Sexta-feira, 03/10/2008
Ano VIII – edição 337

Chip da Oi chega dia 03 a São Paulo, mas serviços vêm dia 24
Gazeta Mercantil
03/10/2008

SãoPaulo - Com oferta de três meses de ligações gratuitas para telefones fixos locais e para clientes móveis da mesma rede, a Oi desembarca em São Paulo nesta sexta-feira, inicialmente vendendo só chip.

No próximo dia 24 começa a operar efetivamente e inaugura 80 lojas próprias e franqueadas, incluindo quiosques em shoppings. Mas os chips começam a ser vendidos hoje em cerca de cem mil pontos comerciais pequenos, incluindo padarias e bancas de revistas, bem como em lojas de eletrônicos, e também nas grandes redes de varejo, como Ponto Frio e C&A, informou em coletiva por telefone o diretor de mercado da Oi em São Paulo, Roderlei Generali. No início os telefones serão todos pré-pagos e dia 24 serão incluídos os pós-pagos.

Os chips custarão R$ 20 a unidade ou R$ 31 a dupla. Fica subentendido, portanto, que o cliente já possui um telefone GSM desbloqueado, que pode ser da Vivo, Claro ou TIM, pois todas utilizam hoje a tecnologia GSM. Se a pessoa não tiver nenhum telefone, poderá comprar um aparelho da Oi nas grandes lojas, mas sem os descontos que as concorrentes costumam oferecer, afirmou Generali.
A fase recente de desbloqueio promovida pela Oi em São Paulo contabilizou 80 mil aparelhos, segundo o executivo, e naturalmente eles são potenciais clientes.

A oferta de 3 meses grátis para ligações dentro da rede e para a fixas locais, no caso a Telefônica e a Net, poderá ser estendida por doze meses se o cliente comprar créditos de R$ 10 ao mês.

A promoção de estréia abrange R$ 20 de consumo diário, de forma que a Oi contabiliza R$ 600 por mês. Esse bônus diário não é cumulativo, o que significa que se não for gasto no dia não poderá ficar para outra data. "A cada dia o cliente terá R$ 20", disse o executivo. Ele não precisou os valores que a Oi está despendendo nessa oferta, nem quanto se estima que haverá em ligações.

Sabe-se que a maior parte das ligações estão na mesma rede, o que reduz o investimento, mas as chamadas para as operadoras fixas exigem pagamento entre companhias.
Só na hora de ligar para outras operadoras celulares, o cliente Oi terá de fazer uma recarga de pelo menos R$ 10 e será tarifado. Se quiser completar chamadas de longa distância, poderá usar o 31 e fazer ligações para os 17 estados contidos na região de abrangência da Oi, do Amazonas ao Rio de Janeiro e São Paulo, a preços subsidiados.

"Queremos que o morador de São Paulo ligue para a mãe na Bahia", disse Generali referindo-se à população elevada de nordestinos na cidade e ao estímulo que a operadora resolveu dar a ela.
As mensagens de texto também estão incluídas no bônus de R$ 20 diários e têm endereço certo aos jovens, segmento populacional com o qual a operadora lida muito bem, segundo Generali.

Uma campanha publicitária será colocada no ar hoje, com o slogan de que a Oi é simples assim.
Com a meta de liderar o mercado paulista, a operadora começa a operar com cobertura de 90% da população, excetuando-se somente pequenos municípios que ficaram para o ano que vem. A terceira geração (3G), que permite tráfego de dados pela rede celular, também ficou para 2009, embora as concorrentes todas já estejam vendendo seus modems e telefones 3G desde já.

Generali está otimista com as vendas potenciais de chips porque São Paulo, embora seja o estado mais rico e vigoroso do País, tem uma taxa de penetração do telefone móvel (78%) inferior à de outros estados, que vão de 80% a 100%. "Se conseguirmos vender chip só para os que não têm telefone, até atingir 90% de penetração, teremos 3 milhões de clientes", disse Generali.

Elcoma é primeira a fabricar PC em Recife
Gazeta Mercantil
03/10/2008

Recife - Consolidado como produtor e exportador de software, Pernambuco entra agora no mundo do hardware com a investida da Elcoma, fabricante de componentes eletrônicos, para a produção de até cinco mil computadores pessoais por mês, a partir de 2009.
Na primeira etapa, serão investidos R$ 3,3 milhões em um ano, com um volume previsto de 2,5 mil unidades mensais até dezembro de 2008. O investimento total será de R$ 5 milhões, dos quais R$ 3 milhões estão em negociação com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante em recursos próprios.

O mercado corporativo é a prioridade para a Elcoma, criada no Recife há oito anos por ex-executivos da Philips, que cedeu a marca aos seus antigos funcionários. Com expertise em clientes corporativos, eles pretendem participar de concorrências públicas e atender às demandas de Estados e municípios. Só o Governo de Pernambuco deverá contratar pelo menos 60 mil computadores, em um ano, para atender ao programa de informatização de escolas públicas. Inicialmente de forma tímida, os PCs da Elcoma estarão em revendas do Recife e do interior pernambucano, com a meta de chegar a outros Estados do Nordeste em 2009, quando a comercialização será também em magazines e pela internet. Estima-se que em Pernambuco são vendidos entre 25 mil e 30 mil PCs por mês e a Elcoma quer absorver pelo menos 10% disso.

As máquinas terão preços entre R$ 550 e R$ 1.200, sem o monitor, conforme a configuração. A expectativa é atingir a todos os públicos oferecendo preços competitivos com marcas nacionais. A aprovação no Processo Produtivo Básico (PPB), do Ministério da Ciência e Tecnologia, que garante incentivo fiscal no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), impulsiona a Elcoma a entrar com competitividade no mercado, mas com a obrigação de aplicar pelo menos 2,5% do seu faturamento anual, previsto para R$ 30 milhões no primeiro ano, em P&D. Outra contrapartida aos benefícios fiscais é a necessidade de usar componentes nacionais, como a memória e a placa-mãe que vêm, respectivamente, de Ilhéus, na Bahia, e do Amazonas. "Mas podemos adquirir componentes de empresas pernambucanas como já estamos fazendo com os gabinetes, fornecidos pela Empório Digital", revela o diretor presidente da Elcoma, Júlio Gil Freire, acreditando que Pernambuco poderá abrigar um pool de hardware, como acontece na Bahia.

TAM e Pluna assinam acordo de code-share
InvestNews
03/10/2008

SÃO PAULO - A companhia aérea uruguaia Pluna informou hoje em comunicado que assinou um acordo code-share com a brasileira TAM para que ambas possam aproveitar suas respectivas estruturas e serviços. De acordo com Roberto Luiz, gerente de projeto da Pluna, o negócio permitirá que as companhias continuem melhorando as ligações da região com o mundo, somando o melhor das duas empresas. "Estamos muito orgulhosos de ter concretizado este acordo com uma companhia aérea que serve de modelo para todo o continente, o que supõe uma grande dose de confiança mútua, já que cada uma das empresas estará respondendo a seus clientes pelo serviço das duas", disse Luiz. A Pluna já assinou acordos semelhantes com a espanhola Iberia e com a norte-americana American Airlines. O trato com a TAM tem o objetivo de absorver passageiros que podem ser canalizados através da

TAM para outros destinos de Brasil, Estados Unidos e Europa, trazendo ou distribuindo passageiros da TAM oriundos destes lugares para o Uruguai e o resto da região. A Pluna une atualmente as cidades de Montevidéu, Punta del Este (Uruguai), Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Bariloche (Argentina), Santiago (Chile), Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. (Redação com agências internacionais - InvestNews)

União Européia reabre as portas à carne de MS, MT e MG
Valor Econômico
03/10/2008

GENEBRA - A União Européia decidiu na quinta-feira restabelecer a habilitação de Mato Grosso do Sul e de áreas de Mato Grosso e Minas Gerais para exportar carne bovina in natura para seus 27 Estados-membros, após quase três anos de suspensão.
A decisão do comitê veterinário da UE pode estimular os pecuaristas dos três Estados brasileiros a ver ganhos reais para adicionar a rastreabilidade em seu custo de produção e exportar para o mercado europeu, avalia Jogi Humberto Oshiai, do escritório de advogados Connor and Company, de Bruxelas.

Por causa de casos de aftosa, o Mato Grosso do Sul está sem habilitação para vender carne à UE desde outubro de 2005, enquanto para o norte e o sul mato-grossenses e para os 287 municípios mineiros a barreira já durava desde 1996.

Hoje 364 propriedades no país estão habilitadas a fornecer bois para abate e venda da carne para a UE, muito abaixo das milhares que podiam fornecer antes de o bloco adotar sua lista restritiva. A expectativa é de que as novas habilitações também ajudem os frigoríficos paulistas a exportar mais, uma vez que eles terão novamente acesso aos rebanhos de Mato Grosso.
(Assis Moreira | Valor Econômico)


Cosan investirá R$ 368 mi em unidade de Andradina (SP)
Portal Exame
03.10.2008

O Grupo Cosan inaugura hoje as obras de ampliação da unidade termelétrica Gasa em Andradina, no oeste de São Paulo, para as quais serão investidos R$ 368 milhões até 2010. O projeto prevê a ampliação do processamento de cana-de-açúcar de 1,2 milhão de toneladas para 2,7 milhões de toneladas na atual safra e 3,8 milhões de toneladas em 2010. A produção de álcool deve saltar no mesmo período de 58,6 milhões de litros para 200,7 milhões de litros até 292,6 milhões de litros. A produção de açúcar deve ficar inalterada em 8 mil sacas de 50 kg.O Grupo Cosan adquiriu, ainda, duas caldeiras de alta pressão para co-geração de energia elétrica na unidade, o que elevará a potência instalada de 4 MW para 44 MW nesta safra até atingir 78 MW em 2010. De acordo com companhia, a energia gerada será equivalente à iluminação de uma cidade com 140 mil residências ou 500 mil habitantes.

InBev prevê queda de lucro e anuncia emissão de ações
Agência estado
03/10/2008
Por Hélio Barboza

A cervejaria belgo-brasileira InBev informou hoje que espera uma leve contração em suas margens de lucro no terceiro trimestre deste ano, em parte devido à elevação dos custos. A companhia prevê queda nas vendas na Europa, na Rússia e na Ucrânia, mas disse que as vendas globais de cerveja vão aumentar, puxadas principalmente pela América Latina. No Brasil, a AmBev é a fabricante de cerveja pertencente ao grupo.A companhia prevê que as vendas de suas marcas próprias na Europa terão crescimento na faixa de um dígito porcentual, mas espera um declínio no volume total de vendas na região - incluindo os produtos de outras empresas que ela comercializa. "Isso pode ser atribuído à nossa estratégia de reduzir os volumes subcontratados de terceiros e os produtos comerciais", declarou a companhia. A InBev prepara-se para a compra da gigante americana Anheuser-Busch por US$ 52 bilhões. A empresa disse que pretende iniciar uma emissão de ações com direito preferencial de subscrição, aberta de 16 a 30 de outubro, a fim de levantar US$ 9,8 bilhões para a compra da Anheuser. A companhia, que divulga seus resultados em euros, fixou sua exposição à taxa de câmbio em US$ 1,54, reduzindo o número de ações que terá de emitir. O restante da fusão será financiado por US$ 45 bilhões em empréstimos. A InBev disse ter feito hedge (proteção) do juro anual sobre essa dívida a 3,875% ao ano, "mais os spreads aplicáveis" para o período entre 2009 e 2011. As informações são da Dow Jones.

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,7 bi em setembro
Valor Online
01/10/2008

SÃO PAULO - A balança comercial brasileira encerrou setembro com saldo positivo de US$ 2,762 bilhões. Nos 22 dias úteis daquele mês, as exportações ficaram em US$ 20,025 bilhões, uma média diária de US$ 910,2 milhões. As importações somaram US$ 17,263 bilhões, média de US$ 784,7 milhões por dia útil.
Somente na última semana de setembro, compreendida pelos dias 29 e 30, o superávit comercial foi de US$ 103 milhões, devido a vendas externas de US$ 1,653 bilhão e compras de US$ 1,550 bilhão.
No nono mês de 2007, com 19 dias úteis, a balança comercial foi superavitária em US$ 3,477 bilhões. Naquela ocasião, as exportações corresponderam a US$ 14,166 bilhões e as importações, US$ 10,689 bilhões.
Os dados foram apresentados há pouco pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em sua página eletrônica.



PETROBRAS: Estatal cria centro de operações da área financeira
Investnews
03/10/2008


SÃO PAULO, 3 de outubro de 2008 - A Petrobras iniciou no último dia 7 julho a migração de atividades para o Centro de Operações da Área Financeira (Cofip), em Salvador (BA). Criado para dar suporte ao crescimento acelerado da Companhia, o Cofip, foi inaugurado hoje e passa a concentrar as principais atividades e transações contábeis, financeiras e tributárias da empresa.
A mudança, que demandou investimentos em adequação de infra-estrutura predial, de sistemas e telecomunicações, permitirá maior integração de processos, aumento da agilidade e da produtividade, além de redução de custos. Os estudos financeiros apontam retorno da ordem de R$ 207 milhões.

De acordo com documento, tal medida visa dar suporte aos objetivos de crescimento e conseqüente aumento das atividades da Petrobras. A Área Financeira da Companhia optou, após elaborar amplo mapeamento de mercado, pela centralização das operações financeiras. A solução, uma tendência mundial de empresas de grande porte, propicia maior padronização e controle, objetivando excelência na operação e gestão das atividades.

A transferência das atividades, que até o momento eram realizadas na sede e nas unidades regionais em todo o País, será progressiva e está prevista para terminar em novembro de 2008. As ondas de migração impedirão qualquer descontinuidade nos processos executados pela Petrobras, significando, desta forma, maior segurança nas operações. "Essa iniciativa, já implementada por muitas empresas, permite ganhos em produtividade: consegue-se fazer muito mais com o mesmo grupo de pessoas", explica o Diretor da Área Financeira, Almir Barbassa, que completa: "Ao mesmo tempo, possibilita um nível de controle de operações muito melhor. Vai facilitar a integração e garantir a integridade dos processos, porque nós vamos fazê-lo de maneira uniforme".

A escolha da capital baiana como sede do Cofip também foi resultante de um grande processo de avaliação qualitativa e quantitativa, que começou em 2007, envolvendo diversas pesquisas. Foram analisados os grandes centros brasileiros onde a Companhia tem escritórios da Área Financeira, sendo examinados itens como custo e qualidade de vida, oferta de serviços de educação e saúde e até a disponibilidade de imóveis. A escolha do local buscou, simultaneamente à otimização de custo da empresa, reduzir também o custo de vida dos empregados, mantendo ou melhorando sua qualidade de vida. (Redação - InvestNews)

Exportações de minério de ferro crescem 28%
Gazeta Mercantil
03/10/2008

São Paulo - As exportações brasileiras de minério de ferro cresceram 28% em setembro, para 29,23 milhões de toneladas, volume que representa um aumento de 11% em relação ao embarcado em agosto, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em nove meses foram embarcados 223,25 milhões de toneladas, volume 12,14% superior ao registrado em igual período de 2007.

Os números mostram que as vendas brasileiras continuam aquecidas e dão indícios de que a demanda de um dos principais destinos brasileiros, a China, continua firme.

A China responde por 39% das vendas internacionais de minério de ferro brasileiro e a Vale negocia um aumento de 11% nos preços para aquele mercado, o que tem provocado protestos e ameaças das siderúrgicas chinesas de boicotar o produto brasileiro.

"Essas discussões fazem parte, em grande medida, da queda de braço entre mineradoras e siderúrgicas que começa antes mesmo de iniciar as negociações formais para mostrar poder e intimidação", afirmou o consultor Amilcar Teixeira Santos, da Metal Data.

Em valores, o Brasil já acumula uma receita com exportações de minério de ferro de US$ 12,27 milhões, valor 57,7% acima do apurado até setembro do ano passado. O resultado obtido até agora fez o analista da Tendências Consultoria, Alexandre Gallotti, revisar a projeção para este ano da receita nacional com a venda externa de minério para US$ 17,9 bilhões, ante os US$ 15,9 bilhões estimados anteriormente. "Tanto em volume quanto em volume de produtos houve um aumento significativo que não era esperado", afirmou.

Para 2009, o analista também refez as projeções e agora espera uma receita de US$ 23,9 bilhões, 33% acima do valor previsto para este ano. "Com toda a incerteza internacional, estou trabalhando com perspectiva de estabilidade para os preços no ano que vem, com um reajuste de somente 5% para o ano", afirmou. Ainda assim, com um ano cheio de preços mais altos, em relação à este ano, quando o reajuste de entre 69% e 71% para o preço do minério passou a valer a partir de junho, deve render um preço médio 22% mais alto. O volume embarcado, calculou, será 9% maior.
Gallotti afirmou, sem revelar valores, que em agosto foi possível notar uma queda do consumo aparente de aço na China, em relação ao apurado em agosto. No entanto, em relação ao verificado no mesmo mês de 2007, o volume foi maior. "Mas é preciso esperar os dados de setembro e outubro, pois em agosto, com as Olimpíadas, o país reduziu o ritmo de produção industrial", disse.

Segundo dados do Instituto Internacional do Ferro e Aço (IISI), em agosto a China apresentou alta de apenas 1,3% da produção de aço. O país, que vinha há registrando crescimento acima 10% ao mês, acumula neste ano crescimento de 8,3%, em um claro sinal de redução do ritmo de crescimento. Mas para Santos, existe uma demanda reprimida no país que "cresce um Brasil por ano". No ano passado a China cresceu 15,7% e produziu 489 milhões de toneladas, 73,3 milhões de toneladas a mais. A produção brasileira é de 35 mil toneladas anuais.

"Ainda que reduza o ritmo de crescimento, a alta é expressiva e o país vai precisar de minério", afirmou Santos. O consultor não acredita que a China possa deixar de comprar minério brasileiro, ou reduzir drasticamente o consumo de minério do Brasil. "Eles precisam do minério brasileiro para compor o mix de minério que é levado ao alto-forno", disse. De acordo com ele, o minério de ferro chinês e australiano é de qualidade mais baixa e é necessário colocar cerca de 20% de minério brasileiro na composição para obtenção de um aço de melhor qualidade. Mesmo com o aumento do volume de minério de ferro indiano - de melhor qualidade que o australiano - na composição, ainda assim não dá dispensar o minério brasileiro.

A única preocupação quanto à demanda futura de minério pela China é o impacto que o país sofrerá com a crise financeira que tem se alastrado pelo mundo. "Se houver um forte desdobramento, a ponto de afetar o Sudeste Asiático, aí sim pode haver impacto para as mineradoras brasileira", disse Santos.

Fabricantes de vestuário investem em ampliação e modernização
Gazeta Mercantil
02/10/2008

Florianópolis, 2 de Outubro de 2008 - A Rovitex, grupo de indústrias têxteis com sede em Luiz Alves (SC), está investindo R$ 10 milhões em um novo parque de tinturaria para dar suporte ao aumento na produção. A empresa produz 10 milhões de peças de confecção, que atendem às demandas das marcas próprias, Rovitex, adulto e juvenil e Trick Nick, no segmento infantil, além das licenças Scooby Doo e Scooby Doo Baby. As confecções infantis representam 60% da produção. A diretora de Marketing da Rovitex, Dayana Rambo, afirma que o mercado está aquecido e a expectativa da empresa é crescer 20% em vendas este ano, em relação a 2007.

"Há dois anos nossas peças tinham um apelo mais popular, hoje trabalhamos com moda", afirma. Segundo ela, a empresa importa parte dos tecidos planos da China, como sarja, jeans e microfibra, que são utilizados. Para este verão, as peças ganharam valor com as aplicações de bordados, adesivos e tatuagens. Com investimento de R$ 1,5 milhão, a Rovitex inaugurou este ano uma filial em Campos Novos (SC). A expectativa é que, no longo prazo, a unidade represente 15% da produção.
Além de Luiz Alves e Campos Novos, o grupo possui mais quatro filiais em Santa Catarina. Com mais de 20 anos de mercado, a Rovitex, produz desde os fios de algodão. A empresa vende malha em rolo e fios para terceiros. Os negócios do grupo são voltados exclusivamente para o mercado nacional.

Segundo o diretor industrial, Vitor Luiz Rambo Junior, com estes investimentos a Rovitex avança em qualidade. Entre os objetivos estão a centralização da produção e redução da tendência de contratar facções. "Internamente podemos fazer artigos mais elaborados, com uma produtividade maior e com índices menores de defeitos e consertos."
As roupas infantis são as que mais vendem. No primeiro semestre deste ano, a empresa produziu 1,7 milhão de peças para crianças de zero a 12 anos da marca Trick Nick, 42% a mais do que em 2007. O preço médio aumentou 24%.

A Brandili, fabricante de roupas infanto-juvenis de Apiúna (SC), vai fechar o ano com a produção de 14 milhões de peças, 20% a mais do que em 2007. O crescimento, apesar de positivo, será menor do que o previsto no início do ano, de 27%. O gerente comercial, Germano Costa, afirma que até agosto o mercado apresentou ótimo desempenho, mas em setembro, as vendas esfriaram. "Estamos com a segunda coleção de verão direcionada para a próxima temporada e condicionada para o Dias das Crianças", diz. Segundo ele, o clima ameno contribui para frear as vendas.

A Brandili produz confecções para crianças e adolescente de zero a 14 anos de diversas marcas próprias e licenciadas da Disney, Turma da Mônica, Tutti Cuti, Extreme Day, entre outras. Anualmente lança uma coleção de inverno e duas de verão, cada uma com 250 peças. Costa afirma que as importações de vestuário até agora não atrapalharam os negócios da companhia. Segundo ele, as roupas são feitas a base de algodão, matéria-prima que garante a competitividade. .

Neste ano, a Brandili está investindo R$ 12 milhões no desenvolvimento de novos projetos. Nesse montante, estão inclusas ações para ampliação e renovação do parque fabril, investimentos em marketing, por meio de novos licenciados, e a ampliação do mix de marcas para o mercado nacional. Outro fator que favoreceu as vendas foi o novo posicionamento adotado de empresa gestora de marcas. Uma das grandes novidades é a marca Extreme Days, reconhecida apenas como uma das linhas da Brandili e que agora aparece repaginada. Como estratégia, a empresa criou um conceito bastante inovador, entrou no universo pop dos jovens, apoiando bandas pioneiras, por meio de parceria com a gravadora Trama.

Criada em 1964 a Brandili possui parque fabril de 22 mil metros quadrados e conta com 1,5 mil colaboradores. Consome 230 toneladas mensais de malhas e exporta 3% da produção para América do Sul e América Central. Tem operação própria no Chile e uma parte das confecções vai para a Europa, a partir da Espanha.


Hope inicia projeto de expansão no exterior
Gazeta Mercantil
02/10/2008

São Paulo, 2 de Outubro de 2008 - A Hope intensifica o processo de internacionalização da marca. O bom desempenho da loja aberta em Israel levou a fabricante brasileira de lingeries a decidir inaugurar uma loja própria em Portugal, que deve ser aberta na primeira quinzena deste mês. Outras quatro unidades já estão negociadas no exterior. A previsão é encerrar o próximo ano com nove lojas exclusivas no mercado internacional, disse a diretora de marketing da empresa, Sandra Chayo. A demanda vem dos parceiros externos e a empresa prevê transformar algumas dessas novas unidades em master-franquias, como já deve acontecer com unidade de Israel, para que ampliem a rede da marca nos diferentes países.

No mercado interno o processo de franquia começou há um ano e são atualmente 15 lojas, informou Sandra. A previsão é fechar 2009 com 40 lojas.

Exportação
Atualmente a Hope exporta para 18 países, e as vendas externas têm crescido nos últimos dois anos, representando atualmente 10% da produção total. Embora não forneça o volume fechado de produção, Sandra afirmou que parte dessas vendas é de moda praia, exportadas com a marca brasileira, cujas coleções contam com aproximadamente 60 mil peças.
Os produtos não concorrem com as linhas básicas, por isso é possível garantir margens, informou a executiva. "A participação em importante feira do setor nos Estados Unidos trouxe grande aceitação ao produto e deu visibilidade para a empresa."

A produção da Hope crescerá 15% este ano. A empresa, de gestão familiar e capital fechado, tem investido em produtos diferenciados e em tecnologia para se destacar no mercado. A pronta-entrega para o cliente e coleções renovadas mensalmente são outros fatores que têm impulsionado a marca, na avaliação da executiva.

O Brasil está bem cotado lá fora, a lingerie brasileira é bem atualizada e exporta tecnologia, modelagem e estilo para outros países, disse Sandra. Segundo ela, a partir do ano 2000 o sutiã ganhou novo peso no vestuário feminino, deixou de ser escondido, ganhou novos bojos. Atualmente, a empresa, que conta com 700 funcionários, tem 200 itens em linha, sem contar cores e tamanhos diferenciados.

Sandra disse que as novidades atraem a consumidora brasileira. "Lançamos um sutiã com paetê, um modelo diferenciado que esperávamos que vendesse 20 mil unidades, vendemos 100 mil"
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Rita Karam)


Produção de confeccionados cresce 7,9%
Gazeta Mercantil
02/10/2008

2 de Outubro de 2008 - A produção brasileira de artigos de confecção aumentou 7,9% no ano passado e somou 1,9 milhão de toneladas. Em faturamento houve alta de 14%, para R$ 74,9 bilhões. A cadeia têxtil como um todo ampliou em 12,1% a receita em reais alcançando R$ 80,5 bilhões, de acordo com dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). A produção de vestuário aumentou 9% e somou 1,2 milhão de toneladas em 2007, já a receita subiu 16,6% e alcançou R$ 59,1 bilhões.

A reação vem do aquecimento do mercado interno que se mantém este ano e, segundo pesquisa mensal do Iemi, deverá permitir ao setor repetir o crescimento em volume.
Entre os mais afetados pela concorrência chinesa, tanto no mercado interno quanto no exterior, o setor têxtil brasileiro registrou em 2007 alta de 40% nas importações, que totalizaram US$ 3,01 bilhões. A maior parte da importação de vestuário é de malharia, camisas, casacos e jaquetas, disse o presidente do Iemi, Marcelo Prado.

Entretanto, de acordo com Luis Attolini, consultor do Iemi, a participação dos importados no consumo total de artigos de vestuário, em volume, foi de 3,4% em 2007. Se considerado valores, essa participação ficou em 1,5%. Ásia, Indonésia e Malásia são os principais fornecedores

Exportações
A venda de artigos têxteis ao exterior cresceu 12,4% no ano passado em comparação com 2006, e os principais mercados para o Brasil hoje são Estados Unidos e Argentina.
Com a demanda em alta, a produção de malhas para a produção de roupas foi o segmento que apresentou maior alta em 2007. Os dados do Iemi mostram aumento de 11,4% na comparação com o ano anterior, para 678,9 mil toneladas. O número de unidades fabris atuando na área também foi 3,7% maior em relação a 2006. Houve também crescimento expressivo no número de fiações, 89,9% e de confecções, de 6,3%

Investimentos
O setor têxtil brasileiro vem mantendo em alta os investimentos em modernização para garantir maior competitividade. Os gastos com a compra de máquinas e equipamentos somaram US$ 702 milhões no ano passado, foram de US$ 663 milhões em 2006 e de US$ 550 milhões em 2005. A maior parte dos recursos é aplicada em máquinas adquiridas no exterior. No ano passado representaram US$ 511 milhões do total investido, segundo o levantamento do Iemi que acompanha o setor há cerca de 20 anos e publica anualmente o relatório Brasil Têxtil.

De 1990 a 2007, o investimento em modernização soma US$ 12 bilhões, de acordo com estudos do Iemi que identificou ainda o crescimento no número de unidades fabris. O número de fiações, por exemplo, cresceu 8,9% no ano passado e o de confecções, 6,3%. O setor participa com 5,5% do faturamento da indústria de transformação.

Comissão formada pela Bracelpa vai definir regras para reciclagem
Gazeta Mercantil
01/10/2008


São Paulo, 1 de Outubro de 2008 - Após muita polêmica e expansão desenfreada do marketing do reciclado entre as empresas, o que acabou gerando uma demanda além das expectativas, o setor resolveu se organizar. Uma comissão formada por fabricantes e usuários, com ajuda da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em um total de mais de 150 participantes, vai definir melhor as regras para o produto reciclado, incluindo quantidades de fibras a serem utilizadas e a sanidade do papel. "Queremos desfazer as confusões e criar regulamentações para este mercado", disse o diretor de assuntos setoriais da Associação Brasileira dos Produtores de Papel e Celulose (Bracelpa), Francisco Saliba.

Há pouco mais de sete anos, o Banco Real iniciou o movimento adotando o papel reciclado em todas as suas comunicações com os clientes. Há três anos foi seguido por outras duas instituições financeiras de peso, o Banco Itaú e o Bradesco. A complicação, porém, começou mesmo em 2007 quando um Projeto de Lei começou a tramitar no Congresso Nacional, para estabelecer a obrigatoriedade do uso de papel reciclado em 30% dos impressos oficiais. "Quem fez isso não se preocupou em saber se haveria disponibilidade ou não do produto no mercado", afirma o presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), Silvio Roberto Isola.

Segundo ele, nem mesmo os tradicionais fornecedores teriam condições de atender a este aumento artificial de demanda. Além disso, cada um queria especificar o quanto de fibras usadas deveria conter o papel reciclado. "Cada um tinha uma receita própria", diz Saliba. Atualmente, o Brasil recicla 3,6 milhões de toneladas de papel por ano, cerca de 45% do consumido no mercado nacional. Mas 67% disso vai para o mercado chamado "marrom", ou seja, é usado no miolo do papelão ondulado. Dos 3,6 milhões, apenas 100 mil toneladas se destinam ao mercado de imprimir e escrever. O restante é direcionado ao mercado de papeis sanitários, que utiliza em 70% de sua produção fibras recicladas. "É preciso que se entenda que a reciclagem de papel, diferente de outros materiais, não é feita integralmente, porque as fibras se degradam", afirma Saliba. Assim, é preciso que se inclua fibras novas sempre, para manter a resistência.

O aumento desenfreado de demanda elevou em 30% o preço do reciclado no último ano. O que já levou até mesmo empresas que levantaram a bandeira deste tipo de papel, como o próprio Banco Real e a Natura, a rever sua postura. Em comunicado oficial, o banco informou usará tanto certificado reciclado quanto certificado branco, o que tiver mais disponível no mercado, na melhor condição econômico-financeira.
Já a Natura trocou, em agosto, o papel reciclado pelo cuchê em seu catálogo, após testes baseados na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que analisou a cadeia da produção da publicação com os dois tipos de papel. Além disso, o cuchê usado tem certificado do Forest Stewardship Council (FSC), organização internacional não-governamental que define critérios de certificação florestal e de cadeia de custódia em toda a produção do papel - que começa com o plantio da árvore até a impressão.

Nos últimos meses, o que se vê é um movimento dos maiores fabricantes como Suzano Papel e Celulose e International Paper no lançamento de papéis ecologicamente corretos. "Toda nossa linha já é certificada pelo FSC, uma exigência crescente não apenas no Brasil como no mundo inteiro", explica Carlos Anibal Almeida, diretor executivo da unidade de negócios papel da Suzano. Segundo ele, o fato de ser um papel proveniente de florestas manejadas confere ao produto nacional um diferencial no mercado externo.
"Mas o reciclado é muito importante porque existe 15 mil toneladas de lixo por dia só em São Paulo, o equivalente a um Estádio do Morumbi inteiro", diz Isola. "Hoje 380 mil pessoas vivem do lixo no Brasil e isso não pode ser esquecido", completa.


Apesar da crise, fabricantes de brinquedos prevêem crescer até 30%
Gazeta Mercantil
01/10/2008

São Paulo, 1 de Outubro de 2008 - A crise financeira recente, que recolocou o dólar no patamar de R$ 1,90, não chegou a tempo de alterar os planos da indústria de brinquedos. Cerca de 35% das vendas anuais deste setor concentram-se ao redor do Dia das Crianças, e mais 30% no Natal. Embora as datas ainda estejam por vir, as encomendas para elas já foram rodadas, e, seguindo a tendência dos últimos anos, contaram fortemente com as importações para complementar a oferta de produtos.

Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedo (Abrinq), as vendas das empresas para o dia das crianças foram até 8% maiores que o apurado no ano passado. O número está em linha com a previsão feita no início do ano, de crescimento de 8,4% no faturamento da produção nacional em 2008, para R$ 940 milhões.
Já no caso das importações as projeções foram revistas, de alta de 15%, no início do ano, para mais de 50% depois de encerrado o ciclo de produção para o Dia das Crianças - que, para a indústria, acontece entre julho e setembro. Isso significa um valor acima dos R$ 2 bilhões. "Imaginávamos que o volume de produtos trazidos de fora já estava acomodado", disse o presidente da Abrinq, Sinésio da Costa. "Mas o dólar acentuou a queda, ficou abaixo do R$ 1,60 , e fez todo mundo voltar a importar", afirmou.
Brasil continua vantajoso

Para a Mattel, norte-americana dona de marcas como Barbie, Polly e Hot Wheels, nem os cinco recalls que anunciou no último ano afetou o otimismo das vendas no País. A empresa não revela números, mas informa que está em compasso com o crescimento desse mercado no Brasil, que deve subir 16% e chegar a R$ 3,2 bilhões neste ano. "O Brasil está entre os seis maiores mercados que temos, ao lado de Inglaterra, França, México e Estados Unidos", disse o gerente geral da empresa no Brasil, Alejandro Rivas. Para ele, a conjuntura externa está ainda muito volúvel e não permite projeções seguras dos negócios. Ainda assim, ele avalia o Brasil como de grande potencial. "O mercado brasileiro está aquecido, a classe média está enriquecendo", disse.

Entre todos os produtos que as fabricantes de brinquedos oferecem, o maior aumento nas vendas até julho foi verificado na faixa dos R$ 300, com alta de 41%; seguida pela faixa dos R$ 200, que vendeu 31% mais até julho. Por outro lado, os produtos na faixa dos R$ 10 venderam apenas 0,7% mais no período.

Estrela
Na Estrela, a participação dos importados nos negócios da empresa subiu de 20% em 2006 para os atuais 45%, mas esse modelo pode ser revisto. "Com as mudanças nos parâmetros da economia, nós devemos rever se continuamos a importar o mesmo volume ou produzimos mais", afirmou o presidente, Carlos Tilkian.
Hoje, o uso da capacidade produtiva instalada no Brasil chega a 70%, antes do apelo dos importado, chegou a passar dos 90%. É com essa margem que a Estrela conta trabalhar no caso de reduzir as compras externas. As medidas, no entanto, valeriam apenas para 2009. Neste ano a empresa mantém a projeção de crescer até 30%.


Parceria tem como meta construir 10 mil apartamentos
Gazeta Mercantil
02/10/2008

São Paulo, 2 de Outubro de 2008 - As empresas Kreimer Engenharia e Cassol Pré-fabricados firmaram uma joint venture para construir dez mil unidades habitacionais por ano, destinadas às classes média e baixa. Nesse mercado competitivo, uma parceria assim pode ser a solução para atender a uma demanda tão grande. "Esperamos que a parceria seja eterna enquanto dure, como escreveu Vinícius de Moraes", diz em tom de brincadeira Aguinaldo Mafra, diretor comercial da Cassol Pré-fabricados. "Vai dar certo, e vai ser bem longa", completa. A expectativa é de que em dois anos a joint venture promova um aumento de 500% no faturamento das empresas.

Anualmente, serão investidos R$ 500 milhões para construir os apartamentos, que vão custar de R$ 50 mil a R$ 100 mil. A primeira experiência sai do papel em outubro, na cidade do Rio de Janeiro, depois se espalha pelo País, com foco principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo. O empreendimento na capital fluminense terá mil unidades, de 40ma 90m, divididas em prédios residenciais de quatro andares. "Hoje, o mercado imobiliário tem uma demanda reprimida da baixa e da média rendas. Mas o setor não se industrializou para garantir preço e qualidade", diz Roberto Kreimer, diretor da Kreimer Engenharia.

A parceria é um bom negócio para as duas empresas. A Kreimer queria industrializar seu canteiro de obras e a Cassol Pré-fabricados tinha intenção de atuar nos segmentos econômico e supereconômico. "É uma soma de experiências mercadólogicas", define Mafra. Com a joint venture, a Kreimer tornou-se responsável pelo sistema de gestão e pelo acompanhamento da obra, enquanto a Cassol responde pela tecnologia de pré-moldados.

Mafra conta que as cinco fábricas da Cassol estão preparadas para atender a essa oferta de dez mil unidades por ano. "O projeto já é concebido levando em conta a industrialização dos pilares, das lajes e dos painéis maciços, com isso vamos conseguir padronizar as unidades", afirma. A industrialização reduz os custos de estrutura do empreendimento, que representa 60% do gasto total das obras do segmento econômico e supereconômico. Já nos imóveis de luxo, a estrutura é responsável por apenas 20% do valor da construção.

No caso da Kreimer, ela vai trabalhar com um sistema de gestão chamado de General Contractor. Trata-se de um acompanhamento que começa no projeto da obra e vai até a finalização. "Quem manda é o orçamento. Se algo sai do planejamento, mexe-se na estrutura, e assim a gente garante que, no fim, o orçamento vai dar", completa Kreimer.


União Européia reabre portas ao produto brasileiro
Gazeta Mercantil
03/10/2008

São Paulo, 3 de Outubro de 2008 - A diretoria-geral para Saúde e Consumidores da União Européia (DG-Sanco), com sede em Bruxelas, .informou que os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estão liberados para comercializar carnes produzidas em seus território no continente europeu. Na prática, isso significa que mais 39,8 milhões de bovinos devem ser somados ao rebanho apto para a venda de carne in natura na UE, desde que cumpram as normas para Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras).

Com a medida, 287 municípios das regiões Sudoeste, Sul e Central de Minas Gerais poderão vender carne bovina para a UE. Desde 1994, eles estavam impedidos de exportar para o bloco por causa de focos de febre aftosa no Estado registrados no ano anterior. "Agora temos uma situação uniforme com todo o Estado autorizado a exportar para a União Européia", comemora o secretário deEstado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues. Minas Gerais é o Estado com maior número de fazendas aprovadas pela União Européia. Atualmente, dos 364 estabelecimentos credenciados no país, 184 são mineiros. A liberação do gado mineiro pode promover um aumento de até 20% na exportação.

Hoje existem 364 estabelecimentos certificados no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. "Agora, serão aproximadamente 126,8 milhões de animais, formando a base do rebanho de onde pode ser exportada carne bovina para aquele mercado", informou o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.
A decisão deve ser publicada no jornal oficial da União Européia nas próximas semanas.


Cargill confirma aporte em usina paulista De São Paulo

Gazeta Mercantil
03/10/2008

A americana Cargill confirmou que vai ampliar a capacidade de moagem de cana da usina Cevasa, localizada em Patrocínio Paulista, no interior paulista, na qual detém 63% de participação.
A multinacional ratificou, também, que a unidade, hoje dedicada à produção de álcool, fará também açúcar até 2010. A Cargill não informou quanto vai investir na ampliação e na diversificação, mas agências noticiosas como a Reuters informaram que o aporte será de R$ 190 milhões.

Na Cevasa, cujo controle passou às mãos do grupo americano em 2006, os demais 27% de participação pertencem a um grupo de fornecedores de cana reunidos na empresa Canagril.
Como já informou o Valor, a multinacional vem ampliando, normalmente via parcerias, sua participação no mercado sucroalcooleiro brasileiro, paralelamente a investimentos na produção de etanol de milho nos EUA.

Jussara altera planos e compra fábrica em MG
Gazeta mercantil
03/10/2008

A recente mudança no mercado de lácteos - com o recuo de preços por conta da maior oferta - levou o laticínio Jussara, de Patrocínio Paulista, a alterar seus planos de investimentos. A empresa, que no começo do ano anunciou que construiria uma nova fábrica para entrar no segmento de leite em pó em Minas Gerais, mudou o roteiro de sua estratégia.

Em vez da construir, a Jussara comprou uma unidade que pertencia ao antigo laticínios Letícia, na cidade mineira de Araxá. Segundo o diretor comercial da Jussara, Laércio Barbosa, a fábrica passará por readequações. "A maior parte da estrutura está montada. Devemos aproveitar 80% do que está lá", afirma Barbosa. Entre a compra da planta e as readequações, a Jussara gastará R$ 35 milhões. No projeto anterior, que previa a construção de fábrica, o investimento seria de R$ 50 milhões.

Outra mudança no roteiro é que a empresa decidiu colocar no "fim da fila" o leite em pó, conforme Barbosa. A fábrica de Araxá vai começar processando 200 mil litros por dia no início de 2009. "Vamos começar com leite longa vida, em seis meses teremos iogurte e queijo. Numa segunda etapa, em 2010, ampliaremos a estrutura para processar 400 mil litros/dia e iniciaremos leite condensado", informa.

Com esse cronograma, o leite em pó, antes prioridade, ficará para 2011. A modificação no cenário atual do mercado de lácteos - com queda de preços - provocou a mudança, segundo Laércio Barbosa.

Recente estudo do banco holandês Rabobank mostra que, apesar da atual acomodação, as perspectivas são positivas para o setor de lácteos no longo prazo. O estudo ressalva, porém, que as projeções otimistas podem ser revistas se a atual crise financeira levar a uma recessão.

Segundo o diretor da Jussara, 50% dos recursos para a fábrica de Araxá serão financiados pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). O restante virá do caixa da empresa.

Além do investimento em Araxá, a Jussara, que tem meta de faturar R$ 250 milhões este ano, anunciou o lançamento de uma linha de bebidas à base de soja, com quatro sabores além do original. A empresa colocou ainda no mercado um linha de leites especiais - com vitaminas A e D, com baixa lactose e com extra cálcio. "Sentimos que existe uma oportunidade de mercado interessante", observa o diretor.

A empresa tem atuação forte no interior paulista, e vai comercializar as novas linhas também em Minas e no Rio de Janeiro.

Afora a unidade mineira, a companhia tem duas fábricas em São Paulo, uma em Patrocínio, onde produz leite longa vida, leite pasteurizado, creme de leite e as bebidas à base de soja. A outra fica em Pedregulho, onde são fabricados queijos, requeijão e manteiga. Para atender as duas plantas, tem postos de captação de leite em Minas e São Paulo.

Brenco faz acordo para vender álcool aos EUA
Gazeta Mercantil
03/10/2008

A Brenco (Companhia Brasileira de Energia Renovável) fechou na quarta-feira, em Houston (Texas), um acordo comercial para exportar cerca de 1 bilhão de litros de álcool anidro para a companhia petrolífera americana Lyondell. O Valor apurou que o contrato com a nova parceira tem duração de quatro anos e que os embarques começarão a ser realizados a partir do quarto trimestre de 2009, e até 2013. Em valores de hoje, a negociação envolve cerca de US$ 680 milhões.

"Esse acordo faz parte de um projeto maior da Brenco, que é criar projetos de longo prazo com os compradores", afirma Rogério Manso, vice-presidente comercial e de logística da Brenco, sem fornecer mais detalhes sobre o contrato.

"A Lyondell vai importar o álcool anidro da Brenco, que será utilizado na composição de ETBE. Após a industrialização, o combustível será exportado para o Japão". O ETBE (éter etílico terc-butílico) é um aditivo que contém etanol misturado a derivados de petróleo. Após a industrialização, o ETBE será misturado à gasolina no Japão.

Criada em 2007 e coordenada pelo ex-presidente da Petrobras, Phillipe Henri Reichstul, a Brenco tem como acionistas um grupo de investidores estrangeiros famosos, entre eles Khosla Ventures, Yucaipa Companies, Semco, Tarpon Investimentos e Ashmore Energy International. No Brasil, o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar), também é acionista do grupo.

A Lyondell, uma das maiores companhias de seu setor dos Estados Unidos, é uma das principais exportadoras americanas de álcool para o Japão. No início deste ano, a petrolífera fechou um acordo semelhante com a Copersucar - então uma cooperativa, hoje uma S.A. - com o mesmo objetivo.

O Japão consome 60 bilhões de litros de gasolina por ano. O governo japonês estuda, há anos, adotar uma mistura compulsória de 3% de álcool na gasolina, o que geraria uma demanda de 1,8 bilhão de litros anuais. No futuro, pretende elevar a mistura para 10%, o que criaria uma demanda maior, de 6 bilhões de litros/ano. Atualmente, o Japão importa cerca de 200 milhões de litros de álcool diretamente do Brasil, mas a maior parte é destinada para as indústrias químicas, de bebidas e farmacêuticas.

Com uma meta de produzir 3,8 bilhões de litros de etanol por ano, ou 1 bilhão de galões, a Brenco planeja investir, até 2015, cerca de R$ 5,5 bilhões para a construção de dez usinas voltadas exclusivamente para a produção de etanol.

Em 2009, duas das dez usinas projetadas pelo grupo devem entrar em operação - a unidade Alto Taquari, instalada em Mato Grosso, e a Morro Vermelho, na goiana Mineiros. Ambas deverão produzir, juntas, cerca de 320 milhões de litros de álcool na safra 2009/10. Para 2010/11, outras três unidades devem iniciar as operações: a Água Emendada, também em Mineiros, e a Costa Rica e a Paranaíba, ambas em Mato Grosso do Sul.

Segundo Manso, o escoamento desse álcool para exportação será feito pelo porto de Santos, no litoral paulista. "A Brenco também está capitaneando um projeto de infra-estrutura ambicioso, que é a criação de um alcooduto, cujos investimentos somam US$ 1 bilhão", afirma Manso. Esse projeto teria 1.120 quilômetros de extensão e capacidade de transporte de aproximadamente 1,75 bilhão de galões de etanol por ano. A previsão é que o duto saia do papel em três anos.

De acordo como executivo, que também trabalhou na Petrobras, o projeto do alcooduto da Brenco será realizado em parceria com outras companhias - o nome dos parceiros não foi divulgado - e não tem vínculo, pelo menos por enquanto, com os projetos anunciados pela própria Petrobras e ou com a Uniduto, criada por um pool de usinas, entre elas Cosan, Copersucar e Nova América.

Ao anunciar a criação da Brenco, no ano passado, Reichstul afirmou que boa parte da produção de álcool da Brenco - dois terços do total - seria voltada para o mercado externo. O contrato fechado pelo grupo com a Lyondell confirma os planos iniciais da companhia. "Temos outros projetos em negociação nesse mesmo sentido, mas ainda não estão fechados", diz Manso.

Quando todas as unidades produtoras da Brenco estiverem em operação, em 2015, a capacidade de processamento de cana do grupo deverá atingir 44 milhões de toneladas por ano. Segundo Manso, a expectativa é que pelo menos 38 milhões de toneladas sejam moídas a partir de 2013.

Para tocar seus projetos, a Brenco já realizou captações no valor de US$ 300 milhões, além de contar com financiamento do BNDES. Em agosto, o banco informou que está financiando R$ 1,2 bilhão para a implantação de quatro usinas no Centro-Oeste e também confirmou que o braço de participações da instituição (o BNDESPar) será sócio da companhia nesses projetos. A participação deverá ser de 15% a 20%.

Vale treinará a mão-de-obra para investir US$ 4 bilhões em portos
Gazeta Mercantil
03/10/2008

Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2008 - Um gargalo de US$ 4,05 bilhões movimenta a Vale do Rio Doce. A mineradora planeja investir US$ 1 bilhão por ano na expansão de portos até 2012, mas não há profissionais no mercado que dêem conta dos novos projetos. A realidade forçou a empresa a criar cursos próprios e a movimentar rapidamente a carreira de cada empregado no setor. Duas mil novas vagas serão criadas nos estados do Rio, Maranhão e Espírito Santo.

A mineradora vai duplicar o porto Ponta da Madeira, no Maranhão, para dar vazão ao crescimento da produção de minério de ferro em Carajás, no Pará. A diretoria da empresa aprovou investimentos de US$ 3,6 bilhões para o projeto de expansão do porto.
A empresa vai construir dois piers, além dos dois já existentes. Quatro empilhadeiras serão acrescentadas às oito que operam o porto. A zona portuária ficará com sete descarregadores de trens a partir da encomenda de quatro novos equipamentos. O número de pátios vai passar de cinco para seis.

Tudo vai dobrar
"Tudo vai dobrar, inclusive a nossa capacidade de exportação", afirmou à Gazeta Mercantil Humberto Freitas, diretor de portos e navegação da Vale. Os embarques do porto de São Luís devem passar de 130 milhões para até 260 milhões de toneladas nos próximos quatro anos. A produção de Carajás, neste mesmo ano, tem previsão de atingir 250 milhões de toneladas. Além de ferro e gusa, passam soja e manganês através do porto.

Um novo porto no Espírito Santo, além de Tubarão, deverá ser construído para atender às necessidades da siderúrgica da Baosteel. Localizado em Anchieta, o projeto terá US$ 205 milhões e permitirá embarques de placas de aço ao mesmo tempo em que viabilizará a importação do carvão necessário às operações da usina dos chineses. "Este será um porto diferente dos demais, com estrutura voltada para o transporte de placas e carvão", explicou o executivo da Vale.

Escassez de cursos
Para o porto de Tubarão, a Vale destinará US$ 177 milhões para substituir algumas máquinas e ampliar a capacidade de embarque de 100 milhões para 120 milhões de toneladas. Além de minério de ferro, o porto capixaba também permite o transporte de soja, carvão, fertilizantes e derivados de petróleo (a Vale mantém um convênio com a Petrobras).

A Vale também precisa de mão-de-obra para a zona portuária do Rio. Os portos de Guaíba e Itaguaí tendem a ampliar as exportações. "Não havia nenhum curso no Brasil para o setor até bem pouco tempo", afirmou Freitas. A escassez de cursos de formação profissional levou a mineradora a firmar convênios com o Cefet e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Amanhã, a companhia assinará contrato de parceria com o maior instituto de formação em Roterdã, na Holanda.

"No Norte, vamos precisar de 36 supervisores. Vamos pegar nossos engenheiros e capacitá-los para isso. Vão fazer carreira rapidamente", afirmou Freitas. Cerca de 700 profissionais serão formados no próximo ano nos cursos apoiados pela Vale.
Deyse Gomes, diretora de Educação e desenvolvimento corporativo da companhia, comenta que os novos projetos da Vale e a necessidade de mão-de-obra qualificada criaram uma oportunidades de rápida ascensão dos empregados, sobretudo no setor de portos.

De técnico a engenheiro
O técnico de hoje será o engenheiro de amanhã, formado pela própria empresa com muito curso de capacitação e bolsas de estudo. E o operador de máquinas poderá substituir o técnico.
A maior parte das vagas será direcionada para as vagas mais básicas, com salários de R$ 1.500. Um engenheiro recém-formado que ingressar na companhia começa com cerca de R$ 3.500.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Sabrina Lorenzi)


Exportações de software chegarão a US$ 5 bilhões
Gazeta Mercantil
01/10/2008


São Paulo, 1 de Outubro de 2008 - Um dos mais ativos empresários brasileiros nas discussões sobre os rumos e iniciativas do setor de tecnologia da informação, Marco Stefanini está otimista. Apesar de a meta governamental de exportação de software para 2007 de atingir US$ 2 bilhões ter ficado pelo caminho, ele acredita que o País chegará a esse volume em 2009, com dois anos de atraso, mas de modo que não prejudique muito o futuro do setor, porque a partir de agora as empresas podem multiplicar a receita externa.

A meta atual do governo, estabelecida em 2007, com o lançamento da política industrial, prevê US$ 3,5 bilhões em software e serviços em 2010, mas Stefanini já conta com o próximo passo, atingir os US$ 5 bilhões.

Parte do otimismo se explica pelo momento da empresa da qual é fundador, a Stefanini IT Solutions, que deve chegar à receita próxima de R$ 500 milhões, com 22% vindo do exterior, segundo Stefanini. Ela chegou a ser considerada uma das dez melhores terceirizadoras de serviços de TI do mundo pela publicação "The Black Book of Outsourcing", ao lado de gigantes americanas como IBM, Accenture e Unisys, e das indianas Satyam, Infosys e Wipro.

Gazeta Mercantil - O mercado de serviços de tecnologia no Brasil vem se consolidando. Vários dos competidores estão comprando empresas, se fortalecendo em novas áreas. Qual será a posição da Stefanini?
Nosso mercado é muito pulverizado. Mais do que uma tendência já é uma realidade que ele vem se consolidando, de forma gradativa. Por ser muito pulverizado, nunca vai ser um mercado de dois ou três players. E nos colocamos claramente como um consolidador. O governo estabeleceu em tecnologia o interesse de ter duas ou três grandes empresas com faturamento acima de R$ 1 bilhão, e nos posicionamos para sermos um deles.

Gazeta Mercantil - Essa meta de ter grandes grupos compreende não só empresas de serviços, mas também as que vendem software pronto. Não é uma meta conservadora?
Eu tenho a visão otimista de que, software somado a outras áreas vai levar, em dois anos, a três ou quatro empresas acima de R$ 1 bilhão. Então há um espaço não muito grande que podemos ocupar se fizermos a lição de casa.

Gazeta Mercantil - Qual é a previsão de faturamento da Stefanini?
Vamos chegar próximo de R$ 500 milhões, sem contar aquisições, um crescimento de cerca de 30%. Temos média de expansão de 25% no últimos sete anos. Conforme você vai crescendo, a dificuldade de manter essas taxas é maior. Em patamar mais elevado, tem-se de defender posição. Você perde contrato, tem que defender contrato, há sempre alguém atacando sua base de clientes. Não somos os únicos a atacar os outros. Mas queremos triplicar o faturamento. Em 2 anos, a meta é R$ 1,5 bilhão de receita.

Gazeta Mercantil - Como poderão chegar a isso? Farão aquisições, aumentarão exportações?
Queremos manter a mesma taxa de crescimento orgânico, de 25% a 30%, e a diferença deve vir de aquisições. As operações internacionais crescem bem mais, até porque são menores. No México e Estados Unidos, crescemos a ritmo de 50% por ano.

Gazeta Mercantil - A variação do dólar nas últimas semanas preocupa?
Eu aprendi que tenho de fazer minha lição de casa. O dólar um pouco mais alto ajuda na exportação de serviços. A relação de 1 dólar a 1,6 real prejudica muito. Se ficar numa faixa de 1,80 a 2 ajuda bem, apesar de ainda ser baixo em relação à que já tivemos, de 2,50 a 2,80. Por outro lado, ele encarece um pouco as aquisições e queremos comprar empresas no exterior. Tudo na vida se perde de um lado e ganha de outro. Mas não são mudanças drásticas. O preço não fica inviável para comprar e, por outro lado, meu preço não fica imbatível para exportação. Só melhora um pouco e piora um pouco.

Gazeta Mercantil - Há uma visão geral no setor de que a inclusão de software na política industrial não se traduziu em concessão de benefícios que realmente impactem nas metas do governo para exportação, qual sua opinião sobre isso? A redução do INSS em relação apenas ao porcentual exportado é suficiente?
O único item (dos anunciados na política industrial) que foi vetado foi o benefício fiscal para quem faz treinameno de pessoas, mas vamos lutar por ele. A redução de INSS em relação só a exportação, é favorável, mas não vai fazer uma diferença enorme. Porém, é a primeira vez que algum governo observa a nossa área de serviços de tecnologia. Ele começou a entender como funciona e nos prestigia. Entende que é um estímulo para a área, como um primeiro e ótimo passo.

Gazeta Mercantil - Pode-se dizer que o governo e as pessoas responsáveis pela área nos ministérios já entendem seus entraves e importância?
Houve avanço brutal em relação a três ou quatro anos atrás. Não vou dizer que domina, mas já têm uma noção. Começam a entender que existe, que isso é importante. Tivemos outro dia uma reunião com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. E temos o trabalho individual de cada empresa. Como tudo, se conquista depois de um longo período. Ainda estamos no começo. Mesmo as exportações não sendo muito altas, há cinco anos o Brasil vendia US$ 100 milhões fora e hoje já passa de US$ 1 bilhão. A meta de US$ 5 bilhões é factível. Acho que ainda não é o que almejamos, mas temos de valorizar esses passos.

Gazeta Mercantil - Há pouco tempo não parecia factível chegar a US$ 5 bilhões. O Brasil ficou longe de alcançar a previsão feita em 2004 de que chegaria a US$ 2 bilhões no ano passado.
Não atingimos na data mas chegaremos no próximo ano. Houve atraso. Mas para quem saiu de US$ 100 milhões há cinco anos, pode ser 20 vezes mais em 2009.

Gazeta Mercantil - A Stefanini implementou um plano de governança e se preparava para fazer uma abertura de capital. Houve uma mudança de planos com a crise financeira?
A nossa estratégia continua a mesma, mas a tática tem de variar porque não somos uma ilha, fazemos parte do mundo. A nossa estratégia é ser uma empresa global, com forte presença nos quatro continentes, com clientes globais, e a curto prazo, em dois anos, no máximo três, triplicar a empresa. Mas temos de nos adaptar. O nosso modelo inclui governança, operações internacionais, assim como a questão de aquisições. A abertura de capital (IPO) é uma etapa do processo, para ter um fluxo financeiro. Só que temos uma vantagem, que pode ser grande na crise financeira. De todas as nacionais do setor, temos a melhor saúde financeira. Não temos uma dívida. Não temos ainda nenhum sócio investidor. Então possuímos uma capacidade de investimento, de fazer aquisições, sem a necessidade de fazer IPO. No momento em que o mercado abrir, vamos incluir o IPO no caminho, porque faz parte do nosso plano. Mas se vai levar seis meses ou dois anos não sabemos. O mercado vai decidir.

Gazeta Mercantil - Nem a entrada de um sócio seria necessária?
Nos próximos 18 meses, não. Dependendo da situação hoje, talvez a avaliação que um sócio faça nao seja tão boa, porque o mercado não está bom. Se avalia uma empresa por sua estrutura, pelo que ela é, e nesse caso estamos numa condição boa, mas também se avalia pela condição do mercado. E o ideal é você pegar as duas condições boas. Então não temos urgência. E a nossa oferta, diferente dos nossos concorrentes que vendem 50%, 60%, 70% da participação, a um fundo de investidores, vai ser de no máximo 15%, até por não precisarmos tanto de capital. A situação dos nossos concorrentes não é tão favorável financeiramente quanto a nossa.

Gazeta Mercantil - O volume de negócios é que dá essa condição de comprar sem recursos externos?
Mais do que volume é a nossa história. Nunca tivemos um ano inferior ao ano anterior, sempre crescendo e sempre lucrativo. Não são margens altas, mas a situação é sempre bem estável, que não é o padrão do mercado. Então há um resultado acumulado.(Gazeta


CNI eleva a 5,3% previsão de alta do PIB em 2008 e espera 3,5% em 2009
Valor Online
03/10/2008

BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou de 4,7% para 5,3% a previsão para o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. Os efeitos da crise externa devem impactar a atividade em 2009, levando a expansão do PIB a cair para 3,5%, segundo a entidade.

"O crescimento está garantido, porém, deve ter fôlego curto", diz a entidade no relatório Informe Conjuntural julho-setembro divulgado hoje. "A combinação juros em alta no Brasil e crise financeira no mercado americano forma um cenário propício à perda do ritmo de expansão", continua o texto.

Porém, a CNI mantém o otimismo. Destaca que a demanda interna em crescimento desde o fim de 2006 "não deve se dissipar rapidamente: levará tempo para que a crise financeira internacional atinja a produção no Brasil". Daí a estimativa de alta do PIB em 3,5% ano que vem, superior à de alguns analistas para os quais não deve passar de 2%.

No relatório, a CNI revisou os principais parâmetros macroeconômicos que norteiam a ação dos empresários, apontando que a indústria deve registrar expansão de 5,5% neste ano, ante expectativa anterior de 5%, impulsionada pela demanda interna com previsão de alta de 8%. Esse aquecimento decorre de aumentos da massa salarial, do gasto público e do crédito.

A entidade destaca ainda o forte volume de investimentos. Prevê que a Formação Bruta de Capital Fixo deve subir 13,5% em 2008 sobre o ano anterior. Antes, esperava crescimento de 10,5%.
Para o consumo das famílias, a CNI aumentou a previsão de alta de 5,5% para 6% no ano. A inflação oficial medida pelo IPCA recuou de 6,4% para 6,2%, mas a taxa média de juros do ano foi elevada para 12,7%, ante 12,5% esperados antes.

Também foi ampliada pela entidade a previsão para a taxa de câmbio, de R$ 1,67 para R$ 1,8 ao fim de dezembro próximo.
O saldo comercial teve revisão para cima: o superávit subiu de US$ 20 bilhões para US$ 25 bilhões neste ano, com exportações da ordem de US$ 208 bilhões (antes em US$ 190 bilhões) e importações subindo de US$ 170 bilhões para US$ 183 bilhões.

Já o saldo da conta corrente externa teve estimativa piorada: o déficit que era esperado em US$ 20 bilhões, agora está previsto em US$ 29 bilhões.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)


Risco Brasil recua 1,97% e fecha sexta-feira aos 349 pontos
Valor Online
03/10/2008

SÃO PAULO - Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, fechou aos 349 pontos nesta sexta-feira, com uma queda de 1,97% sobre o encerramento da véspera, quando marcou 356 pontos.
No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 era negociado a 124,250% do seu valor de face, com alta de 0,1%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), marcava 106,250%, com avanço de 1,43%.

Sobre o EMBI+ Brasil

O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil , os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco , mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco .
(Valor Online, com agências internacionais)

 

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