Bancos
Itaú
espera convencer
deputados que leilão
da Nossa Caixa pode
gerar mais dinheiro
para o estado
Valor Online
29/05/2008
RIO
- A possibilidade
de que a venda da
Nossa
Caixa em um
leilão aberto
renda mais recursos
para os cofres do
estado de São
Paulo poderia levar
os deputados estaduais
a rejeitar a incorporação
da instituição
diretamente pelo
Banco
do Brasil (BB).
Esta é a
avaliação
do diretor de Relações
com Investidores
do Itaú,
Alfredo Setubal.
"O
fato de haver outros
interessados pode
fazer os deputados
refletirem melhor
e se sensibilizarem
com essa tese de
não aprovar
o negócio
direto e sim aprovar
apenas a venda por
leilão",
afirmou Setubal.
O
executivo ressaltou
que um empecilho
para o convencimento
dos deputados pode
ser a força
do governador de
São Paulo,
José Serra,
na Assembléia
Legislativa paulista.
"Tem um lado
político
que a gente não
sabe como vai ser
conduzir",
ponderou Setubal,
que participa hoje
da reunião
da Associação
dos Analistas e
Profissionais Investimento
do Mercado de Capitais
(Apimec)
no Rio de Janeiro.
Na
mesma ocasião,
o diretor do Itaú
disse ainda que
a Federação
Brasileira de Bancos
(Febraban)
poderá se
manifestar na Justiça
contra o aumento
da Contribuição
Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL)
para os bancos,
determinada por
Medida Provisória
no início
do ano e aprovada
ontem pelo Senado.
A alíquota
para o setor pulou
de 9% para 15%.
"A Constituição
coloca a igualdade
entre os contribuintes.
Você não
pode ter tratamento
diferenciado. Essa
é a tese
e me parece que
faz todo o sentido",
reforçou
o executivo.
Investimento
de bancos em tecnologia
somou R$ 6,16 bilhões
em 2007
Valor Online
27/05/2008
SÃO
PAULO - Os investimentos
dos bancos brasileiros
em tecnologia somaram
R$ 6,16 bilhões
em 2007, o que representa
um crescimento de
16,2% em relação
ao ano anterior,
quando a cifra foi
de R$ 5,31 bilhões.
Os dados foram divulgados
hoje pela Federação
Brasileira de Bancos
(Febraban).
Segundo
a entidade, o maior
aporte, de R$ 2,26
bilhões,
foi direcionado
para aquisição,
desenvolvimento
e manutenção
de softwares de
terceiros. Outros
R$ 2,18 bilhões
foram investidos
na compra de equipamentos
de informática
(hardware), como
computadores pessoais,
caixas eletrônicos,
robôs, mainframes
(computadores de
grande porte), entre
outros.
Os
bancos brasileiros
também investiram
R$ 769 milhões
na aquisição
de linhas e equipamentos
de telecomunicações.
Nos
R$ 6,16 bilhões
divulgados pela
Febraban estão
incluídas
as despesas referentes
aos salários
e encargos dos profissionais
de Tecnologia da
Informação,
que somaram R$ 921
milhões em
2007.
Panamericano
capta US$ 130 milhões
no mercado internacional
Valor
Online
26/05/2008
SÃO
PAULO - O Banco
Panamericano
informou que concluiu
hoje a captação
de US$ 130 milhões
no exterior com
a emissão
de papéis
dentro do seu programa
de MTNs (Medium
Term Notes). As
notas, que saem
com rating Ba2 pela
Moody`s,
têm prazo
de dois anos e taxa
de 7,25% ao ano.
Segundo
comunicado do banco,
a operação
foi coordenada pelo
Unibanco,
Banco
Espírito
Santo (BES)
e Banco
Votorantim.
A captação
faz parte de um
programa de MTNs
lançado pelo
banco em fevereiro
de 2006 e que foi
aumentado para o
valor total de US$
500 milhões.
Na última
emissão em
2007, a instituição
captou US$ 75 milhões,
com taxa de 7,375%
ao ano.
"Os
investidores internacionais
receberam muito
bem os títulos
e tivemos uma demanda
de mais de US$ 150
milhões,
valor superior ao
volume inicial que
era de US$ 120 milhões,
superando 25% a
expectativa original",
afirma Wilson de
Aro, diretor Financeiro
e de Relações
com Investidores
do Banco Panamericano.
Dos
papéis colocados,
cerca de 70% foram
vendidos para compradores
da Europa. Houve
a participação
de 60 investidores
na operação.
CMN dá mais
um passo para aprovação
do banco do grupo
Sadia
Valor Online
29/05/2008
BRASÍLIA
- A constituição
do Concórdia
Banco, instituição
financeira que o
grupo Sadia
pretende abrir,
chegou na sua fase
final. O Conselho
Monetário
Nacional (CMN)
encaminhou hoje,
para a presidência
da República,
uma proposta de
decreto com o intuito
de autorizar a participação
estrangeira no capital
do banco.
A
medida é
uma formalidade
do processo para
autorização
de funcionamento
da instituição.
Após a publicação
do decreto, segundo
o CMN, "será
dada continuidade
à análise
da proposta de constituição
do banco",
que deverá
ter carteiras comercial
e de investimento.
De
acordo com o Banco
Central (BC),
o grupo Sadia tem
participação
externa de 0,15%
no total de capital
votante, e de 40%
no capital não
votante, e por isso
é necessária
a autorização
presidencial.
Comércio
Exterior
Rússia
volta a comprar
carne de Mato Grosso
Valor Econômico
30/05/2008
BRASÍLIA
- A Rússia
anunciou na quinta-feira
o fim das restrições
à importação
de carne bovina
de Mato Grosso.
Mesmo sem receber
comunicado oficial
do governo daquele
país, o Departamento
de Saúde
Animal do Ministério
da Agricultura confirmou
informalmente a
reabertura do mercado
russo.
As
vendas para a Rússia
estavam suspensas
desde fevereiro
deste ano em razão
da ocorrência
de casos de estomatite
vesicular em cinco
propriedades de
Cocalinho, situada
a 750 km da capital
Cuiabá. Embora
não seja
uma doença
de notificação
obrigatória
à Organização
Mundial de Saúde
Animal (OIE),
a estomatite figura
no acordo bilateral
Brasil-Rússia,
assinado há
uma década,
como enfermidade
que pode causar
a suspensão
do comércio
de carne.
O
governador do Estado,
Blairo Maggi (PR),
comemorou a decisão
na abertura do Encontro
Nacional dos Negócios
da Pecuária
(Enipec).
Em 2007, Mato Grosso
exportou US$ 627
milhões em
carne bovina, resultado
16,5% superior ao
ano anterior.
O
embargo da Rússia
ao Mato Grosso em
consequência
da estomatite foi
uma das razões
que a Sadia alegou
para adiar a construção
de uma nova unidade
de abate de bovinos
no país.
A empresa já
tem planta em Várzea
Grande (MT), com
capacidade de abate
de 2 mil cabeças
por dia.
OIE
restabelece status
de livre de aftosa
de 10 Estados brasileiros
e do Distrito Federal
Valor Econômico
27/05/2008
GENEBRA
- A Organização
Mundial de Saúde
Animal
(OIE) restabeleceu
ontem o status sanitário
de 10 Estados brasileiros
mais o Distrito
Federal como livres
de febre aftosa
com vacinação,
porém deixou
o Mato Grosso do
Sul de fora. Nesse
Estado foi registrado
foco de febre aftosa
em 30 de setembro
de 2005. Logo depois
o Ministério
da Agricultura confirmou
focos também
no Paraná.
Os episódios
levaram a OIE a
suspender o status
sanitário
de algumas regiões
do país e
à interdição
da carne brasileira
na Europa e em outros
mercados.
Ontem,
em Paris, na abertura
da 76ª Sessão
Geral plenária
da OIE, o secretário
de Defesa Agropecuária
do Ministério
da Agricultura,
Inácio Kroetz,
reiterava que a
decisão só
sairia hoje, enquanto
a OIE a publicava
em seu site. Em
nota, o Comitê
Científico
para Doenças
Animais da OIE anunciou
que recuperaram
o status de livre
de aftosa com vacinação
Bahia, Espírito
Santo, Minas Gerais,
Rio de Janeiro,
Sergipe e Tocantins,
do chamado grupo
1, além de
São Paulo,
Goiás, Mato
Grosso, Paraná
e Distrito Federal,
no grupo 2.
Em
comunicado do ministério,
Kroetz disse que
o comitê da
OIE solicitou informações
adicionais sobre
o Mato Grosso do
Sul e que parte
delas já
foi entregue. Segundo
ele, " o conjunto
dessas informações
será avaliado
em julho próximo,
o que poderá
culminar também
com o reconhecimento
daquele Estado "
. Por meio de sua
assessoria, a secretária
de Produção,
Indústria
e Comércio
de Mato Grosso do
Sul, Tereza Corrêa
da Costa, disse
que " as informações
complementares vão
ser enviadas ao
governo federal
assim que os procedimentos
forem concluídos
" . Em viagem
oficial ao Japão,
ela informou que
o Estado precisa
concluir algumas
atividades na zona
de alta vigilância,
que inclui 14 municípios
na fronteira com
o Paraguai. Um relatório
de atividades implementadas
e em execução
já havia
sido entregue ao
ministério.
O
efeito da decisão
da OIE no curto
prazo ainda é
incerto, uma vez
que fica a cargo
dos países
definirem de que
país vão
comprar. A União
Européia,
por exemplo, impõe
hoje restrições
à carne brasileira
- alegando problemas
na rastreabilidade
- e a decisão
da OIE não
deve alterar esse
quadro.
Ontem,
em São Paulo,
o ministro da Agricultura
Reinhold Stephanes
disse, conforme
comunicado de sua
pasta, que "
a abertura de novos
mercados para a
carne brasileira
deve ser o principal
resultado do reconhecimento
" da OIE. Admitiu,
porém, que
o impacto financeiro
para as exportações
no curto prazo é
quase inexistente
porque a procura
por carne é
tão grande
que tem sido difícil
ampliar as exportações.
Pratini
de Moraes, ex-presidente
da Associação
Brasileira da Indústria
Exportadora de Carne
Bovina (Abiec),
concorda. Ele disse
que a decisão
é "
importante do ponto
de vista sanitário,
mas não terá
grande efeito comercial
porque o mercado
está aquecido
" e (...) "
há escassez
de carne bovina
" . Ele espera,
porém, que
a decisão
da OIE leve o Chile
a retomar as importações
de carne de São
Paulo. Segundo Pratini,
o Chile argumentava
que São Paulo
estava com o status
suspenso, por isso
vetou as compras.
A situação
mudou.
Em
Paris, o secretário
de Agricultura de
São Paulo,
João Sampaio,
afirmou que o restabelecimento
do status sanitário
do Estado ajudará
na conquista de
novos mercados.
Ele irá ao
Chile em julho negociar
a retomada das vendas.
Beneficiado
pela resolução
da OIE, o Paraná
espera recuperar
ainda este ano o
volume de exportação
anterior à
aftosa. Foram 40,7
mil toneladas e
cerca de US$ 100
milhões em
2004, número
que despencou para
10,4 mil toneladas
e US$ 21 milhões
em 2007. Para vender
30 mil toneladas
a mais nos próximos
meses, representantes
do governo e do
setor produtivo
disseram ontem o
que pretendem fazer.
" Todos seremos
marqueteiros "
, disse o secretário
da Agricultura,
Valter Bianchini.
Depois
de cerca de R$ 600
milhões em
prejuízos
- de acordo com
o
Sindicarne -,
persiste a dúvida
entre integrantes
do governo e criadores
de que o Paraná
tenha registrado
de fato aftosa.
" Nunca se
confirmou por completo,
mas não queremos
olhar para trás
" , disse Bianchini.
" Foi uma lição
sofrida " .
Superávit
comercial excede
US$ 7 bilhões
no acumulado do
ano
Valor Online
26/05/2008
SÃO
PAULO - A balança
comercial brasileira
registrou superávit
de US$ 7,540 bilhões
no acumulado de
janeiro até
o dia 25 de maio,
com 97 dias úteis.
As
exportações
chegaram a US$ 67,599
bilhões e
as importações,
US$ 60,059 bilhões,
uma média
diária respectiva
de US$ 696,9 milhões
e US$ 619,2 milhões.
De
acordo com as informações
são da Secretaria
de Comércio
Exterior do Ministério
do Desenvolvimento
(Secex), o superávit
comercial visto
no mesmo período
de 2007 foi de US$
16,309 bilhões.
Lula
comemora criação
da Unasul mesmo
sem participação
da Colômbia
Valor Online
23/05/2008
BRASÍLIA
- Mesmo com a rejeição
da Colômbia
ao Conselho de Defesa
Sul-Americano, que
poderá ser
criado em três
meses, o presidente
Luiz Inácio
Lula da Silva comemorou
o nascimento da
União de
Nações
Sul-Americanas (Unasul).
"Criamos hoje
a grande Nação
Sul-Americana, um
feito extraordinário",
afirmou. "Mesmo
sem o dinheiro que
teve a União
Européia,
vamos fazer a América
do Sul dar um salto
gigantesco."
Durante
entrevista com os
presidentes do Chile
(Michelle Bachellet)
e da Bolívia
(Evo Morales), após
reunião com
presidentes e representantes
dos 12 países
que formam o bloco,
Lula disse estar
"de alma lavada,
porque há
quatro anos isso
parecia impossível".
Com
focos principais
na defesa e desenvolvimento
econômico
da região,
a Unasul nasce como
instância
negociadora para
acordos de livre-comércio
e também
como um fórum
político
para dirimir divergências,
sem necessidade
de recorrer à
Organização
dos Estados Americanos
(OEA)
em casos como os
conflitos recentes
entre Equador, Colômbia
e Venezuela, por
exemplo.
Segundo
fontes do Itamaraty,
a Colômbia
recusou ratificar
o conselho de defesa
por temor de interferências
no tratado de cooperação
internacional que
tem com os Estados
Unidos. Como primeira
presidente da Unasul
pelos próximos
12 meses, a chilena
Bachellet anunciou
a criação
de um grupo de trabalho
para criar o conselho
de defesa, em 90
dias.
Segundo
a presidente do
Chile, a Unasul
será um ambiente
perfeito para, além
de discussões
programáticas
sobre os problemas
imediatos da região,
cada membro poder,
por assim dizer,
lavar a roupa suja.
"Teremos encontros
periódicos
para discussões
políticas
da região
e sabermos o que
temos de divergências",
afirmou. "A
unidade tem que
se dar pelo respeito
às diversidades
e o diálogo
franco é
o melhor caminho
para buscarmos uma
relação
de respeito e confiança",
continuou ela.
Lula
reforçou
o discurso da presidente
chilena. "Esse
tratado não
vai obrigar ninguém
a abrir mão
de seus interesses
nacionais",
afirmou Lula. "Vamos
construir políticas
de consenso para
futuramente fazer
aquilo que, sozinhos,
não temos
condições
de fazer."
Lula
disse ainda que
o bloco dá
mais soberania,
mais força
e melhores condições
de desenvolvimento
social e econômico
regional. E destacou
a necessidade de
integração
no planejamento
da defesa conjunta
de temas como Amazônia,
fronteiras com os
oceanos Pacífico,
Atlântico
e Caribe.
Bachellet
saudou o fato de
a região
"não
ter escassez de
alimentos",
mas disse que o
tema não
pode ficar de fora
das próximas
discussões,
assim como a cooperação
econômico-financeira
e energética.
Para
entrar em vigor,
o tratado assinado
hoje precisa ser
aprovado pelo poder
Legislativo de cada
um dos países
signatários.
Crédito
Crédito
atingirá
50% do PIB em 2009,
prevê Acrefi
Valor Online
27/05/2008
SÃO
PAULO - O volume
total de crédito
concedido no país
irá atingir
50% do valor do
Produto Interno
Bruto (PIB) em meados
de 2009, projeta
a Associação
Nacional das Instituições
de Crédito,
Financiamento e
Investimento (Acrefi).
Segundo a entidade,
a marca será
alcançada
nesse prazo se mantidas
as atuais condições
do mercado.
Hoje,
o Banco Central
(BC) informou
que, em abril, o
saldo das operações
de crédito
atingiu o patamar
recorde de 36,1%
do PIB, ultrapassando
a barreira de R$
1 trilhão.
Em março,
o percentual estava
em 35,8%, com R$
993 bilhões.
Autor
da previsão,
o conselheiro econômico
da Acrefi, Istvan
Kasznar, avalia
que o crescimento
do crédito
"é um
sinal de confiança
no sistema econômico".
O
diretor da ASB
Financeira,
José Arthur
Assunção,
concorda com a tese
da maior confiança
do consumidor na
economia. "O
brasileiro tem sentido
que a economia cresce
de forma sólida.
Por isso financia,
sem medo, suas compras.
Por outro lado,
a inadimplência
vem sendo reduzida
mês a mês,
fato justificado
pelo aumento da
renda", explicou
o executivo.
Faturamento
da indústria
de cartões
cresce 25% e soma
R$ 114,4 bilhões
no ano, diz Abecs
Valor Online
26/05/2008
SÃO
PAULO - O faturamento
da indústria
de cartões
de crédito,
débito, lojas
e redes somou R$
114,4 bilhões
entre janeiro a
abril, o que corresponde
a um aumento de
25% em relação
ao mesmo intervalo
do ano passado.
Levantamento feito
pela Associação
Brasileira das Empresa
de Cartões
de Crédito
(Abecs)
mostra que só
no mês de
abril a receita
chegou a R$ 29,1
bilhões,
com avanço
de 24% ante o mesmo
mês de 2007.
No
acumulado deste
ano, a maior expansão
foi verificada no
faturamento dos
cartões de
débito, que
cresceu 28,9% ante
2007 e somou R$
32,6 bilhões.
Os cartões
de crédito,
entretanto, continuaram
liderando o volume
total de gastos,
com faturamento
de R$ 65,6 bilhões,
alta de 23,5%. Os
cartões de
loja e rede movimentaram
também 23,5%
a mais na comparação
com o ano passado
e totalizaram receita
de R$ 16,2 bilhões.
Marcelo
Noronha, diretor
de Comunicação
da Abecs, acredita
que o desempenho
verificado até
agora levará
o setor a um crescimento
maior do que os
20% estimados para
este ano. "O
que vimos no primeiro
quadrimestre já
permite prever um
crescimento de,
no mínimo,
22% só em
cartões de
crédito",
afirmou, acrescentando
que no total das
modalidades de pagamento
a expansão
poderá chegar
a 23% em 2008.
Energia
BNDES
aprova financiamento
de R$ 369 milhões
para projetos de
co-geração
de energia da Cosan
Valor Online
29/05/2008
SÃO
PAULO - O Banco
Nacional de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDES)
aprovou um financiamento
de R$ 369 milhões
para o grupo do
setor sucroalcooleiro
Cosan.
Segundo nota divulgada
pelo banco, os recursos
serão destinados
à implantação
de três unidades
de co-geração
de energia elétrica,
a partir do bagaço
de cana-de-açúcar,
com capacidade instalada
de 200 MW.
Ainda
de acordo com o
comunicado, o BNDES
financiará
85% do projeto,
orçado num
valor total de R$
428,5 milhões.
O empreendimento
inclui a construção
de linhas de transmissão
e deve gerar 430
empregos durante
as obras.
Parte
significativa da
energia a ser gerada,
455,5 mil MWh por
safra, já
foi vendida nos
leilões de
energia nova realizados
pela Agência
Nacional de Energia
Elétrica
(Aneel),
com início
de suprimento a
partir de 2009.
O restante será
destinado ao consumo
próprio das
usinas. O prazo
para a conclusão
dos três projetos
é de 24 meses.
Odebrecht
espera definir na
semana que vem se
vai contestar vitória
de rival em leilão
de Jirau
Valor Online
28/05/2008
RIO
- A Odebrecht
espera terminar
na semana que vem
a análise
sobre o projeto
apresentado pelo
consórcio
Energia Sustentável
para vencer a licitação
para construção
da hidrelétrica
de Jirau, no rio
Madeira. Com base
nesta análise,
a construtora decidirá
se vai entrar com
ações
judiciais para tentar
reverter a vitória
do grupo formado
por Suez
Energy, Camargo
Corrêa,
Eletrosul
e Chesf.
O
presidente do Conselho
de Administração
da Odebrecht, Emílio
Odebrecht, evitou
antecipar qualquer
decisão,
mas frisou que,
pelas indicações
existentes até
o momento, há
"indícios"
de que as regras
podem ter sido quebradas.
Para vencer o leilão,
o Energia Sustentável
alterou o projeto
inicial, mudando
inclusive localização
da usina.
"Diante
do que nós
já temos,
temos consciência
que houve uma alteração
da regra do edital.
Mas como é
algo de muita responsabilidade,
eu prefiro ter todos
os dados na mão
para que a gente
possa se posicionar",
afirmou Odebrecht,
que participou hoje
da 20ª edição
do Fórum
Nacional, organizado
pelo Instituto Nacional
de Altos Estudos
(Inae),
na sede do Banco
Nacional de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDES),
no Rio.
O
executivo não
quis entrar em detalhes
sobre o risco de
a mudança
de nove quilômetros
na localização
da usina afetar
a produção
de energia de Santo
Antônio, usina
hidrelétrica
também no
rio Madeira e cuja
licitação
foi vencida pelo
consórcio
Madeira Energia,
integrado por Odebrecht,
Furnas, Andrade
Gutierrez, Cemig
e um fundo de participações
formado por Banif
e Santander.
"O
compromisso que
tenho é gerar
energia de Santo
Antônio seis
meses antes. Se
qualquer coisa atrapalhar
isso, nós
vamos às
últimas conseqüências",
frisou, revelando
que o objetivo da
companhia é
iniciar as obras
de Santo Antônio
em agosto deste
ano e começar
a gerar energia
no local no primeiro
semestre de 2012.
O projeto inicial
previa o início
da geração
no segundo semestre
de 2012.
O
executivo lembrou
ainda que o edital
da licitação
de Jirau foi baseado
em um estudo de
seis anos feito
por Odebrecht e
Furnas sobre as
possibilidades de
geração
de energia no rio
Madeira.
"A
solução
que foi colocada
em leilão
é uma solução
decorrente de um
estudo de mais de
seis anos, concluindo
que os melhores
locais para se fazer
Santo Antônio,
Jirau e outras (usinas),
que estão
definidas dos pontos
de vista econômico
e ambiental. Isso
foi aprovado pelos
órgãos
competentes",
ponderou.
Odebrecht
disse ainda que
espera manter a
parceria com Furnas
para futuros leilões
de usinas, inclusive
Belo Monte.
Renova
Energia vai à
Bovespa em busca
de recursos para
energia renovável
Valor Online
28/05/2008
SÃO
PAULO - A
Renova Energia,
empresa holding
do grupo composto
pela Enerbras Centrais
Elétricas
e pela Energética
Serra da Prata,
vai a mercado em
busca de recursos
para expandir seus
negócios
de geração
de energia elétrica
por fontes alternativas.
A
companhia já
entrou com pedido
de companhia aberta
junto à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM) e também
tem registrada uma
oferta de units
(certificados de
depósito
de ações),
sendo cada um composto
de uma ação
ordinária
e duas preferenciais.
A
minuta do prospecto
ainda não
apresenta a quantidade
de units que será
emitida nem a faixa
estimativa de preço,
mas aponta que a
companhia estará
listada no Nível
2 de Governança
Corporativa da Bolsa
de Valores de São
Paulo (Bovespa).
Os papéis
serão ofertados
no Brasil e nos
Estados Unidos sob
a coordenação
o UBS Pactual e
Morgan
Stanley.
A
oferta será
destinada exclusivamente
a investidores qualificados,
ou seja, aqueles
que comprovem investimentos
financeiros superiores
a R$ 300 mil reais.
Mesmo com essa barreira
ao pequeno investidor,
no caso de rateio
na oferta de dispersão,
a companhia adotará
o critério
diferenciado, que
divide os investidores
com prioridade e
sem prioridade de
alocação.
O direito à
prioridade depende
de dois fatores,
a requisição
de tal classificação,
e do atestado de
bom comportamento,
ou seja, será
atendido aquele
investidor que não
ter não tiver
"flipado"
(no jargão
de mercado, vendido
as ações
no dia da estréia)
em ofertas anteriores.
O
controle da Renova
é da RRI
Participações,
holding que tem
seu capital divido
entre a RR Participações,
empresa detida por
Ricardo Lopes Delneri
e Renato do Amaral
Figueiredo (membros
do conselho de administração),
e pelo fundo InfraBrasil,
cujos quotistas
são grandes
fundos de pensão
e investidores brasileiros,
como Petros, Funcef
e BNDESPar. O Banco
Interamericano de
Desenvolvimento
é um dos
principais financiadores
do InfraBrasil.
Formalmente
constituída
em 2006, a companhia
possui 3 PCHs em
operação,
totalizando 41,8
MW de capacidade
instalada. A empresa
possui ainda um
portfólio
composto por 45
projetos de PCH
em processo de autorização
da Agência
Nacional de Energia
Elétrica
(Annel), totalizando
400 MW e 43 inventários
de rios, que incluem
83 PCHs, totalizando
868 MW.
A
Renova também
é dona do
plano para o maior
complexo eólico
do país,
formado por 40 parques
contíguos
que juntos totalizam
1.105 MW. Segundo
a companhia, tal
projeto de geração
de energia eólica
é quatro
vezes maior que
a capacidade eólica
instalada atualmente
no Brasil e representa
1,1% da atual capacidade
instalada total.
A
companhia começou
suas atividades
no setor elétrico
em 2000, quando
a controlada Enerbras
Centrais Elétricas
começou atuar
na prospecção
de negócios
em comercialização
e no desenvolvimento
de aproveitamentos
hidrelétricos.
Petróleo
e Gás
Petrobras
descobre "importante
acumulação"
de óleo leve
em águas
rasas na Bacia de
Santos
Valor Online
29/05/2008
SÃO
PAULO - A Petrobras
anunciou na noite
de hoje que encontrou
"importante
acumulação"
de óleo leve
em um poço
localizado em águas
rasas na região
sul da Bacia de
Santos. O nome do
bloco é BM-S-40
e, segundo a Petrobras,
foi encontrado óleo
de 36º API
acima da camada
de sal.
O
poço pioneiro
está localizado
a cerca de 275 Km
ao sul da cidade
de Santos, na costa
do estado de São
Paulo, em lâmina
d'água de
235 m.
Segundo
a empresa, a descoberta
foi confirmada através
de produção
de óleo em
teste de formação
a poço revestido,
em reservatórios
situados a cerca
de 2.080 metros
de profundidade.
"O teste comprovou
as altas vazões
esperadas para o
tipo de reservatório
e óleo encontrados,
com um potencial
de produção,
por poço,
estimado de mais
de 12.000 barris
por dia", disse
a estatal.
A
companhia informou
que dará
continuidade á
exploração
com a perfuração
de um novo poço
com início
previsto para o
mês que vem.
Standard
& Poor`s eleva
nota de crédito
da Petrobras
Valor Online
28/05/2008
SÃO
PAULO - A agência
de classificação
de risco Standard
& Poor`s
elevou hoje a nota
de crédito
da Petrobras
de BBB- para BBB,
segundo degrau dentro
da categoria de
grau de investimento.
Segundo
comunicado da Petrobras,
a nota da empresa
estava com perspectiva
positiva desde a
elevação
do rating da dívida
soberana brasileira,
no último
dia 30 de abril.
Para
a agência,
a elevação
reflete a melhoria
do ambiente operacional
da Petrobras no
país e os
sólidos fundamentos
para os preços
do petróleo
no médio
prazo. "Esses
fatores contribuem
para que a empresa
capture um fluxo
de caixa adicional
para financiar seu
programa de investimentos
agressivo",
afirma a S &
P, em nota.
A
Standard & Poor`s
menciona ainda "a
ampla oportunidade
de crescimento para
a Petrobras no médio
prazo", na
medida em que a
companhia começa
a explorar óleo
na região
do pré-sal.
Petrobras
avalia refinaria
de Okinawa antes
de iniciar venda
de etanol para o
Japão
Valor Online
26/05/2008
RIO
- A Petrobras
avalia a situação
da refinaria de
Okinawa, recentemente
adquirida no Japão,
para definir o possível
início da
venda de etanol
para o país
asiático.
De acordo com o
presidente da estatal,
José Sergio
Gabrielli, o mercado
japonês para
o etanol brasileiro
depende da decisão
de distribuidores
para a utilização
do produto como
oxidante da gasolina.
"Estamos
terminando uma avaliação
da nossa refinaria
em Okinawa para
discutir as possibilidades
econômicas
de sermos um dos
pioneiros da venda
de etanol para o
mercado japonês",
frisou Gabrielli.
O
executivo frisou
ainda que a empresa
não alterou
o planejamento para
se tornar um "grande
player internacional"
na comercialização
e logística
de etanol.
"Temos
hoje uma joint venture
com o Japão,
temos capacidade
de tancagem no Japão,
estamos com alcoodutos
em andamento e estamos
com um programa
de plantas novas
para exportação
em andamento",
disse Gabrielli.
Setor
de abastecimento
da Petrobras prevê
afretamento de outros
19 navios
Valor Online
26/05/2008
RIO
- O impulso da
Petrobras ao
setor naval brasileiro
vai além
das encomendas de
previstas no Programa
de Modernização
da Frota de Petroleiros
(Promef), da Transpetro,
e do Programa de
Modernização
e Expansão
da Frota e de Embarcações
de Apoio da Petrobras,
anunciados hoje
em cerimônia
em Niterói.
O diretor de Abastecimento
da estatal, Paulo
Roberto Costa, confirmou
que outros 19 navios
serão afretados
pela empresa, com
construção
preferencial no
país.
Segundo
Costa, serão
cinco embarcações
para transporte
de combustíveis
escuros, três
com capacidade para
45 mil toneladas
e duas com capacidade
para 30 mil toneladas.
Outras cinco serão
usadas para combustíveis
claros, três
com 45 mil toneladas
e duas com 30 mil
toneladas. Por fim,
haverá três
gaseiros com capacidade
para 7 mil metros
cúbicos e
seis transportadores
de combustíveis
para embarcações.
Costa não
deu estimativa de
preço para
a licitação.
A
estatal negocia
ainda a construção
de dois navios VLCC
(very large crude
carrier), com capacidade
para 300 mil toneladas.
A construção
destas duas embarcações
está na fase
de memorando de
entendimentos, assinado
no ano passado com
a norueguesa Noroil,
para estudos e análise
de viabilidade.
Terceiro
terminal de gás
GNL da Petrobras
deve ficar no Rio
Grande do Sul ou
Santa Catarina
Valor Online
26/05/2008
SÃO
PAULO - O terceiro
terminal de Gás
Natural Liquefeito
(GNL) da Petrobras
deverá ser
instalado no Rio
Grande do Sul ou
em Santa Catarina,
com vistas ao atendimento
do mercado da região
Sul e de países
do Cone Sul, como
Uruguai e Argentina.
A informação
foi dada hoje pela
diretora de Gás
e Energia da estatal,
Maria das Graças
Foster, durante
o seminário
"Gas Summit
Latin America",
que ocorre em São
Paulo.
Segundo
ela, a decisão
final sobre o local
exato do novo terminal
irá depender
do resultado do
leilão de
energia nova para
entrega em 2013
(A-5), marcado para
junho. "Dependendo
do resultado, precisaremos
correr atrás
de mais gás
natural", informou
Graças Foster.
O
planejamento da
Petrobras é
de ofertar 34 milhões
de metros cúbicos
diários de
GNL em 2012. Desse
total, 7 milhões
de metros cúbicos
viriam do terminal
do sul do país.
Outros 20 milhões
de metros cúbicos
viriam do terminal
Guanabara, no Rio
de Janeiro, cuja
instalação
está prevista
para 2009. Os 7
milhões de
metros cúbicos
restantes terão
origem no terminal
de Pecém,
no Ceará,
que tem instalação
agendada para junho
próximo.
A
diretora informou
ainda que a estatal
analisa a criação
de mais uma modalidade
de contrato para
a venda do gás
natural. A idéia
é que o insumo
possa ser comercializado
via compromissos
de curto prazo (spot),
com o objetivo de
atender a ajustes
de balanço
das distribuidoras,
demandas adicionais
temporárias
e sazonalidade dos
consumidores.
Têxtil
& Calçados
Alpargatas
vai segregar unidade
de têxteis
industriais
Valor Online
26/05/2008
SÃO
PAULO - A São
Paulo Alpargatas
informou que vai
segregar sua divisão
de têxteis
industriais em uma
empresa separada.
Para realizar tal
cisão a empresa
pretende transferir
os ativos relacionados
com essa unidade
para a sua controlada
Locomotiva Indústria
e Comércio
de Têxteis
Industriais Ltda..
A
operação
será feita
com base no valor
patrimonial da divisão
de têxteis
industriais ao final
de maio de 2008,
que ainda será
apurado. Por enquanto,
a Alpargatas fará
um aporte de R$
22,155 milhões
na Locomotiva, montante
equivalente a 80%
do valor apurado
no balancete de
abril. A parcela
restante será
alocada após
a apuração
contábil
referente a este
mês.
Telecomunicações
Ericsson
fecha acordo com
Telefónica
para fazer manutenção
de rede de fibra
óptica no
Brasil
Valor Online
26/05/2008
SÃO
PAULO - A
Ericsson anunciou
um acordo com a
Telefónica
para realizar a
manutenção
da rede de cabos
de fibra óptica
da empresa de telefonia
no Brasil. O objetivo
da companhia espanhola
é reduzir
seus custos operacionais
e concentrar suas
atenções
em seu negócio
principal. O valor
do acordo não
foi divulgado.
O
contrato terá
duração
de três anos,
período no
qual a Ericsson
será responsável
pela supervisão
e manutenção
preventiva e corretiva
da rede de fibra
óptica da
Telefónica
no estado de São
Paulo. O acordo
teve início
no mês passado.
"Estamos
orgulhosos por termos
sido escolhidos
pela Telefónica
e por terem confiado
a nós a supervisão
completa e a manutenção
de sua rede de fibra
óptica",
disse o presidente
da Ericsson Brasil,
Johan Wibergh. "Essa
parceria ressalta
a capacidade da
Ericsson de atender
a múltiplos
segmentos da indústria
e reforça
nossa liderança
no mercado de serviços
administrados",
completou o executivo.
Segundo
a Ericsson, desde
2002 ela firmou
mais de 100 contratos
de serviços
administrados com
as principais operadoras
em todo o mundo.
Com isso, a companhia
dá suporte
a redes que contam,
em conjunto, com
mais de 1 bilhão
de assinantes.
Tecnologia
Holandesa
Nimbuzz lança
serviço de
integração
de comunicadores
de voz e texto pela
internet
Valor Online
28/05/2008
SÃO
PAULO - A holandesa
Nimbuzz lançou
no dia 28/05/2008
no Brasil o seu
serviço de
comunicação
de voz e texto pela
internet. A plataforma
é gratuita
e pode ser utilizado
inclusive em celulares,
permitindo fazer
chamadas de voz,
trocar arquivos
e usar serviços
de mensagens eletrônicas.
Criado
há dois anos
e fortalecido com
aportes de capital
dos investidores
Mangrove (investidores
do Skype),
Naspers
(dona de 30% da
Abril) e Holtzbrinck,
o serviço
da Nimbuzz já
estava disponível
no país,
desde que acessada
a página
em inglês.
Atualmente, há
cerca de 30 mil
usuários
cadastrados no Brasil,
marca que a empresa
espera elevar para
entre 500 mil e
1 milhão
até o fim
do ano.
"Ainda
não devemos
gerar receita. Queremos
começar formando
nossa base de clientes
para depois criar
um modelo para gerar
receita", disse
o diretor geral
da empresa no país,
Carlos Medina. "Mas
o modelo não
deve sair do normal,
com venda de publicidade,
acordos de compartilhamento
de receita. A única
coisa que não
teremos é
cobrança
de assinatura",
acrescentou.
De
acordo com ele,
o Nimbuzz integra
funcionalidades
de programas de
voz sobre internet
(VOIP), como o Skype,
além de permitir
o acesso consolidado
a mensageiros como
o MSN Messenger
ou Google Talk e
redes sociais como
o Facebook e o MySpace.
Ele pode, ainda,
ser instalado diretamente
no celular ou computador,
ou acessado remotamente
pela internet. Atualmente,
o programa está
configurado para
funcionar em 500
celulares. "Não
sabemos exatamente
o quanto dos aparelhos
disponíveis
no Brasil estão
entre os compatíveis,
mas um bom chute
seria algo perto
de 80%", diz
Medina.
O
executivo acredita
que a previsão
de aumento no número
de usuários
cadastrados para
o país é
bem factível.
Segundo ele, é
preciso levar em
conta que esses
30 mil - entre 600
mil e 700 mil em
todo o mundo - se
cadastraram por
conta do boca-a-boca,
já que a
empresa nunca havia
divulgado sua existência
até um anúncio
feito na semana
passada em Londres
e o de hoje, em
São Paulo.
Segundo
Medina, para viabilizar
o aumento no número
de usuários,
a empresa vai começar
a anunciar seus
serviços
em meios compatíveis,
como internet e
celulares. A partir
daí, começarão
os testes com a
venda de anúncios
e será intensificada
a conversa com possíveis
parceiras - como
operadoras de celulares
e fornecedoras de
conteúdo.
O objetivo da Nimbuzz
é atingir
o ponto de equilíbrio
financeiro (breakeven)
já em 2010.
"A receita
deve começar
a vir em 2009, a
partir do segundo
semestre. Em 2010
com certeza já
devemos chegar ao
breakeven ou mesmo
gerar algum lucro",
afirma Medina.
A
parceria com as
operadoras, diz,
é uma das
possibilidades mais
interessantes para
a geração
de receita compartilhada
na opinião
da empresa. A Nimbuzz,
inclusive, já
está negociando
com uma operadora
britânica,
embora não
divulgue qual.
Para
Medina, o fato de
o serviço
do Nimbuzz servir
como concorrência
às operadoras
no tráfego
de voz, a parceria
com sua companhia
é atraente
mesmo assim pois
ajuda a impulsionar
o tráfego
de dados, mais rentável
que o de voz. "A
tendência
é que as
pessoas deixem de
pagar por serviços
de voz e comecem
a gastar mais com
dados", diz.
"E seremos
um facilitador para
que as operadoras
captem mais clientes
de dados",
acrescenta.
Embora
tenha sido anunciado
como um serviço
totalmente gratuito,
ainda há
situações
em que o Nimbuzz
é pago para
o usuário.
É o caso
de uma ligação
feita através
de celulares sem
o sistema operacional
Simbia, presente
em apenas parte
dos aparelhos. A
tecnologia do programa
exige que um celular
desses com o Nimbuzz
acesse uma rede
VOIP, por meio de
um telefone local,
para se comunicar
com outra pessoa
usando o serviço
de voz. Para qualquer
outro tipo de atividade
(troca de mensagem
de textos, mensagens
instantâneas
e envio de gravações
de voz), o serviço
é gratuito.
Assim, um usuário
que queira falar
com outra pessoa
através de
seu celular sem
o sistema Simbia,
terá de pagar
uma ligação
local para se conectar
a uma rede VOIP.
"Mas
já estamos
trabalhando para
adaptar o programa
para que mesmo isso
possa ser feito
sem a ligação
local", diz
Medina. Uma vez
resolvido esse problema,
toda a comunicação
suportada pelo Nimbuzz
será gratuita
- embora seja necessária
a contratação
de um plano de dados
para o celular.
A
tecnologia que permitirá
isso, diz o executivo,
está sendo
desenvolvida pelo
centro de pesquisa
que a empresa mantém
em Córdoba,
na Argentina, e
que foi inaugurado
em janeiro deste
ano. Nesse local,
30 funcionários
da companhia desenvolvem
novas aplicações
para o programa,
assim como resolvem
problemas de compatibilidade
com celulares e
corrigem falhas
no programa.
Fabricante
de softwares Oracle
investe US$ 285
milhões na
construção
de nova fábrica
nos EUA
Valor Online
29/05/2008
SÃO PAULO
- A desenvolvedora
de softwares corporativos
norte-americana
Oracle
anunciou que irá
construir uma nova
fábrica nos
EUA, no estado de
Utah. A intenção
da companhia é
montar uma unidade
com capacidade global
de atendimento,
suficiente para
fazer frente ao
crescimento em sua
base de clientes.
Segundo a companhia,
serão investidos
US$ 285 milhões
na construção
da nova unidade.
"A
Oracle está
comprometida em
oferecer aos clientes
o mais alto nível
de serviço
e estas novas instalações
permitirão
fornecer suporte
para o crescimento
dos negócios
On Demand, além
da infra-estrutura
para as necessidades
de P & D e de
atendimento ao cliente",
afirmou a presidente
da Oracle, Safra
Catz. "Estamos
empolgados em criar
uma nova e significativa
presença
em Utah", acrescentou.
No
total, a planta
terá 18,5
mil metros quadrados
de área e
deve começar
a ser construída
no terceiro trimestre
deste ano. O início
das operações
está previsto
para 2010, segundo
a companhia. Cerca
de 100 pessoas devem
ser contratadas
para trabalhar na
unidade.
TCS
fecha contrato de
US$ 100 milhões
para prestar serviços
de tecnologia à
NXP Semiconductors
Valor Online
27/05/2008
SÃO
PAULO - A Tata Consultancy
Services (TCS),
braço de
tecnologia da gigante
indiana Tata, anunciou
ter fechado um acordo
de US$ 100 milhões
com a holandesa
NXP
Semiconductors,
uma empresa filhote
da Philips. Pelo
acordo, com cinco
anos de duração,
a TCS fica responsável
pela área
de tecnologia da
nova parceira.
Entre
as atribuições
da companhia indiana
está o fornecimento
de serviços
de consultoria,
gerenciamento de
aplicativos e serviços
de desenvolvimento
e suporte para a
cadeia produtiva
da NXP.
"O
acordo com a TCS
reflete o compromisso
da NXP de otimizar
nossos processos
e de levar valor
a todos os aspectos
de nossa operação",
disse o vice-presidente
e executivo-chefe
de tecnologia da
NXP, Louis Luijten.
Esperamos ter um
parceiro que tenha
um entendimento
holístico
de nosso negócio
principal e não
apenas a tecnologia
necessária
e, nesse aspecto,
a TCS está
posicionada idealmente
para nos ajudar",
completou.
Segundo
a TCS, o trabalho
para a NXP será
realizado através
dos centros da companhia
na Ásia e
nos EUA, além
de um outro núcleo
de excelência
baseado em Eindhoven
(Holanda).
"O
acordo com a NXP
é uma demonstração
perfeita de nossas
credenciais de negócio
em um setor especializado
e permite que a
TCS desenvolva uma
profunda relação
com a NXP, uma companhia
fundada pela Philips",
disse o executivo-chefe
de Operações
da TCS, N. Chandrasekaran.
"Assim como
suporte técnico,
a TCS vai trabalhar
com a NXP num nível
estratégico
para otimizar suas
operações
e mantê-la
um passo à
frente da concorrência",
completou.
Alimentos
J.
Macêdo planeja
dobrar a produção
de massas em 5 anos
(Gazeta Mercantil)
30/05/08
São
Paulo -
A J. Macêdo
S.A., fabricante
de marcas como Petybon
e Dona Benta, se
prepara para anunciar
um plano de investimentos
que prevê
dobrar os negócios
de massas da empresa
nos próximos
cinco anos. As vendas
de massas representaram
30% do faturamento
de R$ 1,2 bilhão
- que teve alta
de 9,3% - em 2007.
Após os investimentos
previstos, a receita
com as vendas de
massas totalizaria
cerca de R$ 700
milhões.
A fabricante utiliza
atualmente quase
a totalidade da
capacidade de produção
de massas. Por isso,
enquanto não
anuncia o plano
para os próximos
cinco anos, investirá
R$ 20 milhões
em 2008 para ampliar
a produção
e atender a demanda.
A previsão
é elevar
a capacidade em
até 15% com
esse montante, segundo
Marcos Póvoa,
diretor comercial
da companhia.
"Nossa capacidade
está muito
próxima do
limite", explicou
o executivo. A empresa
possui cinco fábricas
de massas no Brasil.
Em 2007 a fabricante
vendeu 164,6 mil
toneladas de massas,
ante 158,9 mil toneladas
do ano anterior.
Além do objetivo
de dobrar as vendas,
a empresa também
pretende investir
para ampliar a distribuição.
"Estamos estruturando
um programa complexo
para ampliar o número
de pontos-de-venda."
A meta é
passar dos atuais
130 mil pontos para
200 mil em três
anos.
Esse programa, que
já está
em andamento, foi
um dos fatores que
o executivo acredita
ter ajudado a minimizar
para a empresa o
desaquecimento que
as vendas de alimentos
registraram nos
últimos dois
meses. "Nós
não sentimos
muito esse movimento
do mercado em função
dos lançamentos
e do aumento da
distribuição",
disse.
Mesmo assim, Póvoa
classifica esse
momento de desaceleração
do crescimento como
"pontual",
afetado principalmente
pela inflação
- agravada pela
alta do trigo no
segmento de massas.
"Com esse aumento
de preços
é natural
que tenha uma desaceleração,
mas teremos uma
acomodação
natural", explicou.
E os reajustes ainda
não acabaram.
No primeiro trimestre,
a J. Macêdo
reajustou 22% os
preços da
farinha e cerca
de 17% os preços
das massas. "Ainda
teríamos
que reajustar entre
7% e 10% os preços
das massas",
afirmou.
Consumo
Os planos otimistas
para os negócios
de massas estão
ligados ao potencial
de crescimento desse
mercado, segundo
Póvoa. "O
Brasil tem muito
a crescer nesse
segmento. Somos
o terceiro maior
produtor de massas
do mundo mas o décimo
oitavo em consumo
per capita",
disse. "A penetração
é próxima
de 100%. O que precisamos
é aumentar
o consumo."
De acordo com dados
da Associação
Brasileira das Indústrias
de Massas Alimentícias
(Abima),
o consumo per capita
no País em
2007 foi de 6,7
quilos, igual ao
de 2006. "Na
Venezuela, por exemplo,
esse índice
é 10 quilos."
O mercado de massas,
segundo a Abima,
registrou faturamento
de R$ 4,52 bilhões
em 2007, ante R$
4,35 bilhões
do ano anterior.
Os negócios
de massas da J.
Macedo cresceram
5% em 2007.
Outro plano da empresa
para dobrar de tamanho
é iniciar
as exportações.
Segundo Póvoa,
o projeto ainda
é embrionário.
"Nossa capacidade
está no limite
só com o
mercado interno",
disse. "É
um projeto futuro."
Caso saia do papel,
o executivo identificou
a América
Latina e a África
como potenciais
mercados.
Enquanto o crescimento
médio das
vendas de massas
foi de 5%, as vendas
na região
Nordeste cresceram
11%. "O consumo
no Nordeste ficou
mais acessível
a medida que a região
foi beneficiada
pelos programas
do governo",
identificou Póvoa.
É exatamente
por esses novos
consumidores que
a empresa não
planeja abrir mão
dos produtos mais
simples que tem
no portfólio
- apesar de ter
focado lançamentos
em produtos de maior
valor agregado nos
últimos meses.
"O Brasil tem
quase 200 milhões
de habitantes. Temos
uma classe C movendo
o consumo (para
produtos de maior
valor) e pessoas
entrando no mercado
e procurando os
básicos."
Diageo
quer aumentar consumo
de uísque
(Gazeta Mercantil)
30/05/2008
São
Paulo - A Diageo,
fabricante inglesa
de bebidas premium,
lança uma
campanha com o objetivo
de criar um segundo
período de
sazonalidade para
o consumo de uísque,
bebida cujas vendas
concentram-se entre
os meses de outubro
e dezembro, época
das festas de fim
de ano. Dona das
marcas Johnnie Walker
Red Label, Black
Label, Blue Label,
Buchanan's e White
Horse, a empresa,
presente em 180
países, pretende
estimular o consumo
da bebida entre
os meses de maio
e julho, quando
promove o Scotch
Whisky Festival,
evento com ações
em baladas, bares,
restaurantes e sorveterias,
além das
campanhas na mídia
impressa, criada
pelas agências
The
Marketing Store
e
Wunderman.
A
companhia inglesa,
conta o diretor
de marketing da
Diageo, Eduardo
Bendzius, prevê
um crescimento de
40% nas vendas entre
os meses de maio
e julho, gerando
um volume adicional
de 37,8 mil caixas
de uísque,
além da ativação
de 400 lojas, entre
supermercados, bares
e delicatessens.
Os
anúncios
para revistas trazem
personalidades que
representam o target
das marcas. O DJ
Paulinho Bogosian
aparece com Johnnie
Walker Red Label;
o chef Laurent,
com Buchanan's;
o empresário
Marcus Buaiz com
Johnnie Walker Black
Label. Todos fotografados
por Bob Wolfenson.
"Resolvemos
dar um tom emocional
para as ações,
porque cada um tem
gosto para uísque,
então cada
marca tem uma personalidade
diferente da outra",
diz Bendzius. Segundo
ele, os meses de
maio a julho corresponde
a um período
fraco para o consumo
de uísque
no Brasil.
O
executivo cita,
por exemplo, o Buchanan's
como uma marca para
um público
mais tradicional,
apreciador de jazz,
e a marca Red Label
como um uísque
adotado por um público
mais jovem e moderno,
fã de baladas
e música
eletrônica.
A
Diageo - também
fabricante das marcas
Smirnoff, Guinness,
Baileys, J&B,
Cuervo, Captain
Morgan, Tanqueray,
Harp e Kilkenny
- idealizou para
o Scotch Whisky
Festival sugestões
de pratos harmonizados
com uísque.
O restaurante japonês
Shaya, do empresário
Marcus Buaiz, desenvolveu
uma série
de sugestões
de entrada para
serem acompanhadas
por Johnnie Walker
Black Label; no
restaurante La Tambuille,
de Giancarlo Bolla,
os clientes são
convidados a degustar
uma dose de Johnnie
Walker Blue Label
nos jantares de
quarta-feira; e
o chef Laurent apresenta
três inusitadas
taças de
sorvetes elaborados
com Buchanan's em
sua sorveteria Vipiteno.
Cachorro
engarrafado
E para celebrar
a relação
histórica
entre os músicos
da Bossa Nova e
o uísque,
a Diageo promove,
com patrocínio
da marca White Horse,
um show da cantora
de bossa nova Wanda
Sá, na próxima
terça-feira,
em Belo Horizonte,
no bar Travessa.
É celebre
a frase do poeta
e compositor Vinicius
de Moraes na qual
ele elege o uísque
como o melhor amigo
do homem. "É
o cachorro engarrafado",
dizia o poetinha.
O
mercado brasileiro
de uísque
cresceu 11,5% no
ano passado, segundo
o Instituto AC Nielsen.
Trinta e um por
cento dos consumidores
de 25 a 34 anos
declararam consumir
a bebida, em relação
aos 15,7% em 2004.
E trinta por cento
das pessoas de 35
a 44 anos declararam
que bebem uísque,
ante 14% em 2004.
Recife e São
Paulo são
as cidades com o
maior consumo per
capita do País,
e algumas regiões
que não eram
caracterizadas pelo
consumo da bebida,
como o interior
de São Paulo
e a região
Centro-Oeste, mostram
crescimento do consumo
per capita da bebida.
Agronegócio
Funcafé
libera mais recursos
para colheita
(Gazeta Mercantil)
29/05/2008
São
Paulo - O Fundo
de Defesa da Economia
Cafeeira
(Funcafé)
liberou ontem mais
R$ 157 milhões
em recursos para
o financiamento
da safra 2008 do
café. Deste
total, R$ 150 milhões
poderão ser
adquiridos no Banco
do Brasil e os outros
R$ 7 milhões
com o Banco Safra.
Com isso, já
estão disponíveis
R$ 357 milhões,
de um total de R$
496 milhões
previstos para a
colheita. Os R$
139 milhões
restantes serão
ofertados à
medida que as instituições
financeiras contratadas
pelo Funcafé,
que é administrado
pelo Ministério
da Agricultura,
solicitarem.
No
total, são
esperados recursos
de R$ 2,16 bilhões
para 2008, que estão
divididos em custeio
(R$ 453), colheita
(R$ 496 milhões),
estocagem (R$ 898
milhões)
e Financiamento
para Aquisição
de Café (FAC)
(R$ 313 milhões).
"A expectativa
é que os
cafeicultores utilizem
todos esses recursos.
Mas o café
é uma cultura
extremamente sensível,
depende do mercado
e do clima",
avaliou Lucas Tadeu,
diretor do Departamento
de Café do
Ministério
da Agricultura.
Ele
ressalta que é
melhor sobrarem
os recursos no mercado
do que faltar, pois
o cafeicultor capitalizado
pode escolher a
melhor hora para
vender e saldar
o empréstimo.
Disse ainda que
os créditos
poderão ser
contratados até
outubro próximo
e que o prazo para
pagamento varia
de acordo com a
região. "Se
o cafeicultor converter
o produto para estocagem,
por exemplo, pode
conseguir um período
de até um
ano e meio para
quitar a dívida",
analisou Tadeu.
Os
critérios
para a concessão
do empréstimo
são regulamentados
pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN)
por meio da resolução
3.451.
De acordo com o
Ministério
da Agricultura,
o limite de empréstimo
para cada produtor
é de R$ 250
mil, mas existe
a possibilidade
de que esse valor
aumente para R$
400 mil nos próximos
dias. Em 2006, tudo
o que foi ofertado,
cerca de R$ 1,57
bilhão, foi
utilizado pelos
produtores. Já
no ano passado,
os cafeicultores
utilizaram R$ 1,6
bilhão de
um total de R$ 2
bilhões oferecidos
pelo governo.