Sexta-feira, 24/10/2008
Ano VIII – edição 340




Celular ganha acesso à internet e revoluciona a forma de negociar

Gazeta Mercantil
22/10/2008

São Paulo, 22 de Outubro de 2008 - A internet está mudando hábitos e cada dia mais pessoas aderem à internet móvel. A banda larga sem fio avança de forma acelerada, os telefones se sofisticam e ao mesmo tempo se tornam mais baratos, a ponto de anunciarem uma grande transformação na forma como as empresas se relacionam com os funcionários, parceiros e fornecedores.

Os números do novo contexto mundial são grandiosos. O mercado de acesso à internet por dispositivos móveis deve movimentar US$ 80 bilhões em 2011, embutindo crescimento de 30% ao ano até lá. Naquela data haverá 1 bilhão de usuários móveis, pressupondo-se crescimento de 24% ao ano.

Nessa ordem de grandeza está baseada pesquisa mundial da IBM, por intermédio do Institute for Business Value (IBV), com a finalidade de mapear as demandas do consumidor. Foram feitas 700 entrevistas com o público.

Foco principal do estudo, os fabricantes de celulares estão fadados a perderem fatia de mercado se não reagirem às novas demandas do público. Quem não se aproximar do telefone que tem acesso amigável à internet vai perder fatia para cartões de banda larga e outras formas de acesso à web, disse a executiva da área de telecomunicação da IBM para América Latina, Manzar Feres.

Os serviços mais demandados serão os chamados transitórios e utilitários. Os mapas surgem como o campeão do interesse dos usuários. Em seguida está a troca de mensagens de texto. Em terceiro aparecem os emails, em quarto empatam serviços bancários com noticiário. A seguir virão os programas de IPTV e assim por diante.
Com a flexibilidade aumentando de forma progressiva, a relação do homem com seu trabalho vai sendo alterada. "Desde o acesso a emails até o fluxo de aprovações e videoconferências, toda a relação com as empresas deverá mudar", afirmou Manzar.

Todos os segmentos de negócios estão envolvidos na transformação que se aproxima, sem exceções. "Naturalmente as áreas de serviços de campo são mais beneficiadas, mas os efeitos vão se generalizar e um grande número de adeptos da internet móvel vai se tornar cada vez mais atuante", afirmou a executiva.
Vendas menores

Enquanto avança a internet com mobilidade, cairá a taxa de crescimento das vendas dos telefones celulares. Entre 2001 e 2007, as vendas de aparelhos cresceram 20% ao ano. Com a maturidade dos mercados, o crescimento baixou a velocidade para menos de 6% ao ano. Ao mesmo tempo, os preços vão caindo também, assim como os pacotes de serviços à internet. "As duas coisas juntas impactam no market share das fabricantes, e a internet móvel é uma das saídas para elas encontrarem a receita perdida", afirma a executiva.

Para isso, o modelo de negócios deve mudar. "Os clientes querem opções de escolha", disse Manzar referindo-se à oferta de serviços. Dentre os entrevistados, 69% querem dispositivos abertos à personalização e à configuração de aplicativos. Outro segmento em franca expansão é o do entretenimento pelo celular.


Net amplia investimentos

Gazeta Mercantil
22/10/2008

São Paulo, 22 de Outubro de 2008 - A Net Serviços de Comunicação, maior empresa de TV paga do País, acredita que o fato de atualmente vender também serviços de banda larga e de telefonia contribuam para que ela sinta menos os efeitos de uma possível crise econômica. Diante do crescimento acelerado no número de clientes nos últimos trimestres, a Net decidiu até elevar o volume previsto de investimentos este ano. Enquanto a expectativa anterior era de investir R$ 770 milhões, agora a companhia fala em aplicar perto de R$ 1 bilhão no exercício.

O presidente da companhia, José Félix, afirmou que a Net é uma empresa de serviços recorrentes "e por isso tem receita também recorrente". Ele acredita que, "independentemente da situação econômica do País as pessoas vão continuar a gerar demanda".
"Não esqueçam que a Net é uma companhia em ritmo claro de crescimento, não é uma companhia madura, com base estável", destacou o executivo em teleconferência após a divulgação dos resultados da companhia de terceiro trimestre. Por isso, ele ponderou que, em um cenário muito pessimista poderia no máximo imaginar uma diminuição no ritmo de crescimento. "A TV por assinatura sofria diretamente a desaceleração do PIB, eventualmente isso ainda é verdade, mas a TV paga é hoje um percentual do negócio da Net."

O balanço do terceiro trimestre mostra que a Net tem o equivalente a 4% das linhas de telefonia fixa do País. Mas Félix lembrou que a Net só atua em 79 cidades.
A Net espera a aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para promover uma reestruturação societária que vai permitir obter créditos fiscais.

Como explicou o diretor de relações com investidores, João Elek,a idéia é "melhorar a estrutura societária e minimizar o pagamento de tributos". Segundo ele, a empresa não tem idéia se a Anatel vai fazer a avaliação este ano. A Net pretende colocar todas as cerca de 80 subsidiárias debaixo da holding para aproveitar créditos fiscais dos prejuízos acumulados.
A companhia tem perdas acumuladas de R$ 1,269 bilhão e gostaria de usar R$ 891 milhões ainda não reconhecidos no balanço, de acordo com o executivo.

A Net, após fechar vários trimestres no azul, registrou prejuízo de R$ 64 milhões, gerado por um forte impacto da valorização de cerca de 20% do dólar sobre o real no trimestre passado.
Apesar de ter registrado melhora operacional, com um crescimento de 60% na base de unidades geradoras de receita (TV por assinatura, telefonia e banda larga, por exemplo), a companhia não conseguiu compensar na última linha de seu balanço o efeito contábil negativo da variação cambial do período.

A operadora registrou um resultado financeiro negativo de R$ 113,77 milhões no trimestre passado, ante desempenho também negativo, mas muito menor, de R$ 12,83 milhões um ano antes. Esse resultado foi impactado por uma variação cambial negativa de R$ 117,28 milhões nos três meses encerrados em setembro. A Net teve alta de 21% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), para R$ 247 milhões. A margem, porém, caiu de 27% para 26%, no período.

Bravox aposta na qualidade para vencer a crise mundial
Gazeta Mercantil
22/10/2008

São Paulo, 22 de Outubro de 2008 - A Bravox, empresa brasileira que há 55 anos produz sistemas de som automotivo - alto-falantes, caixas acústicas e amplificadores - não alterou sua rotina de produção e nem o programa de exportação por causa da crise financeira mundial. Com estratégia concentrada no desenvolvimento de novos produtos com design moderno e elevado conteúdo tecnológico a empresa vem conseguindo driblar todas as crises nos longos anos de atividades no País e prevê manter um crescimento do faturamento em 25% ao ano. Em 2008 a estimativa é faturar R$ 72 milhões e vender mais de 1,58 milhão de produtos.

"Depois de tantas crises que já enfrentamos nesses 55 anos - renúncia do presidente Jânio Quadros, golpe militar, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor, inflação alta - a crise financeira mundial não nos preocupa, mas estamos atentos e faremos todas as adequações que forem necessárias", disse Marcelo Lima de Freitas, diretor responsável pela produção e exportação da companhia.
Freitas é um dos filhos - de um total de sete - de Firmino Rocha de Freitas, engenheiro brasileiro que atuava no ramo de máquinas pesadas para pavimentação de estradas e que, em 1964, comprou 70% de participação na Bravox, empresa foi fundada em agosto de 1953 no bairro paulista de Horto Florestal por dois engenheiros alemães (Felix Ewald e Guilherme Joseph) refugiados da guerra alemã e ex-funcionários da Telefunken Internacional, tradicional fabricante de equipamentos eletrônicos.

Os dois alemães começaram suas atividades no Brasil produzindo 2 mil unidades por mês de alto-falantes para suprir as necessidades desse componente às montadoras de rádios em desenvolvimento no Brasil. "Os dois engenheiros tinham alto nível de conhecimento técnico e o meu pai adicionou o espírito empresarial à Bravox", disse o diretor da empresa. "Hoje a Bravox tem capacidade para fabricar 20 mil alto-falantes por dia".

Freitas conta que, em 1982, o seu pai Firmino disse que se "a empresa quisesse prosperar no mercado brasileiro tinha que exportar. Chegamos a exportar 35% da produção para o mercado europeu, norte-americano e asiático".
A Bravox exporta 18% da sua produção para 18 países: Alemanha, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, China, Coréia, Estados Unidos, Espanha, França, Itália, Inglaterra, México, Noruega, Portugal, Uruguai, Tailândia e Venezuela. O restante fica no mercado brasileiro de reposição. "Os países desenvolvidos são muito exigentes em qualidades", comentou Geraldo Borba de Araújo, diretor presidente da empresa.

Desenvolvimento brasileiro
Em 1996 a empresa transferiu toda a produção para Itú, no interior de São Paulo, e decidiu dar maior atenção não só para a qualidade do som automotivo, mas também ao design dos produtos para atender os consumidores brasileiros. "Todo o desenvolvimento dos produtos é feito no Brasil e utilizamos componentes de muitos fornecedores brasileiros", destacou Freitas.

Do faturamento total da Bravox - estimado em R$ 72 milhões neste ano - 35% são gastos com compras de materiais produtivos, sendo que de 25% a 30% são aquisição de componentes importados. "É uma forma de manter o hedge financeiro da empresa e equilibrar o volume exportado com as importações", explicou Freitas.

Para manter a trajetória de crescimento no mercado brasileiro e enfrentar a concorrência dos chineses, a Bravox apresentou ontem aos jornalistas em São Paulo sua nova linha de produtos - rádios automotivos com CD/MP3, DVD Wide e DVD 7 e amplificadores digitais de última geração - que estarão à venda no País a partir de novembro. Os rádios vão custar entre R$ 399 a R$ 1.399. No mercado internacional estarão disponíveis a partir de janeiro de 2009. "Com os novos produtos vamos concorrer com grandes marcas multinacionais com preço menor", disse Freitas.

A expectativa da Bravox é de vender 80 mil unidades de rádios em 2009 e de faturar R$ 40 milhões com esta nova linha de produtos, segundo Freitas.

No mercado brasileiro a Bravox tem como principais concorrentes cinco fabricantes nacionais: a Selenium, Hbusten, Thomas KL, Hinor e a Eros "No Brasil a Bravox chegou a ter 35% de participação no mercado de alto-falantes. Perdemos uma pequena participação para os chineses, mas voltamos a crescer em 2007", afirmou Araújo.

Na fábrica de Itú, onde trabalham 450 empregados, a Bravox reúne avançados equipamento e tecnologia de montagem. "Utilizamos técnicas, normas e padrões internacionais, pois o foco principal da empresa é a qualidade", destacou Freitas.
A empresa investe 5% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento e mantém na área de engenharia 20 pessoas dedicadas as exclusivamente à criação.

Parceria com estrangeiras
Para garantir maior qualidade aos produtos, a Bravox fechou pela primeira vez parceria com duas empresas estrangeiras - o nome não foi revelado - uma de origem belga e outra com sede em Hong Kong, para o desenvolvimento de novos CDs e DVDs. "A Bravox não olha somente para o Brasil, pois quer estar entre as melhores do mundo em tecnologia de produção", destacou Freitas.(Gazeta


Tropical Hotels rumo aos R$ 92 milhões em receita

Gazeta Mercantil
21/10/2008

São Paulo, 21 de Outubro de 2008 - Um ano após deixar a gestão do Hotel Cataratas, em Foz do Iguaçu, o grupo Tropical Hotels, de propriedade da antiga Varig (Fundação Ruben Berta), mostra que está mais viva do que nunca. E em vias de recuperar o faturamento perdido com a operação do hotel das Cataratas.

Segundo AdeniasGonçalves Filho, executivo de carreira na Varig e que assumiu o comando da empresa há um ano, o trabalho de recuperação tem dois focos principais: a valorização dos profissionais da empresa e a recuperação das vendas. "Estamos fazendo do Tropical um case do mercado de turismo brasileiro."

A empresa já reestruturou sua área de recursos humanos. O objetivo, explica, é gradualmente ir trazendo uma nova mudança de atitude para a organização. E melhorar a auto-estima dos profissionais. Aliás, o ambiente da sede da empresa, localizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em nada lembra os tempos difíceis da crise da Varig, em que muitos acreditavam que a rede hoteleira mais antiga do País também sucumbiria. O que não aconteceu. A empresa fez um processo de transição transparente da administração do hotel das Cataratas, hoje sob gestão da Orient-Express Hotels. E não fosse o mal-estar provocado por declarações de um representante da rede inglesa sobre as condições de conservação do Hotels das Cataratas, Gonçalves diria que a transição foi um sucesso. "Chegamos a ser homenageados com uma placa pela Orient-Express Hotels pelos nossos 48 anos de gestão do Hotel das Cataratas. Época em que fizemos tudo o que estava em nosso alcance e de acordo com o contrato", afirma, cujos termos são diferentes do contrato atual, que está permitindo à rede inglesa uma grande remodelação no hotel.

A empresa mantém hoje dois hotéis próprios, o Tropical Manaus, às margens do Rio Negro, e o hotel Tambaú, em João Pessoa (PB). É também locatária do Tropical Bahia, em Salvador. E administra ainda os hotéis Manaus Business e Oceano Praia, em Porto Seguro. "E estamos em busca de novos empreendimentos para a administração."

Quanto aos planos de expansão, Gonçalves afirma que só com o aporte de um sócio, cujas negociações estão paradas devido a crise. A rede ainda planeja voltar a Foz do Iguaçu, com a construção de um hotel, onde possui uma área de meio milhão de metros m. Por enquanto, só planos, como a possível construção de uma unidade hoteleira em Manaus.O momento é de lidar com a realidade, onde muito trabalho ainda tem de ser feito. Os primeiros resultados desse ano já são significativos. Em 2008, a empresa deve atingir um faturamento bruto de R$ 75 milhões, um resultado ainda inferior aos R$ 80 milhões de 2007, quando a rede contava com o Hotels das Cataratas. "Em 2009, vamos chegar a R$ 92 milhões", diz.

"Trabalhamos com uma política de estender os contratos corporativos para outras unidades da rede, aproveitando melhor a capacidade de ocupação dos demais hotéis", conta. O compromisso é crescer em média 20% ao ano em faturamento e hospedagem e competir com as grandes bandeiras.



Lucro da Natura cresce 31,6% no 3º trimestre

InvestNews
22/10/2008

SÃO PAULO, 22 de outubro de 2008 - A Natura informou hoje que registrou um lucro líquido de R$ 154 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa um aumento de 31,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa obteve um lucro líquido de R$ 117 milhões.

A receita bruta da companhia foi de R$ 1.246,2 bilhão entre julho e setembro, com crescimento de 18,5% em comparação a igual trimestre de 2007, quando a Natura apresentou uma receita bruta de R$ 1.052,0 bilhão. Já a receita líquida cresceu 22,3% no terceiro trimestre, para R$ 921,1 milhões. O resultado do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) alcançou R$ 227,3 milhões, contra R$ 179,1 milhões no terceiro trimestre de 2007, apresentando um crescimento de 27% entre os períodos. A margem Ebitda aumentou para 24,7% no período em análise.

O total de consultoras alcançou 803,9 mil no final do terceiro trimestre de 2008, apresentando um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Natura esclare que a combinação de uma política de hedge ampla e de uma alta liquidez posicionou favoravelmente a companhia para atravessar este período de instabilidade nos mercados financeiros. A empresa tem como política de gestão de risco manter seus resultados, projetados em período de pelo menos seis meses, o mais possível independente de oscilações cambiais.

O modelo de hedge leva em conta não só as posições de saldo em outras moedas, mas também os fluxo previstos neste horizonte de seis meses, com fornecedores e nossas operações internacionais. "Tomando o terceiro trimestre e previsões de fluxos para o quarto trimestre, estimamos um resultado líquido nestes seis meses de aproximadamente R$ 12 milhões de efeito favorável, considerando-se as paridades cambiais vigentes em 21 de Outubro de 2008", afirmou a companhia em comunicado. A Natura termina o terceiro trimestre deste ano com R$ 339,9 milhões em caixa, e total de financiamentos de R$ 519,5 milhões, com prazo médio de 15 meses.

Os quatro maiores bancos do Brasil devem lucrar mais de R$ 20 bilhões
Gazeta Mercantil
22/10/2008

São Paulo, 22 de Outubro de 2008 - Os ganhos líquidos dos quatro maiores bancos brasileiros poderão ultrapassar a cifra dos R$ 20 bilhões no acumulado deste ano até setembro, uma demonstração da robustez dessas instituições diante de uma crise financeira que vem derretendo a rentabilidade do sistema bancário mundo afora e levando à bancarrota empresas centenárias. Conforme estimativas da agência classificadora de risco Austin Rating, juntos Banco do Brasil (BB), Bradesco, Itaú Holding Financeira e Unibanco podem alcançar lucro líquido de R$ 20,62 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, comparativamente aos R$ 18,72 bilhões obtidos em igual intervalo de 2007.

"Os resultados dos grandes bancos serão bastante positivos, não somente no acumulado de 2008 até setembro, mas ao longo de todo o ano", diz Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating. As instituições começam a divulgar seus demonstrativos financeiros a partir da próxima segunda-feira, quando o Bradesco, tradicionalmente o primeiro, anuncia os seus números. Rodrigues, contudo, acredita que as instituições não deverão repetir a rentabilidade tão substanciosa em 2009 e que parte da indústria financeira, particularmente bancos de médio e pequeno portes, já começa a sofrer os efeitos da crise mais seriamente neste último trimestre, abalada pelo aperto da liquidez. Ele ressalta ainda que o acirramento da crise começou em meados de setembro, a duas semanas do fechamento do terceiro trimestre.

"Os fundamentos dos bancos menores são bons, mas a escassez de liquidez, com a fuga de depósitos e investidores, e a venda de ativos (carteiras de crédito, por exemplo) vão reduzir o crescimento projetado", explica Rodrigues, observando que as companhias que estão negociando carteiras em busca de uma maior liquidez, além de ter reduzida a rentabilidade, já que repassarão os spreads às empresas compradoras, e poderão ter também reduzido o próprio tamanho de suas operações com essas transações.

Crédito
O desempenho dos bancos nos últimos anos vem sendo impulsionado principalmente pelo crescimento do crédito, mercado que já começa a desacelerar, cenário que deverá se agravar em 2009. A Austin revisou as expectativas de crescimento do estoque de crédito brasileiro, que ultrapassou a casa de R$ 1 trilhão em agosto, de 32% neste ano para 30%, em relação ao patamar do final de 2007. Também reduziu de 28% para entre 22% e 25% a estimativa de alta para o próximo ano. A retração só não será mais agressiva, afirma Rodrigues, porque a economia continua em crescimento, apesar da revisão de perspectivas também para 2009. O produto interno bruto (PIB) brasileiro crescerá 3,5%, ante os 4,5% anteriormente previstos. Neste ano, aumenta 5,2%, diz.

Conforme as estimativas da Austin Rating, os lucros dos grandes bancos são significativos, apesar de não haver grandes saltos percentuais, com exceção do BB. A instituição pública deverá apresentar o maior ganho em termos percentuais no terceiro trimestre e no acumulado de 2008, impulsionado por efeitos extraordinários, como venda de participações em empresas, neste ano. No primeiro semestre, por exemplo, o lucro do banco já foi impactado fortemente pela venda de participação na Visa International. Para o período entre julho e setembro, a previsão da agência é que o BB tenha lucrado R$ 1,81 bilhão, um salto ante R$ 1,36 bilhão da mesma fase de 2007. Nos nove meses, o lucro líquido cresceu 51,04%, para R$ 5,8 bilhão até setembro último, indicam as projeções. Já o patrimônio líquido do BB sobe de R$ 23,06 bilhões para R$ 27,73 bilhões e a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido passa de 22,2% para 27,91%.

Os efeitos não recorrentes afetam também as comparações dos resultados do Itaú, mas neste caso os ganhos foram no ano passado, com a venda de participação na Redecard. Por isso, o lucro líquido do Itaú cai de R$ 2,42 bilhões no terceiro trimestre de 2007 para R$ 1,95 bilhão. No acumulado do ano, cai 6,37% e alcança R$ 6,03 bilhões. "Mas, operacionalmente, o resultado cresce", analisa Rodrigues. No terceiro trimestre de 2007, os efeitos extraordinários do Itaú somaram mais de R$ 850 milhões. A Austin prevê que o patrimônio do Itaú passe de R$ 28 bilhões para R$ 31,8 bilhões neste ano e a rentabilidade anualizada, de 30,7% para 25,30%.

O resultado líquido do Bradesco deverá atingir R$ 6,05 bilhões entre janeiro e setembro, uma evolução de 4,13%, de acordo com as projeções da agência. No comparativo dos terceiros trimestres, o lucro cresce de R$ 1,81 bilhão em 2007 para R$ 1,95 bilhão este ano. O patrimônio líquido da maior instituição financeira privada do País encerrou setembro em R$ 35,17 bilhões, em relação aos R$ 29,21 bilhões de um ano antes. Já a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido saiu de 26,5% para 22,96%.

O Unibanco obterá lucro 3,82% maior no acumulado de 2008, atingindo R$ 2,72 bilhões. No trimestre, o ganho sobe de R$ 1,19 bilhão para R$ 1,23 bilhão. O patrimônio líquido alcançará R$ 13,6 bilhões, comparativamente aos R$ 11,59 bilhões de setembro de 2007, com rentabilidade saindo de 30,1% para 26,72%. Rodrigues avalia que a rentabilidade dos bancos privados, mesmo em queda e sob impacto dos efeitos extraordinários, permanece bastante expressiva.


Grupo Fleury compra rede Biesp de análises clínicas

Gazeta Mercantil
24/10/2008

São Paulo, 24 de Outubro de 2008 - Com a aquisição do Biesp - Instituto de Patologia Clínica, o Grupo Fleury vai adicionar R$ 25 milhões à sua receita bruta anual nos próximos 12 meses. A compra, cujo valor não foi divulgado, é a quarta da empresa este ano e a 21 desde 2002.

Fundado em 1982, em Jundiaí, interior de São Paulo, o Biesp não realiza exames de imagem, é focado em análises clínicas que somam 1,5 milhão de exames por ano.

A empresa possui quatro unidades (duas em Jundiaí e outras duas na capital paulista) e há 22 anos é responsável pela realização de todos os exames de análises clínicas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. "É um laboratório muito bem alinhado com nossas características", diz o presidente do Grupo Fleury, Mauro Figueiredo.
Segundo o executivo, a compra reforça a presença do grupo dentro de hospitais em São Paulo, onde o Fleury já atua nos hospitais Sírio-Libanês, Sabará, Samaritano, Nove de Julho e Nossa Senhora de Lourdes.

O Fleury possui hoje 144 unidades de laboratórios de 15 bandeiras diferentes no País.
Desde o início de 2007 a empresa conta com uma nova estrutura composta por quatro Unidades de Negócio: Fleury Medicina Diagnóstica, NKB Medicina Diagnóstica, Fleury Hospital-Dia e Fleury Gestão de Saúde. O segmento de medicina diagnóstica representa 80% do faturamento do grupo.

A expectativa do Fleury é encerrar 2008 com faturamento de R$ 700 milhões, um crescimento de 24% em relação ao ano passado.
Segundo Figueiredo, a empresa possui várias negociações em estágios diferentes. "Em mercados maduros com São Paulo e Rio de Janeiro, não procuramos nada com receita abaixo de R$ 20 milhões", afirma, acrescentando o alinhamento em gestão e condições financeiras e jurídicas saudáveis como fatores avaliados para aquisições, que estão sendo feitas com caixa próprio e com recursos captados em bancos.

Além das compras de redes, o Fleury mantém também o crescimento orgânico. Até o final do ano serão dez unidades inauguradas.

Dasa compra Maximagem

Na segunda-feira, a Diagnósticos da América S.A. (Dasa), um dos principais concorrentes do Fleury, anunciou a aquisição da Maximagem por R$ 36,26 milhões, pagos, segundo a empresa, com recursos próprios.

A forma de pagamento vai depender da variação do caixa e do endividamento até a data da efetivação da aquisição.
A Maximagem é uma das maiores prestadoras de serviços de diagnósticos por imagem de São Paulo. Possui sete unidades em São Paulo, sendo duas hospitalares e uma localizada em Santo André, também hospitalar.
No ano passado, a rede registrou uma receita bruta de R$ 28,8 milhões de reais.

Telefônica testa tecnologia WiMax para alcançar a Net
Gazeta Mercantil
24/10/2008

São Paulo, 24 de Outubro de 2008 - Numa tentativa de ganhar terreno contra a concorrente Net na guerra da banda larga, a Telefônica começa hoje um teste com a tecnologia WiMax, em conjunto com a Motorola e a Intel.
A idéia da Telefônica é acrescentar ao seu portfólio de serviços uma nova opção que vai per mitir empacotar os três principais serviços de telecomunicações - banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa - em áreas onde essa possibilidade ainda não existe, inclusive fora do Estado de São Paulo.

Na verdade, a Telefônica já oferece o "triple play" em muitos locais de São Paulo, usando a própria rede de telefonia fixa e a tecnologia ADSL. Mas a Net, sua principal concorrente, está imprimindo velocidade mais acelerada no crescimento da mesma oferta empacotada, e tem conquistado mais clientes de banda larga. Já passou a Brasil Telecom e ameaça bater a Oi no próximo trimestre. Sabe-se que o nome do jogo do setor de telecomunicações hoje é banda larga. Logo, se existir uma forma de avançar nessa área, toda jogadora que se preze deve investir a totalidade de suas fichas.

Recentemente, a Telefônica adquiriu a TVA e com ela teve acesso à tecnologia MMDS (microondas) e à faixa de espectro de 2,5 Ghz. Essa faixa permite a utilização do WiMax, uma tecnologia já testada tecnicamente e que permitirá tráfego de dados em velocidades 50% a 300% mais elevadas que as tecnologias em uso atualmente. "É natural e até esperado que a Telefônica se servisse da faixa de freqüência e passasse a usar WiMax", afirmou o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.

"A Net lançou a estratégia 'triple play' com dois anos de antecedência e isso deu a ela um fôlego grande", afirmou o diretor de estratégia e regulação da Telefônica, Maurício Giusti.

A iniciativa da Telefônica - correr atrás do prejuízo - é, portanto, muito justificada e, se der certo, tem boas chances de eficiência. O teste pré-comercial é grátis, está voltado a consumidores residenciais e terá a duração de três meses, com possibilidade de prorrogação por mais três meses. Serão testados 150 consumidores nos bairros dos Jardins e Pinheiros, numa área de abrangência de três estações radiobase instaladas e testadas tecnicamente por um ano.

"Não há nenhuma dúvida quanto ao funcionamento e eficiência da tecnologia", afirmou o diretor de novos negócios da Motorola, José Geraldo Almeida, responsável pela implantação da infra-estrutura. Além disso, os moradores dos Jardins e de Pinheiros têm acesso a outras tecnologias - cabo da Net, fibra óptica da própria Telefônica, e terceira geração (3G) de várias operadoras móveis - e por isso terão base de comparação eficiente para aprovar o WiMax.

Embora a nova tecnologia capacite o tráfego de dados em velocidades elevadas, de 30 Megabits por segundo (Mbps), por exemplo, a Telefônica escolheu testar com 2 Mbps. Depois de São Paulo, poderá ser a vez de Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Antes disso, o próximo passo, esperam as empresas envolvidas, é a homologação dos equipamentos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Mesmo com crise, Oi garante manutenção de investimentos para 2009
Valor Online
24/10/2008

SÃO PAULO - O presidente da operadora de telefonia Oi (ex-Telemar), Luiz Eduardo Falco, garantiu hoje que a crise financeira internacional não irá comprometer os investimentos da companhia previstos para 2009. De acordo com o executivo, a empresa já dispõe de praticamente a totalidade dos recursos que serão utilizados, montante que ainda não foi oficialmente divulgado, mas que, segundo ele, deve ser bem próximo ao investimento programado para este ano, de R$ 4,5 bilhões.

Este montante, no entanto, contempla os cerca de R$ 900 milhões que a companhia desembolsou neste ano com o pagamento das licenças arrematadas no leilão da terceira geração de telefonia móvel (3G), ocorrido em dezembro de 2007. Como não haverá licenças para serem pagas no ano que vem, os investimentos devem girar em torno dos R$ 3,6 bilhões.
Falco disse não acreditar que a fase mais aguda da crise, com crédito bastante escasso, irá durar mais do que 12 meses. No entanto, se isso ocorrer, admitiu ele, a empresa poderá rever seu plano de investimentos para 2010.

O executivo informou ainda que o câmbio tem um peso aproximado de 25% a 30% nos investimentos da companhia, basicamente sobre os custos de equipamentos, cujos preços são cotados em dólar. Diante de uma eventual continuidade do processo de valorização da moeda americana, Falco afirmou que a empresa poderá endurecer as negociações com os fornecedores, para que estes absorvam a maior parte da variação cambial. "O que sobrará para a operadora não será insuportável", completou.

Além disso, informou ele, os contratos da Oi para compra de equipamentos de rede nos próximos três anos estão "travados" em uma cotação de R$ 1,90 para a moeda americana, o que dá maior tranqüilidade para a companhia.
(Murillo Camarotto | Valor Online)

Oi oficializa operação em SP e conta mais de 1 mi de chips vendidos
Valor Online
24/10/2008

SÃO PAULO - Ao iniciar oficialmente hoje a sua operação de telefonia móvel em São Paulo, a Oi (ex-Telemar) anunciou que já contabiliza mais de 1 milhão de chips vendidos. Desses, cerca de 500 mil já se materializaram em clientes que estão utilizando o serviço desde o último sábado, quando, sem alarde, a empresa liberou as ligações. As informações foram dadas pelo presidente da companhia, Eduardo Falco, que somente hoje revelou o montante investido pela Oi para entrar no mercado paulista: R$ 1 bilhão.

A partir de agora, segundo ele, os investimentos em São Paulo irão acompanhar a demanda dos clientes, que Falco espera ser alta. "Não temos restrição alguma de investimento. Quanto mais os clientes vierem, mais vamos investir", disse o executivo, que garantiu que a rede da companhia tem condições de receber quantos clientes for necessário.

O executivo aproveitou para "agradecer" as operadoras concorrentes que, segundo ele, deixaram uma fatia do mercado para a Oi entrar. Ele acredita que a companhia tem condições de fechar 2008 com 2 milhões de clientes paulistas. Sem revelar muitas projeções para o ano que vem, o presidente da Oi disse que a chegada da portabilidade numérica a São Paulo, prevista para o primeiro trimestre, poderá ser uma boa oportunidade para elevar a base de clientes da recém-chegada companhia.

Falco admitiu, no entanto, que a entrada em São Paulo deverá afetar as margens da operadora para este ano, porém sinalizou que espera "para algum momento de 2009" que a operação paulista gere Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) positivo.
(Murillo Camarotto | Valor Online)

Telefônica diz que manterá investimentos, apesar de turbulência
Valor Online
23/10/2008

SÃO PAULO - A Telefônica vai manter os investimentos programados para este ano, apesar dos sinais de crise econômica. "Não estamos fazendo uma análise de nossos planos e não sabemos se (a crise) vai ter impacto na economia real", disse na tarde de hoje o vice-presidente de estratégia e regulamentação da operadora, Maurício Giusti.
O executivo admitiu que alguns clientes têm manifestado preocupação, mas observou que até agora não houve mudança no ritmo de vendas. "Do ponto de vista prático, de negócios, não sentimos nenhum efeito", disse ele, numa entrevista à imprensa.

O grupo espanhol tem investimentos programados de R$ 15 bilhões no Brasil para o período de 2007 a 2010. O montante inclui as operações de telefonia fixa e móvel da companhia.
Giusti ressaltou que a Telefônica tem recursos garantidos para bancar suas necessidades financeiras nos próximos meses. O executivo também destacou que o Brasil está, hoje, em situação melhor do que em crises anteriores.
(Talita Moreira | Valor Econômico, para o Valor Online)

Filial brasileira ainda ajuda a Fiat a ter lucros
Valor Econômico
24/10/2008

SÃO PAULO - Os resultados positivos no mercado brasileiro ajudaram a Fiat a compensar as perdas na Europa Ocidental, segundo o comunicado que o grupo italiano emitiu para os acionistas na divulgação do resultado financeiro do terceiro trimestre ontem. Esta pode ter sido a última grande contribuição da operação brasileira nas finanças da matriz, já que, a partir de agora, também o mercado brasileiro tende a apresentar impactos da crise. Na Europa, Renault e Daimler reduziram expectativas de lucros diante da queda de vendas.

O balanço total do grupo Fiat no terceiro trimestre mostrou receita de 14,3 bilhões de euros, com crescimento de 3,2% sobre igual período do ano anterior. Apesar da queda do mercado de automóveis na Europa Ocidental, o lucro líquido ficou em 468 milhões de euros, 3,1% acima do mesmo período de 2007.
A divisão de automóveis do grupo Fiat registrou, no terceiro trimestre, receita de 6,6 bilhões de euros, uma alta de 1,9% em relação ao terceiro trimestre de 2007, apesar de o volume de veículos vendidos - 516,7 mil unidades - ter apresentado uma queda de 4,8%.

Segundo o relatório da companhia, " o contínuo crescimento dos volumes no Brasil (aumento de 10,2%) compensou substancialmente as menores vendas na Europa Ocidental (queda de 12%).
A participação da marca no Brasil, onde a empresa é líder, ficou em 24,8%. O índice caiu 1,8 ponto percentual na comparação com igual período do ano passado. Segundo a empresa, isso se deve à alta concorrência no mercado brasileiro. A fatia de mercado da Fiat no mercado europeu é de 7,8%. Mas, no terceiro trimestre, a empresa registrou queda de vendas em grandes mercados da Europa. O declínio chegou a 11,7% no país de origem da empresa, a Itália, e ficou em 32,5% na Espanha e 18,8% no Reino Unido.

No acumulado até setembro, o faturamento do grupo Fiat somou 46,3 bilhões de euros, um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido acumulado em 2008 é de 1,541 bilhão de euros, 5,8% acima do obtido no mesmo período de 2007. A empresa prevê uma queda de até 85% nos lucros em 2009 se a demanda cair 20% . Esse seria o pior cenário se a crise de crédito continuar a reduzir a demanda por veículos.
A filial brasileira concedeu férias coletivas de 10 a 20 dias para 1,7 mil empregados (cerca de 13% do efetivo direto). A direção da montadora no Brasil não vinculou a parada à crise.

Na Europa, a alemã Daimler informou ontem a perda líquida de 351 milhões de euros por sua participação de 19,9% no resultado do segundo trimestre de 2008 da Chrysler . A perda líquida da Chrysler Holding LLC foi de 88 milhões de euros, dos quais uma perda de 76 milhões de euros é atribuída ao negócio automotivo da Chrysler LLC.

A Renault, o segundo maior fabricante de veículos da França, cortou suas metas de vendas e de lucros depois de uma queda de 2,2% na receita do terceiro trimestre. As ações da companhia caíram 7,2%. A empresa previu uma margem operacional de 3%, menor que a meta inicial de 4,5%.

O chefe de vendas da companhia, Patrick Blain, disse que o crescimento dos mercados emergentes também está mais lento do que havia sido previsto.
(Marli Olmos | Valor Econômico, com agências internacionais)


Com aprovação do PGO, Anatel abre caminho para compra da BrT pela Oi

Valor Econômico
17/10/2008

BRASÍLIA - Numa sessão tumultuada, sob críticas de entidades de defesa do consumidor e após dez horas de tentativas para cassar uma liminar que impedia sua votação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem à noite mudanças no Plano Geral de Outorgas (PGO).

Por unanimidade, o conselho diretor da agência concordou com as alterações que abrem caminho para a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi, ao permitir que a mesma concessionária de telefonia fixa atue em mais de uma área de concessão. As mudanças não têm validade imediata. Elas seguem para análise do Ministério das Comunicações e do Palácio do Planalto, entrando em vigor só depois de decreto presidencial.
Mas o conselho voltou a rachar quando teve que decidir sobre a separação dos ativos de telefonia e de banda larga das operadoras.

A proposta de criação de empresas contábil e juridicamente distintas para cuidar dos dois tipos de operação, prevista na primeira versão do novo PGO e colocada em consulta pública em junho, foi derrubada por três votos a dois. Foi uma discussão polêmica. Logo de manhã, a procuradoria jurídica da Anatel havia apontado ilegalidade na medida. Por parte das concessionárias, especialmente de representantes da BrT e da Oi, choveram críticas à exigência de separação. Além de questionarem a constitucionalidade da medida, alegaram aumento de custos e impactos tributários desconhecidos.

O relator do plano de outorgas, conselheiro Pedro Jaime Ziller, ignorou essas observações e manteve a proposta de obrigatoriedade de criação de empresas diferentes. " A separação de serviços em empresas distintas não constitui obstáculo à oferta convergente " , disse Ziller, alegando benefícios como maior competição e transparência de custos nos serviços de banda larga.
O argumento foi imediatamente rebatido pelo conselheiro Antônio Bedran, que lembrou a necessidade de estudos adicionais para " dar mais segurança jurídica à matéria " . Segundo ele, a separação de ativos vai " na contramão de tudo o que está acontecendo mundo afora " .

As observações reproduziram divergências ocorridas no fim de maio, que haviam dividido o conselho da Anatel e atrasado a aprovação do primeiro rascunho do plano de outorgas, que foi à consulta pública em seguida. Os conselheiros Ronaldo Sardenberg (presidente da agência) e Plínio Aguiar Jr. também votaram de maneiras opostas. Na prática, o papel de fiel da balança coube à ex-consultora do Senado Emília Ribeiro, a mais nova integrante do conselho. Ela rechaçou integralmente o artigo 9º do PGO, que tratava da separação de ativos. Emília foi indicada à agência pelo PMDB, partido do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que havia deixado clara sua oposição à proposta. Costa chegou a dizer que, se o artigo fosse aprovado, o Planalto poderia excluir a medida do decreto presidencial.

Às 22h, após a derrota da proposta de separação defendida por Ziller e Aguiar Jr., os cinco conselheiros só discutiam detalhes de redação do novo plano. Também estava certa a derrubada da " venda casada " de outorgas, que previa a obrigatoriedade de uma operadora desfazer-se de todos os seus ativos - telefonia móvel, serviços de banda larga e TV por assinatura - ao vender a concessão de telefonia fixa. Restava uma indefinição: se as concessionárias deverão necessariamente manter o capital aberto, conforme proposta original do relator. Esse ponto ainda despertava dúvidas entre os conselheiros, que não chegaram a uma decisão até o fechamento desta edição.

A votação ocorreu somente após a procuradoria jurídica da Anatel ter cassado uma liminar, às 19h30, concedida pela 13ª Vara Federal de Brasília, que impedia mudanças nos artigos 13 e 14 do plano de outorgas - justamente aqueles que, alterados, permitirão a fusão da BrT com a Oi. A liminar havia sido obtida pela Abramulti, associação que congrega provedores de internet. Adelmo Santos, presidente da associação, disse que a agência deveria assegurar competição no setor antes de aprovar mudanças no PGO.
Apesar de ver o caminho para a compra da BrT um pouco mais perto, a Oi ainda corre contra o relógio. Além do decreto presidencial,

a anuência prévia à fusão deve sair até 21 de dezembro - após esse prazo, o acordo expiraria e a Oi teria que pagar multa de R$ 490 milhões à BrT.
(Daniel Rittner | Valor Econômico)

Vale vai aproveitar queda de demanda para repor estoques nos portos
Valor Online
24/10/2008

RIO - O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que as siderúrgicas chinesas estão ajustando as compras de minério de ferro, principalmente devido aos estoques existentes no país asiático. Para o executivo, a mineradora deverá aproveitar os próximos meses para recuperar os estoques nos portos, que estão "praticamente zerados".

"Não tem embate com os chineses. Eles são nossos clientes. Estamos absolutamente tranqüilos para atender os chineses quando eles resolverem comprar. Por enquanto, eles não precisam comprar, e a gente não precisa vender", ressaltou.
Agnelli afirmou que hoje os clientes estão ditando o rumo dos preços, dado o rápido desaquecimento da economia global.

"O problema hoje não é questão de preços, é que não tem demanda. Está todo mundo priorizando a queima de estoque, o dinheiro no caixa. Ninguém quer consumir capital de giro", frisou o executivo. "Enquanto esse estoque não for eliminado, não adianta forçar as vendas, porque o preço é de liquidação. O comprador hoje está numa situação em que pode fazer o preço e quem está vendendo hoje está vendendo por necessidade", acrescentou.

Entre os clientes de longo prazo, a Vale ressaltou que o Japão e a Coréia do Sul ainda não apresentaram cortes na produção de aço e mantêm os volumes importados de minério de ferro.
Agnelli não descartou dar maiores prazos para os clientes nas compras futuras caso a crise comprometa a capacidade de pagamento das siderúrgicas. Atualmente, a Vale trabalha com pagamento à vista ou com 30 dias de prazo. O executivo garantiu que até o momento as grandes empresas brasileiras não reduziram encomendas e que problemas são notados apenas nas produtoras de ferro gusa.

Apesar de garantir que a empresa tem "musculatura" para enfrentar a turbulência mundial, Agnelli afirmou que os resultados do quarto trimestre não deverão ficar no mesmo nível do observado no terceiro trimestre, quando a mineradora teve o lucro recorde de R$ 12,4 bilhões.
(Rafael Rosas | Valor Online)

Brasil tem 5 cidades entre as emergentes mais desenvolvidas
Valor Online
23/10/2008

SÃO PAULO - Cinco capitais brasileiras foram listadas entre as 65 cidades com a economia mais desenvolvida dos mercados emergentes, conforme pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide apresentada nesta quinta-feira. São Paulo foi a cidade brasileira mais bem colocada, na 12ª posição, seguida pelo Rio de Janeiro (36ª posição), Brasília (42ª), Recife (47ª) e Curitiba (49ª).

A China destacou-se na pesquisa como a maior alavanca econômica dos mercados emergentes, ao colocar 15 cidades entre as 30 maiores do ranking, sendo que Xangai e Pequim ocupam as duas primeiras posições. A Índia foi o segundo país com maior número de representantes, listando oito cidades na pesquisa da Mastercard.
Embora o Brasil tenha se sobressaído na América Latina, ao ter cinco de suas cidades citadas na pesquisa, outros países da região classificaram suas cidades em boas colocações, como Santiago, na quinta posição, Cidade do México, na sétima posição, e Buenos Aires, na 13ª posição.

Para compor o índice que elegeu as cidades com economia mais avançada nos mercados emergentes, foram considerados o ambiente econômico e comercial; crescimento e desenvolvimento econômico; ambiente de negócios; ambiente de serviços financeiros, conectividade comercial; conectividade de educação e TI; qualidade de vida urbana; e risco e segurança.

Segundo o estudo, Curitiba é a cidade brasileira que mais oferece segurança para seus cidadãos, e a quarta do ranking das 65 cidades no quesito risco e segurança, que considera indicadores como liberdade de expressão, risco de acidentes naturais e segurança pessoal. Brasília e Recife também se destacaram aparecendo empatadas em sexto lugar nessa avaliação.
Brasília também foi considerada a cidade com melhor qualidade de vida dentre as brasileiras, conquistando outra vez o 6° lugar no ranking geral, desta vez no quesito qualidade de vida urbana. O Rio de Janeiro se destacou como a melhor brasileira em educação e TI, que mede as atividades educacionais na cidade, bem como a conectividade via internet e telecomunicações, ocupando o 25° lugar, à frente de São Paulo (27°).

As melhores posições conseguidas por São Paulo foram a quarta posição na avaliação da rede de serviços financeiros e a quinta colocação no ranking geral de conectividade comercial.
(Adilson Fuzo | Valor Online)


Mercado de chips para redes sem fio deve chegar a US$ 4 bi em 2012
Valor Online
20/10/2008

SÃO PAULO - O mercado mundial de semicondutores para redes de dados sem fio (WLAN, na sigla em inglês) irá superar a marca dos US$ 4 bilhões de faturamento em 2012. Esse segmento, segundo a consultoria IDC, terá um ritmo de crescimento anual consolidado de 22,8% nos próximos quatro anos.

Segundo o IDC, embora a previsão seja de que nesse período o segmento de chips WLAN para PCs continue o maior em termos de faturamento, o mercado para aplicações celulares para essa tecnologia terá expansão anual de 49,3% até 2012. Com isso, esse segmento se tornará o segundo mais importante para a indústria de chips WLAN.

A consultoria ainda acredita que a tecnologia de transferência de dados 802.11n será responsável pela forte expansão do mercado. A expectativa é que, com esse protocolo, se amplie a gama de aplicativos e modelos de eletrônicos que podem utilizar a tecnologia de rede sem fio.

"A necessidade de conectividade e de clientes móveis conectados continua a alimentar o mercado de semicondutores WLAN", disse o gerente de Pesquisa de Semicondutores Sem Fio de Curta Distância do IDC, Ajit Deosthali. "A adoção da WLAN deve crescer além da expansão dos notebooks e acompanhar também o crescimento dos celulares e dos aparelhos eletrônicos pessoais", acrescentou.
(José Sergio Osse | Valor Online)


BS-Friboi conclui a compra da Smithfield Beef por US$ 565 mi
Portal Exame
| 24.10.2008

A JBS-Friboi empresa brasileira líder mundial no comércio de carne bovina, anunciou nesta sexta-feira a conclusão da compra Smithfield Beef e de suas operações de confinamento conhecidas como Five Rivers por 565 milhões de dólares.

"A integração destas aquisições somada às unidades já existentes da JBS nos Estados Unidos proporciona a companhia a oportunidade para continuar reduzindo custos e implementando sinergias que agregarão valor tanto para seus fornecedores quanto para seus clientes", diz a empresa.

A JBS Packerland, novo nome da Smithfield Beef, teve receita líquida superior a três bilhões de dólares nos últimos 12 meses, gerando um Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações) superior a 130 milhões de dólares. A aquisição dá uma maior diversificação geográfica para a JBS nos EUA. Serão mais quatro unidades de abate, que somadas às demais adquiridas da Swift no ano passado, totalizam capacidade diária de processamento de 28.100 cabeças de gado.

A Five Rivers também mudara sua denominação a partir de agora. Será a JBS Five Rivers. A prestadora de serviços de confinamento criou gado no valor de 1,7 bilhão de dólares nos últimos 12 meses, com um Ebitda de 8,8 milhões de dólares.

A JBS Five Rivers possui dez confinamentos com capacidade simultânea de engorda de 820.000 cabeças de gado em quatro estados diferentes, adjacentes às unidades já existentes da JBS. Cerca de dois milhões de cabeças já foram engordadas nestes confinamentos nos últimos doze meses.

Nos EUA

No início da semana, a JBS já havia informado que tentará reverter a decisão do Departamento de Justiça dos EUA de bloquear outra aquisição, a da National Beef. Para o governo americano, esse negócio, somado à compra da Smithfield Beef, proporcionaria uma concentração irregular do mercado de carne bovina nas mãos de três empresas: JBS, Cargill e Tyson Foods.

A compra da National Beef envolvia um total de 970 milhões de dólares, entre pagamento e dinheiro e transferência de dívidas. Para o Santander, a National Beef seria a melhor aquisição já feita pela JBS nos Estados Unidos. Caso o governo americano mude de idéia, a JBS passará de segundo para primeiro no mercado americano de carne bovina.

Lucro da Redecard cresce 47,3% no 3o trimestre
Portal Exame
24 de Outubro de 2008

SÃO PAULO (Reuters) - A administradora de cartões de crédito Redecard anunciou nesta sexta-feira que seu lucro líquido recorrente no terceiro trimestre cresceu 47,3 por cento em relação ao mesmo período de 2007, puxado por aumento de receita e custos sob controle.

A companhia que tem entre seus acionistas os bancos Citibank, Itaú e Unibanco, teve lucro líquido recorrente de 281,8 milhões de reais com receita operacional líquida 27,4 por cento maior, de 652,4 milhões de reais.
A geração de caixa ajustada medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 454,4 milhões de reais, crescimento de 41,2 por cento em relação ao terceiro trimestre de 2007. A margem cresceu quase 7 pontos percentuais, passando de 62,8 por cento para 69,7 por cento.

A Redecard processou e liquidou 31,3 bilhões de reais em transações com cartões de crédito e débito no terceiro trimestre de 2008, o que representa um crescimento de 23,6 por cento sobre o registrado no mesmo período de 2007.
(Reportagem de Alberto Alerigi Jr.)


Lucro líquido da Vale sobe 23,5% nos nove primeiros meses do ano
Valor Online
23/10/2008

RIO - A Vale encerrou os nove primeiros meses do ano com lucro líquido acumulado de R$ 19,259 bilhões, uma alta de 23,5% em relação aos R$ 15,596 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado. A receita operacional bruta da companhia nos nove primeiros meses de 2008 atingiu R$ 54,82 bilhões, 7,8% acima dos R$ 50,863 bilhões dos nove primeiros meses do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) foi de R$ 28,463 bilhões, 4,7% acima dos R$ 27,188 bilhões dos nove primeiros meses do ano passado.
Entre janeiro e setembro, as vendas de minério de ferro e pelotas alcançaram 239,914 milhões de toneladas métricas, 11,8% acima das 214,587 milhões de toneladas métricas de igual período do ano passado.

Nos primeiros nove meses do ano, as vendas para a China, principal destino do minério de ferro e pelotas da companhia, se elevaram para 74,876 milhões de toneladas métricas, respondendo por 31,2% do volume vendido. As vendas para o Brasil, segundo principal destino, representaram 16,1%. Em seguida vieram: Japão, com 10,2%; Alemanha, 7,8%; e Coréia do Sul, 3,9%.

Ainda no acumulado do ano, a receita com os minerais não ferrosos foi de R$ 17,400 bilhões, contra R$ 24,646 bilhões no mesmo período de 2007.

A mineradora dedicou parte do texto do balanço divulgado hoje para a crise financeira. Segundo a companhia, a combinação de dois choques, decorrentes da crise nos mercados financeiros e do aumento dos preços de alimentos e energia, está provocando desaceleração na atividade econômica global à medida em que se reduz significativamente o crescimento dos países desenvolvidos e a expansão dos mercados emergentes perde ímpeto, enfraquecendo a demanda por minerais e metais.
"A súbita falta de liquidez e a recente intensificação do estresse nos mercados financeiros aumentaram os riscos de uma recessão e, portanto, mitigam o risco de alta dos preços", diz o balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia diz esperar a continuação da desaceleração econômica global, com o ritmo de crescimento caindo no curto prazo ao nível observado na recessão de 2001.
"Esperamos que uma recuperação gradual comece no segundo semestre de 2009, com a expansão global voltando à tendência de longo prazo possivelmente apenas em 2010. O crescimento das economias desenvolvidas deverá continuar fraco durante o restante de 2008 e o primeiro semestre de 2009. A retomada das atividades na construção residencial e preços mais estáveis do petróleo podem ajudar a criar as bases para a recuperação da economia americana no segundo semestre de 2009", diz o balanço.
(Rafael Rosas | Valor Online)

Costa Cruzeiros desembarca no Brasil com bandeira espanhola
Gazeta Mercantil
23/10/2008

Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2008 - O Brasil já corresponde a algo como 7% a 8% das vendas totais da Costa Cruzeiros. E tem registrado crescimentos anuais que superam os 20%. Dois bons motivos para a líder italiana de cruzeiros apostar no País.

Segundo Píer Luigi Foschi, presidente do conselho da empresa, o País será alvo de duas importantes ações da companhia: de um lado, mandará para o Brasil o Costa Concordia - com capacidade para 3.780 hóspedes - para a temporada 2009/2010, o maior e mais novo navio da armadora; de outro, passará a operar em águas brasileiras com uma segunda bandeira, a Ibero Cruzeiros.
No caso da bandeira de origem espanhola (e em processo de certificação na Itália), isso significará mais três navios no Brasil, todos de menor porte (com até 1,8 mil hóspedes).

O foco da nova bandeira do grupo é o público que fala português e espanhol, de idade - ou "atitude" - mais jovem. "Outra importante diferença da Ibero Cruzeiros serão seus preços, em média, 20% mais baratos que os da Costa Cruzeiros", informa Foschi. As duas bandeiras totalizarão seis navios no País, os quais serão responsáveis por uma oferta ao longo de 2009/2010 de 217 mil leitos. Se a conta for estática (não abrangendo os sucessivos cruzeiros feitos por cada navio), o total de leitos em todos os navios será de 9.620, contra os 3.810 ofertados na temporada de 2004/2005.

A crise internacional não está assustando os líderes da armadora. "Para a próxima temporada, temos 75% de ocupação", garante Renê Hermann, diretor geral da Costa Cruzeiros para a América do Sul. E, para minimizar os efeitos do câmbio depois da eclosão da crise financeira internacional, a empresa se prontificou a dar um desconto de 20% nos preços dos pacotes atuais, de forma que seus valores não fiquem muito distantes do câmbio de R$ 1,90, anterior às oscilações nas bolsas e na cotação do dólar.

"O mercado brasileiro para a Costa Cruzeiro eqüivale ao norte-americano em termos de vendas", compara o presidente do conselho de administração da Costa Crociere. Foschi conta que a China, destino que passou a atender há um ano, ainda patina no 1% de participação das vendas totais da empresa. Já, no Brasil, com o reforço dos navios da Ibero Cruzeiros, haverá um incremento de participação do País de 2% a 3%, calcula o chairman. Ele explica que o grupo italiano é o braço europeu da Carnival Corporation, cujo faturamento chega a US$ 2,4 bilhões. E a Ibero é a mais recente aquisição do conglomerado.

Segundo Alfredo Serrano, diretor-geral da empresa adquirida, até o ano passado a Ibero dedicava-se exclusivamente a atender o público espanhol. "Com a aquisição pela Carnival, o público alvo ampliou-se: dos 45 milhões de espanhóis, passou a ter como vocação 650 milhões de consumidores que falam espanhol e português na Europa e Américas".
Segundo os gestores da companhia, os empregos gerados no Brasil se traduzirão em 12 mil vagas (temporárias) até 2012. "Pelo menos 25% da tripulação dos navios que navegam no País têm de ser brasileiros", explica Hermann.

Em 2009, o executivo também calcula que a distribuição de receitas a partir dos gastos feitos pelos hóspedes nas paradas dos cruzeiros - entre eles os destinos Salvador, Rio de Janeiro, Santos e Maceió - chegará a R$ 500 milhões. "Na Europa, a geração de renda de nossos navios nos locais de destino chega a € 3 bilhões por ano", comenta o diretor geral para a América do Sul. A conta leva em conta a média de € 90 por passageiro por dia passado em um destino, acrescida de outros € 180 por passageiro de receitas indiretas, relativas a impostos e taxas diversas pagas pela empresa em cada local.


 

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