Brasil está saudável e nenhum
financiamento será cortado
InvestNews
22/12/2008
SÂO PAULO - O presidente da República, Luiz
Inácio da Silva, disse há pouco em rede Nacional
que o sistema financeiro brasileiro está saudável
e pode enfrentar a crise que chegou no "nosso melhor
momento".
"Nas crises anteriores, o Brasil quebrava, mas podemos
enfrentá-la agora e continuar crescendo, enquanto
os outros países passam por recessão".
Segundo
o presidente, nenhum investimento será cortado. "Todos
devemos fazer nossa parte. "Se temos um dinheirinho
e queremos comprar um eletrodoméstico para realizar
um sonho, por exemplo, podemos fazê-lo sem susto porque
estamos olhando a crise com uma lupa. Se o consumidor deixar
de comprar, as empresas vão parar de fabricar. E
o país não pode parar", enfatizando que
todas as medidas para controlar a inflação
estão sendo tomadas e que até a Dívida
Pública registrou recuo. (Redação -
InvestNews)
Mapa
libera R$ 160 milhões para cafeicultura
InvestNews
22/12/2008
SÃO
PAULO - O Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
informou hoje que liberou R$ 60 milhões para recuperação
de lavouras atingidas por chuva de granizo e R$ 100 milhões
para as dívidas de café vinculadas à
Cédula do Produto Rural (CPR). Os recursos são
oriundos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé)
e foram repassados ao Banco do Brasil.
De
acordo com o Mapa, as condições de contratação
de financiamento para recuperação de lavouras
atingidas por chuva de granizo estão estabelecidas
na resolução 3.640, do Conselho Monetário
Nacional (CMN),
publicada em 26 de novembro de 2008. Já as normas
para o financiamento de dívidas de café vinculadas
à Cédula do Produto Rural (CPR) podem ser
conferidas na resolução 3.643, também
publicada no último dia 26.
Segundo
Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento do Café,
essas liberações de recursos do Funcafé
são mais duas medidas importantes do Ministério
da Agricultura para apoiar o setor de produção
da cafeicultura em 2008.
Embraer vende 11 jatos à British
Gazeta Mercantil
23/12/2008
São
José dos Campos (SP) - A Embraer
e a British
Airways anunciaram um contrato para a negociação
de 11 jatos comerciais. São seis jatos modelo 170 e
cinco outros 190SR, que servirão nas rotas da BA CityFlyer,
subsidiária da British Airways. O valor do contrato
é de US$ 376,5 milhões, a preço de lista,
nas condições econômicas de janeiro de
2008, e pode alcançar US$ 489 milhões, se todas
as opções forem confirmadas.
Os
aviões da Embraer atuarão em rotas internacionais
e domésticas a partir do Aeroporto London City, em
Londres, Inglaterra. O negócio faz parte do processo
de modernização da frota regional da companhia
e inclui ainda opções para outros três
jatos 190SR.
O primeiro Embraer 170 para a BA CityFlyer, que será
configurado com 76 assentos, tem previsão de entrega
para o segundo semestre de 2009. Já o 190SR, que
é uma versão maior, terá capacidade
para até 98 passageiros. Ambos serão configurados
para classe única de passageiros.
"É
um privilégio ter os nossos E-Jets escolhidos como
espinha dorsal da modernização da frota da
BA CityFlyer em operações desde o Aeroporto
London City, onde a pista é muito curta e as restrições
de barulho são extremamente exigentes", disse
o vice-presidente-executivo da Embraer para o mercado de
aviação comercial, Mauro Kern.
O
jato brasileiro 170 obteve o certificado de aproximação
íngreme para operar no Aeroporto London City em junho
de 2007. Esta aproximação é realizada
por um software desenvolvido dentro do sistema fly-by-wire.
Isto melhora a qualidade de vôo e controle, além
de reduzir a carga de trabalho do piloto, proporcionando
custos de manutenção menores.
Testes
de avaliação
O jato modelo 190SR passa por uma série de testes
de avaliação de engenharia com o objetivo
de receber o certificado para aproximação
íngreme até o final de 2009. "Estamos
muito entusiasmados com a nova frota de aviões eficientes
em termos de consumo de combustível, que, além
de nos fazer alcançar nossos objetivos ambientais,
oferecerá aos passageiros um produto com mais espaço
e conforto", disse diretor-geral da operadora inglesa,
Peter Simpson
Para dar suporte à nova frota de aviões da
Embraer na próxima década, a British Airways
também assinou o programa Pool, da Embraer, que oferece
um controle de estoque operacional e reduz o custo do investimento
inicial em peças de reposição e infra-estrutura.(Gazeta
Mercantil - Júlio Ottoboni)
Dasa
compra laboratório no Ceará por R$ 16 milhões
Valor Online
24/12/2008
SÃO PAULO - A Dasa
informou na noite de ontem que fechou acordo para comprar
a empresa do setor de diagnóstico Unidade Cearense
de Imagem (Unimagem).
Segundo comunicado, o valor do negócio será
de R$ 16 milhões, que serão quitados em três
parcelas.
Segundo
a Dasa, a Unimagem é uma das maiores prestadoras
de serviços de diagnósticos por imagem da
cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Nos últimos
12 meses encerrados em novembro de 2008, a empresa teve
receita bruta de R$ 11,97 milhões e um Ebitda (lucro
antes de juros impostos, depreciação e amortização)
ajustado de R$ 3,97 milhões.
Calçadistas
prevêem crescimento
Gazeta Mercantil
26/12/2008
Porto Alegre - A falta de confiança em relação
ao que pode ocorrer com a economia leva o brasileiro a evitar
a aquisição de bens duráveis para escapar
do endividamento, mas isso não quer dizer que a população
deixou de consumir. É o que sente o setor calçadista,
que se diz beneficiado por uma certa migração
das vendas de eletrônicos, linha branca e automóveis.
Com isso, o segmento crê que as vendas serão
boas no Natal e acredita em um 2009 promissor pelo desejo
do consumidor de continuar indo às lojas, mesmo que
para comprar produtos mais em conta, como sapatos.
A
visão do setor é resumida pelo gerente de
Marketing da fabricante de calçados Via
Uno, Paulo Kieling. "Enxergamos uma oportunidade
neste momento que está sendo denominado de crise",
disse o executivo, que informou já ter números
mostrando o desempenho satisfatório das vendas de
calçados. "Na nossa rede própria de varejo
as vendas estão crescendo 10% em relação
ao mesmo período do ano passado", disse, referindo-se
ao movimento do último trimestre deste ano.
O
mesmo nota o gerente de Marketing da West
Coast, Sérgio Baccaro. Segundo o executivo,
muitos lojistas bateram à porta da empresa nos últimos
dias na tentativa de repor estoques para as vendas de final
de ano, uma prova de que a demanda por calçados surpreendeu
o varejo. Baccaro disse que a West Coast não tem
produtos para pronta-entrega, mas acredita que esta situação
deve se refletir nas vendas durante a Couromoda, uma das
principais feiras do setor de calçados do Brasil
marcada para entre os dias 12 e 14 de janeiro, em São
Paulo, que serve como um termômetro do apetite dos
lojistas. "Acreditamos que eles (os lojistas) estão
com estoques baixos e vão para a feira para comprar.
E essas compras de janeiro indicam como vai ser o ano",
disse Baccaro, otimista em relação a 2009
devido ao sentimento que tem colhido do contato com os lojistas.
"Com
as incertezas da economia, o consumidor está se endividando
menos para não se comprometer com parcelas que chegam
a 12, 24 e até 36 meses. Todo mundo está com
um pé atrás e calçados e artefatos
de couro são um presente de excelente valor agregado
e que custam menos", avaliou Baccaro, confiante na
migração do consumo para bens semi-duráveis,
como os calçados.
Com
sede em Ivoti (RS), a West Coast fabrica sapatos casuais,
tênis, botas e sandálias masculinas.
Quem também tem se deparado com a demanda surpresa
de final de ano é a gerente de Marketing da A. Grings,
Caren Martinelli. A empresa, fabricante dos calçados
femininos da marca Piccadilly
e sediada em Igrejinha (RS), foi procurada nos últimos
dias por varejistas ávidos por repor estoques na
última hora. "Isso tem acontecido bastante.
Mais
barato
"Essa crise até agora era mais psicológica
do que real, mas ela começou a se desenhar na prática
pelo medo do consumidor", disse ela, concordando que
o receio de se endividar e adquirir produtos mais caros
fez o consumidor migrar para itens mais baratos. Segundo
Caren, a A. Grings produziu este ano cerca de 9 milhões
de pares e a estimativa para 2009 é elevar o volume
em pelo menos 10%. "Temos a sensação
de um final de ano bom e com isso o lojista fica mais confiante
para o ano que vem", avaliou.
A
mesma tendência também beneficia os fabricantes
de calçados infantis, confirma a Bibi,
de Parobé (RS). "A nossa empresa está
completando 60 anos em 2009 e sempre que se vendeu muito
automóvel no Brasil, o sapato sofreu. Agora o mercado
está reagindo", disse o presidente da Bibi,
Marlin Kohlrausch. "Também estamos vendo 2009
com bons olhos", disse ele, acrescentando que a empresa
produziu cerca de 2,9 milhões de pares em 2008 e,
para o ano que vem, a projeção indica algo
entre 3,1 milhões e 3,5 milhões de pares.
"As importações também vão
reduzir drasticamente e as exportações começam
a se viabilizar", afirmou Kohlrausch, referindo-se
ao novo patamar do câmbio.
O
empresário não demonstra maiores preocupações
com o atual cenário de incertezas. "O Brasil
já passou por crises muito piores. O que estamos
passando agora é café pequeno", disse
ele, crente de que, se a população preferir
não arriscar adquirindo bens de maior valor, mesmo
assim vai querer continuar consumindo, o que além
de calçados pode beneficiar os têxteis.
Paulo Kieling, da Via Uno, também espera boa demanda
na Couromoda e, como prevê alta das vendas de calçados
em 2009, planeja ampliar o número de lojas exclusivas
da marca, que hoje são 148 no País e devem
chegar 200 até o final do ano. As lojas exclusivas
representam cerca de 30% das vendas da Via Uno. A empresa
produziu este ano aproximadamente 8 milhões de pares.
Kieling disse que os resultados serão ainda melhores
em 2009, mas prefere ainda não revelar números
pelo fato de as projeções não estarem
concluídas.
Importações
em alta
As exportações de calçados totalizaram
150,7 milhões de pares até novembro, queda
de 7,6% ante igual intervalo do ano anterior. Já
as importações somaram 36,9 milhões
de pares no período, alta de 40,7% em volume. A China
responde por 71,6% do volume.(Gazeta Mercantil/Caderno C
-Caio Cigana)
Projeto
reduz dependência externa de nutriente
InvestNews
26/12/2008
SÃO
PAULO - Em parceria com empresas do setor privado, a Embrapa
Solos está desenvolvendo fertilizantes
orgânicos à base de resíduos industriais.
Com isso, o Brasil poderá reduzir a importação
de nutrientes, que representa atualmente 75% do total de
30 milhões de toneladas consumidas por ano.
Segundo
o pesquisador José Carlos Polidoro, um dos coordenadores
do projeto, atualmente o país importa 75% dos nutrientes
que consome na agricultura, seja em resíduos orgânicos
ou minerais, o que corresponde a um total de 22 milhões
a 24 milhões de toneladas por ano. Quanto ao potássio,
o país importa anualmente 92% do volume consumido.
"E a tendência é aumentar."
A
Roda d'Água, de Minas Gerais, foi a primeira empresa
privada que procurou a Embrapa, interessada em criar produtos
inéditos no mercado
de agricultura orgânica, desenvolvendo fertilizantes
próprios para a agricultura tropical, para maior
aproveitamento dos nutrientes. Polidoro disse que o objetivo
da Embrapa Solos é estimula empresas nacionais que
já produzem fertilizantes orgânicos por processos
não-tecnológicos, baseados na simples compostagem
de resíduos orgânicos, oferecendo apoio tecnológico
para que seus produtos tenham garantias técnicas
mínimas que substituam o produto importado.
Inicialmente,
a Embrapa Solos aproveitará resíduos usados
pelo grupo Roda d'Água como matéria-prima
- resíduos de cervejaria, como bagaço da cevada,
fornecido pela Ambev,
e do restaurante industrial da montadora de automóveis
Fiat, para transformar em fertilizante orgânico.
"O que queremos agora é aprimorar esse fertilizante."
De
acordo com Polidoro, o produto atende as exigências
para registro no Ministério da Agricultura. "Só
que não compete com o fertilizante mineral importado,
porque tem teor muito baixo de nutrientes." Com esse
serviço, a Embrapa busca usar sua tecnologia para
colocar no mercado um fertilizante em condições
de competir com o importado.
Outro
aspecto positivo é a proteção do meio
ambiente por intermédio do reaproveitamento de resíduos
na produção do fertilizante. Para Polidoro,
o uso de fertilizantes adequados é um dos fatores
necessários para a agricultura orgânica brasileira
alcançar alta produtividade com baixo impacto ambiental.
"Aí, torna-se uma atividade profissional, que
sempre se deve procurar na agricultura." A terra preta,
fertilizante encontrado comumente em supermercados, não
é um insumo adequado para sustentar uma agricultura
de alto padrão, disse o pesquisador, em entrevista
à Agência Brasil.
Oito
pesquisadores trabalham no projeto de fertilizantes orgânicos,
que usa também resíduos como aparas de grama,
carvão, biofortificação e dejetos de
cavalos. "Além de ser uma alternativa viável
para diminuir a dependência externa de insumos, evita-se
o impacto ambiental desses resíduos todos', afirmou
Polidoro.
Ele ressaltou que mesmo os produtos importados têm
de ser bem aproveitados na agricultura: "Não
podemos jogar fertilizante fora, nem deixar que resíduos
como potássio sejam destinados a lixões e
aterros sanitários, ou que fiquem acumulados em pátios
de indústrias. Isso tem de se tornar fertilizante."
Para ele, as empresas precisam começar a produzir
fertilizante orgânico competitivo a partir de resíduos
industriais, com adição de tecnologia. Para
a agricultura brasileira, que depende de 75% de fertilizantes
importados, trata-se de uma questão de 'segurança
nacional', uma vez que o país precisa do agronegócio
para manter a balança comercial positiva, disse.
"É
um perigo depender tanto de uma importação
dessa, porque são poucos os países que exportam
nutrientes". Os principais exportadores de potássio
são Rússia, Canadá, China e Estados
Unidos. Polidoro informou que o único nutriente para
fertilizantes produzido atualmente no Brasil é o
fosfato, que equivale a 50% do consumo. Em 1993, o país
produzia 100% de fosfato. "Tinha até excedente,
que exportávamos para a América Latina. Hoje,
importamos metade do fosfato". Com elevada reserva
de fosfato, Marrocos é o principal fornecedor desse
mineral ao Brasil.
As
empresas interessadas na parceria para produção
de fertilizante orgânico tecnológico devem
procurar a Rede Nacional de Fertilizantes, recém-aprovada
no Sistema Embrapa de Gestão de Projeto. A rede é
liderada pela Embrapa Solos e integrada por indústrias
em geral, fábricas de fertilizantes, órgãos
de fomento e universidades, além de agricultores.
Seu foco central é a diminuição da
dependência externa de nutrientes do Brasil.
As informações são da Agência
Brasil
Lopes
negocia compra de imobiliária RIA
Valor Online
26/12/2008
SÃO PAULO - A imobiliária Lopes
divulgou hoje um comunicado ao mercado para informar que
está em negociações avançadas
para comprar o controle da RIA - Rede de Imobiliárias
Associadas, empresa que atua nos estados do Paraná
e Santa Catarina.
A Lopes não fala em valores, mas apenas que assinou
um contrato de exclusividade para a negociação
até 7 de fevereiro de 2009. Ainda segundo o comunicado,
a aquisição, se confirmada, será feita
por meio da subsidiária Pronto!.
Segundo a Lopes, a RIA é ligada ao Grupo Apolar e
tem 20 mil clientes e 34 franquias.
Mineira Ale compra a rede Repsol
Gazeta Mercantil
22/12/2008
Noventa
dias após adquirir a distribuidora de petróleo
Polipetro, com 130 postos nos estados de Santa Catarina
e Paraná, a Ale
Combustíveis voltou às compras
e adquiriu na última sexta feira as atividades de
distribuição de combustíveis da Repsol
YPF no Brasil, com 327 postos. O negócio,
fechado à vista por R$130 milhões, inclui
também uma distribuidora de asfalto e, com a venda,
a empresa petrolífera espanhola praticamente concentra
suas atividades na exploração de petróleo
e gás no Brasil.
De acordo com o vice presidente da Ale, Jucelino Sousa,
os novos postos irão representar um aumento de 60
milhões de litros no volume comercializado mensalmente
pela companhia, que atualmente é de 300 milhões
de litros. Além do fornecimento para sua rede própria,
a empresa distribui combustíveis a mais de 1.500
postos de bandeira branca a e a grandes consumidores (empresas
de transporte de passageiros, de cargas, fazendas e embarcações).
A
Ale Combustíveis é produto da uma fusão
realizada em 2006 entre a Ale, que era uma empresa mineira
do grupo Asamar,
com a Sat, que pertencia ao empresário potiguar Marcelo
Alecrim em associação com o fundo de investimentos
norte-americano Darby Investments Overseas. Cada uma das
empresas - a Ale e a Sat - dispunha de 500 postos sob suas
bandeiras, apresentavam receitas semelhantes e atuavam em
mercados distintos. Uma no Nordeste e outra no Centro Sul.
As duas empresas também foram fundadas no mesmo ano
de 1996, logo após a abertura do mercado de combustíveis
no Brasil. Coincidentemente priorizaram o atendimento personalizado
a pequenos e médios varejistas e com isso conquistaram
muitos postos que na época trabalhavam com bandeira
branca. Isto é, os postos que não estavam
ligados a nenhuma distribuidora e que hoje ainda são
mais de 12 mil.
Com
a aquisição, a companhia contará com
uma rede de 1.700 postos sob a sua bandeira em 22 estados
e no Distrito Federal, com cerca de 6% do número
de postos no país e em 6º lugar entre as empresa
que mais distribuem combustíveis. À sua frente
estão a Petrobras
(BR), com 32%, a Ipiranga, com 22%, a Shell
com 13% e a Esso
com 7%, segundo informações do mercado. O
restante é compartilhado com mais de 60 pequenas
distribuições regionais.
Dentro
de outros 90 dias, quando a aquisição da Repsol
for considerada digerida, a Ale pretende voltar às
compras, segundo informa seu vice presidente. A empresa
pretende assediar as pequenas distribuidoras regionais.
"Em nossa atividade, a escala do negócio é
fundamental e as empresas menores acabarão sendo
incorporadas pelas maiores", declarou. Para atender
ao aumento das vendas com a aquisição, serão
feitos investimento de cerca de R$250 milhões nos
próximos cinco anos em logística, frota, e
tecnologia da informação. Segundo Sousa, a
concretização do negócio também
acelera os planos da empresa de atingir, dentro de três
anos, o faturamento de R$ 8,1 bilhões e uma rede
de 2.500 postos.
A
aquisição também marca a entrada da
marca Ale no Rio Grande do Sul, onde mantém 20 postos.
O negócio também é expressivo em São
Paulo, onde a rede passará dos atuais 120 postos
para 220 postos e no Rio de Janeiro, de 80 para 140 postos.
Outro ponto positivo da aquisição é
que a Ale irá acrescentar 25 lojas à rede
de conveniência Entreposto. A empresa informa que
fechará 2008 com faturamento de R$ 6,2 bilhões.
Segundo Sousa, os entendimentos com a Repsol foram iniciados
em agosto, antes mesmo da aquisição da Polipetro.
A distribuidora espanhola montou um processo competitivo
aberto em agosto e foi semelhante ao que realizou para se
desfazer de seus postos no Equador. Ale pretende simultaneamente
realizar um forte crescimento orgânico. Em 2008, a
Ale conseguiu atrair 200 postos sem fidelidade para sua
marca.
O
dirigente diz ainda que o banco Bradesco foi o financiador
da operação de compra da Repsol. Antes disso,
a instituição financeira havia participado
ativamente na fusão da Ale Combustível com
a Sat Distribuidora de petróleo, em 2006 e com a
compra da distribuidora Polipetro em setembro último.
Compras
continuarão
Cláudio Zattar, ex-presidente da Ale, afirma que
a compra já estava acertada há pouco mais
de uma semana. "Há uma necessidade de a Ale
crescer em número de postos", explica, para
completar: "O volume que a companhia comercializa para
postos de bandeira branca é grande, mas não
há contratos de longo prazo para esse fornecimento,
por isso é preciso crescer a quantidade de bandeiras
Ale, para garantir o aumento no volume comercializado".
Segundo
Zattar, as aquisições por parte da Ale não
vão parar tão cedo. "A Ale está
buscando qualquer oportunidade para crescer", garante
o executivo. O ex-presidente da rede de postos sinaliza
que a Ale quer tomar corpo para depois ser vendida com mais
valor de mercado.
Adriano Pires, diretor do Centro
Brasileiro de Infra-Estrutura (Cbie), lembra
que, com a saída da Repsol do setor de distribuição,
resta apenas uma estrangeira no segmento no Brasil: a Shell.
"O monopólio da Petrobras no refino de combustível
e o fato de o Brasil controlar o preço da gasolina
e do diesel está deixando o setor de distribuição
cada vez mais atrativo para as estrangeiras investirem",
afirma.
Ganho
de escala
Pires também acredita que a Ale continuará
investindo em aquisições. "Não
acredito em outros grandes movimentos no setor por enquanto
por conta da crise financeira mundial, mas pequenas aquisições
serão feitas por todas as líderes de mercado,
inclusive pela Ale", afirma. Porém, após
um possível enfraquecimento da turbulência
econômica, o diretor do Cbie crê em uma fusão
entre o a Esso, adquirida neste ano pelo grupo sucroalcooleiro
Cosan,
e a Ale. "Acredito que os dois grupos vão se
unir para tornarem-se a terceira maior marca de venda de
combustíveis", prevê.
Zattar
classifica a aquisição da rede Repsol como
"importante" para a Ale "ganhar escala e
competir com as outras quatro grandes marcas do setor".
"Se a intenção da Ale é ser vendida,
é preciso ter ativos, ou seja, mais postos",
comenta.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Durval
Guimarães e Roberta Scrivano)
Pesquisa da Serasa aponta alta de 2,8%
nas vendas antes do Natal
Valor Online
26/12/2008
SÃO PAULO - As vendas do comércio na última
semana antes do Natal no país cresceram 2,8% em relação
ao mesmo período de 2007, segundo dados divulgados
hoje pela Serasa
Experian. A pesquisa considerou dados nacionais
entre os dias 18 e 24 de dezembro do ano passado e igual
período deste ano. Considerando apenas a cidade de
São Paulo, a alta foi de 1,1%.
Apesar
do crescimento, os dados confirmam a tendência de
desaceleração da economia. Em 2007, no período
de 18 a 24 de dezembro, o desempenho das vendas do comércio
em todo o país teve aumento de 5,3% sobre 2006. Em
São Paulo, o aumento observado havia sido de 5,6%,
no período.
Segundo
os técnicos da Serasa Experian, os juros mais altos
e o maior endividamento de parte da população
levaram a uma atitude mais cautelosa do consumidor na hora
das compras, principalmente em relação ao
crédito e aos produtos de maior valor agregado. Ao
mesmo tempo, ainda segundo a empresa, os bancos e o varejo
também foram mais conservadores na concessão
de crédito.