Agronegócios
SLC
Agrícola
apresenta oferta
de ações
que pode bater R$
414 milhões
Valor Online
12/06/2008
SÃO
PAULO - A SLC
Agrícola,
braço do
grupo gaúcho
SLC,
que também
atua nos segmentos
de máquinas
agrícolas,
apresentou hoje
os termos de uma
nova oferta primária
e secundária
de ações,
que pode movimentar
mais de R$ 414 milhões.
A
companhia chegou
ao Novo Mercado
da Bolsa de Valores
de São Paulo
(Bovespa)
em junho do ano
passado e suas ações
mais que dobraram
de preço
desde então.
De
acordo com o prospecto
serão ofertadas,
inicialmente, 11.673.913
ações
ordinárias,
sendo 9.397.500
referentes à
oferta primária
e 2.276.413 de titularidade
do acionista vendedor,
a SLC Participações.
Tomando
por base o preço
de fechamento da
ação
na sessão
de ontem, dia 11
de junho, na Bovespa,
de R$ 30,90, a distribuição
movimentará
R$ 360 milhões.
O montante pode
chega a R$ 414 milhões
se exercido o lote
suplementar de 15%.
A distribuição
é coordenada
pelos bancos Credit
Suisse, JP
Morgan e BB
Investimentos.
Com
os recursos obtidos
na oferta primária
a companhia pretende
adquirir terras,
com vistas a expandir
a área cultivada,
investir em melhorias
de solo e comprar
máquinas
e equipamentos.
O
investidor pessoa
física que
quiser tomar parte
da distribuição
deverá desembolsar
o mínimo
de R$ 3 mil e fazer
o pedido de reserva
junto a uma corretora
consorciada entre
os dias 19 e 24
de junho.
No
caso de a demanda
superar a quantidade
destinada à
oferta de varejo
o rateio das ações
terá procedimento
diferenciado, ou
seja, os investidores
serão divididos
em com prioridade
de alocação
e sem prioridade
de alocação.
O direito à
prioridade depende
de dois fatores,
a requisição
de tal classificação,
e o atestado de
bom comportamento,
ou seja, será
atendido aquele
investidor que não
tiver "flipado"
(no jargão
de mercado, vendido
as ações
no dia da estréia)
em ofertas anteriores.
A lista de ofertas
consideradas para
averiguar a conduta
do investidor será
apresentada na data
de início
do período
de reserva.
Pelo
cronograma estimado,
o preço de
emissão das
ações
será fixado
dia 25 e as novas
ações
começam a
ser negocias dia
27 de junho, sob
o código
SLCE3.
Fundada
em 1977, a SLC Agrícola
é uma dos
maiores produtoras
agrícolas
brasileiras em termos
de área cultivada,
com aproximadamente
170 mil hectares
no ano-safra 2007/2008.
O foco de atuação
são as culturas
de algodão,
na qual é
a segunda maior
do Brasil, soja
e milho. As plantações
estão espalhadas
em nove unidades
de produção
localizadas em cinco
estados brasileiros.
No
primeiro trimestre
de 2008, a lucro
líquido da
companhia cresceu
336,4%, totalizando
R$ 29,2 milhões.
A receita líquida
somou R$ 75,818
milhões,
com crescimento
de 24%.
Por
meio da SLC Participações
e da Evaux Participações
a Família
Logemann detém
60,9% da SLC Agro,
sendo que os 39,1%
restantes estão
em poder do mercado.
Com a oferta secundária,
a SLC Participações
reduzirá
sua fatia de 36,9%,
para 31% da companhia,
e o free float subirá
para 47,2%, já
considerando a participação
de 5% do fundo BlackRock
na companhia.
A
SLC Agrícola
entrou para o Novo
Mercado da Bovespa
em junho do ano
passado com uma
oferta primária
e secundária
que movimentou R$
490 milhões.
Ao todo, foram distribuídas
35.003.125 ações
ordinária
a R$ 14 cada.
SLC
Agrícola
compra mais terras
no Mato Grosso para
cultivar algodão,
soja e milho
Valor Online
05/06/2008
SÃO
PAULO - A
SLC Agrícola
comprou uma área
de 10.635 hectares
no município
de Campos de Júlio,
em Mato Grosso,
onde pretende cultivar
algodão,
soja e milho já
na safra 2008/09.
Para ficar com as
terras, contíguas
à Fazenda
Planorte - onde
a empresa já
produz -, a SLC
vai pagar R$ 82,95
milhões em
sete parcelas anuais
corrigidas pelo
preço da
saca de soja.
A
companhia também
arrendou, por 10
anos, uma área
de 3.481 hectares
na região
e vai pagar o equivalente
a 5,5 sacas de soja
por hectare por
ano.
Segundo
comunicado, as transações
elevam em 80,8%
a área total
própria da
Fazenda Planorte
e em 6,4% a área
total própria
da SLC.
Alimentos
Josapar,
dona da marca Tio
João, obtém
financiamento de
R$ 27,9 milhões
no BNDES
Valor Online
10/06/2008
SÃO
PAULO - A
Josapar, empresa
que detém
a marca de arroz
Tio João,
receberá
um financiamento
de R$ 27,95 milhões
do Banco Nacional
de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDES)
para um projeto
de expansão
da empresa. A parcela
financiada corresponderá
a 91% do valor total
de R$ 30,67 milhões
que será
investido pela empresa.
Segundo
comunicado da Josapar
enviado à
Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM), a contratação
do empréstimos
deve ocorrer dentro
dos próximos
60 dias.
Ainda
de acordo com a
Josapar, os recursos
serão utilizados
na expansão
da unidade industrial
de Itaqui-RS (armazenamento,
secagem e produção
industrial) e na
unidade arroz parboilizado
(produção
industrial) do Parque
Industrial Vila
Princesa, localizado
em Pelotas-RS.
Perdigão
investirá
R$ 65 milhões
em unidade de processamento
de leite em pó
no RS
Valor Online
10/06/2008
SÃO
PAULO - A
Perdigão
anunciou hoje
que vai construir
uma nova unidade
de processamento
de leite em pó
no município
de Três de
Maio, no Rio Grande
do Sul (RS). A planta,
que vai exigir investimentos
de R$ 65 milhões,
terá capacidade
para a recepção
de 600 mil litros/dia
de leite e para
o processamento
de 2 mil toneladas/mês
de leite em pó.
A
empresa já
opera no município
uma planta destinada
à produção
de mussarela. As
obras deverão
ser executadas em
um período
de 20 meses.
Segundo
a Perdigão,
este é o
segundo investimento
feito pela empresa
na região
em menos de dois
anos. Em abril de
2007, foi inaugurada
uma planta em Ijuí,
com capacidade semelhante.
A
unidade será
implantada em um
terreno de 30 hectares
doado pela prefeitura
e terá área
construída
de 60 mil m2.
Esta
será a sexta
planta de processamento
de leite em pó
da Perdigão,
que já opera
unidades em Ijuí
(duas torres de
secagem) e Teutônia
(duas torres), no
Rio Grande do Sul;
em Itumbiara (duas
torres), em Goiás;
em Ravena e Rio
Casca (uma torre
cada uma), em Minas
Gerais.
De
acordo com comunicado
da empresa, quando
estiver funcionando
à plena carga,
a planta vai gerar
cerca de 150 empregos
diretos e mais de
500 indiretos.
Bancos
Dois
altos executivos
do Lehman Brothers
deixam o banco
Valor Online
12/06/2008
SÃO
PAULO - Dois importantes
executivos seniores
do
Lehman Brothers
estão deixando
a instituição
dias depois de o
banco de investimento
dos Estados Unidos
estimar prejuízo
trimestral significativo.
A executiva financeira
Erin Callan e o
executivo operacional
Joseph Gregory estão
deixando seus postos
e serão substituídos
por Ian Lowitt e
Herbert McDade,
respectivamente.
No
começo da
semana, o Lehman
notou que as condições
desafiadoras no
mercado financeiro
irão resultar
em uma perda líquida
de aproximadamente
US$ 2,8 bilhões
nos três meses
terminados em 31
de maio. No primeiro
trimestre do ano
fiscal 2008, a instituição
obteve lucro líquido
de US$ 489 milhões.
No trimestre findo
em maio de 2007,
o ganho foi de US$
1,3 bilhão.
BB
contrata Accenture
para assessorar
análise dos
ativos da Nossa
Caixa
Valor Online
06/06/2008
SÃO
PAULO - O
Banco do Brasil
(BB) anunciou
hoje a contratação
da consultoria Accenture
para assessorar
a coleta de informações
sobre a Nossa
Caixa, com vistas
à incorporação
do banco paulista.
Em
comunicado, o banco
informou que o BB
Banco de Investimentos
fará a análise
do processo de incorporação
da Nossa Caixa,
auxiliado pelo também
contratado UBS
Pactual.
Essa
análise,
segundo o banco
federal, compreende
a avaliação
econômico-financeira
da Nossa Caixa,
bem como de suas
empresas coligadas
e participadas.
Também serão
analisados os fatores
societários
regulatórios
e um estudo estratégico
e mercadológico,
além dos
"demais aspectos
financeiros e legais
usuais em processos
de incorporação".
Ontem,
a área de
Gestão de
Pessoas do BB se
reuniu com representantes
do Sindicato dos
Bancários
de São Paulo,
Osasco e Região.
Durante o encontro,
foi formalizada
a garantia de que
a eventual compra
da Nossa caixa não
resultará
em demissões
dos funcionários
do banco paulista.
Comércio
Exterior
Superávit
comercial acumulado
no ano ultrapassa
US$ 9 bilhões
Valor Online
09/06/2008
SÃO
PAULO - A balança
comercial brasileira
teve superávit
de US$ 9,039 bilhões
entre janeiro e
a primeira semana
de junho, com 107
dias úteis.
No intervalo, as
exportações
alcançaram
US$ 76,646 bilhões
e as importações,
US$ 67,607 bilhões.
Um
ano atrás,
com 105 dias úteis,
o saldo comercial
tinha sido positivo
em US$ 17,081 bilhões,
decorrente de vendas
de US$ 60,797 bilhões
e compras de US$
43,716 bilhões.
Os
dados são
do ministério
do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior (MDIC).
Cingapura
quer fechar acordo
de livre comércio
com Mercosul ainda
este ano
Valor Econômico
06/06/2008
SÃO
PAULO - Cingapura
é um país
pequeno, mas com
metas ambiciosas.
O governo do país
asiático,
que ocupa um território
de 707 quilômetros
quadrados (pouco
menor que Campinas,
em São Paulo)
e tem uma população
de 4,59 milhões
de habitantes, visita
os países
do Mercosul para
costurar um acordo
de livre comércio,
que poderá
ser selado ainda
neste ano. Outro
objetivo, mais ousado
e difícil,
é a assinatura
de um acordo de
livre comércio
entre dez países
do Sudeste Asiático
e Mercosul, em encontro
que será
realizado com governantes
dos 14 países
envolvidos em novembro,
em Brasília.
O
plano foi divulgado
na quinta-feira
em encontro entre
o governo de Cingapura
e empresários
brasileiros. O ministro
de Indústria
e Comércio
de Cingapura, Lim
Hng Kiang, demonstrou
descontentamento
com a demora nas
decisões
da Rodada Doha.
" Doha está
parada. A alternativa
encontrada para
avançar nas
relações
internacionais foi
fechar acordos de
comércio,
fechados com países
da Ásia e
com Austrália.
"
Cingapura
mantém 13
acordos de comércio
com países
da Ásia e
oferece essa facilidade
de transação
como atrativo aos
países sul-americanos.
" Essas são
as regras do jogo.
Os países
se beneficiam dos
acordos que Cingapura
mantém com
os parceiros da
Ásia "
, afirmou o ministro.
Da América
do Sul, especialmente
Brasil, o governo
cingapuriano quer
facilidades para
o comércio
de commodities agrícolas,
produtos têxteis
e energia, sobretudo
etanol. O assunto
foi discutido nessa
semana em reunião
com Lim Hng Kiang,
o ministro do Desenvolvimento
do Brasil, Miguel
Jorge, o ministro
de Minas e Energia,
Edison Lobão,
e representantes
da Secretaria Especial
de Portos e da Receita
Federal. Segundo
o embaixador brasileiro
em Cingapura, Paulo
Alberto Soares,
o governo brasileiro
concordou em avaliar
a adoção
de um sistema tributário
mais flexível
para o país.
Lim
Hng Kiang também
informou que as
empresas do seu
país planejam
investir no Brasil,
sobretudo nas áreas
de infra-estrutura,
indústria
farmacêutica
e serviços
voltados ao setor
de tecnologia da
informação.
Cingapura tem um
Produto Interno
Bruto (PIB) de US$
243 bilhões.
Mas os acordos que
mantém com
países vizinhos
(incluindo China
e Índia)
facilitam a abertura
do Mercosul para
um mercado potencial
com PIB de US$ 8,78
trilhões
- isso porque o
país é
uma das principais
portas de entrada
e saída de
produtos na Ásia.
Em
2007, as importações
de Cingapura alcançaram
US$ 396 bilhões,
mais que seu PIB.
Desse total, US$
110 bilhões
foram com a Malásia,
US$ 92 bilhões
com a China, US$
66 bilhões
com Indonésia
e US$ 54 bilhões
com Japão.
Os negócios
com o Brasil foram
bem mais modestos.
Conforme dados da
Secex, o Brasil
exportou à
Cingapura o equivalente
a US$ 1,379 bilhão,
46% mais que em
2006. As importações
aumentaram 1,75%,
para US$ 1,209 bilhão.
Neste ano, até
abril, os embarques
recuaram 9,7% em
comparação
com o primeiro quadrimestre
do ano passado,
para US$ 483,2 milhões.
As importações
aumentaram 34,5%,
para US$ 460,5 milhões.
Entre
os principais itens
exportados estão
petróleo,
máquinas,
carnes de frango,
bovina e suína,
café solúvel,
barcos e equipamentos
navais, catodos
de níquel
e ferronióbio.
Na lista de importados
estão circuitos
integrados, partes
e aparelhos de telefonia,
óleos diesel,
microprocessadores
e outros produtos
da área eletroeletrônica.
A
balança comercial
entre os dois países
totalizou US$ 2,59
bilhões em
2007 e a perspectiva
para este ano, segundo
Lim Hng Kiang, é
de que o comércio
bilateral atinja
US$ 3 bilhões,
o que significaria
um incremento de
16%. " O Brasil,
como um dos Bric,
tem um potencial
imenso de negócios.
Hoje o país
é o 28º
no ranking da nossa
balança comercial,
mas caminha rapidamente
para se tornar o
25º "
, afirmou o ministro.
Balança
comercial tem superávit
de US$ 384 milhões
na primeira semana
de junho
Valor Online
09/06/2008
SÃO
PAULO - Na primeira
semana de junho
(dias 1 a 8), a
balança comercial
brasileira foi superavitária
em US$ 384 milhões,
conforme levantamento
do ministério
do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior (MDIC)
distribuído
nesta segunda-feira
em sua página
eletrônica.
No
período,
marcado por cinco
dias úteis,
as exportações
ficaram em US$ 4,592
bilhões,
uma média
diária de
US$ 918,4 milhões,
e importações
de US$ 4,208 bilhões,
média de
US$ 841,6 milhões
por dia útil.
Construção
Vendas
de cimento no mercado
interno sobem 13,7%
nos 12 meses encerrados
em maio
Valor Online
12/06/2008
RIO
- As vendas de cimento
para o mercado interno
brasileiro subiram
13,7% nos 12 meses
encerrados em maio,
para 47,3 milhões
de toneladas, na
comparação
com o período
de 12 meses imediatamente
anteriores. Os dados
preliminares divulgados
pelo Sindicato Nacional
da Indústria
do Cimento (SNIC)
apontam ainda para
19,7 milhões
de toneladas vendidas
entre janeiro e
maio no país,
alta de 15% em relação
aos cinco primeiros
meses de 2007.
Em
maio, as vendas
no mercado interno
atingiram 4,2 milhões
de toneladas, o
que representou
uma média
por dia útil
4% superior a abril
e 20,3% acima do
registrado em maio
do ano passado.
Em relação
ao volume total,
as vendas de maio
superaram as de
igual mês
do ano passado em
12,7%.
Entre
as regiões
brasileiras, apenas
o Centro-Oeste apresentou
queda nas vendas
em maio, na comparação
com maio do ano
passado. As vendas
de cimento na região
atingiram 433 mil
toneladas no mês
passado, 4,9% abaixo
das 455 mil toneladas
em igual mês
do ano passado.
A
maior alta percentual
aconteceu na Região
Norte, onde foram
vendidas 177 mil
toneladas, 57,4%
a mais que em maio
de 2007. Em seguida
veio a Região
Sul, com 632 mil
toneladas, 25,8%
a mais que em maio
de 2007. Na Região
Sudeste foram vendidas
2,211 milhões
de toneladas, 11,7%
acima de maio de
2007, enquanto no
Nordeste foram 714
mil toneladas, 10,3%
a mais que em igual
mês do ano
passado.
A
exportações
do produto em maio
deste ano atingiram
38 mil toneladas,
72,2% abaixo das
138 mil toneladas
de maio do ano passado.
Nos cinco primeiros
meses do ano, as
vendas externas
do produto foram
de 249 mil toneladas,
55,1% menores que
as 555 mil toneladas
entre janeiro e
maio de 2007.
Crédito
Efeito
da inflação
para a baixa renda
não deve
impedir alta do
faturamento dos
cartões de
crédito
Valor Online
11/06/2008
SÃO
PAULO - A escalada
da inflação,
que corrói
com mais rapidez
o poder de compra
dos consumidores
de baixa renda,
não deve
ter impacto negativo
no curto prazo para
a indústria
de cartões
de crédito.
Ao contrário,
a alta de preços
pode inclusive levar
a um aumento de
faturamento para
o setor, pois com
a renda mais apertada
a tendência
desses consumidores
é buscar
mais financiamento
para bancar as necessidades,
inclusive de alimentação.
Segundo
avaliação
de Fernando Chacon,
diretor de Marketing
de Cartões
do
Banco Itaú,
embora a inflação
não seja
boa pra ninguém,
é inegável
a necessidade de
crédito para
que a baixa renda
continue dando conta
de itens básicos
de consumo. "Em
momentos de maior
aperto os meios
de pagamento são
mais necessários",
diz.
A
médio e longo
prazo, no entanto,
o ganho de faturamento
seria prejudicado
pela conseqüente
alta da inadimplência.
Para evitar cenários
de risco, os bancos
tendem a reduzir
a emissão
de cartões
e reduzir limites
antes que a inadimplência
- que até
o momento permanece
estável -
desencadeie uma
situação
de risco para o
sistema.
Até
o momento, no entanto,
a Itaucard
mantém sua
previsão
de faturamento de
R$ 222,6 bilhões
para o setor de
cartões de
crédito,
um crescimento de
20,4% em relação
ao total apurado
no ano passado,
considerando uma
inflação
de 5,5% (IPCA).
Segundo Chacon,
no início
do ano a estimativa
era de R$ 218 bilhões
tendo em conta inflação
de 3,5%.
Segundo
o executivo, a maior
ameaça para
o segmento seria
um cenário
de choque inflacionário
que desencadeasse
retração
econômica
e desemprego. Isso
impediria que tais
consumidores honrassem
seus compromissos.
Nem mesmo a alta
de juro chega a
prejudicar os negócios
com cartão
de crédito
junto a esse público,
que se preocupa
mais com o tamanho
da parcela a ser
pagar do que com
as taxas embutidas
dentro delas.
Os
usuários
de cartão
que ganham menos
de R$ 1.499 foram
responsáveis
em 2007 por 47,8%
do faturamento total,
de R$ 183,3 bilhões,
registrado pelo
setor naquele ano.
Segundo estimativas
da Itaucard, que
divulgou hoje estudo
sobre o comportamento
de consumo dessa
classe de usuários
de cartões,
os gastos desse
grupo de consumidores
ultrapassarão
a faixa de 50% do
faturamento total
da indústria
até o início
de 2010.
Dos
dados desdobrados
de 2007 é
possível
notar que do valor
faturado com essa
categoria de clientes
naquele ano (R$
87,6 bilhões),
20,2% vieram de
compras em supermercados
e hipermercados,
basicamente com
alimentação.
Naquele ano, em
que o crédito
alcançou
mais as classes
C e D, outros 21,8%
do total faturado
derivaram de transações
feitas em lojas
de roupas, calçados,
acessórios
e em lojas de departamento.
Dentro
desse grupo de consumidores,
onde a gestão
dos gastos cabe
à mulher,
as compras parceladas
equivalem a 55%
das operações,
enquanto 45% das
transações
são pagas
a vista. Entre os
clientes com renda
acima de R$ 2.500,
o parcelamento é
feito em 42% dos
casos enquanto a
compra a vista é
escolhida em 58%
dos casos.
Esse
parcelamento não
inclui operações
em atraso. Apesar
de não ter
detalhamento dos
refinanciamentos
de débitos
com cartão
por perfil de consumidor,
Chacon afirma que
do total faturado
pela indústria
em 2007 (R$ 183,3
bilhões),
36% derivaram de
refinanciamentos
de vários
tipos, inclusive
rotativo. Dessa
fatia, 20% corresponderam
a parcelamento de
faturas em atraso.
Indústria
nacional de cartões
deve faturar R$
17,6 bi em junho,
estima Itaucard
Valor Online
11/06/2008
SÃO
PAULO - O faturamento
da indústria
de cartões
de crédito
do país deve
alcançar
neste mês
R$ 17,6 bilhões,
o que corresponde
a um aumento de
19,4% em relação
ao mesmo mês
do ano passado.
Com essa previsão,
a
Itaucard, responsável
pelo estudo divulgado
hoje, estima um
faturamento total
de R$ 101,6 bilhões
para o primeiro
semestre deste ano,
um aumento de 22,4%
sobre o mesmo intervalo
de 2007.
O
volume faturado
neste mês
deve ficar abaixo
do registrado no
mês de maio,
quando a receita
somou R$ 18,4 bilhões.
De acordo com Fernando
Chacon, diretor
de Marketing da
Itaucard, essa retração
é explicada
pelo alto volume
de vendas característico
do chamado "
mês das mães
" .
Em
número de
transações,
o setor registrou
235 milhões
de operações.
O montante de cartões
emitidos no período
somou 99,7 milhões
de plásticos
e a compra média
no mês foi
calculada em R$
74,70.
Banco
do Brasil amplia
prazo e limite de
crédito de
linha com base em
recebíveis
de cartão
Valor Online
11/06/2008
SÃO PAULO
- O Banco
do Brasil vai
ampliar o prazo
e aumentar o limite
de crédito
de capital de giro
na linha que tem
como base os recebíveis
de cartões
de crédito
da bandeira Visa.
O prazo máximo
para pagamento do
empréstimo
vai subir de cinco
para 12 meses. Já
o limite de crédito
vai aumentar de
quatro para seis
vezes o faturamento
médio mensal
com o cartão.
Segundo
o BB, as alterações
na linha começaram
em abril e foram
finalizadas agora.
Este tipo de crédito
está disponível
para as empresas
credenciadas pela
Visanet para operar
com o cartões
Visa. A empresa
precisa ainda ter
faturamento anual
mínimo de
R$ 500 mil.
Contas
Indústria
alimenta expansão
dos investimentos
no primeiro trimestre,
diz IBGE
Valor Online
10/06/2008
RIO
- O avanço
dos investimentos
continuou sendo
o principal destaque
do Produto Interno
Bruto (PIB), do
lado da demanda,
no primeiro trimestre
do ano. A formação
bruta de capital
fixo, que mede os
investimentos na
economia nacional,
cresceu 15,2% na
comparação
com igual trimestre
do ano passado,
enquanto o PIB geral
avançou 5,8%.
Como resultado,
a taxa de investimentos
atingiu 18,3% do
PIB, o melhor resultado
desde os 19,1% do
primeiro trimestre
de 2000.
A
gerente do PIB trimestral
do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística
(IBGE),
Rebeca Palis, explica
que os crescimentos
dos investimentos
e da taxa de investimentos
foram alimentados
pelo bom resultado
da indústria,
que cresceu, do
lado da oferta,
6,9% no primeiro
trimestre, no melhor
resultado desde
os 12,3% do segundo
trimestre de 2004.
"
A indústria
favoreceu muito.
Algumas coisas que
aumentaram bem na
indústria,
como bens de capital,
rebatem no investimento.
A construção
civil também,
que é quase
toda considerada
investimento "
, frisou Rebeca.
A
construção
civil cresceu 8,8%,
no melhor desempenho
desde o segundo
trimestre de 2004,
quando avançou
10,6%. Dentro da
construção,
destaque para o
crescimento de 24,6%,
em termos nominais,
do crédito
direcionado no setor
de habitação.
A
gerente do IBGE
ressalta que a indústria
de transformação
subiu 7,3%, com
destaques principalmente
para setores em
que parte dos resultados
é considerada
investimento, como
máquinas
e equipamentos;
automóveis,
caminhões
e ônibus;
material elétrico;
peças e acessórios
para veículos;
e metalurgia.
Além
da construção
civil e da transformação
- que juntas representam,
segundo Rebeca,
80% do desempenho
industrial - o setor
de energia avançou
5,5% e a extrativa
mineral subiu 3,3%.
Rebeca
frisa ainda que
o aumento dos investimentos
verificado no primeiro
trimestre aponta
para um "crescimento
bom". Com a
ressalva de que
o aperto das taxas
básicas de
juros, iniciado
pelo Banco Central
em abril, não
entrou na conta
do PIB divulgado
hoje, a gerente
acredita que o avanço
da taxa de investimentos
aponta para uma
sustentabilidade
maior do crescimento.
"Independentemente
dos juros, os investimentos
significam um aumento
da capacidade produtiva.
É óbvio
que gera (a possibilidade
de crescimento mais
sustentável)",
diz a gerente.
Energia
Energias
do Brasil cria nova
empresa na área
eólica e
anuncia aquisição
Valor Online
12/06/2008
SÃO
PAULO - A
Energias do Brasil
anunciou hoje a
criação
de uma empresa voltada
a investimentos
na geração
eólica. Batizada
de EDP Renováveis
do Brasil (EDPBR),
a empresa será
controlada pela
Energias do Brasil,
com 45% do capital,
e pela Energias
de Portugal, com
55%. De quebra,
a nova empresa já
anunciou a primeira
aquisição,
da Central
Nacional de Energia
Eólica S.A.
(Cenaeel), por R$
51,3 milhões.
A
companhia informou
em comunicado que
a Cenaeel possui
dois parques eólicos
em operação
em Santa Catarina,
que totalizam 13,8
MW de capacidade
instalada. Além
disso, detém
ainda um projeto
de expansão
de 70 MW, que poderá
ser desenvolvido
pela EDPBR.
"Com
a presente aquisição,
a Energias do Brasil
consolida sua entrada
no mercado de energia
eólica brasileiro,
reforçando
sua atuação
na área de
geração
de energia elétrica,
em linha com a estratégia
de crescimento anunciada",
informou a empresa.
A
Energias do Brasil
informou também
que está
desenvolvendo um
estudo de viabilidade
em parceria com
a Companhia Elétrica
de Minas Gerais
(Cemig), para a
implantação
de 500 MW em parques
eólicos nos
Estados de Minas
Gerais e Espírito
Santo.
Cteep
quer vender a grupos
espanhóis
75% da IENNE
Valor Online
10/06/2008
SÃO
PAULO - A Companhia
de Transmissão
de Energia Elétrica
Paulista (Cteep)
anunciou hoje a
intenção
de vender a grupos
espanhóis
cerca de 75% da
empresa Interligação
Elétrica
Norte Nordeste (IENNE),
subsidiária
que administra dois
trechos de linhas
de transmissão
arrematados pela
Cteep durante leilão
ocorrido em novembro
do ano passado.
Em
comunicado ao mercado,
a CTEEP informou
que irá protocolar
na Agência
Nacional de Energia
Elétrica
(Aneel)
pedido para repassar
à construtora
espanhola Isolux
50% do capital da
IENNE. Também
espanhol, o grupo
Cymi levará
25% menos uma ação,
sobrando para a
Cteep 25% mais uma
ação.
A
IENNE administra
as obras dos trechos
Colinas (TO) - Ribeirão
Gonçalves
(PI) e Ribeirão
Gonçalves
(PI) - São
João do Piauí
(PI). Juntos, os
dois trechos somam
720 quilômetros
de linhas de transmissão.
Infinity
Bio-Energy vai a
Bovespa em busca
de recursos para
aquisições
Valor Online
09/06/2008
SÃO
PAULO - A Infinity
Bio-Energy,
que atua na produção
de álcool,
apresentou novo
pedido de registro
de companhia aberta
junto à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM) e também
postou registro
de oferta primária
de Brazilian Depositary
Receipts (BDRs -
certificados de
depósito
de ações).
Com
sede em Bermudas,
a companhia já
tem ações
negociadas em Londres
e agora busca capitalização
no mercado brasileiro.
Em outubro do ano
passado, a empresa
já tinha
feito pedido de
registros para companhia
aberta, mas o processo
não foi adiante.
De
acordo com a minuta
do prospecto, os
BDR representarão
ações
ordinárias
da empresa, mas
a relação
de equivalência,
assim como a quantidade
de papéis
que será
distribuída
ainda não
foram definidos.
A coordenação
está a cargo
do
Morgan Stanley,
Bradesco
BBI e Santander.
Os
investidores de
varejo poderão
participar da distribuição.
O valor mínimo
de investimento
será de R$
3 mil, e, no caso
da rateio, serão
adotados procedimentos
diferenciados, ou
seja, o investidores
serão dividido
entre com prioridade
de alocação
e sem prioridade
de alocação.
O direito à
prioridade depende
de dois fatores,
a requisição
de tal classificação,
e do atestado de
bom comportamento,
ou seja, será
atendido aquele
investidor que não
tiver "flipado"
(no jargão
de mercado, vendido
as ações
no dia da estréia)
em ofertas anteriores.
Ainda
de acordo com o
prospecto, os recursos
levantados junto
ao mercado serão
destinados ao crescimento
da empresa via novas
aquisições
e projetos de expansão
de unidades novas
e já existentes.
Fundada
em setembro de 2006
por investidores
americanos e ingleses,
a companhia se apresenta
como um grupo que
investe e explora
fontes de energia
renovável
e que vem se expandindo
com o objetivo de
se tornar um dos
líderes na
produção,
distribuição
e exportação
de álcool
combustível.
A empresa também
gera energia elétrica
a partir de biomassa
de cana-de-açúcar
e produz açúcar.
Com
uma política
de crescimento via
aquisições,
atualmente, a Infinity
opera seis usinas
localizadas nos
estados de Mato
Grosso do Sul, Minas
Gerais, Espírito
Santo e Bahia. Tal
base representa
uma capacidade instalada
de processamento
de 9,5 milhões
de toneladas de
cana por ano, o
que já coloca
a empresa entre
os maiores grupos
do setor no Brasil.
A moagem esperada
na safra de 2008/09
é de 7,4
milhões de
toneladas. No exercício
social encerrado
em 31 de março
de 2008, a receita
líquida com
a venda de álcool
foi de R$ 173,9
milhões.
"Além
da capacidade hoje
em operação
e dos projetos em
fase pré-operacional,
investimentos adicionais
a serem realizados
em algumas de nossas
unidades poderão
aumentar nossa capacidade
de moagem em 2 milhões
de toneladas. Ademais,
possuímos
três projetos
Greenfield com capacidade
de moagem total
esperada de 10,2
milhões de
toneladas. Uma vez
concluídos
nossos investimentos
em expansão,
esperamos ter uma
capacidade total
de moagem de 24,7
milhões de
toneladas",
aponta o prospecto.
No
exercício
social encerrado
em março
de 2008, a Infinity
registrou prejuízo
de R$ 95,01 milhões,
contra resultado
negativo de R$ 8,84
milhões no
ano encerrado em
31 de março
de 2007. No comparativo
anual, a receita
líquida avançou
248,7%, para R$
263,41 milhões,
mas o custo das
vendas subiu 264,3%,
para R$ 261,73 milhões.
A companhia adota
padrão contábil
IFRS.
Indicadores
Vendas
do pequeno varejo
paulista sobem 13,1%
em abril, aponta
Fecomercio
Valor Online
11/06/2008
SÃO
PAULO - Os pequenos
varejistas do Estado
de São Paulo
registraram no mês
de abril um aumento
de 13,1% nas vendas
perante o mesmo
mês do ano
passado. No acumulado
dos primeiros quatro
meses deste ano
o aumento acumulado
do faturamento desses
lojistas foi de
7,3%. Conforme dados
da Federação
do Comércio
do Estado de São
Paulo (Fecomercio
-SP), dos sete
grupos analisados
na capital paulista,
cinco tiveram desempenho
positivo no mês.
Na
avaliação
da Fecomercio, a
conjugação
de emprego e renda
em alta ainda contribui
para esse resultado.
O segmento de destaque
no mês foi
o de lojas de material
de construção,
cujas vendas subiram
40% em relação
a abril do ano passado.
No quadrimestre
o aumento da receita
com vendas foi de
32,2%, sob efeito
do aquecimento do
setor de imobiliário
e de construção
civil.
Por
razões similares,
o aumento foi significativo
também para
as lojas de Móveis
e Decorações,
que fecharam abril
com receita 9,92%
maiores em relação
ao mesmo mês
do ano passado.
No período
acumulado de quatro
meses, a evolução
chegou a 6,7%.
Nas
pequenas lojas de
roupas, tecidos
e calçados,
a expansão
das vendas foi de
15,6% em abril e
de 7,5% no acumulado
do ano. Para os
comerciantes de
eletroeletrônicos
o faturamento cresceu
10,7% em abril perante
o mesmo mês
de 2007. Já
nos quatro primeiros
meses do ano o segmento
vê queda de
3,3% frente ao mesmo
período do
ano passado e 2007.
Os
pequenos negócios
que comercializam
alimentos e bebidas
demonstraram pequena
recuperação
no mês, com
alta de 0,7% no
faturamento perante
abril de 2007. Já
no acumulado do
ano a queda desse
segmento é
de 2,2%. A Fecomercio
acredita que esse
movimento está
associado ao comprometimento
da renda dos consumidores
com prestações
de outros bens.
Nas
farmácias
e perfumarias paulistas
de pequeno porte,
que sofrem forte
concorrência
com as grandes redes,
houve retração
de 0,5% no faturamento
de abril e a baixa
no quadrimestre
chegou a 2,3% perante
igual intervalo
de 2007.
Mas
o pior desempenho
do indicador continua
sendo notado nas
lojas de autopeças
e acessórios,
onde a receita com
vendas caiu 17,2%
no confronto entre
os meses de abril
deste ano e de 2007.
No acumulado dos
quatro primeiros
meses deste ano,
a retração
chegou a 21,4%.
O aquecimento das
vendas de carros
novos tem prejudicado
o desempenho desse
segmento. A renovação
da frota reduz a
demanda por reparos
e manutenção
de veículos.
Micro
e pequenas empresas
de São Paulo
registram alta real
de 1,6% no faturamento
em abril
Valor Online
11/06/2008
SÃO
PAULO - O faturamento
das micro e pequenas
empresas (MPEs)
paulistas atingiu
R$ 21,1 bilhões
no mês de
abril de 2008, com
aumento real de
1,6% em relação
ao mesmo mês
do ano anterior,
segundo dados foram
divulgados hoje
pelo Sebrae-SP.
A melhora nos negócios
foi puxada pelos
setores de comércio
e serviços,
que apresentaram
expansão
de 2,8% e 1,7%,
respectivamente.
Já a pequena
industria mostrou
retração
real de 1,4% no
faturamento.
No
acumulado dos quatro
primeiros meses
de 2008, ante igual
período de
2007, a taxa de
crescimento do faturamento
real das MPEs é
de 2,2%.
Com
base nestes dados,
o diretor superintendente
do Sebrae-SP, Ricardo
Tortorella, avalia
que "o quadro
é relativamente
positivo para os
pequenos negócios,
uma vez que é
esperado um crescimento
para o Produto Interno
Bruto (PIB) neste
ano".
Apesar
da alta no faturamento,
a pesquisa realizada
pelo Sebrae-SP também
indicou uma ligeira
piora no otimismo
dos empresários.
Em maio, 37% das
MPEs paulistas disseram
esperar melhora
de faturamento nos
próximos
seis meses, ante
índice de
44% no mês
anterior. Os que
esperavam uma melhora
da economia brasileira
como um todo nos
próximos
seis meses representavam
33% dos micro e
pequenos empresários,
contra um índice
de 41% no mês
de abril 2008.
Os
dados do Sebrae-SP
são apurados
junto a 2,7 mil
micro e pequenas
empresas paulistas
dos setores de comércio,
indústria
de transformação
e serviços.
Mesmo
com o aumento da
receita das empresas,
o segmento registrou
uma queda de 4,3%
no nível
de pessoal ocupado
nos 12 meses encerrados
em abril deste ano.
Já o rendimento
real dos funcionários
aumentou 4,1% em
relação
ao quarto mês
2007.
PIB
cresce 5,8% nos
12 meses encerrados
em março,
informa IBGE
Valor Online
10/06/2008
RIO
- O Produto Interno
Bruto (PIB) acumulado
nos 12 meses até
março cresceu
5,8% na comparação
com os quatro trimestres
imediatamente anteriores.
Isto significa que,
se o ano tivesse
terminado em março,
a economia do país
teria obtido expansão
daquela ordem. O
dado foi divulgado
pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística
(IBGE).
O
crescimento de 5,8%
foi decorrente da
elevação
de 5,2% do Valor
Adicionado a preços
básicos e
do incremento de
9,4% nos Impostos
sobre Produtos.
Os três setores
que compõem
o valor Adicionado
tiveram expansão:
Agropecuária,
Serviços
(ambos com alta
de 4,9%) e Indústria
(5,7%).
A
Construção
Civil (6,5%) e a
Indústria
de Transformação
(6%) puxaram a atividade
industrial. Nos
Serviços,
se destacaram a
Intermediação
Financeira (14,5%),
Serviços
de Informação
(8,5%) e Comércio
(7,9%).
Pela
ótica da
demanda, o consumo
das famílias
aumentou 6,7% nos
12 meses encerrados
em março
comparativamente
aos 12 meses imediatamente
anteriores. A formação
bruta de capital
fixo (indicativo
dos investimentos)
subiu 14,9%, também
impulsionada pela
Construção
Civil, além
da maior importação
de máquinas
e equipamentos.
O
consumo do governo
ampliou-se em 3,6%.
As exportações
de bens e serviços
registraram incremento
de 4,6% e as importações,
de 20,4%.
Indústria
Automobilística
Ford abre 400 vagas
no ABC e cria mais
um turno
Valor Econômico
11/06/2008
SÃO
PAULO - Mais um
acordo com o Sindicato
dos Metalúrgicos
do ABC leva
a Ford a ampliar
a produção
numa das regiões
mais marcadas por
abalos nas relações
trabalhistas do
passado.
Com
o aval dos sindicalistas,
a flexibilidade
de jornada e banco
de horas, a montadora
anunciou ontem a
criação
de segundo turno
na produção
de caminhões,
na fábrica
em São Bernardo
do Campo (SP), a
partir de janeiro
de 2009.
A
decisão ampliará
a produção
em 46% e a força
de trabalho em 50%.
Serão abertas
400 novas vagas
e o ritmo da linha
passará de
136 para para 172
veículos
por dia. Quando
o novo turno entrar
em operação,
a unidade passará
a ter 1,3 mil empregados.
O acordo segue o
modelo do que foi
acertado com o sindicato
quando a empresa
decidiu levar para
o mesmo complexo
industrial a linha
do novo Ka.
O
investimento, de
R$ 36 milhões,
soma-se aos R$ 300
milhões anunciados
no final do ano
passado para a mesma
fábrica de
caminhões.
A Ford tem 20% das
vendas de caminhões
no Brasil. Mas,
diante da expansão
da demanda, acredita
que pode avançar
mais. Em 2007, o
volume de caminhões
produzidos no ABC
cresceu 18,7% (30,3
mil unidades). A
previsão
é chegar
a 36 mil este ano
e, já com
o segundo turno,
44,4 mil em 2009
para o mercado interno
e externo.
Por
ser a primeira montadora
a se instalar no
Brasil, a Ford desfruta
de uma experiência
única no
setor: oferece veículos
que vão desde
o compacto Ka, com
motor 1.0, até
caminhões
com capacidade de
carga de 45 toneladas.
Ao todo são
11 modelos.
Vendas
de veículos
usados em SP crescem
46% em maio
Valor Online
09/06/2008
SÃO
PAULO - As vendas
de automóveis
usados em São
Paulo somaram 177,94
mil unidades no
mês de maio,
o que representa
uma alta de 46,57%
em relação
ao mesmo período
de 2007. Em relação
a abril, o crescimento
foi de 1,69%, segundo
dados divulgados
hoje pela Associação
dos Revendedores
de Veículos
Automotores do Estado
de São Paulo
(Assovesp).
De
acordo com a entidade,
71,3% das vendas
fechadas em maio
envolveram veículos
com motor 1.0, um
salto de 1,25% sobre
abril. Do total
de negócios,
73% foram fechados
por meio de algum
tipo de financiamento,
contra 74% registrado
no mês anterior.
Por sua vez, o prazo
médio dos
financiamentos subiu,
de 47 meses para
49 meses.
A
Assovesp informou
ainda que as vendas
de motocicletas
ficaram em 9,78
mil unidades em
maio, uma queda
de 1,15% ante abril.
Do total vendido,
70% foi financiado,
contra 61% observado
no mês imediatamente
anterior. O prazo
dos financiamentos
ficou estável
em 38 meses.
Com
relação
aos caminhões,
maio mostrou uma
alta de 2,06% em
relação
a abril, com 5,6
unidades vendidas
no Estado. Segundo
a entidade, 69%
dos caminhões
foram financiados,
ante 56% em abril.
Já o prazo
médio caiu
de 46 meses para
42 meses.
Petróleo
e Gás
Petrobras
decide construir
refinaria no Rio
Grande do Norte
Valor Online
10/06/2008
RIO
- A Petrobras
confirmou no início
da noite de hoje
que vai construir
sua 12ª refinaria
no Estado do Rio
Grande do Norte.
A unidade vai entrar
em produção
em 2010 e produzirá
gasolina, além
de melhorar a qualidade
de derivados como
querosene de aviação
(QAV), óleo
diesel e gás
liquefeito de petróleo
(GLP). A empresa
não informou
qual será
a capacidade de
produção
da unidade.
De
acordo com as informações
do governo do Rio
Grande do Norte,
a usina está
orçada em
US$ 66 milhões
e vai se somar a
outras plantas que
produzem óleo
diesel, querosene
de aviação,
gás natural,
GLP (gás
de cozinha) e biodiesel,
localizadas na cidade
de Guamaré.
A
Petrobras também
estuda projeto para
instalar uma refinaria
Premium no Estado
do Ceará,
com capacidade para
processar 300 mil
barris diários
e com previsão
de entrar em operação
em 2014. A decisão
sobre o estudo foi
tomada depois de
uma reunião,
hoje, com representantes
do governo cearense.
De
acordo com nota
divulgada pela companhia,
um memorando de
entendimentos entre
Petrobras e o governo
do Ceará
deverá ser
firmado em até
120 dias, com premissas
sobre a implementação
do empreendimento.
Diretor
da Petrobras prevê
produção
de 500 mil barris
diários de
petróleo
em Tupi entre 2015
e 2020
Valor Online
11/06/2008
RIO
- O diretor de exploração
e produção
da Petrobras,
Guilherme Estrella,
afirmou hoje que
a empresa poderá
produzir entre 2015
e 2020 pelo menos
500 mil barris diários
de petróleo
no campo de Tupi,
na Bacia de Santos
- primeira região
da área pré-sal
a ter suas reservas
estimadas, entre
5 bilhões
e 8 bilhões
de barris de óleo
recuperáveis.
Hoje a estatal produz
por volta de 2 milhões
de barris de petróleo
por dia no país.
De
acordo com o diretor,
a empresa colocará
pelo menos cinco
navios plataformas
(FPSOs) produzindo
na área a
partir de 2015.
Atualmente, a Petrobras
possui três
sondas explorando
os blocos do pré-sal,
mas Estrella disse
que no próximo
ano mais duas sondas
chegarão
para uso somente
em Tupi, enquanto
uma terceira, para
uso no mesmo campo,
chegará em
2010.
No
ano que vem, a expectativa
da empresa é
de iniciar o teste
de longa duração
de Tupi, com a utilização
de três poços,
dos quais um ainda
precisa ser perfurado.
Em 2010, começará
o projeto piloto
com cinco poços
produtores, dois
injetores de água
e um injetor de
gás (incluindo
CO2). O piloto deverá
produzir 100 mil
barris diários
de petróleo
e 3,5 milhões
de metros cúbicos
de gás, que
serão escoados
por um gasoduto
com capacidade para
10 milhões
metros cúbicos
de gás até
Caraguatatuba (SP).
Estrella
estima que só
nos poços
do teste de longa
duração
e do projeto piloto,
o consórcio
que tem direito
a exploração
de Tupi (formado
pela Petrobras,
Galp
e ') vai gastar
cerca de US$ 1 bilhão
com perfuração.
O
gerente executivo
de exploração
e produção
do pré-sal
da Petrobras, José
Formigli, evitou
dar o custo total
dos projetos, mas
garantiu que tanto
o teste de longa
duração
quanto o projeto
piloto se sustentam
mesmo com o barril
de petróleo
a US$ 35. Hoje a
commodity fechou
valendo mais de
US$ 130.
O
diretor Estrella
ressaltou que há
estudos geológicos
que apontam para
a existência
de pré-sal
também na
costa africana,
mas fez questão
de frisar que os
estudos atuais apontam
para uma camada
pré-sal maior
na América
do Sul do que na
África.
Petrobras
informa descoberta
de nova acumulação
de petróleo
leve na camada pré-sal
Valor Online
12/06/2008
SÃO
PAULO - A Petrobras
informou na noite
de hoje que encontrou
mais uma jazida
de óleo leve
na camada pré-sal
da Bacia de Santos.
O petróleo
tem densidade em
torno de 28º
API e está
localizado dentro
do bloco BM-S-9.
Tal
bloco é composto
por duas áreas
de exploração,
sendo que a maior
é conhecida
como Carioca e a
menor é chamada
de Guará.
Em 5 de setembro
do ano passado a
estatal já
havia informado
que encontrou óleo
na área de
Carioca e agora
também confirma
a existência
de petróleo
leve em Guará.
Segundo
a Petrobras, a área
é explorada
por um consórcio
formado por ela
própria (com
45% de participação),
BG Group (30%)
e Repsol
YPF (25%).
O
poço que
verificou a existência
de óleo ainda
está sendo
perfurado em "busca
de objetivos mais
profundos".
A área de
exploração
está a 310
km da costa do estado
de São Paulo
em lâmina
d´água
de 2.141 metros.
Segundo
a companhia, "a
descoberta foi comprovada
através de
amostragem de óleo
por teste a cabo,
em reservatórios
localizados em profundidade
de cerca de 5.000
metros".
Após
a conclusão
do poço,
o consórcio
informou que dará
continuidade às
atividades e investimentos
necessários
para a verificação
das dimensões
da jazida e das
características
dos reservatórios
de petróleo.
Varejo
Consultoria
prevê investimentos
de até US$
2 bilhões
para varejo brasileiro
até o final
do ano
Valor Online
10/06/2008
SÃO
PAULO - O setor
varejista brasileiro
pode vir a receber
investimentos externos
da ordem de US$
1 bilhão
a US$ 2 bilhões
até o final
deste ano. A estimativa
é da consultoria
A.T. Kearney,
que divulgou hoje
sua mais recente
pesquisa sobre atratividade
e desenvolvimento
do varejo feita
junto a 30 países
emergentes.
Segundo
Markus Stricker,
consultor da empresa
no Brasil, a maior
parte desses aportes
para o varejo local
- que galgou 11
posições
e está em
9ª colocação
no ranking dos 30
países emergentes
mais atraentes para
receber investimentos
no varejo - deverá
chegar por meio
de aquisições.
"Também
pode ser por meio
de aumento de participação
já existente
no país",
diz.
O
executivo lembra
no entanto, que
essa projeção
depende da agilidade
das negociações
entre interessados
e potenciais vendedores,
que em geral é
dificultada pela
"complexidade
fiscal" do
Brasil.
Para
Stricker, as perspectivas
do setor continuam
muito positivas
no país,
sobretudo depois
da obtenção
do grau de investimento.
Esse título,
aliás, deve
garantir que o Brasil
salte mais alguns
degraus no ranking
e fique entre os
cinco emergentes
mais atrativos na
pesquisa do ano
que vem.
Segmento
de vestuário
brasileiro é
mais atraente para
investimentos do
que o chinês,
diz consultoria
Valor Online
10/06/2008
SÃO
PAULO - O setor
de vestuário
é o mais
promissor do varejo
brasileiro para
receber potenciais
investidores. Estudo
feito pela A.T.
Kearney mostra
que considerando
o tamanho desse
mercado e as perspectivas
de crescimento,
bem como a disposição
do consumidor para
gastar com roupas,
o Brasil aparece
como o país
mais atraente para
este segmento em
um grupo de 10 países
emergentes, superando
inclusive a China.
Em uma escala de
0 a 100 determinada
pelo estudo, o Brasil
aparece com 48 pontos
no segmento de vestuário,
enquanto o país
asiático
tem 47 pontos.
"O
consumidor no Brasil
é jovem,
tem consciência
de moda e tem uma
disposição
para gastar com
vestuário
que é seis
vezes maior do que
a do chinês",
explica Camilo Pereira,
consultor da A.T.
Kearney. A melhora
da massa salarial
potencializou essa
disposição
nos últimos
anos, segundo ele.
Além
disso, no Brasil
o comércio
de vestuário
ainda é muito
pulverizado, principalmente
fora das grandes
metrópoles.
De acordo com Pereira,
60% desse mercado
está nas
mãos de pequenos
varejistas, o que
cria uma grande
oportunidade para
consolidações
futuras.
Ele
admite, no entanto,
que há grandes
desafios para isso,
sendo que o principal
deles está
em garantir fornecedores
locais. Embora seja
um grande produtor
de itens de vestuário,
o Brasil ainda importa
muito, sobretudo
da Ásia.
Essa
garantia de fornecimento
é fundamental
para empreender
uma dinâmica
mais rápida
de atendimento da
demanda, que requer
uma oferta mais
ágil do que
as coleções
determinadas pelas
estações.
O ritmo da demanda
por roupas no Brasil,
segundo Markus Stricker,
também executivo
da consultoria,
é alinhado
com a moda propagada
"pelas novelas".
Além
do vestuário,
outro campo atrativo
para investimentos
em varejo no Brasil
é o de alimentos.
Apesar da alta da
inflação
atingir também
o Brasil, esse segmento
tem potencial de
crescimento e de
uma nova onda de
consolidações.
A
movimento de crescimento
no setor imobiliário
e de construção
civil também
dão ao segmento
de bens de consumo
para o lar, como
móveis, eletrodomésticos,
uma posição
interessante para
investimentos, sobretudo
por meio de aquisições.
Casas
Bahia investe R$
1 bilhão
em mídia
Valor Econômico
09/06/2008
SÃO
PAULO - Os três
maiores anunciantes
do país continuam
os mesmos - Casas
Bahia, Unilever
e AmBev,
ordem que se repete
desde 2003 -, mas
ao analisar o investimento
publicitário
por atividade econômica,
muita coisa mudou
em 2007. É
o que se conclui
do Projeto Inter-Meios,
relatório
de investimento
em mídia
produzido pela PricewaterhouseCoopers
para a editora Meio
& Mensagem.
O levantamento lista
os 300 maiores anunciantes
do país,
que aplicaram juntos
R$ 10,25 bilhões
em 2007. Só
a Casas Bahia injetou
um décimo
disso, batendo pela
primeira vez a casa
do bilhão
(R$ 1,002 bilhão).
No
varejo, a baiana
Insinuante passou
à frente
do Grupo
Pão de Açúcar
e investiu R$ 142,7
milhões em
2007 (30% a mais),
enquanto a verba
do concorrente caiu
15%, para R$ 134,2
milhões.
No ranking geral,
o Pão de
Açúcar
foi do quarto para
o 13º lugar.
Quem também
enxugou verbas foi
o Itaú: queda
de 25% para R$ 106,6
milhões,
que o levou do oitavo
para o 18º
lugar. O Bradesco,
por sua vez, subiu
quatro posições
(da 10ª para
a sexta). O Real
manteve o 25º
lugar, enquanto
o HSBC
arrancou, partindo
da 44ª à
27ª posição
(R$ 88,4 milhões),
à frente
do Santander
(que caiu do
22º para o
38º lugar).
"
As mudanças
acontecem nos setores
que vêm registrando
maior competição
" , diz Salles
Neto, presidente
do Meio & Mensagem.
Em higiene pessoal
e beleza, a Johnson
& Johnson deu
um impulso de 120%
na verba, para R$
61,5 milhões
(foi da 75ª
para a 37ª
posição).
Com exceção
da Fiat (quinta
maior anunciante),
as montadoras também
mudaram de lugar:
Ford subiu três
posições
(4º lugar),
passando à
frente da Fiat e
da GM, que caiu
quatro degraus (10º
lugar). A Volks
subiu dois (14º).
Entre
os anunciantes do
governo, a Caixa
Econômica
Federal continua
líder (R$
229,9 milhões),
seguida por Petrobras
(R$ 160,7 milhões)
e Banco
do Brasil (R$
148,4 milhões).
Em São Paulo,
o salto se deu na
Prefeitura da capital,
da ordem de 32%,
para R$ 25,2 milhões,
perto do que investiu
o governo paulista
(R$ 27,3 milhões),
cuja verba caiu
39%.