*
Nota: Após
curta peregrinação
em Israel, andando
por onde Jesus andou,
o editor do Clipping
está de volta.
Shalom!
Agronegócios
Conselho
da Sadia aprova
aporte adicional
de R$ 308 milhões
no MT
Valor Online
03/09/2008
SÃO
PAULO - Em comunicado
ao mercado, a Sadia
informou hoje que
seu conselho de
administração
aprovou o investimento
de R$ 308 milhões
para a segunda fase
do projeto da companhia
no município
de Lucas do Rio
Verde, no Mato Grosso.
A intenção
da empresa é
que a planta atinja
a capacidade de
abater anualmente
145 milhões
de frangos e 2,5
milhões de
suínos.
De
acordo com o documento,
está previsto
para o segundo semestre
de 2010 o início
das operações
referentes à
segunda etapa do
projeto, que irá
gerar uma receita
adicional da ordem
de R$ 725 milhões
por ano quando estiver
funcionando a plena
capacidade, o que
deve ocorrer nos
primeiros seis meses
de 2011.
A
Sadia informou ainda
que a ampliação
dos investimentos
no Mato Grosso confirma
a estratégia
da companhia de
aumentar sua presença
em regiões
produtoras de grãos,
como é o
caso de Lucas do
Rio Verde.
SLC
Agrícola
investe R$ 11 milhões
e amplia fazenda
no Maranhão
Valor Online
03/09/2008
SÃO
PAULO - A SLC Agrícola,
uma das maiores
produtoras agrícolas
do país,
anunciou hoje a
aquisição
de 4.306,55 hectares
de área adjacente
à Fazenda
Parnaíba,
que está
localizada no Maranhão.
O valor total do
negócio,
que amplia a área
da fazenda em 14,6%,
é de R$ 11,46
milhões.
De
acordo com Fato
Relevante divulgado
na Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM), o contrato
de compra tem a
seguinte configuração:
a SLC pagará
R$ 4,8 milhões
por 1.237,74 hectare,
valor equivalente
a 137.142 sacas
de soja (R$ 35,00/saca).
Neste etapa, a primeira
parcela será
paga dois dias após
o registro da escritura
de compra e venda,
valor equivalente
a 77.142 sacas de
soja. E o restante
será saldado
em cinco parcelas,
anuais, equivalentes
a 12 mil sacas de
soja cada, sendo
a primeira com vencimento
em 31 de maio de
2009 e a última
em 31 de maio de
2013.
Pelos
3.068,81 hectares
restantes, a SLC
pagará R$
6,66 milhões,
valor equivalentes
a 180 mil sacas
de soja (R$ 37,00/saca).
Esse pagamento será
divido em três
parcelas. O primeiro
desembolso aconteceu
em 25 de agosto
de 2008, equivalente
a 11 mil sacas de
soja. A segunda
parcela será
paga no registro
das matrículas,
equivalente a 79
mil sacas de soja.
E a terceira parcela
fica para 31 de
maio de 2009, equivalente
a 90 mil sacas de
soja.
Uniduto
receberá
investimento de
R$ 1,64 bi, diz
Cosan
Valor Online
26/08/2008
SÃO
PAULO - A Uniduto
Logística,
empresa criada por
Cosan, Copersucar
e Crystalsev para
construir e operar
uma malha de dutos
que visa o transporte
de etanol do interior
para o litoral paulista,
irá receber
um investimento
total de R$ 1,64
bilhão. A
informação
foi dada hoje por
executivos da Cosan
durante reunião
na Associação
dos Analistas e
Profissionais de
Investimento do
Mercado de Capitais
(Apimec), em São
Paulo.
De
acordo com a Cosan,
o investimento inicial
do projeto será
de R$ 60 milhões,
valor que será
dividido igualmente
entre os sócios,
que poderão
convidar outras
empresas, como São
Martinho e Nova
América,
a participarem do
empreendimento.
Em
um primeiro momento,
de 18 a 24 meses,
investimentos estarão
limitados a itens
como estudos de
viabilidade, detalhamento
técnico e
obtenção
das licenças
ambientais e autorizações
cabíveis.
Ainda
segundo a Cosan,
o alcoolduto possibilitará
uma redução
entre 35% e 40%
no custo logístico
com o etanol.
Alimentos
BNDESPar
injeta R$ 472 milhões
na Marfrig
Valor Online
01/09/2008
SÃO
PAULO - A BNDES
Participações
(BNDESPar) injetou
R$ 472 milhões
no frigorífico
Marfrig. O dinheiro
corresponde à
subscrição
de ações
via aumento de capital,
operação
anunciada no mês
passado pela empresa.
De
acordo com fato
relevante encaminhado
à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM), além
de exercer seu direto
de preferência
de compra de 1,88
milhão de
ações,
o BNDESPar também
subscreveu outras
20,09 milhões
de ações
por meio da cessão
de parte dos direitos
de subscrição
do acionista controlador.
No total, o banco
comprou 21.975.945
ações,
pagando R$ 21,50
em cada uma delas.
O
acionista controlador,
a MMS Participações
também exerceu
seu direto de preferência
e subscreveu 1.162.790
ações,
totalizando R$ 24,999
milhões.
Com isso, a Marfrig
já levantou
36%, ou R$ 497 milhões,
do total do aumento
de capital de R$
1,375 bilhão.
A
Marfrig também
lembra que os investidores
que tinham ações
da companhia em
13 de agosto poderão
exercer seu direito
de preferência
até o dia
17 de setembro.
Os
recursos levantados
junto ao mercado
serão destinados
ao financiamento
da compra da Grupo
OSI no Brasil e
em diversos países
da Europa. O negócio
entre a Marfrig
e a OSI foi firmado
em 23 de junho e
envolve, inicialmente,
US$ 680 milhões,
sendo US$ 400 milhões
pagos em dinheiro
e US$ 280 milhões
em 20 milhões
de ações
ON da Marfrig que
farão parte
e serão emitidas
ao mesmo preço
do aumento de capital.
A operação
poderá envolver
mais US$ 220 milhões,
dependendo do futuro
desempenho dos negócios
situados na Europa.
Lucro
da Marfrig sobe
mais de nove vezes,
para R$ 66,4 milhões
Valor Online
13/08/2008
SÃO
PAULO - O frigorífico
Marfrig encerrou
o segundo trimestre
do ano com lucro
líquido de
R$ 66,4 milhões,
resultado nove vezes
maior do que o registrado
em igual período
do ano passado,
quando a companhia
embolsou R$ 7,4
milhões.
No semestre o ganho
foi de R$ 91,5 milhões,
alta de 240% no
comparativo anual.
De
abril a junho, as
vendas líquidas
do frigorífico
somaram R$ 1,21
bilhão, avanço
de 57% no comparativo
anual. O crescimento
reflete a estratégia
da companhia de
exportar carne bovina
"in natura"
a clientes da União
Européia
por meio de suas
unidades no Uruguai
e Argentina. Os
resultados também
são consequência
do inicio das atividades
no segmento de frango.
A
geração
de caixa medida
pelo Ebitda (lucro
antes de juros,
impostos, depreciação
e amortização)
apresentou alta
de 49% no comparativo
anual, totalizando
R$ 138,8 milhões.
No entanto a margem
apresentou leve
baixa, recuando
de 12% no segundo
trimestre de 2007,
para 11,4% agora.
A
receita bruta somou
R$ 1,32 bilhão,
sendo que por uma
pequena diferença
o mercado interno
respondeu pela maior
parte dela. As vendas
por aqui somaram
R$ 698 milhões,
enquanto as vendas
externas totalizaram
R$ 625 milhões.
A União Européia
representou 45,4%
das exportações
da empresa.
No
trimestre, o custo
do produto vendido
subiu 57%, totalizando
R$ 970,6 milhões.
O principal componente
do custo continuou
sendo a aquisição
de matéria-prima
de gado, aves, suínos
e grãos,
que respondeu por
78,3% do total,
contra 79,1% no
segundo trimestre
do ano passado.
Segundo
a companhia, o aumento
no preço
da matéria
prima, especialmente
no Brasil, tem sido
compensado pela
elevação
de preços
de venda da carne
bovina, suína
e de aves no mercado
internacional e
pela absorção
dos repasses aos
mercados internos.
A
companhia também
aproveitou a divulgação
dos resultados para
anunciar um aumento
de capital visando
o financiamento
da compra da Grupo
OSI no Brasil e
em diversos países
da Europa.
O
aumento de capital
será de R$
1,375 bilhão
mediante a emissão
de 63,995 milhões
de ações
ordinárias.
A emissão
será efetuada
ao preço
individual de R$
21,50 (média
das cotações
dos últimos
60 dias mais um
ágio de R$
0,85). Os acionistas
com posição
até 12 de
agosto terão
preferência
na subscrição,
na proporção
de 0,3137795 ação
ordinária
para cada uma ação
que possuírem.
O
prazo para exercício
do direito de preferência
será de 30
dias, a contar da
data de publicação
de aviso ao mercado,
devendo os acionistas
integralizar as
ações
dentro do mesmo
prazo.
O
negócio entre
a Marfrig e a OSI
foi firmado em 23
de junho e envolve,
inicialmente, US$
680 milhões,
sendo US$ 400 milhões
pagos em moeda e
US$ 280 milhões
em 20 milhões
de ações
ON da Marfrig que
farão parte
e serão emitidas
ao mesmo preço
do aumento de capital.
A operação
poderá envolver
mais US$ 220 milhões,
baseado no futuro
desempenho dos negócios
situados na Europa.
Bancos
BEP
contrata consultoria
da Deloitte para
ser incorporado
pelo BB
Valor Online
05/09/2008
SÃO
PAULO - O Banco
do Estado do Piauí
(BEP) informou hoje
que contratou os
serviços
de consultoria da
Deloitte Touche
Tohmatsu para que
a empresa faça
uma avaliação
econômico-financeira
da instituição.
A
intenção
é atribuir
um valor justo para
o BEP, para que
ele possa ser usado
no processo, em
curso, de incorporação
da instituição
pelo Banco do Brasil.
Segundo
comunicado do BEP
divulgado na Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM), o laudo de
avaliação
deve começar
a ser feito na próxima
segunda-feira e
ficar pronto dentro
de 45 dias úteis.
Poupança
tem captação
líquida de
R$ 1,4 bilhão
em agosto
Valor Online
05/09/2008
BRASÍLIA
- As cadernetas
de poupança
registraram em agosto
uma captação
líquida de
R$ 1,432 bilhão.
Dados do Banco Central
(BC) apontam que
o patrimônio
global das cadernetas
subiu a R$ 254,671
bilhões no
mês passado,
ante R$ 251,03 bilhões
em julho.
No
ano até agosto,
a poupança
registra fluxo positivo
de R$ 7,8 bilhões.
Os depósitos
totalizaram R$ 686,575
bilhões,
mas os saques somaram
R$ 778,722 bilhões
no período.
Os bancos que captam
poupança
fizeram o aporte
de R$ 10,689 bilhões
em rendimentos da
aplicação
em igual intervalo.
Somente
no mês passado
até o dia
29, os depósitos
de poupança
atingiram R$ 90,86
bilhões,
o menor valor mensal
no ano. E as retiradas
ficaram em R$ 89,42
bilhões.
Em função
do aumento no estoque,
os rendimentos foram
no montante de R$
1,59 bilhão,
o mais elevado no
ano.
A
poupança
rende 0,5% de juros
mensais mais a variação
da Taxa Referencial
(TR), apurada pela
autoridade monetária
com base numa média
ponderada do custo
de captação
dos bancos com certificados
de depósitos
bancários
(CDBs).
Visanet
entra com pedido
para oferta de ações
na Bovespa
Valor Online
01/09/2008
SÃO
PAULO - O segmento
de cartões
de crédito
deve ganhar mais
um representante
na Bolsa de Valores
de São Paulo
(Bovespa). Conforme
antecipado pelo
jornal Valor , a
Companhia Brasileira
de Meios de Pagamento,
mais conhecida como
Visanet, entrou
hoje com pedido
de registro de companhia
aberta e de oferta
de ações
na Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM).
De
acordo com as informações
disponíveis
na CVM, a distribuição
será secundária,
ou seja, os sócios
venderão
sua participação
na empresa. A minuta
do prospecto preliminar
ainda não
está disponível.
O total de papéis
a ser emitido bem
com o preço
por papel também
não foram
apresentados.
A
companhia, que faz
o credenciamento
de estabelecimentos
comerciais para
os cartões
Visa e Visa Electron,
tem como principais
acionistas o Banco
do Brasil, com 32%
das ações
ON, e o Bradesco,
com 40%.
Analistas
da Itaú Corretora
calcularam o valor
de mercado da companhia
em R$ 23 bilhões,
montante semelhante
ao da Redecard,
empresa já
listada em bolsa
e que representa
a bandeira Mastercard.
Em
março, a
Visa, empresa parceira
da Visanet, abriu
seu capital nos
Estados Unidos.
A empresa realizou
a maior oferta pública
inicial da história
daquele país
movimentando US$
17,86 bilhões,
com a venda de 406
milhões de
ações.
Bebidas
GRSA
vai implantar seis
unidades franqueadas
da Schincariol em
Cumbica
Valor Online
26/08/2008
SÃO
PAULO - A Schincariol
fechou uma parceria
com o Grupo de Soluções
em Alimentação
(GRSA) para implantar
seis bares no aeroporto
internacional de
São Paulo,
em Guarulhos. Serão
quatro unidades
com o nome Devassa
e dois com o Eisenbahn,
duas das marcas
do segmento premium
da cervejaria.
Além
de contribuir para
sua investida no
mercado de franquias,
lançada hoje
em São Paulo,
a parceria com a
GRSA tem o objetivo
de fortalecer as
marcas da companhia,
afirma o diretor
de Franquias da
Schincariol, Francisco
Duarte.
"Nosso
projeto é
oferecer nossos
produtos premium
em um ambiente diferenciado
em Cumbica",
afirma o executivo.
"Isso fortalece
nossas marcas com
um público
selecionado que
pode multiplicar
a visibilidade de
nossos produtos",
acrescentou Duarte.
O
volume de circulação
de pessoas no terminal
- cerca de 19 milhões
por anos - também
é um fator
importante para
a iniciativa. Além
de gastarem em média
2,5 horas no aeroporto,
essas pessoas têm
o perfil do consumidor
de produtos premium,
buscado pela Schincariol
para sua embrionária
rede de franquias.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Schincariol
entra no mercado
de franquias com
marcas premium
Valor Online
26/08/2008
SÃO
PAULO - A Schincariol
anunciou hoje sua
entrada no mercado
de franquias. A
intenção
da cervejaria é
explorar suas marcas
premium, segmento
no qual tem investido
significativamente
desde o ano passado,
com a aquisição
de marcas como Devassa,
Eisenbahn e Baden-Baden.
No longo prazo,
a intenção
é que as
franquias e lojas
próprias
representem 10%
do faturamento da
companhia.
Avaliando
o mercado de cervejas
premium brasileiro
em 4,5% do volume
total da bebida,
a Schincariol acredita
que há muito
espaço para
crescer nesse segmento.
"Em regiões
como o Leste Europeu,
a proporção
das cervejas premium
sobre o mercado
total chega a 35%.
Há muita
oportunidade de
crescimento no Brasil",
afirma José
Augusto Schincariol,
integrante do conselho
de administração
da empresa fundada
por sua família.
Embora
não informe
qual exatamente
é sua participação
nesse segmento no
Brasil, a cervejaria
afirma ter 13,6%
do mercado total
de cervejas no país.
"Nossa fatia
em cervejas premium
é significativa",
afirma o conselheiro
da empresa.
Neste
ano, a Schincariol
irá investir
R$ 1,5 milhão
na construção
de mais duas lojas
próprias
(com a Devassa,
a companhia comprou
também a
rede de cervejarias
da marca carioca).
Até 2012,
o plano é
ter 106 pontos de
venda no país,
concentrando-se
principalmente na
região Sudeste
e no interior de
São Paulo.
De acordo com o
diretor de Franquias
da cervejaria, Francisco
Duarte, serão
construídas
cerca de duas lojas
próprias
por ano nesse período.
"Teremos
três, talvez
quatro, formatos
de loja", explica
Duarte. "Casas
nos moldes das Cervejarias
Devassa, `lancheterias`,
quiosques e um outro
conceito que estamos
avaliando: o de
um restaurante `casual´",
acrescenta.
Para
as lojas maiores,
as cervejarias,
a Schincariol estima
em R$ 900 mil o
investimento inicial
para o franqueado,
além do pagamento
de uma taxa única
de franquia de R$
75 mil. Após
a implantação,
o associado terá
de pagar mensalmente
royalties de 5%
sobre o faturamento
bruto, além
de contribuir com
1% de sua receita
bruta com um fundo
de propaganda, gerido
pela Schincariol,
e que ficará
responsável
pelas campanhas
de marketing.
Pelas
contas da Schincariol,
baseadas em dados
obtidos com os franqueados
"herdados"
da Devassa, o faturamento
mensal médio
por loja pode atingir
R$ 200 mil. A margem
restante para o
associado, afirma,
pode chegar a 15%
da receita. O retorno
sobre o investimento,
afirma Duarte, ocorre
após um período
de cerca de 30 meses
para essas lojas
maiores.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Comércio
Exterior
Governo
anuncia estratégia
para aumentar exportações
até 2010
Valor Online
03/09/2008
BRASÍLIA
- O governo anunciou
hoje a "Estratégia
Brasileira de Exportação",
um conjunto de ações
para atingir sua
principal meta na
área do comércio
exterior: aumentar
a participação
brasileira nas exportações
mundiais de 1,17%
para 1,25% até
2010, ou cerca de
US$ 210 bilhões.
Além de ampliar
a fatia de micro
e pequenas empresas
exportadoras.
Com
investimentos de
R$ 34 bilhões,
de antigos e novos
programas, a base
será a atuação
coordenada de 40
órgãos
federais, que hoje
atuam de forma dispersa
e desconhecida até
dos exportadores.
Para
o presidente da
Agência Brasileira
de Exportações
e Investimentos
(Apex), Alessandro
Teixeira, "é
perfeitamente possível"
aumentar as vendas
externas de produtos
e serviços
brasileiros, mesmo
num cenário
apontando para uma
recessão
econômica
global.
"Não
é uma coisa
solta", afirmou
Teixeira, lembrando
que a estratégia
é parte da
Política
de Desenvolvimento
Produtivo, a nova
política
industrial lançada
em julho pelo governo.
"A gente mapeou,
deu consistência,
fixou metas, e agora
articula os 40 órgãos
governamentais com
uma política
de monitoramento
e um cronograma
a cumprir",
continuou.
"Todos
os órgãos
vão trabalhar
com um único
foco", prosseguiu
o presidente da
Apex. "O governo
anunciou a meta
de aumentar as exportações,
e está dando
satisfação
de que vai chegar
lá com coordenação
forte e um novo
modelo de implementação",
explicou.
O
secretário
de Comércio
Exterior do Ministério
do Desenvolvimento,
Welber Barral, disse
que a estratégia
é uma resposta
a críticas
dos empresários,
que desconhecem
quantas são,
onde estão
e quais os volumes
das várias
linhas de financiamento
oficial para exportações,
dispersas por quatro
dezenas de órgãos
públicos.
"Uma
das coisas importantes
dessa estratégia
é definir
quem faz o quê,
para que o setor
privado reduza a
peregrinação
pela Esplanada dos
Ministérios"
em Brasília,
comentou Barral.
"Foi muito
importante a construção
de um consenso sobre
a relevância
do comércio
exterior para o
país",
continuou.
Ele
explicou que o mapeamento
permitiu reduzir
a duplicação
de iniciativas "para
maior eficácia
dinheiro público".
Para isso, haverá
acompanhamento trimestral,
inclusive com relatórios
ao Palácio
do Planalto, e no
endereço
eletrônico
da Agência
Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI).
Outro
passo importante
será a aplicação
de indicadores de
avaliação
do desempenho dos
agentes públicos
envolvidos, pelo
Instituto de Pesquisa
Aplicada (Ipea).
A
nova estratégia
se difere de outras
políticas
anunciadas no passado
para fortalecimento
do comércio
exterior, frisou
Teixeira. "Antes,
era uma agregação
de valor e aumento
na quantidade das
exportações",
afirmou.
O
plano anunciado
hoje fez um diagnóstico
da atuação
do setor público
para redução
de burocracia e
de custos, além
de apontar direções
ao exportador. Na
segunda parte está
descrito o que fazer
para atingir cinco
grandes metas: aumento
da competitividade
da base exportadora;
agregação
de valor às
exportações;
ampliar a base exportadora;
ampliação
do acesso a mercados
e incremento das
exportações
de serviços.
(Azelma
Rodrigues | Valor
Online)
Meta
de exportações
pode subir para
US$ 200 bi ou mais,
crê ministro
Valor Online
04/09/2008
RIO
- A meta de exportações
pode ser elevada
para US$ 200 bilhões
ou mais, comentou
o ministro do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior, Miguel
Jorge, que confirmou
a realização
da revisão
da meta das vendas
externas pelo ministério.
Atualmente, a expectativa
é de que
as exportações
alcancem US$ 190
bilhões este
ano.
"Nossa
última revisão
foi para US$ 190
bilhões.
Então, revisão
nova não
será US$
192 bilhões
ou US$ 193 bilhões
porque isso não
teria fundamento.
Eu acredito que
ela pode chegar
muito próximo
ou até ultrapassar
os US$ 200 bilhões",
ressaltou. Ele participou
hoje do Fórum
Especial do Instituto
Nacional de Altos
Estudos, no Rio
de Janeiro.
O
ministro não
deu uma previsão
para as vendas externas
em 2009, mas admitiu
que o redimensionamento
da atual meta se
deve ao crescimento
a um ritmo superior
a 20% das exportações
nos últimos
meses.
Miguel
Jorge acrescentou
que o ministério
toma medidas para
tornar o ambiente
brasileiro mais
favorável
aos exportadores.
Ele frisou que as
tentativas têm
como objetivo reduzir
a burocracia e melhorar
a infra-estrutura
exportadora.
O
ministro revelou
que deve anunciar
na próxima
semana, juntamente
com o ministro da
Fazenda, Guido Mantega,
o que chamou de
drawback verde-amarelo,
no qual os exportadores
de máquinas
não pagarão
IPI nem PIS/Cofins
sobre os insumos
comprados no mercado
interno.
O
titular do ministério
do Desenvolvimento
disse não
ter uma estimativa
de quanto esse mecanismo
poderá significar
em termos de desoneração
das exportações.
(Rafael
Rosas | Valor Online)
Construção
Civil
Klabin
Segall e Santander
fecham acordo de
financiamento de
R$ 2 bi
Valor
Online
28/08/2008
SÃO
PAULO - A construtora
Klabin Segall fechou
uma parceira com
o Banco Santander,
para o financiamento
à produção
e aos compradores
de imóveis
da companhia, no
valor de R$ 2 bilhões.
O acordo contempla
5.316 unidades.
De
acordo com comunicado
divulgado pela Klabin,
esse acordo de financiamento
"otimizará
a necessidade de
capital de giro",
já que eliminará
sua exposição
de caixa advinda
dos custos iniciais
de construção.
A
Klabin Segall também
espera que o financiamento
favoreça
a velocidade de
vendas, pois permitirá
que os compradores
ajustem suas disponibilidades
às parcelas
do imóvel.
Além
do financiamento
à construção,
o acordo inclui
a modalidade de
Financiamento na
Planta, na qual
o banco financiará
os compradores em
até 100%
do valor da aquisição.
A condição
é de que
na entrega das chaves
o saldo devedor
esteja em 80% do
valor do imóvel,
que poderá
ser amortizado em
até 30 anos
pelos sistemas Price
ou SAC.
Tenda anuncia venda
do controle acionário
para Gafisa
Valor Online
01/09/2008
SÃO
PAULO - Após
ver suas ações
despencarem 41%
na semana passada,
resultado de uma
recomendação
negativa feita pelo
banco Credit Suisse,
a construtora Tenda
anunciou hoje um
acordo pelo qual
irá transferir
60% de seu capital
total para as mãos
da construtora Gafisa.
Em troca, a Tenda
irá receber
a Fit Residencial
Empreendimentos
Imobiliários,
subsidiária
da Gafisa voltada
ao segmento de baixa
renda.
Em
comunicado ao mercado,
as duas empresas
descreveram a operação
como uma "
integração
societária
de atividades "
, pela qual a Tenda
irá incorporar
a Fit e permanecerá
com suas ações
listadas no Novo
Mercado da Bolsa
de Valores de São
Paulo.
O
acordo exige ainda
que, na data da
incorporação,
a Fit deverá
ter um capital social
de, no mínimo,
R$ 420 milhões
e um caixa líquido
de pelo menos R$
300 milhões.
Atualmente,
o controle da Tenda
é detido
por Henrique de
Freitas Alves Pinto
e José Olavo
Alves Pinto, os
quais possuem 50,63%
do capital votante
e total da empresa.
A
operação
ainda está
sujeita às
aprovações
previstas em lei.
Minutos
atrás, as
ações
ON da Tenda subiam
22,66%, a R$ 4,60.
Os papéis
ON da Gafisa tinha
elevação
de 5,44%, a R$ 24,61.
(Murillo
Camarotto e Eduardo
Campos | Valor Online)
Contas
Apesar
de juro recorde,
déficit nominal
do governo é
o menor em 15 anos
Valor Online
27/08/2008
BRASÍLIA
- Mesmo com a apropriação
recorde de R$ 106,8
bilhões em
juros entre janeiro
e julho, o governo
conseguiu registrar
o menor déficit
nominal dos últimos
15 anos no período.
De
acordo com o Banco
Central (BC), a
diferença
entre o superávit
primário
e a conta de juros
ficou negativa em
R$ 8,578 bilhões,
o valor mais baixo
desde o déficit
nominal de R$ 1,547
bilhão até
julho de 1993.
O
fator positivo foi
a economia para
o pagamento dos
juros (superávit
primário),
de R$ 98,22 bilhões,
outra marca histórica
para o mesmo intervalo
desde o início
da série
do BC, em 1991.
Segundo
o chefe do Departamento
Econômico
do BC, Altamir Lopes,
o superávit
primário
de R$ 12,1 bilhões
em julho foi o melhor
da série
para o mês.
Mas, em contrapartida,
foram apropriados
juros de R$ 18,777
bilhões,
o pior patamar para
o mês.
Ele
explicou que vários
fatores contribuíram
para elevar a conta
de juros, como o
aumento nos índices
de inflação
que corrigem parte
dos títulos
do governo federal.
Além da valorização
do real frente ao
dólar americano
de 1,59% no mês,
que reduz o valor
dos ativos dolarizados,
como as reservas
internacionais.
Outro
fator foi a alta
da taxa básica
Selic, que corrige
boa parte da dívida.
A Selic efetiva
mensal subiu de
0,96% no mês
de junho para 1,07%
em julho, segundo
o BC.
No
acumulado de 12
meses até
julho, o déficit
nominal ficou em
R$ 53,14 bilhões,
com igual patamar
de 1,94% do Produto
Interno Bruto (PIB)
registrado em junho.
(Azelma
Rodrigues | Valor
Online)
Superávit
primário
do governo até
julho é recorde
Valor Online
27/08/2008
BRASÍLIA
- Com economia recorde
para pagamentos
de juros da dívida
até julho,
o governo não
vê dificuldades
para o cumprimento
da meta de superávit
primário
do setor público
consolidado, de
4,3% do Produto
Interno Bruto (PIB)
no ano.
O
chefe do Departamento
Econômico
do Banco Central
(BC), Altamir Lopes,
informou que os
três resultados
de desempenho fiscal
apurados em julho
são os melhores
da série
iniciada em 1991.
O
superávit
mensal de R$ 12,1
bilhões é
o melhor para meses
de julho assim como
o acumulado no ano
em R$ 98,22 bilhões,
ou 6,01% do Produto
Interno Bruto (PIB),
é recorde
para o período.
O superávit
acumulado em 12
meses de R$ 120,25
bilhões ou
4,38% do PIB também
é o melhor
para o intervalo.
"
Como nos anos anteriores,
o que se espera
é o cumprimento
da meta fiscal "
, comentou. "
Já temos
4,38% do PIB nos
12 meses até
julho, portanto,
em linha com a meta
de 4,3% do PIB para
o ano " , acrescentou
ele.
Lopes
destacou que praticamente
todas as esferas
do governo estão
com contribuição
positiva para o
resultado até
julho. O superávit
do governo central
(União, Banco
Central e Previdência)
foi também
o melhor para o
mês com R$
7,77 bilhões
assim como os governos
regionais com R$
2,84 bilhões,
onde os Estados
fizeram a melhor
marca, com R$ 2,855
bilhões.
Em
pleno período
eleitoral, os resultados
dos municípios
e suas estatais
foram negativos.
As prefeituras tiveram
déficit primário
de R$ 8 milhões,
e suas estatais
ficaram com déficit
de R$ 19 milhões.
Segundo
o BC, o déficit
previdenciário
de R$ 2,17 bilhões
em julho foi o menor
para o mês
desde julho de 2002,
quando foi registrado
resultado negativo
de R$ 1,315 bilhão.
Chama
a atenção
o desempenho das
estatais federais,
que, nos primeiros
sete meses do ano,
acumularam pouco
mais de um terço
da meta para 2008.
O superávit
do período
ficou em R$ 6,574
bilhões,
enquanto a meta
até dezembro
está fixada
em R$ 18,7 bilhões.
(Azelma
Rodrigues | Valor
Online)
Crédito
Indústria
de cartão
de crédito
deve faturar R$
19 bi em setembro,
diz Itaú
Valor Online
26/08/2008
SÃO
PAULO - O faturamento
da indústria
brasileira de cartões
de crédito
deve somar R$ 19
bilhões em
agosto, um crescimento
de 21,7% em relação
a mesmo período
de 2007, quando
ficou em R$ 15,6
bilhões.
A projeção
foi apresentada
nesta terça-feira
pelo banco Itaú.
Para
o acumulado entre
janeiro e agosto,
o faturamento deverá
atingir R$ 139 bilhões,
uma alta de 22,5%
em comparação
aos oito primeiros
meses do ano passado.
O
número de
cartões em
circulação
chegará a
103,1 milhões
de unidades que,
segundo o Itaú,
vão gerar
243 milhões
de transações.
O tíquete
médio ficará
em R$ 78,40, elevação
de 3,3% no confronto
com agosto de 2007.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Lucro
da Visa sobe 41%
no trimestre até
junho e soma US$
422 milhões
Valor Online
30/07/2008
SÃO
PAULO - A administradora
de cartões
de crédito
Visa divulgou hoje
um lucro líquido
de US$ 422 milhões
no terceiro trimestre
fiscal, findo em
30 de junho. O resultado
equivale a US$ 0,51
por ação
classe A e representa
um aumento de 41%
em relação
ao lucro auferido
um ano antes, quando
o ganho líquido
havia sido de US$
299 milhões.
Excluindo
alguns itens extraordinários,
como custos judiciais,
o lucro foi de US$
457 milhões,
ou US$ 0,59 por
ação
classe A.
A
receita operacional
alcançou
US$ 1,6 bilhão
no período,
uma expansão
de 18%. Segundo
a companhia, que
até o mês
de março
tinha seu capital
fechado, os ganhos
foram puxados por
operações
com cartões
de débito
nos Estados Unidos
e uma expansão
mais vigorosa em
mercados fora desse
país.
Energia
Furnas
fecha acordo para
substituir 1.800
terceirizados em
cinco anos
Valor Online
27/08/2008
RIO
- A geradora de
energia Furnas Centrais
Elétricas
assinou hoje acordo
com o Ministério
Público do
Trabalho para substituir,
em cinco anos, 1.800
funcionários
terceirizados por
concursados. Além
disso, a empresa
terá que
destinar R$ 2 milhões
para que o Serviço
Nacional de Aprendizagem
na Indústria
(Senai) implemente
cursos de requalificação.
Metade das vagas
nestes cursos será
oferecida aos trabalhadores
terceirizados que
serão substituídos.
O
acordo, que colocou
fim a sete anos
de investigação
e ações
do Ministério
Público do
Trabalho contra
Furnas, estabelece
ainda que 20% dos
terceirizados terão
de ser substituídos
até dezembro
de 2009.
"Essa
solução
representa a concretização
do princípio
do acesso universal
ao emprego público.
Esse é o
principal benefício
para a sociedade.
E os 1.800 trabalhadores,
que estavam em situação
ilegal, também
não ficaram
desamparados. O
acordo prevê
sua requalificação,
para uma boa inserção
no mercado de trabalho",
explicou, por meio
de nota, o procurador-geral
do Trabalho, Otavio
Brito Lopes.
De
acordo com a nota
divulgada pelo Ministério
Público do
Trabalho, a proposta
de destinar os recursos
da multa ao Senai
partiu da própria
empresa. Para o
procurador Sebastião
Caixeta, responsável
pelo caso, embora
a sentença
determinasse o pagamento
de R$ 3 milhões
ao Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT),
o acordo não
conflita com a decisão.
"O
FAT iria empregar
esses valores em
favor da classe
trabalhadora justamente
por meio de qualificação.
Consideramos pertinente
a destinação
dos recursos ao
Senai, que tem capacidade
técnica comprovada
para essa capacitação,
desde que se oferecesse
o benefício
para a população
em geral",
afirmou o procurador.
(Rafael
Rosas | Valor Online)
CPFL
entra no negócio
da biomassa
Valor Econômico
04/09/2008
SÃO
PAULO - O grupo
CPFL fechou seu
primeiro negócio
para gerar energia
a partir do bagaço
de cana-de-açúcar.
A empresa assinou
um acordo com a
usina de açúcar
e álcool
Irmãos Baldin,
da cidade de Pirassununga,
interior de São
Paulo, e juntas
as duas empresas
vão investir
R$ 100 milhões
em um projeto de
co-geração.
Esta é a
primeira vez que
a CPFL vai gerar
energia a partir
de biomassa e não
somente comprar
a produção,
como faz desde 1987.
O
investimento será
feito por meio da
recém-criada
CPFL Bioenergia,
que pertence 100%
à CPFL Geração.
Neste primeiro projeto
serão gerados
25 MW excedentes
para venda no mercado
livre. A capacidade
instalada do projeto
pode chegar a 45
MW e vai suprir
também a
demanda da própria
usina Baldin. A
energia entrará
no sistema a partir
de 2010 e será
toda vendida para
a CPFL Brasil que
faz a comercialização.
Para
se ter uma idéia
do potencial de
receita que um projeto
como esse pode oferecer
à CPFL Bioenergia,
recentemente a comercializadora
do grupo fechou
a compra de cerca
de 30 MW do grupo
Cosan num valor
total de R$ 500
milhões,
que entrará
gradativamente no
caixa da usina ao
longo de 15 anos.
No leilão
de energia de biomassa,
realizado pelo governo
em meados de agosto,
os mesmos 30 MW
geraram uma receita
fixa anual de cerca
de R$ 40 milhões.
No
mercado livre, esse
retorno pode ficar
ainda mais atrativo.
Os consumidores
que se enquadram
na categoria A4,
ou seja, que consomem
entre 500 kW a 3
MW de energia, podem
comprar com um desconto
de 50% na Tarifa
de Uso do Sistema
de Distribuição
(TUSD). Segundo
o presidente do
grupo CPFL, Wilson
Ferreira, para usufruir
desse desconto o
consumidor precisa
comprar a energia
de uma Pequena Central
Hidrelétrica
(PCH) ou de uma
usina de biomassa
que produz até
30 MW.
A
estratégia
da CPFL, por enquanto,
é focar em
pequenas usinas
(que produzem até
dois milhões
de toneladas de
cana) justamente
para pegar esse
público consumidor
que pode ter o desconto
da TUSD. Ferreira
diz que a empresa
já tem em
estudo projetos
de co-geração
de até 500
MW. Dados apresentados
por Ferreira mostram
que hoje se produz
no Brasil 1,4 mil
MW de energia a
partir do bagaço,
ou 3% do total do
sistema elétrico
brasileiro. Cerca
de 30% do que já
é produzido
é comprado
pela CPFL, que adquire
esse tipo de energia
desde 1987. Em 2001,
por causa do racionamento,
a companhia inclusive
incentivou 20 usinas
de cana de açúcar
a produzir energia
para que pudesse
comprar o excedente,
ou seja, o que não
é usado na
própria usina.
A expectativa da
CPFL é de
que, em 10 anos,
a energia de biomassa
represente 10% de
todo o consumo do
sistema, ou o equivalente
a 14,4 mil MW.
Esse
tipo de energia
tem se mostrado
muito atrativa e
outras tradicionais
empresas de geração
também estão
atentas ao mercado
de biomassa. Assim
como a CPFL, a Tractebel
está investindo
na geração
de energia a partir
da biomassa e chegou
a participar do
leilão do
governo quando vendeu
20 MW, num projeto
de investimento
de US$ 120 milhões.
A Energias do Brasil
também vai
entrar forte no
negócio e,
diferentemente das
outras, não
vai se associar
a uma usina. Ela
mesma vai cuidar
da plantação
da cana.
Para
os usineiros, o
negócio de
geração
também incrementa
o faturamento. Estima-se
em média
que as empresas
ganhem entre R$
4 e R$ 8 a mais
na tonelada de cana.
A Baldin Bioenergia,
como se denomina
agora a Irmãos
Baldin, produz atualmente
800 mil toneladas
por ano de cana.
Luiz Fernando Baldin
estima que, com
a parceria com a
CPFL, sua produção
aumente em 130%.
Hoje a companhia
fatura R$ 54 milhões
por ano e pretende
chegar a R$ 177
milhões.
Os investimentos
anunciados serão
usados na compra
de novas caldeiras,
transformadores,
subestações
e no sistema de
conexão.
(Josette
Goulart | Valor
Econômico)
Indústria
Automobilística
Receita
de montadoras com
exportações
sobe 7,6% em agosto,
nota Anfavea
Valor Online
04/09/2008
SÃO
PAULO - As exportações
de veículos
e máquinas
automotrizes somaram
US$ 1,327 bilhão
em agosto, um acréscimo
de 6,8% no confronto
com a receita somada
no mesmo mês
do ano passado,
de US$ 1,243 bilhão.
A
Associação
Nacional os Fabricantes
de Veículos
Automotores (Anfavea),
responsável
pelos dados, mostrou
que o resultado
foi 7,6% melhor
do que aquele verificado
em julho de 2008,
de US$ 1,233 bilhão.
Do
começo do
ano até agosto,
houve aumento de
9,1% nas vendas
externas, alcançando
US$ 9,444 bilhões.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Anfavea
anuncia aumento
de US$ 1,7 bilhão
nos investimentos
do setor
Valor Online
04/09/2008
SÃO
PAULO - A Associação
Nacional dos Fabricantes
de Veículos
Automotores (Anfavea)
atualizou hoje os
valores referentes
aos investimentos
do setor para os
próximos
três anos.
De acordo com a
entidade, as montadoras
e fabricantes de
autopeças
irão desembolsar
agora US$ 22,7 bilhões
até 2011,
contra US$ 21 bilhões
anunciados anteriormente.
Com
os aportes, a Anfavea
acredita que o parque
automobilístico
nacional chegue
a 2013 com a capacidade
de produzir 6 milhões
de veículos
por ano, um salto
de 56% sobre a capacidade
atual. No entanto,
a produção
efetiva para 2013
é projetada
pela associação
em 5 milhões
de unidades.
Apesar
de atualizar o valor
total do setor,
a Anfavea não
especificou as empresas
donas do investimento
adicional. O diretor-técnico
da entidade, Aurélio
Santana, garantiu
apenas que, entre
outras coisas, estão
incluídos
nos US$ 22,7 bilhões
os investimentos
referentes à
nova fábrica
da Toyota, em Sorocaba
(SP), cujos valores
ainda não
foram revelados
oficialmente pela
montadora japonesa.
O
executivo, entretanto,
fez questão
de salientar que
não é
correto atribuir
à Toyota
o US$ 1,7 bilhão
que foi adicionado
ao investimento
total do setor até
2011.
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Produção
de máquinas
agrícolas
cresce 4,9% ante
julho, revela Anfavea
Valor Online
04/09/2008
SÃO
PAULO - A produção
de máquinas
agrícolas
automotrizes foi
de 7.961 unidades
em agosto, com ampliação
de 16,8% em relação
às 6.817
unidades de mesmo
mês do ano
passado, informou
a Associação
Nacional dos Fabricantes
de Veículos
Automotores (Anfavea).
No
confronto com as
7.591 unidades fabricadas
em julho de 2008,
a produção
de máquinas
agrícolas
subiu 4,9% no mês
passado.
No
acumulado do ano
por ora, foi verificada
a produção
de 55.443 máquinas
agrícolas,
expansão
de 31,9% na comparação
com intervalo equivalente
de 2007 (42.027
unidades).
(Murillo
Camarotto | Valor
Online)
Petróleo
e Gás
Petrobras
inicia extração
de óleo do
pré-sal no
campo de Jubarte
Agência
Brasil
02/09/2008
VITÓRIA
(ES) - A Petrobras
vai dar início
hoje à produção
do primeiro óleo
do pré-sal,
no Campo de Jubarte,
na Bacia de Campos,
no litoral sul do
Espírito
Santo. A solenidade
de início
do primeiro óleo
do pré-sal
contará com
as presenças
do presidente Luiz
Inácio Lula
da Silva, do governador
do Espírito
Santo, Paulo Hartung,
e do presidente
da Petrobras, José
Sergio Gabrielli.
O
início da
produção
de Jubarte foi precedido
por uma entrevista
coletiva na Unidade
de Negócios
da Petrobras, no
Espírito
Santo, pelo diretor
de Exploração
e Produção
da estatal, Guilherme
Estrella, e do gerente-executivo
de Exploração
e Produção
do Pré-Sal,
José Formiglli.
Para
Estrella, ao iniciar
a produção
do pré-sal
no Parque das Baleias,
a empresa vai dar
um passo decisivo
na ampliação
dos conhecimentos
que levarão
a Petrobras a desenvolver
as reservas do pré-sal
localizadas no Espírito
Santo e em outros
pontos do litoral
brasileiro.
"O
início da
produção
efetiva do primeiro
óleo do pré-sal
é um novo
marco na história
da indústria
do petróleo
no Brasil e no exterior.
Ele é um
poço importantíssimo
para nós
na medida em que
possibilitará
a coleta de dados
que vai ser complementada
no ano que vem com
entrada em produção
do primeiro poço
de Tupi, que será
responsável
pelo Teste de Longa
Duração
(TLD).
A
primeira extração
do pré-sal
se dará a
partir do poço
1-ESS-103ª,
que estará
interligado à
FPSO Juscelino Kubitschek
(P-34), e exigiu
investimentos de
cerca de R$ 50 milhões.
A produção
começa com
um Teste de Longa
Duração
(TLD), que servirá
de parâmetro
para que se possa
observar o comportamento
do óleo do
pré-sal,
tanto no reservatório
como na planta de
processo da plataforma,
devendo durar de
seis meses a um
ano.
Segundo
a Petrobras, a plataforma
P-34 foi batizada
de FPSO JK em homenagem
ao ex-presidente
Juscelino Kubitschek.
A unidade produz
petróleo
no campo de Jubarte
desde dezembro de
2006, em um reservatório
localizado acima
da camada de sal.
"O
fato dessa plataforma
se situar a apenas
2,5 km do poço
exploratório
1-ESS-103A, descobridor
de óleo no
pré-sal,
abaixo do Campo
de Jubarte, em lâmina
d ? água
de 1.375 metros,
possibilitou a antecipação
da produção
da camada pré-sal
no Espírito
Santo", explicou
a Petrobras.
De
acordo com o diretor
de Exploração
e Produção
da Petrobras, a
estatal vem realizando
nas últimas
duas semanas testes
de pré-operação
do poço a
ser visitado nesta
terça-feira
pelo presidente
Lula, quando foi
revelada a possibilidade
de uma vazão
de até 18
mil barris de petróleo
por dia.
Estrella
não soube
precisar, no entanto,
a reserva do Campo
de Jubarte, uma
vez que serão
necessárias
perfurações
de mais dois a três
poços para
que ela seja definida.
"Mas
temos perspectivas
muito interessante
e vamos perfurar
mais dois poços
ainda este ano para
uma melhor definição.
As perspectivas
exploratórias
e geológicas
são boas,
mas para um poço
exploratório
vertical, com diâmetro
mais estreito, a
produção
inicial é
espetacular."
Para
Estrella, mais do
que o primeiro "grande
passo", em
direção
ao conhecimento
e ao domínio
do pré-sal,
o início
da produção
do primeiro óleo
de Jubarte inicia
o processo que levará
a inserção
do óleo do
pré-sal na
história
da exploração
de petróleo
e gás natural
no país.
"A
partir de Jubarte
nós poderemos
observar como o
reservatório
se comporta em situação
de atividade exploratória.
O pré-sal
surge em uma conjuntura
importante para
consolidar o processo
de crescimento sustentado
do país para
os próximos
anos", avalia
Estrella.
Nos
últimos anos
a Petrobras investiu
aproximadamente
R$ 1,7 bilhão
na perfuração
de 15 poços
na camada do pré-sal.
Destes, oito já
foram testados e
indicaram presença
de petróleo
leve de alto valor
comercial e grande
quantidade de gás
natural associado,
mas - segundo a
Petrobras - ainda
não tiveram
declarada a comercialidade,
estando, portanto,
em fase de avaliação.
"Para
atingir as camadas
pré-sal,
entre 5 e 7 mil
metros de profundidade,
a Petrobras desenvolveu
novos projetos de
perfuração,
onde mais de 2 mil
metros de sal foram
atravessados. Os
dados obtidos por
esses poços
possibilitaram delimitar
com elevado grau
de segurança
que as rochas do
pré-sal estendem-se
por uma área
que vai do Espírito
Santo a Santa Catarina,
com 800 quilômetros
de extensão
e 200 quilômetros
de largura, em lâmina
d'água entre
1 e 3 mil metros
de profundidade",
segundo a estatal.
O
poço de Jubarte
está localizado
a 70 quilômetros
da costa do Espírito
Santo, com o óleo
sendo extraído
a 4.700 metros de
profundidade, tendo
que, para isso,
ultrapassar uma
camada de 200 metros
de sal. No caso
de Tupi o reservatório
está a mais
de 6 mil metros
de profundidade
e a camada de sal
chega a cerca de
2 mil metros.
Petrobras
e Modec fecham acordo
para plataforma-piloto
de Tupi
Valor Online
26/08/2008
RIO
- A Petrobras e
a Mitsui Ocean Development
& Engineering
Co. (Modec) assinaram
memorando de intenções
para construção,
afretamento e operação
da plataforma que
será utilizada
no projeto-piloto
do campo de Tupi,
na Bacia de Santos.
A unidade será
do tipo FPSO (Floating
Production, Storage
and Offloading),
com capacidade de
produzir 100 mil
barris de óleo
ou 150 mil barris
de fluidos por dia,
com capacidade de
armazenagem de 1,6
milhão de
barris.
As
informações
foram confirmadas
pela estatal brasileira,
que não revelou
os valores envolvidos
na negociação.
Apesar de os valores
não terem
sido confirmados,
na nota divulgada
pela Modec no site
da empresa, o presidente
da companhia, Kenji
Yamada, garante
que vai "entregar
uma FPSO de qualidade
no tempo e dentro
do orçamento".
A
expectativa da Modec
é de que
a plataforma chegue
ao país no
quarto trimestre
de 2010, para ser
instalada em lâmina
d'água de
2.150 metros. A
empresa japonesa
será responsável
pelo projeto de
engenharia, construção
e operação,
enquanto a Sofec
ficará responsável
pelo sistema de
ancoragem.
O
contrato prevê
o afretamento por
15 anos, com cinco
renovações
anuais possíveis.
A Modec vai converter
o VLCC (very large
crude carrier, petroleiro
de grandes proporções)
M/V Sunrise IV,
que passará
a se chamar FPSO
Cidade de Angra
dos Reis MV22. Inicialmente,
a plataforma produzirá
a partir de cinco
poços, mas
terá capacidade
de adicionar outros
quatro poços
ao sistema no futuro.
Esta
será a sexta
embarcação
da Modec a operar
no Brasil. Atualmente,
a empresa opera
as FPSOs Fluminense
e Cidade do Rio
de Janeiro MV14
e a FSO Cidade de
Macaé MV15.
Além dessas,
as plataformas Cidade
de Niterói
MV18 e Cidade de
Santos MV20 estão
em construção,
com expectativa
de começarem
a operar, respectivamente,
nos últimos
trimestres de 2008
e 2009.
"O
FPSO para o piloto
de Tupi representa
uma etapa significativa
para a Modec na
assistência
à Petrobras
e aos seus parceiros
para começar
a desenvolver as
vastas reservas
do pré-sal
da Bacia de Santos",
frisa o presidente
da Modec International,
Rick Hall.
O
campo de Tupi será
o primeiro do pré-sal
a entrar em operação
na unidade de negócios
da Bacia de Santos.
A estatal estima
que as reservas
do campo estejam
entre 5 bilhões
e 8 bilhões
de barris. A produção
começará
na região
com o teste de longa
duração
(TLD), que deve
começar a
produzir 30 mil
barris diários
a partir de março
do ano que vem.
O
piloto, que deve
ter início
em 2010, vai ajudar
a definir a melhor
maneira de se explorar
o campo, colaborando,
inclusive, para
determinar o número
de plataformas que
serão necessárias.
(Rafael
Rosas | Valor Online)
Tecnologia
LG
vai investir US$
1,5 bi para elevar
vendas de telas
de LCD em 30%
Valor Online
01/09/2008
SÃO
PAULO - A sul-coreana
LG planeja elevar
em 30% suas vendas
de telas de LCD
(usadas em monitores
e TVs), para US$
20 bilhões,
até 2010.
Para tanto, a companhia
espera triplicar
sua produção
nesse período.
Segundo a LG, essa
expansão
será necessária
para garantir sua
posição
como uma das principais
fabricantes mundiais
desses produtos.
No
total, a empresa
irá investir
US$ 1,5 bilhão
em pesquisa e marketing
nos próximos
dois anos, como
parte de sua estratégia
para atingir essas
metas. Sua intenção
é dividir
seus esforços
em quatro frentes.
O
principal é
o desenvolvimento
de novos produtos,
para manter a liderança
tecnológica
nesse mercado. Apenas
nessa área,
serão investidos
US$ 1 bilhão
até 2010,
segundo o plano
da LG. Isso garantirá,
também, a
expansão
de seu portfólio,
o segundo ponto
importante na estratégia
da companhia.
A
LG ainda afirmou
que irá aplicar
US$ 500 milhões
em campanhas de
marketing em todo
o mundo no período.
Esses recursos serão
alocados de forma
regionalizada, para
tentar potencializar
os resultados em
cada mercado específico,
afirma a empresa.
Entre outras medidas,
a LG tem a intenção
de intensificar
sua parceria com
distribuidores de
produtos premium,
assim como centralizar
as atividades de
marketing em suas
mãos em regiões
mais maduras, como
a América
do Norte e a Europa.
A
competição
se intensificou
desde que a indústria
de TVs de tela plana
amadureceu",
afirmou o presidente
e executivo-chefe
da divisão
de Telas Digitais
da LG, Simon Kang.
"Mesmo assim,
estamos confiantes
que atividades focadas
e localizadas de
marketing, enfatizando
nossos produtos,
que personificam
a perfeita harmonia
entre design e tecnologia,
irá nos separar
dos competidores",
acrescentou durante
a IFA, em Berlim,
uma das principais
feiras mundiais
de eletrônicos
pessoais.
O
último ponto
da estratégia
diz respeito à
intenção
da LG de adaptar
seus processos para
garantir um retorno
sobre capital mais
elevado. Para isso,
a companhia pretende
aumentar o uso de
tecnologia em suas
áreas de
pesquisa e operacionais,
além de terceirizar
partes da produção.
Toda a cadeia, segundo
a LG, irá
ser gerenciada por
um sistema mais
avançado,
oferecendo mais
agilidade e economia
- embora a empresa
não tenha
explicado como.
Essas mudanças,
crê a LG,
irão permitir
alocar melhor seus
recursos humanos,
privilegiando áreas
de alto potencial
de valor, enquanto
se beneficia da
economia gerada
com a terceirização
de áreas
mais básicas,
como a produção.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Vendas
mundiais de celulares
crescem 11,8% no
segundo trimestre
Valor Online
01/09/2008
SÃO
PAULO - As vendas
mundiais de telefones
celulares cresceram
11,8% no segundo
trimestre deste
ano, chegando a
305 milhões
de unidades no total.
Embora o cenário
econômico
tenha prejudicado
as vendas tanto
em mercados emergentes
como desenvolvidos,
a consultoria Gartner
mantém uma
expectativa positiva
para o fechado do
ano.
"Os
consumidores de
mercados maduros
continuaram preferindo
aparelhos médios
em detrimento dos
mais avançados,
enquanto nos mercados
emergentes foram
captados mais assinantes
no trimestre",
afirmou a diretora
de Pesquisa de Celulares
do Gartner, Carolina
Milanesi. "Entretanto,
as vendas para substituição
de aparelhos continuaram
fracas, à
medida que os consumidores
enfrentam preços
mais altos para
os combustíveis
e para alimentos,
além de altos
níveis de
inflação",
acrescentou.
Mesmo
assim, a analista
acredita que o mercado
ainda fechará
em terreno positivo,
com um total de
1,28 bilhão
de aparelhos comercializados
entre janeiro e
dezembro.
No
segundo trimestre,
a finlandesa Nokia
se manteve na liderança
absoluta do mercado,
com 120,4 milhões
de celulares vendidos.
Isso elevou sua
participação
para 39,5%, contra
36,7% no mesmo período
do ano passado.
A
Samsung se consolida
cada vez mais na
vice-liderança
do mercado, que
tomou nos últimos
meses da Motorola.
A empresa sul-coreana
fechou junho com
15,2% do mercado
(ante 13,3% em 2007)
e um total de 46,3
milhões de
aparelhos vendidos.
Já a norte-americana
viu sua fatia do
mercado cair de
14,5% no segundo
trimestre do ano
passado para 10%
no deste ano, com
vendas de 30,3 milhões
de celulares.
Na
América Latina,
segundo o Gartner,
as vendas de celulares
atingiram a marca
de 38,5 milhões
de unidades entre
abril e junho, 19%
mais que em igual
intervalo do ano
passado. "A
performance desse
trimestre ficou
abaixo das expectativas
principalmente por
conta do forte crescimento
no primeiro trimestre
de 2008 e uma ligeira
queda na demanda
no segundo trimestre,
gerando altos níveis
de estoque, uma
vez que os fabricantes
acabaram por não
materializar completamente
suas vendas",
afirmou o analista
de Terminais Móveis
do Gartner nos EUA,
Tuong Nguyen.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Transportes
Trip
quer fomentar mercado
de distribuição
final de passageiros
Valor Online
04/09/2008
SÃO
PAULO - A Trip quer
criar um novo produto
no mercado de aviação
brasileiro, algo
que já é
comum em países
mais ricos como
os EUA. O plano
agressivo da companhia,
que quer acelerar
seu ritmo de crescimento
para 70% ao ano
nos próximos
três anos,
irá criar
uma malha preparada
para atender empresas
aéreas tradicionais
na distribuição
capilarizada de
passageiros para
cidades de baixa
demanda. Nesse contexto,
um acordo como o
firmado com a norte-americana
SkyWest faz todo
o sentido, diz o
presidente da Trip,
José Mário
Caprioli.
A
SkyWest, maior empresa
aérea regional
do mundo, realiza
esse tipo de operação
complementar para
duas das maiores
companhias aéreas
dos EUA: a United
Airlines e a Delta
Air Lines. A experiência
da nova parceira
nessa atividade,
acredita a administração
da Trip, será
importante para
que ela dê
início a
esse segmento no
Brasil - algo que
nunca foi explorado
devidamente.
"Estamos
criando um novo
produto para o mercado
brasileiro",
afirma o presidente
do conselho da Trip,
Renan Chieppe, representante
do Grupo Águia
Branca, que divide
o controle da companhia
aérea com
o Grupo Caprioli.
Atualmente
a Trip já
tem uma parceria
com a TAM para a
distribuição
final de algumas
linhas, principalmente
na região
Centro Oeste. Essa
operação,
porém, ainda
é "embrionária",
segundo Caprioli.
"Ela
representa um milionésimo
da malha da SkyWest
nos EUA, mas já
é um começo
nesse sistema de
parceria",
afirma o presidente,
lembrando que a
Trip, hoje, já
opera mais destinos
do que as líderes
TAM e Gol juntas
e responde por 65%
do mercado brasileiro
de aviação
regional.
"A
parceria com a SkyWest,
dada sua experiência,
é um recado
que mostra nossa
capacidade e intenção
de fomentar o mercado
de alimentação
e distribuição
de passageiros",
explica.
De
acordo com Caprioli,
a expansão
projetada para a
malha, porém,
não depende
do aumento da parceria
com a TAM ou de
novos acordos semelhantes.
Ela, por si, sustenta
os resultados da
companhia, por mais
agressivas que sejam
as metas, diz o
executivo.
"Nossa
malha se sustenta
sozinha, sem parceiros.
Mas ela estará
pronta para atender
empresas parceiras,
caso haja demanda",
afirma.
Caprioli
reconhece, inclusive,
que eventuais novas
parcerias podem
até elevar
o ritmo de crescimento
de 70% ao ano, almejado
pela Trip. O limite,
explica Chieppe,
é a oferta
de aeronaves.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)
Argentina
planeja aliança
com Embraer
Valor Econômico
05/09/2008
BUENOS
AIRES - O governo
argentino espera
concretizar, até
o fim deste ano,
uma aliança
estratégica
entre a fabricante
de aviões
Área Material
Córdoba (AMC)
e a brasileira Embraer
para a produção
conjunta de equipamentos
para aviação
civil e militar.
Será o segundo
passo de uma aproximação
maior entre a Embraer
e Argentina, que
está sendo
promovida pelos
governos com as
empresas há
um ano e meio, em
negociações
conduzidas pelos
ministros da Defesa
do Brasil, Nelson
Jobim, e da Argentina,
Nilda Garré.
O
primeiro passo será
discutido no fim
de semana quando
os presidentes Luiz
Inácio Lula
da Silva e Cristina
Kirchner se encontrarem
em Brasília
para a celebração
do dia da Independência.
A presidente argentina
comunicará
a Lula oficialmente
a intenção
de seu governo de
comprar aviões
Embraer para renovação
da frota da Aerolíneas
Argentinas, cuja
reestatização
foi aprovada quarta-feira
pelo Congresso.
O
acordo com a AMC
é uma outra
etapa. " Acreditamos
que Córdoba
possa ser um fornecedor
estratégico
da Embraer "
, disse ao Valor
Oscar Cuattromo,
secretário
de Planejamento
do Ministério
da Defesa. Segundo
ele, o governo argentino
acredita na possibilidade
concreta de que
a ex-fábrica
militar de aviões
se converta em um
fornecedor da Embraer,
começando
com a fabricação
de peças
simples, avançando
para a produção
conjunta de componentes
a médio prazo.
Os
contatos de aproximação
entre a AMC e a
Embraer começaram
com a troca de visitas
de funcionários
e técnicos
às duas instalações,
a de Córdoba
(a 800 km de Buenos
Aires) e a de São
José dos
Campos (200 km de
São Paulo).
A AMC é administrada
pela americana Lockheed
Martin Aircraft
& Logistics
Centers. Desde 1994,
quando foi privatizada,
se transformou em
uma sociedade anônima
e passou a se chamar
oficialmente Lockheed
Martin Aircraft
Argentina S/A.
O
decreto de 1994,
que entregou a AMC
em concessão
para a Lockheed,
era parte de um
acordo político
para reforçar
os laços
entre Argentina
e Estados Unidos.
O contrato de concessão
tinha duração
de 25 anos (vencimento
em 2019) e dava
à Lockheed
o gerenciamento
operacional da fábrica
que inclui serviços
de manutenção
de aviões
militares e de empresas
aéreas particulares,
construção
de estruturas, modernização
de motores e peças.
Mas todos os ativos
(prédios,
galpões,
máquinas,
equipamentos e aeronaves)
continuaram controlados
pelo Estado.
A
partir de 2006,
o ex-presidente
Nestor Kirchner,
marido da atual
presidente, começou
a pressionar a empresa
para retomar a produção
de aviões
Pampa. Como a Lockheed
resistiu a retomar
o projeto, em outubro
de 2007, o Ministério
da Defesa decidiu
reformular todo
o contrato de concessão.
O novo contrato
estabelecia um orçamento
de US$ 66,4 milhões
para a prestação
de serviços
e a fabricação
de 10 estruturas
do Pampa IA-63.
E possuía
um adendo, chamado
" Contrato
de Transição
" , que deu
prazo até
31/12/2008 para
que a Lockheed decida
se quer continuar
ou não com
a concessão.
Caso não
queira, deverá
vender as ações
da AMC para o governo.
Na prática
isso significou
retirar a concessão
da companhia antes
do prazo final.
O
secretário
Cuattromo conta
que desde 2005 o
governo argentino
vinha conversando
com a direção
da Lockheed para
convencer a empresa
a voltar a construir
aviões para
as Forças
Armadas. "
As negociações
foram feitas com
muita cordialidade.
" Mas a resposta
foi negativa e por
isso, relata, não
houve qualquer resistência
dos americanos quando
a ministra Nilda
Garré propôs
a antecipação
do vencimento do
contrato.
"
A Lockheed veio
para a Argentina
como parte de um
acordo político,
não por uma
estratégia
de negócios
" , disse o
secretário
em entrevista ao
Valor na sede do
Ministério.
Segundo ele, dos
US$ 35 bilhões
anuais que a gigante
americana fatura
em suas operações
mundiais, a AMC
contribui com apenas
US$ 40 milhões.
Toda a operação
é gerenciada
por argentinos e
os únicos
americanos que trabalham
em Córdoba
são o presidente
e um diretor financeiro.
A
AMC está
equipada para manutenção
e reparo dos modelos
Pulquí I,
o primeiro avião
de reação
da América
Latina e o sétimo
do mundo; o Mentor
B45, da Beechcraft
(para treinamento
de pilotos); o Pucará
IA-58 (avião
de ataque); o Fightinghawk
A-4AR; o Hercules
C-130; o holandês
Fokker F-28;e o
brasileiro Tucano,
além do Pampa
AT-63. Mas suas
instalações
são antigas
e necessitariam
investimentos em
modernização.
"
Nosso objetivo é
recuperar as capacidades
industriais de Córdoba
" , afirma
Cuattromo, frisando
que será
um processo longo,
complexo e que exigirá
muito dinheiro.
Por isso o governo
argentino está
disposto a buscar
associações
com outras empresas,
estatais e privadas.
" O investimento
em modernização
seria feito pelo
Estado argentino,
mas estamos abertos
a associações
com outras empresas
para projetos específicos
" . Além
da Embraer, o Ministério
da Defesa está
em negociações
com a aeronáutica
do Chile e pretende
manter a flexibilidade
para negociação
com outros parceiros.
A
expectativa, diz
Cuattromo, é
recuperar a fábrica
nos próximos
dez anos e retomar
o projeto Pampa
que prevê
a fabricação
de outras 18 aeronaves,
para dobrar a frota
atual da Força
Aérea, e
a partir daí
começar a
produzir para exportação.
Não será
a primeira parceria
da AMC com a Embraer.
No começo
dos anos 80, a brasileira
tinha um acordo
com as Forças
Armadas da Argentina
para o desenvolvimento
conjunto do CBA
123, um avião
de transporte de
passageiros com
19 assentos e motor
a hélice
traseiro. Porém
o acordo resultou
na construção
de apenas três
aeronaves.
Procurada,
a Embraer confirmou,
por meio de uma
nota, que está
em negociações
com o governo argentino
com o " objetivo
de estabelecer um
plano de cooperação
aeronáutico
" . Segundo
o comunicado, nas
discussões
mantidas entre Embraer
e as entidades do
governo argentino,
" identificou-se,
de uma parte, a
possibilidade de
vendas de aeronaves
Embraer para o mercado
argentino e, de
outra, a capacitação
da AMC de prestar
serviços
de manutenção
e produzir peças
para as aeronaves
civis da Embraer
" . A empresa
diz que, no entanto,
não há,
em nenhum dos casos,
compromisso firmado
entre as partes.
A Embraer ressaltou
que a posição
de hoje é
a mesma anunciada
no início
do ano, durante
contatos entre os
governos do Brasil
e Argentina.
(Janes
Rocha | Valor Econômico.
Colaborou Marli
Olmos, de São
Paulo)
Embraer
entrega primeiro
EMB 170 à
Air France/Régional
Valor Online
05/09/2008
SÃO
PAULO - A Embraer
entregou o primeiro
dos nove jatos EMB
170 adquiridos pela
Régional,
o braço de
aviação
regional da francesa
Air France. Esse
será o segundo
modelo de aeronave
da família
de E-Jets da fabricante
brasileira utilizado
pela companhia francesa,
que já opera
com modelos EMB
190.
"A
entrega do primeiro
EMBRAER 170 para
nosso maior cliente
na Europa, apenas
dois anos após
a companhia aérea
ter recebido seu
primeiro EMB 190,
é um momento
de orgulho para
nós",
disse o vice-presidente
de Aviação
Comercial da Embraer,
Mauro Kern.
A
aeronave entregue
à Régional
tem capacidade para
76 passageiros em
classe única.
Segundo a empresa,
o avião deve
entrar em operação
já nesta
semana em linhas
dentro da França
e para países
vizinhos.
"Estamos
muito satisfeitos
em receber nosso
primeiro jato EMB
170", disse
o presidente e executivo-chefe
da Régional,
Jean-Yves Grosse.
"A combinação
do EMB 170 e do
EMB 190 na mesma
frota nos dará
maior flexibilidade,
oferecendo aeronaves
na medida certa
para atender a demanda
de rota e garantir
o melhor conforto
para nossos passageiros",
acrescentou.
A
Régional
é a maior
cliente européia
da Embraer e, atualmente,
opera uma frota
de 48 aeronaves
da fabricante brasileira.
Além do novo
EMB 170, ela também
utiliza 6 EMB 190,
28 ERJ 145, nove
ERJ 135 e cinco
EMB 120 Brasília.
(José
Sergio Osse | Valor
Online)