Fruticultura cresce 4,5% ao ano
InvestNews
15/12/2008
SÃO
PAULO - 'A produção de frutas em 2009 deverá
alcançar 42 milhões de toneladas. Esse é
um mercado que cresce 4,5% ao ano e o que mais gera empregos
diretos: hoje são 5,6 milhões. O setor também
é responsável por 36% da mão-de-obra
do agronegócio brasileiro.' A análise é
do presidente a Câmara
Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura,
Moacyr Saraiva Fernandes, que apresentou, nesta segunda-feira,
em Brasília, a retrospectiva 2008 da cadeia produtiva
e os desafios para 2009. 'A subvenção aumentou
para R$ 96 milhões, com possibilidade de expansão
para R$ 100 milhões em 2009. Com isso, mais de 31
culturas de frutas poderão se beneficiar do programa.
O
Brasil continua sendo um dos poucos países que poderão
suprir a evolução da demanda internacional
de frutas frescas e seus derivados', ressaltou Fernandes.
O Instituto
Brasileiro de Frutas (Ibraf) mostrou a evolução
dos preços médios das frutas na Ceasa de Minas
Gerais. No caso do mamão papaia, houve crescimento
de 8,77%, ao passar de R$ 0,81 o quilo em 2007, para R$
0,88 em 2008.Já o melão, apresentou aumento
de 50,91% no mesmo período, ao sair de R$ 1,15 o
quilo, para R$ 1,74. Nos 10 primeiros meses de 2008, o Brasil
exportou US$ 571 milhões de frutas frescas, o que
equivale a 696 mil toneladas. O resultado é 13% superior,
se comparado ao mesmo período de 2007. Nos últimos
oito anos, o crescimento das exportações tem
alcançado a média de 12,25% ao ano
Governo
destina R$ 100 milhões a Santa Catarina
InvestNews
15/12/2008
SÃO PAULO - A verba de R$ 100 milhões para
auxiliar as vítimas da enchente em Santa Catarina
já está à disposição
do governo estadual e deverá ser liberada assim que
o plano de contingência preparado pela Secretaria
Estadual de Saúde for entregue ao Ministério
da Saúde. Os recursos serão destinados às
ações de vigilância em saúde,
reestruturação da rede de atenção
à saúde e investimento na recuperação
da infra-estrutura necessária ao atendimento à
população. Ao mesmo tempo, o governo enviou
equipes e materiais para socorrer as vítimas.
Do
total de recursos, assegurados por medida provisória,
cerca de R$ 70 milhões serão transferidos
diretamente para o Fundo Estadual de Saúde para ampliar
as equipes de trabalho. Outros R$ 30 milhões serão
usados na compra de equipamentos e reformas das unidades
de saúde.
O
Ministério da Saúde, por meio da área
de Vigilância em Saúde Ambiental, relacionada
aos riscos decorrentes dos desastres naturais (Vigidesastres)
está respondendo às necessidades levantadas
pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina,
como o envio da equipe técnica da Diretoria de Vigilância
em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador.
Até 27 de novembro foram distribuídos 180
kits de medicamentos, o suficiente para atender 270 mil
pessoas em um mês - cada kit atende até 500
pessoas desabrigadas e desalojadas por três meses,
e contém 34 medicamentos e 18 insumos. Trata-se de
medicamentos para tratar doenças comuns em situações
de enchentes, como leptospirose, hepatite, diarréia
e problemas relacionados à má qualidade da
água.
Uma
parceria entre os ministérios da Saúde e da
Defesa também garantiu a instalação
de um hospital de campanha em Itajaí. O Hospital
da Aeronáutica, com capacidade para atender 400 pessoas
por dia e com equipe de 14 médicos de várias
especialidades, possui Unidade de Terapia Intensiva, sendo
possível fazer atendimentos emergenciais e cirurgias.
O
Ministério da Defesa deslocou 1.450 militares para
a região. Os 15 helicópteros e cinco aviões
somaram mais de 445 horas voadas. Foram utilizados também
69 caminhões, quatro blindados; duas ambulâncias
e 20 embarcações. A carga total transportada,
entre comida, roupa e diversos totalizou 414.430 toneladas
e 18 mil litros de água até dia 3 de dezembro.
Além de 90 policiais da Polícia Rodoviária
Federal e 46 homens da Força Nacional de Segurança,
o contingente de 450 policiais de Santa Catarina está
todo mobilizado para os trabalhos. As forças policiais
usam quatro helicópteros para resgates e oito caminhões
para transporte de doações. A Força
Nacional de Segurança Pública, da Senasp,
enviou na semana passada 45 homens e 12 cães farejadores
que estão atuando na busca e resgate das vítimas,
auxiliando a Defesa Civil.
Setor sucroalcooleiro não deve enfrentar problemas
graves, prevê Conab
Agência Brasil
15/12/2008
BRASÍLIA
- A próxima safra de cana-de-açúcar
poderá passar por percalços, mas "a solidez
dos fundamentos do setor garante que os problemas serão
contornados", segundo previsão do presidente
da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),
Wagner Rossi.
Ele apresentou hoje o resultado da produção
da cana-de-açúcar em 2008, que será
13,9% superior à de 2007, com 571,4 milhões
de toneladas de cana processada. A área plantada
foi de 8,5 milhões de hectares.
Com
a produção deste ano, a fabricação
de açúcar será de 32,1 milhões
de toneladas, com a moagem de 246 milhões de toneladas
de cana. Já a fabricação de etanol
utilizará 325,3 milhões de toneladas de cana,
resultando na produção de 26,6 bilhões
de litros, sendo 10,1 bilhões de litros do álcool
anidro, que é adicionado à gasolina e 16,5
bilhões de álcool hidratado, o álcool
combustível vendido nos postos de gasolina.
Ao
falar das perspectivas do setor em 2009, Rossi destacou
que "trata-se de um mercado regular, sem grandes problemas,
mas que conta com acompanhamento permanente do governo,
que procura se inteirar da situação da oferta
e da demanda". Para o presidente da Conab, o preço
do álcool foi muito favorável em 2008 e deverá
ficar próximo a isso no ano que vem, não havendo
perigo de grandes altas, uma vez que o preço do barril
do petróleo está em baixa no mercado internacional.
Quanto
aos investimentos na área sucroalcooleira, Rossi
não descarta a possibilidade de problemas decorrentes
da crise na área de crédito mundial, pois
ela acaba afetando todos os setores. Mas acredita que sejam
feitos ajustes de forma suave no setor, sem grandes traumas
para a produção nacional.
Em 2008 o preço do álcool, em relação
à gasolina, esteve em algumas regiões do país
na proporção de 55% a 65%, o que foi bastante
favorável. "É vantagem comprar esse combustível
até a margem de 70% do preço do litro do derivado
de petróleo. Essa relação de preços
é sempre importante para definir o nível de
demanda", disse Rossi.
O
presidente da Conab afirmou que o governo está atento
à remuneração mais baixa obtida pelos
pequenos produtores e "já tomou medidas rápidas
para apoiar essa contribuição, que é
essencial para um mercado tão importante do álcool".
Ele preferiu não arriscar estimativas sobre a produtividade
do próximo ano, alegando que são feitas cinco
colheitas em algumas regiões e no Sudeste até
seis. Por isso, é difícil prever, embora todo
ano sempre se espere um crescimento mínimo de 10%
na produção da cana-de-açúcar.
O
diretor do Departamento de Cana-de-açúcar
e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, Alexandre Stratasson, informou que vão
ser instalados no próximo ano mais 30 complexos para
fabricação de álcool. O custo médio
de cada um gira em torno de R$ 300 milhões, segundo
ele.
A
aplicação de cerca de R$ 9 bilhões
no setor é um algo muito positivo, destacou Stratasson.
Cada uma dessas usinas tem capacidade para o processamento
de duas toneladas de cana, garantindo a industrialização
anual de 560 milhões de toneladas suplementares.
Ele prevê que em 2009 os preços do álcool
ficarão equilibrados em relação à
situação atual, devendo haver um leve aumento
no preço do açúcar no mercado internacional.
A produção de álcool tende a crescer
mais do que a de açúcar especialmente pela
previsão de aumento da fabricação de
veículos flex, que usam alternativamente álcool
combustível e gasolina. Hoje, estão circulando
no país 7 milhões de carros movidos a álcool
e há previsão de aumento dessa frota em 2009.
Base de celulares no Brasil passa dos
147 milhões, diz Anatel
Valor Online
15/12/2008
SÃO PAULO - O número de linhas de telefonia
móvel existentes no Brasil chegou a 147,052 milhões
ao final de novembro último, segundo dados preliminares
divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel).
O volume representa um crescimento de 1,55% sobre o mês
de outubro, quando estavam registradas 144,795 milhões
de linhas.
Do total de linhas, de acordo com a agência, 81,3%
são da categoria pré-pago, enquanto que 19,7%
estão entre os celulares "pós-pagos".
No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, a base de linhas
móveis registrou crescimento de 26,4%, com a inclusão
de 30,713 milhões de novos celulares.
BNDES
faz empréstimo-ponte de R$ 528 milhões à
Petrobras
Folha
Online
15/12/2008
O
BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
liberou nesta segunda-feira empréstimo-ponte de R$
528 milhões para a construção da plataforma
de Mexilhão, que será instalada no campo homônimo,
na bacia de Santos.
A
operação poderá ser complementada ainda
com um empréstimo de longo prazo. O empréstimo-ponte
é uma modalidade que geralmente não é
feita pelo banco, mas passou a ser concedida de forma provisória
em função da escassez de crédito no
mercado. O empréstimo-ponte é de cunho mais
emergencial, para a fase inicial de um projeto.
A
plataforma está sendo construída no estaleiro
Mauá, em Niterói (RJ). A PMXL-1 terá
227 metros de altura e será a plataforma fixa mais
alta a ser construída no Brasil. Ela será
fixada 145 quilômetros da costa onde a profundidade
d'água é de 172 metros.
O
gás natural produzido em Mexilhão será
escoado por um gasoduto marítimo com 145 km de extensão
até uma unidade de tratamento em Caraguatatuba. De
lá, o gás será escoado pelo gasoduto
Caraguatatuba-Taubaté, com 96 quilômetros,
até ser colocado no sistema de distribuição.
O
gás de Mexilhão será voltado para o
mercado da região Sudeste e ajudará a reduzir
a dependência externa de gás natural. O projeto
integra o Plangás (Plano de Antecipação
da Produção de Gás), que está
no âmbito do PAC (Programa de Aceleração
do Desenvolvimento).
Financiamento
Na
última sexta-feira (12), a Petrobras
divulgou a assinatura de contrato de financiamento no valor
de 75 bilhões de ienes (cerca de US$ 750 milhões)
com um pool de bancos japoneses. A estatal também
informou que assinou seguro da agência de fomento
à exportação japonesa Nexi (Nippon
Export and Investment Insurance).
Em
outubro, a estatal recorreu ao Banco
do Brasil e à Caixa
para obter recursos. Os dois bancos oficiais emprestaram
juntos R$ 2,773 bilhões, sendo R$ 2,022 bilhões
pela Caixa e R$ 751 milhões através do BB.
Além
disso, a Petrobras pegou emprestados US$ 200 milhões
junto ao Bradesco
no início deste mês, através de uma
linha de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio),
que possui prazo de vencimento de um ano.
Bradesco reforça linhas de crédito a empresas
Gazeta Mercantil
16/12/2008
São Paulo - As linhas para capital de giro do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
- que está destinando R$ 6 bilhões para a
modalidade até junho de 2009 em ação
que faz parte do Programa Especial de Crédito (PEC)
do governo federal - já estão disponíveis
no Bradesco.
Conforme o diretor executivo do banco, Ademir Cossiello,
as linhas têm diferenciais atrativos como taxa e prazo
de pagamento de até 13 meses, incluindo carência
de cinco meses. "A empresa também não
precisa de uma finalidade específica para tomar o
recurso, o que é muito oportuno neste momento."
Os
empréstimos, limitados a 20% da receita operacional
bruta do último exercício, atendem a todos
os setores. Os juros, fixos, variam até 20,55% ao
ano para as grandes companhias e até 19,65% para
micro, pequenas e médias empresas. Cossiello diz
que as operações que o Bradesco realizará,
de até R$ 10 milhões, serão aprovadas
diretamente pelo próprio banco. Já os empréstimos
que ultrapassem esse valor e de até R$ 50 milhões
precisam de aprovação do BNDES.
O
executivo não sabe estimar qual será a demanda
por esses recursos, mas afirma que o importante é
o País iniciar o próximo semestre com mais
confiança, continuidade dos projetos e sem recuo
significativo no nível de emprego. "Se o nível
de emprego fica comprometido, gera insegurança maior,
o que afeta o consumo e reduz o nível de atividade;
diminui até a própria retomada do crédito."
Para
Cossiello, é importante o Bradesco ser um dos primeiros
a ter as linhas disponíveis porque a instituição
é a maior repassadora de recursos do BNDES. Os seus
desembolsos com recursos do banco de fomento somaram R$
6,9 bilhões de janeiro a outubro deste ano, com 40
mil contratos, ante R$ 5,4 bilhões de igual período
de 2007 e 26 mil contratos. A instituição
tem mais de 1 milhão de clientes pessoa jurídica
e sua carteira de crédito para o segmento ultrapassou
os R$ 127 bilhões no ano até setembro, sendo
R$ 22 bilhões em capital de giro.
Arrecadação
em 2008 deve bater meta de R$ 640 bilhões
Valor Online
16/12/2008
BRASÍLIA - O secretário-adjunto da Super Receita,
Otacílio Cartaxo, disse hoje que o governo federal
fechará 2008 com a meta de arrecadação
cumprida, em torno de R$ 640 bilhões. Mesmo com recuo
em novembro, afetada pela desaceleração da
economia, a receita de impostos atingiu no acumulado do
ano R$ 619,4 bilhões (valor nominal).
O
secretário admitiu que a crise financeira mundial
se refletiu no lucro das empresas brasileiras e afetou a
receita do governo no mês passado. Mas não
deu detalhes e desconversou sobre qual era a meta mensal
prevista.
A arrecadação em novembro ficou em R$ 54,729
bilhões, com queda nominal de 16,44% sobre outubro
e redução real de 1,85% sobre novembro de
2007, a primeira retração mensal desde 2004.
O recuo foi nos impostos diretos da Super Receita, de 15,73%
sobre outubro, uma vez que as contribuições
previdenciárias tiveram alta real de 0,74% na mesma
comparação.
Na
tributação sobre o lucro das empresas, o imposto
de renda (IRPJ) teve queda nominal de 49,29% e a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 41,62% sobre
outubro.
Cartaxo lembra que a receita de outubro é inflada
pelo recolhimento de tributos das empresas com base trimestral.
Portanto, prefere comparar com novembro de 2007, quando
há queda de 3,94% na arrecadação da
CSLL e de 23,46% no IRPJ.
Ele
disse que a contração esperada para dezembro,
em consequência da crise, deve reduzir o ritmo do
crescimento real da arrecadação para algo
em torno de 8% este ano. Até novembro, a variação
real acumulada era de 9,16% ante igual intervalo de 2007.
Griletto
abre sua primeira unidade no interior de SP
InvestNews
17/12/2008
SÃO
PAULO - Dois meses após estruturar seu plano de expansão
via o modelo de franquias, o
Griletto, rede de restaurantes especializada
em grelhados e parmegianas, vende a primeira unidade. Será
em Araraquara (SP), no Shopping Jaraguá, com previsão
de abertura para a primeira quinzena de janeiro de 2009.
'Me
sinto orgulhoso em ser o primeiro franqueado do Griletto.
É um privilégio poder fazer parte de uma empresa
como esta', afirma Leonardo de Abreu Cezare, responsável
pela franquia.
Entre os fatores que pesaram na decisão de Cezare
estão a credibilidade da marca, a rentabilidade,
além da estrutura e do know-how oferecido aos franqueados.
Febrafarma
reafirma importância da propaganda
InvestNews
17/12/2008
SÃO
PAULO - A propósito do anúncio da nova resolução
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA)
que trata da propaganda e da promoção de medicamentos,
a Federação Brasileira da Indústria
Farmacêutica (Febrafarma)
reafirmou sua convicção de que a promoção
e a propaganda de medicamentos são fundamentais para
a divulgação de informações
úteis e relevantes sobre os produtos e suas indicações
terapêuticas entre médicos, profissionais da
saúde e consumidores, em consonância com o
direito constitucional de acesso da população
ao conhecimento e à informação.
De acordo com a Febrafarma, desde 2000, o país conta
com uma ampla e rigorosa legislação, baseada
na experiência internacional, que regulamenta e orienta
a promoção de medicamentos entre os profissionais
da saúde e a propaganda ao consumidor dos Medicamentos
Isentos de Prescrição (MIPs) pelos diversos
meios de comunicação.
Receita
da Network1 cresce 25% em 2008
InvestNews
18/12/2008
SÃO
PAULO - A Network1,
distribuidora especializada em produtos de comunicação
de dados, convergência, voz, segurança e TI
no Brasil, comemora o fechamento do ano de 2008 com um incremento
de 25% em sua receita. A empresa também registrou
elevação em sua base de revendas, que hoje
conta com 8.600 canais ativos, além do número
de colaboradores, que totaliza 150. Para 2009, a expectativa
é de crescer mais 20%.
'Estamos
muito felizes, pois 2008 foi um ano muito positivo para
a empresa. Não só pelo aumento no nosso faturamento,
mas também por ter sido um período de muito
crescimento, que resultou na nossa mudança para um
escritório maior e a abertura de um novo Centro de
Distribuição em Itajaí (SC)', comemora
Adilson de Carvalho, diretor comercial da Network1.
De acordo com a empresa, ao longo do ano, a distribuidora
incrementou os negócios com o portfólio das
marcas que já atuava, mas também evoluiu positivamente
no fechamento de novos fabricantes e já comemora
sucessos de vários negócios firmados. 'Nossa
estratégia contempla a oferta de uma gama completa
de soluções aos nossos canais, que resultam
em margens de lucro maior para os mesmos. Por essa razão,
reforçamos as nossas parcerias, além de novos
acordos com a Tandberg, Alvarion, Blue Coat, Aruba e Microsoft',
diz Carvalho.
Ainda
no período, a Network1 adquiriu a distribuidora DM7,
empresa do Grupo MTel, onde maximizou a transação
com a distribuição da israelense Alvarion,
mundialmente reconhecida como a empresa de banda larga sem
fio mais inovadora do mercado.
Com o objetivo de aprimorar seus serviços, a Network1
reformulou sua loja virtual - NBC (Network1 Business Center).
A página, que representa 50% do volume de pedidos,
passará em 2009 a ser um completo portal consultivo
de compras e negócios. 'Teremos no nosso site muito
mais do que uma simples venda, será um canal adicional
de relacionamento, consultoria e capacitação
de nossas revendas', explica o executivo.
'Acreditamos
que a melhor maneira de gerar mais negócios para
os nossos canais e, consequentemente para a Network1, é
manter o nosso parceiro bem treinado e com o máximo
de informações sobre os produtos deixando
de ser um vendedor de soluções para atuar
como um consultor, além disso, vamos aprimorar nosso
relacionamento e atendimento consultivo aos nossos parceiros',
conclui o diretor.
Já
para 2009, a distribuidora espera um incremento de 20% nos
negócios a partir do fechamento de novos contratos
de distribuição e, principalmente, no novo
acordo com a HP, em que a Network1 passa também a
comercializar toda a linha de soluções de
servidores e storage da fabricante. 'Com isso, passamos
a oferecer mais oportunidades de negócios para integradores
que atendem médias e grandes empresas, além
do segmento de governo e mercados verticais', finaliza Carvalho.
Governo injeta mais R$ 100 bi na economia
Gazeta Mercantil
18/12/2008
Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN)
e o Banco Central (BC) tomaram medidas ontem que podem injetar
mais de R$ 100 bilhões na economia em 2009. Os bancos
devem elevar em R$ 88 bilhões o total de concessões
de crédito por conta das mudanças nas regras
de contabilidade relativas ao peso dos créditos tributários
nos seus patrimônios de referência. Na prática,
a decisão amplia o poder de alavancagem dos bancos,
ao aumentar o potencial de empréstimos em relação
ao patrimônio.
Cálculo
do BC considerando os dez maiores bancos, que detêm
85% do patrimônio do setor, indica que a medida reduz
a exigência de capital em R$ 8,932 bilhões,
a partir da reclassificação dos créditos
tributários, o que permite conceder novos créditos
de R$ 81,2 bilhões a partir da aplicação
do índice do Acordo de Basiléia.
O
CMN decidiu reduzir gradativamente o limite de presença
de créditos tributários decorrentes de prejuízos
fiscais sobre o patrimônio. O índice, de 40%,
cai para 30% em 2009; para 20% em 2010 e fica em 10% em
2011. A redução potencializa a capacidade
de concessão de crédito, na ordem de R$ 20,2
bilhões até 2011, ou seja, cerca de R$ 6,74
bilhões ao ano a partir de 2009. A soma das duas
mudanças tem potencial de liberação
de mais R$ 88 bilhões em crédito.
Além
disso, o Fundo
Garantidor de Crédito (FGC) vai socorrer
os bancos médios. O CMN permitiu que o fundo utilize
até 50% do seu patrimônio de referência
para comprar créditos de instituições
financeiras e de sociedades de arrendamento mercantil. O
limite que vigorava antes da decisão era de 20%.
O governo estima que a medida possa liberar até R$
9 bilhões de liquidez ao mercado.
Odontoprev
compra OdontoServ e ADCON por R$ 26 milhões
Valor Online
18/12/2008
SÃO PAULO - A Odontoprev
informou na noite desta quinta-feira que fechou acordo preliminar
para comprar a totalidade do capital social da OdontoServ,
de Maceió, e da ADCON Administradora de Convênios
Odontológicos, de Salvador. A consumação
da operação deve ocorrer em 10 dias.
Segundo
a Odontoprev, a aquisição está avaliada
em R$ 26 milhões, além de quantias variáveis
a depender do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação
e amortização) atingido pelas unidades.
De acordo com o Fato Relevante que trata da transação,
a OdontoServ e a ADCON possuíam, em conjunto, 90
mil beneficiários de planos privados de assistência
odontológica ao final de novembro. Já o Ebitda
ajustado somava R$ 4,5 milhões.
Anatel
concede autorização final para criação
da "supertele"
Valor Online
18/12/2008
Quase
oito meses após anunciar o acordo de compra da
Brasil Telecom (BrT), a Oi recebeu hoje a autorização
definitiva para concluir a transação. Em reunião
encerrada há pouco, o conselho-diretor da Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel)
concedeu a anuência prévia para a criação
da já famosa "supertele".
A
decisão saiu a apenas três dias do prazo final
estipulado no acordo para que a Oi concluísse a operação.
Caso isso não ocorresse, a operadora teria que pagar
à BrT uma multa no valor de R$ 490 milhões.
E
a possibilidade da Oi não cumprir esse prazo ficou
bastante próxima na última quarta-feira, quando
o Tribunal
de Contas da União (TCU) determinou à
Aneel que suspendesse a análise da transação,
alegando que a autarquia não dispunha de informações
suficientes para aprovar o negócio, fechado pelo
valor total de R$ 13 bilhões.
Hoje, no entanto, o TCU voltou atrás em sua decisão
e o conselho-diretor da agência pôde retomar
os trabalhos.
BFFC
conclui aquisição da IRB por US$ 5,5 milhões
Valor Online
18/12/2008
SÃO PAULO - A holding BFFC,
segunda maior cadeia de restaurantes fast-food do país,
concluiu hoje a aquisição de 60% da Internacional
Restaurantes do Brasil (IRB), maior franqueadora da Pizza
Hut em território nacional, mediante pagamento
de US$ 5,5 milhões. Fechado em agosto último,
o negócio foi costurado a uma taxa de câmbio
de R$ 1,57 por dólar, o que leva a transação
ao montante referencial de R$ 8,635 milhões.
A
aquisição da IRB irá transferir para
o resultado financeiro consolidado da BFFC um ganho de cerca
de R$ 3,5 milhões, originado em créditos tributários
da empresa adquirida.
Simultaneamente
ao acordo de compra, a BFFC contratou um empréstimo
no valor de R$ 9 milhões com o banco UBS Pactual.
O crédito foi garantido por um prazo de três
anos, com juro correspondente à variação
do CDI, adicionado de 2,75% ao ano. O banco também
assinou um acordo que previa que 35% do empréstimo
seria corrigido pelo câmbio caso o dólar ultrapassasse
a marca de R$ 1,73, valendo a partir de 15 de dezembro.
(Valor Online, com agências internacionais)
Anatel
autoriza compra da BIGTV pela NET
InvestNews
18/12/2008
SÃO
PAULO - A NET Serviços
recebeu autorização da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel)
para adquirir o controle da BIGTV,
operadora de TV por assinatura e banda larga nas cidades
de Guarulhos (SP), Valinhos (SP), Botucatu (SP), Jaú
(SP), Sertãozinho (SP), Marília (SP), Ponta
Grossa (PR), Cascavel (PR), Cianorte (PR), Guarapuava (PR),
Maceió (AL) e João Pessoa (PB).
Com
a aquisição, a NET passa a deter 50% do mercado
de TV por assinatura e 22% do mercado de internet banda
larga. Além disso, a NET amplia a atuação
de 79 para 91 cidades brasileiras. Somado à rede
da BIGTV, o total de domicílios cabeados passa a
ser 9,9 milhões. Juntas NET e BIGTV ultrapassam o
número de 3 milhões de clientes de TV por
assinatura e 2,1 milhões de clientes de banda larga.
'A
rede da BIGTV é totalmente complementar à
da NET. A aquisição da empresa representa
um movimento estratégico para nós, pois amplia
a área de atuação da NET para regiões
da Grande São Paulo, interior do Paraná e
Nordeste', afirma José Félix, presidente da
NET Serviços. 'Nosso objetivo é iniciar a
oferta de nossos produtos nessas regiões o mais breve
possível'.
Em
receita líquida, a aquisição da BIGTV
representará um crescimento de 3% para a companhia.
A estrutura de controle da NET não será alterada,
permanecendo a Globo como controladora.
Crediacisa
oferece empréstimo á beneficiários
do INSS
InvestNews
18/12/2008
SÃO
PAULO - A Crediacisa
- Cooperativa de Crédito Mútuo dos Micro e
Pequenos Empresários e Microempreendedores de Santo
André acaba de lançar o Sicoob Tranqüilidade,
uma modalidade de empréstimo consignado destinado
a beneficiários do INSS, aposentados ou pensionistas,
podendo ser associado ou não da Crediacisa. O valor
da parcela é descontado direto no benefício.
Segundo
Décio Milani, gerente da Crediacisa, este tipo de
empréstimo oferece uma série de vantagens
como agilidade e simplicidade para obtenção
de crédito; taxas competitivas que varia de acordo
com o prazo de pagamento sendo de 1,99% a.m. por 7 meses
a 2,48% a.m. por 60 meses; valor máximo de R$ 15.000,00
e o mínimo de R$ 200,00. "O dinheiro é
liberado em até 4 dias após o preenchimento
da documentação e o pagamento parcelado é
calculado com base no valor do beneficio previdenciário",
explica Milani.
A
Crediacisa opera há dois anos e conta com 206 cooperados.
Em 2007, a cooperativa apresentou uma sobra líquida
de R$ 21.500,00, que de acordo com a aprovação
da assembléia, esse valor foi creditado na conta
dos cooperados e incorporado ao capital de cada um, sendo
que até o mês de junho deste ano já
tem uma sobra líquida de R$ 50.424,00 para ser distribuída
aos cooperados.
O apetite da Citroën em tempos de crise
Gazeta Mercantil
18/12/2008
São Paulo - "A crise abre oportunidades."
A frase dita pelo diretor comercial da Citroën
do Brasil, Michel Bernardet, está longe
de ser retórica. Enquanto 2009 é incerto para
muita gente, a montadora francesa já tem uma meta:
alcançar 3% do mercado brasileiro. Isto implica crescer
meio ponto percentual num mercado que ninguém sabe
para onde vai no ano que vem.
Mas como a novata Citroën vai conseguir ampliar seu
share? Atualmente, a marca detém 2,5% do mercado
nacional. Num mercado disputadíssimo e em queda,
qualquer meio ponto percentual envolve muita disputa pelo
consumidor, que tende a ficar escasso se a crise não
arrefecer.
Bernardet
aposta no lançamento de produtos, crescimento da
rede - principalmente em cidades do interior do País
- promoções e forte apoio a seus dealers para
surpreender e tomar mercado dos seus concorrentes.
Os empresários que chegam não temem entrar
ou expandir o negócio na hora em que vender carro
não parece ser uma boa idéia? "Temos
um plano de parceria e apoio ao nossos revendedores. Até
agora, ninguém se arrependeu de ser um concessionário
Citroën", afirmou Bernardet.
O
jovem diretor lembra que, mesmo quando o mercado desabou
em outubro, a Citroën manteve seu plano de expansão
da rede. De lá para cá, foram mais oito novos
pontos-de-venda. Ao todo, neste ano, já foram inauguradas
26 revendas no País.
"Nossos planos de crescimento estabelecem que a rede
Citroën deva chegar a 118 concessionárias em
94 cidades no final deste ano, 138 casas em 112 cidades
em 2009 e 150 pontos de vendas e serviços em 123
cidades ao final de 2010", afirmou o diretor de desenvolvimento
da rede e vendas especiais da Citroën, Domingos Boragina.
"O
crescimento da rede está voltado basicamente para
a interiorização da marca em grandes centros
urbanos e o aumento da capilaridade da cobertura comercial
que hoje já atinge mais de 80% do território
nacional", disse Domingos Boragina.
Em dezembro, a Citroën vai encerrar o ano com 118 concessionárias
- a última delas será aberta em Porto Velho
(RO). Na semana passada, estreou a revenda de Juazeiro do
Norte, na região do Cariri cearense.
Com
um total de 2.800 metros quadrados, a loja cearense recebeu
investimentos de R$ 1,5 milhão. A concessionária
será a responsável pela geração
inicial de 30 empregos diretos e indiretos, consolidando
a cidade de Juazeiro do Norte e toda a região do
Cariri como um importante pólo econômico do
Nordeste.
Entre janeiro e outubro, estão previstas a abertura
de cinco novas revendas, em Guarulhos (SP), Sete Lagoas
(MG), Feira de Santa (BA), Franca (SP) e Cachoeiro de Itapemirim
(ES).
Números
robustos
A certeza da Citroën no crescimento em 2009 está
calcada em dados já percebidos em 2008. Na primeira
quinzena de dezembro, a montadora recuperou vendas em relação
a novembro. A Citroën cresceu quase 13% enquanto o
mercado em geral caiu 4% no período.
Bernardet afirmou que a empresa, por estar saudável
financeiramente, apoiou a rede, subsidiando a venda de usados.
A Citroën está financiando a venda de usados
pelas revendedores com juro de 0.99%. No mercado, a taxa
para o financiamento de carros seminovos ou usados pode
chegar a 4%.
Embora
com volume pequeno perto das grandes montadoras que atuam
no País, a Citroën deverá fechar com
um crescimento muito acima dos concorrentes. Enquanto o
mercado geral, fechará com aumento de vendas entre
17% e 18%, a Citroën deverá encerrar o ano com
mais 46%.
A
Citroën do Brasil fechou os 11 primeiros meses de 2008
com vendas totais de 63.779 unidades em todo o mercado nacional
de automóveis e comerciais leves, o que representou
um crescimento de 46% sobre o mesmo período de 2007
(43.678 unidades). Estes números asseguraram uma
participação de mercado de 2,56 % "Mesmo
num momento de dificuldades para o mercado automotivo, esse
resultado positivo só foi possível graças
ao sucesso de vendas do compacto premium C3 e do sedã
C4 Pallas", explica Boragina.
Lançamentos
Entre as novidades para 2009, a Citroën prepara o lançamento
do C4 Picasso, além de um hatch do C4 Pallas, que
deverá chegar no segundo semestre. A importação
do grande sedã C5, reestilizado, também está
prevista para 2009.
Em 2008, o C3 continuou sendo o ponto forte da marca. O
compacto registrou no período 33.384 unidades, crescendo
26,2% nos 11 primeiros meses dos ano sobre o mesmo período
de 2007. Já o sedã C4 Pallas, produzido na
Argentina, emplacou este ano 16.720 unidades no período.(Gazeta
Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Wagner Oliveira)
Curitiba
lança 6,9 mil unidades residenciais
Gazeta Mercantil
18/12/2008
A
oferta e a demanda de imóveis em Curitiba (foto)
continuam bem equilibradas. Por essa razão, a capital
paranaense ainda não sentiu os efeitos da crise financeira
mundial. Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria
da Construção Civil no Estado do Paraná
(Sinduscon-PR),
até o fim do ano, devem ser lançadas 6,9 mil
unidades residenciais, número quase 80% maior do
que em 2007. E o propulsor desse aumento é o financiamento
com recursos da poupança, que deve atingir o volume
de R$ 30 bilhões em 2008.
AleSat
compra rede de postos Repsol no Brasil
Portal
Exame
19/12/2008
A
AleSat
Combustíveis comprou a rede de postos
Repsol no País, o que deve ampliar o volume de vendas
da companhia em 20%, para cerca de 360 milhões de
litros por mês, segundo estimativas da quinta maior
distribuidora de combustíveis do País. O negócio
aumentará a rede da AleSat para 1.700 postos em 22
Estados e no Distrito Federal. A participação
de mercado da companhia criada a partir da fusão
da mineira ALE Combustíveis e da potiguar Satélite
Distribuidora de Petróleo será de 4,6%. O
negócio marcará o ingresso da AleSat no Rio
Grande do Sul, onde a Repsol mantém 20 postos.
"Serão as primeiras revendas com a nossa bandeira
no Estado e pretendemos chegar a 85 até 2012",
afirmou o presidente da empresa, Marcelo Alecrim, em comunicado.
Para fazer frente ao novo porte da empresa, a AleSat pretende
investir R$ 250 milhões em logística, frota,
novos postos e tecnologia da informação (TI)
nos próximos cinco anos. O objetivo da companhia
é chegar a 2012 com faturamento de R$ 8,1 bilhões
e uma rede com 2.500 postos. A receita prevista para este
ano é de R$ 6,2 bilhões. A operação,
estimada em R$ 130 milhões, inclui ativos de infra-estrutura
comercial, logística e outros negócios, segundo
informou a Repsol. Esta é a segunda aquisição
anunciada pela AleSat em quatro meses. Em setembro passado,
a companhia adquiriu a distribuidora catarinense Polipetro,
com 130 postos nos Estados de Santa Catarina e Paraná.
Com informações da Dow Jones.
Indústria
de massas prevê alta nas vendas e investe
Gazeta Mercantil
19/12/2008
São
Paulo, 19 de Dezembro de 2008 - Para as fabricantes de massas
alimentícias, a crise internacional não foi
o principal problema do ano. A disparada no preço
do trigo no final de 2007 e início de 2008 dificultou
o desempenho das empresas, que foram obrigadas a repassar
custos durante o primeiro semestre de 2008. Diante desse
cenário, enquanto o volume de massas vendido cresceu
5% no ano, para 1,333 milhão de toneladas, o faturamento
do setor saltou 8%, para R$ 4,85 bilhões. Para o
próximo ano, a expectativa é mais conservadora.
Segundo Cláudio Zanão, presidente da Associação
Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias
(Abima),
o setor deve acompanhar o crescimento do PIB. A estimativa
da associação é de alta de cerca de
3%. Confirmadas as previsões, o faturamento deve
alcançar R$ 4,99 bilhões em 2009.
"Tivemos
um primeiro semestre difícil, mas conseguimos nos
recuperar no segundo semestre", disse Claudio Zanão.
Segundo ele, as vendas de macarrão - produto de baixo
valor e que faz parte da cesta básica do brasileiro
-, não foram afetadas pela crise internacional. "Produtos
de consumo normalmente demoram mais para sentir a verdadeira
crise", disse.
Nas empresas, a alta dos preços praticados ao longo
do ano também impactou nos resultados. Na M.
Dias Branco - a maior fabricante do Brasil com
19,3% do mercado de acordo com dados de setembro e outubro
da ACNielsen -, o faturamento com vendas de massas totalizou
R$ 472,2 milhões de janeiro a setembro, alta de 37,8%
em relação a igual período de 2007.
No entanto, em volume, a alta foi de 17,7%, para 169 mil
toneladas.
"Se
compararmos os nove primeiros meses de 2008 e 2007, identificamos
um crescimento no preço médio das massas da
ordem de 16,7%", informou Geraldo Luciano Mattos Jr.,
vice-presidente de investimentos e controladoria da M.Dias.
Segundo o executivo, a empresa acredita que o segmento de
massas continuará crescendo no próximo ano
e tem programado investimentos para a área.
"A crise realmente é global e já é
consenso que teremos uma desaceleração do
crescimento do País no próximo ano. No entanto,
o setor de alimentos se configura como um segmento de natureza
defensiva e deve vir a sofrer menor impacto, pelo fato de
trabalhar, em geral, com produtos de primeira necessidade
e baixo ticket médio", explicou Mattos Jr..
A M. Dias tem capacidade de produção de 30
mil toneladas de massa por mês.
No
grupo Selmi - terceiro maior fabricante do País com
as marcas Renata e Galo e participação de
10,1%, segundo dados da Nielsen -o crescimento em faturamento
ficou em 15%, enquanto a produção ficou estável.
"Foi um ano um pouco mais restrito, mais difícil,
mas agora já está voltando ao normal",
disse Ricardo Selmi, presidente do grupo. Segundo ele, para
2009, a previsão é de estabilidade de preços
e alta de 12% em receita e volume. A empresa tem capacidade
instalada para produzir 13 mil toneladas de massa por mês,
acabou de investir R$ 10 milhões em um novo centro
de distribuição, com capacidade para 6 mil
paletes e entrará no mercado de biscoitos.
Na
Vilma Alimentos, de Minas Gerais, a alta no faturamento
será de 15%, para R$ 415 milhões, enquanto
a produção crescerá 5%, para 66 mil
toneladas anuais. "2008 vai ficar marcado como o ano
da alta do trigo", disse Cesar Tavares, vice-presidente
da empresa. Segundo ele, a crise internacional afetou os
consumidores, mas não impactou nas vendas. E 2009
será ano de mais crescimento, acredita Tavares. "Nós
não acreditamos que tenha motivos para crescermos
menos de 10%", disse o executivo, que espera alta de
até 19% no próximo ano.
Diante
de um cenário de otimismo, a Vilma prepara investimentos
importantes para 2009. Segundo Tavares, no próximo
ano deve começar a funcionar a primeira máquina
de macarrão instantâneo da empresa. Em 2007,
a Vilma entrou nesse mercado, que representa 10% das vendas,
com produção terceirizada. Agora, a partir
de 2009, a empresa assumirá toda a produção.
A nova máquina terá capacidade para mil toneladas
por mês.
Além
disso, a empresa vai ampliar a produção de
massas especiais em 500 toneladas; planeja colocar em funcionamento
uma máquina nova de cortes curtos em agosto de 2009,
com capacidade para 2 mil toneladas/mês; e investirá
em outra máquina, para cortes longos, prevista para
entrar em funcionamento em 2010, com capacidade de produção
de 3 mil toneladas por mês. Com os investimentos,
a capacidade de produção da empresa alcançará
12 mil toneladas mês.
Trigo
As boas perspectivas para o ano que vem são baseadas
na safra de trigo nesse final de ano. Segundo Zanão,
da Abima, três quartos da safra mundial de trigo são
colhidos durante os últimos meses do ano. "As
safras nacional e mundial de trigo estão ótimas",
disse o presidente da associação, que acredita
ser possível manter os preços durante o primeiro
semestre de 2009. Mattos Jr., da M. Dias, disse que a última
atualização do relatório do Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), anunciada em no
dia 11, prevê para a safra 2008/2009 um crescimento
de 12% na produção de trigo (684 milhões
de toneladas) e 6% no consumo (656 milhões de toneladas),
o que deve elevar os estoques globais para 147 milhões
de toneladas, 23,5% superior ao período anterior.
Usiminas
fecha aquisição da Zamprogna
São
Paulo e Porto Alegre, 19 de Dezembro de 2008 - A Usiminas
anunciou ontem a aquisição da fabricantes
de tubos com costura e distribuidora de chapas, perfis e
telhas de aço Zamprogna
por cerca de R$ 160 milhões, operação
que deve ser concluída no final de fevereiro. É
a segunda compra da siderúrgica de origem mineira
no segmento de distribuição neste ano e demonstra
o forte apetite das empresas do setor, com foco especial
na verticalização.
Em
comunicado ao mercado, a Usiminas informou que a Zamprogna,
de origem gaúcha, é uma das maiores consumidoras
de tiras laminadas a quente do País e a maior fabricante
de tubos com costura do Brasil. Além disso, era a
maior distribuidora independente de aços do Brasil,
conforme ranking do Instituto Nacional de Distribuidores
de Aço (Inda).
O setor de distribuição tem passado por um
forte processo de consolidação que tem dizimado
com as distribuidoras independentes. Somente neste ano,
a ArceloMittal adquiriu 50% da Gonvarri
Brasil, que até então era a segunda
maior distribuidora independente.
Em
julho a ArcelorMittal
voltou ao mercado para comprar 70% do capital da Manchester
Tubos e Perfilados. Já a Gerdau buscou se fortalecer
internacionalmente, com aquisições de distribuidoras
atuante nos Estados Unidos e na América Latina.
A partir de agora a maior distribuidora não-associada
a uma usina siderúrgica atuante no mercado brasileiro
é a Frefer e ocupa a oitava posição
no ranking.
O
presidente da empresa, Christiano da Cunha Freire, que também
é presidente do Inda, afirmou que o movimento da
Usiminas deve levar a reações tanto das demais
usinas quanto das distribuidoras independentes. As siderúrgicas,
que já buscavam ampliar a sua presença na
distribuição, devem correr para fazer novas
aquisições. Conforme o Inda, a aquisição
torna a Usiminas a líder nacional em distribuição
de aços planos, com 23% do mercado. Antes dividia
a primeira colocação com a Belgo, da ArcelorMittal.
A Inal, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN),
caiu da primeira para a terceira colocação.
As independentes, por sua vez, tendem a buscar fusões
para se fortalecerem na disputa com as usinas.
Para
se proteger da investida de grandes grupos de distribuição,
as empresas RCC, Domave e Açometal se anteciparam
e uniram as operações. Mas para as demais
distribuidoras, em sua maioria familiares, a fusão
não é tão simples. "Cada empresa
tem uma cultura e isso dificulta", disse Freire.
A
Zamprogna pertencia ao fundo NSG Capital de Administração
de Recursos S/A, que havia adquirido participação
majoritária em maio de 2007 por valor à época
não divulgado. O fundo informara, quando anunciou
a compra, que pretendia investir R$ 200 milhões entre
2008 e 2009, na ampliação da capacidade de
produção e de processamento da distribuidora
e em novas aquisições para formar um grande
grupo de distribuição. No entanto, não
realizou aquisição e reviu os investimentos
Fontes do mercado gaúcho de aço dizem que
há algumas semanas circulava a informação
de que a Zamprogna poderia ser vendida, apesar de há
poucos meses o presidente da empresa e do fundo NSG Capital,
Luiz Eduardo Franco de Abreu, ter reiteradas vezes declarado
que a idéia era ser um consolidador e a meta era
dobrar o volume de aço distribuído em 2009.
O
que surpreendeu foi a velocidade em que a venda ocorreu.
As especulações davam conta também
que a compradora poderia ser a CSN, pelo relacionamento
mais estreito que tinha com a Zamprogna. O que teria pressionado
a empresa para a venda seria a dívida em meio a um
momento de falta de liquidez. Conforme fato relevante divulgado
pela Usiminas para comunicar o negócio, o preço
da aquisição seria R$ 160 milhões,
ajustado pelas variações de capital de giro
e dívida líquida consolidada. Ao final do
terceiro trimestre, o capital era de cerca de R$ 245 milhões
e a dívida de R$ 405 milhões.
"Essa
aquisição reforça a presença
da Usiminas em centros de serviços e inaugura a entrada
na fabricação de tubos", informou a siderúrgica
em comunicado. A empresa gaúcha atua principalmente
nos mercados automotivo, moveleiro e da construção
civil.
A Usiminas já possuía 65% da Rio Negro, 50%
da Fasal e este ano adquiriu 49% da Dufer, passando a deter
a totalidade do capital da companhia. Juntas, as três
empresas registraram receita líquida de R$ 1,35 bilhão
no ano passado, sendo responsáveis por cerca de um
quarto das vendas da Usiminas ao mercado interno, que foram
de 8 milhões de toneladas.