MOVIMENTAÇÃO DA LOG-IN CRESCE 26% NO TRIMESTRE
InvestNews
12/01/2009
SÃO PAULO - A Log-In Logística Intermodal movimentou 130.533 TEUs no quarto trimestre de 2008, incremento de 26,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Navegação Costeira, o volume em TEUs foi 64,4% superior ao do quarto trimestre de 2007 e a produção em TEU-Milha cresceu 55,3%.
A movimentação total de contêineres no TVV cresceu 18,2% e a produção em TKU do Trem Expresso aumentou em 16,7%. Durante 2008, a Log-In movimentou 448.180 TEUs, 12% acima do volume movimentado em 2007.
O volume da Navegação Costeira cresceu 50,9% em TEUs e a produção 35,1% em TEU-Milha, enquanto que no Trem Expresso a produção em TKU foi 21,9% superior ao ano anterior. A movimentação total de contêineres no TVV aumentou 2,7%, com incremento de 8,9% na movimentação de contêineres cheios.
PRODUÇÃO MUNDIAL DE GRÃOS AUMENTA EM QUASE 5%
InvestNews
12/01/2009
SÃO PAULO - A safra mundial de grãos para esta temporada está estimada em 2,24 bilhões de toneladas, acréscimo de 4,9% em relação à safra passada, que fechou em 2,12 bilhões de toneladas. O Brasil representa 6,2% dessa produção mundial, com 137 milhões de toneladas. Os números são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).
Entre os principais grãos, o trigo deve apresentar um aumento de produção de 11,9%, soja acréscimo de 5,6% na produção, o arroz incremento de 1,8%, e queda de 0,06% na produção do milho.
Os estoques mundiais de arroz, milho, soja e trigo permanecem próximos aos níveis de cinco anos atrás. Na avaliação do coordenador-geral de Planejamento Estratégico, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques, as previsões do USDA mostram relativa recuperação da relação estoque e consumo para esses produtos em 2009.
Gasques acrescenta que a participação brasileira ocorre de forma mais expressiva na produção de soja, e que o País deverá produzir 25,2% do total, ou seja, 58 milhões de toneladas. O primeiro lugar é ocupado pelos Estados Unidos com 34,5%, que representa 80,5 milhões de toneladas.
ATLANTIS CRESCE 95% E PROJETA SERVIÇOS PARA REDES IP
InvestNews
13/01/2009
SÃO PAULO - A Atlantis Tecnologia, provedora de serviços e soluções na área de Telecomunicações e Sistemas de Segurança, encerrou 2008 com um crescimento de 95% em faturamento com relação ao ano anterior.
Segundo a empresa, os principais fatores que contribuíram para esse resultado foram a expansão dos serviços de vídeo-monitoramento IP da integradora para Estados do Norte e Nordeste do país, além da conquista de grandes contratos no mercado de Governo, por meio de pacotes de Segurança Pública. O setor privado também teve destaque, principalmente pela instalação de sistemas de vigilância para condomínios fechados.
De acordo com Cristiano Ramos, sócio-diretor da integradora, a empresa conseguiu em 2008 firmar-se nacionalmente pela qualidade de seus serviços. A ampliação do quadro funcional, com a contratação de profissionais altamente especializados, também foi decisiva para a melhora da estrutura operacional da Atlantis. Duas novas filiais, em Florianópolis (SC) e em São Paulo (SP), foram inauguradas no período.
Ramos explica que as estratégias que haviam sido traçadas ano passado acabaram tendo de ser adaptadas, devido ao próprio comportamento do mercado de Segurança em 2008, que teve grande alta na demanda de projetos na área de Governo.
'Nosso foco estava no mercado privado, mas o público acabou se destacando. Para este ano, queremos investir fortemente no setor privado, dando continuidade aos projetos que vinham sendo desenvolvidos para condomínios de alto padrão no ano que passou', pondera.
Para 2009, a integradora pretende otimizar sua estrutura e expandir o número de clientes privados. Uma nova unidade de negócios que será a base estratégica para clientes nas regiões Norte e Nordeste está em estudo. A Atlantis lançará neste ano serviços agregados às câmeras IP, que permitam a interação das pessoas com o sistema de segurança como interfones integrados, botão de pânico, entre outros.
'Mesmo com o atual cenário financeiro, nosso planos permanecem inalterados, pois os sistemas de segurança IP em 2009 tomarão uma fatia ainda maior do mercado, tanto público como privado. Acreditamos que a tendência para este ano será a integração de serviços dentro de redes IP e vamos buscar soluções convergentes para oferecer aos nossos clientes', detalha Ramos.
COLETEK EXPANDE PRESENÇA NO INTERIOR DE SÃO PAULO
InvestNews
13/01/2009
SÃO PAULO - Visando levar tecnologia de ponta à região Metropolitana de São Paulo, interior paulista e baixada santista, a indústria de periféricos Coletek, uma das maiores do Brasil, selou aliança com a AGIS, uma das principais distribuidoras em TI, Telecom e Informática do país.
De acordo com a empresa, o objetivo da parceria é oferecer aos canais da AGIS maior diversidade de produtos da marca C3Tech e aumentar o market share no mercado de periféricos, entre eles mouses, teclados, gabinetes, webcams, fontes, sistemas de áudio e headsets. Hoje, a C3 Tech tem representatividade de 15% na receita global da Coletek e completou, recentemente, um ano de presença no mercado.
'Para facilitar a venda dos produtos, os distribuidores recebem treinamentos e, se precisarem de mais informações, têm acesso aos equipamentos disponíveis no showroom, localizado em nosso centro de desenvolvimento, em São Paulo', explica Charles Blagitz, gerente geral da Coletek.
A parceria das empresas já havia começado com a comercialização de produtos em informática para O&M. 'Notamos que, principalmente o interior de São Paulo, ainda não tem acesso total a tecnologias que facilitem o dia a dia dos consumidores. Diversificar as opções é uma forma de movimentar a economia da região', explica Alexandre Bognholi, gerente de produtos da Coletek.
Segundo Felipe Abdouch, gerente de produtos da AGIS, 'o crescimento da interatividade digital movimenta o mercado de periféricos no país. O consumidor é ávido por novidades e a C3 Tech tem como política a prática de preços competitivos. Oferecer mais opções ao mercado e alinhar a qualidade dos produtos à grande demanda atual só fortalece a relação da AGIS com os canais que, por sua vez, também ampliam o leque ao consumidor e às empresas'.
BAHIA TEM MAIOR SAFRA DE GRÃOS DA HISTÓRIA
InvestNews
13/01/2009
SÃO PAULO - A produção agrícola baiana registrou a maior safra de todos os tempos, com a marca de 6,3 milhões de toneladas de grãos em uma área superior a 2,7 mil hectares. Dados divulgados no relatório da Secretaria da Agricultura (Seagri) apontam para um faturamento de R$ 17,9 bilhões, que representa um crescimento real de 21,9% em relação a 2007. Na pauta de exportações do estado, o agronegócio continua se destacando e mantendo significativa participação.
A soja foi a cultura que mais contribuiu na composição do volume de grãos produzidos no estado, com uma colheita de 2,7 milhões de toneladas, seguida do milho, com 1,88 milhão de toneladas colhidas, e do algodão, com uma produção de 1,16 milhão de toneladas. A cotonicultura baiana mantém com tranquilidade o segundo lugar no ranking nacional, com destaque ainda para as culturas da mamona e do sorgo.
Já a fruticultura baiana é responsável por uma movimentação financeira de US$ 124 milhões/ano. Os principais destinos das frutas e suas preparações são Países Baixos, EUA, Reino Unido e Portugal. O segmento é composto de pólos agroindustriais especializados na produção de polpas, sucos, concentrados e doces.
A produção das principais frutas do estado chegou à marca, em 2008, de 6,6 milhões de toneladas - 39% superior à produção de 2007. A área colhida também apresentou crescimento. Foram mais de 340 mil hectares, sendo 109 mil irrigados.
O estado também se posicionou de forma destacada na pecuária, despontando como líder na criação de bovinos no Nordeste. O plantel de caprinos e ovinos, com 4,7 milhões de cabeças e 3,6 milhões de cabeças, respectivamente, coloca a Bahia em primeiro e segundo lugares no ranking nacional.
Destaca-se também a avicultura baiana, que ficou em primeiro lugar na produção de frango de corte no Nordeste e sétimo lugar a nível nacional, contribuindo com aproximadamente 28% da produção regional.
BSA BRASIL CRESCE 100% E DOBRA NÚMERO DE COLABORADORES
InvestNews
15/01/2009
SÃO PAULO - Dentro dos cenários positivos para o setor de tecnologia diante da crise financeira mundial, a BSA Brasil - fornecedora de soluções de TI e outsourcing, com forte atuação na consultoria, implementação e desenvolvimento de produtos e soluções personalizadas para o mercado corporativo - prova que definitivamente a crise não atingiu o segmento. Além de registrar um balanço positivo em 2008, fruto do êxito da sua estratégia de expansão, que incluiu a nova filial no Rio de Janeiro e a contratação de novos colaboradores, a empresa espera um crescimento importante para o próximo ano.
'A economia no Brasil está muito mais sólida e o mercado é forte. O nosso otimismo está ligado ao fato de que, ainda que as empresas desistam de investir na expansão das áreas de TI, irão buscar projetos de tecnologia da informação que reduzam os custos operacionais. E essa é uma grande oportunidade para nós', analisa João Paulo Azevedo, diretor de marketing da BSA Brasil.
Com quatro anos de mercado, a BSA Brasil também registrou crescimento de 100% no faturamento de 2008, se comparado com o mesmo período do ano anterior. 'Se levarmos em consideração que não somos mais novatos, esse resultado demonstra que já conquistamos um espaço importante no cenário corporativo e temos fôlego para crescermos ainda mais', afirma Azevedo.
De acordo com a empresa, as expectativas positivas da BSA Brasil estão atreladas aos investimentos em expansão realizados ao longo de 2008, como a aquisição da Secure1 Technology, que hoje opera como braço da vertical de segurança da companhia. Com a criação da divisão de segurança, a BSA Brasil conseguiu incrementar sua atuação nesse segmento, por meio da venda de produtos, serviços especializados e no gerenciamento de infra-estrutura de TI.
A empresa também reforçou seu time de profissionais, com a contratação de executivos com ampla experiência, como é o caso de Jorge Moskovitz que, além de sócio, assumiu a gerência comercial da BSA Brasil e acumula 20 anos de experiência no segmento de software e serviços. 'Os investimentos em RH foram essenciais para o êxito das nossas ações de crescimento orgânico', completa o diretor.
Distribuídos nas operações de São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa fecha o ano com mais de 100 colaboradores, entre analistas, programadores e desenvolvedores, o que representa mais que o dobro de profissionais que atuavam na empresa no início do ano.
Para 2009, a BSA Brasil aposta no incremento da vertical de infraestrutura, com um modelo de negócios voltado para agências on-line. 'Nossa proposta é dar continuidade ao trabalho iniciado em 2008, mas estaremos atentos a novos nichos e oportunidades, sobretudo para o mercado de agências digitais', finaliza Azevedo. (Redação - InvestNews)
MAKRO INVESTE EM MAIS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS
Gazeta Mercantil
15/01/2009
São Paulo - O Makro, maior atacadista do País, quer disputar espaço com o Carrefour e o Pão de Açúcar no varejo de combustíveis. Rubens Baptista, presidente da companhia, informou em entrevista à Gazeta Mercantil que iniciará este ano a abertura de postos de combustíveis fora das lojas da atacadista.
O Makro possui hoje 26 postos em funcionamento e prevê a abertura de mais 10 em 2009. Deste total, pelo menos dois deles não serão instalados junto aos terrenos das lojas. "Vamos fazer uma experiência", afirma Baptista. O plano de expansão da empresa para 2009, que inclui, além dos postos de combustíveis, a abertura de lojas, deve consumir R$ 240 milhões.
C4(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Cintia Esteves)
BB JÁ LIBEROU R$ 18,3 BI AO FINANCIAMENTO DA SAFRA 2008/09
Valor Online
15/01/2009 BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) informou hoje que a primeira etapa da safra 2008/2009 contou com recursos da ordem de R$ 18,3 bilhões para operações de crédito rural, volume cerca de 37,5% superior ao ofertado no primeiro semestre do plantio anterior. Para a agricultura empresarial foram destinados R$ 14 bilhões, enquanto a agricultura familiar teve R$ 4,3 bilhões.
Como medida anticrise determinada pelo governo para minimizar a escassez de crédito geral, o banco estatal antecipou em outubro passado a liberação de R$ 5 bilhões do plano safra 2008/2009. O plano prevê R$ 65 bilhões para agricultores e cooperativas.
A área de agronegócio do BB informa que a previsão é de que a liberação de recursos em 2009 continue sendo superior aos volumes de 2008. E também que para reduzir riscos de crédito em época de crise mundial, até agora cerca de R$ 7,5 bilhões de empréstimos ao custeio agrícola já estão cobertos por mecanismos de seguro.
(Valor Online)
APÓS CONSOLIDAÇÃO, SETOR DE SOFTWARE PODE GERAR OPORTUNIDADES EM 2009
Valor Online
15/01/2009 SÃO PAULO - A indústria de software brasileira experimentou um período interessante no ano de 2008. Com a consolidação do segmento, através de fusões e aquisições, e o conseqüente fortalecimento dos negócios, 2009 promete criar oportunidades. Segundo um estudo do IDC, consultoria do mercado de tecnologia da Informação e Telecomunicações, o crescimento esperado para o segmento de software neste ano é de 9%. " Apesar da crise, a área de software vai continuar crescendo, mesmo que a passos mais lentos " , afirma Ivair Rodrigues, diretor de pesquisa da IT Data.
No sentido da consolidação desse mercado, o evento mais marcante do ano, segundo os analistas do Banco Fator, foi a compra da Datasul pela Totvs. Em um negócio avaliado em R$ 700 milhões, a operação formou a maior empresa de software de gestão dos mercados emergentes e a nona maior do mundo. Outros movimentos interessantes foram a formação da Virtus, originada da junção de sete companhias - Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionaire e Volans - além das aquisições realizadas pela Bematech (Mister Chef, Snack Control e Logic Control). Agora, esses negócios deverão arrefecer. " Depois da série de operações ocorridas em 2008, acreditamos que em 2009 devem ser anunciadas, em sua maioria, pequenas aquisições de empresas de nicho " , afirmam os analistas do Banco Fator.
Os softwares de gestão de negócios continuarão sendo um segmento promissor. Segundo o diretor de pesquisa da IT Data, em 2009 o consumidor na pessoa jurídica será pressionado pelos custos. " Isso significa que eles demandarão formas de redução de custos via tecnologia " , afirma ele. Além disso, tanto no Brasil, quanto nos demais países da América Latina, os softwares de gestão integrada ainda têm pequena participação, o que gera um potencial de crescimento através do licenciamento de pacotes, principalmente para as pequenas e médias empresas.
O IDC concorda que estes produtos de apoio à gestão e ao controle de custos continuarão a atrair investimentos. " Com a crise, a área financeira volta a ter maior controle sobre as decisões de utilização dos recursos das empresas, direcionando as oportunidades especificamente para os sistemas que têm impacto direto sobre as vendas, controle de desempenho e de despesas " , afirma Julio Pagani, analista de software para a América Latina do IDC. Mas, a entidade adverte que o desaquecimento da economia e a restrição ao crédito podem atrapalhar esse potencial, dificultando as negociações para a ampliação da base de clientes.
Outros destaques do segmento devem ser os softwares voltados para virtualização, que atrairão investimentos pela melhoria do gerenciamento de dados. As soluções de Business Inteligence, que facilitam o acompanhamento do desempenho dos negócios, também apresentam bom potencial, " A tecnologia da informação pode desempenhar um papel importante nesse cenário de crise, auxiliando as empresas a rever gastos e melhorar a eficiência " , completa Paula Bellizia, diretora de marketing e negócios da Microsoft Brasil. Já os projetos relativos à convergência, que englobam integração de sistemas, devem ser postergados, na opinião de Pagani.
Marcel Malczewski, diretor-executivo da Bematech, afirma que as oportunidades podem ser grandes para algumas áreas, basta saber aproveitar. " Para reduzir custos, é necessário o uso de tecnologia. As empresas terão de acertar no que investir para se prepararem para os desafios do ano que vem " , afirma o CEO. A companhia de equipamentos de software pretende se voltar para a informatização do varejo em 2009. Segundo Malczewski, os bares e restaurantes ainda são pouquíssimo informatizados e apresentam um forte potencial de crescimento.
O segmento de serviços offshore é outro campo que pode se destacar. Segundo o IDC, o setor de serviços de TI deve crescer 8,6% no ano que vem. " As empresas brasileiras vão poder aproveitar essa chance, pois o mercado ainda é pequeno e, com a alta do dólar, nos tornamos mais competitivos no mercado externo, até com relação à mão-de-obra " , acrescenta Luiz Mattar, presidente da Tivit.
(Vanessa Dezem | Valor Online)
FINAME AMPLIA FINANCIAMENTO PARA VEÍCULOS
InvestNews
16/01/2009
SÃO PAULO - As vendas da indústria de ônibus e carretas sofreram uma redução de 25% desde outubro do ano passado por causa da escassez de crédito e aumento dos juros, devido a crise econômica mundial. A informação é de José Antonio Fernandes Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), para quem o setor é muito dependente de financiamentos.
Martins considerou positiva a decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em ampliar de 80% para 100% a participação de sua subsidiária Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial) em operações de financiamento a empresas de grande porte para compra de ônibus, chassis e carrocerias destinadas a veículos diversos. A resolução consta de portaria datada do dia 9 deste mês.
O presidente do Simefre disse hoje que a medida atende a pleito da entidade, e espera que a expansão dos financiamentos do BNDES possa permitir uma retomada progressiva nas vendas de veículos de transporte.
As operações para as grandes empresas terão taxa fixa de 14,5% ao ano, mais taxa de remuneração do BNDES de 0,9% ao ano e taxa de remuneração do agente financeiro negociada entre as partes. A participação da Finame nas operações já é de até 100% para as pequenas e médias empresas do setor.
As informações são da Agência Brasil.
BNDES DESEMBOLSARÁ ATÉ R$ 12 BILHÕES PARA O SETOR
InvestNews
16/01/2009
SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aplicará, este ano, pelo menos R$ 10 bilhões no setor elétrico, podendo os desembolsos da instituição de fomento chegarem a R$ 12 bilhões. Só para o complexo hidrelétrico do Rio Madeira, em Rondônia, que contempla as usinas de Santo Antonio e do Girau, o banco destinará em 2009 um total de R$ 4 bilhões.
No ano passado, os desembolsos do BNDES para o setor elétrico totalizaram R$ 7 bilhões. Apenas o complexo do Rio Madeira representará investimentos do banco de R$ 27 bilhões até 2015. Serão R$ 10 bilhões para Santo Antonio, outros R$ 10 bilhões para Girau e R$ 7 bilhões para o segmento de transmissão.
'A área de energia elétrica é tradicional no banco, tem a mesma origem do BNDES desde os anos 50, quando surgiu no setor de infra-estrutura', observou o chefe do Departamento de Energia do BNDES, Nelson Siffert, em entrevista exclusiva à Agência Brasil. O banco financia tanto a área de geração quanto as de transmissão e de distribuição.
Atualmente, como financiador, o BNDES participa da construção de mais de 20 usinas hidrelétricas, que empregam mais de 20 mil trabalhadores. Algumas devem entrar em fase de operação em 2012, outras em 2014, eliminando qualquer risco de racionamento ou de apagão. Essas usinas já obedecem às regras estabelecidas pelo sistema adotado em 2004, mediante o qual a concessão vai para o investidor que oferecer a menor tarifa para o consumidor.
'O Brasil tem um sistema elétrico bem diferenciado do resto do mundo, porque quase 75% do nosso parque gerador é híbrido, quando a média no exterior é de 16%', observou Siffert. Ele acrescentou que a matriz energética brasileira é muito limpa, defendeu o uso dos planaltos e das planícies do país para a produção de energia elétrica e lembrou que a Amazônia é um manancial energético da maior importância para o Brasil, com capacidade de 100 mil megawatts de energia hídrica.'O Brasil pode triplicar seu parque energético', disse ele.
As informações são da Agência Brasil.
MERCADO APONTA BICBANCO COMO ALVO DO BRADESCO E AÇÕES DISPARAM
Gazeta Mercantil
16/01/2009
São Paulo - As ações do Banco Industrial e Comercial (BicBanco) dispararam 22,65% e encerraram o pregão cotadas a R$ 6,01, impulsionadas por rumores de mercado sobre eventuais negociações de venda do controle da instituição ao Bradesco. Foi a maior alta da bolsa ontem. Sediado em São Paulo e controlado pela família Bezerra de Menezes, o BicBanco comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que não existem negociações, "propostas, ou fatos quaisquer", de alienação total ou parcial do capital do banco por parte dos controladores. O Bradesco informou, também em nota, que não comenta rumores de mercado.
Especialistas do setor contudo, acreditam que os comentários podem fazer algum sentido. A alta repentina dos papéis, que não estão entre os mais líquidos da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) e chegaram a subir 73,54% (preferênciais) desde 1 de novembro, pode ser um indicativo de que informações sobre a suposta transação estariam vazando há tempos, o que, se comprovado, é passível de punição pelos órgãos reguladores. Outro fator é que o mercado bancário brasileiro vive um dos momentos mais intensos de consolidação em virtude da crise financeira mundial. Movimento que resultou, inclusive, na perda pelo Bradesco da posição de maior banco privado do País para o Itaú Unibanco, formado com a fusão, em novembro, das operações do Banco Itaú Holding Financeira e do Unibanco - hoje a maior instituição financeira da América Latina com ativos de R$ 575,1 bilhões.
O Banco do Brasil, antes dessa fusão o maior do País em ativos e que atualmente ocupa a segunda colocação, com R$ 553,3 bilhões, também está indo às compras em uma tentativa de voltar à liderança e já concluiu, de novembro para cá, a aquisição de uma participação de quase 50% no Banco Votorantim e o controle do Banco Nossa Caixa.
"O Bradesco sempre foi conhecido como o maior banco do Brasil e deve estar se movimentando para voltar a essa posição e não perder competitividade", afirma o economista e coordenador do curso de administração das Faculdades Integradas Rio Branco, Douglas Renato Pinheiro, para quem, além do movimento de consolidação no País, a agressividade de atuação no mercado local de bancos multinacionais, como HSBC Bank e Santander, também deve estar sendo levada em consideração pela instituição com sede em Osasco (SP). "Dá para crescer organicamente, mas é mais demorado que uma compra ou uma fusão", diz Pinheiro, ressaltando que esse movimento também é uma busca de fortalecimento dos bancos diante da crise.
O analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, observa que uma eventual aquisição do BicBanco pelo Bradesco não mudaria as posições atuais no ranking. Fundado em 1938 como Cooperativa de Crédito do Joazeiro, na região sul do Ceará, o BicBanco fechou setembro de 2008 com R$ 13,18 bilhões em ativos totais. Na mesma data, o Bradesco ostentava R$ 422,7 bilhões, a terceira colocação no ranking. Caso a compra seja confirmada, a colocação não mudaria, pois os ativos somados seriam de R$ 435,8 bilhões.
Santacreu lembra, entretanto, que, se o BicBanco estivesse à venda e o Bradesco interessado na compra, seria uma boa aquisição. A instituição de origem cearense abriu capital em 2007 e viu seus números engordarem com a injeção de capital e o bom momento da economia. Os ativos totais cresceram 37,3% em 12 meses até setembro último e o patrimônio líquido aumentou 62,5%, a R$ 1,71 bilhão. Especializado em operações de crédito para o middle market, o BicBanco é o maior do setor entre os privados de pequeno e médio portes e sua carteira alcançou R$ 9,75 bilhões em setembro, avanço de 50,8% em um ano. "Ele é um dos bancos focados em middle market dos mais autênticos. Mais de 90% da sua carteira de crédito é voltada para as empresas médias e, se o Bradesco conseguisse manter essa habilidade, a estrutura de gestão, ficaria ainda mais completo com o negócio", diz o economista da Austin, afirmando ainda que o banco tem governança corporativa avançada e gestão de passivos e ativos calibrada, com um sistema de captação pulverizado.
Segundo Santacreu, atualmente o banco valeria acima de duas vezes o seu patrimônio líquido, ou seja, o Bradesco teria de desembolsar mais de R$ 3,4 bilhões para ter o banco inteiro. A família Bezerra de Menezes, cuja fortuna foi originada no negócio de exportação de algodão e alguns membros ostentam patentes graduadas das forças armadas, detém 65,34% do capital total do banco e 98,58% das ações ordinárias.
O professor do laboratório de finanças da FIA, Keyler Carvalho Rocha, diz que uma possível negociação seria boa para ambos: o Bradesco se fortaleceria e o BicBanco ganharia escala, já que a crise deixou um espaço mais apertado para atuação dos menores.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Iolanda Nascimento)
CITIGROUP: NÃO HÁ INTENÇÃO DE VENDER NEGÓCIO NO BRASIL
Portal Exame
16/01/2009
O Citigroup tomou a decisão de não vender as operações no Brasil. Segundo nota divulgada hoje pela assessoria de imprensa do banco, as atividades no País são consideradas estratégicas para o futuro da companhia. "De acordo com o anúncio de realinhamento feito hoje, o Brasil foi confirmado como estratégico para a companhia e para o futuro do Citi dentro da nova estrutura do Citicorp", diz a nota. Hoje, o Citigroup anunciou que irá reorganizar suas operações em duas linhas de negócios: a Citicorp, que reunirá serviços bancários de cem países, e a Citi Holdings, focada em serviços financeiros, que reunirá gerenciamento de ativos. De acordo com a nota, a estrutura da operação no Brasil não sofrerá alteração e continuará sob o comando de Gustavo Marin. O Citi atua no segmento de varejo para as classes A e B, private banking (gestão de fortunas) e banco de atacado. Tem ainda operações na área de cartões de crédito, com a Credicard e participação na Redecard. As perdas sofridas pelo Citigroup em sua operação global, em especial nos EUA, levantaram as especulações sobre a venda de ativos no Brasil. Entre os rumores, o mercado cogitava que a instituição norte-americana poderia vender a participação de 17% na Redecard, que faz o processamento das operações dos cartões com a bandeira Maestro, Mastercard e Diners. A Redecard explicou que o acordo assinado entre os acionistas, que está protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), prevê que caso o Citi decida vender a sua participação, a preferência de compra é dos demais controladores, o Itaú e o Unibanco - o acordo foi definido antes da fusão entre Itaú e Unibanco.
BID CRIA FUNDO DE US$ 150 MI PARA USINAS DE AÇÚCAR E ÁLCOOL
Portal Exame
16/01/2009 WASHINGTON (Reuters) - O Bando Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou na sexta-feira a criação de um fundo de 150 milhões de dólares para estimular investimentos e manter o financiamento necessário para usinas e exportadores de açúcar e álcool de Brasil, México e América Central, afetados pela escassez global de crédito.
A instituição regional disse que o fundo pode chegar a 250 milhões de dólares, dependendo das condições do mercado.
Em nota, o BID disse que o fundo "oferecerá diferentes tipos de empréstimos, embora dará ênfase ao financiamento de curto-prazo para a pré-exportação e os estoques para produtores e exportadores de açúcar e biocombustíveis, num momento em que os empréstimos para o setor agrícola estão secando devido à crise financeira global."
Também haverá empréstimos de médio prazo para o replantio de canaviais, a construção de sistemas de irrigação e ampliação e melhorias na eficiência das usinas.
A LACFIN Holdings, empresa pertencente à firma nova-iorquina de investimentos Reservoir Capital Group, investirá 75 milhões de dólares no programa, que será administrado pela American Capital Management (Lacam), de Nova Jersey.
O BID tentará identificar novos clientes na Guatemala, na Nicarágua, na República Dominica, em El Salvador e no Nordeste do Brasil.
(Reportagem de Lesley Wroughton)
PRODUÇÃO TOTAL DA PETROBRAS CRESCE 4,34% EM 2008
Portal Exame
16/01/2009
A produção média diária de petróleo e gás da Petrobras somou 2,436 milhões de barris de óleo equivalente em dezembro, uma alta de 2,91% com relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa produziu uma média de 2,4 milhões de barris por dia, crescimento de 4,34%. Em comunicado divulgado hoje, a empresa informou que, no Brasil, produziu uma média de 1,854 milhão de barris de petróleo diários em 2008, aumento de 3,46%, mas abaixo da meta estabelecida no início do ano, de 1,91 milhão de barris por dia. A direção da empresa já admitia que a meta não seria cumprida, por conta de problemas em algumas plataformas. Em dezembro, a produção nacional de petróleo da Petrobras foi de 1,875 milhão de barris diários, alta de 1,13%. Com relação a novembro, o aumento foi de 31 mil barris por dia, em virtude principalmente do início das operações das plataformas P-53, do campo de Marlim Leste, e do FPSO Seillean, de Cachalote. Já a produção internacional de petróleo caiu em 2008, de 126 mil para 123 mil barris por dia, na média anual. Com relação à produção de gás, houve alta significativa na produção nacional, de 17,75%, para 51,073 milhões de metros cúbicos por dia na média de 2008. A produção total de gás da companhia foi de 68,135 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 9,97% na comparação com o ano anterior.
VENDAS DO CARREFOUR NO BRASIL CRESCEM 26,6% EM 2008
Portal Exame
15/01/2009 As vendas da varejista francesa Carrefour no Brasil no quarto trimestre de 2008 avançaram 15,9% a taxas de câmbio constantes, para 2,095 bilhões de euros (US$ 2,753 bilhões). No conceito de mesmas lojas (abertas há um ano ou mais), as vendas no Brasil aumentaram 7,8% no trimestre. Em todo o ano de 2008, as vendas no País cresceram 26,6%, para 8,396 bilhões de euros (US$ 11,033 bilhões), e, no conceito de mesmas lojas, aumentaram 8,1%. O Carrefour afirmou em comunicado que todos os formatos de lojas continuaram tendo bom desempenho no Brasil, especialmente a rede Atacadão, que novamente registrou aumento recorde de dois dígitos. A varejista anunciou hoje suas vendas globais no quarto trimestre e em todo o ano de 2008 e afirmou que os resultados positivos foram impulsionados pela América Latina, onde as vendas cresceram 19,6% a taxas de câmbio constantes no quarto trimestre, em comparação com o mesmo período de 2007. O Carrefour destacou as vendas no conceito de mesmas lojas na região, que subiram 11,1% no período. As vendas globais do Carrefour aumentaram 1,9% para 25,74 bilhões de euros (US$ 33,67 bilhões) no quatro trimestre de 2008. A receita de todo o ano de 2008 aumentou 5,73%, para 97,56 bilhões de euros. As informações são da Dow Jones.
APÓS UM MÊS, AZUL MIRA 3O LUGAR E LUCRO AINDA EM 2009
Portal Exame
15/01/2009
Por Aluísio Alves e Todd BensonSÃO PAULO (Reuters) - Com apenas um mês de operação e no meio de uma forte desaceleração econômica, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras faz planos de tornar-se lucrativa e ocupar a terceira posição no ranking do setor aéreo do Brasil já no final de 2009, disse à Reuters nessa quinta-feira o chairman e fundador da companhia, David Neeleman.
Para ele, a crise poderá até facilitar a obtenção desse objetivo. Segundo o empresário, fundador da norte-americana JetBlue, que inseriu nos EUA o conceito de "baixo custo, baixa tarifa", essa especialidade da Azul será uma vantagem na concorrência com as gigantes TAM e Gol, que dominam 92 por cento do mercado doméstico no Brasil.
"Agora estamos numa posição melhor do que antes da crise, porque o preço do combustível menor compensa o prejuízo com perda de passageiros. Prefiro mais ter o preço do petróleo e o juro baixo, mesmo com recessão, por que você abaixa o preço das passagens para incentivar as pessoas a viajar", afirmou.
Com 730 funcionários e cinco aeronaves operando quatro rotas saindo de Campinas (Salvador, Vitória, Porto Alegre, Curitiba), a companhia recebe outras três aeronaves até o final deste mês e faz planos de chegar ao fim de 2009 operando 14 destinos, já atingindo o break even.
"É lógico que isso depende de uma série de fatores que são difíceis de julgar, como a crise, mas nós não entramos nesse mercado para perder dinheiro", disse.
Um desses fatores é a falta de crédito bancário, que levou a Azul a reduzir de 16 para 14 a expectativa quanto ao número de aviões em operação no final do ano.
"O mercado está completamente fechado e vai melhorar dentro de seis a oito meses. Nós chegamos a falar em 16 aviões para o final do ano, mas nesse ambiente é melhor crescer mais devagar", declarou, observando que a companhia está finalizando um empréstimo de 50 milhões de dólares com o BNDES.
Oportunidade para Voar
Outra nuvem no céu da Azul é a resistência do governo do Rio de Janeiro para operar no Santos Dumont, aeroporto a partir do qual a Azul quer distribuir voos para o país. O governador Sérgio Cabral (PMDB) quer que a companhia opere no Estado a partir do Galeão, o que inviabilizaria a operação de diversas rotas. Gol e TAM estariam engrossando o lobby contra a Azul, diz.
"Acredito que o mercado de aviação no Rio seria bem maior se as pessoas pudessem viajar a partir do Santos Dumont. Esse argumento de que se abrir o Santos Dumont vai esvaziar o Galeão não é verdade", declarou.
Na semana que vem, a Azul tem uma audiência com a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (
Anac) para tratar do assunto. "Se a gente conseguir isso, vamos ter muito mais rotas do que temos hoje", avalia. Simultaneamente, a empresa aguarda aval da Anac para operar em Congonhas e Cumbica, em São Paulo.
Para Neeleman, a Azul vai funcionar para "quebrar" o que poderia ser considerado um duopólio de TAM e Gol, embora esta última quando foi lançada tenha iniciado suas operações como uma companhia de baixo custo.
Mas Gol e TAM não são os únicos concorrentes da Azul. Segundo Neeleman, a companhia também vai crescer roubando passageiros que hoje viajam de ônibus, já que oferece tarifas semelhantes às cobradas nas rotas rodoviárias, com mais conforto e mais rápido. É a aposta da empresa para compensar o declínio nas viagens de negócios, que devem cair com a crise.
"A ponte aérea Rio-São Paulo é a quarta rota mais movimentada do mundo. Então não venha me dizer que os brasileiros não voam, porque eles fazem quando você lhes dá oportunidade", considerou.
Um dos desafios para emplacar custos menores é ampliar as vendas de passagens diretamente para os passageiros, via Internet. Hoje no Brasil, cerca de 70 por cento das emissões de bilhetes são feitas via agência de viagens, porque muitos dos clientes não dispõem de cartão de crédito.
De olho no público de alta renda do interior paulista, Neeleman acredita que a expansão do tráfego no aeroporto de Campinas, que já cresceu 30 por cento apenas nas últimas duas semanas de dezembro depois da estréia da Azul, irá a 100 por cento já no mês que vem.
Para estimular a migração de ônibus para avião, a companhia aposta no serviço, que vai incluir TV ao vivo nas aeronaves a partir do segundo semestre deste ano.
Outra tática adotada é a de facilitar o acesso dos passageiros saindo de São Paulo. A Azul inaugurou na quarta-feira uma rota de ônibus que sai nove vezes por dia do Shopping Villa-Lobos, na capital paulista, para o aeroporto de Campinas, a cerca de 80 quilômetros de distância.
"Se tem passagem da Azul, você vai de graça, com Internet e televisão. A partir de fevereiro vamos cobrar 20 reais pelo serviço. Mas se fosse de táxi, seriam 250 reais", compara.
(Edição de Alexandre Caverni)
REPSOL ENCONTRA HIDROCARBONETOS NA BACIA DE SANTOS
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15/01/2009 MADRI (Reuters) - A companhia espanhola Repsol afirmou nesta quinta-feira que o consórcio liderado por ela encontrou hidrocarbonetos no prospecto Panoramix, da bacia de Santos.
"A Repsol encontrou vestígios de hidrocarbonetos no poço Panoramix, na bacia de Santos", afirmou um porta-voz da companhia.
A Repsol tem 40 por cento do consórcio que realiza a perfuração em Panoramix, ou bloco BM-S-48, que fica a 290 quilômetros da costa de Niterói (RJ).
O consórcio inclui a estatal brasileira Petrobras, com 35 por cento, a australiana Woodside Petroleum e a Vale, cada uma com 12,5 por cento.
(Por Jonathan Gleave)
UM MÊS APÓS DESCONTO DE IPI, VENDAS DE VEÍCULOS NOVOS CRESCEM
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15/01/2009
SÃO PAULO (Reuters) - A média diária de vendas de automóveis novos na primeira quinzena de janeiro cresceu 9 por cento sobre o mesmo período de dezembro, cerca de um mês após o governo ter reduzido o Imposto sobre Produtos Industrializados sobre automóveis, informou nesta quinta-feira a Ford.
Nas duas primeiras semanas do mês, os emplacamentos de automóveis novos somam 78.200 veículos, o que corresponde a uma média de 8.700 carros diários, segundo informou à Reuters o gerente de marketing e varejo da Ford Brasil, Ivan Nakano.
O governo federal concedeu redução do IPI sobre venda de veículos novos em 11 de dezembro, mas o corte vale até o final de março.
"Com os dados que temos até hoje, o mercado não está deteriorado em relação ao mês anterior... Está crescendo e isso nos dá uma perspectiva positiva. A queda do IPI tem muita participação nisso", afirmou.
Segundo ele, a participação de mercado da Ford no total vendido na primeira quinzena de janeiro é de 12,7 por cento. O executivo afirmou que a montadora mantém ritmo de produção de cerca de 1.200 carros por dia no país, mesmo nível em relação a igual período de 2008. Os preços, segundo ele, estão sendo mantidos em relação aos "altos níveis de desconto" que a empresa praticou em dezembro.
"Pior do que eu sacrificar minhas margens é não vender meus carros. Queremos acreditar que vivemos uma crise que uma hora vai sumir... Hoje não se ouve mais falar em crise de crédito", comentou Nakano.
A Ford registrou em dezembro um salto de 41,8 por cento nas vendas de automóveis e comerciais leves em relação a novembro, acima de altas obtidas por rivais como Volkswagen (7,7 por cento) e Fiat (4,4 por cento).
A associação que reúne as concessionárias de veículos do país, Fenabrave, divulga na próxima segunda-feira números consolidados de vendas da primeira metade de janeiro.
(Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Vanessa Stelzer)
BRASIL PODE TER JURO DE UM DÍGITO EM 2009, AFIRMA BARCLAYS
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15/01/2009
Por Fernando Antunes O banco britânico Barclays considera que a taxa de juros básica brasileira deve fechar 2009 em 10,25% ao ano, ou seja, 3,5 pontos percentuais abaixo do atual patamar. Em relatório que reviu as próprias estimativas apresentadas em meados de dezembro do ano passado, a instituição também afirmou que um corte para menos de 10% não pode ser descartado. Desde 1996, quando o BC começou a divulgar uma meta para a taxa Selic (o juro básico da economia brasileira), o menor patamar já alcançado foi de 11,25% ao ano, entre setembro de 2007 e abril de 2008.
Em sua análise, o banco afirma que a crise financeira internacional foi muito prejudicial para a produção industrial do país. Porém, propiciou uma menor pressão inflacionária. Esses dois ingredientes, segundo o Barclays, seriam suficientes para o Copom (Comitê de Política Monetária) mudar sua política fiscal conservadora e aplicar agressivas reduções nos juros, principalmente no primeiro semestre.
A previsão da instituição é que o BC reduza já na próxima reunião do Copom - marcada para a próxima semana - a taxa Selic em 0,75 ponto percentual. Esse mesmo índice de queda, segundo o banco, seria repetido nas reuniões de março, abril e junho, e apenas no encontro de julho a redução cairia para 0,5 ponto percentual. Caso essa previsão se confirme, a taxa de 10,25% ao ano nos juros básicos seria apenas mantida até o final do ano.
A análise do banco britânico para a taxa básica é mais agressiva que a média do mercado, segundo a última pesquisa Focus divulgada na segunda-feira (12) pelo BC. O levantamento com economistas estima que o Copom vá reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa de juros na próxima reunião, e levaria para uma Selic de 11,75% ao ano até o fim de 2009.
O Barclays admite que derrubar a taxa Selic para patamares inéditos implica em riscos, mas lembra que a política monetária brasileira já atingiu maior maturidade e lembra que o México e o Chile - que usam uma política de juros parecida há mais tempo - já experimentam cortes nos juros mais agressivos em épocas de desaceleração econômica persistente.
Atividade Econômica
Sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano, os analistas do Barclays estão mais pessimistas que o mercado e preveem expansão de apenas 0,9%. Já o Orçamento da União prevê crescimento do PIB em 4% para 2009, o Banco Central espera 3,2% e a média dos economistas, 2%.
O principal fator negativo destacado pelo Barclays trata da forte retração da atividade econômica no país no quarto trimestre do ano passado, tendo se agravado em dezembro. Em seu monitoramento, o banco acredita que a atividade econômica caiu 3,6% nos últimos três meses na comparação com igual período imediatamente anterior. A queda no consumo de bens duráveis (como veículos e eletrodomésticos) e o ajuste nos investimentos sugerem essa forte retração do PIB. E os dados mais recentes do setor manufatureiro, de papel para embalagens, de consumo de energia e de tráfego de veículos sugerem que uma recuperação mais firme só virá no segundo semestre deste ano.
Como aspecto positivo, o relatório destaca ainda que a inflação subiu abaixo do esperado nas últimas semanas por causa da redução da atividade econômica. Nem a forte desvalorização do real pressionou os preços. O banco aponta uma desaceleração mais acentuada nos alimentos – que foi um grande vilão em 2008. Mesmo que houvesse uma nova onda de pressão inflacionária, o Barclays lembra que os preços da gasolina no país ainda estão muito acima da média mundial e isso poderia ser utilizado pelo governo para controlar a taxa de inflação. A previsão é que o IPCA (principal índice de preços ao consumidor) feche este ano em 4,6%, ou praticamente no centro da meta do governo.
O argumento mais sólido contra uma forte redução dos juros, segundo o Barclays, é que a economia brasileira precisa se desacelerar para não colocar pressão sobre as contas externas. O Brasil já experimentou uma rápida desvalorização do dólar, com a moeda cotada acima de 2,30 reais nos últimos dias. Se a economia continuar aquecida, isso deverá levar a um aumento das importações que tenderia a colocar ainda mais pressão sobre a taxa de câmbio em um ambiente de queda dos preços das commodities, aversão estrangeira a investimento de maior risco como os títulos e ações brasileiras e aumento do déficit das contas externas. "Sem um ajuste da demanda doméstica e seu efeito sobre as importações, a necessidade de financiamento externo passaria a ser grande demais", diz o banco. Nesse cenário, o BC teria de conter a queda da taxa de juros para atrair capitais - e ficaria impossível chegar à Selic de um dígito.
AVIAÇÃO CIVIL CRESCEU 7,4% EM 2008, APONTA ANAC
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14/01/2009SÃO PAULO (Reuters) - O mercado de transporte aéreo de passageiros no Brasil cresceu 7,4 por cento em 2008, para 47,7 milhões de passageiros, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta quarta-feira.
Isso representou uma taxa de ocupação de 66 por cento dos assentos oferecidos pelas companhias --72,8 milhões--, oferta que teve uma expansão de 12,8 por cento na comparação anual. Em 2007, a taxa média de ocupação tinha sido de 69 por cento.
A TAM ampliou a liderança do mercado doméstico, elevando seu market share de 48,8 por cento para 50,3 por cento do segmento. Tomou espaço da vice-líder Gol que, mesmo tendo as operações da Varig sob seu comando, encolheu de 43 para 42,5 por cento do mercado. Em terceira no ranking, OceanAir cresceu de 2,4 para 2,8 por cento.
Considerados apenas os números de dezembro, o descasamento entre oferta e procura foi ainda maior. O total de passageiros transportados evoluiu apenas 3,7 por cento em relação ao mesmo mês de um ano antes, enquanto a oferta de assento avançou 11,2 por cento, usando a mesma base de comparação.
Líder em atrasos nos voos durante as festas de fim de ano, a GOL viu sua fatia de mercado cair de 44,6 para 42,4 por cento em 12 meses, enquanto sua principal rival, a TAM, evoluiu de 48,5 para 49,1 por cento.
A Azul Linhas Aéreas, que inaugurou suas operações em dezembro, ficou com 0,3 por cento do mercado doméstico.
INTERNACIONAL
Dentre as companhias brasileiras, o total de passageiros transportados nas linhas internacionais teve expansão de 25,7 por cento, acima do crescimento de 17,4 por cento na oferta de assentos. A TAM também consolidou sua liderança nesse segmento, assumindo três quarto do mercado em 2008 (75,2 por cento), ante dois terços no ano anterior 67,5 por cento.
Também nesse setor, a Gol perdeu espaço, com sua fatia diminuindo 27,3 para 23,9 por cento em um ano.
(Reportagem de Aluísio Alves)
MOAGEM DE CANA DO CENTRO-SUL SUPERA EXPECTATIVA
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14/01/2009SÃO PAULO (Reuters) - A moagem de cana no centro-sul do Brasil na temporada 2008/09 atingiu um recorde de 496,7 milhões de toneladas até 1o de janeiro, informou nesta quarta-feira a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Na temporada anterior, o processamento atingiu até a mesma data 430 milhões de toneladas
Com melhores condições climáticas no final do ano, a moagem de cana no centro-sul, que responde pela maior parte da safra do país, ficou acima da expectativa da Unica, de 487 milhões de toneladas, segundo previsão feita em dezembro.
Além disso, o volume moído até 1o de janeiro se aproximou da previsão de 498 milhões de toneladas feita pela entidade no início da safra. Anteriormente, a Unica havia revisto para baixo a moagem total em 08/09 por causa do clima úmido em vários períodos do ano passado.
"A disponibilidade de cana-de-açúcar e as condições climáticas favoráveis à colheita no mês de dezembro de 2008 permitiram que muitas unidades mantivessem a moagem até o dia 22 de dezembro, quando grande parte das empresas encerrou a moagem na atual safra", afirmou a entidade em um comunicado.
Dessa forma, o volume de cana esmagada no mês passado foi de 28,05 milhões de toneladas, total nunca antes registrado em dezembro no centro-sul do país, destacou a Unica.
De acordo com a Unica, a produtividade agrícola em 08/09 teve aumento de 4,3 por cento em relação à safra anterior. Por outro lado, houve uma redução na quantidade de produtos obtidos por tonelada de cana.
"A quantidade de 141,27 quilos de açúcares totais (ATR) obtidos por tonelada de cana esmagada é inferior ao acumulado na safra anterior em 2,39 por cento", afirmou o relatório, sem mencionar motivos.
O crescimento na moagem de 15,47 por cento em 08/09 ante 07/08 resultou num crescimento total de produção de açúcar e de etanol, apesar da redução na quantidade de produtos.
Até 1o de janeiro, a Unica registrou produção de 26,59 milhões de toneladas de açúcar, ante 26,12 milhões no mesmo período da safra passada.
A produção de álcool em 08/09 foi de 24,61 bilhões de litros, contra 20,27 bilhões no período anterior.
Recuperação do Atraso
Apesar da recuperação do atraso na moagem, a Unica informou que "ainda permanece uma disponibilidade de cana não moída na safra que é superior a 30 milhões de toneladas".
Diferentemente de outros anos, quando a moagem praticamente é encerrada em dezembro, das 298 usinas do centro-sul, 40 mantiveram os trabalhos no início de janeiro, "processo já interrompido por muitas dessas unidades devido à ausência de condições climáticas favoráveis à colheita".
A Unica não informou quanto as indústrias que ainda continuaram funcionando moeram em janeiro.
Na temporada 08/09, o Estado de São Paulo respondeu por 69 por cento do total da cana esmagada no centro-sul, com um volume até 31 de dezembro de 341,8 milhões de toneladas.
Mas o maior incremento na moagem em relação à safra anterior aconteceu no Estado de Goiás, segundo a Unica, onde o crescimento foi de 40 por cento em função do início de moagem de dez novas unidades produtoras.
Na região centro-sul como um todo, as 30 unidades produtoras que iniciaram a moagem nesta safra esmagaram, até 31 de dezembro, 16,6 milhões de toneladas, respondendo por 3,4 por cento do total da cana esmagada na região.
(Por Roberto Samora)