Chip
da Oi chega dia
03 a São
Paulo, mas serviços
vêm dia 24
Gazeta Mercantil
03/10/2008
SãoPaulo
- Com oferta de
três meses
de ligações
gratuitas para telefones
fixos locais e para
clientes móveis
da mesma rede, a
Oi
desembarca em
São Paulo
nesta sexta-feira,
inicialmente vendendo
só chip.
No
próximo dia
24 começa
a operar efetivamente
e inaugura 80 lojas
próprias
e franqueadas, incluindo
quiosques em shoppings.
Mas os chips começam
a ser vendidos hoje
em cerca de cem
mil pontos comerciais
pequenos, incluindo
padarias e bancas
de revistas, bem
como em lojas de
eletrônicos,
e também
nas grandes redes
de varejo, como
Ponto Frio e
C&A,
informou em coletiva
por telefone o diretor
de mercado da Oi
em São Paulo,
Roderlei Generali.
No início
os telefones serão
todos pré-pagos
e dia 24 serão
incluídos
os pós-pagos.
Os
chips custarão
R$ 20 a unidade
ou R$ 31 a dupla.
Fica subentendido,
portanto, que o
cliente já
possui um telefone
GSM desbloqueado,
que pode ser da
Vivo, Claro
ou TIM,
pois todas utilizam
hoje a tecnologia
GSM. Se a pessoa
não tiver
nenhum telefone,
poderá comprar
um aparelho da Oi
nas grandes lojas,
mas sem os descontos
que as concorrentes
costumam oferecer,
afirmou Generali.
A fase recente de
desbloqueio promovida
pela Oi em São
Paulo contabilizou
80 mil aparelhos,
segundo o executivo,
e naturalmente eles
são potenciais
clientes.
A
oferta de 3 meses
grátis para
ligações
dentro da rede e
para a fixas locais,
no caso a Telefônica
e a Net, poderá
ser estendida por
doze meses se o
cliente comprar
créditos
de R$ 10 ao mês.
A
promoção
de estréia
abrange R$ 20 de
consumo diário,
de forma que a Oi
contabiliza R$ 600
por mês. Esse
bônus diário
não é
cumulativo, o que
significa que se
não for gasto
no dia não
poderá ficar
para outra data.
"A cada dia
o cliente terá
R$ 20", disse
o executivo. Ele
não precisou
os valores que a
Oi está despendendo
nessa oferta, nem
quanto se estima
que haverá
em ligações.
Sabe-se
que a maior parte
das ligações
estão na
mesma rede, o que
reduz o investimento,
mas as chamadas
para as operadoras
fixas exigem pagamento
entre companhias.
Só na hora
de ligar para outras
operadoras celulares,
o cliente Oi terá
de fazer uma recarga
de pelo menos R$
10 e será
tarifado. Se quiser
completar chamadas
de longa distância,
poderá usar
o 31 e fazer ligações
para os 17 estados
contidos na região
de abrangência
da Oi, do Amazonas
ao Rio de Janeiro
e São Paulo,
a preços
subsidiados.
"Queremos
que o morador de
São Paulo
ligue para a mãe
na Bahia",
disse Generali referindo-se
à população
elevada de nordestinos
na cidade e ao estímulo
que a operadora
resolveu dar a ela.
As mensagens de
texto também
estão incluídas
no bônus de
R$ 20 diários
e têm endereço
certo aos jovens,
segmento populacional
com o qual a operadora
lida muito bem,
segundo Generali.
Uma
campanha publicitária
será colocada
no ar hoje, com
o slogan de que
a Oi é simples
assim.
Com a meta de liderar
o mercado paulista,
a operadora começa
a operar com cobertura
de 90% da população,
excetuando-se somente
pequenos municípios
que ficaram para
o ano que vem. A
terceira geração
(3G), que permite
tráfego de
dados pela rede
celular, também
ficou para 2009,
embora as concorrentes
todas já
estejam vendendo
seus modems e telefones
3G desde já.
Generali
está otimista
com as vendas potenciais
de chips porque
São Paulo,
embora seja o estado
mais rico e vigoroso
do País,
tem uma taxa de
penetração
do telefone móvel
(78%) inferior à
de outros estados,
que vão de
80% a 100%. "Se
conseguirmos vender
chip só para
os que não
têm telefone,
até atingir
90% de penetração,
teremos 3 milhões
de clientes",
disse Generali.
Elcoma
é primeira
a fabricar PC em
Recife
Gazeta Mercantil
03/10/2008
Recife
- Consolidado como
produtor e exportador
de software, Pernambuco
entra agora no mundo
do hardware com
a investida da Elcoma,
fabricante de componentes
eletrônicos,
para a produção
de até cinco
mil computadores
pessoais por mês,
a partir de 2009.
Na primeira etapa,
serão investidos
R$ 3,3 milhões
em um ano, com um
volume previsto
de 2,5 mil unidades
mensais até
dezembro de 2008.
O investimento total
será de R$
5 milhões,
dos quais R$ 3 milhões
estão em
negociação
com o Banco do Nordeste
do Brasil (BNB)
e o Banco Nacional
de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDES)
e o restante em
recursos próprios.
O
mercado corporativo
é a prioridade
para a Elcoma, criada
no Recife há
oito anos por ex-executivos
da Philips, que
cedeu a marca aos
seus antigos funcionários.
Com expertise em
clientes corporativos,
eles pretendem participar
de concorrências
públicas
e atender às
demandas de Estados
e municípios.
Só o Governo
de Pernambuco deverá
contratar pelo menos
60 mil computadores,
em um ano, para
atender ao programa
de informatização
de escolas públicas.
Inicialmente de
forma tímida,
os PCs da Elcoma
estarão em
revendas do Recife
e do interior pernambucano,
com a meta de chegar
a outros Estados
do Nordeste em 2009,
quando a comercialização
será também
em magazines e pela
internet. Estima-se
que em Pernambuco
são vendidos
entre 25 mil e 30
mil PCs por mês
e a Elcoma quer
absorver pelo menos
10% disso.
As
máquinas
terão preços
entre R$ 550 e R$
1.200, sem o monitor,
conforme a configuração.
A expectativa é
atingir a todos
os públicos
oferecendo preços
competitivos com
marcas nacionais.
A aprovação
no Processo Produtivo
Básico (PPB),
do Ministério
da Ciência
e Tecnologia, que
garante incentivo
fiscal no Imposto
sobre Produtos Industrializados
(IPI), impulsiona
a Elcoma a entrar
com competitividade
no mercado, mas
com a obrigação
de aplicar pelo
menos 2,5% do seu
faturamento anual,
previsto para R$
30 milhões
no primeiro ano,
em P&D. Outra
contrapartida aos
benefícios
fiscais é
a necessidade de
usar componentes
nacionais, como
a memória
e a placa-mãe
que vêm, respectivamente,
de Ilhéus,
na Bahia, e do Amazonas.
"Mas podemos
adquirir componentes
de empresas pernambucanas
como já estamos
fazendo com os gabinetes,
fornecidos pela
Empório Digital",
revela o diretor
presidente da Elcoma,
Júlio Gil
Freire, acreditando
que Pernambuco poderá
abrigar um pool
de hardware, como
acontece na Bahia.
TAM
e Pluna assinam
acordo de code-share
InvestNews
03/10/2008
SÃO
PAULO - A companhia
aérea uruguaia
Pluna
informou hoje em
comunicado que assinou
um acordo code-share
com a brasileira
TAM
para que ambas possam
aproveitar suas
respectivas estruturas
e serviços.
De acordo com Roberto
Luiz, gerente de
projeto da Pluna,
o negócio
permitirá
que as companhias
continuem melhorando
as ligações
da região
com o mundo, somando
o melhor das duas
empresas. "Estamos
muito orgulhosos
de ter concretizado
este acordo com
uma companhia aérea
que serve de modelo
para todo o continente,
o que supõe
uma grande dose
de confiança
mútua, já
que cada uma das
empresas estará
respondendo a seus
clientes pelo serviço
das duas",
disse Luiz. A Pluna
já assinou
acordos semelhantes
com a espanhola
Iberia e com a norte-americana
American Airlines.
O trato com a TAM
tem o objetivo de
absorver passageiros
que podem ser canalizados
através da
TAM
para outros destinos
de Brasil, Estados
Unidos e Europa,
trazendo ou distribuindo
passageiros da TAM
oriundos destes
lugares para o Uruguai
e o resto da região.
A Pluna une atualmente
as cidades de Montevidéu,
Punta del Este (Uruguai),
Buenos Aires, Córdoba,
Rosário,
Bariloche (Argentina),
Santiago (Chile),
Curitiba, Rio de
Janeiro e São
Paulo. (Redação
com agências
internacionais -
InvestNews)
União
Européia
reabre as portas
à carne de
MS, MT e MG
Valor Econômico
03/10/2008
GENEBRA
- A União
Européia
decidiu na quinta-feira
restabelecer a habilitação
de Mato Grosso do
Sul e de áreas
de Mato Grosso e
Minas Gerais para
exportar carne bovina
in natura para seus
27 Estados-membros,
após quase
três anos
de suspensão.
A decisão
do comitê
veterinário
da UE pode estimular
os pecuaristas dos
três Estados
brasileiros a ver
ganhos reais para
adicionar a rastreabilidade
em seu custo de
produção
e exportar para
o mercado europeu,
avalia Jogi Humberto
Oshiai, do escritório
de advogados Connor
and Company, de
Bruxelas.
Por
causa de casos de
aftosa, o Mato Grosso
do Sul está
sem habilitação
para vender carne
à UE desde
outubro de 2005,
enquanto para o
norte e o sul mato-grossenses
e para os 287 municípios
mineiros a barreira
já durava
desde 1996.
Hoje
364 propriedades
no país estão
habilitadas a fornecer
bois para abate
e venda da carne
para a UE, muito
abaixo das milhares
que podiam fornecer
antes de o bloco
adotar sua lista
restritiva. A expectativa
é de que
as novas habilitações
também ajudem
os frigoríficos
paulistas a exportar
mais, uma vez que
eles terão
novamente acesso
aos rebanhos de
Mato Grosso.
(Assis Moreira |
Valor Econômico)
Cosan
investirá
R$ 368 mi em unidade
de Andradina (SP)
Portal Exame
03.10.2008
O
Grupo Cosan
inaugura hoje as
obras de ampliação
da unidade termelétrica
Gasa em Andradina,
no oeste de São
Paulo, para as quais
serão investidos
R$ 368 milhões
até 2010.
O projeto prevê
a ampliação
do processamento
de cana-de-açúcar
de 1,2 milhão
de toneladas para
2,7 milhões
de toneladas na
atual safra e 3,8
milhões de
toneladas em 2010.
A produção
de álcool
deve saltar no mesmo
período de
58,6 milhões
de litros para 200,7
milhões de
litros até
292,6 milhões
de litros. A produção
de açúcar
deve ficar inalterada
em 8 mil sacas de
50 kg.O Grupo Cosan
adquiriu, ainda,
duas caldeiras de
alta pressão
para co-geração
de energia elétrica
na unidade, o que
elevará a
potência instalada
de 4 MW para 44
MW nesta safra até
atingir 78 MW em
2010. De acordo
com companhia, a
energia gerada será
equivalente à
iluminação
de uma cidade com
140 mil residências
ou 500 mil habitantes.
InBev
prevê queda
de lucro e anuncia
emissão de
ações
Agência estado
03/10/2008
Por Hélio
Barboza
A
cervejaria belgo-brasileira
InBev
informou hoje que
espera uma leve
contração
em suas margens
de lucro no terceiro
trimestre deste
ano, em parte devido
à elevação
dos custos. A companhia
prevê queda
nas vendas na Europa,
na Rússia
e na Ucrânia,
mas disse que as
vendas globais de
cerveja vão
aumentar, puxadas
principalmente pela
América Latina.
No Brasil, a AmBev
é a fabricante
de cerveja pertencente
ao grupo.A companhia
prevê que
as vendas de suas
marcas próprias
na Europa terão
crescimento na faixa
de um dígito
porcentual, mas
espera um declínio
no volume total
de vendas na região
- incluindo os produtos
de outras empresas
que ela comercializa.
"Isso pode
ser atribuído
à nossa estratégia
de reduzir os volumes
subcontratados de
terceiros e os produtos
comerciais",
declarou a companhia.
A InBev prepara-se
para a compra da
gigante americana
Anheuser-Busch por
US$ 52 bilhões.
A empresa disse
que pretende iniciar
uma emissão
de ações
com direito preferencial
de subscrição,
aberta de 16 a 30
de outubro, a fim
de levantar US$
9,8 bilhões
para a compra da
Anheuser. A companhia,
que divulga seus
resultados em euros,
fixou sua exposição
à taxa de
câmbio em
US$ 1,54, reduzindo
o número
de ações
que terá
de emitir. O restante
da fusão
será financiado
por US$ 45 bilhões
em empréstimos.
A InBev disse ter
feito hedge (proteção)
do juro anual sobre
essa dívida
a 3,875% ao ano,
"mais os spreads
aplicáveis"
para o período
entre 2009 e 2011.
As informações
são da Dow
Jones.
Balança
comercial brasileira
tem superávit
de US$ 2,7 bi em
setembro
Valor Online
01/10/2008
SÃO
PAULO - A balança
comercial brasileira
encerrou setembro
com saldo positivo
de US$ 2,762 bilhões.
Nos 22 dias úteis
daquele mês,
as exportações
ficaram em US$ 20,025
bilhões,
uma média
diária de
US$ 910,2 milhões.
As importações
somaram US$ 17,263
bilhões,
média de
US$ 784,7 milhões
por dia útil.
Somente na última
semana de setembro,
compreendida pelos
dias 29 e 30, o
superávit
comercial foi de
US$ 103 milhões,
devido a vendas
externas de US$
1,653 bilhão
e compras de US$
1,550 bilhão.
No nono mês
de 2007, com 19
dias úteis,
a balança
comercial foi superavitária
em US$ 3,477 bilhões.
Naquela ocasião,
as exportações
corresponderam a
US$ 14,166 bilhões
e as importações,
US$ 10,689 bilhões.
Os dados foram apresentados
há pouco
pelo ministério
do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior (MDIC)
em sua página
eletrônica.
PETROBRAS:
Estatal cria centro
de operações
da área financeira
Investnews
03/10/2008
SÃO PAULO,
3 de outubro de
2008 - A Petrobras
iniciou no último
dia 7 julho a migração
de atividades para
o Centro de Operações
da Área Financeira
(Cofip), em Salvador
(BA). Criado para
dar suporte ao crescimento
acelerado da Companhia,
o Cofip, foi inaugurado
hoje e passa a concentrar
as principais atividades
e transações
contábeis,
financeiras e tributárias
da empresa.
A mudança,
que demandou investimentos
em adequação
de infra-estrutura
predial, de sistemas
e telecomunicações,
permitirá
maior integração
de processos, aumento
da agilidade e da
produtividade, além
de redução
de custos. Os estudos
financeiros apontam
retorno da ordem
de R$ 207 milhões.
De
acordo com documento,
tal medida visa
dar suporte aos
objetivos de crescimento
e conseqüente
aumento das atividades
da Petrobras. A
Área Financeira
da Companhia optou,
após elaborar
amplo mapeamento
de mercado, pela
centralização
das operações
financeiras. A solução,
uma tendência
mundial de empresas
de grande porte,
propicia maior padronização
e controle, objetivando
excelência
na operação
e gestão
das atividades.
A
transferência
das atividades,
que até o
momento eram realizadas
na sede e nas unidades
regionais em todo
o País, será
progressiva e está
prevista para terminar
em novembro de 2008.
As ondas de migração
impedirão
qualquer descontinuidade
nos processos executados
pela Petrobras,
significando, desta
forma, maior segurança
nas operações.
"Essa iniciativa,
já implementada
por muitas empresas,
permite ganhos em
produtividade: consegue-se
fazer muito mais
com o mesmo grupo
de pessoas",
explica o Diretor
da Área Financeira,
Almir Barbassa,
que completa: "Ao
mesmo tempo, possibilita
um nível
de controle de operações
muito melhor. Vai
facilitar a integração
e garantir a integridade
dos processos, porque
nós vamos
fazê-lo de
maneira uniforme".
A
escolha da capital
baiana como sede
do Cofip também
foi resultante de
um grande processo
de avaliação
qualitativa e quantitativa,
que começou
em 2007, envolvendo
diversas pesquisas.
Foram analisados
os grandes centros
brasileiros onde
a Companhia tem
escritórios
da Área Financeira,
sendo examinados
itens como custo
e qualidade de vida,
oferta de serviços
de educação
e saúde e
até a disponibilidade
de imóveis.
A escolha do local
buscou, simultaneamente
à otimização
de custo da empresa,
reduzir também
o custo de vida
dos empregados,
mantendo ou melhorando
sua qualidade de
vida. (Redação
- InvestNews)
Exportações
de minério
de ferro crescem
28%
Gazeta Mercantil
03/10/2008
São
Paulo - As exportações
brasileiras de minério
de ferro cresceram
28% em setembro,
para 29,23 milhões
de toneladas, volume
que representa um
aumento de 11% em
relação
ao embarcado em
agosto, de acordo
com dados da Secretaria
de Comércio
Exterior (Secex).
Em nove meses foram
embarcados 223,25
milhões de
toneladas, volume
12,14% superior
ao registrado em
igual período
de 2007.
Os
números mostram
que as vendas brasileiras
continuam aquecidas
e dão indícios
de que a demanda
de um dos principais
destinos brasileiros,
a China, continua
firme.
A
China responde por
39% das vendas internacionais
de minério
de ferro brasileiro
e a Vale negocia
um aumento de 11%
nos preços
para aquele mercado,
o que tem provocado
protestos e ameaças
das siderúrgicas
chinesas de boicotar
o produto brasileiro.
"Essas
discussões
fazem parte, em
grande medida, da
queda de braço
entre mineradoras
e siderúrgicas
que começa
antes mesmo de iniciar
as negociações
formais para mostrar
poder e intimidação",
afirmou o consultor
Amilcar Teixeira
Santos, da Metal
Data.
Em
valores, o Brasil
já acumula
uma receita com
exportações
de minério
de ferro de US$
12,27 milhões,
valor 57,7% acima
do apurado até
setembro do ano
passado. O resultado
obtido até
agora fez o analista
da Tendências
Consultoria, Alexandre
Gallotti, revisar
a projeção
para este ano da
receita nacional
com a venda externa
de minério
para US$ 17,9 bilhões,
ante os US$ 15,9
bilhões estimados
anteriormente. "Tanto
em volume quanto
em volume de produtos
houve um aumento
significativo que
não era esperado",
afirmou.
Para
2009, o analista
também refez
as projeções
e agora espera uma
receita de US$ 23,9
bilhões,
33% acima do valor
previsto para este
ano. "Com toda
a incerteza internacional,
estou trabalhando
com perspectiva
de estabilidade
para os preços
no ano que vem,
com um reajuste
de somente 5% para
o ano", afirmou.
Ainda assim, com
um ano cheio de
preços mais
altos, em relação
à este ano,
quando o reajuste
de entre 69% e 71%
para o preço
do minério
passou a valer a
partir de junho,
deve render um preço
médio 22%
mais alto. O volume
embarcado, calculou,
será 9% maior.
Gallotti afirmou,
sem revelar valores,
que em agosto foi
possível
notar uma queda
do consumo aparente
de aço na
China, em relação
ao apurado em agosto.
No entanto, em relação
ao verificado no
mesmo mês
de 2007, o volume
foi maior. "Mas
é preciso
esperar os dados
de setembro e outubro,
pois em agosto,
com as Olimpíadas,
o país reduziu
o ritmo de produção
industrial",
disse.
Segundo
dados do Instituto
Internacional do
Ferro e Aço
(IISI), em agosto
a China apresentou
alta de apenas 1,3%
da produção
de aço. O
país, que
vinha há
registrando crescimento
acima 10% ao mês,
acumula neste ano
crescimento de 8,3%,
em um claro sinal
de redução
do ritmo de crescimento.
Mas para Santos,
existe uma demanda
reprimida no país
que "cresce
um Brasil por ano".
No ano passado a
China cresceu 15,7%
e produziu 489 milhões
de toneladas, 73,3
milhões de
toneladas a mais.
A produção
brasileira é
de 35 mil toneladas
anuais.
"Ainda
que reduza o ritmo
de crescimento,
a alta é
expressiva e o país
vai precisar de
minério",
afirmou Santos.
O consultor não
acredita que a China
possa deixar de
comprar minério
brasileiro, ou reduzir
drasticamente o
consumo de minério
do Brasil. "Eles
precisam do minério
brasileiro para
compor o mix de
minério que
é levado
ao alto-forno",
disse. De acordo
com ele, o minério
de ferro chinês
e australiano é
de qualidade mais
baixa e é
necessário
colocar cerca de
20% de minério
brasileiro na composição
para obtenção
de um aço
de melhor qualidade.
Mesmo com o aumento
do volume de minério
de ferro indiano
- de melhor qualidade
que o australiano
- na composição,
ainda assim não
dá dispensar
o minério
brasileiro.
A
única preocupação
quanto à
demanda futura de
minério pela
China é o
impacto que o país
sofrerá com
a crise financeira
que tem se alastrado
pelo mundo. "Se
houver um forte
desdobramento, a
ponto de afetar
o Sudeste Asiático,
aí sim pode
haver impacto para
as mineradoras brasileira",
disse Santos.
Fabricantes
de vestuário
investem em ampliação
e modernização
Gazeta Mercantil
02/10/2008
Florianópolis,
2 de Outubro de
2008 - A
Rovitex, grupo
de indústrias
têxteis com
sede em Luiz Alves
(SC), está
investindo R$ 10
milhões em
um novo parque de
tinturaria para
dar suporte ao aumento
na produção.
A empresa produz
10 milhões
de peças
de confecção,
que atendem às
demandas das marcas
próprias,
Rovitex, adulto
e juvenil e Trick
Nick, no segmento
infantil, além
das licenças
Scooby Doo e Scooby
Doo Baby. As confecções
infantis representam
60% da produção.
A diretora de Marketing
da Rovitex, Dayana
Rambo, afirma que
o mercado está
aquecido e a expectativa
da empresa é
crescer 20% em vendas
este ano, em relação
a 2007.
"Há
dois anos nossas
peças tinham
um apelo mais popular,
hoje trabalhamos
com moda",
afirma. Segundo
ela, a empresa importa
parte dos tecidos
planos da China,
como sarja, jeans
e microfibra, que
são utilizados.
Para este verão,
as peças
ganharam valor com
as aplicações
de bordados, adesivos
e tatuagens. Com
investimento de
R$ 1,5 milhão,
a Rovitex inaugurou
este ano uma filial
em Campos Novos
(SC). A expectativa
é que, no
longo prazo, a unidade
represente 15% da
produção.
Além de Luiz
Alves e Campos Novos,
o grupo possui mais
quatro filiais em
Santa Catarina.
Com mais de 20 anos
de mercado, a Rovitex,
produz desde os
fios de algodão.
A empresa vende
malha em rolo e
fios para terceiros.
Os negócios
do grupo são
voltados exclusivamente
para o mercado nacional.
Segundo
o diretor industrial,
Vitor Luiz Rambo
Junior, com estes
investimentos a
Rovitex avança
em qualidade. Entre
os objetivos estão
a centralização
da produção
e redução
da tendência
de contratar facções.
"Internamente
podemos fazer artigos
mais elaborados,
com uma produtividade
maior e com índices
menores de defeitos
e consertos."
As roupas infantis
são as que
mais vendem. No
primeiro semestre
deste ano, a empresa
produziu 1,7 milhão
de peças
para crianças
de zero a 12 anos
da marca Trick Nick,
42% a mais do que
em 2007. O preço
médio aumentou
24%.
A
Brandili,
fabricante de roupas
infanto-juvenis
de Apiúna
(SC), vai fechar
o ano com a produção
de 14 milhões
de peças,
20% a mais do que
em 2007. O crescimento,
apesar de positivo,
será menor
do que o previsto
no início
do ano, de 27%.
O gerente comercial,
Germano Costa, afirma
que até agosto
o mercado apresentou
ótimo desempenho,
mas em setembro,
as vendas esfriaram.
"Estamos com
a segunda coleção
de verão
direcionada para
a próxima
temporada e condicionada
para o Dias das
Crianças",
diz. Segundo ele,
o clima ameno contribui
para frear as vendas.
A
Brandili produz
confecções
para crianças
e adolescente de
zero a 14 anos de
diversas marcas
próprias
e licenciadas da
Disney, Turma da
Mônica, Tutti
Cuti, Extreme Day,
entre outras. Anualmente
lança uma
coleção
de inverno e duas
de verão,
cada uma com 250
peças. Costa
afirma que as importações
de vestuário
até agora
não atrapalharam
os negócios
da companhia. Segundo
ele, as roupas são
feitas a base de
algodão,
matéria-prima
que garante a competitividade.
.
Neste
ano, a Brandili
está investindo
R$ 12 milhões
no desenvolvimento
de novos projetos.
Nesse montante,
estão inclusas
ações
para ampliação
e renovação
do parque fabril,
investimentos em
marketing, por meio
de novos licenciados,
e a ampliação
do mix de marcas
para o mercado nacional.
Outro fator que
favoreceu as vendas
foi o novo posicionamento
adotado de empresa
gestora de marcas.
Uma das grandes
novidades é
a marca Extreme
Days, reconhecida
apenas como uma
das linhas da Brandili
e que agora aparece
repaginada. Como
estratégia,
a empresa criou
um conceito bastante
inovador, entrou
no universo pop
dos jovens, apoiando
bandas pioneiras,
por meio de parceria
com a gravadora
Trama.
Criada
em 1964 a Brandili
possui parque fabril
de 22 mil metros
quadrados e conta
com 1,5 mil colaboradores.
Consome 230 toneladas
mensais de malhas
e exporta 3% da
produção
para América
do Sul e América
Central. Tem operação
própria no
Chile e uma parte
das confecções
vai para a Europa,
a partir da Espanha.
Hope
inicia projeto de
expansão
no exterior
Gazeta Mercantil
02/10/2008
São
Paulo, 2 de Outubro
de 2008 - A Hope
intensifica o processo
de internacionalização
da marca. O bom
desempenho da loja
aberta em Israel
levou a fabricante
brasileira de lingeries
a decidir inaugurar
uma loja própria
em Portugal, que
deve ser aberta
na primeira quinzena
deste mês.
Outras quatro unidades
já estão
negociadas no exterior.
A previsão
é encerrar
o próximo
ano com nove lojas
exclusivas no mercado
internacional, disse
a diretora de marketing
da empresa, Sandra
Chayo. A demanda
vem dos parceiros
externos e a empresa
prevê transformar
algumas dessas novas
unidades em master-franquias,
como já deve
acontecer com unidade
de Israel, para
que ampliem a rede
da marca nos diferentes
países.
No
mercado interno
o processo de franquia
começou há
um ano e são
atualmente 15 lojas,
informou Sandra.
A previsão
é fechar
2009 com 40 lojas.
Exportação
Atualmente a Hope
exporta para 18
países, e
as vendas externas
têm crescido
nos últimos
dois anos, representando
atualmente 10% da
produção
total. Embora não
forneça o
volume fechado de
produção,
Sandra afirmou que
parte dessas vendas
é de moda
praia, exportadas
com a marca brasileira,
cujas coleções
contam com aproximadamente
60 mil peças.
Os produtos não
concorrem com as
linhas básicas,
por isso é
possível
garantir margens,
informou a executiva.
"A participação
em importante feira
do setor nos Estados
Unidos trouxe grande
aceitação
ao produto e deu
visibilidade para
a empresa."
A
produção
da Hope crescerá
15% este ano. A
empresa, de gestão
familiar e capital
fechado, tem investido
em produtos diferenciados
e em tecnologia
para se destacar
no mercado. A pronta-entrega
para o cliente e
coleções
renovadas mensalmente
são outros
fatores que têm
impulsionado a marca,
na avaliação
da executiva.
O
Brasil está
bem cotado lá
fora, a lingerie
brasileira é
bem atualizada e
exporta tecnologia,
modelagem e estilo
para outros países,
disse Sandra. Segundo
ela, a partir do
ano 2000 o sutiã
ganhou novo peso
no vestuário
feminino, deixou
de ser escondido,
ganhou novos bojos.
Atualmente, a empresa,
que conta com 700
funcionários,
tem 200 itens em
linha, sem contar
cores e tamanhos
diferenciados.
Sandra
disse que as novidades
atraem a consumidora
brasileira. "Lançamos
um sutiã
com paetê,
um modelo diferenciado
que esperávamos
que vendesse 20
mil unidades, vendemos
100 mil"
(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
7)(Rita Karam)
Produção
de confeccionados
cresce 7,9%
Gazeta Mercantil
02/10/2008
2
de Outubro de 2008
- A produção
brasileira de artigos
de confecção
aumentou 7,9% no
ano passado e somou
1,9 milhão
de toneladas. Em
faturamento houve
alta de 14%, para
R$ 74,9 bilhões.
A cadeia têxtil
como um todo ampliou
em 12,1% a receita
em reais alcançando
R$ 80,5 bilhões,
de acordo com dados
do Instituto de
Estudos e Marketing
Industrial (Iemi).
A produção
de vestuário
aumentou 9% e somou
1,2 milhão
de toneladas em
2007, já
a receita subiu
16,6% e alcançou
R$ 59,1 bilhões.
A
reação
vem do aquecimento
do mercado interno
que se mantém
este ano e, segundo
pesquisa mensal
do Iemi, deverá
permitir ao setor
repetir o crescimento
em volume.
Entre os mais afetados
pela concorrência
chinesa, tanto no
mercado interno
quanto no exterior,
o setor têxtil
brasileiro registrou
em 2007 alta de
40% nas importações,
que totalizaram
US$ 3,01 bilhões.
A maior parte da
importação
de vestuário
é de malharia,
camisas, casacos
e jaquetas, disse
o presidente do
Iemi, Marcelo Prado.
Entretanto,
de acordo com Luis
Attolini, consultor
do Iemi, a participação
dos importados no
consumo total de
artigos de vestuário,
em volume, foi de
3,4% em 2007. Se
considerado valores,
essa participação
ficou em 1,5%. Ásia,
Indonésia
e Malásia
são os principais
fornecedores
Exportações
A venda de artigos
têxteis ao
exterior cresceu
12,4% no ano passado
em comparação
com 2006, e os principais
mercados para o
Brasil hoje são
Estados Unidos e
Argentina.
Com a demanda em
alta, a produção
de malhas para a
produção
de roupas foi o
segmento que apresentou
maior alta em 2007.
Os dados do Iemi
mostram aumento
de 11,4% na comparação
com o ano anterior,
para 678,9 mil toneladas.
O número
de unidades fabris
atuando na área
também foi
3,7% maior em relação
a 2006. Houve também
crescimento expressivo
no número
de fiações,
89,9% e de confecções,
de 6,3%
Investimentos
O setor têxtil
brasileiro vem mantendo
em alta os investimentos
em modernização
para garantir maior
competitividade.
Os gastos com a
compra de máquinas
e equipamentos somaram
US$ 702 milhões
no ano passado,
foram de US$ 663
milhões em
2006 e de US$ 550
milhões em
2005. A maior parte
dos recursos é
aplicada em máquinas
adquiridas no exterior.
No ano passado representaram
US$ 511 milhões
do total investido,
segundo o levantamento
do Iemi que acompanha
o setor há
cerca de 20 anos
e publica anualmente
o relatório
Brasil Têxtil.
De
1990 a 2007, o investimento
em modernização
soma US$ 12 bilhões,
de acordo com estudos
do Iemi que identificou
ainda o crescimento
no número
de unidades fabris.
O número
de fiações,
por exemplo, cresceu
8,9% no ano passado
e o de confecções,
6,3%. O setor participa
com 5,5% do faturamento
da indústria
de transformação.
Comissão
formada pela Bracelpa
vai definir regras
para reciclagem
Gazeta Mercantil
01/10/2008
São Paulo,
1 de Outubro de
2008 - Após
muita polêmica
e expansão
desenfreada do marketing
do reciclado entre
as empresas, o que
acabou gerando uma
demanda além
das expectativas,
o setor resolveu
se organizar. Uma
comissão
formada por fabricantes
e usuários,
com ajuda da Associação
Brasileira de Normas
Técnicas
(ABNT),
em um total de mais
de 150 participantes,
vai definir melhor
as regras para o
produto reciclado,
incluindo quantidades
de fibras a serem
utilizadas e a sanidade
do papel. "Queremos
desfazer as confusões
e criar regulamentações
para este mercado",
disse o diretor
de assuntos setoriais
da Associação
Brasileira dos Produtores
de Papel e Celulose
(Bracelpa),
Francisco Saliba.
Há
pouco mais de sete
anos, o Banco
Real iniciou
o movimento adotando
o papel reciclado
em todas as suas
comunicações
com os clientes.
Há três
anos foi seguido
por outras duas
instituições
financeiras de peso,
o Banco Itaú
e o Bradesco.
A complicação,
porém, começou
mesmo em 2007 quando
um Projeto de Lei
começou a
tramitar no Congresso
Nacional, para estabelecer
a obrigatoriedade
do uso de papel
reciclado em 30%
dos impressos oficiais.
"Quem fez isso
não se preocupou
em saber se haveria
disponibilidade
ou não do
produto no mercado",
afirma o presidente
do Conselho Diretivo
da Associação
Brasileira de Tecnologia
Gráfica (ABTG),
Silvio Roberto Isola.
Segundo
ele, nem mesmo os
tradicionais fornecedores
teriam condições
de atender a este
aumento artificial
de demanda. Além
disso, cada um queria
especificar o quanto
de fibras usadas
deveria conter o
papel reciclado.
"Cada um tinha
uma receita própria",
diz Saliba. Atualmente,
o Brasil recicla
3,6 milhões
de toneladas de
papel por ano, cerca
de 45% do consumido
no mercado nacional.
Mas 67% disso vai
para o mercado chamado
"marrom",
ou seja, é
usado no miolo do
papelão ondulado.
Dos 3,6 milhões,
apenas 100 mil toneladas
se destinam ao mercado
de imprimir e escrever.
O restante é
direcionado ao mercado
de papeis sanitários,
que utiliza em 70%
de sua produção
fibras recicladas.
"É preciso
que se entenda que
a reciclagem de
papel, diferente
de outros materiais,
não é
feita integralmente,
porque as fibras
se degradam",
afirma Saliba. Assim,
é preciso
que se inclua fibras
novas sempre, para
manter a resistência.
O
aumento desenfreado
de demanda elevou
em 30% o preço
do reciclado no
último ano.
O que já
levou até
mesmo empresas que
levantaram a bandeira
deste tipo de papel,
como o próprio
Banco Real e a Natura,
a rever sua postura.
Em comunicado oficial,
o banco informou
usará tanto
certificado reciclado
quanto certificado
branco, o que tiver
mais disponível
no mercado, na melhor
condição
econômico-financeira.
Já a Natura
trocou, em agosto,
o papel reciclado
pelo cuchê
em seu catálogo,
após testes
baseados na Avaliação
do Ciclo de Vida
(ACV), que analisou
a cadeia da produção
da publicação
com os dois tipos
de papel. Além
disso, o cuchê
usado tem certificado
do Forest Stewardship
Council (FSC), organização
internacional não-governamental
que define critérios
de certificação
florestal e de cadeia
de custódia
em toda a produção
do papel - que começa
com o plantio da
árvore até
a impressão.
Nos
últimos meses,
o que se vê
é um movimento
dos maiores fabricantes
como Suzano Papel
e Celulose e International
Paper no lançamento
de papéis
ecologicamente corretos.
"Toda nossa
linha já
é certificada
pelo FSC, uma exigência
crescente não
apenas no Brasil
como no mundo inteiro",
explica Carlos Anibal
Almeida, diretor
executivo da unidade
de negócios
papel da Suzano.
Segundo ele, o fato
de ser um papel
proveniente de florestas
manejadas confere
ao produto nacional
um diferencial no
mercado externo.
"Mas o reciclado
é muito importante
porque existe 15
mil toneladas de
lixo por dia só
em São Paulo,
o equivalente a
um Estádio
do Morumbi inteiro",
diz Isola. "Hoje
380 mil pessoas
vivem do lixo no
Brasil e isso não
pode ser esquecido",
completa.
Apesar da crise,
fabricantes de brinquedos
prevêem crescer
até 30%
Gazeta Mercantil
01/10/2008
São
Paulo, 1 de Outubro
de 2008 - A crise
financeira recente,
que recolocou o
dólar no
patamar de R$ 1,90,
não chegou
a tempo de alterar
os planos da indústria
de brinquedos. Cerca
de 35% das vendas
anuais deste setor
concentram-se ao
redor do Dia das
Crianças,
e mais 30% no Natal.
Embora as datas
ainda estejam por
vir, as encomendas
para elas já
foram rodadas, e,
seguindo a tendência
dos últimos
anos, contaram fortemente
com as importações
para complementar
a oferta de produtos.
Segundo
cálculos
da Associação
Brasileira dos Fabricantes
de Brinquedo (Abrinq),
as vendas das empresas
para o dia das crianças
foram até
8% maiores que o
apurado no ano passado.
O número
está em linha
com a previsão
feita no início
do ano, de crescimento
de 8,4% no faturamento
da produção
nacional em 2008,
para R$ 940 milhões.
Já no caso
das importações
as projeções
foram revistas,
de alta de 15%,
no início
do ano, para mais
de 50% depois de
encerrado o ciclo
de produção
para o Dia das Crianças
- que, para a indústria,
acontece entre julho
e setembro. Isso
significa um valor
acima dos R$ 2 bilhões.
"Imaginávamos
que o volume de
produtos trazidos
de fora já
estava acomodado",
disse o presidente
da Abrinq, Sinésio
da Costa. "Mas
o dólar acentuou
a queda, ficou abaixo
do R$ 1,60 , e fez
todo mundo voltar
a importar",
afirmou.
Brasil continua
vantajoso
Para
a Mattel,
norte-americana
dona de marcas como
Barbie, Polly e
Hot Wheels, nem
os cinco recalls
que anunciou no
último ano
afetou o otimismo
das vendas no País.
A empresa não
revela números,
mas informa que
está em compasso
com o crescimento
desse mercado no
Brasil, que deve
subir 16% e chegar
a R$ 3,2 bilhões
neste ano. "O
Brasil está
entre os seis maiores
mercados que temos,
ao lado de Inglaterra,
França, México
e Estados Unidos",
disse o gerente
geral da empresa
no Brasil, Alejandro
Rivas. Para ele,
a conjuntura externa
está ainda
muito volúvel
e não permite
projeções
seguras dos negócios.
Ainda assim, ele
avalia o Brasil
como de grande potencial.
"O mercado
brasileiro está
aquecido, a classe
média está
enriquecendo",
disse.
Entre
todos os produtos
que as fabricantes
de brinquedos oferecem,
o maior aumento
nas vendas até
julho foi verificado
na faixa dos R$
300, com alta de
41%; seguida pela
faixa dos R$ 200,
que vendeu 31% mais
até julho.
Por outro lado,
os produtos na faixa
dos R$ 10 venderam
apenas 0,7% mais
no período.
Estrela
Na Estrela, a participação
dos importados nos
negócios
da empresa subiu
de 20% em 2006 para
os atuais 45%, mas
esse modelo pode
ser revisto. "Com
as mudanças
nos parâmetros
da economia, nós
devemos rever se
continuamos a importar
o mesmo volume ou
produzimos mais",
afirmou o presidente,
Carlos Tilkian.
Hoje, o uso da capacidade
produtiva instalada
no Brasil chega
a 70%, antes do
apelo dos importado,
chegou a passar
dos 90%. É
com essa margem
que a Estrela conta
trabalhar no caso
de reduzir as compras
externas. As medidas,
no entanto, valeriam
apenas para 2009.
Neste ano a empresa
mantém a
projeção
de crescer até
30%.
Parceria
tem como meta construir
10 mil apartamentos
Gazeta Mercantil
02/10/2008
São
Paulo, 2 de Outubro
de 2008 - As empresas
Kreimer
Engenharia e Cassol
Pré-fabricados
firmaram uma joint
venture para construir
dez mil unidades
habitacionais por
ano, destinadas
às classes
média e baixa.
Nesse mercado competitivo,
uma parceria assim
pode ser a solução
para atender a uma
demanda tão
grande. "Esperamos
que a parceria seja
eterna enquanto
dure, como escreveu
Vinícius
de Moraes",
diz em tom de brincadeira
Aguinaldo Mafra,
diretor comercial
da Cassol Pré-fabricados.
"Vai dar certo,
e vai ser bem longa",
completa. A expectativa
é de que
em dois anos a joint
venture promova
um aumento de 500%
no faturamento das
empresas.
Anualmente,
serão investidos
R$ 500 milhões
para construir os
apartamentos, que
vão custar
de R$ 50 mil a R$
100 mil. A primeira
experiência
sai do papel em
outubro, na cidade
do Rio de Janeiro,
depois se espalha
pelo País,
com foco principalmente
em Minas Gerais
e no Espírito
Santo. O empreendimento
na capital fluminense
terá mil
unidades, de 40ma
90m, divididas em
prédios residenciais
de quatro andares.
"Hoje, o mercado
imobiliário
tem uma demanda
reprimida da baixa
e da média
rendas. Mas o setor
não se industrializou
para garantir preço
e qualidade",
diz Roberto Kreimer,
diretor da Kreimer
Engenharia.
A
parceria é
um bom negócio
para as duas empresas.
A Kreimer queria
industrializar seu
canteiro de obras
e a Cassol Pré-fabricados
tinha intenção
de atuar nos segmentos
econômico
e supereconômico.
"É uma
soma de experiências
mercadólogicas",
define Mafra. Com
a joint venture,
a Kreimer tornou-se
responsável
pelo sistema de
gestão e
pelo acompanhamento
da obra, enquanto
a Cassol responde
pela tecnologia
de pré-moldados.
Mafra
conta que as cinco
fábricas
da Cassol estão
preparadas para
atender a essa oferta
de dez mil unidades
por ano. "O
projeto já
é concebido
levando em conta
a industrialização
dos pilares, das
lajes e dos painéis
maciços,
com isso vamos conseguir
padronizar as unidades",
afirma. A industrialização
reduz os custos
de estrutura do
empreendimento,
que representa 60%
do gasto total das
obras do segmento
econômico
e supereconômico.
Já nos imóveis
de luxo, a estrutura
é responsável
por apenas 20% do
valor da construção.
No
caso da Kreimer,
ela vai trabalhar
com um sistema de
gestão chamado
de General Contractor.
Trata-se de um acompanhamento
que começa
no projeto da obra
e vai até
a finalização.
"Quem manda
é o orçamento.
Se algo sai do planejamento,
mexe-se na estrutura,
e assim a gente
garante que, no
fim, o orçamento
vai dar", completa
Kreimer.
União
Européia
reabre portas ao
produto brasileiro
Gazeta Mercantil
03/10/2008
São
Paulo, 3 de Outubro
de 2008 - A diretoria-geral
para Saúde
e Consumidores da
União Européia
(DG-Sanco), com
sede em Bruxelas,
.informou que os
estados de Minas
Gerais, Mato Grosso
e Mato Grosso do
Sul, estão
liberados para comercializar
carnes produzidas
em seus território
no continente europeu.
Na prática,
isso significa que
mais 39,8 milhões
de bovinos devem
ser somados ao rebanho
apto para a venda
de carne in natura
na UE, desde que
cumpram as normas
para Estabelecimentos
Rurais Aprovados
no Sisbov (Eras).
Com
a medida, 287 municípios
das regiões
Sudoeste, Sul e
Central de Minas
Gerais poderão
vender carne bovina
para a UE. Desde
1994, eles estavam
impedidos de exportar
para o bloco por
causa de focos de
febre aftosa no
Estado registrados
no ano anterior.
"Agora temos
uma situação
uniforme com todo
o Estado autorizado
a exportar para
a União Européia",
comemora o secretário
deEstado
de Agricultura,
Pecuária
e Abastecimento
de Minas Gerais,
Gilman Viana Rodrigues.
Minas Gerais é
o Estado com maior
número de
fazendas aprovadas
pela União
Européia.
Atualmente, dos
364 estabelecimentos
credenciados no
país, 184
são mineiros.
A liberação
do gado mineiro
pode promover um
aumento de até
20% na exportação.
Hoje
existem 364 estabelecimentos
certificados no
Espírito
Santo, Goiás,
Minas Gerais, Mato
Grosso, Paraná,
Rio Grande do Sul
e São Paulo.
"Agora, serão
aproximadamente
126,8 milhões
de animais, formando
a base do rebanho
de onde pode ser
exportada carne
bovina para aquele
mercado", informou
o secretário
de Defesa Agropecuária,
Inácio Kroetz.
A decisão
deve ser publicada
no jornal oficial
da União
Européia
nas próximas
semanas.
Cargill confirma
aporte em usina
paulista De São
Paulo
Gazeta Mercantil
03/10/2008
A
americana
Cargill confirmou
que vai ampliar
a capacidade de
moagem de cana da
usina Cevasa,
localizada em Patrocínio
Paulista, no interior
paulista, na qual
detém 63%
de participação.
A multinacional
ratificou, também,
que a unidade, hoje
dedicada à
produção
de álcool,
fará também
açúcar
até 2010.
A Cargill não
informou quanto
vai investir na
ampliação
e na diversificação,
mas agências
noticiosas como
a Reuters informaram
que o aporte será
de R$ 190 milhões.
Na
Cevasa, cujo controle
passou às
mãos do grupo
americano em 2006,
os demais 27% de
participação
pertencem a um grupo
de fornecedores
de cana reunidos
na empresa Canagril.
Como já informou
o Valor, a multinacional
vem ampliando, normalmente
via parcerias, sua
participação
no mercado sucroalcooleiro
brasileiro, paralelamente
a investimentos
na produção
de etanol de milho
nos EUA.
Jussara
altera planos e
compra fábrica
em MG
Gazeta mercantil
03/10/2008
A
recente mudança
no mercado de lácteos
- com o recuo de
preços por
conta da maior oferta
- levou o laticínio
Jussara, de Patrocínio
Paulista, a alterar
seus planos de investimentos.
A empresa, que no
começo do
ano anunciou que
construiria uma
nova fábrica
para entrar no segmento
de leite em pó
em Minas Gerais,
mudou o roteiro
de sua estratégia.
Em
vez da construir,
a Jussara comprou
uma unidade que
pertencia ao antigo
laticínios
Letícia,
na cidade mineira
de Araxá.
Segundo o diretor
comercial da Jussara,
Laércio Barbosa,
a fábrica
passará por
readequações.
"A maior parte
da estrutura está
montada. Devemos
aproveitar 80% do
que está
lá",
afirma Barbosa.
Entre a compra da
planta e as readequações,
a Jussara gastará
R$ 35 milhões.
No projeto anterior,
que previa a construção
de fábrica,
o investimento seria
de R$ 50 milhões.
Outra
mudança no
roteiro é
que a empresa decidiu
colocar no "fim
da fila" o
leite em pó,
conforme Barbosa.
A fábrica
de Araxá
vai começar
processando 200
mil litros por dia
no início
de 2009. "Vamos
começar com
leite longa vida,
em seis meses teremos
iogurte e queijo.
Numa segunda etapa,
em 2010, ampliaremos
a estrutura para
processar 400 mil
litros/dia e iniciaremos
leite condensado",
informa.
Com
esse cronograma,
o leite em pó,
antes prioridade,
ficará para
2011. A modificação
no cenário
atual do mercado
de lácteos
- com queda de preços
- provocou a mudança,
segundo Laércio
Barbosa.
Recente
estudo do banco
holandês Rabobank
mostra que, apesar
da atual acomodação,
as perspectivas
são positivas
para o setor de
lácteos no
longo prazo. O estudo
ressalva, porém,
que as projeções
otimistas podem
ser revistas se
a atual crise financeira
levar a uma recessão.
Segundo
o diretor da Jussara,
50% dos recursos
para a fábrica
de Araxá
serão financiados
pelo Banco de Desenvolvimento
de Minas Gerais
(BDMG).
O restante virá
do caixa da empresa.
Além
do investimento
em Araxá,
a Jussara, que tem
meta de faturar
R$ 250 milhões
este ano, anunciou
o lançamento
de uma linha de
bebidas à
base de soja, com
quatro sabores além
do original. A empresa
colocou ainda no
mercado um linha
de leites especiais
- com vitaminas
A e D, com baixa
lactose e com extra
cálcio. "Sentimos
que existe uma oportunidade
de mercado interessante",
observa o diretor.
A
empresa tem atuação
forte no interior
paulista, e vai
comercializar as
novas linhas também
em Minas e no Rio
de Janeiro.
Afora
a unidade mineira,
a companhia tem
duas fábricas
em São Paulo,
uma em Patrocínio,
onde produz leite
longa vida, leite
pasteurizado, creme
de leite e as bebidas
à base de
soja. A outra fica
em Pedregulho, onde
são fabricados
queijos, requeijão
e manteiga. Para
atender as duas
plantas, tem postos
de captação
de leite em Minas
e São Paulo.
Brenco
faz acordo para
vender álcool
aos EUA
Gazeta Mercantil
03/10/2008
A
Brenco
(Companhia Brasileira
de Energia Renovável)
fechou na quarta-feira,
em Houston (Texas),
um acordo comercial
para exportar cerca
de 1 bilhão
de litros de álcool
anidro para a companhia
petrolífera
americana Lyondell.
O Valor apurou que
o contrato com a
nova parceira tem
duração
de quatro anos e
que os embarques
começarão
a ser realizados
a partir do quarto
trimestre de 2009,
e até 2013.
Em valores de hoje,
a negociação
envolve cerca de
US$ 680 milhões.
"Esse
acordo faz parte
de um projeto maior
da Brenco, que é
criar projetos de
longo prazo com
os compradores",
afirma Rogério
Manso, vice-presidente
comercial e de logística
da Brenco, sem fornecer
mais detalhes sobre
o contrato.
"A
Lyondell vai importar
o álcool
anidro da Brenco,
que será
utilizado na composição
de ETBE. Após
a industrialização,
o combustível
será exportado
para o Japão".
O ETBE (éter
etílico terc-butílico)
é um aditivo
que contém
etanol misturado
a derivados de petróleo.
Após a industrialização,
o ETBE será
misturado à
gasolina no Japão.
Criada
em 2007 e coordenada
pelo ex-presidente
da Petrobras, Phillipe
Henri Reichstul,
a Brenco tem como
acionistas um grupo
de investidores
estrangeiros famosos,
entre eles Khosla
Ventures, Yucaipa
Companies, Semco,
Tarpon Investimentos
e Ashmore Energy
International. No
Brasil, o braço
de participações
do Banco Nacional
de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDESPar),
também é
acionista do grupo.
A
Lyondell, uma das
maiores companhias
de seu setor dos
Estados Unidos,
é uma das
principais exportadoras
americanas de álcool
para o Japão.
No início
deste ano, a petrolífera
fechou um acordo
semelhante com a
Copersucar - então
uma cooperativa,
hoje uma S.A. -
com o mesmo objetivo.
O
Japão consome
60 bilhões
de litros de gasolina
por ano. O governo
japonês estuda,
há anos,
adotar uma mistura
compulsória
de 3% de álcool
na gasolina, o que
geraria uma demanda
de 1,8 bilhão
de litros anuais.
No futuro, pretende
elevar a mistura
para 10%, o que
criaria uma demanda
maior, de 6 bilhões
de litros/ano. Atualmente,
o Japão importa
cerca de 200 milhões
de litros de álcool
diretamente do Brasil,
mas a maior parte
é destinada
para as indústrias
químicas,
de bebidas e farmacêuticas.
Com
uma meta de produzir
3,8 bilhões
de litros de etanol
por ano, ou 1 bilhão
de galões,
a Brenco planeja
investir, até
2015, cerca de R$
5,5 bilhões
para a construção
de dez usinas voltadas
exclusivamente para
a produção
de etanol.
Em
2009, duas das dez
usinas projetadas
pelo grupo devem
entrar em operação
- a unidade Alto
Taquari, instalada
em Mato Grosso,
e a Morro Vermelho,
na goiana Mineiros.
Ambas deverão
produzir, juntas,
cerca de 320 milhões
de litros de álcool
na safra 2009/10.
Para 2010/11, outras
três unidades
devem iniciar as
operações:
a Água Emendada,
também em
Mineiros, e a Costa
Rica e a Paranaíba,
ambas em Mato Grosso
do Sul.
Segundo
Manso, o escoamento
desse álcool
para exportação
será feito
pelo porto de Santos,
no litoral paulista.
"A Brenco também
está capitaneando
um projeto de infra-estrutura
ambicioso, que é
a criação
de um alcooduto,
cujos investimentos
somam US$ 1 bilhão",
afirma Manso. Esse
projeto teria 1.120
quilômetros
de extensão
e capacidade de
transporte de aproximadamente
1,75 bilhão
de galões
de etanol por ano.
A previsão
é que o duto
saia do papel em
três anos.
De
acordo como executivo,
que também
trabalhou na Petrobras,
o projeto do alcooduto
da Brenco será
realizado em parceria
com outras companhias
- o nome dos parceiros
não foi divulgado
- e não tem
vínculo,
pelo menos por enquanto,
com os projetos
anunciados pela
própria Petrobras
e ou com a Uniduto,
criada por um pool
de usinas, entre
elas Cosan, Copersucar
e Nova América.
Ao
anunciar a criação
da Brenco, no ano
passado, Reichstul
afirmou que boa
parte da produção
de álcool
da Brenco - dois
terços do
total - seria voltada
para o mercado externo.
O contrato fechado
pelo grupo com a
Lyondell confirma
os planos iniciais
da companhia. "Temos
outros projetos
em negociação
nesse mesmo sentido,
mas ainda não
estão fechados",
diz Manso.
Quando
todas as unidades
produtoras da Brenco
estiverem em operação,
em 2015, a capacidade
de processamento
de cana do grupo
deverá atingir
44 milhões
de toneladas por
ano. Segundo Manso,
a expectativa é
que pelo menos 38
milhões de
toneladas sejam
moídas a
partir de 2013.
Para
tocar seus projetos,
a Brenco já
realizou captações
no valor de US$
300 milhões,
além de contar
com financiamento
do BNDES. Em agosto,
o banco informou
que está
financiando R$ 1,2
bilhão para
a implantação
de quatro usinas
no Centro-Oeste
e também
confirmou que o
braço de
participações
da instituição
(o BNDESPar) será
sócio da
companhia nesses
projetos. A participação
deverá ser
de 15% a 20%.
Vale
treinará
a mão-de-obra
para investir US$
4 bilhões
em portos
Gazeta Mercantil
03/10/2008
Rio
de Janeiro, 30 de
Setembro de 2008
- Um gargalo de
US$ 4,05 bilhões
movimenta a Vale
do Rio Doce.
A mineradora planeja
investir US$ 1 bilhão
por ano na expansão
de portos até
2012, mas não
há profissionais
no mercado que dêem
conta dos novos
projetos. A realidade
forçou a
empresa a criar
cursos próprios
e a movimentar rapidamente
a carreira de cada
empregado no setor.
Duas mil novas vagas
serão criadas
nos estados do Rio,
Maranhão
e Espírito
Santo.
A
mineradora vai duplicar
o porto Ponta da
Madeira, no Maranhão,
para dar vazão
ao crescimento da
produção
de minério
de ferro em Carajás,
no Pará.
A diretoria da empresa
aprovou investimentos
de US$ 3,6 bilhões
para o projeto de
expansão
do porto.
A empresa vai construir
dois piers, além
dos dois já
existentes. Quatro
empilhadeiras serão
acrescentadas às
oito que operam
o porto. A zona
portuária
ficará com
sete descarregadores
de trens a partir
da encomenda de
quatro novos equipamentos.
O número
de pátios
vai passar de cinco
para seis.
Tudo
vai dobrar
"Tudo vai dobrar,
inclusive a nossa
capacidade de exportação",
afirmou à
Gazeta Mercantil
Humberto Freitas,
diretor de portos
e navegação
da Vale. Os embarques
do porto de São
Luís devem
passar de 130 milhões
para até
260 milhões
de toneladas nos
próximos
quatro anos. A produção
de Carajás,
neste mesmo ano,
tem previsão
de atingir 250 milhões
de toneladas. Além
de ferro e gusa,
passam soja e manganês
através do
porto.
Um
novo porto no Espírito
Santo, além
de Tubarão,
deverá ser
construído
para atender às
necessidades da
siderúrgica
da Baosteel. Localizado
em Anchieta, o projeto
terá US$
205 milhões
e permitirá
embarques de placas
de aço ao
mesmo tempo em que
viabilizará
a importação
do carvão
necessário
às operações
da usina dos chineses.
"Este será
um porto diferente
dos demais, com
estrutura voltada
para o transporte
de placas e carvão",
explicou o executivo
da Vale.
Escassez
de cursos
Para o porto de
Tubarão,
a Vale destinará
US$ 177 milhões
para substituir
algumas máquinas
e ampliar a capacidade
de embarque de 100
milhões para
120 milhões
de toneladas. Além
de minério
de ferro, o porto
capixaba também
permite o transporte
de soja, carvão,
fertilizantes e
derivados de petróleo
(a Vale mantém
um convênio
com a Petrobras).
A
Vale também
precisa de mão-de-obra
para a zona portuária
do Rio. Os portos
de Guaíba
e Itaguaí
tendem a ampliar
as exportações.
"Não
havia nenhum curso
no Brasil para o
setor até
bem pouco tempo",
afirmou Freitas.
A escassez de cursos
de formação
profissional levou
a mineradora a firmar
convênios
com o Cefet e a
Universidade Federal
do Rio de Janeiro
(UFRJ). Amanhã,
a companhia assinará
contrato de parceria
com o maior instituto
de formação
em Roterdã,
na Holanda.
"No
Norte, vamos precisar
de 36 supervisores.
Vamos pegar nossos
engenheiros e capacitá-los
para isso. Vão
fazer carreira rapidamente",
afirmou Freitas.
Cerca de 700 profissionais
serão formados
no próximo
ano nos cursos apoiados
pela Vale.
Deyse Gomes, diretora
de Educação
e desenvolvimento
corporativo da companhia,
comenta que os novos
projetos da Vale
e a necessidade
de mão-de-obra
qualificada criaram
uma oportunidades
de rápida
ascensão
dos empregados,
sobretudo no setor
de portos.
De
técnico a
engenheiro
O técnico
de hoje será
o engenheiro de
amanhã, formado
pela própria
empresa com muito
curso de capacitação
e bolsas de estudo.
E o operador de
máquinas
poderá substituir
o técnico.
A maior parte das
vagas será
direcionada para
as vagas mais básicas,
com salários
de R$ 1.500. Um
engenheiro recém-formado
que ingressar na
companhia começa
com cerca de R$
3.500.(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Sabrina Lorenzi)
Exportações
de software chegarão
a US$ 5 bilhões
Gazeta Mercantil
01/10/2008
São Paulo,
1 de Outubro de
2008 - Um dos mais
ativos empresários
brasileiros nas
discussões
sobre os rumos e
iniciativas do setor
de tecnologia da
informação,
Marco Stefanini
está otimista.
Apesar de a meta
governamental de
exportação
de software para
2007 de atingir
US$ 2 bilhões
ter ficado pelo
caminho, ele acredita
que o País
chegará a
esse volume em 2009,
com dois anos de
atraso, mas de modo
que não prejudique
muito o futuro do
setor, porque a
partir de agora
as empresas podem
multiplicar a receita
externa.
A
meta atual do governo,
estabelecida em
2007, com o lançamento
da política
industrial, prevê
US$ 3,5 bilhões
em software e serviços
em 2010, mas Stefanini
já conta
com o próximo
passo, atingir os
US$ 5 bilhões.
Parte
do otimismo se explica
pelo momento da
empresa da qual
é fundador,
a Stefanini
IT Solutions,
que deve chegar
à receita
próxima de
R$ 500 milhões,
com 22% vindo do
exterior, segundo
Stefanini. Ela chegou
a ser considerada
uma das dez melhores
terceirizadoras
de serviços
de TI do mundo pela
publicação
"The Black
Book of Outsourcing",
ao lado de gigantes
americanas como
IBM,
Accenture
e Unisys,
e das indianas Satyam,
Infosys
e Wipro.
Gazeta
Mercantil - O mercado
de serviços
de tecnologia no
Brasil vem se consolidando.
Vários dos
competidores estão
comprando empresas,
se fortalecendo
em novas áreas.
Qual será
a posição
da Stefanini?
Nosso mercado é
muito pulverizado.
Mais do que uma
tendência
já é
uma realidade que
ele vem se consolidando,
de forma gradativa.
Por ser muito pulverizado,
nunca vai ser um
mercado de dois
ou três players.
E nos colocamos
claramente como
um consolidador.
O governo estabeleceu
em tecnologia o
interesse de ter
duas ou três
grandes empresas
com faturamento
acima de R$ 1 bilhão,
e nos posicionamos
para sermos um deles.
Gazeta
Mercantil - Essa
meta de ter grandes
grupos compreende
não só
empresas de serviços,
mas também
as que vendem software
pronto. Não
é uma meta
conservadora?
Eu tenho a visão
otimista de que,
software somado
a outras áreas
vai levar, em dois
anos, a três
ou quatro empresas
acima de R$ 1 bilhão.
Então há
um espaço
não muito
grande que podemos
ocupar se fizermos
a lição
de casa.
Gazeta
Mercantil - Qual
é a previsão
de faturamento da
Stefanini?
Vamos chegar próximo
de R$ 500 milhões,
sem contar aquisições,
um crescimento de
cerca de 30%. Temos
média de
expansão
de 25% no últimos
sete anos. Conforme
você vai crescendo,
a dificuldade de
manter essas taxas
é maior.
Em patamar mais
elevado, tem-se
de defender posição.
Você perde
contrato, tem que
defender contrato,
há sempre
alguém atacando
sua base de clientes.
Não somos
os únicos
a atacar os outros.
Mas queremos triplicar
o faturamento. Em
2 anos, a meta é
R$ 1,5 bilhão
de receita.
Gazeta
Mercantil - Como
poderão chegar
a isso? Farão
aquisições,
aumentarão
exportações?
Queremos manter
a mesma taxa de
crescimento orgânico,
de 25% a 30%, e
a diferença
deve vir de aquisições.
As operações
internacionais crescem
bem mais, até
porque são
menores. No México
e Estados Unidos,
crescemos a ritmo
de 50% por ano.
Gazeta
Mercantil - A variação
do dólar
nas últimas
semanas preocupa?
Eu aprendi que tenho
de fazer minha lição
de casa. O dólar
um pouco mais alto
ajuda na exportação
de serviços.
A relação
de 1 dólar
a 1,6 real prejudica
muito. Se ficar
numa faixa de 1,80
a 2 ajuda bem, apesar
de ainda ser baixo
em relação
à que já
tivemos, de 2,50
a 2,80. Por outro
lado, ele encarece
um pouco as aquisições
e queremos comprar
empresas no exterior.
Tudo na vida se
perde de um lado
e ganha de outro.
Mas não são
mudanças
drásticas.
O preço não
fica inviável
para comprar e,
por outro lado,
meu preço
não fica
imbatível
para exportação.
Só melhora
um pouco e piora
um pouco.
Gazeta
Mercantil - Há
uma visão
geral no setor de
que a inclusão
de software na política
industrial não
se traduziu em concessão
de benefícios
que realmente impactem
nas metas do governo
para exportação,
qual sua opinião
sobre isso? A redução
do INSS em relação
apenas ao porcentual
exportado é
suficiente?
O único item
(dos anunciados
na política
industrial) que
foi vetado foi o
benefício
fiscal para quem
faz treinameno de
pessoas, mas vamos
lutar por ele. A
redução
de INSS em relação
só a exportação,
é favorável,
mas não vai
fazer uma diferença
enorme. Porém,
é a primeira
vez que algum governo
observa a nossa
área de serviços
de tecnologia. Ele
começou a
entender como funciona
e nos prestigia.
Entende que é
um estímulo
para a área,
como um primeiro
e ótimo passo.
Gazeta
Mercantil - Pode-se
dizer que o governo
e as pessoas responsáveis
pela área
nos ministérios
já entendem
seus entraves e
importância?
Houve avanço
brutal em relação
a três ou
quatro anos atrás.
Não vou dizer
que domina, mas
já têm
uma noção.
Começam a
entender que existe,
que isso é
importante. Tivemos
outro dia uma reunião
com o presidente
do Banco Central,
Henrique Meirelles.
E temos o trabalho
individual de cada
empresa. Como tudo,
se conquista depois
de um longo período.
Ainda estamos no
começo. Mesmo
as exportações
não sendo
muito altas, há
cinco anos o Brasil
vendia US$ 100 milhões
fora e hoje já
passa de US$ 1 bilhão.
A meta de US$ 5
bilhões é
factível.
Acho que ainda não
é o que almejamos,
mas temos de valorizar
esses passos.
Gazeta
Mercantil - Há
pouco tempo não
parecia factível
chegar a US$ 5 bilhões.
O Brasil ficou longe
de alcançar
a previsão
feita em 2004 de
que chegaria a US$
2 bilhões
no ano passado.
Não atingimos
na data mas chegaremos
no próximo
ano. Houve atraso.
Mas para quem saiu
de US$ 100 milhões
há cinco
anos, pode ser 20
vezes mais em 2009.
Gazeta
Mercantil - A Stefanini
implementou um plano
de governança
e se preparava para
fazer uma abertura
de capital. Houve
uma mudança
de planos com a
crise financeira?
A nossa estratégia
continua a mesma,
mas a tática
tem de variar porque
não somos
uma ilha, fazemos
parte do mundo.
A nossa estratégia
é ser uma
empresa global,
com forte presença
nos quatro continentes,
com clientes globais,
e a curto prazo,
em dois anos, no
máximo três,
triplicar a empresa.
Mas temos de nos
adaptar. O nosso
modelo inclui governança,
operações
internacionais,
assim como a questão
de aquisições.
A abertura de capital
(IPO) é uma
etapa do processo,
para ter um fluxo
financeiro. Só
que temos uma vantagem,
que pode ser grande
na crise financeira.
De todas as nacionais
do setor, temos
a melhor saúde
financeira. Não
temos uma dívida.
Não temos
ainda nenhum sócio
investidor. Então
possuímos
uma capacidade de
investimento, de
fazer aquisições,
sem a necessidade
de fazer IPO. No
momento em que o
mercado abrir, vamos
incluir o IPO no
caminho, porque
faz parte do nosso
plano. Mas se vai
levar seis meses
ou dois anos não
sabemos. O mercado
vai decidir.
Gazeta
Mercantil - Nem
a entrada de um
sócio seria
necessária?
Nos próximos
18 meses, não.
Dependendo da situação
hoje, talvez a avaliação
que um sócio
faça nao
seja tão
boa, porque o mercado
não está
bom. Se avalia uma
empresa por sua
estrutura, pelo
que ela é,
e nesse caso estamos
numa condição
boa, mas também
se avalia pela condição
do mercado. E o
ideal é você
pegar as duas condições
boas. Então
não temos
urgência.
E a nossa oferta,
diferente dos nossos
concorrentes que
vendem 50%, 60%,
70% da participação,
a um fundo de investidores,
vai ser de no máximo
15%, até
por não precisarmos
tanto de capital.
A situação
dos nossos concorrentes
não é
tão favorável
financeiramente
quanto a nossa.
Gazeta
Mercantil - O volume
de negócios
é que dá
essa condição
de comprar sem recursos
externos?
Mais do que volume
é a nossa
história.
Nunca tivemos um
ano inferior ao
ano anterior, sempre
crescendo e sempre
lucrativo. Não
são margens
altas, mas a situação
é sempre
bem estável,
que não é
o padrão
do mercado. Então
há um resultado
acumulado.(Gazeta
CNI
eleva a 5,3% previsão
de alta do PIB em
2008 e espera 3,5%
em 2009
Valor Online
03/10/2008
BRASÍLIA
- A Confederação
Nacional da Indústria
(CNI)
elevou de 4,7% para
5,3% a previsão
para o crescimento
real do Produto
Interno Bruto (PIB)
em 2008. Os efeitos
da crise externa
devem impactar a
atividade em 2009,
levando a expansão
do PIB a cair para
3,5%, segundo a
entidade.
"O
crescimento está
garantido, porém,
deve ter fôlego
curto", diz
a entidade no relatório
Informe Conjuntural
julho-setembro divulgado
hoje. "A combinação
juros em alta no
Brasil e crise financeira
no mercado americano
forma um cenário
propício
à perda do
ritmo de expansão",
continua o texto.
Porém,
a CNI mantém
o otimismo. Destaca
que a demanda interna
em crescimento desde
o fim de 2006 "não
deve se dissipar
rapidamente: levará
tempo para que a
crise financeira
internacional atinja
a produção
no Brasil".
Daí a estimativa
de alta do PIB em
3,5% ano que vem,
superior à
de alguns analistas
para os quais não
deve passar de 2%.
No
relatório,
a CNI revisou os
principais parâmetros
macroeconômicos
que norteiam a ação
dos empresários,
apontando que a
indústria
deve registrar expansão
de 5,5% neste ano,
ante expectativa
anterior de 5%,
impulsionada pela
demanda interna
com previsão
de alta de 8%. Esse
aquecimento decorre
de aumentos da massa
salarial, do gasto
público e
do crédito.
A
entidade destaca
ainda o forte volume
de investimentos.
Prevê que
a Formação
Bruta de Capital
Fixo deve subir
13,5% em 2008 sobre
o ano anterior.
Antes, esperava
crescimento de 10,5%.
Para o consumo das
famílias,
a CNI aumentou a
previsão
de alta de 5,5%
para 6% no ano.
A inflação
oficial medida pelo
IPCA recuou de 6,4%
para 6,2%, mas a
taxa média
de juros do ano
foi elevada para
12,7%, ante 12,5%
esperados antes.
Também
foi ampliada pela
entidade a previsão
para a taxa de câmbio,
de R$ 1,67 para
R$ 1,8 ao fim de
dezembro próximo.
O saldo comercial
teve revisão
para cima: o superávit
subiu de US$ 20
bilhões para
US$ 25 bilhões
neste ano, com exportações
da ordem de US$
208 bilhões
(antes em US$ 190
bilhões)
e importações
subindo de US$ 170
bilhões para
US$ 183 bilhões.
Já
o saldo da conta
corrente externa
teve estimativa
piorada: o déficit
que era esperado
em US$ 20 bilhões,
agora está
previsto em US$
29 bilhões.
(Azelma Rodrigues
| Valor Online)
Risco
Brasil recua 1,97%
e fecha sexta-feira
aos 349 pontos
Valor Online
03/10/2008
SÃO
PAULO - Considerado
um dos principais
termômetros
da confiança
dos investidores
na economia brasileira,
o EMBI+, calculado
pelo Banco JP
Morgan Chase,
fechou aos 349 pontos
nesta sexta-feira,
com uma queda de
1,97% sobre o encerramento
da véspera,
quando marcou 356
pontos.
No mercado secundário
de títulos
da dívida
externa brasileira,
o Global 40 era
negociado a 124,250%
do seu valor de
face, com alta de
0,1%. O segundo
papel mais representativo
do índice
do JP Morgan, o
Global 18 ou A-Bond
(Amortizing Bond
ou Bônus de
Amortização),
marcava 106,250%,
com avanço
de 1,43%.
Sobre
o EMBI+ Brasil
O
Emerging Markets
Bond Index - Brasil
é um índice
que reflete o comportamento
dos títulos
da dívida
externa brasileira.
Corresponde à
média ponderada
dos prêmios
pagos por esses
títulos em
relação
a papéis
de prazo equivalente
do Tesouro dos Estados
Unidos, tido como
o país mais
solvente do mundo,
de risco praticamente
nulo.
O indicador mensura
o excedente que
se paga em relação
à rentabilidade
garantida pelos
bônus do governo
norte-americano.
Significa dizer
que a cada 100 pontos
expressos pelo risco
Brasil , os títulos
do país pagam
uma sobretaxa de
1% sobre os papéis
dos EUA.
Basicamente,
o mercado usa o
EMBI+ para medir
a capacidade de
um país honrar
os seus compromissos
financeiros. A interpretação
dos investidores
é de que
quanto maior a pontuação
do indicador de
risco , mais perigoso
fica aplicar no
país. Assim,
para atrair capital
estrangeiro, o governo
tido como "arriscado"
deve oferecer altas
taxas de juros para
convencer os investidores
externos a financiar
sua dívida
- ao que se chama
prêmio pelo
risco .
(Valor Online, com
agências internacionais)