 522% sobre os R$ 11,89 milhões de igual período do ano anterior.

Considerando apenas a área de corretagem, negócio tradicional da Abyara, a receita subiu 37,8%, para R$ 14,57 milhões. Ao mesmo tempo, o custo aumentou 51%, para R$ 4,1 milhões, e as despesas operacionais avançaram apenas 2,2%, para R$ 3,06 milhões. Desta forma, o lucro operacional desta unidade somou R$ 7,41 milhões, com alta de 52,2%.

No trimestre, a Abyara escriturou a venda de 2.184 unidades, no valor total de R$ 598 milhões, com alta de 36% nos dois indicadores frente ao desempenho dos primeiros três meses do ano passado.

Na área nova, de incorporação imobiliária, a receita saltou de R$ 1,34 milhão para R$ 62,02 milhões. Já o custo saiu de R$ 1,42 milhão para R$ 39,89 milhões, enquanto as despesas operacionais somaram R$ 16,94 milhões, ante R$ 45 mil no primeiro trimestre de 2007. Assim, o resultado operacional foi de R$ 2,57 milhões nos primeiros três meses de 2008, ante perda de R$ 144 mil em igual intervalo do calendário anterior.

As vendas contratadas nos empreendimentos incorporados pela Abyara somaram R$ 301 milhões entre janeiro e março deste ano, ante apenas R$ 18 milhões do início de 2007. Foram ao todo seis lançamentos este ano, ante nenhum no primeiro trimestre do período anterior.

Valor Online


CCP vai investir R$ 80 milhões em condomínio logístico em São Paulo

SÃO PAULO - A Cyrela Commercial Properties (CCP), braço comercial da Cyrela, vai investir R$ 80 milhões na construção de um condomínio industrial localizado em um terreno de 240 mil metros quadrados na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a companhia, não houve desembolso financeiro na compra do terreno, que foi adquirido por permuta.

O empreendimento todo vai demandar investimentos de R$ 130 milhões, sendo que os R$ 50 milhões restantes serão aportados pela incorporadora Sanca, parceira da CCP no negócio. A participação da CCP é de 49,2%, a outra fatia está dividida entre a Sanca e o ex-proprietário do local, que trocou o terreno todo por uma participação na área construída.

Segundo Dani Ajbeszyz, diretor de Relações com Investidores da CCP, a intenção é locar o espaço, mas não está descartada também a venda. Localizado na Rodovia Dutra, o terreno vai abrigar um condomínio logístico de 130 mil metros quadrados, com instalações novas em 90 mil metros quadrados e readequações no restante.

A primeira fase do empreendimento deverá ser entregue no primeiro semestre do ano que vem e envolverá a readequação da área já existente. Posteriormente serão construídas as novas instalações. Esse é o primeiro empreendimento industrial que está sendo divulgado pela companhia, que espera anunciar outros ao longo deste ano.

Valor Online


Energia

Eletrobrás fecha primeiro trimestre com lucro de R$ 841,5 milhões

RIO - A Eletrobrás fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 841,5 milhões, uma alta de 261% em relação ao ganho de R$ 233,1 milhões obtido em igual período do ano passado.

A receita líquida da companhia somou R$ 6,522 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 27,8% sobre igual período do ano anterior. Já as despesas operacionais subiram apenas 3,35%, para R$ 4,877 bilhões. Desta forma, o resultado operacional da companhia subiu 305%, para R$ 1,645 bilhão.

De acordo com a Eletrobrás, os resultados das companhias investidas pela holding geraram um impacto positivo de R$ 617,5 milhões no primeiro trimestre, contra um ganho verificado de R$ 393,6 milhões nos primeiros três meses do ano anterior.

Outro impacto positivo foi a diminuição de R$ 260,6 milhões em provisões, devido ao ajuste a valor presente decorrente de obrigações para desmobilização de ativos, em obediência a dispositivos da nova lei das sociedades por ações em decorrência da instrução normativa 469, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"O resultado de equivalência foi influenciado também pelo reconhecimento dos resultados de empresas coligadas", diz a nota distribuída pela empresa.

A menor valorização do real frente ao dólar na comparação com o observado no primeiro trimestre do ano passado fez com que a empresa ganhasse R$ 880,7 milhões com financiamentos e empréstimos concedidos, valor inferior aos R$ 936,1 milhões obtidos nesta mesma modalidade entre janeiro e março do ano passado.

Por outro lado, esta valorização menor do real este ano fez com que a Eletrobrás tivesse uma perda de R$ 159,6 milhões decorrentes da variação cambial. Apesar de negativo, o volume foi menor que os R$ 755,8 milhões de perdas registradas nesta modalidade no primeiro trimestre do ano passado. Tal perda se justifica pela estatal deter uma parcela relevante de seus recebíveis atrelados à moeda norte-americana.

Devido aos eventos acima, o resultado financeiro da empresa passou de uma perda de R$ 12 milhões no primeiro trimestre de 2007 para um ganho de R$ 719,1 milhões agora.

Valor Online


Siderurgia

Gerdau Açominas vai receber laminador de chapas grossas com capacidade de 870 mil toneladas anuais

SÃO PAULO - A unidade Açominas, localizada em Ouro Branco (MG), foi escolhida para receber o novo laminador de chapas grossas da Gerdau, com capacidade de 870 mil toneladas anuais. A planta também irá receber um laminador de perfis médios, com capacidade de 650 mil toneladas por ano. Os dois equipamentos, que devem iniciar a operação no segundo semestre de 2010, consumirão investimentos de US$ 835 milhões.

Desse total, pouco mais US$ 400 milhões serão aplicados no laminador de chapas grossas e US$ 330 milhões no processador de perfis médios, segundo informou hoje o vice-presidente executivo de Finanças da Gerdau, Osvaldo Schirmer. O restante será direcionado à ampliação da capacidade de produção de perfis pesados e à infra-estrutura da usina.

A companhia também analisa um investimento adicional na capacidade de extração de minério de ferro das minas próprias. Além de reduzir a dependência de outras mineradoras, a ação teria o objetivo de iniciar a exportação do produto, segmento em que a Gerdau ainda não atua.

Valor Online


IBS estima que consumo aparente de aço no Brasil chegue a 39,8 milhões de toneladas em 2015

RIO - O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) estima que o consumo aparente de aço do Brasil dará um salto de 22 milhões de toneladas no ano passado para 39,8 milhões de toneladas em 2015, uma alta superior a 80%. O forte crescimento não deve, na visão do instituto, comprometer a capacidade do setor siderúrgico nacional de suprir a demanda nacional. Para o IBS, a produção deverá subir para 56,7 milhões de toneladas em 2015, quando a capacidade instalada estará na casa de 63 milhões de toneladas por ano, ante 41 milhões de toneladas ao final de 2007.

O vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes, diz que as projeções do instituto levam em consideração apenas o aumento de capacidade já em andamento dentro do parque instalado e a construção de usinas de novos entrantes, ainda não associados ao IBS. A ampliação do parque instalado demandará investimentos de US$ 27,1 bilhões, para uma ampliação de capacidade de 15,3 milhões de toneladas anuais.

Já os novos entrantes deverão investir o total de US$ 5,8 bilhões, para uma criação de capacidade de 6,8 milhões de toneladas anuais de aço. Neste grupo estão previstas as usinas da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, e da Vallourec-Sumitomo, em Minas Gerais.

Lopes ressaltou que a maior parte dos investimentos serão para atendimento do mercado nacional e descartou a possibilidade de não atendimento do mercado brasileiro. Segundo o instituto, em 2015 haverá espaço para a exportação de 16,9 milhões de toneladas.

As estimativas para o crescimento da produção de aço bruto este ano no Brasil se mantiveram em 11,4%, para 37,637 milhões de toneladas, para um consumo aparente que deve crescer 13,7%, para 25,05 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, no fim de 2007, o IBS previa um crescimento do consumo aparente - soma das vendas internas com a importação - de 10%.

O avanço do consumo aparente é baseado nas estimativas de crescimento positivas para os principais setores compradores de aço. No ano passado, o setor da construção civil, que já responde por 30% das compras de aço no país, viu seu consumo aparente subir 19,5%. Já o setor automotivo, que responde por 26,8% do mercado consumidor de aço, teve alta de 14,4% na compra do produto. A seguir, os bens de capital ficaram com 20,8% do mercado de aço, e o crescimento do consumo aparente do setor foi de 28,7% em 2007.

"A nossa expectativa é de que os principais segmentos consumidores continuem puxando o crescimento este ano", diz Lopes, acrescentando que, embora o setor siderúrgico esteja contemplado na política industrial como candidato a programas para consolidar e expandir a liderança, com benefícios apenas advindos de ações sistêmicas globais, os consumidores de aço "estão nos blocos que receberão ações diretas para o crescimento".

Valor Online


Mercado Financeiro

Após forte expansão no primeiro trimestre, Banco do Brasil projeta alta de 25% no crédito em 2008

BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) continua a apostar no aquecimento do crédito em 2008, projetando expansão de 25% em sua carteira de crédito, acima dos 21% verificados em 2007. Um fator adicional será o início de operação da carteira imobiliária a partir do segundo semestre, com expectativa de contratação em torno de R$ 1 bilhão até dezembro, segundo o vice-presidente de Finanças, Aldo Luiz Mendes.

Ao divulgar o resultado do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,347 bilhões, aumento de 66,6% sobre igual intervalo do ano passado (R$ 1,4 bilhão), Mendes destacou que a carteira de crédito global do maior banco do país cresceu 23,1% sobre março do ano passado e 7,5% em relação ao fim de 2007, para R$ 172,76 bilhões.

Na projeção para o aumento anual, ele espera maior variação positiva, entre 30% e 35% nos empréstimos a pessoas físicas, e de 25% a 30% para pessoas jurídicas. Depois de quase três anos de espera, o BB poderá competir no aquecido mercado de crédito imobiliário, usando regra baixada pelo Conselho Monetário Nacional que permite o destino de até 10% da captação com poupança rural a operações financiamento da casa própria.

A inadimplência geral (atrasos acima de 60 dias) caiu de 3,3% para 2,8%, mesmo com tomadores de crédito rural à espera do pacote de renegociação do governo. A carteira de agronegócio subiu 20,8% e atingiu R$ 56,5 bilhões, em relação ao mesmo período anterior, representando 32,7% da carteira de crédito total.

Do lado da captação, os depósitos totais atingiram R$ 190,1 bilhões com alta de 18,3%.

O vice-presidente destacou que a instituição vê o mercado bancário mais competitivo, em especial pela aliança do Santander com o ABN Amro Real. "Essa é uma competição de peso", disse, "considerando que o Santander sempre adotou uma postura agressiva desde que entrou no Brasil".

Mendes disse que o BB reduziu de 12% para 8% sua previsão de aumento da receita com prestações de serviços no ano, a mesma variação registrada de janeiro a março deste ano ante o primeiro trimestre anterior. O valor ficou em R$ 2,568 bilhões, cobrindo em 135,2% as despesas de pessoal, de R$ 1,76 bilhão.

As receitas de intermediação financeira do BB cresceram 13,7% em relação ao primeiro trimestre passado para R$ 10,9 bilhões.

Mendes mencionou ainda que a instituição tem registrado uma "demanda maior" de grandes clientes por operações compromissadas diretas (aplicação em títulos públicos federais com cláusula de recompra), como proteção às oscilação do mercado de juros, desde o início da crise do subprime americano em agosto do ano passado, o que contribuiu para aumento de 23,8% nos ativos rentáveis.

Valor Online


Comércio Exterior

Camex e ABDI anunciam 12 propostas para agilizar exportações

SÃO PAULO - A Câmara do Comércio Exterior (Camex) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) apresentaram hoje uma dúzia de propostas que prometem maior agilidade nas exportações brasileiras, inclusive com redução do número de produtos que passam por controles. O conjunto de medidas integra a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada na segunda-feira pelo governo.

As propostas fazem parte do projeto Ambiente Jurídico - Investimento e Inovação e tocam em problemas envolvendo a gestão de processos das vendas externa. O conjunto de ações foram aprovadas no último dia 6 pelo Conselho de Ministros que compõe a Camex e é o primeiro resultado do projeto desenvolvido pela ABDI.

De acordo com a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, vários órgãos do governo contribuíram com sugestões para simplificar a rotina de exportações, inclusive com capacitação dos profissionais envolvidos nos processos de liberação dos produtos exportados.

Além de medidas para a aprimorar os controles necessários na entrada e saída de produtos no país, preservando a segurança do processo, há também propostas para simplificar a legislação de comércio exterior.

Segue abaixo a íntegra das 12 propostas divulgadas hoje:

1) reduzir ao mínimo necessário os produtos e os procedimentos de controle para exportação

2) ampliar o compartilhamento de informações, base de dados, técnicas e experiências em parametrização para seleção fiscal entre intervenientes no comércio exterior;

3) implementar procedimento sumário e automático de licenciamento enquanto não for implementado o "operador autorizado", de forma a eliminar a necessidade de obter autorizações caso a caso, em especial para empresas tradicionais exportadores e importadoras;

4) dispensar a anuência em trânsito aduaneiro, salvo em situações excepcionais;

5) aperfeiçoar a sistemática de licenciamentos e anuências de forma a conferir maior racionalidade ao processo e dar transparência e visibilidade ao desempenho de cada interveniente;

6) padronizar horários, rotinas e expedientes de atendimento em todo o território nacional, para todos os intervenientes governamentais que prestam serviços em portos, aeroportos e zonas de fronteira;

7) padronizar e manualizar normas e procedimentos operacionais e administrativos dos órgãos intervenientes de comércio exterior, disponibilizando-as na Internet;

8) aprovar e implementar programas de capacitação e treinamento de pessoal que permitam uma visão do conjunto e da importância de suas atividades para o desenvolvimento do comércio e para a competitividade do país;

9) definir critérios para agilizar a liberação de mercadorias e embalagens de madeira, com foco na fiscalização de empresas, setores e países que oferecem maiores riscos de contaminação

10) enviar ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e demais ministérios envolvidos no Comércio Exterior recomendação para que, durante a fase de elaboração do orçamento do ano seguinte, observem a possibilidade de destinação e liberação prioritária de recursos para as atividades de desenvolvimento, atualização tecnológica, integração e manutenção de sistemas relacionados ao comércio exterior;

11) mapear produtos importados/exportados relacionados com atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P & D) e seus respectivos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM); analisar a legislação, processos e procedimentos sobre comércio exterior de produtos relacionados à Pesquisa e Desenvolvimento, para sugerir melhorias nos procedimentos e elaborar propostas de peças jurídicas (minutas de decretos, portarias, etc) sobre o tema; discutir e validar propostas junto ao MDIC e outros atores governamentais relevantes à legislação aplicável;

12) complementar a infra-estrutura de serviços tecnológicos para fins da ampliação e expansão de procedimentos de avaliação da conformidade de interesse de órgãos e agências reguladoras envolvidos com anuências.

Valor Online


Governo desonera cadeia do trigo para amenizar impacto na inflação

BRASÍLIA - Para evitar desabastecimento e maiores altas no preço de derivados do trigo, o governo anunciou hoje medidas de desoneração tributária para a cadeia do trigo.

Será suspensa até o fim deste ano a cobrança de Pis e Cofins sobre a venda de trigo, farinha de trigo e pão francês. Segundo o Ministério da Fazenda, essa medida beneficiará principalmente padarias, pequenas indústrias e pequenos varejistas).

Também até o fim do ano as importações de trigo estarão dispensadas de recolher o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), correspondente a 25% do frete. A Fazenda calcula que essa taxa representa aproximadamente 2,5% dos custos de importação. Com a desoneração - que será compensada pela Fazenda ao Fundo de Marinha Mercante - o trigo importado dos EUA e do Canadá deve ser barateado.

Além disso, o governo ampliou para até 31 de agosto o prazo para compra, com tarifa zero de Imposto de Importação (II), de trigo vindo de países fora do Mercosul. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou que mais 1 milhão de toneladas de trigo poderão ser importadas nesse âmbito. Dessa forma, a importação do cereal livre de tributação sobe agora a 2 milhões de toneladas.

"A decisão da ampliação da cota é decorrente da conclusão de estudos técnicos, desenvolvidos pelos ministérios que integram a Camex, que apontaram a necessidade de importações adicionais do cereal para evitar o desabastecimento no mercado interno, no período da entressafra brasileira", diz a nota.

Essa medida vai possibilitar que as empresas brasileiras busquem o trigo fora das fronteiras da Argentina, o maior fornecedor ao Brasil, cujas exportações estão bloqueadas. Fora do Mercosul, o país também recorre ao Canadá e Estados Unidos na compra do cereal.

Valor Online


Balança comercial tem saldo positivo de US$ 1,471 bilhão na segunda semana de maio

SÃO PAULO - A balança comercial brasileira foi superavitária em US$ 1,471 bilhão na segunda semana deste mês, compreendida pelos dias 5 a 11, com cinco dias úteis. Na primeira semana de maio, foi apurado déficit de US$ 174 milhões.

O superávit comercial foi decorrente de exportações de US$ 4,945 bilhões, média diária de US$ 989 milhões, e importações de US$ 3,474 bilhões, uma média de US$ 694,8 milhões por dia útil.

Nas duas primeiras semanas do mês, o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontou em nota divulgada há pouco superávit comercial de US$ 1,297 bilhão, conseqüência de vendas externas de US$ 5,665 bilhões e compras de US$ 4,368 bilhões.

Valor Online


Governo desonera importação de 260 tipos de equipamentos não-fabricados no Brasil

BRASÍLIA - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) facilitou a importação de 260 tipos de máquinas e equipamentos. Ao todo, 256 bens de capital (usados na produção) e quatro produtos de informática e telecomunicações foram incluídos na lista de ex-tarifários, regime que isenta de impostos as importações destinadas a ampliar a capacidade produtiva do país.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os 260 itens correspondem a US$ 881 milhões em importações que estão incluídos em investimentos de US$ 2,4 bilhões. Os setores mais beneficiado pela desoneração foram os próprios bens de capital (para a indústria em geral), que representam 26% desses investimentos, seguidos por distribuição e geração de energia (18,24%), madeira e móveis (9,37%) e produtos alimentícios (8,80%).

Para a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, a inclusão desses produtos no regime de ex-tarifários é importante para que o país se modernize. "Todas essas aquisições de produtos do ex-tarifário se revertem em investimentos no setor produtivo", explica. "São importações de máquinas e equipamentos não-produzidos no mercado nacional.

Desde julho de 2001, quando o ex-tarifário entrou em vigor, o incentivo foi concedido a cerca de 6 mil produtos que respondem por aproximadamente US$ 11 bilhões em importações.

Apesar de constar na pauta do encontro da Camex, realizado ontem, a importação de trigo não foi discutida. Segundo Lytha Spíndola, o governo ainda não tem urgência em rever o assunto porque, até agora, o Brasil utilizou pouco mais da metade da cota de 1 milhão de toneladas do produto válida até 30 de junho - 10% em importações efetivas e 40% em pedidos de compras do exterior.

Mesmo com a suspensão das exportações de trigo por parte da Argentina, principal mercado fornecedor do cereal ao Brasil, a secretária assegurou que não há risco de escassez do produto. "Ainda temos estoque, não há perigo de desabastecimento", disse.

Há dois meses, a Camex autorizou a importação com alíquota zero de um milhão de toneladas de trigo de outros mercados, como Estados Unidos e Canadá, por causa da interrupção das exportações argentinas. De acordo com a secretária, o país vizinho ainda está analisando o pedido do Brasil para comprar mais 100 mil toneladas do cereal. "Como ainda não houve resposta deles, não podemos decidir nada hoje (ontem) ", alegou.

Agência Brasil


Mineração

Vale e japonesa Jogmec firmam memorando de entendimento sobre maior cooperação na África

SÃO PAULO - A Vale firmou memorando de entendimento referente à intenção de aumentar a cooperação mútua com o Japan Oil, Gas and Metals National Cooperation (Jogmec) visando ao desenvolvimento de tecnologia de exploração dos recursos naturais na África.

As companhias concordaram começar a discutir o compartilhamento de informações obtidas pelo Remote Sensing Center, centro de processamento de imagens e satélites, que será criado pelo Jogmec, a República de Botswana e a Southern African Development Community (SADC), compreendida por 14 países, observou a Vale em nota.

Com o centro, a expectativa é ter melhores informações geológicas da região do SADC por meio do uso de tecnologia japonesa de análise de imagens de satélite e radares. Além disso, notou a Vale, pretende-se promover a capacitação de técnicos da África e estabelecer um novo centro para análises das imagens.

Valor Online

Petróleo e Gás

Petrobras construirá refinaria de US$ 10 bi na terra de Lobão

Brasília, 16 de Maio de 2008 - A Petrobras planeja investir de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões na construção de uma nova refinaria de petróleo, localizada em São Luís, no Maranhão. A revelação foi feita ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, à agência Bloomberg News, e confirmada mais tarde por sua assessoria em Brasília. "Já está decidido que a refinaria será no Maranhão", disse. "As decisões finais estão sendo tomadas para a compra da terra, de modo que a construção possa começar no primeiro trimestre de 2009", acrescentou o ministro, que nasceu na cidade maranhense de Mirador e foi governador do estado entre 1991 e 1994. Procurada pela Gazeta Mercantil, a Petrobras não quis comentar o assunto.
A refinaria, segundo Lobão, terá capacidade para processar de 400 mil a 500 mil barris por dia de petróleo pesado brasileiro. Será, quando sair do papel, a maior usina petrolífera do País e com o dobro da capacidade das maiores refinaria em operação. A estratégia da Petrobras é transformar a nova refinaria em uma plataforma de exportação de derivados de petróleo, como a gasolina, sobretudo para os Estados Unidos. Hoje, um dos pontos fracos da Petrobras é justamente a falta de refinarias para processar o óleo pesado, o que obriga a estatal a vendê-lo ao mercado externo a preços baixos e, ao mesmo tempo, importar o petróleo leve, bem mais caro, porém necessário para a produção de derivados nobres. O resultado dessa operação é um forte déficit na balança comercial do petróleo e derivados, que somente nos três primeiros meses do ano apresentou um saldo negativo de US$ 1,877 bilhão, segundo dados divulgados esta semana pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Além de investimentos em novas refinarias, a Petrobras elevará, no futuro próximo, suas exportações de petróleo e derivados por conta das descobertas dos megacampos de Tupi e Carioca, situados na camada pré-sal, na bacia de Santos. No momento, a estatal já conseguiu contratar 80% dos navios-sonda (para perfuração em águas profundas) existentes no mundo, desbancando suas concorrentes e inflacionando o mercado.
O ministro Edison Lobão ainda disse que o Brasil está cada vez mais próximo de quebrar o monopólio estatal sobre a mineração de urânio. A idéia é permitir que empresas privadas vendam combustível nuclear nos mercados interno e externo.

Gazeta Mercantil

Produção média diária da Petrobras sobe 3,7% em abril; em campos estrangeiros queda foi de 2,6%

SÃO PAULO - A produção da Petrobras de petróleo e gás, em campos brasileiros e estrangeiros, aumentou 3,7% em relação a abril de 2007, com uma média diária de 2.381.045 barris de óleo equivalente. No confronto com março deste ano, a alta foi de 1,8%.

De acordo com a companhia, houve um acréscimo de 42 mil barris diários devido à entrada em operação de novos poços na Bacia de Campos, nas plataformas P-52 e P-54, ambas no campo de Roncador; na P-35, em Marlim; na PPM -1, em Pampo; e do FPSO Cidade de Rio das Ostras, no campo de Badejo, também na Bacia de Campos.

A produção de petróleo e gás só no Brasil aumentou 5,1% em abril, perante igual período de 2007, e alcançou 2.157.226 barris de óleo equivalente por dia (boe) em abril. No confronto com o mês de março o volume foi 2% maior.

A companhia destaca a evolução de 15,4% na produção local de gás natural, que somou 50,064 milhões de metros cúbicos/dia em abril. Já a produção de petróleo em campos nacionais cresceu 3,6% perante abril de 2007 e ficou 2,3% maior do que a verificada em março.

Já a produção conjunta de petróleo e gás em campos estrangeiros totalizou 223.819 barris/dia em abril, o que representa estabilidade em relação a março. No confronto com o mês de abril do ano passado, quando a produção foi de 230.012, houve queda de 2,6%. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, essa baixa na produção se deve à renegociação dos contratos com a Venezuela.

A Petrobras adiantou hoje também que a capacidade diária de produção neste ano vai aumentar em 500 mil barris, devido à entrada em operação mais três plataformas na Bacia de Campos e outra no mar Espírito Santo. A projeção também leva em conta que outras cinco plataformas que entraram em operação no ano passado atingirão capacidades máximas no decorrer deste ano.

Valor Online

Liquigás pretende iniciar em 60 dias venda de botijões de 8 quilos em São Paulo e Mato Grosso

RIO - A Liquigás BR, empresa distribuidora de Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP) controlada pela Petrobras, pretende iniciar em 60 dias a comercialização de botijões de 8 quilos em São Paulo e no Mato Grosso. Para tanto, já comprou 30 mil botijões, a um custo de R$ 2 milhões, para iniciar o projeto experimental.

De acordo com o diretor de GLP Envasado da Liquigás, Paolo Ditta, o preço do produto vai ficar entre R$ 22 e R$ 25, contra R$ 35 do atual botijão de 13 quilos. Apesar do preço relativo maior, Ditta acredita no sucesso do produto.

" Vamos testar a aceitação do público. O objetivo da ação é oferecer um produto com o tíquete médio menor, para faixas em que faz sentido economizar a diferença " , frisou Ditta, durante café da manhã na sede do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), no Rio de Janeiro.

O presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, informou que ainda não definiu se entrará na Justiça contra a lei estadual fluminense sancionada em abril que determina a comercialização de botijões de 5 quilos e 8 quilos no estado em até 365 dias.

" Vamos procurar o Estado em busca de uma solução amigável. Por que definir o volume do botijão em cinco e oito quilos e não em sete ou em 6,5. A solução não pode engessar o setor " , afirmou Mello.

Valor Online


Tecnologia

Empresa de Eike Batista quer pagar R$ 100 milhões por fatia da Ideiasnet; ações disparam

SÃO PAULO - A Centennial Asset Mining Fund LLC, empresa ligada ao grupo EBX, de Eike Batista, quer pagar R$ 100,5 milhões para ter uma fatia de 14,5% das ações ordinárias da holding Ideiasnet, que controla empresas de tecnologia. O investimento entraria por meio de uma operação de aumento de capital da Ideiasnet, aprovada hoje por seu conselho de administração.

E o anúncio parece ter agradado o mercado. Às 16h08, a ação ordinária da Ideiasnet subia 19,08% no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), negociada a R$ 7,80.

Pelos termos da operação, serão emitidas 15 milhões de novas ações ordinárias, ao preço unitário de R$ 6,70. A empresa de Batista garantiu que irá comprar todas elas, porém os papéis terão antes que ser oferecidos aos atuais acionistas da Ideiasnet, por força de um direito de preferência.

Em caso de adesão de atuais acionistas, a Centennial impõe a condição de levar pelo menos 6,75 milhões de ações, que representam 45% do total ofertado. Dessa forma, caso os atuais acionistas comprem mais de 55% do volume emitido, a empresa de Eike Batista terá o direito de desistir da operação.

Em comunicado, a Ideiasnet informou que os acionistas com posição na data de hoje têm 30 dias para exercerem o direito de preferência. A empresa afirmou ainda que uma eventual sobra de ações será rateada entre os acionistas interessados.

Valor Online


Mercado de Trabalho

INSS abrirá concurso para 600 vagas; IBGE terá até 950 temporários

O Ministério do Planejamento autorizou a realização de concurso público com 600 vagas de Assistentes Sociais para o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e contratação temporária, de até 950 postos, no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15).

A portaria prevê que as vagas autorizadas ao INSS, no cargo de Analista do Seguro Social, permitam o "recrutamento de Assistentes Sociais para atuarem na avaliação da deficiência e da incapacidade para fins de acesso ao benefício de prestação continuada".

O auxílio é uma contribuição no valor de um salário mínimo - garantido pela Constituição Federal - para a pessoa portadora de deficiência sem limite de idade e ao idoso com mais de 67 anos, que comprovem não ter condições econômicas de se manterem nem de terem ajuda da família. (UOL Empregos)

Leia notícia completa em:
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/05/15/ult880u6805.jhtm

www.uol.com.br


Vencimentos de R$ 3,8 mil para Contador do Tribunal de Justiça (SP)

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo divulga o edital de abertura de seu concurso público para 18 vagas ao cargo de Contador. O candidato deve ser formado em Ciências Contábeis, além de estar inscrito no CRC. Os aprovados farão jus à remuneração de R$ 3.843,56, mais auxílios para alimentação, saúde e transporte.

As inscrições serão recebidas de 23 de maio a 20 de junho, exclusivamente via Internet, através do site http://www.vunesp.com.br, mediante pagamento de taxa, de R$ 60.

O candidato estudante terá direito a solicitar redução de 50% no valor da taxa de inscrição, desde que comprove renda mensal inferior a dois salários mínimos ou que está desempregado. (Jornal dos Concursos)

Leia notícia completa em:
http://jcconcursos.uol.com.br/DefaultInformacao.aspx?IdInformacao=10907&IdSecaoSite=2

UOL






 

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