Sexta-feira, 26/12/2008
Ano VIII – edição 348



Brasil está saudável e nenhum financiamento será cortado
InvestNews
22/12/2008


SÂO PAULO - O presidente da República, Luiz Inácio da Silva, disse há pouco em rede Nacional que o sistema financeiro brasileiro está saudável e pode enfrentar a crise que chegou no "nosso melhor momento".
"Nas crises anteriores, o Brasil quebrava, mas podemos enfrentá-la agora e continuar crescendo, enquanto os outros países passam por recessão".

Segundo o presidente, nenhum investimento será cortado. "Todos devemos fazer nossa parte. "Se temos um dinheirinho e queremos comprar um eletrodoméstico para realizar um sonho, por exemplo, podemos fazê-lo sem susto porque estamos olhando a crise com uma lupa. Se o consumidor deixar de comprar, as empresas vão parar de fabricar. E o país não pode parar", enfatizando que todas as medidas para controlar a inflação estão sendo tomadas e que até a Dívida Pública registrou recuo. (Redação - InvestNews)

Mapa libera R$ 160 milhões para cafeicultura
InvestNews
22/12/2008

SÃO PAULO - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou hoje que liberou R$ 60 milhões para recuperação de lavouras atingidas por chuva de granizo e R$ 100 milhões para as dívidas de café vinculadas à Cédula do Produto Rural (CPR). Os recursos são oriundos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e foram repassados ao Banco do Brasil.

De acordo com o Mapa, as condições de contratação de financiamento para recuperação de lavouras atingidas por chuva de granizo estão estabelecidas na resolução 3.640, do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada em 26 de novembro de 2008. Já as normas para o financiamento de dívidas de café vinculadas à Cédula do Produto Rural (CPR) podem ser conferidas na resolução 3.643, também publicada no último dia 26.

Segundo Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento do Café, essas liberações de recursos do Funcafé são mais duas medidas importantes do Ministério da Agricultura para apoiar o setor de produção da cafeicultura em 2008.


Embraer vende 11 jatos à British
Gazeta Mercantil
23/12/2008

São José dos Campos (SP) - A Embraer e a British Airways anunciaram um contrato para a negociação de 11 jatos comerciais. São seis jatos modelo 170 e cinco outros 190SR, que servirão nas rotas da BA CityFlyer, subsidiária da British Airways. O valor do contrato é de US$ 376,5 milhões, a preço de lista, nas condições econômicas de janeiro de 2008, e pode alcançar US$ 489 milhões, se todas as opções forem confirmadas.

Os aviões da Embraer atuarão em rotas internacionais e domésticas a partir do Aeroporto London City, em Londres, Inglaterra. O negócio faz parte do processo de modernização da frota regional da companhia e inclui ainda opções para outros três jatos 190SR.
O primeiro Embraer 170 para a BA CityFlyer, que será configurado com 76 assentos, tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2009. Já o 190SR, que é uma versão maior, terá capacidade para até 98 passageiros. Ambos serão configurados para classe única de passageiros.

"É um privilégio ter os nossos E-Jets escolhidos como espinha dorsal da modernização da frota da BA CityFlyer em operações desde o Aeroporto London City, onde a pista é muito curta e as restrições de barulho são extremamente exigentes", disse o vice-presidente-executivo da Embraer para o mercado de aviação comercial, Mauro Kern.

O jato brasileiro 170 obteve o certificado de aproximação íngreme para operar no Aeroporto London City em junho de 2007. Esta aproximação é realizada por um software desenvolvido dentro do sistema fly-by-wire. Isto melhora a qualidade de vôo e controle, além de reduzir a carga de trabalho do piloto, proporcionando custos de manutenção menores.

Testes de avaliação
O jato modelo 190SR passa por uma série de testes de avaliação de engenharia com o objetivo de receber o certificado para aproximação íngreme até o final de 2009. "Estamos muito entusiasmados com a nova frota de aviões eficientes em termos de consumo de combustível, que, além de nos fazer alcançar nossos objetivos ambientais, oferecerá aos passageiros um produto com mais espaço e conforto", disse diretor-geral da operadora inglesa, Peter Simpson
Para dar suporte à nova frota de aviões da Embraer na próxima década, a British Airways também assinou o programa Pool, da Embraer, que oferece um controle de estoque operacional e reduz o custo do investimento inicial em peças de reposição e infra-estrutura.(Gazeta Mercantil - Júlio Ottoboni)

Dasa compra laboratório no Ceará por R$ 16 milhões
Valor Online
24/12/2008

SÃO PAULO - A Dasa informou na noite de ontem que fechou acordo para comprar a empresa do setor de diagnóstico Unidade Cearense de Imagem (Unimagem). Segundo comunicado, o valor do negócio será de R$ 16 milhões, que serão quitados em três parcelas.

Segundo a Dasa, a Unimagem é uma das maiores prestadoras de serviços de diagnósticos por imagem da cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Nos últimos 12 meses encerrados em novembro de 2008, a empresa teve receita bruta de R$ 11,97 milhões e um Ebitda (lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 3,97 milhões.

Calçadistas prevêem crescimento
Gazeta Mercantil
26/12/2008


Porto Alegre - A falta de confiança em relação ao que pode ocorrer com a economia leva o brasileiro a evitar a aquisição de bens duráveis para escapar do endividamento, mas isso não quer dizer que a população deixou de consumir. É o que sente o setor calçadista, que se diz beneficiado por uma certa migração das vendas de eletrônicos, linha branca e automóveis. Com isso, o segmento crê que as vendas serão boas no Natal e acredita em um 2009 promissor pelo desejo do consumidor de continuar indo às lojas, mesmo que para comprar produtos mais em conta, como sapatos.

A visão do setor é resumida pelo gerente de Marketing da fabricante de calçados Via Uno, Paulo Kieling. "Enxergamos uma oportunidade neste momento que está sendo denominado de crise", disse o executivo, que informou já ter números mostrando o desempenho satisfatório das vendas de calçados. "Na nossa rede própria de varejo as vendas estão crescendo 10% em relação ao mesmo período do ano passado", disse, referindo-se ao movimento do último trimestre deste ano.

O mesmo nota o gerente de Marketing da West Coast, Sérgio Baccaro. Segundo o executivo, muitos lojistas bateram à porta da empresa nos últimos dias na tentativa de repor estoques para as vendas de final de ano, uma prova de que a demanda por calçados surpreendeu o varejo. Baccaro disse que a West Coast não tem produtos para pronta-entrega, mas acredita que esta situação deve se refletir nas vendas durante a Couromoda, uma das principais feiras do setor de calçados do Brasil marcada para entre os dias 12 e 14 de janeiro, em São Paulo, que serve como um termômetro do apetite dos lojistas. "Acreditamos que eles (os lojistas) estão com estoques baixos e vão para a feira para comprar. E essas compras de janeiro indicam como vai ser o ano", disse Baccaro, otimista em relação a 2009 devido ao sentimento que tem colhido do contato com os lojistas.

"Com as incertezas da economia, o consumidor está se endividando menos para não se comprometer com parcelas que chegam a 12, 24 e até 36 meses. Todo mundo está com um pé atrás e calçados e artefatos de couro são um presente de excelente valor agregado e que custam menos", avaliou Baccaro, confiante na migração do consumo para bens semi-duráveis, como os calçados.

Com sede em Ivoti (RS), a West Coast fabrica sapatos casuais, tênis, botas e sandálias masculinas.
Quem também tem se deparado com a demanda surpresa de final de ano é a gerente de Marketing da A. Grings, Caren Martinelli. A empresa, fabricante dos calçados femininos da marca Piccadilly e sediada em Igrejinha (RS), foi procurada nos últimos dias por varejistas ávidos por repor estoques na última hora. "Isso tem acontecido bastante.

Mais barato
"Essa crise até agora era mais psicológica do que real, mas ela começou a se desenhar na prática pelo medo do consumidor", disse ela, concordando que o receio de se endividar e adquirir produtos mais caros fez o consumidor migrar para itens mais baratos. Segundo Caren, a A. Grings produziu este ano cerca de 9 milhões de pares e a estimativa para 2009 é elevar o volume em pelo menos 10%. "Temos a sensação de um final de ano bom e com isso o lojista fica mais confiante para o ano que vem", avaliou.

A mesma tendência também beneficia os fabricantes de calçados infantis, confirma a Bibi, de Parobé (RS). "A nossa empresa está completando 60 anos em 2009 e sempre que se vendeu muito automóvel no Brasil, o sapato sofreu. Agora o mercado está reagindo", disse o presidente da Bibi, Marlin Kohlrausch. "Também estamos vendo 2009 com bons olhos", disse ele, acrescentando que a empresa produziu cerca de 2,9 milhões de pares em 2008 e, para o ano que vem, a projeção indica algo entre 3,1 milhões e 3,5 milhões de pares. "As importações também vão reduzir drasticamente e as exportações começam a se viabilizar", afirmou Kohlrausch, referindo-se ao novo patamar do câmbio.

O empresário não demonstra maiores preocupações com o atual cenário de incertezas. "O Brasil já passou por crises muito piores. O que estamos passando agora é café pequeno", disse ele, crente de que, se a população preferir não arriscar adquirindo bens de maior valor, mesmo assim vai querer continuar consumindo, o que além de calçados pode beneficiar os têxteis.
Paulo Kieling, da Via Uno, também espera boa demanda na Couromoda e, como prevê alta das vendas de calçados em 2009, planeja ampliar o número de lojas exclusivas da marca, que hoje são 148 no País e devem chegar 200 até o final do ano. As lojas exclusivas representam cerca de 30% das vendas da Via Uno. A empresa produziu este ano aproximadamente 8 milhões de pares. Kieling disse que os resultados serão ainda melhores em 2009, mas prefere ainda não revelar números pelo fato de as projeções não estarem concluídas.

Importações em alta
As exportações de calçados totalizaram 150,7 milhões de pares até novembro, queda de 7,6% ante igual intervalo do ano anterior. Já as importações somaram 36,9 milhões de pares no período, alta de 40,7% em volume. A China responde por 71,6% do volume.(Gazeta Mercantil/Caderno C -Caio Cigana)

Projeto reduz dependência externa de nutriente
InvestNews
26/12/2008

SÃO PAULO - Em parceria com empresas do setor privado, a Embrapa Solos está desenvolvendo fertilizantes orgânicos à base de resíduos industriais. Com isso, o Brasil poderá reduzir a importação de nutrientes, que representa atualmente 75% do total de 30 milhões de toneladas consumidas por ano.

Segundo o pesquisador José Carlos Polidoro, um dos coordenadores do projeto, atualmente o país importa 75% dos nutrientes que consome na agricultura, seja em resíduos orgânicos ou minerais, o que corresponde a um total de 22 milhões a 24 milhões de toneladas por ano. Quanto ao potássio, o país importa anualmente 92% do volume consumido. "E a tendência é aumentar."

A Roda d'Água, de Minas Gerais, foi a primeira empresa privada que procurou a Embrapa, interessada em criar produtos inéditos no mercado de agricultura orgânica, desenvolvendo fertilizantes próprios para a agricultura tropical, para maior aproveitamento dos nutrientes. Polidoro disse que o objetivo da Embrapa Solos é estimula empresas nacionais que já produzem fertilizantes orgânicos por processos não-tecnológicos, baseados na simples compostagem de resíduos orgânicos, oferecendo apoio tecnológico para que seus produtos tenham garantias técnicas mínimas que substituam o produto importado.

Inicialmente, a Embrapa Solos aproveitará resíduos usados pelo grupo Roda d'Água como matéria-prima - resíduos de cervejaria, como bagaço da cevada, fornecido pela Ambev, e do restaurante industrial da montadora de automóveis Fiat, para transformar em fertilizante orgânico. "O que queremos agora é aprimorar esse fertilizante."

De acordo com Polidoro, o produto atende as exigências para registro no Ministério da Agricultura. "Só que não compete com o fertilizante mineral importado, porque tem teor muito baixo de nutrientes." Com esse serviço, a Embrapa busca usar sua tecnologia para colocar no mercado um fertilizante em condições de competir com o importado.

Outro aspecto positivo é a proteção do meio ambiente por intermédio do reaproveitamento de resíduos na produção do fertilizante. Para Polidoro, o uso de fertilizantes adequados é um dos fatores necessários para a agricultura orgânica brasileira alcançar alta produtividade com baixo impacto ambiental. "Aí, torna-se uma atividade profissional, que sempre se deve procurar na agricultura." A terra preta, fertilizante encontrado comumente em supermercados, não é um insumo adequado para sustentar uma agricultura de alto padrão, disse o pesquisador, em entrevista à Agência Brasil.

Oito pesquisadores trabalham no projeto de fertilizantes orgânicos, que usa também resíduos como aparas de grama, carvão, biofortificação e dejetos de cavalos. "Além de ser uma alternativa viável para diminuir a dependência externa de insumos, evita-se o impacto ambiental desses resíduos todos', afirmou Polidoro.
Ele ressaltou que mesmo os produtos importados têm de ser bem aproveitados na agricultura: "Não podemos jogar fertilizante fora, nem deixar que resíduos como potássio sejam destinados a lixões e aterros sanitários, ou que fiquem acumulados em pátios de indústrias. Isso tem de se tornar fertilizante." Para ele, as empresas precisam começar a produzir fertilizante orgânico competitivo a partir de resíduos industriais, com adição de tecnologia. Para a agricultura brasileira, que depende de 75% de fertilizantes importados, trata-se de uma questão de 'segurança nacional', uma vez que o país precisa do agronegócio para manter a balança comercial positiva, disse.

"É um perigo depender tanto de uma importação dessa, porque são poucos os países que exportam nutrientes". Os principais exportadores de potássio são Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. Polidoro informou que o único nutriente para fertilizantes produzido atualmente no Brasil é o fosfato, que equivale a 50% do consumo. Em 1993, o país produzia 100% de fosfato. "Tinha até excedente, que exportávamos para a América Latina. Hoje, importamos metade do fosfato". Com elevada reserva de fosfato, Marrocos é o principal fornecedor desse mineral ao Brasil.

As empresas interessadas na parceria para produção de fertilizante orgânico tecnológico devem procurar a Rede Nacional de Fertilizantes, recém-aprovada no Sistema Embrapa de Gestão de Projeto. A rede é liderada pela Embrapa Solos e integrada por indústrias em geral, fábricas de fertilizantes, órgãos de fomento e universidades, além de agricultores. Seu foco central é a diminuição da dependência externa de nutrientes do Brasil.
As informações são da Agência Brasil

Lopes negocia compra de imobiliária RIA
Valor Online
26/12/2008

SÃO PAULO - A imobiliária Lopes divulgou hoje um comunicado ao mercado para informar que está em negociações avançadas para comprar o controle da RIA - Rede de Imobiliárias Associadas, empresa que atua nos estados do Paraná e Santa Catarina.
A Lopes não fala em valores, mas apenas que assinou um contrato de exclusividade para a negociação até 7 de fevereiro de 2009. Ainda segundo o comunicado, a aquisição, se confirmada, será feita por meio da subsidiária Pronto!.
Segundo a Lopes, a RIA é ligada ao Grupo Apolar e tem 20 mil clientes e 34 franquias.


Mineira Ale compra a rede Repsol
Gazeta Mercantil
22/12/2008

Noventa dias após adquirir a distribuidora de petróleo Polipetro, com 130 postos nos estados de Santa Catarina e Paraná, a Ale Combustíveis voltou às compras e adquiriu na última sexta feira as atividades de distribuição de combustíveis da Repsol YPF no Brasil, com 327 postos. O negócio, fechado à vista por R$130 milhões, inclui também uma distribuidora de asfalto e, com a venda, a empresa petrolífera espanhola praticamente concentra suas atividades na exploração de petróleo e gás no Brasil.
De acordo com o vice presidente da Ale, Jucelino Sousa, os novos postos irão representar um aumento de 60 milhões de litros no volume comercializado mensalmente pela companhia, que atualmente é de 300 milhões de litros. Além do fornecimento para sua rede própria, a empresa distribui combustíveis a mais de 1.500 postos de bandeira branca a e a grandes consumidores (empresas de transporte de passageiros, de cargas, fazendas e embarcações).

A Ale Combustíveis é produto da uma fusão realizada em 2006 entre a Ale, que era uma empresa mineira do grupo Asamar, com a Sat, que pertencia ao empresário potiguar Marcelo Alecrim em associação com o fundo de investimentos norte-americano Darby Investments Overseas. Cada uma das empresas - a Ale e a Sat - dispunha de 500 postos sob suas bandeiras, apresentavam receitas semelhantes e atuavam em mercados distintos. Uma no Nordeste e outra no Centro Sul.
As duas empresas também foram fundadas no mesmo ano de 1996, logo após a abertura do mercado de combustíveis no Brasil. Coincidentemente priorizaram o atendimento personalizado a pequenos e médios varejistas e com isso conquistaram muitos postos que na época trabalhavam com bandeira branca. Isto é, os postos que não estavam ligados a nenhuma distribuidora e que hoje ainda são mais de 12 mil.

Com a aquisição, a companhia contará com uma rede de 1.700 postos sob a sua bandeira em 22 estados e no Distrito Federal, com cerca de 6% do número de postos no país e em 6º lugar entre as empresa que mais distribuem combustíveis. À sua frente estão a Petrobras (BR), com 32%, a Ipiranga, com 22%, a Shell com 13% e a Esso com 7%, segundo informações do mercado. O restante é compartilhado com mais de 60 pequenas distribuições regionais.

Dentro de outros 90 dias, quando a aquisição da Repsol for considerada digerida, a Ale pretende voltar às compras, segundo informa seu vice presidente. A empresa pretende assediar as pequenas distribuidoras regionais. "Em nossa atividade, a escala do negócio é fundamental e as empresas menores acabarão sendo incorporadas pelas maiores", declarou. Para atender ao aumento das vendas com a aquisição, serão feitos investimento de cerca de R$250 milhões nos próximos cinco anos em logística, frota, e tecnologia da informação. Segundo Sousa, a concretização do negócio também acelera os planos da empresa de atingir, dentro de três anos, o faturamento de R$ 8,1 bilhões e uma rede de 2.500 postos.

A aquisição também marca a entrada da marca Ale no Rio Grande do Sul, onde mantém 20 postos. O negócio também é expressivo em São Paulo, onde a rede passará dos atuais 120 postos para 220 postos e no Rio de Janeiro, de 80 para 140 postos. Outro ponto positivo da aquisição é que a Ale irá acrescentar 25 lojas à rede de conveniência Entreposto. A empresa informa que fechará 2008 com faturamento de R$ 6,2 bilhões.
Segundo Sousa, os entendimentos com a Repsol foram iniciados em agosto, antes mesmo da aquisição da Polipetro. A distribuidora espanhola montou um processo competitivo aberto em agosto e foi semelhante ao que realizou para se desfazer de seus postos no Equador. Ale pretende simultaneamente realizar um forte crescimento orgânico. Em 2008, a Ale conseguiu atrair 200 postos sem fidelidade para sua marca.

O dirigente diz ainda que o banco Bradesco foi o financiador da operação de compra da Repsol. Antes disso, a instituição financeira havia participado ativamente na fusão da Ale Combustível com a Sat Distribuidora de petróleo, em 2006 e com a compra da distribuidora Polipetro em setembro último.

Compras continuarão
Cláudio Zattar, ex-presidente da Ale, afirma que a compra já estava acertada há pouco mais de uma semana. "Há uma necessidade de a Ale crescer em número de postos", explica, para completar: "O volume que a companhia comercializa para postos de bandeira branca é grande, mas não há contratos de longo prazo para esse fornecimento, por isso é preciso crescer a quantidade de bandeiras Ale, para garantir o aumento no volume comercializado".

Segundo Zattar, as aquisições por parte da Ale não vão parar tão cedo. "A Ale está buscando qualquer oportunidade para crescer", garante o executivo. O ex-presidente da rede de postos sinaliza que a Ale quer tomar corpo para depois ser vendida com mais valor de mercado.
Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (Cbie), lembra que, com a saída da Repsol do setor de distribuição, resta apenas uma estrangeira no segmento no Brasil: a Shell. "O monopólio da Petrobras no refino de combustível e o fato de o Brasil controlar o preço da gasolina e do diesel está deixando o setor de distribuição cada vez mais atrativo para as estrangeiras investirem", afirma.

Ganho de escala
Pires também acredita que a Ale continuará investindo em aquisições. "Não acredito em outros grandes movimentos no setor por enquanto por conta da crise financeira mundial, mas pequenas aquisições serão feitas por todas as líderes de mercado, inclusive pela Ale", afirma. Porém, após um possível enfraquecimento da turbulência econômica, o diretor do Cbie crê em uma fusão entre o a Esso, adquirida neste ano pelo grupo sucroalcooleiro Cosan, e a Ale. "Acredito que os dois grupos vão se unir para tornarem-se a terceira maior marca de venda de combustíveis", prevê.

Zattar classifica a aquisição da rede Repsol como "importante" para a Ale "ganhar escala e competir com as outras quatro grandes marcas do setor". "Se a intenção da Ale é ser vendida, é preciso ter ativos, ou seja, mais postos", comenta.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Durval Guimarães e Roberta Scrivano)


Pesquisa da Serasa aponta alta de 2,8% nas vendas antes do Natal
Valor Online
26/12/2008

SÃO PAULO - As vendas do comércio na última semana antes do Natal no país cresceram 2,8% em relação ao mesmo período de 2007, segundo dados divulgados hoje pela Serasa Experian. A pesquisa considerou dados nacionais entre os dias 18 e 24 de dezembro do ano passado e igual período deste ano. Considerando apenas a cidade de São Paulo, a alta foi de 1,1%.

Apesar do crescimento, os dados confirmam a tendência de desaceleração da economia. Em 2007, no período de 18 a 24 de dezembro, o desempenho das vendas do comércio em todo o país teve aumento de 5,3% sobre 2006. Em São Paulo, o aumento observado havia sido de 5,6%, no período.

Segundo os técnicos da Serasa Experian, os juros mais altos e o maior endividamento de parte da população levaram a uma atitude mais cautelosa do consumidor na hora das compras, principalmente em relação ao crédito e aos produtos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, ainda segundo a empresa, os bancos e o varejo também foram mais conservadores na concessão de crédito.

 

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