Samsung
muda estrutura para
fazer mais televisores
em Manaus
Gazeta Mercantil
22/09/2008
São
Paulo, 22 de Setembro
de 2008 - A fábrica
da Samsung
em Manaus ficará
dedicada à
produção
de eletrônicos
de consumo, devido
à explosão
da demanda por produtos
de áudio
e vídeo,
em especial os televisores
com tela de cristal
líquido (LCD).
Para tanto, a fabricação
de monitores está
sendo migrada para
Campinas (SP). Quando
os produtos de áudio
e vídeo da
sul-coreana chegaram
ao País,
em 2004, a produção
de telefones celulares
passou para a unidade
no interior de São
Paulo.
"Vamos crescer
300% em unidades
vendidas de TVs
de LCD", disse
o diretor da divisão
de eletrônicos
de consumo, Eduardo
Mello.
"A
indústria
estava projetando
no início
do ano que iria
fechar 2008 com
1,2 milhão
de unidades negociadas,
mas já estamos
trabalhando com
estimativa de 2,5
milhões",
afirmou.
Em receita, o crescimento
é menor devido
à diminuição
dos preços
desses aparelhos,
que chegou a 30%
em um ano, segundo
a empresa de pesquisas
GFK. A erosão
de preços,
estimulada pelo
aumento da escala
global e pela queda
do valor do dólar
no último
ano em relação
ao real, é
considerada a principal
causa do crescimento
da demanda por LCD.
Por isso, a alta
do dólar
na última
semana foi uma preocupação
para a Samsung.
Os custos da montagem
no Brasil aumentariam,
uma vez que os componentes
são importados
e os pedidos para
as vendas natalinas
já foram
feitos.
Em
sete meses até
julho, a indústria
de televisores produziu
em Manaus 1,129
milhão de
LCDs, segundo dados
da Superintendência
da Zona Franca de
Manaus (Suframa),
frente aos 331,1
mil do mesmo período
do ano passado.
Com esse volume,
a receita dos televisores
de cristal líquido
pela primeira vez
superou a das com
tubo de imagem,
US$ 1,114 bilhão
de faturamento frente
a US$ 1,044 bilhão.
Em
volume, o tubo continua
dominando o mercado
nacional, com produção
mais de quatro vezes
superior ao LCD
(ver quadro), no
período.
Foram fabricadas
4,615 milhões
de TVs com tubo
ante 1,129 milhão
de LCDs até
julho último.
Mas a indústria
tem interesse na
migração
tecnológica
do consumidor. "A
venda do LCD estimula
também a
demanda de outros
produtos, como sistema
de home theater,
aparelho de DVD
de alta definição,
senão ainda
do 'blu-ray' (padrão
de DVD de nova geração)",
disse.
A
Samsung deixou os
tubos tradicionais
no início
do ano e mantém
a fabricação
- ao lado do LCD
e do plasma - apenas
dos televisores
com o chamado tubo
"slim",
mais fino. "No
Brasil, nem chegamos
a fabricar o TV
com tubo e tela
curva", afirmou
o executivo. Desde
o início
de suas operações
no País a
sul-coreana colocou
seu foco no mercado
de produtos de mais
alto valor. "Em
volume, a nossa
participação
ainda é pequena,
mas, se considerar
o total de receita
do mercado, somos
a segunda",
afirmou, citando
pesquisa da GFK.
Segundo o executivo,
o mercado brasileiro
de áudio
e vídeo movimenta
anualmente entre
US$ 8 bilhões
e US$ 9 bilhões,
sendo que os televisores
representam 62%
do total.
(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
8)(Carlos Eduardo
Valim)
Paranapanema
vende Mineração
Taboca
Gazeta Mercantil
23/09/2008
São
Paulo, 23 de Setembro
de 2008 - "Como
uma fênix,
a companhia ressurge
agora em seu melhor
momento desde sua
criação,
em 1996, mesmo se
internacionalmente
o cenário
econômico
é complicado."
Assim resumiu Luiz
Antonio de Souza
Queiroz Ferraz Junior,
presidente recém-empossado
da Paranapanema
SA, a operação
de venda do negócio
de estanho do grupo,
em uma transação
da ordem dos R$
850 milhões.
A controlada Mineração
Taboca e sua subsidiária
Mamoré Mineração
e Metalurgia foram
vendidas à
Serra da Madeira
Participações,
da mineradora peruana
Minsur. Com a notícia,
as ações
ON da companhia
subiram 10% no pregão
de ontem na Bovespa
e encerram o dia
cotadas a R$ 5,60.
O
valor da operação
ainda está
sujeito a ajustes,
conforme informou
a companhia em comunicado.
De qualquer forma,
os recursos que
entrarão
nos cofres do grupo
serão suficientes
para pagar as debêntures
emitidas desde 2006,
como parte do programa
de reestruturação
financeira, que
totalizam R$ 480
milhões.
"O intuito
é equacionar
a dívida
não-operacional,
o que deve acontecer
em 45 dias",
afirmou o Ferraz
Jr., que desde maio
de 2005 era diretor
financeiro e de
gestão da
companhia da Paranapanema
e de suas controladas
e em meados de agosto
assumiu a cadeira
de principal executivo
da empresa.
"Desde o princípio
sabíamos
que deveríamos
vender algum ativo
para equacionar
a dívida",
disse. A companhia
deverá gastar
R$ 240 milhões
para quitar as debêntures,
já que o
acordo feito com
os debenturistas
prevê que
a cada R$ 1 pago
outro R$1 é
convertido em ações.
O
restante dos recursos,
disse Ferraz Jr,
ficará à
disposição
da companhia para
os projetos futuros.
Em relatório
ao mercado por ocasião
da divulgação
dos resultados do
segundo trimestre,
a Paranapanema afirmava
querer realizar
parcerias estratégicas
e investimentos
com vistas ao fortalecimento
da empresa. "Os
acionistas ainda
devem decidir quais
os caminhos a companhia
deve trilhar, mas
nós não
podemos abandonar
os projetos",
afirmou.
O
grupo também
detém a Mineração
Caraíba,
produtora de cobre
refinado, vergalhões
e fios de cobre;
a Eluma,
produtora de semi-elaborados
de cobre (laminados,
barras, tubos e
conexões),
e a Cibrafértil,
produtora de superfosfatos
usados na produção
de fertilizantes.
Anteriormente se
comentava que esta
última companhia
estaria a venda
e a Paranapanema
concentraria seus
esforços
na cadeia do cobre.
A
Taboca se dedica
à extração
de cassiterita e
à produção
de concentrado de
estanho e metalurgia
de estanho e outras
ligas de ferro,
nióbio e
tântalo. Somente
no primeiro semestre
deste ano, a receita
bruta da empresa
cresceu 11%, para
R$ 154,2 milhões,
o que representou
6,5% do total do
grupo Paranapanema,
de R$ 2,35 bilhão.
Já a Mamoré
Mineração,
na qual a Taboca
possui 100% desde
2004, realiza as
operações
metalúrgicas
de estanho. A empresa
estava sendo negociada
desde dezembro de
2007, informou Ferraz.
Entre as empresas
interessadas estiveram,
além da Minsur,
a
MMX Mineração
e Metálicos,
do empresário
Eike Baptista, e
a Amazon Pesquisa
Mineral e Mineração.
A
Minsur é
principal produtora
de estanho do Peru
e responsável
por 12% da extração
desse mineral no
mundo. Até
agora, não
tinha operação
no Brasil. Além
de manter a produção
da mina, que está
em fase final de
expansão,
a companhia deve
iniciar estudos
para a exploração
de outros minerais
presentes ali, como
rádio, índio,
cromita e criolita.
Uma vez explorados,
a Paranapanema terá
direito a receber
royalties sobre
essa produção.
"Deve render
uma valor interessante",
disse Ferraz Jr,
sem revelar qualquer
projeção
de valores.
Setor
de seguros blindado
contra a crise
Gazeta Mercantil
24/09/2008
São
Paulo, 24 de Setembro
de 2008 - O perfil
conservador de administração
de recursos das
seguradoras brasileiras
e um conjunto de
regras bastante
rígido ajudaram
a blindar o mercado
de seguros do País,
enquanto o American
International Group
(AIG) mergulhava
na crise financeira
internacional.
Impedidas
de usar os recursos
de prêmios
de seguros dos clientes
e até mesmo
de seus ativos em
aplicações
arrojadas do mercado
acionário
e no exterior, as
seguradoras são
obrigadas a optar
por investimentos
de baixo risco.
Até junho
deste ano, 98% dos
ativos das companhias
estavam depositados
em títulos
de renda fixa, enquanto
apenas 2% se concentravam
em ações.
"Há
muitas restrições,
como diversificação
de aplicações
entre vários
papéis, a
obrigação
de a empresa de
seguros escolher
só papéis
de alta qualidade
ou investir limitadamente
em ações
de empresas do mesmo
grupo", explica
Murilo Chaim, diretor
da Susep.
Segundo Chaim, o
fato de a AIG ter
sido um dos protagonistas
da crise nos Estado
s Unidos não
afetará as
companhias brasileiras
do setor, mas elevará
o conservadorismo.
"Nenhum player
de seguros sofrerá
conseqüência
expressiva, mas
a economia reage
e, mesmo com a nossa
blindagem, as empresas
tendem a ficar mais
conservadoras."
Arthur
Farme d''Amoede
Neto, vice-presidente
de relações
com o investidor
da SulAmérica
Seguros, a principal
diretriz de investimento
de uma seguradora
parte da obrigações
satisfazer o cliente.
"A segurança
que alguém
pode esperar de
uma seguradora vem
das análises
de risco e dos investimentos
que ela faz",
opina.
Para
o diretor da Itaú
Seguros, Vida e
Previdência,
Osvaldo do Nascimento,
as altas taxas de
juros do País
também impedem
com que as seguradoras
avancem para o mercado
de renda variável.
"É natural
que as empresas,
em função
dos juros elevados,
se concentrem na
renda fixa. No mundo
também é
assim, as empresas
buscam segurança,
mas têm mais
margem de alavancagem",
conta.
Flexibilização
O especialista Gustavo
da Cunha Mello,
da corretora Correcta
Seguros, é
um dos defensores
de mudanças
nos padrões
de investimento
do setor. "As
regras mais prudenciais
trazem vantagens
para os clientes,
que estão
mais tranqüilos,
mas num cenário
onde a renda variável
apresenta bom desempenho,
as seguradoras não
participam disso",
comenta, defendendo
uma maior integração
entre as seguradoras
e o mercado financeiro.
"As empresas
poderiam emitir
derivativos para
que investidores
tivessem opção
de aplicar em carteiras
de seguros lastreadas
em apólices.
Com isso, seria
possível
criar produtos diferenciados."
Murilo Chaim, diretor
da Susep, rebate
as reivindicações:
"Existem algumas
demandas para diversificação
[de aplicações]
com recursos livres,
mas não as
consideramos expressivas,
afinal o negócio
é ter dinheiro
para cobrir perdas,
é bom para
as seguradoras ter
solvência
para cobrir sinistros."
Boeing
prevê fortalecimento
do Brasil como mercado
de aviação
até 2027
Valor Online
24/09/2008
SÃO
PAULO - Os próximos
vinte anos vão
firmar o Brasil
como principal mercado
de aviação
da América
Latina. Até
2027, o país
deve adquirir 560
novos aviões,
com valor total
estimado em US$
50 bilhões.
Isso representa
um terço
da demanda total
na região
em unidades e 35%
da previsão
de vendas em valores,
segundo projeções
da fabricante norte-americana
Boeing.
O
segundo maior mercado
da região,
o México,
deve receber 460
aviões (27%),
com valor total
de US$ 29 bilhões
(21%). O restante
será dividido
entre os outros
países latino-americanos.
Para a empresa,
o complicado cenário
econômico
atual deve ter pouco
impacto na projeção
de longo prazo para
a América
Latina - e para
o Brasil. A Boeing
aposta que, nos
próximos
vinte anos, regiões
emergentes continuarão
a apresentar taxas
de crescimento econômico
mais acelerado que
a média mundial.
"E crescimento
econômico
leva a um maior
tráfego de
passageiros que,
por sua vez, puxa
a demanda por aeronaves
novas", afirma
o diretor de Marketing
para as Américas
da Boeing Aviões
Comerciais, Michael
Barnett.
Pelas
contas da Boeing,
o Produto Interno
Bruto (PIB) da região
deve crescer anualmente
a uma taxa de 4%
até 2027,
enquanto o tráfego
aéreo deve
aumentar 6,7% ao
ano no mesmo período.
As médias
mundiais anuais
previstas para esse
intervalo, segundo
a fabricante, são
de 3,2% e 5%, respectivamente.
Segundo
Barnett, a empresa
foi obrigada a rever
suas previsões
por tipo de equipamentos,
com base nas tendências
demonstradas tanto
por companhias aéreas
como pela mudança
na realidade da
indústria
como um todo. Os
altos preços
do petróleo
e a crise no setor
aéreo nos
EUA, em combinação
com a turbulência
financeira atual,
levou muitas companhias
a redimensionarem
seus planos de frota.
Dessa forma, a companhia
vê um mercado
cada vez menor para
aeronaves regionais,
de menos de 90 assentos.
"Tivemos
que modificar nossa
expectativa seguindo
a tendência
do mercado, que
mostra que os operadores
estão buscando
aeronaves maiores,
com melhor relação
de custo por passageiro",
explica. "No
Brasil, TAM
e Gol
são prova
dessa tendência,
a primeira trocando
seus Fokker F-100
por A320s (da concorrente
Airbus) e a outra
substituindo seus
737-300s por 737-800s",
acrescenta.
"Não
sabemos quem ficará
com o segmento de
aviões regionais,
pois acreditamos
que irá minguar
muito. Eles não
terão mais
muito espaço,
por conta dos altos
preços dos
combustíveis
e do tipo de mecânica
econômica
que irá dominar
a indústria",
afirma.
Na avaliação
da Boeing, o mercado
de aviões
de corredor único,
com entre 90 e 200
assentos, será
o mais importante
na América
Latina e no Brasil
nos próximos
20 anos. No total,
79% dos 1700 novos
aviões que
o continente demandará
até 2027
deverão ser
de corredor único.
No Brasil, 84% das
aeronaves serão
dessa categoria,
que inclui, também,
os modelos EMB 190
e EMB 195, da brasileira
Embraer. Esses cerca
de 470 aviões
terão valor
conjunto de US$
35,5 bilhões,
segundo a Boeing.
Em comparação,
a expectativa da
empresa é
que os aviões
regionais na América
Latina representem
apenas 6% da demanda
em unidades e 3%
do valor dos pedidos
até 2027.
O
executivo, que prefere
não projetar
qual será
a fatia desse mercado
que caberá
à fabricante,
afirma porém
que, no Brasil,
atualmente apenas
uma empresa - a
TAM - opera aeronaves
da arqui-rival Airbus
e que, por enquanto,
nenhuma utiliza
equipamentos da
Embraer. A primeira
a fazer isso, a
Azul, deve iniciar
suas operações
apenas no ano que
vem. Essa dominância
no mercado nacional,
portanto, é
considerada por
Barnett como um
ponto positivo para
a Boeing que, segundo
ele, ainda "detém
o melhor portfólio
de produtos para
esse mercado"
entre as fabricantes.
Embora
reconheça
que, no curto prazo,
por conta da crise
financeira, a expansão
do PIB e a demanda
por aeronaves deverão
ser reduzidas, ele
acredita que num
horizonte de 20
anos esses problemas
devem ser diluídos.
"O
Brasil foi um dos
países que
recebeu maior volume
de investimentos
estrangeiros no
ano passado e não
vejo nada capaz
de afetar essa tendência
de expansão
do mercado local
no futuro",
afirma o executivo.
(José Sergio
Osse | Valor Online)
Coca-Cola
e Avon juntam forças
e ampliam promoção
Gazeta Mercantil
25/09/2008
São
Paulo, 25 de Setembro
de 2008 -
Coca-Cola e
Avon
possuem uma força
de vendas nada desprezível.
Se somarem esforços
- a fabricante de
bebidas atua em
um milhão
de estabelecimentos
comerciais, enquanto
a empresa de cosméticos
é responsável
por 1,2 milhão
de revendedoras
autônomas
-, o impacto de
suas ações
para fisgar o consumidor
é ainda maior.
É esse o
raciocínio
da promoção
conjunta "Você
merece Coca-Cola
e Avon".
Válida
até 29 de
dezembro, a ação
prevê a distribuição
de 4,6 milhões
de quites com produtos
de beleza Avon e
potes exclusivos
Coca-Cola. A parceria
teve início
em 2005 e agora
ampliou o leque
de produtos contemplados.
Com o poder de venda
da operação
conjunta, a expectativa
deste ano é
superar o número
de 20 milhões
de quites, somando-se
todas as edições
da promoção.
"O fato de
estarmos na quarta
edição
da parceria mostra
que a ação
tem sido um sucesso",
afirma o diretor
de marketing de
Coca-Cola, Ricardo
Fort. "Existe
uma complementariedade
grande entre as
empresas, não
só na distribuição,
como também
na força
de vendas. Além
disso, falamos com
as mesmas consumidoras,
ou seja, as mães",
completa o executivo.
"Para a Coca-Cola,
a promoção
voltada para as
mães é
muito especial,
pois elas são
um dos públicos
prioritários
para a marca",
afirma Fort.
Sem divulgar valor
de investimentos,
Fort afirma que,
no final do ano,
período em
que são realizadas
as promoções
em parceria com
a Avon, nota-se
um aumento da participação
da Coca-Cola no
mercado. Ele lembra
também que
outras marcas de
refrigerantes da
companhia participam
da promoção
, além de
Aquarius Fresh e
da linha de sucos
Minute Maid Mais.
"Além
das vendas, o importante
é a relação
afetiva que a marca
cria com o consumidor",
diz Fort.
"A
Avon, por ser uma
empresa voltada
ao público
feminino, acredita
que a promoção
intensificará
ainda mais a valorização
da mulher, seja
como mãe
ou profissional,
que se preocupa
com o bem-estar
de sua família
e sua auto-estima",
diz o diretor de
marketing de cosméticos
da Avon, Ricardo
Patrocínio.
Para
divulgar a promoção,
a campanha publicitária,
que estréia
hoje e é
assinada pela McCann
Erickson, é
composta de um filme
para TV, rádio,
internet - com o
site criado pela
Gringo -, material
de ponto-de-venda
e inserções
no catálogo
de vendas da Avon.
Expansão
A
parceria, por enquanto,
só acontece
no Brasil. "Outros
escritórios
da companhia já
nos consultaram
sobre a dinâmica
da parceria, mas
não tenho
conhecimento de
que uma ação
como essa tenha
sido implementada
em outra unidade",
comenta Patrocínio.
"A Avon tem
recebido uma série
de propostas de
outras companhias
para a realização
de novas parcerias.
Estamos avaliando
cada uma delas,
mas não há
nada definido",
afirma Patrocínio.
Como
participar
A consumidora deve
juntar seis pontos
em provas de compras
dos produtos Coca-Cola
Brasil - entre tampinhas
de garrafas acima
de 1L e códigos
de barra de embalagens
Tetrapack - mais
a quantia de R$
10,99 e solicitar
o quite a uma das
revendedoras autônomas
Avon em qualquer
lugar do País.
Também é
possível
solicitar pelos
sites da Avon ou
da Coca-Cola.
A pessoa pode montar
o seu quite escolhendo
um dos itens Avon
- o protetor solar
"Avon Sun FPS
15", o brilho
labial "Glazywear
Summer Bronze"
ou o hidratante
"Loção
Body Yogurt"
- e um dos potes
Coca-Cola, com identidade
visual estilizada.
Setor
higiene pessoal
e beleza investirá
US$ 600 milhões
em capacidade produtiva
e logística
Gazeta Mercantil
25/09/2008
São
Paulo, 25 de Setembro
de 2008 - O setor
de higiene pessoal
e beleza deve investir
US$ 600 milhões
neste ano na ampliação
da capacidade produtiva
e do sistema logístico
, informou ontem
João Carlos
Basilio da Silva,
presidente da Associação
Brasileira da Indústria
de Higiene Pessoal,
Perfumaria e Cosméticos
(Abihpec).
O volume corresponde
a um crescimento
de 35% em relação
aos cerca de US$
480 milhões
aplicados em 2007.
"É um
patamar que vem
crescendo anualmente.
Há três
ou quatro anos investíamos
entre US$ 300 milhões
e US$ 350 milhões
por ano", disse.
O
crescimento se deve
ao aumento do consumo
no mercado interno,
o que exige um incremento
na produção
de 9% por ano, disse
o executivo. Segundo
ele, já existem
máquinas
trabalhando 24 horas
por dia para atender
os pedidos.
De acordo com levantamento
realizado pela entidade,
no primeiro semestre
deste ano, o setor
obteve uma receita
de R$ 7,75 bilhões,
preço de
fábrica,
sem contar impostos.
O valor é
7,7% maior em relação
ao apurado em igual
período do
ano passado. Para
2008, a previsão
é alcançar
R$ 21,2 bilhões,
o que representaria
alta de 8,7%. O
percentual é
inferior à
média de
10,9% (índice
deflacionado) registrada
nos últimos
12 anos.
Segundo
Basilio, em fevereiro
foi implementada
no Estado de São
Paulo a substituição
tributária
que elevou em cerca
de 70% o total de
carga tributária
que incide sobre
os produtos de higiene
pessoal e cosméticos.
"Isso prejudicou
o nosso desempenho
em fevereiro e março",
disse Basilio. São
Paulo responde por
aproximadamente
40% do mercado nacional
de higiene pessoal
e beleza.
De
acordo com Basilio,
outros estados também
estão avaliando
a alteração.
Perfumaria
Com esse percalço,
o segmento que mais
se destacou no primeiro
semestre foi o de
perfumaria, com
crescimento de 13,8%
no período,
para R$ 1,12 bilhão.
"A venda direta
e as franquias respondem
por 90% da comercialização
de perfumes e colônias
e esses canais não
foram afetados pela
substituição
tarifária",
explicou.
Segundo o executivo,
as vendas ao varejo
caíram 3,35%
em fevereiro, enquanto
as vendas diretas,
que já tinham
substituição
tarifária,
cresceram 27,07%
no mesmo mês.
O
segmento de cosméticos
cresceu apenas 2,4%
nos primeiros seis
meses deste ano,
para R$ 1,86 bilhão,
enquanto as vendas
de higiene pessoal
somaram R$ 4,76
milhões,
o que representa
alta de 8,5%, ante
o primeiro semestre
de 2007.
Basilio afirmou
que em 2009 a taxa
de crescimento deve
voltar ao mesmo
patamar dos anos
anteriores. A depender
do câmbio,
tal ritmo de expansão
pode dar ao País
a segunda colocação
entre os principais
mercados mundiais
em 2010. Desde 2006,
o Brasil é
o terceiro maior
mercado mundial
de higiene pessoal
e beleza, apenas
atrás dos
Estados Unidos e
do Japão,
que têm registrado
aumento abaixo de
2%. O mercado brasileiro
movimentou US$ 22,2
bilhões em
2007, alta de 22,6%
ante o ano anterior.
Entre
os mercados em que
o Brasil mais cresce
está o de
protetores solares,
que 2007 movimentou
US$ 570 milhões,
31,2% do apurado
um ano antes. Com
isso, o País
já responde
por 8,2% do mercado
mundial, de US$
6,95 bilhões
e passou da quinta
para a terceira
colocação
no ranking de principais
países consumidores.
(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
3)(Luciana Collet)
Biagi será
revendedor Iveco
e espera ter caminhão
a álcool
Gazeta Mercantil
25/09/2008
São
Paulo, 25 de Setembro
de 2008 - O empresário
Luiz Biagi, acionista
da SantelisaVale,
o segundo maior
grupo sucroalcooleiro
do País,
será concessionário
Iveco
no Brasil. "Vamos
investir R$ 100
milhões em
dez lojas no interior
paulista, onde já
temos experiência
com concessionárias
Fiat, Peugeot e
GM", disse
Luiz Biagi a este
jornal.
"A
Iveco investe muito
em tecnologia e
vai lançar
um caminhão
movido a álcool,
destinado às
usinas sucroalcooleiras
do País",
afirmou Biagi, para
quem "o diesel
é o calcanhar
de Aquiles do setor
de açúcar
e álcool."
Segundo ele, não
faz sentido você
produzir um combustível
e usar outro. "Com
o novo caminhão,
deixaremos de usar
o diesel nas usinas,
o que contribuirá
para reduzir significativamente
os custos do setor."
Com
o salto na produção
de álcool,
as usinas brasileiras
vêm pleiteando
há alguns
anos à indústria
automotiva caminhões
movidos a álcool,
principalmente para
o transporte da
cana dos canaviais
às moendas,
que representa mais
de 20% do custo
da matéria-prima.
Só em cana-de-açúcar,
as empresas sucroalcooleiras
terão de
transportar mais
de 500 milhões
de toneladas nesta
safra, a uma distância
média entre
25 e 50 quilômetros.
"Esperamos
que as colheitadeiras
Case, do Grupo Fiat,
também tenham
motores a álcool
no futuro",
disse Biagi. Estima-se
que o mercado cativo
das usinas seja
próximo de
100 mil motores
movidos a álcool,
incluindo os estacionários
para a irrigação
dos canaviais e
movimentação
de vinhaça.
O negócio
de automóveis
Fiat e caminhões
Iveco de Biagi é
administrado por
meio da holding
Cibrapar - Companhia
Brasileira de
Participações.
Ontem, em Hanover,
na Alemanha, o presidente
da Iveco para a
América Latina,
Marco Mazzu, disse
que as primeiras
concessionárias
de Biagi serão
inauguradas no primeiro
semestre de 2009,
em Araçatuba,
Catanduva, Marília,
Ourinhos, Presidente
Prudente, São
José do Rio
Preto, entre outras.
Mazzu disse ainda
que a rede de concessionárias
Iveco no Brasi,
atualmente com 67
lojas, deverá
crescer em 100 unidades
até 2010.
O
grupo Santelisa
Vale Bioenergia
S/A é resultado
da fusão
entre a Companhia
Energética
Santa Elisa, de
Sertãozinho
(SP), e a Companhia
Açucareira
Vale do Rosário,
de Morro Agudo (SP).
Controlada pela
holding Santelisa
Vale S/A (que tem
como sócios
as famílias
Biagi, Junqueira,
o banco Goldman
Sachs, além
de minoritários),
a Santelisa Vale
Bioenergia S/A tem
100% das usinas
paulistas Santa
Elisa, Vale do Rosário,
MB e Jardest. Tem
ainda 65% da Usina
Continental, na
região de
Barretos (SP), 50%
da Tropical Bioenergia,
em Edéia
(GO) e 72,6% da
Crystalsev.
Fora-de-estrada
Confiante na estabilidade
economica do Brasil,
o presidente da
Iveco confirmou
em Hannover que
mantém estrategia
de lançar
dois veiculos ate
o final do ano no
País.. Em
outubro a empresa
apresentara o Trakker,
um caminhao pesado
fora-de-estrada
para aplicacao nos
setores agricola,
de construção,
industria de madeira
e de celulose. O
novo caminhao Trakker
será construído
na fabrica de Sete
Lagoas(MG) e em
Cordoba, na Argentina).
Petrobras
encontra óleo
leve na Bacia de
Santos acima da
camada de sal
Valor Online
26/09/2008
A
Petrobras
comprovou a
presença
de óleo no
poço 1-BRSA-658-SPS
(1-SPS-57), localizado
ao sul da Bacia
de Santos, em reservatórios
arenosos acima da
camada de sal. Embora
não esteja
situado no pré-sal,
essa descoberta,
segundo fato relevante
enviado pela companhia
à Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM), "confirma
o bom potencial
de óleo leve
nas porções
de águas
rasas daquela bacia".
Segundo a empresa,
o volume de óleo
recuperável
na região
pode ser de cerca
de 150 milhões
de barris de óleo
equivalente.
O
poço situa-se
no bloco S-M-1289
da concessão
BM-S-40, no qual
a Petrobras detém
100% de participação.
O bloco está
localizado a cerca
de 200 quilômetros
da costa do Estado
de São Paulo,
em lamina d'água
de 274 metros, e
fica a 9,3 quilômetros
da primeira descoberta
na região,
no poço 1-SPS-56,
no prospecto de
Tiro, que foi anunciada
em maio deste ano.
"Embora ainda
esteja na fase preliminar
de avaliação,
a empresa, baseada
nos dois poços
e nas anomalias
dos dados sísmicos,
estima que o volume
recuperável
de óleo nessa
área seja
de aproximadamente
150 milhões
de barris de óleo
equivalente",
diz o fato relevante.
Os
reservatórios
descobertos são
do tipo arenoso
e estão situados
a aproximadamente
2.060 metros de
profundidade. Segundo
a Petrobras, a produtividade
dos reservatórios
será avaliada
imediatamente por
meio de um teste
de formação
a poço revestido.
"As dimensões
das descobertas
feitas por esses
poços só
serão definidas
após Plano
de Avaliação
que será
proposto à
Agência Nacional
de Petróleo,
Gás Natural
e Biocombustíveis
(ANP), conforme
determina o contrato
de concessão
BM-S-40", diz
o fato relevante.
(Rafael Rosas| Valor
Online)
SEC
concede registro
para ADRs da Eletrobrás
Valor Online
26/09/2008
RIO
- A Securities and
Exchange Commission
(SEC), órgão
regulador do mercado
de capitais dos
Estados Unidos,
concedeu hoje o
registro para os
American Depositary
Receipts (ADRs)
da
Eletrobrás,
que poderão
agora ser negociado
na Bolsa de Nova
York. De acordo
com a estatal, a
listagem dos papéis
da empresa na bolsa
acontecerá
no dia 31 de outubro.
Os ADRs das ações
ordinárias
serão negociados
com o símbolo
EBR, enquanto os
papéis preferenciais
classe B serão
listados sob o código
EBR.B. Em nota,
o presidente da
Eletrobrás,
José Antonio
Muniz Lopes, afirmou
não temer
os efeitos da crise
internacional sobre
a companhia.
"Toda
crise é sinônimo
de oportunidade
e essa não
é diferente.
Os investidores
estão se
voltando para o
mundo real e esse
é o mundo
da Eletrobrás",
afirmou.
Segundo o diretor
financeiro e de
relações
com investidores
da estatal, Astrogildo
Quental, a expectativa
é que as
ações
da empresa se beneficiem,
no médio
prazo, da listagem
em Nova York. "A
valorização
que esperamos aumentará
a nossa liquidez
e a Eletrobrás
poderá, então,
obter taxas de juros
menores", disse
Quental, também
em nota.
A
Eletrobrás
controla as empresas
Chesf,
Furnas,
Eletronorte,
Eletronuclear, Eletrosul
e CGTEE,
entre outras. A
holding conta hoje
com uma capacidade
instalada de produção
de 39.753 MW, o
equivalente a 39,6%
do total do Brasil,
distribuída
em 30 usinas hidrelétricas,
15 termelétricas
e duas usinas nucleares.
As linhas de transmissão
alcançam
56.789 quilômetros,
o que representa
63% da malha brasileira.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Frigoríficos
Marfrig e Minerva
afirmam que não
terão perda
financeira
Valor Online
26/09/2008
São
Paulo - Os frigoríficos
Marfrig
e Minerva
enviaram nota há
pouco para tranqüilizar
acionistas e informar
que não registraram
perdas financeiras
em operações
com derivativos
de câmbio,
como aconteceu com
a Sadia e Aracruz,
devido à
alta volatilidade
no mercado de dólar
causada pela crise
internacional. Ontem
a Sadia divulgou
perda R$ 760 milhões
com operações
alavancadas que
superavam a necessidade
de proteção.
Hoje foi a vez da
Aracruz confirmar
perdas, mas sem
revelar o tamanho
do rombo.
A
Marfrig Frigoríficos
afirma que não
pratica transações
alavancadas de derivativos
ou similares que
não tenham
como objetivo a
proteção
das operações
internacionais da
empresa, que tem
70% da receita formada
por moedas estrangeiras.
O frigorífico
reforçou
que tem saldo sólido
e "política
conservadora"
de gestão
financeira.
O
Minerva, que também
produz e comercializa
carne bovina e couros
e exporta boi vivo,
apresentou ao mercado
o mesmo tipo de
explicação
e afirmou que não
terá nenhuma
perda com transações
de derivativos alavancados
durante o trimestre.
Segundo a nota,
a empresa tem uma
política
de hedge que inclui
cenários
de grande volatilidade.
"Desta forma,
a companhia acredita
estar devidamente
preparada para passar
sem sobressaltos
por este período
de forte volatilidade
no mercado financeiro",
informa em seu comunicado
aos acionistas.
Ambas as empresas
ressaltaram que
além de caixa
robusto, têm
aplicações
financeiras de curto
prazo e mantém
o endividamento
com concentração
no longo prazo.
Anac
aprova incorporação
da Varig pela Gol
Valor Online
26/09/2008
SÃO
PAULO - A Agência
Nacional de Aviação
Civil (Anac)
deu sinal verde
para que a Gol
incorpore a Varig
como subsidiária
completa. Até
agora, as duas empresas
vinham sendo administradas
como entidades independentes,
embora o controle
acionário
fosse comum.
Em
comunicado, a Gol
informa que recebeu
a autorização
da agência
para realizar a
reestruturação
societária
necessária
para incorporar
a Varig à
sua operação.
Segundo a empresa,
a reorganização
só será
concluída
com o registro dos
atos societários
de ambas empresas
na Junta Comercial
competente.
A
empresa ainda afirma
que o objetivo da
reestruturação
é "otimizar
a estrutura operacional
das subsidiárias
da Gol". Para
a companhia, juntas,
as duas operadoras
terão maior
eficiência
para prestar serviços,
se beneficiando
da integração
das operações
de Varig e Gol e
melhorar a oferta
aos passageiros.
A
controladora afirmou,
porém, que
irá manter
as marcas Gol e
Varig e que a incorporação
da segunda não
terá qualquer
efeito sobre os
direitos de acionistas
do grupo.
(José Sergio
Osse | Valor Online)
Projeto
da Gerdau em PE
deverá ir
a US$ 600 milhões
Valor Econômico
26/09/2008
RECIFE
- A usina siderúrgica
que a Gerdau
planeja erguer em
Pernambuco receberá
investimentos de
US$ 600 milhões
para a produção
de 1 milhão
de toneladas de
vergalhões
por ano. O anúncio
foi feito pelo governador
Eduardo Campos (PSB)
ontem durante o
evento de inauguração
de uma indústria
da fabricante de
bebidas Campari
no porto de Suape,
a 40 quilômetros
do Recife.
Segundo Campos,
representantes da
empresa estiveram
no Estado neste
mês escolhendo
uma área
de 150 hectares
para instalar a
nova fábrica.
O terreno é
50 hectares maior
do que aquele inicialmente
solicitado pela
companhia que já
opera no Estado
com uma unidade
também de
aços longos
- a Açonorte.
Em
agosto, durante
teleconferência
para a divulgação
de seus resultados
financeiros trimestrais,
o presidente da
Gerdau, André
Gerdau Johannpeter,
anunciou a construção
de duas novas usinas,
sendo uma em Pernambuco
e outra na Espanha.
Na ocasião,
a empresa informou
que iria investir
na unidade pernambucana
US$ 400 milhões
até 2011
para produzir 500
mil toneladas de
aço por ano
a partir de sucata,
com possibilidade
de expansão
para 1 milhão
de toneladas.
Procurada
ontem pelo Valor,
a Gerdau - segunda
maior fabricante
de aço bruto
no país (longos
e especiais), atrás
do grupo ArcelorMittal
(aços longos,
planos e inox) -
informou que existe
um projeto para
a instalação
de uma nova usina
em Pernambuco. Não
confirmou, entretanto,
os números
divulgados pelo
governador. Segundo
a companhia, o investimento
previsto é
de US$ 400 milhões.
Sobre
a capacidade instalada
de produção,
a empresa informou
que ainda está
realizando estudos
para determiná-la.
Hoje, a Açonorte,
que também
produz vergalhões,
tem uma unidade
industrial apta
a fazer 150 mil
toneladas por ano.
O projeto da Gerdau
não é
o único previsto
para os próximos
anos em Pernambuco.
Em junho, a Companhia
Siderúrgica
Nacional (CSN) anunciou
que pretende investir
a partir de meados
de 2009 até
US$ 6 bilhões
em uma usina com
capacidade para
processar até
3,5 milhões
de toneladas de
aço por ano
em Suape.
A
primeira fase do
projeto, que tem
seis anos de duração,
prevê a fabricação
de 500 mil de toneladas
por ano de aços
longos, segmento
dominado por Gerdau,
ArcelorMittal e
Votorantim. O aço
da CSN será
voltado para fabricação
de parafusos, telas
e vergalhões.
O
principal imã
para a instalação
de novas plantas
siderúrgicas
no Nordeste tem
sido o consumo da
própria região,
principalmente de
produtos voltados
para a construção
civil. Do lado imobiliário,
o setor tem recebido
impulso com as parcerias
que estão
sendo firmadas entre
incorporadoras nordestinas
e do Sudeste. Além
disso, vários
empreendimentos
de grande porte
estão sendo
erguidos no Nordeste,
refinarias da Petrobras
e fábricas
da Perdigão
e da Sadia.
A
compra de itens
siderúrgicos
na região,
entretanto, não
tem ficado restrita
a itens da construção
civil. Neste mês,
entraram em funcionamento,
por exemplo, dois
projetos que demandam
muito aço:
o estaleiro Atlântico
Sul e a fabricante
de aerogeradores
Impsa.
(Carolina Mandl
| Valor Econômico)
Petrobras
confirma descoberta
de gás e
óleo leve
no poço Júpiter
Valor Online
25/09/2008
SÃO
PAULO - A Petrobras
confirmou ontem
à noite a
ocorrência
de uma grande jazida
de gás natural
e óleo leve
no pré-sal
ao concluir a perfuração
do poço Júpiter,
na Bacia de Santos.
A descoberta foi
comunicada em 21
de janeiro deste
ano.
O poço Júpiter
fica a 290 quilômetros
da costa do Rio
de Janeiro e 37
quilômetros
a leste da área
de Tupi, descoberta
no ano passado.
A profundidade final
atingida foi de
5.773 metros a partir
da superfície
do mar.
"A perfuração
do poço,
que, por razões
operacionais havia
sido interrompida
em janeiro, foi
aprofundada e constatou
a continuidade de
reservatórios
de gás natural
e óleo leve,
e de elevado teor
de gás carbônico
(CO2)", conforme
nota na página
eletrônica
da Petrobras.
Consta do texto
que o consórcio
formado pela estatal
brasileira mais
a Galp Energia,
que detêm
80% e 20%, respectivamente,
da área,
prosseguirá
com as atividades
e investimentos
necessários
com o objetivo de
verificar as dimensões
da nova jazida e
as características
dos reservatórios.
Hypermarcas
paga R$ 15 milhões
por totalidade da
ÉH Cosméticos
Valor
Online
24/09/2008
SÃO
PAULO - Em reunião
realizada hoje,
o conselho de administração
da
Hypermarcas
fechou a compra
dos 50% que ainda
não possuía
na ÉH
Cosméticos,
empresa que tem
linhas de produtos
para cabelos, incluindo
shampoos, condicionadores
e finalizadores.
O controle da empresa
era dividido com
a empresária
Cristiana Arcangeli,
que receberá
R$ 15 milhões
pelos 50% que possuía
na sociedade.
A
Hypermarcas é
uma das maiores
empresas de bens
de consumo do país,
com produtos nos
segmentos alimentos,
limpeza, higiene
pessoal e medicamentos.
A
companhia foi das
poucas que enfrentou
o turbulento mercado
acionário
de 2008, conduzindo
uma oferta pública
inicial que resultou
na captação
de R$ 612 milhões
em abril.
Vale
aprova investimentos
em refinaria de
alumina e mina de
bauxita
Valor Online
24/09/2008
O
conselho de administração
da mineradora Vale
aprovou hoje os
investimentos para
construção
de uma refinaria
de alumina, a Companhia
de Alumina do Pará
(CAP), que terá
capacidade inicial
de produção
de 1,86 milhão
de toneladas por
ano e custará
cerca de US$ 2,2
bilhões.
Os conselheiros
da mineradora aprovaram
também a
expansão
da mina de bauxita
de Paragominas,
também no
Pará, estimada
em US$ 487 milhões.
A
refinaria de alumina
será construída
no município
paraense de Barcarena,
a cinco quilômetros
da Alunorte, subsidiária
da própria
mineradora. A CAP
terá como
acionistas a Vale,
com 80% do capital,
e a norueguesa Hydro
Aluminium, com os
20% restantes.
A refinaria terá
inicialmente duas
linhas produtoras,
com capacidade,
cada uma, para 930
mil toneladas anuais.
A unidade terá
potencial para aumentar
a capacidade no
futuro para até
7,4 milhões
de toneladas por
ano. A expectativa
é de que
as obras comecem
no mês que
vem e a produção
seja iniciada no
primeiro semestre
de 2011.
A
expansão
de Paragominas (Paragominas
III) fornecerá
a bauxita consumida
pela CAP. Com a
ampliação,
a capacidade da
mina passará
de 9,9 milhões
de toneladas por
ano para 14,85 milhões
de toneladas por
ano. A expectativa
é de que
a expansão
fique pronta também
no primeiro semestre
de 2011, simultaneamente
à entrada
em operação
da CAP.
A
previsão
da mineradora é
de que os dois projetos
gerem, no pico da
construção,
9 mil empregos,
e, quando concluídos,
sua operação
será responsável
por 847 empregos
diretos e 690 empregos
indiretos.
"Estes
projetos são
consistentes com
a estratégia
de negócios
da Vale para o alumínio,
cujo foco é
no crescimento orgânico
de ativos no 'upstream'
da cadeia produtiva,
baseado no aproveitamento
de suas reservas
de bauxita de alta
qualidade e na capacidade
de produção
de alumina a custos
extremamente competitivos
no mercado global",
diz a nota divulgada
pela Vale.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Recuperação
judicial da Agrenco
é aprovada
Valor Econômico
24/09/2008
SÃO
PAULO - A Agrenco
informou na noite
de ontem à
Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM)
que seu plano de
recuperação
judicial foi aprovado
pela 1ª Vara
de Falências
e Recuperações
Judiciais da Comarca
de São Paulo.
O pedido havia sido
feito em 27 de agosto,
na seqüência
de uma série
de reveses que incluiu
a prisão,
em agosto, de três
de seus ex-controladores,
acusados pela Polícia
Federal de crimes
como sonegação
fiscal e corrupção.
A
companhia terá
agora até
60 dias para apresentar
os pormenores de
seu plano de recuperação.
O comunicado apresentado
à CVM informou
ainda que foi contratada
a empresa Íntegra
Associados, que
trabalhará
na montagem do plano.
Novata no mercado
acionário,
a Agrenco, que atua
na cadeia de comercialização
de soja como trading
e também
na produção
de biodiesel, entrou
em parafuso neste
ano. Abalada pela
disparada do preço
da oleaginosa, que
atingiu seu recorde
histórico
de preço
em 2008, a companhia
acumulou dívidas
e deixou de pagar
fornecedores.
Depois
da prisão
de três de
seus principais
executivos, a Agrenco
anunciou que estava
em negociação
para a venda de
seu controle para
grupos como o francês
Louis Dreyfus, o
asiático
Noble e a suíça
Glencore. Situação
similar viveu a
goiana Selecta,
que, depois de entrar
com pedido de recuperação
judicial, fechou
acordo para ser
comprada pela Los
Grobo Agro do Brasil,
associação
entre o maior produtor
de soja da Argentina
e o fundo Pactual
Capital Partners,
que administra recursos
de ex-sócios
do banco Pactual.
A
Agrenco fez sua
oferta pública
inicial de ações
(IPO, na sigla em
inglês) em
novembro de 2007,
com a qual levantou
R$ 666 milhões.
Meses depois, ao
reportar os resultados
do primeiro trimestre
deste ano, informou
que sua dívida
de curto prazo era
de cerca de R$ 1
bilhão. A
companhia ainda
não publicou
o balanço
com os resultados
do segundo trimestre.
(Patrick Cruz |
Valor Econômico)
Vendas dos supermercados
crescem 12,47% em
agosto, diz Abras
Valor Online
23/09/2008
SÃO
PAULO - As vendas
reais dos supermercados
brasileiras registraram
em agosto um crescimento
de 12,47% em relação
ao mesmo período
do ano passado e
de 3,25% sobre julho
deste ano. No acumulado
entre janeiro e
agosto, o resultado
foi 9,36% maior
do que o obtido
nos oito primeiros
meses de 2007, segundo
informou hoje a
Associação
Brasileira de Supermercados
(Abras).
Se
considerada a variação
nominal, sem descontar
a inflação
medida pelo IPCA,
as vendas avançaram
19,41% sobre agosto
de 2007 e 3,54%
sobre julho deste
ano. No acumulado
de janeiro a agosto,
o crescimento foi
de 15,27% sobre
igual intervalo
de 2007.
Para o presidente
da Abras, Sussumu
Honda, diante dos
resultados já
é possível
esperar para este
ano um crescimento
de vendas da ordem
de 8% sobre 2007.
"A única
ressalva fica por
conta dos desdobramentos
da crise financeira
nos Estados Unidos",
ponderou o executivo.
Já
a cesta de 35 produtos
cujos preços
são calculados
mensalmente pela
entidade ficou em
R$ 254,51, com queda
nominal de 0,82%
em relação
a julho. A variação
real mostrou recuo
de 1,10%, de acordo
com a Abras. Sobre
agosto de 2007,
houve alta nominal
de 15,1% e real
de 8,41%.
Os produtos com
as maiores altas
foram cebola (8,07%),
frango congelado
(5,91%) e sabonete
(5,66%). As maiores
quedas foram vistas
no tomate, (-43,28%),
na batata (-7,17%)
e no leite longa
vida (-5,34%).
Copebrás
"infla"
plano de expansão,
que deve, agora,
superar US$ 1 bi
Valor Online
26/09/2008
Segunda
maior fabricante
de matérias-primas
para fertilizantes
do país,
a Copebrás,
controlada pelo
grupo sul-africano
Anglo
American, decidiu
ampliar o projeto
de expansão
de seu complexo
localizado em Catalão,
em Goiás.
Em estudos há
pelo menos três
anos e inicialmente
orçado em
US$ 180 milhões,
o plano tornou-se
mais ambicioso e
agora deverá
absorver ao menos
US$ 1 bilhão.
"O
objetivo, agora,
é mais do
que dobrar o tamanho
da empresa como
um todo", diz
Cristiano Melcher,
diretor-executivo
da Copebrás.
A revisão
está relacionada
à tendência
de crescimento da
demanda doméstica
por adubos e aos
elevados preços
do insumo nos mercados
externo e interno,
que podem acelerar
o retorno dos investimentos
previstos.
Apesar
das incertezas derivadas
da crise financeira
global, Melcher
não prevê
problemas para levantar
recursos para financiar
a ampliação,
entre outros motivos
por ser o Anglo
American um grande
grupo multinacional
de mineração
(vendas globais
superiores a US$
30 bilhões
em 2007) acostumado
a desenvolver projetos
bilionários
em diversos países.
Com fertilizantes,
aliás, só
trabalha no Brasil.
Conforme
o executivo, o estudo
de pré-viabilidade
da expansão
em Catalão
foi concluído,
mas outras informações
precisam ser levantadas
e ainda serão
necessários
pelo menos mais
12 meses para os
planos finalmente
saírem do
papel. "O projeto
tem de ser bem trabalhado
e inicialmente foi
muito bem recebido
pela alta direção
do grupo",
diz.
A
ampliação
deverá ser
concluída
em 2012. Em linhas
gerais, a capacidade
de produção
do complexo mineroquímico
goiano deverá
passar das atuais
1,3 milhão
de toneladas de
concentrado de fósforo
por ano para cerca
de 3 milhões.
Com mais matéria-prima,
a oferta anual de
fertilizantes fosfatados
deverá subir
de 1 milhão
de toneladas para
2,2 milhões.
Deverão ser
criados mais ou
menos 800 empregos
diretos e indiretos.
A
evolução
dos resultados da
Copebrás
nesses últimos
anos de demanda
e preços
de adubos em alta
é o principal
argumento em defesa
da expansão.
Graças à
virada do mercado,
que em 2005 esteve
desaquecido por
conta da crise de
renda de agricultores
sobretudo de Mato
Grosso, o faturamento
da empresa retomou
o ritmo de crescimento
e as margens ficaram
mais confortáveis.
Em
2006, a Copebrás
faturou US$ 281
milhões,
ainda 6% menos que
em 2005. No ano
passado, contudo,
o valor aumentou
para US$ 415 milhões,
e para 2008 a previsão
é de crescimento
de pelo menos 50%,
conforme Melcher.
Em 2007, a empresa
respondeu por 49%
do faturamento total
do grupo Anglo American
no país,
fatia que pode até
crescer neste ano.
Acostumado
a conviver com os
boatos de que a
Copebrás
"está
prestes a ser vendida
para uma grande
multinacional do
segmento",
que há pelo
menos oito anos
volta e meia reaparecem
aqui e ali, Melcher
recorre à
expansão
de Catalão
para reafirmar que
a empresa é
estratégica
para o grupo sul-africano.
A
partir da retomada
do crescimento da
Copebrás,
o executivo atualmente
sequer descarta
a entrada do Anglo
American no segmento
de fertilizantes
também em
outros países.
A informação
pode ser recebida
como mais que um
simples palpite.
Após
uma recém-encerrada
reestruturação
administrativa no
Brasil, que será
comunicada ao mercado
nos próximos
dias, Melcher passou
a acumular também
a diretoria comercial,
de estratégia
e de desenvolvimento
de novos negócios
do Anglo American
no país.
O
executivo também
diz que a ampliação
do projeto da Copebrás
em Catalão
não é
uma resposta à
pressão do
governo federal
sobre as empresas
do segmento para
que estas acelerem
a expansão
da produção
brasileira para
que o país
reduza sua dependência
de produtos importados,
que hoje respondem
por 70% da demanda
nacional. De acordo
com ele, trata-se,
sim, de uma resposta
ao mercado.
É
o mesmo argumento
de empresas como
Fosfertil (maior
fabricante de matérias-primas
para adubos do ranking
nacional) e as múltis
Bunge, Mosaic e
Yara (que dividem
o controle da Fosfertil),
entre outras, que
nesses últimos
meses de pressão
de Brasília
confirmaram aportes
no Brasil que, somados,
deverão superar
US$ 4 bilhões
nos próximos
quatro anos. Além
da Vale, que também
ratificou que vai
tocar um projeto
de fosfato no Peru,
que também
interessa aos agricultores
locais.
"A
demanda segue firme
e as perspectivas
para o agronegócio
brasileiro, também,
sobretudo graças
ao aumento do consumo
de alimentos em
países emergentes.
Daí os investimentos.
Mas concordo que
estava mais do que
na hora de o governo
se inteirar do assunto",
afirma Melcher.
Essa
"inteiração"
veio com a disparada
dos preços
do insumo, a partir
do fim de 2006,
e que só
agora começa
a perder fôlego.
As empresas sempre
alegaram que o aumento
foi mundial e que
chegou ao Brasil
em razão
da dependência
do país de
produtos importados,
mas o fato é
que o encarecimento
tornou-se, pela
segunda safra seguida,
talvez a principal
preocupação
dos produtores brasileiros.
Nesse
cenário,
produtores e cooperativas
tentam unir forças
e ganhar escala,
seja para comprar
melhor no mercado
doméstico,
seja para importar
a custos mais vantajosos.
Em Mato Grosso,
que tem solos pobres
e a produtividade
dos grãos
em 2008/09 está
ameaçada,
já há
diversas iniciativas
nesse sentido. Nesta
sexta, no Paraná,
21 cooperativas
confirmam a criação
de um consórcio
com o mesmo fim.
Bunge
e Itochu anunciam
parceria e prometem
investir US$ 800
mi
Valor Econômico
24/09/2008
SÃO
PAULO - A americana
Bunge
e a japonesa Itochu
anunciaram ontem
que selaram uma
aliança para
desenvolver em conjunto
dois projetos sucroalcooleiros
no Brasil. No total,
os investimentos
deverão somar
US$ 800 milhões
nos próximos
quatro anos. A Bunge
deverá aportar
US$ 640 milhões
e a trading Itochu,
os US$ 160 milhões
restantes.
A
Bunge explicou que
a primeira joint
venture envolve
a usina Santa Juliana,
localizada no município
mineiro de mesmo
nome. Comprada pela
multinacional em
setembro de 2007,
a unidade já
opera e tem capacidade
para processar 1,6
milhão de
toneladas de cana
por ano.
A partir dos aportes
programados, afirma
Adalgiso Telles,
diretor corporativo
da companhia, esta
capacidade será
ampliada para 4,2
milhões de
toneladas. "
Trata-se de uma
usina com logística
excepcional "
.
A
outra tacada dos
novos parceiros
ainda é mantida
em sigilo, já
que prevê
a construção
de uma usina nova.
Nesse caso, a única
informação
confirmada pelos
parceiros é
que a Bunge entrará
com 80% dos recursos,
cabendo aos japoneses
os demais 20%.
" Procurávamos
um parceiro grande
para compartilhar
esse mercado. O
potencial do segmento
de açúcar
e álcool
é grande
e esta parceria
poderá ser
até ampliada
no futuro "
, disse Telles.
Na semana passada,
a Bunge já
havia anunciado
a aquisição
da usina Monte Verde,
situada em Ponta
Porã, no
Mato Grosso do Sul.
Esta
deverá começar
a rodar em maio
do ano que vem,
com capacidade para
processar 1,4 milhões
de toneladas de
cana por safra.
Apesar de não
fazer parte da aliança
com os japoneses,
também há
planos para ampliar
a unidade sul-mato-grossense
para 4,5 milhões
de toneladas, também
em quatro anos.
Com logística
menos privilegiada,
esta usina, segundo
Telles, destaca-se
pela tecnologia
de última
geração.
Sobre
os planos de expansão
neste mesmo segmento
sucroalcooleiro
no Estado de Tocantins,
Telles limitou-se
a informar ao Valor
que ainda não
há nada de
concreto para ser
anunciado.
O executivo ressalta,
entretanto, que
a estratégia
da multinacional
no segmento também
se apóia
em atividades de
trading, que começou
com o açúcar
mas começa
a ser ampliada para
abraçar também
o etanol, que exige
uma infra-estrutura
adequada de escoamento.
No pacote de investimentos
acertado com a Itochu,
haverá aportes
em logística
para esse escoamento,
ainda que eles também
não tenham
sido relevados.
"
Além do açúcar
e do álcool,
também pretendemos
atuar na co-geração
de energia elétrica
[a partir do bagaço
da cana], o que
reduzirá
nossos custos e
gerará receita
[com a venda do
excedente para terceiros]
" , disse Telles.
Tanto nos planos
que envolvem a usina
Santa Juliana quanto
na estratégia
para a Monte Verde,
o executivo afirmou
que os planos são
de mecanizar pelo
menos 90% da colheita
de cana.
"
É grande
o potencial de crescimento
desse segmento também
para a empresa "
, reconhece Telles.
Ele não informou
que participação
pode ter a área
no faturamento do
grupo no país,
que em 2007 alcançou
R$ 22,5 bilhões
(a receita líquida
global foi de US$
45 bilhões).
A Itochu faturou
globalmente US$
120 bilhões
no ano passado.
(Fernando Lopes
| Valor Econômico)
AleSat compra rede
da Polipetro no
Sul
Valor Econômico
24/09/2008
BELO
HORIZONTE - Após
perder a disputa
pela rede de distribuição
de derivados de
petróleo
da Texaco,
a AleSat
Combustíveis
decidiu aumentar
os investimentos
e acelerar o seu
plano de expansão
no Brasil. Com 1,2
mil postos espalhados
por 21 estados do
país, a empresa
anunciou ontem a
compra da rede catarinense
Polipetro e prepara
a aquisição
de mais duas distribuidoras
até o fim
do ano.
"
A Polipetro
se ajusta à
nossa estratégia
de aquisições,
cujo alvo são
redes de abrangência
regional que operam
com bandeira própria
e fornecem, ao mesmo
tempo, combustíveis
a postos independentes
" , disse Jucelino
Sousa, vice-presidente
da AleSat. "
Temos em andamento
negociações
com mais duas distribuidoras,
a serem concluídas
ainda neste ano
" , acrescentou
o executivo, sem
dar mais detalhes
sobre as transações,
que estão
sendo assessoradas
pelo Bradesco.
O
desembolso em aquisições,
que não foi
informado, não
está incluído
no plano de expansão
traçado pela
AleSat, que contempla
aporte de R$ 250
milhões na
abertura de mais
1.019 postos até
2012 - praticamente
dobrando o tamanho
atual da rede.
Somente na expansão
orgânica,
a mineira AleSat
está investindo
R$ 73,5 milhões
para abrir 240 postos
até dezembro.
Com as aquisições,
esse número
subirá para
500 ainda neste
ano.
Controlada
pelo grupo paulista
Vibrapar, a Polipetro
conta com 130 postos
de combustível
localizados em 110
cidades de Santa
Catarina e do Paraná.
Abastece ainda outros
1,3 mil postos de
" bandeira
branca " ,
sem vinculação
com distribuidoras.
Além disso,
são seus
clientes grandes
consumidores, como
empresas de transporte
público e
de cargas, companhias
de pesca e fazendas
nos dois estados
da região
Sul. São
aproximadamente
20 milhões
de litros de combustível
ao mês, sendo
que 50% desse suprimento
são referentes
a óleo diesel.
Com
a compra da Polipetro,
a AleSat dá
uma salto no Sul
do Brasil - mercado
em que tinha ainda
baixa participação
do grupo mineiro.
Dos 1,2 mil postos
com a sua bandeira
em todo país,
apenas 28 estavam
localizados naquela
região: 22
no Paraná
e outros seis em
Santa Catarina.
No
programa de expansão
orgânica,
a AleSat reservou
R$ 20 milhões
a serem aplicados
na região
Sul até 2012,
para a abertura
de 316 postos, sendo
que 136 em Santa
Catarina, 95 no
Paraná e
mais 85 no Rio Grande
do Sul. Essa distribuição
geográfica
vai ser reconfigurada
agora, após
a compra da Polipetro.
" Vamos avaliar
o planejamento inicial,
buscando reforçar
o Rio Grande do
Sul e o Paraná
" , disse Sousa.
Para
suprir as suas operações
na região,
a AleSat já
conta com seis bases
distribuidoras:
três no Paraná
(Araucária,
Cascavel e Londrina),
duas em Santa Catarina
(Biguaçu
e Itajaí)
e uma no Rio Grande
do Sul (Esteio).
Sediada em Itajaí,
a Polipetro começou
a operar em 1996
e faturou, no ano
passado, R$ 500
milhões.
A AleSat, por sua
vez, tem receita
de R$ 6 bilhões
ao ano e distribui
cerca de 300 milhões
de litros de combustível
a cinco mil clientes
- sendo 3,8 mil
postos de "
bandeira branca
" e grande
consumidores. Opera
ainda 45 bases de
distribuição.
Agora
ex-proprietários
da Polipetro, o
grupo Vibrapar também
detém a distribuidora
de combustíveis
Viabrasil. A rede
conta com cerca
de 100 postos localizados
na capital e no
interior paulista.
A holding controla
ainda a Univen Petroquímica,
localizada em Itupeva
(SP), que produz
solventes a partir
do processamento
de condensado de
petróleo,
e a Midas, que além
de borrachas, produz
uma linha de solventes
- como thinner,
querosene e aguarrás.
O grupo paulista
não quis
comentar a venda
da Polipetro.
(Danilo Jorge |
Valor Econômico)
Governo
paulista confirma
fábrica da
Hyundai em Piracicaba
Valor Online
18/09/2008
O
governo do Estado
de São Paulo
confirmou hoje que
o município
de Piracicaba vai
abrigar a nova fábrica
de veículos
da Hyundai
Motors, conforme
antecipou o Valor
em reportagem publicada
no dia 10 de setembro.
A montadora sul-coreana
ainda não
anunciou oficialmente
os modelos que irá
produzir e nem a
capacidade da fábrica.
No
âmbito de
um programa específico
para o setor, o
governo paulista
irá liberar
a empresa do recolhimento
do ICMS incidente
sobre "a importação
de mercadorias,
equipamentos, partes
e peças,
sem similar nacional,
destinados à
integração
no ativo permanente".
Também serão
apoiadas pelo governo
as negociações
da Hyundai para
obtenção
de financiamento
com o BNDES
e com a Nossa
Caixa.
Por
sua vez, a montadora
se comprometeu a
priorizar o mercado
paulista na aquisição
de autopeças
e dos bens de capital
necessários
à implantação
da unidade industrial.
Com a Hyundai, chega
a nove o número
de montadoras de
automóveis
instaladas em São
Paulo. Recentemente,
a japonesa Toyota
anunciou que irá
construir uma fábrica
na região
de Sorocaba.
(Murillo Camarotto
| Valor Online)
EPE
prevê que
exportações
de etanol vão
dobrar em dez anos
Valor Online
24/09/2008
RIO
- A Empresa
de Pesquisa Energética
(EPE) acredita
que as exportações
de álcool
combustível
do Brasil duplicarão
nos próximos
dez anos. De acordo
com estudo divulgado
hoje, as exportações,
que este ano devem
chegar a 4,2 bilhões
de litros, chegarão
a 8,3 bilhões
de litros em 2017.
O presidente da
EPE, Mauricio Tolmasquim,
ressalta que as
legislações
de diversos países
prevêem o
aumento do consumo
de etanol para os
próximos
anos. Nos Estados
Unidos está
prevista a substituição
do MTBE como aditivo
à gasolina,
o que pode abrir
espaço para
o uso do álcool
como a aditivo,
além de haver
a obrigação
de que se atinja
o consumo de 91
bilhões de
litros de etanol
em 2017. Na Europa,
a meta é
que os biocombustíveis
representem 5% da
matriz energética
em 2015 e 10% em
2020.
Apesar dessas determinações
legais, a expectativa
da EPE é
de que o Japão
puxe o salto das
exportações
brasileiras. A projeção
é de que
o país asiático
compre 3 bilhões
de litros do Brasil
em 2017. Tolmasquim
lembra que, apesar
de a legislação
japonesa sobre o
setor ainda não
estar pronta, já
há projetos
no Brasil nos quais
empresas japonesas
tem investimentos
em usinas com vistas
à exportação.
"Esse cenário
(de exportação)
é conservador.
O potencial do mercado
interno no Brasil
é muito grande
e esse crescimento
é que será
o real limitador
das exportações,
ao invés
das limitações
externas",
frisa Tolmasquim.
A EPE lembra ainda
que há grandes
projetos de alcooldutos
em estudo. Hoje,
a rede de dutos
comporta 1,9 milhão
de metros cúbicos
do produto, que
podem ser acrescidos
por projetos em
andamento ou em
estudo para transporte
de outros 9,3 milhões
de metros cúbicos.
"Há
uma grande infra-estrutura
sendo montada para
exportação",
afirma Tolmasquim.
Segundo ele, o cenário
não leva
em consideração
a possibilidade
de o etanol virar
uma commodity internacional,
com cotação
em bolsas de valores.
As expectativas
da EPE são
montadas a partir
da possibilidade
de acordos bilaterais
de exportação
entre o Brasil e
países interessados
no produto nacional.
"Tornar o etanol
uma commodity é
algo difícil.
O gás natural
tem muito mais mercado
e ainda não
é uma commodity,
apesar do GNL (gás
natural liquefeito)",
diz Tolmasquim.
"Para que isso
ocorra, deve haver
mais países
produtores de etanol",
acrescenta.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Brasil
deve investir até
US$ 25 bi em etanol
para sustentar demanda
Valor Online
24/09/2008
RIO
- A demanda brasileira
por etanol deve
subir 150% nos próximos
dez anos, saltando
dos 25,6 bilhões
de litros estimados
para este ano para
63,9 bilhões
de litros em 2017,
de acordo com dados
divulgados hoje
pela Empresa de
Pesquisa Energética
(EPE). Para fazer
frente a esse crescimento
são esperados
investimentos entre
US$ 20 bilhões
e US$ 25 bilhões,
para construção
de 246 novas usinas
produtoras no período.
Segundo o estudo
apresentado hoje,
a demanda será
concentrada no abastecimento
de veículos,
que deve demandar
53,2 bilhões
de litros de álcool
(anidro e hidratado)
em 2017, contra
20,3 bilhões
de litros projetados
para este ano. Outros
8,3 bilhões
de litros serão
exportados em 2017,
contra vendas externas
de 4,2 bilhões
de litros em 2008,
enquanto 2,4 bilhões
de litros serão
destinados a outros
usos - principalmente
industrial -, contra
1,1 bilhão
de litros este ano.
O presidente da
EPE, Mauricio Tolmasquim,
ressalta que a demanda
por álcool
combustível
crescerá
ainda mais rápido
que a média
prevista para o
mercado. A alta
esperada é
de 165%, puxada
pelo sucesso dos
automóveis
flex fuel no país.
Atualmente, os veículos
de passeio flex
fuel novos representam
93,5% do total de
carros de passeio
zero quilômetro
que são vendidos
no país.
A EPE acredita que
esse patamar será
mantido até
2017.
"Hoje, 75,5%
dos consumidores
que têm carro
flex fuel abastecem
com álcool
e nós consideramos
que esse nível
também vai
ser mantido",
destaca Tolmasquim.
A expectativa da
EPE é de
que o parque de
veículos
leves de quatro
rodas não
movidos a diesel
crescerá
das atuais 23,23
milhões de
unidades para 37,12
milhões de
unidades em 2017.
Ao mesmo tempo,
a fatia desse mercado
dominada pelos flex
fuel passará
de 29,6% para 73,6%
do total.
Tolmasquim explica
que a trajetória
esperada para os
preços dos
combustíveis
também aponta
que o álcool
continuará
mais vantajoso que
a gasolina para
o consumidor final.
No nível
de preços
atual, o litro de
álcool é
vendido por cerca
de 59% do preço
do litro de gasolina,
sendo que o valor
deve estar abaixo
de 70% do valor
da gasolina para
ser mas vantajoso.
"O etanol é
mais vantajoso com
o barril do petróleo
a US$ 75 e nós
não achamos
que o petróleo
vai ficar abaixo
desse valor. Podemos
dizer com certeza
que o álcool
continuará
mais competitivo",
afirma, lembrando
que estudo elaborado
pela EPE prevê
que o preço
do barril de petróleo
vá oscilar
em torno de US$
75 em 2015.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Para
Lobão, Brasil
será exportador
de gás natural
Valor Online
15/09/2008
RIO
- O ministro de
Minas e Energia,
Edison Lobão,
acredita que o Brasil
caminha para a auto-suficiência
no setor de gás
natural, mas observou
que a compra do
produto da Bolívia
não será
abandonada. De acordo
com o ministro,
o Brasil alcançou
um " patamar
invejável
" no cenário
internacional do
setor e afirmou
que, no futuro,
o país deverá
aproveitar oportunidades
de exportação
de gás natural.
Ele não fez
previsões,
contudo, sobre quando
se poderá
exportar gás
no país.
" Seguramente
seremos auto-suficientes
de gás. Seguramente
teremos mais condições
de exportar do que
a Bolívia,
sobretudo por causa
das nossas condições
geográficas
aqui. Além
disso, poderemos
usar o GNL (Gás
Natural Liquefeito)
também "
, disse o ministro,
que participou hoje
da abertura da Rio
Oil & Gas, no
Rio de Janeiro.
Lobão afirmou
ainda que o plano
de construção
de usinas nucleares
será ajustado
no futuro para geração
de até 60
mil megawatts a
partir dessa fonte
de energia dentro
dos próximos
50 anos. Na semana
passada, o ministro
disse que o país
pode construir até
50 usinas nucleares
em 50 anos. Atualmente,
há uma usina
em construção,
Angra 3, e o planejamento
para montagem de
mais quatro, duas
no Sudeste e duas
no Nordeste.
" Vamos reajustar,
rearrumar isso tudo,
nosso plano de 30
anos. A França
fez 58 mil MW em
energia nuclear
há 30 anos,
então, porque
não poderemos
fazer isso em 50
anos " , ponderou.
(Rafael Rosas |
Valor Online)