Sexta-feira, 11/07/2008
Ano VIII – edição 326

Bancos

Citigroup passa operação de banco de varejo na Alemanha para francês Crédit Mutuel
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - O Citigroup entrou em acordo definitivo para vender sua operação de banco de varejo, o Citibank Privatkunden AG & Co. KGaA, e algumas de suas afiliadas para o Crédit Mutuel, terceiro maior grupo bancário de varejo na França. A transação está avaliada em 4,9 bilhões de euros em dinheiro mais lucros obtidos em 2008 até o fechamento do negócio.

A operação deve resultar em ganhos depois de impostos de US$ 4 bilhões para o Citi. A venda faz parte do plano do executivo-chefe do Citigroup, Vikram Pandit, de dispor US$ 400 bilhões de ativos depois das perdas sofridas pela instituição em razão dos problemas no setor de hipotecas subprime e outros títulos de risco.

"Estamos muito satisfeitos com esta transação e acreditamos que o Crédit Mutuel é uma escolha excelente para continuar a oferecer bons serviços aos clientes de varejo do Citibank na Alemanha. Este é outro passo estratégico em nosso esforço de reorganizar o Citi, fortalecer nosso balanço e nos colocar no caminho de crescimento futuro orientado por nossas principais atividades", declarou Pandit.

As informações constam de nota do próprio Citi.

(Juliana Cardoso | Valor Online)


BNDES destina R$ 1,5 bilhão para fundos de investimentos em empresas
Valor Online
10/07/2008

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir até R$ 1,5 bilhão em dez fundos de investimento, com o objetivo de apoiar empresas emergentes e preparar companhias para futuras aberturas de capital. O banco receberá, até o dia 11 de agosto, propostas para aplicação nos três primeiros fundos que serão apoiados pela instituição.

Esses três primeiros fundos capitalizados pelo novo Programa de Fundos de Investimento serão da modalidade private equity - para compra de participação em empresas - e terão focos diferenciados: agronegócio, etanol e biomassa e incremento da governança. No total, o processo de escolha dos dez primeiros fundos poderá levar até dois anos.

O novo programa se diferencia das participações que o BNDES tem atualmente em 31 fundos principalmente por conta da fatia destinada ao banco, que era de 25% para aplicação em private equity e de 30% para venture capital (empresas emergentes, inovadoras). Agora, o teto de participação passa a ser 20% e 25%, respectivamente. Nesses 31 fundos, o BNDES tem cerca de R$ 1,5 bilhão aplicados, recursos que já contribuíram para investimentos em cerca de 110 empresas.

O chefe do departamento de investimento em fundos, Eduardo de Sá, explicou que os R$ 1,5 bilhão deverão ser desembolsados ao longo dos próximos cinco anos, e que, dos 10 fundos previstos, oito serão de private equity e dois de venture capital. A opção de iniciar o programa pelo private equity acontece, segundo o técnico, para que não haja concorrência de busca por recursos com outros nove fundos de venture capital que já estão na carteira de 31 fundos nos quais o BNDES tem participação.

A expectativa de Sá é que a participação do BNDES nesses 10 novos fundos alavanque investimento total de R$ 7 bilhões captados entre investidores institucionais e qualificados. Como o prazo para escolha dos fundos para investimento é longo e os recursos não serão desembolsados de uma vez, Sá acredita que o novo programa não vai pressionar o orçamento do BNDES, que vive um momento de escassez de 'funding'.

"Por isso reduzimos também o nível de participação do banco. Não sei como vai ser o problema de orçamento mais para frente, mas acho que não há preocupação, até porque, quando aprovamos o fundo, não colocamos tudo de uma vez para o gestor. Integralizamos o capital a cada investimento", ressalta Sá.

A expectativa de retorno para o banco é positiva, segundo o técnico. Pela carteira do banco desde o início da aplicação em fundos, que data de 1996, o retorno para o BNDES tem dado bons resultados em alguns casos. Sá alega que já houve casos de remuneração de IGP-M mais 20% entre as apostas do BNDES no setor. "A expectativa de retorno financeiro é dentro de cinco ou seis anos e fatalmente haverá fundos com retornos maiores. O correto, neste caso, é olhar o resultado do portfólio como um todo", afirma.

(Rafael Rosas | Valor Online)

BB fecha acordo para ficar com totalidade da seguradora Aliança do Brasil
Valor Online
04/07/2008

SÃO PAULO - O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira que firmou acordo para comprar a fatia da Companhia de Participações Aliança da Bahia na seguradora Aliança do Brasil, companhia criada em 1997 a partir de uma parceria entre as duas empresas e que atua nos ramos de seguros de vida e patrimonial.

A subsidiária BB Investimentos possui 70% do capital total e 40% do capital votante da Aliança do Brasil, enquanto a Aliança da Bahia detém o restante (30% do capital total e 60% do votante). O valor da transação não foi divulgado.

A venda da participação acionária está condicionada à autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Segundo o Banco do Brasil, "tão logo ocorra a manifestação" da Susep, a conclusão da negociação será informada ao mercado.

No ano passado, a Aliança do Brasil faturou R$ 1,46 bilhão em prêmios diretos, segundo dados da Susep.

Bebidas

InBev teria elevado oferta por Anheuser-Busch; empresas trabalham por acordo amigável, dizem jornais
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - A belgo-brasileira InBev teria melhorado sua oferta em US$ 5 por ação, para US$ 70 o papel, em um esforço para alcançar um acordo amigável com a americana Anheuser-Busch, segundo informações obtidas pelo Wall Street Journal (WSJ).

O jornal New York Times (NYT) também tocou na possibilidade de um acerto amigável entre as duas empresas. Reportagem da publicação revelou que a Anheuser-Busch estaria em conversações ativas sobre sua possível venda à InBev visando um pacto amigável. O anúncio de um acerto, segundo o jornal, poderia acontecer na segunda-feira, mas existe a possibilidade de o diálogo fracassar, conforme as fontes ouvidas.

Se houver acerto, ele pode colocar um fim a mais de um mês de hostilidades entre as duas cervejarias e criar a maior empresa do setor no mundo, com a união da fabricante da Budweiser e da produtora da Stella Artois.

Desde que a InBev revelou sua proposta de compra da Anheuser por US$ 65 a ação, as duas cervejarias travam uma disputa pública e amarga.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

Anheuser-Busch processa InBev na tentativa de frear planos de compra
Valor Online
09/07/2008

SÃO PAULO - A cervejaria americana Anheuser-Busch está processando a concorrente InBev, esforço visto como uma tentativa de frear os esforços da belgo-brasileira para comprar a companhia.

Na segunda-feira à noite, a Anheuser-Busch entrou com uma ação judicial contra a InBev alegando que a empresa fez " várias declarações falsas e enganadoras " na oferta, como a promessa de basear as atividades americanas em St. Louis, onde se encontra a Anheuser, em busca do apoio dos acionistas da fabricante da Budweiser.

Classificando a tentativa de compra de um "plano e esquema ilegais" para adquirir as ações por um "preço de barganha" mediante "conduta falaciosa", a Anheuser-Busch quer impedir que a InBev siga adiante com a intenção de substituir o conselho da cervejaria americana por um grupo favorável à belga-brasileira até a InBev fornecer informações mais precisas.

Na ação, a Anheuser também diz que a InBev não possui financiamento sólido e que as operações dela em Cuba poderiam ser um fator de complicação. A InBev opera a cervejaria Bucanero S/A em Cuba, que não poderia ser administrada dos EUA sob o Ato de Comércio com o Inimigo. O embargo comercial imposto pelos EUA ao país caribenho impede que negócios na ilha sejam administrados a partir do território americano.

Segundo a companhia americana, a InBev não abriu esse fato quando apresentou sua proposta aos acionistas.

(Valor Online, com agências internacionais)

Comércio exterior

Meta de exportações brasileiras de 2008 é ampliada para US$ 190 bilhões
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - A meta das exportações brasileiras neste ano foi aumentada para US$ 190 bilhões, informou o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em nota em sua página eletrônica. No começo de 2008, a meta anunciada para este exercício era de US$ 180 bilhões.

Conforme o documento distribuído nesta sexta-feira, a revisão para cima ocorreu depois de análise do desempenho das vendas do país no primeiro semestre e das perspectivas para a segunda parte deste calendário.

De janeiro a junho de 2008, as vendas externas brasileiras alcançaram US$ 90,645 bilhões, excedendo os US$ 73,214 bilhões apurados em período correspondente de um ano atrás.


Superávit comercial no acumulado do ano alcança US$ 11,655 bilhões
Valor Online
07/07/2008

SÃO PAULO - De janeiro até o dia 6 de julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 11,655 bilhões em razão de exportações de US$ 93,832 bilhões e importações de US$ 82,177 bilhões, uma média diária respectiva de US$ 738,8 milhões e US$ 647,1 milhões.

Um ano antes, no acumulado até a primeira semana de julho, o saldo comercial foi de US$ 21,504 bilhões. As vendas externas totalizaram US$ 76,598 bilhões e as compras foram da ordem de US$ 55,094 bilhões.

Vale notar que o intervalo de janeiro até a semana inicial de julho de 2007 teve dois dias úteis a mais (129 dias) em comparação com mesmo período deste ano (127 dias).

As informações constam de nota disponível na página eletrônica do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


Construção

WTorre e Petrobras fecham acordo para locação de prédio que será construído no Rio de Janeiro
Valor Online
10/07/2008

SÃO PAULO - A construtora WTorre anunciou hoje que firmou um termo de entendimento com a Petrobras para a definição de um contrato "atípico" de locação de um empreendimento que será construído no centro do Rio de Janeiro, em terreno cujo "domínio útil" pertence à construtora. O prazo de aluguel será de 15 anos, mas os valores ainda não foram apresentados.

O empreendimento, localizado a poucas quadras da atual sede da Petrobras no Rio de Janeiro, terá área útil locável de 95.201 metros quadrados, divido em dois blocos com áreas locáveis de 54.895 metros e 40.306 metros.

O terreno está na quadra formada pelas ruas Henrique Valadares, Inválidos, Senado e Dídimo.

Economia

Uruguai adere ao álcool combustível
Valor Econômico
11/07/2008

SÃO PAULO - Foi um verdadeiro choque. Em 1950, quando a seleção uruguaia bateu o Brasil por 2 a 1 em pleno Maracanã, ninguém imaginava que o pequeno país sul-americano levantaria a taça Jules Rimet, sagrando-se campeão mundial. A verdade é que o Uruguai nunca aceitou o papel de coadjuvante, mesmo encravado entre o Brasil e a Argentina, dois protagonistas no mercado agrícola internacional.

E lá vem o Uruguai surpreender de novo. Fortemente dependente do petróleo, o país colhe este ano sua primeira safra de cana para a produção de álcool combustível, sem qualquer ajuda do Brasil, seu parceiro no Mercosul com maior expertise no assunto. Ainda que os volumes de produção sejam baixos, cerca de 15 milhões de litros, o programa criado pelo governo uruguaio dá mostras de que está no caminho certo. Centenas de agricultores da região norte do país, que viviam de agricultura de subsistência, foram incluídos no projeto sucroalcooleiro do país.

Em entrevista ao Valor, Gerardo Gadea, vice-ministro de Indústria, Comércio e Energia do Uruguai, conta que o programa do álcool tem gerado novas oportunidades ao setor agrícola do país. E o maior impulso foi dado no ano passado, com a criação da lei número 18.195, garantindo " um marco jurídico claro que fomenta a produção de biocombustíveis " .

Pela lei, a mistura de álcool na gasolina no país está estipulado em 5% até dia 31 de dezembro de 2014; o biodiesel em 2%, como mínimo, entre 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2010, para mesclar com gasolina e diesel. Depois, passa para 5% até 2012.

As energias não-renováveis do Uruguai representam 64% do total da matriz energética do país, com base no consumo de petróleo e gás. As renováveis respondem pelos 36% restantes. Do total, 16,2% são o uso de biomassa, 16,8% são hidroelétricas e energia importada, e 3% gás natural.

" Não dispomos de reservas de combustíveis fósseis. A possibilidade de incorporar as energias renováveis, como eólica, biomassa e biocombustíveis, permitirá ao país reduzir sua dependência do petróleo, gerando novas oportunidades ao setor agrícola " , afirma Gadea.

Para colocar o programa em prática, a estatal petrolífera Ancap e a empresa, também estatal, de açúcar Alur, retomaram em 2005 o projeto sucroalcooleiro em Bella Unión, região norte do país. Em 2006, o país colheu sua primeira safra açucareira. Gadea lembra que esse setor encontrava-se totalmente desestruturado. A estatal já investiu cerca de US$ 36 milhões, que inclui uma destilaria, uma caldeira e um turbo gerador.

No ano passado, a Alur desenvolveu um plano de desenvolvimento e fez aportes de US$ 10 milhões para a instalação de uma caldeira em um engenho, substituindo equipamentos antigos. Essa caldeira é a maior do país e produzirá energia de 12 Megawatts a partir da queima do bagaço de cana. E possibilitará a venda de 10 MW de eletricidade para UTE, estatal de energia - a oferta mais barata de eletricidade gerada a partir da biomassa que a empresa já recebeu.

Se colocados no papel, os números viram traço, comparados oa Brasil, gigante em etanol. No Uruguai, a área plantada com cana saltou de 3 mil hectares em 2006, para 6,5 mil hectares em 2007. A previsão é que a Ancap comece a fazer a mistura de álcool na gasolina a partir do segundo semestre. A meta de curtíssimo prazo é atingir uma área de 10 mil hectares com cana para açúcar e álcool. Ainda é pouco. O Brasil ocupa 6 milhões de hectares de área com cana.

Para ter cana mais produtiva, a Ancap instalou uma área na zona de Belén, de 140 hectares, para pesquisar novas variedades. Outros 40 hectares foram destinados a 44 famílias de trabalhadores e produtores que não tinham acesso a terras. O governo estima que mais de 400 agricultores se vincularam ao projeto, incluindo assalariados rurais e pequenos produtores. Mas poderá ter a adesão total de 2.600 trabalhadores no campo e 950 na indústria.

(Mônica Scaramuzzo | Valor Econômico)


Contrato de petróleo para agosto ronda US$ 144 em Londres e Nova York
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - Preocupações com o quadro geopolítico têm reflexo nos preços do petróleo. Os testes de mísseis do Irã e a possibilidade de fim de cessar-fogo na Nigéria ocupam as atenções dos investidores.

Instantes atrás, em Nova York, o WTI para agosto estava a US$ 144,15, elevação de US$ 2,50. O vencimento de setembro subia US$ 3,87, a US$ 146,20.

Em Londres, o Brent para agosto era transacionado a US$ 143,55, com alta de US$ 1,52. O contrato de setembro aumentava US$ 1,70, saindo a US$ 144,58.

O secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri, alertou ontem que os preços do petróleo podem experimentar um aumento "ilimitado" à luz de um eventual conflito militar envolvendo o Irã porque o cartel seria incapaz de substituir a perda de produção iraniana.

"Nós realmente não podemos substituir a produção do Irã; não é possível substituí-la", declarou em entrevista. Vale notar que o Irã é o segundo maior país produtor na Opep, atrás da Arábia Saudita.

Na quinta-feira, o Irã fez novo teste de mísseis, provocando reações dos Estados Unidos e Israel, que também fizeram demonstrações de força.

Na Nigéria, um grupo militante avisou que poderia retomar os ataques a instalações petrolíferas neste fim de semana por causa do recente apoio britânico ao governo nigeriano contra a violência na região.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

Pedidos de máquinas no Japão avançam 10,4% em maio
Valor Online
09/07/2008

SÃO PAULO - Os pedidos de máquinas no Japão subiram 10,4% em maio no confronto com um mês antes, quando o crescimento foi de 5,5%. O resultado exclui as encomendas do setor naval e de centrais elétricas, considerados voláteis.

Vale recordar que o indicador é considerado um indicativo importante dos investimentos corporativos no futuro.

Na comparação com maio de 2007, os pedidos aumentaram 5,1%, informou o governo japonês nesta quarta-feira.

(Valor Online, com agências internacionais)

Eletroeletrônicos

Sony lança novas TVs de LCD e vai dobrar produção no Brasil para atender crescimento na demanda
Valor Online
10/07/2008

SÃO PAULO - A Sony vai dobrar a produção de TVs de LCD em sua fábrica brasileira, em Manaus (AM). O investimento na unidade, cujo valor não foi divulgado pela empresa, tem o objetivo de adequar o volume de produção à demanda nacional, em franco crescimento. A expansão servirá também para acomodar novas linhas de produtos da companhia japonesa.

De acordo com o vice-presidente da companhia para a América Latina, Koji Ishikawa, a expectativa da Sony é superar o ritmo de crescimento do mercado com seus novos produtos. Trabalhando com a perspectiva de um aumento de 130% no Brasil, Ishikawa afirma que a meta da companhia será de elevar em 210% suas vendas, alcançando 20% do mercado nacional - contra 15% que detinha ao fim de 2007.

Esses números fundamentaram, segundo a empresa, a decisão de expandir o portfólio de produtos no país. Ao fim deste ano, a companhia terá 21 modelos diferentes de TVs de LCD no mercado, e sete linhas de produtos, sendo três delas Full HD (tecnologia que representa o máximo disponível de resolução para TVs). Atualmente, a empresa tem apenas uma linha de TVs com esse nível de resolução de imagem no país.

"Estamos investindo muito no mercado brasileiro, passando de 14 para 21 modelos fabricados totalmente no país", afirmou Ishikawa.

De acordo com o gerente de produtos da marca de TVs de LCD da Sony (Bravia), William Lima, a aposta no segmento Full HD segue uma tendência de mercado identificada pela companhia no país. Segundo ele, o crescimento nesse segmento é cada vez mais intenso, mesmo em relação ao das TVs de LCD comuns. O fato de serem produtos com maior valor agregado também teve seu papel nessa decisão.

Pelos números da Sony, em maio deste ano, o segmento de TVs LCD Full HD representava 11,7% do mercado em unidades, mas 23,6% em valor. Em comparação, as TVs LCD comuns tinham fatia de 85,1% em unidades e 75% em valor.

Segundo os executivos da companhia, começa a partir de amanhã uma campanha nacional de marketing voltada para apresentar os novos produtos da companhia, além de promover a tecnologia Full HD.

"Trabalhamos em todo o processo do conceito Full HD, desde a captação das imagens, a transmissão e reprodução, o que justifica nosso investimento em promover essa tecnologia", afirma o gerente de marketing da companhia no país, Marcos Trugilho.

De acordo com Lima, os investimentos na unidade de Manaus da companhia também terão outros impactos positivos. "Os investimentos são realmente grandes e isso vai beneficiar também as linhas de outros produtos", afirma.

Ele explica que nenhum dos novos aparelhos terá conversor de TV digital embutido porque ainda "há dúvidas com relação à interatividade da TV digital". Por outro lado, diz que a Sony tem um conversor externo próprio, vendido separadamente para os consumidores interessados na captação do sinal digital.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Energia

Tractebel anuncia a compra duas pequenas hidrelétricas por R$ 203,9 milhões
Valor Online
09/07/2008

SÃO PAULO - A Tractebel Energia anunciou hoje a compra de duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) por R$ 203,9 milhões. As empresas adquiridas ainda apresentam dívida líquida de R$ 110 milhões.

De acordo com Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Gama Participações, controlada pela Tractebel, fechou a compra da Tupan Energia Elétrica, empresa com sede em São Paulo, e da Hidropower Energia, com sede no Estado do Mato Grosso.

A Tupan detém autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Rondonópolis, que tem capacidade instalada de 26,6 MW e está em operação comercial desde dezembro de 2007.

A Hidropower explora a Pequena Central Hidrelétrica Engenheiro José Gelazio da Rocha, que possui capacidade instalada de 23,7 MW e opera comercialmente desde fevereiro de 2007.

Ainda de acordo com o comunicado, a totalidade de energia proveniente das duas PCHs está contratada com a Eletrobrás, através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

"A operação representa mais um passo da Tractebel em sua estratégia de crescimento no setor elétrico brasileiro e acarretará sinergia operacional com a Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, detida pela Energia América do Sul Ltda., também controlada pela Tractebel", aponta o comunicado.

A consumação da operação está sujeita a algumas condições, como a aprovação da Aneel, da Eletrobrás e dos acionistas da companhia em assembléia. A compra também será apreciada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Light e Cemig atuarão juntos em projetos de geração
Valor Online
04/07/2008

SÃO PAULO - A Light, distribuidora de energia do estado do Rio de Janeiro, e Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), que atua na geração de energia e detém 25% do capital da Light, vão trabalhar juntas no desenvolvimento de projetos de geração de energia.

De acordo com Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o memorando de entendimento assinado pelas empresas prevê que a participação da Light em cada um dos consórcios será de 51%, enquanto a Cemig ficará com os 49% restantes. O acordo não cria obrigação de exclusividade entre as partes.

Aproveitando a assinatura do acordo, a Light já formalizou a constituição de três consórcios com a Cemig, para o desenvolvimento dos empreendimentos hidrelétricos de Paracambi, Itaocara e Lajes, que já faziam parte da carteira da empresa carioca.

Os contratos foram fechados por meio das subsidiárias Lightger, Itaocara Energia e Light Energia, com a Cemig Geração e Transmissão, mas o negócio ainda precisa de aprovação dos órgãos reguladores, entre eles a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Light informou ainda, que as companhias podem formar novos consórcios para participar de leilões de aproveitamento elétrico para a geração de energia e também analisar a participação conjunta em empreendimentos de terceiros. Segundo a Light, em 20 junho a Cemig havia comunicado a intenção de fechar tal parceria com a companhia.

Indicadores

Pedidos de falência no Brasil recuam 22% no primeiro semestre do ano, mostra Serasa
Valor Online
10/07/2008

SÃO PAULO - O volume de falências requeridas no país foi de 1.170 no primeiro semestre, mostrando queda de 22% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.500 pedidos, informou a Serasa, empresa do grupo Experian. Já as falências decretadas caíram 37,1%, para 482 eventos entre janeiro e junho deste ano, ante 766 falências no primeiro semestre do ano passado.

Apenas no mês de junho, foram 195 pedidos de falência (-14,8% ante junho do ano passado) e 74 falências decretadas (-43,1%).

No semestre, o número de recuperações judiciais requeridas caiu 9,9%, para 137 eventos. Já as recuperações judiciais deferidas somaram 90 nos seis primeiros meses do ano, com baixa de 9,1%.

Quanto às recuperações judiciais concedidas, foram seis operações no primeiro semestre de 2008, ante dez eventos registrados no acumulado de janeiro a junho do ano anterior, o que representou 40% de queda no período. Houve ainda, de janeiro a junho de 2008, elevação de 25% no número de recuperações extrajudiciais requeridas, na relação com os seis primeiros meses do ano anterior. Foram cinco requerimentos extrajudiciais no primeiro semestre de 2008, e quatro no primeiro semestre de 2007.

Inflação não ultrapassará teto da meta em 2008, aposta diretora da S & P
Valor Online
10/07/2008

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Standard & Poor´s confia que a inflação medida pelo IPCA ficará dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda que perto do teto permitido, de 6,5%. "A inflação atual não assusta em hipótese alguma. Não esperamos que a inflação supere a meta (4,5%) e mais 2 pontos", afirmou a presidente da S & P no Brasil, Regina Nunes, referindo-se ao limite superior da banda.

Ela acredita que o governo tem os instrumentos necessários para garantir isso. "O governo tem as ferramentas para controlar a inflação, tem pessoas preocupadas com isso e está fazendo seu trabalho", disse ela ao comentar a elevação dos juros e da meta de superávit primário das contas públicas.

Para Regina, o aumento do esforço fiscal, de 3,8% para 4,3% do PIB, foi uma "antecipação" por parte do governo "de que a inflação seria maior do que o esperado". Ainda sobre a alta de preços, ela afirmou que se houvesse qualquer previsão de descontrole inflacionário, a S & P não teria melhorado a nota de risco do Brasil para grau de investimento em 30 de abril passado. Se houvesse esse tipo de expectativa, ainda na avaliação de Regina, haveria reflexo em todos os agentes do mercado, o que não está ocorrendo.

Falando sobre a política fiscal do governo, ela ressaltou que a agência sempre vê como positivo um aumento do superávit primário, mas avaliou que ele não pode vir à custa de não fazer o mínimo necessário de investimento.

A diretora da S & P participou de seminário organizado pela Americas Society e Conselho das Américas, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo.

O IPCA avançou 0,74% em junho e acumula elevação de 6,06% em 12 meses.

(Fernando Torres | Valor Online )

Mineração

Reserva para oferta da Vale começa em 11 de julho
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - O investidor interessado em tomar parte na oferta de ações da Vale do Rio Doce tem de hoje até o dia 15 de julho para fazer seu pedido de reserva. Os atuais acionistas têm preferência na colocação e os controladores já anunciaram que vão comprar o número de ações ordinárias necessárias para manter sua participação no capital.

Pelo prospecto, a distribuição está dividida em três partes: oferta prioritária para acionistas ON e PNA, oferta de varejo e oferta institucional. As ações também serão ofertadas ao exterior sob a forma de American Depositary Shares (ADS, recibo de ação para negociação em bolsas estrangeiras), representadas por American Depositary Receipts (ADR).

Para ter prioridade na subscrição será avaliada a posição acionária do investidor em duas datas, ao final de 8 de julho e ao final do último dia do período de reserva. O direito de prioridade não poderá ser negociado.

Os acionistas ordinaristas e preferencialistas terão direito de subscrever 0,08564803 ação ON ou PN para cada papel que possuírem. Em ambos os casos não há valor mínimo de reserva. Se todos os acionistas exercerem seu direito de prioridade, a totalidade das ações da oferta global poderá ser destinada exclusivamente à oferta prioritária.

Atendidos os prioritários, o mínimo de 10% e o máximo de 20% das ações será destinada à oferta de varejo. O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil. No caso de a demanda superar a quantidade de papéis destinada à oferta de varejo, o rateio das ações terá procedimento diferenciado, ou seja, os investidores serão divididos entre com prioridade de alocação e sem prioridade de alocação.

O direito à prioridade depende de dois fatores, a requisição de tal classificação e o atestado de bom comportamento, ou seja, será atendido primeiro aquele investidor que não tiver " flipado " (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estréia) em ofertas anteriores. As ofertas consideradas para averiguar a conduta são: Metalúrgica Gerdau, Gerdau, Le Lis Blanc e SLC Agrícola.

Atendidos os acionistas e o varejo, o restante das ações será destinado à oferta institucional.

A companhia pretende distribuir, inicialmente, 256.926.766 ações ordinárias e 164.402.799 ações preferenciais. Tomando por base o preço de fechamento de quinta-feira das ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 43,09 para o papel PNA e R$ 51,00 para o ON, a oferta pode movimentar mais de R$ 20,1 bilhões. O montante de ações PNA poderá ser acrescido de lote suplementar de 15%, para atender a eventual excesso de demanda.

Conforme indicado anteriormente pela companhia, os recursos obtidos serão destinados ao financiamento de projetos e eventuais aquisições (66,6%) e aumento da flexibilidade financeira (33,34%). Quanto às aquisições, motivo pelo qual a Vale estaria indo a mercado, segundo analistas, o prospecto não traz detalhes.

Pelo cronograma estimado, o preço de emissão será fixado dia 16 e os novos papéis começam a ser negociados em 18 de julho, sob os códigos VALE3 e VALE5.


Interesse da Valepar e outros sócios na oferta da Vale torna preço da ação irrelevante, diz Agneli

Valor Online
11/07/2008

RIO - O presidente da Vale, Roger Agneli, afirmou hoje que o interesse demonstrado pela Valepar e por outros sócios e investidores na oferta primária de ações que será realizada pela companhia torna praticamente "irrelevante" o nível de preço das ações da empresa na bolsa, que caiu nas últimas semanas.

"A Valepar está acompanhando o aumento do capital, vários outros acionistas podem acompanhar esse aumento de capital e o preço do jeito que está pode até atrair mais investidores. O preço passa a ser quase que irrelevante", frisou Agneli.

A Vale anunciou uma oferta primária de ações com a qual pretende distribuir 256.926.766 ações ordinárias e 164.402.799 ações preferenciais. O objetivo é captar, no mínimo, US$ 15 bilhões.

Depois do anúncio, a volatilidade dos mercados levou a uma queda no preço das ações da mineradora, embora essa depreciação não tenha sido motivada primariamente pela oferta.

Agneli participou hoje de evento na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), para a assinatura de acordo entre a Vale e o Ministério do Meio Ambiente, que formaliza o compromisso da venda de minério de ferro apenas para produtores de ferro-gusa que utilizem em sua cadeia produtiva apenas madeira e carvão certificado. Caberá ao ministro implementar marcos regulatórios e modelos de gestão que incentivem o desenvolvimento sustentável nas áreas de floresta.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Papel e celulose

Aracruz termina 2º trimestre com lucro líquido de R$ 262,1 milhões
Valor Online
07/07/2008

SÃO PAULO - A Aracruz encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 262,1 milhões, acima dos R$ 167,9 milhões obtidos nos três primeiros meses deste ano, mas quase 18% mais enxuto do que os R$ 318,5 milhões somados entre abril e junho de 2007.

A receita líquida somou R$ 890,5 milhões, maior do que os R$ 841,4 milhões totalizados no trimestre inicial deste ano. O resultado ficou, no entanto, 9% inferior considerando o confronto com o segundo trimestre do exercício passado, quando a Aracruz registrou R$ 979,8 milhões em receita.

Conforme documento distribuído nesta segunda-feira, a companhia do setor de papel e celulose verificou ainda lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 354,4 milhões nos três meses terminados em junho. O número inclui a participação da Veracel, joint venture no sul da Bahia na qual a Aracruz é sócia da Stora Enso.

O Ebitda acabou 3% menor ante o trimestre anterior (R$ 364,3 milhões) e 18% inferior na comparação com o segundo trimestre de 2007 (R$ 430 milhões).


Vendas de papelão ondulado sobem 2,38% em junho, mas caem 0,15% no semestre
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - As vendas de papelão ondulado em junho atingiram a marca de 197,8 mil de toneladas, o que corresponde a uma alta de 2,38% perante o mesmo mês de 2007, segundo os dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO). O desempenho do setor é considerado um dos termômetros para o desempenho da indústria.

No primeiro semestre, as vendas totalizaram 1.131,8 mil toneladas, o que indica uma ligeira queda de 0,15% na comparação com o período mesmo período de 2007.

Segundo o presidente da ABPO, Paulo Sérgio Peres, "as vendas do setor no primeiro semestre ficaram aquém das expectativas" do setor.

Na comparação de junho com o mês de maio, quando as vendas atingiram 199,463 mil toneladas (dado revisado), houve uma queda de 0,85% no desempenho.


Aracruz anuncia aquisição da Boise Cascade do Brasil por US$ 47 milhões

Valor Online
01/07/2008

SÃO PAULO - Em reunião realizada hoje, o conselho de administração da fabricante de celulose Aracruz aprovou a aquisição da empresa Boise Cascade do Brasil, por US$ 47,08 milhões. Segundo comunicado da empresa brasileira, a transação visa a expansão de sua base florestal, relacionada ao projeto de expansão da Unidade Guaíba, no Rio Grande do Sul.

A empresa adquirida é subsidiária da americana Boise Cascade, que fornece produtos de madeira para o setor de construção civil.

Petróleo e Gás

Petrobras assina contratos no valor de R$ 4,73 bilhões para modernização da Repar
Valor Online
07/07/2008

SÃO PAULO - A Petrobras assinou hoje dois contratos no valor de R$ 4,73 bilhões para modernização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), localizada no município de Araucária, no Paraná. O montante faz parte de um plano de investimentos totais de R$ 7,2 bilhões na unidade.

O primeiro contrato, segundo a Petrobras, foi firmado com um consórcio formado pela Camargo Corrêa e pela Promon, para a construção da nova unidade de Coqueamento Retardado (UCR), U-2212. A unidade terá a capacidade de 5.000 metros cúbicos diários. As obras devem ser feitas em pouco mais de três anos.

O coqueamento retardado é um processo de conversão térmica que transforma frações pesadas do petróleo em derivados de maior valor agregado, como GLP (gás de botijão), nafta, gasóleo (derivado utilizado como matéria-prima para obtenção de GLP e gasolina) e coque (derivado utilizado na industria de siderurgia, celulose e cerâmica).

O segundo contrato se refere às interligações das unidades de Coque/HDT (hidro tratamento) e Gasolina e foi assinado com o consórcio Interpar, formado pelas empresas Setal, Mendes Júnior e MPE. O valor acertado para os serviços é de R$ 2,25 bilhões e o prazo é de três anos.

Segundo a Petrobras, a interligação prevê a construção de dezenas de quilômetros de tubulações, cabos elétricos e de comunicação, entre outras obrigações.

OGX vai afretar unidade de perfuração de poços da Queiroz Galvão
Valor Online
07/07/2008

SÃO PAULO - A OGX, empresa de petróleo do empresário Eike Batista, começa a sair do papel. A companhia informou hoje que firmou acordo para afretar uma unidade de perfuração semi-submersível da Queiroz Galvão Óleo e Gás. O contrato prevê o arrendamento da plataforma por três anos, período que poderá ser prorrogado por outros dois anos. A unidade será operada própria Queiroz Galvão.

Segundo comunicado da OGX, a plataforma, chamada de Alaskan Star, tem capacidade para perfurar poços de até 6.500 metros de profundidade, em lâmina d`água máxima de até 510 metros. A unidade realiza serviços perfuração e manutenção de poços nas bacias de Campos e de Santos desde 1991.

Ainda de acordo com o documento divulgado, a OGX diz que está em "fase avançada de negociação para a contratação de outras unidades de perfuração". A empresa mantém a previsão de iniciar a exploração de petróleo no segundo semestre de 2009.

Ainda sem histórico operacional, a OGX arrematou 21 blocos exploratórios na costa brasileira em quatro diferentes bacias (Campos, Santos, Espírito Santo e Pará-Maranhão) durante a nona rodada de licitações feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em novembro do ano passado. A OGX irá operar 14 desses blocos, sendo as sete concessões remanescentes operadas pelos parceiros Maersk e Perenco.


Petrobras vai elevar endividamento para crescer, diz Gabrielli
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - A Petrobras irá priorizar a utilização de recursos de terceiros para bancar seus investimentos nos próximos anos, no volume total de cerca de US$ 97,4 bilhões até 2012. O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse hoje que tomar dinheiro emprestado sai mais barato para a companhia do que a utilização de seus recursos próprios, em razão da forte geração de caixa e do crédito barato que a Petrobras tem à disposição no mercado.

Além disso, acrescentou o executivo, a empresa tem espaço para se endividar. Atualmente, o nível de endividamento líquido da empresa está em 17%, enquanto o percentual considerado "ótimo" pela companhia fica entre 25% e 35%, segundo Gabrielli.

Ele não revelou, entretanto, quais seriam os instrumentos financeiros a serem utilizados para levantar os recursos. "Evidentemente que não vou adiantar quais as ações que eu vou fazer no médio prazo, se contratação bancária ou operação no mercado financeiro. Nós vamos fazer quando for necessário e anunciar adequadamente", disse Gabrielli, lembrando que o limite para captação da companhia em 2008 é de US$ 5 bilhões.

O presidente da Petrobras se reuniu hoje com empresários na sede da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib).

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Siderurgia

Usiminas acelera plano de investimentos e anuncia nova usina
Valor Online
08/07/2008

SÃO PAULO - A Usiminas informou hoje que seu conselho de administração aprovou a aceleração do plano de investimentos da companhia, que passou de um aporte de US$ 9,9 bilhões até 2015 para um investimento de US$ 14,1 bilhões até 2012. A principal mudança foi a autorização para construção de uma nova usina, com capacidade de 5 milhões de toneladas anuais de placas. A planta será instalada no município de Santana do Paraíso, que fica a 7 quilômetros de Ipatinga, ambos em Minas Gerais.

No comunicado da empresa, o projeto, de US$ 5,7 bilhões, irá substituir o plano de expansão da Usina Intendente Câmara, em Ipatinga, que previa o aumento da capacidade desta planta para 3,2 milhões de toneladas anuais. A Usiminas informou ainda que as placas produzidas na nova planta, que entra em operação em 2011, irão abastecer as unidades de Ipatinga e Cubatão, além do mercado externo.

O novo plano de investimentos prevê a ampliação da capacidade de produção de aço e de minério, bem como a modernização das usinas. Também estão estimados aportes em redução de custos e na preservação ambiental.

O investimento da usina de Santana do Paraíso irá consumir um montante total de US$ 6,1 bilhões, se considerada a construção de uma termelétrica de 250 MW, também planejada pela Usiminas, no valor de US$ 400 milhões. Outros US$ 3,5 bilhões irão para o setor de mineração, que contempla aquisição de empresas e seus planos de expansão. A usina José Bonifácio (SP) irá receber US$ 2,4 bilhões e a Intendente Câmara, US$ 1,2 bilhão. A companhia destinará ainda US$ 900 milhões para " outros investimentos " .

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Transportes

Embraer fecha acordo para vender cinco jatos para chinesa Kun Peng Airlines
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - A Embraer anunciou nesta sexta-feira que fechou acordo de pedido firme para vender cinco jatos Embraer 190 para a empresa chinesa Kun Peng Airlines Co., Ltd.. A preço de tabela, o valor total do negócio é de US$ 187,5 milhões.

A aeronave será configurada para acomodar 98 passageiros em duas classes e a primeira entrega está programada para 2008.

Com sede na cidade de Xi'an, a Kun Peng Airlines é uma joint venture entre a empresa chinesa Shen Zhen Airline, que tem participação majoritária, e o grupo Mesa Air, dos Estados Unidos.

A Kun Peng Airlines começou a operar em setembro de 2007 e voa atualmente em mais de 20 rotas, segundo comunicado da Embraer.

Sukhoi anuncia que irá atrasar entrega do primeiro jato regional Superjet 100 em um ano
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - A fabricante russa de aeronaves Sukhoi vai atrasar a entrega do primeiro avião modelo Superjet 100 (SSJ100) em um ano. O jato regional, que concorrerá com produtos da brasileira Embraer, deverá ser enviado à também russa Aeroflot apenas no segundo semestre de 2009, segundo os novos planos da Sukhoi.

De acordo com a Aeroflot, a expectativa era receber cerca de 30 unidades do avião no segundo semestre deste ano. A fabricante, porém, enviou carta alertando que não contasse com as entregas antes do terceiro trimestre do ano que vem.

O aparelho, que fez seu primeiro vôo de teste no mês passado, é a aposta da Sukhoi para expandir seus negócios, entrando no segmento de jatos regionais. Embora o teste tenha sido bem sucedido, a empresa acredita que não conseguirá certificação para operações com a aeronave antes do meio de 2009.

Desde março deste ano já se falava na possibilidade de atrasos na entrega do SSJ100. Segundo meios de comunicação russos, o governo do país estaria considerando injetar mais recursos no programa do jato regional.

(José Sergio Osse | Valor Online, com agências internacionais)

Varig fecha acordo de parceria interline com a americana American Airlines
Valor Online
11/07/2008

SÃO PAULO - A Varig, subsidiária da Gol, fechou uma parceria operacional com a americana American Airlines (AA). A modalidade, chamada interline, é um estágio anterior a um acordo de operação conjunta (code-share), mais abrangente.

A parceria, conforme a Varig, aumenta a alimentação para seus vôos no Brasil e na América do Sul, pois oferece mais opções aos passageiros da AA na região. Atualmente, a companhia dos EUA opera vôos diretos entre Guarulhos (SP) e Galeão (RJ) e Miami, Dallas e Nova York.

Na outra ponta, os passageiros da Varig terão acesso à grande malha de cobertura da American, de mais de 250 destinos em 40 países.

O acordo interline permite que passageiros das duas companhias parceiras comprem passagens para todos os destinos operados por elas. Os clientes da brasileira, porém, só podem receber pontos do programa de milhagem pelos vôos realizados pela própria companhia - eles não valem para trechos operados pela parceira. A venda das passagens deve ser feita via telefone, em lojas ou agências de turismo, não pela internet.

 

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