Sexta-feira, 31/05/2008
Ano VIII – edição 322

Bancos

Itaú espera convencer deputados que leilão da Nossa Caixa pode gerar mais dinheiro para o estado
Valor Online
29/05/2008

RIO - A possibilidade de que a venda da Nossa Caixa em um leilão aberto renda mais recursos para os cofres do estado de São Paulo poderia levar os deputados estaduais a rejeitar a incorporação da instituição diretamente pelo Banco do Brasil (BB). Esta é a avaliação do diretor de Relações com Investidores do Itaú, Alfredo Setubal.

"O fato de haver outros interessados pode fazer os deputados refletirem melhor e se sensibilizarem com essa tese de não aprovar o negócio direto e sim aprovar apenas a venda por leilão", afirmou Setubal.

O executivo ressaltou que um empecilho para o convencimento dos deputados pode ser a força do governador de São Paulo, José Serra, na Assembléia Legislativa paulista. "Tem um lado político que a gente não sabe como vai ser conduzir", ponderou Setubal, que participa hoje da reunião da Associação dos Analistas e Profissionais Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no Rio de Janeiro.

Na mesma ocasião, o diretor do Itaú disse ainda que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) poderá se manifestar na Justiça contra o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para os bancos, determinada por Medida Provisória no início do ano e aprovada ontem pelo Senado. A alíquota para o setor pulou de 9% para 15%. "A Constituição coloca a igualdade entre os contribuintes. Você não pode ter tratamento diferenciado. Essa é a tese e me parece que faz todo o sentido", reforçou o executivo.

Investimento de bancos em tecnologia somou R$ 6,16 bilhões em 2007
Valor Online
27/05/2008

SÃO PAULO - Os investimentos dos bancos brasileiros em tecnologia somaram R$ 6,16 bilhões em 2007, o que representa um crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior, quando a cifra foi de R$ 5,31 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a entidade, o maior aporte, de R$ 2,26 bilhões, foi direcionado para aquisição, desenvolvimento e manutenção de softwares de terceiros. Outros R$ 2,18 bilhões foram investidos na compra de equipamentos de informática (hardware), como computadores pessoais, caixas eletrônicos, robôs, mainframes (computadores de grande porte), entre outros.

Os bancos brasileiros também investiram R$ 769 milhões na aquisição de linhas e equipamentos de telecomunicações.

Nos R$ 6,16 bilhões divulgados pela Febraban estão incluídas as despesas referentes aos salários e encargos dos profissionais de Tecnologia da Informação, que somaram R$ 921 milhões em 2007.

Panamericano capta US$ 130 milhões no mercado internacional

Valor Online
26/05/2008

SÃO PAULO - O Banco Panamericano informou que concluiu hoje a captação de US$ 130 milhões no exterior com a emissão de papéis dentro do seu programa de MTNs (Medium Term Notes). As notas, que saem com rating Ba2 pela Moody`s, têm prazo de dois anos e taxa de 7,25% ao ano.

Segundo comunicado do banco, a operação foi coordenada pelo Unibanco, Banco Espírito Santo (BES) e Banco Votorantim. A captação faz parte de um programa de MTNs lançado pelo banco em fevereiro de 2006 e que foi aumentado para o valor total de US$ 500 milhões. Na última emissão em 2007, a instituição captou US$ 75 milhões, com taxa de 7,375% ao ano.

"Os investidores internacionais receberam muito bem os títulos e tivemos uma demanda de mais de US$ 150 milhões, valor superior ao volume inicial que era de US$ 120 milhões, superando 25% a expectativa original", afirma Wilson de Aro, diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Banco Panamericano.

Dos papéis colocados, cerca de 70% foram vendidos para compradores da Europa. Houve a participação de 60 investidores na operação.


CMN dá mais um passo para aprovação do banco do grupo Sadia

Valor Online
29/05/2008

BRASÍLIA - A constituição do Concórdia Banco, instituição financeira que o grupo Sadia pretende abrir, chegou na sua fase final. O Conselho Monetário Nacional (CMN) encaminhou hoje, para a presidência da República, uma proposta de decreto com o intuito de autorizar a participação estrangeira no capital do banco.

A medida é uma formalidade do processo para autorização de funcionamento da instituição. Após a publicação do decreto, segundo o CMN, "será dada continuidade à análise da proposta de constituição do banco", que deverá ter carteiras comercial e de investimento.

De acordo com o Banco Central (BC), o grupo Sadia tem participação externa de 0,15% no total de capital votante, e de 40% no capital não votante, e por isso é necessária a autorização presidencial.

Comércio Exterior

Rússia volta a comprar carne de Mato Grosso
Valor Econômico
30/05/2008

BRASÍLIA - A Rússia anunciou na quinta-feira o fim das restrições à importação de carne bovina de Mato Grosso. Mesmo sem receber comunicado oficial do governo daquele país, o Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura confirmou informalmente a reabertura do mercado russo.

As vendas para a Rússia estavam suspensas desde fevereiro deste ano em razão da ocorrência de casos de estomatite vesicular em cinco propriedades de Cocalinho, situada a 750 km da capital Cuiabá. Embora não seja uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a estomatite figura no acordo bilateral Brasil-Rússia, assinado há uma década, como enfermidade que pode causar a suspensão do comércio de carne.

O governador do Estado, Blairo Maggi (PR), comemorou a decisão na abertura do Encontro Nacional dos Negócios da Pecuária (Enipec). Em 2007, Mato Grosso exportou US$ 627 milhões em carne bovina, resultado 16,5% superior ao ano anterior.

O embargo da Rússia ao Mato Grosso em consequência da estomatite foi uma das razões que a Sadia alegou para adiar a construção de uma nova unidade de abate de bovinos no país. A empresa já tem planta em Várzea Grande (MT), com capacidade de abate de 2 mil cabeças por dia.

OIE restabelece status de livre de aftosa de 10 Estados brasileiros e do Distrito Federal
Valor Econômico
27/05/2008

GENEBRA - A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) restabeleceu ontem o status sanitário de 10 Estados brasileiros mais o Distrito Federal como livres de febre aftosa com vacinação, porém deixou o Mato Grosso do Sul de fora. Nesse Estado foi registrado foco de febre aftosa em 30 de setembro de 2005. Logo depois o Ministério da Agricultura confirmou focos também no Paraná. Os episódios levaram a OIE a suspender o status sanitário de algumas regiões do país e à interdição da carne brasileira na Europa e em outros mercados.

Ontem, em Paris, na abertura da 76ª Sessão Geral plenária da OIE, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, reiterava que a decisão só sairia hoje, enquanto a OIE a publicava em seu site. Em nota, o Comitê Científico para Doenças Animais da OIE anunciou que recuperaram o status de livre de aftosa com vacinação Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, do chamado grupo 1, além de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná e Distrito Federal, no grupo 2.

Em comunicado do ministério, Kroetz disse que o comitê da OIE solicitou informações adicionais sobre o Mato Grosso do Sul e que parte delas já foi entregue. Segundo ele, " o conjunto dessas informações será avaliado em julho próximo, o que poderá culminar também com o reconhecimento daquele Estado " . Por meio de sua assessoria, a secretária de Produção, Indústria e Comércio de Mato Grosso do Sul, Tereza Corrêa da Costa, disse que " as informações complementares vão ser enviadas ao governo federal assim que os procedimentos forem concluídos " . Em viagem oficial ao Japão, ela informou que o Estado precisa concluir algumas atividades na zona de alta vigilância, que inclui 14 municípios na fronteira com o Paraguai. Um relatório de atividades implementadas e em execução já havia sido entregue ao ministério.

O efeito da decisão da OIE no curto prazo ainda é incerto, uma vez que fica a cargo dos países definirem de que país vão comprar. A União Européia, por exemplo, impõe hoje restrições à carne brasileira - alegando problemas na rastreabilidade - e a decisão da OIE não deve alterar esse quadro.

Ontem, em São Paulo, o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes disse, conforme comunicado de sua pasta, que " a abertura de novos mercados para a carne brasileira deve ser o principal resultado do reconhecimento " da OIE. Admitiu, porém, que o impacto financeiro para as exportações no curto prazo é quase inexistente porque a procura por carne é tão grande que tem sido difícil ampliar as exportações.

Pratini de Moraes, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), concorda. Ele disse que a decisão é " importante do ponto de vista sanitário, mas não terá grande efeito comercial porque o mercado está aquecido " e (...) " há escassez de carne bovina " . Ele espera, porém, que a decisão da OIE leve o Chile a retomar as importações de carne de São Paulo. Segundo Pratini, o Chile argumentava que São Paulo estava com o status suspenso, por isso vetou as compras. A situação mudou.

Em Paris, o secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio, afirmou que o restabelecimento do status sanitário do Estado ajudará na conquista de novos mercados. Ele irá ao Chile em julho negociar a retomada das vendas.

Beneficiado pela resolução da OIE, o Paraná espera recuperar ainda este ano o volume de exportação anterior à aftosa. Foram 40,7 mil toneladas e cerca de US$ 100 milhões em 2004, número que despencou para 10,4 mil toneladas e US$ 21 milhões em 2007. Para vender 30 mil toneladas a mais nos próximos meses, representantes do governo e do setor produtivo disseram ontem o que pretendem fazer. " Todos seremos marqueteiros " , disse o secretário da Agricultura, Valter Bianchini.

Depois de cerca de R$ 600 milhões em prejuízos - de acordo com o Sindicarne -, persiste a dúvida entre integrantes do governo e criadores de que o Paraná tenha registrado de fato aftosa. " Nunca se confirmou por completo, mas não queremos olhar para trás " , disse Bianchini. " Foi uma lição sofrida " .

Superávit comercial excede US$ 7 bilhões no acumulado do ano
Valor Online
26/05/2008

SÃO PAULO - A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,540 bilhões no acumulado de janeiro até o dia 25 de maio, com 97 dias úteis.

As exportações chegaram a US$ 67,599 bilhões e as importações, US$ 60,059 bilhões, uma média diária respectiva de US$ 696,9 milhões e US$ 619,2 milhões.

De acordo com as informações são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Secex), o superávit comercial visto no mesmo período de 2007 foi de US$ 16,309 bilhões.

Lula comemora criação da Unasul mesmo sem participação da Colômbia
Valor Online
23/05/2008

BRASÍLIA - Mesmo com a rejeição da Colômbia ao Conselho de Defesa Sul-Americano, que poderá ser criado em três meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o nascimento da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). "Criamos hoje a grande Nação Sul-Americana, um feito extraordinário", afirmou. "Mesmo sem o dinheiro que teve a União Européia, vamos fazer a América do Sul dar um salto gigantesco."

Durante entrevista com os presidentes do Chile (Michelle Bachellet) e da Bolívia (Evo Morales), após reunião com presidentes e representantes dos 12 países que formam o bloco, Lula disse estar "de alma lavada, porque há quatro anos isso parecia impossível".

Com focos principais na defesa e desenvolvimento econômico da região, a Unasul nasce como instância negociadora para acordos de livre-comércio e também como um fórum político para dirimir divergências, sem necessidade de recorrer à Organização dos Estados Americanos (OEA) em casos como os conflitos recentes entre Equador, Colômbia e Venezuela, por exemplo.

Segundo fontes do Itamaraty, a Colômbia recusou ratificar o conselho de defesa por temor de interferências no tratado de cooperação internacional que tem com os Estados Unidos. Como primeira presidente da Unasul pelos próximos 12 meses, a chilena Bachellet anunciou a criação de um grupo de trabalho para criar o conselho de defesa, em 90 dias.

Segundo a presidente do Chile, a Unasul será um ambiente perfeito para, além de discussões programáticas sobre os problemas imediatos da região, cada membro poder, por assim dizer, lavar a roupa suja. "Teremos encontros periódicos para discussões políticas da região e sabermos o que temos de divergências", afirmou. "A unidade tem que se dar pelo respeito às diversidades e o diálogo franco é o melhor caminho para buscarmos uma relação de respeito e confiança", continuou ela.

Lula reforçou o discurso da presidente chilena. "Esse tratado não vai obrigar ninguém a abrir mão de seus interesses nacionais", afirmou Lula. "Vamos construir políticas de consenso para futuramente fazer aquilo que, sozinhos, não temos condições de fazer."

Lula disse ainda que o bloco dá mais soberania, mais força e melhores condições de desenvolvimento social e econômico regional. E destacou a necessidade de integração no planejamento da defesa conjunta de temas como Amazônia, fronteiras com os oceanos Pacífico, Atlântico e Caribe.

Bachellet saudou o fato de a região "não ter escassez de alimentos", mas disse que o tema não pode ficar de fora das próximas discussões, assim como a cooperação econômico-financeira e energética.

Para entrar em vigor, o tratado assinado hoje precisa ser aprovado pelo poder Legislativo de cada um dos países signatários.

Crédito

Crédito atingirá 50% do PIB em 2009, prevê Acrefi
Valor Online
27/05/2008

SÃO PAULO - O volume total de crédito concedido no país irá atingir 50% do valor do Produto Interno Bruto (PIB) em meados de 2009, projeta a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). Segundo a entidade, a marca será alcançada nesse prazo se mantidas as atuais condições do mercado.

Hoje, o Banco Central (BC) informou que, em abril, o saldo das operações de crédito atingiu o patamar recorde de 36,1% do PIB, ultrapassando a barreira de R$ 1 trilhão. Em março, o percentual estava em 35,8%, com R$ 993 bilhões.

Autor da previsão, o conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, avalia que o crescimento do crédito "é um sinal de confiança no sistema econômico".

O diretor da ASB Financeira, José Arthur Assunção, concorda com a tese da maior confiança do consumidor na economia. "O brasileiro tem sentido que a economia cresce de forma sólida. Por isso financia, sem medo, suas compras. Por outro lado, a inadimplência vem sendo reduzida mês a mês, fato justificado pelo aumento da renda", explicou o executivo.


Faturamento da indústria de cartões cresce 25% e soma R$ 114,4 bilhões no ano, diz Abecs
Valor Online
26/05/2008

SÃO PAULO - O faturamento da indústria de cartões de crédito, débito, lojas e redes somou R$ 114,4 bilhões entre janeiro a abril, o que corresponde a um aumento de 25% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresa de Cartões de Crédito (Abecs) mostra que só no mês de abril a receita chegou a R$ 29,1 bilhões, com avanço de 24% ante o mesmo mês de 2007.

No acumulado deste ano, a maior expansão foi verificada no faturamento dos cartões de débito, que cresceu 28,9% ante 2007 e somou R$ 32,6 bilhões. Os cartões de crédito, entretanto, continuaram liderando o volume total de gastos, com faturamento de R$ 65,6 bilhões, alta de 23,5%. Os cartões de loja e rede movimentaram também 23,5% a mais na comparação com o ano passado e totalizaram receita de R$ 16,2 bilhões.

Marcelo Noronha, diretor de Comunicação da Abecs, acredita que o desempenho verificado até agora levará o setor a um crescimento maior do que os 20% estimados para este ano. "O que vimos no primeiro quadrimestre já permite prever um crescimento de, no mínimo, 22% só em cartões de crédito", afirmou, acrescentando que no total das modalidades de pagamento a expansão poderá chegar a 23% em 2008.


Energia

BNDES aprova financiamento de R$ 369 milhões para projetos de co-geração de energia da Cosan
Valor Online
29/05/2008

SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 369 milhões para o grupo do setor sucroalcooleiro Cosan. Segundo nota divulgada pelo banco, os recursos serão destinados à implantação de três unidades de co-geração de energia elétrica, a partir do bagaço de cana-de-açúcar, com capacidade instalada de 200 MW.

Ainda de acordo com o comunicado, o BNDES financiará 85% do projeto, orçado num valor total de R$ 428,5 milhões. O empreendimento inclui a construção de linhas de transmissão e deve gerar 430 empregos durante as obras.

Parte significativa da energia a ser gerada, 455,5 mil MWh por safra, já foi vendida nos leilões de energia nova realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com início de suprimento a partir de 2009. O restante será destinado ao consumo próprio das usinas. O prazo para a conclusão dos três projetos é de 24 meses.


Odebrecht espera definir na semana que vem se vai contestar vitória de rival em leilão de Jirau
Valor Online
28/05/2008

RIO - A Odebrecht espera terminar na semana que vem a análise sobre o projeto apresentado pelo consórcio Energia Sustentável para vencer a licitação para construção da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. Com base nesta análise, a construtora decidirá se vai entrar com ações judiciais para tentar reverter a vitória do grupo formado por Suez Energy, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf.

O presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, Emílio Odebrecht, evitou antecipar qualquer decisão, mas frisou que, pelas indicações existentes até o momento, há "indícios" de que as regras podem ter sido quebradas. Para vencer o leilão, o Energia Sustentável alterou o projeto inicial, mudando inclusive localização da usina.

"Diante do que nós já temos, temos consciência que houve uma alteração da regra do edital. Mas como é algo de muita responsabilidade, eu prefiro ter todos os dados na mão para que a gente possa se posicionar", afirmou Odebrecht, que participou hoje da 20ª edição do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio.

O executivo não quis entrar em detalhes sobre o risco de a mudança de nove quilômetros na localização da usina afetar a produção de energia de Santo Antônio, usina hidrelétrica também no rio Madeira e cuja licitação foi vencida pelo consórcio Madeira Energia, integrado por Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez, Cemig e um fundo de participações formado por Banif e Santander.

"O compromisso que tenho é gerar energia de Santo Antônio seis meses antes. Se qualquer coisa atrapalhar isso, nós vamos às últimas conseqüências", frisou, revelando que o objetivo da companhia é iniciar as obras de Santo Antônio em agosto deste ano e começar a gerar energia no local no primeiro semestre de 2012. O projeto inicial previa o início da geração no segundo semestre de 2012.

O executivo lembrou ainda que o edital da licitação de Jirau foi baseado em um estudo de seis anos feito por Odebrecht e Furnas sobre as possibilidades de geração de energia no rio Madeira.

"A solução que foi colocada em leilão é uma solução decorrente de um estudo de mais de seis anos, concluindo que os melhores locais para se fazer Santo Antônio, Jirau e outras (usinas), que estão definidas dos pontos de vista econômico e ambiental. Isso foi aprovado pelos órgãos competentes", ponderou.

Odebrecht disse ainda que espera manter a parceria com Furnas para futuros leilões de usinas, inclusive Belo Monte.


Renova Energia vai à Bovespa em busca de recursos para energia renovável
Valor Online
28/05/2008

SÃO PAULO - A Renova Energia, empresa holding do grupo composto pela Enerbras Centrais Elétricas e pela Energética Serra da Prata, vai a mercado em busca de recursos para expandir seus negócios de geração de energia elétrica por fontes alternativas.

A companhia já entrou com pedido de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também tem registrada uma oferta de units (certificados de depósito de ações), sendo cada um composto de uma ação ordinária e duas preferenciais.

A minuta do prospecto ainda não apresenta a quantidade de units que será emitida nem a faixa estimativa de preço, mas aponta que a companhia estará listada no Nível 2 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis serão ofertados no Brasil e nos Estados Unidos sob a coordenação o UBS Pactual e Morgan Stanley.

A oferta será destinada exclusivamente a investidores qualificados, ou seja, aqueles que comprovem investimentos financeiros superiores a R$ 300 mil reais. Mesmo com essa barreira ao pequeno investidor, no caso de rateio na oferta de dispersão, a companhia adotará o critério diferenciado, que divide os investidores com prioridade e sem prioridade de alocação. O direito à prioridade depende de dois fatores, a requisição de tal classificação, e do atestado de bom comportamento, ou seja, será atendido aquele investidor que não ter não tiver "flipado" (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estréia) em ofertas anteriores.

O controle da Renova é da RRI Participações, holding que tem seu capital divido entre a RR Participações, empresa detida por Ricardo Lopes Delneri e Renato do Amaral Figueiredo (membros do conselho de administração), e pelo fundo InfraBrasil, cujos quotistas são grandes fundos de pensão e investidores brasileiros, como Petros, Funcef e BNDESPar. O Banco Interamericano de Desenvolvimento é um dos principais financiadores do InfraBrasil.

Formalmente constituída em 2006, a companhia possui 3 PCHs em operação, totalizando 41,8 MW de capacidade instalada. A empresa possui ainda um portfólio composto por 45 projetos de PCH em processo de autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel), totalizando 400 MW e 43 inventários de rios, que incluem 83 PCHs, totalizando 868 MW.

A Renova também é dona do plano para o maior complexo eólico do país, formado por 40 parques contíguos que juntos totalizam 1.105 MW. Segundo a companhia, tal projeto de geração de energia eólica é quatro vezes maior que a capacidade eólica instalada atualmente no Brasil e representa 1,1% da atual capacidade instalada total.

A companhia começou suas atividades no setor elétrico em 2000, quando a controlada Enerbras Centrais Elétricas começou atuar na prospecção de negócios em comercialização e no desenvolvimento de aproveitamentos hidrelétricos.

Petróleo e Gás

Petrobras descobre "importante acumulação" de óleo leve em águas rasas na Bacia de Santos
Valor Online
29/05/2008

SÃO PAULO - A Petrobras anunciou na noite de hoje que encontrou "importante acumulação" de óleo leve em um poço localizado em águas rasas na região sul da Bacia de Santos. O nome do bloco é BM-S-40 e, segundo a Petrobras, foi encontrado óleo de 36º API acima da camada de sal.

O poço pioneiro está localizado a cerca de 275 Km ao sul da cidade de Santos, na costa do estado de São Paulo, em lâmina d'água de 235 m.

Segundo a empresa, a descoberta foi confirmada através de produção de óleo em teste de formação a poço revestido, em reservatórios situados a cerca de 2.080 metros de profundidade. "O teste comprovou as altas vazões esperadas para o tipo de reservatório e óleo encontrados, com um potencial de produção, por poço, estimado de mais de 12.000 barris por dia", disse a estatal.

A companhia informou que dará continuidade á exploração com a perfuração de um novo poço com início previsto para o mês que vem.


Standard & Poor`s eleva nota de crédito da Petrobras
Valor Online
28/05/2008

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Standard & Poor`s elevou hoje a nota de crédito da Petrobras de BBB- para BBB, segundo degrau dentro da categoria de grau de investimento.

Segundo comunicado da Petrobras, a nota da empresa estava com perspectiva positiva desde a elevação do rating da dívida soberana brasileira, no último dia 30 de abril.

Para a agência, a elevação reflete a melhoria do ambiente operacional da Petrobras no país e os sólidos fundamentos para os preços do petróleo no médio prazo. "Esses fatores contribuem para que a empresa capture um fluxo de caixa adicional para financiar seu programa de investimentos agressivo", afirma a S & P, em nota.

A Standard & Poor`s menciona ainda "a ampla oportunidade de crescimento para a Petrobras no médio prazo", na medida em que a companhia começa a explorar óleo na região do pré-sal.


Petrobras avalia refinaria de Okinawa antes de iniciar venda de etanol para o Japão
Valor Online
26/05/2008

RIO - A Petrobras avalia a situação da refinaria de Okinawa, recentemente adquirida no Japão, para definir o possível início da venda de etanol para o país asiático. De acordo com o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, o mercado japonês para o etanol brasileiro depende da decisão de distribuidores para a utilização do produto como oxidante da gasolina.

"Estamos terminando uma avaliação da nossa refinaria em Okinawa para discutir as possibilidades econômicas de sermos um dos pioneiros da venda de etanol para o mercado japonês", frisou Gabrielli.

O executivo frisou ainda que a empresa não alterou o planejamento para se tornar um "grande player internacional" na comercialização e logística de etanol.

"Temos hoje uma joint venture com o Japão, temos capacidade de tancagem no Japão, estamos com alcoodutos em andamento e estamos com um programa de plantas novas para exportação em andamento", disse Gabrielli.

Setor de abastecimento da Petrobras prevê afretamento de outros 19 navios
Valor Online
26/05/2008

RIO - O impulso da Petrobras ao setor naval brasileiro vai além das encomendas de previstas no Programa de Modernização da Frota de Petroleiros (Promef), da Transpetro, e do Programa de Modernização e Expansão da Frota e de Embarcações de Apoio da Petrobras, anunciados hoje em cerimônia em Niterói. O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, confirmou que outros 19 navios serão afretados pela empresa, com construção preferencial no país.

Segundo Costa, serão cinco embarcações para transporte de combustíveis escuros, três com capacidade para 45 mil toneladas e duas com capacidade para 30 mil toneladas. Outras cinco serão usadas para combustíveis claros, três com 45 mil toneladas e duas com 30 mil toneladas. Por fim, haverá três gaseiros com capacidade para 7 mil metros cúbicos e seis transportadores de combustíveis para embarcações. Costa não deu estimativa de preço para a licitação.

A estatal negocia ainda a construção de dois navios VLCC (very large crude carrier), com capacidade para 300 mil toneladas. A construção destas duas embarcações está na fase de memorando de entendimentos, assinado no ano passado com a norueguesa Noroil, para estudos e análise de viabilidade.


Terceiro terminal de gás GNL da Petrobras deve ficar no Rio Grande do Sul ou Santa Catarina
Valor Online
26/05/2008

SÃO PAULO - O terceiro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras deverá ser instalado no Rio Grande do Sul ou em Santa Catarina, com vistas ao atendimento do mercado da região Sul e de países do Cone Sul, como Uruguai e Argentina. A informação foi dada hoje pela diretora de Gás e Energia da estatal, Maria das Graças Foster, durante o seminário "Gas Summit Latin America", que ocorre em São Paulo.

Segundo ela, a decisão final sobre o local exato do novo terminal irá depender do resultado do leilão de energia nova para entrega em 2013 (A-5), marcado para junho. "Dependendo do resultado, precisaremos correr atrás de mais gás natural", informou Graças Foster.

O planejamento da Petrobras é de ofertar 34 milhões de metros cúbicos diários de GNL em 2012. Desse total, 7 milhões de metros cúbicos viriam do terminal do sul do país. Outros 20 milhões de metros cúbicos viriam do terminal Guanabara, no Rio de Janeiro, cuja instalação está prevista para 2009. Os 7 milhões de metros cúbicos restantes terão origem no terminal de Pecém, no Ceará, que tem instalação agendada para junho próximo.

A diretora informou ainda que a estatal analisa a criação de mais uma modalidade de contrato para a venda do gás natural. A idéia é que o insumo possa ser comercializado via compromissos de curto prazo (spot), com o objetivo de atender a ajustes de balanço das distribuidoras, demandas adicionais temporárias e sazonalidade dos consumidores.

Têxtil & Calçados

Alpargatas vai segregar unidade de têxteis industriais
Valor Online
26/05/2008

SÃO PAULO - A São Paulo Alpargatas informou que vai segregar sua divisão de têxteis industriais em uma empresa separada. Para realizar tal cisão a empresa pretende transferir os ativos relacionados com essa unidade para a sua controlada Locomotiva Indústria e Comércio de Têxteis Industriais Ltda..

A operação será feita com base no valor patrimonial da divisão de têxteis industriais ao final de maio de 2008, que ainda será apurado. Por enquanto, a Alpargatas fará um aporte de R$ 22,155 milhões na Locomotiva, montante equivalente a 80% do valor apurado no balancete de abril. A parcela restante será alocada após a apuração contábil referente a este mês.


Telecomunicações

Ericsson fecha acordo com Telefónica para fazer manutenção de rede de fibra óptica no Brasil
Valor Online
26/05/2008

SÃO PAULO - A Ericsson anunciou um acordo com a Telefónica para realizar a manutenção da rede de cabos de fibra óptica da empresa de telefonia no Brasil. O objetivo da companhia espanhola é reduzir seus custos operacionais e concentrar suas atenções em seu negócio principal. O valor do acordo não foi divulgado.

O contrato terá duração de três anos, período no qual a Ericsson será responsável pela supervisão e manutenção preventiva e corretiva da rede de fibra óptica da Telefónica no estado de São Paulo. O acordo teve início no mês passado.

"Estamos orgulhosos por termos sido escolhidos pela Telefónica e por terem confiado a nós a supervisão completa e a manutenção de sua rede de fibra óptica", disse o presidente da Ericsson Brasil, Johan Wibergh. "Essa parceria ressalta a capacidade da Ericsson de atender a múltiplos segmentos da indústria e reforça nossa liderança no mercado de serviços administrados", completou o executivo.

Segundo a Ericsson, desde 2002 ela firmou mais de 100 contratos de serviços administrados com as principais operadoras em todo o mundo. Com isso, a companhia dá suporte a redes que contam, em conjunto, com mais de 1 bilhão de assinantes.
Tecnologia

Holandesa Nimbuzz lança serviço de integração de comunicadores de voz e texto pela internet
Valor Online
28/05/2008

SÃO PAULO - A holandesa Nimbuzz lançou no dia 28/05/2008 no Brasil o seu serviço de comunicação de voz e texto pela internet. A plataforma é gratuita e pode ser utilizado inclusive em celulares, permitindo fazer chamadas de voz, trocar arquivos e usar serviços de mensagens eletrônicas.

Criado há dois anos e fortalecido com aportes de capital dos investidores Mangrove (investidores do Skype), Naspers (dona de 30% da Abril) e Holtzbrinck, o serviço da Nimbuzz já estava disponível no país, desde que acessada a página em inglês. Atualmente, há cerca de 30 mil usuários cadastrados no Brasil, marca que a empresa espera elevar para entre 500 mil e 1 milhão até o fim do ano.

"Ainda não devemos gerar receita. Queremos começar formando nossa base de clientes para depois criar um modelo para gerar receita", disse o diretor geral da empresa no país, Carlos Medina. "Mas o modelo não deve sair do normal, com venda de publicidade, acordos de compartilhamento de receita. A única coisa que não teremos é cobrança de assinatura", acrescentou.

De acordo com ele, o Nimbuzz integra funcionalidades de programas de voz sobre internet (VOIP), como o Skype, além de permitir o acesso consolidado a mensageiros como o MSN Messenger ou Google Talk e redes sociais como o Facebook e o MySpace. Ele pode, ainda, ser instalado diretamente no celular ou computador, ou acessado remotamente pela internet. Atualmente, o programa está configurado para funcionar em 500 celulares. "Não sabemos exatamente o quanto dos aparelhos disponíveis no Brasil estão entre os compatíveis, mas um bom chute seria algo perto de 80%", diz Medina.

O executivo acredita que a previsão de aumento no número de usuários cadastrados para o país é bem factível. Segundo ele, é preciso levar em conta que esses 30 mil - entre 600 mil e 700 mil em todo o mundo - se cadastraram por conta do boca-a-boca, já que a empresa nunca havia divulgado sua existência até um anúncio feito na semana passada em Londres e o de hoje, em São Paulo.

Segundo Medina, para viabilizar o aumento no número de usuários, a empresa vai começar a anunciar seus serviços em meios compatíveis, como internet e celulares. A partir daí, começarão os testes com a venda de anúncios e será intensificada a conversa com possíveis parceiras - como operadoras de celulares e fornecedoras de conteúdo. O objetivo da Nimbuzz é atingir o ponto de equilíbrio financeiro (breakeven) já em 2010. "A receita deve começar a vir em 2009, a partir do segundo semestre. Em 2010 com certeza já devemos chegar ao breakeven ou mesmo gerar algum lucro", afirma Medina.

A parceria com as operadoras, diz, é uma das possibilidades mais interessantes para a geração de receita compartilhada na opinião da empresa. A Nimbuzz, inclusive, já está negociando com uma operadora britânica, embora não divulgue qual.

Para Medina, o fato de o serviço do Nimbuzz servir como concorrência às operadoras no tráfego de voz, a parceria com sua companhia é atraente mesmo assim pois ajuda a impulsionar o tráfego de dados, mais rentável que o de voz. "A tendência é que as pessoas deixem de pagar por serviços de voz e comecem a gastar mais com dados", diz. "E seremos um facilitador para que as operadoras captem mais clientes de dados", acrescenta.

Embora tenha sido anunciado como um serviço totalmente gratuito, ainda há situações em que o Nimbuzz é pago para o usuário. É o caso de uma ligação feita através de celulares sem o sistema operacional Simbia, presente em apenas parte dos aparelhos. A tecnologia do programa exige que um celular desses com o Nimbuzz acesse uma rede VOIP, por meio de um telefone local, para se comunicar com outra pessoa usando o serviço de voz. Para qualquer outro tipo de atividade (troca de mensagem de textos, mensagens instantâneas e envio de gravações de voz), o serviço é gratuito. Assim, um usuário que queira falar com outra pessoa através de seu celular sem o sistema Simbia, terá de pagar uma ligação local para se conectar a uma rede VOIP.

"Mas já estamos trabalhando para adaptar o programa para que mesmo isso possa ser feito sem a ligação local", diz Medina. Uma vez resolvido esse problema, toda a comunicação suportada pelo Nimbuzz será gratuita - embora seja necessária a contratação de um plano de dados para o celular.

A tecnologia que permitirá isso, diz o executivo, está sendo desenvolvida pelo centro de pesquisa que a empresa mantém em Córdoba, na Argentina, e que foi inaugurado em janeiro deste ano. Nesse local, 30 funcionários da companhia desenvolvem novas aplicações para o programa, assim como resolvem problemas de compatibilidade com celulares e corrigem falhas no programa.


Fabricante de softwares Oracle investe US$ 285 milhões na construção de nova fábrica nos EUA
Valor Online
29/05/2008


SÃO PAULO - A desenvolvedora de softwares corporativos norte-americana Oracle anunciou que irá construir uma nova fábrica nos EUA, no estado de Utah. A intenção da companhia é montar uma unidade com capacidade global de atendimento, suficiente para fazer frente ao crescimento em sua base de clientes. Segundo a companhia, serão investidos US$ 285 milhões na construção da nova unidade.

"A Oracle está comprometida em oferecer aos clientes o mais alto nível de serviço e estas novas instalações permitirão fornecer suporte para o crescimento dos negócios On Demand, além da infra-estrutura para as necessidades de P & D e de atendimento ao cliente", afirmou a presidente da Oracle, Safra Catz. "Estamos empolgados em criar uma nova e significativa presença em Utah", acrescentou.

No total, a planta terá 18,5 mil metros quadrados de área e deve começar a ser construída no terceiro trimestre deste ano. O início das operações está previsto para 2010, segundo a companhia. Cerca de 100 pessoas devem ser contratadas para trabalhar na unidade.


TCS fecha contrato de US$ 100 milhões para prestar serviços de tecnologia à NXP Semiconductors
Valor Online
27/05/2008

SÃO PAULO - A Tata Consultancy Services (TCS), braço de tecnologia da gigante indiana Tata, anunciou ter fechado um acordo de US$ 100 milhões com a holandesa NXP Semiconductors, uma empresa filhote da Philips. Pelo acordo, com cinco anos de duração, a TCS fica responsável pela área de tecnologia da nova parceira.

Entre as atribuições da companhia indiana está o fornecimento de serviços de consultoria, gerenciamento de aplicativos e serviços de desenvolvimento e suporte para a cadeia produtiva da NXP.

"O acordo com a TCS reflete o compromisso da NXP de otimizar nossos processos e de levar valor a todos os aspectos de nossa operação", disse o vice-presidente e executivo-chefe de tecnologia da NXP, Louis Luijten. Esperamos ter um parceiro que tenha um entendimento holístico de nosso negócio principal e não apenas a tecnologia necessária e, nesse aspecto, a TCS está posicionada idealmente para nos ajudar", completou.

Segundo a TCS, o trabalho para a NXP será realizado através dos centros da companhia na Ásia e nos EUA, além de um outro núcleo de excelência baseado em Eindhoven (Holanda).

"O acordo com a NXP é uma demonstração perfeita de nossas credenciais de negócio em um setor especializado e permite que a TCS desenvolva uma profunda relação com a NXP, uma companhia fundada pela Philips", disse o executivo-chefe de Operações da TCS, N. Chandrasekaran. "Assim como suporte técnico, a TCS vai trabalhar com a NXP num nível estratégico para otimizar suas operações e mantê-la um passo à frente da concorrência", completou.

Alimentos

J. Macêdo planeja dobrar a produção de massas em 5 anos
(Gazeta Mercantil)
30/05/08

São Paulo - A J. Macêdo S.A., fabricante de marcas como Petybon e Dona Benta, se prepara para anunciar um plano de investimentos que prevê dobrar os negócios de massas da empresa nos próximos cinco anos. As vendas de massas representaram 30% do faturamento de R$ 1,2 bilhão - que teve alta de 9,3% - em 2007. Após os investimentos previstos, a receita com as vendas de massas totalizaria cerca de R$ 700 milhões. A fabricante utiliza atualmente quase a totalidade da capacidade de produção de massas. Por isso, enquanto não anuncia o plano para os próximos cinco anos, investirá R$ 20 milhões em 2008 para ampliar a produção e atender a demanda. A previsão é elevar a capacidade em até 15% com esse montante, segundo Marcos Póvoa, diretor comercial da companhia.
"Nossa capacidade está muito próxima do limite", explicou o executivo. A empresa possui cinco fábricas de massas no Brasil. Em 2007 a fabricante vendeu 164,6 mil toneladas de massas, ante 158,9 mil toneladas do ano anterior.
Além do objetivo de dobrar as vendas, a empresa também pretende investir para ampliar a distribuição. "Estamos estruturando um programa complexo para ampliar o número de pontos-de-venda." A meta é passar dos atuais 130 mil pontos para 200 mil em três anos.
Esse programa, que já está em andamento, foi um dos fatores que o executivo acredita ter ajudado a minimizar para a empresa o desaquecimento que as vendas de alimentos registraram nos últimos dois meses. "Nós não sentimos muito esse movimento do mercado em função dos lançamentos e do aumento da distribuição", disse.
Mesmo assim, Póvoa classifica esse momento de desaceleração do crescimento como "pontual", afetado principalmente pela inflação - agravada pela alta do trigo no segmento de massas. "Com esse aumento de preços é natural que tenha uma desaceleração, mas teremos uma acomodação natural", explicou. E os reajustes ainda não acabaram. No primeiro trimestre, a J. Macêdo reajustou 22% os preços da farinha e cerca de 17% os preços das massas. "Ainda teríamos que reajustar entre 7% e 10% os preços das massas", afirmou.
Consumo
Os planos otimistas para os negócios de massas estão ligados ao potencial de crescimento desse mercado, segundo Póvoa. "O Brasil tem muito a crescer nesse segmento. Somos o terceiro maior produtor de massas do mundo mas o décimo oitavo em consumo per capita", disse. "A penetração é próxima de 100%. O que precisamos é aumentar o consumo." De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), o consumo per capita no País em 2007 foi de 6,7 quilos, igual ao de 2006. "Na Venezuela, por exemplo, esse índice é 10 quilos." O mercado de massas, segundo a Abima, registrou faturamento de R$ 4,52 bilhões em 2007, ante R$ 4,35 bilhões do ano anterior. Os negócios de massas da J. Macedo cresceram 5% em 2007.
Outro plano da empresa para dobrar de tamanho é iniciar as exportações. Segundo Póvoa, o projeto ainda é embrionário. "Nossa capacidade está no limite só com o mercado interno", disse. "É um projeto futuro." Caso saia do papel, o executivo identificou a América Latina e a África como potenciais mercados.
Enquanto o crescimento médio das vendas de massas foi de 5%, as vendas na região Nordeste cresceram 11%. "O consumo no Nordeste ficou mais acessível a medida que a região foi beneficiada pelos programas do governo", identificou Póvoa. É exatamente por esses novos consumidores que a empresa não planeja abrir mão dos produtos mais simples que tem no portfólio - apesar de ter focado lançamentos em produtos de maior valor agregado nos últimos meses. "O Brasil tem quase 200 milhões de habitantes. Temos uma classe C movendo o consumo (para produtos de maior valor) e pessoas entrando no mercado e procurando os básicos."

Diageo quer aumentar consumo de uísque
(Gazeta Mercantil)
30/05/2008

São Paulo - A Diageo, fabricante inglesa de bebidas premium, lança uma campanha com o objetivo de criar um segundo período de sazonalidade para o consumo de uísque, bebida cujas vendas concentram-se entre os meses de outubro e dezembro, época das festas de fim de ano. Dona das marcas Johnnie Walker Red Label, Black Label, Blue Label, Buchanan's e White Horse, a empresa, presente em 180 países, pretende estimular o consumo da bebida entre os meses de maio e julho, quando promove o Scotch Whisky Festival, evento com ações em baladas, bares, restaurantes e sorveterias, além das campanhas na mídia impressa, criada pelas agências The Marketing Store e Wunderman.

A companhia inglesa, conta o diretor de marketing da Diageo, Eduardo Bendzius, prevê um crescimento de 40% nas vendas entre os meses de maio e julho, gerando um volume adicional de 37,8 mil caixas de uísque, além da ativação de 400 lojas, entre supermercados, bares e delicatessens.

Os anúncios para revistas trazem personalidades que representam o target das marcas. O DJ Paulinho Bogosian aparece com Johnnie Walker Red Label; o chef Laurent, com Buchanan's; o empresário Marcus Buaiz com Johnnie Walker Black Label. Todos fotografados por Bob Wolfenson.

"Resolvemos dar um tom emocional para as ações, porque cada um tem gosto para uísque, então cada marca tem uma personalidade diferente da outra", diz Bendzius. Segundo ele, os meses de maio a julho corresponde a um período fraco para o consumo de uísque no Brasil.

O executivo cita, por exemplo, o Buchanan's como uma marca para um público mais tradicional, apreciador de jazz, e a marca Red Label como um uísque adotado por um público mais jovem e moderno, fã de baladas e música eletrônica.

A Diageo - também fabricante das marcas Smirnoff, Guinness, Baileys, J&B, Cuervo, Captain Morgan, Tanqueray, Harp e Kilkenny - idealizou para o Scotch Whisky Festival sugestões de pratos harmonizados com uísque. O restaurante japonês Shaya, do empresário Marcus Buaiz, desenvolveu uma série de sugestões de entrada para serem acompanhadas por Johnnie Walker Black Label; no restaurante La Tambuille, de Giancarlo Bolla, os clientes são convidados a degustar uma dose de Johnnie Walker Blue Label nos jantares de quarta-feira; e o chef Laurent apresenta três inusitadas taças de sorvetes elaborados com Buchanan's em sua sorveteria Vipiteno.

Cachorro engarrafado
E para celebrar a relação histórica entre os músicos da Bossa Nova e o uísque, a Diageo promove, com patrocínio da marca White Horse, um show da cantora de bossa nova Wanda Sá, na próxima terça-feira, em Belo Horizonte, no bar Travessa. É celebre a frase do poeta e compositor Vinicius de Moraes na qual ele elege o uísque como o melhor amigo do homem. "É o cachorro engarrafado", dizia o poetinha.

O mercado brasileiro de uísque cresceu 11,5% no ano passado, segundo o Instituto AC Nielsen. Trinta e um por cento dos consumidores de 25 a 34 anos declararam consumir a bebida, em relação aos 15,7% em 2004. E trinta por cento das pessoas de 35 a 44 anos declararam que bebem uísque, ante 14% em 2004. Recife e São Paulo são as cidades com o maior consumo per capita do País, e algumas regiões que não eram caracterizadas pelo consumo da bebida, como o interior de São Paulo e a região Centro-Oeste, mostram crescimento do consumo per capita da bebida.

Agronegócio

Funcafé libera mais recursos para colheita
(Gazeta Mercantil)
29/05/2008

São Paulo - O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) liberou ontem mais R$ 157 milhões em recursos para o financiamento da safra 2008 do café. Deste total, R$ 150 milhões poderão ser adquiridos no Banco do Brasil e os outros R$ 7 milhões com o Banco Safra. Com isso, já estão disponíveis R$ 357 milhões, de um total de R$ 496 milhões previstos para a colheita. Os R$ 139 milhões restantes serão ofertados à medida que as instituições financeiras contratadas pelo Funcafé, que é administrado pelo Ministério da Agricultura, solicitarem.

No total, são esperados recursos de R$ 2,16 bilhões para 2008, que estão divididos em custeio (R$ 453), colheita (R$ 496 milhões), estocagem (R$ 898 milhões) e Financiamento para Aquisição de Café (FAC) (R$ 313 milhões). "A expectativa é que os cafeicultores utilizem todos esses recursos. Mas o café é uma cultura extremamente sensível, depende do mercado e do clima", avaliou Lucas Tadeu, diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura.

Ele ressalta que é melhor sobrarem os recursos no mercado do que faltar, pois o cafeicultor capitalizado pode escolher a melhor hora para vender e saldar o empréstimo. Disse ainda que os créditos poderão ser contratados até outubro próximo e que o prazo para pagamento varia de acordo com a região. "Se o cafeicultor converter o produto para estocagem, por exemplo, pode conseguir um período de até um ano e meio para quitar a dívida", analisou Tadeu.

Os critérios para a concessão do empréstimo são regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio da resolução 3.451. De acordo com o Ministério da Agricultura, o limite de empréstimo para cada produtor é de R$ 250 mil, mas existe a possibilidade de que esse valor aumente para R$ 400 mil nos próximos dias. Em 2006, tudo o que foi ofertado, cerca de R$ 1,57 bilhão, foi utilizado pelos produtores. Já no ano passado, os cafeicultores utilizaram R$ 1,6 bilhão de um total de R$ 2 bilhões oferecidos pelo governo.


 

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