Bioma favorece produção
agrícola no MA
InvestNews
24/11/2008
SÃO
PAULO - 'Há muito espaço para o País
crescer, apesar da crise econômica mundial. O Maranhão,
por exemplo, tem capacidade para expandir e diversificar
sua produção, devido aos vários biomas
existentes no estado', disse o diretor do departamento de
Promoção Internacional do Agronegócio
do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio.
Segundo
ele, o estado pode avançar pela região do
semi-árido, com a produção de frutas,
pelo cerrado, com o cultivo de grãos, principalmente
de milho, e pela Amazônia, com a produção
de espécies agroflorestais. Para que os produtores
maranhenses possam ampliar sua capacidade de exportação
e conquistar novos mercados, Sampaio afirmou ser fundamental
a integração dos elos das cadeias produtivas
e a organização política e de produção.
'Exportar
não é atividade exclusiva de grandes produtores.
Pequenos e médios também podem ampliar sua
participação no mercado e vender para diversos
países. E, para que isso aconteça, é
preciso obter uma boa escala e regularidade de produção.
O que só é possível com organização
e integração' ressaltou. De janeiro a outubro
deste ano, o Maranhão exportou mais de US$ 350 milhões
em produtos do agronegócio, registrando aumento de
47,6% com relação ao mesmo período
do ano passado.
Os
principais produtos exportados, até setembro deste
ano, foram soja, que registrou 613 mil toneladas, hortícolas
e leguminosas, com nove mil toneladas e produtos florestais,
com cinco mil toneladas vendidas ao exterior. Ao todo, essas
exportações resultaram em mais de US$ 282
milhões.
PNC
Bank concede US$ 1,67 mi à Hospital Santa Catarina
InvestNews
24/11/2008
SÃO
PAULO - O Hospital
Santa Catarina decidiu contrair empréstimo
de US$ 1,67 milhão junto ao banco norte-americano
PNC
Bank para a compra de equipamentos de radioterapia.
A instituição quer adquirir experiência
em negociações bancárias internacionais.
Esta aquisição integra a estratégia
do hospital de ampliar sua área de atendimento de
alta complexidade em oncologia e também em outras
cinco áreas prioritárias da instituição.
O financiamento será pago em cinco anos, com base
em estudo de viabilidade econômica promovido pela
organização.
Governo
adotará medidas para aumento da produção
InvestNews
24/11/2008
SÃO
PAULO - O governo vai tomar todas as medidas que estiver
ao seu alcance para que a agricultura continue produzindo,
afirmou, nesta tarde, o ministro da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, Reinhold Stephanes, após retornar
da reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Conforme Stephanes, a agricultura e outros
setores dinâmicos estão sendo estimulados pelo
governo levando em conta a capacidade de 'geração
de empregos e de fazer com que a riqueza continue circulando'.
Sobre a safra agrícola em Mato Grosso, o ministro
afirmou que existe uma situação específica,
assim como nos demais estados do Centro-Oeste, por causa
dos custos de produção, capitalização
e logística. 'Por isso, a região deve receber
um tratamento diferenciado, como vem recebendo', completou.
Stephanes ainda enfatizou que cada produto tem uma condição
específica e deve ser analisado de acordo com as
suas características. 'Com relação
ao mercado de soja e carnes, vemos uma situação
de normalidade. Já o algodão, o leite e o
milho enfrentam problemas e o governo vai interferir, dentro
do possível, considerando o panorama mundial de crise',
disse.
HP
confirma lucro anual de 15%
InvestNews
24/11/2008
SÃO
PAULO - O grupo norte-americano de informática Hewlett
Packard (HP) confirmou nesta segunda-feira seus
resultados do quarto trimestre, que levam seu lucro líquido
anual para US$ 8,3 bilhões, o que representa uma
alta de 15% em relação ao exercício
2007.
O
rendimento anual por ação, salvo elementos
excepcionais, ficou em US$ 3,62, uma alta de 24%. Hoje,
a HP também divulgou seu volume anual de negócios,
de US$ 118,4 bilhões (+13%), e confirmou o volume
de negócios do quarto trimestre (US$ 33,6 bilhões,
+19%). (Redação com agências internacionais
- InvestNews)
Governo
poderá cortar impostos para combater crise, afirma
Mantega
Valor Online
24/11/2008
O
governo poderá reduzir impostos em 2009 para mitigar
a desaceleração da economia, afirmou o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, citando o Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) como exemplo. "Temos um arsenal muito
grande" de ações pontuais anticrise,
afirmou ele, "e podemos trabalhar para reduzir o custo
financeiro" dos empréstimos.
"Não
deixaremos ocorrer uma desaceleração no Brasil",
afirmou o ministro, após a reunião ministerial
na Granja do Torto. Ao reiterar que o governo não
pensa em adotar um pacote de medidas como outros países
estão adotando contra a recessão no ano que
vem, Mantega disse que o governo "está atento
aos impactos setoriais".
Ele
afirmou que assim como já tomou medidas para garantir
a crédito a setores que empregam muito, como o agronegócio,
automotivo, a construção civil e as fábricas
de motocicletas, ele não descartou a possibilidade
de novas ações.
Questionado
sobre a possibilidade de redução de tributos,
o ministro disse que essa é uma possibilidade. "Poderemos
reduzir alguns tributos como já fizemos, se for necessário",
disse Mantega.
Mas
ele não quis sinalizar se o Banco
Central poderá cortar a taxa Selic como
estímulo à manutenção do crescimento
econômico.
"Podemos
trabalhar para reduzir o custo financeiro", disse ele.
"Vocês sabem que é muito alto o custo
dos empréstimos. As pessoas físicas pagam
45%, 50% de taxas de juros, e nisso nós podemos criar
condições para reduzir, já que a taxa
básica de juros é uma questão do Banco
Central", continuou Mantega.
Ele
afirmou que como estímulo à manutenção
"do país como um grande canteiro de obras",
o governo pretende liberar investimentos em 2009, em especial
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
além de criar ambiente para aumento dos investimentos
do setor privado.
"O
PAC é como se fosse um programa anticiclico",
disse Mantega, um estímulo ao crescimento do emprego
e da renda onde as obras de infra-estrutura estão
localizadas. Ele complementou afirmando que o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse aos ministros que
se a receita do governo federal recuar em 2009, os programas
sociais não serão atingidos.
"Se
houver queda na arrecadação por conta desaceleração,
faremos cortes no custeio, em despesas não essenciais",
explicou Mantega.
(Azelma
Rodrigues | Valor Online)
Bracor
planeja centro logístico em Viracopos
Valor Online
24/11/2008
Mesmo
no turbilhão financeiro, há investidores estrangeiros
atentos a oportunidades na área imobiliária.
A Bracor
está investindo R$ 500 milhões em um centro
empresarial vizinho do aeroporto de Viracopos, em Campinas
(SP). Entre seus sócios estão o megainvestidor
americano Sam Zell e a família real de Abu Dhabi.
Será o maior aporte da empresa em um único
projeto desde que sua criação, há dois
anos e meio.
A
Bracor adquiriu um terreno de um milhão de metros
quadrados, mas não revela quanto pagou. Os R$ 500
milhões representam o investimento total previsto
para o projeto. A negociação para a compra
começou este ano e foi fechada há cerca de
um mês - já dentro do cenário de crise
financeira, quando os preços dos ativos começaram
a ceder. Carlos Betancourt, presidente da Bracor, afirma,
porém, que os termos da negociação
não mudaram em função da crise.
Os
valores envolvidos no negócio indicam que os investidores
estrangeiros estão atentos ao país. Vários
fundos de private equity estrangeiros, como Colony Capital,
JER Latin America, Och-Ziff, Paladin e Carlyle estão
em busca de oportunidades no Brasil. Há um mês,
o próprio Sam Zell - que também está
na BR Malls e AGV Logística - aumentou sua participação
na Gafisa de 13,7% para 18,7%, com um investimento de cerca
de US$ 50 milhões.
Na
Bracor, além de Sam Zell e da família de Abu
Dhabi, também são acionistas o banco Morgan
Stanley; o grupo Olayan, da Arábia Saudita; e a seguradora
americana Berkley. "São acionistas de longo
prazo, que estão olhando além da crise e não
têm data para sair", afirma Betancourt. "Por
conta da localização e das condições
do terreno, esse é um negócio estratégico
para nós."
A
idéia é construir vários galpões,
centros de distribuição e prédios de
escritórios (de, no máximo, quatro andares),
além de um hotel - a Bracor já está
em negociação avançada com uma bandeira.
A maioria das construções deve ser feita no
modelo "build-to-suit", quando o imóvel
é feito sob medida para a empresa que irá
alugá-lo. "Já estamos conversando com
empresas interessadas", afirma Betancourt. A Bracor
pretende reunir cerca de 20 empresas no local, com contratos
de locação entre 10 e 15 anos.
Ainda
que o "build-to-suit" seja predominante, o empreendimento
começa com um inquilino em uma área que já
estava construída e está passando por algumas
adaptações. A fabricante de tratores John
Deere vai ocupar uma área de 40 mil metros quadrados,
onde fará um centro de distribuição
de peças. A empresa tem sede em Horizontina, no Rio
Grande do Sul.
Viracopos
é considerado um aeroporto estratégico. O
governo Lula já anunciou que pretende aplicar o regime
de concessão ao aeroporto, que continuaria a ser
da União, mas gestão privada. Com acesso às
rodovias Bandeirantes, Anhangüera e Santos Dumont,
o aeroporto está na segunda fase de um plano diretor
que pretende alçá-lo ao posto de principal
centro de cargas da América Latina. No ano passado,
foram transportados 1 milhão de passageiros (menos
de 1% do total no Brasil) e 238 mil toneladas de cargas
(18% do total).
Atualmente,
a Bracor tem um portfólio de US$ 1 bilhão
e inquilinos como IBM, AmBev, Petrobras e BT (ex-British
Telecom). O centro industrial de Viracopos está sendo
feito pela Brapark, um braço criado especialmente
para este tipo de projeto. A companhia já tem terrenos
de grande porte na Imigrantes, Manaus e no Irajá,
no Rio.
A
concorrência no segmento está crescendo. Antes
da crise, havia uma série de empresas anunciando
investimentos em centros logísticos e industriais,
como Racional, que criou uma divisão específica
para o setor; Hines; CCP, braço comercial da Cyrela;
e W Torre.
HSBC
pensa em comprar ativos do Citi
Gazeta Mercantil
25/11/2008
Londres
- O chairman do maior banco da Europa, o HSBC,
disse que não exclui a possibilidade de a instituição
comprar ativos do americano Citigroup,
depois do governo ter agido para resgatar o banco.
Quando
perguntado se vai avaliar os ativos do Citi, Stephen Green
disse a jornalistas em uma conferência: "Isso
depende". Ele disse que aquisições são
possíveis se forem compatíveis com os seus
critérios. "Nós temos estratégia
clara, segundo a qual desenvolveremos nosso negócio
com um foco primário em mercados emergentes e isso
para nós significa, dada a nossa presença,
Ásia, Oriente Médio e América do Sul",
disse o executivo, acrescentando que acordos também
devem se enquadrar em termos de preços e de qualidade
de ativos.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados
- Pág. 1)(Reuters)
OdontoPrev
entra no Índice de Sustentabilidade
InvestNews
25/11/2008
SÃO
PAULO - A OdontoPrev,
maior operadora de planos odontológicos do Brasil,
passa a fazer parte da nova carteira do Índice de
Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São
Paulo divulgada nesta terça-feira. As participantes
da próxima carteira do ISE foram selecionadas entre
51 empresas que responderam a um questionário, desenvolvido
pela FGV, e enviado a 137 companhias emissoras, dentre as
150 ações mais líquidas do mercado
de capitais brasileiro. São ao todo 38 ativos de
30 companhias, totalizando, segundo a Bolsa, R$ 372 bilhões
em valor de mercado.
'A
entrada da OdontoPrev no ISE é para nós uma
grande honra. A Companhia sempre busca as melhores práticas
de sustentabilidade e governança corporativa. No
caso do ISE, que detém um conselho composto por importantes
instituições do mercado, não poderíamos
estar mais contentes com o reconhecimento', diz José
Roberto Pacheco, diretor de Controladoria, RI e Sustentabilidade
da OdontoPrev.
A
nova carteira do ISE entrará em vigor no dia 1º
de dezembro deste ano e ficará em vigência
até 30 de novembro de 2009. Criado há três
anos, o índice tem como base o conceito internacional
Triple Botton Line (TBL), que avalia elementos ambientais,
sociais e econômico-financeiros. (Redação
- InvestNews)
Vendas
do Giraffas crescem 26% no 3o trimestre
InvestNews
26/11/2008
SÃO
PAULO - O
Giraffas, quarta maior rede de fast-food do Brasil,
manteve no terceiro trimestre deste ano o crescimento de
26% nas vendas em relação ao mesmo período
do ano passado. O resultado ficou acima da expectativa da
rede, que era de 22%. O saldo também é superior
ao de todo o segmento de franquias, que segundo a Associação
Brasileira de Franchising (ABF) foi de 21,6%
no período avaliado. De acordo com a empresa, o desempenho
nas vendas pode ser atribuído ao crescimento do Giraffas
nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
Durante
o período a rede inaugurou nove lojas incluindo as
primeiras unidades nos estados do Rio Grande do Norte e
Mato Grosso do Sul. Segundo Cláudio Miccieli, diretor-executivo
da rede a expectativa é manter este crescimento até
o fim do ano. 'Lançamos em outubro nossa campanha
institucional e em novembro apresentamos novos cardápio
e produtos, adicionamos o camarão ao nosso mix, um
sanduíche premium com hambúrguer de carne
da raça bovina Angus e uma linha de pratos econômicos'.
O
Giraffas informa que apenas no segundo semestre do ano foram
abertas 21 unidades distribuídas em todas as regiões
do País. A marca chegou aos estados do Rio Grande
do Norte, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rondônia.
'Alcançamos novas praças e mantivemos os investimentos
nos estados que concentram muitas lojas, como São
Paulo onde estamos próximos de ter 100 pontos-de-venda
e Rio de Janeiro onde ultrapassamos a marca de 30 unidades',
completa Miccieli.
Com
mais 11 inaugurações programadas até
o fim do ano, a rede chegará a mais dois novos estados:
Rio Grande do Sul e Ceará. A expectativa do Giraffas
é encerrar o ano com 300 unidades assinadas. (Redação
- InvestNews)
TecTotal
fecha primeiro ano com R$ 20 milhões de receita
Gazeta Mercantil
26/11/2008
São
Paulo - A TecTotal,
joint venture entre a Telefônica
e o grupo de TI Automatos
Holding para suporte técnico residencial, prevê
fechar seu primeiro ano com R$ 20 milhões de faturamento.
A
empresa surgiu em abril deste ano com a entrada da Telefônica
na Voki. A Automatos vinha da criação do grupo
Virtus, de software, e capitalizada por seus acionistas,
que incluem a holding brasileira Ideiasnet, a Intel Capital,
braço de investimento da fabricante de chips Intel
e a Automatos Management. A joint venture atingiu os 550
mil clientes, mais que triplicando os 120 mil alcançados
pela Voki. E, segundo o presidente do conselho de administração
da empresa, Moyses Rodrigues, a meta é triplicar
de novo no próximo ano.
O
crescimento é principalmente explicado pela estruturação
de parcerias de vendas com 22 redes varejistas, de distribuição
e de outros serviços, como o Carrefour, que é
a que traz mais negócios, a Microsoft, Porto Seguro
e a própria Telefônica. A empresa busca ampliar
essa cadeia de parceiros para 50 integrantes em 2009.
Criada
de acordo com o modelo da americana GeekSquad,
da varejista BestBuy,
a TecTotal explora um novo campo no País, que se
abriu com o grande volume de vendas de computadores pessoais
nos últimos anos e da informatização
das classes C e D.
"A
empresa nasceu para resolver um problema que não
tem dono. Se alguém tem um problema de informática,
não tem a quem correr", explica Rodrigues. Um
problema de conexão, por exemplo, pode não
encontrar responsáveis, entre o fabricante do PC,
do roteador de rede e a provedora de acesso à internet.
"Viemos substituir o micreiro, como era
chamado o especialista em computador", diz.
Entre
as maiores queixas, estão de computador travando,
configurações de internet e rede wireless,
instalação de periféricos e questões
sobre antivírus. Os serviços para PC e rede
sem fio, no padrão WiFi correspondem a 85% dos chamados,
conta a presidente da empresa, Regina Lopes, mas para a
classe A e B também é comum tratar de produtos
de áudio e vídeo, como a instalação
de TV de tela de cristal líquido (LCD), que inclui
o suporte de parede, além da integração
e configuração de aparelhos de home theater,
DVD, videogame, entre outros equipamentos.
Um
dos negócios de maior crescimento foi o relacionado
a redes WiFi, que correspondia a 5% dos chamados no começo
da empresa e agora representa 12%, o que se explica pela
forte de vendas de laptops.
A
empresa não reviu as projeções de crescimento
para 2009, mesmo com a expectativa menor de venda de computadores,
após o acirramento da crise econômica internacional
nos últimos meses. "Este ano serão vendidos
13 milhões de PCs. Em 2009, se esperava 20% de crescimento
e agora a projeção é de 10%, que ainda
assim é alto", afirma Regina.
De
qualquer forma, o modelo de negócios da empresa busca
atingir clientes não só apenas entre os que
acabam de comprar um equipamento. É comum o cliente
comprar uma máquina num varejista, incluir o serviço
de instalação e três meses de suporte.
Depois de vencido esse prazo, a empresa propõe a
extensão do tempo de manutenção, explica
a executiva. Mas o objetivo é atrair para um outro
formato em que o cliente paga uma mensalidade para ter direito
a qualquer manutenção. Lançado há
menos tempo, esse modelo busca trazer mais receita recorrente
e hoje corresponde a 10%.
A
outra frente de crescimento é a internacionalização
que começou este ano no Peru, e vai se intensificar
em 2009. A empresa já monta estruturas e busca clientes
na Argentina, Colômbia, México e Argentina.
(Gazeta
Mercantil, Carlos Eduardo Valim)
Comunicação
fatura US$ 1,8 tri no mundo
Gazeta Mercantil
26/11/2008
São
Paulo - A indústria global de comunicações,
avaliada pelo desempenho dos setores de telecomunicações,
TV e rádio (analógicos e digitais), somou
receita de US$ 1,8 trilhão em 2007 e avançou
6,1% sobre o ano anterior. Metade desse volume, ou US$ 880,3
bilhões, foi gerada por um grupo de sete países
mais desenvolvidos - Estados Unidos (US$ 420,2 bilhões),
Japão (US$ 140,1 bilhões), Alemanha (US$ 84,0
bilhões), Reino Unido (US$ 78,0 bilhões),
França (US$ 64,0 bilhões), Itália (US$
56,0 bilhões) e Canadá (US$ 38,0 bilhões)--,
que registraram um ganho coletivo de 3,5%.
Fontes
O
setor de telecomunicações, principal fonte
de receita desse grupo de elite, respondeu por 68% (US$
600,3 bilhões) do seu total e cresceu 3,4% sobre
o ano anterior. A TV contribuiu com 28% (US$ 244,1 bilhões),
avançando 4,4%. Rádio ficou com apenas 4%
do bolo (US$ 36 bilhões), tendo sido o único
setor a registrar queda (0,1%).
Essas
são algumas das constatações da Ofcom,
órgão regulador das comunicações
do Reino Unido, em sua terceira pesquisa anual The International
Communications Market Report, publicada no dia 20. O extenso
relatório investigou o desempenho da indústria
tanto nos mercados mais desenvolvidos como nos países
do Bric -- Brasil, Rússia, Índia e China -,
os quais, apesar de representarem apenas 14% da receita
global (US$ 240,1 bilhões), concentram 42% da população
mundial e se destacam pelo potencial de crescimento dos
novos meios de comunicação. Quando havia dados
oficiais disponíveis, observa a Ofcom, outros cinco
países foram incluídos nos resultados: Polônia,
Espanha, Holanda, Suécia e República da Irlanda.
A
pesquisa teve como um dos seus pontos altos a convergência
das comunicações e sua rápida popularização
entre os consumidores em todo o mundo.
Telecomunicações
As
ligações via telefones fixos têm declinado
na maioria dos mercados, com algumas exceções
(no Reino Unido e na Espanha, por exemplo, a penetração
das linhas tradicionais aumentou). Mas, se excluída
a Alemanha, a receita dos serviços de telecomunicações
cresceu em todos os sete desenvolvidos, estimulada basicamente
pelos ganhos da telefonia móvel e das novas assinaturas
de banda larga (os maiores ganhos, de cerca de 5%, vieram
do Reino Unido e do Canadá).
Em
todos os países cobertos pelo relatório, a
receita total de comunicação móvel
foi maior do que as de telefonia fixa e de banda larga combinadas.
A Itália tem o maior número de domicílios
(quase 40%) que usam apenas o celular para ligações
telefônicas, seguida por Polônia (cerca de 34%),
Espanha (25%) e República da Irlanda (20%). (Os irlandeses,
a propósito, são os que passam mais tempo
ao celular, com 179 minutos mensais de uso).
Emergentes
No
caso dos países do Bric, em 2007 os serviços
móveis responderam por mais de 50% (US$ 106,1 bilhões)
da receita média de telecomunicações,
que saltou 48% entre 2004 e 2007. A expansão do setor
foi particularmente forte nos mercados emergentes: Brasil,
Rússia, Índia e China adicionaram 216 milhões
novas assinaturas em 2007, 88 milhões delas apenas
na China. Na Rússia, a adesão subiu quase
1000% -- de 12 conexões por 100 pessoas em 2002 para
123 conexões em 2007.
O
relatório aponta, no entanto, uma queda da receita
das operadoras móveis. Isso se deve ao fato de que
o aumento do volume de chamadas não é acompanhado
por um aumento equivalente da receita no varejo.
População
de SC terá 1,5 bi para comprar material
InvestNews
27/11/2008
SÃO
PAULO - A Caixa
Econômica Federal anunciará amanhã
(27), em Santa Catarina, a liberação de R$
1,5 bilhão para que a população do
estado, atingida por chuvas intensas há cerca de
dois meses, possa financiar a compra de eletrodomésticos
e material de construção. A informação
foi dada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC). "As
medidas serão anunciadas amanhã detalhadamente
em Santa Catarina, com o deslocamento de uma grande força-tarefa",
disse a senadora aos jornalistas.
O
montante será distribuído entre os programas
do banco estatal Caixa Fácil, usado para financiamento
de eletrodomésticos, em parceria com lojas de varejo
- e o Construcard - empréstimos para material de
construção, como tijolo, tinta e cimento.
Parte do dinheiro também será destinada à
habitação e aos empresários, explicou
Ideli.
De
acordo com a assessoria da Caixa, o dinheiro será
proveniente do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) e de linhas especiais de crédito. O anúncio
será feito às 10 horas, em Florianópolis.
A senadora antecipou a informação após
encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
no Palácio do Planalto. O governador de Santa Catarina,
Luiz Henrique da Silveira, também participou da reunião.
Redução
do IOF eleva em 30% vendas da Viamar
InvestNews
27/11/2008
SÃO
PAULO - A Viamar Yamaha, empresa do Grupo
Viamar - concessionário Yamaha e Chevrolet
especialista em crédito com maior volume de vendas
no Brasil - já sente os efeitos positivos da medida
anunciada pelo governo nesta semana, de reduzir o IOF (Imposto
sobre Operações Financeiras) nos financiamentos
de motocicletas de 3,38% para 0,38%.
Com
a medida, as vendas de motocicletas cresceram 30% nas unidades
do grupo. O desempenho positivo é resultado da queda
sensível, gerada pela redução do IOF,
no valor das prestações de diversos modelos
de motocicletas nas unidades da Viamar Yamaha. De acordo
com a companhia, os novos valores dos financiamentos, estão
muito próximos dos níveis registrados antes
da crise. Donis dos Santos, gerente comercial da Viamar
Yamaha, afirma que com a redução do IOF, o
cliente sentirá uma queda de cerca de 13% no término
do financiamento.
Além disso, outro fator que alavancou as vendas foi
a redução no preço de tabela de alguns
modelos, que também influenciou no valor parcelado
e na venda à vista.
Perdigão
recebe R$ 283,7 milhões do BNDES
InvestNews
27/11/2008
SÃO
PAULO - A Perdigão,
uma das líderes do setor de alimentos no Brasil,
informou hoje que recebeu do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES)
o montante de R$ 283.689.634,80, referente aos projetos
de investimentos de expansão de capacidade já
realizados. Deste valor, R$240,3 milhões referem-se
a diversos projetos de expansão de capacidade, principalmente
em unidades industriais, e R$ 43,4 milhões ao projeto
de expansão industrial de Nova Mutum - MT.
Saara
já está pronta para crescer no Natal
Gazeta Mercantil
27/11/2008
Rio
de Janeiro - Apesar da chuva que castigou os cariocas na
segunda-feira, pelo menos 50 mil pessoas circulavam sob
guarda-chuvas pelas onze ruas do velho centro do Rio de
Janeiro conhecidas por
Saara, uma sigla cuja origem - Sociedade dos
Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega -
perdeu-se na memória popular. Uma legião de
consumidores das classes emergentes garimpava nos balcões
e araras modestas o presente ideal para familiares e amigos.
Nesta região, formada por ruelas do século
retrasado, constituídas por sobrados de dois a três
andares, tombados pelo patrimônio histórico,
o Natal de 2008 não será lembrado pela crise.
Ao contrário. Ênio Carlos Bittencourt, presidente
da instituição comercial que reúne
as 1.250 lojas da região, estima que as vendas de
final de ano superem entre 10% e 20% o mesmo período
de 2007.
"É
tudo uma questão de preço", explica o
dirigente da associação, que é também
comerciante da região há mais de 40 anos.
"Ninguém remarcou nada nos últimos meses",
garante Bittencourt. Para o lojista, o sucesso do Saara,
ao longo das várias crises econômicas vividas
pelo País está numa receita simples: "sempre
recebemos muito bem o público que busca economia".
Ele se refere às classes C e D, majoritariamente.
Os preços são imbatíveis: encontra-se
desde camisetas regatas a R$ 4,99, sapatos por R$ 9,99,
ou prendas infantis a R$ 0,99 a pingentes de ouro a R$ 559,00
ou relógios importados a R$ 139,00. O estoque do
final do ano foi formado ainda no primeiro semestre, antes
da escalada do dólar. "Mesmo os produtos importados
estão com o melhor preço da cidade",
garante. Há ofertas para todos os bolsos - R$ 0,50
a R$ 200,00. Bittencourt espera receber nos próximos
sábados que antecedem o Natal um público superior
a 1 milhão de pessoas por período. Além
das ofertas de brinquedos, roupas, calçados, eletrônicos,
artigos de cama, mesa e banho, utilidades domésticas,
enfeites natalinos, papelaria, bolsas e mochilas, a Saara
lança mão de algumas estratégias para
garantir o fluxo dos consumidores.
"Mantemos
170 seguranças, ao longo de três turnos, 24
horas por dia, vigiando a região para garantir a
tranqüilidade dos clientes", assegura Bittencourt.
Os homens, explica, estão à paisana e recebem
R$ 70 ao dia pelo trabalho. A medida tem se revelado importante
nos últimos anos, garante. "Algumas consumidoras
tradicionais da 25 de Março, em São Paulo,
estão comprando na Saara, pois se sentem mais seguras
conosco", afirma.
A
comunidade de comerciantes também deve pagar R$ 120
mil a uma equipe de decoradores para terminar de enfeitar
até sábado as ruas com motivos natalinos.
"O material todo é por conta nossa; o valor
que desembolsamos é apenas para pagar a mão-
de-obra", explica o lojista. No próximo sábado,
também, Papai Noel deverá chegar às
ruas do Saara em uma caminhonete enfeitada, onde permanecerá
das 10h às 14h distribuindo 120 quilos de balas,
além de brinquedos para as crianças. O evento
- tradicional no Rio - contará com banda de música
e animação. Equipes de som vão competir
com alguns sistemas de música instalados nas onze
ruas, composto por pequenos alto-falantes suspensos na fiação
elétrica, os quais transmitem canções
de Roberto Carlos, entrevistas com lojistas e informações
sobre a região.
O
entusiasmo de Bittencourt quanto ao Natal de 2008 é
compartilhado com outros comerciantes que operam nas ruelas
do Saara, região responsável pelo emprego
de 7.500 funcionários. Roberto Cassiano Costa, supervisor
de vendas da unidade de materiais técnicos da Caçula
Desenho e Pintura, acredita que as vendas possam crescer
30% no último mês de 2008 sobre dezembro de
2007. "As vendas estão boas e têm crescido
desde junho", comenta. Segundo ele, apesar de 20% dos
produtos da loja serem importados, não houve o repasse
do aumento do dólar aos consumidores. "Compramos
de diversos fornecedores", explica. Como boa parte
dos produtos comercializados na loja tem prazo de validade,
os fornecedores, explica, são obrigados a desová-los,
e o têm feito pelo preço antigo. "Quando,
nem assim, conseguimos manter os preços antigos,
abrimos mão de parte da margem", informa. "No
nosso ramo há alguma gordura para queimar",
admite.
O
discurso é o mesmo no caso do gerente Carlos Henrique
Rosa Ferreira, responsável por uma das 98 unidades
da cadeia Di Santinni Calçados, situada na região.
"Vamos vender 10% a mais este ano", promete o
lojista, que comercializa tradicionalmente 5 mil pares de
sapatos por mês. Ele agora se prepara para desovar
15 mil pares nas próximas quatro semanas. Para tanto,
deve aumentar sua equipe de 30 funcionários, acrescentando
outros 35 temporários. "As operadoras de loja
extras recebem um salário de R$ 485,00 e os novos
vendedores apenas comissão de 4% sobre vendas",
informa. "Ainda assim, alguns conseguem tirar até
R$ 2.400,00 em um mês como dezembro", conta.
O
mix de produtos da Di Santinni Calçados no Saara,
informa Ferreira, é diferente das lojas da rede situadas
em shopping centers. "Quem compra aqui é mais
povão e o que mais sai é a modinha feminina,
principalmente os modelos anunciados na TV", resume
o gerente. Seu carro-chefe, às vésperas do
forte verão carioca, são sandálias
femininas rasteiras, comercializadas de R$ 9,99 a R$ 14,99.
"Ainda assim, também temos opções
de primeira linha, como tênis Nike a R$ 250,00",
frisa.
Mesmo
com todo o otimismo, a crise internacional reprisada diariamente
nas manchetes dos jornais impressos e televisivos, está
na pauta dos comerciantes. Carlos Alberto Ghazi, diretor
comercial da Novex, uma loja de artigos de cama, mesa e
banho, aposta um aumento de vendas de 27% em dezembro. "Mas
isso tem a ver com um esforço que estamos fazendo
no quadro de pessoal", explica. "Troquei três
vezes a equipe até acertar e ela está 40%
mais cara", conta. "Estou gastando mais para oferecer
mais qualidade no atendimento e facilidades, como motorista
e carro de entrega de mercadoria em domicílio",
explica o comerciante.
De
acordo com Ghazi, a estratégia é aumentar
o valor do tíquete médio. No Saara como um
todo, acredita que ele e seus concorrentes diretos, possam
vender até 15% a mais em volume sobre 2007. Mas está
de olho nos desdobramentos da economia mundial. "Por
enquanto, não vimos a crise por aqui. Afinal, nossos
clientes não investem na bolsa. Mas se houver algum
caso de desemprego na família, o clima muda rapidamente
e as pessoas ficarão mais cautelosas para gastar",
avalia. Como medida de prevenção, parou de
trabalhar com cheques pré-datados. Segundo ele, nem
mesmo o mais correto dos clientes, em caso de desemprego,
tem condições de honrar todos os seus compromissos.
"Tomei esta medida no dia seguinte à quebra
do Lehmon Brothers", disse ele, referindo-se ao banco
norte-americano que faliu em setembro. "Por aqui, só
cartão ou cheque à vista", resume. Para
o comerciante, "qualquer lojista, até mesmo
o camelô, precisa conhecer o seu próprio mercado
e se defender". (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág.
1)(ana cecilia americano)
Iguatemi
projeta elevar receita em 35%
InvestNews
28/11/2008
São
Paulo - A Iguatemi
Empresa de Shopping Centers espera encerrar o
ano com um crescimento de aproximadamente 35% em sua receita
líquida consolidada e margem Ebitda de cerca de 72%.
Em comunicado enviado ao mercado, a empresa afirma que espera
um crescimento entre 9% e 12% na receita líquida
de 2009 (sem contar com o Iguatemi Brasília cuja
inauguração está prevista para setembro
do próximo ano). A margem Ebitda de 2009 deve chegar
a cerca de 70%, ligeiramente abaixo da de 2008, segundo
estimativa da companhia, por conta das despesas relacionadas
aos shoppings a serem inaugurados.
Para
o Iguatemi Brasília, empresa projeta um resultado
operacional líquido de R$ 31 milhões em seu
primeiro ano de operação. Além disso,
a Iguatemi se compromete a distribuir dividendos de no mínimo
50% do lucro líquido de cada exercício, nos
próximos três anos.
Lojistas
da 25 de Março prevêem vendas 10% maiores no
Natal
Valor Online
28/11/2008
SÃO
PAULO - Os lojistas da região da Rua de 25 de Março,
centro de comércio popular de São Paulo, prevêem
crescimento de 10% nas vendas durante o período de
Natal, na comparação com o movimento observado
na mesma época do ano passado.
A
projeção é da Univinco
(União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências),
que calcula que 1,2 milhão de pessoas devem circular
diariamente pela região neste fim de ano.
Para
justificar a projeção otimista para o Natal,
mesmo diante da crise financeira internacional, a entidade
ressalta que muitos lojistas, mesmo sendo importadores,
não repassaram o aumento do dólar para o preço
e que há um "bom estoque" de produtos nacionais
e importados.
Feira
supera R$ 5 milhões em negócios
Gazeta Mercantil
28/11/2008
Rio
de Janeiro - A quinta mostra carioca de espaços decorados
"Morar Mais por Menos" encerra-se neste domingo
com mais de R$ 5,5 milhões em encomendas de móveis,
serviços, materiais e objetos de decoração.
Neste ano, apresentam-se, desde 23 de outubro, 346 empresas
em 70 espaços, os quais envolvem projetos de R$ 45
mil, em média.
Segundo
Sandro Schuback, diretor comercial do evento, o conceito
da mostra é levar 105 arquitetos a criarem ambientes
sofisticados a preços acessíveis, voltados
a novos consumidores de decoração, como jovens
e recém-casados. O evento conta com o patrocínio
de Furnas, Caixa
Econômica Federal e Sebrae-RJ.
"Desafiamos
o grupo de arquitetos a garimpar no mercado a melhor relação
de custo e benefício para o cliente", comenta
o diretor. Em uma ampla casa no bairro da Lagoa, a mostra
ocupa 2,3 mil m, uma área 45% maior do que a mostra
do ano passado, onde são apresentados cerca de 2
mil itens, com seus preços expostos. Os próprios
objetos são, também, vendidos em liquidação,
uma vez que foram usados ao longo dos 40 dias da exposição.
Os espaços, por sua vez, são fotografados
e o material é publicado em um catálogo com
tiragem de seis mil exemplares, distribuído aos visitantes.
A mostra é um projeto que já abrange oito
capitais, nas quais investimentos ultrapassam os R$ 2,5
milhões em cada cidade. No caso do Rio de Janeiro,
o total supera os R$ 5 milhões. Segundo o organizador,
este ano haverá recorde de público: 20 mil
visitantes até o final do evento.
Outra
característica da mostra é a obrigação
de cada projeto conter móveis, materiais e objetos
voltados à sustentabilidade. Assim, parte dos móveis
são de madeira certificada, ou feitos com material
reciclável, a exemplo dos objetos recobertos com
Formiplast, uma fórmica feita de PET reciclado.(Gazeta
Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Ana Cecília
Americano)
Imune
à crise, supermercados elevam vendas em outubro
Gazeta Mercantil
28/11/2008
São
Paulo - Com o crescimento de 11,48% nas vendas do mês
de outubro o setor supermercadista demonstra que ainda está
imune aos efeitos da crise financeira internacional. "O
primeiro trimestre de 2009 é que começa a
preocupar", afirma o presidente da Associação
Brasileira de Supermercados (Abras),
Sussumu Honda.
Ao
contrário dos setores que dependem de crédito
para estimular suas vendas, o setor supermercadista é
muito mais sujeito à renda do consumidor. "Esse
é um dos fatores pelos quais estamos conseguindo
manter as vendas em crescimento", afirma Honda. De
acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE)
o rendimento domiciliar per capita cresceu 7,9% em outubro
ante o mesmo mês de 2007.
A
preocupação da entidade para o próximo
ano é uma queda no nível de emprego, o que
afetaria rendimentos e, por conseqüência, as
vendas dos supermercados.
O
crescimento surpreendeu a Abras e a performance de outubro
levou o setor ao seu melhor resultado no acumulado de janeiro
a outubro dos últimos seis anos: um crescimento de
9,19%, contra os 6,24% registrados no mesmo período
de 2007, até então a melhor performance desde
2003. "Este ano tem sido muito bom desde o começo",
diz Honda. E deve terminar bem. A expectativa da entidade
é que o setor mantenha as vendas em alta até
dezembro, registrando um crescimento por volta de 9% no
ano. O faturamento deve chegar a perto dos R$ 150 bilhões
em 2008, contra R$ 136,3 bilhões registrados em 2007.
Para
o mês de dezembro, a Abras estima um crescimento de
10%. Uma pesquisa realizada pela entidade com varejistas
do setor mostra otimismo dos supermercadistas com o final
de ano. De acordo com o estudo, a expectativa dos empresários
é de um crescimento de 14% nas vendas da semana que
compreende Natal e Reveillon em relação ao
mesmo período de 2007.
O
levantamento, feito entre os dias 17 de outubro e 14 de
novembro, em 500 redes de supermercados, mostra que 71%
delas elevaram os pedidos para as vendas de Natal. Apenas
5% das empresas entrevistadas esperam vendas cerca de 4%
inferiores às registradas no Natal de 2007.
O
Wal-Mart, por exemplo, espera vender até 20% mais
itens de Natal deste ano do que no mesmo período
do ano passado. Segundo a varejista, grande parte dos produtos
foi negociado com o dólar em cotação
baixa , o que vai garantir preços baixos.
Neste
ano, um dos focos da empresa é a área de não-alimentos,
com os produtos de informática como notebooks, home
theaters e peças de vestuário, por exemplo.
O
setor de eletrônicos também é uma das
apostas do Carrefour no Brasil. A empresa está estimando
um crescimento de 14% nas vendas de Natal e de 40% somente
no segmento de eletrônicos. Já o Grupo Pão
de Açúcar está estimando um crescimento
de 30% nas vendas de produtos sazonais.
De
acordo com a pesquisa, 55% das empresas entrevistadas elevaram
em 9% as encomendas de peru, e 38% elevaram em 10% as de
bacalhau. O estudo mostra ainda que 57% das empresas vão
contratar mão-de-obra temporária para o período:
11 mil vagas adicionais nos supermercados.(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág. 1)(Valéria Serpa Leite)
Slim
mantém investimento na A. Latina
Gazeta Mercantil
25/11/2008
Buenos
Aires - Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo e
dono da gigante de telefonia celular América Móvil
(dona da Claro),
disse ontem que vai continuar a investir na América
Latina, apesar dos temores de uma recessão global.
"Continuamos
a fazer significativos investimentos nos países da
América Latina, e a Argentina é um desses
países", disse a jornalistas em Buenos Aires.
O
magnata mexicano e outros executivos de negócios
estão na Argentina acompanhando o presidente Felipe
Calderon em visita oficial. Slim disse que a região
está bem posicionada para enfrentar o desaquecimento
global, que levou à recessão nações
como Alemanha e está reduzindo expectativas de crescimento
das emergentes.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág.
1)(Reuters)
Acionistas
aprovam fusão que cria Itaú Unibanco Banco
Múltiplo
Valor Online
28/11/2008
SÃO
PAULO - Assim como ocorreu com o Unibanco na manhã
desta sexta-feira, os acionistas do Itaú aprovaram,
em assembléia geral ocorrida nesta tarde, todos os
trâmites necessários para o andamento da fusão
entre as duas instituições. Falta agora apenas
o aval do Banco
Central e de autoridades de defesa da concorrência.
Além
da aprovação da incorporação
das ações do Unibanco Holdings e do Unibanco
pelo Banco
Itaú, os acionistas aprovaram também
a incorporação deste último pelo Banco
Itaú Holding Financeira. Ainda por determinação
da assembléia, a holding mudou de nome para Itaú
Unibanco Banco Múltiplo S.A..
Foi
aprovada também a nova configuração
do conselho de administração, que passará
a ter 14 membros e não mais 10, embora os nomes dos
indicados ainda não sejam conhecidos.
A
combinação das duas instituições
formará o maior conglomerado financeiro brasileiro,
com ativos totais de R$ 575 bilhões.
Vale
notar que, por enquanto, as ações e units
do Unibanco
continuam sendo negociadas normalmente na Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa).
Meirelles
prevê que país voltará a crescer em
ritmo maior em 2010
Valor Online
28/11/2008
RIO
- O presidente do Banco
Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje
que o Brasil poderá voltar a ter taxas de crescimento
maiores a partir de 2010. De acordo com ele, o comportamento
esperado para a economia brasileira em relação
à crise significa que o país não perderá
a trajetória de crescimento sustentado.
Meirelles
avaliou que previsões consideradas pessimistas -
como a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que
acredita que país terá um avanço do
PIB de 3% em 2009 - apontam para um desempenho da economia
do Brasil superior ao esperado para a média mundial.
Segundo o Fundo, a crise levará a economia global
a um crescimento de apenas 2,2% no ano que vem.
O
presidente do BC mostrou ainda que está previsão
do FMI para 2009 em relação ao Brasil está
em patamar superior à média de crescimento
de 2,1% registrada pelo país entre 1980 e 2003 e
ao avanço médio de 1,8% entre 1999 e 2003.
"Dissemos
muitas vezes no passado que estávamos nos preparando
para ter um crescimento sustentável. E o que é
um crescimento sustentável? É exatamente isso:
sair do padrão de arrancadas e freadas que o Brasil
teve durante muito tempo", disse Meirelles, que participou
de seminário sobre crédito promovido pela
Fecomercio-RJ.
O
presidente da autoridade monetária também
ressaltou que o sistema de crédito está se
recuperando da fase mais aguda da crise até agora.
Enquanto nos oito primeiros dias de outubro a média
diária de concessões de empréstimo
caiu 13% em relação ao mesmo período
de setembro, os oito primeiros dias de novembro mostraram
uma alta de 5,7% nesta média (sobre outubro), com
destaque para o crescimento de 14,8% para o segmento de
pessoas físicas. Como o crédito para as pessoas
jurídicas nesta comparação subiu apenas
1,2%, Meirelles frisou que o governo decidiu direcionar
mais recursos para o
BNDES, com os R$ 10 bilhões já
anunciados para o banco de fomento brasileiro.
(Rafael
Rosas | Valor Online)
Acionistas
aprovam incorporação do BEP pelo Banco do
Brasil
Valor Online
28/11/2008
SÃO
PAULO - A incorporação do Banco do Estado
do Piauí (BEP)
pelo Banco
do Brasil (BB) foi aprovada hoje em assembléia
geral de acionistas das duas instituições.
Com a incorporação, o BB, que já conta
com 60 agências no Piauí, passará a
ter 67. O número de clientes do Banco do Brasil no
estado passará de 658 mil para 748 mil.
A
transação será feita por meio da emissão
de 2.930.649 ações do BB. Pelo valor das ações
do banco federal hoje na Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa), de R$ 14,25, a transação
estaria avaliada em R$ 41,7 milhões.
O
protocolo de incorporação aprovado pelos acionistas
esclarece que o banco piauiense foi avaliado por um valor
econômico de R$ 81,7 milhões, considerando
o fluxo de caixa descontado.
O
BB, no entanto, foi avaliado pela média da cotação
das ações negociadas na Bovespa nos 90 dias
corridos antes da data base de 30 de junho. Por conta disso,
o valor atual da ação do BB é mais
baixo que o usado como referência para a transação,
de R$ 27,8713.
A
relação de troca, que foi aprovada pelo conselho
de administração dos dois bancos, foi acertada
em 1 ação ON do BB para cada 4,60241693 ações
ON do BEP.
Os
acionistas dissidentes do Banco do Estado do Piauí
poderão escolher entre vender as ações
pelo seu valor econômico, conforme apurado em laudo
de avaliação, a R$ 6,0558 por ação
(condição mais vantajosa), ou pelo valor patrimonial,
de R$ R$ 5,5571 em junho deste ano.
Se
considerada a cotação de hoje das ações
do BB, vender as ações pelo valor econômico
seria mais lucrativo para os acionistas do BEP.
O
Banco do Brasil ressalta, no entanto, que o direito de recesso
dos acionistas do BEP não se aplica às ações
adquiridas após o dia 10 de novembro de 2008.
Mineradora
Vale compra empresa de exploração de gás
Valor Online
28/11/2008
Com
o objetivo de ampliar sua geração própria
de energia, a Vale
anunciou hoje a aquisição, por R$ 15 milhões,
da Geoscience Technology - PGT, empresa especializada na
exploração e produção de petróleo
e gás. A idéia da mineradora é utilizar
o insumo em suas operações do Brasil e no
exterior.
Após
a incorporação, a empresa adquirida passará
a se chamar Vale Exploração e Produção
de Gás Natural e será ligada ao Departamento
de Energia da mineradora. O pagamento da transação
será realizado em parcelas anuais, sendo a última
delas com vencimento em 2013.
A
Vale informou ainda que construirá uma equipe própria
de técnicos especializados em exploração
e produção de gás. Os sócios-diretores
da PGT, por exemplo, irão permanecer na companhia.
Azul
contratará 900 funcionários até o fim
de 2008
Portal Exame
28/11/2008
Empresa planeja ter 5.000 empregados dentro de 5 anos
A
Azul
Linhas Aéreas Brasileiras S.A divulgou
nesta sexta-feira que encerrará 2008 com 900 funcionários
contratados. A empresa prevê chegar a 5.000 profissionais
em cinco anos.
"Para
entrar em operação no mês de dezembro
deste ano, os processos de recrutamento e seleção
tiveram que ser acelerados, a fim de formar equipes nas
bases para onde a Azul vai voar. A princípio a empresa
aguarda autorização da Agência Nacional
de Aviação Civil [Anac]
para começar a operar as rotas Campinas-Porto Alegre
e Campinas-Salvador", diz a companhia aérea.
Para
o trabalho de call center, a empresa afirma ter contratado
180 profissionais. "As contratações de
pilotos e comissários também estão
sendo um processo contínuo, com turmas prontas para
começar a voar, outras em treinamento e mais gente
sendo recrutada. Afinal, a empresa começa a operar
com três aeronaves, mas até o fim do ano que
vem deve contar com uma frota de 16 aeronaves", afirma
a Azul.
A
empresa aérea informa também que encomendou
40 aeronaves Embraer e fez opção para outras
36. A companhia diz ainda que arrendou dois aparelhos Embraer
190 nos Estados Unidos, "as quais já se encontram
no Brasil e vêm sendo utilizadas para atividades de
treinamento e aperfeiçoamento de pilotos e comissários
de bordo".
Unilever
investe em fábrica no Nordeste
O Estado de S. Paulo
27/11/2008
A
subsidiária brasileira da Unilever
anunciou ontem, em Recife, que vai investir R$ 85 milhões
na ampliação da fábrica de Igarassu,
a 39 km da capital pernambucana. Esse deverá ser
o único investimento em produção feito
pela companhia em 2008. A fábrica, inaugurada em
1996, produz atualmente apenas o sabão em pó
Ala - marca criada no Brasil e voltada à população
de baixa renda. Na época, foram investidos US$ 12
milhões. Com a expansão, a planta passa a
fazer também as marcas Omo, Surf e Brilhante.
Outra
novidade é que a produção pernambucana,
atualmente destinada apenas ao Norte e Nordeste, passará
a abastecer, dentro de um ano e meio, quando as obras estiverem
concluídas, o Centro-Oeste. Depois da expansão,
a unidade de Igarassu será a terceira maior unidade
voltada ao detergente em pó do continente americano.
Atualmente a maior fábrica fica em Indaiatuba (SP).
A previsão é que sejam gerados 92 empregos
diretos e 300 indiretos. Um dos diferenciais da planta,
diz a empresa, é o uso de uma tecnologia que reduz
em 30% a emissão de gás carbônico. O
crescimento do poder aquisitivo das classes C e D influenciou
na decisão da Unilever de aumentar a aposta na unidade
pernambucana.
Apesar da produção local de outras marcas
de sabão, Luiz Carlos Dutra, vice-presidente de Assuntos
Corporativos, prevê que o Ala não perca espaço
no Norte e no Nordeste. Com o investimento, o objetivo
é aumentar as vendas de todas as marcas, diz.
Atualmente, o Omo tem 49% de participação
nas vendas nacionais e 37% entre os nordestinos, segundo
dados do instituto de pesquisa Nielsen. O Ala detém
19% no Nordeste. O produto, considerado bem-sucedido na
corporação por atingir as classes mais populares,
foi levado também para mercados como o da Rússia
e da Índia.
O
sabão ganhou outro nome nesses países, mas
o mesmo princípio de produção. Não
é de hoje que o Nordeste está na mira da Unilever.
Nos últimos anos, a região tem estado entre
as prioridades da empresa. Em 2005, foram investidos R$
63 milhões na construção de uma fábrica
em Ipojuca (PE). No ano seguinte, o aporte somou R$ 30 milhões.
As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.