Sexta-feira, 19/09/2008
Ano VIII – edição 335

Eletrobrás quer US$ 500 milhões para reestruturar federalizadas
Valor Online
19/09/2008

A Eletrobrás espera conseguir com o Banco Mundial (BM) um empréstimo. O valor do crédito seria de US$ 500 milhões para ajudar no processo de reestruturação das distribuidoras de energia federalizadas e na reformulação da própria companhia. O presidente da estatal, José Antonio Muniz Lopes, ressaltou hoje que há um mês a empresa captou US$ 600 milhões para contribuir com esse processo, mediante financiamento de organismos internacionais.
Para o executivo, a crise financeira global não deve ser um empecilho ao empréstimo pretendido, uma vez que o Banco Mundial não deve ser afetado pela turbulência. Ele acrescentou que a crise também não deve atrapalhar os projetos de geração das controladas - casos das usinas de Santo Antonio e Jirau -, uma vez que a expectativa é que o caixa das empresas banque a maior parte dos investimentos.
"Ainda não avaliamos profundamente, mas o nosso caixa não depende muito dessas questões (ligadas a crise). Para os projetos em andamento, não teremos dificuldades em arcar com os compromissos", frisou Muniz Lopes, que participou de seminário na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O executivo espera ainda a edição de uma medida provisória para organizar a gestão dos sistemas isolados até a sua ligação com o Sistema Interligado Nacional (SIN), prevista para 2012.
"A medida provisória deve arrumar os ônus e bônus que hoje não estão bem distribuídos. Essa questão também será fundamental para reduzir custos e ajudar na reestruturação da Eletrobrás e das federalizadas", afirmou ele, lembrando que em 2007 os sistemas isolados causaram perdas de R$ 1,2 bilhão à Eletrobrás.
Muniz Lopes revelou ainda que será definido em outubro o local da quarta usina nuclear brasileira, que será construída no Nordeste, com capacidade de gerar 1 mil MW de energia. Ele também informou que a empresa já cumpriu todos os requisitos exigidos pela Securities Exchange Comission (SEC) para a emissão de ADRs nível 2 na Bolsa de Valores de Nova York e que agora o lançamento depende do órgão americano.
(Rafael Rosas | Valor Online)


Even fará aumento de capital de R$ 150 milhões

Valor Online
19/09/2008

SÃO PAULO - A incorporadora imobiliária Even anunciou nesta sexta-feira que fará um aumento de capital de R$ 150 milhões numa operação privada. O capital social da companhia deve ser elevado de R$ 607 milhões para R$ 757 milhões. A decisão terá que ser aprovada em Assembléia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o dia 7 de outubro.
Segundo comunicado da companhia, os acionistas Kary Empreendimentos e Participações S.A., Carlos Eduardo Terepins, Luis Terepins, Abrão Muszkat e David Cytrynowicz, que fazem parte do bloco de controle da companhia, fizeram acordo para abrir mão do direito de subscrição em favor de três grupos de investidores institucionais.
Esses investidores se comprometeram a subscrever no mínimo 38,62% do aumento de capital e no máximo de 50%, dependendo do interesse dos demais acionistas na operação.
Ao mesmo tempo, o Genoa Fundo de Investimento em Participações, que também integra o bloco de controle da Even, se comprometeu a subscrever não apenas a sua parcela no aumento de capital, de 37,41%, mas também eventuais sobras até o limite de 50%.
Na mesma AGE será votada ainda a exclusão da cláusula (poison pill) do Estatuto Social que obriga uma oferta por todas as ações da empresa quando um investidor atinge a participação de 20% no total do capital social.
A empresa aproveitou também para rebaixar sua previsão de lançamentos para este ano de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,8 bilhão.


Amil fecha aquisição da Casa de Saúde Santa Lúcia por R$ 60 milhões
Valor Online
19/09/2008

SÃO PAULO - Em comunicado ao mercado, a Amil Participações anunciou hoje a aquisição, por R$ 60 milhões, da Casa de Saúde Santa Lúcia, baseada na cidade do Rio de Janeiro. A empresa adquirida, que no ano passado registrou faturamento de R$ 27,8 milhões, possui um complexo hospitalar com 75 leitos, além de outros imóveis "não operacionais".
De acordo com a Amil, será proposta futuramente ao conselho de administração da empresa a venda desses imóveis, avaliados em R$ 30 milhões. O hospital, que fica na zona sul carioca, foi avaliado em R$ 20 milhões.
Pelos termos do acordo, foi pago o montante de R$ 1 milhão no ato da assinatura da promessa de compra, ficando R$ 7 milhões programados para a data do fechamento do contrato definitivo. Os R$ 52 milhões restantes serão pagos em 36 parcelas, corrigidas pela variação do IGP-M.


Cabreúva terá maior centro de distribuição da Avon no mundo

Valor Online
19/09/2008

A nova unidade da Avon exigirá investimentos totais de US$ 150 milhões. Ela ficará na cidade de Cabreúva, a 70 km da cidade de São Paulo, e será o maior centro de distribuição da Avon no mundo. A companhia, que tem no Brasil o segundo mercado em faturamento e a maior força de vendas global, vai desembolsar US$ 150 milhões para construir o centro em 70 mil m2. O presidente da empresa no Brasil, Luis Felipe Miranda, afirma que a maior parte do desembolso será feito com tecnologia em logística, que dará ao centro um perfil de "estado de arte".
As obras começam no início do próximo ano e devem se estender até o primeiro trimestre de 2010, quando entrará em ação o processo de instalações de equipamentos. A idéia é colocar o centro em operação na segunda metade de 2010. O executivo afirma que 70% da distribuição nacional da empresa sairá de Cabreúva, onde a área própria de 267 mil m2 permitirá futuras ampliações.
Embora não indique quando ou quanto, Miranda afirma que a empresa vem fazendo investimentos freqüentes em capacidade de produção, devido à grande demanda no país, onde operam 1 milhão de revendedoras autônomas. Daí a necessidade também de ganhar agilidade e eficiência na entrega de produtos, que hoje demora de três a quatro dias dependendo da localidade.
"Serviço é hoje um elemento de concorrência muito forte", diz, afirmando que, além de ter produtos de ponta, as variáveis de eficiência têm sempre impacto relevante em receita.
A busca por eficiência vai pontuar também os investimentos que a empresa pretende fazer no segundo semestre do ano que vem para expandir e modernizar seus outros dois centros de distribuição: em Salvador (BA), que responde por 20% da distribuição nacional, e em Fortaleza (CE), que encaminha os 10% restantes da produção da empresa. O executivo diz que ainda não foram estimados os recursos necessários para tais modernizações, mas afirma que a empresa está disposta a desembolsar "o necessário" para obter o mesmo nível de eficiência de Cabreúva.
Para dar esse grande passo em Cabreúva, no entanto, a empresa vai desativar seu centro de distribuição que funciona atualmente em Osasco, em área alugada de 70 mil m2, onde trabalham 1.700 funcionários.
Miranda afirma que não sabe ainda quanto dessa força de trabalho poderá ser aproveitada em Cabreúva, que terá 1.300 pessoas na folha de pagamento. Ele afirma, no entanto, que a empresa já vem trabalhando desde o início do ano em um plano de recolocação de funcionários, que sabem da decisão desde o início deste ano e terão, portanto, quatro anos para se organizar nesse sentido.
Cabreúva foi escolhida pela localidade estratégica: próxima de São Paulo, Campinas, Jundiaí e Sorocaba e de fácil acesso a rodovias importantes como Bandeirantes e Anhanguera. Além de ter a área e a mão-de-obra necessária disponíveis, os impostos também tiveram peso na decisão pelo município, cujo nome, além de tudo, vem de uma árvore aromática, brinca Miranda.
A Avon não divulga os números de suas operações, mas afirma que continua crescendo a taxas de mais de dois dígitos no Brasil e "acima da média de mercado". Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o setor tem registrado nos últimos quatro anos crescimento médio deflacionado de 13%.
As perspectivas para o Brasil continuam bem positivas. O avanço do emprego e da renda no país tem permitido crescimento uniforme em todas as linhas de produtos da empresa, da mais barata à mais cara. Tal comportamento, segundo Miranda, se deve à "democratização da beleza" que a empresa julga estar promovendo, ao vender produtos de alto valor agregado a preços abaixo do mercado, como no caso de itens de tratamento facial anti-idade, cujo carro chefe é a linha Renew.
O destaque para o Brasil aumenta na medida em que os Estados Unidos - maior faturamento da Avon - já é bastante maduro como mercado consumidor e está agora em meio a uma grave crise econômico-financeira. Portanto, a expansão nos Estados Unidos, que já é mais modesta, pode ficar ainda menor. O executivo afirma que a distância entre os faturamentos dos EUA e do Brasil tem diminuído, mas ele não arrisca uma data para eventual superação da maior economia do mundo.
(Bianca Ribeiro | Valor Online)


Fecoagro, de SC, e Cooxupé, de MG, somam forças ao CCAB
Valor Online
22/09/2008

Criado em abril de 2006 com o objetivo central de reduzir gastos com a aquisição de defensivos, o Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB) acelerou a diversificação de suas operações e, agora, começa a se nacionalizar e a abraçar culturas agrícolas que não faziam parte de seu foco inicial.
Às quase 20 cooperativas espalhadas pelo cerrado brasileiro que fundaram o grupo, uniram-se, nas últimas semanas, a mineira Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro), que reúne 11 cooperativas catarinenses.

Cada um dos novos sócios adquiriu, por valor não revelado, 1% de participação na CCAB Holding, que sob seu guarda-chuva já abriga a CCAB Agro (que administra os negócios com defensivos) e outras divisões que, em breve, ganharão "irmãs". Nas próximas semanas, a Cooperfarms, que acaba de ser criada por agricultores do oeste da Bahia, também vai se juntar ao grupo, segundo Jorge Moura, diretor-executivo da CCAB Agro.

"A adesão ao CCAB atende ao nosso interesse em reunir esforços para ganhar escala e reduzir os custos de insumos", afirma Ivan Ramos, diretor-executivo da Fecoagro. As cooperativas associadas à federação, que em conjunto faturam R$ 2,5 bilhões por ano, reúnem cerca de 50 mil cooperados.

Na área agrícola (grande parte dos cooperados também trabalha com carnes, mas neste caso associados à Coopercentral Aurora), plantam sobretudo milho, soja e feijão. Segundo Ramos, esses produtores apresentam demanda total de 4 milhões de litros de herbicidas e 300 mil toneladas de fertilizantes por ano.

Já a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo e faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2007, conta com 206 mil hectares de café e 100 mil hectares de grãos nas mãos de seus cooperados e tem demanda por insumos estimada em R$ 360 milhões em 2008.

"Além de ser uma oportunidade para ganharmos escala em operações com insumos, logísticas e mesmo financeiras, teremos mais contato com outras culturas e essa diversificação é muito interessante. É um estilo de plataforma [a do CCAB] que produz sinergias e reduz desperdícios", diz Antonio Augusto Ribeiro de Magalhães Filho, superintendente de desenvolvimento do cooperado da Cooxupé.

"A Cooxupé agrega ao CCAB tradição, influência e credibilidade, como a Fecoagro, e a oportunidade de entrarmos no mercado de café", afirma Moura. "O negócio deixou de ser regional e passou a ser nacional", diz ele.

Os 15 mil agricultores ligados às cooperativas fundadoras do CCAB produzem pelo menos 16 milhões de toneladas de soja, milho e algodão, sobretudo, em uma área total da ordem de 6 milhões de hectares. Tinham uma demanda conjunta por defensivos, em 2006, equivalente a US$ 700 milhões por safra, valor que, impulsionado por alta de preços nesses dois últimos anos, cresceu para US$ 1,2 bilhão.

Conforme José Luís Teixeira, ex-executivo da Aventis e hoje diretor financeiro e de planejamento estratégico da CCAB Holding, a partir da obtenção do registro de seu primeiro produto químico (glifosato, base para herbicidas), em 2007, e da posterior parceria firmada com a Milênia Agrociências, o faturamento da CCAB Agro confirmou as expectativas e atingiu US$ 100 milhões na safra 2007/08, encerrada em junho (o balanço foi auditado pela KPMG).

Nos próximos 24 meses, acredita Teixeira, o grupo deverá obter mais 32 registros de princípios ativos para a produção de agroquímicos. A maior parte dessa produção fica no Brasil a cargo da Milênia, que concordou em reduzir custos para atender ao objetivo do consórcio.

Com novos produtos no portfólio, estima Teixeira, o faturamento da CCAB Agro deverá alcançar US$ 220 milhões nesta safra 2008/09, e a meta é atingir US$ 700 milhões até 2011. O lucro líquido da divisão, que em 2007/08 correspondeu a 8% do faturamento, deverá corresponder, na temporada atual, a 9%. A meta do grupo, que reinveste os ganhos ou os distribui às cooperativas participantes, é atingir um percentual 25% em 2011.

Além da CCAB Agro, outras divisões já operam ou estão sendo criadas, sempre por meio de associação. A própria CCAB tem 90% do controle com a CCAB Holding, com os demais 10% nas mãos de um parceiro local.

A CCAB Projetos, criada para estruturar operações financeiras e custear desde a compra de insumos até a colheita dos cooperados interessados, é dividida entre a holding (51%) e outros financiadores (49%), inclusive pessoas físicas. Já a CCAB Central de Compras, que passa por ajustes que poderão torná-la uma divisão de máquinas e equipamentos, é dividida entre a holding (60%) e investidores, estes mantidos em sigilo (40%).

José Luís Teixeira informa que, até o fim deste mês de setembro, será estabelecida uma joint venture na área de logística com uma grande empresa do setor, e que memorandos de entendimentos nas áreas de trading e fertilizantes já foram assinados.

Coca-Cola começa engarrafar com PET reciclado no ano que vem
Valor Econômico
19/09/2008

SÃO PAULO - A Coca-Cola Brasil pretende reciclar 60% das garrafas PET que utiliza já no primeiro semestre do ano que vem, por meio da construção de uma unidade de reciclagem. A empresa está apenas esperando a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de sua homologação para usar esse tipo de tecnologia. " É um investimento razoável. Mas como aconteceu com o alumínio, no início o processo é caro. Depois, ganha escala e será, no futuro, como as latinhas hoje, totalmente recicladas " , diz o vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, Marco Simões.
O local para a fábrica ainda não foi definido, mas o investimento, segundo José Mauro de Moraes, diretor de meio ambiente da Coca-Cola, deve ser de R$ 35 milhões para uma unidade que processaria, anualmente, 25 mil toneladas de garrafas usadas e produziria 20 mil novas unidades. A empresa, explica Simões, usará o sistema chamado de " bottle to bottle " ou BTB ou (garrafa a garrafa), liberado pela Anvisa em 18 de março deste ano. Por essa tecnologia, o PET passa por um processo de limpeza, moagem e derretimento. Após ser derretido, ele é misturado ao PET virgem, também na forma líquida, e daí são produzidas as novas garrafas.
Hoje, conforme Simões, a Coca-Cola mantém projetos de recolhimento de garrafas. Esses projetos de reutilização do PET e também a nova fábrica para reciclagem fazem parte do programa de sustentabilidade " Viva Positivamente " , para o qual a companhia inicia uma campanha publicitária a partir do próximo domingo. O " Viva Positivamente " está dentro do orçamento de investimentos de R$ 1,5 bilhão para 2008 anunciado pela empresa no início do ano.
" Estamos mantendo esse cronograma de investimento até dezembro " , diz o vice-presidente, se referindo a possíveis reflexos da crise financeira agravada esta semana pela falência do banco americano Lehman Brothers. Para o ano que vem, entretanto, a companhia não revela o quanto investirá. " Não vamos colocar o pé no freio. Mas não sei exatamente qual será nosso ritmo de crescimento " , afirmou Simões.
A Coca-Cola terá, em outubro, o mexicano Xiemar Zarazúa no lugar de Brian Smith, há seis anos como presidente no Brasil. Smith irá assumir a Coca-Cola México, maior mercado da empresa no mundo, fora dos EUA. Zarazúa, que há dois anos preside a unidade América Central e Caribe, tem formação diferente da de Smith, segundo Simões. " O Brian tem uma grande experiência internacional. Foi importante para a virada que a empresa deu nesses anos, com o lançamento de novos produtos e aquisições. Já o Zarazúa é mais forte na questão operacional. Será importante para sustentar tudo o que a Coca-Brasil expandiu nesses anos. "
(Lílian Cunha | Valor Econômico)


Graac investe R$ 20 milhões para ampliar atendimento
Valor Econômico
22/09/2008

Inaugurado há dez anos no bairro paulistano da Vila Mariana, o hospital da ONG Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac) será ampliado a partir do próximo ano. A intenção é dobrar a oferta de leitos, que hoje é de 59, e aumentar de um para três o número de centros cirúrgicos.
O novo empreendimento deverá receber investimentos de R$ 20 milhões, sendo 50% destinados às obras e o restante para a aquisição de equipamentos médicos. "Já temos R$ 5 milhões e o terreno, doado pela prefeitura, que fica atrás do atual prédio. Estamos buscando a outra parte do investimento com empresários", explicou o pediatra Sergio Petrilli, superintendente do Graac.

No ano passado, o orçamento do Graac foi de R$ 25,7 milhões. Porém a receita do hospital só cobriu 50% desse valor. Segundo Petrilli, essa defasagem ocorre porque 95% do atendimento é feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS ) e o governo paga apenas um quinto do total gasto em uma cirurgia, por exemplo. A outra metade do orçamento é subsidiada por doações de cerca de 60 mil pessoas físicas que contribuem em média com R$ 10 mensalmente e de empresas de variados segmentos da economia. "Nos encontros que temos com os empresários não ficamos só estendendo a mão para receber dinheiro. Apresentamos um planejamento, balanço financeiro, como faz uma empresa que busca resultado para o acionista", complementa Petrilli.

No trabalho para angariar recursos, o médico tem ao seu lado a companhia de executivos como Sergio Amoroso (presidente da ONG e do Grupo Orsa), Fernando Marques (BioLab), Maria Helena Veríssimo (shopping Eldorado), entre outros.
Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 30 milhões, um aumento de cerca de 20% em relação a 2007. Com a inauguração da nova ala do hospital, que deverá acontecer em 2011, o trabalho para angariar recursos precisará ser ainda mais intenso. A expectativa é que, com a ampliação, o orçamento salte para R$ 100 milhões em 2014.

Starbucks negocia instalar cafés no Pão de Açúcar
Marta Watanabe, de São Paulo
22/09/2008

Com 11 lojas em São Paulo, a Starbucks avalia agora instalar suas cafeterias dentro de supermercados, o que abre as alternativas para a expansão da rede americana no mercado brasileiro. As primeiras conversas estão sendo tratadas, por enquanto, com o Pão de Açúcar, rede escolhida por atrair o que a cafeteria americana considera ser o seu público-alvo, segundo apurou o Valor.

Além das lojas de ruas e em shoppings, a Starbucks possui três cafeterias dentro de livrarias da Saraiva em São Paulo e Campinas.

Por enquanto, o Pão de Açúcar e a Starbucks estudam como colocar a estratégia em prática. A idéia da Starbucks é escolher um dos supermercados da rede como modelo e, a partir da primeira experiência, expandir a parceria para outros pontos. Uma das lojas cogitadas, e de preferência da Starbucks, é a do Pão de Açúcar Portal do Morumbi, localizado em frente ao condomínio de mesmo nome, na zona sul de São Paulo, numa região que vem atraindo apartamentos de alto padrão.

No caso da loja Portal do Morumbi, o café da Starbucks seria servido no espaço atualmente ocupado pela cafeteria do próprio Pão de Açúcar, onde cerca de seis mesas são disputadas todos os dias de manhã por grupos em reuniões informais, leitores de jornais e revistas ou por pessoas que se sentam e para tomar café com os olhos pregados no notebook. Foi exatamente nesse local que representantes da cadeia de supermercados e da rede de cafeterias se reuniram para discutir o assunto na manhã da última sexta-feira.

Um dos problemas levantados é que a instalação da Starbucks no Portal do Morumbi demandaria 60 dias de reforma e interditaria, por um período de cerca de 45 dias, o café já conhecido e bem-freqüentado dentro da loja.

Representantes do Pão de Açúcar que participam das primeiras conversas com a rede de cafeterias não consideram essa interrupção interessante e sugerem que a parceria poderia ser inaugurada numa loja em que não houvesse necessidade de suspender o serviço de café. Por isso a loja do Morumbi, localizada próxima ao estádio do Morumbi, seria a alternativa.

Um dos pontos ainda em discussão é a eventual necessidade de criar uma marca que reúna os nomes do Pão de Açúcar e da Starbucks. A cafeteria americana acredita, porém, que não há necessidade de estabelecer essa marca conjunta.

A solução seria divulgar as novas lojas usando a mesma estratégia das cafeterias existentes nas megastores da Saraiva. Neste caso, não foi necessária a elaboração de uma marca conjunta. "O consumidor não mistura as duas coisas. Ele sabe que Saraiva e Starbucks são coisas separadas", declarou um dos representantes da rede, durante a reunião com o Pão de Açúcar. Uma das preocupações é modelar as instalações com a decoração que caracteriza as lojas Starbucks.

Procurados pelo Valor, os porta-vozes da Starbucks e do Pão de Açúcar não se pronunciaram a respeito do assunto. (Colaborou Claudia Facchini, de São Paulo)

Votorantim e Safra fazem acordo para unir VCP e Aracruz
Valor Online
15/09/2008

SÃO PAULO - A Votorantim Industrial e a Arainvest (do Grupo Safra) fecharam um acordo para fundir suas controladas VCP e Aracruz Celulose. As duas controladoras vão colocar suas participações nas fabricantes de celulose dentro de uma nova holding. Por meio dssa empresa, Votorantim e Arainvest manterão o controle, em conjunto, da VCP e da Aracruz Celulose, cujas atividades serão integradas.
Essa transação se dará após a VCP comprar a fatia de 28% da Aracruz que estavam nas mãos da Arapar (do grupo Lorentzen). Essa aquisição foi anunciada em 6 de agosto.
A operação, que deve ser concluída até 6 de outubro, prevê que a Arainvest pagará aproximadamente R$ 530 milhões para a Votorantim Industrial. Após o fim do negócio, a VCP terá cerca de 56% das ações ordinárias da Aracruz. A nova holding, por sua vez, ficará com 100% das ações ordinárias da VCP e aproximadamente 28% das ações ordinárias e 14,8% das ações preferenciais da Aracruz.
O capital votante da holding será dividido igualmente entre Votorantim Industrial e Arainvest. Já o capital total ficará repartido da seguinte forma: 57,23% para Votorantim e 42,77% para Arainvest.
A combinação entre VCP e Aracruz já estava prevista desde agosto, quando a VCP anunciou o acordo para comprar os 28% da Aracruz que pertenciam à Arapar, por R$ 2,71 bilhões.
A Arainvest também tinha uma fatia de 28% do capital votante da Aracruz. Na época do anúncio da transação com a Arapar, a VCP informou que caso a Arainvest renunciasse ao seu direito de preferência e de venda conjunta, a Votorantim iria negociar um acordo "visando compartilhar o controle de Aracruz e VCP".


 

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