1.
Lucro da estatal
é recorde
histórico,
diz Barbassa
InvestNews
11/11/2008
SÃO
PAULO - O lucro
líquido registrado
pela Petrobras
no terceiro trimestre
deste ano, assim
como no acumulado
do ano, foi um recorde
histórico,
afirmou Almir Guilherme
Barbassa, diretor
financeiro e de
relações
com o investidor
da companhia, durante
coletiva de imprensa.
A
estatal registrou
um lucro líquido
de R$ 10,852 bilhões
no terceiro trimestre,
alta de 96% em relação
ao mesmo período
do ano passado.
No acumulado do
ano, o lucro foi
de R$ 26,56 bilhões,
crescimento de 61%
em relação
ao mesmos meses
de 2007. "Esse
resultado é
fruto da excelência
operacional, crescimento
da produção,
das vendas e da
disciplina de capital
acumulados ao longo
de anos", apontou.
De
acordo com Barbassa,
o câmbio também
foi favorável
ao resultado da
empresa. Com a desvalorização
do real frente ao
dólar, o
mercado doméstico
acabou sendo beneficiado.
Quanto à
exposição
cambial, a posição
de R$ 13,6 bilhões
em ativos líquidos
sujeitos à
variação
cambial proporcionou
um ganho financeiro
de R$ 3,5 bilhões
diante da forte
depreciação
do real no terceiro
trimestre.
"Ao
longo desse período,
observamos uma desvalorização
da moeda de 20%,
resultante do agravamento
da crise internacional
a partir de setembro",
afirmou a companhia
em comunicado. A
Petrobras continua
investindo prioritariamente
no desenvolvimento
de sua capacidade
de produção
de petróleo
e gás natural,
através de
investimentos próprios
e da estruturação
de empreendimentos
com parceiros. Em
30 de setembro de
2008, os investimentos
totais alcançaram
R$ 34,050 milhões,
representando um
aumento de 11% sobre
os recursos aplicados
em 30 de setembro
de 2007. Em relação
aos projetos de
pré-sal,
Barbassa explicou
que eles "vão
acontecer naturalmente,
os planos não
vão ser alterados".
Entretanto, a companhia
está revendo
o plano estratégico
geral para 2009.
Outro
ponto ressaltado
pelo executivo foi
a questão
da queda no preço
dos barris de petróleo,
que segundo o diretor
financeiro não
terá impacto
receita líquida
da companhia. (Micheli
Rueda - InvestNews)
2.
Brasil e México
querem ampliar comércio
bilateral
InvestNews
11/11/2008
SÃO PAULO
- Brasil e México
querem ampliar a
lista de 800 produtos
com preferências
tarifárias
do Acordo de Complementação
Econômica
nº 53, que
regula o comércio
bilateral.
Com
esse objetivo, o
secretário-executivo
do Ministério
do Desenvolvimento,
Indústria
e Comércio
Exterior,
Ivan Ramalho, terá
encontro, amanhã
(12), na Cidade
do México,
com representantes
do governo mexicano
e da iniciativa
privada. Será
a 4ª Reunião
da Comissão
de Monitoramento
do Comércio
Brasil-México,
com vistas a aumentar
o fluxo de comércio
nos dois sentidos,
que atingiu US$
6,218 bilhões
de janeiro a outubro
deste ano.
De
acordo com números
do MDIC,
a balança
comercial entre
os dois cresceu
21,7% em relação
ao mesmo período
do ano passado,
com superávit
(saldo entre exportações
e importações)
de US$ 991 milhões
para o Brasil. Verifica-se,
no entanto, que
o saldo em prol
dos exportadores
brasileiros caiu
quase metade na
comparação
com os US$ 1,846
bilhão registrados
de janeiro a outubro
de 2007.
Enquanto
as vendas nacionais
para aquele país,
no valor de US$
6,218 bilhões,
cresceram só
3,7% no período,
as importações
de produtos mexicanos
evoluíram
60,2%. As informações
foram divulgadas
pela assessoria
de imprensa do MDIC
e acrescentam que
o México
respondeu por 2,1%
das exportações
brasileiras, nos
dez meses deste
ano, contra participação
de 2,6% em igual
período de
2007. As informações
são da Agência
Brasil.
3.
Funcafé repassa
R$ 1,8 bi para safra
2008
InvestNews
11/11/2008
SÃO PAULO
- O Fundo de Defesa
da Economia Cafeeira
(Funcafé),
do Ministério
da Agricultura,
Pecuária
e Abastecimento
(Mapa), liberou
até esta
terça-feira,
R$ 1,8 bilhão,
com mais um repasse
ao Banco do Brasil
de R$ 70 milhões
para custeio do
café. O montante
autorizado para
as linhas de estocagem,
colheita, custeio
e financiamento
para aquisição
de café (FAC)
é de R$ 2,1
bilhões.
O
diretor do Departamento
do Café,
da Secretaria de
Produção
e Agroenergia (SPAE),
Lucas Ferreira,
destacou que o total
liberado aos agentes
financeiros representa
83% dos recursos
disponíveis
do Funcafé
para apoiar a atual
safra. 'O Fundo
tem saldo em caixa,
ainda, para atingir
a totalidade dos
recursos autorizados',
afirmou. Ele lembra
que a contratação
do financiamento
da colheita do café
encerrou em outubro.
A data limite do
financiamento da
estocagem e do FAC
vai até 31
de janeiro de 2009.
O custeio segue
até 28 de
fevereiro.
4.
Lucro da CCP cresce
64% no ano
InvestNews
11/11/2008
SÃO PAULO
- A Cyrela
Comercial Properties
(CCP) registrou
um lucro líquido
de R$ 8,51 milhões
no terceiro trimestre
do ano, um crescimento
de 2,90% em relação
ao segundo trimestre.
No
acumulado do ano,
o lucro foi de R$
24,24 milhões,
aumento de 64,56%
em comparação
com os mesmos meses
do ano passado.
O Ebitda chegou
a R$ 23,10 milhões
no trimestre, alta
de 13,73% frente
o segundo trimestre.
No ano, o Ebitda
alcançou
R$ 62,38 milhões,
elevação
de 43,33% ante os
primeiros nove meses
de 2007.
A
receita líquida
chegou a R$ 27,72
milhões no
trimestre, crescimento
de 11,41% em relação
ao trimestre anterior.
No ano, a receita
líquida atingiu
R$ 76,21 milhões,
aumento de 27,3%
no mesmo confronto
com o ano anterior.
5.
Alstom mira emergentes
e prevê aquisições
Gazeta
Mercantil
11/11/2008
Nova Délhi
( Índia)
- A Alstom,
companhia francesa
fornecedora de componentes
para os setores
de geração
elétrica
e transporte, manterá
seu plano de investimentos
nos países
emergentes, como
o Brasil, para os
próximos
anos, apesar das
turbulências
na economia mundial,
disse ontem à
Gazeta Mercantil
Philipe Joubert,
presidente mundial
da Alstom Power,
braço de
energia do grupo
Alstom.
"A solidez
financeira da Alstom
é excelente,
somos uma empresa
sem dívidas
e com muita geração
de caixa, portanto
vamos usar a crise
não como
um problema, mas
como uma oportunidade
para amanhã
comprar outras empresas
ou fornecedores
para crescer",
afirmou o executivo.
Joubert sinaliza
que há novas
aquisições
no caminho da Alstom,
inclusive no Brasil,
mas ao ser questionado
sobre o assunto
é enfático:
"Não
posso comentar".
As
afirmações
do presidente da
Alstom Power foram
feitas simultaneamente
à assinatura
de uma joint-venture
entre a francesa
e a empresa indiana
Bharat Forge para
a construção
de uma fábrica
na Índia
para produção
de turbinas, geradores
e outros componentes
de utilização
em térmicas
e hidrelétricas.
Segundo as duas
empresas, os equipamentos
terão capacidade
de 600 megawatts
(MW) a 800 MW de
potência e
a fábrica
deve ficar pronta
em 2012.
A
empresa francesa
também assinou
um memorando de
entendimento com
a universidade de
engenharia indiana
(Engeneering College)
para fornecimento
de mão-de-obra
capacitada. Além
disso, a Alstom
vai inaugurar hoje,
na cidade indiana
de Vadodara, um
centro de pesquisa
e tecnologia.
Sob
a bandeira "Encabeçando
o desenvolvimento
na Índia",
as iniciativas da
empresa francesa
são apenas
os primeiros passos
para a companhia
alcançar
seu objetivo, que
é avançar
de maneira significativa
na Ásia.
"Queremos que
o continente asiático
represente 50% do
mercado da Alstom
nos próximos
dez ano", disse
Joubert. Hoje, apenas
14% da carteira
de pedidos da francesa
são oriundos
da região.
Segundo
Joubert, a empresa
tem grande interesse
em novos negócios
em países
emergentes com forte
expansão
econômica
e grande volume
de mercado. "Na
crise há
duas conseqüências:
possível
redução
no volume de negócios
dos nossos clientes
e mudança
na velocidade dos
investimentos.
Mas,
na energia hidrelétrica,
setor em que somos
líderes em
fornecimento de
grupos geradores
(turbinas e geradores),
certamente Brasil,
Índia, China
e, talvez, a Rússia
não mudarão
seus planos",
afirmou o chairman
da Alstom. O executivo
disse ainda que,
como se trata de
países sobretudo
em expansão
industrial, "não
há como postergar
demandas para produção
de energia".
Planos
no Brasil
Joubert, que comemora
a participação
da empresa na construção
da usina de Santo
Antônio, afirma
que aguarda a decisão
do consórcio
vencedor de Jirau,
liderado pela multinacional
Suez, sobre quem
fornecerá
as turbinas para
a segunda hidrelétrica
do rio Madeira.
"Estamos aguardando
a decisão
do consórcio
vencedor do leilão",
comentou o executivo,
ressaltando que
a Alstom é
líder de
mercado neste setor.
"Também
estamos trabalhando
sobre Belo Monte
(que será
a segunda maior
hidrelétrica
do Brasil com 11
mil MW, atrás
somente de Itaipu),
que é um
empreendimento grande
e muito importante",
afirmou.
O
executivo ainda
falou sobre o projeto
de construção
do trem-bala, que
deve ser licitado
até março
do ano que vem e
ligará São
Paulo ao Rio de
Janeiro. "Temos
muito interesse
em participar do
desenvolvimento
do trem-bala no
Brasil
Expansão
da capacidade
Segundo estimativas
do economista e
membro do governo
indiano, Srinivasa
Raghavan, a Índia,
segundo país
mais populoso do
mundo, com 1 bilhão
de habitantes, precisará
expandir sua capacidade
energética
em 300 mil megawatts
nos próximos
15 anos. "O
acréscimo
é necessário
para que o país
mantenha suas taxas
de crescimento em
cerca de 8% ao ano,
como se tem visto",
disse Raghavan.
O
especialista afirma
que o país
tem problemas sérios
de abastecimento
e "60% da população
não tem acesso
à eletricidade".
"Energia é
um forte obstáculo
para o crescimento
econômico
da Índia",
afirmou.
Mesmo em Nova Délhi,
capital país
asiático
em que vivem 15
milhões de
pessoas, há
diversas e consecutivas
quedas de energia.
Nas
12 horas que antecederam
a coletiva de imprensa
com o economista
Raghavan, faltou
eletricidade por
cinco vezes. Precavidos,
os hotéis
mais requintados
da cidade mantêm
lanternas ao lado
das camas dos hóspedes.
Hoje, 65% da energia
gerada na Índias
é oriunda
de térmicas,
das quais cerca
de 80% é
movida a carvão.
Aproximadamente
25% da eletricidade
vem das hidrelétricas.
No total, a Índia
gera 137 mil megawatts,
conta Raghavan.
"Sabe-se
que para incrementar
a matriz energética
indiana será
preciso ajuda de
empresas estrangeiras",
afirmou o economista
que prefere não
prever o valor dos
investimentos que
serão necessários
para ampliar a geração
em 300 mil MW. "As
companhias interessadas
podem trazer sua
tecnologia e, em
troca, oferecemos
o nosso grande mercado
consumidor",
disse.(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Roberta Scrivano
- A repórter
viajou a convite
da Alstom)
6.
Pré-sal pode
mudar foco da Vale
Gazeta
Mercantil
11/11/2008
Salvador - O governo
federal estuda expandir
a indústria
siderúrgica
e reduzir as exportações
de minério
de ferro da Vale
para explorar as
reservas do pré-sal.
Serão necessários
cinco mil quilômetros
de tubos de aço
especiais para a
perfuração
de poços
na região
do cluster de Tupi,
revelou o diretor-geral
da Agência
Nacional do Petróleo
(ANP),
Haroldo Lima, um
dos integrantes
da comissão
criada para discutir
o tema.
"É
aço suficiente
para suspender as
exportações
de minério
de ferro da Vale
e começar
a construir siderúrgicas
capacitadas para
a fabricação
desse tipo de aço
especial",
revelou Lima. O
especialista sugere
que a região
de Tupi precisará
de investimentos
da ordem de US$
400 bilhões,
aproximadamente
o montante estimado
por bancos de investimentos
em análises
recentes.
A
comissão
interministerial
deve mostrar ao
presidente Luiz
Inácio Lula
da Silva, no início
de dezembro, que
o desenvolvimento
das jazidas do pré-sal
com investimentos
na indústria
local vão
demandar tempo.
A orientação
do Planalto é
estimular a cadeia
de fornecedores
do petróleo,
mas há gargalos
que impedem a tarefa.Não
há capacidade
instalada na indústria
siderúrgica
disponível
para tantas encomendas.
Se o governo quiser
desenvolver fornecedores
locais, com geração
de emprego e renda
no País,
vai ter que esperar,
segundo o relatório
que será
entregue ao presidente
da República."Não
temos pressa. É
melhor ir com calma
e desenvolver o
País do que
correr e ter de
importar tudo",
afirmou Lima, durante
apresentação
da 10ª Rodada
de Licitações
da ANP para empresários
da Bahia, em Salvador.
A
afirmação
vai contra o que
querem as empresas
do setor. As petroleiras
têm declarado
que o governo federal
deveria agilizar
os estudos para
explorar o petróleo
do pré-sal.
Lima ressaltou que
a parte do pré-sal
que já foi
licitada às
empresas, da ordem
de 42% da área
do cluster de Santos,
será explorada
dentro dos prazos.
As
discussões
que pretendem desenvolver
o pré-sal
em ritmo de espera
da siderurgia local
envolvem 58% da
área, além
das outras regiões
que podem possuir
petróleo
abaixo da camada
de sal e ainda estão
sob domínio
da União.
80 bilhões
de barris
Na última
sexta-feira passada,
Lima afirmou que
o cluster de Tupi
pode conter reservas
da ordem de 80 bilhões
de barris.
Considerando
que o custo de desenvolvimento
estimado é
de US$ 400 bilhões,
portanto, o custo
exploratório,
sem considerar outros
gastos, ainda está
bem abaixo do preço
do barril de petróleo,
abaixo de US$ 70.
Lima apresentou
ontem a 10ª
Rodada de Licitação
de áreas
de Petróleo
para empresas da
Bahia, na sede da
Federação
das Indústrias
do Estado da Bahia
(Fieb). A rodada
vai oferecer apenas
blocos terrestres,
em sete bacias -
Sergipe, Alagoas,
Amazonas, Paraná,
Potiguar, Parecis,
Recôncavo
e São Francisco.
Na
bacia do Recôncavo
Baiano serão
oferecidos 21 blocos,
em municípios
como Amália
Rodrigues, Camaçari,
Candeias, Dias D´vila,
Mata de São
João, Santo
Amaro, São
Francisco do Conde,
Teodoro Sampaio
e Terra Nova.(Gazeta
Mercantil)
7.
Michelin ampliará
capacidade no Brasil
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
São
Paulo - Apesar das
incertezas do mercado
automotivo por causa
da escassez de crédito,
a Michelin,
fabricante de pneus,
confirmou ontem
que mantém
os planos de ampliar
a capacidade de
pneus de automóveis
e de picapes no
Brasil para atender
o mercado brasileiro
e o Mercosul. A
empresa ainda não
definiu o valor
do investimento
e nem o local onde
construirá
sua nova fábrica
no País.
"A crise está
forte na América
do Norte e na Europa,
mas a matriz está
confiante que não
haverá recessão
no Brasil",
disse Nour Bouhassoun,
diretor de marketing
e vendas de pneus
de carga da Michelin
América do
Sul. "Os planos
da companhia visam
o longo prazo".
Para
atender a grande
demanda do mercado
brasileiro, a Michelin
já ampliou
a capacidade de
produção
de pneus de automóveis
na sua fábrica
de Itatiaia (RJ),
de 1 milhão
para 2 milhões
de unidades por
ano.
Já na fábrica
de Campo Grande,
também no
Rio de Janeiro,
onde a capacidade
atual de produção
de pneus de carga
é de cerca
de 1,5 milhão
de unidades, a empresa
vai aumentar o volume
para 2,3 milhões
de pneus por ano
até 2010.
"O investimento
de US$ 1 bilhão
programado para
o período
de 2005 até
2011 para ampliar
a capacidade e trazer
novas tecnologias
para o Brasil está
mantido", destacou
Bouhassoun.Alheia
à crise financeira
internacional e
confiante na estabilidade
econômica
do Brasil, a Michelin
está utilizando
o máximo
da capacidade das
suas fábricas,
com jornada de trabalho
ininterrupta durante
os sete dias da
semana. "Só
vamos parar no Revéillon
e no Carnaval para
fazer a manutenção
dos maquinários",
disse Bouhassoun.
O
diretor da empresa
informou que ainda
não recebeu
comunicado dos seus
clientes sobre férias
coletivas. Tanto
a Mercedes-Benz
quanto a Volkswagen
Caminhões,
os maiores clientes
da empresa, não
reduziram a produção
de caminhões
no País.
"Não
temos estoque nas
fábricas
e, se houver férias
nas montadoras,
vamos estudar formas
para reduzir a nossa
produção",
disse Bouhassoun.
Ontem a Michelin
lançou no
mercado brasileiro
novo pneu de carga
XTE2 série
70 para aplicação
em semi-reboque.
"É o
primeiro pneu que
a empresa faz para
este segmento. O
novo modelo é
10 cm mais baixo
e pesa 10 quilos
menos que o modelo
convencional e,
além disso,
é 10% mais
barato, o que ajudará
o Brasil e diminuir
o custo com logística",
comentou o diretor
da Michelin.
O
novo pneu da Michelin
foi produzido para
atender exclusivamente
o mercado brasileiro.
"Mas temos
planos de exportar
para os países
da América
do Sul", disse
Bouhassoun.
Além
de atender o mercado
nacional, a Michelin
também exporta
os pneus fabricados
no Brasil para os
países da
América do
Sul, para atender
as montadoras e
o mercado de reposição.
Para a Europa a
empresa envia pneus
de alta performance
para equipar os
carros da Porsche,
Mercedes-Benz e
Audi. "O segmento
de carros de luxo
teve menos impacto
na Europa com a
crise financeira",
comentou o executivo.
A
expectativa de Bouhassoun
é que 2009
seja igual a este
ano. O faturamento
da empresa, que
em 2007 foi de US$
1,3 bilhão
deverá crescer
10% neste ano.(Gazeta
Mercantil/Caderno
C )(Sonia Moraes)
8.
ALL aumenta lucro
em trimestre atípico
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
São Paulo
- Mesmo com o aumento
dos estoques de
produtos agrícolas,
a América
Latina Logística
(ALL),
maior ferrovia em
extensão
da América
Latina, manteve
o volume de cargas
transportadas no
terceiro trimestre
deste ano. O diretor
de relações
com investidores,
Rodrigo Campos,
disse que este movimento
foi atípico,
pois, geralmente
o terceiro trimestre
é um dos
mais fortes do ano
em termos de transporte
de produtos agrícolas.
"Os
produtores seguraram
a produção
para aumentar os
preços das
commodities. Com
isso, esperamos
o movimento, que
deveria ser observado
no terceiro trimestre,
nos últimos
meses do ano. Mantemos
nossa expectativa
de crescer o volume
entre 12% a 14%
em 2008", disse
o executivo. O volume
de transporte de
grãos caiu
6% passando de 6.752
milhões de
toneladas por quilômetros
úteis (TKU)
em2007 para 6.345
milhões de
TKU, em função,
principalmente da
queda dos volumes
de trigo (-78,0%),
milho (-39,6%) e
fertilizantes (-30,5%).
No acumulado do
ano, o volume de
commodities agrícolas
aumentou 9,2%, para
17.620 milhões
de TKU.
Já
na unidade industrial,
o volume transportado
cresceu 14,8%, com
aumento em todos
os segmentos, principalmente
em cargas intermodais.
"Continuamos
nossa trajetória
de crescimento nos
volumes intermodais,
com aumentos de
17% em contêineres,
15,1% em alimentos
e 15,8% no segmento
de aço. Nos
fluxos exclusivamente
ferroviários,
as cargas de construção
obtiveram um incremento
de 26,7%",
afirma Campos. Uma
das cargas que a
ALL aumentou a participação
é o transporte
de álcool
e açúcar
para a exportação.
No terceiro trimestre,
a companhia assinou
contrato com a Cosan
para o transporte
de álcool
para exportação
pelo Porto de Santos.
"Esse acordo
terá reflexo
em nosso movimento
no próximo
ano", disse
Campos.
Revisão
de investimentos
Campos ressaltou
que a ALL, em função
do momento instável
da economia revisou
os investimentos
para 2009. "Vamos
investir agora R$
600 milhões
com foco maior no
aumento da produtividade
e não na
compra de ativos",
disse o executivo
acrescentando que
a ALL vai incorporar
na frota mais 50
locomotivas e 600
vagões, encomendas
que já estavam
contratadas.
No
terceiro trimestre
deste ano, a ALL
apurou um crescimento
no lucro de 23%,
excluindo os efeitos
contábeis
registrados no mesmo
período do
ano passado. "De
julho a setembro
de 2007, computamos
em nossos resultados
uma reversão
de debêntures
no valor de R$ 91,5
milhões,
o que aumentou muito
nossos ganhos, mas
foi um efeito não
recorrente",
explicou o executivo.
O lucro antes dos
itens extraordinários
foi de R$ 87 milhões
ante R$ 70 milhões
apurados no mesmo
período de
2007. No acumulado
dos nove meses,
os ganhos da ALL
atingiram R$214,9
milhões,
elevação
de 103,1% no comparativo
com a mesma base
de 2007, quando
obteve, R$105,8%.
A
receita líquida
atingiu R$ 619,8
milhões,
crescimento de 4%
em relação
ao terceiro trimestre
de 2007, quando
o faturamento da
ALL foi de R$ 577,27
milhões.
Já no acumulado
do ano, a companhia
obteve uma receita
de R$ 1,77 bilhão
ante R$ 1,50 bilhão,
elevação
de 17,8% no período.
O Ebtidar foi de
R$ 349,2 milhões
ante R$ 313,41 milhões
no terceiro trimestre
de 2007, aumento
de 1,4% no período.
Já nos nove
primeiros meses
do ano, o crescimento
foi de 19,4%, passando
de R$ 808,1 milhões
em 2007 para R$
965,1 milhões.
(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Ana Paula Machado)
9.
Lucro líquido
do Banrisul cresce
44,5% no trimestre
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
Porto Alegre - O
Banco do Estado
do Rio Grande do
Sul (Banrisul)
alcançou
no terceiro trimestre
de 2008 lucro líquido
de R$ 110,7 milhões,
um crescimento de
44,5% sobre o mesmo
período do
ano passado. No
acumulado de 2008
até setembro,
o ganho do banco
estatal gaúcho
somou R$ 419 milhões,
ante R$ 801 milhões
do ano passado.
A queda é
explicada pela ativação
de créditos
tributários
de R$ 528,5 milhões
em 2007. Neste ano
foram mais R$ 86,2
milhões.
Excluindo-se os
efeitos não
recorrentes nos
exercícios,
o resultado ajustado
seria de R$ 332,8
milhões no
acumulado de 2008,
21,8% acima do obtido
em igual intervalo
do ano passado.
De
acordo o relatório
do Banrisul, o resultado
"reflete o
maior volume de
receitas de crédito
e arrendamento mercantil,
proveniente do crescimento
do volume de operações,
cuja expansão
foi de 51% em 12
meses". A carteira
de crédito
do banco somou R$
11 bilhões
em setembro. Conforme
a instituição,
a demanda por empréstimos
"permaneceu
aquecida no terceiro
trimestre, apesar
da elevação
dos preços
praticados nas contratações,
face ao realinhamento
da política
monetária
doméstica
a partir de abril".
As
receitas geradas
pelo crédito
comercial para pessoa
física e
jurídica
somaram R$ 534,5
milhões no
trimestre, 43,3%
acima do mesmo período
de 2007 e 16,4%
maiores ante abril
e junho deste ano.
Na pessoa física
a evolução
foi de 33% sobre
o terceiro trimestre
do ano passado,
alcançando
R$ 325 milhões.
No caso da jurídica,
o aumento foi de
63,1%, totalizando
R$ 209,1 milhões.
Apesar
da evolução
da carteira de crédito,
a inadimplência
caiu 0,6 pontos
percentuais nos
últimos 12
meses e fechou o
terceiro trimestre
em 3,2%. Segundo
o Banrisul, as operações
de crédito
de risco normal
classificadas de
AA a C representam
85,8% da carteira,
o que confirma a
saúde dos
empréstimos
realizados pelo
banco. O Índice
de Basiléia
atingiu 17,7%, 6,7
pontos percentuais
acima do exigido
pelo Banco Central.
Conforme o relatório,
este número
indica uma boa margem
de segurança
para o banco expandir
ainda mais a sua
carteira de crédito
no futuro.
Ao
final de setembro,
os ativos totais
do Banrisul chegaram
a R$ 25,5 bilhões,
27% acima do verificado
no mesmo mês
do ano passado.
O patrimônio
líquido ficou
em R$ 3 bilhões,
9,1% a mais. Já
os recursos captados
e administrados
subiram 20,5%, para
R$ 19,2 bilhões.(Gazeta
Mercantil/Finanças
& Mercados -
Pág. 1)(Caio
Cigana)
10.
WTorre projeta estaleiro
no Sul
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
Porto
Alegre - O grupo
WTorre
anunciou ontem que
a controlada WTorre
Óleo e Gás
está prestes
a fechar uma fusão
com uma empresa
asiática
para explorar principalmente
o mercado de construção
naval ligado ao
petróleo.
A parceria com a
companhia estrangeira,
cujo nome ainda
é guardado
em segredo, terá
como primeiros projetos
a construção
de um novo estaleiro
e de um condomínio
de sistemistas e
fornecedores para
o pólo naval
do Porto de Rio
Grande, no sul gaúcho.
Os
dois empreendimentos
terão um
investimento de
R$ 500 milhões.
No local, a WTorre
já está
construindo o Dique
Seco que será
operado pela Petrobras
por 10 anos a partir
de 2009 para a fabricação
de cascos. "Para
este novo estaleiro
estamos procurando
trazer um grande
grupo para ser nosso
parceiro tecnológico
e financeiro e assim
concorrer globalmente.
É um grande
player global, que
já está
no Brasil",
diz o presidente
da WTorre, Walter
Torre Júnior.
Os dois novos projetos,
com conclusão
prevista para dois
anos, ficarão
em áreas
vizinhas ao Dique
Seco, programado
para pronto ano
que vem com um aporte
próximo de
R$ 900 milhões.
O
Dique seco será
um dos ativos que
entrará na
fusão.
Segundo ele, o segundo
estaleiro poderá
fazer módulos
para plataformas
de petróleo
e cascos também
para navios de carga
geral e minério
de ferro. A intenção,
conforme Walter
Torre, é
alcançar
a independência
das encomendas da
Petrobras. "Não
podemos ficar só
dependente deles.
Se ficarmos vinculados
à Petrobras,
teremos um cliente
só",
diz o empresário,
que entretanto reconhece
a importância
da estatal ao dar
"o empurrão"
que criou o pólo
naval em Rio Grande.
A WTorre afirma
que, ganhando escala
com o novo estaleiro,
estará apta
a competir com a
indústria
off shore da Ásia.
O
Dique Seco, chamado
de ERG1, abreviação
de Estaleiro Rio
Grande, tem capacidade
para processar até
1,6 mil toneladas
de chapas de aço
por mês. Com
o novo estaleiro,
batizado de ERG
2, a capacidade
vai chegar a 6 mil
toneladas/mês.
No ERG 3, que será
o condomínio
de fornecedores,
será implantada
a infra-estrutura
para que os sistemistas
sejam atraídos
e se instalem no
complexo, o que
daria uma competitividade
ainda maior para
a indústria
naval local(Gazeta
Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Caio Cigana)
11.
Azul recebe autorização
para voar
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
São Paulo
- A estreante Azul
Linhas Aéreas
Brasileiras
recebeu da Agência
Nacional de Aviação
Civil (Anac)
o Certificado de
Homologação
de Empresa de Transporte
Aéreo (Cheta),
última etapa
antes da assinatura
do contrato de concessão
que torna uma empresa
apta a vender passagens
no mercado.
A
companhia do empresário
David Neeleman,
fundador da empresa
área norte-americana
de baixo custo JetBlue,
tem planos de começar
suas operações
no início
de dezembro. A expectativa
da Anac é
que o contrato de
concessão
será encaminhado
para votação
por sua diretoria
nas próximas
semanas, o que permitiria
à empresa
estrear no Brasil
a tempo da temporada
de férias
de fim de ano.
A
Azul encaminhou
pedido de autorização
para funcionar em
março deste
ano. A companhia
vai usar jatos da
Embraer em trajetos
regionais, mantidos
sob sigilo ainda
pela direção
da empresa.(Gazeta
Mercantil/Caderno
C - Pág.
1)(Reuters)
12.
Michelin não
acredita em recessão
Gazeta
Mercantil
13/11/2008
São Paulo
- Ao contrário
da maior parte da
cadeia automotiva,
a Michelin
está com
a produção
a plena carga no
Brasil. A empresa,
que lançou
ontem um pneu para
semi-reboques, projeta
até abrir
uma nova fábrica
ou ampliar a capacidade
das duas que já
tem - em Itatiaia
e Campo Grande (RJ)
- para suprir a
produção
de automóveis
e picapes. Embora
nem o valor do investimento
nem o local da construção
estejam definidos,
a multinacional
francesa confirma
a manutenção
dos investimentos
de US$ 1 bilhão
programados para
o País até
2011.
"A
crise está
forte na América
do Norte e na Europa,
mas a matriz está
confiante de que
não haverá
recessão
no Brasil",
disse Nour Bouhassoun,
diretor de marketing
e vendas de pneus
de carga da Michelin
América do
Sul. "Os planos
da companhia visam
o longo prazo."
Para
atender à
grande demanda do
mercado brasileiro
ao longo do ano,
a Michelin já
havia ampliado a
capacidade de produção
de pneus de automóveis
na unidade de Itatiaia
- de 1 milhão
para 2 milhões
de unidades por
ano. Já na
fábrica de
Campo Grande, a
empresa ampliará
a capacidade atual
de pneus de caminhão
de 1,5 milhão
para 2,3 milhões
de unidades por
ano até 2010.
O secretário
do Tesouro americano,
Henry Paulson, declarou
ontem que os US$
700 bilhões
aprovados pelo Congresso
são para
ajudar as instituições
financeiras, não
as montadoras americanas
em dificuldades.
"Sei que as
montadoras de automóveis
são importantes,
mas o plano de resgate
concebido pelo Tesouro
tem por objetivo
dirigir-se ao setor
financeiro",
disse.
Em
Washington há
quem considere que
seriam necessários
US$ 50 bilhões
para socorrer a
indústria
automobilística,
diante dos prejuízos
bilionários
acumulados neste
ano.
13.
Blue Tree investe
R$ 22 milhões
Gazeta
Mercantil
14/11/2008
São
José dos
Campos (SP) - O
crescimento das
empresas ligadas
ao pólo aeroespacial,
a modernização
da Refinaria Henrique
Lage (Revap) e os
institutos de pesquisa
imprimiram um novo
ritmo de expansão
ao setor hoteleiro
de São José
dos Campos. Segundo
o Sindicato de Hotéis,
Restaurantes, Bares
e Similares (Sinhores)
nos últimos
anos cerca de dez
grandes empreendimentos
surgiram ou estão
em fase de implementação
na cidade, todos
na faixa de R$ 10
milhões a
R$ 20 milhões
de investimento.
A
taxa média
de ocupação
dos principais hotéis
se encontra em 80%,
pelos cálculos
do presidente do
Sinhores, Ricardo
Restani Rocha. "Temos
notado um crescimento
intenso do setor
hoteleiro, com vários
grupos investindo
na cidade",
afirmou. Entre esses
grupos estão
o Ibis,
Mercure,
Carlton,
Caesar
Business
e Pathernon.
O
mais novo e recém
inaugurado hotel,
o Blue
Tree Hotel,
teve investimentos
na ordem de R$ 22
milhões.
A presidente do
conselho da rede,
Chieko Aoki, acredita
que o novo empreendimento
concentre todos
os requisitos necessários
para o sucesso.
"O potencial
econômico
do Vale do Paraíba
pede um hotel desse
porte, estruturado
para atender até
chefes de Estado.
Nossa equipe, especialmente
treinada na personalização
do atendimento ao
cliente, com foco
no detalhe, trouxe
para São
José dos
Campos o DNA que
traduz o conceito
Blue Tree Hotels
de hospitalidade,
fazendo com que
todos se sintam
acolhidos",
destacou Aoki.
"O
Blue Tree é
uma rede que trabalha
com alto grau de
sofisticação
e custos controlados.
A introdução
de indicadores de
performance em cada
departamento revela
o quanto se preocupam
com a gestão
focada em resultados",
conta Gerson Wey,
síndico do
empreendimento.
Considerada
um dos principais
pólos tecnológicos
da América
do Sul e o segundo
lugar entre os maiores
exportadores do
País, a cidade
também abriga
as fábricas
da Embraer, General
Motors, Johnson
& Johnson, o
Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais
(Inpe),
o Comando Geral
de Tecnologia Aeroespacial
(CTA)
e o Instituto Tecnológica
da Aeronáutica
(ITA).
Segundo Chieko Aoki,
a cidade também
tem potencial para
o segmento de turismo
de negócios,
promoção
de eventos corporativos
e festas sociais.
Por isso o hotel
montou uma estrutura
com centro de convenções
para 600 pessoas
e um restaurante
internacional.(Gazeta
Mercantil/Caderno
C)(Júlio
Ottoboni)
14.
Brasil destaca-se
em créditos
de carbono
InvestNews
14/11/2008
A negociação
dos chamados créditos
de carbono com empresas
estrangeiras tem
gerado riqueza para
diversas economias,
inclusive para o
Brasil. Apesar de
países em
desenvolvimento
e industrializados,
como China e Índia,
ainda serem os líderes
nesse mercado, nos
últimos 18
meses as negociações
de créditos
de carbono vêem
aumentado consideravelmente
no mercado brasileiro.
Há
alguns meses a Mercuria
Energy Trading,
empresa suíça
de energia com sede
em Genebra, arrematou
os créditos
de carbono colocados
à venda no
segundo leilão
realizado no ano
em São Paulo,
na BM&F
Bovespa.
Foram ofertados
713 mil títulos,
que correspondem
às emissões
de poluentes que
deixaram de ser
lançadas
na atmosfera pelos
aterros sanitários
da capital.
Segundo
Maurício
Maruca, diretor
da Araúna
Energia e Gestão
Ambiental, empresa
pioneira na negociação
de créditos
de carbono no Brasil,
o país não
tem do que reclamar.
Ao longo de seus
cinco anos de existência,
a empresa desenvolve
trabalhos de queima
do gás metano
em aterros sanitários
e negociação
dos CER's provenientes
destes projetos
com empresas internacionais.
"Apesar de
ser um mercado bastante
volátil,
pois o preço
que é contado
em Euro varia bastante
de país para
país, temos
obtido ótimos
resultados em nossas
negociações
com empresas estrangeiras",
diz Maruca.
Nem
mesmo a crise econômica
mundial desencadeada
pelos EUA, e que
tem sido motivo
de desespero para
os mais diversos
mercados, tem influenciado
diretamente a compra
e venda dos créditos
de carbono. Maurício
explica que "sem
dúvida o
mercado de carbono,
assim como todos
os outros, sofreu
com as altas e baixas
dos mercados financeiros,
mas esta oscilação
de preços
tem acontecido dentro
de um patamar estreito".
Outro
ponto relevante
para o gestor ambiental
é que este
mercado, além
de movimentar a
economia nacional,
também gera
empregos, já
que os projetos
precisam de equipes
de profissionais
qualificados e treinados.
"A grande diferença
dos nossos créditos
de carbono está
na qualidade, pois
todos os projetos
que hoje realizam
este tipo de negociação
estão devidamente
implementados seguindo
a normas da ONU.
Isso, muitas vezes
não acontece
nos outros dois
maiores mercados
de CER's, China
e Índia.
Tanto que empresas
estrangeiras tem
se voltado para
a comercialização
com o Brasil",
ressalta Maruca.
O
país com
o vencimento de
maior liquidez do
mercado, os EUA,
negociou para dezembro
deste ano, uma cotação
entre € 22,00
e € 25,50.
Já no último
leilão organizado
em São Paulo,
a média de
preço dos
CER's foi de €
19,20 (R$ 51,83)
somando um total
de quase R$ 37 milhões
em negócios.
Ou seja, isto demonstra
que o Brasil está
próximo dos
outros mercados.
Mesmo comparando
o seu volume de
negócios
a outros países,
o Brasil apresenta
uma fatia expressiva
deste setor com
possibilidade de
crescimento.
Para
o gestor ambiental,
apesar de convênios
como o firmado recentemente
entre a Financiadora
de Estudos e Projetos
(Finep/MCT) e o
governo japonês
para destinar US$
1 milhão
para o desenvolvimento
do mercado de carbono
no Brasil, o incentivo
ainda é tímido.
Ele afirma que faltam
estímulos
para uma série
de estudos sobre
a estruturação
e implementação
do mercado, de acordo
com as metas aprovadas
pelo Protocolo de
Kyoto. "Outro
ponto que necessita
uma atenção
especial é
a regulamentação
que deve ser realizada
de maneira sistemática
pelo Governo",
conclui Maurício.
15. Apesar da
crise, UOL espera
elevar receita de
publicidade em 2009
Valor
Online
14/11/2008
SÃO PAULO
- Diante da desaceleração
econômica
que se avizinha,
a publicidade deverá
ser um dos principais
segmentos afetados
pela redução
dos investimentos
das empresas em
2009. A despeito
deste cenário,
o portal Universo
Online (UOL)
acredita que a internet
será a mídia
menos afetada pela
crise, por praticar
preços mais
baixos de publicidade
e por ser uma ferramenta
eficiente para os
anunciantes medirem
o desempenho de
suas ações.
Uma
das principais fontes
de receita do UOL,
a linha "publicidade
e outras receitas"
gerou R$ 195,5 milhões
durante os nove
primeiros meses
deste ano, um crescimento
de importantes 47%
em relação
ao mesmo período
de 2007. Para se
ter uma idéia,
no mesmo intervalo
de comparação
a receita com assinaturas
recuou 2%, para
R$ 386 milhões.
Ao apresentar os
resultados referentes
ao terceiro trimestre,
o diretor-geral
da companhia, Marcelo
Epstejn, admitiu
que os investimentos
das empresas em
publicidade deverá
mesmo ceder em 2009,
especialmente no
primeiro trimestre.
No entanto, acredita
que o UOL poderá
continuar elevando
suas receitas neste
segmento, mesmo
que em ritmo inferior
ao que vem apresentando.
"O
impacto para nós
não será
tão grande
quanto na mídia
tradicional",
disse o executivo.
Impulsionada pela
publicidade, a receita
líquida do
portal encerrou
o terceiro trimestre
deste ano em R$
143,8 milhões,
um crescimento de
9% sobre igual intervalo
do ano passado.
O custo dos serviços
prestados cresceu
apenas 4%, para
R$ 54,2 milhões.
No
entanto, as despesas
com vendas avançaram
28%, para R$ 35,7
milhões,
puxadas pelos gastos
do UOL com suas
próprias
campanhas publicitárias
que, segundo Epstejn,
irão continuar
em 2009. Também
mostraram crescimento
importante, de 49%,
as despesas gerais
e administrativas,
que fecharam o terceiro
trimestre em R$
23,2 milhões.
E
as despesas maiores
acabaram prejudicando
o resultado da companhia,
cuja geração
de caixa medida
pelo Ebitda (lucro
antes de impostos,
juros, amortizações
e depreciações)
ficou em R$ 29,1
milhões,
representando uma
queda de 22% sobre
o terceiro trimestre
do ano passado.
Pelos mesmos motivos,
o lucro líquido
recuou 15%, para
R$ 27 milhões
no trimestre.
(Murillo Camarotto
| Valor Online)
16.
Grupo Pão
de Açúcar
vende 29% mais durante
o mês de outubro
Valor
Online
13/11/2008
SÃO PAULO
- O Grupo Pão
de Açúcar
apresentou hoje
a performance de
vendas durante o
mês de outubro.
Em comparação
com igual mês
do ano passado,
as vendas liquidas
da varejista aumentaram
em 29,2%, somando
R$ 1,528 bilhão.
No
conceito "mesmas
lojas", as
vendas líquidas
avançaram
17,7%, mas a empresa
não divulgou
o valor em reais.
Ainda nesse mesmo
conceito, a varejista
aponta que as categorias
de produtos alimentícios
apresentaram um
crescimento de 12,1%
e as categorias
de produtos não
alimentícios
aumentaram 19,3%,
com forte desempenho
para a subcategoria
de produtos eletroeletrônicos.
Os
destaques do mês
foram as bandeiras
Extra, Extra-Eletro
e Extra Fácil,
que apresentaram
crescimento acima
da média
do Grupo, que também
controla as redes
Pão de Açúcar,
Compre Bem e Sendas.
17.
Votorantim vai tomar
linha de R$ 600
milhões com
BNDES
Valor
Online
14/11/2008
A Votorantim
Industrial informou
hoje que seus acionistas
autorizaram a contratação
de uma linha de
crédito no
valor de até
R$ 600 milhões
com o Banco Nacional
de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDES).
O empréstimo
será tomado
pela
Votorantim Cimentos
do Brasil
e pela Votorantim
Cimentos N/NE, subsidiárias
do conglomerado
empresarial.
O
montante será
utilizado na implantação,
ampliação
e modernização
de seus ativos fixos,
como as unidades
industriais. Parte
dos recursos também
será destinada
à compra
de máquinas
e equipamentos novos,
além de estudos
e projetos de engenharia
relacionados ao
plano de expansão.
Além
disso, serão
contemplados ainda
projetos de qualidade
e produtividade,
pesquisa e desenvolvimento,
capacitação
técnica e
gerencial e atualização
tecnológica,
além de capital
de giro associado
exclusivamente aos
investimentos mencionados.
18.
BNDES lucra R$ 5,1
bilhões nos
nove primeiros meses
do ano
Valor
Online
14/11/2008
O Banco Nacional
de Desenvolvimento
Econômico
e Social (BNDES)
registrou lucro
de R$ 5,1 bilhões
nos nove primeiros
meses do ano, resultado
29,7% abaixo do
ganho de R$ 7,2
bilhões observado
nos nove primeiros
meses do ano passado.
O
maior impacto sobre
o resultado veio
da queda do resultado
da intermediação
financeira antes
da provisão
para risco de crédito,
que caiu de R$ 3,89
bilhões entre
janeiro e setembro
do ano passado para
R$ 3,2 bilhões
nos nove primeiros
meses de 2008. De
acordo com a instituição,
o recuo foi conseqüência
do esforço
da redução
dos spreads cobrados
pelo BNDES em seus
financiamentos.
As taxas básicas
cobradas nas operações
de crédito
do banco, que variavam
entre 0% e 3%, caíram
para a faixa de
0% a 1,8%.
A
reversão
de provisão
para risco de crédito
também recuou
na comparação
entre os períodos
de janeiro-setembro
caiu de R$ 2,8 bilhões
em 2007 para R$
561 milhões
este ano, conseqüência
da baixa inadimplência.
"Como houve
diminuição
de provisão
para devedores duvidosos,
também houve
menor recuperação
dos créditos",
diz o comunicado
divulgado pelo BNDES.
A
inadimplência
do banco atingiu
0,04% da carteira
total em setembro,
abaixo dos 0,11%
de dezembro de 2007.
De acordo com o
banco, 97,5% da
carteira de financiamentos
da instituição
tem créditos
classificados entre
AA e C, contra 92,5%
de média
no Sistema Financeiro
Nacional em 30 de
setembro.
Outra
influência
no resultado do
banco, esta positiva,
foi o aumento de
63,9% do resultado
com participações
societárias,
que era de R$ 3,6
bilhões nos
primeiros nove meses
de 2007 e pulou
para R$ 5,9 bilhões
em igual período
deste ano, a maior
parte gerada no
primeiro semestre.
O
patrimônio
líquido do
BNDES totalizou
R$ 26,2 bilhões,
correspondendo a
um patrimônio
de referência
de R$ 44,1 bilhões,
acima dos R$ 41,5
bilhões registrados
no fim de 2007.
O patrimônio
de referência
é a base
utilizada pelo Banco
Central para estabelecer
limites prudenciais
que devem ser seguidos
pelas instituições
financeiras ao conceder
crédito.
Os ativos totais
do BNDES somaram
R$ 241,1 bilhões
em 30 de setembro
de 2008, alta de
18,9% em relação
a dezembro de 2007.
Do ativo total,
78,8% são
representados pela
carteira líquida
de financiamentos
e repasses
(Rafael Rosas |
Valor Online)
19.
Lucro da Tegma cresce
29,5% e receita
avança 44%
no terceiro trimestre
Valor
Online
13/11/2008
SÃO PAULO
- O lucro líquido
da Tegma
Gestão Logística
cresceu 29,5% e
somou 20,1 milhões
no período
entre julho e setembro
deste ano perante
igual período
do ano passado.
De acordo com dados
divulgados hoje
pela companhia,
a receita líquida
no mesmo período
avançou 44%
e totalizou R$ 287,6
milhões.
O
balanço também
mostra que o lucro
antes de juros,
impostos, depreciação,
amortização
e leasing (Ebtidar
ajustado) cresceu
22,2% no período,
atingindo R$ 40,3
milhões.
A empresa afirma
que está
preparada e otimista
em relação
aos negócios
futuros, mesmo diante
do agravamento da
crise internacional.
A
receita mais expressiva
veio com o transporte
de veículos
novos, peças
e carrocerias para
o setor automotivo,
que rendeu à
empresa R$ 237,1
milhões,
valor 42,7% maior
do que o apurado
um ano antes. Foram
transportados 15,5%
de veículos
a mais no período.
Atualmente
esse segmento representa
82% da plataforma
de negócios
da empresa. Nos
demais setores,
a receita líquida
atingiu R$ 50,4
milhões,
um acréscimo
de 50,5% sobre o
terceiro trimestre
do ano passado.
20.
Lupatech conclui
compra da Fiberware
por R$ 16,4 milhões
Valor
Online
12/11/2008
SÃO PAULO
- A Lupatech
informou hoje que
concluiu a compra
da Fiberware Equipamento
Serviços
para a Indústria
Ltda.. O negócio
foi fechado por
cerca de R$ 16,4
milhões,
um pouco acima dos
R$ 15 milhões
previstos inicialmente.
A empresa adquirida
é especializada
em revestimentos
interno e externo
de tubulações
usadas pela indústria
de petróleo.
A
operação
terá que
ser ratificada em
Assembléia
Geral Extraordinária
que será
marcada para o dia
28 de novembro.
De acordo com comunicado,
a empresa adquirida
faz o revestimento
de poços
produtores de petróleo
com tecnologia de
PAD (polietileno
de alta densidade).
Nos poços
de injeção
de água,
usa fibra de vidro.
"Essas
tecnologias oferecem
maior resistência
à corrosão
que as demais tecnologias
utilizadas em tubings,
o que permite maior
durabilidade das
tubulações",
diz a Lupatech,
em comunicado, acrescentando
que os revestimentos
oferecidos são
complementares aos
já usados
por ela própria
- em pintura líquida
e em pó.
21.
Cemig lucra R$ 516,2
milhões no
terceiro trimestre
Valor
Online
12/11/2008
SÃO
PAULO - A Cemig
fechou o terceiro
trimestre com lucro
líquido de
R$ 516,237 milhões,
valor 5,65% abaixo
dos R$ 547,129 milhões
observados em igual
período do
ano passado. De
acordo com a companhia,
a queda foi puxada
pela despesa financeira
líquida,
que atingiu R$ 122,947
milhões no
terceiro trimestre
deste ano, contra
R$ 38,313 milhões
entre julho e setembro
do ano passado.
Nos
nove primeiros meses
do ano, o lucro
líquido da
companhia foi de
R$ 1,606 bilhão,
9,32% acima dos
R$ 1,469 bilhão
observados entre
janeiro e setembro
de 2007.
A
receita líquida
da empresa foi de
R$ 2,755 bilhões
entre julho e setembro,
3,37% acima dos
R$ 2,665 bilhões
de igual período
do ano passado.
Nos nove primeiros
meses do ano, a
receita líquida
foi de R$ 8,136
bilhões,
contra R$ 7,513
bilhões entre
janeiro e setembro
de 2007.
O
lucro antes de juros,
impostos, depreciações
e amortizações
(Lajida) da companhia
atingiu R$ 1,101
bilhão no
terceiro trimestre,
resultado 1,72%
abaixo dos R$ 1,120
bilhão observados
no terceiro trimestre
de 2007. Entre janeiro
e setembro, o Lajida
da companhia foi
de R$ 3,171 bilhões,
3,35% acima dos
R$ 3,068 bilhões
dos nove primeiros
meses do ano passado.
As
vendas de energia
foram de 15.255
gigawatts-hora (GWh)
no terceiro trimestre,
novo recorde da
companhia e 3,28%
acima dos 14.770
GWh de igual período
do ano passado.
Como conseqüência,
a receita com fornecimento
bruto de energia
foi de R$ 3,415
bilhões,
0,75% abaixo dos
R$ 3,441 bilhões
do terceiro trimestre
do ano passado.
A queda na receita
foi puxada, segundo
a empresa, pela
redução
da tarifa da Cemig
Distribuição
em 12,08%.
(Rafael Rosas |
Valor Online)
22.
Lucro da Petrobras
em 9 meses é
o maior apurado
no país em
21 anos
Valor
Online
12/11/2008
SÃO PAULO
- O lucro líquido
de R$ 26,56 bilhões
registrado pela
Petrobras
entre janeiro e
setembro de 2008
é o maior
já registrado
nos últimos
21 anos por uma
empresa brasileira
de capital aberto.
A constatação
é da Economatica.
Segundo a consultoria,
o valor obtido nos
nove primeiros meses
de 2008 é
superior ao lucro
da própria
empresa em igual
período de
2006, quando ganhou
R$ 22,9 bilhões
(valor ajustado
pelo IPCA até
30 de setembro).
Na
lista dos 20 maiores
lucros históricos
para o período
de janeiro a setembro
aparece, ainda,
a Vale do Rio Doce.
O lucro de R$ 19,2
bilhões no
acumulado de 2008,
dá à
mineradora o terceiro
lugar no ranking.
Os bancos também
fazem parte da lista.
O lucro do Bradesco,
de R$ 6,01 bilhões
nos nove meses de
2008, fica como
o 14º maior.
E o Itaú,
com R$ 5,93 bilhões,
seria o 18º
da lista.
A Economatica também
estudou os resultados
trimestrais das
empresas brasileiras.
A consultoria converteu
os ganhos em dólares
e comparou o desempenho
com as corporações
norte-americanas.
Em
um ranking com os
10 maiores lucros
das Américas,
Vale e Petrobras
ficaram com o terceiro
e quarto lugares,
respectivamente.
Em dólares,
a mineradora ganhou
US$ 6,459 bilhões
entre julho e setembro,
enquanto a Petrobras
embolsou US$ 5,669
bilhões.
Tais resultados
colocam as empresas
brasileira a frente
de gigantes como
Microsoft, General
Electric e Wal-Mart.
O
topo do ranking
é ocupado
pela petrolífera
Exxon Mobil, que
lucrou US$ 14,83
bilhões no
terceiro trimestre
do ano. O segundo
lugar é da
também petrolífera
Chevron Texaco,
com ganho líquido
de US$ 7,893 bilhões.
O cálculo
do lucro das empresas
brasileiras em dólares
toma como base os
números publicados
na Comissão
de Valores Mobiliários
(CVM) e conversão
pelo dólar
Ptax Venda do dia
30 de setembro,
ou R$ 1,9143, por
dólar.
23.
Lucro da Vivo salta
quase trinta vezes,
para R$ 129,8 milhões
Valor
Online
11/11/2008
SÃO PAULO
- A operadora de
celular Vivo
fechou o terceiro
trimestre de 2008
com lucro líquido
de R$ 129,8 milhões,
volume quase trinta
vezes maior que
o ganho apurado
em igual período
de 2007, de R$ 4,4
milhões.
A melhora foi conseqüência
da aquisição
da Telemig e também
de um crescimento
orgânico da
receita e das margens
da companhia. Levando
em conta os números
do resultado combinado,
com a Telemig já
considerada no terceiro
trimestre do ano
passado, o lucro
apresenta avanço
de 204,7%, saindo
de R$ 42,6 milhões
para R$ 129,8 milhões.
Entre
julho e setembro
deste ano, a receita
operacional líquida
da Vivo foi de R$
4,078 bilhões,
com um salto de
25,5% sobre o mesmo
intervalo de 2007.
Na comparação
que incorpora a
Telemig, o crescimento
foi de 13,7%. A
empresa fechou o
mês de setembro
com uma base de
42,27 milhões
de clientes, o que
revela uma alta
de 35% em 12 meses
e de 20,6% considerando
apenas o crescimento
orgânico.
Com
relação
às vendas,
o destaque foi o
desempenho da receita
com dados e Serviços
de Valor Agregado
(SVAs), que aumentou
40,6% (no resultado
combinado), para
R$ 364,5 milhões.
Ao mesmo tempo,
os custos e despesas
operacionais da
companhia mostraram
evolução
mais modesta, saindo
de R$ 2,415 bilhões
no ano passado para
R$ 2,761 bilhões
este ano no resultado
publicado, com alta
de 14,3%. Nos números
combinados, a alta
de despesas foi
de 4,4%.
Desta
forma, a Vivo teve
lucro antes de juros,
impostos, depreciação
e amortização
(Ebitda, na sigla
em inglês)
de R$ 1,316 bilhão
no terceiro trimestre
deste ano, um salto
de 57,9% sobre 2007
(e de 39,8% considerando
a Telemig). A margem
Ebitda, que mede
a relação
entre este indicador
e a receita líquida,
atingiu 32,3%, um
avanço de
6,6 pontos em relação
aos 25,7% do ano
anterior (26,3%
com Telemig).
De
acordo com o presidente
da empresa, Roberto
Lima, a Vivo começa
a mostrar melhores
resultados após
resolver questões
estratégicas
como a adoção
da tecnologia GSM
e o aumento da cobertura
nacional. Atualmente,
os clientes GSM
já representam
62% da base da empresa,
ante pouco mais
de 20% em setembro
do ano passado.
Isso permite ganhos
de escala em termos
de custos de infra-estrutura,
a venda de aparelhos
mais baratos, o
uso mais intenso
do celular por clientes
em viagens na Europa,
por exemplo, e também
a captura de tráfego
de mais estrangeiros
no Brasil.
Já
o aumento da cobertura,
com a entrada em
Minas Gerais e também
nos estados do Nordeste
em que a empresa
ainda não
atuava - processo
que ainda está
em andamento - eleva
a base de clientes
e também
traz benefícios
ligados ao serviço
de roaming.
Ao ser questionado
se a Vivo manterá
este nível
de margem Ebitda
alcançado
no trimestre, Lima
não quis
se comprometer com
resultados, já
que a empresa não
divulga previsões
(guidance) sobre
o futuro, mas disse
que " tem o
objetivo de mantê-la
elevada " ,
diante dos investimentos
que são necessários
no setor.
Ao
longo deste ano,
a Vivo deve realizar
um investimento
total de R$ 6,1
bilhões,
sendo R$ 2,7 bilhões
ligados à
Telemig, R$ 1,2
bilhão por
conta da licença
de operação
da tecnologia 3G
e o restante em
infra-estrutura.
Apenas no terceiro
trimestre, os investimentos
somaram R$ 868 milhões.
(Fernando Torres
| Valor Online)
24.
Lucro da Rodobens
Negócios
Imobiliários
dobra no trimestre
Valor
Online
10/11/2008
SÃO
PAULO - A incorporadora
Rodobens Negócios
Imobiliários
encerrou o terceiro
trimestre do ano
com lucro líquido
de R$ 32,56 milhões,
resultado mais de
duas vezes maior
que os R$ 15,94
milhões registrados
em igual período
do ano passado.
Entre
julho e setembro,
a receita líquida
da companhia apresentou
crescimento de 225%
ante 2007, somando
R$ 115 milhões.
A geração
de baixa medida
pelo Ebitda (lucro
antes de juros,
impostos, depreciação
e amortização)
aumentou mais de
quatro vezes, saindo
de 7,8 milhões
no terceiro trimestre
do ano passado,
para R$ 32,12 milhões
em igual período
de 2008, com margem
de 27,7%.
A
companhia fechou
o trimestre com
um Valor Geral de
Vendas (VGV) lançado
de R$ 149,27 milhões,
uma queda de 17%
no comparativo anual.
Já as vendas
contratadas ficaram
praticamente estáveis
no comparativo anual,
somando R$ 102,9
milhões.
Em comparação
com o segundo trimestre
de 2008, o VGV lançando
da companhia caiu
29%, e as vendas
contratadas recuaram
em 46%.
A
companhia aponta
que o número
de lançamento
foi reduzido no
trimestre em função
do ambiente eleitoral
em alguns municípios
e do ambiente de
incerteza sobre
a demanda de curto
prazo. Foram lançados
10 empreendimentos,
totalizando 1.378
unidades.
A
incorporadora fechou
o trimestre com
R$ 131 milhões
em caixa e endividamento
de R$ 144 milhões,
totalmente proveniente
do SFH
(recursos de poupança)
para a construção
de empreendimentos
somente. A companhia
também destaca
que não possui
endividamento não-SFH,
nem exposição
cambial ou a derivativos.
25.
Em crise nos EUA,
Ford e GM voltam
a ter lucro no Brasil
Valor
Econômico
10/11/2008
SÃO
PAULO - Uma vez
mais, os resultados
financeiros na América
do Sul ajudaram
a Ford
e a General
Motors
(GM) a compensar
os grandes prejuízos
nos seus balanços
globais do terceiro
trimestre. Na América
do Sul, a Ford lucrou
US$ 480 milhões
antes de impostos,
quase US$ 100 milhões
a mais do que no
mesmo período
do ano passado.
Já a GM,
obteve na região
que engloba América
do Sul, África
e Oriente Médio
US$ 514 milhões
de lucratividade,
US$ 140 milhões
mais do que no terceiro
trimestre de 2007.
As
duas montadoras
americanas divulgaram
balanços
na sexta-feira.
A Ford anunciou
um prejuízo
global de US$ 129
milhões e
revelou que será
obrigada a reduzir
os custos trabalhistas.
A GM teve prejuízo
de US$ 2,5 bilhões
e anunciou que sua
liquidez teve queda
de US$ 6,9 bilhões
diante da rápida
" piora das
condições
do mercado nos EUA
" .
Ao
divulgar o balanço,
o presidente mundial
da General Motors,
Rick Wagoner, disse
que tomará
" todas as
medidas possíveis
" para evitar
a falência
a companhia. As
negociações
para a aquisição
da Chrysler já
parecem fora de
cogitação
por falta de liquidez.
No
Brasil, assim como
as montadoras com
matrizes na Europa,
onde a crise também
bateu forte, talvez
esse tenha sido
o último
trimestre que as
filiais das americanas
ajudaram a compensar
uma parte das perdas
no balanço
geral. Na semana
passada, a Ford
anunciou antecipação
de férias
coletivas nas três
fábricas
no Brasil. A GM
também decidiu
dar férias
entre outubro e
novembro nas quatro
fábricas
brasileiras. Além
disso, o mercado
interno, que sustenta
a produção
da indústria
automobilística
no país,
já deu sinais
de desaquecimento
há mais de
um mês.
Na
América do
Sul, onde a operação
brasileira tem o
maior peso, a receita
da Ford aumentou
de US$ 2,1 bilhões
para US$ 2,7 bilhões.
" Os resultados
do terceiro trimestre
foram positivos,
refletindo nosso
crescimento de vendas,
atrelados a um mix
de produto favorável
" , disse o
presidente da Ford
no Brasil, Marcos
de Oliveira, por
meio de nota à
imprensa.
Mas
o executivo também
alertou para a mudança
dos rumos: "
Entretanto, estamos
vivendo um momento
de mudança
de cenários.
A volatilidade da
economia mundial
afeta o ritmo de
crescimento da indústria
automobilística.
Acredito que os
sólidos fundamentos
da economia brasileira
e a estratégia
de negócios
da Ford, que tem
priorizado a oferta
de produtos desejados
pelo consumidor,
serão decisivos
para a retomada
do processo de crescimento
sustentado "
.
Na
América do
Norte, a Ford registrou
US$ 2,6 bilhões
de prejuízo,
US$ 1,6 milhão
a mais que há
um ano. A receita
caiu de US$ 16,7
bilhões para
US$ 10,8 bilhões.
Na mesma região,
a GM teve perda
de US$ 2,3 bilhões.
A Ford anunciou
que continua no
caminho para atingir
US$ 5 bilhões
em reduções
de custos na América
do Norte até
o final de 2008
em comparação
com 2005. No pacote
de medidas está
a redução
de 10% nos custos
com o pessoal assalariado.
A Volvo, uma das
marcas do grupo,
eliminará
6 mil postos de
trabalho.
"
Continuamos a tomar
providências
rápidas e
decisivas na implantação
do nosso plano e
respondendo rapidamente
ao ambiente de negócios
em mudança
" , afirmou
o presidente mundial
da Ford, Alan Mulally.
Wagoner, da GM,
anunciou que a companhia
tomará novas
medidas para "
melhorar a liquidez
e reduzir os custos
estruturais, em
resposta à
piora das condições
econômicas
mundiais "
. As medidas poderão
melhorar a liquidez
em US$ 5 bilhões.
(Marli Olmos | Valor
Econômico,
com agências
internacionais)