Sexta-feira, 08/08/2008
Ano VIII – edição 330

Agronegócio

Marfrig vai exportar carne aos EUA de unidades no Uruguai e Argentina
Valor Online
04/08/2008

SÃO PAULO - O frigorífico Marfrig vai continuar exportando carne para os Estados Unidos a partir de suas unidades localizadas no Uruguai e Argentina. Essas unidades vão embarcar carne cozida e "beef jerky" (espécie de carne seca) para o mercado americano enquanto as exportações brasileiras estiverem suspensas. No primeiro semestre de 2008 as vendas de carne cozida aos Estados Unidos representaram 4,2% das exportações de carne bovina processada da Marfrig a partir do Brasil, informa comunicado da empresa.

O Ministério da Agricultura suspendeu a emissão do Certificado Sanitário Internacional que permite a exportação de a carne bovina processada para os EUA até que seja analisado o cumprimento das exigências feitas pelos americanos. Nesta semana, o Ministério começa a fazer auditorias nos frigoríficos brasileiros habilitados a vender para esse mercado. Além disso, Brasil e EUA fecharam uma agenda de ações corretivas, que inclui o treinamento e reciclagem de técnicos de inspeção, dos frigoríficos e das auditorias. O relatório dessas ações será enviado pelo governo brasileiro ao órgão responsável no governo americano, que depois irá agendar uma missão para nova inspeção amostral até o fim do mês de agosto.

Em 15 de agosto, a Marfrig começa a produzir na unidade arrendada de Fray Bentos, no Uruguai, o que vai ampliar o fornecimento de produtos para os EUA. Essa unidade tem capacidade de produção de 115 toneladas diárias de produtos enlatados e 10 toneladas ao dia de "beef jerky".

Minerva paga US$ 4 milhões por controle de frigorífico paraguaio
Valor Online
07/08/2008

SÃO PAULO - A Minerva iniciou processo de expansão no Mercosul ao anunciar hoje a aquisição de 70% do capital social da paraguaia Friasa, que é arrendatária em Assunção de uma planta frigorífica com capacidade de abate de 700 cabeças de gado por dia. A Minerva, que desembolsou US$ 4 milhões na operação, tem como estratégia a inserção em novos mercados através do país vizinho, que é livre de aftosa com vacinação.

Os termos do negócio estabelecem que a Friasa arrendará o frigorífico em Assunção pelo período de cinco anos, prorrogável por igual período. Embora o investimentos seja modesto, a Minerva aposta no potencial de produção e de vendas externas do país, bem como no avanço das negociações de abertura do mercado europeu para a carne paraguaia.

Oitavo maior exportador de carne bovina do mundo, o Paraguai envia carne bovina atualmente para destinos como Rússia, África do Sul, Vietnã, Israel e Hong Kong e Chile, sendo que neste último país tem 55% do mercado.

Bancos

Unibanco melhora projeção para carteira de crédito em 2008
Valor Online
07/08/2008

SÃO PAULO - Assim como ocorreu nos três primeiros meses deste ano, o Unibanco viu no segundo trimestre um desempenho acima do esperado em suas carteiras de crédito voltadas a grandes empresas e ao financiamento de veículos. Por esse motivo, o banco decidiu fixar na ponta mais alta a sua estimativa para expansão do crédito em 2008, que passou de um intervalo de 20% a 25% para 25% cravados.

Assim como fizeram Bradesco e Itaú, o vice-presidente corporativo do Unibanco, Geraldo Travaglia, confirmou que a demanda das grandes empresas por crédito bancário doméstico cresceu diante da crise financeira internacional, que encareceu a captação de recursos no exterior. Como têm projetos de expansão em andamento, essas companhias optaram pelos bancos locais para não terem de adiar seus planos.

Diante desse cenário, o Unibanco elevou para até 20% a sua projeção de expansão para os empréstimos às grandes companhias, ante intervalo de 10% a 15% estimado anteriormente.

Além disso, o bom momento vivido pela indústria automobilística nacional está refletido na carteira de financiamento de veículos do Unibanco, que avançou 86,9% em relação ao segundo trimestre de 2007, para um saldo de R$ 10,76 bilhões registrado em 30 de junho último. Para esse setor, a projeção do banco para 2008 é de uma expansão de 45% sobre 2007.

Travaglia disse ainda que o aperto monetário iniciado em abril pelo Banco Central (BC) ainda não teve efeito sobre a carteira de crédito do Unibanco, tanto na expansão dos empréstimos quanto na inadimplência. Disse, no entanto, que o banco vem trabalhando no sentido de evitar uma contaminação da carteira, em especial no segmento de veículos, que mostra maior expansão.

A estratégia, segundo ele, é priorizar o financiamento de automóveis zero quilômetro comercializados em concessionárias, evitando as lojas multimarcas localizadas nas periferias dos grandes centros urbanos.

O Unibanco está alinhado ao bloco mais conservador das instituições nacionais quando se fala em projeção para a taxa de juros. Diferente da maioria, o banco acredita que a Selic continuará subindo durante todo o ano de 2009, chegando a dezembro do ano que vem em 15,25% ao ano.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Unibanco registra lucro de R$ 756 milhões no 2º trimestre
Valor Online
07/08/2008

SÃO PAULO - O Unibanco obteve lucro líquido de R$ 756 milhões no segundo trimestre de 2008, abaixo dos R$ 841 milhões somados um ano antes. Naquela ocasião, a instituição registrou R$ 203 milhões em fatores não recorrentes. Desconsiderando esses eventos, o ganho foi de R$ 638 milhões entre abril e junho de 2007.

Ao fim de junho deste calendário, o patrimônio líquido do Unibanco equivalia a R$ 12,697 bilhões, alta de 17,6% no confronto com junho de 2007, e os ativos totais somavam R$ 171,972 bilhões, com elevação anual de 32,7%.

"Desse crescimento, destaca-se, principalmente, a evolução de R$ 17,3 bilhões da carteira de crédito, sobretudo nos segmentos de financiamento de automóveis, PME, cartões de crédito e na carteira de originação própria de crédito consignado", observou em nota distribuída nesta quinta-feira.

Conforme a instituição, a carteira de crédito atingiu R$ 68,991 bilhões em junho de 2008. Um ano antes, havia alcançado R$ 51,664 bilhões.

No primeiro semestre deste exercício, o Unibanco verificou lucro líquido de R$ 1,497 bilhão, acima do R$ 1,422 bilhão da primeira metade do calendário anterior.

Lucro do BicBanco triplica para R$ 104 milhões no trimestre
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - O BicBanco encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 104,7 milhões, resultado mais de três vezes superior que os R$ 33 milhões observados em igual período do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE) foi de 27,5% no trimestre, alta de 10 pontos percentuais no comparativo anual.

No semestre, o banco, que tem foco no crédito para empresas de pequeno e médio porte (middle markert), embolsou R$ 196,6 milhões, alta de 142% sobre os R$ 81,2 milhões obtidos de janeiro a junho de 2006. O ROAE foi de 25,5%.

Em 12 meses, as operações de crédito da instituição subiram 57%, somando R$ 9,171 bilhões. O crédito corporativo representava 94,1% das operações, compreendido por empresas de médio e grande portes. O crédito consignado correspondia a 4,6% e o crédito pessoal, a 1,3% do total da carteira.

O resultado da intermediação financeira cresceu 90%, para R$ 203,4 milhões entre abril e junho, enquanto as receitas avançaram 36% e as despesas com intermediação subiram 10,7%. Já a receita com a prestação de serviços aumentou 50,8%, somando R$ 15,7 milhões.

O saldo da linha de capital de giro, principal produto do banco, somou R$ 5,158 bilhões ao final de junho, representando 56,2% do total da carteira de crédito, com crescimento 94,7% nos últimos 12 meses.

Os empréstimos vencidos a partir de 15 dias representavam 0,7% do total da carteira de crédito. Segundo o banco, o ambiente econômico favorável tem contribuído para que esta relação tenha permanecido abaixo de 2% nos últimos 3 anos.

No encerramento do trimestre, as provisões para cobertura de créditos de liquidação duvidosa acumularam um montante de R$ 167,2 milhões, saldo 40,8% superior ao do segundo trimestre de 2007. De acordo com banco, a provisão mantém um índice confortável de cobertura de 260,7% sobre os créditos vencidos a partir de 15 dias, e de 68,5% sobre a carteira D-H (de maior risco).

As despesas operacionais subiram 29%, para R$ 34,2 milhões e as despesas administrativas somaram R$ 29,1 milhões, alta de 34,8%. O resultado operacional somou R$ 109,9 milhões, crescimento de 153% sobre o segundo trimestre do ano passado.

Os ativos totais do banco somavam R$ 11,9 bilhões ao final de junho no segundo trimestre de 2008, apresentando uma expansão de 8,9% no trimestre e evolução de 34,4% no período de 12 meses.

O volume de recursos captados atingiu R$ 8,851 bilhões no trimestre, com aumento de 50,7% nos últimos 12 meses. Os depósitos a prazo, principal fonte de recursos, totalizaram R$ 5,253 bilhões e registraram crescimento 69,9% no mesmo período.

Os depósitos a vista, de poupança e interfinanceiros somaram R$ 592,2 milhões. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de crédito consignado lançado em março de 2008 registrou R$ 160,2 milhões e as obrigações por repasses do BNDES outros R$ 24,3 milhões. A captação externa atingiu R$ 1,607 bilhão, aumento de 26,2% no comparativo anual.

No trimestre, o índice de eficiência alcançou 34,8%, o que representa melhora de 14,2 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2007. O índice aponta o quanto os custos representam da receita.


Itaú lucra R$ 2,041 bi no 2º trimestre e R$ 4,084 bi no semestre
Valor Online
05/08/2008

SÃO PAULO - O Itaú encerrou o primeiro semestre de 2008 com lucro líquido consolidado de R$ 4,084 bilhões, excedendo em 1,7% os R$ 4,016 bilhões acumulados em mesmo período do ano passado. O lucro recorrente avançou 6,2%, indo de R$ 3,820 bilhões para R$ 4,057 bilhões.

Os ativos totais da instituição somavam R$ 343,870 bilhões ao fim de junho frente aos R$ 255,417 bilhões registrados um ano antes, elevação de 34,6%. A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, expandiu-se 41,3% em relação a igual período do exercício anterior, situando-se em R$ 148,1 bilhões.

"No Brasil, a carteira de crédito livre, pessoa física, avançou 38,3% em relação a junho de 2007, atingindo R$ 62,3 bilhões e o segmento de micro, pequenas e médias empresas cresceu 66,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 29,8 bilhões", informou o Itaú em nota.

O patrimônio líquido consolidado aumentou 14,3%, para R$ 30,341 bilhões, ante os R$ 26,545 bilhões em junho de 2007.

Apenas no segundo trimestre deste exercício, o Itaú verificou lucro líquido consolidado de R$ 2,041 bilhões, menor do que os R$ 2,115 bilhões obtidos em intervalo correspondente de 2007. O lucro recorrente foi de R$ 2,079 bilhões, comparável ao R$ 1,919 bilhão apurado um ano antes.

Bradesco confirma abertura de corretoras na Ásia e no Oriente Médio
Valor Online
04/08/2008

SÃO PAULO - O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, confirmou hoje a intenção do banco de abrir três corretoras na Ásia e no Oriente Médio. As unidades serão instaladas em Tóquio (Japão), Dubai (Emirados Árabes) e Hong Kong (China).

De acordo com o executivo, as corretoras serão focadas na distribuição primária e secundária de ativos de renda fixa e variável, e devem estar funcionando até o final deste ano. Os investimentos programados para a instalação das corretoras é de US$ 50 milhões.

Dando maior ênfase a Dubai, Cypriano informou que as três localidades apresentam grande demanda por investimentos em ativos brasileiros. " Não podemos perder essa oportunidade " , disse o executivo. Ele não descarta aquisições de corretoras no exterior, mas informou que não há nenhum negócio sendo observado no momento.

Cypriano apresentou hoje os resultados do Bradesco referentes ao segundo trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de R$ 2 bilhões, uma alta de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o ganho somou R$ 1,8 bilhão.

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Bradesco obtém lucro maior no 1º semestre, de R$ 4,105 bilhões
Valor Online
04/08/2008

SÃO PAULO - O primeiro semestre de 2008 significou para o Bradesco um lucro líquido de R$ 4,105 bilhões, sendo R$ 2,636 bilhões provenientes das atividades financeiras e R$ 1,469 bilhão advindos das operações do grupo em seguro e previdência. Nos seis primeiros meses do ano passado, o banco obteve lucro de R$ 4,007 bilhões.

Em uma base ajustada, o lucro semestral foi de R$ 3,909 bilhões frente aos R$ 3,506 bilhões verificados entre janeiro e junho de 2007.

A carteira de crédito, incluindo avais, fianças, valores a receber com cartões de crédito (compras parceladas e à vista) e cessão de crédito (FIDC), somou R$ 181,602 bilhões ao final de junho, com elevação de 38,8% em relação ao mesmo intervalo do exercício anterior. As operações com pessoas físicas corresponderam a R$ 65,872 bilhões e as com pessoas jurídicas ficaram em R$ 115,730 bilhões, avanço respectivo de 32,2% e 42,9%.

No primeiro semestre de 2008, o patrimônio líquido do banco aumentou 22,5% no confronto com os mesmos seis meses do calendário passado, atingindo R$ 33,711 bilhões.

Em junho, o Bradesco registrou ativos totais de R$ 403,271 bilhões, com acréscimo de 38,8% no confronto com intervalo equivalente de 2007. O retorno anualizado sobre os ativos totais médios foi de 2,3%. Em mesmo período do ano anterior, chegou a 2,9%.

Apenas no segundo trimestre, o lucro líquido da instituição foi de R$ 2,002 bilhões.


Construção

Lucro da Lopes cresce 19% no 2º trimestre e alcança R$ 16,8 milhões
Valor Online
08/08/2008

SÃO PAULO - A Lopes (LPS Brasil), empresa de consultoria e intermediação de vendas e lançamentos imobiliários, registrou lucro líquido de R$ 16,8 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um aumento de 19,2% em relação ao mesmo intervalo de 2007, quando o ganho líquido havia sido de R$ 14,1 milhões. Em termos ajustados, sem considerar a amortização de ágio, o lucro da empresa ampliou-se 39%, para R$ 19,9 milhões, ante os R$ 14,3 milhões apurados um ano antes, também em termos ajustados.

Ainda na comparação entre o segundo trimestre de 2007 e o de 2008, a receita líquida operacional avançou 136%, de R$ 32 milhões para R$ 75,8 milhões. As despesas também cresceram, para R$ 32,4 milhões, acima dos R$ 9,7 milhões apurados no segundo trimestre do ano passado.

O Ebtida ajustado (lucro antes da participação dos minoritários, do imposto de renda e contribuição social, resultado financeiro líquido, depreciação, amortização e resultado não operacional) cresceu 88% no intervalo e somou R$ 34,3 milhões. A empresa afirma, entretanto, que se for desconsiderado o desempenho no Rio de Janeiro, que ficou abaixo do esperado, a margem Ebtida (relação com a receita líquida) seria de 50,6% no período e não de 25,8%.

As vendas contratadas totalizaram R$ 3,279 bilhões, valor 191% maior do que o registrado entre abril e junho de 2007. Segundo a companhia, 93% desse montante derivou de lançamentos. Do total contratado, São Paulo representou 50% e Rio de Janeiro, 18%. Outros mercados responderam por 32% das vendas.

Foram vendidas no trimestre 12.543 unidades, com expansão de 226% em relação ao número apurado um ano antes. A empresa afirma que essa evolução se deve à expansão geográfica da atuação da companhia e ao crescimento orgânico das unidades em São Paulo.

Brasil Brokers faz aquisição de R$ 12,6 milhões na Bahia
Valor Online
07/08/2008

SÃO PAULO - Em linha com sua estratégia de expansão geográfica, a holding de corretoras de imóveis Brasil Brokers anunciou a compra de 70% da Triumphe Consultoria Imobiliária, empresa com atuação no mercado da Bahia.

De acordo com Fato Relevante divulgado pela companhia, valor estimado da aquisição é de R$ 12,6 milhões no cenário base, o que corresponde a seis vezes o lucro líquido auditado a ser apurado nos próximos 12 meses.

O pagamento será feito em três parcelas sendo a primeira delas um sinal de R$ 6,3 milhões, divididos da seguinte maneira: R$ 4,2 milhões em dinheiro e R$ 2,1 milhões em ações da companhia.

As demais parcelas serão pagas posteriormente, de forma que o valor total final pago será 50% em dinheiro e 50% em ações.

A Brasil Brokers também terá a opção de compra da participação remanescente de 30% no futuro, com base na cotação da ação da companhia na Bovespa. Da mesma forma os vendedores terão opção de venda da participação de 30%, só que com um desconto.

A aquisição ainda tem que ser aprovada pelos acionistas em assembléia geral.

CCP se associa com empresa americana para atuar com galpões no Brasil
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - A Cyrela Commercial Properties (CCP) firmou parceria a norte-americana AMB Property Corporation para atuar no segmento de galpões industriais e centros de distribuição no Brasil. O capital da sociedade, que será chamada de AMB CCP Logística, será dividido em 50% para cada um dos parceiros.

Pela sociedade, a ser formalizada em 45 dias, a administração também será partilhada, com membros de ambas as empresas na Diretoria e no Conselho Consultivo. A empresa não detalhou os termos financeiros da parceria.

"O objetivo da parceria consiste em aliar o conhecimento da CCP no mercado industrial brasileiro com a experiência e know how da AMB no mercado industrial internacional", informou a companhia em seu comunicado.

Satipel vai tomar financiamento de R$ 92 milhões no BNDES
Valor Online
05/08/2008

SÃO PAULO - A Satipel divulgou hoje um comunicado ao mercado em que informa que sua diretoria aprovou as condições de um financiamento que a empresa tomará no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A empresa, que atua no segmento de móveis, vai receber um empréstimo de R$ 92,155 milhões para custear os investimentos e o capital de giro para a implantação de uma nova linha de painéis de madeira aglomerada MDP (Medium Density Particleboard) na fábrica de Taquari, no Rio Grande do Sul.


Indústria Automoblística

Anfavea mantém previsões para mercado em 2008 apesar de alta nos juros
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) manteve suas previsões para o mercado automobilístico neste ano. Segundo a entidade, apesar do aumento nos juros no país, a decisão foi por manter, pelo menos por agora, suas expectativas para 2008.

Assim, a Anfavea acredita que o país fechará o ano com vendas de 3,06 milhões de veículos, uma expansão de 24,2% em relação a 2007. Desse total, 2,64 milhões serão veículos nacionais (alta de 21%) e 415 mil importados (expansão de 49,8%). A entidade ainda estima as vendas de máquinas agrícolas em 53,1 mil até o fim de 2008, 38,6% mais que no ano anterior.

As exportações, segundo a Anfavea, deverão cair 1% em unidades, para um total de 780 mil veículos. Em valores, porém, haverá alta de 7,4%, para US$ 14,5 bilhões.

Por fim, a produção de automóveis deve crescer, segundo a Anfavea, 15% neste ano, para 3,425 milhões de veículos. No caso das máquinas agrícolas, a alta entre 2007 e 2008 será de 30,8%, para um total de 85 mil unidades.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Brasil ultrapassa França e é o sexto maior fabricante de veículos
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - O Brasil ultrapassou a França no primeiro semestre deste ano e, com 2,01 milhões de veículos produzidos entre janeiro e julho, é agora o sexto maior fabricante do mundo. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no ano passado o país era o sétimo maior fabricante, atrás de Japão, China, EUA, Alemanha, Coréia-do-Sul e França. As cinco primeiras posições do ranking permaneceram inalteradas até julho.

De acordo com a entidade, o país tem ainda capacidade potencial para atingir uma produção de 3,85 milhões de unidades neste ano. Para 2009, já considerando os planos de expansão das montadoras instaladas no país, a previsão é que a capacidade aumente para 4 milhões. A Anfavea, porém, acredita que a capacidade poderá crescer ainda mais.

"Os anúncios de grandes investimentos não acabaram", afirmou o presidente da entidade, Jackson Schneider. "Acredito que, nos próximos meses, devem ocorrer novos anúncios de investimentos", acrescentou.

Segundo ele, mesmo sem anúncios de aplicações em expansão de capacidade, as empresas trabalham constantemente para elevar seu potencial de produção. Para Schneider, o limite da capacidade da indústria automotiva brasileira é "elástico".

"Há um outro esforço, praticamente contínuo das montadoras, para elevar capacidade além dos pesados investimentos, que é o aumento da produtividade das linhas existentes", explica. "As montadoras examinam continuamente os gargalos da produção, para resolver problemas e elevar sua capacidade", completou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Licenciamento de veículos avança 32,6% em julho em relação a 2007
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - As montadoras de veículos instaladas no Brasil licenciaram 288,1 mil veículos em julho, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O volume refere-se aos automóveis novos nacionais e importados com base nos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Os licenciamentos do sétimo mês de 2008 foram 32,6% acima dos registrados no mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas no varejo 217,4 mil unidades. Ante junho, o crescimento foi de 12,6%, ocasião em que foram emplacados 256 mil veículos.

De janeiro a julho deste ano, foram licenciados 1,7 milhão de veículos, aumento de 30,4% perante igual intervalo de 2007 (1,3 milhão).

(José Sergio Osse | Valor Online)

Produção de veículos sobe 19,8% em julho perante 2007, mostra Anfavea
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - As montadoras instaladas no país produziram 320,1 mil veículos em julho, um crescimento de 19,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram fabricadas 267,1 mil unidades. Perante junho (309,2 mil), o aumento foi de 3,5%.

No acumulado do ano, foram produzidos 2,01 milhões de veículos, alta de 21,8% ante o intervalo de janeiro a julho de 2007.

A informação foi divulgada nesta manhã pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

(José Sergio Osse | Valor Online)

Mineração

Vale admite rever para cima investimentos de US$ 59 bilhões até 2012
Valor Online
07/08/2008

RIO - O presidente-executivo da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, afirmou que a empresa pode rever para cima o valor de investimentos de US$ 59 bilhões previstos para ocorrerem até 2012 nos projetos em desenvolvimento atualmente.

"A tendência é elevar os investimentos de US$ 59 bilhões, principalmente onde há mais recursos para crescer, mais reservas para crescer, que é nas áreas de cobre e de carvão", frisou o executivo.

A previsão da companhia é de que a produção de carvão passe dos 2,2 milhões de toneladas de 2007 para 15 milhões de toneladas em 2012, mas Agnelli afirmou que esse volume pode atingir 40 milhões de toneladas.

Entre os projetos da companhia para o produto estão Moatize, em Moçambique, e minas em desenvolvimento na Austrália. Segundo o executivo, o desenvolvimento de uma segunda fase em Moatize e a utilização da mina australiana de Belvedere podem contribuir para que as 40 milhões de toneladas sejam atingidas.

Na área de cobre, a Vale projeta pular dos 284 mil toneladas métricas produzidas no ano passado para 592 mil toneladas métricas em 2012, mas Agnelli não descarta chegar a 1 milhão de toneladas métricas no período.

O executivo frisou que o objetivo primário da companhia é o crescimento orgânico, mas não descartou a possibilidade de aquisições. Ele ressalva, entretanto, que considera improvável a compra de uma grande empresa.

"A prioridade é crescimento orgânico e uma aquisição é possível, sempre é possível. Mas não é provável, porque tudo depende de preços, de retorno e pouquíssimas empresas no mundo têm o pipeline de projetos como tem a Vale", disse. "Uma grande aquisição não é provável. Pequenas aquisições sim, para reforçar a nossa base de ativos", acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Agnelli acredita que Vale terá ano superior a 2007
Valor Online
07/08/2008

RIO - Os resultados obtidos pela Vale do Rio Doce no segundo trimestre levaram o presidente-executivo da mineradora, Roger Agnelli, a frisar que 2008 deverá ser um ano melhor para a empresa do que 2007, quando a companhia registrou lucro líquido recorde, de R$ 20 bilhões. A companhia fechou os seis primeiros meses deste ano com lucro líquido de R$ 6,827 bilhões, de acordo com as normas contábeis brasileiras.

No primeiro trimestre do ano, a mineradora encarou problemas como um acidente no porto fluminense de Guaíba e as seguidas paralisações do transporte da ferrovia Carajás, por força de invasões, eventos que afetaram o desempenho entre janeiro e março. Desde então, segundo Agnelli, as operações da empresa se mostraram mais consistentes, com recorde de produção de minério de ferro e os benefícios do reajuste de 65% para o produto.

Mesmo as recentes quedas das commodities metálicas foram consideradas normais por Agnelli. Na visão do executivo, depois de bater no teto de US$ 55 mil por tonelada no ano passado, os preços do níquel caíram hoje para a casa de US$ 18 mil por tonelada, "mais condizente com a realidade de oferta e demanda no mercado internacional".

"Então certamente o ano de 2008 será o melhor ano da história da Vale, tanto em termos de produção, quanto em termos de crescimento de capacidade de produção, e também em termos de resultados", frisou o presidente da mineradora.

Para o executivo, a despeito da crise desencadeada pelo setor subprime nos Estados Unidos, os países que mais demandam a produção da Vale - China e Brasil principalmente - continuam apresentando crescimento robusto.

"Vemos um cenário muito positivo para os negócios de recursos naturais no mundo inteiro", afirmou Agnelli. "No mês de julho já tivemos um desempenho bem melhor do que a média do segundo trimestre do ano, o que deverá ser o comportamento até o final do ano", acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Mudança em lei contábil dobraria lucro da Vale no trimestre
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - O processo de convergência do sistema contábil brasileiro para o padrão internacional, conhecido como IFRS, deve trazer mudanças significativas a partir do ano que vem, quando a maior parte dos dispositivos da lei 11.638/07, que altera a Lei das S.A., estiver regulamentada.

Segundo informação divulgada pela Vale do Rio Doce em seu relatório sobre o desempenho financeiro no segundo trimestre, se a mudança na forma de contabilização das variações cambiais tivesse sido aplicada, ela aumentaria o lucro da companhia em R$ 4,655 bilhões no período de abril a junho deste ano, que passaria a somar R$ 9,228 bilhões.

A alteração na forma de se contabilizar os efeitos das variações cambiais sobre investimentos no exterior está prevista na Deliberação nº 534 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que adota o Pronunciamento contábil número 2 emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

Por esta nova regra, que passa a ser obrigatória a partir do balanço fechado deste ano que for publicado em 2009, os efeitos desta variação contábil passam a ser registrados no patrimônio líquido da empresa, e não afetam mais na demonstração de resultados (ou o lucro), como ocorre hoje.

No primeiro trimestre, pelo mesmo motivo, o efeito positivo no lucro da Vale seria de R$ 829 milhões. No semestre, a mudança no sistema de contabilização da variação cambial ampliaria o lucro da Vale em R$ 5,484 bilhões, que passaria de R$ 6,826 bilhões para R$ 12,310 bilhões.

(Fernando Torres | Valor Online)

Vale investe US$ 1,6 bi em navios para entregar minério na China
Valor Online
04/08/2008

SÃO PAULO - A Vale do Rio Doce informou que encomendou a construção de 12 navios graneleiros à Rongsheng Shipbuilding and Heavy Industries. Os navios terão capacidade de 400 mil toneladas cada e serão usados para o transporte de minério de ferro entre o Brasil e Ásia, com destaque para a China.

O investimento total previsto na construção das embarcações é de US$ 1,6 bilhão, sendo que o primeiro navio tem entrega prevista para o início de 2011 e os demais devem ficar prontos até o fim de 2012. "Os navios encomendados são os maiores navios graneleiros para minério a serem construídos no mundo", diz a empresa em comunicado.

A mineradora tem investido no segmento de logística diante do significativo aumento do preço dos fretes marítimos (140% em dois anos), que tornam o produto da Vale menos competitivo que o de algumas de suas rivais, como é o caso da Rio Tinto e da BHP Billiton, que estão mais perto do mercado consumidor. Este ano, por exemplo, as rivais conseguiram reajustar seus produtos entre 80% e 96%, ante aumentos de 65% a 71% aplicados pela Vale.

"Uma infra-estrutura logística altamente eficiente constitui-se em elemento-chave para a competitividade no mercado de minério de ferro", diz a companhia em comunicado.

Considerando os navios encomendados, além daqueles que a Vale já possui ou pretende converter para uso no transporte das suas mercadorias, a mineradora terá um frota com capacidade estimada de transportar 30,2 milhões toneladas métricas de minério de ferro por ano do Brasil para Ásia. Esse volume corresponde a 31% dos embarques da Vale para a China em 2007.

Além de investir na compra de navios, a mineradora brasileira disse que pretende usar trens mais longos nas suas ferrovias no país, com 330 vagões e locomotivas mais eficientes.

Papel e Celulose

VCP oferece R$ 2,7 bilhões por fatia adicional de 28% na Aracruz
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anunciou hoje que fechou acordo para a compra a participação de 28% que Arapar (do grupo Lorentzen) possui na Aracruz Celulose. Com isso, a VCP, que já detém 28% das ações da Aracruz, poderá assumir o controle da companhia.

A VCP se propõe a pagar R$ 2,71 bilhões pelas 127.506.457 ações ordinárias que a Arapar possui da Aracruz (R$ 21,25 por ação). A Arapar é uma holding composta pela família Lorentzen, grupo Moreira Sales, família Almeida Braga (do banco Icatu) e Gávea Fund, de Armínio Fraga.

A VCP informou ainda que Arainvest Participações (Grupo Safra), também integrante do bloco de controle, com 28% das ações ON, terá o prazo de 90 dias para se pronunciar sobre sua opção de exercer ou não o direito de preferência ou de venda conjunta de suas ações.

Outros investidor relevante da companhia é a BNDES Participações, com 12,49% das ações ON.

"Caso a Arainvest renuncie ao seu direito de preferência e de venda conjunta, a Votorantim Industrial (VID) e VCP buscarão negociar um acordo com Arainvest visando compartilhar o controle de Aracruz e VCP", diz o comunicado.

No caso de a operação se concretizar, a VID, controladora da VCP, pretende promover uma reorganização societária de Aracruz e VCP, a fim de capturar sinergias.

"Os administradores da VCP acreditam que a operação aqui descrita será vantajosa para os acionistas de ambas as companhias, formando uma líder mundial no setor de celulose e papel e reafirmando a posição do Brasil num mercado altamente competitivo e globalizado " , afirmou a VCP em comunicado.

O negócio ainda precisa passar pelo crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.

Há pouco, as ações ON da Aracruz, que tem baixíssima liquidez na Bovespa (devido ao pequeno volume de papéis) recuavam 30,72%, para R$ 10,80.


Petróleo e Gás

Petrobras desloca sondas de outras operações para explorar pré-sal
Valor Online
08/08/2008

RIO - A necessidade de desenvolvimento de áreas exploratórias no litoral brasileiro, especialmente na camada pré-sal, pode alterar o cronograma de utilização das sondas contratadas pela Petrobras. O diretor da área internacional da companhia, Jorge Luiz Zelada, afirmou que possíveis mudanças na alocação desses equipamentos ocorrem em função dos limites definidos nos contratos com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Zelada minimizou informações de que uma sonda produzida pela sueca Seven Marine, que deverá estar à disposição da empresa no primeiro semestre do ano que vem para perfuração de poços em águas profundas, não deverá mais ser alocada no Golfo do México, mas no litoral brasileiro.

"É uma sonda contratada pela Petrobras e a empresa vai alocar onde ela entender que seja mais importante naquele momento", ressaltou o diretor. "Nós podemos às vezes postergar algum programa exploratório em função de a companhia como um todo entender que há uma operação exploratória no Brasil que concorra para a utilização de um recurso como a sonda", acrescentou.

Zelada fez questão de enfatizar que a decisão de postergar a exploração de campos no Golfo do México - onde a estatal tem as áreas de Cascade e Chinook - não significa a redução da importância das operações internacionais da companhia.

"Temos planejado o programa exploratório e de desenvolvimento da produção de Chinook e Cascade. Isso permanece, são atividades que estão planejadas pela Petrobras. O programa pode estar postergado se a Petrobras entender que aquele recurso (sonda) é adequado para fazer outra operação em outro lugar", ressaltou.

A reavaliação do plano de investimentos qüinqüenal da companhia, previsto para ser divulgado provavelmente em setembro, também não contraria, segundo Zelada, a estratégia de internacionalização da companhia. Para o diretor, uma vez que a estratégia delineada para o refino prevê a produção de derivados em linha com as exigências dos mercados de Europa e Estados Unidos, "todo o foco da Petrobras na internacionalização das suas operações não muda".

(Rafael Rosas | Valor Online)


OGX Petróleo anuncia afretamento de mais uma unidade de perfuração
Valor Online
05/08/2008

SÃO PAULO - A OGX Petróleo e Gás, do empresário Eike Batista, anunciou hoje assinatura de contrato para o afretamento de mais uma plataforma de perfuração semi-submersível.

Esta é a terceira plataforma afretada pela companhia junto à Diamond Offshore Netherlands B.V., subsidiária da Diamond Offshore Drilling, Inc, um dos maiores fornecedores de plataformas de perfuração marítima do mundo.

As unidades serão utilizadas para iniciar a campanha exploratória da companhia na Bacia de Campos, prevista para o segundo semestre de 2009.

Na semana passada a OGX já havia fechado o contrato para as plataformas Ocean Ambassador e Ocean Lexington e hoje garantiu a Ocean Quest, que apresenta capacidade para perfurar poços de até 7.600 metros de profundidade, em lâmina d´água máxima de até 1.100 metros.

Tomando por base comunicado apresentado pela OGX na semana passada, mais um contrato de afretamento poderá ser fechado, elevando para quatro o número de plataformas contratadas. Segundo a companhia, essas unidades permitirão a realização de toda a campanha exploratória de seu atual portfólio.

Das três unidades, a Ocean Quest é a única que apresenta capacidade de produção em águas com mais de mil metros. A plataforma Ocean Lexington pode perfurar poços de até 6.100 metros de profundidade e opera em lâmina d´água máxima de até 610 metros. Já a Ocean Ambassador, que também tem capacidade para perfurar poços de até 6.100 metros de profundidade, atua em lâmina d´água mais rasa, de até 335 metros.

Petroquímica

De olho no Brasil, Braskem vai seguir reduzindo exportações
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - Com foco voltado ao atendimento do mercado interno, que mostra demanda crescente por resinas termoplásticas, a Braskem deve continuar reduzindo suas exportações durante a segunda metade deste ano, segundo admitiu hoje o presidente da companhia, Bernardo Gradin. De acordo com ele, a empresa fará o que for possível para continuar atendendo os clientes externos, mas a prioridade será abastecer o aquecido mercado local.

Uma das estratégias para manter o relacionamento com grandes clientes no exterior, visto que a Braskem tem grandes planos de internacionalização, é a de reduzir as vendas no mercado spot (à vista, de curto prazo) e seguir atendendo os contratos. A empresa, entretanto, preferiu não revelar quais regiões serão mais afetadas pela redução nos volumes exportados.

Durante o primeiro semestre deste ano, a Braskem vendeu no exterior 231,7 mil toneladas de resinas termoplásticas, o que representa uma queda de 46% em relação ao mesmo período de 2007, quando o volume de vendas somou 431,5 mil toneladas. A principal redução foi verificada no PVC, cujas exportações recuaram 62%, para 10,8 mil toneladas.

A Braskem anunciou hoje os resultados referentes ao segundo trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de R$ 383 milhões, uma alta de 36% sobre igual intervalo de 2007. Com a receita em queda, o resultado das operações financeiras, positivo em R$ 407 milhões, foi o grande responsável pelo lucro trimestral.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Siderurgia

ArcelorMittal anuncia investimento de US$ 1,6 bilhão no Brasil
Valor Online
07/08/2008

SÃO PAULO - A ArcelorMittal fará novos investimentos, da ordem de US$ 1,6 bilhão, em suas operações de aço carbono longo no Brasil. Os aportes se somam ao US$ 1,2 bilhão anunciado anteriormente, relacionado com a expansão da unidade de Monlevade, em Minas Gerais.

Segundo a empresa, com esses novos recursos, a capacidade de produção de aço bruto no segmento de aço carbono longo no Brasil aumentará em 2,6 milhões de toneladas. Isto representa, notou, uma elevação de 3,9 milhões de toneladas por ano para 6,5 milhões de toneladas anuais. O investimento deverá ser concluído dentro de 30 meses.

O local final para esses novos recursos será anunciado após a conclusão de estudos de viabilidade que já estão em curso, destacou a ArcelorMittal.

Separadamente, os trabalhos para ampliar a capacidade da usina de Monlevade devem ser concluídos em 30 meses. A companhia calcula que 6 mil pessoas estarão empregadas no pico da fase de construção do projeto. Em razão da expansão da capacidade da unidade, serão criados 400 empregos diretos. Atualmente, a planta conta com 1,2 mil trabalhadores.

As informações constam de nota disponível na página eletrônica da ArcelorMittal.

(Juliana Cardoso | Valor Online)


Gerdau ampliará Açominas e prevê novas plantas em Pernambuco e Espanha
Valor Online
06/08/2008

SÃO PAULO - A análise de vários economistas indicando que as economias brasileira e mundial devem se desacelerar no ano que vem não freia os planos de investimento da Gerdau. A siderúrgica anunciou hoje que fará um aporte de US$ 277 milhões para ampliar a capacidade de produção da Açominas, em Ouro Branco (MG), de 4,5 milhões de toneladas para 5 milhões toneladas anuais a partir de 2010.

A informação foi divulgada pelo executivo-chefe da empresa, André Gerdau Johannpeter, que também revelou que a empresa estuda construir uma nova unidade produtora de vergalhões em Pernambuco, que demandaria aportes de US$ 400 milhões na primeira fase, com capacidade de 500 mil toneladas, e que estaria pronta em 2011. Numa segunda etapa, a produção poderia subir para 1 milhão de toneladas.

O executivo informou ainda que a siderúrgica tem planos para desenvolver uma planta de vergalhão na Espanha, com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas, que atenderia o mercado de construção civil na região. Atualmente, a empresa atua no segmento de ações especiais naquele país, por meio da Sidenor. Para esta unidade, ainda não existe orçamento previsto de investimento.

Na avaliação do CEO da empresa, os sinais sobre o desempenho da economia dos EUA no ano que vem são variados (mostrando melhora e piora), enquanto na Ásia e na América Latina as indicações são de que a demanda seguirá forte. De qualquer forma, segundo Gerdau, mesmo que houvesse um sinal de menor crescimento econômico em 2009, isso "não teria impacto no plano de investimentos" da empresa, que define suas estratégias de olho no longo prazo.

Para o vice-presidente executivo de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores da Gerdau, Osvaldo Schirmer, a empresa tem na diversificação geográfica e de produtos uma maneira de se defender de possíveis problemas conjunturais de crescimento em determinadas regiões do mundo.

No primeiro semestre deste ano, uma fatia de 35,9% da receita da empresa veio das operações no Brasil, 34,7% da América do Norte, 10% da América Latina (sem Brasil) e 19,4% da divisão de Aços Especiais, que tem como mercados grandes mercado o Brasil e a Europa.

No primeiro semestre de 2008, o lucro líquido consolidado da Gerdau subiu 38,3%, para R$ 3,214 bilhões, perante os R$ 2,324 bilhões da primeira metade do exercício anterior. O faturamento da empresa no período foi de R$ 22,315 bilhões, com avanço de 35,2%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) expandiu-se 51,7% e atingiu R$ 4,731 bilhões. A produção de aço bruto (placas, blocos e tarugos) totalizou 10,8 milhões de toneladas, com elevação de 25,6% ante 2007, e a de laminados situou-se em 9,2 milhões de toneladas, alta de 27,6%.

(Fernando Torres | Valor Online)

Fábrica de cimento da CSN deve começar a operar no início de 2009
Valor Online
01/08/2008

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou hoje que está na fase final de montagem da sua fábrica de cimento, que deve começar a operar no início do próximo ano, com produção de 1 milhão de toneladas já em 2009.

Ainda segundo a empresa, a matéria-prima para a produção do cimento será a escória resultante da produção de aço gerada na operação dos alto-fornos da Usina Presidente Vargas da CSN. A estimativa é que a capacidade de produção atinja 2,3 milhões de toneladas anuais a partir de 2010.

Tecnologia

Lucro da Cisco sobe 4,4% para US$ 2 bilhões
Valor Online
05/08/2008

SÃO PAULO - A Cisco encerrou seu quarto trimestre fiscal, terminado em junho, com lucro líquido de US$ 2,01 bilhões, montante 4,4% maior do que o apurado no mesmo intervalo de 2007, quando o ganho líquido foi de US$ 1,93 bilhão.

O resultado equivale a lucro de US$ 0,33 por ação. Em termos ajustados, o ganho foi de US$ 0,40, acima das previsões dos analistas de mercado de US$ 0,39 por ação.

As vendas da companhia aumentaram 9,9% no período analisado e somaram US$ 10,36 bilhões. A previsão da companhia é de que no próximo trimestre as vendas tenham aumento de 8%.

Os papéis da empresa que já tinham subido 3% no neste pregão, para US$ 22,65 na Nasdaq, estenderam o ganho em 6,75% no pregão eletrônico após a divulgação do balanço.

Consultoria prevê demanda por 8 milhões de mininotebooks em 2008
Valor Online
04/08/2008

SÃO PAULO - Um relatório indica que, apenas neste ano, serão vendidos 8 milhões de netbooks - computadores portáteis de baixo custo e funções limitadas. O resultado é significativo, considerando que eles, que vêm sendo considerados uma nova categoria de PCs, praticamente não existiam em 2007, afirma a consultoria taiwanesa Market Intelligence Center (MIC). A entidade afirma que esse volume pode mais que dobrar em 2009, para 18 milhões de unidades vendidas.

O barateamento dos componentes, a demanda por aparelhos mais leves e baratos para acesso à internet e funções básicas, assim como a segmentação do mercado são os fatores que têm dado impulso a essa nova categoria de PCs portáteis. Inicialmente criados para utilização em atividades educacionais, esses aparelhos caíram nas graças de usuários corporativos e do público em geral, multiplicando a demanda.

A categoria foi praticamente inaugurada pela também taiwanesa Asustek, com o seu EeePC, lançado no ano passado. Atualmente, a companhia já tem diversas versões desse modelo, inclusive uma versão para mesa (desktop). Seguindo seu exemplo, outras empresas de Taiwan também começaram a apostar nessa nova categoria, com destaque para a Acer e seu Aspire One e para a Micro-Star International, com seu MSI Wind. Mesmo gigantes do setor como a Hewlett-Packard (HP) e a Dell já têm ou estão prestes a lançar modelos próprios de netbooks.

Em julho, o executivo-chefe da Asustek, Jerry Shen, afirmou que sua empresa terá demanda por 5 milhões de EeePCs neste ano, volume que deve chegar a 10 milhões em 2009.

A preocupação, inclusive entre os fabricantes, gira em torno de uma possível frustração em relação ao desempenho dos aparelhos se utilizados de forma inadequada - em atividades complexas, não suportadas por sua configuração básica. Outro fator que preocupa é a possibilidade de saturação do mercado, uma vez que muitos avaliam que a maioria dos consumidores não tem necessidade de um segundo notebook, especialmente um mais básico e com tela menor - como é comum na nova categoria.

O lançamento recente de vários modelos, embora possa realmente levar a uma saturação, deve também reduzir os já baixos preços desses PCs, por conta da competição entre as marcas. Segundo a MIC, isso pode ser interessante para os consumidores.

A nova categoria tem, particularmente, boas perspectivas em países emergentes, muito sensíveis a preços e com alta necessidade de inclusão digital. No Brasil, a Positivo Informática começou a fabricar sua versão dessa categoria, o Mobo, no fim do primeiro semestre. Segundo o presidente da companhia, Hélio Rotenberg, a demanda no início das vendas superou as expectativas.

(José Sergio Osse | Valor Online)

 

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