Sexta-feira, 01/08/2008
Ano VIII – edição 329

Agronegócios

SLC compra terreno no Maranhão; receita cresce 44% no trimestre
Valor Online
31/07/2008

SÃO PAULO - A SLC Agrícola anunciou que fechou a compra de uma área de 3.406 hectares em um terreno ao lado da Fazenda Parnaíba, onde a empresa já atua, no município de Tasso Fragoso, no Maranhão. A empresa pagará R$ 14 milhões pelo terreno, valor equivalente a 350.000 sacas de soja. Com a aquisição, que será paga em diversas parcelas, a área total da Fazenda Parnaíba será aumentada em 13%, segundo o comunicado.

De acordo com dados divulgados na noite de ontem, a SLC fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 1,59 milhão, ante prejuízo de R$ 9,36 milhões em igual período do ano passado. A receita líquida da empresa aumentou 44% na mesma comparação, tendo subido de R$ 53,7 milhões para R$ 77,56 milhões.

O crescimento das vendas foi puxado pelo segmento de algodão em pluma, cuja receita bruta aumentou de R$ 842 mil para R$ 10,12 milhões e também pela área de milho, cujo faturamento saltou de R$ 1,75 milhão para R$ 10,91 milhões. A soja continuou representando a maior parte das vendas, com a receita tendo subido 7,3%, de R$ 45,2 milhões para R$ 48,5 milhões.

Lucro da Sadia cresce 9,6% no segundo trimestre
Valor Online
30/07/2008

SÃO PAULO - A Sadia encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 119,9 milhões, o que representa um crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período de 2007, quando o ganho somou R$ 109,3 milhões. Mesmo em meio a um cenário de forte alta nos preços das matérias-primas e de valorização do real ante o dólar, a companhia conseguiu elevar as receitas, especialmente no mercado externo, o que garantiu o lucro maior.

Entre abril e junho, a Sadia obteve receita bruta de R$ 2,92 bilhões, uma alta de 26,5% sobre o segundo trimestre do ano passado. As exportações proporcionaram o montante de R$ 1,41 bilhão, valor que supera em 29,6% o obtido um ano antes. No mercado interno, a receita cresceu 23,6%, para R$ 1,51 bilhão.

Além dos volumes 8,7% maiores, de 524,3 mil toneladas, o aumento da receita foi possibilitado por aumentos importantes nos preços. No intervalo entre o segundo trimestre de 2007 e o mesmo período deste ano, a Sadia aumentou em cerca de 40% os preços de exportação e em 15%, os praticados no mercado doméstico.

A alta é, na verdade, um repasse referente aos custos de matérias-primas como soja e milho, cujos preços cresceram 50% e 33%, respectivamente, no mesmo intervalo de comparação. O diretor de relações com investidores da Sadia, Elson Teixeira, lembrou que a empresa tem encontrado maior facilidade para repassar os custos no exterior. Informou ainda que novos aumentos deverão ser praticados nos próximos trimestres, pois, segundo ele, alguns custos ainda não foram repassados.

Ele não acredita, entretanto, em altas mais abruptas nos preços das matérias-primas. "Acho que o milho e a soja já estão com preços bastantes altos", disse o executivo, que espera, sim, um período de volatilidade, com os preços variando para cima e para baixo, porém girando ao redor dos patamares atuais.

Durante o segundo trimestre, a Sadia viu o custo dos produtos vendidos crescer 31,3% ante igual período do ano passado, para R$ 1,97 bilhão. As despesas com vendas somaram R$ 402,3 milhões, com alta de 14,4%, enquanto as administrativas avançaram 52,2%, para R$ 30,5 milhões.

Dessa forma, ficou em R$ 271,45 milhões a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações), um crescimento de 18,4% sobre o segundo trimestre de 2007. No entanto, o crescimento da receita não conseguiu impedir uma queda de 0,8 ponto percentual na margem Ebitda, relação entre geração de caixa e receita líquida), que ficou em 11,3%.

Devido ao cenário de custos altos e de valorização do real, que prejudica as receitas de exportação, a Sadia revisou para o intervalo de 11% a 12% a sua projeção para a margem Ebitda em 2008. A estimativa anterior era de algo entre 12% e 13%.

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Bancos

Bradesco obtém lucro maior no 1º semestre, de R$ 4,105 bilhões
Valor Online
04/08/2008

SÃO PAULO - O primeiro semestre de 2008 significou para o Bradesco um lucro líquido de R$ 4,105 bilhões, sendo R$ 2,636 bilhões provenientes das atividades financeiras e R$ 1,469 bilhão advindos das operações do grupo em seguro e previdência. Nos seis primeiros meses do ano passado, o banco obteve lucro de R$ 4,007 bilhões.

Em uma base ajustada, o lucro semestral foi de R$ 3,909 bilhões frente aos R$ 3,506 bilhões verificados entre janeiro e junho de 2007.

A carteira de crédito, incluindo avais, fianças, valores a receber com cartões de crédito (compras parceladas e à vista) e cessão de crédito (FIDC), somou R$ 181,602 bilhões ao final de junho, com elevação de 38,8% em relação ao mesmo intervalo do exercício anterior. As operações com pessoas físicas corresponderam a R$ 65,872 bilhões e as com pessoas jurídicas ficaram em R$ 115,730 bilhões, avanço respectivo de 32,2% e 42,9%.

No primeiro semestre de 2008, o patrimônio líquido do banco aumentou 22,5% no confronto com os mesmos seis meses do calendário passado, atingindo R$ 33,711 bilhões.

Em junho, o Bradesco registrou ativos totais de R$ 403,271 bilhões, com acréscimo de 38,8% no confronto com intervalo equivalente de 2007. O retorno anualizado sobre os ativos totais médios foi de 2,3%. Em mesmo período do ano anterior, chegou a 2,9%.

Apenas no segundo trimestre, o lucro líquido da instituição foi de R$ 2,002 bilhões.

CMN derruba regra de 32 anos que limitava atuação de bancos estaduais
Valor Online
31/07/2008

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) acabou hoje com antiga restrição de fronteiras para os bancos de desenvolvimento estaduais. A partir de agora, as três instituições remanescentes do processo de privatização, poderão financiar operações em estados vizinhos às suas sedes.

Juntos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo detinham em maio operações de crédito da ordem de R$ 4,88 bilhões ou 0,61% da carteira global do sistema financeiro.

Amaro Gomes, chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), esclareceu que o CMN derrubou regra de mais de 32 anos, que só permitia a atuação dessas instituições fora de suas sedes mediante operações consorciadas com outros bancos de desenvolvimento estaduais. "Isso limitava muito a atuação", afirmou.

Ocorre que junto com o Plano Real, o governo Fernando Henrique Cardoso iniciou uma "limpeza" no sistema financeiro controlado politicamente pelos governos regionais, acusados pelo BC de "emitir moeda". A maioria dos bancos regionais foi vendida e suas infindáveis dívidas renegociadas em nome dos contribuintes locais.

O BRDE, com controle dividido pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, por exemplo, chegou a falir, mas foi revivido por pressões políticas. Também por interesse político, muitos estados substituíram seus antigos bancos de desenvolvimento por agências de fomento, apenas repassadoras de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo.

Gomes ressaltou que a medida atende a demanda dos envolvidos e a Associação Brasileira de Bancos de Desenvolvimento e Agências de Fomento, com o objetivo de ampliar as operações de crédito de interesse regional.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)


CMN autoriza criação e participação estrangeira em banco da Randon
Valor Online
31/07/2008

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) aprovou a criação de banco múltiplo com três carteiras pelo grupo Randon, atuante no setor de implementos agrícolas. De capital aberto, o grupo gaúcho manifestou interesse em negociar até 49% do capital da futura instituição na Bovespa. Diante da chance de as ações serem adquiridas por estrangeiros, a proposta dependerá de decreto presidencial.

O banco múltiplo da Randon, de Caxias do Sul ,terá as carteiras comercial, financeira e leasing, com o objetivo de operar em crédito na área de equipamentos agrícolas da região.

De acordo com o técnico do BC Edson Feltrin, do Departamento de Organização do Sistema Financeiro Nacional (Deorf), o grupo tem controle familiar, mas com ações negociadas no mercado de capitais.

Após a análise do BC, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje o encaminhamento de pedido de decreto ao presidente da República para que o banco possa ter participação externa. Segundo Feltrin, o limite de 49% do capital votante foi proposto pelos controladores do Randon, que querem manter o controle da instituição financeira no país.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Compra do banco BGN por BNP Paribas será liberada por decreto de Lula
Valor Online
31/07/2008

BRASÍLIA - A aquisição do banco nordestino BGN pelo francês BNP Paribas será submetida ao Palácio do Planalto, conforme voto aprovado hoje pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A operação envolve troca de ações, pela qual a família Galvão, de Recife, deterá 0,27% do capital do Paribas, e este passa a ter 100% do controle do banco múltiplo BGN e da controlada BGN Leasing. A compra do BGN foi feita por meio da Cetelem, a financeira do BNP Paribas, em julho de 2007.

Por passar ao controle de capital estrangeiro, a operação necessita de decreto presidencial esclarecendo que é de interesse público, lembrou o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro Nacional do Banco Central, Edson Feltrin.

Feltrin não deu detalhes sobre os valores envolvidos, por tratar-se "de um processo negocial", disse. Mas informou que o banco múltiplo BGN pertence hoje ao Grupo Galvão de Negócios, de capital fechado. Tem carteiras comercial e financeira, e é muito atuante no crédito consignado.

Na posição de maio último, tinha ativos da ordem de R$ 1,54 bilhão e patrimônio de referência em R$ 194 milhões.

Os valores são referentes ao banco, explicou o técnico do BC. A subsidiária de arrendamento mercantil está sem operações ativas.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Comércio Exterior

Exportações recordes de commodities turbinam saldo comercial em julho
Valor Online
01/08/2008

BRASÍLIA - Exportações recordes de commodities (básicos) para o mês em US$ 8,319 bilhões contribuíram para melhoria da balança comercial em julho, que registrou superávit de US$ 3,304 bilhões, o segundo melhor do ano depois dos US$ 4,07 bilhões em maio. Tanto importações quanto exportações globais bateram recorde no mês, registrando-se melhoria na taxa de crescimento das vendas ao exterior no acumulado dos primeiros sete meses do ano.

Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, até o primeiro semestre as exportações cresciam em 24,8% sobre o mesmo período do ano passado, ritmo que subiu a 27,2% entre janeiro e julho. Ele disse esperar que esse maior impulso seja uma tendência para o resto do ano, o que poderia melhorar o déficit na contra de transações correntes do país.

Mas o próprio secretário do Ministério do Desenvolvimento destacou que as importações mantêm maior aceleração que as vendas, e que o dinamismo econômico, conjugado com a taxa baixa do câmbio, pode impulsionar ainda mais a aquisição de bens do exterior.

Dados divulgados hoje mostram que as importações aceleraram o ritmo de crescimento. Nos primeiros sete meses do ano as compras aumentaram 52,1% sobre período igual de 2007, variação superior aos 51,9% que apresentaram no primeiro semestre.

O saldo comercial até julho ficou em US$ 14,653 bilhões, com queda de 38,7% em relação à cifra de US$ 23,92 bilhões registrada no mesmo período de 2007. As vendas somaram US$ 111,98 bilhões e as compras US$ 96,445 bilhões.

Em julho, as exportações ficaram em US$ 20,453 bilhões, alta de 38,6% pela média diária sobre julho do ano passado. E as importações foram de US$ 17,149 bilhões, crescimento de 52,2% na mesma comparação. Ambos os resultados foram recordes para o mês.

O aumento de demanda e de preços de produtos agrícolas influenciou a alta de 63,2% nas exportações de produtos básicos sobre igual mês anterior, destacando-se o desempenho de soja, farelo de soja, petróleo em bruto e carne suína.

As vendas de manufaturados, com volume de US$ 8,653 bilhões (+16,9% sobre julho de 2007), e de semimanufaturados, com valor total de US$ 2,967 bilhões (+49,1%) foram as maiores para qualquer mês. Álcool etílico e motores e geradores foram destaque no primeiro grupo, enquanto aço e ferro-ligas subiram mais de 100% no segundo grupo, sempre em relação a julho do ano passado.

Barral destacou que a expansão dos manufaturados é algo bom, "porque há uma situação de recessão" em outros países. Comentou ainda que o Brasil tem uma safra recorde de grãos no ano e deve ganhar ainda com a subida de preços do petróleo e do aço. "Julho foi melhor e as exportações estão sendo reequilibradas", afirmou.

A China continua a ser um dos maiores compradores de produtos brasileiros, não só de commodities como também de aviões e couro, segundo dados do ministério.

Já nas importações, as maiores altas no mês sobre julho anterior foram de combustíveis e lubrificantes, bens de capital, bens de consumo e matérias-primas e intermediários, grande parcela também procedente da China.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)


Superávit comercial de julho foi o 2º melhor de 2008, diz ministério
Valor Online
01/08/2008

SÃO PAULO - O saldo positivo registrado na balança comercial de julho, de US$ 3,304 bilhões, uma média de US$ 143,7 milhões por dia útil, foi o segundo melhor verificado neste ano e ficou atrás apenas do resultado de maio, de US$ 4,073 bilhões. Em junho, foi verificado superávit comercial de US$ 2,719 bilhões.

A observação foi feita pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em nota disponível em sua página eletrônica.

No documento, consta que, pelo desempenho médio diário, o superávit em julho foi 10,9% maior em relação a junho de 2008 (média diária de US$ 129,5 milhões) e 5,5% menor que o apresentado em julho de 2007 (média diária de US$ 152 milhões).

O ministério destacou ainda novos valores recordes históricos das exportações, de US$ 20,453 bilhões em julho, o que representa média de US$ 889,3 milhões por dia útil, e das importações, que se situaram em US$ 17,149 bilhões no mês passado, com média diária de US$ 745,6 milhões.

Com isso, foi apurada a maior corrente de comércio mensal - soma das exportações com as importações - da história econômica do país, de US$ 37,602 bilhões.

De janeiro até julho, o superávit comercial acumulado equivaleu a US$ 14,653 bilhões, uma média diária de US$ 100,4 milhões. Pela média diária, o saldo positivo ficou 38,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 163,8 milhões).

Camex prorroga alíquota reduzida para importação de bens de capital
Valor Online
31/07/2008

BRASÍLIA - A alíquota reduzida de 2% da tarifa de importação de 2.463 bens de capital sem produção nacional será prorrogada até junho de 2009. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada hoje no Diário Oficial da União, com o objetivo de estimular a reestruturação do parque produtivo.

A alíquota reduzida no regime chamado "ex-tarifários" para máquinas e equipamentos importados vigora desde 27 de junho com prazo até dezembro próximo. A resolução da Camex determina que haverá uma prorrogação automática de seis meses, a partir de 1º de janeiro de 2009.

Em janeiro, a modalidade ex-tarifário deixa de existir para essa categoria, e bens e serviços hoje nesse regime passam a integrar a Lista Nacional do Brasil no Regime Comum de Importação de Bens de Capital Não Produzidos no Mercosul, segundo nota da Camex.

O texto justifica ainda que o anúncio antecipado sobre a prorrogação da alíquota reduzida de importação tem o objetivo de dar maior "previsibilidade" para as empresas "nas aquisições que contam com redução temporária do Imposto de Importação, quando não houve produção da indústria nacional".

A prorrogação para outros produtos do "ex-tarifário" dependerá de solicitações dos setores, segundo a Camex. E ex-tarifários para "sistemas integrados" do Mercosul dependerão de avaliações futuras.

Também serão prorrogados de 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2009, ex-tarifários para o setor de bens de informática de telecomunicações concedidos desde junho de 2007. Em caso de redução anterior, a Camaex avaliará pedidos do setor.

Para a importação de transmissores digitais de televisão VHF ou UHF, a redução tarifária não será prorrogada, terminando em 31 de dezembro de 2008. A nota da Camex esclarece que as medidas foram tomadas no último dia 24 deste mês.

Construção

Lançamentos de imóveis da CCDI caem no trimestre, mas vendas crescem
Valor Online
30/07/2008

SÃO PAULO - A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) informou hoje que fechou o segundo trimestre com lançamentos de imóveis no valor de R$ 196 milhões, sendo R$ 136 milhões próprios e o restante dos parceiros nos empreendimentos conduzidos em conjunto. Em relação aos R$ 468,3 milhões de lançamentos próprios em igual intervalo de 2007, a queda é de 70,9%.

A CCDI disse, no entanto, que as vendas contratadas de imóveis somaram R$ 357,6 milhões entre abril e junho, com a parcela correspondente à própria empresa somando R$ 252,1 milhões, uma alta de 255% na comparação com o mesmo item no segundo trimestre de 2007.


VGV lançado pela Helbor cai no trimestre, mas vendas aumentam

Valor Online
31/07/2008

SÃO PAULO - A incorporadora Helbor apresentou seu resultado operacional para o segundo trimestre deste ano apontando recuo nos lançamentos em relação ao ano passado, mas aumento nas vendas contratadas. A empresa participou de lançamentos imobiliários com valor geral de vendas (VGV) de R$ 196,3 milhões entre abril e junho deste ano, com recuo de 2,2% sobre o resultado do ano passado. Levando em conta apenas a participação própria da Helbor nos empreendimentos, houve uma queda de 20,7% no VGV lançado, para R$ 116,6 milhões.

Em termos de vendas contratadas totais, no entanto, houve aumento de 62,4%, para R$ 211,3 milhões entre abril e junho deste ano. Considerando apenas a participação da Helbor, as vendas aumentaram 31,9% na mesma comparação, para R$ 133,1 milhões.

No semestre, as vendas contratadas pela Helbor aumentaram 21,23%, para R$ 220 milhões.

Contas

Prefeituras têm superávit fiscal recorde em junho
Valor Online
30/07/2008

BRASÍLIA - No resultado fiscal do governo do mês de junho, um dos destaques foi a economia de R$ 558 milhões para o pagamento de juros da dívida das prefeituras, marca histórica desde o início da série, em 1991. Para o Banco Central (BC), o esforço "surpreendeu", pelo fato de que ocorre em ano de eleições municipais, e as restrições legais de gastos só serão iniciadas em agosto.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, comentou que o recorde "pode ter sido gerado por uma desaceleração nos gastos das prefeituras, surpreendentemente". O normal, lembrou, é um aumento de despesas e o caixa em baixa em ano eleitoral.

Lopes destacou que também pode ter contribuído o aumento nas receitas de transferência obrigatória da União para os governos regionais. A partilha de impostos federais com Estados e municípios cresceu 20,81% no primeiro semestre, sobre período igual anterior, de acordo com dados do Tesouro Nacional.

O superávit primário do setor público consolidado ficou em R$ 11,166 bilhões em junho. A principal contribuição foi do governo central (União, Previdência Social e BC) com R$ 7,067 bilhões, o melhor resultado para o mês em 17 anos.

Lopes destacou que além do aumento da arrecadação refletindo o bom desempenho da economia, a melhoria nos resultados previdenciários influenciou o resultado. O déficit do INSS em junho ficou em R$ 2,863 bilhões, o menor patamar para o mês desde junho de 2004, quando registrou R$ 2,040 bilhões.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)


Superávit primário do semestre é o melhor da série histórica

Valor Online
30/07/2008

BRASÍLIA - O superávit primário do setor público consolidado acumulado em R$ 86,116 bilhões é o melhor para o primeiro semestre da série histórica iniciada em 1991, informou o chefe do Departamento Econômico doBanco Central (BC) , Altamir Lopes. A economia para o pagamento de juros da dívida em 12 meses até junho, de R$ 116,048 bilhões, é outro recorde.

Altamir destacou que o governo deve cumprir sem problemas a meta fiscal para 2008. Ele trabalha com 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), com elevação de 0,5 ponto do PIB anunciada pelo governo sobre a meta oficial de 3,8% para formação do Fundo Soberano. Por isso, disse, o resultado da economia para pagar juros em 12 meses, equivalente a 4,27% do PIB, "está dentro do esperado".

O representante do BC comentou que o desempenho da União deve ter a contribuição das estatais federais, que, no primeiro semestre de 2008, concentraram a distribuição de dividendos, royalties e investimentos e não tiveram boa performance. Lopes disse que a meta fiscal da União é sempre complementada com o esforço das estatais.

"Nossa expectativa para o resto do ano é de que o superávit primário vai gravitar ao redor desse patamar de junho (4,27% do PIB) com a ajuda de economia das estatais federais e também dos governos regionais, que estarão presos às restrições eleitorais e não poderão elevar gastos", observou.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)


Crédito

Lucro da Visa sobe 41% no trimestre até junho e soma US$ 422 milhões
Valor Online
30/07/2008

SÃO PAULO - A administradora de cartões de crédito Visa divulgou hoje um lucro líquido de US$ 422 milhões no terceiro trimestre fiscal, findo em 30 de junho. O resultado equivale a US$ 0,51 por ação classe A e representa um aumento de 41% em relação ao lucro auferido um ano antes, quando o ganho líquido havia sido de US$ 299 milhões.

Excluindo alguns itens extraordinários, como custos judiciais, o lucro foi de US$ 457 milhões, ou US$ 0,59 por ação classe A.

A receita operacional alcançou US$ 1,6 bilhão no período, uma expansão de 18%. Segundo a companhia, que até o mês de março tinha seu capital fechado, os ganhos foram puxados por operações com cartões de débito nos Estados Unidos e uma expansão mais vigorosa em mercados fora desse país.

Crédito volta a crescer em junho puxado por demanda de empresas
Valor Online
29/07/2008

BRASÍLIA - A alta do juro ainda não desacelerou a expansão do crédito, que continua a crescer em ritmo vigoroso, agora puxado fortemente pela demanda das empresas. Para o Banco Central (BC), o movimento reflete a continuidade de aquecimento nas vendas do varejo.

Os dados do BC para junho apontaram alta mensal de 2,1% no estoque global de crédito, somando R$ 1,067 trilhão. O montante equivale a 36,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para 2008 está mantida em 40% do PIB e dados parciais de julho até dia 17 indicam um crescimento de 1,6% na parcela tomada como referência para apuração das taxas de juros.

"Ainda há um aquecimento acentuado do crédito, embora algumas linhas apresentem um ritmo menos intenso", comentou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. "Uma alta de 33,4% em 12 meses para o estoque geral é bem expressiva para o crédito brasileiro", avaliou.

O executivo destacou ainda o incremento verificado nos últimos meses nas concessões a pessoas jurídicas. "Decorre ainda da continuidade de demanda aquecida no varejo, onde não se observa recuo nas vendas", comentou ele.

Tomando-se o crédito livre de direcionamentos, a carteira dirigida às empresas teve um acréscimo de 3% em junho, e de 41,3% em 12 meses, atingindo R$ 402,5 bilhões. Já o saldo dos créditos a pessoas físicas subiu 1,6% e 32,4% em 12 meses, para R$ 360,9 bilhões.

Os destaques nas operações a pessoas jurídicas são as linhas de capital de giro, com incremento de 5,6% no mês; a conta garantida com alta de 3,9%; e o desconto de duplicatas, com crescimento de 2,6%.

O montante de empréstimos concedidos às empresas em junho cresceram 3,5%, para um total de R$ 100,8 bilhões. A demanda das pessoas físicas no mês teve aumento de apenas 0,8%, somando R$ 50,6 bilhões.

O crédito direto ao consumidor para o financiamento de veículos a pessoas físicas mantém a desaceleração, com acréscimo mensal de apenas 0,2%, substituído pelo leasing (que tem custos menores), cujo crescimento foi de 7,4% em junho, e 135,8% em 12 meses.

Outra modalidade que mantém a expansão é o financiamento imobiliário, cujo saldo registrou variação positiva de 6% no mês passado, acumulando 88,8% em 12 meses na contratação por pessoas físicas.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Inadimplência segue controlada apesar do crédito maior, diz BC
Valor Online
29/07/2008

BRASÍLIA - Os números do Banco Central (BC) ainda não refletem o temor de alguns analistas do mercado financeiro em relação ao aumento da inadimplência bancária. A taxa geral média de atraso nos pagamentos continua estável, ao redor dos 4%. Os dados de junho mostraram recuo de 0,3 ponto percentual sobre maio, mas segundo o BC, foi consequência de transferência de uma carteira de crédito de um banco para uma securitizadora.

Nos dados divulgados hoje, a taxa média geral de atrasos acima de 90 dias nos empréstimos saiu de 4,3% em maio para 4% em junho. Nas operações de pessoas jurídicas houve queda de 0,1 ponto, ficando em 1,8%. Já entre as pessoas físicas o índice saiu de 7,4% para 7%.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o repasse da carteira bancária para uma empresa de cobrança de fora do sistema financeiro reflete essa diferença nos atrasos de pessoas físicas.

"Se não fosse essa transferência, a inadimplência de pessoas físicas ficaria estável em 7,4%", informou Lopes. Ele voltou a afirmar que a autoridade monetária continua sem detectar situações de inadimplência acentuada no sistema.

Comentou também que sem o repasse à securitizadora, a taxa geral teria ficado em junho em 4,2%, mesmo patamar de abril. A taxa de 4% é a menor desde agosto de 2005, quando situou-se em 3,9% na média.

O BC aponta ainda que houve uma queda mensal de 1,1% no nível de provisões exigidas dos bancos para fazer face a atrasos, refletindo o acerto de dívidas bancárias por tomadores. O volume de provisões gerais ficou em R$ 55,671 bilhões em junho, equivalente a 5,2% do estoque global de crédito, de R$ 1,067 trilhão.

Lopes chamou a atenção para o aumento de prazos nos empréstimos, cuja média global subiu para 375 dias corridos ante 369 no mês anterior. No caso de financiamentos de veículos, o prazo médio passou a 602 dias, "o maior já observado", citou ele, lembrando que o número representa apenas a média, pois no mercado há ofertas de financiamento de automóvel em até 100 meses.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Mineração

Rio Tinto prevê oferecer logística para pólo siderúrgico em Corumbá
Valor Online
30/07/2008

RIO - A Rio Tinto está confiante na possibilidade de construção de um pólo siderúrgico na região de Corumbá (MS), próximo à mina de ferro da empresa. De acordo com o diretor Financeiro e de Recursos Humanos da empresa, Aloísio Oliveira, há duas empresas estrangeiras com estudos de viabilidade avançados sobre o projeto, enquanto outras duas estão consolidando as análises iniciais.

Oliveira ressaltou que acordos de confidencialidade impedem a revelação de detalhes sobre as conversas, mas frisou que os entendimentos acontecem também com empresas brasileiras.

Seguindo ele, a Rio Tinto não entraria como sócia dos empreendimentos, mas garantiria o fornecimento de minério e ofereceria sua rede logística hidroviária na região para transportar insumos e a produção siderúrgica caso necessário.

"Garantimos a logística, que é o grande desafio na região", afirmou Oliveira, acrescetando que a produção de aço no pólo pode chegar a 1 milhão de toneladas, ou até superar este volume se mais de uma empresa se instalar na região.

Otimista, Oliveira disse que, caso os projetos avancem, a produção de aço pode começar já em 2011 e contribuir para deslanchar uma possível "fase 2" da expansão da mineradora em Corumbá. Atualmente em fase de estudo de viabilidade, esta segunda etapa do projeto de expansão pode elevar a produção de minério de ferro para 23,2 milhões de toneladas por ano. A primeira fase do projeto vai aumentar a capacidade de 2 milhões de toneladas por ano para 12,8 milhões de toneladas por ano.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Rio Tinto aprova projeto de investimento de US$ 2,1 bilhões em Corumbá
Valor Online
29/07/2008

SÃO PAULO - A mineradora australiana Rio Tinto anunciou hoje que investirá US$ 2,15 bilhões em um projeto de expansão da sua mina de minério de ferro em Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul. De acordo com o plano, aprovado hoje pela diretoria da companhia, a produção anual deve aumentar em mais de seis vezes, saindo de 2 milhões de toneladas para 12,8 milhões de toneladas. A previsão é de iniciar este novo ritmo de produção no quatro trimestre de 2010.

No mesmo comunicado, a Rio Tinto disse que vai conduzir o estudo de viabilidade para uma segunda fase de expansão da mina, que elevaria a sua capacidade de produção para 23,2 milhões de toneladas por ano.

O investimento que a mineradora pretende realizar em Corumbá faz parte um programa que inclui aportes totais de US$ 11 bilhões em aumento de capacidade de produção de minério de ferro.

Além da ampliação da produção de minério, o projeto da Rio Tinto na região de Corumbá prevê aportes em logística fluvial, o que inclui a aquisição de novas barcaças e empurradores, além da construção dos novos portos de Albuquerque e La Agraciada, no Uruguai.


Eike Batista indenizará Anglo American e assim fecha venda da IronX

Valor Online
28/07/2008

SÃO PAULO - O grupo Anglo American e o empresário Eike Batista, acionista controlador da MMX Mineração, deram um novo passo rumo ao fechamento da transação por meio da qual a Anglo American adquirirá o controle da IronX, empresa que controla o projeto de minério de ferro Minas-Rio e o Sistema de minério de ferro Amapá. Depois de alguns atrasos provocados pela operação Toque de Midas da Polícia Federal, o negócio está previsto para 5 de agosto.

Para resolver as desconfianças sobre os negócios da MMX no Amapá, depois que operação da PF expôs que a licitação da concessão da Estrada de Ferro Amapá está sob suspeita de irregularidade, Batista se propôs a pagar uma indenização que cobrirá qualquer prejuízo eventual que a Anglo American possa ter como resultado da investigação. O dinheiro sairá do bolso do empresário, sem gerar qualquer obrigação adicional para a MMX.

"Estou muito satisfeita em constatar que estamos prontos para prosseguir com a transação, em benefício de todos os acionistas do projeto. A mina do Amapá já se encontra em produção e a primeira fase do projeto Minas-Rio está avançando consistentemente. Estamos motivados para continuar desenvolvendo estes dois projetos, contando para tanto com o excelente time que herdamos da MMX", disse a diretora-presidente da Anglo American, Cynthia Carroll, por meio de comunicado.

O negócio tem outras etapas até que a Anglo seja efetivamente dona dos dois projetos. Pelo modelo de negócio, a MMX será dividida em duas empresas, etapa que acontece hoje.

A MMX continuará existindo, sendo responsável pelos projetos restantes da empresa em Minas Gerais e Mato Grosso. Será criada a LLX Logística, que era um braço da MMX, e surge também a IronX, fatia que será da Anglo.

Hoje, os atuais acionistas da MMX receberam ações da LLX e da IronX como resultado da cisão de capital da MMX. Posteriormente, a Anglo American fará uma oferta pelos minoritários, que detém de 36% do capital da IronX, fechando o capital da companhia.

O valor total da transação gira em US$ 5,5 bilhões, sendo que US$ 3,4 bilhões devem cair na conta de Eike Batista, que detinha cerca de 62% das ações da IronX.


Papel e Celulose

Lucro da International Paper aumenta 19%
Valor Online
31/07/2008

SÃO PAULO - O lucro líquido da International Paper aumentou 19,5% na comparação entre o segundo trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano. O ganho líquido da fabricante de papel aumentou de US$ 190 milhões para US$ 227 milhões neste período. O lucro por ação subiu de US$ 0,44 para US$ 0,54 na mesma comparação e superou a estimativa dos analistas, que era de US$ 0,50.

Os números foram bem vistos pelo mercado e as ações da companhia subiram 14% nos negócios de hoje em Nova York. Apesar da alta, os papéis continuam com perda acima de 10% no ano.

Segundo a companhia, o aumento de preços nos papéis de impressão foi suficiente para compensar o aumento de custos com matéria-prima e energia.

A receita de vendas da International Paper aumentou 9,75% na comparação entre o segundo trimestre de 2007 e o mesmo período deste ano, tendo somado US$ 5,807 bilhões. Em igual intervalo de comparação, os custos subiram 10,9%, para US$ 4,307 bilhões.


Aracruz finaliza estudos para modernização de fábrica no ES; investimento será de R$ 240 milhões
Valor Online
28/07/2008

SÃO PAULO - A fabricante de celulose Aracruz concluiu os estudos que visam à modernização de uma das três fábricas instaladas na unidade de Barra do Riacho, no Espírito Santo. As análises da empresa apontaram a necessidade de um investimento de R$ 240 milhões para a atualização tecnológica da chamada fábrica A, a mais antiga do complexo, inaugurada em 1978.

Segundo a Aracruz, o projeto de modernização deverá ser iniciado em agosto e tem como objetivo a melhoria da eficiência operacional da fábrica, por meio da redução de custos, de consumo de produtos químicos, de água e de energia. Além disso, a empresa quer qualificar a celulose produzida na fábrica para segmentos específicos do mercado mundial.

Após um projeto de modernização realizado em 1997, a fábrica A teve a capacidade de produção elevada a 550 mil toneladas por ano.

Com a demanda internacional bastante aquecida, puxada pela China, e os preços em alta, todas as fabricantes nacionais de celulose vêm anunciando pesados investimentos em expansão da capacidade, com vistas a aumentar suas participações no mercado mundial. Além disso, o processo de consolidação do setor, tido como inevitável, parece estar mais próximo e leva as companhias a se movimentarem no sentido de não se tornarem alvos.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Petróleo e Gás

OGX anuncia afretamento de duas unidades de perfuração
Valor Online
01/08/2008

SÃO PAULO - A OGX Petróleo e Gás dá mais passo rumo a sua operacionalização. A companhia do empresário Eike Batista anunciou hoje o fechamento de um contrato para o afretamento de duas unidades de perfuração semi-submersíveis que serão utilizadas para iniciar a campanha exploratória na Bacia de Campos a partir do segundo semestre de 2009.

Com esse novo contrato, a OGX abandona as negociações com a Queiroz Galvão Óleo e Gás Ltda, que previa o afretamento da unidade de perfuração Alaskan Star, negócio esse que foi anunciado ao mercado em 7 de julho.

O novo acordo foi fechado com a Diamond Offshore Netherlands B.V., subsidiária da Diamond Offshore Drilling Inc., um dos maiores fornecedores de plataformas de perfuração marítima do mundo, que atua no Brasil há mais de 30 anos.

A Diamond fornecerá à OGX a plataforma Ocean Lexington, que tem capacidade para perfurar poços de até 6.100 metros de profundidade, em lâmina d ? água máxima de até 610 metros, e a Ocean Ambassador, que também tem capacidade para perfurar poços de até 6.100 metros de profundidade, porém em lâmina d ? água mais rasa, de até 335 metros.

A OGX também comunicou que está em fase avançada de negociação para a contratação de até outras duas unidades de perfuração. " As Plataformas Ocean Ambassador e Ocean Lexington, juntamente com as novas unidades de perfuração em negociação, permitirão à companhia realizar toda a campanha exploratória de seu atual portfólio " , disse a OGX por meio de comunicado.


Petrobras prorroga prazo da licitação de navios offshore
Valor Econômico
29/07/2008

RIO - A Petrobras prorrogou por dois meses a entrega das propostas para a contratação de 24 navios de apoio às plataformas de petróleo e gás. O prazo para recebimento das propostas técnicas e comerciais das embarcações encerrava-se amanhã, data que agora ficou para 29 de setembro. A abertura dos envelopes será um dia depois. O adiamento ocorreu a pedido dos participantes da concorrência, que não conseguiram fechar a tempo os projetos dos navios encomendados pela estatal.

Os navios formam o primeiro lote de um total de 146 novas unidades de apoio às atividades de exploração e produção marítima com contratação prevista até 2014. As embarcações integram o 3º plano de renovação da frota de apoio marítimo da Petrobras, aprovado pela empresa em dezembro de 2007. O custo estimado de toda a encomenda é de US$ 5 bilhões.

Só o primeiro lote, com 24 unidades, deve superar US$ 1,5 bilhão. Fontes do setor dizem que os preços dos navios estão subindo puxados pelo aquecimento do mercado e pelos fornecedores dos equipamentos. Uma das perguntas já feitas à Petrobras é se os navios podem ter propulsão convencional (só a diesel) para baratear o projeto. Isso porque nas especificações da licitação a empresa exige propulsão diesel-elétrica. Entre os navios do primeiro lote há nove AHTS (Anchor Handling Tug Supply), dez PSVs (Plataform Supply Vessel), três ORSVs (Oil Recover Supply Vessel) e dois rebocadores, conhecidos pela sigla TS (do inglês Tug Supply).

" Fomos um dos que pediram o adiamento (do prazo da licitação) porque não conseguimos fechar a proposta para entrega à Petrobras " , disse Luiz Maurício Portela, diretor-presidente da Companhia Brasileira de Offshore (CBO), empresa do grupo Fischer. A CBO discute os projetos dos navios a serem construídos com três empresas: Ulstein, Rolls-Royce e Vik Sandvik.

O fechamento das propostas é complexo pois envolve os estaleiros, que fazem a cotação dos navios, e os armadores, que fecham o preço final incluindo o custo de operação das embarcações. Nesta modalidade de licitação, a Petrobras afreta os navios das armadoras que apresentarem melhor proposta. Comenta-se no mercado que há 23 armadores na disputa.

Fontes do setor dizem que os projetistas, concentrados na Noruega, não conseguiram fechar os projetos muito em função do período de férias no Hemisfério Norte. Diversos participantes não teriam recebido os projetos de engenharia com as novas configurações dos navios, de acordo com o exigido pela Petrobras.

A Petrobras informou que em processos dessa complexidade adiamentos na entrega das propostas são previstos no cronograma de contratação. No convite é estipulado um prazo máximo para a entrega das embarcações. Portanto, segundo a estatal, o cronograma do projeto continuará de acordo com o planejado.

(Francisco Góes | Valor Econômico)

Siderurgia

Fábrica de cimento da CSN deve começar a operar no início de 2009
Valor Online
01/08/2008

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou hoje que está na fase final de montagem da sua fábrica de cimento, que deve começar a operar no início do próximo ano, com produção de 1 milhão de toneladas já em 2009.

Ainda segundo a empresa, a matéria-prima para a produção do cimento será a escória resultante da produção de aço gerada na operação dos alto-fornos da Usina Presidente Vargas da CSN. A estimativa é que a capacidade de produção atinja 2,3 milhões de toneladas anuais a partir de 2010.

ArcelorMittal fecha trimestre com bons resultados
Valor Online
30/07/2008

SÃO PAULO - O segundo trimestre significou para a ArcelorMittal um lucro líquido de US$ 5,839 bilhões e vendas de US$ 37,840 bilhões. Um ano antes, esses montantes corresponderam a US$ 2,723 bilhões e US$ 27,223 bilhões, respectivamente. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) aumentou 51% entre abril e junho, para US$ 8,046 bilhões, ante os US$ 5,326 bilhões somados no segundo trimestre de 2007.

No primeiro semestre deste exercício, a siderúrgica obteve lucro líquido de US$ 8,210 bilhões, acima dos US$ 4,973 bilhões da metade inicial do ano passado. As vendas totalizaram US$ 67,649 bilhões, excedendo os US$ 51,699 bilhões dos seis primeiros meses de 2007. O lucro antes de de juros, impostos, depreciação e amortização ficou em US$ 13,090 bilhões, comparáveis aos US$ 9,672 bilhões de janeiro a junho do calendário anterior.

O bom desempenho foi relacionado a preços e à produção de aço maiores.

"Estamos satisfeitos com os resultados apresentados no primeiro semestre de 2008, com Ebitda de US$ 13,1 bilhões, ou 35% a mais do que em mesmo período de 2007. Isto reflete a diversidade e a força do modelo de negócios da ArcelorMittal", sustentou o executivo-chefe da companhia, Lakshmi N. Mittal.

Ele acrescentou que a empresa continua em busca de oportunidades para ampliar sua suficiência em matéria-prima.

Para o terceiro trimestre deste ano, a expectativa é de um Ebitda superior a US$ 8,5 bilhões, conforme consta de nota disponível na página eletrônica da ArcelorMittal.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

Tecnologia

Software como serviço estará em 90% das lojas eletrônicas até 2013
Valor Online
30/07/2008

SÃO PAULO - Até 2013, 90% das empresas de comércio eletrônico (e-commerce) vão utilizar pelo menos um serviço tendo como base um software como serviço (SaaS). Isso deverá ocorrer apesar de, atualmente, o ritmo de adoção desses serviços ser bastante lento entre as companhias desse setor, afirma a consultoria Gartner, responsável pelo estudo.

Segundo ela, em cinco anos, 40% das novas iniciativas de e-commerce serão lançadas com sistemas totalmente baseados em SaaS. Entre os 90% que utilizarão pelo menos uma modalidade desses serviços, os mais procurados, segundo o Gartner, serão os sistemas de análise de usuários, recomendação de produtos e mecanismos de vendas com base em redes sociais.

"A tendência de adoção de aplicações de SaaS afetou as áreas de gerenciamento de relações com clientes (CRM, na sigla em inglês), entre outras, e o comércio eletrônico não é uma exceção a essa tendência", afirmou o vice-presidente de Pesquisa do Gartner, Gene Alvarez. "As soluções de SaaS para comércio eletrônico permitem que as companhias que não tinham condições de implantar sistemas de e-commerce próprios passem a competir online. Eles oferecem páginas de internet completas e permitem que os fornecedores de SaaS para e-commerce formatem serviços específicos para cada cliente", acrescentou.

Mesmo assim, o Gartner acredita que pelos próximos dois anos, haverá mais movimentação das empresas na melhoria de suas páginas de e-commerce atuais do que na contratação de SaaS para essa área. Isso ocorre, entre outros motivos, por conta do medo das companhias de que seus competidores adotarão o mesmo serviço, limitando sua vantagem competitiva; porque os atuais sistemas não suportam serviços de vendas para outras empresas; pela preocupação de que o sistema não irá se integrar corretamente com outros aplicativos já em uso pela companhia; e pela falta de confiança em relação à segurança das informações de clientes e da própria empresa, gerenciada por esses sistemas.

"O SaaS para o comércio eletrônico é uma solução viável para algumas empresas, porém, elas precisam decidir com base na capacidade do fornecedor de atender seus requisitos técnicos e funcionais, assim como adaptar a forma de pagamento da assinatura", afirma Alvarez.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Tecnologia de análise biométrica vai movimentar US$ 7,3 bilhões por ano em 2013, diz ABI
Valor Online
28/07/2008

SÃO PAULO - O mercado de tecnologia de segurança baseado em informações biométricas (que utilizam partes do corpo como senha de acesso a equipamentos e informações protegidas) deverá movimentar US$ 7,3 bilhões em 2013, contra US$ 3 bilhões neste ano.

Segundo a consultoria ABI Research, o interesse nesse tipo de tecnologia começou a tomar forma no início da década, por conta do medo gerado pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. De lá para cá, embora a biometria tenha crescido lentamente, as integradoras que apostaram nessa tecnologia têm trabalhado para provar sua importância e eficiência, assim como para permitir que possa ser utilizada de forma ampla.

"Ao longo dos próximos cinco anos o esforço para criar padrões para tecnologias de biometria será recompensado com um crescimento significativo na adoção desses sistemas", afirma o analista da consultoria, Jonathan Collins.

O crescimento, afirma a ABI, será liderado pela maior ênfase na segurança tanto no setor público como no privado. Ele, porém, estará limitado ao surgimento de padrões tecnológicos que permitam seu uso por mais sistemas integrados.

Sistemas de reconhecimento da face, da voz, da íris e da mão já surgiram e estão sendo adotados de forma independente. Em conjunto com a análise de impressões digitais, continuarão a ser as informações biométricas mais utilizadas nos próximos anos. Ainda assim, na opinião da ABI, será essencial que as empresas entendam o potencial de cada uma dessas tecnologias, assim como de sua combinação, para melhor proteger suas informações e equipamentos.

A consultoria também identifica uma outra vertente de interesse em biometria: seu uso como forma conveniente e mais simples de acelerar transações do dia-a-dia. Segundo a ABI, os dados biométricos já começam a ser utilizados para permitir acesso a notebooks, celulares e para simplificar e acelerar o processo de acesso a informações protegidas. Na opinião da ABI, a biometria vai, cada vez mais, ser utilizada para proteger dados privados e pessoais, além de informações públicas.

(José Sergio Osse | Valor Online)

SAP tem lucro 9% menor no trimestre, mas eleva expectativas para o ano
Valor Online
29/07/2008

SÃO PAULO - A gigante alemã de softwares corporativos SAP registrou lucro líquido de 408 milhões de euros no segundo trimestre, uma queda de 9% em relação a igual período do ano passado. A retração, motivada por gastos relacionados à compra da Business Objects, porém, não impediu a companhia de elevar suas expectativas para o fechado do ano.

O faturamento da empresa aumentou 18%, chegando a 2,86 bilhões entre abril e junho. As vendas de softwares cresceram 25%, para 898 milhões de euros e as receitas com suporte a softwares se elevaram em 16%, para 1,099 bilhão de euros. Na área de serviços, o faturamento da SAP aumentou 12%, para 768 milhões de euros.

"Podemos atribuir nossa forte performance à boa execução geral e à continuidade da robustez em todas as três principais áreas de nossa atividade, as empresas estabelecidas, o mercado intermediário e as soluções para o usuário", afirmou a companhia em nota.

O resultado, considerado positivo, levou a SAP a elevar sua expectativa de faturamento para o ano. A companhia, que esperava um aumento nas receitas de 24% a 27%, afirma que suas vendas neste ano devem crescer a uma taxa mais próxima dos 27%. Além disso, a SAP acredita que encerrará o ano com margem operacional dentro da faixa que previa anteriormente, entre 28,5% e 29% - embora agora afirme que o resultado ficará próximo da parte superior desse intervalo.

Essas expectativas são expressas fora do padrão de contabilidade dos EUA (US GAAP), ao contrário dos outros números desse balanço. Elas também não incluem impactos negativos da compra de 4,8 bilhões de euros da Business Objects, negócio que foi completado no início deste ano.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Aplicações profissionais para sistemas GPS apresentam taxa de crescimento anual de 25%
Valor Online
28/07/2008

SÃO PAULO - As aplicações profissionais e industriais de sistemas de localização por GPS, embora menos conhecidas que aquelas voltadas para os consumidores, devem apresentar crescimento significativo nos próximos anos. Em média, esse segmento tem expansão de 25% ao ano, afirma a consultoria ABI Research.

Utilizados para agricultura de precisão, controle de máquinas de construção e para equipar aeronaves e embarcações, os aparelhos GPS profissionais tem sido cada vez mais adotados por companhias que necessitam de informações de posicionamento de qualidade e seguras.

"Enquanto o segmento de GPS industrial de precisão continua a desfrutar de níveis de crescimento de até 25%, eles não conseguem acompanhar a taxa de crescimento de três dígitos que tem sido observada em alguns segmentos de consumo, como aparelhos pessoais de navegação por GPS", afirma o analista da consultoria Dominique Bonte. "Ainda assim, os segmentos de GPS industrial são caracterizados por terem crescimento mais estável e sustentam margens mais altas em comparação aos mercados de consumo, sujeitos a tendências voláteis e lucratividade decrescente", diz.

Segundo a ABI Research, para obter exatidão na casa dos centímetros, e mesmo na dos milímetros, a tecnologia GPS é levada ao extremo nessas aplicações. Os aparelhos industriais utilizam duas freqüências diferentes e sistemas de Cinemática em Tempo Real (RTK, na sigla em inglês), que combinam sinais de informação e de correção para compensar erros na medição causados pela atmosfera e por diferenças nos horários de medição. Normalmente, esses aparelhos profissionais são complementares a sistemas de posicionamento por sonar, radar, rádio, laser e mesmo óticos.

(José Sergio Osse | Valor Online)


 

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