Sexta-feira, 28/11/2008
Ano VIII – edição 345



Bioma favorece produção agrícola no MA
InvestNews
24/11/2008

SÃO PAULO - 'Há muito espaço para o País crescer, apesar da crise econômica mundial. O Maranhão, por exemplo, tem capacidade para expandir e diversificar sua produção, devido aos vários biomas existentes no estado', disse o diretor do departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio.

Segundo ele, o estado pode avançar pela região do semi-árido, com a produção de frutas, pelo cerrado, com o cultivo de grãos, principalmente de milho, e pela Amazônia, com a produção de espécies agroflorestais. Para que os produtores maranhenses possam ampliar sua capacidade de exportação e conquistar novos mercados, Sampaio afirmou ser fundamental a integração dos elos das cadeias produtivas e a organização política e de produção.

'Exportar não é atividade exclusiva de grandes produtores. Pequenos e médios também podem ampliar sua participação no mercado e vender para diversos países. E, para que isso aconteça, é preciso obter uma boa escala e regularidade de produção. O que só é possível com organização e integração' ressaltou. De janeiro a outubro deste ano, o Maranhão exportou mais de US$ 350 milhões em produtos do agronegócio, registrando aumento de 47,6% com relação ao mesmo período do ano passado.

Os principais produtos exportados, até setembro deste ano, foram soja, que registrou 613 mil toneladas, hortícolas e leguminosas, com nove mil toneladas e produtos florestais, com cinco mil toneladas vendidas ao exterior. Ao todo, essas exportações resultaram em mais de US$ 282 milhões.

PNC Bank concede US$ 1,67 mi à Hospital Santa Catarina
InvestNews
24/11/2008

SÃO PAULO - O Hospital Santa Catarina decidiu contrair empréstimo de US$ 1,67 milhão junto ao banco norte-americano PNC Bank para a compra de equipamentos de radioterapia. A instituição quer adquirir experiência em negociações bancárias internacionais. Esta aquisição integra a estratégia do hospital de ampliar sua área de atendimento de alta complexidade em oncologia e também em outras cinco áreas prioritárias da instituição. O financiamento será pago em cinco anos, com base em estudo de viabilidade econômica promovido pela organização.

Governo adotará medidas para aumento da produção
InvestNews
24/11/2008

SÃO PAULO - O governo vai tomar todas as medidas que estiver ao seu alcance para que a agricultura continue produzindo, afirmou, nesta tarde, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, após retornar da reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme Stephanes, a agricultura e outros setores dinâmicos estão sendo estimulados pelo governo levando em conta a capacidade de 'geração de empregos e de fazer com que a riqueza continue circulando'. Sobre a safra agrícola em Mato Grosso, o ministro afirmou que existe uma situação específica, assim como nos demais estados do Centro-Oeste, por causa dos custos de produção, capitalização e logística. 'Por isso, a região deve receber um tratamento diferenciado, como vem recebendo', completou. Stephanes ainda enfatizou que cada produto tem uma condição específica e deve ser analisado de acordo com as suas características. 'Com relação ao mercado de soja e carnes, vemos uma situação de normalidade. Já o algodão, o leite e o milho enfrentam problemas e o governo vai interferir, dentro do possível, considerando o panorama mundial de crise', disse.

HP confirma lucro anual de 15%
InvestNews
24/11/2008

SÃO PAULO - O grupo norte-americano de informática Hewlett Packard (HP) confirmou nesta segunda-feira seus resultados do quarto trimestre, que levam seu lucro líquido anual para US$ 8,3 bilhões, o que representa uma alta de 15% em relação ao exercício 2007.

O rendimento anual por ação, salvo elementos excepcionais, ficou em US$ 3,62, uma alta de 24%. Hoje, a HP também divulgou seu volume anual de negócios, de US$ 118,4 bilhões (+13%), e confirmou o volume de negócios do quarto trimestre (US$ 33,6 bilhões, +19%). (Redação com agências internacionais - InvestNews)

Governo poderá cortar impostos para combater crise, afirma Mantega
Valor Online

24/11/2008

O governo poderá reduzir impostos em 2009 para mitigar a desaceleração da economia, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, citando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como exemplo. "Temos um arsenal muito grande" de ações pontuais anticrise, afirmou ele, "e podemos trabalhar para reduzir o custo financeiro" dos empréstimos.

"Não deixaremos ocorrer uma desaceleração no Brasil", afirmou o ministro, após a reunião ministerial na Granja do Torto. Ao reiterar que o governo não pensa em adotar um pacote de medidas como outros países estão adotando contra a recessão no ano que vem, Mantega disse que o governo "está atento aos impactos setoriais".

Ele afirmou que assim como já tomou medidas para garantir a crédito a setores que empregam muito, como o agronegócio, automotivo, a construção civil e as fábricas de motocicletas, ele não descartou a possibilidade de novas ações.

Questionado sobre a possibilidade de redução de tributos, o ministro disse que essa é uma possibilidade. "Poderemos reduzir alguns tributos como já fizemos, se for necessário", disse Mantega.

Mas ele não quis sinalizar se o Banco Central poderá cortar a taxa Selic como estímulo à manutenção do crescimento econômico.

"Podemos trabalhar para reduzir o custo financeiro", disse ele. "Vocês sabem que é muito alto o custo dos empréstimos. As pessoas físicas pagam 45%, 50% de taxas de juros, e nisso nós podemos criar condições para reduzir, já que a taxa básica de juros é uma questão do Banco Central", continuou Mantega.

Ele afirmou que como estímulo à manutenção "do país como um grande canteiro de obras", o governo pretende liberar investimentos em 2009, em especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de criar ambiente para aumento dos investimentos do setor privado.

"O PAC é como se fosse um programa anticiclico", disse Mantega, um estímulo ao crescimento do emprego e da renda onde as obras de infra-estrutura estão localizadas. Ele complementou afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos ministros que se a receita do governo federal recuar em 2009, os programas sociais não serão atingidos.

"Se houver queda na arrecadação por conta desaceleração, faremos cortes no custeio, em despesas não essenciais", explicou Mantega.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Bracor planeja centro logístico em Viracopos
Valor Online

24/11/2008

Mesmo no turbilhão financeiro, há investidores estrangeiros atentos a oportunidades na área imobiliária. A Bracor está investindo R$ 500 milhões em um centro empresarial vizinho do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Entre seus sócios estão o megainvestidor americano Sam Zell e a família real de Abu Dhabi. Será o maior aporte da empresa em um único projeto desde que sua criação, há dois anos e meio.

A Bracor adquiriu um terreno de um milhão de metros quadrados, mas não revela quanto pagou. Os R$ 500 milhões representam o investimento total previsto para o projeto. A negociação para a compra começou este ano e foi fechada há cerca de um mês - já dentro do cenário de crise financeira, quando os preços dos ativos começaram a ceder. Carlos Betancourt, presidente da Bracor, afirma, porém, que os termos da negociação não mudaram em função da crise.

Os valores envolvidos no negócio indicam que os investidores estrangeiros estão atentos ao país. Vários fundos de private equity estrangeiros, como Colony Capital, JER Latin America, Och-Ziff, Paladin e Carlyle estão em busca de oportunidades no Brasil. Há um mês, o próprio Sam Zell - que também está na BR Malls e AGV Logística - aumentou sua participação na Gafisa de 13,7% para 18,7%, com um investimento de cerca de US$ 50 milhões.

Na Bracor, além de Sam Zell e da família de Abu Dhabi, também são acionistas o banco Morgan Stanley; o grupo Olayan, da Arábia Saudita; e a seguradora americana Berkley. "São acionistas de longo prazo, que estão olhando além da crise e não têm data para sair", afirma Betancourt. "Por conta da localização e das condições do terreno, esse é um negócio estratégico para nós."

A idéia é construir vários galpões, centros de distribuição e prédios de escritórios (de, no máximo, quatro andares), além de um hotel - a Bracor já está em negociação avançada com uma bandeira. A maioria das construções deve ser feita no modelo "build-to-suit", quando o imóvel é feito sob medida para a empresa que irá alugá-lo. "Já estamos conversando com empresas interessadas", afirma Betancourt. A Bracor pretende reunir cerca de 20 empresas no local, com contratos de locação entre 10 e 15 anos.

Ainda que o "build-to-suit" seja predominante, o empreendimento começa com um inquilino em uma área que já estava construída e está passando por algumas adaptações. A fabricante de tratores John Deere vai ocupar uma área de 40 mil metros quadrados, onde fará um centro de distribuição de peças. A empresa tem sede em Horizontina, no Rio Grande do Sul.

Viracopos é considerado um aeroporto estratégico. O governo Lula já anunciou que pretende aplicar o regime de concessão ao aeroporto, que continuaria a ser da União, mas gestão privada. Com acesso às rodovias Bandeirantes, Anhangüera e Santos Dumont, o aeroporto está na segunda fase de um plano diretor que pretende alçá-lo ao posto de principal centro de cargas da América Latina. No ano passado, foram transportados 1 milhão de passageiros (menos de 1% do total no Brasil) e 238 mil toneladas de cargas (18% do total).

Atualmente, a Bracor tem um portfólio de US$ 1 bilhão e inquilinos como IBM, AmBev, Petrobras e BT (ex-British Telecom). O centro industrial de Viracopos está sendo feito pela Brapark, um braço criado especialmente para este tipo de projeto. A companhia já tem terrenos de grande porte na Imigrantes, Manaus e no Irajá, no Rio.

A concorrência no segmento está crescendo. Antes da crise, havia uma série de empresas anunciando investimentos em centros logísticos e industriais, como Racional, que criou uma divisão específica para o setor; Hines; CCP, braço comercial da Cyrela; e W Torre.

HSBC pensa em comprar ativos do Citi
Gazeta Mercantil
25/11/2008

Londres - O chairman do maior banco da Europa, o HSBC, disse que não exclui a possibilidade de a instituição comprar ativos do americano Citigroup, depois do governo ter agido para resgatar o banco.

Quando perguntado se vai avaliar os ativos do Citi, Stephen Green disse a jornalistas em uma conferência: "Isso depende". Ele disse que aquisições são possíveis se forem compatíveis com os seus critérios. "Nós temos estratégia clara, segundo a qual desenvolveremos nosso negócio com um foco primário em mercados emergentes e isso para nós significa, dada a nossa presença, Ásia, Oriente Médio e América do Sul", disse o executivo, acrescentando que acordos também devem se enquadrar em termos de preços e de qualidade de ativos.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Reuters)

OdontoPrev entra no Índice de Sustentabilidade
InvestNews
25/11/2008

SÃO PAULO - A OdontoPrev, maior operadora de planos odontológicos do Brasil, passa a fazer parte da nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo divulgada nesta terça-feira. As participantes da próxima carteira do ISE foram selecionadas entre 51 empresas que responderam a um questionário, desenvolvido pela FGV, e enviado a 137 companhias emissoras, dentre as 150 ações mais líquidas do mercado de capitais brasileiro. São ao todo 38 ativos de 30 companhias, totalizando, segundo a Bolsa, R$ 372 bilhões em valor de mercado.

'A entrada da OdontoPrev no ISE é para nós uma grande honra. A Companhia sempre busca as melhores práticas de sustentabilidade e governança corporativa. No caso do ISE, que detém um conselho composto por importantes instituições do mercado, não poderíamos estar mais contentes com o reconhecimento', diz José Roberto Pacheco, diretor de Controladoria, RI e Sustentabilidade da OdontoPrev.

A nova carteira do ISE entrará em vigor no dia 1º de dezembro deste ano e ficará em vigência até 30 de novembro de 2009. Criado há três anos, o índice tem como base o conceito internacional Triple Botton Line (TBL), que avalia elementos ambientais, sociais e econômico-financeiros. (Redação - InvestNews)

Vendas do Giraffas crescem 26% no 3o trimestre
InvestNews
26/11/2008

SÃO PAULO - O Giraffas, quarta maior rede de fast-food do Brasil, manteve no terceiro trimestre deste ano o crescimento de 26% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima da expectativa da rede, que era de 22%. O saldo também é superior ao de todo o segmento de franquias, que segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF) foi de 21,6% no período avaliado. De acordo com a empresa, o desempenho nas vendas pode ser atribuído ao crescimento do Giraffas nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Durante o período a rede inaugurou nove lojas incluindo as primeiras unidades nos estados do Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Segundo Cláudio Miccieli, diretor-executivo da rede a expectativa é manter este crescimento até o fim do ano. 'Lançamos em outubro nossa campanha institucional e em novembro apresentamos novos cardápio e produtos, adicionamos o camarão ao nosso mix, um sanduíche premium com hambúrguer de carne da raça bovina Angus e uma linha de pratos econômicos'.

O Giraffas informa que apenas no segundo semestre do ano foram abertas 21 unidades distribuídas em todas as regiões do País. A marca chegou aos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rondônia. 'Alcançamos novas praças e mantivemos os investimentos nos estados que concentram muitas lojas, como São Paulo onde estamos próximos de ter 100 pontos-de-venda e Rio de Janeiro onde ultrapassamos a marca de 30 unidades', completa Miccieli.

Com mais 11 inaugurações programadas até o fim do ano, a rede chegará a mais dois novos estados: Rio Grande do Sul e Ceará. A expectativa do Giraffas é encerrar o ano com 300 unidades assinadas. (Redação - InvestNews)

TecTotal fecha primeiro ano com R$ 20 milhões de receita
Gazeta Mercantil
26/11/2008

São Paulo - A TecTotal, joint venture entre a Telefônica e o grupo de TI Automatos Holding para suporte técnico residencial, prevê fechar seu primeiro ano com R$ 20 milhões de faturamento.

A empresa surgiu em abril deste ano com a entrada da Telefônica na Voki. A Automatos vinha da criação do grupo Virtus, de software, e capitalizada por seus acionistas, que incluem a holding brasileira Ideiasnet, a Intel Capital, braço de investimento da fabricante de chips Intel e a Automatos Management. A joint venture atingiu os 550 mil clientes, mais que triplicando os 120 mil alcançados pela Voki. E, segundo o presidente do conselho de administração da empresa, Moyses Rodrigues, a meta é triplicar de novo no próximo ano.

O crescimento é principalmente explicado pela estruturação de parcerias de vendas com 22 redes varejistas, de distribuição e de outros serviços, como o Carrefour, que é a que traz mais negócios, a Microsoft, Porto Seguro e a própria Telefônica. A empresa busca ampliar essa cadeia de parceiros para 50 integrantes em 2009.

Criada de acordo com o modelo da americana GeekSquad, da varejista BestBuy, a TecTotal explora um novo campo no País, que se abriu com o grande volume de vendas de computadores pessoais nos últimos anos e da informatização das classes C e D.

"A empresa nasceu para resolver um problema que não tem dono. Se alguém tem um problema de informática, não tem a quem correr", explica Rodrigues. Um problema de conexão, por exemplo, pode não encontrar responsáveis, entre o fabricante do PC, do roteador de rede e a provedora de acesso à internet. "Viemos substituir o ‘micreiro’, como era chamado o especialista em computador", diz.

Entre as maiores queixas, estão de computador travando, configurações de internet e rede wireless, instalação de periféricos e questões sobre antivírus. Os serviços para PC e rede sem fio, no padrão WiFi correspondem a 85% dos chamados, conta a presidente da empresa, Regina Lopes, mas para a classe A e B também é comum tratar de produtos de áudio e vídeo, como a instalação de TV de tela de cristal líquido (LCD), que inclui o suporte de parede, além da integração e configuração de aparelhos de home theater, DVD, videogame, entre outros equipamentos.

Um dos negócios de maior crescimento foi o relacionado a redes WiFi, que correspondia a 5% dos chamados no começo da empresa e agora representa 12%, o que se explica pela forte de vendas de laptops.

A empresa não reviu as projeções de crescimento para 2009, mesmo com a expectativa menor de venda de computadores, após o acirramento da crise econômica internacional nos últimos meses. "Este ano serão vendidos 13 milhões de PCs. Em 2009, se esperava 20% de crescimento e agora a projeção é de 10%, que ainda assim é alto", afirma Regina.

De qualquer forma, o modelo de negócios da empresa busca atingir clientes não só apenas entre os que acabam de comprar um equipamento. É comum o cliente comprar uma máquina num varejista, incluir o serviço de instalação e três meses de suporte. Depois de vencido esse prazo, a empresa propõe a extensão do tempo de manutenção, explica a executiva. Mas o objetivo é atrair para um outro formato em que o cliente paga uma mensalidade para ter direito a qualquer manutenção. Lançado há menos tempo, esse modelo busca trazer mais receita recorrente e hoje corresponde a 10%.

A outra frente de crescimento é a internacionalização que começou este ano no Peru, e vai se intensificar em 2009. A empresa já monta estruturas e busca clientes na Argentina, Colômbia, México e Argentina.

(Gazeta Mercantil, Carlos Eduardo Valim)

Comunicação fatura US$ 1,8 tri no mundo
Gazeta Mercantil
26/11/2008

São Paulo - A indústria global de comunicações, avaliada pelo desempenho dos setores de telecomunicações, TV e rádio (analógicos e digitais), somou receita de US$ 1,8 trilhão em 2007 e avançou 6,1% sobre o ano anterior. Metade desse volume, ou US$ 880,3 bilhões, foi gerada por um grupo de sete países mais desenvolvidos - Estados Unidos (US$ 420,2 bilhões), Japão (US$ 140,1 bilhões), Alemanha (US$ 84,0 bilhões), Reino Unido (US$ 78,0 bilhões), França (US$ 64,0 bilhões), Itália (US$ 56,0 bilhões) e Canadá (US$ 38,0 bilhões)--, que registraram um ganho coletivo de 3,5%.

Fontes

O setor de telecomunicações, principal fonte de receita desse grupo de elite, respondeu por 68% (US$ 600,3 bilhões) do seu total e cresceu 3,4% sobre o ano anterior. A TV contribuiu com 28% (US$ 244,1 bilhões), avançando 4,4%. Rádio ficou com apenas 4% do bolo (US$ 36 bilhões), tendo sido o único setor a registrar queda (0,1%).

Essas são algumas das constatações da Ofcom, órgão regulador das comunicações do Reino Unido, em sua terceira pesquisa anual The International Communications Market Report, publicada no dia 20. O extenso relatório investigou o desempenho da indústria tanto nos mercados mais desenvolvidos como nos países do Bric -- Brasil, Rússia, Índia e China -, os quais, apesar de representarem apenas 14% da receita global (US$ 240,1 bilhões), concentram 42% da população mundial e se destacam pelo potencial de crescimento dos novos meios de comunicação. Quando havia dados oficiais disponíveis, observa a Ofcom, outros cinco países foram incluídos nos resultados: Polônia, Espanha, Holanda, Suécia e República da Irlanda.

A pesquisa teve como um dos seus pontos altos a convergência das comunicações e sua rápida popularização entre os consumidores em todo o mundo.

Telecomunicações

As ligações via telefones fixos têm declinado na maioria dos mercados, com algumas exceções (no Reino Unido e na Espanha, por exemplo, a penetração das linhas tradicionais aumentou). Mas, se excluída a Alemanha, a receita dos serviços de telecomunicações cresceu em todos os sete desenvolvidos, estimulada basicamente pelos ganhos da telefonia móvel e das novas assinaturas de banda larga (os maiores ganhos, de cerca de 5%, vieram do Reino Unido e do Canadá).

Em todos os países cobertos pelo relatório, a receita total de comunicação móvel foi maior do que as de telefonia fixa e de banda larga combinadas. A Itália tem o maior número de domicílios (quase 40%) que usam apenas o celular para ligações telefônicas, seguida por Polônia (cerca de 34%), Espanha (25%) e República da Irlanda (20%). (Os irlandeses, a propósito, são os que passam mais tempo ao celular, com 179 minutos mensais de uso).

Emergentes

No caso dos países do Bric, em 2007 os serviços móveis responderam por mais de 50% (US$ 106,1 bilhões) da receita média de telecomunicações, que saltou 48% entre 2004 e 2007. A expansão do setor foi particularmente forte nos mercados emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China adicionaram 216 milhões novas assinaturas em 2007, 88 milhões delas apenas na China. Na Rússia, a adesão subiu quase 1000% -- de 12 conexões por 100 pessoas em 2002 para 123 conexões em 2007.

O relatório aponta, no entanto, uma queda da receita das operadoras móveis. Isso se deve ao fato de que o aumento do volume de chamadas não é acompanhado por um aumento equivalente da receita no varejo.

População de SC terá 1,5 bi para comprar material
InvestNews

27/11/2008

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal anunciará amanhã (27), em Santa Catarina, a liberação de R$ 1,5 bilhão para que a população do estado, atingida por chuvas intensas há cerca de dois meses, possa financiar a compra de eletrodomésticos e material de construção. A informação foi dada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC). "As medidas serão anunciadas amanhã detalhadamente em Santa Catarina, com o deslocamento de uma grande força-tarefa", disse a senadora aos jornalistas.

O montante será distribuído entre os programas do banco estatal Caixa Fácil, usado para financiamento de eletrodomésticos, em parceria com lojas de varejo - e o Construcard - empréstimos para material de construção, como tijolo, tinta e cimento. Parte do dinheiro também será destinada à habitação e aos empresários, explicou Ideli.

De acordo com a assessoria da Caixa, o dinheiro será proveniente do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de linhas especiais de crédito. O anúncio será feito às 10 horas, em Florianópolis. A senadora antecipou a informação após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, também participou da reunião.

Redução do IOF eleva em 30% vendas da Viamar
InvestNews
27/11/2008

SÃO PAULO - A Viamar Yamaha, empresa do Grupo Viamar - concessionário Yamaha e Chevrolet especialista em crédito com maior volume de vendas no Brasil - já sente os efeitos positivos da medida anunciada pelo governo nesta semana, de reduzir o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos financiamentos de motocicletas de 3,38% para 0,38%.

Com a medida, as vendas de motocicletas cresceram 30% nas unidades do grupo. O desempenho positivo é resultado da queda sensível, gerada pela redução do IOF, no valor das prestações de diversos modelos de motocicletas nas unidades da Viamar Yamaha. De acordo com a companhia, os novos valores dos financiamentos, estão muito próximos dos níveis registrados antes da crise. Donis dos Santos, gerente comercial da Viamar Yamaha, afirma que com a redução do IOF, o cliente sentirá uma queda de cerca de 13% no término do financiamento.

Além disso, outro fator que alavancou as vendas foi a redução no preço de tabela de alguns modelos, que também influenciou no valor parcelado e na venda à vista.

Perdigão recebe R$ 283,7 milhões do BNDES
InvestNews
27/11/2008

SÃO PAULO - A Perdigão, uma das líderes do setor de alimentos no Brasil, informou hoje que recebeu do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o montante de R$ 283.689.634,80, referente aos projetos de investimentos de expansão de capacidade já realizados. Deste valor, R$240,3 milhões referem-se a diversos projetos de expansão de capacidade, principalmente em unidades industriais, e R$ 43,4 milhões ao projeto de expansão industrial de Nova Mutum - MT.

Saara já está pronta para crescer no Natal
Gazeta Mercantil
27/11/2008

Rio de Janeiro - Apesar da chuva que castigou os cariocas na segunda-feira, pelo menos 50 mil pessoas circulavam sob guarda-chuvas pelas onze ruas do velho centro do Rio de Janeiro conhecidas por Saara, uma sigla cuja origem - Sociedade dos Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega - perdeu-se na memória popular. Uma legião de consumidores das classes emergentes garimpava nos balcões e araras modestas o presente ideal para familiares e amigos. Nesta região, formada por ruelas do século retrasado, constituídas por sobrados de dois a três andares, tombados pelo patrimônio histórico, o Natal de 2008 não será lembrado pela crise. Ao contrário. Ênio Carlos Bittencourt, presidente da instituição comercial que reúne as 1.250 lojas da região, estima que as vendas de final de ano superem entre 10% e 20% o mesmo período de 2007.

"É tudo uma questão de preço", explica o dirigente da associação, que é também comerciante da região há mais de 40 anos. "Ninguém remarcou nada nos últimos meses", garante Bittencourt. Para o lojista, o sucesso do Saara, ao longo das várias crises econômicas vividas pelo País está numa receita simples: "sempre recebemos muito bem o público que busca economia". Ele se refere às classes C e D, majoritariamente. Os preços são imbatíveis: encontra-se desde camisetas regatas a R$ 4,99, sapatos por R$ 9,99, ou prendas infantis a R$ 0,99 a pingentes de ouro a R$ 559,00 ou relógios importados a R$ 139,00. O estoque do final do ano foi formado ainda no primeiro semestre, antes da escalada do dólar. "Mesmo os produtos importados estão com o melhor preço da cidade", garante. Há ofertas para todos os bolsos - R$ 0,50 a R$ 200,00. Bittencourt espera receber nos próximos sábados que antecedem o Natal um público superior a 1 milhão de pessoas por período. Além das ofertas de brinquedos, roupas, calçados, eletrônicos, artigos de cama, mesa e banho, utilidades domésticas, enfeites natalinos, papelaria, bolsas e mochilas, a Saara lança mão de algumas estratégias para garantir o fluxo dos consumidores.

"Mantemos 170 seguranças, ao longo de três turnos, 24 horas por dia, vigiando a região para garantir a tranqüilidade dos clientes", assegura Bittencourt. Os homens, explica, estão à paisana e recebem R$ 70 ao dia pelo trabalho. A medida tem se revelado importante nos últimos anos, garante. "Algumas consumidoras tradicionais da 25 de Março, em São Paulo, estão comprando na Saara, pois se sentem mais seguras conosco", afirma.

A comunidade de comerciantes também deve pagar R$ 120 mil a uma equipe de decoradores para terminar de enfeitar até sábado as ruas com motivos natalinos. "O material todo é por conta nossa; o valor que desembolsamos é apenas para pagar a mão- de-obra", explica o lojista. No próximo sábado, também, Papai Noel deverá chegar às ruas do Saara em uma caminhonete enfeitada, onde permanecerá das 10h às 14h distribuindo 120 quilos de balas, além de brinquedos para as crianças. O evento - tradicional no Rio - contará com banda de música e animação. Equipes de som vão competir com alguns sistemas de música instalados nas onze ruas, composto por pequenos alto-falantes suspensos na fiação elétrica, os quais transmitem canções de Roberto Carlos, entrevistas com lojistas e informações sobre a região.

O entusiasmo de Bittencourt quanto ao Natal de 2008 é compartilhado com outros comerciantes que operam nas ruelas do Saara, região responsável pelo emprego de 7.500 funcionários. Roberto Cassiano Costa, supervisor de vendas da unidade de materiais técnicos da Caçula Desenho e Pintura, acredita que as vendas possam crescer 30% no último mês de 2008 sobre dezembro de 2007. "As vendas estão boas e têm crescido desde junho", comenta. Segundo ele, apesar de 20% dos produtos da loja serem importados, não houve o repasse do aumento do dólar aos consumidores. "Compramos de diversos fornecedores", explica. Como boa parte dos produtos comercializados na loja tem prazo de validade, os fornecedores, explica, são obrigados a desová-los, e o têm feito pelo preço antigo. "Quando, nem assim, conseguimos manter os preços antigos, abrimos mão de parte da margem", informa. "No nosso ramo há alguma gordura para queimar", admite.

O discurso é o mesmo no caso do gerente Carlos Henrique Rosa Ferreira, responsável por uma das 98 unidades da cadeia Di Santinni Calçados, situada na região. "Vamos vender 10% a mais este ano", promete o lojista, que comercializa tradicionalmente 5 mil pares de sapatos por mês. Ele agora se prepara para desovar 15 mil pares nas próximas quatro semanas. Para tanto, deve aumentar sua equipe de 30 funcionários, acrescentando outros 35 temporários. "As operadoras de loja extras recebem um salário de R$ 485,00 e os novos vendedores apenas comissão de 4% sobre vendas", informa. "Ainda assim, alguns conseguem tirar até R$ 2.400,00 em um mês como dezembro", conta.

O mix de produtos da Di Santinni Calçados no Saara, informa Ferreira, é diferente das lojas da rede situadas em shopping centers. "Quem compra aqui é mais povão e o que mais sai é a modinha feminina, principalmente os modelos anunciados na TV", resume o gerente. Seu carro-chefe, às vésperas do forte verão carioca, são sandálias femininas rasteiras, comercializadas de R$ 9,99 a R$ 14,99. "Ainda assim, também temos opções de primeira linha, como tênis Nike a R$ 250,00", frisa.

Mesmo com todo o otimismo, a crise internacional reprisada diariamente nas manchetes dos jornais impressos e televisivos, está na pauta dos comerciantes. Carlos Alberto Ghazi, diretor comercial da Novex, uma loja de artigos de cama, mesa e banho, aposta um aumento de vendas de 27% em dezembro. "Mas isso tem a ver com um esforço que estamos fazendo no quadro de pessoal", explica. "Troquei três vezes a equipe até acertar e ela está 40% mais cara", conta. "Estou gastando mais para oferecer mais qualidade no atendimento e facilidades, como motorista e carro de entrega de mercadoria em domicílio", explica o comerciante.

De acordo com Ghazi, a estratégia é aumentar o valor do tíquete médio. No Saara como um todo, acredita que ele e seus concorrentes diretos, possam vender até 15% a mais em volume sobre 2007. Mas está de olho nos desdobramentos da economia mundial. "Por enquanto, não vimos a crise por aqui. Afinal, nossos clientes não investem na bolsa. Mas se houver algum caso de desemprego na família, o clima muda rapidamente e as pessoas ficarão mais cautelosas para gastar", avalia. Como medida de prevenção, parou de trabalhar com cheques pré-datados. Segundo ele, nem mesmo o mais correto dos clientes, em caso de desemprego, tem condições de honrar todos os seus compromissos. "Tomei esta medida no dia seguinte à quebra do Lehmon Brothers", disse ele, referindo-se ao banco norte-americano que faliu em setembro. "Por aqui, só cartão ou cheque à vista", resume. Para o comerciante, "qualquer lojista, até mesmo o camelô, precisa conhecer o seu próprio mercado e se defender". (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(ana cecilia americano)

Iguatemi projeta elevar receita em 35%
InvestNews
28/11/2008

São Paulo - A Iguatemi Empresa de Shopping Centers espera encerrar o ano com um crescimento de aproximadamente 35% em sua receita líquida consolidada e margem Ebitda de cerca de 72%. Em comunicado enviado ao mercado, a empresa afirma que espera um crescimento entre 9% e 12% na receita líquida de 2009 (sem contar com o Iguatemi Brasília cuja inauguração está prevista para setembro do próximo ano). A margem Ebitda de 2009 deve chegar a cerca de 70%, ligeiramente abaixo da de 2008, segundo estimativa da companhia, por conta das despesas relacionadas aos shoppings a serem inaugurados.

Para o Iguatemi Brasília, empresa projeta um resultado operacional líquido de R$ 31 milhões em seu primeiro ano de operação. Além disso, a Iguatemi se compromete a distribuir dividendos de no mínimo 50% do lucro líquido de cada exercício, nos próximos três anos.

Lojistas da 25 de Março prevêem vendas 10% maiores no Natal
Valor Online
28/11/2008

SÃO PAULO - Os lojistas da região da Rua de 25 de Março, centro de comércio popular de São Paulo, prevêem crescimento de 10% nas vendas durante o período de Natal, na comparação com o movimento observado na mesma época do ano passado.

A projeção é da Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências), que calcula que 1,2 milhão de pessoas devem circular diariamente pela região neste fim de ano.

Para justificar a projeção otimista para o Natal, mesmo diante da crise financeira internacional, a entidade ressalta que muitos lojistas, mesmo sendo importadores, não repassaram o aumento do dólar para o preço e que há um "bom estoque" de produtos nacionais e importados.

Feira supera R$ 5 milhões em negócios
Gazeta Mercantil
28/11/2008

Rio de Janeiro - A quinta mostra carioca de espaços decorados "Morar Mais por Menos" encerra-se neste domingo com mais de R$ 5,5 milhões em encomendas de móveis, serviços, materiais e objetos de decoração. Neste ano, apresentam-se, desde 23 de outubro, 346 empresas em 70 espaços, os quais envolvem projetos de R$ 45 mil, em média.

Segundo Sandro Schuback, diretor comercial do evento, o conceito da mostra é levar 105 arquitetos a criarem ambientes sofisticados a preços acessíveis, voltados a novos consumidores de decoração, como jovens e recém-casados. O evento conta com o patrocínio de Furnas, Caixa Econômica Federal e Sebrae-RJ.

"Desafiamos o grupo de arquitetos a garimpar no mercado a melhor relação de custo e benefício para o cliente", comenta o diretor. Em uma ampla casa no bairro da Lagoa, a mostra ocupa 2,3 mil m, uma área 45% maior do que a mostra do ano passado, onde são apresentados cerca de 2 mil itens, com seus preços expostos. Os próprios objetos são, também, vendidos em liquidação, uma vez que foram usados ao longo dos 40 dias da exposição. Os espaços, por sua vez, são fotografados e o material é publicado em um catálogo com tiragem de seis mil exemplares, distribuído aos visitantes. A mostra é um projeto que já abrange oito capitais, nas quais investimentos ultrapassam os R$ 2,5 milhões em cada cidade. No caso do Rio de Janeiro, o total supera os R$ 5 milhões. Segundo o organizador, este ano haverá recorde de público: 20 mil visitantes até o final do evento.

Outra característica da mostra é a obrigação de cada projeto conter móveis, materiais e objetos voltados à sustentabilidade. Assim, parte dos móveis são de madeira certificada, ou feitos com material reciclável, a exemplo dos objetos recobertos com Formiplast, uma fórmica feita de PET reciclado.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Ana Cecília Americano)

Imune à crise, supermercados elevam vendas em outubro
Gazeta Mercantil
28/11/2008

São Paulo - Com o crescimento de 11,48% nas vendas do mês de outubro o setor supermercadista demonstra que ainda está imune aos efeitos da crise financeira internacional. "O primeiro trimestre de 2009 é que começa a preocupar", afirma o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda.

Ao contrário dos setores que dependem de crédito para estimular suas vendas, o setor supermercadista é muito mais sujeito à renda do consumidor. "Esse é um dos fatores pelos quais estamos conseguindo manter as vendas em crescimento", afirma Honda. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o rendimento domiciliar per capita cresceu 7,9% em outubro ante o mesmo mês de 2007.

A preocupação da entidade para o próximo ano é uma queda no nível de emprego, o que afetaria rendimentos e, por conseqüência, as vendas dos supermercados.

O crescimento surpreendeu a Abras e a performance de outubro levou o setor ao seu melhor resultado no acumulado de janeiro a outubro dos últimos seis anos: um crescimento de 9,19%, contra os 6,24% registrados no mesmo período de 2007, até então a melhor performance desde 2003. "Este ano tem sido muito bom desde o começo", diz Honda. E deve terminar bem. A expectativa da entidade é que o setor mantenha as vendas em alta até dezembro, registrando um crescimento por volta de 9% no ano. O faturamento deve chegar a perto dos R$ 150 bilhões em 2008, contra R$ 136,3 bilhões registrados em 2007.

Para o mês de dezembro, a Abras estima um crescimento de 10%. Uma pesquisa realizada pela entidade com varejistas do setor mostra otimismo dos supermercadistas com o final de ano. De acordo com o estudo, a expectativa dos empresários é de um crescimento de 14% nas vendas da semana que compreende Natal e Reveillon em relação ao mesmo período de 2007.

O levantamento, feito entre os dias 17 de outubro e 14 de novembro, em 500 redes de supermercados, mostra que 71% delas elevaram os pedidos para as vendas de Natal. Apenas 5% das empresas entrevistadas esperam vendas cerca de 4% inferiores às registradas no Natal de 2007.

O Wal-Mart, por exemplo, espera vender até 20% mais itens de Natal deste ano do que no mesmo período do ano passado. Segundo a varejista, grande parte dos produtos foi negociado com o dólar em cotação baixa , o que vai garantir preços baixos.

Neste ano, um dos focos da empresa é a área de não-alimentos, com os produtos de informática como notebooks, home theaters e peças de vestuário, por exemplo.

O setor de eletrônicos também é uma das apostas do Carrefour no Brasil. A empresa está estimando um crescimento de 14% nas vendas de Natal e de 40% somente no segmento de eletrônicos. Já o Grupo Pão de Açúcar está estimando um crescimento de 30% nas vendas de produtos sazonais.

De acordo com a pesquisa, 55% das empresas entrevistadas elevaram em 9% as encomendas de peru, e 38% elevaram em 10% as de bacalhau. O estudo mostra ainda que 57% das empresas vão contratar mão-de-obra temporária para o período: 11 mil vagas adicionais nos supermercados.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Valéria Serpa Leite)

Slim mantém investimento na A. Latina
Gazeta Mercantil
25/11/2008

Buenos Aires - Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo e dono da gigante de telefonia celular América Móvil (dona da Claro), disse ontem que vai continuar a investir na América Latina, apesar dos temores de uma recessão global.

"Continuamos a fazer significativos investimentos nos países da América Latina, e a Argentina é um desses países", disse a jornalistas em Buenos Aires.

O magnata mexicano e outros executivos de negócios estão na Argentina acompanhando o presidente Felipe Calderon em visita oficial. Slim disse que a região está bem posicionada para enfrentar o desaquecimento global, que levou à recessão nações como Alemanha e está reduzindo expectativas de crescimento das emergentes.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Reuters)

Acionistas aprovam fusão que cria Itaú Unibanco Banco Múltiplo
Valor Online
28/11/2008

SÃO PAULO - Assim como ocorreu com o Unibanco na manhã desta sexta-feira, os acionistas do Itaú aprovaram, em assembléia geral ocorrida nesta tarde, todos os trâmites necessários para o andamento da fusão entre as duas instituições. Falta agora apenas o aval do Banco Central e de autoridades de defesa da concorrência.

Além da aprovação da incorporação das ações do Unibanco Holdings e do Unibanco pelo Banco Itaú, os acionistas aprovaram também a incorporação deste último pelo Banco Itaú Holding Financeira. Ainda por determinação da assembléia, a holding mudou de nome para Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A..

Foi aprovada também a nova configuração do conselho de administração, que passará a ter 14 membros e não mais 10, embora os nomes dos indicados ainda não sejam conhecidos.

A combinação das duas instituições formará o maior conglomerado financeiro brasileiro, com ativos totais de R$ 575 bilhões.

Vale notar que, por enquanto, as ações e units do Unibanco continuam sendo negociadas normalmente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Meirelles prevê que país voltará a crescer em ritmo maior em 2010
Valor Online
28/11/2008

RIO - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje que o Brasil poderá voltar a ter taxas de crescimento maiores a partir de 2010. De acordo com ele, o comportamento esperado para a economia brasileira em relação à crise significa que o país não perderá a trajetória de crescimento sustentado.

Meirelles avaliou que previsões consideradas pessimistas - como a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acredita que país terá um avanço do PIB de 3% em 2009 - apontam para um desempenho da economia do Brasil superior ao esperado para a média mundial. Segundo o Fundo, a crise levará a economia global a um crescimento de apenas 2,2% no ano que vem.

O presidente do BC mostrou ainda que está previsão do FMI para 2009 em relação ao Brasil está em patamar superior à média de crescimento de 2,1% registrada pelo país entre 1980 e 2003 e ao avanço médio de 1,8% entre 1999 e 2003.

"Dissemos muitas vezes no passado que estávamos nos preparando para ter um crescimento sustentável. E o que é um crescimento sustentável? É exatamente isso: sair do padrão de arrancadas e freadas que o Brasil teve durante muito tempo", disse Meirelles, que participou de seminário sobre crédito promovido pela Fecomercio-RJ.

O presidente da autoridade monetária também ressaltou que o sistema de crédito está se recuperando da fase mais aguda da crise até agora. Enquanto nos oito primeiros dias de outubro a média diária de concessões de empréstimo caiu 13% em relação ao mesmo período de setembro, os oito primeiros dias de novembro mostraram uma alta de 5,7% nesta média (sobre outubro), com destaque para o crescimento de 14,8% para o segmento de pessoas físicas. Como o crédito para as pessoas jurídicas nesta comparação subiu apenas 1,2%, Meirelles frisou que o governo decidiu direcionar mais recursos para o BNDES, com os R$ 10 bilhões já anunciados para o banco de fomento brasileiro.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Acionistas aprovam incorporação do BEP pelo Banco do Brasil
Valor Online
28/11/2008

SÃO PAULO - A incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP) pelo Banco do Brasil (BB) foi aprovada hoje em assembléia geral de acionistas das duas instituições. Com a incorporação, o BB, que já conta com 60 agências no Piauí, passará a ter 67. O número de clientes do Banco do Brasil no estado passará de 658 mil para 748 mil.

A transação será feita por meio da emissão de 2.930.649 ações do BB. Pelo valor das ações do banco federal hoje na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 14,25, a transação estaria avaliada em R$ 41,7 milhões.

O protocolo de incorporação aprovado pelos acionistas esclarece que o banco piauiense foi avaliado por um valor econômico de R$ 81,7 milhões, considerando o fluxo de caixa descontado.

O BB, no entanto, foi avaliado pela média da cotação das ações negociadas na Bovespa nos 90 dias corridos antes da data base de 30 de junho. Por conta disso, o valor atual da ação do BB é mais baixo que o usado como referência para a transação, de R$ 27,8713.

A relação de troca, que foi aprovada pelo conselho de administração dos dois bancos, foi acertada em 1 ação ON do BB para cada 4,60241693 ações ON do BEP.

Os acionistas dissidentes do Banco do Estado do Piauí poderão escolher entre vender as ações pelo seu valor econômico, conforme apurado em laudo de avaliação, a R$ 6,0558 por ação (condição mais vantajosa), ou pelo valor patrimonial, de R$ R$ 5,5571 em junho deste ano.

Se considerada a cotação de hoje das ações do BB, vender as ações pelo valor econômico seria mais lucrativo para os acionistas do BEP.

O Banco do Brasil ressalta, no entanto, que o direito de recesso dos acionistas do BEP não se aplica às ações adquiridas após o dia 10 de novembro de 2008.

Mineradora Vale compra empresa de exploração de gás
Valor Online
28/11/2008

Com o objetivo de ampliar sua geração própria de energia, a Vale anunciou hoje a aquisição, por R$ 15 milhões, da Geoscience Technology - PGT, empresa especializada na exploração e produção de petróleo e gás. A idéia da mineradora é utilizar o insumo em suas operações do Brasil e no exterior.

Após a incorporação, a empresa adquirida passará a se chamar Vale Exploração e Produção de Gás Natural e será ligada ao Departamento de Energia da mineradora. O pagamento da transação será realizado em parcelas anuais, sendo a última delas com vencimento em 2013.

A Vale informou ainda que construirá uma equipe própria de técnicos especializados em exploração e produção de gás. Os sócios-diretores da PGT, por exemplo, irão permanecer na companhia.

Azul contratará 900 funcionários até o fim de 2008
Portal Exame
28/11/2008


Empresa planeja ter 5.000 empregados dentro de 5 anos

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A divulgou nesta sexta-feira que encerrará 2008 com 900 funcionários contratados. A empresa prevê chegar a 5.000 profissionais em cinco anos.

"Para entrar em operação no mês de dezembro deste ano, os processos de recrutamento e seleção tiveram que ser acelerados, a fim de formar equipes nas bases para onde a Azul vai voar. A princípio a empresa aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil [Anac] para começar a operar as rotas Campinas-Porto Alegre e Campinas-Salvador", diz a companhia aérea.

Para o trabalho de call center, a empresa afirma ter contratado 180 profissionais. "As contratações de pilotos e comissários também estão sendo um processo contínuo, com turmas prontas para começar a voar, outras em treinamento e mais gente sendo recrutada. Afinal, a empresa começa a operar com três aeronaves, mas até o fim do ano que vem deve contar com uma frota de 16 aeronaves", afirma a Azul.

A empresa aérea informa também que encomendou 40 aeronaves Embraer e fez opção para outras 36. A companhia diz ainda que arrendou dois aparelhos Embraer 190 nos Estados Unidos, "as quais já se encontram no Brasil e vêm sendo utilizadas para atividades de treinamento e aperfeiçoamento de pilotos e comissários de bordo".

Unilever investe em fábrica no Nordeste
O Estado de S. Paulo
27/11/2008

A subsidiária brasileira da Unilever anunciou ontem, em Recife, que vai investir R$ 85 milhões na ampliação da fábrica de Igarassu, a 39 km da capital pernambucana. Esse deverá ser o único investimento em produção feito pela companhia em 2008. A fábrica, inaugurada em 1996, produz atualmente apenas o sabão em pó Ala - marca criada no Brasil e voltada à população de baixa renda. Na época, foram investidos US$ 12 milhões. Com a expansão, a planta passa a fazer também as marcas Omo, Surf e Brilhante.

Outra novidade é que a produção pernambucana, atualmente destinada apenas ao Norte e Nordeste, passará a abastecer, dentro de um ano e meio, quando as obras estiverem concluídas, o Centro-Oeste. Depois da expansão, a unidade de Igarassu será a terceira maior unidade voltada ao detergente em pó do continente americano. Atualmente a maior fábrica fica em Indaiatuba (SP). A previsão é que sejam gerados 92 empregos diretos e 300 indiretos. Um dos diferenciais da planta, diz a empresa, é o uso de uma tecnologia que reduz em 30% a emissão de gás carbônico. O crescimento do poder aquisitivo das classes C e D influenciou na decisão da Unilever de aumentar a aposta na unidade pernambucana.

Apesar da produção local de outras marcas de sabão, Luiz Carlos Dutra, vice-presidente de Assuntos Corporativos, prevê que o Ala não perca espaço no Norte e no Nordeste. “Com o investimento, o objetivo é aumentar as vendas de todas as marcas”, diz. Atualmente, o Omo tem 49% de participação nas vendas nacionais e 37% entre os nordestinos, segundo dados do instituto de pesquisa Nielsen. O Ala detém 19% no Nordeste. O produto, considerado bem-sucedido na corporação por atingir as classes mais populares, foi levado também para mercados como o da Rússia e da Índia.

O sabão ganhou outro nome nesses países, mas o mesmo princípio de produção. Não é de hoje que o Nordeste está na mira da Unilever. Nos últimos anos, a região tem estado entre as prioridades da empresa. Em 2005, foram investidos R$ 63 milhões na construção de uma fábrica em Ipojuca (PE). No ano seguinte, o aporte somou R$ 30 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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