Sexta-feira, 05/09/2008
Ano VIII – edição 333

* Nota: Após curta peregrinação em Israel, andando por onde Jesus andou, o editor do Clipping está de volta. Shalom!

Agronegócios

Conselho da Sadia aprova aporte adicional de R$ 308 milhões no MT
Valor Online
03/09/2008

SÃO PAULO - Em comunicado ao mercado, a Sadia informou hoje que seu conselho de administração aprovou o investimento de R$ 308 milhões para a segunda fase do projeto da companhia no município de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. A intenção da empresa é que a planta atinja a capacidade de abater anualmente 145 milhões de frangos e 2,5 milhões de suínos.

De acordo com o documento, está previsto para o segundo semestre de 2010 o início das operações referentes à segunda etapa do projeto, que irá gerar uma receita adicional da ordem de R$ 725 milhões por ano quando estiver funcionando a plena capacidade, o que deve ocorrer nos primeiros seis meses de 2011.

A Sadia informou ainda que a ampliação dos investimentos no Mato Grosso confirma a estratégia da companhia de aumentar sua presença em regiões produtoras de grãos, como é o caso de Lucas do Rio Verde.

SLC Agrícola investe R$ 11 milhões e amplia fazenda no Maranhão
Valor Online
03/09/2008

SÃO PAULO - A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras agrícolas do país, anunciou hoje a aquisição de 4.306,55 hectares de área adjacente à Fazenda Parnaíba, que está localizada no Maranhão. O valor total do negócio, que amplia a área da fazenda em 14,6%, é de R$ 11,46 milhões.

De acordo com Fato Relevante divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o contrato de compra tem a seguinte configuração: a SLC pagará R$ 4,8 milhões por 1.237,74 hectare, valor equivalente a 137.142 sacas de soja (R$ 35,00/saca). Neste etapa, a primeira parcela será paga dois dias após o registro da escritura de compra e venda, valor equivalente a 77.142 sacas de soja. E o restante será saldado em cinco parcelas, anuais, equivalentes a 12 mil sacas de soja cada, sendo a primeira com vencimento em 31 de maio de 2009 e a última em 31 de maio de 2013.

Pelos 3.068,81 hectares restantes, a SLC pagará R$ 6,66 milhões, valor equivalentes a 180 mil sacas de soja (R$ 37,00/saca). Esse pagamento será divido em três parcelas. O primeiro desembolso aconteceu em 25 de agosto de 2008, equivalente a 11 mil sacas de soja. A segunda parcela será paga no registro das matrículas, equivalente a 79 mil sacas de soja. E a terceira parcela fica para 31 de maio de 2009, equivalente a 90 mil sacas de soja.

Uniduto receberá investimento de R$ 1,64 bi, diz Cosan
Valor Online
26/08/2008

SÃO PAULO - A Uniduto Logística, empresa criada por Cosan, Copersucar e Crystalsev para construir e operar uma malha de dutos que visa o transporte de etanol do interior para o litoral paulista, irá receber um investimento total de R$ 1,64 bilhão. A informação foi dada hoje por executivos da Cosan durante reunião na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), em São Paulo.

De acordo com a Cosan, o investimento inicial do projeto será de R$ 60 milhões, valor que será dividido igualmente entre os sócios, que poderão convidar outras empresas, como São Martinho e Nova América, a participarem do empreendimento.

Em um primeiro momento, de 18 a 24 meses, investimentos estarão limitados a itens como estudos de viabilidade, detalhamento técnico e obtenção das licenças ambientais e autorizações cabíveis.

Ainda segundo a Cosan, o alcoolduto possibilitará uma redução entre 35% e 40% no custo logístico com o etanol.

Alimentos

BNDESPar injeta R$ 472 milhões na Marfrig
Valor Online
01/09/2008

SÃO PAULO - A BNDES Participações (BNDESPar) injetou R$ 472 milhões no frigorífico Marfrig. O dinheiro corresponde à subscrição de ações via aumento de capital, operação anunciada no mês passado pela empresa.

De acordo com fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de exercer seu direto de preferência de compra de 1,88 milhão de ações, o BNDESPar também subscreveu outras 20,09 milhões de ações por meio da cessão de parte dos direitos de subscrição do acionista controlador. No total, o banco comprou 21.975.945 ações, pagando R$ 21,50 em cada uma delas.

O acionista controlador, a MMS Participações também exerceu seu direto de preferência e subscreveu 1.162.790 ações, totalizando R$ 24,999 milhões. Com isso, a Marfrig já levantou 36%, ou R$ 497 milhões, do total do aumento de capital de R$ 1,375 bilhão.

A Marfrig também lembra que os investidores que tinham ações da companhia em 13 de agosto poderão exercer seu direito de preferência até o dia 17 de setembro.

Os recursos levantados junto ao mercado serão destinados ao financiamento da compra da Grupo OSI no Brasil e em diversos países da Europa. O negócio entre a Marfrig e a OSI foi firmado em 23 de junho e envolve, inicialmente, US$ 680 milhões, sendo US$ 400 milhões pagos em dinheiro e US$ 280 milhões em 20 milhões de ações ON da Marfrig que farão parte e serão emitidas ao mesmo preço do aumento de capital. A operação poderá envolver mais US$ 220 milhões, dependendo do futuro desempenho dos negócios situados na Europa.

Lucro da Marfrig sobe mais de nove vezes, para R$ 66,4 milhões
Valor Online
13/08/2008

SÃO PAULO - O frigorífico Marfrig encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 66,4 milhões, resultado nove vezes maior do que o registrado em igual período do ano passado, quando a companhia embolsou R$ 7,4 milhões. No semestre o ganho foi de R$ 91,5 milhões, alta de 240% no comparativo anual.

De abril a junho, as vendas líquidas do frigorífico somaram R$ 1,21 bilhão, avanço de 57% no comparativo anual. O crescimento reflete a estratégia da companhia de exportar carne bovina "in natura" a clientes da União Européia por meio de suas unidades no Uruguai e Argentina. Os resultados também são consequência do inicio das atividades no segmento de frango.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou alta de 49% no comparativo anual, totalizando R$ 138,8 milhões. No entanto a margem apresentou leve baixa, recuando de 12% no segundo trimestre de 2007, para 11,4% agora.

A receita bruta somou R$ 1,32 bilhão, sendo que por uma pequena diferença o mercado interno respondeu pela maior parte dela. As vendas por aqui somaram R$ 698 milhões, enquanto as vendas externas totalizaram R$ 625 milhões. A União Européia representou 45,4% das exportações da empresa.

No trimestre, o custo do produto vendido subiu 57%, totalizando R$ 970,6 milhões. O principal componente do custo continuou sendo a aquisição de matéria-prima de gado, aves, suínos e grãos, que respondeu por 78,3% do total, contra 79,1% no segundo trimestre do ano passado.

Segundo a companhia, o aumento no preço da matéria prima, especialmente no Brasil, tem sido compensado pela elevação de preços de venda da carne bovina, suína e de aves no mercado internacional e pela absorção dos repasses aos mercados internos.

A companhia também aproveitou a divulgação dos resultados para anunciar um aumento de capital visando o financiamento da compra da Grupo OSI no Brasil e em diversos países da Europa.

O aumento de capital será de R$ 1,375 bilhão mediante a emissão de 63,995 milhões de ações ordinárias. A emissão será efetuada ao preço individual de R$ 21,50 (média das cotações dos últimos 60 dias mais um ágio de R$ 0,85). Os acionistas com posição até 12 de agosto terão preferência na subscrição, na proporção de 0,3137795 ação ordinária para cada uma ação que possuírem.

O prazo para exercício do direito de preferência será de 30 dias, a contar da data de publicação de aviso ao mercado, devendo os acionistas integralizar as ações dentro do mesmo prazo.

O negócio entre a Marfrig e a OSI foi firmado em 23 de junho e envolve, inicialmente, US$ 680 milhões, sendo US$ 400 milhões pagos em moeda e US$ 280 milhões em 20 milhões de ações ON da Marfrig que farão parte e serão emitidas ao mesmo preço do aumento de capital. A operação poderá envolver mais US$ 220 milhões, baseado no futuro desempenho dos negócios situados na Europa.


Bancos

BEP contrata consultoria da Deloitte para ser incorporado pelo BB
Valor Online
05/09/2008

SÃO PAULO - O Banco do Estado do Piauí (BEP) informou hoje que contratou os serviços de consultoria da Deloitte Touche Tohmatsu para que a empresa faça uma avaliação econômico-financeira da instituição.

A intenção é atribuir um valor justo para o BEP, para que ele possa ser usado no processo, em curso, de incorporação da instituição pelo Banco do Brasil.

Segundo comunicado do BEP divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o laudo de avaliação deve começar a ser feito na próxima segunda-feira e ficar pronto dentro de 45 dias úteis.

Poupança tem captação líquida de R$ 1,4 bilhão em agosto
Valor Online
05/09/2008

BRASÍLIA - As cadernetas de poupança registraram em agosto uma captação líquida de R$ 1,432 bilhão. Dados do Banco Central (BC) apontam que o patrimônio global das cadernetas subiu a R$ 254,671 bilhões no mês passado, ante R$ 251,03 bilhões em julho.

No ano até agosto, a poupança registra fluxo positivo de R$ 7,8 bilhões. Os depósitos totalizaram R$ 686,575 bilhões, mas os saques somaram R$ 778,722 bilhões no período. Os bancos que captam poupança fizeram o aporte de R$ 10,689 bilhões em rendimentos da aplicação em igual intervalo.

Somente no mês passado até o dia 29, os depósitos de poupança atingiram R$ 90,86 bilhões, o menor valor mensal no ano. E as retiradas ficaram em R$ 89,42 bilhões. Em função do aumento no estoque, os rendimentos foram no montante de R$ 1,59 bilhão, o mais elevado no ano.

A poupança rende 0,5% de juros mensais mais a variação da Taxa Referencial (TR), apurada pela autoridade monetária com base numa média ponderada do custo de captação dos bancos com certificados de depósitos bancários (CDBs).

Visanet entra com pedido para oferta de ações na Bovespa
Valor Online
01/09/2008

SÃO PAULO - O segmento de cartões de crédito deve ganhar mais um representante na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Conforme antecipado pelo jornal Valor , a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, mais conhecida como Visanet, entrou hoje com pedido de registro de companhia aberta e de oferta de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com as informações disponíveis na CVM, a distribuição será secundária, ou seja, os sócios venderão sua participação na empresa. A minuta do prospecto preliminar ainda não está disponível. O total de papéis a ser emitido bem com o preço por papel também não foram apresentados.

A companhia, que faz o credenciamento de estabelecimentos comerciais para os cartões Visa e Visa Electron, tem como principais acionistas o Banco do Brasil, com 32% das ações ON, e o Bradesco, com 40%.

Analistas da Itaú Corretora calcularam o valor de mercado da companhia em R$ 23 bilhões, montante semelhante ao da Redecard, empresa já listada em bolsa e que representa a bandeira Mastercard.

Em março, a Visa, empresa parceira da Visanet, abriu seu capital nos Estados Unidos. A empresa realizou a maior oferta pública inicial da história daquele país movimentando US$ 17,86 bilhões, com a venda de 406 milhões de ações.

Bebidas

GRSA vai implantar seis unidades franqueadas da Schincariol em Cumbica
Valor Online
26/08/2008

SÃO PAULO - A Schincariol fechou uma parceria com o Grupo de Soluções em Alimentação (GRSA) para implantar seis bares no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos. Serão quatro unidades com o nome Devassa e dois com o Eisenbahn, duas das marcas do segmento premium da cervejaria.

Além de contribuir para sua investida no mercado de franquias, lançada hoje em São Paulo, a parceria com a GRSA tem o objetivo de fortalecer as marcas da companhia, afirma o diretor de Franquias da Schincariol, Francisco Duarte.

"Nosso projeto é oferecer nossos produtos premium em um ambiente diferenciado em Cumbica", afirma o executivo. "Isso fortalece nossas marcas com um público selecionado que pode multiplicar a visibilidade de nossos produtos", acrescentou Duarte.

O volume de circulação de pessoas no terminal - cerca de 19 milhões por anos - também é um fator importante para a iniciativa. Além de gastarem em média 2,5 horas no aeroporto, essas pessoas têm o perfil do consumidor de produtos premium, buscado pela Schincariol para sua embrionária rede de franquias.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Schincariol entra no mercado de franquias com marcas premium
Valor Online
26/08/2008

SÃO PAULO - A Schincariol anunciou hoje sua entrada no mercado de franquias. A intenção da cervejaria é explorar suas marcas premium, segmento no qual tem investido significativamente desde o ano passado, com a aquisição de marcas como Devassa, Eisenbahn e Baden-Baden. No longo prazo, a intenção é que as franquias e lojas próprias representem 10% do faturamento da companhia.

Avaliando o mercado de cervejas premium brasileiro em 4,5% do volume total da bebida, a Schincariol acredita que há muito espaço para crescer nesse segmento. "Em regiões como o Leste Europeu, a proporção das cervejas premium sobre o mercado total chega a 35%. Há muita oportunidade de crescimento no Brasil", afirma José Augusto Schincariol, integrante do conselho de administração da empresa fundada por sua família.

Embora não informe qual exatamente é sua participação nesse segmento no Brasil, a cervejaria afirma ter 13,6% do mercado total de cervejas no país. "Nossa fatia em cervejas premium é significativa", afirma o conselheiro da empresa.

Neste ano, a Schincariol irá investir R$ 1,5 milhão na construção de mais duas lojas próprias (com a Devassa, a companhia comprou também a rede de cervejarias da marca carioca). Até 2012, o plano é ter 106 pontos de venda no país, concentrando-se principalmente na região Sudeste e no interior de São Paulo. De acordo com o diretor de Franquias da cervejaria, Francisco Duarte, serão construídas cerca de duas lojas próprias por ano nesse período.

"Teremos três, talvez quatro, formatos de loja", explica Duarte. "Casas nos moldes das Cervejarias Devassa, `lancheterias`, quiosques e um outro conceito que estamos avaliando: o de um restaurante `casual´", acrescenta.

Para as lojas maiores, as cervejarias, a Schincariol estima em R$ 900 mil o investimento inicial para o franqueado, além do pagamento de uma taxa única de franquia de R$ 75 mil. Após a implantação, o associado terá de pagar mensalmente royalties de 5% sobre o faturamento bruto, além de contribuir com 1% de sua receita bruta com um fundo de propaganda, gerido pela Schincariol, e que ficará responsável pelas campanhas de marketing.

Pelas contas da Schincariol, baseadas em dados obtidos com os franqueados "herdados" da Devassa, o faturamento mensal médio por loja pode atingir R$ 200 mil. A margem restante para o associado, afirma, pode chegar a 15% da receita. O retorno sobre o investimento, afirma Duarte, ocorre após um período de cerca de 30 meses para essas lojas maiores.

(José Sergio Osse | Valor Online)


Comércio Exterior

Governo anuncia estratégia para aumentar exportações até 2010
Valor Online
03/09/2008

BRASÍLIA - O governo anunciou hoje a "Estratégia Brasileira de Exportação", um conjunto de ações para atingir sua principal meta na área do comércio exterior: aumentar a participação brasileira nas exportações mundiais de 1,17% para 1,25% até 2010, ou cerca de US$ 210 bilhões. Além de ampliar a fatia de micro e pequenas empresas exportadoras.

Com investimentos de R$ 34 bilhões, de antigos e novos programas, a base será a atuação coordenada de 40 órgãos federais, que hoje atuam de forma dispersa e desconhecida até dos exportadores.

Para o presidente da Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira, "é perfeitamente possível" aumentar as vendas externas de produtos e serviços brasileiros, mesmo num cenário apontando para uma recessão econômica global.

"Não é uma coisa solta", afirmou Teixeira, lembrando que a estratégia é parte da Política de Desenvolvimento Produtivo, a nova política industrial lançada em julho pelo governo. "A gente mapeou, deu consistência, fixou metas, e agora articula os 40 órgãos governamentais com uma política de monitoramento e um cronograma a cumprir", continuou.

"Todos os órgãos vão trabalhar com um único foco", prosseguiu o presidente da Apex. "O governo anunciou a meta de aumentar as exportações, e está dando satisfação de que vai chegar lá com coordenação forte e um novo modelo de implementação", explicou.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, disse que a estratégia é uma resposta a críticas dos empresários, que desconhecem quantas são, onde estão e quais os volumes das várias linhas de financiamento oficial para exportações, dispersas por quatro dezenas de órgãos públicos.

"Uma das coisas importantes dessa estratégia é definir quem faz o quê, para que o setor privado reduza a peregrinação pela Esplanada dos Ministérios" em Brasília, comentou Barral. "Foi muito importante a construção de um consenso sobre a relevância do comércio exterior para o país", continuou.

Ele explicou que o mapeamento permitiu reduzir a duplicação de iniciativas "para maior eficácia dinheiro público". Para isso, haverá acompanhamento trimestral, inclusive com relatórios ao Palácio do Planalto, e no endereço eletrônico da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Outro passo importante será a aplicação de indicadores de avaliação do desempenho dos agentes públicos envolvidos, pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea).

A nova estratégia se difere de outras políticas anunciadas no passado para fortalecimento do comércio exterior, frisou Teixeira. "Antes, era uma agregação de valor e aumento na quantidade das exportações", afirmou.

O plano anunciado hoje fez um diagnóstico da atuação do setor público para redução de burocracia e de custos, além de apontar direções ao exportador. Na segunda parte está descrito o que fazer para atingir cinco grandes metas: aumento da competitividade da base exportadora; agregação de valor às exportações; ampliar a base exportadora; ampliação do acesso a mercados e incremento das exportações de serviços.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Meta de exportações pode subir para US$ 200 bi ou mais, crê ministro
Valor Online
04/09/2008

RIO - A meta de exportações pode ser elevada para US$ 200 bilhões ou mais, comentou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que confirmou a realização da revisão da meta das vendas externas pelo ministério. Atualmente, a expectativa é de que as exportações alcancem US$ 190 bilhões este ano.

"Nossa última revisão foi para US$ 190 bilhões. Então, revisão nova não será US$ 192 bilhões ou US$ 193 bilhões porque isso não teria fundamento. Eu acredito que ela pode chegar muito próximo ou até ultrapassar os US$ 200 bilhões", ressaltou. Ele participou hoje do Fórum Especial do Instituto Nacional de Altos Estudos, no Rio de Janeiro.

O ministro não deu uma previsão para as vendas externas em 2009, mas admitiu que o redimensionamento da atual meta se deve ao crescimento a um ritmo superior a 20% das exportações nos últimos meses.

Miguel Jorge acrescentou que o ministério toma medidas para tornar o ambiente brasileiro mais favorável aos exportadores. Ele frisou que as tentativas têm como objetivo reduzir a burocracia e melhorar a infra-estrutura exportadora.

O ministro revelou que deve anunciar na próxima semana, juntamente com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o que chamou de drawback verde-amarelo, no qual os exportadores de máquinas não pagarão IPI nem PIS/Cofins sobre os insumos comprados no mercado interno.

O titular do ministério do Desenvolvimento disse não ter uma estimativa de quanto esse mecanismo poderá significar em termos de desoneração das exportações.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Construção Civil

Klabin Segall e Santander fecham acordo de financiamento de R$ 2 bi

Valor Online
28/08/2008

SÃO PAULO - A construtora Klabin Segall fechou uma parceira com o Banco Santander, para o financiamento à produção e aos compradores de imóveis da companhia, no valor de R$ 2 bilhões. O acordo contempla 5.316 unidades.

De acordo com comunicado divulgado pela Klabin, esse acordo de financiamento "otimizará a necessidade de capital de giro", já que eliminará sua exposição de caixa advinda dos custos iniciais de construção.

A Klabin Segall também espera que o financiamento favoreça a velocidade de vendas, pois permitirá que os compradores ajustem suas disponibilidades às parcelas do imóvel.

Além do financiamento à construção, o acordo inclui a modalidade de Financiamento na Planta, na qual o banco financiará os compradores em até 100% do valor da aquisição. A condição é de que na entrega das chaves o saldo devedor esteja em 80% do valor do imóvel, que poderá ser amortizado em até 30 anos pelos sistemas Price ou SAC.


Tenda anuncia venda do controle acionário para Gafisa

Valor Online
01/09/2008

SÃO PAULO - Após ver suas ações despencarem 41% na semana passada, resultado de uma recomendação negativa feita pelo banco Credit Suisse, a construtora Tenda anunciou hoje um acordo pelo qual irá transferir 60% de seu capital total para as mãos da construtora Gafisa. Em troca, a Tenda irá receber a Fit Residencial Empreendimentos Imobiliários, subsidiária da Gafisa voltada ao segmento de baixa renda.

Em comunicado ao mercado, as duas empresas descreveram a operação como uma " integração societária de atividades " , pela qual a Tenda irá incorporar a Fit e permanecerá com suas ações listadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo.

O acordo exige ainda que, na data da incorporação, a Fit deverá ter um capital social de, no mínimo, R$ 420 milhões e um caixa líquido de pelo menos R$ 300 milhões.

Atualmente, o controle da Tenda é detido por Henrique de Freitas Alves Pinto e José Olavo Alves Pinto, os quais possuem 50,63% do capital votante e total da empresa.

A operação ainda está sujeita às aprovações previstas em lei.

Minutos atrás, as ações ON da Tenda subiam 22,66%, a R$ 4,60. Os papéis ON da Gafisa tinha elevação de 5,44%, a R$ 24,61.

(Murillo Camarotto e Eduardo Campos | Valor Online)

Contas

Apesar de juro recorde, déficit nominal do governo é o menor em 15 anos
Valor Online
27/08/2008

BRASÍLIA - Mesmo com a apropriação recorde de R$ 106,8 bilhões em juros entre janeiro e julho, o governo conseguiu registrar o menor déficit nominal dos últimos 15 anos no período.

De acordo com o Banco Central (BC), a diferença entre o superávit primário e a conta de juros ficou negativa em R$ 8,578 bilhões, o valor mais baixo desde o déficit nominal de R$ 1,547 bilhão até julho de 1993.

O fator positivo foi a economia para o pagamento dos juros (superávit primário), de R$ 98,22 bilhões, outra marca histórica para o mesmo intervalo desde o início da série do BC, em 1991.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o superávit primário de R$ 12,1 bilhões em julho foi o melhor da série para o mês. Mas, em contrapartida, foram apropriados juros de R$ 18,777 bilhões, o pior patamar para o mês.

Ele explicou que vários fatores contribuíram para elevar a conta de juros, como o aumento nos índices de inflação que corrigem parte dos títulos do governo federal. Além da valorização do real frente ao dólar americano de 1,59% no mês, que reduz o valor dos ativos dolarizados, como as reservas internacionais.

Outro fator foi a alta da taxa básica Selic, que corrige boa parte da dívida. A Selic efetiva mensal subiu de 0,96% no mês de junho para 1,07% em julho, segundo o BC.

No acumulado de 12 meses até julho, o déficit nominal ficou em R$ 53,14 bilhões, com igual patamar de 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado em junho.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Superávit primário do governo até julho é recorde
Valor Online
27/08/2008

BRASÍLIA - Com economia recorde para pagamentos de juros da dívida até julho, o governo não vê dificuldades para o cumprimento da meta de superávit primário do setor público consolidado, de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, informou que os três resultados de desempenho fiscal apurados em julho são os melhores da série iniciada em 1991.

O superávit mensal de R$ 12,1 bilhões é o melhor para meses de julho assim como o acumulado no ano em R$ 98,22 bilhões, ou 6,01% do Produto Interno Bruto (PIB), é recorde para o período. O superávit acumulado em 12 meses de R$ 120,25 bilhões ou 4,38% do PIB também é o melhor para o intervalo.

" Como nos anos anteriores, o que se espera é o cumprimento da meta fiscal " , comentou. " Já temos 4,38% do PIB nos 12 meses até julho, portanto, em linha com a meta de 4,3% do PIB para o ano " , acrescentou ele.

Lopes destacou que praticamente todas as esferas do governo estão com contribuição positiva para o resultado até julho. O superávit do governo central (União, Banco Central e Previdência) foi também o melhor para o mês com R$ 7,77 bilhões assim como os governos regionais com R$ 2,84 bilhões, onde os Estados fizeram a melhor marca, com R$ 2,855 bilhões.

Em pleno período eleitoral, os resultados dos municípios e suas estatais foram negativos. As prefeituras tiveram déficit primário de R$ 8 milhões, e suas estatais ficaram com déficit de R$ 19 milhões.

Segundo o BC, o déficit previdenciário de R$ 2,17 bilhões em julho foi o menor para o mês desde julho de 2002, quando foi registrado resultado negativo de R$ 1,315 bilhão.

Chama a atenção o desempenho das estatais federais, que, nos primeiros sete meses do ano, acumularam pouco mais de um terço da meta para 2008. O superávit do período ficou em R$ 6,574 bilhões, enquanto a meta até dezembro está fixada em R$ 18,7 bilhões.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)


Crédito

Indústria de cartão de crédito deve faturar R$ 19 bi em setembro, diz Itaú
Valor Online
26/08/2008

SÃO PAULO - O faturamento da indústria brasileira de cartões de crédito deve somar R$ 19 bilhões em agosto, um crescimento de 21,7% em relação a mesmo período de 2007, quando ficou em R$ 15,6 bilhões. A projeção foi apresentada nesta terça-feira pelo banco Itaú.

Para o acumulado entre janeiro e agosto, o faturamento deverá atingir R$ 139 bilhões, uma alta de 22,5% em comparação aos oito primeiros meses do ano passado.

O número de cartões em circulação chegará a 103,1 milhões de unidades que, segundo o Itaú, vão gerar 243 milhões de transações. O tíquete médio ficará em R$ 78,40, elevação de 3,3% no confronto com agosto de 2007.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Lucro da Visa sobe 41% no trimestre até junho e soma US$ 422 milhões
Valor Online
30/07/2008

SÃO PAULO - A administradora de cartões de crédito Visa divulgou hoje um lucro líquido de US$ 422 milhões no terceiro trimestre fiscal, findo em 30 de junho. O resultado equivale a US$ 0,51 por ação classe A e representa um aumento de 41% em relação ao lucro auferido um ano antes, quando o ganho líquido havia sido de US$ 299 milhões.

Excluindo alguns itens extraordinários, como custos judiciais, o lucro foi de US$ 457 milhões, ou US$ 0,59 por ação classe A.

A receita operacional alcançou US$ 1,6 bilhão no período, uma expansão de 18%. Segundo a companhia, que até o mês de março tinha seu capital fechado, os ganhos foram puxados por operações com cartões de débito nos Estados Unidos e uma expansão mais vigorosa em mercados fora desse país.

Energia

Furnas fecha acordo para substituir 1.800 terceirizados em cinco anos
Valor Online
27/08/2008

RIO - A geradora de energia Furnas Centrais Elétricas assinou hoje acordo com o Ministério Público do Trabalho para substituir, em cinco anos, 1.800 funcionários terceirizados por concursados. Além disso, a empresa terá que destinar R$ 2 milhões para que o Serviço Nacional de Aprendizagem na Indústria (Senai) implemente cursos de requalificação. Metade das vagas nestes cursos será oferecida aos trabalhadores terceirizados que serão substituídos.

O acordo, que colocou fim a sete anos de investigação e ações do Ministério Público do Trabalho contra Furnas, estabelece ainda que 20% dos terceirizados terão de ser substituídos até dezembro de 2009.

"Essa solução representa a concretização do princípio do acesso universal ao emprego público. Esse é o principal benefício para a sociedade. E os 1.800 trabalhadores, que estavam em situação ilegal, também não ficaram desamparados. O acordo prevê sua requalificação, para uma boa inserção no mercado de trabalho", explicou, por meio de nota, o procurador-geral do Trabalho, Otavio Brito Lopes.

De acordo com a nota divulgada pelo Ministério Público do Trabalho, a proposta de destinar os recursos da multa ao Senai partiu da própria empresa. Para o procurador Sebastião Caixeta, responsável pelo caso, embora a sentença determinasse o pagamento de R$ 3 milhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o acordo não conflita com a decisão.

"O FAT iria empregar esses valores em favor da classe trabalhadora justamente por meio de qualificação. Consideramos pertinente a destinação dos recursos ao Senai, que tem capacidade técnica comprovada para essa capacitação, desde que se oferecesse o benefício para a população em geral", afirmou o procurador.

(Rafael Rosas | Valor Online)

CPFL entra no negócio da biomassa
Valor Econômico
04/09/2008

SÃO PAULO - O grupo CPFL fechou seu primeiro negócio para gerar energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar. A empresa assinou um acordo com a usina de açúcar e álcool Irmãos Baldin, da cidade de Pirassununga, interior de São Paulo, e juntas as duas empresas vão investir R$ 100 milhões em um projeto de co-geração. Esta é a primeira vez que a CPFL vai gerar energia a partir de biomassa e não somente comprar a produção, como faz desde 1987.

O investimento será feito por meio da recém-criada CPFL Bioenergia, que pertence 100% à CPFL Geração. Neste primeiro projeto serão gerados 25 MW excedentes para venda no mercado livre. A capacidade instalada do projeto pode chegar a 45 MW e vai suprir também a demanda da própria usina Baldin. A energia entrará no sistema a partir de 2010 e será toda vendida para a CPFL Brasil que faz a comercialização.

Para se ter uma idéia do potencial de receita que um projeto como esse pode oferecer à CPFL Bioenergia, recentemente a comercializadora do grupo fechou a compra de cerca de 30 MW do grupo Cosan num valor total de R$ 500 milhões, que entrará gradativamente no caixa da usina ao longo de 15 anos. No leilão de energia de biomassa, realizado pelo governo em meados de agosto, os mesmos 30 MW geraram uma receita fixa anual de cerca de R$ 40 milhões.

No mercado livre, esse retorno pode ficar ainda mais atrativo. Os consumidores que se enquadram na categoria A4, ou seja, que consomem entre 500 kW a 3 MW de energia, podem comprar com um desconto de 50% na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Segundo o presidente do grupo CPFL, Wilson Ferreira, para usufruir desse desconto o consumidor precisa comprar a energia de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) ou de uma usina de biomassa que produz até 30 MW.

A estratégia da CPFL, por enquanto, é focar em pequenas usinas (que produzem até dois milhões de toneladas de cana) justamente para pegar esse público consumidor que pode ter o desconto da TUSD. Ferreira diz que a empresa já tem em estudo projetos de co-geração de até 500 MW. Dados apresentados por Ferreira mostram que hoje se produz no Brasil 1,4 mil MW de energia a partir do bagaço, ou 3% do total do sistema elétrico brasileiro. Cerca de 30% do que já é produzido é comprado pela CPFL, que adquire esse tipo de energia desde 1987. Em 2001, por causa do racionamento, a companhia inclusive incentivou 20 usinas de cana de açúcar a produzir energia para que pudesse comprar o excedente, ou seja, o que não é usado na própria usina. A expectativa da CPFL é de que, em 10 anos, a energia de biomassa represente 10% de todo o consumo do sistema, ou o equivalente a 14,4 mil MW.

Esse tipo de energia tem se mostrado muito atrativa e outras tradicionais empresas de geração também estão atentas ao mercado de biomassa. Assim como a CPFL, a Tractebel está investindo na geração de energia a partir da biomassa e chegou a participar do leilão do governo quando vendeu 20 MW, num projeto de investimento de US$ 120 milhões. A Energias do Brasil também vai entrar forte no negócio e, diferentemente das outras, não vai se associar a uma usina. Ela mesma vai cuidar da plantação da cana.

Para os usineiros, o negócio de geração também incrementa o faturamento. Estima-se em média que as empresas ganhem entre R$ 4 e R$ 8 a mais na tonelada de cana. A Baldin Bioenergia, como se denomina agora a Irmãos Baldin, produz atualmente 800 mil toneladas por ano de cana. Luiz Fernando Baldin estima que, com a parceria com a CPFL, sua produção aumente em 130%. Hoje a companhia fatura R$ 54 milhões por ano e pretende chegar a R$ 177 milhões. Os investimentos anunciados serão usados na compra de novas caldeiras, transformadores, subestações e no sistema de conexão.

(Josette Goulart | Valor Econômico)

Indústria Automobilística

Receita de montadoras com exportações sobe 7,6% em agosto, nota Anfavea
Valor Online
04/09/2008

SÃO PAULO - As exportações de veículos e máquinas automotrizes somaram US$ 1,327 bilhão em agosto, um acréscimo de 6,8% no confronto com a receita somada no mesmo mês do ano passado, de US$ 1,243 bilhão.

A Associação Nacional os Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), responsável pelos dados, mostrou que o resultado foi 7,6% melhor do que aquele verificado em julho de 2008, de US$ 1,233 bilhão.

Do começo do ano até agosto, houve aumento de 9,1% nas vendas externas, alcançando US$ 9,444 bilhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Anfavea anuncia aumento de US$ 1,7 bilhão nos investimentos do setor
Valor Online
04/09/2008

SÃO PAULO - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) atualizou hoje os valores referentes aos investimentos do setor para os próximos três anos. De acordo com a entidade, as montadoras e fabricantes de autopeças irão desembolsar agora US$ 22,7 bilhões até 2011, contra US$ 21 bilhões anunciados anteriormente.

Com os aportes, a Anfavea acredita que o parque automobilístico nacional chegue a 2013 com a capacidade de produzir 6 milhões de veículos por ano, um salto de 56% sobre a capacidade atual. No entanto, a produção efetiva para 2013 é projetada pela associação em 5 milhões de unidades.

Apesar de atualizar o valor total do setor, a Anfavea não especificou as empresas donas do investimento adicional. O diretor-técnico da entidade, Aurélio Santana, garantiu apenas que, entre outras coisas, estão incluídos nos US$ 22,7 bilhões os investimentos referentes à nova fábrica da Toyota, em Sorocaba (SP), cujos valores ainda não foram revelados oficialmente pela montadora japonesa.

O executivo, entretanto, fez questão de salientar que não é correto atribuir à Toyota o US$ 1,7 bilhão que foi adicionado ao investimento total do setor até 2011.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Produção de máquinas agrícolas cresce 4,9% ante julho, revela Anfavea
Valor Online
04/09/2008

SÃO PAULO - A produção de máquinas agrícolas automotrizes foi de 7.961 unidades em agosto, com ampliação de 16,8% em relação às 6.817 unidades de mesmo mês do ano passado, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No confronto com as 7.591 unidades fabricadas em julho de 2008, a produção de máquinas agrícolas subiu 4,9% no mês passado.

No acumulado do ano por ora, foi verificada a produção de 55.443 máquinas agrícolas, expansão de 31,9% na comparação com intervalo equivalente de 2007 (42.027 unidades).

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Petróleo e Gás

Petrobras inicia extração de óleo do pré-sal no campo de Jubarte

Agência Brasil
02/09/2008

VITÓRIA (ES) - A Petrobras vai dar início hoje à produção do primeiro óleo do pré-sal, no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no litoral sul do Espírito Santo. A solenidade de início do primeiro óleo do pré-sal contará com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

O início da produção de Jubarte foi precedido por uma entrevista coletiva na Unidade de Negócios da Petrobras, no Espírito Santo, pelo diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, e do gerente-executivo de Exploração e Produção do Pré-Sal, José Formiglli.

Para Estrella, ao iniciar a produção do pré-sal no Parque das Baleias, a empresa vai dar um passo decisivo na ampliação dos conhecimentos que levarão a Petrobras a desenvolver as reservas do pré-sal localizadas no Espírito Santo e em outros pontos do litoral brasileiro.

"O início da produção efetiva do primeiro óleo do pré-sal é um novo marco na história da indústria do petróleo no Brasil e no exterior. Ele é um poço importantíssimo para nós na medida em que possibilitará a coleta de dados que vai ser complementada no ano que vem com entrada em produção do primeiro poço de Tupi, que será responsável pelo Teste de Longa Duração (TLD).

A primeira extração do pré-sal se dará a partir do poço 1-ESS-103ª, que estará interligado à FPSO Juscelino Kubitschek (P-34), e exigiu investimentos de cerca de R$ 50 milhões. A produção começa com um Teste de Longa Duração (TLD), que servirá de parâmetro para que se possa observar o comportamento do óleo do pré-sal, tanto no reservatório como na planta de processo da plataforma, devendo durar de seis meses a um ano.

Segundo a Petrobras, a plataforma P-34 foi batizada de FPSO JK em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. A unidade produz petróleo no campo de Jubarte desde dezembro de 2006, em um reservatório localizado acima da camada de sal.

"O fato dessa plataforma se situar a apenas 2,5 km do poço exploratório 1-ESS-103A, descobridor de óleo no pré-sal, abaixo do Campo de Jubarte, em lâmina d ? água de 1.375 metros, possibilitou a antecipação da produção da camada pré-sal no Espírito Santo", explicou a Petrobras.

De acordo com o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, a estatal vem realizando nas últimas duas semanas testes de pré-operação do poço a ser visitado nesta terça-feira pelo presidente Lula, quando foi revelada a possibilidade de uma vazão de até 18 mil barris de petróleo por dia.

Estrella não soube precisar, no entanto, a reserva do Campo de Jubarte, uma vez que serão necessárias perfurações de mais dois a três poços para que ela seja definida.

"Mas temos perspectivas muito interessante e vamos perfurar mais dois poços ainda este ano para uma melhor definição. As perspectivas exploratórias e geológicas são boas, mas para um poço exploratório vertical, com diâmetro mais estreito, a produção inicial é espetacular."

Para Estrella, mais do que o primeiro "grande passo", em direção ao conhecimento e ao domínio do pré-sal, o início da produção do primeiro óleo de Jubarte inicia o processo que levará a inserção do óleo do pré-sal na história da exploração de petróleo e gás natural no país.

"A partir de Jubarte nós poderemos observar como o reservatório se comporta em situação de atividade exploratória. O pré-sal surge em uma conjuntura importante para consolidar o processo de crescimento sustentado do país para os próximos anos", avalia Estrella.

Nos últimos anos a Petrobras investiu aproximadamente R$ 1,7 bilhão na perfuração de 15 poços na camada do pré-sal. Destes, oito já foram testados e indicaram presença de petróleo leve de alto valor comercial e grande quantidade de gás natural associado, mas - segundo a Petrobras - ainda não tiveram declarada a comercialidade, estando, portanto, em fase de avaliação.

"Para atingir as camadas pré-sal, entre 5 e 7 mil metros de profundidade, a Petrobras desenvolveu novos projetos de perfuração, onde mais de 2 mil metros de sal foram atravessados. Os dados obtidos por esses poços possibilitaram delimitar com elevado grau de segurança que as rochas do pré-sal estendem-se por uma área que vai do Espírito Santo a Santa Catarina, com 800 quilômetros de extensão e 200 quilômetros de largura, em lâmina d'água entre 1 e 3 mil metros de profundidade", segundo a estatal.

O poço de Jubarte está localizado a 70 quilômetros da costa do Espírito Santo, com o óleo sendo extraído a 4.700 metros de profundidade, tendo que, para isso, ultrapassar uma camada de 200 metros de sal. No caso de Tupi o reservatório está a mais de 6 mil metros de profundidade e a camada de sal chega a cerca de 2 mil metros.


Petrobras e Modec fecham acordo para plataforma-piloto de Tupi
Valor Online
26/08/2008

RIO - A Petrobras e a Mitsui Ocean Development & Engineering Co. (Modec) assinaram memorando de intenções para construção, afretamento e operação da plataforma que será utilizada no projeto-piloto do campo de Tupi, na Bacia de Santos. A unidade será do tipo FPSO (Floating Production, Storage and Offloading), com capacidade de produzir 100 mil barris de óleo ou 150 mil barris de fluidos por dia, com capacidade de armazenagem de 1,6 milhão de barris.

As informações foram confirmadas pela estatal brasileira, que não revelou os valores envolvidos na negociação. Apesar de os valores não terem sido confirmados, na nota divulgada pela Modec no site da empresa, o presidente da companhia, Kenji Yamada, garante que vai "entregar uma FPSO de qualidade no tempo e dentro do orçamento".

A expectativa da Modec é de que a plataforma chegue ao país no quarto trimestre de 2010, para ser instalada em lâmina d'água de 2.150 metros. A empresa japonesa será responsável pelo projeto de engenharia, construção e operação, enquanto a Sofec ficará responsável pelo sistema de ancoragem.

O contrato prevê o afretamento por 15 anos, com cinco renovações anuais possíveis. A Modec vai converter o VLCC (very large crude carrier, petroleiro de grandes proporções) M/V Sunrise IV, que passará a se chamar FPSO Cidade de Angra dos Reis MV22. Inicialmente, a plataforma produzirá a partir de cinco poços, mas terá capacidade de adicionar outros quatro poços ao sistema no futuro.

Esta será a sexta embarcação da Modec a operar no Brasil. Atualmente, a empresa opera as FPSOs Fluminense e Cidade do Rio de Janeiro MV14 e a FSO Cidade de Macaé MV15. Além dessas, as plataformas Cidade de Niterói MV18 e Cidade de Santos MV20 estão em construção, com expectativa de começarem a operar, respectivamente, nos últimos trimestres de 2008 e 2009.

"O FPSO para o piloto de Tupi representa uma etapa significativa para a Modec na assistência à Petrobras e aos seus parceiros para começar a desenvolver as vastas reservas do pré-sal da Bacia de Santos", frisa o presidente da Modec International, Rick Hall.

O campo de Tupi será o primeiro do pré-sal a entrar em operação na unidade de negócios da Bacia de Santos. A estatal estima que as reservas do campo estejam entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. A produção começará na região com o teste de longa duração (TLD), que deve começar a produzir 30 mil barris diários a partir de março do ano que vem.

O piloto, que deve ter início em 2010, vai ajudar a definir a melhor maneira de se explorar o campo, colaborando, inclusive, para determinar o número de plataformas que serão necessárias.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Tecnologia

LG vai investir US$ 1,5 bi para elevar vendas de telas de LCD em 30%
Valor Online
01/09/2008

SÃO PAULO - A sul-coreana LG planeja elevar em 30% suas vendas de telas de LCD (usadas em monitores e TVs), para US$ 20 bilhões, até 2010. Para tanto, a companhia espera triplicar sua produção nesse período. Segundo a LG, essa expansão será necessária para garantir sua posição como uma das principais fabricantes mundiais desses produtos.

No total, a empresa irá investir US$ 1,5 bilhão em pesquisa e marketing nos próximos dois anos, como parte de sua estratégia para atingir essas metas. Sua intenção é dividir seus esforços em quatro frentes.

O principal é o desenvolvimento de novos produtos, para manter a liderança tecnológica nesse mercado. Apenas nessa área, serão investidos US$ 1 bilhão até 2010, segundo o plano da LG. Isso garantirá, também, a expansão de seu portfólio, o segundo ponto importante na estratégia da companhia.

A LG ainda afirmou que irá aplicar US$ 500 milhões em campanhas de marketing em todo o mundo no período. Esses recursos serão alocados de forma regionalizada, para tentar potencializar os resultados em cada mercado específico, afirma a empresa. Entre outras medidas, a LG tem a intenção de intensificar sua parceria com distribuidores de produtos premium, assim como centralizar as atividades de marketing em suas mãos em regiões mais maduras, como a América do Norte e a Europa.

A competição se intensificou desde que a indústria de TVs de tela plana amadureceu", afirmou o presidente e executivo-chefe da divisão de Telas Digitais da LG, Simon Kang. "Mesmo assim, estamos confiantes que atividades focadas e localizadas de marketing, enfatizando nossos produtos, que personificam a perfeita harmonia entre design e tecnologia, irá nos separar dos competidores", acrescentou durante a IFA, em Berlim, uma das principais feiras mundiais de eletrônicos pessoais.

O último ponto da estratégia diz respeito à intenção da LG de adaptar seus processos para garantir um retorno sobre capital mais elevado. Para isso, a companhia pretende aumentar o uso de tecnologia em suas áreas de pesquisa e operacionais, além de terceirizar partes da produção. Toda a cadeia, segundo a LG, irá ser gerenciada por um sistema mais avançado, oferecendo mais agilidade e economia - embora a empresa não tenha explicado como. Essas mudanças, crê a LG, irão permitir alocar melhor seus recursos humanos, privilegiando áreas de alto potencial de valor, enquanto se beneficia da economia gerada com a terceirização de áreas mais básicas, como a produção.

(José Sergio Osse | Valor Online)


Vendas mundiais de celulares crescem 11,8% no segundo trimestre
Valor Online
01/09/2008

SÃO PAULO - As vendas mundiais de telefones celulares cresceram 11,8% no segundo trimestre deste ano, chegando a 305 milhões de unidades no total. Embora o cenário econômico tenha prejudicado as vendas tanto em mercados emergentes como desenvolvidos, a consultoria Gartner mantém uma expectativa positiva para o fechado do ano.

"Os consumidores de mercados maduros continuaram preferindo aparelhos médios em detrimento dos mais avançados, enquanto nos mercados emergentes foram captados mais assinantes no trimestre", afirmou a diretora de Pesquisa de Celulares do Gartner, Carolina Milanesi. "Entretanto, as vendas para substituição de aparelhos continuaram fracas, à medida que os consumidores enfrentam preços mais altos para os combustíveis e para alimentos, além de altos níveis de inflação", acrescentou.

Mesmo assim, a analista acredita que o mercado ainda fechará em terreno positivo, com um total de 1,28 bilhão de aparelhos comercializados entre janeiro e dezembro.

No segundo trimestre, a finlandesa Nokia se manteve na liderança absoluta do mercado, com 120,4 milhões de celulares vendidos. Isso elevou sua participação para 39,5%, contra 36,7% no mesmo período do ano passado.

A Samsung se consolida cada vez mais na vice-liderança do mercado, que tomou nos últimos meses da Motorola. A empresa sul-coreana fechou junho com 15,2% do mercado (ante 13,3% em 2007) e um total de 46,3 milhões de aparelhos vendidos. Já a norte-americana viu sua fatia do mercado cair de 14,5% no segundo trimestre do ano passado para 10% no deste ano, com vendas de 30,3 milhões de celulares.

Na América Latina, segundo o Gartner, as vendas de celulares atingiram a marca de 38,5 milhões de unidades entre abril e junho, 19% mais que em igual intervalo do ano passado. "A performance desse trimestre ficou abaixo das expectativas principalmente por conta do forte crescimento no primeiro trimestre de 2008 e uma ligeira queda na demanda no segundo trimestre, gerando altos níveis de estoque, uma vez que os fabricantes acabaram por não materializar completamente suas vendas", afirmou o analista de Terminais Móveis do Gartner nos EUA, Tuong Nguyen.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Transportes

Trip quer fomentar mercado de distribuição final de passageiros
Valor Online
04/09/2008

SÃO PAULO - A Trip quer criar um novo produto no mercado de aviação brasileiro, algo que já é comum em países mais ricos como os EUA. O plano agressivo da companhia, que quer acelerar seu ritmo de crescimento para 70% ao ano nos próximos três anos, irá criar uma malha preparada para atender empresas aéreas tradicionais na distribuição capilarizada de passageiros para cidades de baixa demanda. Nesse contexto, um acordo como o firmado com a norte-americana SkyWest faz todo o sentido, diz o presidente da Trip, José Mário Caprioli.

A SkyWest, maior empresa aérea regional do mundo, realiza esse tipo de operação complementar para duas das maiores companhias aéreas dos EUA: a United Airlines e a Delta Air Lines. A experiência da nova parceira nessa atividade, acredita a administração da Trip, será importante para que ela dê início a esse segmento no Brasil - algo que nunca foi explorado devidamente.

"Estamos criando um novo produto para o mercado brasileiro", afirma o presidente do conselho da Trip, Renan Chieppe, representante do Grupo Águia Branca, que divide o controle da companhia aérea com o Grupo Caprioli.

Atualmente a Trip já tem uma parceria com a TAM para a distribuição final de algumas linhas, principalmente na região Centro Oeste. Essa operação, porém, ainda é "embrionária", segundo Caprioli.

"Ela representa um milionésimo da malha da SkyWest nos EUA, mas já é um começo nesse sistema de parceria", afirma o presidente, lembrando que a Trip, hoje, já opera mais destinos do que as líderes TAM e Gol juntas e responde por 65% do mercado brasileiro de aviação regional.

"A parceria com a SkyWest, dada sua experiência, é um recado que mostra nossa capacidade e intenção de fomentar o mercado de alimentação e distribuição de passageiros", explica.

De acordo com Caprioli, a expansão projetada para a malha, porém, não depende do aumento da parceria com a TAM ou de novos acordos semelhantes. Ela, por si, sustenta os resultados da companhia, por mais agressivas que sejam as metas, diz o executivo.

"Nossa malha se sustenta sozinha, sem parceiros. Mas ela estará pronta para atender empresas parceiras, caso haja demanda", afirma.

Caprioli reconhece, inclusive, que eventuais novas parcerias podem até elevar o ritmo de crescimento de 70% ao ano, almejado pela Trip. O limite, explica Chieppe, é a oferta de aeronaves.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Argentina planeja aliança com Embraer
Valor Econômico
05/09/2008

BUENOS AIRES - O governo argentino espera concretizar, até o fim deste ano, uma aliança estratégica entre a fabricante de aviões Área Material Córdoba (AMC) e a brasileira Embraer para a produção conjunta de equipamentos para aviação civil e militar. Será o segundo passo de uma aproximação maior entre a Embraer e Argentina, que está sendo promovida pelos governos com as empresas há um ano e meio, em negociações conduzidas pelos ministros da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e da Argentina, Nilda Garré.

O primeiro passo será discutido no fim de semana quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner se encontrarem em Brasília para a celebração do dia da Independência. A presidente argentina comunicará a Lula oficialmente a intenção de seu governo de comprar aviões Embraer para renovação da frota da Aerolíneas Argentinas, cuja reestatização foi aprovada quarta-feira pelo Congresso.

O acordo com a AMC é uma outra etapa. " Acreditamos que Córdoba possa ser um fornecedor estratégico da Embraer " , disse ao Valor Oscar Cuattromo, secretário de Planejamento do Ministério da Defesa. Segundo ele, o governo argentino acredita na possibilidade concreta de que a ex-fábrica militar de aviões se converta em um fornecedor da Embraer, começando com a fabricação de peças simples, avançando para a produção conjunta de componentes a médio prazo.

Os contatos de aproximação entre a AMC e a Embraer começaram com a troca de visitas de funcionários e técnicos às duas instalações, a de Córdoba (a 800 km de Buenos Aires) e a de São José dos Campos (200 km de São Paulo). A AMC é administrada pela americana Lockheed Martin Aircraft & Logistics Centers. Desde 1994, quando foi privatizada, se transformou em uma sociedade anônima e passou a se chamar oficialmente Lockheed Martin Aircraft Argentina S/A.

O decreto de 1994, que entregou a AMC em concessão para a Lockheed, era parte de um acordo político para reforçar os laços entre Argentina e Estados Unidos. O contrato de concessão tinha duração de 25 anos (vencimento em 2019) e dava à Lockheed o gerenciamento operacional da fábrica que inclui serviços de manutenção de aviões militares e de empresas aéreas particulares, construção de estruturas, modernização de motores e peças. Mas todos os ativos (prédios, galpões, máquinas, equipamentos e aeronaves) continuaram controlados pelo Estado.

A partir de 2006, o ex-presidente Nestor Kirchner, marido da atual presidente, começou a pressionar a empresa para retomar a produção de aviões Pampa. Como a Lockheed resistiu a retomar o projeto, em outubro de 2007, o Ministério da Defesa decidiu reformular todo o contrato de concessão. O novo contrato estabelecia um orçamento de US$ 66,4 milhões para a prestação de serviços e a fabricação de 10 estruturas do Pampa IA-63. E possuía um adendo, chamado " Contrato de Transição " , que deu prazo até 31/12/2008 para que a Lockheed decida se quer continuar ou não com a concessão. Caso não queira, deverá vender as ações da AMC para o governo. Na prática isso significou retirar a concessão da companhia antes do prazo final.

O secretário Cuattromo conta que desde 2005 o governo argentino vinha conversando com a direção da Lockheed para convencer a empresa a voltar a construir aviões para as Forças Armadas. " As negociações foram feitas com muita cordialidade. " Mas a resposta foi negativa e por isso, relata, não houve qualquer resistência dos americanos quando a ministra Nilda Garré propôs a antecipação do vencimento do contrato.

" A Lockheed veio para a Argentina como parte de um acordo político, não por uma estratégia de negócios " , disse o secretário em entrevista ao Valor na sede do Ministério. Segundo ele, dos US$ 35 bilhões anuais que a gigante americana fatura em suas operações mundiais, a AMC contribui com apenas US$ 40 milhões. Toda a operação é gerenciada por argentinos e os únicos americanos que trabalham em Córdoba são o presidente e um diretor financeiro.

A AMC está equipada para manutenção e reparo dos modelos Pulquí I, o primeiro avião de reação da América Latina e o sétimo do mundo; o Mentor B45, da Beechcraft (para treinamento de pilotos); o Pucará IA-58 (avião de ataque); o Fightinghawk A-4AR; o Hercules C-130; o holandês Fokker F-28;e o brasileiro Tucano, além do Pampa AT-63. Mas suas instalações são antigas e necessitariam investimentos em modernização.

" Nosso objetivo é recuperar as capacidades industriais de Córdoba " , afirma Cuattromo, frisando que será um processo longo, complexo e que exigirá muito dinheiro. Por isso o governo argentino está disposto a buscar associações com outras empresas, estatais e privadas. " O investimento em modernização seria feito pelo Estado argentino, mas estamos abertos a associações com outras empresas para projetos específicos " . Além da Embraer, o Ministério da Defesa está em negociações com a aeronáutica do Chile e pretende manter a flexibilidade para negociação com outros parceiros.

A expectativa, diz Cuattromo, é recuperar a fábrica nos próximos dez anos e retomar o projeto Pampa que prevê a fabricação de outras 18 aeronaves, para dobrar a frota atual da Força Aérea, e a partir daí começar a produzir para exportação. Não será a primeira parceria da AMC com a Embraer. No começo dos anos 80, a brasileira tinha um acordo com as Forças Armadas da Argentina para o desenvolvimento conjunto do CBA 123, um avião de transporte de passageiros com 19 assentos e motor a hélice traseiro. Porém o acordo resultou na construção de apenas três aeronaves.

Procurada, a Embraer confirmou, por meio de uma nota, que está em negociações com o governo argentino com o " objetivo de estabelecer um plano de cooperação aeronáutico " . Segundo o comunicado, nas discussões mantidas entre Embraer e as entidades do governo argentino, " identificou-se, de uma parte, a possibilidade de vendas de aeronaves Embraer para o mercado argentino e, de outra, a capacitação da AMC de prestar serviços de manutenção e produzir peças para as aeronaves civis da Embraer " . A empresa diz que, no entanto, não há, em nenhum dos casos, compromisso firmado entre as partes. A Embraer ressaltou que a posição de hoje é a mesma anunciada no início do ano, durante contatos entre os governos do Brasil e Argentina.

(Janes Rocha | Valor Econômico. Colaborou Marli Olmos, de São Paulo)

Embraer entrega primeiro EMB 170 à Air France/Régional
Valor Online
05/09/2008

SÃO PAULO - A Embraer entregou o primeiro dos nove jatos EMB 170 adquiridos pela Régional, o braço de aviação regional da francesa Air France. Esse será o segundo modelo de aeronave da família de E-Jets da fabricante brasileira utilizado pela companhia francesa, que já opera com modelos EMB 190.

"A entrega do primeiro EMBRAER 170 para nosso maior cliente na Europa, apenas dois anos após a companhia aérea ter recebido seu primeiro EMB 190, é um momento de orgulho para nós", disse o vice-presidente de Aviação Comercial da Embraer, Mauro Kern.

A aeronave entregue à Régional tem capacidade para 76 passageiros em classe única. Segundo a empresa, o avião deve entrar em operação já nesta semana em linhas dentro da França e para países vizinhos.

"Estamos muito satisfeitos em receber nosso primeiro jato EMB 170", disse o presidente e executivo-chefe da Régional, Jean-Yves Grosse. "A combinação do EMB 170 e do EMB 190 na mesma frota nos dará maior flexibilidade, oferecendo aeronaves na medida certa para atender a demanda de rota e garantir o melhor conforto para nossos passageiros", acrescentou.

A Régional é a maior cliente européia da Embraer e, atualmente, opera uma frota de 48 aeronaves da fabricante brasileira. Além do novo EMB 170, ela também utiliza 6 EMB 190, 28 ERJ 145, nove ERJ 135 e cinco EMB 120 Brasília.

(José Sergio Osse | Valor Online)

 

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