BNDES lança linha para ajudar pequena
empresa
InvestNews
01/12/2008
SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES)
lançou hoje uma linha de crédito para ajudar
micro, pequenas e médias empresas a enfrentarem a
crise econômica. O anúncio foi feito pelo presidente
do BNDES, Luciano Coutinho.
A
linha para capital de giro tem um valor total de R$ 6 bilhões
e já deve estar disponível, a partir da próxima
semana, na rede bancária. Os juros ao ano vão
de 19,15%, para micro, pequenas e médias empresas,
a 20,05% para as demais. O valor está bem abaixo
do que é praticado no mercado, entre 35% a 45%, segundo
Coutinho. O máximo que uma empresa poderá
tomar emprestado é R$ 50 milhões - 20% da
receita operacional bruta - e o prazo total para pagar o
financiamento é de até 13 meses, com cinco
meses de carência. Segundo o presidente do BNDES,
o dinheiro deve ser liberado em até 15 dias, dependendo
do histórico da empresa junto ao banco. 'O objetivo
dessa linha é que ela tenha rápida liberação.
Por ser de giro, não será eficaz se demandar
três, quatro meses de análise', disse.
O
prazo da linha de crédito se encerra em 30 de junho
de 2009. 'Esperamos que, ao longo de sete meses, possamos
auxiliar a suprir a deficiência de crédito
às pequenas e médias empresas', disse Coutinho.
A linha de crédito vai suprir a indústria,
o comércio e o setor de serviços. Coutinho
comentou ainda a decisão do Equador de realizar uma
auditoria na dívida contraída com o banco.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho disse que ainda
não se pode falar em "calote", pois até
o momento o país pagou tudo o que deve ao Brasil.
As informações são da Agência
Brasil.
Governo
gaúcho reduz ICMS do trigo para 2%
InvestNews
01/12/2008
SÃO
PAULO - Os produtores gaúchos de trigo pagarão
menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e prestação de Serviços (ICMS) na comercialização
do em grão com os estados de São Paulo, Minas
Gerais e Rio de Janeiro. A alíquota para as transações,
que era de 12%, foi reduzida para 2%, segundo anunciou hoje
a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, em reunião
do Conselho Político. O decreto será publicado
no Diário Oficial do Estado de amanhã (2).
Em
seu programa, Conversa com a Governadora, Yeda disse que
"as políticas federais têm se mostrado
insuficientes para capitalizar os produtores e as cooperativas
rurais. E os produtores e as cooperativas ainda enfrentam
o problema do armazenamento, eles precisam escoar essa safra
de trigo para poder ter espaço para armazenar a próxima
de verão". Na semana passada, lideranças
da cadeia produtiva do trigo do Rio Grande do Sul e do Paraná
se reuniram com o secretário de Política Agrícola
do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães,
para reivindicar agilidade no credenciamento de mais armazéns
próximos às regiões de maior produção
e aumento do prêmio do Programa de Escoamento de Produção
(PEP). Na ocasião, o deputado Luís Carlos
Heinze (PP-RS), da Frente Parlamentar da Agropecuária,
destacou que do mesmo modo que estimulou o plantio de trigo,
'agora é o momento do governo apoiar a comercialização".
Hoje, o deputado disse à Agência Brasil, que
o corte no ICMS vai aumentar competitividade dos triticultores
do estado, que viam os concorrentes paranaenses já
com a alíquota reduzida. 'Vai ajudar porque os produtores
têm encontrado dificuldades para comercializar o trigo
tanto no estado quanto fora. Com a exportação
do trigo pagando 12% de ICMS, perde-se a competitividade.
Se estivéssemos vendendo a R$ 28,00 que é
o preço mínimo, e o produtor tendo que pagar
mais 10%, então ele recebe menos de R$ 26,00.
Dessa
forma [com a redução] aumenta a competitividade',
explicou. Segundo o diretor da Receita Estadual, Júlio
César Grazziotin, a alíquota do ICMS cobrado
nas operações com os três estados da
região Sudeste foi reduzida porque eles também
diminuíram o imposto na importação
de trigo e isentaram de cobrança as transações
feitas com farinha e derivados. Grazziotin informou que
a medida vale até março do próximo
ano. Na última safra, os gaúchos produziram
1,53 milhão de toneladas de trigo, cerca de 40% da
produção nacional, calculada em 3,82 milhões
de toneladas. O maior produtor foi o estado do Paraná,
com 1,85 milhão de toneladas (48,4%).
O
coordenador da Comissão do Trigo da Federação
da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul),
Hamilton Jardim, disse, em nota, que o preço do trigo
deve melhorar a partir de agora, aumentando as vendas, que
estavam paradas. Segundo ele, a redução do
ICMS pode fazer com que a exportação ultrapasse
as 800 mil toneladas do grão, o que equilibraria
oferta e demanda do produto. 'Mesmo que a medida seja válida
por 120 dias, será possível vender boa parte
da safra, melhorando o preço ao produtor', diz a
nota.
Bancos
oficiais avançam na oferta de crédito
Gazeta Mercantil
01/12/2008
São Paulo - Com a elevação do custo
dos financiamentos e a retração nas linhas
internacionais, os bancos públicos estão aumentando
a participação no mercado de crédito.
Dessa forma, ampliam sua exposição ao risco,
ou seja, à possibilidade de atraso nos pagamentos.
Conforme dados do Banco
Central, o estoque de operações
de crédito do sistema financeiro público cresceu
5,2% no mês de outubro - mais que a média do
setor, 2,9% -, saltando dos R$ 394 bilhões registrados
ao final de setembro para R$ 414 bilhões no mês
seguinte.
Essa
elevação é inversamente proporcional
à oferta de crédito externo, que atinge até
mesmo grandes empresas, como a Petrobras,
que obteve empréstimo de R$ 2 bilhões com
a Caixa
Econômica Federal.
O
total repassado nas linhas de Adiantamento de Contrato de
Câmbio (ACC) caiu 20,25%, com volume de US$ 3,695
bilhões em outubro. "As empresas estão
conseguindo acessar as linhas de ACC, porém a um
custo mais alto, com aumento de 200 a 400 pontos básicos",
afirma Alex Carpenter, da Moody's.
Plataforma
P-53 entra em operação, informa Petrobras
Valor Online
01/12/2008
SÃO
PAULO - A Petrobras
informou hoje que a plataforma P-53 começou a operar
ontem, dia 30 de novembro. Esta é a primeira unidade
de produção instalada no campo de Marlim Leste,
na Bacia de Campos.
A
P-53 tem capacidade para produzir até 180 mil barris
por dia de óleo do tipo pesado, de 20 graus API,
e enviar para terra até 6 milhões de metros
cúbicos diários de gás natural. De
acordo com a Petrobras, a unidade atingirá o pico
de produção no primeiro semestre de 2010.
Com a compra da Vanzin, a Tuper parte
para faturar mais de R$ 1 bi
Gazeta Mercantil
01/12/2008
Florianópolis
- A Tuper,
de São Bento do Sul (SC), espera que com a sinergia
gerada após a aquisição da Vanzin,
de Xanxerê (SC), para a produção de
sistemas de exaustão, o faturamento supere R$ 1 bilhão
em 2009. Entre este ano e meados de 2010 está investindo
R$ 60 milhões em modernização e aumento
de produção. Parte do recurso será
absorvido por nova e moderna linha de galvanização
de tubos de condução e eletrodutos. "Vamos
ser a terceira empresa, a partir de setembro de 2009, a
colocar estes produtos no mercado", diz o presidente
da Tuper, Frank Bollmann.
Será
a entrada da companhia num novo segmento, como o petrolífero.
Bollmann diz que a diferença para tubos de aço
comum é que os galvanizados levam camada adicional
de zinco e não podem ser substituídos pelos
de plástico. "São tubos que conduzem
fluidos, gases e produtos químicos".
Parte
do investimento será financiado com recursos próprios
e parte por bancos, inclusive de fora do Brasil, como os
alemães, com quem a Tuper possui estreita relação.
A companhia, fundada em 1972 é familiar e de capital
nacional e em 2000 firmou joint venture com a Eberspächer,
fornecedora na Alemanha de escapamentos para a BMW, Audi
e Mercedes-Benz, para a Renault na França e a Chrysler
nos EUA, entre outros. A unidade da Eberspächer Tuper,
de São Bento do Sul, é responsável
hoje por 46% do mercado brasileiro de exaustão para
veículos novos pesados, e produz peças para
veículos de passeio.
É
da Alemanha também que vem o know-how da Tuper. Até
2012, as fabricantes brasileiras de sistemas de exaustão
são obrigadas a adequarem-se na norma brasileira
Proconve, no estágio P6, equivalente ao Euro 6 europeu.
"Significa que precisamos reduzir cada vez mais as
emissões de resíduos químicos nocivos
à saúde", afirma Bollmann.
No
Brasil, os sistemas de exaustão e os catalisadores
da Eberspächer Tuper equipam os carros novos. A empresa
fornece para a Renault, em Curitiba (PR), que exporta para
a Argentina, Colômbia, Venezuela; e na linha pesada
para a Volkswagen Caminhões, Mercedes-Benz e Ford.
No
mercado de reposição, a Tuper atua com a marca
Sicap. O empresário diz que com a compra da Vanzin,
a Tuper terá 38% deste segmento no Brasil. "Vamos
aumentar em 25% o número de clientes, chegando a
12 mil", afirma. Segundo ele, com a Vanzin, a cobertura
geográfica ficou melhor. Bollmann diz que o mercado
de carros novos está com problemas, devido à
crise financeira internacional, mas o setor de reposição
é bom no momento. "O sujeito que ia trocar seu
carro vai consertar o seu usado." A unidade Sicap Escapamentos
e Acessórios representa 11% do faturamento global
da companhia que vai fechar em R$ 770 milhões em
2007.
A
Tuper consome e produz 15 mil a 16 mil toneladas de aço
por mês. Bollmann diz que a queda de preços
da matéria-prima não foi ainda sentida e espera
que isso ocorra em breve. A empresa venceu a disputa de
um grande projeto da General Motors para linha de automóveis
da montadora que será lançada em 2011.
A
Tuper tem também a unidade de componentes especiais
que faz peças para indústria automotiva. "Esta
unidade é a que mais sentiu a crise e está
sofrendo com a retração dos pedidos das montadoras.
Mas temos o cuidado de buscar novos segmentos e não
colocar todos os ovos na mesma cesta", afirma. Além
de veículos, esta unidade atende o setor sucroalcooleiro
e de máquinas agrícolas.
Aliás,
diversificação de produtos é o forte
da Tuper. Faz também telhas metálicas para
coberturas e inúmeras aplicações na
construção civil. Esta área responde
por 17% da receita. A recém adquirida Vanzin, além
dos escapamentos, tem fábrica de utensílios
de plásticos em Curitiba, a Vanfix
Plásticos. "Ficamos bobos ao ver
o portfólio da Vanzin em Curitiba. Eles fazem copos,
taças, canecos, baldes, bacias, nada a ver com a
indústria automotiva", diz.(Gazeta Mercantil-(Juliana
Wilke)
Boas oportunidades continuam abertas
Gazeta Mercantil
01/12/2008
São
Paulo - A crise, definitivamente, ainda não atingiu
o mercado de trabalho brasileiro. Os dados mais recentes
revelam que a taxa de desemprego caiu de setembro para outubro,
atingindo o menor patamar para esse mês desde 1998.
E, ao que tudo indica, a turbulência financeira global
tampouco afetou as vagas destinadas ao alto escalão
empresarial. Diversas empresas e consultorias afirmam que
o nível de contratação, que bateu recordes
até agosto, continua elevado, sem dar sinal de desaquecimento
repentino.
"As
empresas estão olhando para o curto prazo, mas também
para o longo. Elas estão atentas à turbulência,
mas não temos visto cancelamento de investimentos",
diz Karin Parodi, sócia-diretora da consultoria Career
Center. A realidade é que diversos setores
continuam atraentes para os gestores. São áreas
que mantiveram um bom nível de atividade e que, por
isso, precisam de profissionais capacitados para gerenciar
suas operações.
No
setor de tecnologia da informação (TI), por
exemplo, continua acirrada a disputa por profissionais.
Basta ver o caso do atual diretor de educação
à distância (EAD) da
Veris Educacional, Carlos Longo, que até
outubro era vice-presidente da Whitney, companhia-norte-americana
que desenvolve modelos de EAD. O executivo foi o responsável
por todo o projeto de educação à distância
da empresa para a América Latina e Ásia.
"O
que vamos fazer na Veris é definir quais serão
as tecnologias usadas de acordo com o público que
temos", explica. A empresa, mantenedora de instituições
de ensino como Ibmec
e IBTA,
está de olho no crescente número de estudantes
de graduação que utilizam o ensino à
distância. Segundo Longo, faltam no mercado executivos
que conheçam tecnologia em profundidade e ao mesmo
tempo saibam aplicá-la ao negócio. "Quem
é puro administrador precisa adquirir conhecimento
na gestão de projetos e sistema. O gestor, hoje,
tem que aprender um pouco sobre TI. Isso é mandatário",
afirma.
De
acordo com o diretor da filial São Paulo da consultoria
de recrutamento Robert
Half, Fernando Mantovani, as empresas estão
cada vez maiores e, por isso, buscam instalar sistemas integrados
de gestão empresarial, mais conhecidos pela sigla
ERP. "Isso tem gerado uma demanda grande por profissionais,
sem contar a importância da internet. Todas as companhias
têm, hoje, sites e processos eletrônicos que
utilizam a rede", destaca. Já Karin, da Career
Center, acrescenta que a área ainda está concentrada
no Estado de São Paulo.
Outro
setor de destaque para os gestores de alto nível
é o petrolífero. De acordo com Mantovani,
há empresas internacionais aportando no País
de olho nos novos campos que estão sendo descobertos.
"O setor de óleo e gás tem demandado
grande quantidade de profissionais, muito além do
que se imaginava", diz. Os recursos naturais brasileiros
também têm impulsionado carreiras até
pouco tempo consideradas menos promissoras pelo mercado.
Este é o caso da profissão de geólogo.
Eles estão sendo literalmente disputados por companhias
de mineração e siderurgia.
"Os
segmentos de energia são muito promissores. Tanto
o de derivados de petróleo quando o de energia renováveis",
garante Fábio Pereira , diretor da Michael Page,
empresa de recrutamento de executivos para média
e alta gerência. Segundo Karin, as áreas ligadas
ao meio ambiente estão crescendo muito, o que impulsiona
a produção de combustíveis menos poluentes.
O
coro é reforçado por Mantovani, que também
garante que o setor de biocombustíveis está
se tornando atrativo para os gestores. "Basta ver a
profissionalização das usinas [de álcool]
e o crescimento das empresa do setor, que tornaram o negócio
altamente rentável. O Brasil cada vez mais é
visto como um exportador de biocombustível",
observa.
Porém,
o consultor da Robert Half faz uma ressalva: o segmento
está sendo afetado pelo crise de crédito internacional.
Mas, mesmo assim, deverá viver uma nova onda de fusões
e continuar em acelerado ritmo de profissionalização.
Vale acrescentar que a defesa do meio ambiente e o crescimento
da economia também impulsionou a carreira de engenheiro
florestal.
O
setor de construção é outro que tem
apresentado boas oportunidades profissionais. "O Brasil
tem um grande déficit nessa área, tanto de
residências quando de infra-estrutura. Esses dois
segmentos estão se desenvolvendo bastante e, por
isso, demandando gestores", sustenta Pereira.
E
mesmo com a crise, as empresas ligadas ao mercado financeiro
continuam sendo boas opções de carreira, afirmam
os especialistas. Para Mantovani os bancos nacionais tem
crescido muito, principalmente devido à expansão
do mercado de crédito. "Claro que as últimas
semanas não foram as melhores para o setor, mas muitas
instituições internacionais vieram e ainda
virão para o País", diz.
Sem
revelar nomes, ele conta que duas empresas estrangeiras
do ramo, que tinham a intenção de realizar
contratações no Brasil, resolveram adiar seus
planos. Para ele, a situação indica cautela,
não cortes. O que a crise tem provocado é
uma maior demanda por profissionais que atuem na área
de risco de mercado. "Eles estão sendo e serão
demandados nos próximos meses", completa.
(Gazeta
Mercantil - João Paulo Freitas)
Caixa
supera R$ 20 bi em financiamentos
InvestNews
02/12/2008
SÃO
PAULO - A Caixa
Econômica Federal superou as expectativas
de crescimento e bateu novo recorde em financiamento habitacional.
Até 28 de novembro foram assinados 446 mil contratos
no valor de R$ 20,4 bilhões, que representa um crescimento
de 60% em relação ao mesmo período
do ano passado, quando o banco alcançou R$ 12,7 bilhões.
A expectativa é aplicar R$ 22,8 bilhões até
o final deste ano e chegar atingir 500 mil financiamentos.
Para 2009, a meta é superar os valores deste ano,
mantendo as condições de financiamento (prazos
e taxas de juros).
Em
2008, foram assinados 1.924 contratos em média, por
dia, o que corresponde a cerca de R$ 88 milhões.
Se considerada a performance apenas do segundo semestre
de 2008, a média sobe para 2.466 contratos por dia,
no montante de R$ 107 milhões. Em 2007, de janeiro
a novembro, a média diária de financiamentos
foi de R$ 56 milhões. Este ano, os empréstimos
com recursos das cadernetas de poupança (SBPE) já
superaram R$ 9,3 bilhões, contra a meta de R$ 9,2
bilhões, ou seja, crescimento da ordem de 76% em
relação aos R$ 5,2 bilhões de 2007.
O novo desafio é superar R$ 10 bilhões até
31/12/08. Já na linha de financiamento que utiliza
recursos do FGTS, a CAIXA bateu R$ 10,2 bilhões,
o que representa um crescimento de 60% em relação
com o mesmo período de 2007. A perspectiva é
que a CAIXA atinja a marca de R$ 11,7 bilhões até
o final deste ano.
Para
o vice-presidente de Governo da CAIXA, Jorge Hereda, esse
recorde se deve principalmente à prática do
banco de oferecer as melhores condições de
mercado para os seus clientes, principalmente com relação
à taxa de juros, quota e prazos de financiamentos.
'A CAIXA cumpre o seu papel de banco público, priorizando
o desenvolvimento econômico e social do país,
atuando para a redução do déficit habitacional
brasileiro', destaca.
Golden
Cross quer ir às compras
Gazeta Mercantil
02/12/2008
Rio
de Janeiro - Depois de oito anos administrando uma crise
de imagem sem precedentes, de vivenciar o esvaziamento da
base de clientes e contabilizar um prejuízo operacional
superior a 10% de sua receita, a Golden
Cross ressurge das cinzas e comemora várias
vitórias em 2008. Entre elas, estão a ampliação
de sua base em 250 mil novos planos - o que representa uma
taxa de crescimento acima de 45% no ano - e o seu reconhecimento
junto aos clientes.
Pesquisas
internas dão conta de um índice de satisfação
entre seus atendidos de 8,2 (numa escala de zero a dez).
Mais: do ponto de vista financeiro, a Golden Cross demonstra
ter fôlego para ir às compras. A empresa dispõe
em caixa de R$ 240 milhões, reservados para a aquisição
de carteiras de planos concorrentes no próximo ano.
O valor é 20% do faturamento anual previsto para
2008, de R$ 1,2 bilhão, que representa um aumento
de cerca de 9% sobre a receita do ano anterior. O crescimento
é modesto, mas está em linha com a estratégia
da empresa para este ano, de crescer em número de
beneficiários, especialmente da classe C, com produtos
entre 20% a 30% mais baratos que os comercializados anteriormente.
"Queremos
chegar ao final de 2009 com mais de um milhão de
associados", afirma João Carlos Regado, presidente
da empresa. O executivo, um médico urologista e cirurgião-geral,
informa que a meta implica em mais de 30% de crescimento
sobre a base de associados do plano em setembro último,
quando abrangia 772 mil vidas.
O
objetivo de 2009 é alcançável, garante
o profissional da saúde. Ele fala com segurança,
afinal foi o responsável pela transformação
da empresa fundada há 37 anos, pela família
Soldani Afonso. Ao assumi-la, no início de 2000,
restavam apenas 476 mil associados na carteira. Regado enfrentou
a saída do antigo sócio, a Cigna, e também
um índice de sinistralidade de 90%. Em outras palavras,
os gastos no atendimento ao cliente equivaliam a 90% dos
recursos pagos pelos associados. Os 10% restantes deveriam
cobrir os gastos com a administração do negócio
e com tributos. "Estávamos completamente fora
da média de mercado, de 75% de sinistralidade",
lembra o médico. Um quadro geral que resultava em
prejuízo de 10% das receitas correntes.
Regado
procurou estancar a hemorragia financeira extirpando parte
das despesas administrativas. Em 2000, elas somavam 19%
da receita, quando o índice ideal entre os planos
de saúde é de 11%. "Tínhamos uma
rede de 55 filiais em todo o País, basicamente para
receber faturas, emitir segundas vias de boletos e repassar
algumas informações. Ou seja, em nada se relacionavam
com o cerne da operação, que é o atendimento
médico propriamente dito", lembra. Assim, 45
unidades da rede inicial foram fechadas e a alternativa
encontrada - atendimento administrativo via agências
bancárias - pode ser multiplicado. A Golden Cross
procurou o Banco
Real, que passou a atender os associados em todo
o País. "Também investimos em internet.
Reorientamos nossos clientes para buscar alguns serviços
via web", explica. Entre eles, informações
sobre médicos, hospitais, laboratórios e emissão
de segundas vias.
Regado
investiu, ainda, R$ 50 milhões em tecnologia da informação
para criar um call center. Hoje, passados oito anos, a empresa
conta com 150 posições de atendimento, as
quais serão acrescidas de mais 35 até o final
do ano. A Golden Cross adotou, também, um sistema
de carteiras com tarja magnética que agiliza o atendimento
na ponta, em hospitais e laboratórios. "Os cartões
são lidos e o cliente digita a senha. Em tempo real,
nossos servidores na central garantem ao associado a autorização
para internações ou exames, sem sequer passar
pelo call center", conta o executivo. A medida desburocratizou
processos e garantiu resposta imediata aos associados.
Outro
tratamento prescrito por Regado foi a renegociação
de contratos, tanto com clientes, quanto com a rede de hospitais
e laboratórios. "Era preciso arrumar a casa
e rever os valores", diz. A meta era dar condições
ao cliente de ter acesso a tudo o que precisasse. "Mas
nada além disso", resumiu. Porém, o aumento
de preços de alguns contratos e o cancelamento de
planos de saúde ampliaram a debandada de associados,
que chegou a 370 mil em 2002.
Para
os hospitais e os laboratórios, a empresa buscou
oferecer preços fixos para procedimentos, partos
e cirurgias, o que poderia garantir uma previsibilidade
de receitas - acabando com boa parte do trâmite de
papelada a cada internação.
Também
os corretores de seguros foram reconquistados. "Com
a crise, ficamos praticamente sem esse canal", admite
o executivo. A contratação de Cláudio
Brabo, ex-executivo do Bradesco Saúde, pôs
início um plano de estruturação da
corretagem - considerado fundamental para devolver a rentabilidade
à operação. A reconquista da base teve
início, ano a ano, após 2002.
Atualmente,
os valores gastos em marketing de relacionamento com clientes,
corretores e canais de atendimento à rede de credenciados
está em 2,5% do faturamento. Em 2009, o foco de atuação
da empresa são dez capitais brasileiras. "É
onde mais estamos crescendo", explica. A Golden Cross
busca, também, parcerias com hospitais de qualidade,
a exemplo da rede D'Or, que possui onze unidades somente
no Rio de Janeiro. O sistema de trabalho entre as partes
estabelece um protocolo de atendimento e auditorias formadas
por médicos especialistas da Golden Cross negociam
continuamente com a rede credenciada procedimentos, acordados
a quatro mãos. "Há ainda muito a ser
feito", reconhece o presidente da empresa, que prescreve:
"Quero oferecer um produto top, a um preço barato
e responsável." (Gazeta Mercantil/Caderno C
- Pág. 1)(Ana Cecília Americano)
Siemens apresenta crescimento recorde
no país
InvestNews
02/12/2008
SÃO
PAULO, - Ao atingir 33% em aumento de faturamento, a Siemens
no Brasil atinge uma das maiores taxas de crescimento já
registrado nos últimos anos e supera seus pares na
Rússia, China e Índia (BRIC), que apresentaram
expansão de 25%, 18% e 12% respectivamente.
Encerrado
em 30 de setembro, o balanço fiscal referente ao
período 2007/2008 mostra um faturamento líquido
de R$ 4,6 bilhões ante R$ 3,5 bilhões do ano
anterior.
Os
números deste ano refletem o novo portfólio
da empresa organizado desde janeiro nos setores de energia,
indústria e cuidados com a saúde. Quanto ao
lucro líquido, de acordo com Ricardo Argeble, diretor
de administração em finanças da Siemens,
sem abrir o resultado, ele garante que ficou em proporção
com o faturamento, algo em torno de 30%. O mesmo vale para
receita líquida da empresa.
O
desempenho da Siemens no Brasil durante o último
ano fiscal teve como origem principalmente os mercados de
geração de energia, automação
industrial, drives, iluminação, papel e celulose,
óleo e gás, mineração, siderurgia,
transportes e saúde.
Em
2008, duas novas fábricas foram inauguradas no complexo
fabril de Jundiaí (SP). Também foi iniciado
o processo de transferência de tecnologia para produzir
transformadores de corrente contínua em alta tensão
localmente e foi inaugurada nova unidade industrial para
fabricação de reguladores de tensão.
Novas expansões estão previstas para 2009,
como afirma o presidente do grupo no Brasil, Adilson Primo,
como por exemplo, a expansão de 50% da capacidade
de turbinas industriais para o segmento de mineração
e siderurgia.
O
presidente informou ainda que o investimento para o próximo
ano se confirma em torno de R$ 120 milhões, o mesmo
valor aplicado em 2008. (Ciça Ferraz - InvestNews)
Telemig incorpora subsidiária da
Vivo
InvestNews
03/12/2008
SÃO
PAULO - As Administrações da Telemig
Celular Participações e da Vivo
Participações encaminharam à
Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel)
uma operação de reestruturação
societária referente à incorporação
da TCO IP, subsidiária integral da Vivo Part., pela
Telemig Part. De acordo com documento enviado à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM), a Vivo Part. foi a
original adquirente do controle da Telemig Part. e indiretamente,
de sua controlada Telemig Celular e a TCO IP foi a ofertante
na oferta pública voluntária de aquisição
de ações preferenciais e na oferta pública
para aquisição de ações ordinárias.
Atualmente, a TCO IP é, também, a detentora
das ações de controle da Telemig Part. adquiridas
pela Vivo Part., concentrando as participações
acionárias nas Companhias.
A
Telemig Part. incorporará a TCO IP, que será
extinta, sendo suas ações canceladas e, em
contrapartida, a sua única acionista, Vivo Part.,
receberá ações ordinárias e
preferenciais das Companhias, nas mesmas quantidades e espécies
das detidas atualmente pela TCO IP. A operação
pretendida não acarretará aumento de capital
da Telemig Part., uma vez que a TCO IP já tem registrado
em seu patrimônio líquido o valor das ações
da Telemig Part. "Ainda, sendo a incorporada TCO IP
uma subsidiária integral da Vivo Part., não
há que se falar em relação de substituição
de ações de acionistas não controladores
da incorporada por ações da incorporadora",
diz o documento.
Iveco lança Tector e prepara ônibus
Gazeta Mercantil
03/12/2008
A
Iveco
escolheu o navio Gran-de Mistral e um cruzeiro entre Santos
(SP), Angra dos Reis e Búzios (RJ) para apresentar
a jornalistas, concessionários, clientes e fornecedores
de toda a América Latina, num total de mil pessoas,
o mais novo semipesado da marca italiana, o Tector.
"Decidimos
lançar o Tector em meio à crise internacional
para superar desafios e nos preparar para quando o mercado
de caminhões voltar a crescer", disse o presidente
da Iveco América Latina, o italiano Marco Mazzu.
"O Tector vai participar do segmento 'premium', que
tem maior conteúdo tecnológico, mais conforto,
requinte e sofisticação, e representa 40%
do mercado brasileiro de semipesados", informou Mazzu.
Os preços de produtos "premium" são
entre 15% e 20% mais caros do que os respectivos produtos
de entrada.
Segundo
Renato Mastrobuono, diretor de desenvolvimento de produto
da Iveco, a montadora mantém planos ambiciosos para
a América Latina. Depois de lançar os modelos
Daily, Stralis, Trakker e agora o Tector, em pouco mais
de 12 meses, a companhia mantém a meta de lançar
dois novos produtos a cada ano. Mastrobuono disse que em
2009 a Iveco vai ampliar a linha de caminhões e,
em 2010, entrar no segmento de transporte de passageiros.
Segundo Mastrobuono, com a ajuda de 100 engenheiros e 140
técnicos do Centro de Desenvolvimento de Produto
da Iveco, em Sete Lagoas, "queremos ter, em 2011, a
maior linha de caminhões do Brasil."
Modelo
adaptado
Baseado
na mais recente versão do Iveco EuroCargo, lançada
em maio na Europa, o Tector consumiu 15 meses de desenvolvimento
e 30 mil horas e 1 milhão de quilômetros rodados
no Brasil e na argentina, informou Luciano Cafoure, gerente
de plataforma de médios e pesados da Iveco América
Latina. Segundo ele, "foram tantas as mudanças
para atender os clientes latinos que decidimos mudar o nome
do veículo."
Para
ser lançado na América Latina, o modelo foi
totalmente adequado para as condições de uso
e rodagem da região, em trabalho desenvolvido pelo
Centro de Desenvolvimento de Produto da Iveco, em Sete Lagoas.
"Além de levar em conta o clima, a topografia
e a infra-estrutura da região, ouvimos clientes e
realizamos intervenções para atender sugestões
e pedidos que recolhemos", informa Mastrobuono.
Com
nova cabine, novo interior e novo painel com computador
de bordo, o Tector é equipado com motor de 250 cavalos,
com ganho de 5% de potência e 17% de torque, além
de ser 4% mais econômico que a versão anterior.
Já
homologado para utilizar o B5, o Tector será oferecido
como cavalo-mecânico e plataforma, nas versões
4x2, 6x2 e 6x4, esta última uma novidade nas linhas
Iveco. Adicionando-se combinações de duas
cabines (curta e leito) e quatro diferentes opções
de entre eixos, e três caixas de câmbio, haverá
um total de 14 versões para Brasil.(Gazeta Mercantil/Caderno
C - Pág. 1)(Edson Álvares da Costa - Viajou
a convite da Iveco)
China
volta a importar carne de frango brasileira, diz Agricultura
Valor Online
03/12/2008
BRASÍLIA
- Depois de uma demora de dois anos, a China finalmente
autorizou a retomada de importações diretas
de carne de frango "in natura" do Brasil, e está
concluindo a compra de suínos, até agora realizada
por empresas chinesas via Hong Kong. De acordo com o Ministério
da Agricultura, as negociações sobre a exportação
imediata de frango brasileiro foram fechadas esta semana
em Pequim.
Os
chineses comprarão de 24 abatedouros localizados
em oito estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Paraná, São Paulo, Mato Grosso Sul, Mato Grosso,
Goiás e Minas Gerais. Essas plantas foram escolhidas
em 2006, mas a China iniciou as compras de apenas duas,
suspendendo em seguida sob alegações burocráticas.
Para
o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a retomada
do comércio "é significativa para o país,
devido à capacidade de consumo do mercado chinês".
O país asiático é um dos maiores consumidores
de commodities brasileiras, lembrou o ministro, em nota
divulgada por sua assessoria.
Enquanto
a importação chinesa de frango deve ser retomada
a partir de agora, a carne suína ainda depende de
conclusão de trâmites burocráticos das
informações colhidas por missão do
país em outubro, quando o serviço brasileiro
de inspeção de suínos foi avaliado,
informou o Ministério da Agricultura.
BB
e Caixa poderão negociar dívida de contribuinte
InvestNews
04/12/2008
SÃO PAULO - O Banco
do Brasil e a Caixa
Econômica Federal poderão negociar
as dívidas com o governo federal antes de o contribuinte
ter o nome incluído no Serasa e ter o acesso ao crédito
bloqueado. A novidade consta da medida provisória
que perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a
União, mas ainda precisa ser regulamentada antes
de entrar em vigor. Segundo o procurador-geral da Fazenda
Nacional, Luís Inácio Adams, a parceria com
as instituições oficiais deve entrar em vigor
em quatro meses.
Pela
proposta, os créditos de até R$ 10 mil inscritos
na dívida ativa serão inicialmente cobrados
pelos bancos públicos, com flexibilidade no prazo
de pagamento. Somente na falta de acordo, o contribuinte
passará a ter o nome sujo. Para Adams, a parceria
com o Banco do Brasil e a Caixa facilitará a recuperação
das dívidas. 'Ao transformar os bancos oficiais em
agentes solidários de cobrança, o governo
usa o alcance dessas instituições para ter
acesso aos pequenos contribuintes espalhados pelo país,
além de oferecer mais um canal de negociação',
destacou.
Ao
contrário do que o governo tinha anunciado, a medida
provisória não trouxe a regulamentação
do uso dos R$ 5 bilhões emprestados ao Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
pelo Banco Mundial. 'O Ministério da Fazenda não
viu necessidade de encaminhar o assunto neste momento. A
regulamentação deve ficar para o próximo
ano', disse Adams. A medida provisória traz instrumentos
para a simplificação da cobrança da
dívida ativa.
O
governo tem 180 dias para unificar os conselhos de contribuintes,
órgãos vinculados à Receita Federal
que julgam recursos de devedores. Pela proposta, os três
conselhos de contribuintes e a Câmara Superior de
Recursos Fiscais dariam origem ao Conselho Administrativos
de Recursos Fiscais. O secretário adjunto da Receita
Federal, Otacílio Cartaxo, afirma que a unificação
reduzirá os custos na cobrança da dívida
ao diminuir o número de instâncias de julgamento
e acabar com a divergência de decisões entre
os diversos conselhos. 'Calculamos que haverá um
desbaste [redução] de 30% no estoque de processos',
declarou. Ainda neste mês, explicou o procurador-geral
da Fazenda Nacional, o governo enviará ao Congresso,
três projetos de lei e um projeto de lei complementar
para alterar a legislação tributária
e facilitar a recuperação de créditos
pela União.
Atualmente,
a cobrança da dívida ativa só pode
ser feita pela Justiça, o que, segundo Adams, tem
abarrotado os tribunais: 'Existem três milhões
de processos tributários apenas na Justiça
Federal'. Caso os parlamentares aprovem os projetos, o Poder
Executivo terá mais autonomia para cobrar as dívidas,
responsabilizando-se pelos atos administrativos anteriores
à execução dos débitos, como
penhora e notificação do contribuinte. Outra
idéia é a autorização para que
a Receita Federal e a Advocacia-Geral da União possam
fazer acordos com contribuintes antes de os processos correrem
na Justiça.
O
governo também pretende elaborar um cadastro nacional,
em parceria com estados e municípios, para facilitar
a localização dos bens dos contribuintes.
Outro projeto de lei permitirá ao devedor oferecer
de bens como garantia antes do processo judicial. As informações
são da Agência Brasil
Invest
Tur fecha parceria com Starwood Hotels
InvestNews
04/12/2008
SÃO PAULO - A Invest
Tur Brasil Desenvolvimento Imobiliário Turístico
celebrou contrato de serviços de operação
hoteleira com o grupo internacional Starwood Hotels &
Resorts Worldwide, Inc. para o Projeto São Paulo
Fair. O Projeto prevê o desenvolvimento de duas torres,
ambas sob a bandeira W, sendo a primeira um hotel para turismo
de negócios destinado para viajantes internacionais
e nacionais com exigências e características
dos internacionais, enquanto a segunda torre será
constituída por apartamentos que serão vendidos
como residências.
Os
apartamentos serão comercializados sob a marca 'W',
sob licença da Starwood ou suas afiliadas, e desfrutarão
de serviços oferecidos pelo hotel. Haverá
um empreendimento comercial vizinho ao Projeto que será
desenvolvido por terceiros, sendo que ambos serão
interligados através de um boulevard central. A área
do São Paulo Fair, originalmente composta por 4,2
mil m2, possui atualmente cerca de 7,2 mil m2, em função
da compra de áreas complementares para seu desenvolvimento.
O projeto final foi definido de forma a contemplar 143 quartos
de hotel e 68 apartamentos residenciais.
Dessa
forma, os valores de investimentos e vendas (VGV) anunciados
na data de sua aquisição foram alterados,
passando de R$ 106 para R$ 122 milhões, e de R$ 115
para R$ 111 milhões, respectivamente, sendo que a
rentabilidade esperada está em linha com as taxas
médias de retorno (TIR) descritas no Prospecto de
Oferta Publica Inicial da Companhia.
Brasilprev
arrecada R$ 3 bilhões até outubro
InvestNews
04/12/2008
SÃO PAULO - A Brasilprev
Seguros e Previdência S.A. encerrou os
10 primeiros meses do ano com arrecadação
total de R$ 3 bilhões. A marca representa crescimento
de 18,6% em relação ao registrado entre janeiro
e outubro de 2007. Destaque para os planos da modalidade
Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que cresceram
29,4%, com arrecadação de R$ 1,7 bilhão.
Já a arrecadação do Plano Gerador de
Benefício Livre (PGBL) totalizou R$ 909 milhões,
um crescimento de 16,4% frente ao mesmo período de
2007. De acordo com o presidente da Brasilprev, Tarcísio
Godoy, o resultado demonstra a solidez da empresa que, em
2008, completou 15 anos de fundação. 'A Brasilprev
é uma empresa madura, que tem a marca da inovação.
Isto,
aliado aos produtos e serviços diferenciados da companhia
e à valiosa rede de distribuição do
Banco do Brasil, possibilitam os resultados robustos que
temos obtido', diz o executivo. Há, ainda, dois outros
destaques nos resultados da Brasilprev. O primeiro é
que a empresa encerrará 2008 com mais de R$ 20 bilhões
em ativos sob gestão. O valor é cerca de 25%
maior que o registrado ao final de 2007. O segundo destaque
é o índice de resgates dos planos da companhia,
que é de 8,4% - o menor e, portanto, melhor indicador
de todo o mercado, que apresenta índice médio
de 15%. Este percentual refere-se ao valor do resgate sobre
a reserva média nos planos PGBL e VGBL.
Com
o objetivo de garantir o crescimento consistente e sustentável
de sua operação, a Brasilprev utiliza como
principal indicador o índice de captação
líquida, ou seja, a diferença entre tudo o
que ela arrecada menos todos os resgates que são
realizados. No período de 12 meses acumulado de outubro
de 2007 a setembro de 2008, a Brasilprev apresentou crescimento
superior a 56% nesse indicador. Esse resultado reforça
a consistência da estratégia adotada pela companhia,
que engloba desde a venda consultiva até a rentabilidade
de seus fundos e qualidade de seus serviços, garantindo,
assim, a viabilização dos projetos de vida
de seus clientes.
Cartão
de crédito resiste à crise e deve faturar
R$ 26 bi neste mês
Gazeta Mercantil
04/12/2008
São Paulo - A crise desencadeada pelas hipotecas
subprimes, com retração na liquidez global
e no crescimento do PIB, ainda não chegou ao setor
de cartões de crédito no Brasil. Essa indústria
segue em forte expansão - acima de 20% ao ano desde
2004 - e deve registrar o melhor Natal da história.
Só em dezembro, o faturamento com cartões
de crédito deve atingir R$ 25,8 bilhões, um
incremento de 20% sobre igual período de 2007. Os
dados fazem parte dos Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos
de Pagamento, produzido pela Itaucard,
a área de cartões de crédito do banco
Itaú.
"Essa
indústria segue se beneficiando da substituição
dos meios tradicionais de pagamento, como cheque e dinheiro,
pelo cartão, por isso mantém os níveis
de crescimento", comenta Fernando Teles, diretor de
cartões do Itaú.
"Outros dois fatores importantes são o avanço
da rede de aceitação dos cartões e
a forte venda dos plásticos pelos bancos", diz
Teles.
Dados da Itaucard mostram que, por conta do Natal, o faturamento
do setor em dezembro é bem superior ao registrado
nos demais meses do ano. Entre janeiro e novembro, o faturamento
médio mensal com cartão foi de R$ 18 bilhões,
contra os R$ 25,8 bilhões estimados para dezembro,
ou seja, um aumento de 43,4%. A crise de confiança
global ainda não chegou ao setor de cartões
de crédito.
"Em
um primeiro momento, o efeito pode até ser o contrário,
ou seja, o consumidor concentrar mais do seu gasto no cartão
para ganhar prazo, adequando seu fluxo de caixa à
nova realidade", explica Teles. "Este movimento
reforça a idéia de que o brasileiro já
vê o produto como um importante instrumento de planejamento."
A pesquisa Itaucard mostrou também o comportamento
do consumidor ao usar o cartão por ramo de atividade.
O segmento que mais ganha espaço na utilização
do cartão de crédito projetada para este mês
é o de vestuário, com participação
de 26% sobre o faturamento total do mês, contra 21%
na média de janeiro a novembro. Já o faturamento
do ramo de vestuário em dezembro, deve crescer 78,2%,
com gastos de R$ 6,689 bilhões contra, na média,
R$ 3,7 bilhões nos demais meses do ano. Outros dois
segmentos, alimentação e turismo/entretenimento,
respondem por 15,7% e 11,7% do faturamento da indústria,
respectivamente.
A
se confirmarem as estimativas para dezembro, o setor fechará
2008 com 110,2 milhões de unidades no mercado, 18,6%
superior ao total de dezembro do ano passado. Em faturamento,
o setor deve bater a marca de R$ 223 bilhões, 22,1%
sobre 2007. No acumulado entre 2004 e 2008, o faturamento
da indústria evoluiu 121% e a quantidade de plásticos
cresceu 109%.
Fernando Teles evitou fazer projeções para
2009. "Qualquer previsão hoje é inviável.
O cenário precisa se materializar um pouco para estimarmos
o comportamento do setor no ano que vem", diz Teles,
executivo que responde pelo setor de cartões desde
junho. A área de cartões do banco Itaú
passou por mudanças recentes com a saída de
Fernando Chacon, então diretor de marketing de cartões.
O
executivo responde agora pela área de clientes de
alta renda do Itaú e também pelo Personnalité.
(Gazeta Mercantil-Jiane Carvalho)
Vendas
da Zambon crescem 24% no 3o trimestre
InvestNews
04/12/2008
SÃO PAULO - O Zambon
Laboratórios Farmacêuticos registrou aumento
de 23,8% nas vendas em reais, em relação ao
mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado
nacional atingiu 14,2%. Nas vendas por unidades, o Zambon
supera o setor de maneira significativa: 20,6% acima do
índice obtido no terceiro trimestre de 2007 contra
9,3% do mercado.
O
Laboratório encerra o período com R$ 35,9
milhões em vendas - R$ 6,9 milhões acima do
registrado no mesmo trimestre do ano passado. O crescimento
obtido é o segundo maior registrado entre as 50 maiores
indústrias multinacionais do País que produzem
medicamentos originais, ou seja, não genéricos
e não similares. A expectativa é atingir R$
139 milhões até o final de 2008.
Os
dados, apurados pelo
IMS Health, reafirmam o ritmo de crescimento
da empresa, que nos últimos três anos consolidou
um grande projeto de reestruturação. Com um
portfólio com mais de 30 medicamentos e crescimento
anual médio de 17% em vendas internas, o Zambon busca
novos parceiros para ampliar essa atuação.
Recrutadores
miram indústria farmacêutica
Gazeta Mercantil
04/12/2008
São Paulo - As diversas mudanças pelas quais
a indústria farmacêutica tem passado está
fazendo com que as empresas do setor busquem profissionais
mais versáteis. A criação dos genéricos
e a força comercial dos medicamentos vendidos sem
prescrição médica, por exemplo, exigem
que os gestores da área se preocupem desde o desenvolvimento
de novos produtos até a forma como eles serão
expostos nos pontos-de-veda, já que os itens farmacêuticos
competem hoje com outros produtos de consumo.
Para Luiz Valente, diretor-geral da Hays
no Brasil, empresa que atua com recrutamento
de média e alta gerência, os profissionais
do setor precisam ter um conhecimento mais sistemático
do funcionamento do mercado. "O segmento como um todo
necessita de uma visão forte de planejamento de demanda
e de distribuição, além de um entendimento
do perfil do consumidor com a mesma profundidade que as
indústrias de bens de consumo alcançam",
afirma.
O
dinamismo do mercado farmacêutico nacional tem atraído
a atenção de companhias como a Hays. Na última
sexta-feira, a empresa inaugurou oficialmente a Hays Pharma,
divisão voltada para atender as empresas do ramo.
Segundo a multinacional, a iniciativa está alinhada
com a estratégia da matriz, que em fevereiro do ano
passado comprou a inglesa James Havard, organização
especializada em recrutamento para o setor farmacêutico
e biotecnológico, por 43 milhões de libras
esterlinas. Desde então, a empresa tem criado divisões
voltadas para o setor farmacêutico nos principais
mercados em que atua.
Com a iniciativa, a empresa planeja abocanhar, no prazo
de um ano, 30% do recrutamento terceirizado do segmento
farmacêutico.
"Nossa
visão sobre o setor é muito positiva, pois
ele é muito representativo no Brasil. A expectativa
é que o segmento terá um desempenho razoável
nos próximos anos. Trata-se de uma indústria
que demanda conhecimentos bastante especializados, pois
determinadas posições precisam ser ocupadas
por profissionais que já tenham carreira desenvolvida
na área, principalmente quando a vaga é para
setores técnicos e clínicos", afirma
Valente.
De
acordo com ele, esse mercado possui regras e regulamentações
bastante específicos. "Sua área comercial
tem uma forma diferente de atuar. Já nas áreas
técnicas e clínicas, o profissional precisa
ter, por exemplo, uma graduação em farmácia.
Há funções que você não
encontra em outras indústrias e, por isso, o que
ocorre é muita troca de gestores entre as empresas",
diz.
Segundo Mariana Roriz, que assumiu a gerência da área
de farmacêuticos da Hays, as companhias tem investido
muito em biotecnologia e em novas drogas. Isso porque a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) tem reduzido o prazo de aprovação
e regulamentação de novas drogas, o que favorece
o lançamento de novos produtos e, por conseqüência,
torna o mercado mais dinâmico. No caso das multinacionais,
o Brasil tem se mostrado um país atrativo por ainda
garantir baixos custo no processo e por isso elas tem realizados
muitas pesquisas na área clínica no País.
"Há muitos esforços em ações
que agregam valor e o que possam gerar diferenciação,
o que tem sido necessário por causa de quebra de
patentes e crescimento das vendas dos genéricos",
observa. Estes últimos respondem atualmente por aproximadamente
20% do mercado nacional e crescem 45% ao ano.
Outra
empresa que se dedica ao recrutamento no setor farmacêutico
é a consultoria de gestão de talentos Korn/Ferry,
por meio de uma divisão chamada Ciências da
Vida, responsável pelos clientes ligados a equipamentos
e serviços de saúde, medicamentos e hospitais,
entre outros. Segundo Rodrigo Araújo, sócio-diretor
da empresa e responsável pelo departamento, a indústria
farmacêutica opera em mercado muito regulado e complexo,
que envolve muitos públicos, como agentes, médicos,
distribuidores, governos, pacientes e hospitais. "O
sucesso no setor está muito vinculado ao lançamento
de produtos novos. Ele depende muito de pesquisa e desenvolvimento.
Grande investimentos têm sido feitos nesse sentido.
Os mecanismos de regulamentação estão
cada vez mais rigorosos e há, ainda, o desafio da
quebra de patentes", comenta.
Segundo
Araújo, a complexidade do quadro tem feito com que
as empresas busquem profissionais que tenham visão
empreendedora e capacidade de olhar o negócio de
modo amplo. "Saber enxergar os impacto que as decisões
têm em toda essa cadeia é muito importante.
Outra coisa, o que está começando a despontar
é a necessidade dos executivos saber lidar com margens
cada vez mais reduzidas", afirma.
De qualquer forma, o setor parece continuar atraente. Por
causa da atual crise, a Hays no Brasil teve uma redução
de 20% no volume de recrutamentos. Porém, essa oscilação
negativa não foi suficiente para que a empresa adiasse
seus planos relacionados à divisão farmacêutica.
"Nós temos uma visão de médio
e longo prazo. Por isso, procuramos negócios sólidos
e consistentes. Vínhamos planejando esse divisão
há um ano já", conclui.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 11)(João
Paulo Freitas)
Transpetro
e Eisa fecham acordo para construção de 4
petroleiros
Valor Online
04/12/2008
RIO - A Transpetro,
subsidiária de logística e transporte da Petrobras,
assinou hoje contrato com o estaleiro fluminense Eisa
para a construção de quatro petroleiros Panamax,
previstos para a primeira fase do seu Programa de Modernização
e Expansão da Frota (Promef).
Os
navios fazem parte do lote arrematado pelo Consórcio
Rio Indústria Naval - formado por Sermetal
Estaleiro e por MPE, com parceria tecnológica da
Hyundai -, que desistiu da encomenda devido à falta
de acordo para o arrendamento da área do antigo Ishibrás,
no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro.
Além dos quatro Panamax que serão construídos
pelo Eisa, a Transpetro já havia fechado acordo no
dia 7 de novembro com o estaleiro pernambucano Atlântico
Sul, que ficou com os cinco petroleiros do tipo Aframax
que seriam construídos pelo Rio Indústria
Naval.
Os
novos contratos têm as bases de preços da proposta
vencedora na licitação, do Rio Indústria
Naval, que foi de US$ 517 milhões pelos cinco petroleiros
Aframax e de US$ 349 milhões pelos quatro Panamax.
Voltados para o transporte de óleo cru, os Aframax,
encomendados ao Atlântico Sul, têm capacidade
em torno de 110 mil toneladas de porte bruto (TPB), o equivalente
a 700 mil barris.
Os
Panamax têm cerca de 73 mil TPB, ou 550 mil barris.
No total, a primeira fase do Promef prevê investimentos
de US$ 2,5 bilhões na construção de
26 navios. A segunda fase do Promef - com previsão
para a construção de mais 23 navios - começou
em julho, com o envio dos editais para os estaleiros convidados.
Estão programados para a segunda fase sete navios
petroleiros: quatro Suezmax e três Aframax, além
de nove navios de produtos, cinco para transportar gás
liquefeito de petróleo e três para bunker (combustível
de embarcações).
(Rafael Rosas | Valor Online)
União
dará perdão a dívidas já perdoadas
de até R$ 10 mil
Valor Online
04/12/2008
BRASÍLIA - Perdão para o que já está
perdoado. Assim pode ser definida a regra que permite anistiar
1,6 milhão de empresas e 453 mil pessoas físicas
com dívidas de até R$ 10 mil com a União,
que em 31 de dezembro de 2007 estavam vencidas "há
cinco anos ou mais", conforme a Medida Provisória
(MP) 449, publicada hoje.
Questionado
sobre como a União vai perdoar dívidas que
já estariam anuladas, pela decorrência dos
cinco anos previstos legalmente para a prescrição,
o procurador-geral da Fazenda Nacional PGFN), Luis Inácio
Adams, esclareceu: na questão tributária,
a prescrição só ocorre quando o devedor
alega, ou seja, solicita uma declaração de
que sua dívida nada mais vale.
Segundo ele, a autoridade não poderia reconhecer
a prescrição, se não fosse induzida
pelo titular da dívida. E o processo se acumularia
na montanha da burocracia, indefinidamente. Agora, a MP
449 dá essa permissão, afirmou Adams, e, por
isso, serão eliminados 2,1 milhões de processos,
com renúncia fiscal em cerca de R$ 3,6 bilhões.
Também
por isso, o cancelamento dos débitos (vale para tributos
e taxas federais) será automático. O procurador
calcula que isso ocorrerá nos próximos 60
dias, quando o contribuinte poderá consultar sobre
sua situação pela internet.
A MP dá ainda incentivos para a renegociação
de débitos mais recentes com a União, no limite
de R$ 10 mil (se ultrapassar, basta pagar a diferença
e rolar no limite), até 31 de março de 2009.
Nas seguintes condições: à vista com
30% de redução de juros; 30 parcelas com desconto
de 60% sobre os juros, mas com multas; e em até 60
vezes, com redução de 40% nos juros.
O
procurador disse ainda que, em três ou quatro meses
poderá, contratar bancos oficiais como o Banco do
Brasil para usar suas agências e tecnologia na cobrança
"amigável" de débitos inscritos
na divida ativa de até R$ 10 mil. A medida depende
de regulamentação e da aprovação
do Tribunal de Contas da União para a tarifa mais
cara que a PGFN pagará.
"Será uma remuneração por resultado",
justificou Adams. Ele lembrou que o Executivo enviará
ao Congresso três projetos de lei e um de lei complementar
destinados a promover uma reformulação no
modelo de cobrança fiscal.
A
MP de hoje traz ainda a unificação das três
instâncias atuais do Conselho de Contribuintes, informou
o secretário-adjunto da Super Receita, Otacílio
Cartaxo, autor da idéia. "Vai eliminar duplicidades
de tarefas e custos operacionais, além de redução
de 25% a 30% no volume de processos", afirmou ele.
A reforma só ocorrerá em seis meses, completou.
Adams complementou que a MP 449 traz "questões
paralelas", como dar poderes à União
para adotar política de recuperação
de empresas do setor de indústria bélica.
Segundo ele, o único alvo é a Avibras, em
processo de recuperação judicial com um passivo
estimado em R$ 400 milhões, da qual a União
poderá tornar-se sócia.
Outra
medida "paralela", a autorização
para que o Tesouro repasse ao BNDES
R$ 5 bilhões de empréstimo de longo prazo
que tomará junto ao Banco Mundial, ficou fora da
MP porque as negociações não estão
concluídas. "É assunto para 2009",
disse o procurador.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)
Merril
Lynch prevê crescimento de 1,3% em 2009
InvestNews
05/12/2008
SÃO PAULO - O departamento de pesquisa do banco de
investimento norte-americano Merrill
Lynch produziu um relatório no qual avalia
a economia mundial. A instituição afirma que
a economia global está em recessão, com um
crescimento previsto de 1,3% para 2009, o menor nível
desde 1982. Entretanto, a entidade estima uma recuperação
para 3,1% em 2010.
De
acordo com o Merril Lynch, o bloco EMEA (sigla em inglês
para Europa, Oriente Médio e África) e a América
do Norte são os mais vulneráveis a crise financeira
mundial. Já o Japão, a Ásia emergente
e a América Latina são os menos vulneráveis.
Nos Estados Unidos, a instituição projeta
que a recessão se estenda até o final de 2009,
com recuperação somente em 2010. Segundo o
banco de investimentos, um aumento na taxa de poupança
pessoal vai exigir um massivo estímulo monetário
e fiscal para evitar a deflação, que a entidade
acredita que possa se tornar uma característica permanente
dessa economia.
O
Merrill Lynch prevê que o Japão pode evitar,
de forma limitada, a recessão por três razões.
Em primeiro lugar, o Japão depende da exportação
para Ásia mais do que para os Estados Unidos. Em
segundo lugar, os preços do petróleo mais
baixos poderão impulsionar o consumo pessoal. Além
disso, a combinação dos preços mais
baixos da commodity e um iene mais forte deverá agir
como um imposto indireto para a economia japonesa.
Já
na China, a entidade prevê que há grandes riscos
para o crescimento, a economia vai arrefecer, mas uma resposta
política agressiva limitará essa desaceleração.
No Brasil, os consumidores e as empresas enfrentarão
um ambiente de créditos mais caros ou escassos em
2009. De acordo com a instituição, essa situação
ocorrerá não somente pelo congelamento do
crédito em escala mundial, mas também em virtude
dos efeitos defasados da política monetária,
que deveria impactar especialmente no primeiro semestre
de 2009. O crédito mais apertado e o mercado de trabalho
menos favorável terá um efeito negativo na
demanda do consumidor. A instituição prevê
que o consumo pessoal vai desacelerar em mais de 300 pontos
base para 3,1%, ligeiramente acima do crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) global de 2,9%. (Micheli Rueda - InvestNews)
Tractebel
formaliza aquisição da Tupan
InvestNews
05/12/2008
SÃO PAULO - A Tractebel
Energia informou que foi formalizada hoje, por sua controlada
Gama Participações, a aquisição
da totalidade do capital social da Tupan Energia Elétrica.
A
Tupan detém autorização outorgada pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Rondonópolis,
com capacidade instalada de 26,6 MW, em operação
comercial desde dezembro de 2007, enquanto a Hidropower
detém autorização outorgada pela ANEEL
para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Engenheiro
José Gelazio da Rocha, com capacidade instalada de
23,7 MW, em operação comercial desde fevereiro
de 2007.
O valor da aquisição totaliza R$ 213.908.558,20,
montante a ser ajustado pela variação do capital
de giro e do endividamento da Tupan e da Hidropower entre
31 de dezembro de 2007 e a atual data. O endividamento líquido
dessas empresas alcançava R$ 110.062.807,78 em 31
de dezembro de 2007.
North
Bay procura oportunidades no Brasil
Gazeta Mercantil
05/12/2008
São
Paulo - A queda do valor dos ativos com a crise financeira
global tem atraído o interesse de novos investidores
estrangeiros para o mercado da América Latina.
Atuando
com serviços de consultoria financeira para transações
na América Latina, a
North Bay Equity Partners, procura oportunidades
de investimento no Brasil para seus clientes norte-americanos,
que incluem investidores de alta renda e family offices
(gestores de fortunas), investidores institucionais, e fundos
que atuam em private equity, como o Explorador Capital e
Greyhawk Capital Management.
A
expectativa, segundo Matthew Cole, sócio-gestor da
North Bay Equity Partners, é investir entre US$ 50
milhões e US$ 100 milhões em companhias que
atuam ou têm potencial para operar fora do País.
"A intenção é realizar um ou dois
investimentos por ano. Dependendo do tamanho da transação,
poderemos ultrapassar o montante previsto e investir em
parceria com outros investidores, seja fundos de private
equity internacionais ou locais", afirma.
O
foco são companhias médias ou subsidiárias
de multinacionais, que permitam adquirir posições
de controle do capital. "Com a crise, algumas empresas
multinacionais estão vendendo suas subsidiárias
nos mercados emergentes. E para nós, esses negócios
são muito interessantes, e mais fáceis de
fechar, uma vez que essas empresas não são
familiares", diz Cole.
Entre os setores mais atrativos, Cole destaca tecnologia,
telecomunicações, mídia, bens de consumo
e logística. "Os ativos estavam muito caros
nos últimos três anos e agora, com a retração
do mercado para as Ofertas Públicas Iniciais (IPOs)
e aumento do custo para as operações de dívida,
as condições para as aquisições
ficaram mais atrativas, tanto em preços como em ativos."
A
North Bay Equity Partners tem foco de atuação
no México, Brasil e mercados regionais. "Nesse
momento nosso maior interesse é no mercado brasileiro,
cuja economia é mais dinâmica que a do México,
fortemente atrelada ao Estados Unidos", diz Cole.
S.R.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág.
1)(São Paulo)
Discovery
lança canal de TV móvel gratuito
Valor Online
05/12/2008
SÃO PAULO - A Discovery
Networks, empresa especializada em produção
de conteúdo para mídia, anunciou hoje o lançamento
de um canal de TV móvel com transmissão gratuita
para os clientes. Segundo a companhia, este é o primeiro
serviço grátis de TV para aparelhos celulares
disponível na América Latina.
O acesso ao conteúdo não terá custo
para o usuário final por conta de uma parceria feita
com a montadora General Motors (GM), que bancará
o serviço em troca de exclusividade nos anúncios.
Dentro
do acordo, a empresa de mídia é a responsável
pela adaptação de conteúdo já
existente em outros países para celulares, enquanto
a montadora de automóveis fica encarregada da parte
financeira. "O canal é totalmente sustentado
pela GM, em troca, 100% da publicidade será deles",
afirma Fernando Medin, gerente-geral da Discovery no Brasil.
O canal, chamado de Planet Green, começou a funcionar
ontem para todos os clientes da operadora de telefonia Oi
que tiverem aparelhos compatíveis para exibição.
O aparelho não precisa ser um telefone inteligente
(smartphone), mas deve estar homologado para que a aplicação
de TV móvel funcione. "Atualmente temos 14 modelos
preparados para exibição deste conteúdo
e pretendemos expandir esse formato entre os nossos clientes,
inclusive, adaptando aparelhos mais simples", diz Gustavo
Alvim, gerente de serviços de valor agregado da Oi.
A
base de clientes da operadora conta com cerca de 22 milhões
de pessoas atualmente, porém, a companhia não
soube informar quantos consumidores tem os celulares que
permitem assistir ao novo canal. "Por enquanto a Oi
tem a exclusividade, ainda não estamos negociando
com outras operadoras", diz Medin.
O canal será formado por um loop - bloco de uma hora
de duração - com segmentos de cinco a dez
minutos de produções voltadas exclusivamente
ao meio-ambiente e sustentabilidade. As vinhetas e comerciais
da General Motors serão exibidas nos intervalos de
cada segmento. A programação será atualizada
a cada 15 dias e a transmissão será feita
através da plataforma streaming - forma de distribuir
informação multimídia numa rede através
de pacotes.
A
Discovery Networks já lançou outros canais
móveis, com conteúdo dos canais Discovery
e Discovery Kids, mas espera obter mais sucesso com o Planet
Green, uma vez que todo o conteúdo será gratuito.
"O modelo pago é muito limitado, pois depende
de clientes que queiram colocar a mão no bolso. Os
clientes da Oi já terão acesso automaticamente",
afirma Medin.
A companhia vem investindo com mais força na América
Latina e enxerga o Brasil como um dos principais mercados,
ao lado do México, segundo Medin. Em 2008, a Discovery
expandiu sua atuação no país através
da comercialização de seus websites e da abertura
de um departamento para desenvolvimento de produções
locais em São Paulo.
Com
isso, obtiveram um aumento de 28% na sua base de clientes,
enquanto a média de crescimento deste mercado é
de 15%. "O Discovery Kids é o canal mais distribuído
de TV paga no Brasil, temos 5 milhões de assinantes",
conta Medin. Já o número de assinantes cumulativo,
registrado em junho de 2008, gira em torno de 22 milhões.
(Manuela Rahal | Valor Econômico, para o Valor Online)
Tractebel
Energia formaliza compra de duas PCHs por R$ 213 milhões
Valor Online
05/12/2008
SÃO PAULO - A Tractebel
Energia informou que foi formalizada hoje a compra
de duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), conforme
havia sido anunciado em 9 de julho. Segundo a empresa, o
preço atualizado da aquisição será
de R$ 213,9 milhões. As empresas adquiridas ainda
apresentam dívida líquida de aproximadamente
R$ 110 milhões.
De
acordo com Fato Relevante enviado à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM), a Gama Participações,
controlada pela Tractebel, fechou a compra da Tupan Energia
Elétrica, empresa com sede em São Paulo, e
da Hidropower Energia, com sede no Estado do Mato Grosso.
A
Tupan detém autorização da Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Rondonópolis,
que tem capacidade instalada de 26,6 MW e está em
operação comercial desde dezembro de 2007.
A Hidropower explora a Pequena Central Hidrelétrica
Engenheiro José Gelazio da Rocha, que possui capacidade
instalada de 23,7 MW e opera comercialmente desde fevereiro
de 2007.
Ainda
de acordo com o comunicado, a totalidade de energia proveniente
das duas PCHs está contratada com a Eletrobrás,
através do Programa de Incentivo às Fontes
Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).