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Agronegócios
Louis
Dreyfus assina acordo
para capitalizar
Agrenco
Valor Online
25/06/2008
SÃO
PAULO - A Agrenco,
que viu suas ações
quase virar pó
no final da semana
passada depois que
os controladores
foram presos em
operação
da Polícia
Federal, anunciou
hoje uma parceria
para ajudar a reduzir
seu endividamento.
A
Agrenco e o grupo
francês
Louis Dreyfus Commodities
(LDC) assinaram
um Memorando de
Entendimentos que
trata sobre um aumento
de capital na companhia,
e também
busca fornecer uma
alternativa de financiamento
estável no
curto prazo.
Pelo
comunicado enviado
à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM), o acordo
contempla uma série
de medidas, como
um aumento de capital
no valor de US$
33,521 milhões,
seja por meio de
um empréstimo
conversível
em ações,
seja por meio de
aumento do capital
social da Agrenco
Holding. Após
a capitalização,
a LDC será
a principal acionista
da holding. Essa
fase da operação
proposta não
afetará ou
diluirá qualquer
um dos acionistas
da Agrenco.
Outra
medida é
um aumento de capital
da Agrenco Limited,
com respeito ao
direito de preferência
aos acionistas,
através da
emissão de
novas ações,
no valor de US$
65 milhões,
das quais a LDC
subscreverá,
no mínimo,
US$ 33,521 milhões.
Essa operação
tem duas estruturas
propostas. Pela
primeira, seriam
emitidas 77.380.952
ações
ordinárias
a US$ 0,84 cada.
A outra opção
prevê a emissão
de 92.857.143 ações
ordinárias,
com 30.952.381 bônus
de subscrição
anexados a elas.
O preço de
subscrição
seria de US$ 0,70
cada. O preço
do exercício
do bônus de
subscrição
ficaria em US$ 1,25
por bônus,
com prazo de o vencimento
em três anos.
A
operação
também prevê
um empréstimo
conversível
em ações
de emissão
da companhia, a
ser concedido pela
LDC, com prazo de
5 anos e taxa de
juros de 7,75%,
no valor de US$
35 milhões,
preservando o direito
de preferência
dos acionistas minoritários,
para optar por subscrever
ações
da companhia, quando
da conversão
do empréstimo,
ao mesmo preço
que a LDC. A conversão
do empréstimo
será feita
ao mesmo preço
por ação
do aumento de capital
da Agrenco.
As
companhias também
buscarão
uma linha de crédito
rotativa no valor
de US$ 150 milhões
com prazo para vencimento
de pelo menos 3
anos.
O
comunicado também
afirma que a proposta
está sujeita
a algumas condições
como: viabilidade
legal, a ausência
de uma oferta pública
de aquisição
para os acionistas
da companhia, a
não ocorrência
de um evento de
insolvência
ou falência
em relação
à Agrenco,
as aprovações
societárias
necessárias
e a diligência
de contas.
A
Agrenco, com sede
nas Bahamas e atuação
no agronegócio
brasileiro, chegou
à Bovespa
em outubro do ano
passado com suas
ações
valendo R$ 10,40.
O último
negócio realizado
com o papel, na
sexta-feira, apontava
a ação
a R$ 1,25.
Mercado
acionário
deve ser principal
financiador da maior
aquisição
da Marfrig
Valor Online
23/06/2008
SÃO
PAULO - No dia em
que anunciou a maior
aquisição
de sua história,
o frigorífico
Marfrig
se mostrou inclinado
a utilizar o mercado
acionário
como principal fonte
dos recursos que
serão levantados
para o pagamento
da transação.
A despeito do cenário
mundial ainda turbulento,
o diretor de relações
com investidores
da companhia, Ricardo
Florence, disse
hoje a jornalistas
que " faz todo
sentido uma operação
baseada em equity
" .
A
compra de 15 unidades
do grupo norte-americano
OSI, instaladas
no Brasil e na Europa,
foi fechada por
um valor inicial
de US$ 680 milhões.
Desses, US$ 280
milhões serão
pagos mediante uma
emissão de
novas ações
ordinárias
da Marfrig, a ser
realizada quando
da conclusão
da operação,
o que deve ocorrer
apenas no último
trimestre deste
ano.
Somente
para essa parte
da operação,
a empresa poderá
ter de emitir cerca
de US$ 376 milhões
em ações,
visto que a oferta
terá que
se estender aos
papéis em
circulação
no mercado (free
float), que representam
34,3% do capital
da empresa.
Para
os US$ 400 milhões
restantes, que segundo
a Marfrig serão
pagos em dinheiro,
o formato da operação
ainda não
foi definido, mas
deverá passar
também por
um aumento de capital.
A dúvida
é em que
proporção.
Segundo Florence,
uma das alternativas
é uma combinação
entre emissão
de ações
e a utilização
do caixa. "
Apesar disso, ainda
estudamos o melhor
formato de operação
" , reforçou
o executivo.
O
valor do negócio,
entretanto, poderá
chegar ao total
de US$ 900 milhões,
a depender do desempenho
das empresas adquiridas
nos próximos
três anos.
Florence explicou
que a velocidade
do crescimento da
produtividade dessas
plantas será
o balizador da realização
ou não do
desembolso extra.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Ação
da SLC Agrícola
sai a R$ 27,50;
oferta movimenta
R$ 321 milhões
Valor Online
26/06/2008
SÃO
PAULO - O investidor
que tomou parte
na nova oferta de
ações
da SLC
Agrícola
vai pagar R$ 27,50
por papel, cifra
1% inferior ao preço
de fechamento de
ontem do papel na
Bolsa de Valores
de São Paulo
(Bovespa).
Com isso, a distribuição
primária
e secundária
da companhia movimentou
R$ 321 milhões.
As novas ações
começam a
ser negociadas amanhã,
sob o código
SLCE3
A
demanda de pessoas
físicas foi
forte, resultando
em rateio na oferta
de varejo. De acordo
com dados da Companhia
Brasileira de Liquidação
e Custódia
(CBLC), os pedidos
de reserva de investidores
não institucionais
com prioridade de
alocação
foram integralmente
atendidos até
R$ 19.992,50, o
que equivale a 727
ações.
Sob o valor de reserva
restante foi aplicado
o fator de rateio
de 80%. Os investidores
sem prioridade de
alocação
foram integralmente
atendidos até
R$ 4.977,50, o que
equivale a 181 ações.
Como a demanda verificada
superou em um terço
às ações
ofertadas, os investidores
vinculados foram
excluídos
da oferta.
Um
ano depois de sua
chega ao Novo Mercado,
a SLC retornou em
busca de recursos
para adquirir terras
e assim expandir
sua área
cultivada, investir
em melhorias de
solo e comprar máquinas
e equipamentos.
De
acordo com o anúncio
de início,
foram distribuídas
11.673.913 ações
ordinárias,
sendo 9.397.500
em oferta primária
e 2.276.413 de titularidade
do acionista vendedor,
a SLC Participações.
A oferta ainda pode
ser acrescida de
lote suplementar
de 15%, já
registrado na Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM) elevando o
montante da oferta
para R$ 369 milhões.
Fundada
em 1977, a SLC Agrícola
é uma dos
maiores produtores
agrícolas
brasileiros em termos
de área cultivada,
com aproximadamente
170 mil hectares
no ano-safra 2007/2008.
O foco de atuação
são as culturas
de algodão,
na qual é
a segunda maior
do Brasil, soja
e milho. As plantações
estão espalhadas
em nove unidades
de produção
localizadas em cinco
estados brasileiros.
No
primeiro trimestre
de 2008, o lucro
líquido da
companhia cresceu
336,4%, totalizando
R$ 29,2 milhões.
A receita líquida
somou R$ 75,818
milhões,
com crescimento
de 24%.
Por
meio da SLC Participações
e da Evaux Participações
a Família
Logemann detém
60,9% da SLC Agrícola,
sendo que os 39,1%
restantes estão
em poder do mercado.
Com a oferta secundária,
a SLC Participações
reduzirá
sua fatia de 36,9%,
para 31% da companhia,
e o free float subirá
para 47,2%, já
considerando a participação
de 5% do fundo BlackRock
na companhia.
A
SLC Agrícola
entrou para o Novo
Mercado em junho
do ano passado com
uma oferta primária
e secundária
que movimentou R$
490 milhões.
Ao todo, foram distribuídas
35.003.125 ações
ordinárias
a R$ 14 cada.
(Eduardo
Campos | Valor Online)
Alimentos
Fleischmann
cresce 19% com produtos
para consumidor
final
Gazeta Mercantil
27/06/2008
São
Paulo - De 1931
até 2003,
a Fleischmann teve
sua imagem atrelada
apenas ao fermento
de pão no
Brasil. Mas a situação
tem mudado muito
nos últimos
anos. Desde que
colocou no mercado
sua linha para o
consumidor final,
que conta com misturas
para bolos e pães,
além de fermento
químico,
há cinco
anos, as vendas
dos tradicionais
fermentos biológicos
para padarias e
restaurantes tem
perdido cada vez
mais espaço
na empresa. Com
o objetivo de ampliar
as vendas dessas
novas áreas
ainda mais, a empresa
acaba de finalizar
a expansão
da linha de produção
de misturas para
bolos. Além
disso, lançará
uma linha de sobremesas
à base de
ovos em setembro
e também
pretende expandir
a empacotadora da
fábrica de
Pederneiras (SP)
- que trabalha perto
do limite -, até
o fim do ano.
Com
a estratégia,
os produtos de consumo
devem terminar este
ano fiscal, encerrado
em junho, respondendo
por cerca de 35%
do faturamento,
15% acima do registrado
no ano anterior.
O fermento biológico,
ainda o principal
produto, representa
os 65% restante.
No entanto, como
o mercado desse
produto está
estagnado, as atenções
da empresa estão
voltadas para a
ampliação
da linha de consumo.
E a compra da Sóhovos,
em dezembro de 2005,
foi um importante
passo nesse sentido,
segundo Niva Sesana
Gomes, gerente de
marketing da AB
Brasil, subsidiária
do grupo inglês
Associated British
Foods (ABF) - detentora
da Fleischmann no
País.
A nova linha de
sobremesas que a
empresa pretende
lançar será
à base de
ovos e produzida
na fábrica
da Sóhovos,
em Sorocaba - que
produz apenas ovos
processados até
agora.
O
Brasil ainda representa
pouco dentro do
grupo. O ABF terminou
o último
ano fiscal, em junho
de 2007, com receita
de US$ 13,4 bilhões.
A operação
brasileira fechou
o mesmo período
com faturamento
de R$ 219 milhões,
sendo R$ 44 milhões
da Sóhovos.
A AB Brasil encerrará
este ano fiscal
com faturamento
de R$ 260 milhões,
R$ 60 milhões
em vendas da Sóhovos.
A Fleischmann trocou
de mãos algumas
vezes na última
década. Em
2002, a australiana
Burns Philp adquiriu
a empresa da Kraft
Foods. Em 2004,
a ABF comprou a
Burns Philp e ficou
com a marca Fleischmann
e com a Mauri, pertencente
à australiana
e que também
está presente
no Brasil. O grupo
ABF ainda possui
as marcas Ovomaltine
- com produção
terceirizada pela
Liotecnica no País
- e os chás
Twinings, que chegam
ao Brasil através
de importação.
No país de
origem, o grupo
tem forte atuação
no setor varejista
com a rede de lojas
Primark, e também
atua na produção
de commodities como
açúcar.
Segundo Niva, o
ABF está
atento à
oportunidades de
negócios
no Brasil, inclusive
aquisições.
No entanto, o foco
da atuação
deve ser ativos
de fabricação
de produtos de alto
valor agregado,
como a Sóhovos.
"A empresa
não tem interesse
em ampliar a atuação
em outros mercados
de commodities",
disse Niva.
Estratégia
Atualmente, a AB
Brasil possui 135
distribuidores para
os pontos-de-venda
de food service
(padarias, restaurantes,
etc) e 35 para a
varejo, que distribui
apenas os itens
da linha chamada
"consumo".
"Chegamos a
80% do mercado de
padarias, o que
representa cerca
de 52 mil unidades
de rua e 8 mil de
supermercados",
disse.
Segundo Niva, a
estratégia
para o próximo
ano é ampliar
a atuação
nos varejos de pequeno
e médio portes.
"Temos uma
presença
forte nas grandes
redes varejistas,
mas ainda não
estamos nos pequenos
e médios,
aqueles com até
cinco caixas",
disse. "Vamos
começar pelo
médio. O
aumento do portfólio
ajudará bastante
nas negociações."
No último
ano, a linha de
consumo ganhou 15
novos itens, totalizando
45 produtos até
agora.
Niva afirmou que
a empresa não
podia investir nesses
pontos-de-venda
em virtude da falta
de capacidade. "Agora
resolvemos o problema
de capacidade de
produção
de misturas",
afirmou.
Preço
Apesar da alta do
preço da
farinha de trigo,
que registrou sucessivos
recordes no último
ano, Niva afirmou
que os repasses
não terão
grande impacto nos
preços finais
dos produtos. "Nós
repassamos uma pequena
parte. Em teoria
teríamos
que ter repassado
mais. Foi um impacto
violento. A farinha
aumentou 80%",
disse. Apesar disso,
a executiva contou
que o reajuste ficou
restrito às
misturas de bolo
e pão, que
foram reajustadas
em 7%. A empresa
não definiu
como será
até o final
do ano. "Os
reajustes podem
acontecer sem programação,
não posso
dizer que não
teremos."
(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
4)(Wilson Gotardello
Filho)
Sadia fecha compra
da Excelsior Alimentos
por R$ 6,6 milhões
Valor Online
26/06/2008
SÃO
PAULO - A Sadia
anunciou hoje a
conclusão
do compromisso de
compra firmado em
18 de janeiro com
os sócios
cotistas da Baumhardt
Comércio
e Participações,
controladora da
Excelsior
Alimentos.
Pelo
controle da companhia
gaúcha, com
sede em Santa Cruz
do Sul, a Sadia
pagou R$ 6,6 milhões,
e levou um parque
industrial abrangendo
uma fábrica
de produtos alimentícios,
com frigorífico
próprio.
Segundo
comunicado da Sadia,
a Excelsior tem
capacidade anual
de produção
de 16,2 mil toneladas
de produtos industrializados,
320 empregados diretos
e o seu faturamento
bruto de 2008 deverá
atingir cerca de
R$ 61 milhões.
Pelos
termos do acordo,
por R$ 5,425 milhões
a Sadia levou 73,9%
do capital da Baumhardt
Comércio
e Participações,
empresa que detém
80,0% das ações
ordinárias
e de 43,67% do capital
social da Excelsior
Alimentos S.A..
Do total pago, R$
969 mil ficaram
retidos em uma conta
depósito
para garantia de
futuras contingências.
A
Sadia também
pagou outros R$
1,218 milhão
por 271.945 ações
ordinárias
de emissão
da Excelsior, representativas
de 9,1% do capital
total e 16,6% do
capital votante
da companhia, de
acionistas relacionados.
O preço pago
por cada uma dessas
ações
foi de R$ 4,84,
o que representa
80% do preço
por ação
pago aos sócios
da Baumhardt.
A
Sadia também
informou que submeterá
à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM) registro para
oferta pública
obrigatória
para aquisição
de ações
ordinárias
da Excelsior que
estão em
circulação.
O preço será
de R$ 4,48 por ação,
valor equivalente
a 80% do preço
de R$ 5,60, por
ação,
pago aos sócios
da Baumhardt.
Comércio
Exterior
Balança
comercial tem saldo
positivo superior
a US$ 10 bilhões
no acumulado do
ano
Valor Online
23/06/2008
SÃO
PAULO - De janeiro
até o dia
22 de junho, com
117 dias úteis,
a balança
comercial brasileira
registra saldo positivo
de US$ 10,156 bilhões.
Em mesmo período
do ano passado,
com três dias
úteis a menos,
o superávit
comercial tinha
sido de US$ 18,483
bilhões.
Conforme
levantamento do
ministério
do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior (MDIC),
as exportações
totalizaram US$
84,838 bilhões
do início
deste ano até
a terceira semana
de junho, média
de US$ 725,1 milhões
por dia útil.
As importações
ficaram em US$ 74,682
bilhões,
média de
US$ 638,3 milhões
por dia útil.
Em
igual intervalo
de 2007, as vendas
externas corresponderam
a US$ 66,558 bilhões
e as compras, a
US$ 48,075 bilhões.
Construção
Votorantim investe
R$ 50 milhões
em logística
Valor Econômico
27/06/2008
SÃO
PAULO - Em meio
a um agressivo processo
de expansão
que consumirá
um total de R$ 2
bilhões até
2010 e ampliará
em 8 milhões
de toneladas sua
capacidade de produção,
a Votorantim
Cimentos inicia
agora uma ampliação
em sua rede de centros
de distribuição
(CD) em todo o Brasil.
Entre o segundo
semestre deste ano
e meados de 2009,
a companhia pretende
colocar em operação
10 novos CDs em
quase todas as regiões
do país.
A
nova expansão
está sendo
realizada para dar
conta de uma demanda
crescente no país
que, em alguns momentos
do ano passado,
chegou a pegar a
companhia desprevenida.
Ao todo serão
investidos R$ 50
milhões nos
novos centros de
distribuição.
Em 2007, foram erguidas
dez unidades e neste
ano mais cinco,
como o CD de Campinas
inaugurado ontem,
que custou R$ 6
milhões.
Os
novos CDs estão
sendo construídos
para conseguir dar
vazão à
uma produção
que cresce de forma
consistente e também
abrupta em quase
todas as regiões
do país.
Desde agosto de
2007, a Votorantim
ampliou em 2 milhões
de toneladas sua
capacidade de produção,
volume 12% superior
às mais de
17 milhões
de toneladas de
cimento que a empresa
colocou no mercado
no ano passado.
" A capilarização
de nossa produção
e de nossa distribuição
é fundamental
num país
das dimensões
do Brasil e num
momento em que o
consumo do cimento
está crescendo
a taxas de 10% ao
ano " , afirma
Fred José
Fernandes, diretor
de logística
integrada.
O
cimento é
um produto extremamente
sensível
à distâncias
geográficas
e à estoque.
De baixo valor agregado,
o frete no transporte
do cimento encarece
de forma substancial
o preço final
do produto. "
Quando precisamos
envia-lo para locais
distantes da produção,
o preço do
transporte é
maior que o custo
de produção
" , afirma
Fernandes. Além
disso o cimento
tem uma vida útil
extremamente curta.
Após sair
da fábrica,
se conservado em
condições
ideais de temperatura
e umidade, o cimento
pode ser estocado
por no máximo
60 dias. Após
esse prazo fica
impróprio
para o consumo.
Por
conta dessas particularidades,
a Votorantim acredita
que a distância
máxima de
transporte do cimento
seja de 150 quilômetros.
Mas nem sempre isso
é possível
em um país
de dimensões
continentais como
o Brasil. Por conta
disso, boa parte
dos novos centros
de distribuição,
que a Votorantim
não revela
onde serão
instalados, devem
ser divididos entre
a região
nordeste e o Sudeste.
" Mas teremos
algo no Centro-Oeste,
que vem crescendo
bastante "
, diz Fred.
A
estratégia
de capilarização
da Votorantim é
parte de um amplo
projeto que começou
a sair do papel
em meados do ano
passado, quando
a companhia percebeu
que o crescimento
da demanda registrado
em 2006 se tornou
de fato consistente
em 2007. Apesar
de ter uma capacidade
de produção
de 25 milhões
de toneladas, a
companhia tinha,
no ano passado,
uma capacidade efetiva
muito próxima
do que estava produzindo
naquele momento.
" Muitos fornos
estavam desligados,
algumas unidades
estavam fora de
operação,
reflexo de longos
anos de retração
no setor "
, diz Marcelo Chamma,
diretor comercial
da Votorantim.
A
VC vai construir,
ampliar e reativar
12 unidades até
2010, o que representará
um incremento de
8 milhões
de toneladas. Com
a expectativa de
um crescimento de
12% no consumo este
ano, ou 50 milhões
de toneladas no
país, a empresa
acredita que conseguirá
atender o mercado
sem os problemas
pontuais ocorridos
em 2007. "
Estamos confiantes
que vamos dar conta
da demanda este
ano, mas será
no limite "
, diz Chamma.
(Yan
Boechat | Valor
Econômico)
Cyrela
paga R$ 1,5 bilhão
para incorporar
a Agra
Valor Econômico
23/06/2008
SÃO
PAULO - A Cyrela,
maior incorporadora
do país,
fechou ontem um
acordo para comprar
a Agra. Pelos termos
acertados, que envolvem
a troca de ações
das duas empresas,
a Cyrela pagará
cerca de R$ 1,5
bilhão pela
aquisição.
A operação
é a primeira
de peso na esperada
onda de consolidação
do setor de incorporação
imobiliária
residencial. No
início do
mês, a Abyara
fechou a venda da
sua área
de corretagem imobiliária
para a BR
Brokers. A própria
Cyrela chegou a
manter negociações
com a Abyara.
Há
21 empresas do setor
com ações
na bolsa brasileira,
o dobro do que existe
nos Estados Unidos.
Muitas delas não
estão em
boa situação
financeira, precisando
de capital para
desenvolver os projetos
em cima dos terrenos
que compraram com
o dinheiro obtido
na bolsa. Além
disso, muitas empresas
de menor porte não
conseguiram acessar
o mercado de capitais
e estão em
situação
semelhante, abrindo
espaço para
a consolidação.
Outras aquisições
estão andamento,
segundo fontes do
setor.
O
valor de R$ 1,5
bilhão representa
um prêmio
de cerca de 20%
sobre a cotação
média das
ações
da Agra nos últimos
60 dias. Mas esse
prêmio se
amplia significativamente
quando se olha para
um período
mais curto de tempo,
mostrando que as
ações
da Agra vinham em
franco declínio.
Em relação
ao preço
das ações
na sexta-feira,
o prêmio é
de quase 50%, quando
o valor de mercado
da Agra ficou em
R$ 1,04 bilhão.
A Cyrela fechou
valendo R$ 7,984
bilhões na
sexta.
Segundo
comunicado de fato
relevante, depois
de realizar as auditorias
necessárias,
a Cyrela fará
um aumento de capital.
Os acionistas da
Agra receberão
0,425 ação
da Cyrela para cada
ação
que possuem hoje.
Facilitou
o acordo o fato
de a Cyrela, do
empresário
Elie Horn, já
deter hoje quase
20% da Agra, a maior
participação
depois dos próprios
controladores da
empresa - a Agra
Incorporadora e
a Granti, uma holding
formada por pessoas
físicas.
Antes da abertura
de capital da Agra,
a fatia da Cyrela
era de 42,5% e isso
fez com que analistas
e investidores considerassem
a companhia como
uma espécie
de " Cyrelinha
" , a um preço
muito mais barato.
Por conta dessa
associação
com a líder
do mercado, a Agra
conseguiu reabrir
o mercado de ações
para as incorporadoras
depois de duas operações
mal-sucedidas que
a antecederam, a
da Even e a da JHSF.
(Vanessa
Adachi | Valor Econômico)
Contas
Base
monetária
amplia-se 1% na
média diária
em maio
Valor Online
24/06/2008
BRASÍLIA
- A base monetária
(papel moeda emitido
mais reservas bancárias)
aumentou 1% em maio
no confronto com
o mês anterior,
somando R$ 132,658
bilhões.
Os números,
divulgados hoje
pelo Banco
Central (BC),
referem-se ao conceito
de média
dos saldos diários.
Em 12 meses, a alta
foi de 19,2%.
Pelo
critério
de saldos no fim
do mês, a
base monetária
expandiu-se 6,8%,
totalizando R$ 133,159
bilhões.
Em 12 meses, o acréscimo
ficou em 23% considerando
este critério.
O
saldo de papel-moeda
emitido ficou em
R$ 90,912 bilhões,
com elevação
de 1,2% no mês.
As reservas bancárias
subiram 21,4%, somando
R$ 42,247 bilhões.
(Azelma
Rodrigues | Valor
Online)
BC
prevê que
entrada de investimento
direto cobrirá
déficit em
transações
correntes
Valor Online
23/06/2008
BRASÍLIA
- A trajetória
de aumento do déficit
nas transações
correntes externas
em 2008, cuja projeção
saiu de US$ 12 bilhões
para US$ 21 bilhões,
não preocupa
o Banco
Central (BC).
"Não
se espera que o
crescimento seja
explosivo",
afirmou o chefe
do Departamento
Econômico,
Altamir Lopes. Ele
se mostrou "seguro"
de que o déficit
será "totalmente
financiado"
com investimento
externo direto (IED),
que também
teve a estimativa
elevada de US$ 32
bilhões para
US$ 35 bilhões
no ano.
"O
que se espera é
a continuidade do
IED, que está
fluindo bem",
declarou o técnico.
Em sua visão,
as fortes pressões
de remessas de lucros
e dividendos, do
saldo negativo com
viagens internacionais
e das aceleradas
importações
serão cobertas
com recursos de
médio e longo
prazos (IED) e também
pelo aporte de capital
mais volátil,
já que as
estimativas para
o investimento estrangeiro
em papéis
domésticos
e ações
subiu de US$ 12
bilhões para
US$ 25 bilhões.
A
se configurar a
conta corrente deficitária
em US$ 21 bilhões,
será o pior
patamar dos últimos
sete anos, desde
os US$ 23,2 bilhões
negativos em 2001.
Para junho, Lopes
prevê resultado
negativo de US$
1,2 bilhão,
o dobro do déficit
de US$ 649 milhões
registrado em maio.
O
argumento da autoridade
monetária
é o de que
apesar da conta
corrente acumular
déficit de
US$ 14,717 bilhões
de janeiro a maio
e subir a US$ 15,9
bilhões em
junho, o IED deve
"cobrir"
esse rombo já
ao fim deste primeiro
semestre.
Até
maio isso não
ocorreu, porque
o IED acumulou US$
13,984 bilhões
no ano. Mas estão
previstos US$ 3
bilhões para
junho, dos quais
US$ 2,2 bilhões
já ingressaram
no mês até
hoje. Ou seja, o
IED deve subir a
US$ 16,98 bilhões
ao fim deste mês.
O
BC também
aposta na alta das
aplicações
externas em renda
fixa e ações,
principalmente ações,
por influência
do selo de grau
de investimento
(investimento seguro)
que o Brasil recebeu
de duas agências
de classificação
de risco. "Nossa
projeção
é qualitativa,
por já ter
um volume significativo
acumulado e a expectativa
de atração
de grandes fundos
de pensão",
disse Lopes.
Os
registros apontam
que esses chamados
investimentos em
portfólio
acumulavam US$ 12,89
bilhões nos
primeiros cinco
meses do ano. No
mês de junho
até hoje
já ingressaram
US$ 1,268 bilhões
para o mercado acionário
e US$ 631 milhões
em títulos
de renda fixa, elevando
o total no ano para
US$ 14,7 bilhões.
Lopes
sustenta ainda que
a tendência
é de melhora
no segundo semestre,
pela redução
sazonal, por exemplo,
das remessas de
lucro e dividendos,
que se concentram
no início
do ano e acumularam
US$ 15,596 bilhões
até maio.
Para junho, a projeção
é de que
essas saídas
caiam pela metade,
saindo de US$ 3,238
bilhões em
maio, para US$ 1,6
bilhão este
mês. Do início
de junho até
hoje, já
foram remetidos
US$ 1,26 bilhão.
Outro
fator favorável,
segundo ele é
a perspectiva de
"acomodação"
das importações,
cujo aumento até
maio foi de 46,3%
sobre período
igual de 2007, mas
que tem projeção
do BC para encerrar
o ano com variação
de 30,2% sobre o
ano passado. As
importações
tiveram a estimativa
elevada de US$ 155
bilhões para
US$ 157 bilhões,
mantendo-se as exportações
em US$ 182 bilhões
(+13,3%) e a consequente
redução
do saldo comercial
para US$ 25 bilhões
no ano.
Já
o saldo negativo
das viagens internacionais
foi reestimado de
US$ 4 bilhões
para US$ 5 bilhões
no ano, tendo registrado
até maio
o déficit
recorde de US$ 2,014
bilhões.
As despesas de brasileiros
no exterior somaram
US$ 4,487 bilhões
e as receitas de
estrangeiros no
país, US$
2,473 bilhões,
ambos valores históricos
para o período.
Em junho até
hoje o fluxo líquido
está negativo
em US$ 472 milhões,
segundo o Banco
Central.
(Azelma
Rodrigues | Valor
Online)
Indicadores
Atividade
da indústria
de papel e celulose
em SP cresceu em
maio, com vendas
10% maiores
Valor Online
26/06/2008
SÃO
PAULO - Na contramão
do movimento de
muitos segmentos
da indústria
paulista, a atividade
do setor de papel
e celulose no Estado
de São Paulo
vem dando saltos
consistentes nos
últimos meses
e apontou, no mês
de maio, um aumento
de 5% em relação
ao mês de
abril. Segundo dados
da Federação
das Indústrias
do Estado de São
Paulo (Fiesp),
a alta foi de 2,6%
quando descontados
fatores sazonais.
É uma evolução
significativa, considerando
que o índice
ajustado da atividade
de toda a indústria
paulista no mesmo
período caiu
2,4%.
O
levantamento mostra
ainda que o desempenho
da atividade comparado
ao mês de
maio do ano passado
foi 20,8% maior.
Além disso,
o setor acumula
alta de 12% na atividade
entre janeiro e
maio deste ano e
elevação
de 6,5% nos 12 meses
encerrados no mês
passado.
"É
um setor que está
indo muito bem,
favorecido pela
alta dos preços
internacionais e
das exportações",
explica Paulo Francini,
diretor do Departamento
de Pesquisas Econômicas
(Depecon) da Fiesp.
Segundo ele, mesmo
com o câmbio
desfavorável,
essa indústria
tem conseguido sustentar
uma expansão
significativa da
atividade e das
vendas.
As
vendas reais desse
setor totalizaram
alta de 22,7% entre
janeiro e maio deste
ano, no confronto
com o mesmo intervalo
de 2007. Só
no mês de
maio, a alta foi
de 10% perante abril.
No confronto com
maio do ano passado,
as vendas reais
cresceram 41,8%.
O setor fechou o
último mês
com Nível
de Utilização
da Capacidade Instalada
(NUCI) de 88,7%,
nível confortável
para um segmento
de atividade intensiva.
(Bianca
Ribeiro | Valor
Online)
Siderurgia
CSN
anuncia plano de
montar primeira
usina no Nordeste
Valor Econômico
27/06/2008
RECIFE
- A Companhia
Siderúrgica
Nacional (CSN) pretende
investir até
US$ 6 bilhões
em uma usina de
3,5 milhões
de toneladas de
aço por ano
no porto de Suape,
a 40 km do Recife.
Em uma primeira
etapa, a fábrica
receberá
US$ 1,3 bilhão
de recursos e inicia
produção
de 500 mil toneladas/ano
de aços longos,
entrando em um segmento
dominado pela Gerdau
e ArcelorMittal.
Ontem,
em uma solenidade
no Palácio
Campo das Princesas,
na capital pernambucana,
a empresa detalhou
o projeto que deve
instalar no Estado.
De acordo com Enéas
Garcia Diniz, diretor-executivo
de produção
da CSN, a idéia
da siderúrgica
é iniciar
a construção
da unidade daqui
a um ano, com a
conclusão
da primeira etapa
prevista para 30
meses depois. As
outras duas etapas
do empreendimento
devem ser concretizadas
em seis anos.
Da
fábrica em
Suape sairão
de vergalhões
a parafusos e telas.
Inicialmente, segundo
Diniz, o objetivo
é abastecer
o mercado nordestino
com esses produtos.
" O crescimento
da região
foi um dos pontos
levados em consideração
pela CSN ao optar
por Pernambuco "
, explica o executivo,
que também
está de olho
no estaleiro Atlântico
Sul, instalado ao
seu lado no porto
de Suape.
As
matérias-primas
para a produção
do aço -
carvão de
diversas partes
do mundo e minério
de ferro da mina
Casa de Pedra, em
Minas Gerais - chegarão
à unidade
por um porto privativo
que será
erguido em Suape.
A unidade será
suprida quase que
totalmente com energia
gerada em uma termoelétrica
da siderúrgica,
a partir do carvão,
dos auto-fornos
e da aciaria.
O
empreendimento ainda
está numa
fase bastante inicial,
sem um projeto executivo
finalizado. A pressa
em anunciá-lo
se deve ao fato
de a reforma tributária
do deputado federal
Sandro Mabel (PR-GO),
que está
em andamento, barrar
a concessão
de incentivos fiscais
estaduais para a
atração
de investimentos
privados. O relator
propõe que
sejam aceitos os
projetos aprovados
até do dia
30 de junho e que
os benefícios
sejam válidos
até o ano
de 2020.
No
fim da tarde, a
assessoria de imprensa
da CSN informou
que " apenas
foi firmada uma
carta de intenção
para iniciar estudos
de análise
de viabilidade para
investimento em
uma usina de aço
em Pernambuco "
. Até às
21 horas, a CSN
não havia
comunicado sua intenção
de investimento
à Comissão
de Valores Mobiliários.
Para
acelerar a decisão
da empresa de abrir
uma nova siderúrgica
em Pernambuco -
que deverá
também contemplar
produção
de aços planos
no futuro -, o governo
estadual também
enviou à
Assembléia
Legislativa um projeto
de lei que dá
95% de desconto
no ICMS à
CSN caso o projeto
de investimento
seja aprovado.
Ao
abrir mão
desse imposto, o
governador Eduardo
Campos (PSB) afirmou
que está
interessado em toda
a cadeia produtiva
que a siderúrgica
pode atrair ao Estado.
" Cria um incentivo
à vinda de
montadoras e fabricantes
de aparelhos de
linha branca. "
A própria
CSN sinalizou que
pode trazer novos
empreendimentos
do grupo ao Estado,
como uma fábrica
de cimento. No momento,
a empresa instala
uma cimenteira em
Volta Redonda (RJ).
Hoje,
o maior projeto
que a CSN tem em
Pernambuco é
a ferrovia Transnordestina,
que caminha a passos
lentos. Segundo
Diniz, ela poderá
vir a ser usada
para fazer o escoamento
da produção.
No Rio, a CSN trava
uma queda de braço
com o governo por
incentivos para
fazer uma usina
em Itaguaí
(RJ)
Uma
outra siderúrgica,
da espanhola Celsa,
ainda tem uma carta
de intenções
assinada com o governo
pernambucano para
construir uma planta
também no
complexo portuário
e industrial de
Suape. O governador
pernambucano acredita,
porém, que
ela deva desistir
do projeto diante
da chegada da CSN.
(Carolina
Mandl | Valor Econômico)
Rio
Tinto vai emitir
US$ 5 bilhões
em bônus para
pagar dívidas
de compra da Alcan
Valor Online
24/06/2008
SÃO
PAULO - A mineradora
Rio Tinto vai
emitir US$ 5 bilhões
em bônus para
refinanciar dívidas.
De acordo com agências
noticiosas, serão
emitidos notes com
vencimento em 5,
10 e 20 anos.
US$
2,5 bilhões
serão lançados
no vencimento mais
curto, em 2013,
com juro nominal
(cupom) de 5,875%
ao ano. Como os
papéis saíram
abaixo do valor
de face, o retorno
final ao investidor
(yield) será
de 5,961% anuais.
Outros
US$ 1,75 bilhão
serão emitidos
em títulos
com vencimento em
10 anos. O juro
nominal é
de 6,5% e o final,
de 6,619% ao ano.
Os
títulos com
vencimento em 20
anos somarão
US$ 750 milhões
e taxa nominal de
7,125%. O yield
será de 7,189%.
Os
recursos serão
usados para bancar
os débitos
com bancos derivados
da aquisição
da Alcan, feita
no ano passado.
Tecnologia
Quatro
empresas de TI criam
instituto para promover
propaganda em contas
e extratos bancários
Valor Online
26/06/2008
SÃO
PAULO - Os anúncios
publicitários
estão prestes
a invadir novos
espaços,
incorporando-se
a documentos importantes,
como extratos de
cartões de
crédito e
contas de bancos.
Fomentar a integração
de informações
"transacionais"
- como as movimentações
financeiras apresentadas
em extratos - e
"promocionais"
- propagandas comuns
- é o objetivo
de um instituto
recém formado
no país,
o TransPromo.
Os
avanços atuais
na tecnologia de
impressão,
assim como a redução
nos custos desse
serviço,
permitem gerar receita
com comunicados
obrigatórios,
que até então
representavam apenas
custos, além
de poder elevar
a relevância
da publicidade para
cada consumidor.
A possibilidade
de se cruzar dados
de comportamento
com anúncios
relevantes e entregá-los
de forma direta,
explicam os integrantes
do instituto, abrem
diversas possibilidades
de receita, desde
que o sistema seja
formatado corretamente.
Lançado
no último
Ciab, maior feira
do setor bancário
do país,
o instituto é
formado por quatro
empresas: a desenvolvedora
suíça
de softwares GMC,
a Hewlett Packard
(HP) e as empresas
de impressão
BMK e Print Laser.
Seu papel no âmbito
do instituto é
divulgar a integração
de publicidade e
informações
transacionais e
prestar uma espécie
de consultoria aos
clientes - avaliando
suas necessidades
e interesses para
a implantação
desse sistema. A
partir disso, indicam
equipamentos e serviços
umas das outras
para suprir a demanda
do cliente interessado.
Até
o momento, nenhum
contrato foi firmado,
embora as parceiras
digam que o retorno,
em matéria
de contatos prévios,
tenha sido muito
positivo.
"Já
temos conversas
para o início
de planos pilotos.
Acredito que em
até dois
meses já
haverá algo
de concreto",
afirma o presidente
da BMK, Eduardo
Conde. "Já
temos equipamentos
chegando ao país,
máquinas
caras, e não
faz sentido econômico
ficar com elas paradas
sem atividade. Temos
que ser como o Eike
Batista: vendemos
a idéia,
depois começamos
a produzir",
afirmou.
De
acordo com o executivo,
a implantação
de um parque gráfico
totalmente adaptado
para atender a demanda
nessa nova mídia
tem custo de cerca
de US$ 10 milhões.
Isso, porém,
virá com
o tempo, e os investimentos
serão escalonados,
seguindo o crescimento
da procura dos clientes.
A
parte gráfica,
porém, é
apenas um elo na
cadeia de suprimentos
para atender esse
novo meio de publicidade.
Para que seja interessante
o investimento em
documentos mais
caros, coloridos
e personalizados,
é importante
que a mensagem publicitária
seja corretamente
direcionada a cada
cliente. Esse é
o papel de softwares
de cruzamento de
dados como os desenvolvidos
pela GMC. Analisando
individualmente
os perfis de cada
consumidor, a partir
de banco de dados
cadastrais - como
os de uma operadora
de cartões
de crédito
- esses programas
desenvolvem publicidade
especificamente
relevante para cada
pessoa que receberá
o comunicado.
"Nosso
público alvo
inicial são
os bancos e outras
instituições
financeiras, depois
outros segmentos,
como o varejo. Nesse
primeiro momento,
creio que os testes
começarão
com publicidade
interna dos próprios
bancos. Depois é
que veremos uma
abertura para outros
anunciantes em documentos
como extratos e
saldos", afirma
o gerente comercial
da GMC no Brasil,
Adriano Cardoso.
Segundo
ele, o novo sistema
representa uma situação
em que todos ganham:
o anunciante, que
terá acesso
ao banco de dados
privilegiado do
parceiro (varejistas
usando o cadastro
de bancos e vice-versa),
o parceiro que poderá
gerar receita com
comunicados que
até então
representavam apenas
custos e o consumidor,
que terá
em mãos publicidade
mais relevante.
Nenhuma
das empresas sente
que o cruzamento
de informações
transacionais e
promocionais seja
prejudicial à
privacidade do consumidor.
Segundo elas, o
bombardeamento de
publicidade é
algo que veio para
ficar e, com sistemas
que possam aumentar
o nível de
relevância
das propagandas,
elas podem ser até
mais interessantes
para o consumidor
e, assim, não
incomodá-lo
tanto.
De
acordo com o Conselho
Nacional de Auto-Regulamentação
Publicitária
(Conar), a princípio
não caberia
a ela julgar se
essa nova mídia
é ou não
invasiva demais.
"O Conar se
preocupa principalmente
com o conteúdo
da publicidade,
não com o
meio em que é
veiculada",
diz o diretor de
Marketing do Conar,
Antonio Dias. "Mas
é claro,
aparecendo uma nova
mídia como
essa, o Conar faria
sua fiscalização,
mas muito centrada
no conteúdo",
acrescenta.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Gartner
estima que já
haja, em uso, um
computador para
cada seis pessoas
no planeta
Valor Online
24/06/2008
SÃO
PAULO - Hoje há,
no mundo, cerca
de 1 PC para cada
6 habitantes do
planeta. São
mais de 1 bilhão
de computadores
para uma população
de cerca de 6 bilhões
de pessoas. À
taxa atual de crescimento,
de 12% ao ano, o
número de
PCs deve dobrar
para 2 bilhões
já no início
de 2014, diz levantamento
da consultoria
Gartner.
Segundo
a pesquisa, porém,
a base instalada
de PCs - que difere
ligeiramente do
número de
computadores vendidos
- está concentrada
principalmente em
mercados mais desenvolvidos.
Ainda assim, os
emergentes têm
elevado significativamente
suas fatias na base
instalada total.
Essa é, diz
o Gartner, uma tendência
que deve se manter,
dado o alto ritmo
de penetração
dos PCs nesses mercados
e que permanece
a taxas fortes,
de dois dígitos.
"Mercados
maduros como os
EUA, a Europa Ocidental
e o Japão
hoje respondem por
58% da base instalada
mundial de computadores,
mas esses mercados
reúnem apenas
15% da população
mundial", disse
o diretor de Pesquisa
do Gartner, George
Shiffler. "Há
uma grande diferença
na penetração
de PCs per capita
entre mercados maduros
e emergentes. Mas
o rápido
desenvolvimento
econômico
dos mercados emergentes
não está
apenas diminuindo
a disparidade no
padrão de
vida médio,
está também
reduzindo a diferença
da penetração
de PCs per capita
entre eles",
acrescentou.
Segundo
Shiffler, o Gartner
prevê que
a penetração
per capita de PCs
dobre nos mercados
emergentes em 2013.
Ele afirma que o
rápido aumento
na penetração
dos computadores
nesses países
se deve à
expansão
"explosiva"
na conectividade
de banda larga e
sem fio, à
queda contínua
nos preços
médios de
venda dos PCs e
à percepção
geral de que o PC
é uma ferramenta
indispensável
para o desenvolvimento.
"Os
governos de mercados
emergentes também
estão cada
vez mais compromissados
em reduzir a exclusão
digital promovendo
o uso do PC entre
seus cidadãos
de variadas formas,
incluindo o fornecimento
de computadores
diretamente aos
menos abastados",
diz o vice-presidente
de Pesquisa do Gartner,
Luis Anavitarte.
"Embora os
mercados maduros
respondam por pouco
menos que 60% do
primeiro bilhão
de PCs instalados,
acreditamos que
os mercados emergentes
serão responsáveis
por 70% do próximo
bilhão de
computadores instalados",
acrescentou.
De
acordo com o método
do Gartner, a base
instalada de PCs
está constantemente
sendo substituída,
na medida que usuários
trocam suas máquinas
usadas por outras
novas. Alguns desses
computadores voltam
à base, sendo
vendidos como PCs
de segunda mão.
Outros são
reciclados, mas
alguns são
simplesmente descartados.
"Prevemos
que pouco mais de
180 milhões
de PCs - cerca de
16% da base instalada
existente - será
substituída
neste ano",
afirma o analista
de pesquisa da consultoria,
Meike Escherich.
"Estimamos
que um quinto desse
volume, ou cerca
de 35 milhões
de PCs, serão
jogados fora com
pouca ou nenhuma
preocupação
com seu conteúdo
tóxico",
diz.
Segundo
o Gartner, o descarte
de computadores
usados tem se tornado
um assunto importante
para fabricantes,
governos e grupos
ligados ao meio
ambiente. A consultoria
acredita que esse
tema será
particularmente
importante nos mercados
emergentes à
medida que o número
de PCs descartados
cresce com a ampliação
de sua base instalada
de computadores.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Transportes
Caterpillar
anuncia aquisição
da brasileira MGE,
do setor ferroviário
Valor Online
24/06/2008
SÃO
PAULO - O grupo
norte-americano
de equipamentos
de construção
Caterpillar
anunciou hoje que
chegou a um acordo
para a aquisição
da empresa brasileira
MGE
Equipamentos &
Serviços
Ferroviários,
especialista em
produção
e reforma de locomotivas
e vagões,
além da fabricação
e manutenção
de motores de tração.
O
negócio,
que não teve
o valor divulgado,
viabilizará
a primeira planta
da Caterpillar fora
da América
do Norte, segundo
informou Carlos
Roso, diretor-executivo
da MGE, empresa
que faturou US$
30 milhões
no ano passado e
que espera cerca
de US$ 39 milhões
para este ano. "Eles
(Caterpillar) vieram
para o Brasil por
causa das perspectivas
de crescimento do
mercado nacional
e sul-americano",
disse o executivo.
A
MGE será
parte da divisão
de serviços
ferroviários
da Caterpillar.
Roso informou que
a administração
e o nome da empresa
brasileira, fundada
em 1991, permanecerão
inalterados. A MGE
possui duas unidades
no Estado de São
Paulo, sendo uma
em Diadema e outra
em Hortolândia.
A capacidade anual
de produção
está hoje
em cerca de 120
locomotivas e 20
trens unidades.
O
vice-presidente
da Caterpillar,
Billy Ainsworth,
disse em nota que
a aquisição
da MGE é
"um passo importante
para a estratégia
de crescimento da
divisão ferroviária
no mercado internacional".
Atualmente, essa
área da Caterpillar,
sediada no Alabama
(EUA), opera em
mais de 110 localidades
e conta com 4,625
mil funcionários
nos Estados Unidos,
México e
Canadá.
"O
crescimento continuado
do nosso serviço
é parte importante
da visão
estratégica
da Caterpillar para
2020, e a aquisição
da MGE é
um primeiro passo
lógico para
a expansão
da nossa divisão
ferroviária
e para o sucesso
desse negócio
fora do mercado
da América
do Norte",
completou Steve
Wunning, presidente
do grupo Caterpillar.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online e Guilherme
Manechini | Valor
Econômico)
Brasil
e EUA modificam
acordo bilateral
para aumentar em
50% número
de vôos entre
os países
Valor Online
27/06/2008
SÃO
PAULO - O Brasil
e os EUA fecharam
um acordo para aumentar
em cerca de 50%
o número
de vôos entre
os dois países.
Além de elevar
o volume de tráfego
aéreo permitido,
os dois governos
ainda eliminaram
as restrições
que limitavam o
número de
companhias aéreas
que poderiam operar
rotas entre suas
cidades.
Até
a assinatura do
novo acordo, apenas
quatro companhias
de cada lado poderiam
operar rotas entre
eles. Embora no
Brasil apenas a
TAM
operasse esses trechos,
do lado norte-americano,
American
Airlines, Continental
Airlines, Delta
Air Lines e
United
Airlines ofereciam
a ligação
entre os dois países.
Pela
nova redação
do acordo bilateral,
passam a ser permitidos
154 vôos semanais
entre Brasil e EUA,
contra os 105 autorizados
anteriormente. O
aumento, porém,
será em algumas
etapas entre o mês
que vem e outubro
de 2010.
O
acordo ainda vai
permitir que as
empresas norte-americanas
possam estabelecer
vôos diretos
para cinco novas
cidades brasileiras,
duas das quais -
Fortaleza e Curitiba
- já foram
selecionadas.
De
ambos os lados,
as companhias nacionais
também poderão
oferecer vôos
em esquema de code
share (parceria
operacional) com
empresas com as
quais tenham acordo
do tipo, mesmo que
sejam operadores
de um terceiro país.
No
segmento de carga,
os vôos semanais
poderão aumentar
imediatamente dos
24 atuais para 35.
Até 2010,
esse número
deve ser elevado
para 42, assim como
o número
permitido de operadoras
de transporte de
carga aérea.
"Esse
acordo vai ajudar
as empresas aéreas
a atender a crescente
demanda por serviços
de transporte aéreo
de passageiros e
carga entre os EUA
e o Brasil",
disse a secretária
dos Transportes
dos EUA, Mary Peters.
"Agora mais
do que nunca, é
crucial que ofereçamos
às empresas
dos EUA toda oportunidade
possível
para competir e
ser bem sucedidas
nos locais para
os quais querem
voar seus passageiros",
completou.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
TAM recebe mais
dois aviões
Airbus A320 e passa
a operar frota de
108 aeronaves
Valor Online
26/06/2008
SÃO
PAULO - A TAM
anunciou ter
recebido mais duas
aeronaves A320.
Os aviões
serão incorporados
à frota da
companhia brasileira,
que agora passa
a ser de 108 aviões,
sendo 105 fabricados
pela européia
Airbus. Os outros
três são
modelos MD-11, em
uso pela empresa
enquanto a americana
Boeing não
entrega os 777-300ERs
adquiridos por ela,
o que deve começar
a ocorrer neste
ano.
Desde
o início
de 2008, a TAM padronizou
sua frota de aeronaves
domésticas,
utilizando exclusivamente
aparelhos fabricados
pela Airbus. Os
MD-11 são
utilizados nas rotas
internacionais de
longo curso, o que
ocorrerá
também com
os 777s.
O
plano da TAM é
encerrar este ano
com 123 aeronaves
em operação.
Para o final de
2012, serão
147 aviões
na frota da companhia.
Ainda neste exercício,
a empresa deve receber
dois Boeing 767-300,
obtidos por meio
de leasing operacional.
Originalmente, a
empresa não
planejava utilizar
esse modelo de aeronave,
mas decidiu aproveitar
uma oportunidade
de negócio
para se beneficiar
do momento de crescimento
no mercado internacional.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Cade
aprova venda da
Varig à Gol
Agência Brasil
25/06/2008
BRASÍLIA
- Mais de um ano
após a venda
da empresa de transporte
aéreo de
passageiros Varig
(atual VRG Linhas
Aéreas) à
companhia Gol, a
negociação
obteve hoje (25)
a aprovação
do Conselho Administrativo
de Defesa Econômica
(Cade), autarquia
vinculada ao Ministério
da Justiça
e responsável
pela fiscalização,
prevenção
e apuração
de abusos de poder
econômico,
analisando fusões,
incorporações
e associações
entre empresas.
Segundo
a assessoria do
Cade, além
da venda à
Gol, os conselheiros
julgaram uma cláusula
do contrato que
estabelecia restrições
à concorrência
entre Gol
e VarigLog. Pelo
acordo, a Gol não
poderia operar no
mercado de transporte
aéreo de
cargas por um prazo
de cinco anos a
partir da compra
da Varig. A VarigLog,
por sua vez, não
entraria no setor
de transporte aéreo
de passageiros.
De
acordo com a assessoria
do Cade, os conselheiros
entenderam que a
negociação
envolvendo a Unidade
Produtiva da Varig,
dedicada exclusivamente
ao transporte de
usuários,
não poderia
criar limitações
à livre concorrência
no setor cargueiro.
Dessa forma, embora
a VarigLog esteja
sujeita a cumprir
o acordo firmado
pelas duas empresas,
a Gol está
livre para, se assim
quiser, passar a
disputar o transporte
de cargas.
Os
conselheiros também
julgaram desnecessário
que a Gol devolva
parte dos slots
(permissões
de pousos e decolagens)
que a Varig detém
no Aeroporto de
Congonhas, no centro
de São Paulo.
A assessoria do
Cade confirmou que
os conselheiros
já haviam
se reunido antes
com técnicos
da Agência
Nacional de Aviação
Civil (Anac) para
verificar se, do
ponto de vista da
legislação
aeronáutica,
os slots pertenceriam
ou não à
empresa e se a concentração
de 47% das permissões
no aeroporto de
maior movimento
do país representaria
um problema à
livre concorrência.
A
manutenção
dos slots foi aprovada
por quatro votos
a um. A única
divergência
foi apresentada
pelo conselheiro
Paulo Furquim, que
ponderou que a empresa
devolvesse dez pares
de slots a fim de
equilibrar a concorrência
entre as diversas
companhias aéreas.
Segundo
a Anac, atualmente,
498 slots são
operados diariamente
em Congonhas. Desses,
212 (43%) pertencem
à TAM. A
Gol detém
136 (27%) do total,
enquanto a Varig
fica com 96 (20%).
Em seguida vêm
a Pantanal, com
32 (6%) e a OceanAir,
com 22 (4%).
A
decisão do
Cade diz respeito
à regularidade
da negociação
do ponto de vista
da concorrência,
não tendo
qualquer influência
na continuidade
das investigações
das denúncias
da ex-diretora da
Anac Denise Abreu.
No
início do
mês, Denise
acusou a ministra
da Casa Civil, Dilma
Rousseff, e o advogado
Roberto Teixeira,
compadre do presidente
Luiz Inácio
Lula da Silva, de
interferência
no processo de venda
da VarigLog e da
Varig, beneficiando
o fundo de investimento
norte-americano
Matlin Patterson
e os brasileiros
Marco Antonio Audi,
Luiz Eduardo Gallo
e Marcos Haftel.
Tanto Teixeira quanto
Dilma negaram as
acusações.
(Agência Brasil)