Sexta-feira, 04/07/2008
Ano VIII – edição 325

Agronegócios

Sadia confirma nova fábrica em MT; investimento será de R$ 630 milhões
Valor Online
03/07/2008

SÃO PAULO - A Sadia confirmou hoje que irá construir uma nova fábrica no município de Campo Verde, em Mato Grosso. O investimento total foi estimado em R$ 630 milhões, e inclui um abatedouro de frangos, uma fábrica de rações, silos de estocagem e um incumbatório.

A intenção de construir a unidade em Campo Verde já havia sido anunciada no final do ano passado pelo diretor-presidente da empresa, Gilberto Tomazoni. O executivo confirmou o projeto hoje ao governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e ao prefeito do município, Dimorvan Brescancim.

De acordo com a empresa, a escolha de Campo Verde, que fica a 130 quilômetros de Cuiabá, foi motivada pela localização do município, em uma região com produção importante de grãos, utilizados na produção de ração.

A capacidade de abate da unidade será de 500 mil frangos por dia. A fábrica de rações irá produzir cerca de 80 mil toneladas mensais e o incubatório terá capacidade de 150 milhões de ovos férteis por mês.

Do total a ser investido, R$ 400 milhões virão do caixa da empresa e R$ 230 milhões, de produtores integrados. Segundo a Sadia, a nova planta deve entrar em operação no segundo semestre de 2010 e irá gerar receita de cerca de R$ 780 milhões anuais.

"Estamos implementando este ano um plano de investimento ambicioso e pretendemos seguir nesse mesmo caminho em 2009. Projetos como esse de Campo Verde fazem parte da nossa estratégia de dobrar o tamanho da Sadia em cinco anos", ressaltou, em nota, Tomazoni.


Sob nova direção, ETH deve ir às compras para crescer no setor sucroalcooleiro
03/07/2008
(Valor Online)

SÃO PAULO - A ETH Bioenergia, braço do grupo Odebrecht no setor sucroalcooleiro, deverá sair às compras para ganhar corpo no mercado nacional. Mesmo sem revelar detalhadamente essa estratégia, o novo presidente da companhia, José Carlos Grubisich, disse hoje que a ETH será uma das protagonistas do processo de consolidação do setor. Ele classificou ainda como "um pouco exagerado" o número de empresas que atuam hoje no setor, cerca de 170.

Grubisich, que deixou o comando da petroquímica Braskem, também controlada pela Odebrecht, para tocar o plano de crescimento da ETH, admitiu a possibilidade de a empresa acessar o mercado acionário para financiar sua expansão. No entanto, fez questão de salientar que atualmente "não há um plano" para que isso ocorra.

Segundo o executivo, a idéia é colocar a ETH entre as empresas líderes na fabricação de açúcar e etanol "nos próximos anos". Para isso, já foram anunciados investimentos de R$ 5 bilhões, recursos que serão utilizados, entre outras coisas, no aumento da capacidade das duas usinas existentes, bem como na construção de outras oito, todas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Com essas usinas, programadas para estarem operando em 2015, chegaria a 45 milhões de toneladas anuais a capacidade de moagem de cana-de-açúcar da ETH. A Cosan, maior empresa do setor, tem atualmente uma capacidade de 40 milhões de toneladas.

Nesse cenário, estaria aberta a possibilidade de a ETH fornecer etanol para a própria Braskem, que tem projetos para ampliar a produção de resinas a partir desse combustível. No entanto, Grubisich garantiu que, apesar de pertencerem ao mesmo grupo, as duas empresas terão atuação totalmente independente e que a ETH competirá em igualdade de condições com outras usinas para ter a Braskem como cliente de longo prazo.

"O mercado industrial será muito importante para a valorização do etanol brasileiro. Meu papel é ser charmoso e competente para convencer a Braskem", disse o executivo.

De seu lado, o novo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, disse ver com bons olhos a possibilidade de negócios futuros entre as duas empresas. "Acho confortável ter o José Carlos (Grubisich) e a ETH conduzindo a expansão do etanol no Brasil. É importante para a Braskem", completou.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Estrangeiro leva 78% das ações ofertadas pela SLC Agrícola
Valor Online
03/07/2008

SÃO PAULO - A oferta de ações de SLC Agrícola, uma dos maiores produtoras agrícolas do país, contou com forte participação do investidor estrangeiro. Os não residentes compraram mais de 78% das 13.424.999 ações ordinárias ofertadas pela companhia.

A forte demanda tanto do estrangeiro quanto do investidor local resultou no exercício integral do lote suplementar, o que elevou o montante de recursos movimentado na oferta para R$ 369 milhões. Cada papel saiu a R$ 27,50. Ontem, a ação encerrou negociada a R$ 32,50 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com valorização de 18% desde a operação.

Em um período de restrição de liquidez global e tomando por base a dificuldade que outras companhias enfrentaram para captar recursos via ações em 2008, a nova oferta da SCL foi bem sucedida, ainda mais por não ser exclusivamente primária. Parte dos recursos levantados foi destinada aos acionistas da companhia.

Com a distribuição primária de 9.397.500 ações a SLC levantou R$ 258 milhões para o seu caixa. Com esses recursos a companhia pretende adquirir terras para expandir sua área cultivada, investir em melhorias de solo e comprar máquinas e equipamentos.

O restante dos recursos foi para o acionista vendedor na oferta secundária, a SLC Participações, empresa da Família Logemann. Por meio da SLC Participações e da Evaux Participações os Logemann detêm o controle da companhia.

Segundo o Anúncio de Encerramento, 2.860 investidores pessoa física participaram da distribuição, comprando 8,16% dos ativos ofertados. E os fundos de investimento levaram outros 11%.

Fundada em 1977, o foco de atuação da SLC Agrícola são as culturas de algodão, na qual é a segunda maior do Brasil, soja e milho. As plantações, que somam mais de 170 mil hectares no ano-safra 2007/2008, estão espalhadas em nove unidades de produção localizadas em cinco estados brasileiros.

No primeiro trimestre de 2008, o lucro líquido da companhia cresceu 336,4%, totalizando R$ 29,2 milhões. A receita líquida somou R$ 75,818 milhões, com crescimento de 24%.

A SLC Agrícola entrou para o Novo Mercado em junho do ano passado com uma oferta primária e secundária que movimentou R$ 490 milhões. Ao todo, foram distribuídas 35.003.125 ações ordinárias a R$ 14 cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Sadia fecha compra da Excelsior Alimentos por R$ 6,6 milhões
Valor Online
26/06/2008

SÃO PAULO - A Sadia anunciou hoje a conclusão do compromisso de compra firmado em 18 de janeiro com os sócios cotistas da Baumhardt Comércio e Participações, controladora da Excelsior Alimentos.

Pelo controle da companhia gaúcha, com sede em Santa Cruz do Sul, a Sadia pagou R$ 6,6 milhões, e levou um parque industrial abrangendo uma fábrica de produtos alimentícios, com frigorífico próprio.
Segundo comunicado da Sadia, a Excelsior tem capacidade anual de produção de 16,2 mil toneladas de produtos industrializados, 320 empregados diretos e o seu faturamento bruto de 2008 deverá atingir cerca de R$ 61 milhões.

Pelos termos do acordo, por R$ 5,425 milhões a Sadia levou 73,9% do capital da Baumhardt Comércio e Participações, empresa que detém 80,0% das ações ordinárias e de 43,67% do capital social da Excelsior Alimentos S.A.. Do total pago, R$ 969 mil ficaram retidos em uma conta depósito para garantia de futuras contingências.

A Sadia também pagou outros R$ 1,218 milhão por 271.945 ações ordinárias de emissão da Excelsior, representativas de 9,1% do capital total e 16,6% do capital votante da companhia, de acionistas relacionados. O preço pago por cada uma dessas ações foi de R$ 4,84, o que representa 80% do preço por ação pago aos sócios da Baumhardt.

A Sadia também informou que submeterá à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registro para oferta pública obrigatória para aquisição de ações ordinárias da Excelsior que estão em circulação. O preço será de R$ 4,48 por ação, valor equivalente a 80% do preço de R$ 5,60, por ação, pago aos sócios da Baumhardt.


Bancos

Bradesco aprova pagamento de dividendo no valor de R$ 387 milhões referente ao primeiro semestre
Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - O Bradesco informou hoje que o conselho de administração da instituição aprovou o pagamento de dividendos intermediários no valor total de R$ 387 milhões, referentes ao primeiro semestre deste ano.

Segundo o banco, o valor pago será de R$ 0,120175000 por ação ordinária e R$ 0,132192500 por ação preferencial.

Serão contemplados os investidores que estavam na base de acionistas do banco na última sexta-feira. O pagamento será feito no dia 21 deste mês de julho, não havendo retenção de Imposto de Renda na Fonte.

Ainda de acordo com o comunicado do banco, esses dividendos intermediários correspondem a dez vezes o valor dos dividendos que a instituição paga mensalmente.


BNP Paribas busca expansão no Brasil
Gazeta mercantil
30/06/2008

São Paulo, 30 de Junho de 2008 - O grupo financeiro francês BNP Paribas, que em agosto do ano passado comprou o pernambucano Banco Geral de Negócios (BGN), planeja mais expansões para os seus negócios no País, que estão cada vez mais lucrativos. Conforme o diretor-presidente do Banco BNP Paribas Brasil, Louis Bazire, está acesa a luz verde para a subsidiária realizar aquisições e também investir na implantação de novas atividades, começando do zero. Uma área de interesse, em que o BNP lidera no mercado europeu, mas não tem presença no País, é a de custódia de títulos para investidores institucionais - fundos globais, por exemplo, que fazem operações na BM&F Bovespa precisam ter no Brasil um banco para fazer a custódia dos valores envolvidos -, um segmento dominado por gigantes. "Achamos que tem lugar para outros, ainda mais para um com o know how do Paribas."

Dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) mostram que o estoque total de ativos custodiados até maio deste ano estava em R$ 2,1 trilhões, sendo R$ 1, 35 trilhão de investidores internos e R$ 748,6 bilhões de estrangeiros. O Banco Itaú Holding Financeira lidera o mercado, com participação de 28% no total. O Bradesco está na segunda colocação, com 22%; seguido pelo Banco do Brasil, com 16% e na terceira posição; e pelos norte-americano Citigroup e o inglês HSBC Bank, com fatias de 14,3% e 7,4% e na quarta e quinta posições, respectivamente.
O executivo diz que a idéia surgiu, particularmente, a partir do aumento do volume de solicitações de investidores estrangeiros por serviços de custódia. Como o BNP Paribas está presente em 88 países a possibilidade de negócios é considerável.
Bazire afirma que a subsidiária brasileira já tem uma pequena operação de custódia, mas apenas para atender a demanda interna.

"Vamos transformar esse serviço em produto", diz, acrescentando que já está em curso o levantamento dos investimentos necessários para a implantação. "Lá fora estão olhando o País com muita atenção e precisamos ter mecanismos para atender a essas demandas," avalia.

É principalmente a demanda estrangeira que também está fazendo o BNP passar da intenção de adquirir uma corretora de câmbio e valores no País, anunciada no final de 2007, para algo mais concreto. "Passamos do estado verbal para o ativo." Significa que o banco já está avaliando algumas empresas e a preferência vai recair para a que tiver uma atividade mais forte na área de home broker, segmento em que o banco também é o maior da Europa, informa Bazire, mas não está presente no Brasil. "Temos um gestor de fundos que está entre os dez primeiros colocados no ranking brasileiro. Podemos obter muitas sinergias com uma plataforma." O executivo lembra que a BM&F Bovespa é a terceira maior bolsa do mundo e que há investidores ávidos para operar no Brasil, particularmente da Ásia. "Com uma home broker, vamos cuidar do nosso próprio fluxo de operações, utilizar essa capacidade para nos vender." As corretoras brasileiras têm sido muito disputadas, algo normal após reestruturação de bolsas (união da BM&F com a Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa), diz, e visto por Bazire nos diversos países da Europa onde atuou. Neste ano, o Bradesco comprou a Ágora e há cerca de duas semanas o Citi Brasil fechou a aquisição da Intra Corretora de Câmbio e Valores.

O mercado chama a atenção: o volume de pessoas operando nas bolsas brasileiras dobrou em um ano e hoje está em torno de 500 mil. "O momento é de concentração, mas não é algo tão fácil, as empresas são familiares." O que implica sempre um grau maior de dificuldade na hora da negociação. Por isso, no plano, Bazire avalia não somente a aquisição de 100% de uma corretora, como também a possibilidade de formar uma parceria local.

O apetite do Paribas pelo Brasil vem de alguns anos, recorda o executivo. "Há dez anos o grupo (tem negócios também na área de locação de automóveis, financeira e seguros) tinha 30 funcionários aqui; hoje são 2 mil." A subsidiária tem apresentado resultados expressivos, mesmo em momento de volatilidade no mercado internacional, recessão norte-americana e alta das commodities. "O mercado está muito parado lá fora em asset e private. O Brasil é exceção, como a China e outros países emergentes. Mas penso que o BNP cresce mais rápido aqui que em outros emergentes." O primeiro semestre, cujo balanço ainda não foi fechado, foi de crescimento. Na área de investimentos, a alta ficará entre 35% e 40%, calcula. Nesse segmento, foi a subsidiária que mais cresceu, segundo Bazire. O lucro líquido do banco em 2008 ficará em linha com os R$ 170 milhões do ano passado, quando a subsidiária teve um resultado extra de R$ 40 milhões com a venda das ações da BM&F. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Iolanda Nascimento)

UBS vê chance de evitar prejuízo no segundo trimestre
Valor Online
04/07/2008

SÃO PAULO - O banco suíço UBS deve apresentar no segundo trimestre equilíbrio operacional (break-even) ou resultados um pouco abaixo desse ponto. A divulgação dos dados está prevista para o dia 12 do próximo mês. A instituição avisou que os resultados de abril a junho incluem um crédito fiscal de aproximadamente 3 bilhões de francos suíços (US$ 2,9 bilhões).

O UBS revelou em nota em sua página eletrônica que o desempenho reflete contribuições positivas das áreas de Global Wealth Management & Business Banking e Global Asset Management, compensando perda no segmento de Investment Bank.

Vale notar que o banco foi bem afetado pela crise das hipotecas de maior risco (subprime) nos Estados Unidos.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

Bebidas

InBev mantém-se firme com relação à proposta pela Anheuser-Busch
Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - A belgo-brasileira InBev mantém sua proposta de comprar a cervejaria americana Anheuser-Busch Companies Inc. por US$ 65 por ação em dinheiro apesar da fraqueza do mercado acionário.

"A forte preferência da InBev é entrar em um diálogo construtivo para alcançar uma combinação amigável. Ao mesmo tempo, a InBev continua comprometida com a combinação e perseguirá todos os caminhos disponíveis que possibilitarão aos acionistas da Anheuser-Busch terem uma voz direta no processo", sublinhou no texto divulgado hoje.

Na semana passada, a Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, rejeitou o lance da InBev, considerado "financeiramente inadequado" e contrário aos melhores interesses dos acionistas.

"Nossa proposta firme de US$ 65 por ação reflete o valor pleno e justo da companhia", declarou o executivo-chefe da InBev, Carlos Brito. Além de garantia de valor imediato aos acionistas da Anheuser-Busch, a belgo-brasileira defendeu que a eventual combinação criará uma empresa mais forte e mais competitiva.

(Juliana Cardoso | Valor Online)


Coca-Cola Femsa compra de engarrafadora em Minas Gerais por US$ 364,1 milhões
Valor Online
27/06/2008

SÃO PAULO - A mexicana Coca-Cola Femsa anunciou a compra da franquia de Refrigerantes Minas Gerais Ltda (Remil) da The Coca-Cola Company, por US$ 364,1 milhões. Com essa transação, concluída ontem, A Femsa passará a responder por 30% do sistema de engarrafamento de produtos Coca-Cola no Brasil.

A mineira Remil, fundada há 60 anos, registrou no ano passado receita líquida de R$ 721 milhões e venda de 114 milhões de unidades de bebidas. A empresa atende 15 cidades em Minas, inclusive Belo Horizonte, o que totaliza 15 milhões de consumidores.

A Coca-Cola Femsa é a maior engarrafadora da Coca Cola na América Latina e com a nova aquisição deve expandir em mais de um terço a atuação da empresa no país. Terá agora 9.200 empregados no país, 4 unidades de produção e 41 milhões de consumidores atendidos.


Comércio exterior

Camex reduz imposto de importação de 332 produtos
Valor Econômico
04/07/2008

BRASÍLIA - Os sete ministros que integram a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovaram a redução do imposto de importação para 332 produtos que farão parte de investimentos avaliados em US$ 4,12 bilhões. Os quatro setores mais beneficiados são serviços, gráfico, petróleo e naval.

A secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, informou ontem, após reunião da Câmara, que, além desses quatro setores, a redução da tarifa de importação desses ex-tarifários - bens não produzidos no Mercosul - beneficia os segmentos de geração de energia, alimentos, papel/celulose, metalurgia, siderurgia e autopeças. O aumento da demanda de investimentos vem fazendo com que a Câmara aprove, desde janeiro, uma lista de ex-tarifários por mês. Antes disso, eram apenas duas por ano. Ela informou que o número de itens (332) é recorde.

No caso dos bens de capital (BK), a tarifa foi baixada de 14% para 2%. Em bens de informática e telecomunicação (BIT), a redução foi de 20% para 2%. O benefício vale até dezembro, mas Lytha admitiu que poderá ser prorrogado no Mercosul. Na lista de 332 produtos, apenas quatro são de informática e telecomunicações.

A pauta da Camex foi extensa e os ministros aprovaram o aumento das cotas de importação de pneus remoldados no Paraguai e no Uruguai, que eram de 120 mil e 130 mil unidades e foram para 168 mil e 164 mil. A medida vale para 2008, até que o Mercosul defina um regime comum para 2009. O assunto é polêmico e aguarda, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de uma ação.

No âmbito da defesa comercial, a Camex reduziu de 11,7% para 2,9% o direito antidumping aplicado, erroneamente, contra o glifosato (defensivo agrícola) importado da China. A medida vale até 12 de fevereiro de 2009, enquanto é investigada a retomada do dumping. Os ministros também decidiram que serão aplicados direitos antidumping definitivos sobre as importações de filmes PET da Índia e da Tailândia. Divididos em sete faixas, eles variam de US$ 89,09 a US$ 876,11 por tonelada.

A Camex ainda tornou definitivas, por cinco anos, as medidas compensatórias aplicadas contra as importações de filmes PET da Índia, com alíquotas entre US$ 0,42 e US$ 165,08 por tonelada. A importação de acrilato de butila (insumo para a indústria de tintas e vernizes) dos Estados Unidos também vai arcar com direitos antidumping provisório. As faixas definidas são de US$ 0,06 por quilo (Arkema) e US$ 0,12 para a Dow Chemical, Union Carbide e demais.

Também foram alteradas cinco posições da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. O princípio ativo de medicamentos contra câncer e tumores (bicalutamida) teve a alíquota elevada de 2% para 14% porque o produto passou a ser fabricado na Argentina. O mesmo percentual foi estabelecido para as máquinas para colheita de grãos (ceifeiras) que agora são montadas naquele país. O suplemento alimentar para pessoas que sofrem de artrite (sais do sulfato de condroitina) passou a ser feito no Brasil e a TEC subiu de 2% para 14%.

Resinas de petróleo usadas como insumo na produção de adesivos para fraldas tiveram a TEC reduzida de 14% para 2%, mesmo percentual fixado para o produto intermediário na fabricação de corantes (clorobenzeno).

(Arnaldo Galvão | Valor Econômico)

Após vendas externas de US$ 90 bi até junho, governo deve rever para cima meta de exportações
Valor Online
01/07/2008

RIO - O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, acredita que a projeção de exportações para 2008 será revista para cima, em função das vendas externas de US$ 90,645 bilhões alcançadas no primeiro semestre do ano. Atualmente, a meta é de US$ 180 bilhões.

"É excepcional. O ministro (Miguel Jorge) tinha dito que a meta poderia ser revista. Possivelmente, diante deste resultado, será para cima", disse Meziat, que participa hoje do 2º Encontro Nacional do Comércio Exterior de Serviços, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, o crescimento de 50% das importações é sustentável e demonstra um aumento na qualidade das compras externas. Meziat ressalta que a maior parte das importações é de bens de capital ou bens intermediários, que são voltados para a indústria. "Hoje elas (as importações) funcionam para atender a demanda e como anteparo à inflação", afirmou.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apresentou hoje os dados da balança comercial brasileira no primeiro semestre. O superávit foi de US$ 11,370 bilhões, com queda de 44,7% ante igual período do ano passado. As exportações somaram US$ 90,645 bilhões e as importações ficaram em US$ 79,275 bilhões. No primeiro semestre de 2007, as vendas externas totalizaram US$ 73,214 bilhões e as compras alcançaram US$ 52,635 bilhões.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Superávit comercial é de US$ 11,370 bilhões no primeiro semestre de 2008
Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - De janeiro a junho deste ano, o superávit da balança comercial brasileira correspondeu a US$ 11,370 bilhões. As exportações somaram US$ 90,645 bilhões e as importações ficaram em US$ 79,275 bilhões, uma média respectiva de US$ 737 milhões e US$ 644,5 milhões por dia útil.

Na comparação com os seis primeiros meses de 2007, o saldo comercial acabou 44,7% mais enxuto. Naquele período, as vendas externas totalizaram US$ 73,214 bilhões e as compras alcançaram US$ 52,635 bilhões, resultando em superávit de US$ 20,579 bilhões.

Os números foram apresentados nesta manhã pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


Construção

CCDI e HM Engenharia fecham acordo de R$ 4,2 bi para financiamento de imóveis
Valor Online
30/06/2008

SÃO PAULO - A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), HM Engenharia e Construções e a Caixa Econômica Federal assinaram acordos que prevêem o financiamento de imóveis no valor total de até R$ 4,2 bilhões.

De acordo com comunicado divulgado pela CCDI, do total de recursos a ser alocado, R$ 2,2 bilhões serão destinados ao financiamento de 22.200 unidades desenvolvidas pela HM Engenharia (no segmento de baixa renda - com valor da unidade abaixo de R$ 100 mil). Os demais recursos serão direcionados ao financiamento de 13.700 unidades a serem desenvolvidas pela CCDI em empreendimentos com unidades com valor de R$ 100 mil e R$ 350 mil (segmento econômico e médio).

O financiamento terá recursos do FGTS e do Sistema Financeiro da Habitação, sendo disponibilizado para unidades com valor de até R$ 350 mil. As taxas de juros aos clientes variam de acordo com o valor do preço da unidade financiada, atualmente de TR mais 5,5% ao ano, a TR + 11% ao ano, em até 360 meses.

Com o acordo firmado, a HM Engenharia, que foi incorporada pela CCDI no ano passado, tem garantidos recursos para os próximos dois anos de lançamentos.

Já para CCDI, o negócio permitirá fortalecer ainda mais seu direcionamento estratégico em direção aos segmentos mais populares. Do seu banco de terrenos de R$ 10 bilhões em Valor Potencial de Vendas, metade já está direcionada a esses grupos.

Votorantim investe mais R$ 1,4 bi em cimento
Gazeta mercantil
01/07/2008

São Paulo- A Votorantim Cimentos (VC) informou ontem que investirá um total de R$ 3,2 bilhões para elevar de 25 milhões de toneladas anuais para 39 milhões de toneladas anuais a capacidade de produção no período compreendido entre 2007 e 2011. No ano passado a companhia já havia informado verba de R$ 1,7 bilhão para alcançar 33 milhões de toneladas até 2010. Ontem acrescentou R$ 1,45 bilhão nesse total decididos neste ano. Em junho último a companhia já havia anunciado expansão na fábrica de Mato Grosso. Com isso, a VC terá capacidade aproximadamente 60% maior em 2011. Este ano a companhia encerrará com produção de 21 milhões de toneladas, segundo o presidente da Votorantim Cimentos, Walter Schalka

A VC atende assim a pedidos tanto do governo federal quanto de alguns governadores que querem a garantia de abastecimento no processo de crescimento brasileiro.
Schalka disse que a demanda deste ano superou as expectativas anteriores de alta de 9% nas vendas e o ano deve fechar com cerca de 11% de crescimento. Na região Centro-Oeste, que reclama de desabastecimento, a alta ficou em cerca de 14%. Pela primeira vez o consumo per capita deverá superar o recorde registrado em 1998 de 241 quilos por habitante/ano. Em 2008 poderá chegar a 261 quilos e 50 milhões de toneladas vendidas no País.

As projeções de Schalka são de crescimento médio de entre 7% e 8% anuais nos próximos três anos o que deve levar o Brasil para um nível de consumo per capita de cerca de 300 toneladas, próximo a países como Argentina e Chile. Alguns mercados têm consumo muito superior, como é o caso, por exemplo, da China, que chega a 1,2 quilos por habitante/ano respondendo por 50% do total de 2,7 bilhões de toneladas consumidas anualmente.

O Brasil, acredita Schalka, chegará a 65 milhões de toneladas anuais em três anos. O executivo disse que os investimentos visam manter a participação da companhia no mercado brasileiro na casa dos 40% que detém hoje, mas reconhece que o acréscimo de produção é mais alto. Segundo Schalka, a capacidade garante flexibilidade no atendimento a demanda. Mas foi também um motivo de preocupação na definição dos novos investimentos.
O executivo admitiu que a inflação poderá afetar o ritmo de crescimento do setor, que conta com o maior investimento em habitação e em infra-estrutura.

Os novos investimentos prevêem unidades em Nobres (MT), Salto do Pirapora (SP), Rio Branco (PR) e Sobradinho (NE). Considerando o total já anunciados, passam de 17 para 26 as operações de cimento empresa. O objetivo é estar cada vez mais próximo do mercado consumidor, reduzindo o impacto do custo de distribuição, garantindo atendimento regional. Para tanto a empresa também está investindo em infra-estrutura logística. O objetivo é atender os pedidos em prazo curtíssimo. "Pedidos feitos pela manhã são atendidos à tarde", disse o presidente da VC. "Dessa forma o nível de estoque do varejo é muito pequeno"
Schalka informou que a unidade de Aracaju tem capacidade ociosa mas os custos de transporte reduzem a competitividade do produto. Entretanto, a unidade do Mato Grosso tem sido abastecida por Sergipe para evitar escassez na região.

Atualmente a maior unidade da VC está no Paraná, onde serão investidos mais R$ 400 milhões. A empresa também já havia anunciado a reativação de algumas unidades. Schalka não detalhou como será financiada a expansão, disse apenas que alguns investimentos receberão recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas são operações tratadas pela área corporativa para todo o grupo.

Schalka afirmou que não há nenhuma aquisição prevista para o Brasil. No exterior, a companhia, que obteve receita líquida de R$ 5,6 bilhões em 2007, alta de 7,7%, tem unidades nos EUA, Canadá e na Bolívia. No exterior são 6 milhões de toneladas anuais.

Preços
De acordo com presidente da VC, o custo de investimento aumentou cerca de 40% em 24 meses, resultado da alta no aço e em outras matérias-primas. Além disso, os prazos para entrega de um moinho, que levava entre 12 e 14 meses, passou a cerca de dois anos. Além disso, a alta nos preços dos combustíveis - que respondem por cerca de 50% do custos de produção - também reduz a competitividade. A VC tem um programa de substituição que utiliza, por exemplo, casca de arroz e pneus na geração de energia que atende a 16% do consumo de energia da Votorantim.Schalka disse que, ainda assim, a VC repassou alta de 12 a 13% nos preços, mas reconheceu que para o consumidor final o aumento foi bem superior.

Em algumas regiões mais distantes, disse o executivo, o aumento foi muito elevado e a companhia planeja fazer campanha na mídia para mostrar que essa alta não saiu das fábricas nessas proporções. Entre essas regiões Schalka cita Rondônia e Mato GrossoSchalka informou que o crescimento também tem provocado uma inflação de salários. A companhia desenvolve projetos nas regiões em que atua para formar mão-de-obra qualificada, são pedreiros, eletricistas, carpinteiros área de demanda das construtoras.

Em fevereiro a cadeia produtiva entregou documento ao governo com proposta para treinar cinco milhões de pessoas.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Rita Karam)

Crédito

Abecs eleva previsão e espera alta de 24% no total de compras com cartões em 2008, para R$ 387,5 bi
Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - O mercado de cartões deve fechar o ano de 2008 com um crescimento de 24% no valor total de compras. A nova estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) prevê que os brasileiros gastarão neste ano R$ 387,5 bilhões em compras com cartões, aí incluídas as operações com plásticos de crédito, de débito e os de lojas e redes.

Esse montante será movimentado com os quase 500 milhões de plásticos que estarão em circulação no país no final de dezembro, um aumento de 14% sobre a base de 2007.

Segundo a entidade, que antes previa um aumento de 20% no volume financeiro movimentado com cartões neste ano, a nova projeção leva em conta o ritmo acelerado de crescimento observado na primeira metade deste ano, de 24%, que levou a um total de R$ 176,2 bilhões em compras com cartões.

Para o número de transações a entidade agora prevê aumento de 20%, contra estimativa anterior de 17%. Segundo a Abecs, serão neste ano 6,1 bilhões de operações feitas com cartões no país.

Além do consumo aquecido, a entidade atribui a expansão também à substituição dos meios de pagamento. A modalidade de débito, por exemplo, é uma das que mais cresce e deve movimentar neste ano R$ 110 bilhões, com aumento de 30%.

Para os cartões de crédito, o valor de compras deve superar o de outros meios de pagamentos e totalizar R$ 224 bilhões, mas o crescimento será um pouco mais modesto, de 22% em relação a 2007

Já os cartões de loja e de rede terão R$ 53 bilhões em compras no final de 2008, com elevação de 19% perante o ano passado.


Com 100 milhões de cartões de crédito no Brasil, setor movimentou R$ 102 bi no semestre, diz Abecs
Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - A indústria de cartões de crédito movimentou no primeiro semestre deste ano R$ 102,2 bilhões. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram ainda que o setor alcançou a marca de 100 milhões de plásticos em circulação no país no final de junho, o que representa uma evolução de 17% perante o patamar registrado no mesmo mês de 2007.

Considerando o movimento dos cartões de crédito, débito, loja e rede, são 466 milhões de plásticos em circulação, um aumento de 14%, e R$ 176,2 bilhões movimentados, montante 24% superior ao verificado na primeira metade de 2007. O volume de transações cresceu 20%, com 2,8 bilhões de operações realizadas.

Dentre as modalidades analisadas, o movimento do cartão de débito, que somou R$ 50,2 bilhões, foi o que mais se expandiu (30%), devido à migração para esse meio de pagamento, que substituiu principalmente cheques e dinheiro. O gasto médio por cartão aumentou 22% no semestre e alcançou R$ 247.

Na modalidade de cartões de loja e de rede, a expansão foi de 19%, com 23,9 bilhões movimentados no semestre e 156 milhões de cartões em circulação, volume 20% superior ao nível de junho do ano passado. Em número de transações, a evolução foi de 17%, com 437 milhões de operações de janeiro a junho.

Energia

Uma das vencedoras do lote C, Eletronorte admite parceria com Isolux, que levou lotes A e B
Valor Online
27/06/2008

RIO - O diretor-presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira, ficou satisfeito com a vitória no lote C do leilão de linhas de transmissão, realizado hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo ele, o deságio de 7% foi altamente benéfico para a empresa, uma vez que houve deságios superiores a 30% em outros lotes.

Palmeira não descartou a possibilidade de firmar parcerias com a vencedora dos lotes A e B, a espanhola Isolux, que será responsável pela construção de linhas de transmissão a partir de Tucuruí.

O lote C, arrematado pelo consórcio do qual a Eletronorte participou, é uma continuação das linhas contidas nos lotes A e B. "Os lotes A, B e C são interligados. Acho que poderemos sentar e conversar no futuro com os vencedores das outras áreas (lotes)", disse o executivo.

Ele acrescentou que o recurso impetrado pelo consórcio para validar o leilão do lote C foi importante, de forma a não deixar vazia uma região que, no futuro, poderá contribuir, ao integrar a energia a ser produzida pela usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Grupos estrangeiros vão embolsar quase 70% da receita de novas linhas de transmissão
Valor Online
27/06/2008

SÃO PAULO - Os grupos estrangeiros conquistaram hoje as concessões necessárias para a construção de 1,486 mil quilômetros de linhas de transmissão, durante leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O número representa 49,56% do total licitado, sendo que os 50,44% restantes (1,513 mil quilômetros) ficaram com empresas nacionais.

Apesar das metragens praticamente iguais, os estrangeiros vão faturar mais que os brasileiros. Ao final do leilão, as concessões conquistadas pelas espanholas Isolux e Elecnor, além da agora sob controle colombiano Cteep, somaram uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 185 milhões, valor que representa 58,63% do montante total envolvido no leilão. A RAP dos brasileiros Consórcio Amazonas, TBE Centro-Oeste e Chesf somou R$ 130,53 milhões.

A fatia financeira dos estrangeiros é ainda maior se considerada a participação de 30% da espanhola Abengoa no consórcio Amazonas. Nesse cenário, a receita dos grupos externos subiria para R$ 215,5 milhões, 68% do total negociado no leilão.

O desempenho dos estrangeiros foi quase que totalmente puxado pela Isolux, que vai receber R$ 146,18 milhões anuais pelos 1,24 mil quilômetros de linhas de transmissão que irá construir nos próximos três anos. Para levar os lotes A e B, localizados no Pará e no Amapá, a companhia abriu mão de R$ 38,84 milhões por ano, o que representa um deságio de 21%.

O Consórcio Amazonas ficou com a segunda maior fatia. Vai embolsar R$ 101,6 milhões por ano após a entrada em operação da linha Oriximiná (PA) - Cariri (AM), de 586 quilômetros, também prevista para três anos. Com deságio vencedor de 7%, o consórcio abriu mão de R$ 7,64 milhões por ano.

O terceiro lugar em receitas ficou com a empresa que mais arrematou lotes, a ex-estatal paulista Cteep. Durante o leilão, a empresa levou cinco lotes, distribuídos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Cteep, no entanto, irá construir apenas 174,5 quilômetros de linhas em 18 meses, além de sete subestações. A RAP será de R$ 29,33 milhões, um deságio médio de 33,7% sobre o teto estabelecido pela Aneel.

Em seguida aparece o consórcio brasileiro TBE Centro-Oeste, que levou a concessão de 775 quilômetros de linhas no Mato Grosso. A empresa irá receber R$ 25,95 milhões anuais após a entrada em operação do empreendimento, prevista para 20 meses. O deságio oferecido pelo consórcio foi de 29,48%.

A Chesf levou ainda uma linha de transmissão na Bahia, prevista para ficar pronta em 18 meses. Após esse período, a estatal irá receber R$ 2,98 milhões por ano, um deságio de 38,33% sobre o máximo estipulado.

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Indicadores

Fipe vê sinal de desaceleração da inflação dos alimentos em São Paulo
Valor Online
03/07/2008

SÃO PAULO - Embora a inflação na cidade de São Paulo ainda tenha apontado um patamar elevado em junho, com alta de 0,96% no Índice de Preços do Consumidor (IPC), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) chama atenção para a desaceleração da taxa no curto prazo. Na terceira quadrissemana o índice havia subido 1,06%. O arrefecimento é mias intenso perante o IPC fechado de maio, cuja alta foi de 1,23%. Em julho a previsão é de aumento de 0,95% para o índice.

Tal movimento foi influenciado pelo principal grupo de pressão, o de Alimentação, que apontou inflação de 2,87% no mês de junho, abaixo dos 3,20% apurados na terceira quadrissemana e dos 3,17% registrados em maio. No mês de julho a estimativa da Fipe é de avanço de 2,5% no grupo Alimentação.

Esse grupo acumula aumento de 8,27% no primeiro semestre deste ano, a mais forte variação para períodos semestrais desde a segunda metade de 2002. Para o segundo semestre deste ano, a Fundação estima alta adicional de 4,4% para os alimentos, o que deve levar o grupo a fechar 2008 com avanço de 13% ante 2007.

Colaborou para o arrefecimento em junho a retração dos preços de produtos in natura, que caíram 1,47% no mês passado, perante alta de 3,11% em maio. Continuaram em ascensão no mês passado os preços de alimentação fora do domicílio, que fecharam com inflação de 2,17%. Segundo Marcio Nakane, coordenador do IPC, o repasse de custos de matéria-prima e custos nesse caso tem sido mais intenso do que foi no ano passado.

O maior peso para a inflação dos Alimentos, no entanto, continua vindo dos produtos semi-elaborados, que ficaram 7,44% mais caros em junho, mas apontam um ligeira desaceleração perante a terceira quadrissemana, quando a alta foi de 7,60%.

O que chama mais atenção no mês, além do feijão (18,92%) e do arroz (8,61%), é a alta agregada da carne bovina, calculada pela Fipe em 9,79%. Isso equivale a uma participação de 0,24 ponto percentual sobre toda a alta do IPC (0,96%) no mês. "Para julho a carne continuará sendo um item de pressão", diz Nakane, lembrando, no entanto, que os preços do arroz, do leite e do frango tendem a retroceder nos próximos meses.

Também acompanhou o movimento de desaceleração em junho o grupo Transportes, com alta de 0,15%, contra 0,16% na 3ª quadrissemana e 0,31% em maio. A queda é atribuída à baixa de 0,60% no preço do álcool. Em Habitação a inflação foi de 0,30%, uma retração importante ante o aumento de 0,74% verificado em maio e a evolução de 0,54% na terceira quadrissemana de junho.

Essa trajetória, no entanto, pode ser reverter a partir de agosto, quando o IPC começará a captar o aumento de 8,62% estabelecido para o preço de energia elétrica residencial em São Paulo. Considerando ainda a estimativa de aumento de 4,46% para o serviço de telefonia fixa, Nakane projeta que nos meses de julho e agosto esses dois efeitos devem somar um impacto inflacionário de 0,44 ponto percentual sobre o IPC no período.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)


Vendas reais da indústria crescem 1,1% no mês em maio e acumulam 7,9% no ano, diz CNI
Valor Online
03/07/2008

BRASÍLIA - As vendas reais da indústria brasileira subiram 1,1% em maio ante um mês antes, pelo critério dessazonalizado. Na série sem ajuste, houve crescimento de 0,9%, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ante maio de 2007, as vendas reais expandiram-se 5,3%. Nos cinco primeiros meses deste ano, o aumento foi de 7,9% no confronto com igual intervalo do ano anterior.

Em relatório, os economistas da CNI destacam que o resultado de maio " sustenta a continuidade da trajetória ascendente " das vendas na indústria, mas notam a existência de uma expansão a taxas menores do que o ocorrido em 2007.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Indústria automobilística

Produção de máquinas agrícolas tem alta de 27,8% ante junho de 2007, diz Anfavea
Valor Online
04/07/2008

SÃO PAULO - A produção de máquinas agrícolas automotrizes foi de 7.345 unidades em junho, com ampliação de 27,8% em relação às 5.749 unidades do sexto mês de 2007, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No confronto com as 6.474 unidades fabricadas em maio de 2008, a produção de máquinas agrícolas subiu 13,5% no mês passado.

No primeiro semestre foi verificada a produção de 39.894 máquinas agrícolas, expansão de 38,8% na comparação com intervalo equivalente de 2007 (28.752 unidades).

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Receita de montadoras com exportações aumenta 11,3% no mês em junho e 19% frente a 2007
Valor Online
04/07/2008

SÃO PAULO - As exportações de veículos e máquinas automotrizes somaram US$ 1,265 bilhão em junho, superando em 19% a receita somada no mesmo mês do ano passado, de US$ 1,063 bilhão. A Associação Nacional os Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), responsável pelos dados, mostrou também que o resultado foi 11,3% superior àquele observado em maio deste calendário, de US$ 1,136 bilhão.

No primeiro semestre de 2008 perante mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 11,8% nas vendas externas, atingindo US$ 6,87 bilhões.

Levando em conta junho deste ano, em unidades, foram exportados 66.382 veículos (incluídos caminhões e ônibus), uma elevação de 3,7% na comparação com período semelhante do ano passado (64.034 unidades). Ante maio, quando as vendas externas somaram 55.187 veículos, o acréscimo foi de 20,3%.

Ainda em junho de 2008, as vendas externas de máquinas agrícolas equivaleram a US$ 230,47 milhões, com expansão de 16,5% no confronto com igual mês de 2007, mas redução de 8,8% frente a maio deste exercício.

Foram exportadas em junho 2.426 máquinas, superando em 1% a marca de período correspondente de 2007. Representa, contudo, recuo de 10,2% na comparação com maio de 2008 (2.701 unidades). No primeiro semestre, foram vendidas ao exterior 14.751 máquinas, com aumento de 26,5% em relação ao mesmo intervalo de 2007.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Governo vai financiar 60 mil tratores
Gazeta Mercantil
03/07/2008

São Paulo e Curitiba - A indústria de tratores e máquinas agrícolas terá que aumentar 40% sua produção até 2010, a fim de atender ao programa criado pelo governo federal para a agricultura familiar. Serão liberados R$ 6 bilhões a juros de 2% ao ano para financiar a aquisição de 60 mil tratores e 300 mil implementos. O benefício foi anunciado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O que buscamos é uma revolução no campo. Não queremos que a agricultura familiar se restrinja à produção de alimentos. Não está escrito na Bíblia que pequeno tem de ser pobre", disse o presidente, durante a cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário, que destinará R$ 78 bilhões ao setor, 12% mais que o montante liberado no ciclo anterior.
O vice-presidente da Anfavea, Gilberto Zago, disse que as medidas são importantes para o País e que os reflexos devem chegar à indústria em outubro.

Fenabrave confirma venda de 1,4 milhão de automóveis no primeiro semestre
Valor Online
02/07/2008

SÃO PAULO - Dados oficiais divulgados hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) confirmaram que as vendas de automóveis somaram 1.407.434 unidades no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 30,16% em relação ao mesmo período de 2007. No mês de junho, a alta foi de 28,65%, para 256.083 unidades emplacadas.

O volume contempla automóveis de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus. Dentre esses, o segmento que mostrou maior crescimento foi o de comerciais leves, com salto de 48,83% no semestre, para 38.500 unidades. Na seqüência aparecem os caminhões (+29,85%), com 9.909 veículos, seguidos pelos automóveis de passeio (+26,88%), com 1.109.422 unidades vendidas. Os ônibus mostraram alta de 16,87%, para 2.175 veículos.

A entidade também informou a comercialização de motocicletas, que somou 951.151 unidades nos seis primeiros meses do ano, com alta de 23,33% sobre o mesmo período de 2007.

A Fiat segue na liderança nacional de automóveis e comerciais leves, com participação de 25,1% no primeiro semestre, seguida pela Volkswagen, com 21,68% e pela General Motors, com 21,48%. Bem mais atrás surgem Ford, com fatia de 9,44%, Renault (4,38%), Honda (4,15%) e Peugeot (3,08%).

No segmento de caminhões, a Mercedes Benz tem liderança apertada, com participação de 30,64%. Na cola, a Volkswagen encerrou o semestre com 30,09%, seguida por Ford (16,53%), Volvo (7,93%), Iveco (7,18%) e Scania (6,36%).

E a Mercedes também é líder em ônibus, com participação de 47,9%, seguida pela Volkswagen, que detém 27,58%. A Marcopolo surge na seqüência com 13,33%.

Em motos, a Honda permanece soberana em primeiro lugar, com fatia de 70,88%. Bem atrás, a Yamaha ocupa o segundo posto, com 11,64%, seguida por Suzuki (8,14%), Sundown (4,55%) e Dafra (1,64%).

(Valor Online)

Mineração


Vale nega interesse pela Paranapanema, mas considera compra de subsidiárias

Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - Em nota divulgada há pouco, a Vale do Rio Doce negou que esteja negociando a aquisição da Paranapanema, conforme noticiado hoje na imprensa. A mineradora, no entanto, confirmou o interesse em comprar as empresas Caraíba Metais e Cibrafértil, controladas pela Paranapanema e que representam mais de 75% do faturamento do grupo.

A maior delas, de longe, é a Caraíba Metais, do setor de cobre. Em 2007, a empresa registrou faturamento bruto de R$ 3,506 bilhões, valor que corresponde a 73,6% do total faturado pela Paranapema, de R$ 4,762 bilhões.

Já a Cibrafértil, que produz matéria-prima para fertilizantes, tem dados mais discretos. Faturou R$ 75,57 milhões no ano passado, apenas 1,6% do total da Paranapanema.

A Vale esclareceu, no entanto, que o negócio "está ainda em processo de análise", e que a companhia não apresentou qualquer proposta efetiva de aquisição das subsidiárias da Paranapanema.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

MMX adquire direito minerário da Mina de Bom Sucesso por US$ 193,3 milhões
Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - A MMX Mineração e Metálicos anunciou a aquisição dos direitos minerários sobre a Mina de Bom Sucesso (MG), da LGA, por US$ 193,3 milhões a serem pagos em quatro parcelas até janeiro de 2010. A MMX esclarece que esse montante pode aumentar se o resultado das explorações geológicas locais configurarem um volume de recursos minerais acima de 241,6 milhões de toneladas

O acordo de aquisição foi celebrado por meio da subsidiária da MMX Sudeste, a AVG Mineração, e deverá se concluído até o próximo dia 7. O direito minerário em questão envolve uma área de 755,6 hectares em Bom Sucesso (MG) e se, as sondagens do terreno, que durarão 18 meses, apontarem para um volume maior que o estimado de minério, a AVG pagará US$ 0,80 para cada tonelada adicional medida.

A MMX diz que enquanto realiza as sondagens geológicas serão feito estudos sobre o investimento necessário para desenvolver a Mina de Bom Sucesso até 2012, com potencial de produção anual de até 10 milhões de toneladas de minério de ferro.

Para escoar essa produção, a MMX diz que pretende fazer uso de ferrovia operada pela MRS, distante 40 quilômetros da mina, até o porto da LLX Sudeste, no Rio de Janeiro.

Segundo a companhia, com a aquisição o Sistema MMX Sudeste passará a ser composto pela Unidade de Serra Azul - formado pelas minas da AVG e Minerminas - e pela Mina de Bom Sucesso, e poderá atingir uma capacidade de 25 a 30 milhões de toneladas anuais de minério de ferro de alta qualidade a partir de 2012.


Petróleo e Gás


Petrobras bate recorde de produção mensal no Brasil em junho

Valor Online
03/07/2008

RIO - A Petrobras bateu recorde de produção mensal de petróleo no Brasil em junho, com média diária de 1,867 milhão de barris. O recorde anterior, de 1,855 milhão de barris/dia era de dezembro do ano passado. O resultado de junho significou uma alta de 4,2% frente à média de 1,792 milhão de barris diários registrada no ano passado e um avanço de 0,7% em relação aos 1,854 milhão de barris/dia de maio de 2008.

De acordo com a estatal, o recorde foi conseqüência da entrada em operação de novos poços ligados às plataformas P-52 e P-54 - ambas instaladas no campo de Roncador, na Bacia de Campos - e à plataforma de Piranema, que opera no mar de Sergipe.

"Também contribuiu para o recorde o inicio de produção de novos poços nos campos de Albacora, Albacora Leste e Marlim, na Bacia de Campos", ressalta nota divulgada pela companhia.

A Petrobras revelou ainda que a oferta de gás ao mercado brasileiro pulou de 23,8 milhões de metros cúbicos por dia em junho do ano passado para 32,4 milhões de metros cúbicos/dia no mês passado, equivalente a uma alta de 36%.

Segundo a empresa, o crescimento é conseqüência do desempenho da produção de gás no campo baiano de Manati, do início de operação dos projetos previstos no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás) - como Peroá Fase II, no Espírito Santo - e a antecipação do aproveitamento de gás nas plataformas P-52 e P-54.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Petrobras pretende realizar neste semestre maior parte de licitações das plataformas para Tupi
Valor Online
02/07/2008

RIO - A Petrobras espera realizar no segundo semestre de 2008 a maior parte das licitações das plataformas que vão operar no campo de Tupi, na Bacia de Santos. De acordo com Pedro José Barusco, gerente-executivo de Engenharia da estatal, as licitações serão feitas em série assim que for definido o número de plataformas que vão operar na região. Dessa forma, ele espera licitar no segundo semestre deste ano as séries de cascos, módulos de geração, módulos de compressão e módulos de integração que serão utilizados nas plataformas.

Até o momento, a Petrobras licitava uma plataforma por vez, mas a estratégia mudou para a área do pré-sal, da qual Tupi deverá ser a primeira a entrar em operação comercial. Assim, a empresa que vencer a disputa para construir os cascos terá a incumbência de desenvolver de uma só vez os cascos de todas as plataformas que vão operar em Tupi.

"Vamos começar com os cascos, mas pretendemos fazer tudo o que conseguirmos ainda nesta semestre", disse Barusco, acrescentando que a previsão é que a construção termine 47 meses depois de iniciada. A Petrobras trabalha com projeção para início das obras em janeiro do ano que vem.

O gerente-executivo afirmou ainda que as empresas vencedoras dessas licitações serão obrigadas a construir os equipamentos no estaleiro da Petrobras em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Barusco revelou ainda que o custo de construção das refinarias premium que deverão ser erguidas no Maranhão e Ceará deve ficar na casa de US$ 30 bilhões - somadas as duas. A previsão é que a unidade do Maranhão processe por dia 600 mil barris de derivados enquanto a planta no Ceará deverá ter capacidade para 300 mil barris por dia.

Ele frisou que a expectativa é de que as obras nas refinarias no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e de Abreu e Lima, em Pernambuco, sofram um aumento de custos no plano de investimentos que será atualizado em setembro. Atualmente, o cálculo da estatal é de que a unidade fluminense custe US$ 8 bilhões e a pernambucana saia por cerca de US$ 4 bilhões.

O representante da Petrobras lembrou da alta do aço e frisou que ajustes nos orçamentos são normais. "Mesmo assim não acho que vai haver atraso na entrada em operação das refinarias", comentou. As refinarias devem entrar em operação até 2013.

Barusco participa de workshop organizado pela Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre oportunidades no setor de óleo e gás.

(Rafael Rosas | Valor Online)


 

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