Sexta-feira, 17/10/2008
Ano VIII – edição 339



1. Grupo Santos Brasil tem caixa para investir
Gazeta Mercantil
14/10/2008

São Paulo, 14 de Outubro de 2008 - Após um ano de ser adquirida pela Santos Brasil, a Mesquita Soluções Logísticas tem planos de expandir sua atuação no Brasil. O diretor de desenvolvimento da Santos Brasil, Mauro Salgado, disse que a empresa já estruturou um projeto para ampliar seus serviços nos portos de Vila do Conde, no Pará e em Imbituba, Santa Catarina. "A Mesquita ainda é uma empresa regional, com atuação restrita a São Paulo. Com terminais que operamos nesses dois portos será possível oferecer os serviços da Mesquita", disse Salgado que acumula o cargo de diretor-superintendente da Mesquita.
Numa negociação bem articulada, a Santos Brasil, em novembro de 2007 comprou a Mesquita por R$ 95 milhões e desde então começou a traçar um planejamento estratégico para a nova companhia. "Temos um plano de crescimento para os próximos cinco anos e diria que é ambicioso e para isso se concretizar é necessário que comecemos a expandir os serviços da Mesquita", ressaltou Salgado.

A Mesquita, que tem 80 anos de fundação, atua no porto de Santos no Terminal de Contêineres (Tecon) e no Centro de Distribuição em São Bernardo do Campo (SP). "Nossa atuação se resume a raio de 250 quilômetros entre Santos e São Paulo, mas os clientes querem a expansão dos serviços", disse o diretor comercial, Angelo Dias.
Para este ano serão investidos na Mesquita R$ 19 milhões na compra de empilhadeiras e cavalos mecânicos para ampliação da frota. "Além disso, cerca de R$ 2,5 milhões foram aplicados no CD de São Bernardo para aumentar a produtividade do local", disse Dias. O CD de São Bernardo movimenta de 10 a 15 mil paletes mensais. "Fazemos a logística de grandes clientes como Colgate e Companhia Brasileira de Distribuição (CBD)", disse o executivo.

Dias explicou ainda que o CD está em área de 105 mil metros quadrados com 30 mil metros quadrados de construção. Tem capacidade de 40 mil paletes e foi construído especialmente para a Mesquita. " É importante ressaltar que o CD não é próprio, mas temos contrato de locação já renovado até 2017", explicou ele, acrescentando que o valor do aluguel foi fixado em R$ 10 por m, corrigido anualmente pelo IGP-M.
Para este ano, a Mesquita prevê faturamento de R$ 120 milhões. Já na controladora, a Santos Brasil, a receita deve alcançar R$ 800 milhões, valor 25% superior ao apurado no ano passado. "Mesmo com a crise financeira mundial não revisamos nossas projeções.

Estamos capitalizados, temos caixa de R$ 150 milhões e por isso não estamos reduzindo investimentos".
Segundo o executivo, a Santos Brasil vai investir neste ano, somente no Tecon de Santos, R$ 250 milhões em equipamentos e melhoria da infra-estrutura. "Empresas mais maduras em logística conseguem desenvolver seus projetos mesmo com as adversidades do mercado".(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Ana Paula Machado)

2. TECNOLOGIA: Edimax chega ao Brasil e espera crescer 40%
InvestNews
14/10/2008

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2008 - Com um faturamento global acima de US$ 100 milhões e perspectiva de fechar o ano com um crescimento de 40%, a Edimax escolheu o Brasil como um de seus pólos de expansão mundial. Para isso, fechou acordo com a Coletek, indústria de periféricos com filiais no Brasil, China e Taiwan.

A fabricante atua com produtos em redes sem fio e chega ao país com diferenciais consideráveis para empresas de todos os portes e também ao mercado SOHO. A Coletek, responsável oficialmente pela distribuição dos equipamentos Edimax, lança a campanha Outubro Sem Fio.

O objetivo é incentivar os canais a conhecerem os produtos da linha Edimax e, para isso, a empresa enfatizará as características técnicas diferenciadas dos mesmos com promoções significativas à rede de distribuição. A Coletek já possui cerca de 20 representantes pelo território nacional e pretende ampliar esse número com a novidade.
Entre os planos da Coletek, o lançamento será feito nas principais capitais brasileiras e, posteriormente, atingirá o restante do país. Todas as direções têm ênfase nos nichos onde a utilização de produtos de rede com e sem fio sejam mais expressivas. (Redação - InvestNews)

3. CMN reserva mais R$ 4,5 bi para crédito rural
InvestNews
14/10/2008

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2008 - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu hoje, em reunião extraordinária, elevar de 25% para 30% a exigibilidade de aplicação em crédito rural. Com isso, os bancos serão obrigados a destinar R$ 4,5 bilhões a mais dos depósitos bancários para o financiamento da safra agrícola.
Além disso, mais 2% dos depósitos à vista devem ser direcionados para microcrédito e outros 5% somam-se à alíquota adicional do compulsório, que é a exigência de recolhimento dos depósitos ao Banco Central. O mecanismo é utilizado pelo governo federal para controlar o dinheiro em circulação. Com isso, os bancos só podem usar livremente 21% dos depósitos.
O Banco Central anunciou que reduziu a alíquota do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista de 45% para 42%. O impacto da decisão, que entrará em vigor no próximo dia 29, será de R$ 3,6 bilhões, de acordo com a assessoria do BC.
As informações são da Agência Brasil. (Redação - InvestNews)

4. DuPont adquire Coastal Training Technologies
InvestNews
14/10/2008

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2008 - A DuPont adquiriu hoje a Coastal Training Technologies Corporation, líder global na produção e comercialização de programas avançados de treinamento, com sede em Virginia Beach, nos Estados Unidos. A transação deve contribuir para um crescimento significativo da DuPont Safety Resources, área de consultoria em segurança dentro do segmento de Segurança & Proteção da DuPont. Os termos do acordo não foram revelados.
A aquisição inclui a transferência de todos os contratos com clientes, patentes, direitos de propriedade, marcas, equipamentos e equipes. A transação permitirá que a DuPont, líder global em serviços de segurança industrial, forneça um conjunto maior de soluções para um público global em crescimento. A Coastal Training Technologies, com escritórios nos Estados Unidos, México, Europa, Brasil, Índia e Filipinas, terá acesso à ampla rede de clientes da DuPont, a quem poderá oferecer sua extensa biblioteca de produtos de treinamento. (Redação - InvestNews)

5. Vivo contrata financiamento de R$ 389 milhões
InvestNews
14/10/2008

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2008 - A Vivo vai contratar uma linha crédito junto ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), através do Fundo Constitucional do Nordeste, no valor de até R$ 389 milhões. O prazo de pagamento será de oito anos.
Os recursos serão aplicados nos estados da Bahia, Sergipe, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Os juros serão de até 10% ao ano, com bônus de adimplência que varia de 15% em regiões classificadas como fora do semi-árido a 25% em regiões classificadas como semi-árido. (Redação - InvestNews)

6. Safra 2008/2009 está garantida, diz ministro Stephanes
InvestNews
14/10/2008

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2008 - A crise financeira não vai comprometer o plantio da safra de grãos 2008/2009, que segue até dezembro, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. Para ele, um dos atenuantes foi o fato de que grande parte dos estoques de adubos e sementes necessários para o novo ciclo agrícola já foi adquirida.
Stephanes ressalta que, apesar da crise financeira mundial ter coincidido com o período de plantio, diferentemente das demais atividades, a agricultura não pode parar de produzir. 'O setor agrícola não pode, por exemplo, conceder férias coletivas ou reduzir linha de produção, como uma montadora de automóveis.'

O ministro se ampara na história para analisar os riscos futuros para o setor. 'Já se sabe, por situações anteriores, que, em casos de crises e até recessão, o último item afetado é a produção de alimentos. As pessoas continuam comendo e, no caso das exportações brasileiras do agronegócio, as perspectivas para 2008 são as mesmas.'

Para atenuar os efeitos da crise, porém, o ministro aposta na maior garantia do crédito para o produtor, principalmente, aqueles que renegociaram dívidas rurais e são considerados com alto grau de risco nas operações financeiras. 'A escassez dos recursos faz com que os bancos fiquem muito mais seletivos na concessão de crédito, afetando, principalmente, os pequenos e médios agricultores.'

Como solução, o Ministério da Agricultura aguarda a aprovação da reclassificação do grau de risco, prevista para acontecer em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda esta semana.


O ministro aponta, ainda, como um fator de restrição ao crédito, a falta de liquidez das tradings, instituições que, tradicionalmente, financiam antecipadamente a safra agrícola. Uma das soluções estudadas pelo governo é a liberação de recursos dos depósitos compulsórios dos bancos para aplicação na agricultura.

Stephanes conta que para apoiar a comercialização da safra, o governo federal tem instrumentos eficientes de política agrícola, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) que engloba o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), a Aquisição do Governo Federal (AGF), entre outros. (Redação - InvestNews)


7. Dow AgroSciences adquire unidade em MG
InvestNews
14/10/2008

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2008 - A Dow AgroSciences LLC e a Coodetec chegaram a um acordo sobre a venda da unidade de produção de sementes de milho híbrido da Coodetec em Paracatu (MG) para a Dow. A incorporação deste ativo aumentará a capacidade de produção da Dow no Brasil.
'O Brasil é um componente crítico de nossa estratégia global de sementes de milho, cuja meta é alcançar US$ 1 bilhão em vendas', disse o presidente da Dow AgroSciences no Brasil, Ev Germon. 'A incorporação deste ativo de produção complementará o nosso negócio de sementes e oferecerá capacidade adicional de recepção e secagem, para atender o crescimento das vendas.'
Pelo acordo, a Dow irá adquirir as instalações de recepção e secagem de milho híbrido da filial da Coodetec em Paracatu.
'A venda do ativo fixo e o estabelecimento de uma colaboração sobre germoplasma e traits da Dow são um empreendimento importante e um salto de qualidade para a Coodetec', disse o presidente da Coodetec, Irineo da Costa Rodrigues. 'Vamos iniciar a construção de novas instalações de produção de sementes de milho, para atender o crescimento da Coodetec nos próximos anos.' (Redação - InvestNews)

8. Rede Novotel recebe certificação ambiental
Gazeta Mercantil
17/10/2008

São Paulo, 17 de Outubro de 2008 - Depois de um ano de trabalho, a rede Novotel adquire a certificação do Green Globe, um programa de certificação internacional para viagens e turismo responsáveis. Iniciado em julho do ano passado, o projeto piloto envolveu a implantação do selo em 28 hotéis, em 12 países, sendo três deles no Brasil. A meta é que até 2010, todos os hotéis da rede tenham aderido ao programa.

Esta não é a primeira ação da bandeira no quesito preocupação ambiental. Há cerca de dez anos, a Accor, dona da bandeira Novotel, lançou um programa mundial intitulado Carta Ambiental Accor, cujo objetivo é reduzir impactos ambientais da atividade hoteleira por meio de políticas de proteção. Em 2007, foram reciclados 507,5 toneladas de lixo, principalmente papel e papelão (51 toneladas), jornais e revistas (15 toneladas), plásticos (16 toneladas), alumínio (4,5 toneladas) e vidro (17 toneladas).

"A certificação do Green Globe reafirma nosso posicionamento e comprometimento", diz a gerente de projetos especiais Accor Hospitality para a América Latina, Paula Peissner. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Valéria Serpa Leite)


9. Rio Tinto e Ivanhoe visam projeto na Mongólia
InvestNews
17/10/2008

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - A companhia canadense Ivanhoe Mines e a mineradora Rio Tinto afirmaram hoje que estão prontas para retomar as negociações com o governo da Mongólia sobre o projeto de cobre e ouro Oyu Tolgoi no país. Entretanto, o governo pretende atualizar as leis sobre minerais em vigor antes de retomar as negociações sobre o acordo de investimento para o projeto Oyu Tolgoi. Foi formada uma comissão parlamentar que vai propor alterações à lei de mineral no país até 15 de novembro. Um acordo preliminar, que foi retirado no início deste ano, concedeu à Mongólia 34% de participação no projeto. A Ivanhoe e a Rio Tinto, que detém 10% da empresa canadense, estimam que os custos para o desenvolvimento do Oyu Tolgoi sejam de até US$ 3 bilhões. As companhias afirmaram que se reuniram com os principais representantes governamentais da Mongólia em setembro para negociar as etapas restantes e para obter aprovação parlamentar do projeto. A expectativa é que o projeto Oyu Tolgoi produza uma média de 440 mil toneladas de cobre e 320 mil onças de ouro por ano, durante 35 anos. (Redação - InvestNews)


10. Produção de petróleo bate recorde em setembro

InvestNews
17/10/2008

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - A Petrobras informou hoje que a produção média de petróleo dos campos brasileiros em setembro atingiu o recorde mensal de 1.897.563 barris/dia, superando em 12,4 mil barris ou 1% o volume extraído no mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o aumento foi de 7,26%. A produção de gás natural no Brasil aumentou 24% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado e manteve-se no mesmo patamar de agosto de 2008.

Somando os volumes produzidos nos campos nacionais e dos nove países onde a empresa está presente em atividades de produção, o volume médio total de petróleo e gás extraído pela Petrobras em setembro chegou a 2.450.610 barris de óleo equivalente por dia (boe). Este volume indica um crescimento de 7,6% sobre setembro de 2007 e estabilidade em relação ao mês anterior. A produção total (Brasil e exterior) exclusiva de petróleo da Petrobras foi de 2.023.413 barris/dia com um aumento de 6,6% sobre o mesmo mês do ano passado e de 0,7% em relação a agosto.

Em setembro a produção conjunta (petróleo e gás em barris equivalentes) do exterior chegou a 222.909 boe/dia, mantendo-se estável em relação ao mês anterior. Deste total, 208.411 boe/dia foram provenientes de empresas controladas pela Petrobras e 14.498 boe/dia de companhias coligadas. A produção exclusiva de petróleo dos campos no exterior foi de 124.850 barris diários, também no mesmo nível do mês anterior.

A produção da Petrobras no campo de Agbami, na Nigéria, onde atua em parceria com outras empresas, começou em julho e, em setembro, chegou a 8.667 barris/dia. Além de Agbami, na Nigéria também está em fase de desenvolvimento o campo de Akpo. A parcela da Petrobras nestes dois campos gigantes juntos deverá chegar a 65,2 mil barris/dia. O aumento da produção da Nigéria compensou a queda da produção nos Estados Unidos, em função de parada preventiva pela ocorrência de furacão no Golfo do México. (Redação - InvestNews)

11. Vendas de equipamentos médicos crescem até 70%
Gazeta Mercantil
15/10/2008

15 de Outubro de 2008 - A alta do dólar e o aperto do crédito, que encarecem a aquisição de máquinas e equipamentos, não devem afetar as vendas de aparelhos médicos. Pelo menos é o que garantem os principais fabricantes em atuação no País, que podem até se beneficiar da desvalorização do real para incrementar as exportações, prejudicadas ao longo dos últimos anos pelo real mais forte. No entanto, a possibilidade de acirramento da crise poderia interferir nos gastos do governo com a Saúde, que poderiam ser contingenciados, prejudicando vendas ao setor público.

"O que observamos é que os clientes mantêm as previsões de investimentos, mas no mês de outubro, ninguém vai se comprometer com datas", afirmou Claudia Goulart, gerente-geral para a divisão de cuidados com a saúde da GE na América Latina. "Esperamos que no mês que vem, quando o cenário estiver mais estabilizado, os negócios voltam ao normal."

Os clientes da empresa precisarão enfrentar custos de crédito mais altos. É que a empresa agora oferece crédito a taxa libor mais 8%. Anteriormente o crédito era oferecido a libor mais 2% a 3%. Claudia afirmou que não verificou problemas com o pagamento das parcelas dos financiamentos já realizados, que foram realizados a taxa fixas mas seguindo a variação cambial. "Nessas ocasiões, é normal que o cliente mude a data de remessa, provavelmente na semana passada ninguém fechou remessa, mas esta semana com o cambio a taxas um pouco melhores, a situação se normaliza."

Na Siemens, há muita confiança no futuro promissor do setor. Não é para menos, a companhia, que encerra o exercício em setembro, registrou nos 12 meses terminados no último dia 30 crescimento de 70% nas encomendas de equipamentos médicos, em valores contabilizados em euros. Muito acima dos 19% previstos pelo mercado e quase o dobro dos 36% contabilizados pela concorrente GE, de janeiro a setembro.

Segundo o diretor da unidade de soluções médicas da Siemens, Renato Buselli, entre as razões para tal crescimento estão o lançamento de uma maior quantidade de produtos, "mais adequados ao mercado brasileiro", e a maior disponibilidade - já que a companhia se antecipou e realizou importações antes mesmo que os negócios fossem fechados -, e a reestruturação da área de vendas, iniciada em 2006 e que aumentou a força própria.
Buselli disse não acreditar na retração do mercado. Para ele, o envelhecimento da população e a preocupação por parte dos operadores de saúde em reduzir os custos com tratamento - e portanto incrementar a atuação em diagnóstico antecipado - devem garantir um crescimento das vendas de equipamentos, mesmo que o custo dos aparelhos encareça um pouco devido ao dólar mais caro. "Se analisarmos bem, percebemos que a oscilação do câmbio não é tão grande assim", disse, citando que o aumento do imposto predial, dos salários e da taxa de inflação ao longo dos cinco anos foi acima da variação do câmbio no mesmo período . "O dólar a R$ 1,7 é que era irreal."

Tanto a Siemens como a GE garantiram que mantêm em curso os planos de investimentos. A Siemens, que possui uma fábrica de equipamentos para raio X, planeja a construção de uma nova unidade, que deverá ter duas linhas, uma de equipamentos para mamografia e outra para um aparelho ainda mantido em sigilo. A previsão é de que a nova fabrica, que tem investimento previsto em US$ 30 milhões, entre em operação no final de 2009, embora a companhia ainda esteja avaliando o melhor local para a sua instalação. Na GE já está em curso a construção de uma fábrica de US$ 50 milhões que produzirá equipamentos de raio X em Contagem (MG). A previsão é que a unidade entrará em operação até meados do ano que vem.
"Não se pode deixar que um pequeno momento de adversidade contamine e distraia a atenção", disse Buselli, que defende a desburocratização dos trâmites de comercio exterior, de forma a estimular o fortalecimento do parque fabril de equipamentos médicos. A companhia, informou, chega a levar 15 dias para liberar componentes ou equipamentos da alfândega.

Esse foi um dos principais motivos que levou a Philips a investir US$ 300 milhões na implantação de uma fábrica de aparelhos de ressonância magnética em Lagoas Santa (MG), inaugurada ontem. A unidade, que também produz equipamentos de raio X digital, passará a fabricar equipamentos de tomografia computadorizadas dentro de três meses. Segundo o vice presidente da Philips para a área de cuidados com a saúde, Dauzio Sperazini, os produtos importados exigem um prazo de oito meses para a entrega, pois inclui a viagem de navio e o tempo gasto com desembaraço aduaneiro. "Os equipamentos brasileiros serão entregue apenas 15 dias depois de realizado o pedido", declarou. Os concorrentes ressaltam, porém, que cerca de 70% dos aparelhos de ressonância que serão produzidos no País possuem conteúdo nacional. E que o incentivo de importação que alguns estados dão compensarão eventuais ganhos de custo que a Philips têm e minimizam o impacto prejudicial da produção nacional nas vendas.

Sperazini avalia que o mercado brasileiro é muito promissor, sobretudo no setor público, que são desaparelhados nessa área. No entanto, Franco Pallamolla, presidente da Associação dos Fabricantes de Produtos Médicos e Odontológicos (Abimo), avalia que se a crise se intensificar, o governo pode se ver obrigado a reduzir gastos. A associação mantém a previsão de crescimento de em 19% para este ano. Para 2009, porém, Pallamolla, agora trabalha com alta de 10% a 15%, ante os 18% inicialmente previstos. "Os exportadores de equipamentos não informaram qualquer dificuldade por problemas de crédito e até acredito que podem encontrar oportunidades, ja que algumas empresas recuperam fôlego depois de restringir as vendas externas por conta do crédito", acrescentou.


12. Fábrica brasileira em Moçambique
Gazeta Mercantil
15/10/2008


Brasília, 15 de Outubro de 2008 - Até o fim deste ano, o Brasil deve finalizar a primeira parte da construção de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique. A fase inicial inclui adequação de área física, capacitação de corpo técnico e aquisição de equipamentos, segundo informou o laboratório Farmanguinhos, responsável pela produção desse tipo de medicamento distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com HIV. O laboratório, com sede no estado do Rio de Janeiro e ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), será o responsável por coordenar os trabalhos da nova fábrica na África.

Segundo o coordenador da Unaids no Brasil (órgão das Nações Unidas para a aids), Pedro Chequer, Moçambique não é signatário do acordo mundial sobre patentes o que faz com que a fábrica de Farmanguinhos, no país africano, seja estratégica para o Brasil. "Os países mais pobres têm uma espécie de ''termo de graça'' que eles podem produzir [medicamentos] e não são obrigados a adotar a lei de patentes de imediato. O Brasil adotou essa lei precocemente e isso foi realmente ruim e uma perda muito grande do ponto de vista econômico e da capacidade técnica."

Para ele, a fábrica em Moçambique é um exemplo de que projetos, experiências e estratégias brasileiras no combate à aids vêm sendo adotados por outros países. "O Brasil se antecipou ao associar terapia e prevenção e se antecipou ao fazer tratamento anti-retroviral. Na época, inclusive, o país foi criticado pelo Banco Mundial e por cientistas que diziam que nós estávamos cometendo uma impropriedade técnica e que iríamos gerar um exército de pessoas resistentes a medicamentos, por causa do uso de anti-retrovirais." Para ele, o país sai na frente ao implementar uma fábrica e um escritório em Moçambique .

13. Siderúrgicas garantem investimentos na produção
Gazeta Mercantil
15/10/2008

São Paulo, 15 de Outubro de 2008 - Retração dos preços do aço no mercado internacional, cortes de produção, dificuldade de crédito, cenário incerto para a demanda. Tudo isso parece não afetar o otimismo do setor siderúrgico nacional. Os principais grupos com atuação no Brasil garantiram, ontem, que manterão os investimentos em ampliação da produção, sem qualquer postergação de prazo, pelo menos por enquanto. É o que afirmou ontem o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Roberto de Azevedo.

De acordo com ele, as metas de produção de aço bruto para este ano, de 37 milhões de toneladas, alta de 7,4% ante 2007, estão mantidas, apesar de algumas produtoras de aço estarem fazendo ajustes de produção neste semestre, com a realização de paradas de manutenção, que foram antecipadas.
"Existem necessidades de manutenção e diante da conjuntura se antecipa paradas. Mas isso não significa que vão produzir menos anualmente", disse Azevedo a jornalistas, após evento para divulgação de relatório de sustentabilidade do setor.

A exemplo do equivalente mundial, a Associação Mundial do Aço (WSA), o IBS também prefere não revelar projeções para o ano que vem. "Para 2009, qualquer projeção é especulativa, mas não vejo motivo para o setor siderúrgico não crescer mais que o PIB (Produto Interno Bruto) ano que vem." A expectativa do mercado é de que o PIB cresça 3,5% em 2009. "Esse cenário ainda é de crescimento, de crescimento produtivo, e isso é bom", afirmou.
Mesmo diante de incertezas sobre o mercado de crédito, o setor siderúrgico se mostra confiante: "Não existem problemas de crédito que possam reduzir a velocidade de implantação dos projetos de expansão", disse o presidente do IBS.

A indústria produtora de aço do Brasil projeta investimentos de US$ 58,7 bilhões entre o ano passado e 2015, elevando a capacidade produtiva de 41 milhões de toneladas anuais para 66,7 milhões de toneladas por ano. Se forem incluídas as 16,5 milhões de toneladas previstas em projetos em estudos, o total subirá para 83,2 milhões de toneladas.
"Os projetos em estudo podem sofrer alteração", afirmou Azevedo, ao responder pergunta sobre os planos que ainda estão nas pranchetas das siderúrgicas. Segundo ele, a maior parte dos recursos para os investimentos está saindo do caixa das próprias empresas ou de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Redução
Entre as siderúrgicas que estão avaliando seu parque produtivo está a ArcelorMittal Brasil, unidade do maior grupo siderúrgico do mundo, a ArcelorMittal, que sinalizou em setembro que pretende cortar produção em 15% para dar sustentação aos preços. Os cortes se concentrariam primeiramente em produtos de aço longo. Ao ser questionado sobre a estratégia da empresa no Brasil, o presidente da ArcelorMittal Brasil, presente ao evento do IBS, José Armando Campos, afirmou que estão "estudando que ajustes, vamos ter que fazer em função da evolução da demanda nesses últimos três meses". "Estamos em uma fase de analisar."

Especificamente sobre o mercado de construção civil, importante consumidor de aços longos, Campos brincou: "Tem um sinal vermelho dizendo que o crédito vai ficar mais escasso, mas quando se abre um jornal de São Paulo no Domingo, não tem nem como ler, de tanto anúncio imobiliário. Alguma coisa tem que estar errada."
Ele não confirmou informação de relatório do Goldman Sachs de que a ArcelorMittal Tubarão, no Espírito Santo, estuda cortar produção de placas em 20%neste final de ano. "Ninguém veio aqui perguntar, não confirmo esse número. Esse número está errado.

Eu estou estudando. A gente tem sempre que diferenciar curto e longo prazo. No curto, é problema de conjuntura, mas no longo prazo você acha que alguém mexe em projeto que gastou tempo, consultor, inteligência de mercado, estratégia? Ninguém muda estratégia assim no botãozinho, de jeito nenhum."


14. Faturamento da VarigLog atinge R$ 30 milhões
InvestNews
15/10/2008

SÃO PAULO, 15 de outubro de 2008 - A VarigLog, por meio da sua nova direção, informou que em setembro o faturamento foi de R$ 30 milhões. Esse dado representa um salto de 76% em relação a abril, quando mudou a direção da empresa.
Com isso, a companhia recupera as fatias perdidas de mercado, além de conseguir novos contratos e clientes.


15. Petrobras participa de descoberta em Angola

InvestNews
15/10/2008

SÃO PAULO, 15 de outubro de 2008 - A Petrobras descobriu petróleo no Bloco 15/06, em águas profundas angolanas, no qual possui 5% de participação, por meio da sua subsidiária Petrobras Internacional Braspetro. A descoberta ocorreu no poço N'Goma-1, localizado a cerca de 350 quilômetros de Luanda. A Sonangol E.P. é a concessionária do bloco e a Eni Angola, a operadora, com 35% de interesse.

Os outros parceiros do bloco são Sonangol P&P (15%), SSI Fifteen Limited (20%), Total (15%), Falcon Oil Holding Angola AS (5%) e Statoil Angola Block 15/06 AS (5%).
O poço N'Goma-1 foi perfurado em profundidade de água de 1.421 metros e profundidade total de 3.383 metros. O poço está em uma zona produtiva, com 127 metros de rochas impregnadas de petróleo e gás. O petróleo extraído foi testado e possui densidade de 22,5º API, superando as expectativas e confirmando o grande potencial do Bloco 15/06.

Após a descoberta de N'Goma-1, serão perfurados outros poços em estruturas vizinhas, com o objetivo de avaliar o potencial e buscar sinergias para o desenvolvimento da parte ocidental do Bloco 15/06.

A Petrobras iniciou a atuação em Angola em 1979. 'A empresa aposta fortemente no potencial do país e tem investimentos previstos de US$ 900 milhões para o período 2008-2012, de acordo com o último Plano de Negócios', diz um comunicado. A companhia tem em Angola a maior campanha de poços exploratórios offshore e conta com o quarto maior investimento individual da Petrobras no exterior.

16. Economia brasileira deve crescer 5,22% em 2008, revela Focus
Valor Online
20/10/2008 10:35

SÃO PAULO - O mercado financeiro prevê um crescimento de 5,22% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, mostra o Boletim Focus mais recente, elaborado e divulgado pelo Banco Central (BC). Na semana anterior, constava do documento a estimativa de expansão de 5,23%. Em 2009, a economia deve crescer 3,35% em vez de 3,50%.

Os analistas aguardam déficit em conta corrente de US$ 29 bilhões para 2008, sem mudança. Para o calendário seguinte, o resultado deficitário deve ser de US$ 33,23 bilhões na conta corrente frente ao déficit de US$ 33,10 bilhões previsto anteriormente.
Sobre a balança comercial, o prognóstico é de superávit de US$ 24 bilhões neste ano, acima dos US$ 23,88 bilhões estimados anteriormente. Quanto a 2009, a estimativa é de saldo comercial positivo de US$ 12,70 bilhões em lugar de US$ 12 bilhões.

O mercado projeta ingresso de US$ 35 bilhões em investimento estrangeiro direto neste ano, inalterado, e de US$ 30 bilhões em 2009, também sem modificação.
No caso da produção industrial, a perspectiva é de elevação de 5,45% neste exercício e de 4% em 2009.
(Valor Online)


17. Vendas de PCs cresceram 15,8% no terceiro trimestre, afirma IDC

Valor Online
17/10/2008 17:21

SÃO PAULO - O mercado mundial de PCs cresceu 15,8% no terceiro trimestre, pouco abaixo do esperado pela consultoria IDC. O resultado, porém, é considerado positivo, uma vez que foi obtido em meio ao agravamento da crise financeira global. Segundo a consultoria, o desempenho do setor foi beneficiado pelos bons resultados na região da Europa, Oriente Médio e África.

"A proliferação de PCs portáteis de baixo custo (mininotebooks) coincidiu perfeitamente com as condições do mercado", afirmou o analista do Levantamento Trimestral de PCs do IDC, Jay Chou. "À medida que mais modelos de baixo custo entram no mercado, um novo pico de pedidos pode surgir entre os fabricantes enquanto o mercado tende para o lado de notebooks com cada vez mais baixos preços médios de venda. O que resta avaliar é quanta canibailização irá ocorrer, e qual o grau de influência que a crescente pressão econômica terá sobre o crescimento do mercado de PCs no ano que vem", acrescentou.

Segundo o analista, as condições difíceis do mercado se aceleraram no final do trimestre. Mas, embora tenha havido uma contração nos negócios no segmento corporativo, em reflexo das reduções nos orçamentos de tecnologia, os gastos relacionados ao período de volta às aulas serviu para compensar parcialmente essa queda.

"O IDC espera que os problemas econômicos nos EUA impactem ainda mais os gastos com computadores, tanto no segmento corporativo como entre consumidores, no período de festas de fim de ano", acrescentou o analista de Computação Pessoal do IDC, Doug Bell.

Segundo o IDC, a Hewlett-Packard (HP) manteve a liderança no mercado mundial, tendo vendido 15,09 milhões de unidades no terceiro trimestre, 14,9% mais que no mesmo período de 2007. Ainda assim, sua participação de mercado caiu de 19% para 18,8% no intervalo.

A vice-líder do mercado, a Dell, teve desempenho semelhante, elevando em 11,4% suas vendas, para 11,34 milhões de unidades comercializadas no terceiro trimestre, mas vendo cair sua participação de mercado. Entre julho e agosto de 2007, a companhia tinha fatia de 14,7% do segmento de PCs global e, em mesmo período deste ano, essa fatia encolheu para 14,2%.

O melhor desempenho foi obtido pela terceira maior empresa do setor, a taiwanesa Acer, que apresentou expansão de 86,3% nas vendas no terceiro trimestre, ante os mesmos três meses de 2007, para 10,03 milhões de aparelhos. Com isso, sua participação de mercado passou de 7,8% para 12,5% no período. A empresa, porém, foi beneficiada pela incorporação das empresas Gateway e Packard-Bell, que inflou seu resultado neste ano.

Ainda assim, mesmo considerando os resultados das três companhias obtido no terceiro trimestre do ano passado, a expansão da Acer foi bastante significativa no período. Segundo o IDC, com essas bases, a fabricante taiwanesa registrou alta de 56,6% nas vendas, e um aumento de 3,2 pontos percentuais em sua participação de mercado.

(José Sergio Osse | Valor Online)

18. Progress não aposta em crise no Brasil e mantém projeções para o país
Valor Online
16/10/2008 18:47

SÃO PAULO - A fornecedora de softwares de gestão corporativa Progress Software não irá reduzir suas expectativas de negócio para o Brasil, mesmo com a crise financeira internacional. Ainda assim, a empresa admite que ainda precisa analisar melhor a situação econômica mundial e avaliar seu impacto sobre a operação de seus clientes e, conseqüentemente, em sua própria.

A empresa planeja um crescimento de entre 25% e 30% em suas receitas no Brasil neste ano fiscal - que se encerra em novembro. Para o presidente da companhia no país, Luiz Cláudio Menezes, a economia brasileira não será tão impactada como a de outros países pela crise. "Temos muito otimismo para o ano e também com relação a 2009 e mesmo 2010, pois estamos vendo uma manutenção na curva de crescimento", afirma Menezes.

Segundo o executivo, os fundamentos da economia brasileira ainda são muito sólidos e uma espécie de blindagem em relação ao pior da crise. "A situação é tal que a dúvida reside em se vamos crescer muito ou pouco, mas certamente haverá expansão no mercado", afirma ele.

A opinião do executivo local é respaldada pelo diretor-geral da empresa para a América do Sul, Carlos Atehortua, que projeta para o país um crescimento de 2,8%. "Não vemos um risco muito grande para o real. Certamente não teremos o ritmo anterior de crescimento no país, que era forte, mas definitivamente não haverá uma depressão", afirma o Atehortua.

No mercado global, porém, a avaliação da empresa ainda é incerta a respeito da crise. Para o vice-presidente para as Américas da Progress, Larry Diloretto, a crise apresenta dois lados. Um deles é a exigência que recai sobre fornecedores de tecnologia, como sua empresa, de acompanhar os clientes de forma a ajudá-los a encontrar os melhores produtos e serviços para enfrentar a turbulência econômica, adaptando sua oferta às necessidades e capacidades.

"Por outro lado, investidores como Warren Buffett agora estão lá, investindo, se aproveitando das oportunidades desse momento", diz Diloretto. Segundo ele, muitas empresas ainda apresentam balanços saudáveis e irão utilizar a situação do mercado para realizar investimentos necessários em ampliação e modernização.

Ele reconhece, porém, que a crise terá um efeito cumulativo que pode, em algum momento, afetar os negócios da Progress. "Assistimos aos mesmos programas de TV e lemos os mesmos jornais. Sabemos que sem crédito os consumidores não podem comprar e, sem consumo, a indústria não produz", afirma Diloretto. "Nossa vantagem é atuar de forma bastante distribuída, em vários segmentos do mercado, o que pode minimizar os efeitos da crise que nos serão trazidos por nossos clientes", acrescenta.

Segundo ele, a empresa ainda irá se reunir, buscando análises de seus líderes regionais para, então, definir qual o potencial de risco da crise em suas operações e o que fazer para prevenir problemas maiores. Até agora, porém, ainda é incerto para a Progress qual é sua vulnerabilidade global.

"Estamos trabalhando próximos de nossos clientes para ajustar nossos planos de acordo com a tendência que observamos em suas operações", afirma Diloretto. "Isso nos permite tomar atitudes rápidas em resposta aos efeitos que a crise terá sobre nossos clientes", acrescenta.

Diloretto, porém, corrobora a visão de que o Brasil deverá ficar mais imune à crise que outros mercados. "O Brasil sempre liderou o crescimento na região da América Latina, e essa tendência deve se manter", afirma ele.

A companhia, cujas principais concorrentes são a IBM e a Oracle, tem uma grande parceria com Datasul, recém adquirida pela Totvs. Segundo Menezes, a integração das duas empresas brasileiras pode resultar em boas oportunidades para a Progress, uma vez que terá uma base mais ampla de clientes na parceira para oferecer seus produtos e serviços.

No terceiro trimestre deste ano, a empresa elevou em 4% sua receita, que chegou a US$ 127 milhões. Apenas com licenças de software, ela apresentou faturamento de US$ 46 milhões, 5% mais que em igual trimestre de 2007. A empresa não divulga dados regionais de receita, embora diga que, na América Latina, o Brasil é responsável por cerca de 70% de seus negócios.

(José Sergio Osse | Valor Online)


19. Vendas de PCs cresceram 15,8% no terceiro trimestre, afirma IDC
Valor Online
17/10/2008 17:21

SÃO PAULO - O mercado mundial de PCs cresceu 15,8% no terceiro trimestre, pouco abaixo do esperado pela consultoria IDC. O resultado, porém, é considerado positivo, uma vez que foi obtido em meio ao agravamento da crise financeira global. Segundo a consultoria, o desempenho do setor foi beneficiado pelos bons resultados na região da Europa, Oriente Médio e África.

"A proliferação de PCs portáteis de baixo custo (mininotebooks) coincidiu perfeitamente com as condições do mercado", afirmou o analista do Levantamento Trimestral de PCs do IDC, Jay Chou. "À medida que mais modelos de baixo custo entram no mercado, um novo pico de pedidos pode surgir entre os fabricantes enquanto o mercado tende para o lado de notebooks com cada vez mais baixos preços médios de venda. O que resta avaliar é quanta canibailização irá ocorrer, e qual o grau de influência que a crescente pressão econômica terá sobre o crescimento do mercado de PCs no ano que vem", acrescentou.

Segundo o analista, as condições difíceis do mercado se aceleraram no final do trimestre. Mas, embora tenha havido uma contração nos negócios no segmento corporativo, em reflexo das reduções nos orçamentos de tecnologia, os gastos relacionados ao período de volta às aulas serviu para compensar parcialmente essa queda.

"O IDC espera que os problemas econômicos nos EUA impactem ainda mais os gastos com computadores, tanto no segmento corporativo como entre consumidores, no período de festas de fim de ano", acrescentou o analista de Computação Pessoal do IDC, Doug Bell.

Segundo o IDC, a Hewlett-Packard (HP) manteve a liderança no mercado mundial, tendo vendido 15,09 milhões de unidades no terceiro trimestre, 14,9% mais que no mesmo período de 2007. Ainda assim, sua participação de mercado caiu de 19% para 18,8% no intervalo.

A vice-líder do mercado, a Dell, teve desempenho semelhante, elevando em 11,4% suas vendas, para 11,34 milhões de unidades comercializadas no terceiro trimestre, mas vendo cair sua participação de mercado. Entre julho e agosto de 2007, a companhia tinha fatia de 14,7% do segmento de PCs global e, em mesmo período deste ano, essa fatia encolheu para 14,2%.

O melhor desempenho foi obtido pela terceira maior empresa do setor, a taiwanesa Acer, que apresentou expansão de 86,3% nas vendas no terceiro trimestre, ante os mesmos três meses de 2007, para 10,03 milhões de aparelhos. Com isso, sua participação de mercado passou de 7,8% para 12,5% no período. A empresa, porém, foi beneficiada pela incorporação das empresas Gateway e Packard-Bell, que inflou seu resultado neste ano.

Ainda assim, mesmo considerando os resultados das três companhias obtido no terceiro trimestre do ano passado, a expansão da Acer foi bastante significativa no período. Segundo o IDC, com essas bases, a fabricante taiwanesa registrou alta de 56,6% nas vendas, e um aumento de 3,2 pontos percentuais em sua participação de mercado.

(José Sergio Osse | Valor Online)


20. Brasil Telecom registra lucro de R$ 164 milhões no trimestre
Valor Online
15/10/2008 19:55

A Brasil Telecom Participações obteve lucro líquido de R$ 164,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma alta de 9,2% sobre o ganho da empresa no mesmo período de 2007, quando somou R$ 150,3 milhões.

A receita bruta da companhia cresceu 8,2%, passando de R$ 3,997 bilhões para R$ 4,326 bilhões. A alta foi puxada principalmente pelo faturamento maior com serviços de transmissão de dados, que subiu 39,7%, para R$ 984 milhões.

As receitas com telefonia fixa e telefonia móvel ficaram praticamente estáveis, com avanço respectivo de 1,7%, para R$ 2,800 bilhões, e 0,1%, para R$ 540 milhões.

Após deduções e impostos, a receita líquida da empresa mostrou alta de 3,4%, para R$ 2,841 bilhões. Enquanto isso, os custos e despesas aumentaram 6,2%, para R$ 1,889 bilhões.

Desta forma, o resultado da empresa medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 1,8%, para R$ 952,5 milhões.

Como a depreciação e amortização neste trimestre foram 16,8% menores do que as do mesmo período do ano anterior, o lucro operacional da Brasil Telecom Participações (antes do resultado financeiro) subiu 23,5%, para R$ 446,9 milhões.

Esse mesmo ritmo de crescimento não apareceu na última linha do balanço porque o resultado financeiro da empresa foi pior neste trimestre, saindo de uma despesa líquida de R$ 18,5 milhões entre julho e setembro de 2007, para um gasto de R$ 59,9 milhões no mesmo período deste ano.

Segundo a BrT, o motivo para a mudança foi o efeito da variação cambial na parcela da dívida da empresa em moeda estrangeira que não está protegida por operações de hedge.

(Valor Online)

21. Infraero investe R$ 1,1 milhão em internet gratuita para aeroportos
Valor Online
15/10/2008 18:26

SÃO PAULO - A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) anunciou que irá instalar sistemas de rede sem fio gratuita em 12 dos aeroportos que administra no Brasil. Os sistemas, que permitirão o acesso sem fio à internet, começam a funcionar em dezembro deste ano e custaram R$ 1,1 milhão em investimentos.

Os aeroportos que receberão o sistema inicialmente serão os de Guarulhos e Congonhas (SP), Galeão e Santos Dumont (RJ), Brasília (DF), Confins (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Manaus (AM), Belém (PA), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

Além da internet gratuita a passageiros, a infra-estrutura da Infraero também poderá ser oferecida a companhias aéreas, lojas e outras empresas presentes nos aeroportos. Nesse caso, elas poderão utilizar o sistema da Infraero para a implantação de redes locais de dados.

Segundo a estatal, o objetivo é implantar o sistema em todos os 67 aeroportos que administra no país. Apenas em 2009, mais 20 terminais receberão os equipamentos necessários para o fornecimento do serviço.

"Os aeroportos já se preparam para a alta estação e, sem dúvida, esse é um dos serviços que facilitam a vida de quem estiver embarcando, fazendo conexões ou simplesmente transitando pelos nossos aeroportos", afirmou o presidente da estatal, Sergio Gaudenzi. "Para o final do ano, estamos prevendo novamente um período de tranqüilidade, como foi o último", acrescentou.

Ainda de acordo com a Infraero, o sistema que será implantado nos aeroportos tem alto grau de segurança e capacidade para detectar pontos de acesso intrusos. Além de detectá-los, o sistema permite anular seu acesso controlando as potências dos pontos autorizados.

Além do serviço de internet grátis, a rede sem fio permitirá maior controle de bens nas dependências do aeroporto, notadamente bagagens, que poderão ser equipadas com etiquetas eletrônicas que emitem sinais de rádio (RFID) para facilitar seu rastreamento. Cada um dos aeroportos será equipado com uma antena com capacidade para suportar até 45 operadoras.

(José Sergio Osse | Valor Online)

22. Faturamento de TV por internet deve chegar a US$ 4,5 bilhões neste ano
Valor Online
25/09/2008 16:22

SÃO PAULO - O número de assinaturas de TV por internet (IPTV) deverá crescer 64,1% neste ano, atingindo a marca de 19,6 milhões de assinantes em todo o mundo, contra apenas 12 milhões no ano passado. Segundo a consultoria Gartner, o faturamento desse setor vai praticamente dobrar entre 2007 e esse ano, passando de US$ 2,3 bilhões para US$ 4,5 bilhões - uma expansão de 93,5%.

De acordo com o levantamento, 1,1% dos domicílios mundiais terão assinaturas de IPTV até o fim deste ano. Em 2012, porém, esse percentual terá subido para 2,8%, enquanto o faturamento do setor deverá ser de US$ 19 bilhões.

"A maior mudança desde 2007 é o rápido advento de novos entrantes no mercado, acelerando o consumo de vídeos e levando a uma demanda maior sobre os operadores de IPTV para que inovem em sua atividade", afirma o diretor de Pesquisa do Gartner, Elroy Jopling. "O campo de consumo de vídeos deverá ficar cada vez mais movimentado", acrescentou.

Para o Gartner, o YouTube e o Joost são exemplos de novos competidores nesse mercado, assim como redes de sites sociais como o MySpace e o Facebook. Além disso, fabricantes de aparelhos eletrônicos começam a oferecer seus próprios produtos para esse mercado, como a AppleTV, da Apple.

Essa tendência tem movimentado inclusive empresas que vendem vídeo por demanda ou realizam aluguéis de filmes, como a Amazon, a Netflix e a Blockbuster. Todas elas estão desenvolvendo, ou já o fizeram, aparelhos específicos para o download de vídeos.

A Europa Ocidental é hoje a região mundial com maior penetração da IPTV por assinatura. Ao final deste ano, ela deve ter acumulado 8,2 milhões de assinantes, que passarão a ser 18,8 milhões em 2012. A América do Norte, por outro lado, é a maior fonte de receita para o setor, com expectativa de gerar US$ 2 bilhões neste ano e US$ 8 bilhões em 2012.

"Antes de 2008, a ênfase dos operadores de IPTV vinha sendo a expansão de sua presença e a oferta eficiente de uma alternativa a TVs a cabo e por satélite", afirmou Jopling. "No futuro, especialmente em mercados desenvolvidos, veremos uma ênfase na inovação e na diferenciação de serviços de TV paga", acrescentou.

(José Sergio Osse | Valor Online)


23. Embraer acelera em 34% entrega de aeronaves em 2008
Valor Online
10/10/2008 20:33

SÃO PAULO - A Embraer fechou o terceiro trimestre de 2008 com 145 jatos entregues, o que representa um volume 34% maior do que as 108 aeronaves entregues nos nove primeiros meses de 2007. A partir desse resultado, a companhia reafirmou sua expectativa de entregar de 195 a 200 unidades até o final do ano, além de dez a 15 jatos Phenom 100.

Entre julho e setembro, foram 48 unidades entregues, sendo 37 jatos comerciais, 9 executivos e 2 para o mercado de defesa e governo. O desempenho do terceiro trimestre foi inferior ao registrado entre abril e junho, quando a Embraer entregou 52 unidades. Nos primeiros três meses do ano, a companhia entregou 45 jatos.

A carteira de pedidos firmes da Embraer alcançou US$ 21,6 bilhões no terceiro trimestre, crescendo 4,3% sobre o resultado do trimestre anterior. Só para o segmento de aviação comercial, a companhia tem 459 pedidos firmes agendados, sendo que, mais da metade deles (253) são do modelo EMB 190. Neste grupo, a companhia totalizou a venda de 13 unidades no período, sendo 12 EMB 190 e um EMB 195.

Um dos problemas que a Embraer encontrou no segmento comercial foi a necessidade de adiar a entrega de três aeronaves ERJ 145 vendidos à Grand China Express. Além disso, a US Airways também não confirmou cinco ordens firmes de compra, que tornaram-se opções de compra, conforme cláusula contratual.

Na aviação executiva, as vendas incluem dois Legacy 600, um Lineage 100 e três Phenom 300. A Embraer destaca que os pedidos firmes da família Phenom já ultrapassaram a marca de 800 unidades e o programa Phenom 100 deve receber certificação neste quarto trimestre, conforme previsto.

No segmento de defesa e governo, foram negociados três jatos EMB 145 AEW & C para a Índia e 12 aeronaves Super Tucano para o governo chileno.

(Valor Online)

24. Apesar de crise, gasto com TI somará US$ 3,4 tri em 2008, diz Gartner
Valor Online
18/08/2008 17:01

SÃO PAULO - Os gastos mundiais com tecnologia devem atingir os US$ 3,4 trilhões em 2008, num aumento de 8% em relação ao ano passado. Apesar da crise econômica nos EUA e do dólar fraco, o setor permanece no caminho para chegar a esse valor, previsto pela consultoria Gartner.

"A desaceleração econômica puxada pelos EUA não dá sinais de que esteja causando uma recessão nos gastos com tecnologia (TI)", afirmou o vice-presidente do Gartner, Jim Tully. "Nos anos subseqüentes teremos uma redução no crescimento, mas os fundamentos continuam fortes. As regiões emergentes, a troca de sistemas obsoletos e algumas mudanças de tecnologia têm puxado a expansão", acrescentou o analista.

De acordo com o Gartner, os gastos com TI têm seguido tendências estratégicas na indústria. Entre eles está a mudança do sistema proprietário de hardware e software pelas companhias para um modelo de ativos virtualizados, pagos como serviço. Para a consultoria, a mudança na utilização de TI para um modelo baseado na internet (cloud computing) vai levar a um intenso crescimento em algumas áreas da indústria e a retrações em outras.

"Em geral, ativos serão utilizados com maior eficiência, e acreditamos que o efeito geral no crescimento do mercado será neutro", afirmou Tully. "Também reconhecemos que há um potencial considerável para um ritmo mais acelerado de crescimento", disse.

Pela avaliação do Gartner, os gastos mundiais com softwares devem crescer mais de 10% neste ano em relação a 2007, para US$ 196 bilhões. O segmento de serviços, por sua vez, deve fechar o ano com expansão de 9,4%, para US$ 819 bilhões.

Os maiores gastos nominais, porém, continuarão sendo na área de telecomunicações, embora o crescimento em relação a 2007 deva ser de 8%. No total, segundo o Gartner, os gastos nesse setor serão de US$ 1,98 trilhão neste ano.

"A maioria das companhias atualizaram seus sistemas de software no período entre 1997 e 2001, e portanto estamos no meio de um ciclo de atualização que deve se estender até depois do fim desta década", afirma a também vice-presidente do Gartner, Joanne Correia. "Ainda assim, a atualização de sistemas não representa um aumento equivalente no mercado", explica ela afirmando que o modelo de uso de softwares como serviço têm impactado diretamente o mercado mundial. "Muitos desses fatores têm afetado o crescimento do mercado à medida que as empresas trocam seus ativos por serviços cobrados por volume de uso", acrescenta.

Segundo o Gartner, a taxa de crescimento no mercado de serviços de TI tem melhorado apesar dos problemas macroeconômicos mundiais. Os motivos para isso têm sido o investimento das empresas na melhoria de seus processos internos com o objetivo de redução de custos, além da redução de risco de operação garantido com o uso da tecnologia para atuar em mais de um mercado.

(José Sergio Osse | Valor Online)

25. Vendas de servidores crescem 12,2% no segundo trimestre, diz Gartner
Valor Online
22/08/2008 19:43

SÃO PAULO - As vendas mundiais de servidores em unidades aumentaram 12,2% no segundo trimestre deste ano, ante igual período de 2007, para um total de 2,3 milhões de aparelhos. O faturamento com esses produtos, por sua vez, cresceu 5,7% no período, chegando a US$ 13,8 bilhões, segundo a consultoria Gartner.

"Apesar da retração econômica em alguns mercados, como os EUA, em uma base global, as vendas de servidores continuaram crescendo no segundo trimestre do ano", afirmou o vice-presidente de Pesquisa do Gartner, Jeffrey Hewitt.

De acordo com a consultoria, a IBM manteve a liderança mundial em faturamento. A companhia vendeu US$ 4,31 bilhões no segundo trimestre, 11,5% mais que no ano anterior. Em segundo lugar ficou a Hewlett Packard (HP), com vendas de US$ 3,81 bilhões, alta de 2,9% em relação a 2007. A terceira colocada, a Dell, porém, foi a que teve maior taxa de expansão em sua receita com servidores: 15%, para US$ 1,79 bilhão.

Em termos de unidades, a HP se manteve como a maior empresa no setor de servidores, tendo vendido 706,7 mil aparelhos no segundo trimestre deste ano, um aumento de 8,7% em relação a igual período de 2007.

Nesse ranking, segundo o Gartner, a Dell aparece em segundo lugar, tendo crescido 24,2% suas vendas em relação ao ano passado, e atingido um total de 577,1 mil servidores. A IBM, por sua vez, aumentou em 4,7% o número de aparelhos vendidos no segundo trimestre, atingindo a marca de 308,8 mil unidades.

(José Sergio Osse | Valor Online)

 

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