Sexta-feira, 13/06/2008
Ano VIII – edição 323

Agronegócios

SLC Agrícola apresenta oferta de ações que pode bater R$ 414 milhões
Valor Online
12/06/2008

SÃO PAULO - A SLC Agrícola, braço do grupo gaúcho SLC, que também atua nos segmentos de máquinas agrícolas, apresentou hoje os termos de uma nova oferta primária e secundária de ações, que pode movimentar mais de R$ 414 milhões.

A companhia chegou ao Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em junho do ano passado e suas ações mais que dobraram de preço desde então.

De acordo com o prospecto serão ofertadas, inicialmente, 11.673.913 ações ordinárias, sendo 9.397.500 referentes à oferta primária e 2.276.413 de titularidade do acionista vendedor, a SLC Participações.

Tomando por base o preço de fechamento da ação na sessão de ontem, dia 11 de junho, na Bovespa, de R$ 30,90, a distribuição movimentará R$ 360 milhões. O montante pode chega a R$ 414 milhões se exercido o lote suplementar de 15%. A distribuição é coordenada pelos bancos Credit Suisse, JP Morgan e BB Investimentos.

Com os recursos obtidos na oferta primária a companhia pretende adquirir terras, com vistas a expandir a área cultivada, investir em melhorias de solo e comprar máquinas e equipamentos.

O investidor pessoa física que quiser tomar parte da distribuição deverá desembolsar o mínimo de R$ 3 mil e fazer o pedido de reserva junto a uma corretora consorciada entre os dias 19 e 24 de junho.

No caso de a demanda superar a quantidade destinada à oferta de varejo o rateio das ações terá procedimento diferenciado, ou seja, os investidores serão divididos em com prioridade de alocação e sem prioridade de alocação. O direito à prioridade depende de dois fatores, a requisição de tal classificação, e o atestado de bom comportamento, ou seja, será atendido aquele investidor que não tiver "flipado" (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estréia) em ofertas anteriores. A lista de ofertas consideradas para averiguar a conduta do investidor será apresentada na data de início do período de reserva.

Pelo cronograma estimado, o preço de emissão das ações será fixado dia 25 e as novas ações começam a ser negocias dia 27 de junho, sob o código SLCE3.

Fundada em 1977, a SLC Agrícola é uma dos maiores produtoras agrícolas brasileiras em termos de área cultivada, com aproximadamente 170 mil hectares no ano-safra 2007/2008. O foco de atuação são as culturas de algodão, na qual é a segunda maior do Brasil, soja e milho. As plantações estão espalhadas em nove unidades de produção localizadas em cinco estados brasileiros.

No primeiro trimestre de 2008, a lucro líquido da companhia cresceu 336,4%, totalizando R$ 29,2 milhões. A receita líquida somou R$ 75,818 milhões, com crescimento de 24%.

Por meio da SLC Participações e da Evaux Participações a Família Logemann detém 60,9% da SLC Agro, sendo que os 39,1% restantes estão em poder do mercado. Com a oferta secundária, a SLC Participações reduzirá sua fatia de 36,9%, para 31% da companhia, e o free float subirá para 47,2%, já considerando a participação de 5% do fundo BlackRock na companhia.

A SLC Agrícola entrou para o Novo Mercado da Bovespa em junho do ano passado com uma oferta primária e secundária que movimentou R$ 490 milhões. Ao todo, foram distribuídas 35.003.125 ações ordinária a R$ 14 cada.

SLC Agrícola compra mais terras no Mato Grosso para cultivar algodão, soja e milho
Valor Online
05/06/2008

SÃO PAULO - A SLC Agrícola comprou uma área de 10.635 hectares no município de Campos de Júlio, em Mato Grosso, onde pretende cultivar algodão, soja e milho já na safra 2008/09. Para ficar com as terras, contíguas à Fazenda Planorte - onde a empresa já produz -, a SLC vai pagar R$ 82,95 milhões em sete parcelas anuais corrigidas pelo preço da saca de soja.

A companhia também arrendou, por 10 anos, uma área de 3.481 hectares na região e vai pagar o equivalente a 5,5 sacas de soja por hectare por ano.

Segundo comunicado, as transações elevam em 80,8% a área total própria da Fazenda Planorte e em 6,4% a área total própria da SLC.

Alimentos

Josapar, dona da marca Tio João, obtém financiamento de R$ 27,9 milhões no BNDES
Valor Online
10/06/2008

SÃO PAULO - A Josapar, empresa que detém a marca de arroz Tio João, receberá um financiamento de R$ 27,95 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um projeto de expansão da empresa. A parcela financiada corresponderá a 91% do valor total de R$ 30,67 milhões que será investido pela empresa.

Segundo comunicado da Josapar enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a contratação do empréstimos deve ocorrer dentro dos próximos 60 dias.

Ainda de acordo com a Josapar, os recursos serão utilizados na expansão da unidade industrial de Itaqui-RS (armazenamento, secagem e produção industrial) e na unidade arroz parboilizado (produção industrial) do Parque Industrial Vila Princesa, localizado em Pelotas-RS.

Perdigão investirá R$ 65 milhões em unidade de processamento de leite em pó no RS
Valor Online
10/06/2008

SÃO PAULO - A Perdigão anunciou hoje que vai construir uma nova unidade de processamento de leite em pó no município de Três de Maio, no Rio Grande do Sul (RS). A planta, que vai exigir investimentos de R$ 65 milhões, terá capacidade para a recepção de 600 mil litros/dia de leite e para o processamento de 2 mil toneladas/mês de leite em pó.

A empresa já opera no município uma planta destinada à produção de mussarela. As obras deverão ser executadas em um período de 20 meses.

Segundo a Perdigão, este é o segundo investimento feito pela empresa na região em menos de dois anos. Em abril de 2007, foi inaugurada uma planta em Ijuí, com capacidade semelhante.

A unidade será implantada em um terreno de 30 hectares doado pela prefeitura e terá área construída de 60 mil m2.

Esta será a sexta planta de processamento de leite em pó da Perdigão, que já opera unidades em Ijuí (duas torres de secagem) e Teutônia (duas torres), no Rio Grande do Sul; em Itumbiara (duas torres), em Goiás; em Ravena e Rio Casca (uma torre cada uma), em Minas Gerais.

De acordo com comunicado da empresa, quando estiver funcionando à plena carga, a planta vai gerar cerca de 150 empregos diretos e mais de 500 indiretos.

Bancos

Dois altos executivos do Lehman Brothers deixam o banco
Valor Online
12/06/2008

SÃO PAULO - Dois importantes executivos seniores do Lehman Brothers estão deixando a instituição dias depois de o banco de investimento dos Estados Unidos estimar prejuízo trimestral significativo. A executiva financeira Erin Callan e o executivo operacional Joseph Gregory estão deixando seus postos e serão substituídos por Ian Lowitt e Herbert McDade, respectivamente.

No começo da semana, o Lehman notou que as condições desafiadoras no mercado financeiro irão resultar em uma perda líquida de aproximadamente US$ 2,8 bilhões nos três meses terminados em 31 de maio. No primeiro trimestre do ano fiscal 2008, a instituição obteve lucro líquido de US$ 489 milhões. No trimestre findo em maio de 2007, o ganho foi de US$ 1,3 bilhão.

BB contrata Accenture para assessorar análise dos ativos da Nossa Caixa
Valor Online
06/06/2008

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje a contratação da consultoria Accenture para assessorar a coleta de informações sobre a Nossa Caixa, com vistas à incorporação do banco paulista.

Em comunicado, o banco informou que o BB Banco de Investimentos fará a análise do processo de incorporação da Nossa Caixa, auxiliado pelo também contratado UBS Pactual.

Essa análise, segundo o banco federal, compreende a avaliação econômico-financeira da Nossa Caixa, bem como de suas empresas coligadas e participadas. Também serão analisados os fatores societários regulatórios e um estudo estratégico e mercadológico, além dos "demais aspectos financeiros e legais usuais em processos de incorporação".

Ontem, a área de Gestão de Pessoas do BB se reuniu com representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Durante o encontro, foi formalizada a garantia de que a eventual compra da Nossa caixa não resultará em demissões dos funcionários do banco paulista.

Comércio Exterior

Superávit comercial acumulado no ano ultrapassa US$ 9 bilhões
Valor Online
09/06/2008

SÃO PAULO - A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 9,039 bilhões entre janeiro e a primeira semana de junho, com 107 dias úteis. No intervalo, as exportações alcançaram US$ 76,646 bilhões e as importações, US$ 67,607 bilhões.

Um ano atrás, com 105 dias úteis, o saldo comercial tinha sido positivo em US$ 17,081 bilhões, decorrente de vendas de US$ 60,797 bilhões e compras de US$ 43,716 bilhões.

Os dados são do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Cingapura quer fechar acordo de livre comércio com Mercosul ainda este ano
Valor Econômico
06/06/2008

SÃO PAULO - Cingapura é um país pequeno, mas com metas ambiciosas. O governo do país asiático, que ocupa um território de 707 quilômetros quadrados (pouco menor que Campinas, em São Paulo) e tem uma população de 4,59 milhões de habitantes, visita os países do Mercosul para costurar um acordo de livre comércio, que poderá ser selado ainda neste ano. Outro objetivo, mais ousado e difícil, é a assinatura de um acordo de livre comércio entre dez países do Sudeste Asiático e Mercosul, em encontro que será realizado com governantes dos 14 países envolvidos em novembro, em Brasília.

O plano foi divulgado na quinta-feira em encontro entre o governo de Cingapura e empresários brasileiros. O ministro de Indústria e Comércio de Cingapura, Lim Hng Kiang, demonstrou descontentamento com a demora nas decisões da Rodada Doha. " Doha está parada. A alternativa encontrada para avançar nas relações internacionais foi fechar acordos de comércio, fechados com países da Ásia e com Austrália. "

Cingapura mantém 13 acordos de comércio com países da Ásia e oferece essa facilidade de transação como atrativo aos países sul-americanos. " Essas são as regras do jogo. Os países se beneficiam dos acordos que Cingapura mantém com os parceiros da Ásia " , afirmou o ministro. Da América do Sul, especialmente Brasil, o governo cingapuriano quer facilidades para o comércio de commodities agrícolas, produtos têxteis e energia, sobretudo etanol. O assunto foi discutido nessa semana em reunião com Lim Hng Kiang, o ministro do Desenvolvimento do Brasil, Miguel Jorge, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e representantes da Secretaria Especial de Portos e da Receita Federal. Segundo o embaixador brasileiro em Cingapura, Paulo Alberto Soares, o governo brasileiro concordou em avaliar a adoção de um sistema tributário mais flexível para o país.

Lim Hng Kiang também informou que as empresas do seu país planejam investir no Brasil, sobretudo nas áreas de infra-estrutura, indústria farmacêutica e serviços voltados ao setor de tecnologia da informação. Cingapura tem um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 243 bilhões. Mas os acordos que mantém com países vizinhos (incluindo China e Índia) facilitam a abertura do Mercosul para um mercado potencial com PIB de US$ 8,78 trilhões - isso porque o país é uma das principais portas de entrada e saída de produtos na Ásia.

Em 2007, as importações de Cingapura alcançaram US$ 396 bilhões, mais que seu PIB. Desse total, US$ 110 bilhões foram com a Malásia, US$ 92 bilhões com a China, US$ 66 bilhões com Indonésia e US$ 54 bilhões com Japão. Os negócios com o Brasil foram bem mais modestos. Conforme dados da Secex, o Brasil exportou à Cingapura o equivalente a US$ 1,379 bilhão, 46% mais que em 2006. As importações aumentaram 1,75%, para US$ 1,209 bilhão. Neste ano, até abril, os embarques recuaram 9,7% em comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, para US$ 483,2 milhões. As importações aumentaram 34,5%, para US$ 460,5 milhões.

Entre os principais itens exportados estão petróleo, máquinas, carnes de frango, bovina e suína, café solúvel, barcos e equipamentos navais, catodos de níquel e ferronióbio. Na lista de importados estão circuitos integrados, partes e aparelhos de telefonia, óleos diesel, microprocessadores e outros produtos da área eletroeletrônica.

A balança comercial entre os dois países totalizou US$ 2,59 bilhões em 2007 e a perspectiva para este ano, segundo Lim Hng Kiang, é de que o comércio bilateral atinja US$ 3 bilhões, o que significaria um incremento de 16%. " O Brasil, como um dos Bric, tem um potencial imenso de negócios. Hoje o país é o 28º no ranking da nossa balança comercial, mas caminha rapidamente para se tornar o 25º " , afirmou o ministro.

Balança comercial tem superávit de US$ 384 milhões na primeira semana de junho
Valor Online
09/06/2008

SÃO PAULO - Na primeira semana de junho (dias 1 a 8), a balança comercial brasileira foi superavitária em US$ 384 milhões, conforme levantamento do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) distribuído nesta segunda-feira em sua página eletrônica.

No período, marcado por cinco dias úteis, as exportações ficaram em US$ 4,592 bilhões, uma média diária de US$ 918,4 milhões, e importações de US$ 4,208 bilhões, média de US$ 841,6 milhões por dia útil.

Construção

Vendas de cimento no mercado interno sobem 13,7% nos 12 meses encerrados em maio
Valor Online
12/06/2008

RIO - As vendas de cimento para o mercado interno brasileiro subiram 13,7% nos 12 meses encerrados em maio, para 47,3 milhões de toneladas, na comparação com o período de 12 meses imediatamente anteriores. Os dados preliminares divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) apontam ainda para 19,7 milhões de toneladas vendidas entre janeiro e maio no país, alta de 15% em relação aos cinco primeiros meses de 2007.

Em maio, as vendas no mercado interno atingiram 4,2 milhões de toneladas, o que representou uma média por dia útil 4% superior a abril e 20,3% acima do registrado em maio do ano passado. Em relação ao volume total, as vendas de maio superaram as de igual mês do ano passado em 12,7%.

Entre as regiões brasileiras, apenas o Centro-Oeste apresentou queda nas vendas em maio, na comparação com maio do ano passado. As vendas de cimento na região atingiram 433 mil toneladas no mês passado, 4,9% abaixo das 455 mil toneladas em igual mês do ano passado.

A maior alta percentual aconteceu na Região Norte, onde foram vendidas 177 mil toneladas, 57,4% a mais que em maio de 2007. Em seguida veio a Região Sul, com 632 mil toneladas, 25,8% a mais que em maio de 2007. Na Região Sudeste foram vendidas 2,211 milhões de toneladas, 11,7% acima de maio de 2007, enquanto no Nordeste foram 714 mil toneladas, 10,3% a mais que em igual mês do ano passado.

A exportações do produto em maio deste ano atingiram 38 mil toneladas, 72,2% abaixo das 138 mil toneladas de maio do ano passado. Nos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas do produto foram de 249 mil toneladas, 55,1% menores que as 555 mil toneladas entre janeiro e maio de 2007.


Crédito

Efeito da inflação para a baixa renda não deve impedir alta do faturamento dos cartões de crédito
Valor Online
11/06/2008

SÃO PAULO - A escalada da inflação, que corrói com mais rapidez o poder de compra dos consumidores de baixa renda, não deve ter impacto negativo no curto prazo para a indústria de cartões de crédito. Ao contrário, a alta de preços pode inclusive levar a um aumento de faturamento para o setor, pois com a renda mais apertada a tendência desses consumidores é buscar mais financiamento para bancar as necessidades, inclusive de alimentação.

Segundo avaliação de Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Banco Itaú, embora a inflação não seja boa pra ninguém, é inegável a necessidade de crédito para que a baixa renda continue dando conta de itens básicos de consumo. "Em momentos de maior aperto os meios de pagamento são mais necessários", diz.

A médio e longo prazo, no entanto, o ganho de faturamento seria prejudicado pela conseqüente alta da inadimplência. Para evitar cenários de risco, os bancos tendem a reduzir a emissão de cartões e reduzir limites antes que a inadimplência - que até o momento permanece estável - desencadeie uma situação de risco para o sistema.

Até o momento, no entanto, a Itaucard mantém sua previsão de faturamento de R$ 222,6 bilhões para o setor de cartões de crédito, um crescimento de 20,4% em relação ao total apurado no ano passado, considerando uma inflação de 5,5% (IPCA). Segundo Chacon, no início do ano a estimativa era de R$ 218 bilhões tendo em conta inflação de 3,5%.

Segundo o executivo, a maior ameaça para o segmento seria um cenário de choque inflacionário que desencadeasse retração econômica e desemprego. Isso impediria que tais consumidores honrassem seus compromissos. Nem mesmo a alta de juro chega a prejudicar os negócios com cartão de crédito junto a esse público, que se preocupa mais com o tamanho da parcela a ser pagar do que com as taxas embutidas dentro delas.

Os usuários de cartão que ganham menos de R$ 1.499 foram responsáveis em 2007 por 47,8% do faturamento total, de R$ 183,3 bilhões, registrado pelo setor naquele ano. Segundo estimativas da Itaucard, que divulgou hoje estudo sobre o comportamento de consumo dessa classe de usuários de cartões, os gastos desse grupo de consumidores ultrapassarão a faixa de 50% do faturamento total da indústria até o início de 2010.

Dos dados desdobrados de 2007 é possível notar que do valor faturado com essa categoria de clientes naquele ano (R$ 87,6 bilhões), 20,2% vieram de compras em supermercados e hipermercados, basicamente com alimentação. Naquele ano, em que o crédito alcançou mais as classes C e D, outros 21,8% do total faturado derivaram de transações feitas em lojas de roupas, calçados, acessórios e em lojas de departamento.

Dentro desse grupo de consumidores, onde a gestão dos gastos cabe à mulher, as compras parceladas equivalem a 55% das operações, enquanto 45% das transações são pagas a vista. Entre os clientes com renda acima de R$ 2.500, o parcelamento é feito em 42% dos casos enquanto a compra a vista é escolhida em 58% dos casos.

Esse parcelamento não inclui operações em atraso. Apesar de não ter detalhamento dos refinanciamentos de débitos com cartão por perfil de consumidor, Chacon afirma que do total faturado pela indústria em 2007 (R$ 183,3 bilhões), 36% derivaram de refinanciamentos de vários tipos, inclusive rotativo. Dessa fatia, 20% corresponderam a parcelamento de faturas em atraso.

Indústria nacional de cartões deve faturar R$ 17,6 bi em junho, estima Itaucard
Valor Online
11/06/2008

SÃO PAULO - O faturamento da indústria de cartões de crédito do país deve alcançar neste mês R$ 17,6 bilhões, o que corresponde a um aumento de 19,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com essa previsão, a Itaucard, responsável pelo estudo divulgado hoje, estima um faturamento total de R$ 101,6 bilhões para o primeiro semestre deste ano, um aumento de 22,4% sobre o mesmo intervalo de 2007.

O volume faturado neste mês deve ficar abaixo do registrado no mês de maio, quando a receita somou R$ 18,4 bilhões. De acordo com Fernando Chacon, diretor de Marketing da Itaucard, essa retração é explicada pelo alto volume de vendas característico do chamado " mês das mães " .

Em número de transações, o setor registrou 235 milhões de operações. O montante de cartões emitidos no período somou 99,7 milhões de plásticos e a compra média no mês foi calculada em R$ 74,70.


Banco do Brasil amplia prazo e limite de crédito de linha com base em recebíveis de cartão
Valor Online
11/06/2008


SÃO PAULO - O Banco do Brasil vai ampliar o prazo e aumentar o limite de crédito de capital de giro na linha que tem como base os recebíveis de cartões de crédito da bandeira Visa. O prazo máximo para pagamento do empréstimo vai subir de cinco para 12 meses. Já o limite de crédito vai aumentar de quatro para seis vezes o faturamento médio mensal com o cartão.

Segundo o BB, as alterações na linha começaram em abril e foram finalizadas agora. Este tipo de crédito está disponível para as empresas credenciadas pela Visanet para operar com o cartões Visa. A empresa precisa ainda ter faturamento anual mínimo de R$ 500 mil.

Contas

Indústria alimenta expansão dos investimentos no primeiro trimestre, diz IBGE
Valor Online
10/06/2008

RIO - O avanço dos investimentos continuou sendo o principal destaque do Produto Interno Bruto (PIB), do lado da demanda, no primeiro trimestre do ano. A formação bruta de capital fixo, que mede os investimentos na economia nacional, cresceu 15,2% na comparação com igual trimestre do ano passado, enquanto o PIB geral avançou 5,8%. Como resultado, a taxa de investimentos atingiu 18,3% do PIB, o melhor resultado desde os 19,1% do primeiro trimestre de 2000.

A gerente do PIB trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, explica que os crescimentos dos investimentos e da taxa de investimentos foram alimentados pelo bom resultado da indústria, que cresceu, do lado da oferta, 6,9% no primeiro trimestre, no melhor resultado desde os 12,3% do segundo trimestre de 2004.

" A indústria favoreceu muito. Algumas coisas que aumentaram bem na indústria, como bens de capital, rebatem no investimento. A construção civil também, que é quase toda considerada investimento " , frisou Rebeca.

A construção civil cresceu 8,8%, no melhor desempenho desde o segundo trimestre de 2004, quando avançou 10,6%. Dentro da construção, destaque para o crescimento de 24,6%, em termos nominais, do crédito direcionado no setor de habitação.

A gerente do IBGE ressalta que a indústria de transformação subiu 7,3%, com destaques principalmente para setores em que parte dos resultados é considerada investimento, como máquinas e equipamentos; automóveis, caminhões e ônibus; material elétrico; peças e acessórios para veículos; e metalurgia.

Além da construção civil e da transformação - que juntas representam, segundo Rebeca, 80% do desempenho industrial - o setor de energia avançou 5,5% e a extrativa mineral subiu 3,3%.

Rebeca frisa ainda que o aumento dos investimentos verificado no primeiro trimestre aponta para um "crescimento bom". Com a ressalva de que o aperto das taxas básicas de juros, iniciado pelo Banco Central em abril, não entrou na conta do PIB divulgado hoje, a gerente acredita que o avanço da taxa de investimentos aponta para uma sustentabilidade maior do crescimento.

"Independentemente dos juros, os investimentos significam um aumento da capacidade produtiva. É óbvio que gera (a possibilidade de crescimento mais sustentável)", diz a gerente.

Energia

Energias do Brasil cria nova empresa na área eólica e anuncia aquisição
Valor Online
12/06/2008

SÃO PAULO - A Energias do Brasil anunciou hoje a criação de uma empresa voltada a investimentos na geração eólica. Batizada de EDP Renováveis do Brasil (EDPBR), a empresa será controlada pela Energias do Brasil, com 45% do capital, e pela Energias de Portugal, com 55%. De quebra, a nova empresa já anunciou a primeira aquisição, da Central Nacional de Energia Eólica S.A. (Cenaeel), por R$ 51,3 milhões.

A companhia informou em comunicado que a Cenaeel possui dois parques eólicos em operação em Santa Catarina, que totalizam 13,8 MW de capacidade instalada. Além disso, detém ainda um projeto de expansão de 70 MW, que poderá ser desenvolvido pela EDPBR.

"Com a presente aquisição, a Energias do Brasil consolida sua entrada no mercado de energia eólica brasileiro, reforçando sua atuação na área de geração de energia elétrica, em linha com a estratégia de crescimento anunciada", informou a empresa.

A Energias do Brasil informou também que está desenvolvendo um estudo de viabilidade em parceria com a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), para a implantação de 500 MW em parques eólicos nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.


Cteep quer vender a grupos espanhóis 75% da IENNE
Valor Online
10/06/2008

SÃO PAULO - A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) anunciou hoje a intenção de vender a grupos espanhóis cerca de 75% da empresa Interligação Elétrica Norte Nordeste (IENNE), subsidiária que administra dois trechos de linhas de transmissão arrematados pela Cteep durante leilão ocorrido em novembro do ano passado.

Em comunicado ao mercado, a CTEEP informou que irá protocolar na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pedido para repassar à construtora espanhola Isolux 50% do capital da IENNE. Também espanhol, o grupo Cymi levará 25% menos uma ação, sobrando para a Cteep 25% mais uma ação.

A IENNE administra as obras dos trechos Colinas (TO) - Ribeirão Gonçalves (PI) e Ribeirão Gonçalves (PI) - São João do Piauí (PI). Juntos, os dois trechos somam 720 quilômetros de linhas de transmissão.

Infinity Bio-Energy vai a Bovespa em busca de recursos para aquisições
Valor Online
09/06/2008

SÃO PAULO - A Infinity Bio-Energy, que atua na produção de álcool, apresentou novo pedido de registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também postou registro de oferta primária de Brazilian Depositary Receipts (BDRs - certificados de depósito de ações).

Com sede em Bermudas, a companhia já tem ações negociadas em Londres e agora busca capitalização no mercado brasileiro. Em outubro do ano passado, a empresa já tinha feito pedido de registros para companhia aberta, mas o processo não foi adiante.

De acordo com a minuta do prospecto, os BDR representarão ações ordinárias da empresa, mas a relação de equivalência, assim como a quantidade de papéis que será distribuída ainda não foram definidos. A coordenação está a cargo do Morgan Stanley, Bradesco BBI e Santander.

Os investidores de varejo poderão participar da distribuição. O valor mínimo de investimento será de R$ 3 mil, e, no caso da rateio, serão adotados procedimentos diferenciados, ou seja, o investidores serão dividido entre com prioridade de alocação e sem prioridade de alocação. O direito à prioridade depende de dois fatores, a requisição de tal classificação, e do atestado de bom comportamento, ou seja, será atendido aquele investidor que não tiver "flipado" (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estréia) em ofertas anteriores.

Ainda de acordo com o prospecto, os recursos levantados junto ao mercado serão destinados ao crescimento da empresa via novas aquisições e projetos de expansão de unidades novas e já existentes.

Fundada em setembro de 2006 por investidores americanos e ingleses, a companhia se apresenta como um grupo que investe e explora fontes de energia renovável e que vem se expandindo com o objetivo de se tornar um dos líderes na produção, distribuição e exportação de álcool combustível. A empresa também gera energia elétrica a partir de biomassa de cana-de-açúcar e produz açúcar.

Com uma política de crescimento via aquisições, atualmente, a Infinity opera seis usinas localizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Tal base representa uma capacidade instalada de processamento de 9,5 milhões de toneladas de cana por ano, o que já coloca a empresa entre os maiores grupos do setor no Brasil. A moagem esperada na safra de 2008/09 é de 7,4 milhões de toneladas. No exercício social encerrado em 31 de março de 2008, a receita líquida com a venda de álcool foi de R$ 173,9 milhões.

"Além da capacidade hoje em operação e dos projetos em fase pré-operacional, investimentos adicionais a serem realizados em algumas de nossas unidades poderão aumentar nossa capacidade de moagem em 2 milhões de toneladas. Ademais, possuímos três projetos Greenfield com capacidade de moagem total esperada de 10,2 milhões de toneladas. Uma vez concluídos nossos investimentos em expansão, esperamos ter uma capacidade total de moagem de 24,7 milhões de toneladas", aponta o prospecto.

No exercício social encerrado em março de 2008, a Infinity registrou prejuízo de R$ 95,01 milhões, contra resultado negativo de R$ 8,84 milhões no ano encerrado em 31 de março de 2007. No comparativo anual, a receita líquida avançou 248,7%, para R$ 263,41 milhões, mas o custo das vendas subiu 264,3%, para R$ 261,73 milhões. A companhia adota padrão contábil IFRS.

Indicadores


Vendas do pequeno varejo paulista sobem 13,1% em abril, aponta Fecomercio
Valor Online
11/06/2008

SÃO PAULO - Os pequenos varejistas do Estado de São Paulo registraram no mês de abril um aumento de 13,1% nas vendas perante o mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros quatro meses deste ano o aumento acumulado do faturamento desses lojistas foi de 7,3%. Conforme dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio -SP), dos sete grupos analisados na capital paulista, cinco tiveram desempenho positivo no mês.

Na avaliação da Fecomercio, a conjugação de emprego e renda em alta ainda contribui para esse resultado. O segmento de destaque no mês foi o de lojas de material de construção, cujas vendas subiram 40% em relação a abril do ano passado. No quadrimestre o aumento da receita com vendas foi de 32,2%, sob efeito do aquecimento do setor de imobiliário e de construção civil.

Por razões similares, o aumento foi significativo também para as lojas de Móveis e Decorações, que fecharam abril com receita 9,92% maiores em relação ao mesmo mês do ano passado. No período acumulado de quatro meses, a evolução chegou a 6,7%.

Nas pequenas lojas de roupas, tecidos e calçados, a expansão das vendas foi de 15,6% em abril e de 7,5% no acumulado do ano. Para os comerciantes de eletroeletrônicos o faturamento cresceu 10,7% em abril perante o mesmo mês de 2007. Já nos quatro primeiros meses do ano o segmento vê queda de 3,3% frente ao mesmo período do ano passado e 2007.

Os pequenos negócios que comercializam alimentos e bebidas demonstraram pequena recuperação no mês, com alta de 0,7% no faturamento perante abril de 2007. Já no acumulado do ano a queda desse segmento é de 2,2%. A Fecomercio acredita que esse movimento está associado ao comprometimento da renda dos consumidores com prestações de outros bens.

Nas farmácias e perfumarias paulistas de pequeno porte, que sofrem forte concorrência com as grandes redes, houve retração de 0,5% no faturamento de abril e a baixa no quadrimestre chegou a 2,3% perante igual intervalo de 2007.

Mas o pior desempenho do indicador continua sendo notado nas lojas de autopeças e acessórios, onde a receita com vendas caiu 17,2% no confronto entre os meses de abril deste ano e de 2007. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, a retração chegou a 21,4%. O aquecimento das vendas de carros novos tem prejudicado o desempenho desse segmento. A renovação da frota reduz a demanda por reparos e manutenção de veículos.

Micro e pequenas empresas de São Paulo registram alta real de 1,6% no faturamento em abril
Valor Online
11/06/2008

SÃO PAULO - O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas atingiu R$ 21,1 bilhões no mês de abril de 2008, com aumento real de 1,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados foram divulgados hoje pelo Sebrae-SP. A melhora nos negócios foi puxada pelos setores de comércio e serviços, que apresentaram expansão de 2,8% e 1,7%, respectivamente. Já a pequena industria mostrou retração real de 1,4% no faturamento.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2008, ante igual período de 2007, a taxa de crescimento do faturamento real das MPEs é de 2,2%.

Com base nestes dados, o diretor superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, avalia que "o quadro é relativamente positivo para os pequenos negócios, uma vez que é esperado um crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano".

Apesar da alta no faturamento, a pesquisa realizada pelo Sebrae-SP também indicou uma ligeira piora no otimismo dos empresários. Em maio, 37% das MPEs paulistas disseram esperar melhora de faturamento nos próximos seis meses, ante índice de 44% no mês anterior. Os que esperavam uma melhora da economia brasileira como um todo nos próximos seis meses representavam 33% dos micro e pequenos empresários, contra um índice de 41% no mês de abril 2008.

Os dados do Sebrae-SP são apurados junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas paulistas dos setores de comércio, indústria de transformação e serviços.

Mesmo com o aumento da receita das empresas, o segmento registrou uma queda de 4,3% no nível de pessoal ocupado nos 12 meses encerrados em abril deste ano. Já o rendimento real dos funcionários aumentou 4,1% em relação ao quarto mês 2007.

PIB cresce 5,8% nos 12 meses encerrados em março, informa IBGE
Valor Online
10/06/2008

RIO - O Produto Interno Bruto (PIB) acumulado nos 12 meses até março cresceu 5,8% na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores. Isto significa que, se o ano tivesse terminado em março, a economia do país teria obtido expansão daquela ordem. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento de 5,8% foi decorrente da elevação de 5,2% do Valor Adicionado a preços básicos e do incremento de 9,4% nos Impostos sobre Produtos. Os três setores que compõem o valor Adicionado tiveram expansão: Agropecuária, Serviços (ambos com alta de 4,9%) e Indústria (5,7%).

A Construção Civil (6,5%) e a Indústria de Transformação (6%) puxaram a atividade industrial. Nos Serviços, se destacaram a Intermediação Financeira (14,5%), Serviços de Informação (8,5%) e Comércio (7,9%).

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias aumentou 6,7% nos 12 meses encerrados em março comparativamente aos 12 meses imediatamente anteriores. A formação bruta de capital fixo (indicativo dos investimentos) subiu 14,9%, também impulsionada pela Construção Civil, além da maior importação de máquinas e equipamentos.

O consumo do governo ampliou-se em 3,6%. As exportações de bens e serviços registraram incremento de 4,6% e as importações, de 20,4%.

Indústria Automobilística


Ford abre 400 vagas no ABC e cria mais um turno

Valor Econômico
11/06/2008

SÃO PAULO - Mais um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC leva a Ford a ampliar a produção numa das regiões mais marcadas por abalos nas relações trabalhistas do passado.

Com o aval dos sindicalistas, a flexibilidade de jornada e banco de horas, a montadora anunciou ontem a criação de segundo turno na produção de caminhões, na fábrica em São Bernardo do Campo (SP), a partir de janeiro de 2009.

A decisão ampliará a produção em 46% e a força de trabalho em 50%. Serão abertas 400 novas vagas e o ritmo da linha passará de 136 para para 172 veículos por dia. Quando o novo turno entrar em operação, a unidade passará a ter 1,3 mil empregados. O acordo segue o modelo do que foi acertado com o sindicato quando a empresa decidiu levar para o mesmo complexo industrial a linha do novo Ka.

O investimento, de R$ 36 milhões, soma-se aos R$ 300 milhões anunciados no final do ano passado para a mesma fábrica de caminhões. A Ford tem 20% das vendas de caminhões no Brasil. Mas, diante da expansão da demanda, acredita que pode avançar mais. Em 2007, o volume de caminhões produzidos no ABC cresceu 18,7% (30,3 mil unidades). A previsão é chegar a 36 mil este ano e, já com o segundo turno, 44,4 mil em 2009 para o mercado interno e externo.

Por ser a primeira montadora a se instalar no Brasil, a Ford desfruta de uma experiência única no setor: oferece veículos que vão desde o compacto Ka, com motor 1.0, até caminhões com capacidade de carga de 45 toneladas. Ao todo são 11 modelos.

Vendas de veículos usados em SP crescem 46% em maio
Valor Online
09/06/2008

SÃO PAULO - As vendas de automóveis usados em São Paulo somaram 177,94 mil unidades no mês de maio, o que representa uma alta de 46,57% em relação ao mesmo período de 2007. Em relação a abril, o crescimento foi de 1,69%, segundo dados divulgados hoje pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado de São Paulo (Assovesp).

De acordo com a entidade, 71,3% das vendas fechadas em maio envolveram veículos com motor 1.0, um salto de 1,25% sobre abril. Do total de negócios, 73% foram fechados por meio de algum tipo de financiamento, contra 74% registrado no mês anterior. Por sua vez, o prazo médio dos financiamentos subiu, de 47 meses para 49 meses.

A Assovesp informou ainda que as vendas de motocicletas ficaram em 9,78 mil unidades em maio, uma queda de 1,15% ante abril. Do total vendido, 70% foi financiado, contra 61% observado no mês imediatamente anterior. O prazo dos financiamentos ficou estável em 38 meses.

Com relação aos caminhões, maio mostrou uma alta de 2,06% em relação a abril, com 5,6 unidades vendidas no Estado. Segundo a entidade, 69% dos caminhões foram financiados, ante 56% em abril. Já o prazo médio caiu de 46 meses para 42 meses.

Petróleo e Gás

Petrobras decide construir refinaria no Rio Grande do Norte
Valor Online
10/06/2008

RIO - A Petrobras confirmou no início da noite de hoje que vai construir sua 12ª refinaria no Estado do Rio Grande do Norte. A unidade vai entrar em produção em 2010 e produzirá gasolina, além de melhorar a qualidade de derivados como querosene de aviação (QAV), óleo diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP). A empresa não informou qual será a capacidade de produção da unidade.

De acordo com as informações do governo do Rio Grande do Norte, a usina está orçada em US$ 66 milhões e vai se somar a outras plantas que produzem óleo diesel, querosene de aviação, gás natural, GLP (gás de cozinha) e biodiesel, localizadas na cidade de Guamaré.

A Petrobras também estuda projeto para instalar uma refinaria Premium no Estado do Ceará, com capacidade para processar 300 mil barris diários e com previsão de entrar em operação em 2014. A decisão sobre o estudo foi tomada depois de uma reunião, hoje, com representantes do governo cearense.

De acordo com nota divulgada pela companhia, um memorando de entendimentos entre Petrobras e o governo do Ceará deverá ser firmado em até 120 dias, com premissas sobre a implementação do empreendimento.

Diretor da Petrobras prevê produção de 500 mil barris diários de petróleo em Tupi entre 2015 e 2020
Valor Online
11/06/2008

RIO - O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, afirmou hoje que a empresa poderá produzir entre 2015 e 2020 pelo menos 500 mil barris diários de petróleo no campo de Tupi, na Bacia de Santos - primeira região da área pré-sal a ter suas reservas estimadas, entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de óleo recuperáveis. Hoje a estatal produz por volta de 2 milhões de barris de petróleo por dia no país.

De acordo com o diretor, a empresa colocará pelo menos cinco navios plataformas (FPSOs) produzindo na área a partir de 2015. Atualmente, a Petrobras possui três sondas explorando os blocos do pré-sal, mas Estrella disse que no próximo ano mais duas sondas chegarão para uso somente em Tupi, enquanto uma terceira, para uso no mesmo campo, chegará em 2010.

No ano que vem, a expectativa da empresa é de iniciar o teste de longa duração de Tupi, com a utilização de três poços, dos quais um ainda precisa ser perfurado. Em 2010, começará o projeto piloto com cinco poços produtores, dois injetores de água e um injetor de gás (incluindo CO2). O piloto deverá produzir 100 mil barris diários de petróleo e 3,5 milhões de metros cúbicos de gás, que serão escoados por um gasoduto com capacidade para 10 milhões metros cúbicos de gás até Caraguatatuba (SP).

Estrella estima que só nos poços do teste de longa duração e do projeto piloto, o consórcio que tem direito a exploração de Tupi (formado pela Petrobras, Galp e ') vai gastar cerca de US$ 1 bilhão com perfuração.

O gerente executivo de exploração e produção do pré-sal da Petrobras, José Formigli, evitou dar o custo total dos projetos, mas garantiu que tanto o teste de longa duração quanto o projeto piloto se sustentam mesmo com o barril de petróleo a US$ 35. Hoje a commodity fechou valendo mais de US$ 130.

O diretor Estrella ressaltou que há estudos geológicos que apontam para a existência de pré-sal também na costa africana, mas fez questão de frisar que os estudos atuais apontam para uma camada pré-sal maior na América do Sul do que na África.


Petrobras informa descoberta de nova acumulação de petróleo leve na camada pré-sal
Valor Online
12/06/2008

SÃO PAULO - A Petrobras informou na noite de hoje que encontrou mais uma jazida de óleo leve na camada pré-sal da Bacia de Santos. O petróleo tem densidade em torno de 28º API e está localizado dentro do bloco BM-S-9.

Tal bloco é composto por duas áreas de exploração, sendo que a maior é conhecida como Carioca e a menor é chamada de Guará. Em 5 de setembro do ano passado a estatal já havia informado que encontrou óleo na área de Carioca e agora também confirma a existência de petróleo leve em Guará.

Segundo a Petrobras, a área é explorada por um consórcio formado por ela própria (com 45% de participação), BG Group (30%) e Repsol YPF (25%).

O poço que verificou a existência de óleo ainda está sendo perfurado em "busca de objetivos mais profundos". A área de exploração está a 310 km da costa do estado de São Paulo em lâmina d´água de 2.141 metros.

Segundo a companhia, "a descoberta foi comprovada através de amostragem de óleo por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.000 metros".

Após a conclusão do poço, o consórcio informou que dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a verificação das dimensões da jazida e das características dos reservatórios de petróleo.


Varejo

Consultoria prevê investimentos de até US$ 2 bilhões para varejo brasileiro até o final do ano
Valor Online
10/06/2008

SÃO PAULO - O setor varejista brasileiro pode vir a receber investimentos externos da ordem de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões até o final deste ano. A estimativa é da consultoria A.T. Kearney, que divulgou hoje sua mais recente pesquisa sobre atratividade e desenvolvimento do varejo feita junto a 30 países emergentes.

Segundo Markus Stricker, consultor da empresa no Brasil, a maior parte desses aportes para o varejo local - que galgou 11 posições e está em 9ª colocação no ranking dos 30 países emergentes mais atraentes para receber investimentos no varejo - deverá chegar por meio de aquisições. "Também pode ser por meio de aumento de participação já existente no país", diz.

O executivo lembra no entanto, que essa projeção depende da agilidade das negociações entre interessados e potenciais vendedores, que em geral é dificultada pela "complexidade fiscal" do Brasil.

Para Stricker, as perspectivas do setor continuam muito positivas no país, sobretudo depois da obtenção do grau de investimento. Esse título, aliás, deve garantir que o Brasil salte mais alguns degraus no ranking e fique entre os cinco emergentes mais atrativos na pesquisa do ano que vem.


Segmento de vestuário brasileiro é mais atraente para investimentos do que o chinês, diz consultoria
Valor Online
10/06/2008

SÃO PAULO - O setor de vestuário é o mais promissor do varejo brasileiro para receber potenciais investidores. Estudo feito pela A.T. Kearney mostra que considerando o tamanho desse mercado e as perspectivas de crescimento, bem como a disposição do consumidor para gastar com roupas, o Brasil aparece como o país mais atraente para este segmento em um grupo de 10 países emergentes, superando inclusive a China. Em uma escala de 0 a 100 determinada pelo estudo, o Brasil aparece com 48 pontos no segmento de vestuário, enquanto o país asiático tem 47 pontos.

"O consumidor no Brasil é jovem, tem consciência de moda e tem uma disposição para gastar com vestuário que é seis vezes maior do que a do chinês", explica Camilo Pereira, consultor da A.T. Kearney. A melhora da massa salarial potencializou essa disposição nos últimos anos, segundo ele.

Além disso, no Brasil o comércio de vestuário ainda é muito pulverizado, principalmente fora das grandes metrópoles. De acordo com Pereira, 60% desse mercado está nas mãos de pequenos varejistas, o que cria uma grande oportunidade para consolidações futuras.

Ele admite, no entanto, que há grandes desafios para isso, sendo que o principal deles está em garantir fornecedores locais. Embora seja um grande produtor de itens de vestuário, o Brasil ainda importa muito, sobretudo da Ásia.

Essa garantia de fornecimento é fundamental para empreender uma dinâmica mais rápida de atendimento da demanda, que requer uma oferta mais ágil do que as coleções determinadas pelas estações. O ritmo da demanda por roupas no Brasil, segundo Markus Stricker, também executivo da consultoria, é alinhado com a moda propagada "pelas novelas".

Além do vestuário, outro campo atrativo para investimentos em varejo no Brasil é o de alimentos. Apesar da alta da inflação atingir também o Brasil, esse segmento tem potencial de crescimento e de uma nova onda de consolidações.

A movimento de crescimento no setor imobiliário e de construção civil também dão ao segmento de bens de consumo para o lar, como móveis, eletrodomésticos, uma posição interessante para investimentos, sobretudo por meio de aquisições.


Casas Bahia investe R$ 1 bilhão em mídia
Valor Econômico
09/06/2008

SÃO PAULO - Os três maiores anunciantes do país continuam os mesmos - Casas Bahia, Unilever e AmBev, ordem que se repete desde 2003 -, mas ao analisar o investimento publicitário por atividade econômica, muita coisa mudou em 2007. É o que se conclui do Projeto Inter-Meios, relatório de investimento em mídia produzido pela PricewaterhouseCoopers para a editora Meio & Mensagem. O levantamento lista os 300 maiores anunciantes do país, que aplicaram juntos R$ 10,25 bilhões em 2007. Só a Casas Bahia injetou um décimo disso, batendo pela primeira vez a casa do bilhão (R$ 1,002 bilhão).

No varejo, a baiana Insinuante passou à frente do Grupo Pão de Açúcar e investiu R$ 142,7 milhões em 2007 (30% a mais), enquanto a verba do concorrente caiu 15%, para R$ 134,2 milhões. No ranking geral, o Pão de Açúcar foi do quarto para o 13º lugar. Quem também enxugou verbas foi o Itaú: queda de 25% para R$ 106,6 milhões, que o levou do oitavo para o 18º lugar. O Bradesco, por sua vez, subiu quatro posições (da 10ª para a sexta). O Real manteve o 25º lugar, enquanto o HSBC arrancou, partindo da 44ª à 27ª posição (R$ 88,4 milhões), à frente do Santander (que caiu do 22º para o 38º lugar).

" As mudanças acontecem nos setores que vêm registrando maior competição " , diz Salles Neto, presidente do Meio & Mensagem. Em higiene pessoal e beleza, a Johnson & Johnson deu um impulso de 120% na verba, para R$ 61,5 milhões (foi da 75ª para a 37ª posição). Com exceção da Fiat (quinta maior anunciante), as montadoras também mudaram de lugar: Ford subiu três posições (4º lugar), passando à frente da Fiat e da GM, que caiu quatro degraus (10º lugar). A Volks subiu dois (14º).

Entre os anunciantes do governo, a Caixa Econômica Federal continua líder (R$ 229,9 milhões), seguida por Petrobras (R$ 160,7 milhões) e Banco do Brasil (R$ 148,4 milhões). Em São Paulo, o salto se deu na Prefeitura da capital, da ordem de 32%, para R$ 25,2 milhões, perto do que investiu o governo paulista (R$ 27,3 milhões), cuja verba caiu 39%.


 

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