Sexta-feira, 12/09/2008
Ano VIII – edição 334

Agronegócios

Cosan define na próxima semana estratégia para pagamento da Esso
Valor Online
12/09/2008

SÃO PAULO - A estratégia financeira para o pagamento da aquisição dos ativos da Esso no Brasil deve ser definida na próxima sexta-feira, quando se reúne o conselho de administração da Cosan. A informação foi dada hoje pelo vice-presidente financeiro da companhia, Paulo Diniz, durante teleconferência em que comentou os resultados da empresa em seu primeiro trimestre fiscal.

Segundo o executivo, devem ser utilizados no pagamento, marcado para dezembro deste ano, US$ 500 milhões que a holding Cosan Limited tem em caixa e outros US$ 500 milhões que estão disponíveis para saque em uma linha "stand by" firmada com um banco internacional, que não teve o nome divulgado. A aquisição da Esso no Brasil, anunciada em abril deste ano, foi fechada por US$ 826 milhões acrescidos de US$ 163 milhões referentes a dívidas.

A Cosan S.A. registrou prejuízo líquido de R$ 58,1 milhões em seu primeiro trimestre fiscal, encerrado em julho deste ano. Os preços baixos do açúcar e do etanol no mercado internacional, bem como a elevação dos custos e despesas, foram os responsáveis pelo resultado.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Grupo André Maggi abre filial no mercado europeu
Valor Econômico
09/09/2008

CUIABÁ - Dono da maior trading agrícola de capital nacional, o Grupo André Maggi decidiu investir na abertura de uma filial na Europa para distribuir a produção de grãos, óleo e farelo originada pela companhia. Com planos de consolidar-se como uma " multinacional mato-grossense " , a subsidiária do conglomerado servirá como referência para os negócios de outras empresas brasileiras e argentinas do agronegócio no velho continente.

A Amaggi Europe, com sede em Roterdã (Holanda), abriu as portas em julho com um escritório de 15 especialistas em comércio exterior. " É uma trading que está nascendo para ser referência na Europa " , diz o diretor-presidente do grupo, Pedro Jacyr Bongiolo. " Também vamos fazer a intermediação de negócios com empresas brasileiras e argentinas " . A Amaggi também estuda transferir sua sede nacional de Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, para Cuiabá, apurou o Valor com uma fonte da família controladora da empresa.

O Grupo André Maggi, que deve faturar US$ 1,8 bilhão neste ano, não revela os volume embarcados ao exterior sob a alegação de preservar sua estratégia comercial. Mas a Amaggi informa que 90% de suas exportações no ano passado tiveram a Europa como destino. A empresa exportou US$ 591,6 milhões em 2007, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A abertura de uma trading na Europa atende à antiga aspiração do grupo de atuar na última etapa da comercialização de sua produção: a distribuição direta em portos europeus. " Fomos nos especializando, conhecendo o mercado externo e achamos que agora era a hora de dar esse passo no exterior " , afirma Bongiolo.

A nova empresa também ajudará o grupo a eliminar intermediários nessas operações. Até então, a Amaggi utilizava os serviços de distribuição da holandesa Cefetra para entrar no mercado europeu. Braço das cooperativas européias, a Cefetra atua na Hungria, Polônia e Reino Unido. Em seu plano de expansão, a Amaggi pensou até em adquirir as operações da Cefetra, apurou o Valor. Mas desistiu após identificar que os maiores ativos da parceira eram justamente seus executivos e seu amplo conhecimento do mercado europeu. Assim, decidiu recrutar parte dos novos funcionários da Amaggi Europe na Cefetra. O especialista holandês Anouk Ploeger foi um deles.

A subsidiária européia da Amaggi também dará ao grupo condições de prospectar novos negócios relacionados ao ramo. " Vamos ter oportunidade de ver novos negócios estando por lá. Temos que estar mais presentes no mercado consumidor porque trabalhamos com nichos, como a soja não-transgênica " , diz Bongiolo.

Mesmo com os planos de expansão da Amaggi no exterior, Bongiolo garante que o grupo será " conservador " em sua primeira empreitada para além das fronteiras nacionais. " Seremos bastante conservadores no início, mas cresceremos aos poucos " .

No país, a Amaggi está em processo de ampliação de suas instalações em Porto Velho (RO). Com dificuldades para exportar milho no atual porto da cidade, em razão das limitações operacionais, o grupo adquiriu um terreno no perímetro urbano da cidade para construir novas instalações.

" As operações devem começar no segundo semestre de 2009 " , prevê Bongiolo. As negociações com o governo de Rondônia para a criação de infra-estrutura exigida já estão bastante adiantadas, como a construção da ligação do novo porto com a BR-364. Com essa ampliação, também devem ser necessárias a compra de novas barcaças e empurradores das cargas para transportar a produção pelo rio Madeira, além da modernização das instalações do porto da empresa em Itacoatiara (AM), às margens do rio Amazonas, onde são feitos os transbordos das barcaças para navios de grande calado.

(Mauro Zanatta | Valor Econômico)

Bancos

Banco do Brasil oferece R$ 685 milhões por Besc e Bescri
Valor Online
12/09/2008

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) propõe pagar R$ 685 milhões em ações pelo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e pela Besc S.A. Crédito Imobiliário (Bescri). Se a incorporação for aprovada na Assembléia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o dia 30 deste mês, o BB pagará aos acionistas das duas instituições R$ 411 milhões e R$ 274 milhões, respectivamente. As informações constam de fato relevante divulgado ontem.

O pagamento será feito mediante emissão de 23,74 milhões de ações ordinárias, respeitando a relação de uma ação do BB para 12,13308922 ações ON do Besc e um papel do BB para 1.592,261627 ações ON da Bescri. No caso do ativo PNA, vale a proporção de 1 ação de emissão do BB por 12,13308922 ações PNA do Besc. O mesmo se aplica ao papel PNB do Besc.

Em meados do mês passado, o presidente do BB, Antonio Francisco de Lima Neto, tinha manifestado a intenção de concluir as aquisições do Besc até o fim deste ano, com a expectativa de anunciar a compra até outubro.

Construção

Brascan Residencial Properties incorpora a Company
Valor Online
10/09/2008

SÃO PAULO - A consolidação no setor imobiliário continua avançando. Hoje, a Brascan Residential Properties (BRP) anunciou uma proposta de reorganização societária que resultará na incorporação da construtora Company. A operação envolve troca de ações e o pagamento de R$ 200 milhões aos acionistas da Company.

"Considerando que Company e BRP são companhias abertas e do mesmo ramo de atuação, integrantes do Novo Mercado da Bovespa, a Reorganização Societária justifica-se pelo potencial ganho em economia de escala, além do fortalecimento da posição da BRP e da Company no mercado", destacaram as duas empresas em comunicado.

Pelos termos do negócio, uma subsidiária da Brascan, a Brascan SPE SP-3, irá incorporar as ações da Company e, posteriormente, a subsidiária será incorporada pela BRP, unificando a base acionária das companhias.

A reorganização será apreciada pelos acionistas das duas empresas em assembléia agendada para o dia 22 de outubro.

Caso aprovada, a operação terá o seguinte formato: na primeira etapa, a incorporação, os acionistas da Company receberão para cada papel 16 ações ordinárias e 3 ações preferenciais resgatáveis da subsidiária da Brascan.

As ações PN posteriormente serão resgatadas, operação na qual os acionistas receberão R$ 200 milhões. Esse valor pode ser ajustado para baixo no caso de a Company pagar dividendos.

O próximo passo é a incorporação, quando serão emitidas ações ON da BRP em favor dos acionistas da subsidiária, na proporção de 1,0690 ação ordinária para cada 16 ações ON recebidas na incorporação.

Como resultado da reorganização societária, os antigos acionistas da Company passarão a deter 76.978.000 ações ON que serão emitidas pela BRP.

Tomando a posição acionária atual da BRP, de 185.028.474 ações ON, tal emissão significa um aumento de 40% na base acionária da companhia.

Vendas de cimento no Brasil sobem 14,97% no ano até agosto
Valor Online
09/09/2008

RIO - As vendas de cimento no mercado brasileiro atingiram 33,297 milhões de toneladas nos primeiros oito meses do ano, uma alta de 14,97% em relação ao observado entre janeiro e agosto do ano passado, quando foram vendidas 28,961 milhões de toneladas de cimento no país. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), as exportações caíram 50,9% na mesma comparação, passando de 903 mil toneladas nos oito primeiros meses de 2007 para 443 mil toneladas entre janeiro e agosto deste ano.

Nos 12 meses encerrados em agosto, as vendas de cimento no mercado interno chegaram a 49,061 milhões de toneladas, 14,3% acima dos 42,907 milhões de toneladas vendidas no país nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em agosto, as vendas foram de 4,6 milhões de toneladas no mercado interno, um crescimento de 8% frente aos 4,26 milhões de toneladas em agosto do ano passado. Na média de vendas por dia útil, o mercado interno consumiu 195,9 mil toneladas em agosto, 1,9% acima dos 192,3 mil toneladas por dia útil em julho e 14,8% a mais que as 170,6 mil toneladas em agosto do ano passado.

As vendas de cimento na Região Norte pularam de 139 mil toneladas em agosto do ano passado para 202 mil toneladas em igual mês deste ano, um crescimento de 44,7%, o maior entre as cinco regiões do país. A seguir vieram a Região Sul, com alta de 14,7%, de 595 mil toneladas para 682 mil toneladas em igual período comparativo, e a Região Nordeste, com crescimento de 11%, das 756 mil toneladas registradas em agosto do ano passado para 839 mil toneladas em agosto deste ano.

As vendas mais expressivas continuam com a Região Sudeste, que tiveram alta de 6,8% entre agosto do ano passado e agosto de 2008. No período, as vendas originadas no Sudeste pularam de 2,26 milhões de toneladas para 2,41 milhões de toneladas. A única região a registrar queda na comparação anual foi o Centro-Oeste, onde houve baixa de 9%. Em agosto deste ano foram vendidas 468 mil toneladas de cimento, contra 515 mil toneladas em agosto do ano passado.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Contas

Consumo das famílias cresce pelo 19º trimestre seguido
Valor Online
10/09/2008

RIO - O crescimento de 6,7% do consumo das famílias no segundo trimestre na comparação com igual período do ano passado foi a 19ª alta seguida para esse indicador dentro do cálculo das Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi puxado pela elevação de 8,1% da massa salarial real e pelo avanço nominal de 32,9% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para pessoas físicas.

Já o consumo do governo aumentou 5,3% no segundo trimestre, abaixo do resultado geral do Produto Interno Bruto (PIB), que teve expansão de 6,1% no período. Dentro do consumo governamental, a Administração, Saúde e Educação Públicas avançaram 2,3% no segundo trimestre na comparação com igual período do ano anterior. O resultado é bem superior ao 1,1% de alta no primeiro trimestre, neste caso na comparação com o intervalo correspondente de 2007.

Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, avaliou que o resultado da administração pública é relevante por apresentar uma forte aceleração entre o primeiro e o segundo trimestres.

"O consumo do governo vinha em patamar mais baixo no ano passado e deu uma acelerada no primeiro semestre, puxado principalmente pelas eleições. É normal haver gastos específicos perto da eleição. Em ano eleitoral, despesas do governo tendem a cair no segundo semestre, mas o normal é que elas cresçam no ano", frisou Rebeca, acrescentando que, como o consumo do governo tem peso de 15% dentro do PIB, qualquer mudança se torna relevante no cálculo total.

Neste sentido, Rebeca lembrou que o resultado da Agricultura - que subiu 7,1% no segundo trimestre em relação ao segundo trimestre do ano anterior e foi o grande destaque pelo lado da oferta -, apesar de mais expressivo, tem alcance limitado, uma vez que o peso do setor no cálculo do PIB é de apenas 5,5%.

"A agropecuária no segundo trimestre foi beneficiada principalmente pelas culturas de café, milho, arroz e soja, que mostraram bom desempenho", disse Rebeca.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Crédito

Inadimplência menor revela consumidor controlado, aponta Itaú
Valor Econômico
26/08/2008

SÃO PAULO - A pequena queda observada nos níveis de inadimplência da indústria de cartões de crédito revela que os consumidores estão mais controlados na administração de suas despesas. Com a economia aquecida e a renda em alta, a população vem aumentando a utilização dos cartões, especialmente para parcelamento de compras, porém o percentual de pagamentos atrasados mostrou queda nos últimos dois anos.

Um estudo divulgado hoje pelo Itaú mostrou que as operações com cartão de crédito tinham saldo acumulado em R$ 57,9 bilhões ao final do primeiro semestre deste ano, um crescimento de 42,4% em relação ao mesmo período de 2007. No entanto, em igual intervalo de comparação, o índice de pagamentos com atraso acima de 90 dias passou de 9% para 8,6% deste valor. Em junho de 2006, a inadimplência estava em 10,1%.

De acordo com o diretor de Marketing do Itaú, Fernando Chacon, os dados apontam que o usuário do cartão de crédito está mais controlado. Ele afirmou que a expectativa do banco é de que a taxa de inadimplência se estabilize na casa dos 4% ao longo deste ano, porém disse não ser possível estabelecer um percentual tido como "ideal".

O executivo ponderou que o controle do processo inflacionário é fundamental para que seja mantida a tendência de queda na inadimplência. "O comprometimento do poder de compra pela inflação pode acabar com esse processo", disse Chacon, que, entretanto, acredita que a inflação não escapará ao controle do governo.

O diretor também não crê que o aperto monetário iniciado em abril pelo Banco Central (BC) terá impacto significativo sobre a oferta de crédito no Brasil, bem como sobre o mercado de cartões. Chacon acredita que o crédito irá fechar 2008 representando 40% do Produto Interno Bruto (PIB).

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Indústria de cartão de crédito deve faturar R$ 19 bi este mês,diz Itaú
Valor Online
26/08/2008

SÃO PAULO - O faturamento da indústria brasileira de cartões de crédito deve somar R$ 19 bilhões em agosto, um crescimento de 21,7% em relação a mesmo período de 2007, quando ficou em R$ 15,6 bilhões. A projeção foi apresentada nesta terça-feira pelo banco Itaú.

Para o acumulado entre janeiro e agosto, o faturamento deverá atingir R$ 139 bilhões, uma alta de 22,5% em comparação aos oito primeiros meses do ano passado.

O número de cartões em circulação chegará a 103,1 milhões de unidades que, segundo o Itaú, vão gerar 243 milhões de transações. O tíquete médio ficará em R$ 78,40, elevação de 3,3% no confronto com agosto de 2007.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Energia

Com bagaço de cana, Cosan vai fornecer energia para Grupo Rede
Valor Online
11/09/2008

SÃO PAULO - Em comunicado ao mercado, a Cosan informou hoje que irá fornecer energia elétrica ao Grupo Rede pelos próximos 15 anos, em um contrato de valor corrente aproximado de R$ 489 milhões.

Pelo acordo, firmado entre duas subsidiárias da Cosan (Barra Bioenergia e Cosan Bioenergia) e a Rede Comercializadora de Energia, serão entregues no período cerca de 3 mil GWh de energia gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

A idéia é que sejam desenvolvidos empreendimentos de co-geração em duas unidades da Cosan: Univalem (Valparaíso-SP) e Diamante (Jaú-SP). Juntas, as duas usinas têm capacidade de moer 23 mil toneladas de cana por dia e receberão investimentos de R$ 250 milhões para a construção das unidades geradoras.


BNDES e EDF desistem de vender ações da Light

Valor Online

11/09/2008

SÃO PAULO - A BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a EDF International desistiram de vender parte de suas ações Light S.A., empresa integrada de energia com grande atuação no Rio de Janeiro.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os acionistas afirmam que "à vista das momentâneas condições desfavoráveis do mercado de capitais nacional e internacional" pediram o cancelamento do registro de oferta que foi apresentado em 30 de maio.

Os dois acionistas pretendiam vender, em princípio, até 47.669.304 milhões de ações ordinárias da companhia. Tomando por base o preço de fechamento da ação ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 22,48, a oferta movimentaria cerca de R$ 1,07 bilhão.

Atualmente, o BNDESPar detém 33,7% das ações da companhia, ou 65,555 milhões de papéis, e a EDF figura com 6,58%, ou 13,391 milhões de papéis ON.

A controladora da Light é a RME - Rio Minas Energia Participações, com 49,5% do capital. Cabe lembrar que a RME é controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Andrade Gutierrez Concessões, Equatorial Energia e o fundo Luce Brasil, todas com participação igualitária no capital social.


GDF Suez investe R$ 150 milhões em parque eólico em Beberibe, no Ceará
Valor Econômico
11/09/2008

FORTALEZA - Enquanto aguarda o veredicto das autoridades sobre o leilão da usina hidrelétrica de Jirau (RO), no rio Madeira, a GDF Suez começa a ampliar seus investimentos no Brasil na área de fontes alternativas de energia. Hoje, o grupo francês inaugura em Beberibe, cidade a 80 quilômetros da capital cearense, seu primeiro empreendimento de energia eólica, com R$ 150 milhões em investimentos. A usina, com 32 torres, tem uma potência de gerar 25,6 MW.

O empreendimento faz parte de um projeto maior que a Suez está colocando em prática para ampliar seus negócios em energia alternativa, principalmente no Brasil. Em junho, a empresa fez uma oferta de US$ 73 milhões pela Econergy, companhia listada no mercado de acesso de Londres (AIM) e que tem seis projetos de energia eólica e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em desenvolvimento na América Latina. Depois de aceito pelos acionistas, o negócio só depende do sinal verde das autoridades brasileiras para a transferência de controle dos empreendimentos.

Além do parque eólico em Beberibe, a Econergy tem outras duas obras em andamento no Brasil: a PCH de Areia Branca (MG), com 19,8 MW de potência, e o parque de energia gerada a partir do vento de Pedra do Sal (PI), com 18 MW. Juntos, eles receberão R$ 350 milhões em investimentos.

De acordo com o diretor de desenvolvimento de negócios da GDF Suez, Gil Maranhão, o grupo está atento a outros projetos e também a oportunidades de aquisições. Em julho, a Tractebel, geradora controlada pela Suez, adquiriu por R$ 314 milhões duas PCHs no Mato Grosso. " Partimos para as aquisições porque desenvolver projetos hidrelétricos é muito complexo, não importa o tamanho. E nossa vocação nessa área é para grandes empreendimentos " , explica Maranhão. Porém, por causa da menor complexidade, o grupo está disposto a desenvolver parques eólicos, que já somam 2 mil MW no grupo pelo mundo.

Até este ano, o único projeto de energia alternativa da Suez no Brasil era a usina de biomassa em Lages (SC), concluído em 2003, com 28 MW gerados a partir de restos de madeira. Agora, com as aquisições das duas PCHs e da Econergy, além de um consórcio com a Açúcar Guarani para obter energia com bagaço de cana-de-açúcar, o grupo passa a gerar 161,7 MW.

No total, a GDF Suez produz no Brasil 7.200 MW de energia por meio da controlada Tractebel. O grupo tem ainda outros dois grandes projetos em andamento: as hidrelétricas de São Salvador (TO), com 241 MW e Estreito (TO), com 1.087 MW.

Já o projeto de Jirau, com 3.300 MW, aguarda a decisão final da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Ibama a respeito do projeto básico apresentado pelo consórcio que tem entre seus acionistas o grupo Suez. De acordo com Maranhão, a polêmica em torno do empreendimento do rio Madeira não atrapalha os planos de investimentos futuros da companhia no Brasil. " Entendo como algo natural o que ocorreu. Isso é algo do passado. Já estamos nos preparando para iniciar as obras no início de 2009 " , diz o executivo.

Segundo o diretor, a Suez começa agora a analisar sua participação no leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Dado o porte do projeto, com mais de 11 mil MW, Maranhão afirma que a Suez começa a avaliar como se darão as parcerias entre os investidores. Para ele, seria importante a Eletrobrás definir como ficará a participação de suas subsidiárias. " Defendemos que elas se unam ao empreendedor que vencer " .

(Carolina Mandl* | Valor Econômico)

Obras de Santo Antônio já começaram, informa Odebrecht
Valor Online
10/09/2008

SÃO PAULO - O presidente da Construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, disse hoje que as obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), já começaram. Sem dar maiores detalhes, o executivo informou que "já há uma mobilização no local", e que se pode dizer que as obras tiveram início.

Segundo ele, o consórcio Madeira Energia, capitaneado pela Odebrecht e vencedor do leilão para construção da usina, conta hoje com 15 mil pessoas inscritas no projeto de formação de mão-de-obra para o empreendimento, que durante o pico de obras deverá empregar 12 mil trabalhadores.

A licença de instalação de Santo Antônio, documento que dá sinal verde para o início das obras, foi concedida pelo Ibama no dia 11 de agosto último. Pelo cronograma da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o consórcio deve executar até o final deste ano a montagem do canteiro e as obras civis das estruturas, como escavações.

Com potência de 3.150 MW, a usina de Santo Antônio deve entrar em operação em 2012, segundo previsões do consórcio vencedor.

Questionado sobre as divergências relativas à usina Jirau, também no rio Madeira e cuja licitação foi vencida pelo consórcio Energia Sustentável, liderado pela Suez, o executivo se limitou a dizer que o caso sob análise da Aneel e do Ibama.

Marcelo Odebrecht participou hoje da reunião do Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Indicadores

PIB tem maior alta semestral desde 2004 e garante forte expansão anual
Valor Online
10/09/2008

SÃO PAULO - O bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, quando a alta de 6% foi a maior para um semestre desde os 6,6% observados nos seis primeiros meses de 2004, trouxe boas perspectivas para o resultado da economia este ano. Para atingir um crescimento de 5% no conjunto de 2008, o PIB brasileiro precisa avançar 4% no segundo semestre.

A gerente de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, ponderou que o bom resultado semestral não é garantia de mais aquecimento no segundo semestre. Segundo ela, apesar das boas expectativas por conta do aquecimento natural do fim de ano, não há certeza de aceleração do crescimento.

"O PIB cresce em termos absolutos, mas isso não significa que as taxas de crescimento serão maiores", frisou Rebeca.

A gerente lembrou que o atual cenário de taxas de juros em trajetória de alta ajuda a trazer mais componentes de incerteza sobre a reação da economia. "É melhor esperar para ver", afirmou.

Para que se obtenha um avanço de 4,8% em 2008, a economia deve expandir-se 3,6% no segundo semestre, enquanto um crescimento de 3% nos últimos seis meses do ano serão suficientes para fazer o PIB crescer 4,5%.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Formação bruta de capital tem melhor marca trimestral da série do IBGE
Valor Online
10/09/2008

RIO - O crescimento dos investimentos foi o principal motor, na ótica da demanda, para o avanço de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre perante igual período do ano passado. Nesta base de comparação, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 16,2%, o melhor resultado para a série histórica iniciada em 1996 e o quinto avanço trimestral consecutivo acima de 14%, sempre no comparativo com igual período do ano anterior.

De acordo com a gerente de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, o salto dos investimentos no segundo trimestre foi puxado pela construção civil e pela importação de máquinas e equipamentos. A construção civil avançou 9,9% no segundo trimestre, com destaque para a alta de 26,7% no crédito direcionado ao setor de habitação e para o aumento de 5% da população ocupada no setor.

Já as importações de máquinas e equipamentos tiveram participação importante no acréscimo de 25,8% das Importações de Bens e Serviços no segundo trimestre.

" Com certeza, o que menos influenciou a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no trimestre foi a produção nacional de máquinas e equipamentos, apesar dessa produção também estar crescendo bastante. A construção civil e a importação tiveram um crescimento bem maior " , frisou Rebeca, lembrando que a construção tem peso de 40% e o setor de máquinas e equipamentos, com produção nacional e importações, pesa 60% dentro da FBCF.

Como conseqüência da Formação Bruta de Capital Fixo, a taxa de investimento na economia brasileira - fatia dos investimentos como proporção do PIB - alcançou 18,7% no segundo trimestre, o maior patamar desde o início da série, no segundo trimestre de 2000.

" O determinante para o recorde obtido pela taxa de investimentos foi o crescimento do volume " , salientou Cláudia Dionísio, integrante da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

Os investimentos também foram destaque no semestre. Entre janeiro e junho, a FBCF cresceu 15,7%, enquanto o PIB subiu 6%. Mais uma vez, as importações, com alta de 22,4%, colaboraram para o aumento dos investimentos. Já a taxa de investimentos atingiu 18,5% no semestre, recorde para a série iniciada em 2000.

Rebeca ressaltou que a FBCF se beneficiou do calendário eleitoral deste ano, uma vez que as obras públicas executadas em 2008 entram no cômputo dos investimentos.

(Rafael Rosas | Valor Online)


Petróleo e Gás

Petrobras estima reservas de até 4 bilhões de barris no campo de Iara
Valor Online
10/09/2008

RIO - A Petrobras estima reservas recuperáveis entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural na acumulação denominada Iara, dentro do bloco BM-S-11, em águas ultra-profundas na camada pré-sal da Bacia de Santos.

A estimativa foi possível com a conclusão da perfuração do poço 1-BRSA-618-RJS. O bloco BM-S-11 tem participação de 65% da Petrobras, 25% do BG Group e de 10% da Galp Energia e é o mesmo onde já se descobriu Tupi, com reservas recuperáveis estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural.

"Quando do anúncio da descoberta de óleo leve em 07 de agosto de 2008 em Iara, o poço ainda encontrava-se em perfuração na busca de objetivos mais profundos. Estes objetivos foram alcançados e a qualidade e a espessura porosa dos reservatórios portadores de óleo revelaram-se melhores que as expectativas iniciais", diz o Fato Relevante enviado pela Petrobras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A nova descoberta, comunicada hoje à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), revelou a existência de óleo leve, com densidade entre 26° e 30°API, numa área de cerca de 300 quilômetros quadrados e a cerca de 230 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 2.230 metros. A profundidade final atingida foi de 6.080 metros.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Siderurgia

Gerdau anuncia investimento de US$ 524 milhões na Argentina
Valor Online
11/09/2008

SÃO PAULO - A siderúrgica Gerdau informou hoje que vai investir US$ 524 milhões na construção de uma nova usina de aço na Argentina. O anúncio foi feito pelo presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, após reunião com a presidente do país vizinho, Cristina Kirchner.

A unidade será instalada em Pérez, na província de Santa Fé, que fica a cinco quilômetros da Sipar, usina de produtos acabados da Gerdau. Com o investimento, a capacidade de produção da empresa na Argentina passará das atuais 260 mil toneladas anuais para 1,1 milhão de toneladas por ano em 2016. Ao final da primeira etapa do projeto, em 2011, o volume já deverá estar em 710 mil toneladas.

Além disso, o anúncio marca o início da produção local de aço bruto, visto que hoje a Gerdau importa o produto de outros países, especialmente do Brasil. "O novo investimento é crucial para o desenvolvimento da Gerdau na Argentina. Estamos orgulhosos de sermos produtores locais, de estimularmos a criação de empregos e contribuirmos para o crescimento e a competitividade da indústria argentina", afirmou o presidente da empresa brasileira.


Tecnologia

Brasileiro ainda prefere comprar computadores em lojas, diz pesquisa
Valor Online
12/09/2008

PORTO SEGURO* - O brasileiro ainda prefere comprar seus computadores em lojas, apesar da expansão no consumo online, especialmente de produtos de alto valor agregado, como PCs. Uma pesquisa realizada pela Intel, inédita no Brasil, mostra que o consumidor do país ainda depende muito do contato com o produto para finalizar a compra. Informações sobre o artigo, porém, são obtidas online por pelo menos 62% dos consumidores.

"O brasileiro prefere comprar na loja, e não busca apenas preço, mas também informações sobre o produto. Se a loja oferecer um 'test drive', melhor", afirma o diretor de Marketing da Intel Brasil, Elber Mazaro.

O varejo, segundo o estudo, ainda concentra 59% das vendas de PCs no país, enquanto as compras online representam apenas 19% desse total e as compras por telefone 17%. O restante dos consumidores não recordava onde haviam feito a aquisição.

Embora lembre que as classes mais baixas são as que mais dependem da interação com vendedores para fechar suas compras de PCs, Mazaro afirma que eles não necessariamente desconhecem tecnologia. Enquanto a penetração de computadores nas classes C e D ainda é de 18% e 6%, respectivamente, 39% dos clientes da classe C e 31% dos usuários da classe D afirmam utilizar computadores no dia-a-dia.

Essa característica do consumo do brasileiro, diz Mazaro, leva a Intel a investir em treinamento e capacitação de vendedores de várias cadeias de varejo, uma vez que ele será relevante para uma experiência bem sucedida (ou não) do consumidor. "O problema é que nem todos permitem essas atividades", afirma ele.

O diretor-geral da Intel no Brasil, Oscar Clark, conta que experiências que ele mesmo teve mostram a falta de preparo dos vendedores de algumas redes, o que pode prejudicar a experiência do consumidor e, consequentemente, os negócios das empresas de PCs e componentes.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Intel antecipa lançamento de nova família de chips para PCs de mesa
Valor Online
12/09/2008

PORTO SEGURO* - A Intel anunciou que irá antecipar, para o final deste ano, o lançamento de sua nova família de processadores de alto desempenho no Brasil. Originalmente, a empresa falava em apresentar o produto ao mercado nacional apenas em 2009.

"Eles devem começar a ser embarcados em novembro deste ano", afirmou o diretor geral da Intel para a América Latina, Jesus Maximoff durante apresentação para a imprensa.

A nova família, batizada de Core i7 pela fabricante, é a versão comercial dos processadores Nehalem, construídos com uma tecnologia nova, que garante maior velocidade e capacidade de processamento de dados. Eles deverão equipar computadores de mesa (desktops) de alta performance e mais sofisticados.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Intel firma parceria para desenvolver decodificadores para TV digital
Valor Online
12/09/2008

PORTO SEGURO* - A Intel fechou uma parceria com a brasileira Tecsys para o desenvolvimento e fabricação de decodificadores para TV digital no país. Os aparelhos, três no total, serão voltados tanto para o mercado consumidor como para o profissional, formado por redes de TVs e companhias de transmissão a cabo.

A produção do decodificador doméstico (set top box) será feita através de duas empresas nacionais: a Amplimatic, que fabrica receptores de TV por satélite, e a Jabil, que irá produzir aparelhos para uso final e para uso profissional, segundo a Intel.

De acordo com o gerente de novas tecnologias da fabricante norte-americana, Américo Tomé, os aparelhos serão exclusivos para TV digital de alta definição e com penetração em todas as pontas do mercado. "Eles vão atender o mercado de TV digital terrestres, empresas de cabo e de transmissão por satélite", afirma o executivo.

De acordo com dados da consultoria IMS Research divulgados pela Intel, o Brasil deve se tornar o segundo maior mercado de decodificadores avançados entre países emergentes até 2012. Globalmente, o país será o sexto maior mercado nesse período.

Esses números, afirma Tomé, estão por trás da decisão da companhia de investir nesse mercado. "A TV digital é uma das principais apostas da Intel para o mercado brasileiro na área de soluções embarcadas (chips integrados a aparelhos eletrônicos)", explica.

Segundo o executivo, os aparelhos começarão a ser comercializados a partir de novembro deste ano, inicialmente pela Amplimatic. A Jabil ainda depende de contratos de marca com outras companhias para iniciar as vendas dos produtos com componentes da Intel.

A empresa não divulgou o valor do investimento que será realizado na produção desses aparelhos.

(José Sergio Osse | Valor Online)


 

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