Agronegócios
Bunge
bate, no semestre,
lucro de 2007
Valor Econômico
25/07/2008
SÃO
PAULO - A multinacional
Bunge
mais que quadruplicou
seu lucro líquido
no primeiro semestre
em comparação
com o desempenho
apresentado no mesmo
período de
2007. O resultado
foi impulsionado
por um cenário
de disparada dos
preços das
commodities agrícolas,
que atingiram novos
patamares nos últimos
meses.
De
janeiro a junho,
o lucro da companhia
foi de US$ 1,04
bilhão, montante
471,4% superior
aos US$ 182 milhões
registrados nos
primeiros seis meses
de 2007 e maior
também que
o ganho todo do
último ano,
que foi de US$ 778
milhões.
A maior fatia desse
ganho foi apurada
no segundo trimestre,
no qual o grupo
teve lucro líquido
de US$ 751 milhões.
Esse resultado foi
347% maior que os
US$ 168 milhões
do segundo trimestre
de 2007.
"
Nos últimos
anos, a produção
agrícola
não tem acompanhado
o ritmo de crescimento
da demanda, puxada
principalmente pelo
aumento da população
e do padrão
de vida nas economias
emergentes. Os preços
das commodities
agrícolas
são reflexo
disso e também
do aumento do custo
da energia "
, disse Alberto
Weisser, principal
executivo da multinacional.
As
vendas líquidas
totais do grupo
no semestre cresceram
72%, para US$ 26,8
bilhões.
Os fertilizantes
registraram o maior
crescimento: 112%,
para US$ 2,9 bilhões.
A disparada dos
preços explica
a diferença
em relação
ao aumento do volume
das vendas, que
foi de apenas 3%,
para 67,2 milhões
de toneladas. O
lucro operacional
cresceu 434% e chegou
a US$ 1,6 bilhão.
O
aumento no custo
do crédito
elevou em 26%, para
US$ 188 milhões,
as despesas com
juros da empresa.
Os ganhos com a
variação
cambial mais que
dobraram no primeiro
semestre, para US$
265 milhões.
No segundo trimestre,
esse volume foi
de US$ 258 milhões
e deveu-se a ativos
da empresa denominados
em dólar
nas subsidiárias
do Brasil e da Argentina,
informou a companhia.
Ainda
que sob um cenário
indefinido de preços,
a Bunge acredita
em um bom desempenho
no segundo semestre.
" Os fundamentos
do setor de fertilizantes
devem permanecer
firmes. Ainda que
o crescimento da
demanda por alguns
produtos agrícolas
possa cair um pouco
devido ao prolongado
período de
preços altos,
as margens no agronegócio
devem ficar sólidas
" , disse Jacqualyn
Fouse, principal
executiva de finanças
do grupo.
Lucro
da Fosfertil mais
que dobra no semestre,
para R$ 402 milhões
Valor Online
24/07/2008
SÃO
PAULO - A Fosfertil,
fabricante de matérias-primas
para fertilizantes,
apresentou forte
crescimento durante
os seis primeiros
meses de 2008 se
comparados a igual
período do
ano passado.
Dados
preliminares divulgados
hoje pela empresa
apontam lucro líquido
de R$ 402,82 milhões
para o período
compreendido entre
janeiro e junho
deste ano. Tal montante
representa mais
que duas vezes o
obtido em igual
período do
ano passado, quanto
o ganho foi de R$
177,1 milhões.
A
receita líquida
de vendas da apresentou
alta de 47%, somando
R$ 1,562 bilhão.
Enquanto o custo
do produto vendido
subiu 20%, para
R$ 895,35 milhões.
Os
gastos com vendas,
gerais e administrativas
subiram 17%, para
R$ 34 milhões,
e categoria outras
despesas dobrou
para R$ 87,3 milhões.
Por outro lado,
a receita financeira
triplicou de R$
22 milhões
para R$ 66,3 milhões
nos seis primeiros
meses do ano.
A
companhia ainda
tenta incorporar
a Bunge Fertilizantes,
medida aprovada
pelo conselho em
2006. Mas brigas
entre os acionistas
da Fertifos, que
controla a Fosfertil
vêm postergando
o negócio.
SLC
revê para
cima previsão
de área plantada
para as próximas
safras
Valor Online
18/07/2008
SÃO
PAULO - A SLC
Agrícola
reviu para cima
a projeção
de área plantada
da empresa para
os próximos
anos-safra. Após
ter cultivado, com
algodão e
grãos, 170,6
mil hectares durante
a safra 2007/08,
a empresa prevê
que atingirá
o total de 220 mil
hectares na próxima
safra, uma alta
de 29%. A estimativa
anterior, feita
em novembro do ano
passado, indicava
projeção
de cultivo de 193
mil hectares em
2008/09.
Já
para na safra seguinte,
de 2009/10, a SLC
pretende plantar
em 270 mil hectares,
em comparação
com projeção
anterior de 223
mil hectares. Em
relação
à próxima
safra, o aumento
estimado da área
cultivada em 2009/10
será de 22%.
Segundo
a empresa, esses
objetivos deverão
ser atingidos por
meio de "aquisição
ou arrendamento
de propriedades,
além da ampliação
do cultivo da segunda-safra".
JBS
volta a enxergar
oportunidade de
compra de rivais
no Brasil
Valor Online
18/07/2008
SÃO
PAULO - O movimento
de alta no preço
do boi poderá
criar novas oportunidades
de aquisições
no Brasil para o
grupo JBS
a partir de
2009, disse ontem
seu presidente,
Joesley Mendonça
Batista. Segundo
ele, com o boi mais
caro, a tendência
é de redução
nas margens de ganho
dos frigoríficos,
o que pode torná-los
alvo de aquisições.
Após
uma série
de compras no Brasil,
o JBS encontrou
no exterior as melhores
oportunidades de
aquisições,
incorporando frigoríficos
que tinham margens
muito reduzidas,
próximas
de zero. "Nossa
intenção
é comprar
empresas com margens
baixas, para que
possamos melhorar
sua produtividade
e elevá-las",
disse o executivo.
Depois
de diversas aquisições,
muito se falou no
mercado sobre o
crescimento do endividamento
do JBS. Batista
garante, no entanto,
que os níveis
já estão
melhorando, assim
como as margens
de ganho das empresas
adquiridas no exterior.
Diante
disso, a empresa
já havia
admitido a possibilidade
de voltar às
compras em 2009,
o que permanece
nos planos, segundo
executivo. Ele,
no entanto, preferiu
não revelar
as empresas e nem
os países
que podem estar
na mira do grupo.
O
executivo deu as
declarações
durante o lançamento
do JBS Banco, controlado
pelo mesmo grupo
dono do frigorífico
JBS (Friboi). Com
atividades 100%
destinadas ao setor
pecuarista e capital
inicial de R$ 30
milhões,
a instituição
vai oferecer aos
produtores linhas
de financiamento
voltadas a aquisições
de bovinos, construção
e reforma de locais
para confinamento,
custeio do processo
de engorda e adiantamento
de valores relativos
à venda do
gado.
O
novo banco vai apostar
na oferta de Letras
de Crédito
Agrícola
(LCAs) como uma
das alternativas
para se capitalizar
em um momento não
tão favorável
para os bancos médios.
Isentas de Imposto
de Renda e IOF para
as pessoas físicas,
as LCAs serão
"uma importante
base de captação
do banco",
segundo informou
seu presidente,
Geraldo Dontal.
Joesley
Batista disse esperar
que a instituição
financeira tenha
a mesma facilidade
de acesso ao crédito
que o frigorífico
do grupo JBS. "O
banco é um
projeto de longo
prazo. Podemos até
ter problemas durante
seis meses, um ano,
mas vamos ser capazes
de captar os volumes
necessários",
afirmou.
Batista
informou que dará
início a
um plano de prospecção
de clientes para
o banco. Segundo
ele, será
feita uma seleção
de 3 mil a 4 mil
fornecedores, entre
os mais de 15 mil
atuais, para os
quais serão
oferecidos os produtos
do banco. O executivo
esclareceu que o
foco da instituição
será sempre
voltado aos produtores
que fornecem gado
para a JBS, porém
admitiu que outros
pecuaristas não
estarão proibidos
de abrir contas
no banco.
De
acordo com Batista,
o frigorífico
JBS irá desembolsar
cerca de R$ 6 bilhões
nos próximos
12 meses com o pagamento
a fornecedores de
gado e a idéia
é atrair
esses recursos para
dentro do novo banco.
Inicialmente,
está prevista
abertura de uma
agência do
JBS Banco em São
Paulo, o que deve
acontecer no próximo
dia 28 de julho.
Pouco tempo depois,
devem abrir as portas
agências em
Goiânia e
Campo Grande, além
Araçatuba
ou Andradina, regiões
onde se concentra
grande número
de fornecedores
de gado.
Batista
também informou
que a apresentação
da escritura de
uma fazenda será
exigida para abertura
de conta corrente
no JBS Banco, A
idéia é
garantir que a instituição
atenderá
exclusivamente as
necessidades dos
pecuaristas.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Alimentos
Marfrig
faz aliança
com ConAgra Foods
no segmento de beef
jerky
Valor Online
23/07/2008
SÃO
PAULO - A Marfrig
acertou um compromisso
para ter a marca
Pemmican e equipamentos
ligados à
produção
de beef jerky, um
derivado de carne
bovina que dispensa
refrigeração,
da ConAgra Foods
por US$ 25 milhões.
O acordo foi feito
por meio da subsidiária
Mirab USA Inc.
"A
aquisição
da marca Pemmican
fortalece a participação
da Marfrig no mercado
de ´meat snacks´
(petiscos derivados
de carne), assim
como fornece ao
grupo uma forte
parceria com a ConAgra
Foods nos Estados
Unidos", disse
a Marfrig por meio
de fato relevante.
Até
20 de julho de 2013,
a ConAgra Foods
venderá e
distribuirá
a marca Pemmican
para a Marfrig dentro
da existente Divisão
de Produtos de Consumo.
O acerto também
prevê a produção
de beef jerky da
marca Slim Jim pela
Marfrig para a ConAgra
Foods.
Bancos
Com
aprovação
do BC, Santander
assume controle
do Banco Real; Fábio
Barbosa lidera integração
Valor Online
24/07/2008
BRASÍLIA
- O Banco
Central (BC)
informou que sua
diretoria aprovou
na última
terça-feira,
a venda do controle
do ABN
Amro Real para
o banco espanhol
Santander. Com a
aprovação
do BC, a transferência
de comando passou
a valer, de fato,
nesta quinta-feira,
pouco mais de um
ano após
a aprovação
da compra do holandês
ABN pelo consórcio
formado por Royal
Bank of Scotland,
Santander
e Fortis.
Em
comunicado, o grupo
espanhol informou
que o atual executive-chefe
do ABN Amro Real,
Fábio Barbosa,
deu início
hoje ao processo
de integração
do Santander e do
Real no Brasil.
Barbosa, que é
o atual presidente
da Federação
Brasileira de Bancos
(Febraban), terá
como vice-presidentes
seniores José
Berenguer (vindo
do Real) e José
Paiva Ferreira (do
Santander).
Somados,
Santander e Real
terão mais
de 55 mil funcionários,
8 milhões
de correntistas
e 500 mil clientes
pessoa jurídica
no Brasil. Mas o
controlador espanhol
ressalta que as
instituições
seguirão
atuando de forma
separada "até
a concretização
do programa de integração,
que será
gradual". "É
importante destacar
que tudo continua
igual no relacionamento
com clientes e funcionários",
diz o texto.
A
confirmação
do nome de Barbosa
à frente
da nova instituição
terá que
passar ainda por
algumas formalidades,
tendo que ser aprovada
em assembléia
geral de acionistas
ainda não
marcada e referendada
pelo Banco Central
(BC).
A
autoridade monetária
da Holanda aprovou
somente nesta semana
a venda do ABN.
Aqui no Brasil,
antes da manifestação
do BC, o órgão
de defesa da concorrência,
o Conselho Administrativo
de Defesa Econômica
(Cade) do Ministério
da Justiça,
tinha aprovado a
operação
em dezembro de 2007,
por não ver
prejuízos
para o mercado bancário
ou para o consumidor.
Uma Decisão
judicial determinou
que também
cabe ao Cade analisar
fusões entre
bancos, e não
apenas ao BC.
A
decisão do
BC ainda não
foi publicada no
Diário Oficial
da União,
mas foi confirmada
pela assessoria
da instituição.
Contratação
de crédito
imobiliário
na Caixa salta 34%
no primeiro semestre,
para R$ 9,18 bilhões
Valor Online
24/07/2008
SÃO
PAULO - A Caixa
Econômica
Federal aprovou
a contratação
de R$ 9,18 bilhões
em financiamentos
imobiliários
no primeiro semestre
deste ano. Além
de ser uma cifra
recorde para o período,
o montante representa
um crescimento de
34% em relação
ao total de operações
realizadas nos seis
primeiros meses
de 2007, de R$ 6,8
bilhões.
Ao todo, a Caixa
financiou 201.956
imóveis entre
janeiro e junho
deste ano.
Com
base em recursos
captados via poupança,
a Caixa aprovou
financiamentos de
R$ 3,4 bilhões,
com aumento de 33%
no total de contratações
ante os seis primeiros
meses de 2007.
Já
com o dinheiro do
Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço
(FGTS), a Caixa
liberou R$ 5,38
bilhões em
financiamentos no
primeiro semestre
deste ano, com alta
de 47% sobre o mesmo
período do
ano passado.
(este
texto foi corrigido,
após a Caixa
informar novos números)
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Bebidas
Lucro
da Anheuser-Busch
cresce 1,8% no segundo
trimestre
Valor Online
23/07/2008
SÃO
PAULO - A cervejaria
norte-americana
Anheuser-Busch,
que terá
seu controle vendido
para a belgo-brasileira
Inbev, teve lucro
líquido de
US$ 689 milhões
no segundo trimestre
deste ano, mostrando
ligeira alta de
1,8% sobre o ganho
de US$ 677 milhões
apurado em igual
período do
ano passado.
A
receita líquida
de vendas teve alta
de 4,6% no mesmo
período de
comparação,
subindo de US$ 4,515
bilhões para
US$ 4,721 bilhões.
Considerando
apenas as vendas
no mercado dos EUA,
a receita cresceu
4,5%, diante do
aumento de 0,5%
no volume de vendas
e de um avanço
de 3,2% nos preços
médios por
barril.
A
empresa informou
ainda que pretende
elevar mais os preços
das cervejas em
setembro e outubro,
gerando um aumento
médio de
4% no preço
por barril vendido
ao longo deste ano.
O
volume total vendido
pela empresa (considerando
o mercado fora dos
EUA e as parcerias
com outras cervejarias)
aumentou 1,4% na
comparação
entre o segundo
trimestre do ano
passado e o mesmo
período deste
ano, tendo atingido
43,1 milhões
de barris.
Lucro
da PepsiCo aumenta
9% no trimestre,
para US$ 1,7 bilhão
Valor Online
23/07/2008
SÃO
PAULO - A PepsiCo
fechou o segundo
trimestre de 2008
com lucro líquido
de US$ 1,7 bilhão,
9% acima dos US$
1,56 bilhão
apurados no mesmo
intervalo de 2007.
O ganho por ação
foi de US$ 1,05,
pouco acima das
expectativas de
analistas.
Puxadas
pelas vendas fora
dos Estados Unidos,
as receitas cresceram
14% nessa comparação,
somando US$ 10,95
bilhões.
O
volume global de
vendas da companhia
aumentou 5%. Nas
Américas,
a comercialização
de alimentos das
marcas da empresa
subiu 2%, mas a
de bebidas caiu
1%. Nos outros continentes,
a venda de lanches
cresceu 10% e a
de bebidas avançou
13%.
Para
2008 inteiro, a
perspectiva da empresa
é de registrar
lucro por ação
de pelo menos US$
3,72 e crescimento
de 3% a 5% no volume
de vendas. Também
está nos
planos a recompra
de US$ 5,3 bilhões
em ações,
a depender das condições
do mercado.
A
Pepsico atua nos
ramos de alimentos
e bebidas, nos quais
controla 18 marcas.
Entre as mais importantes
estão Frito-Lay
e Quaker (alimentos),
Pepsi-Cola, Gatorade
e Tropicana (bebidas).
Comércio
Exterior
DOHA:
UE diz que mais
de US$ 5 bi em exportações
brasileiras continuam
com acesso preferencial
Valor Online
25/07/2008
GENEBRA
- A União
Européia
(UE) informou que
exportações
do Brasil de mais
de US$ 5 bilhões
vão continuar
se beneficiando
de acesso preferencial
no mercado de seus
27 países
membros no período
2009-2011.
Bruxelas
avisou que nenhum
produto brasileiro
foi "graduado"
na nova regulamentação
para o Sistema Geral
de Preferências
(SGP) europeu, aprovada
esta semana. A "graduação"
significa suspensão
de preferência,
que ocorre quando
um país se
torna particularmente
competitivo em determinado
produto.
Segundo
a UE, o Brasil é
o segundo maior
exportador para
o mercado europeu
sob o SGP, com 4,3
bilhões de
euros de vendas
no ano passado aproveitando-se
de taxas menores
na entrada.
As
três principais
categorias de produtos
exportados beneficiados
pelo SGP são
maquinários,
equipamentos de
transportes, plásticos
e borrachas.
Os
produtos brasileiros
que já foram
"graduados",
ou seja, perderam
a redução
tarifária,
no passado foram
itens como bebidas,
vinagre, tabaco,
além de produtos
de madeira.
A
UE fez o anúncio
da nova regulamentação
do SGP em plena
negociação
da Rodada Doha.
Diz que 176 países
se beneficiam do
SGP, num comércio
valendo 57 bilhões
de euros no ano
passado.
Desta
vez, Bruxelas só
suspendeu as preferências
para um país,
o Vietnã,
para calçados
e outros produtos
dessa categoria,
tal a competitividade
e o volume das exportações
daquele país
asiático.
Em
contrapartida, seis
países recuperaram
o direito de exportar
com tarifas menores
para alguns produtos:
Índia, África
do Sul, Tailândia,
Indonésia,
Rússia e
Argélia.
(Assis
Moreira | Valor
Econômico
especial para o
Valor Online)
DOHA:
Brasil fará
corte de 54% em
média nas
tarifas industriais,
se acordo se confirmar
Valor Online
25/07/2008
GENEBRA
- O Brasil fará
corte de 54% nas
tarifas industriais
consolidadas. A
tarifa média
realmente aplicada
pelo país
nas importações
cairá de
11% para 9,8%. Este
será o resultado
da negociação
na
Organização
Mundial do Comércio
(OMC), se o
acordo for confirmado
nos próximos
dias.
O
Brasil escolheu
já a opção
no texto proposto
na OMC, pelo qual
prefere dispor de
14% de flexibilidade
para proteger setores
industriais sensíveis.
Em contrapartida,
fará um corte
maior nos outros
setores.
A
proteção
brasileira cobrirá
1.240 linhas tarifárias.
Se desejar, o país
poderá proteger
80% das 55 linhas
tarifárias
do setor automotivo.
Pelo
que o Brasil escolheu,
a tarifa sobre importação
de automóveis,
por exemplo, deve
declinar de 35%
para 24%.
Esta
noite, a Anfavea
deflagrou em Genebra
o sinal de alerta,
diante das pressões
que persistem por
parte da União
Européia
sobre o Brasil para
aceitar acordos
setoriais que eliminarão
tarifas mais rapidamente
em determinada área.
Pedro
Bettencout, da GM
e representante
da Anfavea, declarou
que o setor automotivo
brasileiro está
"extremamente
preocupado"
com a pressão
da UE, especialmente
vindo da parte da
Alemanha, que tem
duas empresas no
país, a Volkswagem
e a Mercedes.
"Essas
empresas estão
passando por um
momento vitorioso
no Brasil, usufruindo
do mercado em desenvolvimento,
então é
difícil entender
por que baixar as
tarifas que só
prejudicarão
as próprias
empresas em proveito
de companhias de
outras regiões",
afirmou Bettencout.
O
representante da
Anfavea insistiu
que está
inquieto com a "pressão
inclemente"
dos europeus. "Eles
querem setorial
(em automotivo),
mas não tem
cabimento",
reclamou.
Negociadores
brasileiros disseram
que o Brasil aceitou
uma linguagem sobre
negociação
de acordos setoriais,
sempre em bases
voluntárias.
Mas outras delegações
notaram que o resultado
prático é
que os emergentes
se submeteram a
negociar "voluntariamente
obrigados".
(Assis
Moreira | Valor
Econômico
especial para o
Valor Online)
Construção
PDG
Realty fecha semestre
com alta de 103%
no total de lançamentos
Valor Online
21/07/2008
SÃO
PAULO - A incorporadora
imobiliária
PDG Realty anunciou
hoje que o Valor
Geral de Vendas
(VGV) de lançamentos
de empreendimentos
em que ela participa
atingiu R$ 1,761
bilhão no
primeiro semestre
deste ano, com alta
de 103% sobre o
volume de R$ 867
milhões de
igual período
do ano passado.
Com
os aumentos de participação
realizados na Goldfarb
e na CHL, a participação
média nos
lançamentos
passou de 43% nos
seis primeiros meses
de 2007, para 66%
(ou R$ 1,17 bilhão)
no primeiro semestre
de 2008.
Apenas
no segundo trimestre,
o VGV lançado
somou R$ 797 milhões,
alta de 60% ante
os R$ 500 milhões
registrados em igual
período do
ano passado. A participação
da companhia nos
empreendimentos
avançou de
46%, para 75% do
volume.
Com
tal desempenho,
47% do guidance
anual de lançamentos,
que oscila entre
R$ 2,4 bilhões
a R$ 2,6 bilhões,
já foi atingido.
De
acordo com a companhia,
as vendas contratas
somaram R$ 1,57
bilhão no
primeiro semestre
de 2008, montante
duas vezes maior
no comparativo anual.
A parcela PDG nas
vendas foi de R$
939 milhões,
três vezes
maior do que a registrada
de janeiro a junho
de 2007.
No
segundo trimestre,
as vendas foram
de R$ 674 milhões,
alta de 26% no comparativo
anual, com a fatia
PDG avançando
de 42%, para 70%
do total.
Crédito
Com
demanda crescente,
São Paulo
irá pedir
R$ 1 bi a mais para
financiamento habitacional
da Caixa
Valor Online
24/07/2008
SÃO
PAULO - O superintendente
regional da Caixa
Econômica
Federal para
o Estado de São
Paulo, Augusto Vargas,
disse hoje que irá
pedir à matriz
R$ 1 bilhão
adicional para o
financiamento de
imóveis no
segundo semestre
deste ano. Segundo
ele, a forte demanda
verificada no mercado
paulista justifica
o pedido de suplementação.
Maior
mercado da Caixa,
São Paulo
registrou entre
janeiro e junho
R$ 2,4 bilhões
em financiamentos
habitacionais, valor
que respondeu por
mais de 26% do total
financiado pelo
banco no período.
Na comparação
com o mesmo intervalo
de 2007, houve alta
de 34%.
Em
todo o país,
a Caixa registrou
o volume recorde
de R$ 9,18 bilhões
em crédito
imobiliário,
alta também
de 34% em relação
ao primeiro semestre
do ano passado.
Do total movimentado,
R$ 5,36 bilhões
tiveram como origem
o FGTS, uma alta
de 47%, enquanto
a Caderneta de Poupança
originou outros
R$ 3,46 bilhões,
um salto de 33%.
Os R$ 370 milhões
restantes vieram
de consórcios
imobiliários
e de fundos sociais
do governo.
Apesar
do maior volume
financeiro, o número
de unidades financiadas
caiu. Foram 201
mil no primeiro
semestre, contra
229 mil no mesmo
período de
2007, uma queda
de 12%. Segundo
o vice-presidente
da Caixa, Jorge
Hereda, o recuo
se deve ao fato
de o banco ter priorizado
o financiamento
de imóveis
prontos e não
mais a compra de
material para a
construção
de novas unidades.
A estratégia
levou à elevação
do valor médio
de cada unidade
financiada.
Segundo
o banco, os imóveis
financiados no primeiro
semestre com recursos
da Poupança
custaram, em média,
R$ 150 mil. Nessa
categoria, a Caixa
respondeu por 49,5%
do total de imóveis
financiados pelo
setor bancário.
Foram 63,62 mil
unidades, contra
64,88 mil dos demais
bancos somados.
Em valores, no entanto,
a fatia do banco
público cai
para 26,8%.
Para
o acumulado de 2008,
Hereda projeta um
total de R$ 20,4
bilhões financiados,
o que significará
a manutenção
dos atuais 34% de
crescimento sobre
o exercício
anterior. Até
ontem, o volume
movimentado já
estava na casa dos
R$ 10,4 bilhões,
de acordo com o
executivo, que lembrou
que, na comparação
com 2003, o volume
de financiamentos
irá mostrar
expansão
superior a 300%.
Outro
fator que encoraja
as projeções
da Caixa é
o nível de
inadimplência.
Durante os seis
primeiros meses
deste ano, os valores
vencidos há
mais de 90 dias
representavam 2,63%
da carteira total,
contra 3,58% observados
na média
do sistema financeiro.
No ano passado,
a inadimplência
da Caixa ficou em
4,2% da carteira,
mesmo percentual
registrado na média
dos demais bancos.
As
expectativas de
Hereda já
levam em conta o
processo de alta
nos juros, iniciado
em abril pelo Banco
Central (BC) para
o combate à
inflação
crescente. Segundo
ele, o dinheiro
mais caro não
terá impacto
sobre as condições
dos financiamentos
da Caixa, tanto
no segundo semestre
deste ano quanto
em 2009. "Acreditamos
que o que acontece
na economia é
momentâneo",
disse ele, que prevê
para o segundo semestre
do ano que vem a
retomada dos cortes
na Selic.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Compras
com cartões
de crédito
crescem 23,5% e
devem somar R$ 18,5
bi em julho, diz
estudo
Valor Online
23/07/2008
SÃO
PAULO - O volume
de compras com cartões
de crédito
deve atingir R$
18,5 bilhões
no mês de
julho deste ano,
de acordo com estudo
divulgado hoje pela
Itaucard. O volume
representa um crescimento
de 23,5% sobre o
total registrado
em igual mês
de 2007.
No
acumulado do ano
até julho,
o total de compras
com cartões
de crédito
deve somar R$ 120,7
bilhões,
mostrando avanço
de 23,3% sobre o
mesmo período
do ano anterior.
O
total de plásticos
emitidos deve atingir
a marca de 101,7
milhões neste
mês, enquanto
o tíquete
médio das
compras deve ser
de R$ 78,8.
"Apesar
do leve desaquecimento
da economia, todas
as regiões
vem crescendo em
ritmo consistente,
o que levará
o mercado a encerrar
o ano de 2008 com
faturamento 22%
maior do que em
2007", diz
Fernando Chacon,
diretor de Marketing
do Banco
Itaú.
Se
o aumento de 22%
no volume for confirmado,
o total de vendas
com cartões
de crédito
deve atingir R$
223 bilhões
este ano. Com esse
montante, as compras
com este meio de
pagamento devem
representar 12,9%
do consumo das famílias
no Brasil em 2008,
ante índice
de 11,8% em 2007
e de 10,7% em 2006.
Energia
ADR
da Eletrobrás
em NY deve passar
a nível II
em 18 de agosto,
estima presidente
Valor Online
25/07/2008
RIO - O presidente
da Eletrobrás,
José Antonio
Muniz Lopes, estimou
para 18 de agosto
deste ano o início
das negociações
das ações
da companhia na
Bolsa de Valores
de Nova York sob
o formato de ADRs
(American Depositary
Receipts) de nível
II. Atualmente,
os papéis
da empresa nos Estados
Unidos são
listados como ADR
nível I,
negociados apenas
no mercado de balcão.
"No
dia 18, possivelmente,
ou torno desse dia,
a Eletrobrás
vai ser reconhecida
como ADR 2 e aí
então passará
a ter suas ações
vendias na bolsa",
disse o executivo,
que participou hoje
do projeto de reforma
do Theatro Municipal
no Rio de Janeiro.
Lopes
acredita que a mudança
atrairá mais
investidores para
os papéis
da Eletrobrás,
o que somado ao
status de grau de
investimento obtido
recentemente pela
holding, poderá
contribuir para
aumentar a liquidez
das ações
companhia. "Como
a procura vai ser
aumentada, obviamente
as ações
vão aumentar
o seu valor, espera-se",
afirmou o presidente
da estatal.
Sobre
Angra 3, o executivo
se limitou a comentar
que a Eletronuclear,
controlada pela
Eletrobrás,
cumprirá
as determinações
do Ibama para obtenção
das licenças
ambientais necessárias
à instalação
do empreendimento.
(Rafael
Rosas | Valor Online)
Ersa
entra com pedido
de oferta de ações
junto à CVM
Valor Online
25/07/2008
SÃO
PAULO - A instabilidade
no mercado financeiro
e as recentes desistências
de captação
com ações
parecem não
assustar a Ersa
(Empresa de Investimento
em Energias Renováveis),
que anunciou hoje
a intenção
de realizar uma
oferta de certificados
de depósitos
de ação.
O plano já
havia sido manifestada
pela companhia em
entrevista ao jornal
Valor Econômico,
no começo
de junho.
O
registro de oferta
já foi pedido
à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM) e os papéis
serão distribuídos
no Brasil, com esforços
de colocação
no exterior. A quantidade
de ações
que será
distribuída
assim como a faixa
estimativa de preços
ainda não
foram apresentadas.
A companhia também
condiciona a efetivação
da oferta às
condições
favoráveis
do mercado de capitais
nacional e internacional.
A
Ersa foi criada
no final de 2006
pelo Pátria
Investimentos para
desenvolver projetos
de geração
de energia a partir
de fontes renováveis
e deste então
vem angariando investidores,
entre eles do Deutsche
Investitions und
Entwicklungsgesellschaft
mbH (DEG), braço
de fomento para
países em
desenvolvimento
do KFW, e Bradesco
BBI.
Na
entrevista concedida
ao Valor em junho,
Octavio Castello
Branco, sócio
do Pátria,
indicou que a companhia
planeja investimentos
totais de R$ 12,3
bilhões para
criar um parque
gerador de 2,6 mil
MW nos próximos
anos, Os projetos
estão divididos
em pequenas centrais
hidrelétricas
(PCHs) e geração
eólica.
Atualmente
a companhia conta
com uma PCH em operação,
8 PCHs em construção,
7 projetos de PCHs
com outorgas emitidas
Agência Nacional
de Energia Elétrica
(Aneel), 5 projetos
de PCHs em processo
de obtenção
de outorga, e um
projeto de geração
eólica. Todos
os projetos constituem
um total de 362,5
MW de capacidade
instalada.
A
Ersa também
anunciou hoje uma
alteração
no processo de aquisição
da SPE Plano Alto
Energia e SPE Alto
Irani Energia, negócio
anunciado em 30
de junho com a GMR
Energy (GMR Empreendimentos
Energéticos
Ltda).
O
modelo de negócio
inicial foi abandonado
e, pelo novo molde,
a Esra deterá
100% das ações
das duas companhias
enquanto a GMR Energy
ficará com
13,75% de participação
no seu capital.
O
contrato anterior
previa que as duas
companhias investiriam
em conjunto em sociedades
de propósito
específico
(SPE) para a exploração
de pequenas centrais
hidrelétricas.
(Valor
Online)
Odebrecht
quer recorrer de
decisão da
Aneel sobre Jirau
Valor Econômico
23/07/2008
BRASÍLIA
- Mesmo se não
tiver o aval de
Furnas,
sua principal
parceira na disputa
pelas hidrelétricas
do rio Madeira,
a Odebrecht
pretende questionar
na Justiça
a mudança
de local proposta
pelo consórcio
Energia Sustentável
do Brasil para a
usina de Jirau,
em Rondônia.
A
disposição
da construtora aumenta
as chances de uma
longa batalha jurídica
em torno do projeto
e minimiza a polêmica
envolvendo as subsidiárias
da Eletrobrás.
Enquanto Furnas
associou-se à
Odebrecht na hidrelétrica
de Santo Antônio,
Chesf e Eletrosul
são sócias
da multinacional
franco-belga Suez
Energy e da Camargo
Corrêa em
Jirau.
O
risco de uma briga
nos tribunais preocupa
o governo e já
levou o ministro
de Minas e Energia,
Edison Lobão,
e o presidente da
Eletrobrás,
José Antônio
Muniz, a tentativas
de dissuadir Furnas
de uma aventura
judicial.
As
autoridades do setor
elétrico
temem que isso atrase
a construção
das usinas e cause
um revés
na declarada vitória
contra a ameaça
de um apagão
no início
da próxima
década -
hipótese
descartada pelo
governo após
o sucesso nos dois
leilões do
Madeira. Irritado
com as ameaças
mútuas dos
consórcios,
Lobão cobrou
uma trégua.
" Não
podemos admitir
que o país
pague o preço
de uma briga entre
duas empresas "
, afirmou ontem
o ministro. Ele
descartou atrasos
no cronograma das
obras e disse ter
conversando com
os dois lados para
evitar a judicialização
do processo. "
Estou convencido
de que chegaremos
a bom termo. "
Temendo
que a briga comprometa
a perspectiva de
boa rentabilidade
dos empreendimentos,
alguns bancos que
planejavam participar
do financiamento
das obras - principalmente
por meio do repasse
de recursos do BNDES
- consideram a possibilidade
de desistir. O Itaú
é o banco
que tem mais dúvidas,
segundo o Valor
apurou, sobre a
viabilidade de sua
participação
no arranjo financeiro
das hidrelétricas.
Ontem,
a Agência
Nacional de Energia
Elétrica
(Aneel) confirmou
a vitória
do Energia Sustentável
no leilão
de Jirau. A homologação
não significa
um sinal verde às
alterações
no projeto de engenharia,
que mudou em nove
quilômetros
e meio a localização
da usina. Ela ateve-se
apenas a analisar
se a documentação
apresentada pelo
consórcio
vencedor estava
totalmente correta.
Odebrecht
e Furnas entraram
com um recurso administrativo,
por meio do consórcio
Jirau Energia, formado
para a licitação
da hidrelétrica,
apontando falhas
na documentação,
como a falta de
comprovação
de experiência
do engenheiro responsável
e a ausência
de certidões
negativas. Os diretores
da Aneel seguiram,
de forma unânime,
o voto do relator
Edvaldo Santana.
A
agência deverá
receber o novo projeto
de engenharia de
Jirau nesta semana
e ainda levará
alguns meses até
concluir se ele
respeita plenamente
as exigências
do edital de licitação.
O Ibama avaliará
os impactos ambientais.
É nesse momento,
se houver aprovação
dos dois órgãos
para a mudança
no projeto, que
a Odebrecht - isoladamente
ou com seus parceiros
- pretende entrar
na Justiça.
O Jirau Energia
tentará evitar
ainda que a licença
de instalação
a ser dada para
as obras de Santo
Antônio, cuja
concessão
foi arrematada por
Odebrecht e Furnas,
valha também
para a segunda hidrelétrica
do Madeira.
A
Aneel esclareceu
que, se a alteração
do local da usina
não for aprovada,
o consórcio
vencedor será
chamado a construir
a hidrelétrica
de Jirau na posição
original, pela mesma
tarifa com que venceu
a disputa - de R$
71,37 por megawatt-hora
(MWh).
É
improvável
a realização
de novo leilão
porque, se o consórcio
Energia Sustentável
não aceitar
essa condição,
em caso de rejeição
da mudança
do projeto de engenharia,
seus sócios
ficarão inabilitados
de participar de
licitações
públicas
por até cinco
anos. E é
difícil imaginar
empresas como Camargo
Corrêa, Eletrosul
e Chesf afastadas
de novas linhas
de transmissão,
usinas e até
empreendimentos
fora do setor elétrico,
como obras em rodovias.
Além disso,
o consórcio
ficaria obrigado
a pagar R$ 650 milhões,
valor da garantia
de fiel cumprimento
já depositada.
O
presidente do Energia
Sustentável,
Victor Paranhos,
afirmou ontem que
a empresa não
fará novas
parcerias com a
Odebrecht caso a
construtora recorra
à Justiça.
Ele lembrou que
já existem
parcerias entre
elas nas obras de
usinas como Estreito
(TO) e Cana Brava
(GO). O executivo
também afastou
a possibilidade
da entrada de "
sócios estratégicos
" para Jirau.
Na montagem das
licitações
do Madeira, o governo
colocou à
disposição
dos vencedores,
após cada
leilão, uma
participação
societária
do BNDESPar e dos
fundos de pensão
de estatais para
ajudar nos investimentos
necessários.
Para Jirau, que
terá 3,3
mil MW de potência,
Paranhos disse que
a composição
- até a futura
abertura de capital,
com data ainda incerta
- será a
mesma da atual:
50,1%, Suez; 9,9%,
Camargo Corrêa;
20%, Chesf; e os
outros 20%, Eletrosul.
(Daniel
Rittner | Valor
Econômico)
Coelba
toma financiamento
de R$ 112 milhões
no Banco do Nordeste
Valor Online
18/07/2008
SÃO
PAULO - O conselho
de administração
da Coelba,
distribuidora de
energia que opera
na Bahia e integra
o grupo Neonergia,
aprovou hoje a contratação
de um financiamento
de R$ 112 milhões
junto ao Banco do
Nordeste do Brasil
(BNB) com recursos
do Fundo Constitucional
de Financiamento
do Nordeste (FNE).
O
empréstimo
terá prazo
de oito anos, sendo
três anos
de carência.
O custo do financiamento
é atualmente
de 10% ao ano, sendo
que existe um bônus
de adimplência
de 25% para projetos
realizados na região
do semi-árido
e de 15% para os
demais.
Farmacêutica
Custos
menores ajudam Pfizer
a fechar trimestre
com bons resultados
Valor Online
23/07/2008
SÃO
PAULO - O segundo
trimestre representou
para a Pfizer
lucro líquido
de US$ 2,776 bilhões,
ou US$ 0,41 o papel,
uma alta de 119%
ante o US$ 1,267
bilhão apurado
um ano antes, ou
US$ 0,18 por ação.
A receita equivaleu
a US$ 12,129 bilhões,
excedendo em 9%
os US$ 11,084 bilhões
dos mesmos três
meses de 2007.
O
desempenho refletiu
basicamente despesas
menores com reestruturação
bem como as economias
geradas por iniciativas
de redução
de custos. A empresa
citou ainda o impacto
positivo da taxa
de câmbio
e ajustes fiscais
favoráveis.
Excluindo
custos relacionados
a aquisições,
operações
descontinuadas e
outros itens extraordinários,
a farmacêutica
americana registrou
lucro de US$ 3,698
bilhões no
segundo trimestre
ante os US$ 2,944
bilhões do
calendário
anterior. Por ação,
o lucro foi de US$
0,42 para US$ 0,55.
"Estamos
satisfeitos com
os resultados financeiros
trimestrais que
divulgamos, que
foram orientados
em parte pelo sólido
desempenho nas atividades
Farmacêutica
e Saúde Animal",
declarou o executivo-chefe
da Pfizer, Jeff
Kindler.
Na
avaliação
dele, o amplo portfólio
de produtos da companhia,
seu alcance geográfico
e suas estratégias
para o crescimento
ficaram evidentes
nos números
do trimestre, "que
claramente demonstram
a capacidade da
empresa de continuar
a entregar bom resultado
em um ambiente muito
desafiador".
Os
dados estão
na página
eletrônica
da Pfizer.
(Juliana
Cardoso | Valor
Online)
Merck
lucra US$ 1,77 bilhão
e Schering-Plough
ganha US$ 436 milhões
no trimestre
Valor Online
21/07/2008
SÃO
PAULO - As farmacêuticas
americanas Merck
e Schering-Plough
divulgaram seus
balanços
após o fechamento
das bolsas de Nova
York. O ganho líquido
da Merck subiu 5%
perante o segundo
trimestre de 2007,
para US$ 1,77 bilhão,
enquanto a receita
ficou praticamente
estável,
em US$ 6,1 bilhões.
A
Schering-Plough,
por outro lado,
viu o lucro líquido
antes da distribuição
de dividendos cair
19%, para US$ 436
milhões,
sob o efeito de
itens extraordinários.
A receita, porém,
cresceu 55%, para
US$ 4,92 bilhões,
com o acréscimo
dos produtos da
Organon Biosciences,
empresa holandesa
adquirida no ano
passado.
O
anúncio dos
balanços
foi adiado para
depois do pregão
por conta da divulgação
de estudos de pesquisadores
noruegueses sobre
o remédio
contra colesterol
Vytorin, que é
vendido conjuntamente
pelas duas empresas.
A pesquisa, financiada
pelas empresas e
conduzida por cientistas
ligados ao hospital
universitário
de Ulleval, em Oslo,
concluiu que a droga
não é
eficiente no tratamento
da estenose aórtica
(obstrução
parcial da válvula).
Foi confirmada a
eficácia
na redução
de doenças
coronarianas causadas
pelo entupimento
das artérias.
Além disso,
observou-se que
os pacientes tratados
com Vytorin apresentaram
um risco de desenvolver
câncer ligeiramente
maior do que aqueles
em uso de placebos.
Os médicos,
entretanto, ponderaram
que esse aspecto
pode ser apenas
uma casualidade.
(Valor
Online, com agências
internacionais)
Roche
oferece quase US$
44 bilhões
para comprar restante
da Genentech
Valor Online
21/07/2008
SÃO
PAULO - A fabricante
suíça
de medicamentos
Roche
está oferecendo
US$ 89 por ação
em dinheiro, ou
US$ 43,7 bilhões,
para ficar com as
ações
que ainda não
possui na companhia
americana de biotecnologia
Genentech. Atualmente,
a Roche detém
55,9% na Genentech.
"A
combinação
das forças
da Roche e da Genentech
criará valor
significativo e
resultará
em benefícios
para pacientes,
funcionários
e acionistas",
comentou o presidente
do Conselho da Roche,
Franz Humer, em
nota divulgada nesta
segunda-feira na
página eletrônica
da companhia. A
oferta representa
um prêmio
de 8,8% em relação
ao preço
de fechamento do
papel da Genentech
na sexta-feira da
semana passada.
Com
um possível
acerto, as empresas
podem unir partes
de sua rede nos
Estados Unidos e
dividir pesquisas,
economizando milhões
de dólares
por ano em uma indústria
que enfrenta pressão
crescente dos medicamentos
genéricos
e dos custos de
desenvolvimento.
A Roche prevê
economia anual antes
de impostos de US$
750 milhões
a US$ 850 milhões.
A
empresa suíça
sustentou em nota
que a cultura de
pesquisa da Genentech
será mantida.
Indústria
automobilística
Aumento
de vendas no Brasil
ajuda lucro da Fiat
a crescer 3% no
trimestre
Valor Online
23/07/2008
SÃO
PAULO - O grupo
industrial e automobilístico
italiano
Fiat ganhou
646 milhões
de euros no segundo
trimestre, 3% a
mais do que os 627
milhões de
euros contabilizados
um ano antes. O
lucro operacional
sem fatores extraordinários
saltou 19,5%, para
1,131 bilhão
de euros. O forte
desempenho no Brasil
impulsionou os resultados
da empresa.
As
receitas líquidas
aumentaram quase
12%, para 17 bilhões
de euros. Deste
total, 8,4 bilhões
de euros (alta de
14,4%) foram originados
na Fiat Auto, a
divisão de
automóveis
que compreende também
as marcas Alfa Romeo,
Lancia, Maserati
e Ferrari. O lucro
operacional dessa
unidade, descontados
fatores extraordinários,
subiu 36%, para
360 milhões
de euros.
O
volume de vendas
de automóveis
no Brasil, país
que representa quase
25% das entregas
da montadora, subiu
27,2% no trimestre.
Na Itália,
contudo, as vendas
em volume caíram
1,8%.
A
Iveco, unidade de
caminhões
e veículos
comerciais, faturou
3,084 bilhões
de euros, 7,8% a
mais do que no mesmo
intervalo de 2007.
Na CNH, divisão
de máquinas
e equipamentos agrícolas,
a receita cresceu
10,6%, para 3,614
bilhões de
euros. Em ambos
os casos, a demanda
foi puxada por mercados
emergentes.
Para
este ano inteiro,
a Fiat espera lucro
líquido entre
2,4 bilhões
e 2,6 bilhões
de euros, com receitas
de cerca de 63 bilhões
de euros. Se as
condições
de mercado permanecerem
estáveis,
em 2009 a empresa
prevê faturar
65 bilhões
de euros.
(Valor
Online, com agências
internacionais)
GM
pede à matriz
autorização
para investir mais
US$ 1 bi
Valor Econômico
23/07/2008
SÃO
PAULO - De olho
em um mercado cuja
rentabilidade chega
a ser três
vezes maior do que
a dos veículos
populares, a General
Motors anunciou
ontem um contrato
de mais de R$ 3
bilhões com
a fabricante de
motores diesel MWM.
Além do acordo,
a montadora informou
que pediu autorização
à matriz
para investir mais
US$ 1 bilhão
na renovação
da linha de veículos
produzidos no país
e também
na Argentina. Com
isso, o volume de
investimentos da
GM no Brasil previsto
até 2012
salta de US$ 1,5
bilhão para
US$ 2,5 bilhões.
O
pedido
ocorre em meio à
desaceleração
dos mercados americano
e europeu, o que
deve facilitar o
aval pela GM dos
Estados Unidos.
Segundo Jaime Ardila,
presidente da GM
no Brasil e Mercosul,
está quase
tudo aprovado.
Atualmente,
duas fábricas
da empresa no país
podem receber o
terceiro turno:
São José
dos Campos (SP)
e Gravataí
(RS). A unidade
de São Caetano
do Sul (SP) já
opera nesse sistema.
A parceria com a
MWM prevê
o fornecimento de
420 mil motores
diesel de 2011 até
2018 para a linha
de utilitários
da montadora, que
deverá ser
ampliada e renovada
nos próximos
três anos,
assim como as demais
categorias produzidas
pela subsidiária
brasileira. A opção
por reforçar
a linha de utilitários
também deverá
trazer ao mercado
nacional novos modelos
de vans, minivans,
SUVs (utilitários
esportivos) e picapes.
O
volume de motores
diesel estimado
para o período
é 40% superior
ao total fornecido
pela MWM para os
modelos S 10 e Blazer
da GM nos últimos
dez anos, que foi
de aproximadamente
300 mil unidades.
"É o
maior contrato firmado
pela MWM na América
do Sul", acrescentou
Waldey Sanchez,
presidente da empresa
no país.
A previsão
das duas empresas
é de uma
produção
anual de 60 mil
utilitários
equipados com motores
diesel já
a partir de 2011.
De
acordo com o balanço
do primeiro semestre
da Associação
Nacional dos Fabricantes
de Veículos
Automotores (Anfavea),
foram vendidos 229.250
unidades de comerciais
leves no país,
incluindo modelos
de menor porte como
a Montana. Já
conforme os dados
do mês de
junho da Federação
Nacional da Distribuição
de Veículos
Automotores (Fenabrave),
a GM ocupa a liderança
nos emplacamentos
de pick-ups grandes,
com 30,94% do mercado
brasileiro. No segmento
de SUVs, no qual
os modelos Blazer
e Tracker estão
incluídos,
a montadora detém
7,92% de participação.
"Queremos ampliar
nossa presença
em um mercado [utilitários]
crescente",
afirmou Ardila.
Questionado
sobre o fato de
esse ser justamente
o segmento que mais
sofre nos EUA, o
executivo ressalta
que no Brasil ele
ainda é incipiente.
"A situação
energética
do país é
completamente diferente
da americana",
completou.
O
último anúncio
de investimento
da GM do Brasil
ocorreu há
um mês. Na
ocasião,
a montadora informou
ter obtido aprovação
da matriz para aplicar
US$ 500 milhões
em sua fábrica
de São José
dos Campos. O montante
está sendo
destinado à
linha de produção
de seu novo veículo
médio.
José
Carlos Pinheiro
Neto, vice-presidente
da GM no país,
reconhece que está
mais fácil
convencer a matriz
para novos investimentos
no mercado nacional.
Pinheiro Neto informou
também que
a divisão
dos resultados mudou
drasticamente nos
últimos dez
anos. Segundo ele,
antes 80% do faturamento
global da companhia
era referente ao
mercado americano
e os outros 20%
pelas demais subsidiárias.
Hoje, essa proporção
é de 40%
dos EUA e 60% de
outras regiões.
(Guilherme
Manechini | Valor
Econômico)
Papel
e Celulose
Vale
será parceira
da Suzano em nova
fábrica de
celulose no Maranhão
Valor Online
23/07/2008