Sexta-feira, 23/05/2008
Ano VIII – edição 321

Alimentos

Ducoco Alimentos planeja dobrar as vendas no Nordeste
Gazeta Mercantil
23/05/2008

São Paulo, 23 de Maio de 2008 - Radicado em São Paulo há 15 anos, o cearense Marcos Antonio Rosa, presidente-executivo da Ducoco Alimentos, tem voltado à sua região em busca de um local para instalar seu novo centro de distribuição, programado para ser inaugurado até o fim de julho em Recife ou Fortaleza. Com este reforço na distribuição, o executivo espera ampliar a importância da região no faturamento da empresa - que fechou 2007 em R$ 140 milhões, alta de 10% -, que atualmente responde por 10%. A meta, segundo o executivo, é dobrar esse montante no próximo ano.

"O consumo no Nordeste tem crescido bastante. Pensamos inclusive em desenvolver produtos específicos para a região", explicou Rosa. Inaugurado o centro no Nordeste, o executivo considera concluído um processo de reorganização que contou com investimentos de R$ 25 milhões em uma fábrica em Linhares, no Espirito Santo, um centro de distribuição em São Paulo - inaugurado este mês -, e ampliação da equipe de vendas. Com essa estrutura - que conta ainda com uma fábrica em Itapipoca, interior do Ceará, e a expansão de 30% na linha de produção de água de coco, programada para acontecer no segundo semestre - o executivo contou que a empresa estará pronta para crescer acima de 20% a partir de 2009 e abrir capital quando o faturamento alcançar R$ 300 milhões. "Trabalhamos com este objetivo", afirmou.

Para 2008, a expectativa de crescimento é repetir os 10% do ano passado. A empresa também está ampliando sua equipe de vendas, que terminou 2008 com 110 pessoas, alcançou 140 até agora e deve crescer mais 15% até o final de 2008.
Além do Nordeste, outra região que tem destaque nas vendas da Ducoco é a Sudeste, que concentra 40% do faturamento. Com a inauguração do centro de distribuição em São Paulo, o executivo estima que a entrega dos produtos será agilizada. "Como o tempo de entrega deve cair pela metade na região a freqüência dos pedidos deve crescer", disse. O Centro-Oeste é responsável por 25% do faturamento, os estados do Sul respondem por 15% e os do Norte por 5% do total.

Além de ampliar a presença na região Nordeste do País, a estratégia de crescimento da Ducoco passa pela diversificação do portfólio. A empresa apresenta na próxima semana a reformulação de sua linha de misturas prontas - que ganhou novo visual além de outros sabores -, e pretende colocar no mercado produtos de outros segmentos até o final do ano.
Hoje, 60% do faturamento da Ducoco vêm das vendas dos produtos derivados de coco (leite de coco, coco ralado, entre outros), 25% das vendas de misturas prontas (bolo, pudim) e 15% das vendas de água de coco. "Queremos que os outros produtos ganhem espaço dentro da empresa, sem que os derivados de coco deixem de crescer." Segundo Rosa, a expectativa é que os derivados representem 40% do faturamento da Ducoco em dois anos.

Em 2007, as vendas externas representaram 5% do faturamento, alta de 12% em relação ao ano anterior. Apesar da valorização do real em relação ao dólar, o executivo afirmou que pretende continuar exportando. Só no primeiro trimestre deste ano, os embarques internacionais cresceram 30%. "Estamos negociando e conseguimos manter as margens." Os Estados Unidos compraram 60% do total vendido pela empresa no mercado internacional. O restante foi para Portugal e Angola, entre outros países.

Varejo

Pão de Açúcar breca expansão e foca em bandeira mais barata
Valor Econômico
15/05/2008

SÃO PAULO - Claudio Galeazzi, o consultor que assumiu em dezembro a presidência do Pão de Açúcar, freou os investimentos do grupo, que serão um dos menores já realizados pela companhia em sua história recente . " Neste momento, estamos reagrupando as tropas para, depois, sairmos atirando " , disse o executivo em uma reunião realizada ontem no quartel general da companhia, em São Paulo. Neste ano, a empresa planeja desembolsar R$ 733 milhões, cifra 40% menor do que a investida no ano passado.

Em 2006 e 2007, o grupo gastou R$ 2,2 bilhões com a expansão, reformas de lojas e aquisições.

Grande parte do orçamento deste ano, ou R$ 250 milhões, será destinada à compra de terrenos, onde serão construídas novas lojas a partir de 2009. Em 2007, a varejista havia gasto apenas R$ 121 milhões com a aquisição de imóveis. Em contrapartida, o valor desembolsado com a abertura de novas unidades e reformas sofreu uma drástica redução, passando de R$ 396 milhões em 2007 para R$ 160 milhões em 2008. Galeazzi afirmou que brecou a expansão neste momento devido aos atuais " níveis de fragilidade " da companhia.

Além de rever os gastos, o Grupo Pão de Açúcar também está reavaliando os formatos. Pelo menos 10 lojas da varejista devem ser transferidas para o Assai, rede de " atacarejo " , formato híbrido de atacado com varejo inventado no país. " O atacado pode ser um modelo de negócio de exportação do Brasil para o Casino " , disse Abilio Diniz, acionista e presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar. O grupo francês Casino detém 50% da varejista brasileira. O Carrefour também está otimista com o " atacarejo " . A varejista planeja converter 10 de seus hipermercados na marca Atacadão.

Sobre a possível separação do braço imobiliário do Grupo Pão de Açúcar, cujas lojas próprias valem uma cifra estimada em R$ 2 bilhões, Galeazzi afirmou que há uma forte " convergência " neste sentido, mas que este assunto ainda está sendo discutido pelos acionistas. A empresa avalia realizar o " drop down " do braço imobiliário, ou a transferência dos ativos para uma subsidiária integral constituída pelo grupo.

"Os últimos cinco anos foram os mais difíceis para a companhia" , disse Diniz, que tem sido criticado pelos investidores pela demora em reestruturar os negócios do grupo. Desde que Galeazzi assumiu a presidência, os analistas cobravam metas, que foram reveladas ontem. No novo plano de distribuição de bônus, o executivo estabeleceu que os diretores e gerentes só receberão incentivos se a geração de caixa crescer 20% neste ano. Para as vendas em lojas comparáveis, a meta fixada é de 6,5% em 2008.

A atual administração também decidiu alterar uma velha prática do Grupo Pão de Açúcar, que sempre utilizou um sistema de gestão empresarial feito em casa. A varejista abriu uma licitação para escolher entre os sistemas da SAP, Oracle e Aldata. A vaga de CIO, principal executivo para a área de tecnologia da informação, também está aberta. " Estamos em busca de executivo " , disse Hugo Betlhem, vice-presidente do grupo.

Sobre a Sendas, a aquisição da rede carioca poderia ser realizada em 90 dias, mas há a possibilidade de que o sócio da varejista, Arthur Sendas, questione os valores em uma câmara de arbitragem, o que pode estender por vários meses.


Lucro da Dufry sobe 63%, para US$ 15,3 milhões, refletindo maiores vendas e margens
Valor Online
20/05/2008

SÃO PAULO - A Dufry South América, que controla as lojas Duty Free, encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de US$ 15,3 milhões, resultado 63% maior que os US$ 9,3 milhões embolsados em igual período de de 2007.

De janeiro a março desde ano, a receita líquida da companhia cresceu 31%, atingindo US$ 135,8 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), antes de outros resultados operacionais como o ganho com conversão de moedas, subiu 69%, somando US$ 24,8 milhões, com margem de 18,3% (alta de 4,1 pontos percentuais).

Segundo a companhia, o crescimento das vendas decorre das iniciativas para aumentar o nível de penetração e gasto médio por cliente. As medidas incluem mudanças no layout das lojas, adequação da política de preços e formas de pagamentos, alteração no mix de vendas visando atingir produtos com maior margem (especialmente nas lojas de embarque), adição de novas marcas ao portfólio de produtos, marketing de produtos de maior valor agregado no embarque, assim como a abertura de novas lojas.

Nas lojas de aeroporto (Duty Free e Duty-Paid), o crescimento nas vendas foi de 35%. Entre os elementos que têm contribuído para o melhor desempenho estão o aumento do tráfego de passageiros internacionais e a contínua apreciação do real ante o dólar.

Nas lojas Duty-Free em navios de cruzeiro, as vendas apresentaram um crescimento de 14% no comparativo anual, impulsionadas pelo início de operações em dois novos navios de passageiros de larga capacidade ao final de 2007. No segmento outras lojas, o avanço foi de 18%.

As despesas com vendas totalizaram US$ 29,5 milhões em comparação a US$ 24,2 milhões no mesmo período de 2007. Expressas como percentual da receita, as despesas com vendas caíram para 21,7% nos três primeiros meses de 2008 contra 23,3% no mesmo período de 2007.

As despesas com pessoal durante os três primeiros meses de 2008 atingiram US$ 14,4 milhões comparados a US$ 11 milhões no mesmo período do ano anterior. Expressas em percentual sobre a receita líquida de vendas, as despesas com pessoal mantiveram-se estáveis em 10,6% para ambos os períodos.

Já as despesas gerais totalizaram US$ 10 milhões no primeiro trimestre de 2008 comparados aos US$ 8,2 milhões no mesmo período de 2007. Expressas em termos de percentual da receita, as despesas gerais diminuíram para 7,4% em 2008 comparadas a 7,9% em 2007.

Segundo a companhia, apesar da apreciação do real contra o dólar de 18% no primeiro trimestre de 2008 comparada ao mesmo período do ano passado, os custos denominados em reais e expressos em percentual da receita permaneceram praticamente estáveis, principalmente devido à consolidação do programa interno de redução de custos implementados na segunda metade de 2007.

A companhia é listada na Bolsa de Valores de Luxemburgo e tem seus ativos negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs). O padrão contábil adotado é o International Financial Reporting Standards (IFRS).


Bebidas

Schincariol paga R$ 39 milhões à Ambev por marca e distribuição da Cintra
Valor Online
21/05/2008

SÃO PAULO - O grupo Schincariol fechou nesta manhã a aquisição da Cintra, do Grupo Ambev, por R$ 39 milhões. A operação inclui as marcas de cervejas e refrigerantes, além da rede de distribuição, das fórmulas e dos materiais de ponto de venda. As duas fábricas compradas pela Ambev no ano passado não entraram na transação. Com a compra, a participação da Schincariol no mercado de cervejas aumentou de 12,1% para 12,9%, sendo que só no Rio de Janeiro a empresa elevou em 5 pontos percentuais a fatia de mercado, para 6,5%

A Schincariol vai pagar a operação em dinheiro, com caixa próprio, como vem fazendo com as outras operações. O montante faz parte dos R$ 1 bilhão separados pela empresa para aquisições e investimentos em crescimento neste ano. Essa é a quinta aquisição anunciada pelo grupo desde o ano passado. No último dia 8 a empresa comprou a marca Eisenbahn, depois de ter adquirido a Baden Baden, a marca carioca Devassa e a Igarassu (que produz a Nobel), no ano passado. O valor das outras operações não foi informado.

O mercado comenta o interesse da empresa nas cervejarias Frevo e Dado Bier, mas José Augusto Schincariol, membro do Conselho de Administração, não comenta a possibilidade para evitar especulações. O fato é que há caixa suficiente para novas investidas e a empresa está "atenta" a todas oportunidades que surgirem para ganhar mercado.

Essa foi a primeira vez que a Schincariol sentou para negociar um ativo com a líder e concorrente Ambev. Conforme José Augusto, foi uma boa negociação. "São grandes players, como nós", disse. A Ambev tem 67,7% do mercado.

Os ativos da Cintra haviam sido adquiridos pela Ambev por US$ 150 milhões em março do ano passado, sendo que a marca foi comprada por mais US$ 10 milhões, posteriormente.

Segundo os executivos da Schincariol, na transação fechada hoje a empresa pagou R$ 16,6 milhões pela marca e o restante em formulação da cerveja, rede de distribuição e material de ponto de venda, como geladeiras, mobiliários, garrafas e caixas plásticas.

De acordo com Marcel Sacco, diretor de Marketing da Schincariol, o objetivo da aquisição é continuar diversificando o portfólio da empresa em todos os segmentos e se transformar na maior empresa de bebidas do país. A empresa faturou R$ 4,5 bilhões no ano passado e deve fechar este ano com capacidade de produção de 4 milhões de litros de bebidas.

Além de cervejas, a Cintra também produz refrigerantes. Boa parte da produção de cerveja será deslocada para a unidade da Schincariol em Cachoeira de Macacu, no Rio de Janeiro, estado onde a participação da Cintra é de 5%. A fatia é tão importante que a atuação no Rio equivale a 60% da receita da Cintra com venda de cerveja. Marcel Sacco ainda não sabe dizer se os refrigerantes da Cintra entrarão em portfólio de venda ou não. "Vamos avaliar ainda".

A compra de hoje foi feita com base em um Acordo de Preservação de Reversibilidade da Operação firmado entre a Ambev e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), documento válido até o julgamento da operação pelo órgão, que ainda não tinha se manifestado.

Agora o Cade terá que avaliar o novo desdobramento do negócio, com a compra pela Schincariol. Robin Castello, diretor Jurídico e de Relações Institucionais da Schincariol, diz estar confiante na aprovação.

Em janeiro deste ano a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) haviam sugerido ao Cade que determinasse à Ambev a venda de todas as marcas e a rede de distribuição da Cintra, exceto as fábricas, localizadas em Mogi Mirim (SP) e Piraí (RJ).


Mercado Financeiro

Faturamento da indústria de Cartões de Crédito deve crescer 21,6% em maio
Valor Online
15/05/2008

SÃO PAULO - Os cartões de crédito devem movimentar R$ 18,4 bilhões em maio, com crescimento de 21,6% em relação a um ano atrás, segundo pesquisa divulgada hoje pela Itaucard. A projeção é de registro de 241 milhões de transações, com tíquete médio de R$ 76,2 por compra. Se os números forem confirmados, será o segundo maior volume de transações verificado pelo setor na história, perdendo apenas para dezembro de 2007 (R$ 21,5 bilhões).

"O movimento intenso no comércio em maio, impulsionado pelo Dia das Mães, uma das datas mais importantes para as vendas, deve contribuir para que a indústria de cartões de crédito atinja um dos melhores resultados de sua história no final do mês", destacou o Itaucard em nota.

A previsão é de que 98,6 milhões de cartões estejam circulando no Brasil ao fim do mês, com destaque para Roraima, que deverá ter a expansão mais marcada em número de plásticos, com alta de 40% em 12 meses.

São Paulo deve continuar na liderança na indústria de cartões, com 30,2% do faturamento total, ou R$ 5,5 bilhões, seguido por Rio de Janeiro, (15,4% ou R$ 2,82 bilhões) e Minas Gerais (8,2% ou R$ 1,5 bilhão). "Ao final de maio, somente no Sudeste, os cartões terão movimentado mais da metade do faturamento previsto, 55,9%, atingindo R$ 10,3 bilhões", destacou o estudo.


Banco do Brasil quer reforçar a presença em São Paulo com incorporação da Nossa Caixa
Valor Econômico
23/05/2008

BRASÍLIA - O presidente do Banco do Brasil (BB), Antônio Francisco de Lima Neto, disse que a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, nos termos de fato relevante divulgado na quarta-feira à noite, irá " reforçar a presença do banco no Estado, que tem o mercado mais competitivo do país " . Lima Neto disse que a operação não irá garantir a liderança do BB no mercado de São Paulo. " É impossível um banco ter a liderança em São Paulo " , afirma. " Mas o BB entraria no bloco de liderança, em um empate técnico com os demais líderes. "

Hoje, segundo ele, o BB é o quarto banco no Estado, pelo critério rede de distribuição, com 682 agências, dentre as quais 313 na região metropolitana de São Paulo. A Nossa Caixa tem 552 agências em São Paulo, das quais 129 na região metropolitana.

No total, portanto, o BB passaria a ter 1.234 agências no Estado. Juntos, Santander e Banco Real têm 1.204 agências. Bradesco vem em seguida, com 1.167 agências, e o Itaú, com 841 agências no Estado. O Unibanco tem 394 agências.

Lima Neto disse que as conversas com o governo do Estado de São Paulo começaram por iniciativa do BB e estão apenas no início. A partir de agora, afirmou, as equipes técnicas de um banco e de outro irão se reunir para traçar um cronograma - que incluirá a avaliação dos dois bancos, a " due diligence " e a modelagem jurídica da operação. Ele não deu detalhes sobre se o BB fará algum pagamento adicional para ficar com a folha de pagamento do funcionalismo estadual ou sobre o futuro da marca Nossa Caixa.

O presidente do BB disse que as negociações com a Nossa Caixa fazem parte de uma estratégia maior do banco para se manter como um participante importante no mercado bancário. O BB está em processo de incorporação dos bancos dos Estados de Santa Catarina e de Piauí e também se encontra em negociações avançadas com o Banco de Brasília. Outra frente dessa estratégia, afirmou, foram decisões que ampliaram a operação do próprio BB, como a entrada no crédito imobiliário, as parcerias com redes varejistas para financiar bens de consumo e a prioridade ao financiamento de veículos.

No fato relevante sobre o assunto divulgado na quarta-feira, o BB diz que a operação dependerá, entre outras coisas, de autorização do legislativo de São Paulo. Na nota divulgada ao mercado, o BB diz que " a operação deverá preservar adequadamente os interesses do público relacionado das companhias envolvidas, incluindo empregados, correntistas, acionistas e outros parceiros " .


Caixa espera contratar R$ 11 bilhões em financiamento de obras do PAC até o fim deste mês
Valor Online
19/05/2008

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal deve fechar maio com a contratação de cerca de R$ 11 bilhões em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O montante deve ser quase três vezes superior ao valor das operações registradas no primeiro trimestre, que somaram R$ 3,7 bilhões.

De acordo com o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, as obras de habitação do PAC, que fecharam até março com R$ 2,98 bilhões, devem subir a R$ 6,2 bilhões ao fim deste mês.

Já a destinação de recursos do PAC a projetos de infra-estrutura e saneamento deve ser elevada a R$ 4,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, cerca de seis vezes superior aos R$ 714 milhões contratados até março.

Entre as novas operações ele citou como exemplo contrato a ser fechado ainda esta semana com a Sabesp, companhia de saneamento paulista, no valor de R$ 600 milhões, para obras de saneamento básico em São Paulo.


Caixa Econômica Federal encerra trimestre com lucro 12,2% maior, de R$ 873 milhões
Valor Online
19/05/2008

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal (CEF) fechou o primeiro trimestre com R$ 873 milhões de lucro líquido, um crescimento de 12,2% na comparação com igual período de 2007, quando obteve lucro de R$ 778 milhões.

O resultado foi fortemente influenciado pelas operações de crédito, cuja carteira aumentou 24,5% e atingiu R$ 53,436 bilhões, ante R$ 42,936 bilhões nos três primeiros meses do ano passado.

Houve um acréscimo de mais de 18% na intermediação financeira, para R$ 2,956 bilhões em relação aos R$ 2,49 bilhões apurados no trimestre inicial de 2007.

A receita com prestação de serviços teve variação positiva de 8,5% nos primeiros três meses deste ano, para R$ 1,819 bilhão. Por outro lado, as despesas com pessoal também registraram expansão, de 8,3%, para R$ 1,822 bilhão. No primeiro trimestre de 2007, tinham ficado em R$ 1,68 bilhão.

O balanço da Caixa registra ainda uma elevação de 11% na base de clientes, que totalizou 42,7 milhões no fim de março. No fim do primeiro de 2007, o banco possuía 38,5 milhões.


Comércio Exterior

Superávit comercial acumulado no ano passa de US$ 6 bilhões
Valor Online
19/05/2008

SÃO PAULO - O superávit comercial brasileira corresponde a US$ 6,799 bilhões no acumulado de janeiro até 18 de maio. Neste período com 93 dias úteis, as exportações totalizaram US$ 63,708 bilhões e as importações equivaleram a US$ 56,909 bilhões, uma média diária respectiva de US$ 685 milhões e US$ 611,9 milhões.

De janeiro até a terceira semana de maio de 2007, o saldo comercial foi positivo em US$ 15,609 bilhões. Naquele intervalo, de 95 dias úteis, as vendas externas somaram US$ 55,017 bilhões e as compras, US$ 39,408 bilhões.

As informações constam de dados na página eletrônica do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


Construção Civil

Klabin Segall obtém lucro 8,2% maior no primeiro trimestre
Valor Online
16/05/2008

SÃO PAULO - A incorporadora imobiliária Klabin Segall mostrou um bom desempenho operacional no primeiro trimestre de 2008, mas seu lucro cresceu apenas 8,2% quando comparado com o do mesmo período do ano passado. O ganho passou de R$ 7,85 milhões para R$ 8,49 milhões nesta comparação.

Uma despesa de amortização de ágio de aquisição no valor de R$ 4,18 milhões contabilizada neste trimestre ajuda a explicar o desempenho.

As vendas contratadas consolidadas (incluindo somente a parcela da empresa) cresceram 431%, para R$ 335,4 milhões entre janeiro e março deste ano. Desta forma, a receita líquida da companhia saltou 211,7%, para R$ 117,4 milhões.

A empresa realizou cinco lançamentos no primeiro trimestre deste ano, com 2.160 unidades, e valor geral de vendas (VGV) calculado em R$ 281 milhões.

Do lado dos gastos, os custos da empresa subiram 213,5%, para R$ 73,6 milhões e as despesas operacionais saltaram mais de 8 vezes, para R$ 26,69 milhões. Uma das justificativas da elevação, segundo a Klabin Segall, foi o aumento da equipe de 80 para 600 funcionários entre março de 2007 para o mesmo mês deste ano.

O total de lucro a apropriar pela companhia, conforme o andamento dos empreendimentos subiu 269%, para R$ 377 milhões no primeiro trimestre deste ano.

No fim de março, a empresa tinha um banco de terrenos com VGV potencial de R$ 4,5 bilhões se for considerada a parcela exclusiva da empresa.


Eletroeletrônicos

Nelson Bastos deixa presidência executiva da Gradiente e Eugênio Staub reassume
Valor Online
14/05/2008

SÃO PAULO - O empresário Eugênio Staub vai voltar a presidir a Gradiente. De acordo com ata de reunião do Conselho de Administração realizada ontem, Nelson Bastos deixa o cargo de diretor-presidente e será substituído por Staub. "Considero que encerrei o meu trajeto na Gradiente", disse Bastos. "Tem bastante coisa encaminhada e vamos ver qual é o caminho daqui em diante."

Sócio da Íntegra Associados, Bastos tem no currículo as reestruturações da Parmalat e da varejista Clube Chocolate. Assumiu a presidência executiva da Gradiente em setembro de 2007 - em substituição ao próprio Staub, que havia permanecido como presidente do Conselho - mas participou da fundação e está na empresa desde 1965. Explicou que deixa o cargo de principal executivo, mas continua como acionista minoritário. "Se vou vender ou não minhas ações, é uma questão de foro íntimo, coisa que eu ainda não decidi."

A Gradiente não divulga resultados desde 2006 e informou hoje que a aprovação das contas do ano de 2007 ainda não ocorreu. A companhia prometeu à Bovespa entregar os demonstrativos de resultados de todo o ano passado até 20 de junho.

Calcula-se, porém, que suas dívidas cheguem a mais de R$ 300 milhões. Sua ações se valorizaram na semana passada, na expectativa de que o BNDES socorra a empresa ou que seja possível fechar um acordo para a entrada de um sócio estrangeiro. Hoje, contudo, os papéis fecharam em queda de 4,61%, a R$ 3,10.

A Gradiente informou também que em 1o. de abril foi definida a efetivação de Richard Jesse Staub como diretor de Relações com Investidores, cargo que antes era ocupado por Eugênio Emílio Staub Filho.


Energia

Brasil Ecodiesel vê melhores condições de preços neste trimestre
Valor Online
14/05/2008

SÃO PAULO - A Brasil Ecodiesel avalia que terá neste segundo trimestre condições mais favoráveis relacionadas a preços de contratos de biodiesel, o que pode influenciar positivamente o resultado do período. No primeiro trimestre deste ano, a empresa amargou um prejuízo líquido de R$ 14,934 milhões, devido ao aumento dos custos de produção e aos preços baixos de venda estabelecidos em leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em novembro do ano passado.

Mesmo sem fazer projeções para o resultado deste segundo trimestre, Ricardo Vianna, diretor executivo e de Relações com Investidores, lembra que o preço médio de venda de combustíveis estabelecido no último leilão da Petrobras, no mês passado, é cerca de 15% maior do que o obtido em na operação anterior e é válido para contratos até o dia 20 de junho.

"As perspectivas, tendo em conta os leilões já realizados, indicam cenário radicalmente diferente do que foi no primeiro trimestre de 2007. Há uma nova realidade de preços", diz, lembrando que as cotações estabelecidas na disputa organizada pela ANP foram muito insatisfatórias e exigiram forte adequação da empresa.

A favor das contas do exercício entre abril e junho deste ano, Vianna também menciona a tendência declinante de preços de óleos vegetais, matéria prima da companhia para fazer biodiesel. "Mas ainda não voltou aos níveis de 2007", diz. O executivo lembra também que a companhia vem aumentando o plantio de oleaginosas para ter uma composição de custos mais favorável.


Indústria Automobilística

Randon apura receita de R$ 259 milhões em abril
Valor Online
20/05/2008

SÃO PAULO - A Randon Implementos e Participações fechou o mês de abril com receita líquida consolidada de R$ 259 milhões, montante 32,3% superior ao registrado em igual período do ano passado.

No acumulado do ano até abril, as vendas líquidas da empresa gaúcha somam R$ 959,2 milhões, resultado 28,3% maior do que o observado nos quatro primeiros meses de 2007.

A controlada Fras-le S.A., que fabrica autopeças e recentemente anunciou a abertura de uma unidade na China, fechou o mês de abril com receita líquida de R$ 33,9 milhões, queda de 10,6% no comparativo anual.

Entre janeiro e abril, a receita acumulada está em R$ 141,5 milhões, leve baixa de 0,1% sobre o registrado nos quatro primeiros meses de 2007.


Petróleo e Gás

Petrobras vai contratar 40 sondas e plataformas de perfuração até 2017
Valor Online
20/05/2008

RIO - A Petrobras informou que vai contratar a construção de 40 navios-sonda e plataformas de perfuração semi-submersíveis para operar em águas profundas e ultra-profundas. De acordo com a companhia, a prioridade é para a construção dos equipamentos no Brasil e o recebimento das novas unidades acontecerá até 2017.

Em nota, a estatal revelou que o plano para o recebimento de sondas foi informado ontem à noite a integrantes do governo federal, empresários e representantes da indústria nacional.

A necessidade de contratação de sondas de exploração, e a possível construção dos equipamentos no país, já havia sido citada pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, no dia do lançamento da política industrial, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Gabrielli anunciou o plano para construção, no Brasil, de 146 embarcações de apoio às atividades de exploração e produção da companhia. Deste total, já está sendo preparada a licitação de 24 embarcações.


Petroquímica

Unipar não descarta participação maior do BNDES na Companhia Petroquímica do Sudeste
Valor Online
19/05/2008

RIO - O presidente da Unipar, Roberto Garcia, afirmou hoje que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá ter uma participação na Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS) superior àquela que ele teria apenas com a fatia de 17,5% que o banco de fomento possui hoje na Rio Polímeros (RioPol), que fará parte do grupo.

A CPS será formada por Unipar, Petrobras e BNDES, unindo os ativos petroquímicos das duas empresas. Garcia frisou que as negociações para a composição do capital da CPS ainda não estão fechadas, mas não descartou que o banco de fomento faça um aporte para aumentar sua participação na CPS.

Garcia confirmou apenas que a Unipar será majoritária no capital da CPS e que apenas depois da consolidação desta empresa é que será definida a participação desta no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujas obras são conduzidas atualmente pela Petrobras.

"Os projetos de produção de polietileno e polipropileno interessam à nossa companhia, mas ainda não aprofundamos isso", frisou Garcia, que participou hoje do 4º Congresso da Indústria Química do Mercosul, no Rio de Janeiro.


Petroquímicas pedem redução dos preços de matérias-primas
Valor Online
19/05/2008

RIO - Representantes da indústria petroquímica nacional criticaram hoje os preços cobrados pela Petrobras para o fornecimento da nafta, matéria-prima importante para o setor. De acordo com José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, a estatal cobra um prêmio sobre o preço internacional de referência, que é o do mercado árabe.

"Acho que é natural e normal que nós peçamos à Petrobras uma nova política de precificação de nafta, compatível com a realidade internacional", frisou o executivo, que participou hoje do 4º Congresso da Indústria Química do Mercosul, no Rio de Janeiro.

Grubisich lembrou que a Petrobras pode chegar a ter 25% do capital da Braskem e que o aumento das vendas de etanol no Brasil devem levar a uma sobra maior de nafta no país, uma vez que sobrará mais gasolina para exportação na medida em que o consumo de etanol subir. Como a tendência será de uma maior exportação de gasolina, será adicionada menos nafta ao combustível, de forma a atender a mercados mais exigentes em termos ambientais, como Europa e Estados Unidos.

A Braskem importa hoje entre 30% e 40% da nafta consumida por ela no Brasil e compra o restante da Petrobras. "A nafta é 80% do custo dos produtos vendidos pela Braskem", explica Grubisich.

O executivo não revelou quanto a empresa paga à Petrobras pela nafta, mas disse que, no mercado internacional o preço do produto gira em torno de US$ 980 por tonelada.

Outro executivo a criticar o preço cobrado pela Petrobras pela nafta foi o presidente da Unipar, Roberto Garcia. Para ele, a estatal deveria "nacionalizar" o preço da matéria-prima.

"Não dá para imaginar a competitividade da petroquímica brasileira se não tivermos padrões de fato globais de competitividade", frisou Garcia, que compra 100% da matéria-prima consumida (gás natural e nafta) da Petrobras.

Paulo Aquino, presidente da Petroquisa, subsidiária da Petrobras para o setor petroquímico, alega que o preço cobrado pela estatal pela nafta ainda é mais competitivo que a opção de importação. Segundo ele, a política de preços da companhia é pensada "frente a um modelo de mercado".

"A Petrobras não pode ser vista apenas no papel de fornecedor, já que é um ator extremamente importante na cadeia", ponderou Aquino, lembrando que a estatal pode elevar sua participação para até 40% do capital da Braskem e que a companhia pretende ficar ainda com 40% do capital da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), empresa em sociedade com a Unipar.


Operações do Comperj podem elevar PIB do Rio em até R$ 10,6 bilhões, diz Firjan
Valor Online
20/05/2008

RIO - As operações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) podem trazer até R$ 10,6 bilhões de incremento do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense a partir do início das operações, em 2015. A estimativa foi apresentada hoje, em estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com Augusto Franco Alencar, diretor-geral da Firjan, o impacto no PIB do estado será de, no mínimo, R$ 9,7 bilhões. O valor varia de acordo com o cenário desenhado para as operações do Comperj.

Programado para entrar em operação em 2015, o Comperj vai demandar investimentos totais de US$ 5,8 bilhões. A Unidade de Petroquímicos Básicos vai operar com capacidade de refinar 150 mil barris diários de petróleo pesado do Campo de Marlim, na Bacia de Campos, para produção de eteno, benzeno, para-xileno e propeno.

Do total produzido, 40% será vendido a terceiros, enquanto o restante será destinado à Unidade de Petroquímicos Associados (UPA), para a produção de 850 mil toneladas de polipropileno, 800 mil toneladas de polietileno e 600 mil toneladas de politereftalato de etila (PET).

No horizonte mais otimista para a indústria fluminense, 27% das resinas termoplásticas produzidas pela UPA - o equivalente a 600 mil toneladas - ficarão no estado do Rio para ser utilizadas como matéria-prima. No cenário mais conservador, serão apenas 13%, ou 300 mil toneladas, que serão aproveitadas por empresas do Rio de Janeiro.

O estudo mostra que, para que o cenário mais otimista se confirme, serão necessárias 724 novas empresas de material plástico instaladas na área de influência do Comperj, o que significaria um investimento de R$ 1,87 bilhão, um faturamento de R$ 4,864 bilhões e a geração de 30.835 empregos diretos. Para o cenário mais conservador, serão necessárias 362 companhias, com investimento de R$ 935 milhões, um faturamento de R$ 2,432 bilhões e uma geração de 15.417 empregos diretos.

Alencar diz que, para buscar o cenário mais otimista, o Rio de Janeiro depende da atração de empresas de material plástico. Para tanto, não descarta a utilização de incentivos fiscais. O diretor da Firjan ressaltou que uma das possibilidades é utilizar os royalties do petróleo para financiamento de novas empresas.

"Pode haver a criação de fundos regionais com esses recursos, de forma a atrair empresas. Defendemos que esse dinheiro seja usado para investimentos produtivos", frisou Alencar.

O presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Rio de Janeiro, José da Rocha Pinto, ressaltou que o setor perdeu importância no estado a partir dos anos 90, mas afirmou que a partir de 2004, depois da sinalização de construção do Comperj, a produção de material plástico no estado pulou de 134 mil toneladas em 2003 para 220 mil toneladas esperadas para este ano.

Apesar do crescimento, o setor hoje tem cerca de 18 mil empregados no Rio, contra 23 mil na década de 90.

Carlos Mariani, vice-presidente da Firjan, defendeu que o Rio de Janeiro adote um sistema semelhante ao gaúcho, que, segundo ele, processa no próprio estado, no Pólo de Triunfo, cerca de 80% das resinas produzidas no estado.


Siderurgia

ArcelorMittal vai captar US$ 3 bilhões em títulos de 5 e 10 anos para quitar dívidas
Valor Online
20/05/2008

SÃO PAULO - A ArcelorMittal anunciou hoje a emissão de títulos em dólares americanos no valor de US$ 3 bilhões, sendo que metade do montante tem vencimento em cinco anos e a outra metade em 10 anos. O dinheiro captado será usado para quitar dívidas correntes.

Conforme comunicado da companhia, os títulos mais curtos pagarão juros de 5,385% e terão vencimento em 1 de junho de 2013. Os papéis com vencimento em 1 de junho de 2018 pagarão taxa de 6,126%.


CADE aprova reestruturação societária da Usiminas
Valor Online
21/05/2008

BRASÍLIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou hoje, sem qualquer restrição, a reestruturação societária da Usiminas, anunciada em fato relevante de novembro de 2006, quando a Nippon Steel Corporation, com 33,77%, e Vale, com 9,22% das ações, passaram a integrar o controle da siderúrgica mineira.

A operação foi aprovada pela maioria dos conselheiros do CADE, ao seguirem voto do relator Fernando Furlan, que afirmou não haver "fundamentos para impor restrições" ao negócio.

Furlan desconheceu argumento da área jurídica do CADE, cujo parecer apontava o aumento de influência da Vale, que já participa do controle da MRS Logística, empresa voltada para o transporte ferroviário da malha Sudeste. A Usiminas também tem participação na MRS.

Para o relator, "isoladamente, a Vale não tem tal poder de influência sobre os outros acionistas".


Gerdau compra fatia da BNDESPar na Aços Villares por R$ 1,3 bilhão
Valor Online
21/05/2008

SÃO PAULO - O grupo Gerdau anunciou que fechou acordo para comprar a fatia de 28,88% que a BNDESPar possui na Aços Villares por R$ 1,3 bilhão. O valor pago por ação, de R$ 1,3685, representa um prêmio de 9,48% sobre o preço de fechamento das ações da empresa nos negócios de hoje.

Com a aquisição, o grupo brasileiro passa a ter, indiretamente, 52,26% do capital total e votante da Aços Villares, atualmente controlada pela Sidenor, com 58,44% das ações ordinárias.

Ocorre que a Sidenor é controlada pela Gerdau (40%), Santander (40%) e um grupo de executivos da própria empresa espanhola (20%).

Pelo acordo firmado, a Metalúrgica Gerdau vai comprar a participação detida pela BNDESPar. O pagamento será feito com emissão de debêntures dela em favor da BNDESPar. Os papéis serão conversíveis em ações preferenciais da Gerdau S.A..

Ao todo serão emitidas 131.280 debêntures com valor nominal de R$ 9.923,85 cada e vencimento de cinco anos. A remuneração do títulos para a BNDESPar será a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6,25% ao ano, mais um spread 0,75%.

Cada debênture será ainda conversível em 100 ações preferenciais da Gerdau S.A. a qualquer momento entre a emissão e o vencimento. A ação PN da Gerdau fechou hoje a R$ 82, o que geraria R$ 1,076 bilhão para a BNDESPar caso a conversão ocorresse nesses termos.


Tecnologia

Cresce busca por profissional de TI nas empresas, mostra pesquisa
Valor Online
20/05/2008 20:02

SÃO PAULO - Diante da expansão da informática no meio corporativo, o profissional especializado em Tecnologia da Informação (TI) está se tornando um ativo disputado pelos recrutadores. Segundo pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação Ponto BR (NIC.br), 20% das empresas brasileiras com dez funcionários ou mais tentaram contratar especialistas em TI em 2007, sendo que no ano anterior esse percentual era de 17%.

Além disso, o NIC.br aponta que, entre os anos de 2006 e 2007, cresceu de 28% para 38% a fatia de empresas que lidaram com dificuldades ao recrutar o profissional de TI que estavam procurando. A falta de qualificação específica ainda é apontada pela maioria das empresas (79%) como o principal empecilho para a contratação, seguido por falta de experiência no ramo (69%) e pretensões salariais altas (58%).

Segundo o NIC.br, que funciona como o órgão executivo do Comitê Gestor de Internet no Brasil, além da procura por profissionais especialistas, também cresceu a busca por funcionários com domínio genérico em informática. Entre 2006 e 2007, a proporção de empresas que recrutou profissionais com esse perfil subiu de 18% para 40%. As corporações que encontraram dificuldades nessa contratação, porém, recuaram de 42% para 34% nesse mesmo período.


CA exalta crescimento no Brasil em visita de presidente mundial
Valor Online
21/05/2008

SÃO PAULO - Diante do que ele considera " um ambiente político e econômico favorável ", John Swainson, o presidente da CA (antiga Computer Associates) está de volta ao Brasil. Esta já é a segunda visita do executivo ao país em pouco mais de um ano, o que ele atribui à importância da operação brasileira dentro da estratégia da empresa na América Latina. Sua presença em São Paulo, porém, pode também estar ligada às recentes mudanças na cadeira do diretor-geral da CA no Brasil, que agora é ocupada por Laércio Albuquerque.

" A empresa passa por uma mudança cultural. Obviamente, dentro desse processo, alguns abraçam a mudança, outro não " , resumiu Swainson ao falar da grande reforma que vem promovendo dentro da CA. Seu depoimento explicaria também a substituição de Marco Leone da liderança da operação brasileira em setembro de 2007 e de Ricardo Fernandes do mesmo posto dois meses depois. " Eu fui um dos que abraçaram a mudança " , brinca Albuquerque, que assumiu o comando interino da divisão a partir de dezembro de 2007 e foi efetivado em abril.

Em sua primeira visita ao Brasil, em março do ano passado, Swainson já alertava que a empresa mudava seu rumo. Isso graças a uma reformatação do portfólio de produtos e da estrutura e filosofia comercial da empresa, acompanhada por uma reestruturação financeira. E como um marco para o renascimento da empresa, foi feita a substituição do nome Computer Associates para apenas CA. Tudo para recuperar a companhia de uma crise que começou a ser enfrentada por Swainson em 2004, quando o executivo, egresso da IBM, assumiu a chefia da CA.

Albuquerque parece ter assumido a CA Brasil num bom momento. O executivo brasileiro revela que, com o aquecimento do mercado, os negócios no país têm retornado bons resultados. Para não ferir o período de silêncio anterior à divulgação dos resultados do primeiro trimestre, Albuquerque não pôde tecer projeções para o resultado da empresa. Ele só lembrou que a unidade brasileira tem conseguido crescimento dois dígitos nos últimos anos. Os negócios ligados aos sistemas de segurança, revelou ele, são dos que mais têm puxado esse crescimento.

"O Brasil, talvez, não seja o país que mais cresce em termos absolutos, mas certamente é o que mais avançou em termos de negócios" , opinou Kenneth Arredondo, vice-presidente da CA e gerente-geral da companhia na América Latina, que acompanha a comitiva de Swainson no Brasil.

A crise hipotecária americana parece não ter atrapalhado os planos da CA, nem no Brasil e nem nas demais unidades. " Sempre há problemas em algum lugar do mundo. Eu nem gosto de chamar o que está acontecendo de crise. De qualquer maneira, até o momento não tem nos trazido problemas " , comentou Swainson. " Mas continuaremos observando com atenção " , ressaltou.

Telecomunicações

GVT investe R$ 20 milhões e passa a atuar na mineira Contagem
Valor Online
20/05/2008

SÃO PAULO - A operadora de telecomunicações GVT anunciou hoje que passará a prestar seus serviços de telefonia e internet banda larga em Contagem, cidade localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, com população de cerca de 700 mil habitantes. A implantação da rede e o lançamento da companhia na cidade mineira envolvem investimento inicial de aproximadamente R$ 20 milhões em 2008.

Para o início da operação, a GVT está disponibilizando 18 mil acessos físicos que geram capacidade para instalar até 14 mil acessos de banda larga (ADSL) e 18 mil linhas de voz.

A implantação está na fase final e será concluída até o final de maio em zonas industriais e bairros e a cobertura da rede será ampliada gradativamente.

De acordo com comunicado divulgado pela companhia, o município de Contagem foi selecionado para receber os serviços de telefonia fixa e banda larga da GVT depois de pesquisas e análises mercadológicas que revelaram o alto potencial da cidade.

Atualmente, a GVT responde por cerca de 1,4 milhão de linhas em serviço no Sul, Centro-Oeste e parte do Norte do país, além de Belo Horizonte, onde opera deste setembro de 2007.


Transportes

Embraer recebe encomenda para mais 10 jatos executivos
Valor Online
20/05/2008

SÃO PAULO - A Embraer anunciou hoje que firmou contratos para a venda de 10 aeronaves, além de duas opções de compra e uma carta de intenções para aquisição de outros três aviões executivos. Os acordos foram firmados hoje, durante a European Business Aircraft Conference and Exhibition (Ebace), evento do setor que ocorre de hoje até quinta-feira em Genebra, na Suíça.

De acordo com a Embraer, a Executive AirShare, empresa dos Estados Unidos, dobrou o número de ordens para a aeronave Phenom 300 e agora tem quatro pedidos firmes e outras quatro opções. Em setembro de 2007, a empresa havia anunciado duas ordens firmes para o Phenom 300, além de outras duas opções para o mesmo modelo. A companhia possui ainda dez pedidos firmes e dez opções para o jato Phenom 100.

Por sua vez, a Finnish Aviation Academy, da Finlândia, encomendou dois jatos da categoria very light Phenom 100. O cliente utilizará as aeronaves para o treinamento de pilotos e a primeira entrega está prevista para 2010.

A VLJ Consultancy também, firmou acordo para comprar um Phenom 100 - que será repassado para investidores privados - sendo que a primeira entrega está prevista para 2012.

A Linxair Business Airline, da Eslovênia, firmou acordo para comprar um segundo jato executivo Legacy 600. A entrega da aeronave está prevista para este ano. Em outubro passado, a Linxair recebeu o primeiro Legacy 600.

A Embraer incrementou ainda a venda para o mercado do Oriente Médio. A Asaig Aviation, nova operadora de vôos charter com base no Kuwait, encomendou um Phenom 100 e um Phenom 300. A empresa assinou também uma carta de intenções para um jato Legacy 450 e dois Legacy 500. A entrega do primeiro Phenom 100 está prevista para 2012. O Grupo S.S Lootah, de Dubai, assinou contrato para um Legacy 600, com entrega prevista para 2009. O xeque Ahmed Al Hamad, presidente da Burgan Company, do Kuwait, encomendou um Legacy 600, com entrega prevista para 2008. O avião será gerenciado pela Titan Aviation, de Dubai.

Legacy 450 e Legacy 500 são os nomes comerciais dos jatos Embraer MLJ e Embraer MSJ, aeronaves das categorias midlight e midsize.


Embraer acerta venda de sete jatos modelo 170 para ETA Star, de Dubai
Valor Online
21/05/2008

SÃO PAULO - Em um negócio de US$ 220,5 milhões, a preço de tabela, a Embraer fechou a venda de sete jatos modelo 170 para o grupo ETA Star, de Dubai. O contrato prevê também opções para mais três jatos e direitos de compra para outras cinco aeronaves de qualquer modelo dos E-Jets da fabricante brasileira. Se todas as opções e direitos de compra forem exercidos para o modelo 170, o pedido pode alcançar US$ 472,5 milhões.

De acordo com a Embraer, a entrega do primeiro jato está prevista para 2009. As aeronaves, configuradas para 76 passageiros em classe única, serão usadas pela
recém-criada Star Aviation para operar rotas regionais no subcontinente indiano, em mercados de média e baixa densidade.

"Estamos entusiasmados por sermos escolhidos por este novo cliente de E-Jet para apoiar suas operações no mercado indiano, que está em rápida expansão", disse Mauro Kern, vice-presidente executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial.






 

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