Sexta-feira, 19/12/2008
Ano VIII – edição 347



Fruticultura cresce 4,5% ao ano
InvestNews
15/12/2008

SÃO PAULO - 'A produção de frutas em 2009 deverá alcançar 42 milhões de toneladas. Esse é um mercado que cresce 4,5% ao ano e o que mais gera empregos diretos: hoje são 5,6 milhões. O setor também é responsável por 36% da mão-de-obra do agronegócio brasileiro.' A análise é do presidente a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura, Moacyr Saraiva Fernandes, que apresentou, nesta segunda-feira, em Brasília, a retrospectiva 2008 da cadeia produtiva e os desafios para 2009. 'A subvenção aumentou para R$ 96 milhões, com possibilidade de expansão para R$ 100 milhões em 2009. Com isso, mais de 31 culturas de frutas poderão se beneficiar do programa.

O Brasil continua sendo um dos poucos países que poderão suprir a evolução da demanda internacional de frutas frescas e seus derivados', ressaltou Fernandes. O Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) mostrou a evolução dos preços médios das frutas na Ceasa de Minas Gerais. No caso do mamão papaia, houve crescimento de 8,77%, ao passar de R$ 0,81 o quilo em 2007, para R$ 0,88 em 2008.Já o melão, apresentou aumento de 50,91% no mesmo período, ao sair de R$ 1,15 o quilo, para R$ 1,74. Nos 10 primeiros meses de 2008, o Brasil exportou US$ 571 milhões de frutas frescas, o que equivale a 696 mil toneladas. O resultado é 13% superior, se comparado ao mesmo período de 2007. Nos últimos oito anos, o crescimento das exportações tem alcançado a média de 12,25% ao ano

Governo destina R$ 100 milhões a Santa Catarina
InvestNews
15/12/2008


SÃO PAULO - A verba de R$ 100 milhões para auxiliar as vítimas da enchente em Santa Catarina já está à disposição do governo estadual e deverá ser liberada assim que o plano de contingência preparado pela Secretaria Estadual de Saúde for entregue ao Ministério da Saúde. Os recursos serão destinados às ações de vigilância em saúde, reestruturação da rede de atenção à saúde e investimento na recuperação da infra-estrutura necessária ao atendimento à população. Ao mesmo tempo, o governo enviou equipes e materiais para socorrer as vítimas.

Do total de recursos, assegurados por medida provisória, cerca de R$ 70 milhões serão transferidos diretamente para o Fundo Estadual de Saúde para ampliar as equipes de trabalho. Outros R$ 30 milhões serão usados na compra de equipamentos e reformas das unidades de saúde.

O Ministério da Saúde, por meio da área de Vigilância em Saúde Ambiental, relacionada aos riscos decorrentes dos desastres naturais (Vigidesastres) está respondendo às necessidades levantadas pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, como o envio da equipe técnica da Diretoria de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Até 27 de novembro foram distribuídos 180 kits de medicamentos, o suficiente para atender 270 mil pessoas em um mês - cada kit atende até 500 pessoas desabrigadas e desalojadas por três meses, e contém 34 medicamentos e 18 insumos. Trata-se de medicamentos para tratar doenças comuns em situações de enchentes, como leptospirose, hepatite, diarréia e problemas relacionados à má qualidade da água.

Uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Defesa também garantiu a instalação de um hospital de campanha em Itajaí. O Hospital da Aeronáutica, com capacidade para atender 400 pessoas por dia e com equipe de 14 médicos de várias especialidades, possui Unidade de Terapia Intensiva, sendo possível fazer atendimentos emergenciais e cirurgias.

O Ministério da Defesa deslocou 1.450 militares para a região. Os 15 helicópteros e cinco aviões somaram mais de 445 horas voadas. Foram utilizados também 69 caminhões, quatro blindados; duas ambulâncias e 20 embarcações. A carga total transportada, entre comida, roupa e diversos totalizou 414.430 toneladas e 18 mil litros de água até dia 3 de dezembro.
Além de 90 policiais da Polícia Rodoviária Federal e 46 homens da Força Nacional de Segurança, o contingente de 450 policiais de Santa Catarina está todo mobilizado para os trabalhos. As forças policiais usam quatro helicópteros para resgates e oito caminhões para transporte de doações. A Força Nacional de Segurança Pública, da Senasp, enviou na semana passada 45 homens e 12 cães farejadores que estão atuando na busca e resgate das vítimas, auxiliando a Defesa Civil.


Setor sucroalcooleiro não deve enfrentar problemas graves, prevê Conab

Agência Brasil
15/12/2008

BRASÍLIA - A próxima safra de cana-de-açúcar poderá passar por percalços, mas "a solidez dos fundamentos do setor garante que os problemas serão contornados", segundo previsão do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi.
Ele apresentou hoje o resultado da produção da cana-de-açúcar em 2008, que será 13,9% superior à de 2007, com 571,4 milhões de toneladas de cana processada. A área plantada foi de 8,5 milhões de hectares.

Com a produção deste ano, a fabricação de açúcar será de 32,1 milhões de toneladas, com a moagem de 246 milhões de toneladas de cana. Já a fabricação de etanol utilizará 325,3 milhões de toneladas de cana, resultando na produção de 26,6 bilhões de litros, sendo 10,1 bilhões de litros do álcool anidro, que é adicionado à gasolina e 16,5 bilhões de álcool hidratado, o álcool combustível vendido nos postos de gasolina.

Ao falar das perspectivas do setor em 2009, Rossi destacou que "trata-se de um mercado regular, sem grandes problemas, mas que conta com acompanhamento permanente do governo, que procura se inteirar da situação da oferta e da demanda". Para o presidente da Conab, o preço do álcool foi muito favorável em 2008 e deverá ficar próximo a isso no ano que vem, não havendo perigo de grandes altas, uma vez que o preço do barril do petróleo está em baixa no mercado internacional.

Quanto aos investimentos na área sucroalcooleira, Rossi não descarta a possibilidade de problemas decorrentes da crise na área de crédito mundial, pois ela acaba afetando todos os setores. Mas acredita que sejam feitos ajustes de forma suave no setor, sem grandes traumas para a produção nacional.
Em 2008 o preço do álcool, em relação à gasolina, esteve em algumas regiões do país na proporção de 55% a 65%, o que foi bastante favorável. "É vantagem comprar esse combustível até a margem de 70% do preço do litro do derivado de petróleo. Essa relação de preços é sempre importante para definir o nível de demanda", disse Rossi.

O presidente da Conab afirmou que o governo está atento à remuneração mais baixa obtida pelos pequenos produtores e "já tomou medidas rápidas para apoiar essa contribuição, que é essencial para um mercado tão importante do álcool". Ele preferiu não arriscar estimativas sobre a produtividade do próximo ano, alegando que são feitas cinco colheitas em algumas regiões e no Sudeste até seis. Por isso, é difícil prever, embora todo ano sempre se espere um crescimento mínimo de 10% na produção da cana-de-açúcar.

O diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alexandre Stratasson, informou que vão ser instalados no próximo ano mais 30 complexos para fabricação de álcool. O custo médio de cada um gira em torno de R$ 300 milhões, segundo ele.

A aplicação de cerca de R$ 9 bilhões no setor é um algo muito positivo, destacou Stratasson. Cada uma dessas usinas tem capacidade para o processamento de duas toneladas de cana, garantindo a industrialização anual de 560 milhões de toneladas suplementares.
Ele prevê que em 2009 os preços do álcool ficarão equilibrados em relação à situação atual, devendo haver um leve aumento no preço do açúcar no mercado internacional. A produção de álcool tende a crescer mais do que a de açúcar especialmente pela previsão de aumento da fabricação de veículos flex, que usam alternativamente álcool combustível e gasolina. Hoje, estão circulando no país 7 milhões de carros movidos a álcool e há previsão de aumento dessa frota em 2009.


Base de celulares no Brasil passa dos 147 milhões, diz Anatel
Valor Online
15/12/2008

SÃO PAULO - O número de linhas de telefonia móvel existentes no Brasil chegou a 147,052 milhões ao final de novembro último, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O volume representa um crescimento de 1,55% sobre o mês de outubro, quando estavam registradas 144,795 milhões de linhas.
Do total de linhas, de acordo com a agência, 81,3% são da categoria pré-pago, enquanto que 19,7% estão entre os celulares "pós-pagos".
No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, a base de linhas móveis registrou crescimento de 26,4%, com a inclusão de 30,713 milhões de novos celulares.

BNDES faz empréstimo-ponte de R$ 528 milhões à Petrobras
Folha Online
15/12/2008

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou nesta segunda-feira empréstimo-ponte de R$ 528 milhões para a construção da plataforma de Mexilhão, que será instalada no campo homônimo, na bacia de Santos.

A operação poderá ser complementada ainda com um empréstimo de longo prazo. O empréstimo-ponte é uma modalidade que geralmente não é feita pelo banco, mas passou a ser concedida de forma provisória em função da escassez de crédito no mercado. O empréstimo-ponte é de cunho mais emergencial, para a fase inicial de um projeto.

A plataforma está sendo construída no estaleiro Mauá, em Niterói (RJ). A PMXL-1 terá 227 metros de altura e será a plataforma fixa mais alta a ser construída no Brasil. Ela será fixada 145 quilômetros da costa onde a profundidade d'água é de 172 metros.

O gás natural produzido em Mexilhão será escoado por um gasoduto marítimo com 145 km de extensão até uma unidade de tratamento em Caraguatatuba. De lá, o gás será escoado pelo gasoduto Caraguatatuba-Taubaté, com 96 quilômetros, até ser colocado no sistema de distribuição.

O gás de Mexilhão será voltado para o mercado da região Sudeste e ajudará a reduzir a dependência externa de gás natural. O projeto integra o Plangás (Plano de Antecipação da Produção de Gás), que está no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Desenvolvimento).

Financiamento

Na última sexta-feira (12), a Petrobras divulgou a assinatura de contrato de financiamento no valor de 75 bilhões de ienes (cerca de US$ 750 milhões) com um pool de bancos japoneses. A estatal também informou que assinou seguro da agência de fomento à exportação japonesa Nexi (Nippon Export and Investment Insurance).

Em outubro, a estatal recorreu ao Banco do Brasil e à Caixa para obter recursos. Os dois bancos oficiais emprestaram juntos R$ 2,773 bilhões, sendo R$ 2,022 bilhões pela Caixa e R$ 751 milhões através do BB.

Além disso, a Petrobras pegou emprestados US$ 200 milhões junto ao Bradesco no início deste mês, através de uma linha de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio), que possui prazo de vencimento de um ano.


Bradesco reforça linhas de crédito a empresas

Gazeta Mercantil
16/12/2008


São Paulo - As linhas para capital de giro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - que está destinando R$ 6 bilhões para a modalidade até junho de 2009 em ação que faz parte do Programa Especial de Crédito (PEC) do governo federal - já estão disponíveis no Bradesco. Conforme o diretor executivo do banco, Ademir Cossiello, as linhas têm diferenciais atrativos como taxa e prazo de pagamento de até 13 meses, incluindo carência de cinco meses. "A empresa também não precisa de uma finalidade específica para tomar o recurso, o que é muito oportuno neste momento."

Os empréstimos, limitados a 20% da receita operacional bruta do último exercício, atendem a todos os setores. Os juros, fixos, variam até 20,55% ao ano para as grandes companhias e até 19,65% para micro, pequenas e médias empresas. Cossiello diz que as operações que o Bradesco realizará, de até R$ 10 milhões, serão aprovadas diretamente pelo próprio banco. Já os empréstimos que ultrapassem esse valor e de até R$ 50 milhões precisam de aprovação do BNDES.

O executivo não sabe estimar qual será a demanda por esses recursos, mas afirma que o importante é o País iniciar o próximo semestre com mais confiança, continuidade dos projetos e sem recuo significativo no nível de emprego. "Se o nível de emprego fica comprometido, gera insegurança maior, o que afeta o consumo e reduz o nível de atividade; diminui até a própria retomada do crédito."

Para Cossiello, é importante o Bradesco ser um dos primeiros a ter as linhas disponíveis porque a instituição é a maior repassadora de recursos do BNDES. Os seus desembolsos com recursos do banco de fomento somaram R$ 6,9 bilhões de janeiro a outubro deste ano, com 40 mil contratos, ante R$ 5,4 bilhões de igual período de 2007 e 26 mil contratos. A instituição tem mais de 1 milhão de clientes pessoa jurídica e sua carteira de crédito para o segmento ultrapassou os R$ 127 bilhões no ano até setembro, sendo R$ 22 bilhões em capital de giro.

Arrecadação em 2008 deve bater meta de R$ 640 bilhões
Valor Online
16/12/2008

BRASÍLIA - O secretário-adjunto da Super Receita, Otacílio Cartaxo, disse hoje que o governo federal fechará 2008 com a meta de arrecadação cumprida, em torno de R$ 640 bilhões. Mesmo com recuo em novembro, afetada pela desaceleração da economia, a receita de impostos atingiu no acumulado do ano R$ 619,4 bilhões (valor nominal).

O secretário admitiu que a crise financeira mundial se refletiu no lucro das empresas brasileiras e afetou a receita do governo no mês passado. Mas não deu detalhes e desconversou sobre qual era a meta mensal prevista.
A arrecadação em novembro ficou em R$ 54,729 bilhões, com queda nominal de 16,44% sobre outubro e redução real de 1,85% sobre novembro de 2007, a primeira retração mensal desde 2004. O recuo foi nos impostos diretos da Super Receita, de 15,73% sobre outubro, uma vez que as contribuições previdenciárias tiveram alta real de 0,74% na mesma comparação.

Na tributação sobre o lucro das empresas, o imposto de renda (IRPJ) teve queda nominal de 49,29% e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 41,62% sobre outubro.
Cartaxo lembra que a receita de outubro é inflada pelo recolhimento de tributos das empresas com base trimestral. Portanto, prefere comparar com novembro de 2007, quando há queda de 3,94% na arrecadação da CSLL e de 23,46% no IRPJ.

Ele disse que a contração esperada para dezembro, em consequência da crise, deve reduzir o ritmo do crescimento real da arrecadação para algo em torno de 8% este ano. Até novembro, a variação real acumulada era de 9,16% ante igual intervalo de 2007.

Griletto abre sua primeira unidade no interior de SP
InvestNews
17/12/2008

SÃO PAULO - Dois meses após estruturar seu plano de expansão via o modelo de franquias, o Griletto, rede de restaurantes especializada em grelhados e parmegianas, vende a primeira unidade. Será em Araraquara (SP), no Shopping Jaraguá, com previsão de abertura para a primeira quinzena de janeiro de 2009.

'Me sinto orgulhoso em ser o primeiro franqueado do Griletto. É um privilégio poder fazer parte de uma empresa como esta', afirma Leonardo de Abreu Cezare, responsável pela franquia.
Entre os fatores que pesaram na decisão de Cezare estão a credibilidade da marca, a rentabilidade, além da estrutura e do know-how oferecido aos franqueados.

Febrafarma reafirma importância da propaganda
InvestNews
17/12/2008

SÃO PAULO - A propósito do anúncio da nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que trata da propaganda e da promoção de medicamentos, a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) reafirmou sua convicção de que a promoção e a propaganda de medicamentos são fundamentais para a divulgação de informações úteis e relevantes sobre os produtos e suas indicações terapêuticas entre médicos, profissionais da saúde e consumidores, em consonância com o direito constitucional de acesso da população ao conhecimento e à informação.
De acordo com a Febrafarma, desde 2000, o país conta com uma ampla e rigorosa legislação, baseada na experiência internacional, que regulamenta e orienta a promoção de medicamentos entre os profissionais da saúde e a propaganda ao consumidor dos Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) pelos diversos meios de comunicação.

Receita da Network1 cresce 25% em 2008
InvestNews
18/12/2008

SÃO PAULO - A Network1, distribuidora especializada em produtos de comunicação de dados, convergência, voz, segurança e TI no Brasil, comemora o fechamento do ano de 2008 com um incremento de 25% em sua receita. A empresa também registrou elevação em sua base de revendas, que hoje conta com 8.600 canais ativos, além do número de colaboradores, que totaliza 150. Para 2009, a expectativa é de crescer mais 20%.

'Estamos muito felizes, pois 2008 foi um ano muito positivo para a empresa. Não só pelo aumento no nosso faturamento, mas também por ter sido um período de muito crescimento, que resultou na nossa mudança para um escritório maior e a abertura de um novo Centro de Distribuição em Itajaí (SC)', comemora Adilson de Carvalho, diretor comercial da Network1.
De acordo com a empresa, ao longo do ano, a distribuidora incrementou os negócios com o portfólio das marcas que já atuava, mas também evoluiu positivamente no fechamento de novos fabricantes e já comemora sucessos de vários negócios firmados. 'Nossa estratégia contempla a oferta de uma gama completa de soluções aos nossos canais, que resultam em margens de lucro maior para os mesmos. Por essa razão, reforçamos as nossas parcerias, além de novos acordos com a Tandberg, Alvarion, Blue Coat, Aruba e Microsoft', diz Carvalho.

Ainda no período, a Network1 adquiriu a distribuidora DM7, empresa do Grupo MTel, onde maximizou a transação com a distribuição da israelense Alvarion, mundialmente reconhecida como a empresa de banda larga sem fio mais inovadora do mercado.
Com o objetivo de aprimorar seus serviços, a Network1 reformulou sua loja virtual - NBC (Network1 Business Center). A página, que representa 50% do volume de pedidos, passará em 2009 a ser um completo portal consultivo de compras e negócios. 'Teremos no nosso site muito mais do que uma simples venda, será um canal adicional de relacionamento, consultoria e capacitação de nossas revendas', explica o executivo.

'Acreditamos que a melhor maneira de gerar mais negócios para os nossos canais e, consequentemente para a Network1, é manter o nosso parceiro bem treinado e com o máximo de informações sobre os produtos deixando de ser um vendedor de soluções para atuar como um consultor, além disso, vamos aprimorar nosso relacionamento e atendimento consultivo aos nossos parceiros', conclui o diretor.

Já para 2009, a distribuidora espera um incremento de 20% nos negócios a partir do fechamento de novos contratos de distribuição e, principalmente, no novo acordo com a HP, em que a Network1 passa também a comercializar toda a linha de soluções de servidores e storage da fabricante. 'Com isso, passamos a oferecer mais oportunidades de negócios para integradores que atendem médias e grandes empresas, além do segmento de governo e mercados verticais', finaliza Carvalho.


Governo injeta mais R$ 100 bi na economia
Gazeta Mercantil
18/12/2008


Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) tomaram medidas ontem que podem injetar mais de R$ 100 bilhões na economia em 2009. Os bancos devem elevar em R$ 88 bilhões o total de concessões de crédito por conta das mudanças nas regras de contabilidade relativas ao peso dos créditos tributários nos seus patrimônios de referência. Na prática, a decisão amplia o poder de alavancagem dos bancos, ao aumentar o potencial de empréstimos em relação ao patrimônio.

Cálculo do BC considerando os dez maiores bancos, que detêm 85% do patrimônio do setor, indica que a medida reduz a exigência de capital em R$ 8,932 bilhões, a partir da reclassificação dos créditos tributários, o que permite conceder novos créditos de R$ 81,2 bilhões a partir da aplicação do índice do Acordo de Basiléia.

O CMN decidiu reduzir gradativamente o limite de presença de créditos tributários decorrentes de prejuízos fiscais sobre o patrimônio. O índice, de 40%, cai para 30% em 2009; para 20% em 2010 e fica em 10% em 2011. A redução potencializa a capacidade de concessão de crédito, na ordem de R$ 20,2 bilhões até 2011, ou seja, cerca de R$ 6,74 bilhões ao ano a partir de 2009. A soma das duas mudanças tem potencial de liberação de mais R$ 88 bilhões em crédito.

Além disso, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) vai socorrer os bancos médios. O CMN permitiu que o fundo utilize até 50% do seu patrimônio de referência para comprar créditos de instituições financeiras e de sociedades de arrendamento mercantil. O limite que vigorava antes da decisão era de 20%. O governo estima que a medida possa liberar até R$ 9 bilhões de liquidez ao mercado.

Odontoprev compra OdontoServ e ADCON por R$ 26 milhões
Valor Online
18/12/2008

SÃO PAULO - A Odontoprev informou na noite desta quinta-feira que fechou acordo preliminar para comprar a totalidade do capital social da OdontoServ, de Maceió, e da ADCON Administradora de Convênios Odontológicos, de Salvador. A consumação da operação deve ocorrer em 10 dias.

Segundo a Odontoprev, a aquisição está avaliada em R$ 26 milhões, além de quantias variáveis a depender do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingido pelas unidades.
De acordo com o Fato Relevante que trata da transação, a OdontoServ e a ADCON possuíam, em conjunto, 90 mil beneficiários de planos privados de assistência odontológica ao final de novembro. Já o Ebitda ajustado somava R$ 4,5 milhões.

Anatel concede autorização final para criação da "supertele"
Valor Online
18/12/2008

Quase oito meses após anunciar o acordo de compra da Brasil Telecom (BrT), a Oi recebeu hoje a autorização definitiva para concluir a transação. Em reunião encerrada há pouco, o conselho-diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu a anuência prévia para a criação da já famosa "supertele".

A decisão saiu a apenas três dias do prazo final estipulado no acordo para que a Oi concluísse a operação. Caso isso não ocorresse, a operadora teria que pagar à BrT uma multa no valor de R$ 490 milhões.

E a possibilidade da Oi não cumprir esse prazo ficou bastante próxima na última quarta-feira, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à Aneel que suspendesse a análise da transação, alegando que a autarquia não dispunha de informações suficientes para aprovar o negócio, fechado pelo valor total de R$ 13 bilhões.
Hoje, no entanto, o TCU voltou atrás em sua decisão e o conselho-diretor da agência pôde retomar os trabalhos.

BFFC conclui aquisição da IRB por US$ 5,5 milhões
Valor Online
18/12/2008

SÃO PAULO - A holding BFFC, segunda maior cadeia de restaurantes fast-food do país, concluiu hoje a aquisição de 60% da Internacional Restaurantes do Brasil (IRB), maior franqueadora da Pizza Hut em território nacional, mediante pagamento de US$ 5,5 milhões. Fechado em agosto último, o negócio foi costurado a uma taxa de câmbio de R$ 1,57 por dólar, o que leva a transação ao montante referencial de R$ 8,635 milhões.

A aquisição da IRB irá transferir para o resultado financeiro consolidado da BFFC um ganho de cerca de R$ 3,5 milhões, originado em créditos tributários da empresa adquirida.

Simultaneamente ao acordo de compra, a BFFC contratou um empréstimo no valor de R$ 9 milhões com o banco UBS Pactual. O crédito foi garantido por um prazo de três anos, com juro correspondente à variação do CDI, adicionado de 2,75% ao ano. O banco também assinou um acordo que previa que 35% do empréstimo seria corrigido pelo câmbio caso o dólar ultrapassasse a marca de R$ 1,73, valendo a partir de 15 de dezembro.
(Valor Online, com agências internacionais)

Anatel autoriza compra da BIGTV pela NET
InvestNews
18/12/2008

SÃO PAULO - A NET Serviços recebeu autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para adquirir o controle da BIGTV, operadora de TV por assinatura e banda larga nas cidades de Guarulhos (SP), Valinhos (SP), Botucatu (SP), Jaú (SP), Sertãozinho (SP), Marília (SP), Ponta Grossa (PR), Cascavel (PR), Cianorte (PR), Guarapuava (PR), Maceió (AL) e João Pessoa (PB).

Com a aquisição, a NET passa a deter 50% do mercado de TV por assinatura e 22% do mercado de internet banda larga. Além disso, a NET amplia a atuação de 79 para 91 cidades brasileiras. Somado à rede da BIGTV, o total de domicílios cabeados passa a ser 9,9 milhões. Juntas NET e BIGTV ultrapassam o número de 3 milhões de clientes de TV por assinatura e 2,1 milhões de clientes de banda larga.

'A rede da BIGTV é totalmente complementar à da NET. A aquisição da empresa representa um movimento estratégico para nós, pois amplia a área de atuação da NET para regiões da Grande São Paulo, interior do Paraná e Nordeste', afirma José Félix, presidente da NET Serviços. 'Nosso objetivo é iniciar a oferta de nossos produtos nessas regiões o mais breve possível'.

Em receita líquida, a aquisição da BIGTV representará um crescimento de 3% para a companhia. A estrutura de controle da NET não será alterada, permanecendo a Globo como controladora.

Crediacisa oferece empréstimo á beneficiários do INSS
InvestNews
18/12/2008

SÃO PAULO - A Crediacisa - Cooperativa de Crédito Mútuo dos Micro e Pequenos Empresários e Microempreendedores de Santo André acaba de lançar o Sicoob Tranqüilidade, uma modalidade de empréstimo consignado destinado a beneficiários do INSS, aposentados ou pensionistas, podendo ser associado ou não da Crediacisa. O valor da parcela é descontado direto no benefício.

Segundo Décio Milani, gerente da Crediacisa, este tipo de empréstimo oferece uma série de vantagens como agilidade e simplicidade para obtenção de crédito; taxas competitivas que varia de acordo com o prazo de pagamento sendo de 1,99% a.m. por 7 meses a 2,48% a.m. por 60 meses; valor máximo de R$ 15.000,00 e o mínimo de R$ 200,00. "O dinheiro é liberado em até 4 dias após o preenchimento da documentação e o pagamento parcelado é calculado com base no valor do beneficio previdenciário", explica Milani.

A Crediacisa opera há dois anos e conta com 206 cooperados. Em 2007, a cooperativa apresentou uma sobra líquida de R$ 21.500,00, que de acordo com a aprovação da assembléia, esse valor foi creditado na conta dos cooperados e incorporado ao capital de cada um, sendo que até o mês de junho deste ano já tem uma sobra líquida de R$ 50.424,00 para ser distribuída aos cooperados.


O apetite da Citroën em tempos de crise

Gazeta Mercantil
18/12/2008


São Paulo - "A crise abre oportunidades." A frase dita pelo diretor comercial da Citroën do Brasil, Michel Bernardet, está longe de ser retórica. Enquanto 2009 é incerto para muita gente, a montadora francesa já tem uma meta: alcançar 3% do mercado brasileiro. Isto implica crescer meio ponto percentual num mercado que ninguém sabe para onde vai no ano que vem.
Mas como a novata Citroën vai conseguir ampliar seu share? Atualmente, a marca detém 2,5% do mercado nacional. Num mercado disputadíssimo e em queda, qualquer meio ponto percentual envolve muita disputa pelo consumidor, que tende a ficar escasso se a crise não arrefecer.

Bernardet aposta no lançamento de produtos, crescimento da rede - principalmente em cidades do interior do País - promoções e forte apoio a seus dealers para surpreender e tomar mercado dos seus concorrentes.
Os empresários que chegam não temem entrar ou expandir o negócio na hora em que vender carro não parece ser uma boa idéia? "Temos um plano de parceria e apoio ao nossos revendedores. Até agora, ninguém se arrependeu de ser um concessionário Citroën", afirmou Bernardet.

O jovem diretor lembra que, mesmo quando o mercado desabou em outubro, a Citroën manteve seu plano de expansão da rede. De lá para cá, foram mais oito novos pontos-de-venda. Ao todo, neste ano, já foram inauguradas 26 revendas no País.
"Nossos planos de crescimento estabelecem que a rede Citroën deva chegar a 118 concessionárias em 94 cidades no final deste ano, 138 casas em 112 cidades em 2009 e 150 pontos de vendas e serviços em 123 cidades ao final de 2010", afirmou o diretor de desenvolvimento da rede e vendas especiais da Citroën, Domingos Boragina.

"O crescimento da rede está voltado basicamente para a interiorização da marca em grandes centros urbanos e o aumento da capilaridade da cobertura comercial que hoje já atinge mais de 80% do território nacional", disse Domingos Boragina.
Em dezembro, a Citroën vai encerrar o ano com 118 concessionárias - a última delas será aberta em Porto Velho (RO). Na semana passada, estreou a revenda de Juazeiro do Norte, na região do Cariri cearense.

Com um total de 2.800 metros quadrados, a loja cearense recebeu investimentos de R$ 1,5 milhão. A concessionária será a responsável pela geração inicial de 30 empregos diretos e indiretos, consolidando a cidade de Juazeiro do Norte e toda a região do Cariri como um importante pólo econômico do Nordeste.
Entre janeiro e outubro, estão previstas a abertura de cinco novas revendas, em Guarulhos (SP), Sete Lagoas (MG), Feira de Santa (BA), Franca (SP) e Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Números robustos
A certeza da Citroën no crescimento em 2009 está calcada em dados já percebidos em 2008. Na primeira quinzena de dezembro, a montadora recuperou vendas em relação a novembro. A Citroën cresceu quase 13% enquanto o mercado em geral caiu 4% no período.
Bernardet afirmou que a empresa, por estar saudável financeiramente, apoiou a rede, subsidiando a venda de usados. A Citroën está financiando a venda de usados pelas revendedores com juro de 0.99%. No mercado, a taxa para o financiamento de carros seminovos ou usados pode chegar a 4%.

Embora com volume pequeno perto das grandes montadoras que atuam no País, a Citroën deverá fechar com um crescimento muito acima dos concorrentes. Enquanto o mercado geral, fechará com aumento de vendas entre 17% e 18%, a Citroën deverá encerrar o ano com mais 46%.

A Citroën do Brasil fechou os 11 primeiros meses de 2008 com vendas totais de 63.779 unidades em todo o mercado nacional de automóveis e comerciais leves, o que representou um crescimento de 46% sobre o mesmo período de 2007 (43.678 unidades). Estes números asseguraram uma participação de mercado de 2,56 % "Mesmo num momento de dificuldades para o mercado automotivo, esse resultado positivo só foi possível graças ao sucesso de vendas do compacto premium C3 e do sedã C4 Pallas", explica Boragina.

Lançamentos
Entre as novidades para 2009, a Citroën prepara o lançamento do C4 Picasso, além de um hatch do C4 Pallas, que deverá chegar no segundo semestre. A importação do grande sedã C5, reestilizado, também está prevista para 2009.
Em 2008, o C3 continuou sendo o ponto forte da marca. O compacto registrou no período 33.384 unidades, crescendo 26,2% nos 11 primeiros meses dos ano sobre o mesmo período de 2007. Já o sedã C4 Pallas, produzido na Argentina, emplacou este ano 16.720 unidades no período.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Wagner Oliveira)

Curitiba lança 6,9 mil unidades residenciais
Gazeta Mercantil
18/12/2008

A oferta e a demanda de imóveis em Curitiba (foto) continuam bem equilibradas. Por essa razão, a capital paranaense ainda não sentiu os efeitos da crise financeira mundial. Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), até o fim do ano, devem ser lançadas 6,9 mil unidades residenciais, número quase 80% maior do que em 2007. E o propulsor desse aumento é o financiamento com recursos da poupança, que deve atingir o volume de R$ 30 bilhões em 2008.

AleSat compra rede de postos Repsol no Brasil
Portal Exame
19/12/2008

A AleSat Combustíveis comprou a rede de postos Repsol no País, o que deve ampliar o volume de vendas da companhia em 20%, para cerca de 360 milhões de litros por mês, segundo estimativas da quinta maior distribuidora de combustíveis do País. O negócio aumentará a rede da AleSat para 1.700 postos em 22 Estados e no Distrito Federal. A participação de mercado da companhia criada a partir da fusão da mineira ALE Combustíveis e da potiguar Satélite Distribuidora de Petróleo será de 4,6%. O negócio marcará o ingresso da AleSat no Rio Grande do Sul, onde a Repsol mantém 20 postos.

"Serão as primeiras revendas com a nossa bandeira no Estado e pretendemos chegar a 85 até 2012", afirmou o presidente da empresa, Marcelo Alecrim, em comunicado. Para fazer frente ao novo porte da empresa, a AleSat pretende investir R$ 250 milhões em logística, frota, novos postos e tecnologia da informação (TI) nos próximos cinco anos. O objetivo da companhia é chegar a 2012 com faturamento de R$ 8,1 bilhões e uma rede com 2.500 postos. A receita prevista para este ano é de R$ 6,2 bilhões. A operação, estimada em R$ 130 milhões, inclui ativos de infra-estrutura comercial, logística e outros negócios, segundo informou a Repsol. Esta é a segunda aquisição anunciada pela AleSat em quatro meses. Em setembro passado, a companhia adquiriu a distribuidora catarinense Polipetro, com 130 postos nos Estados de Santa Catarina e Paraná. Com informações da Dow Jones.

Indústria de massas prevê alta nas vendas e investe
Gazeta Mercantil
19/12/2008

São Paulo, 19 de Dezembro de 2008 - Para as fabricantes de massas alimentícias, a crise internacional não foi o principal problema do ano. A disparada no preço do trigo no final de 2007 e início de 2008 dificultou o desempenho das empresas, que foram obrigadas a repassar custos durante o primeiro semestre de 2008. Diante desse cenário, enquanto o volume de massas vendido cresceu 5% no ano, para 1,333 milhão de toneladas, o faturamento do setor saltou 8%, para R$ 4,85 bilhões. Para o próximo ano, a expectativa é mais conservadora. Segundo Cláudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), o setor deve acompanhar o crescimento do PIB. A estimativa da associação é de alta de cerca de 3%. Confirmadas as previsões, o faturamento deve alcançar R$ 4,99 bilhões em 2009.

"Tivemos um primeiro semestre difícil, mas conseguimos nos recuperar no segundo semestre", disse Claudio Zanão. Segundo ele, as vendas de macarrão - produto de baixo valor e que faz parte da cesta básica do brasileiro -, não foram afetadas pela crise internacional. "Produtos de consumo normalmente demoram mais para sentir a verdadeira crise", disse.
Nas empresas, a alta dos preços praticados ao longo do ano também impactou nos resultados. Na M. Dias Branco - a maior fabricante do Brasil com 19,3% do mercado de acordo com dados de setembro e outubro da ACNielsen -, o faturamento com vendas de massas totalizou R$ 472,2 milhões de janeiro a setembro, alta de 37,8% em relação a igual período de 2007. No entanto, em volume, a alta foi de 17,7%, para 169 mil toneladas.

"Se compararmos os nove primeiros meses de 2008 e 2007, identificamos um crescimento no preço médio das massas da ordem de 16,7%", informou Geraldo Luciano Mattos Jr., vice-presidente de investimentos e controladoria da M.Dias. Segundo o executivo, a empresa acredita que o segmento de massas continuará crescendo no próximo ano e tem programado investimentos para a área.
"A crise realmente é global e já é consenso que teremos uma desaceleração do crescimento do País no próximo ano. No entanto, o setor de alimentos se configura como um segmento de natureza defensiva e deve vir a sofrer menor impacto, pelo fato de trabalhar, em geral, com produtos de primeira necessidade e baixo ticket médio", explicou Mattos Jr.. A M. Dias tem capacidade de produção de 30 mil toneladas de massa por mês.

No grupo Selmi - terceiro maior fabricante do País com as marcas Renata e Galo e participação de 10,1%, segundo dados da Nielsen -o crescimento em faturamento ficou em 15%, enquanto a produção ficou estável. "Foi um ano um pouco mais restrito, mais difícil, mas agora já está voltando ao normal", disse Ricardo Selmi, presidente do grupo. Segundo ele, para 2009, a previsão é de estabilidade de preços e alta de 12% em receita e volume. A empresa tem capacidade instalada para produzir 13 mil toneladas de massa por mês, acabou de investir R$ 10 milhões em um novo centro de distribuição, com capacidade para 6 mil paletes e entrará no mercado de biscoitos.

Na Vilma Alimentos, de Minas Gerais, a alta no faturamento será de 15%, para R$ 415 milhões, enquanto a produção crescerá 5%, para 66 mil toneladas anuais. "2008 vai ficar marcado como o ano da alta do trigo", disse Cesar Tavares, vice-presidente da empresa. Segundo ele, a crise internacional afetou os consumidores, mas não impactou nas vendas. E 2009 será ano de mais crescimento, acredita Tavares. "Nós não acreditamos que tenha motivos para crescermos menos de 10%", disse o executivo, que espera alta de até 19% no próximo ano.

Diante de um cenário de otimismo, a Vilma prepara investimentos importantes para 2009. Segundo Tavares, no próximo ano deve começar a funcionar a primeira máquina de macarrão instantâneo da empresa. Em 2007, a Vilma entrou nesse mercado, que representa 10% das vendas, com produção terceirizada. Agora, a partir de 2009, a empresa assumirá toda a produção. A nova máquina terá capacidade para mil toneladas por mês.

Além disso, a empresa vai ampliar a produção de massas especiais em 500 toneladas; planeja colocar em funcionamento uma máquina nova de cortes curtos em agosto de 2009, com capacidade para 2 mil toneladas/mês; e investirá em outra máquina, para cortes longos, prevista para entrar em funcionamento em 2010, com capacidade de produção de 3 mil toneladas por mês. Com os investimentos, a capacidade de produção da empresa alcançará 12 mil toneladas mês.

Trigo
As boas perspectivas para o ano que vem são baseadas na safra de trigo nesse final de ano. Segundo Zanão, da Abima, três quartos da safra mundial de trigo são colhidos durante os últimos meses do ano. "As safras nacional e mundial de trigo estão ótimas", disse o presidente da associação, que acredita ser possível manter os preços durante o primeiro semestre de 2009. Mattos Jr., da M. Dias, disse que a última atualização do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), anunciada em no dia 11, prevê para a safra 2008/2009 um crescimento de 12% na produção de trigo (684 milhões de toneladas) e 6% no consumo (656 milhões de toneladas), o que deve elevar os estoques globais para 147 milhões de toneladas, 23,5% superior ao período anterior.

Usiminas fecha aquisição da Zamprogna

São Paulo e Porto Alegre, 19 de Dezembro de 2008 - A Usiminas anunciou ontem a aquisição da fabricantes de tubos com costura e distribuidora de chapas, perfis e telhas de aço Zamprogna por cerca de R$ 160 milhões, operação que deve ser concluída no final de fevereiro. É a segunda compra da siderúrgica de origem mineira no segmento de distribuição neste ano e demonstra o forte apetite das empresas do setor, com foco especial na verticalização.

Em comunicado ao mercado, a Usiminas informou que a Zamprogna, de origem gaúcha, é uma das maiores consumidoras de tiras laminadas a quente do País e a maior fabricante de tubos com costura do Brasil. Além disso, era a maior distribuidora independente de aços do Brasil, conforme ranking do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda).
O setor de distribuição tem passado por um forte processo de consolidação que tem dizimado com as distribuidoras independentes. Somente neste ano, a ArceloMittal adquiriu 50% da Gonvarri Brasil, que até então era a segunda maior distribuidora independente.

Em julho a ArcelorMittal voltou ao mercado para comprar 70% do capital da Manchester Tubos e Perfilados. Já a Gerdau buscou se fortalecer internacionalmente, com aquisições de distribuidoras atuante nos Estados Unidos e na América Latina.
A partir de agora a maior distribuidora não-associada a uma usina siderúrgica atuante no mercado brasileiro é a Frefer e ocupa a oitava posição no ranking.

O presidente da empresa, Christiano da Cunha Freire, que também é presidente do Inda, afirmou que o movimento da Usiminas deve levar a reações tanto das demais usinas quanto das distribuidoras independentes. As siderúrgicas, que já buscavam ampliar a sua presença na distribuição, devem correr para fazer novas aquisições. Conforme o Inda, a aquisição torna a Usiminas a líder nacional em distribuição de aços planos, com 23% do mercado. Antes dividia a primeira colocação com a Belgo, da ArcelorMittal. A Inal, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), caiu da primeira para a terceira colocação. As independentes, por sua vez, tendem a buscar fusões para se fortalecerem na disputa com as usinas.

Para se proteger da investida de grandes grupos de distribuição, as empresas RCC, Domave e Açometal se anteciparam e uniram as operações. Mas para as demais distribuidoras, em sua maioria familiares, a fusão não é tão simples. "Cada empresa tem uma cultura e isso dificulta", disse Freire.

A Zamprogna pertencia ao fundo NSG Capital de Administração de Recursos S/A, que havia adquirido participação majoritária em maio de 2007 por valor à época não divulgado. O fundo informara, quando anunciou a compra, que pretendia investir R$ 200 milhões entre 2008 e 2009, na ampliação da capacidade de produção e de processamento da distribuidora e em novas aquisições para formar um grande grupo de distribuição. No entanto, não realizou aquisição e reviu os investimentos
Fontes do mercado gaúcho de aço dizem que há algumas semanas circulava a informação de que a Zamprogna poderia ser vendida, apesar de há poucos meses o presidente da empresa e do fundo NSG Capital, Luiz Eduardo Franco de Abreu, ter reiteradas vezes declarado que a idéia era ser um consolidador e a meta era dobrar o volume de aço distribuído em 2009.

O que surpreendeu foi a velocidade em que a venda ocorreu. As especulações davam conta também que a compradora poderia ser a CSN, pelo relacionamento mais estreito que tinha com a Zamprogna. O que teria pressionado a empresa para a venda seria a dívida em meio a um momento de falta de liquidez. Conforme fato relevante divulgado pela Usiminas para comunicar o negócio, o preço da aquisição seria R$ 160 milhões, ajustado pelas variações de capital de giro e dívida líquida consolidada. Ao final do terceiro trimestre, o capital era de cerca de R$ 245 milhões e a dívida de R$ 405 milhões.

"Essa aquisição reforça a presença da Usiminas em centros de serviços e inaugura a entrada na fabricação de tubos", informou a siderúrgica em comunicado. A empresa gaúcha atua principalmente nos mercados automotivo, moveleiro e da construção civil.
A Usiminas já possuía 65% da Rio Negro, 50% da Fasal e este ano adquiriu 49% da Dufer, passando a deter a totalidade do capital da companhia. Juntas, as três empresas registraram receita líquida de R$ 1,35 bilhão no ano passado, sendo responsáveis por cerca de um quarto das vendas da Usiminas ao mercado interno, que foram de 8 milhões de toneladas.

 

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