Sexta-feira, 05/12/2008
Ano VIII – edição 346



BNDES lança linha para ajudar pequena empresa
InvestNews
01/12/2008


SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou hoje uma linha de crédito para ajudar micro, pequenas e médias empresas a enfrentarem a crise econômica. O anúncio foi feito pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

A linha para capital de giro tem um valor total de R$ 6 bilhões e já deve estar disponível, a partir da próxima semana, na rede bancária. Os juros ao ano vão de 19,15%, para micro, pequenas e médias empresas, a 20,05% para as demais. O valor está bem abaixo do que é praticado no mercado, entre 35% a 45%, segundo Coutinho. O máximo que uma empresa poderá tomar emprestado é R$ 50 milhões - 20% da receita operacional bruta - e o prazo total para pagar o financiamento é de até 13 meses, com cinco meses de carência. Segundo o presidente do BNDES, o dinheiro deve ser liberado em até 15 dias, dependendo do histórico da empresa junto ao banco. 'O objetivo dessa linha é que ela tenha rápida liberação. Por ser de giro, não será eficaz se demandar três, quatro meses de análise', disse.

O prazo da linha de crédito se encerra em 30 de junho de 2009. 'Esperamos que, ao longo de sete meses, possamos auxiliar a suprir a deficiência de crédito às pequenas e médias empresas', disse Coutinho. A linha de crédito vai suprir a indústria, o comércio e o setor de serviços. Coutinho comentou ainda a decisão do Equador de realizar uma auditoria na dívida contraída com o banco. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho disse que ainda não se pode falar em "calote", pois até o momento o país pagou tudo o que deve ao Brasil. As informações são da Agência Brasil.

Governo gaúcho reduz ICMS do trigo para 2%
InvestNews
01/12/2008

SÃO PAULO - Os produtores gaúchos de trigo pagarão menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS) na comercialização do em grão com os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A alíquota para as transações, que era de 12%, foi reduzida para 2%, segundo anunciou hoje a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, em reunião do Conselho Político. O decreto será publicado no Diário Oficial do Estado de amanhã (2).

Em seu programa, Conversa com a Governadora, Yeda disse que "as políticas federais têm se mostrado insuficientes para capitalizar os produtores e as cooperativas rurais. E os produtores e as cooperativas ainda enfrentam o problema do armazenamento, eles precisam escoar essa safra de trigo para poder ter espaço para armazenar a próxima de verão". Na semana passada, lideranças da cadeia produtiva do trigo do Rio Grande do Sul e do Paraná se reuniram com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães, para reivindicar agilidade no credenciamento de mais armazéns próximos às regiões de maior produção e aumento do prêmio do Programa de Escoamento de Produção (PEP). Na ocasião, o deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou que do mesmo modo que estimulou o plantio de trigo, 'agora é o momento do governo apoiar a comercialização".

Hoje, o deputado disse à Agência Brasil, que o corte no ICMS vai aumentar competitividade dos triticultores do estado, que viam os concorrentes paranaenses já com a alíquota reduzida. 'Vai ajudar porque os produtores têm encontrado dificuldades para comercializar o trigo tanto no estado quanto fora. Com a exportação do trigo pagando 12% de ICMS, perde-se a competitividade. Se estivéssemos vendendo a R$ 28,00 que é o preço mínimo, e o produtor tendo que pagar mais 10%, então ele recebe menos de R$ 26,00.

Dessa forma [com a redução] aumenta a competitividade', explicou. Segundo o diretor da Receita Estadual, Júlio César Grazziotin, a alíquota do ICMS cobrado nas operações com os três estados da região Sudeste foi reduzida porque eles também diminuíram o imposto na importação de trigo e isentaram de cobrança as transações feitas com farinha e derivados. Grazziotin informou que a medida vale até março do próximo ano. Na última safra, os gaúchos produziram 1,53 milhão de toneladas de trigo, cerca de 40% da produção nacional, calculada em 3,82 milhões de toneladas. O maior produtor foi o estado do Paraná, com 1,85 milhão de toneladas (48,4%).

O coordenador da Comissão do Trigo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, disse, em nota, que o preço do trigo deve melhorar a partir de agora, aumentando as vendas, que estavam paradas. Segundo ele, a redução do ICMS pode fazer com que a exportação ultrapasse as 800 mil toneladas do grão, o que equilibraria oferta e demanda do produto. 'Mesmo que a medida seja válida por 120 dias, será possível vender boa parte da safra, melhorando o preço ao produtor', diz a nota.

Bancos oficiais avançam na oferta de crédito
Gazeta Mercantil
01/12/2008


São Paulo - Com a elevação do custo dos financiamentos e a retração nas linhas internacionais, os bancos públicos estão aumentando a participação no mercado de crédito. Dessa forma, ampliam sua exposição ao risco, ou seja, à possibilidade de atraso nos pagamentos. Conforme dados do Banco Central, o estoque de operações de crédito do sistema financeiro público cresceu 5,2% no mês de outubro - mais que a média do setor, 2,9% -, saltando dos R$ 394 bilhões registrados ao final de setembro para R$ 414 bilhões no mês seguinte.

Essa elevação é inversamente proporcional à oferta de crédito externo, que atinge até mesmo grandes empresas, como a Petrobras, que obteve empréstimo de R$ 2 bilhões com a Caixa Econômica Federal.

O total repassado nas linhas de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) caiu 20,25%, com volume de US$ 3,695 bilhões em outubro. "As empresas estão conseguindo acessar as linhas de ACC, porém a um custo mais alto, com aumento de 200 a 400 pontos básicos", afirma Alex Carpenter, da Moody's.

Plataforma P-53 entra em operação, informa Petrobras
Valor Online
01/12/2008

SÃO PAULO - A Petrobras informou hoje que a plataforma P-53 começou a operar ontem, dia 30 de novembro. Esta é a primeira unidade de produção instalada no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos.

A P-53 tem capacidade para produzir até 180 mil barris por dia de óleo do tipo pesado, de 20 graus API, e enviar para terra até 6 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. De acordo com a Petrobras, a unidade atingirá o pico de produção no primeiro semestre de 2010.


Com a compra da Vanzin, a Tuper parte para faturar mais de R$ 1 bi
Gazeta Mercantil
01/12/2008

Florianópolis - A Tuper, de São Bento do Sul (SC), espera que com a sinergia gerada após a aquisição da Vanzin, de Xanxerê (SC), para a produção de sistemas de exaustão, o faturamento supere R$ 1 bilhão em 2009. Entre este ano e meados de 2010 está investindo R$ 60 milhões em modernização e aumento de produção. Parte do recurso será absorvido por nova e moderna linha de galvanização de tubos de condução e eletrodutos. "Vamos ser a terceira empresa, a partir de setembro de 2009, a colocar estes produtos no mercado", diz o presidente da Tuper, Frank Bollmann.

Será a entrada da companhia num novo segmento, como o petrolífero. Bollmann diz que a diferença para tubos de aço comum é que os galvanizados levam camada adicional de zinco e não podem ser substituídos pelos de plástico. "São tubos que conduzem fluidos, gases e produtos químicos".

Parte do investimento será financiado com recursos próprios e parte por bancos, inclusive de fora do Brasil, como os alemães, com quem a Tuper possui estreita relação. A companhia, fundada em 1972 é familiar e de capital nacional e em 2000 firmou joint venture com a Eberspächer, fornecedora na Alemanha de escapamentos para a BMW, Audi e Mercedes-Benz, para a Renault na França e a Chrysler nos EUA, entre outros. A unidade da Eberspächer Tuper, de São Bento do Sul, é responsável hoje por 46% do mercado brasileiro de exaustão para veículos novos pesados, e produz peças para veículos de passeio.

É da Alemanha também que vem o know-how da Tuper. Até 2012, as fabricantes brasileiras de sistemas de exaustão são obrigadas a adequarem-se na norma brasileira Proconve, no estágio P6, equivalente ao Euro 6 europeu. "Significa que precisamos reduzir cada vez mais as emissões de resíduos químicos nocivos à saúde", afirma Bollmann.

No Brasil, os sistemas de exaustão e os catalisadores da Eberspächer Tuper equipam os carros novos. A empresa fornece para a Renault, em Curitiba (PR), que exporta para a Argentina, Colômbia, Venezuela; e na linha pesada para a Volkswagen Caminhões, Mercedes-Benz e Ford.

No mercado de reposição, a Tuper atua com a marca Sicap. O empresário diz que com a compra da Vanzin, a Tuper terá 38% deste segmento no Brasil. "Vamos aumentar em 25% o número de clientes, chegando a 12 mil", afirma. Segundo ele, com a Vanzin, a cobertura geográfica ficou melhor. Bollmann diz que o mercado de carros novos está com problemas, devido à crise financeira internacional, mas o setor de reposição é bom no momento. "O sujeito que ia trocar seu carro vai consertar o seu usado." A unidade Sicap Escapamentos e Acessórios representa 11% do faturamento global da companhia que vai fechar em R$ 770 milhões em 2007.

A Tuper consome e produz 15 mil a 16 mil toneladas de aço por mês. Bollmann diz que a queda de preços da matéria-prima não foi ainda sentida e espera que isso ocorra em breve. A empresa venceu a disputa de um grande projeto da General Motors para linha de automóveis da montadora que será lançada em 2011.

A Tuper tem também a unidade de componentes especiais que faz peças para indústria automotiva. "Esta unidade é a que mais sentiu a crise e está sofrendo com a retração dos pedidos das montadoras. Mas temos o cuidado de buscar novos segmentos e não colocar todos os ovos na mesma cesta", afirma. Além de veículos, esta unidade atende o setor sucroalcooleiro e de máquinas agrícolas.

Aliás, diversificação de produtos é o forte da Tuper. Faz também telhas metálicas para coberturas e inúmeras aplicações na construção civil. Esta área responde por 17% da receita. A recém adquirida Vanzin, além dos escapamentos, tem fábrica de utensílios de plásticos em Curitiba, a Vanfix Plásticos. "Ficamos bobos ao ver o portfólio da Vanzin em Curitiba. Eles fazem copos, taças, canecos, baldes, bacias, nada a ver com a indústria automotiva", diz.(Gazeta Mercantil-(Juliana Wilke)


Boas oportunidades continuam abertas
Gazeta Mercantil
01/12/2008

São Paulo - A crise, definitivamente, ainda não atingiu o mercado de trabalho brasileiro. Os dados mais recentes revelam que a taxa de desemprego caiu de setembro para outubro, atingindo o menor patamar para esse mês desde 1998. E, ao que tudo indica, a turbulência financeira global tampouco afetou as vagas destinadas ao alto escalão empresarial. Diversas empresas e consultorias afirmam que o nível de contratação, que bateu recordes até agosto, continua elevado, sem dar sinal de desaquecimento repentino.

"As empresas estão olhando para o curto prazo, mas também para o longo. Elas estão atentas à turbulência, mas não temos visto cancelamento de investimentos", diz Karin Parodi, sócia-diretora da consultoria Career Center. A realidade é que diversos setores continuam atraentes para os gestores. São áreas que mantiveram um bom nível de atividade e que, por isso, precisam de profissionais capacitados para gerenciar suas operações.

No setor de tecnologia da informação (TI), por exemplo, continua acirrada a disputa por profissionais. Basta ver o caso do atual diretor de educação à distância (EAD) da Veris Educacional, Carlos Longo, que até outubro era vice-presidente da Whitney, companhia-norte-americana que desenvolve modelos de EAD. O executivo foi o responsável por todo o projeto de educação à distância da empresa para a América Latina e Ásia.

"O que vamos fazer na Veris é definir quais serão as tecnologias usadas de acordo com o público que temos", explica. A empresa, mantenedora de instituições de ensino como Ibmec e IBTA, está de olho no crescente número de estudantes de graduação que utilizam o ensino à distância. Segundo Longo, faltam no mercado executivos que conheçam tecnologia em profundidade e ao mesmo tempo saibam aplicá-la ao negócio. "Quem é puro administrador precisa adquirir conhecimento na gestão de projetos e sistema. O gestor, hoje, tem que aprender um pouco sobre TI. Isso é mandatário", afirma.

De acordo com o diretor da filial São Paulo da consultoria de recrutamento Robert Half, Fernando Mantovani, as empresas estão cada vez maiores e, por isso, buscam instalar sistemas integrados de gestão empresarial, mais conhecidos pela sigla ERP. "Isso tem gerado uma demanda grande por profissionais, sem contar a importância da internet. Todas as companhias têm, hoje, sites e processos eletrônicos que utilizam a rede", destaca. Já Karin, da Career Center, acrescenta que a área ainda está concentrada no Estado de São Paulo.

Outro setor de destaque para os gestores de alto nível é o petrolífero. De acordo com Mantovani, há empresas internacionais aportando no País de olho nos novos campos que estão sendo descobertos. "O setor de óleo e gás tem demandado grande quantidade de profissionais, muito além do que se imaginava", diz. Os recursos naturais brasileiros também têm impulsionado carreiras até pouco tempo consideradas menos promissoras pelo mercado. Este é o caso da profissão de geólogo. Eles estão sendo literalmente disputados por companhias de mineração e siderurgia.

"Os segmentos de energia são muito promissores. Tanto o de derivados de petróleo quando o de energia renováveis", garante Fábio Pereira , diretor da Michael Page, empresa de recrutamento de executivos para média e alta gerência. Segundo Karin, as áreas ligadas ao meio ambiente estão crescendo muito, o que impulsiona a produção de combustíveis menos poluentes.

O coro é reforçado por Mantovani, que também garante que o setor de biocombustíveis está se tornando atrativo para os gestores. "Basta ver a profissionalização das usinas [de álcool] e o crescimento das empresa do setor, que tornaram o negócio altamente rentável. O Brasil cada vez mais é visto como um exportador de biocombustível", observa.

Porém, o consultor da Robert Half faz uma ressalva: o segmento está sendo afetado pelo crise de crédito internacional. Mas, mesmo assim, deverá viver uma nova onda de fusões e continuar em acelerado ritmo de profissionalização. Vale acrescentar que a defesa do meio ambiente e o crescimento da economia também impulsionou a carreira de engenheiro florestal.

O setor de construção é outro que tem apresentado boas oportunidades profissionais. "O Brasil tem um grande déficit nessa área, tanto de residências quando de infra-estrutura. Esses dois segmentos estão se desenvolvendo bastante e, por isso, demandando gestores", sustenta Pereira.

E mesmo com a crise, as empresas ligadas ao mercado financeiro continuam sendo boas opções de carreira, afirmam os especialistas. Para Mantovani os bancos nacionais tem crescido muito, principalmente devido à expansão do mercado de crédito. "Claro que as últimas semanas não foram as melhores para o setor, mas muitas instituições internacionais vieram e ainda virão para o País", diz.

Sem revelar nomes, ele conta que duas empresas estrangeiras do ramo, que tinham a intenção de realizar contratações no Brasil, resolveram adiar seus planos. Para ele, a situação indica cautela, não cortes. O que a crise tem provocado é uma maior demanda por profissionais que atuem na área de risco de mercado. "Eles estão sendo e serão demandados nos próximos meses", completa.

(Gazeta Mercantil - João Paulo Freitas)

Caixa supera R$ 20 bi em financiamentos
InvestNews
02/12/2008

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal superou as expectativas de crescimento e bateu novo recorde em financiamento habitacional. Até 28 de novembro foram assinados 446 mil contratos no valor de R$ 20,4 bilhões, que representa um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco alcançou R$ 12,7 bilhões. A expectativa é aplicar R$ 22,8 bilhões até o final deste ano e chegar atingir 500 mil financiamentos. Para 2009, a meta é superar os valores deste ano, mantendo as condições de financiamento (prazos e taxas de juros).

Em 2008, foram assinados 1.924 contratos em média, por dia, o que corresponde a cerca de R$ 88 milhões. Se considerada a performance apenas do segundo semestre de 2008, a média sobe para 2.466 contratos por dia, no montante de R$ 107 milhões. Em 2007, de janeiro a novembro, a média diária de financiamentos foi de R$ 56 milhões. Este ano, os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança (SBPE) já superaram R$ 9,3 bilhões, contra a meta de R$ 9,2 bilhões, ou seja, crescimento da ordem de 76% em relação aos R$ 5,2 bilhões de 2007. O novo desafio é superar R$ 10 bilhões até 31/12/08. Já na linha de financiamento que utiliza recursos do FGTS, a CAIXA bateu R$ 10,2 bilhões, o que representa um crescimento de 60% em relação com o mesmo período de 2007. A perspectiva é que a CAIXA atinja a marca de R$ 11,7 bilhões até o final deste ano.

Para o vice-presidente de Governo da CAIXA, Jorge Hereda, esse recorde se deve principalmente à prática do banco de oferecer as melhores condições de mercado para os seus clientes, principalmente com relação à taxa de juros, quota e prazos de financiamentos. 'A CAIXA cumpre o seu papel de banco público, priorizando o desenvolvimento econômico e social do país, atuando para a redução do déficit habitacional brasileiro', destaca.

Golden Cross quer ir às compras
Gazeta Mercantil
02/12/2008

Rio de Janeiro - Depois de oito anos administrando uma crise de imagem sem precedentes, de vivenciar o esvaziamento da base de clientes e contabilizar um prejuízo operacional superior a 10% de sua receita, a Golden Cross ressurge das cinzas e comemora várias vitórias em 2008. Entre elas, estão a ampliação de sua base em 250 mil novos planos - o que representa uma taxa de crescimento acima de 45% no ano - e o seu reconhecimento junto aos clientes.

Pesquisas internas dão conta de um índice de satisfação entre seus atendidos de 8,2 (numa escala de zero a dez). Mais: do ponto de vista financeiro, a Golden Cross demonstra ter fôlego para ir às compras. A empresa dispõe em caixa de R$ 240 milhões, reservados para a aquisição de carteiras de planos concorrentes no próximo ano. O valor é 20% do faturamento anual previsto para 2008, de R$ 1,2 bilhão, que representa um aumento de cerca de 9% sobre a receita do ano anterior. O crescimento é modesto, mas está em linha com a estratégia da empresa para este ano, de crescer em número de beneficiários, especialmente da classe C, com produtos entre 20% a 30% mais baratos que os comercializados anteriormente.

"Queremos chegar ao final de 2009 com mais de um milhão de associados", afirma João Carlos Regado, presidente da empresa. O executivo, um médico urologista e cirurgião-geral, informa que a meta implica em mais de 30% de crescimento sobre a base de associados do plano em setembro último, quando abrangia 772 mil vidas.

O objetivo de 2009 é alcançável, garante o profissional da saúde. Ele fala com segurança, afinal foi o responsável pela transformação da empresa fundada há 37 anos, pela família Soldani Afonso. Ao assumi-la, no início de 2000, restavam apenas 476 mil associados na carteira. Regado enfrentou a saída do antigo sócio, a Cigna, e também um índice de sinistralidade de 90%. Em outras palavras, os gastos no atendimento ao cliente equivaliam a 90% dos recursos pagos pelos associados. Os 10% restantes deveriam cobrir os gastos com a administração do negócio e com tributos. "Estávamos completamente fora da média de mercado, de 75% de sinistralidade", lembra o médico. Um quadro geral que resultava em prejuízo de 10% das receitas correntes.

Regado procurou estancar a hemorragia financeira extirpando parte das despesas administrativas. Em 2000, elas somavam 19% da receita, quando o índice ideal entre os planos de saúde é de 11%. "Tínhamos uma rede de 55 filiais em todo o País, basicamente para receber faturas, emitir segundas vias de boletos e repassar algumas informações. Ou seja, em nada se relacionavam com o cerne da operação, que é o atendimento médico propriamente dito", lembra. Assim, 45 unidades da rede inicial foram fechadas e a alternativa encontrada - atendimento administrativo via agências bancárias - pode ser multiplicado. A Golden Cross procurou o Banco Real, que passou a atender os associados em todo o País. "Também investimos em internet. Reorientamos nossos clientes para buscar alguns serviços via web", explica. Entre eles, informações sobre médicos, hospitais, laboratórios e emissão de segundas vias.

Regado investiu, ainda, R$ 50 milhões em tecnologia da informação para criar um call center. Hoje, passados oito anos, a empresa conta com 150 posições de atendimento, as quais serão acrescidas de mais 35 até o final do ano. A Golden Cross adotou, também, um sistema de carteiras com tarja magnética que agiliza o atendimento na ponta, em hospitais e laboratórios. "Os cartões são lidos e o cliente digita a senha. Em tempo real, nossos servidores na central garantem ao associado a autorização para internações ou exames, sem sequer passar pelo call center", conta o executivo. A medida desburocratizou processos e garantiu resposta imediata aos associados.

Outro tratamento prescrito por Regado foi a renegociação de contratos, tanto com clientes, quanto com a rede de hospitais e laboratórios. "Era preciso arrumar a casa e rever os valores", diz. A meta era dar condições ao cliente de ter acesso a tudo o que precisasse. "Mas nada além disso", resumiu. Porém, o aumento de preços de alguns contratos e o cancelamento de planos de saúde ampliaram a debandada de associados, que chegou a 370 mil em 2002.

Para os hospitais e os laboratórios, a empresa buscou oferecer preços fixos para procedimentos, partos e cirurgias, o que poderia garantir uma previsibilidade de receitas - acabando com boa parte do trâmite de papelada a cada internação.

Também os corretores de seguros foram reconquistados. "Com a crise, ficamos praticamente sem esse canal", admite o executivo. A contratação de Cláudio Brabo, ex-executivo do Bradesco Saúde, pôs início um plano de estruturação da corretagem - considerado fundamental para devolver a rentabilidade à operação. A reconquista da base teve início, ano a ano, após 2002.

Atualmente, os valores gastos em marketing de relacionamento com clientes, corretores e canais de atendimento à rede de credenciados está em 2,5% do faturamento. Em 2009, o foco de atuação da empresa são dez capitais brasileiras. "É onde mais estamos crescendo", explica. A Golden Cross busca, também, parcerias com hospitais de qualidade, a exemplo da rede D'Or, que possui onze unidades somente no Rio de Janeiro. O sistema de trabalho entre as partes estabelece um protocolo de atendimento e auditorias formadas por médicos especialistas da Golden Cross negociam continuamente com a rede credenciada procedimentos, acordados a quatro mãos. "Há ainda muito a ser feito", reconhece o presidente da empresa, que prescreve: "Quero oferecer um produto top, a um preço barato e responsável." (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Ana Cecília Americano)


Siemens apresenta crescimento recorde no país
InvestNews
02/12/2008

SÃO PAULO, - Ao atingir 33% em aumento de faturamento, a Siemens no Brasil atinge uma das maiores taxas de crescimento já registrado nos últimos anos e supera seus pares na Rússia, China e Índia (BRIC), que apresentaram expansão de 25%, 18% e 12% respectivamente.

Encerrado em 30 de setembro, o balanço fiscal referente ao período 2007/2008 mostra um faturamento líquido de R$ 4,6 bilhões ante R$ 3,5 bilhões do ano anterior.

Os números deste ano refletem o novo portfólio da empresa organizado desde janeiro nos setores de energia, indústria e cuidados com a saúde. Quanto ao lucro líquido, de acordo com Ricardo Argeble, diretor de administração em finanças da Siemens, sem abrir o resultado, ele garante que ficou em proporção com o faturamento, algo em torno de 30%. O mesmo vale para receita líquida da empresa.

O desempenho da Siemens no Brasil durante o último ano fiscal teve como origem principalmente os mercados de geração de energia, automação industrial, drives, iluminação, papel e celulose, óleo e gás, mineração, siderurgia, transportes e saúde.

Em 2008, duas novas fábricas foram inauguradas no complexo fabril de Jundiaí (SP). Também foi iniciado o processo de transferência de tecnologia para produzir transformadores de corrente contínua em alta tensão localmente e foi inaugurada nova unidade industrial para fabricação de reguladores de tensão. Novas expansões estão previstas para 2009, como afirma o presidente do grupo no Brasil, Adilson Primo, como por exemplo, a expansão de 50% da capacidade de turbinas industriais para o segmento de mineração e siderurgia.

O presidente informou ainda que o investimento para o próximo ano se confirma em torno de R$ 120 milhões, o mesmo valor aplicado em 2008. (Ciça Ferraz - InvestNews)


Telemig incorpora subsidiária da Vivo
InvestNews
03/12/2008

SÃO PAULO - As Administrações da Telemig Celular Participações e da Vivo Participações encaminharam à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) uma operação de reestruturação societária referente à incorporação da TCO IP, subsidiária integral da Vivo Part., pela Telemig Part. De acordo com documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Vivo Part. foi a original adquirente do controle da Telemig Part. e indiretamente, de sua controlada Telemig Celular e a TCO IP foi a ofertante na oferta pública voluntária de aquisição de ações preferenciais e na oferta pública para aquisição de ações ordinárias. Atualmente, a TCO IP é, também, a detentora das ações de controle da Telemig Part. adquiridas pela Vivo Part., concentrando as participações acionárias nas Companhias.

A Telemig Part. incorporará a TCO IP, que será extinta, sendo suas ações canceladas e, em contrapartida, a sua única acionista, Vivo Part., receberá ações ordinárias e preferenciais das Companhias, nas mesmas quantidades e espécies das detidas atualmente pela TCO IP. A operação pretendida não acarretará aumento de capital da Telemig Part., uma vez que a TCO IP já tem registrado em seu patrimônio líquido o valor das ações da Telemig Part. "Ainda, sendo a incorporada TCO IP uma subsidiária integral da Vivo Part., não há que se falar em relação de substituição de ações de acionistas não controladores da incorporada por ações da incorporadora", diz o documento.


Iveco lança Tector e prepara ônibus
Gazeta Mercantil
03/12/2008

A Iveco escolheu o navio Gran-de Mistral e um cruzeiro entre Santos (SP), Angra dos Reis e Búzios (RJ) para apresentar a jornalistas, concessionários, clientes e fornecedores de toda a América Latina, num total de mil pessoas, o mais novo semipesado da marca italiana, o Tector.

"Decidimos lançar o Tector em meio à crise internacional para superar desafios e nos preparar para quando o mercado de caminhões voltar a crescer", disse o presidente da Iveco América Latina, o italiano Marco Mazzu. "O Tector vai participar do segmento 'premium', que tem maior conteúdo tecnológico, mais conforto, requinte e sofisticação, e representa 40% do mercado brasileiro de semipesados", informou Mazzu. Os preços de produtos "premium" são entre 15% e 20% mais caros do que os respectivos produtos de entrada.

Segundo Renato Mastrobuono, diretor de desenvolvimento de produto da Iveco, a montadora mantém planos ambiciosos para a América Latina. Depois de lançar os modelos Daily, Stralis, Trakker e agora o Tector, em pouco mais de 12 meses, a companhia mantém a meta de lançar dois novos produtos a cada ano. Mastrobuono disse que em 2009 a Iveco vai ampliar a linha de caminhões e, em 2010, entrar no segmento de transporte de passageiros. Segundo Mastrobuono, com a ajuda de 100 engenheiros e 140 técnicos do Centro de Desenvolvimento de Produto da Iveco, em Sete Lagoas, "queremos ter, em 2011, a maior linha de caminhões do Brasil."

Modelo adaptado

Baseado na mais recente versão do Iveco EuroCargo, lançada em maio na Europa, o Tector consumiu 15 meses de desenvolvimento e 30 mil horas e 1 milhão de quilômetros rodados no Brasil e na argentina, informou Luciano Cafoure, gerente de plataforma de médios e pesados da Iveco América Latina. Segundo ele, "foram tantas as mudanças para atender os clientes latinos que decidimos mudar o nome do veículo."

Para ser lançado na América Latina, o modelo foi totalmente adequado para as condições de uso e rodagem da região, em trabalho desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento de Produto da Iveco, em Sete Lagoas. "Além de levar em conta o clima, a topografia e a infra-estrutura da região, ouvimos clientes e realizamos intervenções para atender sugestões e pedidos que recolhemos", informa Mastrobuono.

Com nova cabine, novo interior e novo painel com computador de bordo, o Tector é equipado com motor de 250 cavalos, com ganho de 5% de potência e 17% de torque, além de ser 4% mais econômico que a versão anterior.

Já homologado para utilizar o B5, o Tector será oferecido como cavalo-mecânico e plataforma, nas versões 4x2, 6x2 e 6x4, esta última uma novidade nas linhas Iveco. Adicionando-se combinações de duas cabines (curta e leito) e quatro diferentes opções de entre eixos, e três caixas de câmbio, haverá um total de 14 versões para Brasil.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Edson Álvares da Costa - Viajou a convite da Iveco)

China volta a importar carne de frango brasileira, diz Agricultura
Valor Online
03/12/2008

BRASÍLIA - Depois de uma demora de dois anos, a China finalmente autorizou a retomada de importações diretas de carne de frango "in natura" do Brasil, e está concluindo a compra de suínos, até agora realizada por empresas chinesas via Hong Kong. De acordo com o Ministério da Agricultura, as negociações sobre a exportação imediata de frango brasileiro foram fechadas esta semana em Pequim.

Os chineses comprarão de 24 abatedouros localizados em oito estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Essas plantas foram escolhidas em 2006, mas a China iniciou as compras de apenas duas, suspendendo em seguida sob alegações burocráticas.

Para o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a retomada do comércio "é significativa para o país, devido à capacidade de consumo do mercado chinês". O país asiático é um dos maiores consumidores de commodities brasileiras, lembrou o ministro, em nota divulgada por sua assessoria.

Enquanto a importação chinesa de frango deve ser retomada a partir de agora, a carne suína ainda depende de conclusão de trâmites burocráticos das informações colhidas por missão do país em outubro, quando o serviço brasileiro de inspeção de suínos foi avaliado, informou o Ministério da Agricultura.

BB e Caixa poderão negociar dívida de contribuinte
InvestNews
04/12/2008


SÃO PAULO - O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal poderão negociar as dívidas com o governo federal antes de o contribuinte ter o nome incluído no Serasa e ter o acesso ao crédito bloqueado. A novidade consta da medida provisória que perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a União, mas ainda precisa ser regulamentada antes de entrar em vigor. Segundo o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, a parceria com as instituições oficiais deve entrar em vigor em quatro meses.

Pela proposta, os créditos de até R$ 10 mil inscritos na dívida ativa serão inicialmente cobrados pelos bancos públicos, com flexibilidade no prazo de pagamento. Somente na falta de acordo, o contribuinte passará a ter o nome sujo. Para Adams, a parceria com o Banco do Brasil e a Caixa facilitará a recuperação das dívidas. 'Ao transformar os bancos oficiais em agentes solidários de cobrança, o governo usa o alcance dessas instituições para ter acesso aos pequenos contribuintes espalhados pelo país, além de oferecer mais um canal de negociação', destacou.

Ao contrário do que o governo tinha anunciado, a medida provisória não trouxe a regulamentação do uso dos R$ 5 bilhões emprestados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo Banco Mundial. 'O Ministério da Fazenda não viu necessidade de encaminhar o assunto neste momento. A regulamentação deve ficar para o próximo ano', disse Adams. A medida provisória traz instrumentos para a simplificação da cobrança da dívida ativa.

O governo tem 180 dias para unificar os conselhos de contribuintes, órgãos vinculados à Receita Federal que julgam recursos de devedores. Pela proposta, os três conselhos de contribuintes e a Câmara Superior de Recursos Fiscais dariam origem ao Conselho Administrativos de Recursos Fiscais. O secretário adjunto da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirma que a unificação reduzirá os custos na cobrança da dívida ao diminuir o número de instâncias de julgamento e acabar com a divergência de decisões entre os diversos conselhos. 'Calculamos que haverá um desbaste [redução] de 30% no estoque de processos', declarou. Ainda neste mês, explicou o procurador-geral da Fazenda Nacional, o governo enviará ao Congresso, três projetos de lei e um projeto de lei complementar para alterar a legislação tributária e facilitar a recuperação de créditos pela União.

Atualmente, a cobrança da dívida ativa só pode ser feita pela Justiça, o que, segundo Adams, tem abarrotado os tribunais: 'Existem três milhões de processos tributários apenas na Justiça Federal'. Caso os parlamentares aprovem os projetos, o Poder Executivo terá mais autonomia para cobrar as dívidas, responsabilizando-se pelos atos administrativos anteriores à execução dos débitos, como penhora e notificação do contribuinte. Outra idéia é a autorização para que a Receita Federal e a Advocacia-Geral da União possam fazer acordos com contribuintes antes de os processos correrem na Justiça.

O governo também pretende elaborar um cadastro nacional, em parceria com estados e municípios, para facilitar a localização dos bens dos contribuintes. Outro projeto de lei permitirá ao devedor oferecer de bens como garantia antes do processo judicial. As informações são da Agência Brasil

Invest Tur fecha parceria com Starwood Hotels
InvestNews
04/12/2008


SÃO PAULO - A Invest Tur Brasil Desenvolvimento Imobiliário Turístico celebrou contrato de serviços de operação hoteleira com o grupo internacional Starwood Hotels & Resorts Worldwide, Inc. para o Projeto São Paulo Fair. O Projeto prevê o desenvolvimento de duas torres, ambas sob a bandeira W, sendo a primeira um hotel para turismo de negócios destinado para viajantes internacionais e nacionais com exigências e características dos internacionais, enquanto a segunda torre será constituída por apartamentos que serão vendidos como residências.

Os apartamentos serão comercializados sob a marca 'W', sob licença da Starwood ou suas afiliadas, e desfrutarão de serviços oferecidos pelo hotel. Haverá um empreendimento comercial vizinho ao Projeto que será desenvolvido por terceiros, sendo que ambos serão interligados através de um boulevard central. A área do São Paulo Fair, originalmente composta por 4,2 mil m2, possui atualmente cerca de 7,2 mil m2, em função da compra de áreas complementares para seu desenvolvimento. O projeto final foi definido de forma a contemplar 143 quartos de hotel e 68 apartamentos residenciais.

Dessa forma, os valores de investimentos e vendas (VGV) anunciados na data de sua aquisição foram alterados, passando de R$ 106 para R$ 122 milhões, e de R$ 115 para R$ 111 milhões, respectivamente, sendo que a rentabilidade esperada está em linha com as taxas médias de retorno (TIR) descritas no Prospecto de Oferta Publica Inicial da Companhia.

Brasilprev arrecada R$ 3 bilhões até outubro
InvestNews
04/12/2008


SÃO PAULO - A Brasilprev Seguros e Previdência S.A. encerrou os 10 primeiros meses do ano com arrecadação total de R$ 3 bilhões. A marca representa crescimento de 18,6% em relação ao registrado entre janeiro e outubro de 2007. Destaque para os planos da modalidade Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que cresceram 29,4%, com arrecadação de R$ 1,7 bilhão. Já a arrecadação do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) totalizou R$ 909 milhões, um crescimento de 16,4% frente ao mesmo período de 2007. De acordo com o presidente da Brasilprev, Tarcísio Godoy, o resultado demonstra a solidez da empresa que, em 2008, completou 15 anos de fundação. 'A Brasilprev é uma empresa madura, que tem a marca da inovação.

Isto, aliado aos produtos e serviços diferenciados da companhia e à valiosa rede de distribuição do Banco do Brasil, possibilitam os resultados robustos que temos obtido', diz o executivo. Há, ainda, dois outros destaques nos resultados da Brasilprev. O primeiro é que a empresa encerrará 2008 com mais de R$ 20 bilhões em ativos sob gestão. O valor é cerca de 25% maior que o registrado ao final de 2007. O segundo destaque é o índice de resgates dos planos da companhia, que é de 8,4% - o menor e, portanto, melhor indicador de todo o mercado, que apresenta índice médio de 15%. Este percentual refere-se ao valor do resgate sobre a reserva média nos planos PGBL e VGBL.

Com o objetivo de garantir o crescimento consistente e sustentável de sua operação, a Brasilprev utiliza como principal indicador o índice de captação líquida, ou seja, a diferença entre tudo o que ela arrecada menos todos os resgates que são realizados. No período de 12 meses acumulado de outubro de 2007 a setembro de 2008, a Brasilprev apresentou crescimento superior a 56% nesse indicador. Esse resultado reforça a consistência da estratégia adotada pela companhia, que engloba desde a venda consultiva até a rentabilidade de seus fundos e qualidade de seus serviços, garantindo, assim, a viabilização dos projetos de vida de seus clientes.

Cartão de crédito resiste à crise e deve faturar R$ 26 bi neste mês
Gazeta Mercantil
04/12/2008


São Paulo - A crise desencadeada pelas hipotecas subprimes, com retração na liquidez global e no crescimento do PIB, ainda não chegou ao setor de cartões de crédito no Brasil. Essa indústria segue em forte expansão - acima de 20% ao ano desde 2004 - e deve registrar o melhor Natal da história. Só em dezembro, o faturamento com cartões de crédito deve atingir R$ 25,8 bilhões, um incremento de 20% sobre igual período de 2007. Os dados fazem parte dos Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, produzido pela Itaucard, a área de cartões de crédito do banco Itaú.

"Essa indústria segue se beneficiando da substituição dos meios tradicionais de pagamento, como cheque e dinheiro, pelo cartão, por isso mantém os níveis de crescimento", comenta Fernando Teles, diretor de cartões do Itaú. "Outros dois fatores importantes são o avanço da rede de aceitação dos cartões e a forte venda dos plásticos pelos bancos", diz Teles.
Dados da Itaucard mostram que, por conta do Natal, o faturamento do setor em dezembro é bem superior ao registrado nos demais meses do ano. Entre janeiro e novembro, o faturamento médio mensal com cartão foi de R$ 18 bilhões, contra os R$ 25,8 bilhões estimados para dezembro, ou seja, um aumento de 43,4%. A crise de confiança global ainda não chegou ao setor de cartões de crédito.

"Em um primeiro momento, o efeito pode até ser o contrário, ou seja, o consumidor concentrar mais do seu gasto no cartão para ganhar prazo, adequando seu fluxo de caixa à nova realidade", explica Teles. "Este movimento reforça a idéia de que o brasileiro já vê o produto como um importante instrumento de planejamento."
A pesquisa Itaucard mostrou também o comportamento do consumidor ao usar o cartão por ramo de atividade. O segmento que mais ganha espaço na utilização do cartão de crédito projetada para este mês é o de vestuário, com participação de 26% sobre o faturamento total do mês, contra 21% na média de janeiro a novembro. Já o faturamento do ramo de vestuário em dezembro, deve crescer 78,2%, com gastos de R$ 6,689 bilhões contra, na média, R$ 3,7 bilhões nos demais meses do ano. Outros dois segmentos, alimentação e turismo/entretenimento, respondem por 15,7% e 11,7% do faturamento da indústria, respectivamente.

A se confirmarem as estimativas para dezembro, o setor fechará 2008 com 110,2 milhões de unidades no mercado, 18,6% superior ao total de dezembro do ano passado. Em faturamento, o setor deve bater a marca de R$ 223 bilhões, 22,1% sobre 2007. No acumulado entre 2004 e 2008, o faturamento da indústria evoluiu 121% e a quantidade de plásticos cresceu 109%.
Fernando Teles evitou fazer projeções para 2009. "Qualquer previsão hoje é inviável. O cenário precisa se materializar um pouco para estimarmos o comportamento do setor no ano que vem", diz Teles, executivo que responde pelo setor de cartões desde junho. A área de cartões do banco Itaú passou por mudanças recentes com a saída de Fernando Chacon, então diretor de marketing de cartões.

O executivo responde agora pela área de clientes de alta renda do Itaú e também pelo Personnalité.
(Gazeta Mercantil-Jiane Carvalho)

Vendas da Zambon crescem 24% no 3o trimestre
InvestNews
04/12/2008


SÃO PAULO - O Zambon Laboratórios Farmacêuticos registrou aumento de 23,8% nas vendas em reais, em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado nacional atingiu 14,2%. Nas vendas por unidades, o Zambon supera o setor de maneira significativa: 20,6% acima do índice obtido no terceiro trimestre de 2007 contra 9,3% do mercado.

O Laboratório encerra o período com R$ 35,9 milhões em vendas - R$ 6,9 milhões acima do registrado no mesmo trimestre do ano passado. O crescimento obtido é o segundo maior registrado entre as 50 maiores indústrias multinacionais do País que produzem medicamentos originais, ou seja, não genéricos e não similares. A expectativa é atingir R$ 139 milhões até o final de 2008.

Os dados, apurados pelo IMS Health, reafirmam o ritmo de crescimento da empresa, que nos últimos três anos consolidou um grande projeto de reestruturação. Com um portfólio com mais de 30 medicamentos e crescimento anual médio de 17% em vendas internas, o Zambon busca novos parceiros para ampliar essa atuação.

Recrutadores miram indústria farmacêutica
Gazeta Mercantil
04/12/2008


São Paulo - As diversas mudanças pelas quais a indústria farmacêutica tem passado está fazendo com que as empresas do setor busquem profissionais mais versáteis. A criação dos genéricos e a força comercial dos medicamentos vendidos sem prescrição médica, por exemplo, exigem que os gestores da área se preocupem desde o desenvolvimento de novos produtos até a forma como eles serão expostos nos pontos-de-veda, já que os itens farmacêuticos competem hoje com outros produtos de consumo.
Para Luiz Valente, diretor-geral da Hays no Brasil, empresa que atua com recrutamento de média e alta gerência, os profissionais do setor precisam ter um conhecimento mais sistemático do funcionamento do mercado. "O segmento como um todo necessita de uma visão forte de planejamento de demanda e de distribuição, além de um entendimento do perfil do consumidor com a mesma profundidade que as indústrias de bens de consumo alcançam", afirma.

O dinamismo do mercado farmacêutico nacional tem atraído a atenção de companhias como a Hays. Na última sexta-feira, a empresa inaugurou oficialmente a Hays Pharma, divisão voltada para atender as empresas do ramo. Segundo a multinacional, a iniciativa está alinhada com a estratégia da matriz, que em fevereiro do ano passado comprou a inglesa James Havard, organização especializada em recrutamento para o setor farmacêutico e biotecnológico, por 43 milhões de libras esterlinas. Desde então, a empresa tem criado divisões voltadas para o setor farmacêutico nos principais mercados em que atua.
Com a iniciativa, a empresa planeja abocanhar, no prazo de um ano, 30% do recrutamento terceirizado do segmento farmacêutico.

"Nossa visão sobre o setor é muito positiva, pois ele é muito representativo no Brasil. A expectativa é que o segmento terá um desempenho razoável nos próximos anos. Trata-se de uma indústria que demanda conhecimentos bastante especializados, pois determinadas posições precisam ser ocupadas por profissionais que já tenham carreira desenvolvida na área, principalmente quando a vaga é para setores técnicos e clínicos", afirma Valente.

De acordo com ele, esse mercado possui regras e regulamentações bastante específicos. "Sua área comercial tem uma forma diferente de atuar. Já nas áreas técnicas e clínicas, o profissional precisa ter, por exemplo, uma graduação em farmácia. Há funções que você não encontra em outras indústrias e, por isso, o que ocorre é muita troca de gestores entre as empresas", diz.
Segundo Mariana Roriz, que assumiu a gerência da área de farmacêuticos da Hays, as companhias tem investido muito em biotecnologia e em novas drogas. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem reduzido o prazo de aprovação e regulamentação de novas drogas, o que favorece o lançamento de novos produtos e, por conseqüência, torna o mercado mais dinâmico. No caso das multinacionais, o Brasil tem se mostrado um país atrativo por ainda garantir baixos custo no processo e por isso elas tem realizados muitas pesquisas na área clínica no País. "Há muitos esforços em ações que agregam valor e o que possam gerar diferenciação, o que tem sido necessário por causa de quebra de patentes e crescimento das vendas dos genéricos", observa. Estes últimos respondem atualmente por aproximadamente 20% do mercado nacional e crescem 45% ao ano.

Outra empresa que se dedica ao recrutamento no setor farmacêutico é a consultoria de gestão de talentos Korn/Ferry, por meio de uma divisão chamada Ciências da Vida, responsável pelos clientes ligados a equipamentos e serviços de saúde, medicamentos e hospitais, entre outros. Segundo Rodrigo Araújo, sócio-diretor da empresa e responsável pelo departamento, a indústria farmacêutica opera em mercado muito regulado e complexo, que envolve muitos públicos, como agentes, médicos, distribuidores, governos, pacientes e hospitais. "O sucesso no setor está muito vinculado ao lançamento de produtos novos. Ele depende muito de pesquisa e desenvolvimento. Grande investimentos têm sido feitos nesse sentido. Os mecanismos de regulamentação estão cada vez mais rigorosos e há, ainda, o desafio da quebra de patentes", comenta.

Segundo Araújo, a complexidade do quadro tem feito com que as empresas busquem profissionais que tenham visão empreendedora e capacidade de olhar o negócio de modo amplo. "Saber enxergar os impacto que as decisões têm em toda essa cadeia é muito importante. Outra coisa, o que está começando a despontar é a necessidade dos executivos saber lidar com margens cada vez mais reduzidas", afirma.
De qualquer forma, o setor parece continuar atraente. Por causa da atual crise, a Hays no Brasil teve uma redução de 20% no volume de recrutamentos. Porém, essa oscilação negativa não foi suficiente para que a empresa adiasse seus planos relacionados à divisão farmacêutica. "Nós temos uma visão de médio e longo prazo. Por isso, procuramos negócios sólidos e consistentes. Vínhamos planejando esse divisão há um ano já", conclui.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 11)(João Paulo Freitas)

Transpetro e Eisa fecham acordo para construção de 4 petroleiros
Valor Online
04/12/2008

RIO - A Transpetro, subsidiária de logística e transporte da Petrobras, assinou hoje contrato com o estaleiro fluminense Eisa para a construção de quatro petroleiros Panamax, previstos para a primeira fase do seu Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

Os navios fazem parte do lote arrematado pelo Consórcio Rio Indústria Naval - formado por Sermetal Estaleiro e por MPE, com parceria tecnológica da Hyundai -, que desistiu da encomenda devido à falta de acordo para o arrendamento da área do antigo Ishibrás, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro.
Além dos quatro Panamax que serão construídos pelo Eisa, a Transpetro já havia fechado acordo no dia 7 de novembro com o estaleiro pernambucano Atlântico Sul, que ficou com os cinco petroleiros do tipo Aframax que seriam construídos pelo Rio Indústria Naval.

Os novos contratos têm as bases de preços da proposta vencedora na licitação, do Rio Indústria Naval, que foi de US$ 517 milhões pelos cinco petroleiros Aframax e de US$ 349 milhões pelos quatro Panamax. Voltados para o transporte de óleo cru, os Aframax, encomendados ao Atlântico Sul, têm capacidade em torno de 110 mil toneladas de porte bruto (TPB), o equivalente a 700 mil barris.

Os Panamax têm cerca de 73 mil TPB, ou 550 mil barris.
No total, a primeira fase do Promef prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na construção de 26 navios. A segunda fase do Promef - com previsão para a construção de mais 23 navios - começou em julho, com o envio dos editais para os estaleiros convidados. Estão programados para a segunda fase sete navios petroleiros: quatro Suezmax e três Aframax, além de nove navios de produtos, cinco para transportar gás liquefeito de petróleo e três para bunker (combustível de embarcações).
(Rafael Rosas | Valor Online)

União dará perdão a dívidas já perdoadas de até R$ 10 mil
Valor Online
04/12/2008

BRASÍLIA - Perdão para o que já está perdoado. Assim pode ser definida a regra que permite anistiar 1,6 milhão de empresas e 453 mil pessoas físicas com dívidas de até R$ 10 mil com a União, que em 31 de dezembro de 2007 estavam vencidas "há cinco anos ou mais", conforme a Medida Provisória (MP) 449, publicada hoje.

Questionado sobre como a União vai perdoar dívidas que já estariam anuladas, pela decorrência dos cinco anos previstos legalmente para a prescrição, o procurador-geral da Fazenda Nacional PGFN), Luis Inácio Adams, esclareceu: na questão tributária, a prescrição só ocorre quando o devedor alega, ou seja, solicita uma declaração de que sua dívida nada mais vale.
Segundo ele, a autoridade não poderia reconhecer a prescrição, se não fosse induzida pelo titular da dívida. E o processo se acumularia na montanha da burocracia, indefinidamente. Agora, a MP 449 dá essa permissão, afirmou Adams, e, por isso, serão eliminados 2,1 milhões de processos, com renúncia fiscal em cerca de R$ 3,6 bilhões.

Também por isso, o cancelamento dos débitos (vale para tributos e taxas federais) será automático. O procurador calcula que isso ocorrerá nos próximos 60 dias, quando o contribuinte poderá consultar sobre sua situação pela internet.
A MP dá ainda incentivos para a renegociação de débitos mais recentes com a União, no limite de R$ 10 mil (se ultrapassar, basta pagar a diferença e rolar no limite), até 31 de março de 2009. Nas seguintes condições: à vista com 30% de redução de juros; 30 parcelas com desconto de 60% sobre os juros, mas com multas; e em até 60 vezes, com redução de 40% nos juros.

O procurador disse ainda que, em três ou quatro meses poderá, contratar bancos oficiais como o Banco do Brasil para usar suas agências e tecnologia na cobrança "amigável" de débitos inscritos na divida ativa de até R$ 10 mil. A medida depende de regulamentação e da aprovação do Tribunal de Contas da União para a tarifa mais cara que a PGFN pagará.
"Será uma remuneração por resultado", justificou Adams. Ele lembrou que o Executivo enviará ao Congresso três projetos de lei e um de lei complementar destinados a promover uma reformulação no modelo de cobrança fiscal.

A MP de hoje traz ainda a unificação das três instâncias atuais do Conselho de Contribuintes, informou o secretário-adjunto da Super Receita, Otacílio Cartaxo, autor da idéia. "Vai eliminar duplicidades de tarefas e custos operacionais, além de redução de 25% a 30% no volume de processos", afirmou ele. A reforma só ocorrerá em seis meses, completou.
Adams complementou que a MP 449 traz "questões paralelas", como dar poderes à União para adotar política de recuperação de empresas do setor de indústria bélica. Segundo ele, o único alvo é a Avibras, em processo de recuperação judicial com um passivo estimado em R$ 400 milhões, da qual a União poderá tornar-se sócia.

Outra medida "paralela", a autorização para que o Tesouro repasse ao BNDES R$ 5 bilhões de empréstimo de longo prazo que tomará junto ao Banco Mundial, ficou fora da MP porque as negociações não estão concluídas. "É assunto para 2009", disse o procurador.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Merril Lynch prevê crescimento de 1,3% em 2009
InvestNews
05/12/2008


SÃO PAULO - O departamento de pesquisa do banco de investimento norte-americano Merrill Lynch produziu um relatório no qual avalia a economia mundial. A instituição afirma que a economia global está em recessão, com um crescimento previsto de 1,3% para 2009, o menor nível desde 1982. Entretanto, a entidade estima uma recuperação para 3,1% em 2010.

De acordo com o Merril Lynch, o bloco EMEA (sigla em inglês para Europa, Oriente Médio e África) e a América do Norte são os mais vulneráveis a crise financeira mundial. Já o Japão, a Ásia emergente e a América Latina são os menos vulneráveis. Nos Estados Unidos, a instituição projeta que a recessão se estenda até o final de 2009, com recuperação somente em 2010. Segundo o banco de investimentos, um aumento na taxa de poupança pessoal vai exigir um massivo estímulo monetário e fiscal para evitar a deflação, que a entidade acredita que possa se tornar uma característica permanente dessa economia.

O Merrill Lynch prevê que o Japão pode evitar, de forma limitada, a recessão por três razões. Em primeiro lugar, o Japão depende da exportação para Ásia mais do que para os Estados Unidos. Em segundo lugar, os preços do petróleo mais baixos poderão impulsionar o consumo pessoal. Além disso, a combinação dos preços mais baixos da commodity e um iene mais forte deverá agir como um imposto indireto para a economia japonesa.

Já na China, a entidade prevê que há grandes riscos para o crescimento, a economia vai arrefecer, mas uma resposta política agressiva limitará essa desaceleração. No Brasil, os consumidores e as empresas enfrentarão um ambiente de créditos mais caros ou escassos em 2009. De acordo com a instituição, essa situação ocorrerá não somente pelo congelamento do crédito em escala mundial, mas também em virtude dos efeitos defasados da política monetária, que deveria impactar especialmente no primeiro semestre de 2009. O crédito mais apertado e o mercado de trabalho menos favorável terá um efeito negativo na demanda do consumidor. A instituição prevê que o consumo pessoal vai desacelerar em mais de 300 pontos base para 3,1%, ligeiramente acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global de 2,9%. (Micheli Rueda - InvestNews)

Tractebel formaliza aquisição da Tupan
InvestNews
05/12/2008


SÃO PAULO - A Tractebel Energia informou que foi formalizada hoje, por sua controlada Gama Participações, a aquisição da totalidade do capital social da Tupan Energia Elétrica.

A Tupan detém autorização outorgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Rondonópolis, com capacidade instalada de 26,6 MW, em operação comercial desde dezembro de 2007, enquanto a Hidropower detém autorização outorgada pela ANEEL para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Engenheiro José Gelazio da Rocha, com capacidade instalada de 23,7 MW, em operação comercial desde fevereiro de 2007.

O valor da aquisição totaliza R$ 213.908.558,20, montante a ser ajustado pela variação do capital de giro e do endividamento da Tupan e da Hidropower entre 31 de dezembro de 2007 e a atual data. O endividamento líquido dessas empresas alcançava R$ 110.062.807,78 em 31 de dezembro de 2007.

North Bay procura oportunidades no Brasil
Gazeta Mercantil
05/12/2008

São Paulo - A queda do valor dos ativos com a crise financeira global tem atraído o interesse de novos investidores estrangeiros para o mercado da América Latina.

Atuando com serviços de consultoria financeira para transações na América Latina, a North Bay Equity Partners, procura oportunidades de investimento no Brasil para seus clientes norte-americanos, que incluem investidores de alta renda e family offices (gestores de fortunas), investidores institucionais, e fundos que atuam em private equity, como o Explorador Capital e Greyhawk Capital Management.

A expectativa, segundo Matthew Cole, sócio-gestor da North Bay Equity Partners, é investir entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões em companhias que atuam ou têm potencial para operar fora do País. "A intenção é realizar um ou dois investimentos por ano. Dependendo do tamanho da transação, poderemos ultrapassar o montante previsto e investir em parceria com outros investidores, seja fundos de private equity internacionais ou locais", afirma.

O foco são companhias médias ou subsidiárias de multinacionais, que permitam adquirir posições de controle do capital. "Com a crise, algumas empresas multinacionais estão vendendo suas subsidiárias nos mercados emergentes. E para nós, esses negócios são muito interessantes, e mais fáceis de fechar, uma vez que essas empresas não são familiares", diz Cole.
Entre os setores mais atrativos, Cole destaca tecnologia, telecomunicações, mídia, bens de consumo e logística. "Os ativos estavam muito caros nos últimos três anos e agora, com a retração do mercado para as Ofertas Públicas Iniciais (IPOs) e aumento do custo para as operações de dívida, as condições para as aquisições ficaram mais atrativas, tanto em preços como em ativos."

A North Bay Equity Partners tem foco de atuação no México, Brasil e mercados regionais. "Nesse momento nosso maior interesse é no mercado brasileiro, cuja economia é mais dinâmica que a do México, fortemente atrelada ao Estados Unidos", diz Cole.
S.R.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(São Paulo)

Discovery lança canal de TV móvel gratuito
Valor Online
05/12/2008

SÃO PAULO - A Discovery Networks, empresa especializada em produção de conteúdo para mídia, anunciou hoje o lançamento de um canal de TV móvel com transmissão gratuita para os clientes. Segundo a companhia, este é o primeiro serviço grátis de TV para aparelhos celulares disponível na América Latina.
O acesso ao conteúdo não terá custo para o usuário final por conta de uma parceria feita com a montadora General Motors (GM), que bancará o serviço em troca de exclusividade nos anúncios.

Dentro do acordo, a empresa de mídia é a responsável pela adaptação de conteúdo já existente em outros países para celulares, enquanto a montadora de automóveis fica encarregada da parte financeira. "O canal é totalmente sustentado pela GM, em troca, 100% da publicidade será deles", afirma Fernando Medin, gerente-geral da Discovery no Brasil.
O canal, chamado de Planet Green, começou a funcionar ontem para todos os clientes da operadora de telefonia Oi que tiverem aparelhos compatíveis para exibição. O aparelho não precisa ser um telefone inteligente (smartphone), mas deve estar homologado para que a aplicação de TV móvel funcione. "Atualmente temos 14 modelos preparados para exibição deste conteúdo e pretendemos expandir esse formato entre os nossos clientes, inclusive, adaptando aparelhos mais simples", diz Gustavo Alvim, gerente de serviços de valor agregado da Oi.

A base de clientes da operadora conta com cerca de 22 milhões de pessoas atualmente, porém, a companhia não soube informar quantos consumidores tem os celulares que permitem assistir ao novo canal. "Por enquanto a Oi tem a exclusividade, ainda não estamos negociando com outras operadoras", diz Medin.
O canal será formado por um loop - bloco de uma hora de duração - com segmentos de cinco a dez minutos de produções voltadas exclusivamente ao meio-ambiente e sustentabilidade. As vinhetas e comerciais da General Motors serão exibidas nos intervalos de cada segmento. A programação será atualizada a cada 15 dias e a transmissão será feita através da plataforma streaming - forma de distribuir informação multimídia numa rede através de pacotes.

A Discovery Networks já lançou outros canais móveis, com conteúdo dos canais Discovery e Discovery Kids, mas espera obter mais sucesso com o Planet Green, uma vez que todo o conteúdo será gratuito. "O modelo pago é muito limitado, pois depende de clientes que queiram colocar a mão no bolso. Os clientes da Oi já terão acesso automaticamente", afirma Medin.
A companhia vem investindo com mais força na América Latina e enxerga o Brasil como um dos principais mercados, ao lado do México, segundo Medin. Em 2008, a Discovery expandiu sua atuação no país através da comercialização de seus websites e da abertura de um departamento para desenvolvimento de produções locais em São Paulo.

Com isso, obtiveram um aumento de 28% na sua base de clientes, enquanto a média de crescimento deste mercado é de 15%. "O Discovery Kids é o canal mais distribuído de TV paga no Brasil, temos 5 milhões de assinantes", conta Medin. Já o número de assinantes cumulativo, registrado em junho de 2008, gira em torno de 22 milhões.
(Manuela Rahal | Valor Econômico, para o Valor Online)

Tractebel Energia formaliza compra de duas PCHs por R$ 213 milhões
Valor Online
05/12/2008

SÃO PAULO - A Tractebel Energia informou que foi formalizada hoje a compra de duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), conforme havia sido anunciado em 9 de julho. Segundo a empresa, o preço atualizado da aquisição será de R$ 213,9 milhões. As empresas adquiridas ainda apresentam dívida líquida de aproximadamente R$ 110 milhões.

De acordo com Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Gama Participações, controlada pela Tractebel, fechou a compra da Tupan Energia Elétrica, empresa com sede em São Paulo, e da Hidropower Energia, com sede no Estado do Mato Grosso.

A Tupan detém autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para explorar a Pequena Central Hidrelétrica Rondonópolis, que tem capacidade instalada de 26,6 MW e está em operação comercial desde dezembro de 2007.
A Hidropower explora a Pequena Central Hidrelétrica Engenheiro José Gelazio da Rocha, que possui capacidade instalada de 23,7 MW e opera comercialmente desde fevereiro de 2007.

Ainda de acordo com o comunicado, a totalidade de energia proveniente das duas PCHs está contratada com a Eletrobrás, através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

 

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