Celular ganha acesso
à internet
e revoluciona a
forma de negociar
Gazeta Mercantil
22/10/2008
São
Paulo, 22 de Outubro
de 2008 - A internet
está mudando
hábitos e
cada dia mais pessoas
aderem à
internet móvel.
A banda larga sem
fio avança
de forma acelerada,
os telefones se
sofisticam e ao
mesmo tempo se tornam
mais baratos, a
ponto de anunciarem
uma grande transformação
na forma como as
empresas se relacionam
com os funcionários,
parceiros e fornecedores.
Os
números do
novo contexto mundial
são grandiosos.
O mercado de acesso
à internet
por dispositivos
móveis deve
movimentar US$ 80
bilhões em
2011, embutindo
crescimento de 30%
ao ano até
lá. Naquela
data haverá
1 bilhão
de usuários
móveis, pressupondo-se
crescimento de 24%
ao ano.
Nessa
ordem de grandeza
está baseada
pesquisa mundial
da IBM,
por intermédio
do Institute for
Business Value (IBV),
com a finalidade
de mapear as demandas
do consumidor. Foram
feitas 700 entrevistas
com o público.
Foco
principal do estudo,
os fabricantes de
celulares estão
fadados a perderem
fatia de mercado
se não reagirem
às novas
demandas do público.
Quem não
se aproximar do
telefone que tem
acesso amigável
à internet
vai perder fatia
para cartões
de banda larga e
outras formas de
acesso à
web, disse a executiva
da área de
telecomunicação
da IBM para América
Latina, Manzar Feres.
Os
serviços
mais demandados
serão os
chamados transitórios
e utilitários.
Os mapas surgem
como o campeão
do interesse dos
usuários.
Em seguida está
a troca de mensagens
de texto. Em terceiro
aparecem os emails,
em quarto empatam
serviços
bancários
com noticiário.
A seguir virão
os programas de
IPTV e assim por
diante.
Com a flexibilidade
aumentando de forma
progressiva, a relação
do homem com seu
trabalho vai sendo
alterada. "Desde
o acesso a emails
até o fluxo
de aprovações
e videoconferências,
toda a relação
com as empresas
deverá mudar",
afirmou Manzar.
Todos
os segmentos de
negócios
estão envolvidos
na transformação
que se aproxima,
sem exceções.
"Naturalmente
as áreas
de serviços
de campo são
mais beneficiadas,
mas os efeitos vão
se generalizar e
um grande número
de adeptos da internet
móvel vai
se tornar cada vez
mais atuante",
afirmou a executiva.
Vendas menores
Enquanto
avança a
internet com mobilidade,
cairá a taxa
de crescimento das
vendas dos telefones
celulares. Entre
2001 e 2007, as
vendas de aparelhos
cresceram 20% ao
ano. Com a maturidade
dos mercados, o
crescimento baixou
a velocidade para
menos de 6% ao ano.
Ao mesmo tempo,
os preços
vão caindo
também, assim
como os pacotes
de serviços
à internet.
"As duas coisas
juntas impactam
no market share
das fabricantes,
e a internet móvel
é uma das
saídas para
elas encontrarem
a receita perdida",
afirma a executiva.
Para
isso, o modelo de
negócios
deve mudar. "Os
clientes querem
opções
de escolha",
disse Manzar referindo-se
à oferta
de serviços.
Dentre os entrevistados,
69% querem dispositivos
abertos à
personalização
e à configuração
de aplicativos.
Outro segmento em
franca expansão
é o do entretenimento
pelo celular.
Net amplia investimentos
Gazeta Mercantil
22/10/2008
São
Paulo, 22 de Outubro
de 2008 - A Net
Serviços
de Comunicação,
maior empresa de
TV paga do País,
acredita que o fato
de atualmente vender
também serviços
de banda larga e
de telefonia contribuam
para que ela sinta
menos os efeitos
de uma possível
crise econômica.
Diante do crescimento
acelerado no número
de clientes nos
últimos trimestres,
a Net decidiu até
elevar o volume
previsto de investimentos
este ano. Enquanto
a expectativa anterior
era de investir
R$ 770 milhões,
agora a companhia
fala em aplicar
perto de R$ 1 bilhão
no exercício.
O
presidente da companhia,
José Félix,
afirmou que a Net
é uma empresa
de serviços
recorrentes "e
por isso tem receita
também recorrente".
Ele acredita que,
"independentemente
da situação
econômica
do País as
pessoas vão
continuar a gerar
demanda".
"Não
esqueçam
que a Net é
uma companhia em
ritmo claro de crescimento,
não é
uma companhia madura,
com base estável",
destacou o executivo
em teleconferência
após a divulgação
dos resultados da
companhia de terceiro
trimestre. Por isso,
ele ponderou que,
em um cenário
muito pessimista
poderia no máximo
imaginar uma diminuição
no ritmo de crescimento.
"A TV por assinatura
sofria diretamente
a desaceleração
do PIB, eventualmente
isso ainda é
verdade, mas a TV
paga é hoje
um percentual do
negócio da
Net."
O
balanço do
terceiro trimestre
mostra que a Net
tem o equivalente
a 4% das linhas
de telefonia fixa
do País.
Mas Félix
lembrou que a Net
só atua em
79 cidades.
A Net espera a aprovação
da Agência
Nacional de Telecomunicações
(Anatel) para promover
uma reestruturação
societária
que vai permitir
obter créditos
fiscais.
Como
explicou o diretor
de relações
com investidores,
João Elek,a
idéia é
"melhorar a
estrutura societária
e minimizar o pagamento
de tributos".
Segundo ele, a empresa
não tem idéia
se a Anatel vai
fazer a avaliação
este ano. A Net
pretende colocar
todas as cerca de
80 subsidiárias
debaixo da holding
para aproveitar
créditos
fiscais dos prejuízos
acumulados.
A companhia tem
perdas acumuladas
de R$ 1,269 bilhão
e gostaria de usar
R$ 891 milhões
ainda não
reconhecidos no
balanço,
de acordo com o
executivo.
A
Net, após
fechar vários
trimestres no azul,
registrou prejuízo
de R$ 64 milhões,
gerado por um forte
impacto da valorização
de cerca de 20%
do dólar
sobre o real no
trimestre passado.
Apesar de ter registrado
melhora operacional,
com um crescimento
de 60% na base de
unidades geradoras
de receita (TV por
assinatura, telefonia
e banda larga, por
exemplo), a companhia
não conseguiu
compensar na última
linha de seu balanço
o efeito contábil
negativo da variação
cambial do período.
A
operadora registrou
um resultado financeiro
negativo de R$ 113,77
milhões no
trimestre passado,
ante desempenho
também negativo,
mas muito menor,
de R$ 12,83 milhões
um ano antes. Esse
resultado foi impactado
por uma variação
cambial negativa
de R$ 117,28 milhões
nos três meses
encerrados em setembro.
A Net teve alta
de 21% no lucro
antes de juros,
impostos, depreciação
e amortização
(Ebitda), para R$
247 milhões.
A margem, porém,
caiu de 27% para
26%, no período.
Bravox
aposta na qualidade
para vencer a crise
mundial
Gazeta Mercantil
22/10/2008
São
Paulo, 22 de Outubro
de 2008 - A Bravox,
empresa brasileira
que há 55
anos produz sistemas
de som automotivo
- alto-falantes,
caixas acústicas
e amplificadores
- não alterou
sua rotina de produção
e nem o programa
de exportação
por causa da crise
financeira mundial.
Com estratégia
concentrada no desenvolvimento
de novos produtos
com design moderno
e elevado conteúdo
tecnológico
a empresa vem conseguindo
driblar todas as
crises nos longos
anos de atividades
no País e
prevê manter
um crescimento do
faturamento em 25%
ao ano. Em 2008
a estimativa é
faturar R$ 72 milhões
e vender mais de
1,58 milhão
de produtos.
"Depois
de tantas crises
que já enfrentamos
nesses 55 anos -
renúncia
do presidente Jânio
Quadros, golpe militar,
Plano Bresser, Plano
Verão, Plano
Collor, inflação
alta - a crise financeira
mundial não
nos preocupa, mas
estamos atentos
e faremos todas
as adequações
que forem necessárias",
disse Marcelo Lima
de Freitas, diretor
responsável
pela produção
e exportação
da companhia.
Freitas é
um dos filhos -
de um total de sete
- de Firmino Rocha
de Freitas, engenheiro
brasileiro que atuava
no ramo de máquinas
pesadas para pavimentação
de estradas e que,
em 1964, comprou
70% de participação
na Bravox, empresa
foi fundada em agosto
de 1953 no bairro
paulista de Horto
Florestal por dois
engenheiros alemães
(Felix Ewald e Guilherme
Joseph) refugiados
da guerra alemã
e ex-funcionários
da Telefunken Internacional,
tradicional fabricante
de equipamentos
eletrônicos.
Os
dois alemães
começaram
suas atividades
no Brasil produzindo
2 mil unidades por
mês de alto-falantes
para suprir as necessidades
desse componente
às montadoras
de rádios
em desenvolvimento
no Brasil. "Os
dois engenheiros
tinham alto nível
de conhecimento
técnico e
o meu pai adicionou
o espírito
empresarial à
Bravox", disse
o diretor da empresa.
"Hoje a Bravox
tem capacidade para
fabricar 20 mil
alto-falantes por
dia".
Freitas
conta que, em 1982,
o seu pai Firmino
disse que se "a
empresa quisesse
prosperar no mercado
brasileiro tinha
que exportar. Chegamos
a exportar 35% da
produção
para o mercado europeu,
norte-americano
e asiático".
A Bravox exporta
18% da sua produção
para 18 países:
Alemanha, Argentina,
Bolívia,
Canadá, Chile,
China, Coréia,
Estados Unidos,
Espanha, França,
Itália, Inglaterra,
México, Noruega,
Portugal, Uruguai,
Tailândia
e Venezuela. O restante
fica no mercado
brasileiro de reposição.
"Os países
desenvolvidos são
muito exigentes
em qualidades",
comentou Geraldo
Borba de Araújo,
diretor presidente
da empresa.
Desenvolvimento
brasileiro
Em 1996 a empresa
transferiu toda
a produção
para Itú,
no interior de São
Paulo, e decidiu
dar maior atenção
não só
para a qualidade
do som automotivo,
mas também
ao design dos produtos
para atender os
consumidores brasileiros.
"Todo o desenvolvimento
dos produtos é
feito no Brasil
e utilizamos componentes
de muitos fornecedores
brasileiros",
destacou Freitas.
Do
faturamento total
da Bravox - estimado
em R$ 72 milhões
neste ano - 35%
são gastos
com compras de materiais
produtivos, sendo
que de 25% a 30%
são aquisição
de componentes importados.
"É uma
forma de manter
o hedge financeiro
da empresa e equilibrar
o volume exportado
com as importações",
explicou Freitas.
Para
manter a trajetória
de crescimento no
mercado brasileiro
e enfrentar a concorrência
dos chineses, a
Bravox apresentou
ontem aos jornalistas
em São Paulo
sua nova linha de
produtos - rádios
automotivos com
CD/MP3, DVD Wide
e DVD 7 e amplificadores
digitais de última
geração
- que estarão
à venda no
País a partir
de novembro. Os
rádios vão
custar entre R$
399 a R$ 1.399.
No mercado internacional
estarão disponíveis
a partir de janeiro
de 2009. "Com
os novos produtos
vamos concorrer
com grandes marcas
multinacionais com
preço menor",
disse Freitas.
A
expectativa da Bravox
é de vender
80 mil unidades
de rádios
em 2009 e de faturar
R$ 40 milhões
com esta nova linha
de produtos, segundo
Freitas.
No
mercado brasileiro
a Bravox tem como
principais concorrentes
cinco fabricantes
nacionais: a Selenium,
Hbusten, Thomas
KL, Hinor e a Eros
"No Brasil
a Bravox chegou
a ter 35% de participação
no mercado de alto-falantes.
Perdemos uma pequena
participação
para os chineses,
mas voltamos a crescer
em 2007", afirmou
Araújo.
Na
fábrica de
Itú, onde
trabalham 450 empregados,
a Bravox reúne
avançados
equipamento e tecnologia
de montagem. "Utilizamos
técnicas,
normas e padrões
internacionais,
pois o foco principal
da empresa é
a qualidade",
destacou Freitas.
A empresa investe
5% do seu faturamento
em pesquisa e desenvolvimento
e mantém
na área de
engenharia 20 pessoas
dedicadas as exclusivamente
à criação.
Parceria
com estrangeiras
Para garantir maior
qualidade aos produtos,
a Bravox fechou
pela primeira vez
parceria com duas
empresas estrangeiras
- o nome não
foi revelado - uma
de origem belga
e outra com sede
em Hong Kong, para
o desenvolvimento
de novos CDs e DVDs.
"A Bravox não
olha somente para
o Brasil, pois quer
estar entre as melhores
do mundo em tecnologia
de produção",
destacou Freitas.(Gazeta
Tropical Hotels
rumo aos R$ 92 milhões
em receita
Gazeta Mercantil
21/10/2008
São
Paulo, 21 de Outubro
de 2008 - Um ano
após deixar
a gestão
do Hotel Cataratas,
em Foz do Iguaçu,
o grupo
Tropical
Hotels,
de propriedade da
antiga Varig
(Fundação
Ruben Berta), mostra
que está
mais viva do que
nunca. E em vias
de recuperar o faturamento
perdido com a operação
do hotel das Cataratas.
Segundo
AdeniasGonçalves
Filho, executivo
de carreira na Varig
e que assumiu o
comando da empresa
há um ano,
o trabalho de recuperação
tem dois focos principais:
a valorização
dos profissionais
da empresa e a recuperação
das vendas. "Estamos
fazendo do Tropical
um case do mercado
de turismo brasileiro."
A
empresa já
reestruturou sua
área de recursos
humanos. O objetivo,
explica, é
gradualmente ir
trazendo uma nova
mudança de
atitude para a organização.
E melhorar a auto-estima
dos profissionais.
Aliás, o
ambiente da sede
da empresa, localizada
na Avenida Paulista,
em São Paulo,
em nada lembra os
tempos difíceis
da crise da Varig,
em que muitos acreditavam
que a rede hoteleira
mais antiga do País
também sucumbiria.
O que não
aconteceu. A empresa
fez um processo
de transição
transparente da
administração
do hotel das Cataratas,
hoje sob gestão
da Orient-Express
Hotels. E não
fosse o mal-estar
provocado por declarações
de um representante
da rede inglesa
sobre as condições
de conservação
do Hotels das Cataratas,
Gonçalves
diria que a transição
foi um sucesso.
"Chegamos a
ser homenageados
com uma placa pela
Orient-Express Hotels
pelos nossos 48
anos de gestão
do Hotel das Cataratas.
Época em
que fizemos tudo
o que estava em
nosso alcance e
de acordo com o
contrato",
afirma, cujos termos
são diferentes
do contrato atual,
que está
permitindo à
rede inglesa uma
grande remodelação
no hotel.
A
empresa mantém
hoje dois hotéis
próprios,
o Tropical Manaus,
às margens
do Rio Negro, e
o hotel Tambaú,
em João Pessoa
(PB). É também
locatária
do Tropical Bahia,
em Salvador. E administra
ainda os hotéis
Manaus Business
e Oceano Praia,
em Porto Seguro.
"E estamos
em busca de novos
empreendimentos
para a administração."
Quanto
aos planos de expansão,
Gonçalves
afirma que só
com o aporte de
um sócio,
cujas negociações
estão paradas
devido a crise.
A rede ainda planeja
voltar a Foz do
Iguaçu, com
a construção
de um hotel, onde
possui uma área
de meio milhão
de metros m. Por
enquanto, só
planos, como a possível
construção
de uma unidade hoteleira
em Manaus.O momento
é de lidar
com a realidade,
onde muito trabalho
ainda tem de ser
feito. Os primeiros
resultados desse
ano já são
significativos.
Em 2008, a empresa
deve atingir um
faturamento bruto
de R$ 75 milhões,
um resultado ainda
inferior aos R$
80 milhões
de 2007, quando
a rede contava com
o Hotels das Cataratas.
"Em 2009, vamos
chegar a R$ 92 milhões",
diz.
"Trabalhamos
com uma política
de estender os contratos
corporativos para
outras unidades
da rede, aproveitando
melhor a capacidade
de ocupação
dos demais hotéis",
conta. O compromisso
é crescer
em média
20% ao ano em faturamento
e hospedagem e competir
com as grandes bandeiras.
Lucro da Natura
cresce 31,6% no
3º trimestre
InvestNews
22/10/2008
SÃO
PAULO, 22 de outubro
de 2008 - A Natura
informou hoje
que registrou um
lucro líquido
de R$ 154 milhões
no terceiro trimestre
deste ano, o que
representa um aumento
de 31,6% em relação
ao mesmo período
do ano anterior,
quando a empresa
obteve um lucro
líquido de
R$ 117 milhões.
A
receita bruta da
companhia foi de
R$ 1.246,2 bilhão
entre julho e setembro,
com crescimento
de 18,5% em comparação
a igual trimestre
de 2007, quando
a Natura apresentou
uma receita bruta
de R$ 1.052,0 bilhão.
Já a receita
líquida cresceu
22,3% no terceiro
trimestre, para
R$ 921,1 milhões.
O resultado do Ebitda
(lucro antes de
juros, impostos,
depreciações
e amortizações)
alcançou
R$ 227,3 milhões,
contra R$ 179,1
milhões no
terceiro trimestre
de 2007, apresentando
um crescimento de
27% entre os períodos.
A margem Ebitda
aumentou para 24,7%
no período
em análise.
O
total de consultoras
alcançou
803,9 mil no final
do terceiro trimestre
de 2008, apresentando
um crescimento de
14,6% em relação
ao mesmo período
do ano anterior.
A Natura esclare
que a combinação
de uma política
de hedge ampla e
de uma alta liquidez
posicionou favoravelmente
a companhia para
atravessar este
período de
instabilidade nos
mercados financeiros.
A empresa tem como
política
de gestão
de risco manter
seus resultados,
projetados em período
de pelo menos seis
meses, o mais possível
independente de
oscilações
cambiais.
O
modelo de hedge
leva em conta não
só as posições
de saldo em outras
moedas, mas também
os fluxo previstos
neste horizonte
de seis meses, com
fornecedores e nossas
operações
internacionais.
"Tomando o
terceiro trimestre
e previsões
de fluxos para o
quarto trimestre,
estimamos um resultado
líquido nestes
seis meses de aproximadamente
R$ 12 milhões
de efeito favorável,
considerando-se
as paridades cambiais
vigentes em 21 de
Outubro de 2008",
afirmou a companhia
em comunicado. A
Natura termina o
terceiro trimestre
deste ano com R$
339,9 milhões
em caixa, e total
de financiamentos
de R$ 519,5 milhões,
com prazo médio
de 15 meses.
Os
quatro maiores bancos
do Brasil devem
lucrar mais de R$
20 bilhões
Gazeta Mercantil
22/10/2008
São
Paulo, 22 de Outubro
de 2008 - Os ganhos
líquidos
dos quatro maiores
bancos brasileiros
poderão ultrapassar
a cifra dos R$ 20
bilhões no
acumulado deste
ano até setembro,
uma demonstração
da robustez dessas
instituições
diante de uma crise
financeira que vem
derretendo a rentabilidade
do sistema bancário
mundo afora e levando
à bancarrota
empresas centenárias.
Conforme estimativas
da agência
classificadora de
risco
Austin
Rating,
juntos Banco
do Brasil
(BB), Bradesco,
Itaú
Holding Financeira
e Unibanco
podem alcançar
lucro líquido
de R$ 20,62 bilhões
entre janeiro e
setembro deste ano,
comparativamente
aos R$ 18,72 bilhões
obtidos em igual
intervalo de 2007.
"Os
resultados dos grandes
bancos serão
bastante positivos,
não somente
no acumulado de
2008 até
setembro, mas ao
longo de todo o
ano", diz Erivelto
Rodrigues, presidente
da Austin
Rating. As instituições
começam a
divulgar seus demonstrativos
financeiros a partir
da próxima
segunda-feira, quando
o Bradesco, tradicionalmente
o primeiro, anuncia
os seus números.
Rodrigues, contudo,
acredita que as
instituições
não deverão
repetir a rentabilidade
tão substanciosa
em 2009 e que parte
da indústria
financeira, particularmente
bancos de médio
e pequeno portes,
já começa
a sofrer os efeitos
da crise mais seriamente
neste último
trimestre, abalada
pelo aperto da liquidez.
Ele ressalta ainda
que o acirramento
da crise começou
em meados de setembro,
a duas semanas do
fechamento do terceiro
trimestre.
"Os
fundamentos dos
bancos menores são
bons, mas a escassez
de liquidez, com
a fuga de depósitos
e investidores,
e a venda de ativos
(carteiras de crédito,
por exemplo) vão
reduzir o crescimento
projetado",
explica Rodrigues,
observando que as
companhias que estão
negociando carteiras
em busca de uma
maior liquidez,
além de ter
reduzida a rentabilidade,
já que repassarão
os spreads às
empresas compradoras,
e poderão
ter também
reduzido o próprio
tamanho de suas
operações
com essas transações.
Crédito
O desempenho dos
bancos nos últimos
anos vem sendo impulsionado
principalmente pelo
crescimento do crédito,
mercado que já
começa a
desacelerar, cenário
que deverá
se agravar em 2009.
A Austin revisou
as expectativas
de crescimento do
estoque de crédito
brasileiro, que
ultrapassou a casa
de R$ 1 trilhão
em agosto, de 32%
neste ano para 30%,
em relação
ao patamar do final
de 2007. Também
reduziu de 28% para
entre 22% e 25%
a estimativa de
alta para o próximo
ano. A retração
só não
será mais
agressiva, afirma
Rodrigues, porque
a economia continua
em crescimento,
apesar da revisão
de perspectivas
também para
2009. O produto
interno bruto (PIB)
brasileiro crescerá
3,5%, ante os 4,5%
anteriormente previstos.
Neste ano, aumenta
5,2%, diz.
Conforme
as estimativas da
Austin Rating, os
lucros dos grandes
bancos são
significativos,
apesar de não
haver grandes saltos
percentuais, com
exceção
do BB. A instituição
pública deverá
apresentar o maior
ganho em termos
percentuais no terceiro
trimestre e no acumulado
de 2008, impulsionado
por efeitos extraordinários,
como venda de participações
em empresas, neste
ano. No primeiro
semestre, por exemplo,
o lucro do banco
já foi impactado
fortemente pela
venda de participação
na Visa International.
Para o período
entre julho e setembro,
a previsão
da agência
é que o BB
tenha lucrado R$
1,81 bilhão,
um salto ante R$
1,36 bilhão
da mesma fase de
2007. Nos nove meses,
o lucro líquido
cresceu 51,04%,
para R$ 5,8 bilhão
até setembro
último, indicam
as projeções.
Já o patrimônio
líquido do
BB sobe de R$ 23,06
bilhões para
R$ 27,73 bilhões
e a rentabilidade
anualizada sobre
o patrimônio
líquido passa
de 22,2% para 27,91%.
Os
efeitos não
recorrentes afetam
também as
comparações
dos resultados do
Itaú, mas
neste caso os ganhos
foram no ano passado,
com a venda de participação
na Redecard. Por
isso, o lucro líquido
do Itaú cai
de R$ 2,42 bilhões
no terceiro trimestre
de 2007 para R$
1,95 bilhão.
No acumulado do
ano, cai 6,37% e
alcança R$
6,03 bilhões.
"Mas, operacionalmente,
o resultado cresce",
analisa Rodrigues.
No terceiro trimestre
de 2007, os efeitos
extraordinários
do Itaú somaram
mais de R$ 850 milhões.
A Austin prevê
que o patrimônio
do Itaú passe
de R$ 28 bilhões
para R$ 31,8 bilhões
neste ano e a rentabilidade
anualizada, de 30,7%
para 25,30%.
O
resultado líquido
do Bradesco deverá
atingir R$ 6,05
bilhões entre
janeiro e setembro,
uma evolução
de 4,13%, de acordo
com as projeções
da agência.
No comparativo dos
terceiros trimestres,
o lucro cresce de
R$ 1,81 bilhão
em 2007 para R$
1,95 bilhão
este ano. O patrimônio
líquido da
maior instituição
financeira privada
do País encerrou
setembro em R$ 35,17
bilhões,
em relação
aos R$ 29,21 bilhões
de um ano antes.
Já a rentabilidade
anualizada sobre
o patrimônio
líquido saiu
de 26,5% para 22,96%.
O
Unibanco obterá
lucro 3,82% maior
no acumulado de
2008, atingindo
R$ 2,72 bilhões.
No trimestre, o
ganho sobe de R$
1,19 bilhão
para R$ 1,23 bilhão.
O patrimônio
líquido alcançará
R$ 13,6 bilhões,
comparativamente
aos R$ 11,59 bilhões
de setembro de 2007,
com rentabilidade
saindo de 30,1%
para 26,72%. Rodrigues
avalia que a rentabilidade
dos bancos privados,
mesmo em queda e
sob impacto dos
efeitos extraordinários,
permanece bastante
expressiva.
Grupo Fleury compra
rede Biesp de análises
clínicas
Gazeta Mercantil
24/10/2008
São
Paulo, 24 de Outubro
de 2008 - Com a
aquisição
do Biesp - Instituto
de Patologia Clínica,
o
Grupo
Fleury
vai adicionar R$
25 milhões
à sua receita
bruta anual nos
próximos
12 meses. A compra,
cujo valor não
foi divulgado, é
a quarta da empresa
este ano e a 21
desde 2002.
Fundado
em 1982, em Jundiaí,
interior de São
Paulo, o Biesp não
realiza exames de
imagem, é
focado em análises
clínicas
que somam 1,5 milhão
de exames por ano.
A
empresa possui quatro
unidades (duas em
Jundiaí e
outras duas na capital
paulista) e há
22 anos é
responsável
pela realização
de todos os exames
de análises
clínicas
do Hospital Alemão
Oswaldo Cruz, em
São Paulo.
"É um
laboratório
muito bem alinhado
com nossas características",
diz o presidente
do Grupo Fleury,
Mauro Figueiredo.
Segundo o executivo,
a compra reforça
a presença
do grupo dentro
de hospitais em
São Paulo,
onde o Fleury já
atua nos hospitais
Sírio-Libanês,
Sabará, Samaritano,
Nove de Julho e
Nossa Senhora de
Lourdes.
O
Fleury possui hoje
144 unidades de
laboratórios
de 15 bandeiras
diferentes no País.
Desde o início
de 2007 a empresa
conta com uma nova
estrutura composta
por quatro Unidades
de Negócio:
Fleury Medicina
Diagnóstica,
NKB Medicina Diagnóstica,
Fleury Hospital-Dia
e Fleury Gestão
de Saúde.
O segmento de medicina
diagnóstica
representa 80% do
faturamento do grupo.
A
expectativa do Fleury
é encerrar
2008 com faturamento
de R$ 700 milhões,
um crescimento de
24% em relação
ao ano passado.
Segundo Figueiredo,
a empresa possui
várias negociações
em estágios
diferentes. "Em
mercados maduros
com São Paulo
e Rio de Janeiro,
não procuramos
nada com receita
abaixo de R$ 20
milhões",
afirma, acrescentando
o alinhamento em
gestão e
condições
financeiras e jurídicas
saudáveis
como fatores avaliados
para aquisições,
que estão
sendo feitas com
caixa próprio
e com recursos captados
em bancos.
Além
das compras de redes,
o Fleury mantém
também o
crescimento orgânico.
Até o final
do ano serão
dez unidades inauguradas.
Dasa
compra Maximagem
Na
segunda-feira, a
Diagnósticos
da América
S.A. (Dasa), um
dos principais concorrentes
do Fleury, anunciou
a aquisição
da Maximagem por
R$ 36,26 milhões,
pagos, segundo a
empresa, com recursos
próprios.
A
forma de pagamento
vai depender da
variação
do caixa e do endividamento
até a data
da efetivação
da aquisição.
A Maximagem é
uma das maiores
prestadoras de serviços
de diagnósticos
por imagem de São
Paulo. Possui sete
unidades em São
Paulo, sendo duas
hospitalares e uma
localizada em Santo
André, também
hospitalar.
No ano passado,
a rede registrou
uma receita bruta
de R$ 28,8 milhões
de reais.
Telefônica
testa tecnologia
WiMax para alcançar
a Net
Gazeta Mercantil
24/10/2008
São
Paulo, 24 de Outubro
de 2008 - Numa tentativa
de ganhar terreno
contra a concorrente
Net
na guerra da banda
larga, a Telefônica
começa
hoje um teste com
a tecnologia WiMax,
em conjunto com
a Motorola e a Intel.
A idéia da
Telefônica
é acrescentar
ao seu portfólio
de serviços
uma nova opção
que vai per mitir
empacotar os três
principais serviços
de telecomunicações
- banda larga, TV
por assinatura e
telefonia fixa -
em áreas
onde essa possibilidade
ainda não
existe, inclusive
fora do Estado de
São Paulo.
Na
verdade, a Telefônica
já oferece
o "triple play"
em muitos locais
de São Paulo,
usando a própria
rede de telefonia
fixa e a tecnologia
ADSL. Mas a Net,
sua principal concorrente,
está imprimindo
velocidade mais
acelerada no crescimento
da mesma oferta
empacotada, e tem
conquistado mais
clientes de banda
larga. Já
passou a Brasil
Telecom e ameaça
bater a Oi no próximo
trimestre. Sabe-se
que o nome do jogo
do setor de telecomunicações
hoje é banda
larga. Logo, se
existir uma forma
de avançar
nessa área,
toda jogadora que
se preze deve investir
a totalidade de
suas fichas.
Recentemente,
a Telefônica
adquiriu a TVA
e com ela teve acesso
à tecnologia
MMDS (microondas)
e à faixa
de espectro de 2,5
Ghz. Essa faixa
permite a utilização
do WiMax, uma tecnologia
já testada
tecnicamente e que
permitirá
tráfego de
dados em velocidades
50% a 300% mais
elevadas que as
tecnologias em uso
atualmente. "É
natural e até
esperado que a Telefônica
se servisse da faixa
de freqüência
e passasse a usar
WiMax", afirmou
o presidente da
consultoria Teleco,
Eduardo Tude.
"A
Net lançou
a estratégia
'triple play' com
dois anos de antecedência
e isso deu a ela
um fôlego
grande", afirmou
o diretor de estratégia
e regulação
da Telefônica,
Maurício
Giusti.
A
iniciativa da Telefônica
- correr atrás
do prejuízo
- é, portanto,
muito justificada
e, se der certo,
tem boas chances
de eficiência.
O teste pré-comercial
é grátis,
está voltado
a consumidores residenciais
e terá a
duração
de três meses,
com possibilidade
de prorrogação
por mais três
meses. Serão
testados 150 consumidores
nos bairros dos
Jardins e Pinheiros,
numa área
de abrangência
de três estações
radiobase instaladas
e testadas tecnicamente
por um ano.
"Não
há nenhuma
dúvida quanto
ao funcionamento
e eficiência
da tecnologia",
afirmou o diretor
de novos negócios
da Motorola, José
Geraldo Almeida,
responsável
pela implantação
da infra-estrutura.
Além disso,
os moradores dos
Jardins e de Pinheiros
têm acesso
a outras tecnologias
- cabo da Net, fibra
óptica da
própria Telefônica,
e terceira geração
(3G) de várias
operadoras móveis
- e por isso terão
base de comparação
eficiente para aprovar
o WiMax.
Embora
a nova tecnologia
capacite o tráfego
de dados em velocidades
elevadas, de 30
Megabits por segundo
(Mbps), por exemplo,
a Telefônica
escolheu testar
com 2 Mbps. Depois
de São Paulo,
poderá ser
a vez de Porto Alegre,
Curitiba e Rio de
Janeiro. Antes disso,
o próximo
passo, esperam as
empresas envolvidas,
é a homologação
dos equipamentos
pela Agência
Nacional de Telecomunicações
(Anatel).
Mesmo
com crise, Oi garante
manutenção
de investimentos
para 2009
Valor Online
24/10/2008
SÃO
PAULO - O presidente
da operadora de
telefonia Oi
(ex-Telemar),
Luiz Eduardo Falco,
garantiu hoje que
a crise financeira
internacional não
irá comprometer
os investimentos
da companhia previstos
para 2009. De acordo
com o executivo,
a empresa já
dispõe de
praticamente a totalidade
dos recursos que
serão utilizados,
montante que ainda
não foi oficialmente
divulgado, mas que,
segundo ele, deve
ser bem próximo
ao investimento
programado para
este ano, de R$
4,5 bilhões.
Este
montante, no entanto,
contempla os cerca
de R$ 900 milhões
que a companhia
desembolsou neste
ano com o pagamento
das licenças
arrematadas no leilão
da terceira geração
de telefonia móvel
(3G), ocorrido em
dezembro de 2007.
Como não
haverá licenças
para serem pagas
no ano que vem,
os investimentos
devem girar em torno
dos R$ 3,6 bilhões.
Falco disse não
acreditar que a
fase mais aguda
da crise, com crédito
bastante escasso,
irá durar
mais do que 12 meses.
No entanto, se isso
ocorrer, admitiu
ele, a empresa poderá
rever seu plano
de investimentos
para 2010.
O
executivo informou
ainda que o câmbio
tem um peso aproximado
de 25% a 30% nos
investimentos da
companhia, basicamente
sobre os custos
de equipamentos,
cujos preços
são cotados
em dólar.
Diante de uma eventual
continuidade do
processo de valorização
da moeda americana,
Falco afirmou que
a empresa poderá
endurecer as negociações
com os fornecedores,
para que estes absorvam
a maior parte da
variação
cambial. "O
que sobrará
para a operadora
não será
insuportável",
completou.
Além
disso, informou
ele, os contratos
da Oi para compra
de equipamentos
de rede nos próximos
três anos
estão "travados"
em uma cotação
de R$ 1,90 para
a moeda americana,
o que dá
maior tranqüilidade
para a companhia.
(Murillo Camarotto
| Valor Online)
Oi
oficializa operação
em SP e conta mais
de 1 mi de chips
vendidos
Valor Online
24/10/2008
SÃO PAULO
- Ao iniciar oficialmente
hoje a sua operação
de telefonia móvel
em São Paulo,
a
Oi
(ex-Telemar) anunciou
que já contabiliza
mais de 1 milhão
de chips vendidos.
Desses, cerca de
500 mil já
se materializaram
em clientes que
estão utilizando
o serviço
desde o último
sábado, quando,
sem alarde, a empresa
liberou as ligações.
As informações
foram dadas pelo
presidente da companhia,
Eduardo Falco, que
somente hoje revelou
o montante investido
pela Oi para entrar
no mercado paulista:
R$ 1 bilhão.
A
partir de agora,
segundo ele, os
investimentos em
São Paulo
irão acompanhar
a demanda dos clientes,
que Falco espera
ser alta. "Não
temos restrição
alguma de investimento.
Quanto mais os clientes
vierem, mais vamos
investir",
disse o executivo,
que garantiu que
a rede da companhia
tem condições
de receber quantos
clientes for necessário.
O
executivo aproveitou
para "agradecer"
as operadoras concorrentes
que, segundo ele,
deixaram uma fatia
do mercado para
a Oi entrar. Ele
acredita que a companhia
tem condições
de fechar 2008 com
2 milhões
de clientes paulistas.
Sem revelar muitas
projeções
para o ano que vem,
o presidente da
Oi disse que a chegada
da portabilidade
numérica
a São Paulo,
prevista para o
primeiro trimestre,
poderá ser
uma boa oportunidade
para elevar a base
de clientes da recém-chegada
companhia.
Falco
admitiu, no entanto,
que a entrada em
São Paulo
deverá afetar
as margens da operadora
para este ano, porém
sinalizou que espera
"para algum
momento de 2009"
que a operação
paulista gere Ebitda
(lucro antes de
impostos, juros,
amortizações
e depreciações)
positivo.
(Murillo Camarotto
| Valor Online)
Telefônica
diz que manterá
investimentos, apesar
de turbulência
Valor Online
23/10/2008
SÃO PAULO
- A Telefônica
vai manter os
investimentos programados
para este ano, apesar
dos sinais de crise
econômica.
"Não
estamos fazendo
uma análise
de nossos planos
e não sabemos
se (a crise) vai
ter impacto na economia
real", disse
na tarde de hoje
o vice-presidente
de estratégia
e regulamentação
da operadora, Maurício
Giusti.
O executivo admitiu
que alguns clientes
têm manifestado
preocupação,
mas observou que
até agora
não houve
mudança no
ritmo de vendas.
"Do ponto de
vista prático,
de negócios,
não sentimos
nenhum efeito",
disse ele, numa
entrevista à
imprensa.
O
grupo espanhol tem
investimentos programados
de R$ 15 bilhões
no Brasil para o
período de
2007 a 2010. O montante
inclui as operações
de telefonia fixa
e móvel da
companhia.
Giusti ressaltou
que a Telefônica
tem recursos garantidos
para bancar suas
necessidades financeiras
nos próximos
meses. O executivo
também destacou
que o Brasil está,
hoje, em situação
melhor do que em
crises anteriores.
(Talita Moreira
| Valor Econômico,
para o Valor Online)
Filial
brasileira ainda
ajuda a Fiat a ter
lucros
Valor Econômico
24/10/2008
SÃO PAULO
- Os resultados
positivos no mercado
brasileiro ajudaram
a Fiat
a compensar as perdas
na Europa Ocidental,
segundo o comunicado
que o grupo italiano
emitiu para os acionistas
na divulgação
do resultado financeiro
do terceiro trimestre
ontem. Esta pode
ter sido a última
grande contribuição
da operação
brasileira nas finanças
da matriz, já
que, a partir de
agora, também
o mercado brasileiro
tende a apresentar
impactos da crise.
Na Europa, Renault
e Daimler reduziram
expectativas de
lucros diante da
queda de vendas.
O
balanço total
do grupo Fiat no
terceiro trimestre
mostrou receita
de 14,3 bilhões
de euros, com crescimento
de 3,2% sobre igual
período do
ano anterior. Apesar
da queda do mercado
de automóveis
na Europa Ocidental,
o lucro líquido
ficou em 468 milhões
de euros, 3,1% acima
do mesmo período
de 2007.
A divisão
de automóveis
do grupo Fiat registrou,
no terceiro trimestre,
receita de 6,6 bilhões
de euros, uma alta
de 1,9% em relação
ao terceiro trimestre
de 2007, apesar
de o volume de veículos
vendidos - 516,7
mil unidades - ter
apresentado uma
queda de 4,8%.
Segundo
o relatório
da companhia, "
o contínuo
crescimento dos
volumes no Brasil
(aumento de 10,2%)
compensou substancialmente
as menores vendas
na Europa Ocidental
(queda de 12%).
A participação
da marca no Brasil,
onde a empresa é
líder, ficou
em 24,8%. O índice
caiu 1,8 ponto percentual
na comparação
com igual período
do ano passado.
Segundo a empresa,
isso se deve à
alta concorrência
no mercado brasileiro.
A fatia de mercado
da Fiat no mercado
europeu é
de 7,8%. Mas, no
terceiro trimestre,
a empresa registrou
queda de vendas
em grandes mercados
da Europa. O declínio
chegou a 11,7% no
país de origem
da empresa, a Itália,
e ficou em 32,5%
na Espanha e 18,8%
no Reino Unido.
No
acumulado até
setembro, o faturamento
do grupo Fiat somou
46,3 bilhões
de euros, um aumento
de 8,4% em relação
ao mesmo período
do ano passado.
O lucro líquido
acumulado em 2008
é de 1,541
bilhão de
euros, 5,8% acima
do obtido no mesmo
período de
2007. A empresa
prevê uma
queda de até
85% nos lucros em
2009 se a demanda
cair 20% . Esse
seria o pior cenário
se a crise de crédito
continuar a reduzir
a demanda por veículos.
A filial brasileira
concedeu férias
coletivas de 10
a 20 dias para 1,7
mil empregados (cerca
de 13% do efetivo
direto). A direção
da montadora no
Brasil não
vinculou a parada
à crise.
Na
Europa, a alemã
Daimler informou
ontem a perda líquida
de 351 milhões
de euros por sua
participação
de 19,9% no resultado
do segundo trimestre
de 2008 da Chrysler
. A perda líquida
da Chrysler Holding
LLC foi de 88 milhões
de euros, dos quais
uma perda de 76
milhões de
euros é atribuída
ao negócio
automotivo da Chrysler
LLC.
A
Renault, o segundo
maior fabricante
de veículos
da França,
cortou suas metas
de vendas e de lucros
depois de uma queda
de 2,2% na receita
do terceiro trimestre.
As ações
da companhia caíram
7,2%. A empresa
previu uma margem
operacional de 3%,
menor que a meta
inicial de 4,5%.
O
chefe de vendas
da companhia, Patrick
Blain, disse que
o crescimento dos
mercados emergentes
também está
mais lento do que
havia sido previsto.
(Marli Olmos | Valor
Econômico,
com agências
internacionais)
Com aprovação
do PGO, Anatel abre
caminho para compra
da BrT pela Oi
Valor Econômico
17/10/2008
BRASÍLIA
- Numa sessão
tumultuada, sob
críticas
de entidades de
defesa do consumidor
e após dez
horas de tentativas
para cassar uma
liminar que impedia
sua votação,
a Agência
Nacional de Telecomunicações
(Anatel)
aprovou ontem à
noite mudanças
no Plano Geral de
Outorgas (PGO).
Por
unanimidade, o conselho
diretor da agência
concordou com as
alterações
que abrem caminho
para a compra da
Brasil
Telecom (BrT)
pela Oi, ao permitir
que a mesma concessionária
de telefonia fixa
atue em mais de
uma área
de concessão.
As mudanças
não têm
validade imediata.
Elas seguem para
análise do
Ministério
das Comunicações
e do Palácio
do Planalto, entrando
em vigor só
depois de decreto
presidencial.
Mas o conselho voltou
a rachar quando
teve que decidir
sobre a separação
dos ativos de telefonia
e de banda larga
das operadoras.
A
proposta de criação
de empresas contábil
e juridicamente
distintas para cuidar
dos dois tipos de
operação,
prevista na primeira
versão do
novo PGO e colocada
em consulta pública
em junho, foi derrubada
por três votos
a dois. Foi uma
discussão
polêmica.
Logo de manhã,
a procuradoria jurídica
da Anatel havia
apontado ilegalidade
na medida. Por parte
das concessionárias,
especialmente de
representantes da
BrT e da Oi, choveram
críticas
à exigência
de separação.
Além de questionarem
a constitucionalidade
da medida, alegaram
aumento de custos
e impactos tributários
desconhecidos.
O
relator do plano
de outorgas, conselheiro
Pedro Jaime Ziller,
ignorou essas observações
e manteve a proposta
de obrigatoriedade
de criação
de empresas diferentes.
" A separação
de serviços
em empresas distintas
não constitui
obstáculo
à oferta
convergente "
, disse Ziller,
alegando benefícios
como maior competição
e transparência
de custos nos serviços
de banda larga.
O argumento foi
imediatamente rebatido
pelo conselheiro
Antônio Bedran,
que lembrou a necessidade
de estudos adicionais
para " dar
mais segurança
jurídica
à matéria
" . Segundo
ele, a separação
de ativos vai "
na contramão
de tudo o que está
acontecendo mundo
afora " .
As
observações
reproduziram divergências
ocorridas no fim
de maio, que haviam
dividido o conselho
da Anatel e atrasado
a aprovação
do primeiro rascunho
do plano de outorgas,
que foi à
consulta pública
em seguida. Os conselheiros
Ronaldo Sardenberg
(presidente da agência)
e Plínio
Aguiar Jr. também
votaram de maneiras
opostas. Na prática,
o papel de fiel
da balança
coube à ex-consultora
do Senado Emília
Ribeiro, a mais
nova integrante
do conselho. Ela
rechaçou
integralmente o
artigo 9º do
PGO, que tratava
da separação
de ativos. Emília
foi indicada à
agência pelo
PMDB, partido do
ministro das Comunicações,
Hélio Costa,
que havia deixado
clara sua oposição
à proposta.
Costa chegou a dizer
que, se o artigo
fosse aprovado,
o Planalto poderia
excluir a medida
do decreto presidencial.
Às
22h, após
a derrota da proposta
de separação
defendida por Ziller
e Aguiar Jr., os
cinco conselheiros
só discutiam
detalhes de redação
do novo plano. Também
estava certa a derrubada
da " venda
casada " de
outorgas, que previa
a obrigatoriedade
de uma operadora
desfazer-se de todos
os seus ativos -
telefonia móvel,
serviços
de banda larga e
TV por assinatura
- ao vender a concessão
de telefonia fixa.
Restava uma indefinição:
se as concessionárias
deverão necessariamente
manter o capital
aberto, conforme
proposta original
do relator. Esse
ponto ainda despertava
dúvidas entre
os conselheiros,
que não chegaram
a uma decisão
até o fechamento
desta edição.
A
votação
ocorreu somente
após a procuradoria
jurídica
da Anatel ter cassado
uma liminar, às
19h30, concedida
pela 13ª Vara
Federal de Brasília,
que impedia mudanças
nos artigos 13 e
14 do plano de outorgas
- justamente aqueles
que, alterados,
permitirão
a fusão da
BrT com a Oi. A
liminar havia sido
obtida pela Abramulti,
associação
que congrega provedores
de internet. Adelmo
Santos, presidente
da associação,
disse que a agência
deveria assegurar
competição
no setor antes de
aprovar mudanças
no PGO.
Apesar de ver o
caminho para a compra
da BrT um pouco
mais perto, a Oi
ainda corre contra
o relógio.
Além do decreto
presidencial,
a
anuência prévia
à fusão
deve sair até
21 de dezembro -
após esse
prazo, o acordo
expiraria e a Oi
teria que pagar
multa de R$ 490
milhões à
BrT.
(Daniel Rittner
| Valor Econômico)
Vale
vai aproveitar queda
de demanda para
repor estoques nos
portos
Valor Online
24/10/2008
RIO - O presidente
da
Vale,
Roger Agnelli, afirmou
que as siderúrgicas
chinesas estão
ajustando as compras
de minério
de ferro, principalmente
devido aos estoques
existentes no país
asiático.
Para o executivo,
a mineradora deverá
aproveitar os próximos
meses para recuperar
os estoques nos
portos, que estão
"praticamente
zerados".
"Não
tem embate com os
chineses. Eles são
nossos clientes.
Estamos absolutamente
tranqüilos
para atender os
chineses quando
eles resolverem
comprar. Por enquanto,
eles não
precisam comprar,
e a gente não
precisa vender",
ressaltou.
Agnelli afirmou
que hoje os clientes
estão ditando
o rumo dos preços,
dado o rápido
desaquecimento da
economia global.
"O
problema hoje não
é questão
de preços,
é que não
tem demanda. Está
todo mundo priorizando
a queima de estoque,
o dinheiro no caixa.
Ninguém quer
consumir capital
de giro", frisou
o executivo. "Enquanto
esse estoque não
for eliminado, não
adianta forçar
as vendas, porque
o preço é
de liquidação.
O comprador hoje
está numa
situação
em que pode fazer
o preço e
quem está
vendendo hoje está
vendendo por necessidade",
acrescentou.
Entre
os clientes de longo
prazo, a Vale ressaltou
que o Japão
e a Coréia
do Sul ainda não
apresentaram cortes
na produção
de aço e
mantêm os
volumes importados
de minério
de ferro.
Agnelli não
descartou dar maiores
prazos para os clientes
nas compras futuras
caso a crise comprometa
a capacidade de
pagamento das siderúrgicas.
Atualmente, a Vale
trabalha com pagamento
à vista ou
com 30 dias de prazo.
O executivo garantiu
que até o
momento as grandes
empresas brasileiras
não reduziram
encomendas e que
problemas são
notados apenas nas
produtoras de ferro
gusa.
Apesar
de garantir que
a empresa tem "musculatura"
para enfrentar a
turbulência
mundial, Agnelli
afirmou que os resultados
do quarto trimestre
não deverão
ficar no mesmo nível
do observado no
terceiro trimestre,
quando a mineradora
teve o lucro recorde
de R$ 12,4 bilhões.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Brasil
tem 5 cidades entre
as emergentes mais
desenvolvidas
Valor Online
23/10/2008
SÃO PAULO
- Cinco capitais
brasileiras foram
listadas entre as
65 cidades com a
economia mais desenvolvida
dos mercados emergentes,
conforme pesquisa
encomendada pela
MasterCard
Worldwide apresentada
nesta quinta-feira.
São Paulo
foi a cidade brasileira
mais bem colocada,
na 12ª posição,
seguida pelo Rio
de Janeiro (36ª
posição),
Brasília
(42ª), Recife
(47ª) e Curitiba
(49ª).
A
China destacou-se
na pesquisa como
a maior alavanca
econômica
dos mercados emergentes,
ao colocar 15 cidades
entre as 30 maiores
do ranking, sendo
que Xangai e Pequim
ocupam as duas primeiras
posições.
A Índia foi
o segundo país
com maior número
de representantes,
listando oito cidades
na pesquisa da Mastercard.
Embora o Brasil
tenha se sobressaído
na América
Latina, ao ter cinco
de suas cidades
citadas na pesquisa,
outros países
da região
classificaram suas
cidades em boas
colocações,
como Santiago, na
quinta posição,
Cidade do México,
na sétima
posição,
e Buenos Aires,
na 13ª posição.
Para
compor o índice
que elegeu as cidades
com economia mais
avançada
nos mercados emergentes,
foram considerados
o ambiente econômico
e comercial; crescimento
e desenvolvimento
econômico;
ambiente de negócios;
ambiente de serviços
financeiros, conectividade
comercial; conectividade
de educação
e TI; qualidade
de vida urbana;
e risco e segurança.
Segundo
o estudo, Curitiba
é a cidade
brasileira que mais
oferece segurança
para seus cidadãos,
e a quarta do ranking
das 65 cidades no
quesito risco e
segurança,
que considera indicadores
como liberdade de
expressão,
risco de acidentes
naturais e segurança
pessoal. Brasília
e Recife também
se destacaram aparecendo
empatadas em sexto
lugar nessa avaliação.
Brasília
também foi
considerada a cidade
com melhor qualidade
de vida dentre as
brasileiras, conquistando
outra vez o 6°
lugar no ranking
geral, desta vez
no quesito qualidade
de vida urbana.
O Rio de Janeiro
se destacou como
a melhor brasileira
em educação
e TI, que mede as
atividades educacionais
na cidade, bem como
a conectividade
via internet e telecomunicações,
ocupando o 25°
lugar, à
frente de São
Paulo (27°).
As
melhores posições
conseguidas por
São Paulo
foram a quarta posição
na avaliação
da rede de serviços
financeiros e a
quinta colocação
no ranking geral
de conectividade
comercial.
(Adilson Fuzo |
Valor Online)
Mercado
de chips para redes
sem fio deve chegar
a US$ 4 bi em 2012
Valor Online
20/10/2008
SÃO
PAULO - O mercado
mundial de semicondutores
para redes de dados
sem fio (WLAN, na
sigla em inglês)
irá superar
a marca dos US$
4 bilhões
de faturamento em
2012. Esse segmento,
segundo a consultoria
IDC,
terá um ritmo
de crescimento anual
consolidado de 22,8%
nos próximos
quatro anos.
Segundo
o IDC, embora a
previsão
seja de que nesse
período o
segmento de chips
WLAN para PCs continue
o maior em termos
de faturamento,
o mercado para aplicações
celulares para essa
tecnologia terá
expansão
anual de 49,3% até
2012. Com isso,
esse segmento se
tornará o
segundo mais importante
para a indústria
de chips WLAN.
A
consultoria ainda
acredita que a tecnologia
de transferência
de dados 802.11n
será responsável
pela forte expansão
do mercado. A expectativa
é que, com
esse protocolo,
se amplie a gama
de aplicativos e
modelos de eletrônicos
que podem utilizar
a tecnologia de
rede sem fio.
"A
necessidade de conectividade
e de clientes móveis
conectados continua
a alimentar o mercado
de semicondutores
WLAN", disse
o gerente de Pesquisa
de Semicondutores
Sem Fio de Curta
Distância
do IDC, Ajit Deosthali.
"A adoção
da WLAN deve crescer
além da expansão
dos notebooks e
acompanhar também
o crescimento dos
celulares e dos
aparelhos eletrônicos
pessoais",
acrescentou.
(José Sergio
Osse | Valor Online)
BS-Friboi
conclui a compra
da Smithfield Beef
por US$ 565 mi
Portal Exame
| 24.10.2008
A
JBS-Friboi
empresa brasileira
líder mundial
no comércio
de carne bovina,
anunciou nesta sexta-feira
a conclusão
da compra Smithfield
Beef e de suas operações
de confinamento
conhecidas como
Five Rivers por
565 milhões
de dólares.
"A
integração
destas aquisições
somada às
unidades já
existentes da JBS
nos Estados Unidos
proporciona a companhia
a oportunidade para
continuar reduzindo
custos e implementando
sinergias que agregarão
valor tanto para
seus fornecedores
quanto para seus
clientes",
diz a empresa.
A
JBS Packerland,
novo nome da Smithfield
Beef, teve receita
líquida superior
a três bilhões
de dólares
nos últimos
12 meses, gerando
um Ebitda (lucro
antes de impostos
e amortizações)
superior a 130 milhões
de dólares.
A aquisição
dá uma maior
diversificação
geográfica
para a JBS nos EUA.
Serão mais
quatro unidades
de abate, que somadas
às demais
adquiridas da Swift
no ano passado,
totalizam capacidade
diária de
processamento de
28.100 cabeças
de gado.
A
Five Rivers também
mudara sua denominação
a partir de agora.
Será a JBS
Five Rivers. A prestadora
de serviços
de confinamento
criou gado no valor
de 1,7 bilhão
de dólares
nos últimos
12 meses, com um
Ebitda de 8,8 milhões
de dólares.
A
JBS Five Rivers
possui dez confinamentos
com capacidade simultânea
de engorda de 820.000
cabeças de
gado em quatro estados
diferentes, adjacentes
às unidades
já existentes
da JBS. Cerca de
dois milhões
de cabeças
já foram
engordadas nestes
confinamentos nos
últimos doze
meses.
Nos
EUA
No
início da
semana, a JBS já
havia informado
que tentará
reverter a decisão
do Departamento
de Justiça
dos EUA de bloquear
outra aquisição,
a da National Beef.
Para o governo americano,
esse negócio,
somado à
compra da Smithfield
Beef, proporcionaria
uma concentração
irregular do mercado
de carne bovina
nas mãos
de três empresas:
JBS, Cargill e Tyson
Foods.
A
compra da National
Beef envolvia um
total de 970 milhões
de dólares,
entre pagamento
e dinheiro e transferência
de dívidas.
Para o Santander,
a National Beef
seria a melhor aquisição
já feita
pela JBS nos Estados
Unidos. Caso o governo
americano mude de
idéia, a
JBS passará
de segundo para
primeiro no mercado
americano de carne
bovina.
Lucro
da Redecard cresce
47,3% no 3o trimestre
Portal
Exame
24 de Outubro de
2008
SÃO PAULO
(Reuters) - A administradora
de cartões
de crédito
Redecard
anunciou nesta
sexta-feira que
seu lucro líquido
recorrente no terceiro
trimestre cresceu
47,3 por cento em
relação
ao mesmo período
de 2007, puxado
por aumento de receita
e custos sob controle.
A
companhia que tem
entre seus acionistas
os bancos Citibank,
Itaú e Unibanco,
teve lucro líquido
recorrente de 281,8
milhões de
reais com receita
operacional líquida
27,4 por cento maior,
de 652,4 milhões
de reais.
A geração
de caixa ajustada
medida pelo lucro
antes de juros,
impostos, depreciação
e amortização
(Ebitda, na sigla
em inglês)
somou 454,4 milhões
de reais, crescimento
de 41,2 por cento
em relação
ao terceiro trimestre
de 2007. A margem
cresceu quase 7
pontos percentuais,
passando de 62,8
por cento para 69,7
por cento.
A
Redecard processou
e liquidou 31,3
bilhões de
reais em transações
com cartões
de crédito
e débito
no terceiro trimestre
de 2008, o que representa
um crescimento de
23,6 por cento sobre
o registrado no
mesmo período
de 2007.
(Reportagem de Alberto
Alerigi Jr.)
Lucro
líquido da
Vale sobe 23,5%
nos nove primeiros
meses do ano
Valor Online
23/10/2008
RIO - A Vale
encerrou os nove
primeiros meses
do ano com lucro
líquido acumulado
de R$ 19,259 bilhões,
uma alta de 23,5%
em relação
aos R$ 15,596 bilhões
entre janeiro e
setembro do ano
passado. A receita
operacional bruta
da companhia nos
nove primeiros meses
de 2008 atingiu
R$ 54,82 bilhões,
7,8% acima dos R$
50,863 bilhões
dos nove primeiros
meses do ano passado.
O
lucro antes de juros,
impostos, depreciações
e amortizações
(Lajida) foi de
R$ 28,463 bilhões,
4,7% acima dos R$
27,188 bilhões
dos nove primeiros
meses do ano passado.
Entre janeiro e
setembro, as vendas
de minério
de ferro e pelotas
alcançaram
239,914 milhões
de toneladas métricas,
11,8% acima das
214,587 milhões
de toneladas métricas
de igual período
do ano passado.
Nos
primeiros nove meses
do ano, as vendas
para a China, principal
destino do minério
de ferro e pelotas
da companhia, se
elevaram para 74,876
milhões de
toneladas métricas,
respondendo por
31,2% do volume
vendido. As vendas
para o Brasil, segundo
principal destino,
representaram 16,1%.
Em seguida vieram:
Japão, com
10,2%; Alemanha,
7,8%; e Coréia
do Sul, 3,9%.
Ainda
no acumulado do
ano, a receita com
os minerais não
ferrosos foi de
R$ 17,400 bilhões,
contra R$ 24,646
bilhões no
mesmo período
de 2007.
A
mineradora dedicou
parte do texto do
balanço divulgado
hoje para a crise
financeira. Segundo
a companhia, a combinação
de dois choques,
decorrentes da crise
nos mercados financeiros
e do aumento dos
preços de
alimentos e energia,
está provocando
desaceleração
na atividade econômica
global à
medida em que se
reduz significativamente
o crescimento dos
países desenvolvidos
e a expansão
dos mercados emergentes
perde ímpeto,
enfraquecendo a
demanda por minerais
e metais.
"A súbita
falta de liquidez
e a recente intensificação
do estresse nos
mercados financeiros
aumentaram os riscos
de uma recessão
e, portanto, mitigam
o risco de alta
dos preços",
diz o balanço
enviado à
Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM).
A
companhia diz esperar
a continuação
da desaceleração
econômica
global, com o ritmo
de crescimento caindo
no curto prazo ao
nível observado
na recessão
de 2001.
"Esperamos
que uma recuperação
gradual comece no
segundo semestre
de 2009, com a expansão
global voltando
à tendência
de longo prazo possivelmente
apenas em 2010.
O crescimento das
economias desenvolvidas
deverá continuar
fraco durante o
restante de 2008
e o primeiro semestre
de 2009. A retomada
das atividades na
construção
residencial e preços
mais estáveis
do petróleo
podem ajudar a criar
as bases para a
recuperação
da economia americana
no segundo semestre
de 2009", diz
o balanço.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
Costa
Cruzeiros desembarca
no Brasil com bandeira
espanhola
Gazeta Mercantil
23/10/2008
Rio
de Janeiro, 23 de
Outubro de 2008
- O Brasil já
corresponde a algo
como 7% a 8% das
vendas totais da
Costa
Cruzeiros.
E tem registrado
crescimentos anuais
que superam os 20%.
Dois bons motivos
para a líder
italiana de cruzeiros
apostar no País.
Segundo
Píer Luigi
Foschi, presidente
do conselho da empresa,
o País será
alvo de duas importantes
ações
da companhia: de
um lado, mandará
para o Brasil o
Costa Concordia
- com capacidade
para 3.780 hóspedes
- para a temporada
2009/2010, o maior
e mais novo navio
da armadora; de
outro, passará
a operar em águas
brasileiras com
uma segunda bandeira,
a Ibero Cruzeiros.
No caso da bandeira
de origem espanhola
(e em processo de
certificação
na Itália),
isso significará
mais três
navios no Brasil,
todos de menor porte
(com até
1,8 mil hóspedes).
O
foco da nova bandeira
do grupo é
o público
que fala português
e espanhol, de idade
- ou "atitude"
- mais jovem. "Outra
importante diferença
da Ibero Cruzeiros
serão seus
preços, em
média, 20%
mais baratos que
os da Costa Cruzeiros",
informa Foschi.
As duas bandeiras
totalizarão
seis navios no País,
os quais serão
responsáveis
por uma oferta ao
longo de 2009/2010
de 217 mil leitos.
Se a conta for estática
(não abrangendo
os sucessivos cruzeiros
feitos por cada
navio), o total
de leitos em todos
os navios será
de 9.620, contra
os 3.810 ofertados
na temporada de
2004/2005.
A
crise internacional
não está
assustando os líderes
da armadora. "Para
a próxima
temporada, temos
75% de ocupação",
garante Renê
Hermann, diretor
geral da Costa Cruzeiros
para a América
do Sul. E, para
minimizar os efeitos
do câmbio
depois da eclosão
da crise financeira
internacional, a
empresa se prontificou
a dar um desconto
de 20% nos preços
dos pacotes atuais,
de forma que seus
valores não
fiquem muito distantes
do câmbio
de R$ 1,90, anterior
às oscilações
nas bolsas e na
cotação
do dólar.
"O
mercado brasileiro
para a Costa Cruzeiro
eqüivale ao
norte-americano
em termos de vendas",
compara o presidente
do conselho de administração
da Costa Crociere.
Foschi conta que
a China, destino
que passou a atender
há um ano,
ainda patina no
1% de participação
das vendas totais
da empresa. Já,
no Brasil, com o
reforço dos
navios da Ibero
Cruzeiros, haverá
um incremento de
participação
do País de
2% a 3%, calcula
o chairman. Ele
explica que o grupo
italiano é
o braço europeu
da Carnival Corporation,
cujo faturamento
chega a US$ 2,4
bilhões.
E a Ibero é
a mais recente aquisição
do conglomerado.
Segundo
Alfredo Serrano,
diretor-geral da
empresa adquirida,
até o ano
passado a Ibero
dedicava-se exclusivamente
a atender o público
espanhol. "Com
a aquisição
pela Carnival, o
público alvo
ampliou-se: dos
45 milhões
de espanhóis,
passou a ter como
vocação
650 milhões
de consumidores
que falam espanhol
e português
na Europa e Américas".
Segundo os gestores
da companhia, os
empregos gerados
no Brasil se traduzirão
em 12 mil vagas
(temporárias)
até 2012.
"Pelo menos
25% da tripulação
dos navios que navegam
no País têm
de ser brasileiros",
explica Hermann.
Em 2009, o executivo
também calcula
que a distribuição
de receitas a partir
dos gastos feitos
pelos hóspedes
nas paradas dos
cruzeiros - entre
eles os destinos
Salvador, Rio de
Janeiro, Santos
e Maceió
- chegará
a R$ 500 milhões.
"Na Europa,
a geração
de renda de nossos
navios nos locais
de destino chega
a € 3 bilhões
por ano", comenta
o diretor geral
para a América
do Sul. A conta
leva em conta a
média de
€ 90 por passageiro
por dia passado
em um destino, acrescida
de outros €
180 por passageiro
de receitas indiretas,
relativas a impostos
e taxas diversas
pagas pela empresa
em cada local.