Sexta-feira, 18/07/2008
Ano VIII – edição 327

Agronegócios

JBS volta a enxergar oportunidade de compra de rivais no Brasil
Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - O movimento de alta no preço do boi poderá criar novas oportunidades de aquisições no Brasil para o grupo JBS a partir de 2009, disse hoje seu presidente Joesley Mendonça Batista. Segundo ele, com o boi mais caro, a tendência é de redução nas margens de ganho dos frigoríficos, o que pode torná-los alvo de aquisições.

Após uma série de compras no Brasil, o JBS encontrou no exterior as melhores oportunidades de aquisições, incorporando frigoríficos que tinham margens muito reduzidas, próximas de zero. "Nossa intenção é comprar empresas com margens baixas, para que possamos melhorar sua produtividade e elevá-las", disse o executivo.

Depois de diversas aquisições, muito se falou no mercado sobre o crescimento do endividamento do JBS. Batista garante, no entanto, que os níveis já estão melhorando, assim como as margens de ganho das empresas adquiridas no exterior.

Diante disso, a empresa já havia admitido a possibilidade de voltar às compras em 2009, o que permanece nos planos, segundo executivo. Ele, no entanto, preferiu não revelar as empresas e nem os países que podem estar na mira do grupo.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Agrenco contrata JP Morgan, Trindade e Hirashima para assessoria em processo de capitalização
Valor Online
16/07/2008

SÃO PAULO - A trading de commodities agrícolas Agrenco Ltd. informou hoje que contratou o banco JP Morgan, o escritório Trindade Sociedade de Advogados e a empresa de auditoria e contabilidade Hirashima & Associados para assessorar os conselheiros externos no processo de escolha de um novo sócio para a companhia.

Ontem, a Agrenco afirmou que continuaria negociando com a Louis Dreyfus Commodities Group (LDC) um aporte de capital na sua controladora Agrenco Holding, mas que as tratativas deixariam de ser exclusivas.

Além da Dreyfus, estariam interessadas em fazer um aporte na companhia a Noble do Brasil e um terceiro "investidor estratégico". Segundo informações apuradas pelo jornal Valor Econômico, esta terceira empresa seria a Glencore.

De acordo com comunicado de hoje da Agrenco, a equipe de assessores ajudará os membros independentes do conselho de administração da companhia a tomar suas decisões sobre o futuro da empresa.

Ao JP Morgan caberá "conduzir o processo de triagem e negociação das propostas recebidas" para capitalização da companhia. O assessor jurídico, que tem como principal sócio o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Marcelo Trindade, deverá - ao lado dos advogados da empresa - ajudar na condução das negociações e também na análise de "fatos anteriores ao início da crise". Já o auditor Taiki Hirashima contribuirá no exame de questões ligadas aos demonstrativos financeiros da Agrenco Ltda..


BDRs da Agrenco voltam a ser negociados; papel sobe 20%
Valor Online
16/07/2008

SÃO PAULO - Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs, instrumento que permite a uma empresa estrangeira ter ações negociadas no Brasil) da trading de commodities agrícolas Agrenco voltaram a ser negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por volta das 10h20, o ativo apresentava alta de 20%, a R$ 1,68.

A negociação com os ativos da empresa estava suspensa desde a quinta-feira passada, dia 10 de julho, por determinação da própria Bovespa, que aguardava esclarecimentos sobre as propostas de aporte de capital que a companhia já recebeu de três interessados.

Vale lembrar que as ações da companhia, quem tem sede em Bermudas, quase viraram pó depois que os controladores foram presos em operação da Polícia Federal (PF) realizada em junho.

O questionamento da bolsa era sobre a possibilidade de ocorrência ou não de oferta pública de aquisição de ações aos acionistas no caso do negócio com a Louis Dreyfus Commodities Group (LDC) ser fechado.

Em resposta, a companhia esclarece que o Memorando de Entendimento firmado com a LDC em 24 de junho não prevê a realização de oferta de aquisição aos acionistas.

No entanto, caso se opte pela realização da oferta, o preço pago aos acionistas será o mesmo estipulado para o aumento de capital, ou seja, de US$ 0,84 por BDR. Caso a LDC opte por não realizar tal oferta, a Agrenco afirma que será convocada assembléia para alteração no estatuto da companhia, permitindo, assim, a realização do operação nos termos previamente propostos.

A proposta da LDC prevê um aumento do capital social da Agrenco Holding B.V., no valor de US$ 33,523 milhões e subseqüente aumento de capital da companhia, mediante a emissão de novas ações, no valor de US$ 65 milhões, além de outras iniciativas de curto prazo.

Enquanto negociava com a LDC, em 9 de julho, a Agrenco comunicou que recebeu outra oferta de compra, agora da Noble Brasil, grupo asiático que já atua no país no setor de álcool e açúcar. A proposta da Noble era praticamente a mesma da LDC. A diferença era o valor da multa que a Agrenco pagaria à LDC caso fechasse negócio. Na época, a Agrenco informou que, apesar da nova oferta, continuaria negociado com a LDC.

Ontem, a Agrenco indicou que segue as negociações com o grupo francês, mas não mais com exclusividade, pois também analisa a oferta da Noble e de um terceiro interessado, apresentado apenas como " investidor estratégico " .

(Eduardo Campos | Valor Online)

Bancos

JBS Banco aposta em vantagens tributárias de títulos ligados ao agronegócio para captar recursos
Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - O recém-criado JBS Banco, controlado pelo mesmo grupo dono do frigorífico JBS, vai apostar na oferta de Letras de Crédito Agrícola (LCAs) como uma das alternativas para se capitalizar em um momento não tão favorável para os bancos médios. Isentas de Imposto de Renda e IOF para as pessoas físicas, as LCAs serão "uma importante base de captação do banco", segundo informou seu presidente, Geraldo Dontal.

Já o presidente do conselho de administração do JBS Banco, Joesley Mendonça Batista, disse esperar que a instituição financeira tenha a mesma facilidade de acesso ao crédito que o frigorífico do grupo JBS. "O banco é um projeto de longo prazo. Podemos até ter problemas durante seis meses, um ano, mas vamos ser capazes de captar os volumes necessários", afirmou.

Batista informou que dará início a um plano de prospecção de clientes para o banco. Segundo ele, será feita uma seleção de três a quatro mil fornecedores, entre os mais de 15 mil atuais, para os quais serão oferecidos os produtos do banco. O executivo esclareceu que o foco da instituição será sempre voltado aos produtores que fornecem gado para a JBS, porém admitiu que outros pecuaristas não estarão proibidos de abrir contas no banco.

De acordo com Batista, o frigorífico JBS irá desembolsar cerca de R$ 6 bilhões nos próximos 12 meses com o pagamento a fornecedores de gado e a idéia é atrair esses recursos para dentro do novo banco.

Inicialmente, está prevista abertura de uma agência do JBS Banco em São Paulo, o que deve acontecer no próximo dia 28 de julho. Pouco tempo depois, devem abrir as portas agências em Goiânia e Campo Grande, além Araçatuba ou Andradina, regiões onde se concentra grande número de fornecedores de gado.

Batista também informou que a apresentação da escritura de uma fazenda será exigida para abertura de conta corrente no JBS Banco, A idéia é garantir que a instituição atenderá exclusivamente as necessidades dos pecuaristas.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Daiwa Securities e Itaú anunciam parceria, diz jornal japonês
Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - O Daiwa Securities Group Inc., segunda maior corretora de títulos do Japão, acertou uma união com as operações de corretagem do banco Itaú, reportou o jornal Nikkei sem citar fontes. As duas instituições devem anunciar o acordo ainda hoje, consta da reportagem.

A matéria dá conta que a parceria cobrirá cinco áreas, como a de operações de gerenciamento de ativos, as atividades de ordem de compra e vendas de ações e de banco de investimento.

Procurada, a assessoria do Itaú informou que soltará uma nota sobre o assunto.

(Valor Online, com agências internacionais)

Unibanco aprova aumento de capital e bonificação de 10%
Valor Online
16/07/2008

SÃO PAULO - Em assembléia realizada hoje o Unibanco aprovou aumento de capital no banco e na holding e a bonificação de seus acionistas em 10%, ou seja, uma nova ação para cada 10 possuídas.

De acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o aumento de capital no Unibanco será de R$ 3 bilhões mediante a capitalização de valores registrados em conta de reserva.

Na Unibanco Holdings, a elevação no capital será de R$ 1,744 bilhão. Do total, R$ 1,467 bilhão virá da reserva de equalização de participações e R$ 276 milhões são provenientes da reserva de lucros a realizar.

Esses aumentos de capital serão efetivados com a emissão de ações que serão entregues aos acionistas na proporção de 1 ação para cada 10 possuídas. A mesma proporção também vale para os detentores de units (certificado de depósito de ações), cada um representativo de um ação preferencial do Unibanco e uma ação preferencial da Unibanco Holdings, e para os Global Depositary Receipts, negociados em Nova York.

A data base para ter direito à bonificação ainda não foi definida, pois o banco precisa de aprovação do Banco Central e resposta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a possibilidade de bonificar também as ações que detém em tesouraria. Por esta razão, as ações seguem negociadas com direito à bonificação até a divulgação da data base.

Para efetivar tal operação, o Unibanco terá que emitir 280.775.580 novas ações, sendo 151.131.633 papéis ON e 129.643.947 papéis PN. E o Unibanco Holdings lançará outras 164.358.768 de ações, sendo 55.373.590 ativos ON e 108.985.178 ativos PN.

O custo unitário da bonificação será de R$ 10,685451 para as ações emitidas pelo Unibanco, R$ 10,614037 para as ações emitidas pela Unibanco Holdings e R$ 21,299488 para as units.


Santander compra britânico Alliance & Leicester por 1,26 bilhão de libras
Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - Depois de uma semana de rumores, o espanhol Santander confirmou nesta segunda-feira que ficará com o britânico Alliance & Leicester por 1,259 bilhão de libras (US$ 2,5 bilhões). Na avaliação do presidente do Santander, Emilio Botín, a operação representa um "passo significativo no desenvolvimento do banco no Reino Unido".

Pelos termos do acordo comunicação à CNMV, comissão de valores mobiliários da Espanha, o Santander pagará uma ação própria por três papéis do Alliance & Leicester. Para atender à compra, o Santander emitirá 140 milhões de novas ações, o correspondente a 2% de seu capital. O Alliance & Leicester será integrado ao também britânico Abbey, já nas mãos da instituição espanhola.

Além da necessidade do aval das autoridades reguladoras, o acordo está sujeito à aprovação dos acionistas do banco britânico. A expectativa é de que a aquisição esteja concluída ao redor de outubro deste ano.

O Alliance & Leicester explicou que a deterioração nas condições econômicas e a turbulência financeira contribuíram para a decisão de recomendar a venda do banco.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

Bebidas

AmBev pagará quase R$ 1 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas
Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - A AmBev informou hoje que o conselho de administração da companhia aprovou o pagamento de R$ 987 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas da empresa. Após o desconto do Imposto de Renda (IR) referente à parcela paga como JCP, o total líquido que será recebido pelos acionistas chega a R$ 951 milhões.

O desembolso, anunciado no mesmo dia em que a controladora InBev informou ter fechado acordo para comprar a norte-americana Anheuser-Busch, faz parte da distribuição mínima obrigatória referente ao resultado do exercício apurado este ano.

Como dividendos, isento de IR, serão pagos R$ 1,16 por ação ordinária e R$ 1,276 por ação preferencial. Na forma de JCP, tendo como base o resultado da empresa no segundo trimestre deste ano, serão distribuídos R$ 0,38 por ação ordinária e R$ 0,418 por ação preferencial. Como existe IR de 15% nos juros sobre capital próprio, o valor líquido que o acionista receberá será de R$ 0,323 por ação ordinária e R$ 0,3553 por ação preferencial.

Os pagamentos serão feitos a partir do dia 31 de julho deste ano, com base na posição acionária de 16 de julho de 2008 para os acionistas da Bovespa e 21 de julho de 2008 para os acionistas da Bolsa de Nova York, sem incidência de correção monetária. As ações e ADRs serão negociados ex-dividendos a partir de 17 de julho de 2008.


InBev vai financiar compra da Anheuser-Busch com aumento de capital, empréstimos e vendas de ativos

Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - A belgo-brasileira InBev deverá financiar a aquisição, por US$ 52 bilhões, da americana Anheuser-Busch por meio de empréstimos, venda de ativos e aumento de capital. Combinadas, as duas serão a maior cervejaria do mundo, com faturamento de cerca de US$ 36,4 bilhões, além de volume de vendas de 460 milhões de hectolitros (46 bilhões de litros) anualmente em todo o mundo.

A InBev informou que vai emitir ações no valor de US$ 9,8 bilhões, captar outros US$ 45 bilhões em empréstimos e vender US$ 7 bilhões em ativos "não essenciais" aos negócios centrais da companhia.

A complementaridade das operações é um dos principais benefícios que virá da fusão das cervejarias. Segundo Carlos Brito, executivo-chefe da Inbev e que ocupará o mesmo cargo na nova companhia, as duas empresas juntas têm posição de mercado complementar, o que deve levar à criação de grandes oportunidades de negócios.

"Nos mercados fora dos EUA, temos que olhar para o Reino Unido e para a China, que são os únicos lugares em que as duas atuam. Mesmo assim, na China, a Anheuser-Busch está mais concentrada no norte do país e a Inbev, no sul. Assim, vemos muitas oportunidades para a empresa combinada", afirmou Carlos Brito.

August Busch IV, executivo-chefe da Anheuser-Busch, e que deverá integrar o conselho da nova companhia, notou que a integração das duas empresas poderá levar a oportunidades "impressionantes".

Brito comentou que nenhuma das 12 unidades de produção da Anheuser nos Estados Unidos será fechada, uma vez que elas estão bem adaptadas ao fornecimento do mercado americano. Para ele, o objetivo é aproveitar o potencial de crescimento que elas representam, com melhorias na eficiência da operação.

De acordo com Busch, embora o início do processo de compra tenha sido difícil, foi impossível resistir à oferta da Inbev. Ele observou que a última proposta (de US$ 70 por ação) claramente trazia vantagens para os acionistas da companhia e, assim, foi aceita por unanimidade pelos integrantes do conselho da Anheuser. "Acredito que será criado muito valor para os acionistas, numa operação que está em linha com o que fizemos nos últimos 150 anos", afirmou. "No fim, foi um negócio amigável", acrescentou Busch.

Para os dois executivos, a fusão não deve representar uma competição entre marcas da mesma empresa nos EUA. Segundo eles, o consumidor americano vê cervejas importadas como produtos diferenciados e, portanto, não há possibilidade de grandes mudanças em seus hábitos de consumo, mas oportunidades de expansão nas vendas.

Brito não deixou claro se haverá demissões na Anheuser por conta da fusão. Ele apenas afirmou que os programas de demissão e aposentadoria voluntárias da companhia dos EUA serão mantidos. Anunciado antes do processo de negociação entre as duas, esse programa visa à redução da força de trabalho em cerca de 1.200 funcionários.

O executivo brasileiro ainda afirmou que, embora o negócio não envolva diretamente a Ambev, certamente haverá alguma parceria para a venda da marca Budweiser no país por meio da estrutura de sua subsidiária. Segundo ele, por ser uma marca diferenciada, como a Stella Artois (também propriedade da InBev), a Budweiser não deverá competir com as líderes brasileiras de mercado.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Comércio Exterior

Superávit comercial atinge US$ 12,880 bilhões no acumulado do ano
Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - O saldo comercial está em US$ 12,880 bilhões do início do ano até a segunda semana de julho, menor do que os US$ 22,283 bilhões registrados em período semelhante do ano passado, que contou com dois dias úteis a mais.

De janeiro até 13 de julho de 2008, as exportações totalizaram US$ 98,127 bilhões e as importações equivaleram a US$ 85,247 bilhões, média diária respectiva de US$ 743,4 milhões e US$ 645,8 milhões.

Em mesmo período do exercício anterior, as vendas externas somaram US$ 79,536 bilhões e as compras, US$ 57,253 bilhões.

Os dados são do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


Superávit comercial alcança US$ 1,225 bilhão na segunda semana de julho
Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - Entre os dias 7 e 13 de julho, com cinco dias úteis, a balança comercial brasileira foi superavitária em US$ 1,225 bilhão em razão de exportações de US$ 4,295 bilhões, média de US$ 859 milhões por dia útil, e importações de US$ 3,070 bilhões, média diária de US$ 614 milhões.

Em nota, o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) comentou que o saldo positivo da segunda semana deste mês representou o "segundo melhor desempenho semanal do ano, contra apenas o valor apresentado na segunda semana de maio (US$ 1,471 bilhão)".

Nas duas primeiras semanas de julho, com nove dias úteis, o superávit comercial correspondeu a US$ 1,530 bilhão. As vendas externas foram de US$ 7,482 bilhões e as compras, de US$ 5,952 bilhões.

Construção

Cyrela e Rossi anunciam novas parcerias no setor imobiliário
Valor Online
16/07/2008

SÃO PAULO - Cyrela Brazil Realty e Rossi Residencial, duas das maiores incorporadoras do país, anunciaram hoje novas parcerias no setor imobiliário.

A Cyrela firmou acordo para constituir, em conjunto com a Lucio Empreendimentos e Participações, uma joint venture com participação de 50% para cada sócio para desenvolvimento de novos negócios.

Já a Rossi fechou uma parceria com a Construtora Capital, que tem sede em Manaus e atua no estado do Amazonas. O objetivo do acordo é desenvolver projetos na região metropolitana da capital amazonense e possivelmente em outras cidades da região Norte do Brasil. A expectativa da Rossi é conseguir realizar lançamentos com valor geral de vendas de R$ 1 bilhão "nos próximos anos" a partir desta parceria.

Na noite de ontem, a Rossi informou ao mercado que fechou o primeiro semestre com lançamentos de R$ 1,353 bilhão, com avanço de 42% ante 2007. Já as vendas contratadas subiram 63% e totalizaram R$ 1,127 bilhão nos primeiros seis meses do ano.

Ainda na noite de segunda-feira, a Cyrela informou que o VGV lançado pela empresa no semestre somou R$ 2,918 bilhões, com alta de 209% sobre igual período de 2007. Em termos de vendas contratadas, o crescimento foi de 175%, para R$ 2,993 bilhões.

Vendas da Rodobens Negócios Imobiliários batem recorde no trimestre
Valor Online

14/07/2008
SÃO PAULO - A Rodobens Negócios Imobiliários fechou o segundo trimestre do ano com vendas contratadas de R$ 190 milhões. O resultado representa o novo recorde trimestral e um crescimento de 394% sobre o segundo trimestre de 2007.

No semestre, as vendas contratadas da construtora somaram R$ 343 milhões. O resultado supera em 9% o total registrado durante todo do ano de 2007.

De abril a junho de 2008 foram comercializadas 2.168 unidades, montante 462% maior do que o registrado em igual período do ano passado. Do total, cerca de 91% foram destinados ao segmento econômico, ou seja, unidades com valor inferior a R$ 150 mil.

Segundo a companhia, as vendas contratadas totais, que incluem a participação de parceiros nos empreendimentos Rodobens, alcançaram R$ 288 milhões. A participação da empresa foi de 66% do total.

O Valor Geral de Vendas (VGV) dos empreendimentos lançados, considerando apenas a parte Rodobens, somou R$ 211 milhões no trimestre, valor 137% maior no comparativo anual. No semestre, os lançamentos alcançaram R$ 405 milhões (só VGV Rodobens), o que representa 64% da meta previamente estabelecida de R$ 631 milhões para o ano todo.

No entanto a companhia anunciou que está revisando tal meta para R$ 815 milhões. Com essa nova base, os lançamentos do semestre passam a representar cerca de 50% do objetivo do ano.

Foram lançadas no trimestre 2.538 unidades, elevando o total do semestre para 5.180, sendo que 93% dos empreendimentos apresentam preço de venda médio entre R$ 80 mil e R$ 150 mil - imóveis direcionados para um público-alvo com renda domiciliar mensal entre cinco e dez salários mínimos.

Os dados apresentados hoje ainda podem ser revistados. Os resultados completos e auditados referentes ao trimestre estão agendados para o dia 6 de agosto.


Indicadores

Vendas do pequeno varejo paulista cresceram 11,2% em maio
Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - As vendas do pequeno varejo paulista referentes ao mês de maio mostraram crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa publicada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a alta ficou em 8% sobre igual intervalo de 2007.

O desempenho foi puxado pelo segmento de Lojas de Material de Construção, cujas vendas avançaram 26,5% sobre maio de 2007. No acumulado, o salto ficou em 31%. Segundo a entidade, o comportamento continua refletindo o aquecimento do setor de construção, além da expansão de crédito. A expectativa para o segundo semestre, no entanto, é de um desaquecimento das vendas, por conta da elevação de juros.

O segundo melhor resultado foi registrado pelo segmento Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados, que tiveram crescimento de 14,9% quando confrontadas com o mesmo período de 2007. Nos cinco primeiros meses, a expansão foi de 9,2% no ano.

Em seguida aparece o setor de Lojas de Móveis e Decorações, que alcançaram alta de 12,5% na comparação com maio de 2007, e chegaram a 7,9% de elevação no acumulado de janeiro e maio.

De acordo com a entidade, o pior desempenho permanece com as Lojas de Autopeças e Assessórios, cujas vendas caíram 15,6% em relação a maio do ano passado. No acumulado de cinco meses, a queda foi ainda maior, de 20,6%. A performance é explicada pelos problemas de concorrência com grandes redes, pelas venda maiores de veículos novos - que reduz a necessidade de manutenção -, pelo o aumento da participação das concessionárias e pela entrada de peças chinesas.

Valor da produção de grãos atinge R$ 55,9 bilhões em 2007, diz IBGE
Valor Online
17/07/2008

RIO - A área plantada por culturas de cereais, leguminosas e oleaginosas no ano passado atingiu 45.927.500 hectares no Brasil, um crescimento de 20,5% em relação a 2000, de acordo com dados da Pesquisa Agrícola Municipal - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas 2007, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal motor deste crescimento foi a expansão da fronteira agrícola na direção do Centro-Oeste, que registrou ampliação de 62,8% da área plantada neste período. No mesmo período, a produção de grãos no país avançou 59,3%, para 133,3 milhões de toneladas, evidenciando importante aumento de produtividade.

A apreciação dos grãos nos mercados internacionais elevou no ano passado o valor da produção brasileira em 36,5% na comparação com 2006, para R$ 55,9 bilhões. Apesar do aumento, o efeito da queda do dólar ainda não permitiu que fosse atingido o patamar de 2004, quando a safra rendeu R$ 63,4 bilhões aos produtores.

O principal destaque da safra de 2007 foi o milho, que teve safra de 51,846 milhões de toneladas, uma elevação de 21,5% em relação à colheita do ano anterior. A soja continuou como o grão mais produzido no país, com uma safra de 58,038 milhões de toneladas. Outro produto que apresentou recuperação da produção em 2007 foi o algodão herbáceo, com crescimento de 41,4% em relação a 2006, para 2,499 milhões de toneladas.

Entre os Estados brasileiros, a liderança na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi do Paraná, que contribuiu com 21,8% da produção nacional, seguido por Mato Grosso, com 18,2%, e Mato Grosso do Sul, com 18,1%.

Entre os municípios, a liderança coube a Sorriso, no Mato Grosso, que produziu 2,5 milhões de toneladas de grãos, quase 1 milhão e toneladas a mais que Sapezal, também no Mato Grosso. Em termos de valor da produção, a liderança é de São Desidério, município baiano líder nacional na produção de algodão herbáceo e destaque ainda na produção de soja e milho, com R$ 963 milhões, 46,1% acima do resultado de 2006.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Indústria paulista abre 5 mil postos de trabalho em junho, mostra Fiesp
Valor Online
15/07/2008

SÃO PAULO - O nível de emprego da indústria de transformação paulista aumentou 0,19% em junho ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, houve acréscimo de 0,21% no mês passado. Tais variações representaram a geração de 5 mil vagas no mês passado.

Levantamento divulgado há pouco pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrou que, no primeiro semestre, a indústria de transformação apresentou alta de 6,48% no nível de emprego, com 141 mil postos de trabalho criados. Em 12 meses, o indicador acumula expansão de 4,72%, com 105 mil vagas abertas.

No mês passado, os setores industriais que registraram aumento em sua folha foram os de Máquinas de escritório e equipamentos de informática, com acréscimo de 10,75%, e Móveis e indústrias diversas, com alta de 2,65%.

Em sentido inverso, foram apurados cortes de pessoal em Couros e artefatos de couro, artigos de viagem e calçados (-4,88%) e Coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e álcool (-2,84%).

Dos 21 setores pesquisados, 15 ampliaram seu quadro de pessoal, cinco fecharam vagas e um verificou estabilidade.

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Vendas no varejo sobem 0,6% em maio ante abril, diz IBGE
Valor Online
15/07/2008

RIO - As vendas do comércio varejista nacional aumentaram 0,6% em maio depois de acréscimo de 0,2% um mês antes, com ajuste sazonal. No confronto com o quinto mês de 2007, houve elevação de 10,5%. No acumulado deste ano, o aumento foi de 10,9%. Em 12 meses, as vendas subiram 10,3%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de abril para maio, sete entre as dez atividades avaliadas registraram ampliação no volume de vendas, como Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%).

Conforme o levantamento do IBGE, ainda na base mensal, Veículos e motos, partes e peças registraram variação nula e Livros, jornais, revistas e papelaria e Tecidos, vestuário e calçados apresentaram queda, de 0,1% e 1%, respectivamente.

Perante maio de 2007, todas as atividades do varejo apresentaram volume de vendas maior. Com elevação de dois dígitos, apareceram Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (29,9%), Móveis e eletrodomésticos (16,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (12,9%), Combustíveis e lubrificantes (12,9%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,6%).

A receita nominal de vendas expandiu-se 1,3% em maio, sucedendo alta de 0,7% um mês antes, na série com ajuste sazonal. No comparativo com maio de 2007, o acréscimo foi de 16,6%. No acumulado do ano, a expansão correspondeu a 15,9%. Em 12 meses, o aumento chegou a 14,3%.

O comércio varejista ampliado, que inclui os segmentos de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou elevação de 0,8% em maio no volume de vendas e de 0,6% na receita nominal. Na comparação com o quinto mês de 2007, houve incremento de 11,3% nas vendas e de 16,5% na receita nominal.


Indústria Automobilística

Sorocaba dará desconto de 50% no ICMS para que Toyota se instale na cidade
Agência Brasil
17/07/2008

SÃO PAULO - A cidade de Sorocaba, a 96 quilômetros da capital paulista, deverá receber investimentos da ordem de US$ 700 milhões que serão destinados pela Toyota para a construção de uma nova fábrica.

As obras de terraplanagem no terreno de 3,7 milhões de metros quadrados (370 hectares), localizado na rodovia Castelo Branco, começam nas primeiras semanas de 2009.

Para a construção da fábrica, a Toyota receberá incentivos fiscais da prefeitura, com retorno para a companhia de 50% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado nos dois primeiros anos.

"Esse montante terá redução anual e, em 10 ou 15 anos, a prefeitura passará a receber 100% do ICMS", disse o prefeito da cidade, Vitor Lippi (PSDB). Ele calcula que a isenção fiscal, no período, será de R$ 130 milhões.

De acordo com a assessoria de comunicação da Toyota, 10 estados brasileiros apresentaram propostas para receber a nova unidade e o que levou a companhia japonesa a optar por Sorocaba, não foram os incentivos, mas o fato de a região contar com mão-de-obra qualificada e uma rede de fornecedores voltada para o atendimento da indústria automotiva.

A Toyota produz sob demanda e se não tiver por perto uma rede de fornecedores não tem como por a fábrica em funcionamento.

A nova unidade vai gerar cerca de 2,5 mil empregos diretos e terá produção inicial de 150 mil veículos compactos por ano. A produção poderá atingir até 400 mil veículos. O início das operações da nova unidade está previsto para 2011.

Atualmente, a Toyota produz no Brasil o sedã médio Corolla, na unidade industrial de Indaiatuba (SP). A Toyota também tem uma fábrica de autopeças em São Bernardo do Campo (SP) e um centro de distribuição em Guaíba (RS).

Segundo Lippi, a prefeitura também está investindo R$ 30 milhões na construção de um Parque Tecnológico, que deverá atrair novas empresas de tecnologia de ponta, do setor metal-mecânico e de auto-peças.

O Parque Tecnológico está sendo construído na zona norte da cidade, próximo à rodovia Castelo Branco. De acordo com o prefeito, as empresas que forem se instalar no parque poderão contar com os mesmos incentivos fiscais oferecidos à Toyota.

"Estamos implantando, dentro do parque tecnológico, unidades escolares para formação de mão-de-obra. Com apoio do governo do estado teremos uma unidade da Fatec, Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo e uma ETEC, Escola Estadual de Tecnologia", contou.

De acordo com o prefeito, a Toyota vai colaborar no aparelhamento das escolas do parque tecnológico. Hoje, Sorocaba, que tem 600 mil habitantes, já conta com cinco universidades, sendo duas públicas - Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e Universidade Federal de São Carlos (UFScar) - e três privadas - Universidade Paulista (Unip), Universidade de Sorocaba (Uniso) e o Centro de Ciências Médicas e Biológicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Hoje, vigora em Sorocaba uma lei local que oferece a possibilidade de redução de tributos às indústrias, como o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por um prazo de até 12 anos.


BNDES dá crédito de R$ 78 milhões para financiar desenvolvimento de projetos de engenharia da Ford

Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 78 milhões para a Ford do Brasil. Os recursos serão investidos em um programa de desenvolvimento de novos processos de engenharia, incluindo um projeto para reduzir as emissões de gases dos veículos.

Segundo o BNDES, o dinheiro será usado para financiar as horas trabalhadas dos 1.050 engenheiros envolvidos na área de desenvolvimento de produtos da Ford e visa "permitir a manutenção dessa mão-de-obra altamente qualificada".

De acordo com o banco, o projeto para redução do nível de emissões atmosféricas tem como objetivo atender às novas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), no seu Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) .

O financiamento concedido pelo BNDES à Ford se insere no novo Programa de Apoio à Engenharia Automotiva, anunciado em maio último, no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtivo do governo federal. O programa conta com orçamento de R$ 1 bilhão até dezembro de 2008, prevê o financiamento de gastos de engenharia realizados no Brasil.


Papel e Celulose

VCP utiliza estrutura de seu controlador para conter alta nos custos
Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) vem utilizando a estrutura de seu controlador, o Grupo Votorantim, para amenizar a forte pressão de custos que incide atualmente sobre o setor. Neste contexto, atividades como logística e compra de produtos químicos - essenciais para a VCP e cujos custos acompanham a ascendente cotação do petróleo - entram na cesta de contratações do grupo controlador, que tem maior poder de barganha, em razão dos grandes volumes que movimenta.

Segundo o diretor de Relações com Investidores da VCP, Valdir Roque, essa estratégia vem trazendo vantagens competitivas para a companhia. O executivo, entretanto, preferiu não revelar o potencial de redução de custos dessa política, para que a informação não chegue aos concorrentes.

Apesar disso, o resultado efetivo da estratégia ainda não salta aos olhos, devido ao ritmo maior de crescimento dos custos. Durante o segundo trimestre deste ano, o custo de produção de celulose da VCP ficou em R$ 487 por tonelada, uma alta de 8% em relação ao mesmo período de 2007. No entanto, Roque afirma que a pressão seria maior, não fosse a estratégia combinada com o grupo controlador.

Além dos custos maiores, a companhia teve que enfrentar a valorização do real ante o dólar, que prejudica as receitas de exportação. No segundo trimestre, a VCP vendeu o volume recorde de 328,6 mil toneladas de celulose, uma alta de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações representaram 78,5% do total vendido, com 258 mil toneladas.

Apesar do volume recorde, a receita líquida da companhia andou de lado. Somou R$ 627 milhões no segundo trimestre, uma ligeira queda de 0,3% na comparação com igual intervalo do exercício anterior. O custo dos produtos vendidos, por sua vez, cresceu. Ficou em R$ 411 milhões, uma alta de 3% no mesmo período de comparação. As despesas também avançaram, 5,26%, para R$ 100 milhões.

Como resultado, a geração de caixa medida pelo Lajida (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) recuou 9%, para R$ 212 milhões. A margem Lajida, que mede a relação entre a geração de caixa e receita líquida, caiu 3 pontos percentuais, para 33,8%.

Após um resultado financeiro também inferior ao de um ano atrás, a companhia viu o lucro líquido cair 35%, para R$ 135 milhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Aracruz confirma plano de construir fábricas em Minas; primeira unidade custará US$ 2,4 bi
Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - A fabricante de celulose Aracruz informou hoje que concluiu os estudos preliminares para a instalação de uma nova fábrica no município de Governador Valadares, em Minas Gerais. De acordo com a empresa, os estudos indicaram "a viabilidade" do empreendimento, que terá capacidade de 1,4 milhão de toneladas anuais de celulose e que irá consumir investimentos da ordem de US$ 2,4 bilhões.

A região deverá receber ainda outras duas plantas, segundo adiantou o Valor em reportagem publicada no mês passado. De acordo com a Aracruz, os estudos indicaram que a região de Governador Valadares apresenta "condições favoráveis para acolher duas fábricas adicionais, cada uma com capacidade de produção equivalente à da primeira".

Os projetos integram o plano de expansão da Aracruz, que foi turbinado com vistas ao atendimento da demanda chinesa. A empresa pretende elevar sua capacidade de produção das atuais 3,2 milhões de toneladas anuais para 7 milhões de toneladas por ano até 2015.

Diante dos resultados dos estudos, a Aracruz informou que já deu início a medidas visando "a ampliação de sua base florestal na região", bem como a obtenção das licenças ambientais necessárias. No entanto, a empresa ressalta que a efetiva implantação do projeto ainda depende da aprovação de seu conselho de administração.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Petróleo e Gás

Petrobras produz média recorde de 2,421 milhões de barris equivalentes em junho
Valor Online
15/07/2008

RIO - A Petrobras produziu no exterior, em média, 218.117 barris de petróleo de óleo equivalente por dia em junho, uma alta de 8,1% em relação a maio. Com isso, a empresa bateu recorde mensal de produção, atingindo 2.421.155 barris de petróleo equivalente nos campos nacionais e internacionais, 3,3% a mais que em junho do ano passado e 2,3% acima de maio de 2008.

De acordo com nota divulgada pela empresa, 204.171 barris diários foram produzidos por companhias controladas pela Petrobras, enquanto 13.946 barris diários foram produzidos por coligadas.

A produção de petróleo em campos nacionais havia sido divulgada no dia 3 de julho e também havia representado recorde mensal, com 1.867.336 barris/dia, 4,2% superior à média de 2007. A produção de gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior foi de 70,517 milhões de metros cúbicos por dia, superior em 12,1% à do mesmo mês de 2007 e em 8,9% à de maio de 2008.

A produção de gás natural no Brasil foi de 53,372 milhões de metros cúbicos diários em junho, com aumento de 24,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 7,7% sobre a de maio de 2008, que foi de 49,554 milhões de metros cúbicos.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Petrobras faz nova descoberta de petróleo na Bacia do Espírito Santo
Valor Online
14/07/2008

SÃO PAULO - A Petrobras informou há pouco que encontrou uma nova concentração de petróleo "de boa qualidade" (27º API) na Bacia do Espírito Santo. Segundo comunicado da empresa, a nova descoberta está localizada no campo de Golfinho, a 60 km da cidade de Vitória , em lâmina d`água de 1.374 metros.

Ainda de acordo com a Petrobras, "as primeiras estimativas indicam um potencial de 150 milhões de barris de óleo recuperável" no bloco, que pertence integralmente (100%) à companhia.

A estatal reforça que a região onde foi feita a descoberta (4-GLF-23-ESS) "tem a vantagem de estar próximo da infra-estrutura já instalada no campo de Golfinho". Diante disso, a companhia avalia que "os volumes serão incorporados às reservas da companhia e podem rapidamente entrar em produção".

Química e petroquímica

M & G anuncia investimento em expansão de planta de PET em Pernambuco
Valor Online
16/07/2008

SÃO PAULO - O grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M & G) informou que fará uma expansão da planta de PET operada pela subsidiária M & G Polímeros localizada na cidade de Ipojuca, em Pernambuco. A intenção do projeto é elevar a capacidade de produção da resina de 450 mil toneladas por ano para 650 mil toneladas por ano, um avanço de 44%.

Segundo comunicado da empresa, a referida expansão levará de 12 meses a 15 meses para entrar em produção. Não foi revelado o valor do investimento.

Com receita extraordinária, lucro da Unipar cresce 37% no primeiro trimestre
Valor Online
16/05/2008

SÃO PAULO - Protagonista do processo de consolidação dos ativos petroquímicos da região Sudeste, a Unipar encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 56,47 milhões, o que representa um crescimento de 37,18% em relação ao mesmo período de 2007, quando o ganho somou R$ 41,16 milhões. Uma receita extraordinária de R$ 57,1 milhões, obtida com a alienação da participação da empresa na Petroflex, foi a responsável pelo lucro maior.

No quesito operacional, a empresa não foi bem, em razão dos maiores custos da matéria-prima. Entre janeiro e março, a receita líquida da Unipar somou R$ 677,7 milhões, uma alta de 5,43% sobre o mesmo período do ano passado. No entanto, o custo dos produtos vendidos avançou 8,9%, para R$ 542,7 milhões. Já as despesas operacionais dispararam 45,6%, para R$ 117,5 milhões.

Com isso, a geração de caixa medida pelo Lajida (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) caiu 12%, para R$ 90 milhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Tecnologia

Notebooks puxam alta de 16% nas vendas mundiais de computadores no segundo trimestre, diz Gartner
Valor Online
17/07/2008

SÃO PAULO - A queda nos preços dos notebooks continuou alimentando o crescimento nas vendas de PCs no mundo no segundo trimestre. De acordo com a consultoria Gartner, as vendas aumentaram 16% em relação ao mesmo período de 2007, com a comercialização de 71,9 milhões de computadores em todo o mundo.

Na América Latina, as vendas de PCs cresceram 23,2% no segundo trimestre, ante igual período do ano passado. No total, foram comercializados 7 milhões de computadores na região.

"Os PCs portáteis continuaram liderando o crescimento em unidades em todas as regiões à medida que seus preços médios de venda (ASP, na sigla em inglês) declinam significativamente em relação ao ASP dos PCs de mesa (desktops)", disse a principal analista do grupo de Mercado de Computação do Gartner, Mika Kitagawa. "A incerteza econômica afetou a receita com PCs, resultando num forte declínio nos ASPs, especialmente em mercados como os EUA e na região da Europa, Oriente Médio e África", acrescentou.

O analista alerta que, com as receitas em queda e a economia em retração, há a possibilidade de uma onda de consolidação entre as principais fabricantes, na busca de uma composição de preços mais vantajosa.

A Hewlett-Packard (HP) se manteve, segundo o Gartner, como a maior fabricante do mundo no segundo trimestre. A empresa norte-americana vendeu 13,02 milhões de PCs entre abril e junho, 17,1% mais que no mesmo período de 2007. Com isso, sua participação de mercado ficou praticamente estável, subindo apenas 0,1 ponto percentual no intervalo, para 18,1%.

A segunda colocada no ranking, porém, obteve um crescimento muito mais intenso nas vendas no segundo trimestre. Em relação a igual período de 2007, a Dell comercializou 21,9% mais PCs, num total de 11,20 milhões de unidades. Essa expansão resultou num ganho de participação no mercado mundial, que passou de 14,8% no fim de junho de 2007 para 15,6% no mês passado. Os dados preliminares do Gartner mostram que a Dell obteve um crescimento de mais de 40% nas vendas de notebooks nos últimos dois trimestres.

Nos EUA, as vendas de PCs aumentaram 4,2%, para um total de 16,48 milhões de aparelhos. Segundo a consultoria, embora tenha havido um aumento no ritmo de comercialização de computadores no país, isso aparenta ter ocorrido em detrimento das receitas, já que as fabricantes cortaram preços para enfrentar a desaceleração da economia.

"Os notebooks domésticos continuaram com bom desempenho no mercado dos EUA. Entretanto, o declínio nos ASPs foi maior aqui (nos Estados Unidos) do que em outros segmentos", afirmou Kitagawa.

Durante o trimestre, muitos mini-notebooks chegaram ao mercado norte-americano. Mas, segundo o Gartner, como a plataforma ainda é um produto cuja curva de adoção está no início, eles não contribuíram significativamente para o total geral das vendas. A consultoria estima que menos de 3% do volume de vendas totais vieram desse segmento no país.

Nos EUA, a Dell permanece na liderança, com 31,9% do mercado, tendo vendido 5,25 milhões de computadores, 11,9% mais que em igual trimestre de 2007. Já a vice-líder HP teve um crescimento menos expressivo, de 5,6% nas vendas, para 4,18 milhões de PCs, o que representa 25,3% do mercado no país. A diferença no ritmo de expansão da Dell, segundo o Gartner, vem do fato de a empresa começar a colher os frutos de ter ampliado seu modelo de negócios para incluir também as vendas por parceiros de varejo. Até o ano passado, os computadores da companhia só eram vendidos diretamente, por telefone ou pela internet.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Proview lança conversor digital de R$ 199 com apoio do governo
Valor Online
15/07/2008

SÃO PAULO - A fabricante de eletroeletrônicos Proview está lançando no país um conversor digital com preço final de R$ 199,00, com apoio do Ministério das Comunicações e do governo do Estado do Amazonas.

"Agora temos a tecnologia e o produto acessível, estamos prontos para atender o mercado brasileiro", disse o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Além do produto básico, estarão no mercado outros dois conversores, que possibilitam acesso à internet, com preços sugeridos de R$ 249,00 e R$ 299,00.

A Proview tem uma fábrica na Zona Franca de Manaus e se lançou no mercado de conversores digitais há apenas três meses. Seu foco anterior era a fabricação de monitores.

O presidente da Proview, Tseng Ling Yun, explica que sua empresa conseguiu chegar a preço tão inferior - o aparelho mais barato no mercado custava, em média, R$ 500,00 - por conta de uma série de fatores. "O governo do Amazonas abateu o ICMS sobre nosso produto e, além disso, ficamos com uma margem de lucro de apenas 3,8%", explica Tseng.

Hélio Costa também anunciou um plano de financiamento junto ao Banco do Brasil e Banco Postal para aquisição dos chamados "conversores populares". O governo federal também estuda o corte do PIS e Cofins sob o novo conversor.

(Manuela Rahal | Valor Econômico, para o Valor Online)

 

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