Sexta-feira, 15/08/2008
Ano VIII – edição 331

Agronegócio& Alimentos

SLC Agrícola toma financiamento de R$ 62 milhões com recursos do FNE
Valor Online
12/08/2008

SÃO PAULO - A SLC Agrícola informou hoje que firmou acordo com para tomar um financiamento de R$ 62,25 milhões em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que serão repassados pelo Banco do Nordeste do Brasil.

Os empréstimos tem vencimento entre 2014 e 2015 e carência de três anos para o início da amortização do principal. Os juros, de 8,5% ao ano, serão pagos anualmente, no mês de junho de cada ano. Como existe um bônus de adimplência de 15% na taxa do financiamento, o custo efetivo cai para 7,23% anuais se a empresa pagar as parcelas em dia.

Segundo comunicado da SLC, o montante deverá ser recebido até setembro de 2008 e será usado para "financiar as aquisições de máquinas, equipamentos, corretivos e obras e instalações nas fazendas Parnaíba, Palmeira e Planeste, no estado do Maranhão, e Panorama, Piratini e Palmares, na Bahia.


Lucro da Marfrig sobe mais de nove vezes, para R$ 66,4 milhões
Valor Online
13/08/2008

SÃO PAULO - O frigorífico Marfrig encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 66,4 milhões, resultado nove vezes maior do que o registrado em igual período do ano passado, quando a companhia embolsou R$ 7,4 milhões. No semestre o ganho foi de R$ 91,5 milhões, alta de 240% no comparativo anual.

De abril a junho, as vendas líquidas do frigorífico somaram R$ 1,21 bilhão, avanço de 57% no comparativo anual. O crescimento reflete a estratégia da companhia de exportar carne bovina "in natura" a clientes da União Européia por meio de suas unidades no Uruguai e Argentina. Os resultados também são consequência do inicio das atividades no segmento de frango.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou alta de 49% no comparativo anual, totalizando R$ 138,8 milhões. No entanto a margem apresentou leve baixa, recuando de 12% no segundo trimestre de 2007, para 11,4% agora.

A receita bruta somou R$ 1,32 bilhão, sendo que por uma pequena diferença o mercado interno respondeu pela maior parte dela. As vendas por aqui somaram R$ 698 milhões, enquanto as vendas externas totalizaram R$ 625 milhões. A União Européia representou 45,4% das exportações da empresa.

No trimestre, o custo do produto vendido subiu 57%, totalizando R$ 970,6 milhões. O principal componente do custo continuou sendo a aquisição de matéria-prima de gado, aves, suínos e grãos, que respondeu por 78,3% do total, contra 79,1% no segundo trimestre do ano passado.

Segundo a companhia, o aumento no preço da matéria prima, especialmente no Brasil, tem sido compensado pela elevação de preços de venda da carne bovina, suína e de aves no mercado internacional e pela absorção dos repasses aos mercados internos.

A companhia também aproveitou a divulgação dos resultados para anunciar um aumento de capital visando o financiamento da compra da Grupo OSI no Brasil e em diversos países da Europa.

O aumento de capital será de R$ 1,375 bilhão mediante a emissão de 63,995 milhões de ações ordinárias. A emissão será efetuada ao preço individual de R$ 21,50 (média das cotações dos últimos 60 dias mais um ágio de R$ 0,85). Os acionistas com posição até 12 de agosto terão preferência na subscrição, na proporção de 0,3137795 ação ordinária para cada uma ação que possuírem.

O prazo para exercício do direito de preferência será de 30 dias, a contar da data de publicação de aviso ao mercado, devendo os acionistas integralizar as ações dentro do mesmo prazo.

O negócio entre a Marfrig e a OSI foi firmado em 23 de junho e envolve, inicialmente, US$ 680 milhões, sendo US$ 400 milhões pagos em moeda e US$ 280 milhões em 20 milhões de ações ON da Marfrig que farão parte e serão emitidas ao mesmo preço do aumento de capital. A operação poderá envolver mais US$ 220 milhões, baseado no futuro desempenho dos negócios situados na Europa.

Bancos

BB pretende concluir compras de Nossa Caixa e Besc até o fim do ano
Valor Online
15/08/2008

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) quer concluir até o final deste ano as aquisições dos bancos Nossa Caixa e Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). O presidente da instituição, Antônio Francisco Lima Neto, disse hoje que o BB trabalha para anunciar até outubro a compra do banco catarinense e até novembro para Nossa Caixa.

O executivo confirmou que o BB já encerrou o processo de análise do valor dos ativos da Nossa Caixa, mas não revelou a cifra que será posta na mesa de negociações com o governo paulista. "Vamos começar a discutir preços nas próximas semanas", comentou ele, que afirmou "estar certo da possibilidade da incorporação".

Após chegar a um acordo sobre o valor da aquisição da Nossa Caixa, o negócio ainda precisará ser aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

O BB também atua para comprar os bancos do Piauí (BEP) e de Brasília (BRB), cujas negociações já estão em andamento. O diretor de Relações com Investidores do banco, Aldo Mendes, acredita que a aquisição do Banco do Piauí será mais simples e informou que o BRB já contratou uma consultoria para avaliar o valor de seus ativos. Ele não estabeleceu, no entanto, prazos para a conclusão desses negócios.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Lucro do BB cresce para R$ 1,6 bi no trimestre e R$ 4 bi no semestre
Valor Online
14/08/2008

BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, com aumento de 53,9% sobre os R$ 1,068 bilhão apurados em igual intervalo de 2007. O lucro líquido recorrente, desconsiderados efeitos extraordinários, ficou em R$ 1,463 bilhão, ante R$ 1,599 bilhão no mesmo período do ano passado.

No primeiro semestre, o lucro líquido do BB somou R$ 3,99 bilhões, evolução de 61,1% sobre o resultado de janeiro a junho do ano passado, de R$ 2,477 bilhões.

O banco estatal informou há pouco, em comunicado ao mercado, que o crescimento do crédito foi o motor do resultado. As operações de crédito e leasing passaram a responder por mais de 50% dos ativos rentáveis do BB no segundo trimestre.

A carteira de crédito global alcançou R$ 190,1 bilhões - expansão de 30,9% no acumulado em 12 meses, e de 10% no trimestre.

Destaque para as operações com pessoas físicas, que subiram 45,1% (R$ 40,5 bilhões) sobre o patamar de junho do ano passado, sendo 10,6% apenas entre abril e junho.

O crédito a empresas também teve variação significativa, de 38,9% em 12 meses e alta de 13,2% no trimestre, somando R$ 78,2 bilhões.

A carteira de financiamento a veículos atingiu R$ 4,7 bilhões, crescimento de 173,5% em relação a junho de 2007, e de 32,9% frente a março deste ano.

Tais variações ficaram acima das expectativas da direção do banco, que no início do ano apostava na alta de 25% da carteira de crédito em 2008. O resultado manteve o BB na liderança da oferta de crédito do sistema bancário, respondendo por 16,9% do crédito total.

O índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias foi de 2,5%, abaixo da média do sistema financeiro em 3% no primeiro semestre.

O resultado semestral corresponde a um retorno sobre o Patrimônio Líquido de 34%, contra 24,3% no mesmo período do ano anterior, e lucro por ação igual a R$ 1,57, contra R$ 1,00 no primeiro semestre de 2007. Com isso, o BB vai distribuir R$ 1,6 bilhão como remuneração aos acionistas, equivalentes a 40% do lucro líquido, dos quais R$ 731,9 milhões na forma de juros sobre o capital próprio e R$ 864,7 milhões em dividendos.


Com custo de captação menor que rivais,Nossa Caixa prioriza consignado
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - Ao contrário do que vêm dizendo os grandes bancos, a Nossa Caixa segue apostando no empréstimo consignado como carro-chefe de sua carteira de crédito. Ao final do segundo trimestre deste ano, o saldo dessas operações estava em R$ 4,1 bilhões, uma alta de 34,4% sobre o mesmo período de 2007.

O potencial de geração de rentabilidade desta modalidade de crédito tem sido questionado pelos maiores bancos do país, diante do aumento da taxa básica Selic. A Nossa Caixa, entretanto, coloca o consignado como prioridade para o seu desempenho futuro.

De acordo com o presidente do banco estatal paulista, Milton Luiz de Melo Santos, o diferencial da Nossa Caixa está no seu menor custo de captação de recursos. Ele explicou que quase todos os depósitos da Nossa Caixa são judiciais ou de poupança, que remuneram a Taxa Referencial (TR), mais 6% ao ano. Enquanto isso, continuou o executivo, as demais instituições têm seus depósito baseados principalmente em CDBs, que acompanham a remuneração do CDI (mais elevada).

Por esse motivo, esclareceu Melo Santos, a Nossa caixa tem condições de obter rentabilidade mesmo cobrando taxas mais baixas no empréstimo consignado.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Lucro da Caixa Econômica salta 53% no semestre, para R$ 2,5 bilhões
Valor Online
14/08/2008

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal fechou o primeiro semestre de 2008 com lucro líquido de R$ 2,543 bilhões, com crescimento de 53,5% sobre o ganho obtido em igual período de 2007, quando somou R$ 1,657 bilhão. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 44,9%.

O resultado bruto da intermediação da financeira foi de R$ 6,023 bilhões no primeiro semestre, aumento de 6,3% em relação a 2007. Já a receita com prestação de serviços cresceu 8,3%, para R$ 3,630 bilhões.

O saldo de operações de crédito somava R$ 58,124 bilhões no fim de junho deste ano, com alta de 29,2% em 12 meses. O destaque da carteira foram os empréstimos para obras de saneamento e infra-estrutura para entes do governo, que cresceram 47,6%, e os financiamentos para empresas, que tiveram alta de 32,8%.

A Caixa terminou o semestre com R$ 264,393 bilhões em ativos totais, um crescimento de 9,8% antes junho do ano passado. O patrimônio líquido, por sua vez, aumentou 25,5%, para R$ 12,48 bilhões.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

BB, Fator e Citi já fecharam avaliação da Nossa Caixa, diz presidente
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) encerrou no dia 5 de agosto o processo de avaliação dos ativos da Nossa Caixa, visando à formulação de uma proposta de aquisição do banco paulista. Também já foi finalizada a mesma avaliação feita pelos bancos Fator e Citibank, a pedido do governo do Estado de São Paulo.

A informação foi dada hoje pelo presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, que diz também que o JP Morgan foi contratado para fazer uma terceira avaliação. Essa última, segundo ele, é a que irá gerar o laudo de avaliação que será encaminhado para apreciação na Assembléia Legislativa paulista.

O executivo não soube dizer, no entanto, quando o laudo ficará pronto e nem informou o valor revelado na avaliação feita por Citi e Fator. Santos afirmou que as negociações entre BB e governo paulista caminham no sentido de uma incorporação da Nossa Caixa. Para ele, o negócio faz todo o sentido para o BB, que tem o desejo de aumentar sua presença no mercado paulista.

A Nossa Caixa anunciou hoje os resultados referentes ao segundo trimestre, quando obteve lucro líquido de R$ 410,9 milhões, uma alta de 38% ante mesmo período do ano passado. A ativação de créditos tributários no valor de R$ 501 milhões foi a grande responsável pela elevação, visto que o banco viu que suas despesas operacionais cresceram 65%, para R$ 449,7 milhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Banco Sofisa terá ADRs em Nova York e ações na Latibex
Valor Online
11/08/2008

SÃO PAULO - Em reunião do Conselho de Administração, o Banco Sofisa aprovou a listagem da companhia na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), por meio do programa de American Depositary Receipts (ADR), e na Latibex, Mercado de Valores Latinoamericanos, da Bolsa de Madri.

De acordo com a ata da reunião, a companhia pretende elevar a liquidez de suas ações com a listagem no exterior.

Outros bancos médios, com o Paraná Banco e Daycoval também estão em processo para listagem de ADRs, instrumento que permite que empresas estrangeiras sejam negociadas em Nova York.

Lucro do Paraná Banco aumenta 37% no trimestre
Valor Online
11/08/2008

SÃO PAULO - O Paraná Banco, instituição financeira que tem como foco o crédito consignado, encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 25,36 milhões, o que representa uma elevação de 37,9% sobre o ganho apurado no mesmo período de 2007, quando somou R$ 18,39 milhões. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio foi de 13,3% no período.

A melhora no lucro foi puxada pela alta do crédito, cujo saldo cresceu 63,5% em 12 meses, para R$ 1,416 bilhão. Diante deste avanço, o resultado bruto da intermediação financeira aumentou 62% na comparação anual, para R$ 62,56 milhões entre abril e junho deste ano.

Os depósitos totais do Paraná Banco aumentaram 58,8% em 12 meses, para R$ 1,039 bilhão. A instituição encerrou o mês de junho com ativos totais de R$ 2,160 bilhões, com alta de 30,4% em 12 meses. O patrimônio líquido subiu 8,1% no mesmo período, para R$ 806 milhões.


Eletroeletrônicos

Vendas de computadores crescem 31% no primeiro semestre, diz Abinee
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - O mercado brasileiro de computadores continua apresentando fortes taxas de crescimento, beneficiado pelo aumento da renda e pela queda nos preços dos produtos e componentes. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), houve um aumento de 31% nas vendas de PCs entre janeiro e junho, para um total de 5,6 milhões de unidades. Em igual período de 2007, foram vendidos 4,3 milhões de PCs.

O levantamento semestral da Abinee mostra ainda uma mudança na tendência de consumo de informática do brasileiro. Enquanto o volume de venda de computadores de mesa (desktops) aumentou 5% entre os primeiros semestres de 2007 e deste ano (para 3,9 milhões de unidades), o de computadores portáteis (notebooks) apresentou alta de 186% - para 1,7 milhão de unidades.

Na avaliação da entidade, os notebooks, ao fim do ano, representarão 42% das vendas de computadores, contra 58% dos desktops.

De acordo com o vice-presidente de Informática da entidade, António Hugo Valério, não há um estudo que avalie exatamente quando os notebooks ultrapassarão os desktops em volume de vendas. "Essas estimativas são difíceis, pois o comportamento de vendas não é linear. Mas, acho que em 2009, isso já se torne realidade", afirma. Para ele, o longo prazo é ainda mais promissor para esse tipo de aparelho. "Em 2010, os notebooks podem representar até 75% do volume de vendas de computadores", acrescentou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Apesar do dólar, indústria de eletroeletrônicos cresce 11% no semestre
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - O crescimento do emprego e da renda sustentaram o bom desempenho do setor de eletroeletrônicos do país no primeiro semestre, apesar dos desafios representados pela valorização do real e conseqüente aumento das importações. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o setor teve expansão de 11% entre janeiro e junho, na comparação com igual período de 2007. A entidade avalia em R$ 50 bilhões o faturamento da indústria nos primeiros seis meses do ano.

Para o fechado de 2008, o setor deve manter a taxa de crescimento de 11%, e atingir receita global de R$ 123,6 bilhões. A maior contribuição, afirma a Abinee, virá do segmento de informática, cujo faturamento deve crescer 19% no fim do ano, para R$ 35,8 bilhões. Ao fim do primeiro semestre, esse segmento acumulava expansão de 8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Segundo a entidade, o setor voltou a registrar, no primeiro semestre deste ano, uma taxa de expansão das receitas equivalente a duas vezes o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Para a entidade, essa é uma tendência que deve se manter nos próximos anos.

A Abinee afirma que o entusiasmo com o crescimento do setor é tal que as empresas têm acelerado o investimento em produção. "Há um grande esforço do setor produtivo para acompanhar o crescimento econômico do país", afirma o presidente da entidade, Humberto Barbato. "E vemos a mesma movimentação nas pequenas e médias empresas", acrescenta.

Pelas contas da Abinee, o setor deve investir R$ 4,9 bilhões neste ano, o equivalente a 4% do faturamento previsto - contra apenas 3% no ano passado. Entre as pequenas empresas, 90% afirmam que irão investir neste ano, em volume médio equivalente a 6,7% do faturamento líquido no período.

A entidade ainda se disse "surpreendida positivamente" pelo fato de que 85% das companhias que pretendem investir neste ano, o farão com capital próprio.

Apesar das boas perspectivas, a Abinee engrossa o coro dos que reclamam da valorização sustentada do real frente o dólar. Isso tem efeito negativo sobre as exportações, à medida que os preços em real dos produtos brasileiros deixam de ser competitivos no mercado externo. Como conseqüência, a Abinee registrou uma queda das exportações na receita total do setor no semestre.

Pelas contas da entidade, a valorização de cerca de 17% no real reduzirá a participação das exportações no faturamento da indústria dos 16,2% de 2007 para 13,8% neste ano. Entre janeiro e junho, o setor exportou US$ 4,8 bilhões, uma alta de 9% ante igual período de 2007. Por outro lado, as importações de eletrônicos no país aumentaram 40% no semestre, para US$ 15,1 bilhões - com especial crescimento entre os celulares (148%).

Para o fechado do ano, a Abinee estima que as importações cheguem a US$ 33,7 bilhões (ante US$ 24 bilhões em 2007) e as exportações a US$ 10,3 bilhões (contra US$ 9,3 bilhões no ano passado). Dessa forma, o déficit comercial anual da indústria de eletroeletrônicos deve se elevar dos US$ 14,8 bilhões registrados em 2007 para US$ 23,4 bilhões neste ano.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Indicadores

Indústria paulista registra geração de 5 mil vagas em julho
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - O nível de emprego na indústria de transformação paulista cresceu 0,27% em julho na comparação com um mês antes. Sem ajuste sazonal, a expansão foi de 0,23% no mesmo período. Com isso, houve a geração de 5 mil vagas no mês passado e de 146 mil postos de trabalho (+6,73%) no acumulado do ano até agora.

Nos 12 meses encerrados em julho, o setor abriu 100 mil vagas, o correspondente a uma alta de 4,51%.

Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Dos setores investigados em julho, 14 verificaram ampliação no contingente de trabalhadores, seis cortaram pessoal e um apresentou estabilidade. Os destaques ficaram com Máquinas de escritório e equipamentos de informática, com elevação de 4,17% no nível de pessoal, seguido por Material eletrônico e aparelhos e equipamentos de comunicações (+2,51%) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1,74%). Na outra ponta, entre os ramos que tiveram de enxugar funcionários, apareceram Alimentos e bebidas (-1,08%), Outros equipamentos de transporte (-0,61%) e Couros e artigos de couro, artigos de viagem e calçados (-0,57%).

O levantamento divulgado nesta quinta-feira mostrou ainda que, das 36 diretorias regionais analisadas, 22 elevaram a contratação e 11 eliminaram pessoal. Três delas verificaram estabilidade.

Na ponta positiva da análise regional, figurou Matão, com crescimento de 4,6% no nível de emprego, incentivado pelas áreas de produtos alimentares e máquinas e equipamentos; em sentido oposto, esteve Araçatuba (-5,9%), que sentiu o impacto de cortes em calçados e produtos alimentares.

Vendas no varejo crescem 1,3% em junho e 10,6% no semestre, nota IBGE
Valor Online
14/08/2008

RIO - As vendas do comércio varejista nacional avançaram 1,3% em junho no confronto com o mês antecedente, quando tiveram alta de 1% (número revisto). Perante junho do ano passado, o acréscimo foi de 8,2%. No primeiro semestre de 2008, as vendas aumentaram 10,6%, a maior taxa desde 2001. Em 12 meses, a elevação correspondeu a 10,1%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre maio e junho, na série com ajuste, apenas um setor - Outros artigos de uso pessoal e doméstico - entre os dez analisados do varejo teve queda no volume de vendas, de 0,8%. Dos nove segmentos com elevação, apareceram, por exemplo, Combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,1%, Veículos e motos, partes e peças (1,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (também com ampliação de 1,7%).

O comércio varejista registrou crescimento de 9,4% no segundo trimestre perante mesmo intervalo de 2007. A taxa de variação apurada "ficou abaixo não só da variação do primeiro trimestre do ano (11,8%), como também do último trimestre do ano anterior (9,8%)", observou o IBGE em nota.

Consta ainda do levantamento que a receita nominal de vendas teve elevação de 2,5% na passagem de maio para junho e de 15,2% em relação ao sexto mês do calendário anterior. No primeiro semestre de 2008, houve aumento de 15,9%. Em 12 meses, o incremento chegou a 14,5%.

O comércio varejista ampliado, que inclui os segmentos de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, apresentou alta de 1,3% nas vendas e de 2,2% na receita nominal na base mensal, com ajuste sazonal. Perante junho de 2007, esses percentuais equivaleram a 14,1% e 20,2%, respectivamente. No acumulado do ano, as taxas foram 14,3% e 19,1%, na ordem.

Indústria automobilística

Vendas de carros importados crescem 14,8% em julho, diz Abeiva
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - As vendas de carros importados no atacado somaram 3.949 unidades durante o mês de julho, o que representa um crescimento de 14,8% em relação ao mês de junho e de 310,9% perante julho de 2007, quando as importações somaram 961 unidades. Segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), no acumulado de janeiro a julho, as associadas da entidade já venderam 17.492 veículos, ante os 4.834 veículos registrados no mesmo intervalo de 2007, um salto de 261,8%.

A Abeiva reúne 11 importadoras que detêm os direitos de comercialização e a representação oficial no país das marcas BMW, Chrysler, Dodge, Effa Motors, Ferrari, Jeep, Kia Motors, Maserati, Pagani, Porsche e Ssangyong. Do total de 36.421 unidades importadas em julho, a Abeiva respondeu por 10,8% das unidades.

A associação avalia que até o final do ano novas associadas devem entrar para a entidade, o que deve levar a uma revisão das estimativas da companhia paras as vendas deste ano, projetadas em 32 mil unidades até agora. A representatividade dos importados no mercado doméstico de veículos no período de janeiro a julho ampliou-se de 0,38% em 2007 para 1,02% neste ano.

Os emplacamentos seguiram ritmo similar, segundo a entidade. Em julho, foram emplacados 3.752 veículos importados no varejo, sendo 15.882 unidades no acumulado dos sete primeiros meses do ano.

Mercedes-Benz investirá R$ 1,5 bi em fábrica de São Bernardo
Valor Online
11/08/2008

SÃO PAULO - De olho na forte demanda por veículos comerciais, a Mercedes-Benz do Brasil anunciou hoje um investimento de R$ 1,5 bilhão para os próximos três anos. Os recursos serão aplicados na modernização da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), com vistas a aumentar sua produção em 25%. Também está prevista a elevação do quadro de pessoal da unidade, hoje com 12 mil funcionários.

A previsão é de que a primeira etapa do projeto de ampliação esteja cumprida no início do ano que vem. A unidade de São Bernardo opera hoje bastante próxima ao limite de sua capacidade o que, segundo a empresa, coloca a expansão da fábrica como a única forma de viabilizar um aumento nas vendas.

Adicionalmente, a empresa irá investir na melhoria do sistema de logística e no avanço do índice de nacionalização dos produtos.

A Mercedes informa que vendeu 22.778 caminhões entre janeiro e junho deste ano, o que representa uma participação de 31% no mercado nacional. No mesmo período, foram comercializados 9.211 ônibus, uma fatia de 50%.

Petróleo e Gás

Minc também fala de pré-sal e defende fortalecimento da Petrobras
Valor Online
15/08/2008

RIO - A discussão sobre a melhor maneira de se explorar a região do pré-sal, no litoral brasileiro, assumiu tal importância que levou até o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a demonstrar preocupação com o papel que caberá à Petrobras na exploração dos recursos da região.

Em discurso no lançamento do programa Petrobras Ambiental, no Rio, Minc afirmou que o papel da companhia deveria reforçado neste momento. "Qualquer medida para reduzir o escopo da Petrobras tem que se repensada com cautela. Acho que a companhia tem que ser reforçada e não enfraquecida", disse Minc.

Recentemente, diferentes fontes governamentais e privadas têm demonstrado preocupação sobre a melhora maneira de se explorar a nova fronteira petrolífera encontrada no litoral brasileiro. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi o primeiro a defender publicamente a idéia da criação de uma nova estatal para gerenciais os recursos, que ficou apelidada no mercado como "Petrosal". Num primeiro momento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não encampou a idéia, enquanto empresas privadas que atuam no país defendem a manutenção do marco regulatório atual, com o simples aumento dos royalties e participações especiais cobradas.

Essa semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, colocou mais combustível na história ao afirmar por duas vezes que o marco regulatório deverá ser alterado, para que as megareservas de petróleo não beneficiem apenas algumas empresas.

Hoje, o ministro Minc também colocou o dedo na polêmica. "A Petrobras vai lá, vai lá, e quando descobre, todo mundo quer. Assim também não dá", declarou, para em seguida afirmar que dava sua opinião não como ministro, mas como brasileiro preocupado com os rumos da exploração desses recursos.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Com Texaco, Grupo Ultra encosta na BR Distribuidora no Sul e Sudeste
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - Ao anunciar a aquisição dos ativos da Texaco no Brasil, o Grupo Ultra alcançou a Petrobras na liderança do mercado de distribuição de combustíveis das regiões Sul e Sudeste, as maiores do país em termos de volume.

Com a compra, fechada por R$ 1,16 bilhão, a fatia do Ultra, detentor da marca Ipiranga nessas regiões, passou de 20% para 28%, a mesma participação da BR Distribuidora, líder absoluta até então.

Subsidiária da Petrobras, a BR mantém o primeiro lugar no mercado nacional, com participação de 36%. O Grupo Ultra aparece agora com 23% (contra 14% antes da aquisição), seguido da Shell, que detém 11%.

O Brasil conta hoje com cerca de 36 mil postos de combustíveis, dos quais 11 mil são os chamados de "bandeira branca", ou seja, que não utilizam a marca de nenhuma distribuidora.

E é justamente este espaço que o Ultra poderá ocupar com vistas a aumentar sua presença no mercado nacional. Isso porque o grupo descarta novas compras de peso. Segundo o seu presidente, Pedro Wongtschowski, poderá haver pequenas aquisições de empresas regionais. "O tamanho que chegamos é adequado para as condições do mercado brasileiro", ponderou o executivo.

Uma das maiores apostas do Ultra ao comprar os ativos da Texaco - em negociação que durou cerca de um ano - era atingir abrangência nacional em seu negócio de distribuição de combustíveis. Com a aquisição, a empresa chegou ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde ainda não atuava. Hoje, a Texaco é vice-líder nessas regiões, com 9% do mercado, enquanto que a BR Distribuidora lidera com 53%.

O Ultra vai continuar investindo na marca Texaco, com intenção de elevar sua fatia nesses mercados. Porém, poderá migrar esses postos para a bandeira Ipiranga a partir de abril de 2012, quando acaba o direito da Petrobras sobre a marca.

Também motivou a aquisição o ganho de escala no Sul e no Sudeste. O superintendente da Ipiranga, Leocádio Antunes Filho, disse que a empresa não vê problemas em eventuais sobreposições entre postos vizinhos das bandeiras Texaco e Ipiranga. "Se estão lá, é porque há mercado para os dois", completou.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Ultrapar paga R$ 1,1 bi pelos negócios de distribuição da Texaco no BR
Valor Online
14/08/2008

SÃO PAULO - A Ultrapar Participações, dona dos postos Ipiranga, anunciou a compra dos negócios de distribuição da Texaco no Brasil por R$ 1,161 bilhão. Segundo a companhia, a transação será paga com recursos disponíveis em caixa. O valor da operação está sujeito a ajustes de capital de giro e endividamento líquido na liquidação financeira.

Pelo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o acordo foi fechado por meio da subsidiária da Ultrapar, a Sociedade Brasileira de Participações, que comprou 100% das cotas da Chevron Brasil Ltda. e da Sociedade Anônima de Óleo Galena Signal, subsidiárias da Chevron que possuem as atividade de distribuição de combustíveis Texaco no país.

A combinação da Ipiranga, comprada em 2007 pelo grupo, com a Texaco criará um negócio de distribuição de combustíveis nacional, com uma rede de mais de 5 mil postos e participação de mercado de 23%.

Segundo a Ultrapar, essa união também possibilitará um melhor posicionamento da empresa para o crescimento e dará mais competitividade por meio da maior escala de operações, além de proporcionar a expansão geográfica da companhia.

Atualmente, a Texaco distribui combustíveis no território nacional, com exceção do estado de Roraima, por uma rede de aproximadamente 2 mil postos e diretamente a grandes consumidores.

Em 2007, a Texaco vendeu 6,7 milhões de metros cúbicos de diesel, gasolina, etanol e GNV, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, representando uma participação no mercado nacional de 9%.

Nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, áreas em que a Ultrapar passará a atuar com essa aquisição, a Texaco é a segunda maior empresa, com participação de mercado de 9% em 2007.

No ano passado, a Texaco teve receita de R$ 11,9 bilhões e geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 121 milhões. Nos quatro primeiros meses de 2008, gerou um Ebitda anualizado de R$ 147 milhões.

Para permitir um processo gradual e organizado de transição de marcas, os termos da transação incluem o licenciamento, já considerado no valor da aquisição, da família de marcas Texaco por 3 anos nas regiões Sul e Sudeste e por 5 anos nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

Ainda conforme o comunicado, a liquidação financeira acontecerá depois do cumprimento de determinadas condições e da segregação das atividades de lubrificantes e exploração de petróleo, hoje pertencentes à Chevron Brasil Ltda, para outras pessoas jurídicas da Chevron. Segundo a Ultrapar, esses procedimentos deverão acontecer até o começo de 2009.

Biocombustível pode atingir 20% da matriz veicular neste ano, diz ANP
Valor Online
13/08/2008

RIO - A participação dos biocombustíveis na matriz veicular brasileira atingiu 18,5% no primeiro semestre do ano e a expectativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é de que esse valor se aproxime dos 20% até o fim do ano, graças à implementação de 3% de biodiesel na mistura do óleo diesel no país e à trajetória de queda dos preços do álcool.

No primeiro semestre, o álcool anidro e o álcool hidratado responderam por 17,5% da matriz veicular no país, enquanto o biodiesel ficou com 1% do total. A liderança coube ao diesel, com 51,2%, seguido pela gasolina A (pura, sem mistura com álcool), com 26,1%. O Gás Natural Veicular (GNV) respondeu por outros 4,1%.

"Seguramente o consumo de álcool vai se aproximar dos 20% da matriz veicular este ano. Todas as variáveis apontam para isso, até porque não há cenário de aumento do preço do álcool e não há cenário de diminuição da oferta", ponderou Edson Silva, superintendente de Abastecimento da ANP.

O superintendente ressaltou que a queda de preços do álcool ocorre paralelamente ao aumento de 27,2% das exportações do produto no primeiro semestre, para 1,968 bilhão de litros, contra 1,547 bilhão de litros nos primeiros seis meses do ano passado.

"Havia o temor de que o aumento das exportações poderia ter impacto nos preços do mercado interno, mas não é isso que está acontecendo", contou Silva.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Labace deve movimentar 75% mais em 2008, prevê Abag
Valor Online
13/08/2008

SÃO PAULO - A Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) espera registrar um movimento de US$ 350 milhões durante a Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (Labace), maior feira de aviação executiva da América Latina neste ano. Se confirmado, esse volume representará um aumento de 75% em relação aos US$ 200 milhões movimentados pela feira no ano passado.

De acordo com o presidente da entidade, Rui Thomaz Aquino, o crescimento econômico brasileiro tem impulsionado os negócios do setor. "Apesar de chamarmos a aviação executiva de executiva, na verdade ela é aviação de negócios e, assim, quando a economia cresce, aumentam os negócios e a demanda por aviões executivos", afirmou ele, durante o lançamento da feira, hoje, em São Paulo. O momento da economia, portanto, justificaria a expectativa positiva da Abag para a feira.

Aquino notou que a aviação geral brasileira (que inclui a aviação executiva) deve crescer entre 2% e 2,5% neste ano. A maior expansão será vista na aviação executiva, que deve fechar 2008 com expansão de 4% e 5%. Para os próximos cinco anos, porém, a Abag projeta um crescimento anual de 10% na aviação executiva (tanto no caso de jatos como no de helicópteros).

"Esse crescimento de 10% já é praticamente certo, já que a estimativa toma por base a produção já comprometida das fabricantes. Se você for comprar um jato executivo da Embraer hoje, por exemplo, ele só será entregue depois de 2012. Portanto, já temos uma idéia do que irá ocorrer no mercado", afirma Aquino.

No total, a aviação geral deve movimentar, segundo a Abag, cerca de US$ 500 milhões em 2008. Nesse valor estão inclusos, segundo Aquino, a compra e venda de aeronaves, peças, serviços e manutenção.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Empresa de petróleo e gás da GP quer captar recursos na Bovespa
Valor Online
12/08/2008

SÃO PAULO - Dando continuidade a um negócio iniciado em agosto do ano passado, a GP Administradora pretende abrir o capital da San Antonio International, empresa que atua na prestação de serviços para o setor de petróleo e gás. San Antonio foi o nome dado à antiga subsidiária latino-americana da Pride International, adquirida pela GP por US$ 1,02 bilhão em agosto do ano passado.

A companhia, com sede em Bermudas, pretende acessar o mercado brasileiro com a emissão de Brazilian Depositary Receipts (BRDs - instrumento que permite que empresas estrangeiras tenham ações negociadas no Brasil). Os pedidos de registro de companhia aberta e analise para oferta primária e secundária de BDRs já estão sob análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Cada BDR será representativo de uma ação ordinária da companhia. O montante que será ofertado assim com o preço estimado por papel ainda não foram definidos. A coordenação está a cargo do Itaú BBA, Credit Suisse e Deutsche Bank.

De acordo com a minuta do prospecto preliminar, os investidores de varejo poderão tomar parte na distribuição, com valor mínimo de investimento de R$ 3 mil.

Com a oferta primária, a companhia pretende captar recursos para seu plano de investimento e para o pagamento de empréstimo contratado para o financiamento de aquisições.

No prospecto, a San Antonio se apresenta como líder na prestação de serviços relacionados à exploração de poços de petróleo e gás onshore na América Latina, com atuação em bacias na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e México.

A frota da companhia é formada por 71 sondas de perfuração e 176 de intervenção para operações onshore, além de 2 sondas flutuantes de perfuração e 4 de intervenção para operações offshore em águas rasas.

No prospecto, a companhia destaca a aquisição da Sotep, também prestadora de serviços no setor, em um negócio de R$ 190 milhões fechado em abril de 2008.

O controle da companhia é da GP Administradora com 55,3% das ações ON. O segundo maior acionista é a empresa de investimentos Amber Investment, com 22,6% do capital. Também figura como acionista a Dunearn Investments, empresa controlada pelo fundo soberano de Cingapura, o Temasek Holdings, com 11,8% do capital.

Com participações inferiores a 5% estão a Dilurey, da Pampa Holding - empresa que atua na geração de energética na Argentina -, Point Eleven e Itaparica Holding, que tem como fundadores membros do conselho de administração.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Petrobras é 3ª empresa mais lucrativa das Américas, mostra estudo
Valor Online
12/08/2008

SÃO PAULO - O lucro de US$ 5,518 bilhões obtido pela Petrobras no segundo trimestre do ano coloca a companhia estatal como a terceira empresa de capital aberto mais lucrativa das Américas. Tal constatação é da Economatica, que converteu o resultado para dólares e comparou com outras 15 empresas das Américas, excluindo o Canadá.

Ontem, a Petrobras informou ter obtido lucro líquido de R$ 8,783 bilhões entre abril e junho, um crescimento de 29% ante os R$ 6,8 bilhões apurados um ano antes. Os mais de R$ 8 bilhões convertidos pela Ptax (média das cotações do dólar apurada pelo Banco Central) de 30 de junho representam os US$ 5,518 bilhões utilizados pela Economatica em seu levantamento.

Os dois primeiros lugares no ranking também são de empresas do setor de óleo e gás. A mais lucrativa é a norte-americana ExxonMobil, com US$ 11,68 bilhões. A Chevron Texaco, a segunda maior, lucrou US$ 5,975 bilhões.

Analisando o ranking, é possível constatar que o ganho da estatal brasileira supera o resultado de gigantes norte-americanas como General Electric (GE), Microsoft, AT & T e Wal-Mart.

Apenas mais uma empresa brasileira aparece entre as 15 mais lucrativas. É a mineradora Vale do Rio Doce, que ocupa a 14ª colocação, com lucro de US$ 2,873 bilhões.


Química e petroquímica

Quattor obtém lucro de R$ 43 milhões no segundo trimestre
Valor Online
11/08/2008

SÃO PAULO - A Quattor, empresa petroquímica controlada pela Unipar (60%) e Petrobras (40%) e que atua no Sudeste do país, fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 43 milhões, o que revela uma queda de 39% sobre o ganho pro forma da empresa em igual período de 2007, quando somou R$ 71,5 milhões. Vale frisar que os dados são da empresa controladora e não o consolidado.

A empresa teve receita líquida de R$ 509 milhões entre abril e junho deste ano, com recuo de 1,1% sobre o ganho no mesmo período do ano passado. O faturamento líquido com vendas domésticas aumentou 4,6%, para R$ 456 milhões, enquanto a receita com exportações caiu 32,5% no mesmo intervalo, para R$ 54 milhões.

Ainda na comparação entre o segundo trimestre do ano passado com igual intervalo deste ano, o custo dos produtos vendidos aumentou 6,8%, para R$ 447 milhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 15,2% para R$ 40,7 milhões.

Desta forma, o resultado da empresa medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) foi de R$ 75,7 milhões, com alta de 4,1%. A margem Ebitda, que mede a relação entre este indicador a receita líquida, subiu de 14,1% para 14,9% neste intervalo.

Com receita extraordinária, lucro da Unipar cresce 37% no primeiro trimestre
Valor Online
16/05/2008

SÃO PAULO - Protagonista do processo de consolidação dos ativos petroquímicos da região Sudeste, a Unipar encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 56,47 milhões, o que representa um crescimento de 37,18% em relação ao mesmo período de 2007, quando o ganho somou R$ 41,16 milhões. Uma receita extraordinária de R$ 57,1 milhões, obtida com a alienação da participação da empresa na Petroflex, foi a responsável pelo lucro maior.

No quesito operacional, a empresa não foi bem, em razão dos maiores custos da matéria-prima. Entre janeiro e março, a receita líquida da Unipar somou R$ 677,7 milhões, uma alta de 5,43% sobre o mesmo período do ano passado. No entanto, o custo dos produtos vendidos avançou 8,9%, para R$ 542,7 milhões. Já as despesas operacionais dispararam 45,6%, para R$ 117,5 milhões.

Com isso, a geração de caixa medida pelo Lajida (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) caiu 12%, para R$ 90 milhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Siderurgia

Produção nacional de aço cresce 6,9% no primeiro semestre
Valor Online
11/08/2008

RIO - A produção brasileira de aço bruto somou 17,447 milhões de toneladas durante o primeiro semestre deste ano, um crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2007, quando o volume atingiu 16,327 milhões de toneladas. Os números foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

Durante o primeiro semestre, foram produzidas 12,976 milhões de toneladas de aços laminados, uma alta de 3,3% sobre os seis primeiros meses do ano passado.

De acordo com o IBS, as vendas internas avançaram 18,4%, para 11,492 milhões de toneladas. Dentro desse grupo, a comercialização de aços planos subiu 13%, para 6,581 milhões de toneladas, enquanto que a de aços longos cresceu 25,8%, para 4,519 milhões de toneladas.

(Rafael Rosas | Valor Online)


Demanda interna reduz exportações de aço no primeiro semestre
Valor Online
11/08/2008

RIO - O aquecimento do mercado interno levou a uma redução nas exportações de aço pelas siderúrgicas brasileiras no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, o volume total vendido ao exterior caiu 10,3%, para 5,039 milhões de toneladas, contra 5,618 milhões de toneladas vendidas no primeiro semestre de 2007. No total, as vendas ao exterior atingiram US$ 3,665 bilhões, 3,2% acima dos US$ 3,552 bilhões registrados nos primeiros seis meses do ano passado, refletindo o aumento de preços dos produtos siderúrgicos nos mercados internacionais.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Azevedo, a queda das exportações foi causada pela transferência de volumes que seriam vendidos ao mercado internacional para colocação no Brasil de forma a atender a demanda crescente. A queda das exportações foi determinada pelos laminados, cujas vendas ao exterior caíram 32,6%, para 2,055 milhões de toneladas no primeiro semestre, contra 3,051 milhões de toneladas entre janeiro e junho do ano passado.

Dentro desse grupo, as vendas de aços planos ao exterior caíram 41,8%, para 1,122 milhão de toneladas, contra 1,927 milhão de toneladas no primeiro semestre do ano passado. Entre os longos houve queda de 17% nas exportações, de 1,124 milhão de toneladas no primeiro semestre do ano passado para 933 mil toneladas entre janeiro e junho de 2008.

A queda das exportações foi minimizada pela alta de 16,2% nas vendas internacionais de aço semi-acabado. No primeiro semestre do ano passado foram vendidas 2,567 milhões de toneladas ao exterior, volume que esse ano pulou para 2,984 milhões de toneladas.

"O aumento das exportações de semi-acabados foi puxado principalmente pelas expansões de ArcelorMittal Tubarão e Gerdau Açominas", afirmou o vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes, acrescentando que este aumento elevou a capacidade instalada no parque siderúrgico brasileiro de 37 milhões de toneladas no ano passado para os atuais 41 milhões de toneladas.

No caminho contrário, as importações subiram 58,8%, de 662 mil toneladas no primeiro semestre do ano passado para 1,051 milhão de toneladas entre janeiro e junho deste ano. Segundo Flavio Azevedo, o crescimento das importações - que levou a um aumento de gastos com as compras de 77,8%, de US$ 766 milhões para US$ 1,362 bilhão - foi puxado por compras das próprias siderúrgicas, com o objetivo de suprir demandas de clientes que não haviam sido planejadas com antecedência.

"Além disso, houve importações de produtos que não são produzidos no país por uma questão de escala, e não por problemas de capacidade", frisou Azevedo.

O presidente do IBS fez questão de ressaltar diversas vezes que não há risco de desabastecimento do mercado interno. Segundo ele, mesmo com o aumento de 18,4% nas vendas internas e da alta de 21,5% no consumo aparente (vendas internas mais importação, menos exportação), que pulou de 10,315 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano passado para 12,533 milhões de toneladas entre janeiro e junho deste ano, a capacidade instalada de 41 milhões de toneladas atual do parque siderúrgico brasileiro tem condições de garantir a demanda interna.

Azevedo citou inclusive a demanda de projetos para o setor de petróleo e as compras de aço para construção de embarcações. Segundo ele, os estaleiros fizeram duas importações de aço ucraniano para os dois primeiros navios licitados pela Transpetro, mas "já perceberam que não é bom negócio".

Azevedo frisou que, caso a economia mantenha um ritmo de 5% de crescimento ao ano até 2015, a demanda nacional vai atingir 40 milhões de toneladas, enquanto os projetos siderúrgicos já assegurados e em desenvolvimento levarão a capacidade instalada no país a 63 milhões de toneladas. "As necessidades serão atendidas. Não há entrave do ponto-de-vista do setor siderúrgico", disse Azevedo.

(Rafael Rosas | Valor Online)


Transportes

Embraer fecha a venda de 12 Super Tucanos à Força Aérea Chilena
Valor Online
15/08/2008

SÃO PAULO - A Embraer anunciou hoje ter fechado um contrato para fornecer 12 aeronaves militares Super Tucano à Força Aérea Chilena (FACH). Os aviões foram selecionados em concorrência e serão utilizados para treinamento tático de pilotos. O primeiro aparelho deve ser entregue já no segundo semestre de 2009, afirmou a fabricante.

Além dos aviões, o governo chileno também adquiriu um pacote de serviços logísticos e de suporte, assim como um sistema de treinamento e apoio à operação. Esses serviços beneficiarão tanto as aeronaves como as estações de apoio em solo da FACH.

"Estamos muito orgulhosos em anunciar que o Super Tucano foi a aeronave selecionada pela Força Aérea Chilena, uma instituição reconhecida internacionalmente pela alta capacitação dos seus profissionais", disse vice-presidente de Defesa e Governo da Embraer, Luiz Carlos Aguiar. "Temos certeza de que a disponibilidade do Super Tucano contribuirá positivamente com a formação dos pilotos da FACH", acrescentou.

O Super Tucano atualmente é utilizado pelas Forças Aéreas do Brasil e da Colômbia. Ele realiza missões de treinamento e ataques leves de precisão em operações de segurança interna.

O valor do negócio não foi divulgado.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Embraer anuncia venda do 100º jato Phenom na América Latina
Valor Online
13/08/2008

SÃO PAULO - A Embraer anunciou ter vendido o 100º avião da família de jatos executivos Phenom na América Latina. No total, a companhia tem mais de 800 pedidos firmes para esses aparelhos.

"Estamos muito contentes com essa venda, o 100º Phenom na América Latina", afirmou o vice-presidente de Aviação Executiva da companhia, Luís Carlos Affonso.

Segundo ele, o avião vendido é da versão Phenom-100. No total, revela, cerca de dois terços da carteira de pedidos da família que a Embraer são relativos a esse modelo. "São aviões mais baratos e, portanto, têm maior saída, algo que já prevíamos no lançamento", afirma.

No Brasil, afirma o executivo, já foram vendidos entre 60 e 70 unidades de jatos da família Phenom.

(José Sergio Osse | Valor Online)

LLX fecha acordo de transporte com Ferrovia Centro-Atlântica
Valor Online
12/08/2008

SÃO PAULO - A LLX Açu Operações Portuárias, subsidiária da LLX Logística, fechou contratos com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), empresa controlada pela Vale do Rio Doce, visando o transporte de cargas e a realização de investimentos para a criação de um novo ramal ligando o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, à malha da FCA.

Pelos termos apresentado em Fato Relevante, a FCA prestará serviços de transporte ferroviário e de cargas a LLX e seu clientes tendo como partida ou destino o Porto de Açu.

Além do trecho já existente, o contrato prevê a construção de um novo ramal ligando Campos dos Goytacazes (RJ) e Porto do Açu. "O acordo contribui para a criação de um novo corredor logístico para a importação e exportação, a partir da integração do Porto do Açu com a malha ferroviária da FCA", disse a LLX por meio de comunicado.

O contrato também prevê volumes anuais que as empresas se comprometem a transportar, incluindo a movimentação de diversos produtos, que deverá culminar no transporte de 29 milhões de toneladas anuais, após cinco anos do início da integração ferrovia-porto.

Segundo a LLX, os investimentos que serão realizados ainda dependem de estudos técnicos e da avaliação financeira, o que é tido como usual nesse tipo de projeto.

 

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