Sexta-feira, 07/11/2008
Ano VIII – edição 342




Receita da Lupatech cresce 24,5% no tri

InvestNews
06/11/2008

SÃO PAULO - A Lupatech, líder no Mercosul na fabricação de válvulas industriais e fabricante de equipamentos para o setor de petróleo e gás e de conjuntos para a cadeia automotiva, registrou receita líquida consolidada de R$ 204,3 milhões no terceiro trimestre de 2008, crescimento de 24,5% comparado ao segundo trimestre deste ano.

O setor de petróleo e gás contribui com 67,6% da receita líquida. O Ebitda consolidado (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da Lupatech no final do terceiro trimestre alcançou R$ 71,1 milhões, um aumento de 50,2% sobre os R$ 47,4 milhões registrados no segundo trimestre deste ano. O avanço do Ebitda foi decorrente do crescimento orgânico dos negócios e do ganho operacional, fatores que também levaram a companhia a registrar margem Ebitda de 34,8%. (Redação - InvestNews)

Vale sinaliza renegociação com Arcelor Mittal
Gazeta Mercantil
06/11/2008

RIO - Depois de cortar 10% da produção e recuar nas negociações de reajuste com as siderúrgicas chinesas, a preocupação da Vale agora é manter os contratos de longo prazo que já foram assinados. As siderúrgicas estão cortando produção de aço e, por tabela, revendo as encomendas das mineradoras.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, sinalizou que terá de renegociar o maior contrato de venda de minério que a empresa possui atualmente. "Esse negócio de contrato é o seguinte: minério não é coisa simples não, o volume é muito grande. A Arcelor Mittal está reduzindo produção num ritmo fortíssimo. Como é que eu vou querer que eles honrem contrato. Tem um contrato, um volume acertado e onde é que ele vai por (o volume)? Ele (Arcelor Mittal) não tem onde pôr. Então também temos que entender o seguinte, que tem um problema do lado de lá e a gente tem que respeitar", disse o executivo, ao ser indagado sobre cortes de produção da maior siderúrgica do mundo.

A Arcelor Mittal estaria cortando 30% da procução por causa do desaquacimento da demanda por produtos siderúrgicos. Agnelli afirmou que a redução de 10% na produção de minério de ferro é suficiente para manter o equilíbrio da empresa. Não é preciso aumentar os cortes, pelo menos por enquanto. Depois anunciar a dimuinuição de 30 milhões de toneladas anuais do insumo na sexta-feira passada, o executivo admitiu um recuo na batalha por reajuste na segunda-feira. (Sabrina Lorenzi - GZM)


Caixa eleva lucro em 1.156%, para R$ 722 mi no trimestre
Gazeta Mercantil
06/11/2008

Brasília - Crise é palavra que está fora do dicionário da Caixa Econômica Federal em 2008. O lucro líquido acumulado entre janeiro e setembro atingiu R$ 3,3 bilhões. É um resultado 90% maior que o de igual período de 2007, que foi de R$ 1,7 bilhão. O lucro líquido entre julho e setembro deste ano foi de R$ 722 milhões, 1.156% maior que o de igual período do ano passado que foi de R$ 62,5 milhões. Como base de comparação, no mesmo período, o lucro líquido do Itaú caiu 8%.

Os dirigentes da Caixa deixaram claro que a meta é crescer ainda mais. Em outubro, a instituição deve liberar mais de R$ 4,5 bilhões de crédito para pessoas jurídicas, um recorde. A média mensal é de R$ 2,5 bilhões . "Escassez de crédito na Caixa não existe", afirmou o vice-presidente de Finanças, Márcio Percival Alves Pinto.
A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, disse que a instituição quer comprar outros bancos, como autoriza a Medida Provisória 443 e também aproveitar outras oportunidades abertas pela medida, como iniciar atuação na previdência privada e leasing. Antes da medida, a instituição não tinha autorização para essas operações.

Mesmo antes da 443, a Caixa já estava pensando em expansão das operações. Há dois meses pediu ao Banco Central autorização para atuar no financiamento a exportações. No começo do próximo ano já estará trabalhando com Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACCs), área na qual não atuava. Quanto à compra de carteiras de outros bancos a partir da liberação de recursos do compulsório, a Caixa informa que aplicou R$ 2 bilhões, principalmente em crédito consignado. O poder de fogo da instituição para a aquisição de carteiras com recursos do compulsório é de R$ 2,7 bilhões. As compras totais do último mês chegam a R$ 2,2 bilhões, se incluídas compras de debêntures.

Os percentuais de crescimento ilustram a voracidade da instituição. Os depósitos à vista atingiram no final de setembro R$ 11,5 bilhões, alta de 29,7% em comparação a igual período do ano passado. Com isso, a instituição garantiu 10,1% de participação no mercado, encerrando o terceiro trimestre com 44,2 milhões de clientes.

Os ativos da instituição seguiram a mesma tendência. Somavam R$ 276 bilhões no final de setembro e aumentaram 15,3% na comparação com setembro de 2007. Grande destaque foi o total de operações de crédito que chegou a R$ 69,1 bilhões em setembro, um crescimento de 33% em 12 meses e de 8,8% sobre o trimestre anterior.

O vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Marcos Vasconcelos, ressalta que o salto no crédito deve-se ao segmento de pessoas jurídicas. Abrigou 85 mil novas empresas, enquanto outros bancos ficavam mais restritivos a concessão de crédito no último trimestre.

No acumulado do ano, o retorno sobre o patrimônio líquido da Caixa foi de 37,2%. Do total do lucro, R$ 1,5 bilhão foi encaminhado à União. A previsão para o final do ano é de aumento de 12,8% no total de depósitos à vista, 22% na caderneta de poupança, 35,5% no crédito comercial e 35,2% na habitação em relação ao desempenho do ano passado.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - )(Ayr Aliski)

Grupo Paulo Octávio e Infor fecham parceria
InvestNews
06/11/2008


SÃO PAULO - A Infor, uma das três maiores companhias mundiais de software corporativo, acaba de fechar contrato com a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários - empresa de Brasília, que incorpora, constrói e vende imóveis na capital federal - para ser o fornecedor das soluções FMS SunSystems e Infor Planning and Budgeting.

O ERP da Infor que está sendo implementado fará todo o controle administrativo e financeiro (contas a pagar e receber, compras, vendas, ativo fixo, rateio e estoque); além de operar a ferramenta de planning financeiro MPC, que possibilita a extração de informações gerenciais e planejamento de múltiplos cenários e forecast. A Infor também fornece um módulo de gerenciamento de eventos, e o módulo fiscal voltado para a legislação fiscal brasileira. Tudo integrado com os sistemas atuais da Paulo Octávio.

"A combinação do Infor FMS SunSystems com o Infor PM Planning and Budgeting oferece à empresas formas para transformar rapidamente dados brutos em informações de negócios o que pode ser uma poderosa vantagem competitiva", diz Celso Tomé Rosa, vice-presidente de vendas da Infor Brasil.

Saneamento terá R$ 40 bi até 2010
Gazeta Mercantil
06/11/2008


São Paulo - O governo está investindo com recursos do PAC R$ 40 bilhões em saneamento até 2010, disse o diretor da área social do BNDES, Élvio Gaspar, durante o Congresso em Celebração ao Ano Internacional do Saneamento - CAIS 2008. Com esse montante, a previsão é atender a 86% dos domicílios brasileiros com água potável, 55% com esgoto e 47% com destinação adequada do lixo. "Independentemente da crise, a decisão do governo é de manter os investimentos", garante Rogério de Paula Tavares, superintendente nacional de saneamento da Caixa.
(Roberta Scrivano)


Mesmo com crise, CSU quer crescer mais que mercado
InvestNews
06/11/2008


SÃO PAULO - A CSU CardSystem, após inverter o prejuízo líquido registrado tanto no terceiro trimestre do ano passado, quanto o período entre janeiro e setembro de 2007, mantém a meta de crescer mais do que o mercado. "Estamos entre as empresas que crescerão menos, e não dentre as companhias que encolherão devido a crise", afirma Décio Burd, diretor de relações com investidores da processadora independente de meios eletrônicos de pagamento.

A empresa reportou lucro líquido de R$ 1,02 milhão no terceiro trimestre de 2008, ante um prejuízo de R$ 240 mil no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a CSU CardSystem apresentou lucro líquido de R$ 4,8 milhões, enquanto que no período entre janeiro e setembro de 2007, o prejuízo líquido havia sido de R$ 10,2 milhões.
"Os resultados devem-se, principalmente, a uma reorganização nos custos e crescimento da atividade de cartões - que gerou crescimento de 40% no Ebitda e 11,2% de avanço na receita líquida. Além disso, conseguimos reduzir em 14% nosso endividamento", explica o diretor de RI.

O número de cartões cadastrados atingiu número recorde: 5,2 milhões de novos plásticos emitidos em nove meses. Sendo assim, a base de cartões da CSU no terceiro trimestre deste ano aumentou 21,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. O ingresso de três novos clientes também contribuiu para este número: Carrefour, Porto Seguro e Omni Financeira. "Estamos sempre batalhando para buscar as oportunidades de surgirem.Há, por exemplo, as inúmeras redes regionais que ainda não foram exploradas", lembra Burd, sem revelar projeções.

Quanto a crise financeira, o executivo não acredita que as instituições reduzirão o volume de crédito concedido aos portadores de cartões. "A falta de crédito restringe a capacidade de funding, mas o crédito que foi concedido será honrado. Mas também não acredito que, por causa da crise, comercialize-se um número maior de cartões", diz o diretor de relações com investidores da CSU CardSystem.

"Temos crescimento, consistentemente, mais do que o dobro do mercado. Neste novo cenário, manteremos a meta de crescer mais do que o mercado", completa Burd. (Vanessa Correia - InvestNews)


Volvo já faz novo plano de investimentos
Gazeta Mercantil
06/11/2008

Curitiba - A Volvo do Brasil encerrou ontem um ciclo de investimentos de US$ 110 milhões feitos nos últimos três anos e que culminou com o lançamento de um novo modelo de caminhão - o FM 11 litros, que irá disputar o mercado do transporte de carga para veículos de até 50 toneladas, faixa em que a empresa ainda não atuava. O projeto do FM levou cinco anos para ser desenvolvido, com um investimento de US$ 25 milhões. O presidente da empresa, Tommy Svensson, confirmou que a Volvo está preparando um novo ciclo de investimentos para os próximos três anos e que ele será anunciado no início de 2009, provavelmente em janeiro: "Não é uma crise passageira de mercado que irá alterar os nosso planos de longo prazo para o País", disse ele.

Segundo Bernardo Fedalto Jr., gerente de caminhões da linha F", em outubro, inclusive, a Volvo bateu todos os seus recordes com o faturamento de 1.037 caminhões no mercado interno e vai chegar a 10 mil unidades comercializadas até o final do ano contra 7.053 em 2007. De janeiro a outubro, a Volvo vendeu 8.773 unidades.
"Nós estamos esperando para 2009 uma queda de vendas entre 5% a 10% porque a crise mundial está ajudando o mercado brasileiro a voltar ao normal, já que faltavam caminhões para vendas", adiantou Fedalto. " Dá para perceber que o mercado está se normalizando e estabilizando porque nosso prazos de entrega nos últimos dias já caíram de 90 a 120 dias para 60 dias, o que é o normal", contou. "Se nós conseguíssemos produzir mil caminhões a mais em 2008 teríamos vendido todos", acrescentou.

Para ele, em 2009, não irão se repetir as vendas de 80 mil caminhões na faixa acima de 15 toneladas previstas para 2008, recorde histórico, mas " certamente o número será elevado e um segundo lugar entre os recordes", completou. Fedalto acredita que a Volvo do Brasil terá ganhos de mercado no ano que vem porque " não vão mais ocorrer episódios como a ida de clientes a fornecedores concorrentes porque não tínhamos caminhões para entrega naquele momento", disse. Ele confirmou que o principal gargalo da empresa - o fornecimento de caixas de câmbio pela matriz sueca - já está resolvido e que o aumento da produção do componente na

Suécia deverá a acontecer seis meses antes do previsto, a partir de janeiro próximo. Os veículos da marca tem, em média, 70% de componentes nacionais.

Segundo o gerente de planejamento estratégico da Volvo Brasil, Sérgio Gomes, "a empresa certamente terá de fazer novos investimentos na fábrica brasileira para adaptar a produção de motores a nova lei de emissões que deverá obrigar o uso de um novo diesel com 50 ppm de enxofre e "também para uma série de desenvolvimentos na linha de veículos". Ele confirmou que a Volvo já possui o motor para este novo diesel e para o de 10 ppm, e que aguarda a oferta do combustível no mercado.

O presidente da empresa, Tommy Svensson confirmou também que a empresa não pretende diminuir seu volume de exportações, que significam 25% da produção da empresa, ou cerca de 3 mil veículos " porque o mercado da América Latina, que é de nossa responsabilidade, ainda está muito aquecido na Argentina, Peru e Chile", disse.

O diretor da Volvo Financial Services Brasil, o banco da fábrica, Adriano Merigli, confirmou que a empresa está se preparando para aumentar a concessão de financiamentos aos seus clientes em 2009 porque " se espera uma redução de operações nos bancos tradicionais". "Como 70% das vendas saem pela linha Finame, do BNDES, acredito não haverá problema de falta recursos. Nós pretendemos financiar R$ 1 bilhão, um pouco mais que em 2008, cujo resultado deverá fica próximo deste número", disse ele.

Novo veículo
O Volvo FM 11 litros com motor de 370 cavalos que a empresa lançou ontem em Curitiba fica numa faixa intermediária até aqui não ocupada pela empresa - abaixo e acima desta categoria estão o VM 310 cavalos e o FH 400 cavalos. Assim, a linha de produtos está segmentada pelo Volvo VM com motor de 7 litros e 310 cavalos, para operação na faixa de 40 toneladas de Peso Bruto Total Combinado ( PBTC), FM com motor de 11 litros e 370 cv para a faixa de 50 toneladas de PBCT e o FH, como motor de 13 litros e potências de 400 cv, 440 cv, 480 cv e 520 cv, para a faixa de 60 toneladas de PBCT, ou acima disso. Segundo Bernardo Fedalto, a empresa espera comercializar perto de 1.000 unidades do FM 11 litros em 2009.(Gazeta Mercantil/Caderno C - (Norberto Staviski)


Exportações chegam a US$ 71,5 bi em 12 meses
InvestNews
06/11/2008


SÃO PAULO - As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 6,6 bilhões em outubro, um crescimento de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado da balança comercial do agronegócio registrou superávit de US$ 5,5 bilhões. Nos primeiros dez meses deste ano, as exportações somaram US$ 62 bilhões, valor 26,8% maior que no mesmo período de 2007.

Em 12 meses, o valor exportado alcançou os US$ 71,5 bilhões.
Os setores que mais contribuíram em valor absoluto para o aumento das exportações foram carnes, complexo sucroalcooleiro, fumo e café. O valor exportado do complexo soja (grão, farelo e óleo) apresentou redução de 4,2%. A queda se deu em razão da antecipação das vendas dos produtos do complexo nos meses anteriores a outubro.

No mês passado, foi exportado o equivalente a US$ 1,1 bilhão do complexo soja. As vendas externas de carnes cresceram 31,4% alcançando a cifra de US$ 1,4 bilhão puxadas, principalmente, pelo aumento dos preços e das quantidades embarcadas de carne de frango e peru que aumentaram 3,5% e 10%. As exportações do complexo sucroalcooleiro no mês passado totalizaram US$ 870 milhões, 40,5% superior que o mesmo período do ano anterior.

As vendas de fumo e seus produtos cresceram 56,2%, ainda na comparação com outubro de 2007, e alcançaram US$ 406 milhões. O crescimento das exportações de café foram superiores em 29,7%, registrando valor de US$ 524 milhões.

Os destinos das exportações cresceram principalmente para África (+69,8%), Aladi (+46,6%) e Oriente Médio (+39,7%).

Mapfre prevê crescer com venda de banco
Gazeta Mercantil
06/11/2008

São Paulo - A iminência da venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil é vista com otimismo para os negócios da Mapfre. Parceira majoritária na joint venture Nossa Caixa Mapfre, que comercializa seguros de vida e planos de previdência privada desde 2005, a seguradora aposta na chance de ampliar seus canais de distribuição de produtos com o banco federal assumindo o controle da instituição estatal paulista.

O presidente da Nossa Caixa Mapfre, Marcos Eduardo Ferreira, disse à Gazeta Mercantil que a negociação conduzida pelos dois bancos pode render bons frutos à seguradora. "É sempre muito atrativo poder contar com a possibilida de termos algum tipo de acordo de distribuição fechado com o Banco do Brasil", afirmou Ferreira, lembrando que a Mapfre ainda não entrou nas negociações entre os governos estadual e federal. "Enquanto acionista, a Mpfre Nossa Caixa precisa ser notificada para tomar alguma posição."

Ontem, o executivo comemorou a marca de 3 milhões de apólices de seguros de vida e previdência privada vendidas pela seguradora nas agências da Nossa Caixa, desde o início da join venture, há três anos. Segundo Ferreira, o número ratifica as estratégias de gestão operacional enxuta e diversificação de produtos. "Montamos a companhia com base em um modelo administrativo e operacional simples e enxuto, sem papel e com 100% das transações integradas entre a seguradora e o banco, além disso desenvolvemos um portfólio abrangente, baseados em seguros individuais com foco na pessoa física."

Crise
A Nossa Caixa Mapfre apresentou crescimento acumulado na ordem de 510%, se considerados os últimos três anos. De acordo com o presidente da empresa, os prêmios em 2008 devem chegar a R$ 460 milhões.
Mesmo com a projeção com a retração econômica no ano que vem, Ferreira aposta em avanço de 5% das operações da seguradora.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados)(Luciano Máximo)


Novo shopping em Cianorte
Gazeta Mercantil
03/11/2008

Curitiba - Principal pólo de confecções do Paraná, 65 mil habitantes, e visitada diariamente por quase meia centena de ônibus de consumidores do Sul do País e interior de São Paulo, Cianorte, no Noroeste do estado, vai inaugurar o seu maior shopping atacadista em 9 de novembro próximo. O empreendimento, que nasceu da união de 80 empresários locais num "pool" de empreendedores, foi iniciado com um fundo de R$ 5,6 milhões. Até o fim do próximo ano terá 220 lojas concluídas e deverá ultrapassar um investimento de R$ 15 milhões até 2010.

Cianorte também é conhecida por ser a cidade onde mais se produz jeans no Brasil e, por isso, o diferencial do Cianorte Mega Shopping não está apenas no número de magazines, mas também na infra-estrutura física e no atendimento que disponibilizará aos guias, compradores e demais turistas.

No total, são 450 indústrias de confecções locais, produzindo mais de cinco milhões de peças por mês que são comercializadas em outros cinco shoppings atacadistas e na Rua da Moda, abrigando um número superior a 300 lojas das fábricas, o que o torna um grande pólo de turismo de negócios.

O novo shopping está localizado na entrada da cidade e irá comportar também um hotel com 150 apartamentos, com capacidade para 450 leitos, oferecendo internet sem fio gratuita, piscinas, salas de massagem, musculação e ginástica, auditório, restaurante, e ambiente totalmente climatizado. "Sabemos que as pessoas viajam muito para comprar nossos produtos e isso torna importante investir no conforto", diz o empresário Marcos Nabhan, diretor-presidente do shopping.

A estimativa é que o empreendimento crie 1,5 mil empregos diretos e 5 mil indiretos até 2010.

Segundo Marcelo Rodrigues, administrador do empreendimento, cada empresário terá a oportunidade de adquirir uma loja no Cianorte Mega Shopping sem pagar pela "luva" (direito de uso) e com escritura. (Gazeta Mercantil)(Norberto Staviski)


Grupo Gerdau avalia ajustes na produção
Gazeta Mercantil
06/11/2008

Os números superaram as expectativas de analistas, mas ao divulgar os resultados obtidos no terceiro trimestre deste ano, o diretor-presidente André Gerdau Johannpeter informou que o grupo siderúrgico Gerdau está avaliando cada uma das operações para definir ajustes que permitam adequar a produção ao novo patamar de demanda. Uma das áreas críticas é a de aços especiais que tem 70% das vendas atreladas ao setor automotivo e cujo esforço de vendas está partindo com mais força para a indústria naval, de energia e infra-estrutura que se mantém com melhor desempenho, afirmou Johannpeter ontem ao anunciar os resultados da companhia.

O empresário, entretanto, não deu maiores detalhes quanto a esses ajustes, disse apenas que serão avaliados quanto a cada operação e mercado. O grupo atua hoje em 14 países. O presidente da Gerdau informou também que os investimentos serão mantidos, mas poderão ter nova ordem de prioridade e novos prazos. Os gastos previstos nas operação até 2010 são de US$ 6,4 bilhões, sendo que destes US$ 1 bilhão já foi aplicado este ano.

Para o analista de siderurgia da corretora Geração Futuro, Carlos Kochenborger, a redução da produção da Gerdau no curto prazo deve ocorrer na Espanha e nos Estados Unidos. Na Espanha porque a controlada Sidenor produz principalmente aços especiais para a indústria automobilística, um dos setores mais afetados pela crise financeira global. "A Espanha é um grande fabricante de automóveis para exportação", destaca. Nos EUA a redução da atividade se deve ao alastramento da crise para além do setor da construção civil. A empresa antes alegava que tinha apenas 5% de suas vendas no mercado norte-americano ligada ao setor residencial, mas segundo Kochenborger, os problemas de restrição de crédito também estão afetando segmentos de infra-estrutura, maior mercado da Gerdau na América do Norte.

No Brasil a Gerdau ainda estaria em uma situação confortável. "Eles dão a entender que estão com a carteira de pedidos cheia para o último trimestre e início do ano que vem. Acho que em um período de três a seis meses não haverá redução de produção", conclui Kochenborger. O analista pondera que a Gerdau ainda teria uma vantagem em relação às concorrentes que estão anunciando corte de produção. Lembra que as usinas da companhia operam com fornos elétricos que utilizam principalmente sucata e ferro-gusa como matéria-prima, que podem continuar produzindo em níveis mais baixos de utilização sem causar prejuízo, ao contrário de outras empresas dependentes de minério de ferro e carvão que precisam desligar completamente os fornos.

Lucro maior
A siderúrgica, líder em aços longos, encerrou o trimestre passado com um lucro líquido de R$ 1,42 bilhão, aumento de 37,2% frente ao resultado apurado no terceiro trimestre de 2007.
A geração de caixa da Gerdau, medida pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 3,841 bilhões, um aumento de 153,7% frente ao Ebitda do terceiro trimestre de 2007, que somou R$ 1,514 bilhão.

A chamada margem Ebitda, em termos consolidados, atingiu 30,9% no período, ante 19,8% no terceiro trimestre do ano passado.
A valorização do dólar frente ao real no trimestre passado, de 20,3%, gerou um resultado financeiro negativo de R$ 1,6 bilhão para a siderúrgica brasileira. O efeito da conversão de saldos da moeda estrangeira sobre pagamentos de exportações e dívidas em dólar foi negativo em R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre deste ano ante um efeito positivo de R$ 165,1 milhões no mesmo período de 2007, informou a empresa.

No exterior a siderúrgica brasileira mantém operações, por exemplo, no Canadá, Estados Unidos, Espanha, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai e México.
Até setembro, a produção de aço bruto das empresas Gerdau atingiu 5,6 milhões de toneladas, alta de 26,6% em relação ao volume registrado no mesmo período do ano passado. Na produção de laminados, houve alta de 23,7%, para 4,64 milhões de toneladas.

No Brasil, o aumento de produção de aço bruto foi de 17,8 %, enquanto as operações na América do Norte saltaram 35,6%. Em laminados, a produção brasileira subiu 17,7% e na América do Norte cresceu 28,5%.
Vendas aumentam 21%
As vendas consolidadas atingiram 5,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, um ganho de 21,3% em relação ao período de julho a setembro de 2007.

"A demanda nos diversos setores consumidores de aços longos no Brasil, tais como construção civil, automotivo e implementos agrícolas, continuou favorável no período, proporcionando um aumento de 32,9 % nas vendas da Gerdau no mercado doméstico", informou a empresa.

A receita líquida de vendas consolidada somou R$ 12,444 bilhões no período, um aumento de 62,4 % frente ao desempenho do terceiro trimestre do ano passado.

O vice-presidente de finanças da Gerdau, Osvaldo Schirmer, disse que, a Gerdau tem caixa próprio de mais de R$ 5,6 bilhões e ainda conta com linhas contratadas de financiamento de R$ 2,6 bilhões. "Nosso perfil de endividamento é superior a sete anos (...) o que é algo confortável com o compromisso, seja qual for a geração de caixa que tivermos", disse Schirmer.

As ações PN da companhia fecharam ontem a R$ 13,98, queda de 10,03%.
(Gazeta Mercantil/Caderno C )(Rita Karam, Caio Cigana e Reuters)


TIM reverte prejuízo com rendimento de R$ 22,5 milhões
Gazeta Mercantil
06/11/2008

São Paulo - Controle de custos e aumento de receitas fizeram a TIM reverter o prejuízo líquido sofrido há um ano para um lucro de R$ 22,5 milhões nos três meses encerrados em setembro. Em igual período de 2007, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 126,9 milhões.

A terceira maior operadora celular do Brasil, controlada pela Telecom Italia, fechou o terceiro trimestre com um aumento de 20,7% na base total de clientes na comparação anual, para 35,2 milhões de pessoas.
Apesar disso, a receita média por assinante permaneceu em R$ 29,7, estável frente ao terceiro trimestre de 2007 e praticamente em linha também na comparação com o segundo trimestre do ano.

Os clientes pós-pagos, que proporcionam maior rentabilidade, representaram 19,4% da base de usuários da companhia, acima da média de 18,8% dos rivais, segundo a TIM.
Controle de custos de subsídios de aparelhos e regras mais rígidas para desconexão de clientes fizeram a TIM ter uma queda de 17% no número de novos usuários adicionados à sua base em relação ao terceiro trimestre de 2007, para 1,4 milhão.

A TIM reduziu em 2,4% os custos totais de sua operação, para R$ 2,56 bilhões. A queda nos preços médios de aparelhos fez os custos com produtos vendidos, compostos principalmente por celulares e modems de acesso à internet, caírem 10,1%, para R$ 378 milhões.

Ainda em custos, as despesas da empresa com inadimplência recuaram de R$ 275 milhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 143 milhões, retornando "ao nível esperado (ou seja, 4,7% da receita líquida de serviços)".
Além disso, o custo de aquisição de clientes recuou 14%, para R$ 110 nos três meses encerrados em setembro, diante de política mais centrada em rentabilidade.

Mais caixa, menos despesas
A geração de caixa da TIM medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 799,8 milhões, alta de 47,5% ante os R$ 542,1 milhões do terceiro trimestre de 2007.

A margem Ebitda da operadora ficou em 23,8%, ante 17,1% um ano antes.
Em termos de receita líquida, a companhia fechou o trimestre passado com R$ 3,36 bilhões, crescimento de 6,1%.

Serviços especiais crescem
O destaque ficou por conta do salto de 25,2% nas vendas de serviços de valor adicionado, como acesso à internet, que já somam 10% da receita bruta de serviços


Hering tem receita 40% maior no terceiro trimestre
Gazeta Mercantil
06/11/2008

Florianópolis - A Companhia Hering, de Blumenau (SC), colhe os frutos do aquecimento do mercado interno e do reposicionamento da marca. A empresa fechou o terceiro trimestre deste ano com receita bruta de R$ 156,51 milhões, 41,83% maior do que no mesmo período do ano passado e reverteu um prejuízo de R$ 19,6 milhões para um lucro líquido de R$ 20,9 milhões. O vice-presidente e diretor de Relações com Investidores da empresa, Fábio Hering, afirma que, por enquanto, a empresa não sentiu nenhum impacto decorrente da crise financeira internacional. Já vendeu toda a coleção produzida para o verão e iniciou a comercialização de vestuário para o outono.

Para 2009, o plano estratégico em vigor há um ano deverá ainda sustentar o crescimento que, segundo o empresário, não será tão intenso como o registrado até o momento. "A Hering não é uma ilha e deverá sentir alguma retração no consumo. Além do mais, a base de comparação de 2008 será elevada resultando em taxas menores." No acumulado do ano, o faturamento bruto foi de R$ 428,54 milhões e cresceu 41,31%.

O mercado interno expandiu as vendas em 53,8% no terceiro trimestre e ganhou relevância na formação da receita bruta, respondendo por 94,1% do total de R$ 156,5 milhões. "O aumento da receita bruta da marca Hering de 66,4%, no trimestre e de 64,6% nos nove meses consolidou o sucesso da nossa estratégia, com o crescimento da rede de lojas Hering Store e varejo multimarcas", disse o empresário. Segundo ele, as outras marcas também tiveram bom desempenho. A PUC, de moda infantil focada no público A e B, obteve crescimento de 28,3% na receita bruta do trimestre. A receita da marca dzarm cresceu 15,8% no trimestre.

A geração operacional de caixa medida pelo Ebitda ajustado foi de R$ 21,1 milhões no trimestre, 95,3% superior à do mesmo período de 2007. No acumulado de 2008, o Ebitda alcançou R$ 53,8 milhões e superou em 89,4% o valor dos nove meses de 2007. A dívida total da companhia no encerramento do terceiro trimestre era de R$ 132,1 milhões. Deste montante, 54% estão alocados no longo prazo e 5% são denominados em dólar. O empresário afirma que os investimentos previstos para 2008, de R$ 28 milhões, serão cumpridos até o final do ano.

O plano de crescimento estabelecido pela Hering compreende dois pilares. Um visa o aumento das vendas nas lojas, que neste ano ficou em torno de 30%, por meio de ações como o reposicionamento de preços, o que tornou os produtos mais acessíveis. O novo lay out e projeto arquitetônico das unidades e a campanha publicitária "Eu uso Hering desde sempre" que terá continuidade nos próximos meses, também fazem parte deste projeto.

O outro pilar, que deverá ser intensificado a partir de agora, é o do crédito. A empresa introduziu o cartão de fidelidade na rede de lojas em parceria com o HSBC/Losango com o intuito de aumentar o tráfego nas unidades e o tíquete médio das compras. Para isso, está promovendo campanhas de incentivo junto às equipes das lojas com o reforço de promotores exclusivos do cartão. Hoje 30 mil clientes possuem o cartão de fidelidade e a previsão é de em 2009 chegar aos 100 mil.

Também faz parte do plano a expansão agressiva do número de lojas. "Fechamos o terceiro trimestre deste ano com 209 Hering Store e vamos chegar ao final do ano com 229." A previsão é de que a empresa feche 2009 com 277 unidades, sendo 51 próprias e 226 franqueadas. Para 2010, a meta estabelecida é de estar com 325 lojas em cidades com mais de 200 mil habitantes. O empresário afirma que a companhia está em 22 estados, com concentração na região Sudeste, onde estão localizadas 120 lojas. "As oportunidades de crescimento estão em todo o território nacional", diz. Nas pequenas cidades, está presente em lojas multimarcas, onde atende 10 mil clientes.

Exportações
As exportações alcançaram no trimestre faturamento de R$ 9,2 milhões, 5,9% do total. Segundo Fábio Hering, a queda de 37% em relação ao terceiro trimestre de 2007 está em linha com a estratégia da empresa de concentrar esforços produtivos e de comercialização no mercado brasileiro. "Durante o terceiro trimestre, a empresa descontinuou a comercialização de produtos com a marca do cliente e passou a focar a comercialização das marcas da empresa, principalmente para a América Latina", afirma.
(Gazeta Mercantil/Caderno C )(Juliana Wilke)

Totvs cresce 30% em receita e 25% em lucro
Gazeta Mercantil
06/11/2008

São Paulo - A Totvs, que lidera a atividade de desenvolvimento e comercialização de software de gestão empresarial integrada e prestação de serviços relacionados, fechou os resultados do terceiro trimestre deste ano com recorde histórico trimestral de novos clientes de software, receita líquida e Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciações e amortizações).
A receita líquida de vendas totalizou R$ 218,6 milhões, 29,7% superior ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda somou R$ 44,3 milhões, com expansão de 20% em comparação ao mesmo período de 2007, atingindo novo recorde histórico. A geração de margem Ebitda alcançou 20,3%. O lucro líquido ajustado totalizou R$ 34 milhões no trimestre, o que representa um salto de 25,1% na comparação com 2007.

Este é o primeiro anúncio de resultados após a união com a Datasul, aprovada pelos acionistas de ambas as empresas em 19 de agosto. Os números comprovam ser a estratégia de crescimento consistente, conforme afirmou a empresa em nota. Além de ser a maior companhia de sistemas de gestão empresarial (ERP) do Brasil, hoje a Totvs é a 9ª maior empresa de ERP no mundo e a 1ª em países emergentes.

Novos clientes
A companhia encerrou o terceiro trimestre de 2008 com 22.500 clientes ativos, adicionando neste período 705 novos clientes.
No período, a receita de taxas de licenciamento atingiu R$ 59,3 milhões, aumento de 39,5% em relação ao terceiro trimestre de 2007. As receitas de serviços e de manutenção registraram recordes históricos, contribuindo para a estabilidade de geração de caixa. A receita de serviços somou R$ 75,2 milhões, crescendo 32,8%, enquanto a receita de manutenção avançou 22,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, registrando R$ 108,1 milhões.

No mesmo trimestre que foi anunciada a intenção de união entre Totvs e Datasul, foi realizada uma operação complexa que envolveu a unificação das bases acionárias de duas companhias com controle difuso e posterior fechamento de capital da Datasul. Tal operação contou com a aprovação dos acionistas de ambas as empresas. A complexidade dos processos não chegou a afetar as equipes, e a Totvs entrega para o mercado um resultado recorde em praticamente todas as suas dimensões, diz a empresa em nota.

A TOTVS encerrou o mês de setembro com R$ 144 milhões em caixa.
Totvs fornece ao mercado soluções administrativas, sistêmicas, de processos, de desempenho e de infra-estrutura, em seis ramos de negócios: software, tecnologia, BPO, consultoria, infra-estrutura e educação a distância, que garantem competitividade e foco na atividade-fim.


Topmind cresce 23% e projeta novas conquistas

InvestNews
06/11/2008

SÃO PAULO - A Topmind, empresa nacional com presença global que atua nos segmentos de Tecnologia da Informação, Recursos Humanos Estratégicos e Telecomunicações, comemora as conquistas de 2008. A empresa encerra o ano com aumento de 23% no faturamento em comparação ao ano anterior, com resultados no Brasil e nos Estados Unidos, onde possui subsidiária. Para 2009, a

Topmind projeta crescimento de 35% em relação aos números de 2008, com a conquista de cerca de 50 novos clientes. Para alcançar tais metas, a empresa tem investido na expansão de seu portfólio de serviços, na ampliação da estrutura física e em novas contratações. "Nossas metas para 2009 são agressivas e sabemos que um dos pilares para esta sustentação é a equipe. Portanto, estamos investindo na expansão de nosso grupo e na elaboração de um plano de carreira ousado, com uma série de novos benefícios, com o intuito de estimular e recompensar o esforço de todos para alcançar os resultados", informa Sandra Maura, diretora executiva da Topmind.

Outra estratégia adotada para conquistar mais clientes é a ampliação do portfólio de serviços. A empresa vem desenvolvendo, dentro e fora do País, várias parcerias para expandir sua atuação em IT Services, com o objetivo de atender seus clientes com serviços voltados para TI e Telecom em projetos locais e globais. "Nosso objetivo é divulgar em breve novos serviços, como soluções dentro do conceito de SaaS para otimização de tráfego WAN, call center e telefonia IP", finaliza Marcelo Fabretti, diretor de TI da Topmind.

Positivo tem ganho de R$ 55 milhões
Gazeta Mercantil
06/11/2008

São Paulo - A Positivo Informática, maior fabricante de computadores do Brasil, teve lucro líquido de R$ 55 milhões no 3º trimestre, e R$ 174,4 milhões de janeiro a setembro. O resultado antes de juros, amortização, impostos, depreciação e despesas financeiras (Ebitda) foi de R$ 65,6 milhões e R$ 190,8 milhões, respectivamente.

No 3º trimestre foram vendidos 437,3 mil PCs, sendo que nos primeiros nove meses de 2008, esse número atingiu cerca de 1,2 milhão de unidades vendidas. De acordo com a tendência mundial do mercado de valorizar a mobilidade, o destaque do período ficou, novamente, por conta das vendas de notebooks, que registraram novo recorde de participação de 32,5% nas vendas do 3º trimestre do ano, com 142,2 mil unidades comercializadas. Levando em consideração os primeiros noves meses de 2008, este número atinge 331,8 mil unidades.

O mercado de governo registrou aumento de 367% nas vendas do trimestre , com 110,7 mil PCs entregues no período. O volume superou as previsões, que indicavam 106 mil máquinas. Além disso, estima-se que, ainda em 2008, o MEC licitará um total de cerca de 300 mil computadores para escolas e suas áreas administrativas, para entrega em 2009. O IBGE também anunciou que licitará cerca de 150 mil netbooks (ou ultraportáteis) para o Censo de 2010.

O mercado corporativo consumiu 23,5 mil PCs no trimestre, crescimento de 159,1% em comparação com o mesmo período de 2007. Nos primeiros noves meses, já foram vendidos 70,3% mais computadores do que em todo o ano de 2007 para esse segmento. A receita bruta totalizou R$ 607,6 milhões, com aumento de 35,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.No acumulado, a receita bruta superou R$ 1,6 bilhão, 17% maior que o mesmo período de 2007. A receita líquida totalizou R$ 525 milhões, 36% maior que em 2007. Nos primeiros nove meses, superou R$ 1,4 bilhão, com crescimento de 20,2%.
(Gazeta Mercantil/Caderno C (Redação)

Estácio Participações desembolsa R$ 10,2 milhões por três faculdades
Valor Online
07/11/2008


SÃO PAULO - O atual ambiente de negócios, tido como pouco convidativo em função da crise internacional, não pôs freio ao plano de expansão da rede de ensino superior Estácio Participações.

Por meio da controlada IREP, a companhia fechou a compra de três instituições, localizadas em São Paulo, Cotia e Ibiúna, por R$ 10,288 milhões. Do valor, já foram descontadas dívidas de R$ 2,3 milhões.

As adquiridas foram: Maria Montessori de Educação e Cultura, mantenedora da Faculdade de Educação e Cultura Montessori (FAMEC); a Cultura e Educação de Cotia, responsável pela Faculdade Associada de Cotia (FAAC ou Instituto de Ensino Superior de Cotia - IESC) e a Unidade de Ensino Superior Montessori de Ibiúna, que controla a Faculdade Montessori de Ibiúna (FMI).
Segundo Fato Relevante divulgado pela companhia, ao final de outubro, as três sociedades adquiridas contavam com 3.215 alunos regularmente matriculados em seus programas de graduação e pós-graduação. Isso representa um múltiplo de R$ 3.200 por aluno.

"Com a integração das referidas instituições ao seu modelo de negócio e as sinergias a serem obtidas, a Estácio busca consolidar sua posição de liderança no setor e reafirmar o compromisso com a oferta de ensino de qualidade aos nossos alunos", destacou a companhia no Fato Relevante.

Log-In Logística aprova investimentos de R$ 228 milhões para 2009
Valor Online
07/11/2008

SÃO PAULO - A Log-In Logística anunciou hoje que seu conselho de administração aprovou investimentos de R$ 228 milhões para o ano que vem. De acordo com a empresa, este montante poderá ser revisado para cima caso sejam incluídos na lista de projetos a serem implementados a construção de navios graneleiros para transporte dedicado de bauxita e o terminal portuário em Manaus.

Do montante já aprovado, R$ 129,3 milhões deverão ser alocados à construção de navios porta-contêiner, R$ 28,4 milhões para a ampliação da capacidade do Terminal de Vila Velha (TVV) e R$ 21,4 milhões no terminal intermodal de Paulínia. Para investimentos correntes estão previstos R$ 15 milhões.

Para a expansão do Terminal de Camaçari (Tercam) estão previstos R$ 31,9 milhões, sendo que deste total, R$ 26,4 milhões anteriormente previstos para 2008 foram realocados para 2009.

Medial construirá mais quatro hospitais em São Paulo até 2011
Valor Econômico
07/11/2008

SÃO PAULO - A fim de consolidar a sua rede própria, que já conta com 11 hospitais, a operadora de planos de saúde Medial construirá mais quatro hospitais em São Paulo até 2011, cujo valor dos investimentos ainda está em análise. O único que já está em andamento é o Hospital Alvorada Paulista, previsto para ser inaugurado no próximo ano e que até o momento demandou investimentos de R$ 134 milhões, sendo R$ 77 milhões provenientes de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Medial, Emilio Carazzai, durante a divulgação do balanço do terceiro trimestre. Nesse período, a Medial registrou um prejuízo de R$ 1,8 milhão, pela legislação societária, comparado a um lucro de R$ 4,9 milhões no mesmo intervalo de 2007. A piora no resultado foi motivada pelo aumento da sinistralidade e das despesas comerciais com a venda de planos, segundo Vitor Fagá, diretor financeiro e de relações com investidores da Medial.

Apenas nos últimos três meses, a Medial conquistou 133 mil novos beneficiários, o que gerou uma despesa comercial com vendas de R$ 30 milhões. No mesmo período de 2007, esses gastos somaram R$ 23 milhões, segundo Fagá. Com os novos clientes, a operadora passa a contar com uma carteira de 1,5 milhão de vidas - uma das maiores do mercado nacional. A receita operacional líquida aumentou 11%, atingindo R$ 468,5 milhões no trimestre encerrado em setembro de 2008.

No acumulado do ano, o faturamento foi de R$ 1,4 bilhão, o que representa uma alta de 22% em relação aos nove primeiros meses de 2007. O lucro líquido avançou foi de R$ 14,8 milhões, comparado com R$ 15,7 milhões em 2007.

Na semana passada, a Medial anunciou a compra do laboratório de análises clínicas SAE por R$ 18 milhões. Durante a teleconferência, os executivos da Medial destacaram que as empresas de seu interesse são os planos de saúde com mais de 80 mil vidas, os hospitais com pelo menos 100 leitos e os centros de diagnósticos. Atualmente, a operadora de saúde possui cerca de R$ 207,6 milhões em caixa para aquisições.
(Beth Koike | Valor Econômico)

Cteep lucra 17,7% mais no terceiro trimestre
Valor Online
06/11/2008

SÃO PAULO - A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), que é controlada pela colombiana ISA, encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 231,11 milhões, montante 17,7% maior que os R$ 196,4 milhões obtidos em igual período do ano passado.

Entre julho e setembro, a companhia registrou aumento de 28,2% na receita líquida, que somou R$ 448,77 milhões. Já o custo dos serviços e despesas gerais e administrativas teve aumento de 59%, somando R$ 124,62 milhões. Segundo a companhia, esse aumento reflete o aumento das provisões para contingências.
Ainda nas saídas de caixa, o resultado financeiro foi negativo em R$ 74,5 milhões, mas essa perda e as maiores despesas foram compensadas por um ganho não operacional de R$ 1,98 milhão e outros R$ 60,83 milhões provenientes da reversão de juros sobre capital próprio. A companhia também se beneficiou de menores deduções da receita e desembolso com imposto de renda.

A companhia também apontou que seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 17,1% na comparação trimestral, para R$ 369 milhões. A margem Ebitda caiu 7,7 pontos percentuais, para 82,4%.


Oferta global de cereais vai superar a demanda em 2008/09, prevê FAO
Valor Econômico
07/11/2008

SÃO PAULO - A produção mundial de cereais deverá alcançar 2,242 bilhões de toneladas na temporada 2008/09, conforme estimativa divulgada na quinta-feira pela FAO, braço da ONU para agricultura e alimentação. A safra está em fase de colheita no Hemisfério Norte e de plantio abaixo da Linha do Equador - inclusive no Brasil. Se confirmado, o volume projetado será 5,3% superior ao do ciclo 2007/08 e marcará um novo recorde histórico.

Em comunicado, a FAO destaca que, pela primeira vez nos últimos quatro anos, sua projeção para a produção é mais do que suficiente para atender à demanda prevista, uma vez que em 2007/08 o " superávit " foi marginal (ver quadro). Reflexo desse quadro mais confortável é a estimativa da agência da ONU para os estoques finais mundiais, que, tudo indica, também deverão aumentar.
A demanda total ao longo da temporada 2008/09 foi calculada em 2,197 bilhões de toneladas, 3,3% mais que na safra passada.

Trata-se de um percentual de crescimento menor que o projetado para a produção, e esse descasamento resultou em estoques finais globais de 474 milhões de toneladas no ciclo atual, 9,4% maior.
Em tempos menos contaminados pelas movimentações financeiras nos mercados de commodities, a confirmação das previsões da FAO - que, em grande parte, dependerá do comportamento do clima no Hemisfério Sul nos próximos meses - significaria uma tendência de preços mais baixos dos alimentos pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano, e esta é uma grande preocupação desse braço das Nações Unidas.

Em 2007/08, a disparada das cotações de produtos como trigo, soja, milho e arroz no mercado internacional, que atingiu o ápice no primeiro semestre deste ano, elevou o número de pessoas subnutridas no mundo para cerca de 923 milhões. A recente queda de preços nas bolsas, diz a FAO, ainda não chegou aos consumidores da maioria dos países.
No longo prazo, alerta, a agricultura global enfrentará grandes desafios cujas soluções precisam começar a ser desenvolvidas agora.

Haverá menos terras e água disponíveis, menos investimentos em infra-estrutura rural e pesquisas agrícolas, aumento de custos de produção e mudanças climáticas. É neste cenário que mais de 9 bilhões de pessoas terão de ser alimentadas até 2050, conforme as projeções atuais, e para isso a oferta terá mais do que dobrar.

Lucro da Lojas Americanas sobe 76,5% no trimestre
Valor Online
07/11/2008

SÃO PAULO - A rede varejista Lojas Americanas encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 15 milhões, expressivo crescimento de 76,5% sobre os R$ 8,5 milhões obtidos em igual período de 2007.
Entre julho e setembro, a receita líquida consolidada cresceu 29,5%, somando R$ 1,71 bilhão. No conceito "mesmo número de lojas", que não considera as vendas das lojas inauguradas em menos de 12 meses, a receita líquida consolidada cresceu 19,5%.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro apurado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado somou R$ 217,5 milhões no trimestre, resultado 51,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda subiu de 10,9% para 12,7%.

No trimestre, as despesas operacionais (sem depreciação e amortização) consolidadas totalizaram R$ 329 milhões, ou 19,2% da receita líquida (RL), contra R$ 270,5 milhões, ou 20,5% da RL, no mesmo período de 2007.

Na B2W, braço de comércio eletrônico controlado pela Lojas Americanas, o crescimento da receita foi de 35% no comparativo anual, totalizando R$ 1,108 bilhão. O Ebitda da B2W ficou em R$ 120 milhões, o que represente um crescimento de 44% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Já o lucro líquido da empresa, resultado da fusão da Americanas.com com o Submarino, totalizou R$ 27 milhões, forte crescimento de 80% no comparativo anual.

No braço financeiro do grupo, a Financeira Americanas Itaú (FAI), mais conhecida como Americanas Taií, fechou com prejuízo de R$ 10,2 milhões. Em 30 de setembro de 2008, a FAI apresentava volume de recebíveis equivalente a R$ 404,3 milhões, que corresponde a 100% do volume total da carteira. Vale lembrar que a consolidação da operação da FAI pela Lojas Americanas é feita de maneira proporcional à sua participação societária, ou seja, 50% do total.


Vendas mundiais de smartphones crescem 28% no terceiro trimestre

Valor Online
07/11/2008

SÃO PAULO - As vendas mundiais de celulares inteligentes (smartphones) cresceram 28% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. No total, foram comercializados 39,9 milhões de aparelhos do gênero, segundo dados da consultoria Canalys. A expansão já era esperada e a surpresa, no entanto, foi o forte crescimento da participação da Apple, que tomou o segundo lugar no ranking das maiores empresas do setor da Research in Motion (RIM), que fabrica os telefones BlackBerry.

Segundo a consultoria, as vendas de quase 40 milhões de smartphones significavam 13% do mercado total de telefones celulares, dois pontos percentuais a mais do que representavam no trimestre anterior.
Entre os meses de julho e setembro deste ano, a empresa fabricante do iPhone vendeu 6,8 milhões de aparelhos, um crescimento de 523% em relação aos 1,1 milhão comercializados nos mesmos meses de 2007. Com isso, ela suplantou a RIM, que embora tenha crescido 83,5% no mesmo intervalo, vendeu 6 milhões de telefones.

A expansão da Apple é ainda mais significativa pelo fato de ela ter entrado no mercado de telefones apenas no ano passado. De lá para cá, a empresa lançou apenas dois modelos de seu iPhone - com tecnologias GSM e de terceira geração (3G) - com duas configurações cada.

"Era esperado que a Apple iria figurara entre os líderes do mercado de smartphones nesse trimestre, era só uma questão de quão alto chegaria - e isso é impressionante", afirmou o analista da Canalys, Pete Cunningham. Ele ainda afirmou que, embora tenha perdido o segundo posto no ranking, o desempenho da RIM também é digno de nota. "Essa também é uma performance tremenda, especialmente considerando os atrasos no lançamento do BlackBerry Bold", afirmou.

Embora tenha mantido a liderança do mercado, a finlandesa Nokia foi a única entre as cinco maiores que apresentou retração em suas vendas no trimestre. Ela comercializou, entre julho e setembro, 15,4 milhões de aparelhos, 3,4% menos que no mesmo período do ano passado.

A participação de mercado da Nokia, com isso, caiu de 51,4% no terceiro trimestre de 2007 para 38,9% neste ano, sendo que a Apple viu sua fatia crescer de 3,6% para 17,3% e a RIM de 10,6% para 15,2%.

"Com a competição no segmento de smartphones esquentando, ser capaz de introduzir melhoras de tecnologia e de interface de usuários rapidamente é crítico", disse Tim Shepherd, também analista da Canalys.
(José Sergio Osse | Valor Online)


Bahia receberá investimentos de R$ 193 milhões de duas empresas

Valor Online
07/11/2008

A assessoria do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), informou que o Estado definiu hoje investimentos privados de R$ 193 milhões. A rede varejista Casas Bahia comprometeu-se a abrir 38 lojas em várias cidades e um centro de distribuição em Camaçari. A indústria coreana Global Enterprise vai instalar uma fábrica de CDs e DVDs em Feira de Santana.

As duas empresas terão incentivos fiscais previstos no programa Desenvolve. Segundo informações da Secretaria da Fazenda, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado poderá ter parte de seu pagamento adiado (diferimento) por até cinco anos. Nesse caso, há três enquadramentos com prorrogações de 90%, 80% e 70%, dependendo dos projetos apresentados e da avaliação de seis condições: criação de empregos, impacto ambiental, responsabilidade social, tipo de atividade, integração das cadeias produtivas e uso de insumos locais.

As parcelas do ICMS adiadas serão corrigidas pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6,25% ao ano. Se a empresa beneficiada antecipar os pagamentos, poderá ter descontos de até 80%. Além disso, a Fazenda da Bahia não cobrará a diferença de alíquota do ICMS sobre a compra de máquinas e equipamentos fabricados em outros Estados. Nas importações de bens de capital, também não incidirá ICMS.

De acordo com a assessoria do governo baiano, a empresa coreana vai investir, inicialmente, R$ 85 milhões na primeira etapa da sua mais nova unidade de produção de mídias. Quando estiver operando com capacidade total, a Digitimidia terá investido R$ 169 milhões para produzir 150 milhões de unidades de CDs e DVDs por ano, com previsão de faturamento anual de R$ 82 milhões e geração de 700 empregos diretos e 1.200 indiretos.

O governo da Bahia também assinou protocolo de intenções com a Casas Bahia, que pretende investir R$ 24 milhões somente no centro de distribuição, com previsão de geração de 150 empregos diretos.
(Arnaldo Galvão | Valor Econômico para o Valor Online)


Reserva do pré-sal pode chegar a 50 bi de barris, diz diretora da ANP
Agência Brasil
07/11/2008

RIO - A nova diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou hoje, durante discurso de posse, que as reservas de petróleo e gás natural na área do pré-sal - onde estão localizados os mega-campos de Tupi e Iara - podem chegar a pelo menos cerca de 50 bilhões de barris. O volume estimado é mais de quatro vezes maior do que as reservas atuais do país.

A diretora da ANP, que antes ocupava a superintendência de Definição de Blocos da agência, manteve a avaliação inicial já feita para o mega-campo de Tupi, de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo e óleo equivalente.
Segundo ela, serão necessários investimentos de cerca de US$ 70 bilhões, a perfuração de cerca de 500 poços e a instalação de oito plataformas de grande porte para desenvolver o campo.

"Estimamos que o pré-sal tenha pelo menos 50 bilhões de barris, volume 4 vezes maior do que as reservas atuais do país. Isto significa um enorme desafio em termos de investimentos, de produção de aço e necessidades regulatórias", afirmou.

O chamado "Cluster de Tupi", como vem sendo conhecida a área que inclui ainda poços como o de Guará, Iara e Carioca já teve 42 dos seus quase 100 campos licitados pela Agência Nacional do Petróleo.
(Agência Brasil)


 

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