Eletrobrás
quer US$ 500 milhões
para reestruturar
federalizadas
Valor Online
19/09/2008
A
Eletrobrás
espera conseguir
com o
Banco Mundial (BM)
um empréstimo.
O valor do crédito
seria de US$ 500
milhões para
ajudar no processo
de reestruturação
das distribuidoras
de energia federalizadas
e na reformulação
da própria
companhia. O presidente
da estatal, José
Antonio Muniz Lopes,
ressaltou hoje que
há um mês
a empresa captou
US$ 600 milhões
para contribuir
com esse processo,
mediante financiamento
de organismos internacionais.
Para o executivo,
a crise financeira
global não
deve ser um empecilho
ao empréstimo
pretendido, uma
vez que o Banco
Mundial não
deve ser afetado
pela turbulência.
Ele acrescentou
que a crise também
não deve
atrapalhar os projetos
de geração
das controladas
- casos das usinas
de Santo Antonio
e Jirau -, uma vez
que a expectativa
é que o caixa
das empresas banque
a maior parte dos
investimentos.
"Ainda não
avaliamos profundamente,
mas o nosso caixa
não depende
muito dessas questões
(ligadas a crise).
Para os projetos
em andamento, não
teremos dificuldades
em arcar com os
compromissos",
frisou Muniz Lopes,
que participou de
seminário
na Universidade
Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ).
O executivo espera
ainda a edição
de uma medida provisória
para organizar a
gestão dos
sistemas isolados
até a sua
ligação
com o Sistema Interligado
Nacional (SIN),
prevista para 2012.
"A medida provisória
deve arrumar os
ônus e bônus
que hoje não
estão bem
distribuídos.
Essa questão
também será
fundamental para
reduzir custos e
ajudar na reestruturação
da Eletrobrás
e das federalizadas",
afirmou ele, lembrando
que em 2007 os sistemas
isolados causaram
perdas de R$ 1,2
bilhão à
Eletrobrás.
Muniz Lopes revelou
ainda que será
definido em outubro
o local da quarta
usina nuclear brasileira,
que será
construída
no Nordeste, com
capacidade de gerar
1 mil MW de energia.
Ele também
informou que a empresa
já cumpriu
todos os requisitos
exigidos pela Securities
Exchange Comission
(SEC) para a emissão
de ADRs nível
2 na Bolsa de Valores
de Nova York e que
agora o lançamento
depende do órgão
americano.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Even fará
aumento de capital
de R$ 150 milhões
Valor Online
19/09/2008
SÃO
PAULO - A incorporadora
imobiliária
Even
anunciou nesta sexta-feira
que fará
um aumento de capital
de R$ 150 milhões
numa operação
privada. O capital
social da companhia
deve ser elevado
de R$ 607 milhões
para R$ 757 milhões.
A decisão
terá que
ser aprovada em
Assembléia
Geral Extraordinária
(AGE), marcada para
o dia 7 de outubro.
Segundo comunicado
da companhia, os
acionistas Kary
Empreendimentos
e Participações
S.A., Carlos Eduardo
Terepins, Luis Terepins,
Abrão Muszkat
e David Cytrynowicz,
que fazem parte
do bloco de controle
da companhia, fizeram
acordo para abrir
mão do direito
de subscrição
em favor de três
grupos de investidores
institucionais.
Esses investidores
se comprometeram
a subscrever no
mínimo 38,62%
do aumento de capital
e no máximo
de 50%, dependendo
do interesse dos
demais acionistas
na operação.
Ao mesmo tempo,
o Genoa Fundo de
Investimento em
Participações,
que também
integra o bloco
de controle da Even,
se comprometeu a
subscrever não
apenas a sua parcela
no aumento de capital,
de 37,41%, mas também
eventuais sobras
até o limite
de 50%.
Na mesma AGE será
votada ainda a exclusão
da cláusula
(poison pill) do
Estatuto Social
que obriga uma oferta
por todas as ações
da empresa quando
um investidor atinge
a participação
de 20% no total
do capital social.
A empresa aproveitou
também para
rebaixar sua previsão
de lançamentos
para este ano de
R$ 2,2 bilhões
para R$ 1,8 bilhão.
Amil
fecha aquisição
da Casa de Saúde
Santa Lúcia
por R$ 60 milhões
Valor Online
19/09/2008
SÃO
PAULO - Em comunicado
ao mercado, a
Amil Participações
anunciou hoje a
aquisição,
por R$ 60 milhões,
da Casa
de Saúde
Santa Lúcia,
baseada na cidade
do Rio de Janeiro.
A empresa adquirida,
que no ano passado
registrou faturamento
de R$ 27,8 milhões,
possui um complexo
hospitalar com 75
leitos, além
de outros imóveis
"não
operacionais".
De acordo com a
Amil, será
proposta futuramente
ao conselho de administração
da empresa a venda
desses imóveis,
avaliados em R$
30 milhões.
O hospital, que
fica na zona sul
carioca, foi avaliado
em R$ 20 milhões.
Pelos termos do
acordo, foi pago
o montante de R$
1 milhão
no ato da assinatura
da promessa de compra,
ficando R$ 7 milhões
programados para
a data do fechamento
do contrato definitivo.
Os R$ 52 milhões
restantes serão
pagos em 36 parcelas,
corrigidas pela
variação
do IGP-M.
Cabreúva
terá maior
centro de distribuição
da Avon no mundo
Valor Online
19/09/2008
A
nova unidade da
Avon
exigirá investimentos
totais de US$ 150
milhões.
Ela ficará
na cidade de Cabreúva,
a 70 km da cidade
de São Paulo,
e será o
maior centro de
distribuição
da Avon no mundo.
A companhia, que
tem no Brasil o
segundo mercado
em faturamento e
a maior força
de vendas global,
vai desembolsar
US$ 150 milhões
para construir o
centro em 70 mil
m2. O presidente
da empresa no Brasil,
Luis Felipe Miranda,
afirma que a maior
parte do desembolso
será feito
com tecnologia em
logística,
que dará
ao centro um perfil
de "estado
de arte".
As obras começam
no início
do próximo
ano e devem se estender
até o primeiro
trimestre de 2010,
quando entrará
em ação
o processo de instalações
de equipamentos.
A idéia é
colocar o centro
em operação
na segunda metade
de 2010. O executivo
afirma que 70% da
distribuição
nacional da empresa
sairá de
Cabreúva,
onde a área
própria de
267 mil m2 permitirá
futuras ampliações.
Embora não
indique quando ou
quanto, Miranda
afirma que a empresa
vem fazendo investimentos
freqüentes
em capacidade de
produção,
devido à
grande demanda no
país, onde
operam 1 milhão
de revendedoras
autônomas.
Daí a necessidade
também de
ganhar agilidade
e eficiência
na entrega de produtos,
que hoje demora
de três a
quatro dias dependendo
da localidade.
"Serviço
é hoje um
elemento de concorrência
muito forte",
diz, afirmando que,
além de ter
produtos de ponta,
as variáveis
de eficiência
têm sempre
impacto relevante
em receita.
A busca por eficiência
vai pontuar também
os investimentos
que a empresa pretende
fazer no segundo
semestre do ano
que vem para expandir
e modernizar seus
outros dois centros
de distribuição:
em Salvador (BA),
que responde por
20% da distribuição
nacional, e em Fortaleza
(CE), que encaminha
os 10% restantes
da produção
da empresa. O executivo
diz que ainda não
foram estimados
os recursos necessários
para tais modernizações,
mas afirma que a
empresa está
disposta a desembolsar
"o necessário"
para obter o mesmo
nível de
eficiência
de Cabreúva.
Para dar esse grande
passo em Cabreúva,
no entanto, a empresa
vai desativar seu
centro de distribuição
que funciona atualmente
em Osasco, em área
alugada de 70 mil
m2, onde trabalham
1.700 funcionários.
Miranda afirma que
não sabe
ainda quanto dessa
força de
trabalho poderá
ser aproveitada
em Cabreúva,
que terá
1.300 pessoas na
folha de pagamento.
Ele afirma, no entanto,
que a empresa já
vem trabalhando
desde o início
do ano em um plano
de recolocação
de funcionários,
que sabem da decisão
desde o início
deste ano e terão,
portanto, quatro
anos para se organizar
nesse sentido.
Cabreúva
foi escolhida pela
localidade estratégica:
próxima de
São Paulo,
Campinas, Jundiaí
e Sorocaba e de
fácil acesso
a rodovias importantes
como Bandeirantes
e Anhanguera. Além
de ter a área
e a mão-de-obra
necessária
disponíveis,
os impostos também
tiveram peso na
decisão pelo
município,
cujo nome, além
de tudo, vem de
uma árvore
aromática,
brinca Miranda.
A Avon não
divulga os números
de suas operações,
mas afirma que continua
crescendo a taxas
de mais de dois
dígitos no
Brasil e "acima
da média
de mercado".
Conforme dados da
Associação
Brasileira da Indústria
de Higiene Pessoal,
Perfumaria e Cosméticos,
o setor tem registrado
nos últimos
quatro anos crescimento
médio deflacionado
de 13%.
As perspectivas
para o Brasil continuam
bem positivas. O
avanço do
emprego e da renda
no país tem
permitido crescimento
uniforme em todas
as linhas de produtos
da empresa, da mais
barata à
mais cara. Tal comportamento,
segundo Miranda,
se deve à
"democratização
da beleza"
que a empresa julga
estar promovendo,
ao vender produtos
de alto valor agregado
a preços
abaixo do mercado,
como no caso de
itens de tratamento
facial anti-idade,
cujo carro chefe
é a linha
Renew.
O destaque para
o Brasil aumenta
na medida em que
os Estados Unidos
- maior faturamento
da Avon - já
é bastante
maduro como mercado
consumidor e está
agora em meio a
uma grave crise
econômico-financeira.
Portanto, a expansão
nos Estados Unidos,
que já é
mais modesta, pode
ficar ainda menor.
O executivo afirma
que a distância
entre os faturamentos
dos EUA e do Brasil
tem diminuído,
mas ele não
arrisca uma data
para eventual superação
da maior economia
do mundo.
(Bianca Ribeiro
| Valor Online)
Fecoagro,
de SC, e Cooxupé,
de MG, somam forças
ao CCAB
Valor Online
22/09/2008
Criado
em abril de 2006
com o objetivo central
de reduzir gastos
com a aquisição
de defensivos, o
Consórcio
Cooperativo Agropecuário
Brasileiro (CCAB)
acelerou a diversificação
de suas operações
e, agora, começa
a se nacionalizar
e a abraçar
culturas agrícolas
que não faziam
parte de seu foco
inicial.
Às quase
20 cooperativas
espalhadas pelo
cerrado brasileiro
que fundaram o grupo,
uniram-se, nas últimas
semanas, a mineira
Cooperativa Regional
de Cafeicultores
em Guaxupé
(Cooxupé)
e a Federação
das Cooperativas
Agropecuárias
do Estado de Santa
Catarina (Fecoagro),
que reúne
11 cooperativas
catarinenses.
Cada
um dos novos sócios
adquiriu, por valor
não revelado,
1% de participação
na CCAB Holding,
que sob seu guarda-chuva
já abriga
a CCAB Agro (que
administra os negócios
com defensivos)
e outras divisões
que, em breve, ganharão
"irmãs".
Nas próximas
semanas, a Cooperfarms,
que acaba de ser
criada por agricultores
do oeste da Bahia,
também vai
se juntar ao grupo,
segundo Jorge Moura,
diretor-executivo
da CCAB Agro.
"A
adesão ao
CCAB atende ao nosso
interesse em reunir
esforços
para ganhar escala
e reduzir os custos
de insumos",
afirma Ivan Ramos,
diretor-executivo
da Fecoagro. As
cooperativas associadas
à federação,
que em conjunto
faturam R$ 2,5 bilhões
por ano, reúnem
cerca de 50 mil
cooperados.
Na
área agrícola
(grande parte dos
cooperados também
trabalha com carnes,
mas neste caso associados
à Coopercentral
Aurora), plantam
sobretudo milho,
soja e feijão.
Segundo Ramos, esses
produtores apresentam
demanda total de
4 milhões
de litros de herbicidas
e 300 mil toneladas
de fertilizantes
por ano.
Já
a Cooxupé,
maior cooperativa
de café do
mundo e faturamento
de R$ 1,3 bilhão
em 2007, conta com
206 mil hectares
de café e
100 mil hectares
de grãos
nas mãos
de seus cooperados
e tem demanda por
insumos estimada
em R$ 360 milhões
em 2008.
"Além
de ser uma oportunidade
para ganharmos escala
em operações
com insumos, logísticas
e mesmo financeiras,
teremos mais contato
com outras culturas
e essa diversificação
é muito interessante.
É um estilo
de plataforma [a
do CCAB] que produz
sinergias e reduz
desperdícios",
diz Antonio Augusto
Ribeiro de Magalhães
Filho, superintendente
de desenvolvimento
do cooperado da
Cooxupé.
"A
Cooxupé agrega
ao CCAB tradição,
influência
e credibilidade,
como a Fecoagro,
e a oportunidade
de entrarmos no
mercado de café",
afirma Moura. "O
negócio deixou
de ser regional
e passou a ser nacional",
diz ele.
Os
15 mil agricultores
ligados às
cooperativas fundadoras
do CCAB produzem
pelo menos 16 milhões
de toneladas de
soja, milho e algodão,
sobretudo, em uma
área total
da ordem de 6 milhões
de hectares. Tinham
uma demanda conjunta
por defensivos,
em 2006, equivalente
a US$ 700 milhões
por safra, valor
que, impulsionado
por alta de preços
nesses dois últimos
anos, cresceu para
US$ 1,2 bilhão.
Conforme
José Luís
Teixeira, ex-executivo
da Aventis e hoje
diretor financeiro
e de planejamento
estratégico
da CCAB Holding,
a partir da obtenção
do registro de seu
primeiro produto
químico (glifosato,
base para herbicidas),
em 2007, e da posterior
parceria firmada
com a Milênia
Agrociências,
o faturamento da
CCAB Agro confirmou
as expectativas
e atingiu US$ 100
milhões na
safra 2007/08, encerrada
em junho (o balanço
foi auditado pela
KPMG).
Nos
próximos
24 meses, acredita
Teixeira, o grupo
deverá obter
mais 32 registros
de princípios
ativos para a produção
de agroquímicos.
A maior parte dessa
produção
fica no Brasil a
cargo da Milênia,
que concordou em
reduzir custos para
atender ao objetivo
do consórcio.
Com
novos produtos no
portfólio,
estima Teixeira,
o faturamento da
CCAB Agro deverá
alcançar
US$ 220 milhões
nesta safra 2008/09,
e a meta é
atingir US$ 700
milhões até
2011. O lucro líquido
da divisão,
que em 2007/08 correspondeu
a 8% do faturamento,
deverá corresponder,
na temporada atual,
a 9%. A meta do
grupo, que reinveste
os ganhos ou os
distribui às
cooperativas participantes,
é atingir
um percentual 25%
em 2011.
Além
da CCAB Agro, outras
divisões
já operam
ou estão
sendo criadas, sempre
por meio de associação.
A própria
CCAB tem 90% do
controle com a CCAB
Holding, com os
demais 10% nas mãos
de um parceiro local.
A
CCAB Projetos, criada
para estruturar
operações
financeiras e custear
desde a compra de
insumos até
a colheita dos cooperados
interessados, é
dividida entre a
holding (51%) e
outros financiadores
(49%), inclusive
pessoas físicas.
Já a CCAB
Central de Compras,
que passa por ajustes
que poderão
torná-la
uma divisão
de máquinas
e equipamentos,
é dividida
entre a holding
(60%) e investidores,
estes mantidos em
sigilo (40%).
José
Luís Teixeira
informa que, até
o fim deste mês
de setembro, será
estabelecida uma
joint venture na
área de logística
com uma grande empresa
do setor, e que
memorandos de entendimentos
nas áreas
de trading e fertilizantes
já foram
assinados.
Coca-Cola
começa engarrafar
com PET reciclado
no ano que vem
Valor Econômico
19/09/2008
SÃO
PAULO - A Coca-Cola
Brasil pretende
reciclar 60% das
garrafas PET que
utiliza já
no primeiro semestre
do ano que vem,
por meio da construção
de uma unidade de
reciclagem. A empresa
está apenas
esperando a aprovação
da Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância
Sanitária)
de sua homologação
para usar esse tipo
de tecnologia. "
É um investimento
razoável.
Mas como aconteceu
com o alumínio,
no início
o processo é
caro. Depois, ganha
escala e será,
no futuro, como
as latinhas hoje,
totalmente recicladas
" , diz o vice-presidente
de comunicação
e sustentabilidade
da Coca-Cola Brasil,
Marco Simões.
O local para a fábrica
ainda não
foi definido, mas
o investimento,
segundo José
Mauro de Moraes,
diretor de meio
ambiente da Coca-Cola,
deve ser de R$ 35
milhões para
uma unidade que
processaria, anualmente,
25 mil toneladas
de garrafas usadas
e produziria 20
mil novas unidades.
A empresa, explica
Simões, usará
o sistema chamado
de " bottle
to bottle "
ou BTB ou (garrafa
a garrafa), liberado
pela Anvisa em 18
de março
deste ano. Por essa
tecnologia, o PET
passa por um processo
de limpeza, moagem
e derretimento.
Após ser
derretido, ele é
misturado ao PET
virgem, também
na forma líquida,
e daí são
produzidas as novas
garrafas.
Hoje, conforme Simões,
a Coca-Cola mantém
projetos de recolhimento
de garrafas. Esses
projetos de reutilização
do PET e também
a nova fábrica
para reciclagem
fazem parte do programa
de sustentabilidade
" Viva Positivamente
" , para o
qual a companhia
inicia uma campanha
publicitária
a partir do próximo
domingo. O "
Viva Positivamente
" está
dentro do orçamento
de investimentos
de R$ 1,5 bilhão
para 2008 anunciado
pela empresa no
início do
ano.
" Estamos mantendo
esse cronograma
de investimento
até dezembro
" , diz o vice-presidente,
se referindo a possíveis
reflexos da crise
financeira agravada
esta semana pela
falência do
banco americano
Lehman Brothers.
Para o ano que vem,
entretanto, a companhia
não revela
o quanto investirá.
" Não
vamos colocar o
pé no freio.
Mas não sei
exatamente qual
será nosso
ritmo de crescimento
" , afirmou
Simões.
A Coca-Cola terá,
em outubro, o mexicano
Xiemar Zarazúa
no lugar de Brian
Smith, há
seis anos como presidente
no Brasil. Smith
irá assumir
a Coca-Cola México,
maior mercado da
empresa no mundo,
fora dos EUA. Zarazúa,
que há dois
anos preside a unidade
América Central
e Caribe, tem formação
diferente da de
Smith, segundo Simões.
" O Brian tem
uma grande experiência
internacional. Foi
importante para
a virada que a empresa
deu nesses anos,
com o lançamento
de novos produtos
e aquisições.
Já o Zarazúa
é mais forte
na questão
operacional. Será
importante para
sustentar tudo o
que a Coca-Brasil
expandiu nesses
anos. "
(Lílian Cunha
| Valor Econômico)
Graac
investe R$ 20 milhões
para ampliar atendimento
Valor Econômico
22/09/2008
Inaugurado
há dez anos
no bairro paulistano
da Vila Mariana,
o hospital da ONG
Grupo de Apoio ao
Adolescente e à
Criança com
Câncer (Graac)
será ampliado
a partir do próximo
ano. A intenção
é dobrar
a oferta de leitos,
que hoje é
de 59, e aumentar
de um para três
o número
de centros cirúrgicos.
O novo empreendimento
deverá receber
investimentos de
R$ 20 milhões,
sendo 50% destinados
às obras
e o restante para
a aquisição
de equipamentos
médicos.
"Já
temos R$ 5 milhões
e o terreno, doado
pela prefeitura,
que fica atrás
do atual prédio.
Estamos buscando
a outra parte do
investimento com
empresários",
explicou o pediatra
Sergio Petrilli,
superintendente
do Graac.
No
ano passado, o orçamento
do Graac foi de
R$ 25,7 milhões.
Porém a receita
do hospital só
cobriu 50% desse
valor. Segundo Petrilli,
essa defasagem ocorre
porque 95% do atendimento
é feito por
meio do Sistema
Único de
Saúde (SUS
) e o governo paga
apenas um quinto
do total gasto em
uma cirurgia, por
exemplo. A outra
metade do orçamento
é subsidiada
por doações
de cerca de 60 mil
pessoas físicas
que contribuem em
média com
R$ 10 mensalmente
e de empresas de
variados segmentos
da economia. "Nos
encontros que temos
com os empresários
não ficamos
só estendendo
a mão para
receber dinheiro.
Apresentamos um
planejamento, balanço
financeiro, como
faz uma empresa
que busca resultado
para o acionista",
complementa Petrilli.
No
trabalho para angariar
recursos, o médico
tem ao seu lado
a companhia de executivos
como Sergio Amoroso
(presidente da ONG
e do Grupo Orsa),
Fernando Marques
(BioLab), Maria
Helena Veríssimo
(shopping Eldorado),
entre outros.
Para este ano, o
orçamento
previsto é
de R$ 30 milhões,
um aumento de cerca
de 20% em relação
a 2007. Com a inauguração
da nova ala do hospital,
que deverá
acontecer em 2011,
o trabalho para
angariar recursos
precisará
ser ainda mais intenso.
A expectativa é
que, com a ampliação,
o orçamento
salte para R$ 100
milhões em
2014.
Starbucks
negocia instalar
cafés no
Pão de Açúcar
Marta Watanabe,
de São Paulo
22/09/2008
Com
11 lojas em São
Paulo, a Starbucks
avalia agora instalar
suas cafeterias
dentro de supermercados,
o que abre as alternativas
para a expansão
da rede americana
no mercado brasileiro.
As primeiras conversas
estão sendo
tratadas, por enquanto,
com o Pão
de Açúcar,
rede escolhida por
atrair o que a cafeteria
americana considera
ser o seu público-alvo,
segundo apurou o
Valor.
Além
das lojas de ruas
e em shoppings,
a Starbucks possui
três cafeterias
dentro de livrarias
da Saraiva em São
Paulo e Campinas.
Por
enquanto, o Pão
de Açúcar
e a Starbucks estudam
como colocar a estratégia
em prática.
A idéia da
Starbucks é
escolher um dos
supermercados da
rede como modelo
e, a partir da primeira
experiência,
expandir a parceria
para outros pontos.
Uma das lojas cogitadas,
e de preferência
da Starbucks, é
a do Pão
de Açúcar
Portal do Morumbi,
localizado em frente
ao condomínio
de mesmo nome, na
zona sul de São
Paulo, numa região
que vem atraindo
apartamentos de
alto padrão.
No
caso da loja Portal
do Morumbi, o café
da Starbucks seria
servido no espaço
atualmente ocupado
pela cafeteria do
próprio Pão
de Açúcar,
onde cerca de seis
mesas são
disputadas todos
os dias de manhã
por grupos em reuniões
informais, leitores
de jornais e revistas
ou por pessoas que
se sentam e para
tomar café
com os olhos pregados
no notebook. Foi
exatamente nesse
local que representantes
da cadeia de supermercados
e da rede de cafeterias
se reuniram para
discutir o assunto
na manhã
da última
sexta-feira.
Um
dos problemas levantados
é que a instalação
da Starbucks no
Portal do Morumbi
demandaria 60 dias
de reforma e interditaria,
por um período
de cerca de 45 dias,
o café já
conhecido e bem-freqüentado
dentro da loja.
Representantes
do Pão de
Açúcar
que participam das
primeiras conversas
com a rede de cafeterias
não consideram
essa interrupção
interessante e sugerem
que a parceria poderia
ser inaugurada numa
loja em que não
houvesse necessidade
de suspender o serviço
de café.
Por isso a loja
do Morumbi, localizada
próxima ao
estádio do
Morumbi, seria a
alternativa.
Um
dos pontos ainda
em discussão
é a eventual
necessidade de criar
uma marca que reúna
os nomes do Pão
de Açúcar
e da Starbucks.
A cafeteria americana
acredita, porém,
que não há
necessidade de estabelecer
essa marca conjunta.
A
solução
seria divulgar as
novas lojas usando
a mesma estratégia
das cafeterias existentes
nas megastores da
Saraiva. Neste caso,
não foi necessária
a elaboração
de uma marca conjunta.
"O consumidor
não mistura
as duas coisas.
Ele sabe que Saraiva
e Starbucks são
coisas separadas",
declarou um dos
representantes da
rede, durante a
reunião com
o Pão de
Açúcar.
Uma das preocupações
é modelar
as instalações
com a decoração
que caracteriza
as lojas Starbucks.
Procurados
pelo Valor, os porta-vozes
da Starbucks e do
Pão de Açúcar
não se pronunciaram
a respeito do assunto.
(Colaborou Claudia
Facchini, de São
Paulo)
Votorantim
e Safra fazem acordo
para unir VCP e
Aracruz
Valor Online
15/09/2008
SÃO
PAULO - A Votorantim
Industrial e
a Arainvest (do
Grupo Safra)
fecharam um acordo
para fundir suas
controladas VCP
e Aracruz
Celulose. As
duas controladoras
vão colocar
suas participações
nas fabricantes
de celulose dentro
de uma nova holding.
Por meio dssa empresa,
Votorantim e Arainvest
manterão
o controle, em conjunto,
da VCP e da Aracruz
Celulose, cujas
atividades serão
integradas.
Essa transação
se dará após
a VCP comprar a
fatia de 28% da
Aracruz que estavam
nas mãos
da Arapar (do grupo
Lorentzen). Essa
aquisição
foi anunciada em
6 de agosto.
A operação,
que deve ser concluída
até 6 de
outubro, prevê
que a Arainvest
pagará aproximadamente
R$ 530 milhões
para a Votorantim
Industrial. Após
o fim do negócio,
a VCP terá
cerca de 56% das
ações
ordinárias
da Aracruz. A nova
holding, por sua
vez, ficará
com 100% das ações
ordinárias
da VCP e aproximadamente
28% das ações
ordinárias
e 14,8% das ações
preferenciais da
Aracruz.
O capital votante
da holding será
dividido igualmente
entre Votorantim
Industrial e Arainvest.
Já o capital
total ficará
repartido da seguinte
forma: 57,23% para
Votorantim e 42,77%
para Arainvest.
A combinação
entre VCP e Aracruz
já estava
prevista desde agosto,
quando a VCP anunciou
o acordo para comprar
os 28% da Aracruz
que pertenciam à
Arapar, por R$ 2,71
bilhões.
A Arainvest também
tinha uma fatia
de 28% do capital
votante da Aracruz.
Na época
do anúncio
da transação
com a Arapar, a
VCP informou que
caso a Arainvest
renunciasse ao seu
direito de preferência
e de venda conjunta,
a Votorantim iria
negociar um acordo
"visando compartilhar
o controle de Aracruz
e VCP".