Sexta-feira, 25/07/2008
Ano VIII – edição 328

Agronegócios

Bunge bate, no semestre, lucro de 2007
Valor Econômico
25/07/2008

SÃO PAULO - A multinacional Bunge mais que quadruplicou seu lucro líquido no primeiro semestre em comparação com o desempenho apresentado no mesmo período de 2007. O resultado foi impulsionado por um cenário de disparada dos preços das commodities agrícolas, que atingiram novos patamares nos últimos meses.

De janeiro a junho, o lucro da companhia foi de US$ 1,04 bilhão, montante 471,4% superior aos US$ 182 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2007 e maior também que o ganho todo do último ano, que foi de US$ 778 milhões. A maior fatia desse ganho foi apurada no segundo trimestre, no qual o grupo teve lucro líquido de US$ 751 milhões. Esse resultado foi 347% maior que os US$ 168 milhões do segundo trimestre de 2007.

" Nos últimos anos, a produção agrícola não tem acompanhado o ritmo de crescimento da demanda, puxada principalmente pelo aumento da população e do padrão de vida nas economias emergentes. Os preços das commodities agrícolas são reflexo disso e também do aumento do custo da energia " , disse Alberto Weisser, principal executivo da multinacional.

As vendas líquidas totais do grupo no semestre cresceram 72%, para US$ 26,8 bilhões. Os fertilizantes registraram o maior crescimento: 112%, para US$ 2,9 bilhões. A disparada dos preços explica a diferença em relação ao aumento do volume das vendas, que foi de apenas 3%, para 67,2 milhões de toneladas. O lucro operacional cresceu 434% e chegou a US$ 1,6 bilhão.

O aumento no custo do crédito elevou em 26%, para US$ 188 milhões, as despesas com juros da empresa. Os ganhos com a variação cambial mais que dobraram no primeiro semestre, para US$ 265 milhões. No segundo trimestre, esse volume foi de US$ 258 milhões e deveu-se a ativos da empresa denominados em dólar nas subsidiárias do Brasil e da Argentina, informou a companhia.

Ainda que sob um cenário indefinido de preços, a Bunge acredita em um bom desempenho no segundo semestre. " Os fundamentos do setor de fertilizantes devem permanecer firmes. Ainda que o crescimento da demanda por alguns produtos agrícolas possa cair um pouco devido ao prolongado período de preços altos, as margens no agronegócio devem ficar sólidas " , disse Jacqualyn Fouse, principal executiva de finanças do grupo.

Lucro da Fosfertil mais que dobra no semestre, para R$ 402 milhões
Valor Online
24/07/2008

SÃO PAULO - A Fosfertil, fabricante de matérias-primas para fertilizantes, apresentou forte crescimento durante os seis primeiros meses de 2008 se comparados a igual período do ano passado.

Dados preliminares divulgados hoje pela empresa apontam lucro líquido de R$ 402,82 milhões para o período compreendido entre janeiro e junho deste ano. Tal montante representa mais que duas vezes o obtido em igual período do ano passado, quanto o ganho foi de R$ 177,1 milhões.

A receita líquida de vendas da apresentou alta de 47%, somando R$ 1,562 bilhão. Enquanto o custo do produto vendido subiu 20%, para R$ 895,35 milhões.

Os gastos com vendas, gerais e administrativas subiram 17%, para R$ 34 milhões, e categoria outras despesas dobrou para R$ 87,3 milhões. Por outro lado, a receita financeira triplicou de R$ 22 milhões para R$ 66,3 milhões nos seis primeiros meses do ano.

A companhia ainda tenta incorporar a Bunge Fertilizantes, medida aprovada pelo conselho em 2006. Mas brigas entre os acionistas da Fertifos, que controla a Fosfertil vêm postergando o negócio.

SLC revê para cima previsão de área plantada para as próximas safras
Valor Online
18/07/2008

SÃO PAULO - A SLC Agrícola reviu para cima a projeção de área plantada da empresa para os próximos anos-safra. Após ter cultivado, com algodão e grãos, 170,6 mil hectares durante a safra 2007/08, a empresa prevê que atingirá o total de 220 mil hectares na próxima safra, uma alta de 29%. A estimativa anterior, feita em novembro do ano passado, indicava projeção de cultivo de 193 mil hectares em 2008/09.

Já para na safra seguinte, de 2009/10, a SLC pretende plantar em 270 mil hectares, em comparação com projeção anterior de 223 mil hectares. Em relação à próxima safra, o aumento estimado da área cultivada em 2009/10 será de 22%.

Segundo a empresa, esses objetivos deverão ser atingidos por meio de "aquisição ou arrendamento de propriedades, além da ampliação do cultivo da segunda-safra".

JBS volta a enxergar oportunidade de compra de rivais no Brasil
Valor Online
18/07/2008

SÃO PAULO - O movimento de alta no preço do boi poderá criar novas oportunidades de aquisições no Brasil para o grupo JBS a partir de 2009, disse ontem seu presidente, Joesley Mendonça Batista. Segundo ele, com o boi mais caro, a tendência é de redução nas margens de ganho dos frigoríficos, o que pode torná-los alvo de aquisições.

Após uma série de compras no Brasil, o JBS encontrou no exterior as melhores oportunidades de aquisições, incorporando frigoríficos que tinham margens muito reduzidas, próximas de zero. "Nossa intenção é comprar empresas com margens baixas, para que possamos melhorar sua produtividade e elevá-las", disse o executivo.

Depois de diversas aquisições, muito se falou no mercado sobre o crescimento do endividamento do JBS. Batista garante, no entanto, que os níveis já estão melhorando, assim como as margens de ganho das empresas adquiridas no exterior.

Diante disso, a empresa já havia admitido a possibilidade de voltar às compras em 2009, o que permanece nos planos, segundo executivo. Ele, no entanto, preferiu não revelar as empresas e nem os países que podem estar na mira do grupo.

O executivo deu as declarações durante o lançamento do JBS Banco, controlado pelo mesmo grupo dono do frigorífico JBS (Friboi). Com atividades 100% destinadas ao setor pecuarista e capital inicial de R$ 30 milhões, a instituição vai oferecer aos produtores linhas de financiamento voltadas a aquisições de bovinos, construção e reforma de locais para confinamento, custeio do processo de engorda e adiantamento de valores relativos à venda do gado.

O novo banco vai apostar na oferta de Letras de Crédito Agrícola (LCAs) como uma das alternativas para se capitalizar em um momento não tão favorável para os bancos médios. Isentas de Imposto de Renda e IOF para as pessoas físicas, as LCAs serão "uma importante base de captação do banco", segundo informou seu presidente, Geraldo Dontal.

Joesley Batista disse esperar que a instituição financeira tenha a mesma facilidade de acesso ao crédito que o frigorífico do grupo JBS. "O banco é um projeto de longo prazo. Podemos até ter problemas durante seis meses, um ano, mas vamos ser capazes de captar os volumes necessários", afirmou.

Batista informou que dará início a um plano de prospecção de clientes para o banco. Segundo ele, será feita uma seleção de 3 mil a 4 mil fornecedores, entre os mais de 15 mil atuais, para os quais serão oferecidos os produtos do banco. O executivo esclareceu que o foco da instituição será sempre voltado aos produtores que fornecem gado para a JBS, porém admitiu que outros pecuaristas não estarão proibidos de abrir contas no banco.

De acordo com Batista, o frigorífico JBS irá desembolsar cerca de R$ 6 bilhões nos próximos 12 meses com o pagamento a fornecedores de gado e a idéia é atrair esses recursos para dentro do novo banco.

Inicialmente, está prevista abertura de uma agência do JBS Banco em São Paulo, o que deve acontecer no próximo dia 28 de julho. Pouco tempo depois, devem abrir as portas agências em Goiânia e Campo Grande, além Araçatuba ou Andradina, regiões onde se concentra grande número de fornecedores de gado.

Batista também informou que a apresentação da escritura de uma fazenda será exigida para abertura de conta corrente no JBS Banco, A idéia é garantir que a instituição atenderá exclusivamente as necessidades dos pecuaristas.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Alimentos

Marfrig faz aliança com ConAgra Foods no segmento de beef jerky
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - A Marfrig acertou um compromisso para ter a marca Pemmican e equipamentos ligados à produção de beef jerky, um derivado de carne bovina que dispensa refrigeração, da ConAgra Foods por US$ 25 milhões. O acordo foi feito por meio da subsidiária Mirab USA Inc.

"A aquisição da marca Pemmican fortalece a participação da Marfrig no mercado de ´meat snacks´ (petiscos derivados de carne), assim como fornece ao grupo uma forte parceria com a ConAgra Foods nos Estados Unidos", disse a Marfrig por meio de fato relevante.

Até 20 de julho de 2013, a ConAgra Foods venderá e distribuirá a marca Pemmican para a Marfrig dentro da existente Divisão de Produtos de Consumo. O acerto também prevê a produção de beef jerky da marca Slim Jim pela Marfrig para a ConAgra Foods.


Bancos

Com aprovação do BC, Santander assume controle do Banco Real; Fábio Barbosa lidera integração
Valor Online
24/07/2008

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) informou que sua diretoria aprovou na última terça-feira, a venda do controle do ABN Amro Real para o banco espanhol Santander. Com a aprovação do BC, a transferência de comando passou a valer, de fato, nesta quinta-feira, pouco mais de um ano após a aprovação da compra do holandês ABN pelo consórcio formado por Royal Bank of Scotland, Santander e Fortis.

Em comunicado, o grupo espanhol informou que o atual executive-chefe do ABN Amro Real, Fábio Barbosa, deu início hoje ao processo de integração do Santander e do Real no Brasil. Barbosa, que é o atual presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), terá como vice-presidentes seniores José Berenguer (vindo do Real) e José Paiva Ferreira (do Santander).

Somados, Santander e Real terão mais de 55 mil funcionários, 8 milhões de correntistas e 500 mil clientes pessoa jurídica no Brasil. Mas o controlador espanhol ressalta que as instituições seguirão atuando de forma separada "até a concretização do programa de integração, que será gradual". "É importante destacar que tudo continua igual no relacionamento com clientes e funcionários", diz o texto.

A confirmação do nome de Barbosa à frente da nova instituição terá que passar ainda por algumas formalidades, tendo que ser aprovada em assembléia geral de acionistas ainda não marcada e referendada pelo Banco Central (BC).

A autoridade monetária da Holanda aprovou somente nesta semana a venda do ABN. Aqui no Brasil, antes da manifestação do BC, o órgão de defesa da concorrência, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça, tinha aprovado a operação em dezembro de 2007, por não ver prejuízos para o mercado bancário ou para o consumidor. Uma Decisão judicial determinou que também cabe ao Cade analisar fusões entre bancos, e não apenas ao BC.

A decisão do BC ainda não foi publicada no Diário Oficial da União, mas foi confirmada pela assessoria da instituição.

Contratação de crédito imobiliário na Caixa salta 34% no primeiro semestre, para R$ 9,18 bilhões
Valor Online
24/07/2008

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal aprovou a contratação de R$ 9,18 bilhões em financiamentos imobiliários no primeiro semestre deste ano. Além de ser uma cifra recorde para o período, o montante representa um crescimento de 34% em relação ao total de operações realizadas nos seis primeiros meses de 2007, de R$ 6,8 bilhões. Ao todo, a Caixa financiou 201.956 imóveis entre janeiro e junho deste ano.

Com base em recursos captados via poupança, a Caixa aprovou financiamentos de R$ 3,4 bilhões, com aumento de 33% no total de contratações ante os seis primeiros meses de 2007.

Já com o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a Caixa liberou R$ 5,38 bilhões em financiamentos no primeiro semestre deste ano, com alta de 47% sobre o mesmo período do ano passado.

(este texto foi corrigido, após a Caixa informar novos números)

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Bebidas

Lucro da Anheuser-Busch cresce 1,8% no segundo trimestre
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - A cervejaria norte-americana Anheuser-Busch, que terá seu controle vendido para a belgo-brasileira Inbev, teve lucro líquido de US$ 689 milhões no segundo trimestre deste ano, mostrando ligeira alta de 1,8% sobre o ganho de US$ 677 milhões apurado em igual período do ano passado.

A receita líquida de vendas teve alta de 4,6% no mesmo período de comparação, subindo de US$ 4,515 bilhões para US$ 4,721 bilhões.

Considerando apenas as vendas no mercado dos EUA, a receita cresceu 4,5%, diante do aumento de 0,5% no volume de vendas e de um avanço de 3,2% nos preços médios por barril.

A empresa informou ainda que pretende elevar mais os preços das cervejas em setembro e outubro, gerando um aumento médio de 4% no preço por barril vendido ao longo deste ano.

O volume total vendido pela empresa (considerando o mercado fora dos EUA e as parcerias com outras cervejarias) aumentou 1,4% na comparação entre o segundo trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano, tendo atingido 43,1 milhões de barris.

Lucro da PepsiCo aumenta 9% no trimestre, para US$ 1,7 bilhão
Valor Online

23/07/2008

SÃO PAULO - A PepsiCo fechou o segundo trimestre de 2008 com lucro líquido de US$ 1,7 bilhão, 9% acima dos US$ 1,56 bilhão apurados no mesmo intervalo de 2007. O ganho por ação foi de US$ 1,05, pouco acima das expectativas de analistas.

Puxadas pelas vendas fora dos Estados Unidos, as receitas cresceram 14% nessa comparação, somando US$ 10,95 bilhões.

O volume global de vendas da companhia aumentou 5%. Nas Américas, a comercialização de alimentos das marcas da empresa subiu 2%, mas a de bebidas caiu 1%. Nos outros continentes, a venda de lanches cresceu 10% e a de bebidas avançou 13%.

Para 2008 inteiro, a perspectiva da empresa é de registrar lucro por ação de pelo menos US$ 3,72 e crescimento de 3% a 5% no volume de vendas. Também está nos planos a recompra de US$ 5,3 bilhões em ações, a depender das condições do mercado.

A Pepsico atua nos ramos de alimentos e bebidas, nos quais controla 18 marcas. Entre as mais importantes estão Frito-Lay e Quaker (alimentos), Pepsi-Cola, Gatorade e Tropicana (bebidas).

Comércio Exterior

DOHA: UE diz que mais de US$ 5 bi em exportações brasileiras continuam com acesso preferencial
Valor Online
25/07/2008

GENEBRA - A União Européia (UE) informou que exportações do Brasil de mais de US$ 5 bilhões vão continuar se beneficiando de acesso preferencial no mercado de seus 27 países membros no período 2009-2011.

Bruxelas avisou que nenhum produto brasileiro foi "graduado" na nova regulamentação para o Sistema Geral de Preferências (SGP) europeu, aprovada esta semana. A "graduação" significa suspensão de preferência, que ocorre quando um país se torna particularmente competitivo em determinado produto.

Segundo a UE, o Brasil é o segundo maior exportador para o mercado europeu sob o SGP, com 4,3 bilhões de euros de vendas no ano passado aproveitando-se de taxas menores na entrada.

As três principais categorias de produtos exportados beneficiados pelo SGP são maquinários, equipamentos de transportes, plásticos e borrachas.

Os produtos brasileiros que já foram "graduados", ou seja, perderam a redução tarifária, no passado foram itens como bebidas, vinagre, tabaco, além de produtos de madeira.

A UE fez o anúncio da nova regulamentação do SGP em plena negociação da Rodada Doha. Diz que 176 países se beneficiam do SGP, num comércio valendo 57 bilhões de euros no ano passado.

Desta vez, Bruxelas só suspendeu as preferências para um país, o Vietnã, para calçados e outros produtos dessa categoria, tal a competitividade e o volume das exportações daquele país asiático.

Em contrapartida, seis países recuperaram o direito de exportar com tarifas menores para alguns produtos: Índia, África do Sul, Tailândia, Indonésia, Rússia e Argélia.

(Assis Moreira | Valor Econômico especial para o Valor Online)

DOHA: Brasil fará corte de 54% em média nas tarifas industriais, se acordo se confirmar
Valor Online
25/07/2008

GENEBRA - O Brasil fará corte de 54% nas tarifas industriais consolidadas. A tarifa média realmente aplicada pelo país nas importações cairá de 11% para 9,8%. Este será o resultado da negociação na Organização Mundial do Comércio (OMC), se o acordo for confirmado nos próximos dias.

O Brasil escolheu já a opção no texto proposto na OMC, pelo qual prefere dispor de 14% de flexibilidade para proteger setores industriais sensíveis. Em contrapartida, fará um corte maior nos outros setores.

A proteção brasileira cobrirá 1.240 linhas tarifárias. Se desejar, o país poderá proteger 80% das 55 linhas tarifárias do setor automotivo.

Pelo que o Brasil escolheu, a tarifa sobre importação de automóveis, por exemplo, deve declinar de 35% para 24%.

Esta noite, a Anfavea deflagrou em Genebra o sinal de alerta, diante das pressões que persistem por parte da União Européia sobre o Brasil para aceitar acordos setoriais que eliminarão tarifas mais rapidamente em determinada área.

Pedro Bettencout, da GM e representante da Anfavea, declarou que o setor automotivo brasileiro está "extremamente preocupado" com a pressão da UE, especialmente vindo da parte da Alemanha, que tem duas empresas no país, a Volkswagem e a Mercedes.

"Essas empresas estão passando por um momento vitorioso no Brasil, usufruindo do mercado em desenvolvimento, então é difícil entender por que baixar as tarifas que só prejudicarão as próprias empresas em proveito de companhias de outras regiões", afirmou Bettencout.

O representante da Anfavea insistiu que está inquieto com a "pressão inclemente" dos europeus. "Eles querem setorial (em automotivo), mas não tem cabimento", reclamou.

Negociadores brasileiros disseram que o Brasil aceitou uma linguagem sobre negociação de acordos setoriais, sempre em bases voluntárias. Mas outras delegações notaram que o resultado prático é que os emergentes se submeteram a negociar "voluntariamente obrigados".

(Assis Moreira | Valor Econômico especial para o Valor Online)

Construção

PDG Realty fecha semestre com alta de 103% no total de lançamentos
Valor Online
21/07/2008

SÃO PAULO - A incorporadora imobiliária PDG Realty anunciou hoje que o Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos de empreendimentos em que ela participa atingiu R$ 1,761 bilhão no primeiro semestre deste ano, com alta de 103% sobre o volume de R$ 867 milhões de igual período do ano passado.

Com os aumentos de participação realizados na Goldfarb e na CHL, a participação média nos lançamentos passou de 43% nos seis primeiros meses de 2007, para 66% (ou R$ 1,17 bilhão) no primeiro semestre de 2008.

Apenas no segundo trimestre, o VGV lançado somou R$ 797 milhões, alta de 60% ante os R$ 500 milhões registrados em igual período do ano passado. A participação da companhia nos empreendimentos avançou de 46%, para 75% do volume.

Com tal desempenho, 47% do guidance anual de lançamentos, que oscila entre R$ 2,4 bilhões a R$ 2,6 bilhões, já foi atingido.

De acordo com a companhia, as vendas contratas somaram R$ 1,57 bilhão no primeiro semestre de 2008, montante duas vezes maior no comparativo anual. A parcela PDG nas vendas foi de R$ 939 milhões, três vezes maior do que a registrada de janeiro a junho de 2007.

No segundo trimestre, as vendas foram de R$ 674 milhões, alta de 26% no comparativo anual, com a fatia PDG avançando de 42%, para 70% do total.

Crédito

Com demanda crescente, São Paulo irá pedir R$ 1 bi a mais para financiamento habitacional da Caixa
Valor Online
24/07/2008

SÃO PAULO - O superintendente regional da Caixa Econômica Federal para o Estado de São Paulo, Augusto Vargas, disse hoje que irá pedir à matriz R$ 1 bilhão adicional para o financiamento de imóveis no segundo semestre deste ano. Segundo ele, a forte demanda verificada no mercado paulista justifica o pedido de suplementação.

Maior mercado da Caixa, São Paulo registrou entre janeiro e junho R$ 2,4 bilhões em financiamentos habitacionais, valor que respondeu por mais de 26% do total financiado pelo banco no período. Na comparação com o mesmo intervalo de 2007, houve alta de 34%.

Em todo o país, a Caixa registrou o volume recorde de R$ 9,18 bilhões em crédito imobiliário, alta também de 34% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Do total movimentado, R$ 5,36 bilhões tiveram como origem o FGTS, uma alta de 47%, enquanto a Caderneta de Poupança originou outros R$ 3,46 bilhões, um salto de 33%. Os R$ 370 milhões restantes vieram de consórcios imobiliários e de fundos sociais do governo.

Apesar do maior volume financeiro, o número de unidades financiadas caiu. Foram 201 mil no primeiro semestre, contra 229 mil no mesmo período de 2007, uma queda de 12%. Segundo o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, o recuo se deve ao fato de o banco ter priorizado o financiamento de imóveis prontos e não mais a compra de material para a construção de novas unidades. A estratégia levou à elevação do valor médio de cada unidade financiada.

Segundo o banco, os imóveis financiados no primeiro semestre com recursos da Poupança custaram, em média, R$ 150 mil. Nessa categoria, a Caixa respondeu por 49,5% do total de imóveis financiados pelo setor bancário. Foram 63,62 mil unidades, contra 64,88 mil dos demais bancos somados. Em valores, no entanto, a fatia do banco público cai para 26,8%.

Para o acumulado de 2008, Hereda projeta um total de R$ 20,4 bilhões financiados, o que significará a manutenção dos atuais 34% de crescimento sobre o exercício anterior. Até ontem, o volume movimentado já estava na casa dos R$ 10,4 bilhões, de acordo com o executivo, que lembrou que, na comparação com 2003, o volume de financiamentos irá mostrar expansão superior a 300%.

Outro fator que encoraja as projeções da Caixa é o nível de inadimplência. Durante os seis primeiros meses deste ano, os valores vencidos há mais de 90 dias representavam 2,63% da carteira total, contra 3,58% observados na média do sistema financeiro. No ano passado, a inadimplência da Caixa ficou em 4,2% da carteira, mesmo percentual registrado na média dos demais bancos.

As expectativas de Hereda já levam em conta o processo de alta nos juros, iniciado em abril pelo Banco Central (BC) para o combate à inflação crescente. Segundo ele, o dinheiro mais caro não terá impacto sobre as condições dos financiamentos da Caixa, tanto no segundo semestre deste ano quanto em 2009. "Acreditamos que o que acontece na economia é momentâneo", disse ele, que prevê para o segundo semestre do ano que vem a retomada dos cortes na Selic.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Compras com cartões de crédito crescem 23,5% e devem somar R$ 18,5 bi em julho, diz estudo
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - O volume de compras com cartões de crédito deve atingir R$ 18,5 bilhões no mês de julho deste ano, de acordo com estudo divulgado hoje pela Itaucard. O volume representa um crescimento de 23,5% sobre o total registrado em igual mês de 2007.

No acumulado do ano até julho, o total de compras com cartões de crédito deve somar R$ 120,7 bilhões, mostrando avanço de 23,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

O total de plásticos emitidos deve atingir a marca de 101,7 milhões neste mês, enquanto o tíquete médio das compras deve ser de R$ 78,8.

"Apesar do leve desaquecimento da economia, todas as regiões vem crescendo em ritmo consistente, o que levará o mercado a encerrar o ano de 2008 com faturamento 22% maior do que em 2007", diz Fernando Chacon, diretor de Marketing do Banco Itaú.

Se o aumento de 22% no volume for confirmado, o total de vendas com cartões de crédito deve atingir R$ 223 bilhões este ano. Com esse montante, as compras com este meio de pagamento devem representar 12,9% do consumo das famílias no Brasil em 2008, ante índice de 11,8% em 2007 e de 10,7% em 2006.

Energia

ADR da Eletrobrás em NY deve passar a nível II em 18 de agosto, estima presidente
Valor Online
25/07/2008

RIO - O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, estimou para 18 de agosto deste ano o início das negociações das ações da companhia na Bolsa de Valores de Nova York sob o formato de ADRs (American Depositary Receipts) de nível II. Atualmente, os papéis da empresa nos Estados Unidos são listados como ADR nível I, negociados apenas no mercado de balcão.

"No dia 18, possivelmente, ou torno desse dia, a Eletrobrás vai ser reconhecida como ADR 2 e aí então passará a ter suas ações vendias na bolsa", disse o executivo, que participou hoje do projeto de reforma do Theatro Municipal no Rio de Janeiro.

Lopes acredita que a mudança atrairá mais investidores para os papéis da Eletrobrás, o que somado ao status de grau de investimento obtido recentemente pela holding, poderá contribuir para aumentar a liquidez das ações companhia. "Como a procura vai ser aumentada, obviamente as ações vão aumentar o seu valor, espera-se", afirmou o presidente da estatal.

Sobre Angra 3, o executivo se limitou a comentar que a Eletronuclear, controlada pela Eletrobrás, cumprirá as determinações do Ibama para obtenção das licenças ambientais necessárias à instalação do empreendimento.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Ersa entra com pedido de oferta de ações junto à CVM
Valor Online
25/07/2008

SÃO PAULO - A instabilidade no mercado financeiro e as recentes desistências de captação com ações parecem não assustar a Ersa (Empresa de Investimento em Energias Renováveis), que anunciou hoje a intenção de realizar uma oferta de certificados de depósitos de ação. O plano já havia sido manifestada pela companhia em entrevista ao jornal Valor Econômico, no começo de junho.

O registro de oferta já foi pedido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os papéis serão distribuídos no Brasil, com esforços de colocação no exterior. A quantidade de ações que será distribuída assim como a faixa estimativa de preços ainda não foram apresentadas. A companhia também condiciona a efetivação da oferta às condições favoráveis do mercado de capitais nacional e internacional.

A Ersa foi criada no final de 2006 pelo Pátria Investimentos para desenvolver projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis e deste então vem angariando investidores, entre eles do Deutsche Investitions und Entwicklungsgesellschaft mbH (DEG), braço de fomento para países em desenvolvimento do KFW, e Bradesco BBI.

Na entrevista concedida ao Valor em junho, Octavio Castello Branco, sócio do Pátria, indicou que a companhia planeja investimentos totais de R$ 12,3 bilhões para criar um parque gerador de 2,6 mil MW nos próximos anos, Os projetos estão divididos em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e geração eólica.

Atualmente a companhia conta com uma PCH em operação, 8 PCHs em construção, 7 projetos de PCHs com outorgas emitidas Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 5 projetos de PCHs em processo de obtenção de outorga, e um projeto de geração eólica. Todos os projetos constituem um total de 362,5 MW de capacidade instalada.

A Ersa também anunciou hoje uma alteração no processo de aquisição da SPE Plano Alto Energia e SPE Alto Irani Energia, negócio anunciado em 30 de junho com a GMR Energy (GMR Empreendimentos Energéticos Ltda).

O modelo de negócio inicial foi abandonado e, pelo novo molde, a Esra deterá 100% das ações das duas companhias enquanto a GMR Energy ficará com 13,75% de participação no seu capital.

O contrato anterior previa que as duas companhias investiriam em conjunto em sociedades de propósito específico (SPE) para a exploração de pequenas centrais hidrelétricas.

(Valor Online)

Odebrecht quer recorrer de decisão da Aneel sobre Jirau
Valor Econômico
23/07/2008

BRASÍLIA - Mesmo se não tiver o aval de Furnas, sua principal parceira na disputa pelas hidrelétricas do rio Madeira, a Odebrecht pretende questionar na Justiça a mudança de local proposta pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil para a usina de Jirau, em Rondônia.

A disposição da construtora aumenta as chances de uma longa batalha jurídica em torno do projeto e minimiza a polêmica envolvendo as subsidiárias da Eletrobrás. Enquanto Furnas associou-se à Odebrecht na hidrelétrica de Santo Antônio, Chesf e Eletrosul são sócias da multinacional franco-belga Suez Energy e da Camargo Corrêa em Jirau.

O risco de uma briga nos tribunais preocupa o governo e já levou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, a tentativas de dissuadir Furnas de uma aventura judicial.

As autoridades do setor elétrico temem que isso atrase a construção das usinas e cause um revés na declarada vitória contra a ameaça de um apagão no início da próxima década - hipótese descartada pelo governo após o sucesso nos dois leilões do Madeira. Irritado com as ameaças mútuas dos consórcios, Lobão cobrou uma trégua. " Não podemos admitir que o país pague o preço de uma briga entre duas empresas " , afirmou ontem o ministro. Ele descartou atrasos no cronograma das obras e disse ter conversando com os dois lados para evitar a judicialização do processo. " Estou convencido de que chegaremos a bom termo. "

Temendo que a briga comprometa a perspectiva de boa rentabilidade dos empreendimentos, alguns bancos que planejavam participar do financiamento das obras - principalmente por meio do repasse de recursos do BNDES - consideram a possibilidade de desistir. O Itaú é o banco que tem mais dúvidas, segundo o Valor apurou, sobre a viabilidade de sua participação no arranjo financeiro das hidrelétricas.

Ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a vitória do Energia Sustentável no leilão de Jirau. A homologação não significa um sinal verde às alterações no projeto de engenharia, que mudou em nove quilômetros e meio a localização da usina. Ela ateve-se apenas a analisar se a documentação apresentada pelo consórcio vencedor estava totalmente correta.

Odebrecht e Furnas entraram com um recurso administrativo, por meio do consórcio Jirau Energia, formado para a licitação da hidrelétrica, apontando falhas na documentação, como a falta de comprovação de experiência do engenheiro responsável e a ausência de certidões negativas. Os diretores da Aneel seguiram, de forma unânime, o voto do relator Edvaldo Santana.

A agência deverá receber o novo projeto de engenharia de Jirau nesta semana e ainda levará alguns meses até concluir se ele respeita plenamente as exigências do edital de licitação. O Ibama avaliará os impactos ambientais. É nesse momento, se houver aprovação dos dois órgãos para a mudança no projeto, que a Odebrecht - isoladamente ou com seus parceiros - pretende entrar na Justiça. O Jirau Energia tentará evitar ainda que a licença de instalação a ser dada para as obras de Santo Antônio, cuja concessão foi arrematada por Odebrecht e Furnas, valha também para a segunda hidrelétrica do Madeira.

A Aneel esclareceu que, se a alteração do local da usina não for aprovada, o consórcio vencedor será chamado a construir a hidrelétrica de Jirau na posição original, pela mesma tarifa com que venceu a disputa - de R$ 71,37 por megawatt-hora (MWh).

É improvável a realização de novo leilão porque, se o consórcio Energia Sustentável não aceitar essa condição, em caso de rejeição da mudança do projeto de engenharia, seus sócios ficarão inabilitados de participar de licitações públicas por até cinco anos. E é difícil imaginar empresas como Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf afastadas de novas linhas de transmissão, usinas e até empreendimentos fora do setor elétrico, como obras em rodovias. Além disso, o consórcio ficaria obrigado a pagar R$ 650 milhões, valor da garantia de fiel cumprimento já depositada.

O presidente do Energia Sustentável, Victor Paranhos, afirmou ontem que a empresa não fará novas parcerias com a Odebrecht caso a construtora recorra à Justiça. Ele lembrou que já existem parcerias entre elas nas obras de usinas como Estreito (TO) e Cana Brava (GO). O executivo também afastou a possibilidade da entrada de " sócios estratégicos " para Jirau. Na montagem das licitações do Madeira, o governo colocou à disposição dos vencedores, após cada leilão, uma participação societária do BNDESPar e dos fundos de pensão de estatais para ajudar nos investimentos necessários. Para Jirau, que terá 3,3 mil MW de potência, Paranhos disse que a composição - até a futura abertura de capital, com data ainda incerta - será a mesma da atual: 50,1%, Suez; 9,9%, Camargo Corrêa; 20%, Chesf; e os outros 20%, Eletrosul.

(Daniel Rittner | Valor Econômico)

Coelba toma financiamento de R$ 112 milhões no Banco do Nordeste
Valor Online
18/07/2008

SÃO PAULO - O conselho de administração da Coelba, distribuidora de energia que opera na Bahia e integra o grupo Neonergia, aprovou hoje a contratação de um financiamento de R$ 112 milhões junto ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

O empréstimo terá prazo de oito anos, sendo três anos de carência. O custo do financiamento é atualmente de 10% ao ano, sendo que existe um bônus de adimplência de 25% para projetos realizados na região do semi-árido e de 15% para os demais.

Farmacêutica

Custos menores ajudam Pfizer a fechar trimestre com bons resultados
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - O segundo trimestre representou para a Pfizer lucro líquido de US$ 2,776 bilhões, ou US$ 0,41 o papel, uma alta de 119% ante o US$ 1,267 bilhão apurado um ano antes, ou US$ 0,18 por ação. A receita equivaleu a US$ 12,129 bilhões, excedendo em 9% os US$ 11,084 bilhões dos mesmos três meses de 2007.

O desempenho refletiu basicamente despesas menores com reestruturação bem como as economias geradas por iniciativas de redução de custos. A empresa citou ainda o impacto positivo da taxa de câmbio e ajustes fiscais favoráveis.

Excluindo custos relacionados a aquisições, operações descontinuadas e outros itens extraordinários, a farmacêutica americana registrou lucro de US$ 3,698 bilhões no segundo trimestre ante os US$ 2,944 bilhões do calendário anterior. Por ação, o lucro foi de US$ 0,42 para US$ 0,55.

"Estamos satisfeitos com os resultados financeiros trimestrais que divulgamos, que foram orientados em parte pelo sólido desempenho nas atividades Farmacêutica e Saúde Animal", declarou o executivo-chefe da Pfizer, Jeff Kindler.

Na avaliação dele, o amplo portfólio de produtos da companhia, seu alcance geográfico e suas estratégias para o crescimento ficaram evidentes nos números do trimestre, "que claramente demonstram a capacidade da empresa de continuar a entregar bom resultado em um ambiente muito desafiador".

Os dados estão na página eletrônica da Pfizer.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

Merck lucra US$ 1,77 bilhão e Schering-Plough ganha US$ 436 milhões no trimestre
Valor Online
21/07/2008

SÃO PAULO - As farmacêuticas americanas Merck e Schering-Plough divulgaram seus balanços após o fechamento das bolsas de Nova York. O ganho líquido da Merck subiu 5% perante o segundo trimestre de 2007, para US$ 1,77 bilhão, enquanto a receita ficou praticamente estável, em US$ 6,1 bilhões.

A Schering-Plough, por outro lado, viu o lucro líquido antes da distribuição de dividendos cair 19%, para US$ 436 milhões, sob o efeito de itens extraordinários. A receita, porém, cresceu 55%, para US$ 4,92 bilhões, com o acréscimo dos produtos da Organon Biosciences, empresa holandesa adquirida no ano passado.

O anúncio dos balanços foi adiado para depois do pregão por conta da divulgação de estudos de pesquisadores noruegueses sobre o remédio contra colesterol Vytorin, que é vendido conjuntamente pelas duas empresas. A pesquisa, financiada pelas empresas e conduzida por cientistas ligados ao hospital universitário de Ulleval, em Oslo, concluiu que a droga não é eficiente no tratamento da estenose aórtica (obstrução parcial da válvula). Foi confirmada a eficácia na redução de doenças coronarianas causadas pelo entupimento das artérias. Além disso, observou-se que os pacientes tratados com Vytorin apresentaram um risco de desenvolver câncer ligeiramente maior do que aqueles em uso de placebos. Os médicos, entretanto, ponderaram que esse aspecto pode ser apenas uma casualidade.

(Valor Online, com agências internacionais)

Roche oferece quase US$ 44 bilhões para comprar restante da Genentech
Valor Online
21/07/2008

SÃO PAULO - A fabricante suíça de medicamentos Roche está oferecendo US$ 89 por ação em dinheiro, ou US$ 43,7 bilhões, para ficar com as ações que ainda não possui na companhia americana de biotecnologia Genentech. Atualmente, a Roche detém 55,9% na Genentech.

"A combinação das forças da Roche e da Genentech criará valor significativo e resultará em benefícios para pacientes, funcionários e acionistas", comentou o presidente do Conselho da Roche, Franz Humer, em nota divulgada nesta segunda-feira na página eletrônica da companhia. A oferta representa um prêmio de 8,8% em relação ao preço de fechamento do papel da Genentech na sexta-feira da semana passada.

Com um possível acerto, as empresas podem unir partes de sua rede nos Estados Unidos e dividir pesquisas, economizando milhões de dólares por ano em uma indústria que enfrenta pressão crescente dos medicamentos genéricos e dos custos de desenvolvimento. A Roche prevê economia anual antes de impostos de US$ 750 milhões a US$ 850 milhões.

A empresa suíça sustentou em nota que a cultura de pesquisa da Genentech será mantida.

Indústria automobilística

Aumento de vendas no Brasil ajuda lucro da Fiat a crescer 3% no trimestre
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - O grupo industrial e automobilístico italiano Fiat ganhou 646 milhões de euros no segundo trimestre, 3% a mais do que os 627 milhões de euros contabilizados um ano antes. O lucro operacional sem fatores extraordinários saltou 19,5%, para 1,131 bilhão de euros. O forte desempenho no Brasil impulsionou os resultados da empresa.

As receitas líquidas aumentaram quase 12%, para 17 bilhões de euros. Deste total, 8,4 bilhões de euros (alta de 14,4%) foram originados na Fiat Auto, a divisão de automóveis que compreende também as marcas Alfa Romeo, Lancia, Maserati e Ferrari. O lucro operacional dessa unidade, descontados fatores extraordinários, subiu 36%, para 360 milhões de euros.

O volume de vendas de automóveis no Brasil, país que representa quase 25% das entregas da montadora, subiu 27,2% no trimestre. Na Itália, contudo, as vendas em volume caíram 1,8%.

A Iveco, unidade de caminhões e veículos comerciais, faturou 3,084 bilhões de euros, 7,8% a mais do que no mesmo intervalo de 2007. Na CNH, divisão de máquinas e equipamentos agrícolas, a receita cresceu 10,6%, para 3,614 bilhões de euros. Em ambos os casos, a demanda foi puxada por mercados emergentes.

Para este ano inteiro, a Fiat espera lucro líquido entre 2,4 bilhões e 2,6 bilhões de euros, com receitas de cerca de 63 bilhões de euros. Se as condições de mercado permanecerem estáveis, em 2009 a empresa prevê faturar 65 bilhões de euros.

(Valor Online, com agências internacionais)

GM pede à matriz autorização para investir mais US$ 1 bi
Valor Econômico
23/07/2008

SÃO PAULO - De olho em um mercado cuja rentabilidade chega a ser três vezes maior do que a dos veículos populares, a General Motors anunciou ontem um contrato de mais de R$ 3 bilhões com a fabricante de motores diesel MWM. Além do acordo, a montadora informou que pediu autorização à matriz para investir mais US$ 1 bilhão na renovação da linha de veículos produzidos no país e também na Argentina. Com isso, o volume de investimentos da GM no Brasil previsto até 2012 salta de US$ 1,5 bilhão para US$ 2,5 bilhões. O

pedido ocorre em meio à desaceleração dos mercados americano e europeu, o que deve facilitar o aval pela GM dos Estados Unidos. Segundo Jaime Ardila, presidente da GM no Brasil e Mercosul, está quase tudo aprovado.

Atualmente, duas fábricas da empresa no país podem receber o terceiro turno: São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS). A unidade de São Caetano do Sul (SP) já opera nesse sistema. A parceria com a MWM prevê o fornecimento de 420 mil motores diesel de 2011 até 2018 para a linha de utilitários da montadora, que deverá ser ampliada e renovada nos próximos três anos, assim como as demais categorias produzidas pela subsidiária brasileira. A opção por reforçar a linha de utilitários também deverá trazer ao mercado nacional novos modelos de vans, minivans, SUVs (utilitários esportivos) e picapes.

O volume de motores diesel estimado para o período é 40% superior ao total fornecido pela MWM para os modelos S 10 e Blazer da GM nos últimos dez anos, que foi de aproximadamente 300 mil unidades. "É o maior contrato firmado pela MWM na América do Sul", acrescentou Waldey Sanchez, presidente da empresa no país. A previsão das duas empresas é de uma produção anual de 60 mil utilitários equipados com motores diesel já a partir de 2011.

De acordo com o balanço do primeiro semestre da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram vendidos 229.250 unidades de comerciais leves no país, incluindo modelos de menor porte como a Montana. Já conforme os dados do mês de junho da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a GM ocupa a liderança nos emplacamentos de pick-ups grandes, com 30,94% do mercado brasileiro. No segmento de SUVs, no qual os modelos Blazer e Tracker estão incluídos, a montadora detém 7,92% de participação. "Queremos ampliar nossa presença em um mercado [utilitários] crescente", afirmou Ardila.

Questionado sobre o fato de esse ser justamente o segmento que mais sofre nos EUA, o executivo ressalta que no Brasil ele ainda é incipiente. "A situação energética do país é completamente diferente da americana", completou.

O último anúncio de investimento da GM do Brasil ocorreu há um mês. Na ocasião, a montadora informou ter obtido aprovação da matriz para aplicar US$ 500 milhões em sua fábrica de São José dos Campos. O montante está sendo destinado à linha de produção de seu novo veículo médio.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM no país, reconhece que está mais fácil convencer a matriz para novos investimentos no mercado nacional. Pinheiro Neto informou também que a divisão dos resultados mudou drasticamente nos últimos dez anos. Segundo ele, antes 80% do faturamento global da companhia era referente ao mercado americano e os outros 20% pelas demais subsidiárias. Hoje, essa proporção é de 40% dos EUA e 60% de outras regiões.

(Guilherme Manechini | Valor Econômico)

Papel e Celulose

Vale será parceira da Suzano em nova fábrica de celulose no Maranhão
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - A Vale do Rio Doce participará da operação da nova fábrica da Suzano Papel e Celulose no Maranhão, cuja construção foi anunciada hoje. Além do fornecimento de madeira, a mineradora irá realizar o transporte da celulose produzida na planta até a capital São Luiz, de onde o produto será exportado.

Pelo memorando de entendimentos firmado entre Vale e Suzano, os produtos serão transportados pela ferrovia Norte-Sul e pela Estrada de Ferro Carajás, ambas de propriedade da mineradora. Segundo o presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, o acordo é válido por 30 anos, renovável por mais 30.

O executivo afirmou que a Vale será a responsável pela adequação dos vagões para o transporte da celulose, bem como pela construção de um ramal até a fábrica da Suzano. De acordo com Maciel, as condições de transporte foram as que mais pesaram para a escolha do local da nova unidade.

Já a madeira que será vendida à Suzano sairá dos plantios de eucalipto referentes a um programa de reflorestamento que a Vale toca no sudeste do Pará, em uma área de 300 mil hectares. Maciel preferiu não revelar a política de preços que será adotada para a venda da madeira. Além disso, a mineradora vendeu à Suzano uma área de 84,5 mil hectares na região, sendo 34,5 mil hectares já plantados com eucalipto.

Por esse motivo, a Suzano acredita que a nova fábrica, com capacidade de 1,3 milhão de toneladas, poderá começar a produzir já em 2013, segundo seu presidente.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Suzano quer fatia de 10% no mercado global de celulose até 2015
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - A Suzano Papel e Celulose espera ser responsável por 10% da oferta mundial de celulose de mercado em 2015, segundo informou seu presidente, Antonio Maciel Neto. Atualmente, a companhia produz cerca de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano, algo próximo a 3,5% da oferta global que, de acordo com ele, beira as 51 milhões de toneladas anuais.

Com o plano de expansão anunciado hoje, que consumirá investimentos superiores a US$ 6,6 bilhões, a capacidade produtiva da empresa passará a 6,1 milhões de toneladas anuais em 2015 e responderá por 10% da oferta global, estimada em 61 milhões de toneladas para aquele ano. A receita líquida irá mais que dobrar, segundo Maciel, superando a casa dos R$ 8 bilhões anuais.

O projeto prevê a construção de três novas fábricas, sendo uma no Maranhão, uma no Piauí e outra ainda sem local definido. Todas terão capacidade de 1,3 milhão de toneladas por ano. Também está prevista uma otimização na unidade de Mucuri (BA), pela qual será possibilitada uma produção adicional de 400 mil toneladas por ano.

De acordo com Maciel, toda essa nova celulose da Suzano terá como destino os mercados emergentes, onde a demanda cresce em ritmo acelerado. A título de exemplo, o executivo informou que o consumo anual de papel nos Estados Unidos é de 300 quilos por habitante, enquanto que na Índia é de 7 quilos. Brasil e China consomem atualmente cerca de 40 quilos anuais, segundo ele.

Com as novas unidades, o mercado externo representará em 2015 cerca de 80% da receita da companhia, de acordo com o presidente da Suzano.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Petróleo e Gás

Estaleiro recebe primeiro lote de aço para construção de navios licitados pela Transpetro
Valor Online
24/07/2008

RIO - O presidente da Transpetro, Sergio Machado, revelou que as 18,2 mil toneladas de aço para a construção do primeiro dos 26 navios licitados na primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) começaram a ser descarregadas ontem no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. Machado revelou ainda que deve começar a negociar no mês que vem a compra do terceiro lote de aço para as obras.

O primeiro lote do aço, que será utilizado para a construção de um navio do tipo Suezmax, um dos 10 que o Atlântico Sul arrematou na primeira fase do Promef, foi comprado de produtores ucranianos, forma encontrada para baratear o custo do navio. Já o segundo lote, de 12 mil toneladas, foi contratado junto à Usiminas.

Machado afirmou que as atenções agora se voltam para o terceiro lote de aço. O executivo afirmou que o objetivo é que o fornecimento venha de usinas brasileiras. "Em agosto vamos negociar o terceiro lote e, dependendo do preço, ele fica no Brasil", ressaltou Machado.

Além dos 10 navios arrematados pelo Atlântico Sul, a primeira fase do Promef licitou cinco Aframax e quatro Panamax que serão construídos pelo Consórcio Rio Naval (RJ), quatro navios de produtos, que ficaram com o Estaleiro Mauá (RJ) e três gaseiros que serão construídos no Estaleiro Itajaí (SC).

(Rafael Rosas | Valor Online)

Lucro da Comgás cresce 2,74% no segundo trimestre
Valor Online
24/07/2008

SÃO PAULO - A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 123,8 milhões, o que representa uma alta de 2,74% em relação ao mesmo período de 2007, quando o ganho somou R$ 120,5 milhões. Apesar da melhora, a empresa alega que efeitos pontuais impediram um lucro maior.

Entre abril e junho, a receita líquida da companhia ficou em R$ 961,3 milhões, valor que supera em 21,9% o obtido no segundo trimestre do ano passado. O desempenho, segundo a Comgás, está relacionado com o aumento de 7,8% no volume de gás distribuído no período, que somou 1,35 bilhão de metros cúbicos.

Por outro lado, o custo dos produtos vendidos cresceu mais, 29%, para R$ 629,6 milhões. As despesas avançaram 18%, para R$ 146,56 milhões. De acordo com o diretor de Relações com Investidores da empresa, Roberto Lage, essa alta foi ocasionada, em parte, pela necessidade de uma provisão de cerca de R$ 8 milhões, relacionada a um cliente "em dificuldades". Ele garantiu, no entanto, tratar-se de um evento pontual, que não irá se repetir nos próximos trimestres.

Por este motivo, a companhia acabou registrando uma geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) de R$ 245,8 milhões, uma alta de 4,8% sobre o segundo trimestre de 2007. Segundo Lage, não fossem a tal provisão, o indicador poderia ter crescido mais.

Já a margem Ebitda, que mede a relação entre geração de caixa e receita líquida, sentiu o impacto. Ficou em 25,57% ao final do segundo trimestre deste ano, uma queda de 4,17 pontos percentuais em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Telecomunicações

Ericsson vai fornecer sistemas de consultoria e integração para a Telefónica na América Latina
Valor Online
25/07/2008

SÃO PAULO - A Ericsson assinou um contrato com a Telefónica para fornecer serviços de consultoria e integração de sistemas para as operações de telefonia fixa e móvel da companhia espanhola na América Latina. O valor do acordo não foi divulgado.

Segundo a Ericsson, com seus serviços, a Telefónica poderá ter maior controle sobre suas operações, evitando a possibilidade de problemas que tenham impacto negativo sobre o faturamento.

"Como uma parceira de longo prazo, a Ericsson entende nossas necessidades específicas e tem um conhecimento detalhado de nossos processos, fazendo dela a escolha perfeita para assumir o papel de integrador principal para conduzir e administrar esse complexo projeto de transformação e nos entregar uma vantagem competitiva", disse o diretor-executivo de Transmissão Sem Fio para a América Latina da Telefónica, Luis Miguel Gilpérez.

"Estamos orgulhosos em continuar nossa parceria de longo prazo com a Telefónica. Nossa experiência em consultoria e integração de sistemas, em conjunto com nosso profundo conhecimento da infraestrutura e tecnologia da Telefónica permitirá que ela aumente seu controle de receitas tanto para as operações fixa e móveis na América Latina", afirmou o presidente da Ericsson Iberia, Ingemar Naeve.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Nextel anuncia investimentos de US$ 100 milhões para oferecer serviços na região Nordeste
Valor Online
23/07/2008

SÃO PAULO - A Nextel anunciou hoje que irá investir US$ 100 milhões até o final do ano para expandir suas operações para a região Nordeste do Brasil. Esse valor se soma aos US$ 750 milhões que a companhia alocou neste ano para investimentos na região da América Latina, da qual o Brasil é o maior mercado. A empresa irá levar seu serviço às regiões metropolitanas de Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE), além de Vitória (ES), completando sua presença em todos os estados da região Sudeste.

De acordo com a Nextel, há espaço para novos investimentos na região Nordeste no ano que vem, uma vez que os US$ 100 milhões anunciados hoje são apenas para "implantar e preparar a operação", disse o presidente da companhia no país, Sérgio Chaia.

Embora não revele o quanto dos US$ 750 milhões originais eram destinados ao país, o vice-presidente de Finanças da operação brasileira, João Marcos Cerqueira, revela que em agosto do ano passado, a Nextel captou US$ 300 milhões no mercado "para financiar investimentos no Brasil no fim de 2007 e começo deste ano".

Segundo Chaia, a expansão foi decidida por conta não apenas do crescimento econômico da região, mas também por demanda dos atuais clientes da Nextel. Segundo ele, muitas empresas que utilizam o sistema em outras partes do país têm operações no Nordeste e já pressionavam para que o serviço fosse estendido para os principais estados da região.

Chaia explica que o investimento adicional no país neste ano - o equivalente a cerca de US$ 20 milhões por mês entre agosto e dezembro - foi aprovado pela matriz norte-americana com base na forte expansão do mercado brasileiro. "O Brasil é o grande motor do crescimento da nossa empresa, hoje e no futuro", afirmou o executivo. "Com esses recursos queremos preparar nossa chegada no Nordeste, e temos planos de investir cada vez mais. O Brasil é a grande prioridade de investimentos da NII (controladora da Nextel Brasil)", acrescentou.

O ritmo de expansão de clientes da companhia é significativo nos últimos anos. Em 2006, o aumento foi de 39% na comparação com 2005, acelerando-se para 43% entre 2006 e 2007. No segundo trimestre de 2008, a taxa de expansão ante igual período de 2007 já é de mais de 40%, afirma Chaia.

Segundo o presidente da companhia no país, a extensão do serviço ao Nordeste não deverá gerar crescimento apenas na região, mas também em outros estados. Nas contas da Nextel, pouco mais de um terço dos novos negócios serão com clientes sem nenhuma relação prévia com a empresa. Os outros dois terços virão de companhias que já trabalham com a Nextel e de suas parceiras. As primeiras devem ampliar o número de aparelhos para utilizá-los em suas operações na região, e as outras para integrar melhor seus processos aos daquelas que já são clientes da Nextel em outros estados.

De acordo com Cerqueira, a idéia do investimento no Nordeste não é obter retorno rápido. "Certamente não é uma estratégia de curto prazo", diz ele. A intenção da companhia é, na verdade, expandir sua área de cobertura para atender uma parcela maior do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Atualmente, as regiões atendidas pela Nextel respondem pela geração de 52% do PIB nacional. Ao fim do ano que vem, com a expansão planejada no Nordeste, a idéia é alcançar 62%. "Há um grande espaço. Em outros mercados que atuamos, nossa cobertura chega a atingir mais de 70% dos PIBs locais", afirma Cerqueira.

A empresa, afirma o vice-presidente de Finanças, não decidiu ainda como irá financiar o investimento adicional no país. Segundo ele, porém, a Nextel tem em caixa cerca de US$ 1,3 bilhão, contando suas operações na América Latina. Assim, tanto poderia captar os recursos no mercado, como aplicar capital próprio, o que segundo Cerqueira "faz todo o sentido".

Atualmente, a Nextel tem 1,5 milhão de usuários em uma área de cobertura que, ao fim deste ano, chegará a 225 cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal.

(José Sergio Osse | Valor Online)


 

Rua Pe. João Manoel, 222 • 11° andar • 01411-000 • São Paulo/SP • Tel/Fax: (+55-11) 3898-2424
crossing@crossing.com.br
Copyright 2006 CROSSING - Consultoria em Recursos Humanos