Lula promete a sindicalistas mínimo de R$ 465
InvestNews
19/01/2009
SÃO PAULO
Depois de quase três horas de reunião com representantes de seis centrais sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu para os sindicalistas manter o reajuste do salário mínimo em 5,7%, que passaria a valer R$ 465 a partir de 1º de fevereiro. Segundo os sindicalistas, o presidente também decidiu convidar para uma reunião a ser realizada na próxima quarta-feira (21) donos de bancos privados e representantes dos bancos públicos.
De acordo com os líderes sindicais, Lula vai pedir aos banqueiros a redução do spread bancário (diferença entre o percentual que o banco paga ao cliente investidor e o que o cliente paga pelo empréstimo) e ainda tentar discutir alternativas para a redução dos juros cobrados nos empréstimos.
Os líderes sindicais defenderam junto ao presidente a redução imediata da taxa básica de juros em até 2,5%. No entanto, Lula evitou emitir opinião sobre o assunto que será decidido na próxima reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central, que terá início amanhã (20), com previsão de término na próxima quarta-feira (21).
'Quarta-feira será o primeiro teste do governo. Se a redução for acima de 1% estamos satisfeitos', disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. 'Lula disse que essa [a questão do spread] é uma das questões mais importantes para se discutir nesse momento, porque o problema do Brasil é crédito e o dinheiro, do jeito que está caro, não pode ser mantido', disse Paulinho da Força.
Os sindicalistas reclamaram com o presidente que o spread do Banco do Brasil é o mais alto do sistema financeiro nacional. Na última semana de dezembro, por exemplo, o spread praticado pelo banco público foi de 25,9%. Houve bancos privados que mantiveram essa diferença em 15%. 'Mostramos esse quadro ao presidente e ele se mostrou indignado', destacou Antônio Neto, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.
De acordo com os sindicalistas, Lula se mostrou surpreso com os números do desemprego no país registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados e divulgados hoje, pelo Ministério do Trabalho.
O Caged registrou o fechamento de 654 mil postos de trabalho, mais que o dobro da média normalmente registrada para o mês de dezembro, de 300 mil demissões. 'O presidente Lula não esperava um número tão alto. Ele se mostrou muito assustado', disse José Gabriel dos Santos, diretor da área industrial da Nova Central de Trabalhadores do Brasil (NCTB).
O presidente Lula, de acordo com os líderes sindicais, disse que deve anunciar nos próximos dias um novo pacote de medidas de isenção fiscal para o setor de construção civil, um dos que mais emprega no país.
Os detalhes desse pacote não foram revelados pelo presidente durante a reunião, mas de acordo com José Gabriel dos Santos, Lula considerou o setor estratégico para conter a onda de demissões devido a crise financeira internacional. O governo já sinalizou que até o final do mês vai anunciar mais medidas para conter os impactos da crise.
Dentre as reivindicações apresentadas pelos sindicalistas está a de que o governo exija um compromisso manutenção dos empregos por parte das empresas que recebem financiamento público e benefícios fiscais. 'O ministro Mantega fez esmola com o chapéu dos outros. Deu a desoneração fiscal para as montadoras e no outro dia elas começaram a demitir', disse Paulinho da Força.
Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Artur Henrique dos Santos, o presidente Lula se mostrou favorável a que os bancos públicos ofereçam melhores condições nos empréstimos para os empresários que se comprometam em não demitir. É uma proposta que não pune quem demitiu, mas dá vantagens para quem não demitir', afirmou.
As informações são da Agência Brasil.
Projeto Organicos exporta US$ 58 mi em 2008
InvestNews
19/01/2009
SÃO PAULO - Em 2008, o Organics Brasil aumentou sua base de empresas exportadoras de produtos orgânicos de 42 para 64, com negócios consolidados na ordem de US$ 58 milhões. As empresas exportaram para um total de 70 países, em todos os continentes, mas com forte ênfase para Estados Unidos, países da Comunidade Europeia e Canadá.
O Projeto Organics Brasil é resultado de uma ação conjunta da iniciativa privada (Instituto de Promoção do Desenvolvimento e da Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e entidade governamental (Apex-Brasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), compondo uma sólida base institucional criada para fortalecer o setor brasileiro de orgânicos e viabilizar sua expansão no mercado internacional.
O resultado apurado em 2008 contou com os dados de 47 empresas, que efetivamente fecharam negócios de exportações com valores de até US$ 10 milhões. Dessas 47 empresas, oito deixaram de exportar no ano de 2008, em função do atendimento ao mercado interno ou de mudança de estratégia comercial. Três são empresas certificadoras e 12 empresas ainda não efetuaram a primeira exportação - apesar de estarem capacitadas e investindo neste mercado. As empresas restantes não foram consideradas em função de terem entrado recentemente no Projeto (menos de seis meses), e seus resultados ainda não resultam de participação de eventos em conjunto.
"O dinamismo do setor, que conta com empresas dos mais variados tamanhos, demonstra o potencial que os produtos orgânicos brasileiros têm pela frente no mercado mundial. Neste momento, temos que ter cautela porque 2009 será um ano difícil para as empresas, mas o mercado e a tendência das pesquisas de consumo apontam que o segmento crescerá mesmo assim. O mercado interno terá um crescimento grande com a regulamentação, que foi assinada no final de 2007, e o que poderemos observar será a entrada das grandes empresas e até multinacionais no mercado nacional, o que trará benefícios para toda a cadeia produtiva", afirma Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.
As perspectivas para 2009 continuam positivas, apesar das recentes notícias de desaquecimento da economia mundial. "O Brasil continua sendo um dos grandes fornecedores de matéria prima orgânica para as cadeias de alimentos, cosméticos e moda, mas tem produtos processados e industrializados - bem aceitos nas principais redes de varejo de diversos países por sua qualidade e por ser um produto brasileiro com a imagem de 'orgânico por natureza'", conclui.
Na contramão da crise, uCube anuncia crescimento de 214%
InvestNews
19/01/2009
SÃO PAULO
Diante da crise mundial que deixou em alerta milhares de empresas, a uCube apresentou taxa de crescimento em 2008 de 214%, percentual 14% maior ao que era esperado pelos empresários. Seu faturamento foi de R$ 2,2 milhões.
'Para 2009, adequamos o nosso planejamento estratégico para passar pelo primeiro semestre sem perdas significativas no negócio. Estamos muito otimistas com este novo ano, principalmente porque a uCube está preparada para enfrentar essa crise, em qualquer nível de intensidade', afirma Éder Berenguer, diretor de Novos Negócios da uCube.
De acordo com a empresa, investimentos pesados marcaram o último ano e prometem um 2009 ainda mais grandioso. Contratações, como a do novo Gerente de Negócios, Marcelo Freire, ex-Pro-IT, e a mudança da sede da empresa, com um custo superior a R$ 100 mil, foram decididas visando o mercado deste ano. Berenguer apresentou para 2009 expectativas de crescimento e faturamento de 100% e R$ 4,3 milhões, respectivamente.
Mantendo o mesmo posicionamento em relação a produtos que seguiu em 2008, a uCube agregará duas novas soluções em BI, lançará o programa para PME e abrirá um programa comercial com a estratégia para empresas nacionais no segmento de pequenas e, principalmente, de médias empresas. Berenguer ressaltou a importância da consolidação e amadurecimento das soluções da empresa, que em 2008 contribuíram para um crescimento nas vendas em mais de 60%.
'Quanto ao posicionamento com os clientes, a estratégia será a mesma desde que a empresa nasceu: parceria', conclui Berenguer.
Setor registra superávit de US$ 4,126 bilhões
InvestNews
19/01/2009
SÃO PAULO
A Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) informou hoje que a balança comercial do setor registrou um saldo de US$ 4,126 bilhões em 2008, indicando crescimento de 21% em relação a 2007.
As exportações cresceram 23,5% em 2008, em relação ao ano anterior, contabilizando US$ 5,837 bilhões. Já as importações atingiram US$ 1,711 bilhão no ano passado, um avanço de 29,8% em relação a 2007.
A produção e celulose atingiu 12,850 milhões de toneladas em 2008, o que representa um crescimento de 7,11% em relação a 2007, quando foram produzidas 11,997 milhões de toneladas. O resultado vem em linha com a projeção da Bracelpa.
As vendas domésticas de celulose cresceram 6,72% em 2008, para 1,190 milhão de toneladas. Já as exportações de celulose contabilizaram 7,040 milhões de toneladas, um aumento de 8,57% em comparação a 2007. As importações de celulose apresentam alta de 11,68% em 2008, para 325 mil toneladas.
A produção de papel alcançou 9,180 milhões de toneladas em 2008, um crescimento de 1,88% em relação ao ano anterior. As vendas domésticas registraram aumento de 2,21% no ano passado, para 5,222 milhões de toneladas.
Entretanto, as exportações de papel apresentaram um declínio de 1,19% em 2008, em comparação ao ano anterior, para 1,982 milhão de toneladas. As importações, por sua vez, cresceram 17,9% no ano passado, em relação a 2007, para 1,328 milhão de toneladas. O consumo aparente de papel cresceu 4,87% em 2008, para 8,526 milhões de toneladas. (Micheli Rueda - InvestNews)
Brasil e Equador destacam laços bilaterais
InvestNews
19/01/2009
SÃO PAULO
Representantes de Brasil e Equador destacaram, nesta segunda-feira, as "excelentes" relações entre ambos os países, dando como superada a recente crise diplomática, resultante da contestação de Quito a um milionário empréstimo brasileiro em uma corte internacional, processo esse que seguirá adiante.
"As relações com o meu país são historicamente muito boas e continuarão sendo", declarou o embaixador do Brasil em Quito, Antonio Marques Porto, que teve um encontro de trabalho com o chanceler equatoriano, Fander Falconí.
"Vamos começar no nível dos funcionários e, depois, com níveis mais altos politicamente para ver como aprofundar e ampliar essas relações", ressaltou Marques Porto, que voltou para Quito há uma semana, após permanecer em consultas em Brasília, desde novembro.
Falconí declarou que "estreitamos nossos laços históricos de irmandade" e que, durante a reunião com o diplomata brasileiro, foram analisados mecanismos para "repotenciar e melhorar as relações entre os dois países, que historicamente foram excelentes e ótimas".
O Brasil determinou o retorno de Marques Porto, depois de receber, por parte de Quito, o pagamento de uma parcela da dívida de 243 milhões de dólares contraída com o BNDES, a qual o Equador tenta impugnar em um tribunal internacional.
O chanceler declarou que "é preciso encapsular os temas comerciais e financeiros a isso, e não devem ser um motivo para que interfiram nas relações históricas de irmandade".
Segundo ele, a ação equatoriana na Câmara de Comércio Internacional (CCI) de Paris "seguirá em separado, e isso foi plenamente entendido pelas autoridades brasileiras".
"Evidentemente que isso vai continuar, é uma decisão equatoriana", afirmou o embaixador, acrescentando que o Brasil não se envolve "em decisões de países soberanos e irmãos, como é o Equador".
"Há um tribunal internacional, e o Brasil é parte do processo", frisou
.
Ônibus e carretas voltam a ter financiamento de 100%
Gazeta Mercantil
19/01/2009
Caxias do Sul (RS)
Os fabricantes de chassis e carrocerias para ônibus, caminhões, caminhões-trator, cavalos-mecânico, reboques, semi-reboques, chassis e carrocerias para caminhões acolheram positivamente o retorno das regras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para 100% de participação das operações de financiamento do Finame. Em agosto de 2008, a instituição fixou o limite de 80% para empresas com faturamento anual acima de R$ 60 milhões. Todavia, empresários e dirigentes de entidades estão céticos quanto à retomada de pedidos no curto prazo."As carteiras no nosso segmento estão baixas. Não saberia dizer quanto, mas, na média, estão muito baixas", afirma o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), e do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), José Antônio Fernandes Martins. No período em que vigorou o limite de 80%, a participação do Finame nas vendas de carrocerias para ônibus manteve-se inalterado, ou seja, situou-se na faixa de 70%. Na avaliação de José Martins, este índice deverá ser conservado.
Prognóstico similar faz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Rafael Wolf Campos, cuja participação do Finame, na média, fica em 70%, e em alguns casos, chega a 90%. "Temos hoje muitos fabricantes com os pátios lotados. A situação está instável", comenta o dirigente, que condiciona uma movimentação maior nas vendas de reboques e semi-reboques a redução das taxas de juros - cujos reflexos aparecem de forma cruel nos "spreads" cobrados pelos bancos privados repassadores das linhas do BNDES: de 1% a 2%, dobraram para 2% a 4%, de acordo com fontes do mercado.
"Os tomadores de financiamento precisam passar pelo controle mais rigoroso e seletivo de crédito e depois aceitar juros elevadíssimas", observa Campos. A sua avaliação é a de que o mercado vai aguardar mais um tempo para deixar a taxa de juro cair e o spread também seguir o mesmo caminho. "A medida em si é melhor do que não tê-la", conta o presidente da Anfir, "mas ela sozinha não é solução", salienta.
Se havia algum tipo de pressão sobre a possibilidade de demissões no setor de equipamentos para o transporte de carga, o presidente da ANFIR salienta que a mudança do BNDES pode trazer certo alívio e oferecer mais tempo. "Esta é uma das nossas grandes preocupações no momento: não ter trabalho na volta das férias coletivas. Os recursos que tínhamos a disposição foram usados", explica Campos, acrescentando que segunda-feira grande parte das empresas encerram o período de férias.
José Antônio Martins está convicto de que, mesmo com demanda reduzida, os preços dos ônibus não sofreram nenhum tipo de redução de preços, "porque a maioria das empresas estava estocada de pedidos quando a crise financeira mundial mostrou a sua cara", explica o empresário. "Não houve queda", faz questão de ressaltar. Ele não soube dizer o tamanho da queda de produção no comparativo de janeiro desde ano com igual mês do ano passado. Argumenta que janeiro de 2008 foi atípico pelo volume expressivo de encomendas.
"Eu estou acompanhando o registro de emplacamento quase que diariamente e noto uma queda acentuada entre janeiro deste ano e janeiro de 2008", diz o presidente da Anfir, devidamente cauteloso ao passar informações. "A rigor precisamos ser otimistas e pensar que o mercado vai reagir", torce Campos.
Entre renovação e ampliação da frota, a Transportadora Plimor, situada na cidade de Farroupilha, na serra gaúcha, adquiriu 36 caminhões ano passado e estuda novos projetos para o segundo semestre deste ano.
"A pergunta que se faz hoje é: mas qual é a taxa de juro"? A questão é levantada pelo diretor administrativo e financeiro, Juliano Bortoncello, e está sintonizada com as dúvidas dos dirigentes empresariais.
"Anteriormente o spread era aceitável", diz o diretor da Plimor. Ele elogia o governo federal ao estimular os bancos a emprestarem mais dinheiro, mas ao mesmo tempo critica a taxa de juros. "Ela é que mais trava a economia", diz o diretor administrativo e financeiro que comanda uma frota de 250 caminhões. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Guilherme Arruda)
Fabricantes estão de olho em mais de R$ 1 bilhão
Gazeta Mercantil
19/01/2009
27 de janeiro
Esta é a data que todos os fabricantes de chassis e carrocerias para ônibus aguardam com a maior ansiedade. Neste dia, a Fundação Nacional para o Desenvolvimento do Ensino (FNDE), órgão do ministério da Educação, irá divulgar os vencedores da licitação para a entrega de 6,6 mil unidades dos ônibus escolares vinculados ao programa Caminho da Escola, criado em 2007 para atender alunos da rede pública da zona rural. O montante envolvido no leilão ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão.
Na semana passada aconteceu o registro de preços, conforme determinava o edital. "As indústrias estão 100% preparadas", comentou à Gazeta Mercantil o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), José Antônio Fernandes Martins, animado com a expectativa de novos leilões ainda neste ano. Isso criaria as condições favoráveis para o surgimento de um novo segmento: a indústria de ônibus escolares. No ano passado, foram adquiridos três mil ônibus e o projeto conta com suporte do BNDES.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Guilherme Arruda Caxias do Sul (RS))
Venda de veículos novos cresce 6,55% na primeira quinzena de janeiro
Valor Online
19/01/2009 18:48
SÃO PAULO
Ainda refletindo a desoneração fiscal concedida pelo governo, as vendas de veículos novos somaram 98,322 mil unidades durante a primeira quinzena de janeiro, o que representa um crescimento de 6,55% em relação ao mesmo intervalo de dezembro. Na comparação com os primeiros quinze dias de janeiro de 2007, no entanto, houve queda de 2,18%, segundo dados divulgados hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) .
Apesar da alta na comparação com dezembro, só será possível medir com precisão o patamar da demanda quando forem divulgados os resultados referentes à segunda quinzena de janeiro, que serão confrontados com os quinze últimos dias de dezembro, período em que a redução do IPI já estava valendo.
De acordo com a Fenabrave, os emplacamentos de automóveis de passeio e comerciais leves cresceram 9,15% quando comparados à primeira quinzena de dezembro, com 94,547 mil unidades comercializadas.
O segmento de caminhões mostrou queda de 30% ante os primeiros quinze dias de dezembro, com 3,206 unidades vendidas. Na comparação com janeiro de 2007, o recuo foi de 20,88%.
Em ônibus, a queda ante dezembro foi ainda maior, de 47,2%, com 569 veículos comercializados em 15 dias úteis. Em relação a janeiro de 2007, o declínio foi de 24,23%.
(Murillo Camarotto | Valor Online)
Diagnósticos da América adquire Unimagem
InvestNews
19/01/2009
SÃO PAULO
A Diagnósticos da América informou hoje que foi concretizada a aquisição da Unimagem. O valor da aquisição é de R$ 16 milhões, sendo R$ 117.966,27 referentes ao endividamento líquido. Do montante remanescente, serão pagos aos antigos sócios da Unimagem R$ 12.682.033,73 à vista e R$ 3.200.000,00 em janeiro de 2012, sendo que desta segunda parcela será descontado o valor de R$ 1.500.000,00 que ficará retido até janeiro de 2014 em uma conta de depósito vinculada à aquisição.
BC deve iniciar afrouxamento de juros com corte agressivo
Gazeta Mercantil
20/01/2009
São Paulo
Os indícios de que o Comitê de Política Monetária ( Copom) do Banco Central deve iniciar um ciclo de afrouxamento da taxa básica de juros com corte agressivo na reunião que começa hoje foram reforçados com a divulgação da redução de vagas formais efetivada em dezembro. Esse número, adicionado aos dados de produção industrial e comércio, desloca o centro das atenções do BC da inflação para o nível da atividade econômica.
A estimativa de boa parte dos economistas é que haja corte de 0,75 ponto percentual na Selic, para 13% ao ano. "Um corte menor do que este seria muito tímido para as condições atuais", diz Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin. A última vez que houve corte desta ordem foi em abril de 2006.
B1(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Maria Luíza Filgueiras)
M & G eleva capacidade de planta de PET em Pernambuco
Valor Online
20/01/2009 20:18
SÃO PAULO
O grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M & G) informou hoje que a partir de abril a sua unidade de produção da resina PET localizada em na cidade de Ipojuca, em Pernambuco, elevará sua capacidade de produção de 450 mil toneladas/ano para 550 mil toneladas/ano. A fábrica pertence à M & G Polímeros Brasil S.A., subsidiária do grupo italiano.
O investimento na elevação da produção havia sido anunciado em julho passado, mas falava em aumento da capacidade para 650 mil toneladas/ano. Agora, a empresa diz a diferença ficou para uma segunda etapa, que vai depender do "crescimento da demanda".
Segundo a companhia, os investimentos na ampliação da planta somaram US$ 1,65 milhão, bem abaixo do previsto, que variava de US$ 15 milhões a US$ 20 milhões. A M & G diz que conseguiu reduzir o aporte total por conta do uso "de uma nova solução tecnológica" desenvolvida pelo grupo controlador.
Lançamentos da MRV crescem 4,5% no quarto trimestre
Valor Online
20/01/2009
SÃO PAULO
A MRV Engenharia apresentou hoje uma prévia do desempenho operacional no quarto trimestre do ano passado. De acordo com a companhia, os lançamentos registraram crescimento de 4,5% sobre igual período de 2007, somando R$ 536,2 milhões. Já no acumulado do ano, o avanço nos foi de expressivos 111%, para R$ 2,53 bilhões.
Durante o quarto trimestre, 57% dos lançamentos tiveram preço até R$ 130 mil. São Paulo liderou o ranking de atuação da companhia, respondendo por R$ 260,3 milhões em lançamentos. Logo atrás está o Rio de Janeiro, com R$ 104,2 milhões, seguido de Minas Gerais, com R$ 60 milhões.
Entre outubro e dezembro do ano passado, as vendas contratadas apresentaram aumento de 19,4% no comparativo anual, para R$ 298,4 milhões, fechando 2008 em R$ 1,54 bilhão, o que representa avanço de 115,4% sobre 2007.
A companhia informou, ainda, que o banco de terrenos fechou 2008 apresentando um valor potencial de vendas de R$ 9,0 bilhões. São Paulo lidera o estoque, com valor potencial de R$ 5 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 1,43 bilhão e Espírito Santo, com outros R$ 598 milhões.
Novo mínimo injeta R$ 27 bi na economia
Gazeta Mercantil
21/01/2009
São Paulo
O reajuste de 12% do salário mínimo nacional, que entrará em vigor a partir de 1 de fevereiro, deverá injetar cerca de R$ 27 bilhões na economia em 12 meses. Os cálculos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) levam em consideração o contingente de 43 milhões de pessoas que têm seus rendimentos referenciados pelo mínimo. Se confirmado o aumento de R$ 415 para R$ 465 haverá um ganho real de 6%, o maior desde os 13,04% de 2006. "É uma boa notícia em tempos de turbulência. Trata-se de mais um elemento anticíclico da crise", afirma Nelson Karan, coordenador de educação do Dieese.
A combinação de reajuste elevado do mínimo e menor pressão inflacionária deve evitar uma forte desaceleração do rendimento de 2008 para 2009. O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, prevê expansão de 2% no rendimento do trabalho no ano, após alta de 2,6% em 2008. A elevação de 5,9% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano passado não deve se repetir e o indicador encerrará 2009 com alta de 4,8%. A LCA estima que as pressões do grupo alimentação e bebidas sobre o orçamento da população de baixa renda tendem a diminuir no período.
a5(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Ana Carolina Saito)
Votorantim pode ter até R$ 6,6 bi do governo
Gazeta Mercantil
21/01/2009
São Paulo
A complexa reestruturação societária que permitirá a incorporação da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (VCP) foi viabilizada graças à entrada do BNDES no negócio. O aporte do banco de fomento estatal na produtora de celulose, somado aos R$ 4,2 bilhões desembolsados pelo Banco do Brasil por metade do capital do Banco Votorantim, pode elevar o total de recursos públicos destinados a capitalizar o grupo da família Ermírio de Morais a R$ 6,6 bilhões.
Dos R$ 3 bilhões em dinheiro novo que entrarão na VCP via aumento de capital, apenas R$ 600 milhões serão efetivamente desembolsados pela Votorantim. O BNDES já se comprometeu a colocar R$ 1,8 bilhão na operação e ainda terá R$ 580 milhões em debêntures conversíveis em ações da VCP para financiar parte do aporte previsto pelo conglomerado industrial. O banco estatal também deve converter sua participação em ações ordinárias (ON) da Aracruz em papéis da VCP, o que deve engordar o capital da companhia em mais R$ 828 milhões.
A operação deve pôr fim à novela que se arrasta desde agosto do ano passado, quando a VCP - que detinha o controle da Aracruz com as famílias Lorentzen e Safra, cada uma com 28% das ações ON - anunciou a compra da participação dos Lorentzen e a fusão entre as duas empresas. O acordo, porém, foi atropelado pelas perdas com derivativos cambiais exóticos registradas pela produtora de celulose e pela própria Votorantim. O negócio, que deveria ser fechado no início de outubro, acabou adiado e só não foi definitivamente cancelado porque o contrato previa uma salgada multa de R$ 1 bilhão.
Questionado sobre a ajuda que vem obtendo do governo nos últimos tempos, com a venda do Banco Votorantim para o Banco do Brasil e agora com a expansão da participação do BNDES na VCP, o diretor-geral da Votorantim Industrial, Raul Calfat, disse que não há mistura entre os dois negócios. "O grupo agiu rápido diante dos problemas que enfrentou e ainda manteve os planos de investimento", ressaltou.
O desenho final da reestruturação acabou colocando em segundo plano o acordo fechado entre a Aracruz e os bancos para o pagamento da dívida com as perdas em derivativos em até nove anos. As ações ON da companhia dispararam 108%, a R$ 11,65, no pregão de ontem da BM&F Bovespa, com a informação de que os minoritários terão o direito de receber o equivalente a 80% do valor pago aos Lorentzen, ou R$ 14,56 por ação. O chamado tag along, no jargão de mercado, só ocorrerá se os Safra também optarem por vender sua participação. "Mas no próprio entendimento da VCP a possibilidade de que isso não ocorra é pequena", destaca o analista Leonardo Alves, da Link Investimentos. Já os detentores de papéis PNB da Aracruz viram as ações despencarem 11,3%, para R$ 2,35, por conta da relação de troca prevista na incorporação, na qual cada ação da empresa valerá apenas 0,1347 da VCP, o que representa R$ 2,18, pelo fechamento dos dois papéis na segunda-feira.
Apesar dos pontos positivos, como a migração da VCP para o Novo Mercado, segmento de listagem que reúne as empresas com práticas mais rigorosas de governança corporativa, o especialista da Link considera que o alto nível de endividamento da companhia e o momento ruim do setor de papel e celulose tornam as perspectivas para a empresa pouco animadoras. Já para o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, o endividamento de fato deve pesar sobre a gestão da VCP-Aracruz, mas considera que, com o aumento de capital, a empresa terá condições de fazer frente aos compromissos.
(colaborou Anna Lúcia França)(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Vinícius Pinheiro)
Brasil é o quarto maior produtor de celulose
Gazeta Mercantil
21/01/2009
São Paulo
Apesar da crise financeira internacional, o ano passado foi de bons resultados para o setor de celulose no Brasil. O País passou da sexta posição no ranking dos maiores fabricantes mundiais para a quarta colocação, ultrapassando a Finlândia e a Suécia, atrás apenas dos Estados Unidos, do Canadá e da China.
A produção brasileira de celulose em 2008 alcançou 12,850 milhões de toneladas, alta de 7% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Segundo a entidade, a expectativa é manter a quarta posição no mercado mundial e atingir produção de 13 milhões de toneladas este ano. Outra meta da associação é ultrapassar a China, alcançando o terceiro lugar, até 2015.
As exportações do setor de papel e celulose fecharam 2008 com alta de 23,5%, para US$ 5,8 bilhões, de acordo com dados da Bracelpa. Entre os principais destinos de celulose estão a Europa, que comprou US$ 2,02 bilhões em 2008, a América do Norte, que comprou US$ 791,1 milhões, e a China, que comprou US$ 690 milhões.
Segundo levantamento feito pela Bracelpa, a divisão entre os destinos dá independência para o setor em relação aos compradores internacionais. Mas, mesmo assim, os produtores brasileiros ainda enfrentam a queda da demanda global, o aumento dos estoques mundiais e os preços, que despencaram 19,5% de setembro a dezembro.
Diante desse cenário de crise internacional, o Brasil pode sair fortalecido por conta dos custos de produção, bem mais baixos que os praticados no hemisfério Norte, por exemplo. João Camério, diretor- executivo da Unidade de Negócios Florestais da Suzano Papel e Celulose, informou em evento no final do ano passado que enquanto no Brasil o custo de produção de uma tonelada de celulose é de US$ 381 a tonelada, nos Estados Unidos supera US$ 530 e, na Finlândia, ultrapassa US$ 700.
As importações do setor de papel e celulose saltaram 29,8%, para US$ 1,71 bilhões, no ano passado. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Redação)
BNDES recebe R$ 100 bilhões do Tesouro, diz Mantega
InvestNews
22/01/2009
SÃO PAULO
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acaba de anunciar que o Tesouro Nacional fará aporte de R$ 100 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a liberação de financiamentos. "O objetivo é disponibilizar crédito suficiente para estimular o setor de gás e energia", disse Mantega.
Receita do Portocel sobe apesar da crise
Gazeta Mercantil
22/01/2009
São Paulo
A receita do Portocel, maior terminal especializado em transporte de celulose do mundo, subiu 31% em 2008, atingindo R$ 70 milhões. De propriedade da Aracruz (51%) e da Cenibra (49%), o porto também atende a Stora Enso e a Bahia Sul, movimentando 12,2 milhões de toneladas de produtos no último ano, entre celulose, madeira, sal e outros itens, um aumento de 12% em relação a 2007. Ao todo foram exportados 5,2 milhões de toneladas de celulose, o que em valores representa cerca de US$ 3 bilhões.
Em função da queda da demanda mundial registrada no último trimestre, porém, o volume de pasta ficou abaixo do estimado para o ano, de 5,5 milhões de toneladas. Isso levou a empresa a revisar também suas expectativas para 2009, de 6 milhões para 5,7 milhões de toneladas. Mesmo assim, ainda é esperado um crescimento entre 12% a 15% para este ano. "Devido a queda, resolvemos adiar um investimento de R$ 15 milhões para ampliação do armazém", disse o diretor superintendente do Portocel, Carlos Gilberto Marques.
Até maio a empresa espera decidir se vai ou não aumentar sua capacidade de armazenamento em 70 mil toneladas com uma nova unidade de 17 m. "A expansão tanto na receita como no volume se deve às melhorias em processos logísticos", explica, "mas vamos acompanhar o mercado para decidir sobre a ampliação".
Depois da conclusão da Fase I do projeto de expansão, a Porto movimentou uma média de 33,4 mil toneladas por dia, aumentando a receita em 31,25%. Em relação a 2007, o volume de carga movimentado foi 12,65% maior. "Atribuímos o bom desempenho à competência e empenho da equipe", destacou o diretor-superintendente da Portocel, Carlos Gilberto Marques.
As obras de infra-estrutura deram mais agilidade na descarga das barcaças de celulose graças à operação dos dois berços específicos. O resultado do novo berço de atracação, inaugurado em janeiro de 2009, só poderá ser medido ao longo do ano. O transporte de celulose e madeira até o porto atingiu 97.974 viagens em 2008, média de 268 caminhões por dia.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Anna Lúcia França)
Conselho da Cteep aprova investimento de R$ 2,17 bi até 2011
Valor Online
22/01/2009
SÃO PAULO
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) informou hoje que seu conselho de administração aprovou o plano de investimentos para o triênio 2009-2011, período em que poderá ser desembolsado um montante total de R$ 2,178 bilhões.
Deste valor, R$ 868,5 milhões devem ser investidos neste ano, sendo R$ 547,8 milhões diretamente pela Cteep e R$ 320,7 milhões por suas coligadas. Os principais aportes serão direcionados a reforços na rede básica.
Para 2010 estão orçados R$ 800,7 milhões, com a Cteep respondendo por R$ 505,2 milhões e as demais empresas pelos R$ 295,5 milhões restantes. Já em 2011, o valor total de investimentos cai para R$ 509,2 milhões, sendo R$ 258,4 milhões da CTEEP e R$ 250,8 milhões das coligadas.
FAT registra fluxo positivo de R$ 13,6 bilhões em 2008
Valor Online
22/01/2009
BRASÍLIA
O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) registrou fluxo positivo de R$ 13,589 bilhões em 2008, com alta de 28,1% sobre o resultado de R$ 10,7 bilhões do ano anterior. Isso porque as receitas cresceram 20,4%, no total de R$ 35 bilhões, enquanto os gastos com benefícios sociais (como o seguro-desemprego) atingiram R$ 21,4 bilhões, com variação positiva de 15,9% na mesma comparação.
Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho, somente com o seguro-desemprego foram consumidos R$ 14,718 bilhões, com incremento de 15,6% sobre o montante de R$ 12,733 bilhões gastos em 2007.
O patrimônio do FAT cresceu 11% para R$ 154,45 bilhões, ante R$ 139,08 bilhões no período anterior. Os recursos do FAT são provenientes de 80% da arrecadação com PIS/Pasep (R$ 25,04 bilhões), contribuição sindical (R$ 205,7 milhões), remuneração de aplicações (R$ 9,39 bilhões) e outras receitas (R$ 355 milhões)
A maior parte do dinheiro está depositada no BNDES, sendo R$ 10,13 bilhões referentes a 40% da arrecadação com o PIS/Pasep e um estoque de R$ 91,3 bilhões que o banco aplica em empréstimos. Outros R$ 17,45 bilhões estavam aplicados no fundo extramercado (gerido pelo Banco do Brasil), parcela essa que registrou alta de 75% sobre saldo anterior.
Petrobras vai investir US$ 28,6 bilhões em 2009
InvestNews
23/01/2009
SÃO PAULO
Segundo o Plano de Negócios 2009-2013 aprovado há pouco pelo Conselho de Administração da Petrobras, para 2009 estão previstos investimentos de US$ 28,6 bilhões. "Baseado ao preço médio de US$ 37 para o Brent, há necessidade de captar será de US$ 18,1 bilhões. Hoje já temos assegurado um volume de US$ 11,9 bilhões através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e mais US$ 5 bilhões de outras fonte", diz a nota.
O documento aponta ainda que o crescimento dos investimentos deve-se a US$ 47,9 bilhões referentes a novos projetos, US$ 17 bilhões referentes a aumento de custos devido ao aquecimento do mercado de equipamentos e serviços para o setor, US$ 2,9 bilhões em razão da alteração da premissa cambial e o restante referente a outros fatores tais como mudança no escopo dos projetos, no modelo de negócio, etc.
O comunicado informa ainda, que dos US$ 47,9 bilhões em novos projetos, a área de E&P responde por 76,4% do montante, ou seja, US$ 36,6 bilhões. "Pela primeira vez a companhia está empenhando esforços significativos na avaliação, desenvolvimento e produção de descobertas na chamada camada pré-sal das Bacias de Santos e do Espírito Santo. Dos novos projetos, cerca de US$ 28 bilhões relacionam-se com o desenvolvimento do Pré-Sal", diz a nota.
Em 2013, a Petrobras informa ainda que a meta de produção de óleo para o pré-sal é de 219 mil bpd. Já em 2015 essa produção atingirá 582 mil bpd e em 2020 1.815 mil bpd. Em 2013 a produção de gás natural do pré-sal disponibilizada para venda deve atingir aproximadamente 7 MMm3/d e em 2020 cerca de 40 MMm3/d.
"A revisão do plano incorporou o novo cenário econômico e financeiro mundial, incluindo seus efeitos sobre o preço do petróleo, dentre outras variáveis. No entanto, se por um lado as flutuações de preço afetam as expectativas de receita no curto-prazo, o que pode acarretar em necessidades de substanciais captações durante 2009 e 2010, para fazer frente aos volumes de investimento, o consenso de mercado de preço médio do Brent para o período 2009-20013 é significativamente superior ao preço atual da commodity, o que leva o plano a ser consideravelmente 'autofinanciável'", diz o documento.
Ainda de acordo com a nota, apesar da crise financeira atual, o balanço entre oferta e demanda de petróleo no longo prazo encontra-se apertado. Espera-se para o ano de 2009 uma capacidade excedente de produção em função da queda de demanda, fenômeno não observado desde 2000, no entanto, tal fenômeno não deve perdurar já que, a nível mundial, há esgotamentos dos campos existentes e um grande esforço de investimento está sendo direcionado para compensar o declínio de produção. A Petrobras trabalha com um preço médio do Brent de US$ 42 para analise de financiabilidade, alavancagem e retorno.
A meta de alavancagem financeira média de 25-35% está mantida e a Petrobras continuará buscando financiamento em várias fontes de recursos no Brasil e no exterior, seja no mercado de capitais, bancário, de securitização, agências de fomento, etc.
Petrobras pretende investir US$ 174,4 bilhões nos próximos 5 anos
Valor Online
23/01/2009
A Petrobras anunciou há pouco que investirá US$ 174,4 nos próximos cinco anos, ante US$ 112 bilhões do plano atual. Durante a apresentação de seu plano de negócios referente ao período entre 2009 a 2013, a companhia informou ainda que a meta é reduzir esse número, com a obtenção de descontos, com a execução do mesmo número de projetos. A expectativa do presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, é que o recuo do preço do petróleo possa refletir também nos custos dos investimentos.
"Não queremos manter investimentos nesse valor, queremos realizar projetos com custos menores. Vamos adotar procedimentos para sinalizar aos fornecedores que queremos capturar o que o mercado aponta nos preços do petróleo e da energia", disse o executivo.
Para calcular a viabilidade do plano, a Petrobras levou em conta um valor médio de US$ 42 por barril de petróleo. "A meta de alavancagem é de 25% a 35%, com financiamento vindo de diferentes fontes", disse.
Na avaliação de Gabrielli, a necessidade financiamento é viável, já que a geração de caixa prevista com um barril valendo US$ 42 seria de US$ 120 bilhões no período. Levando em conta que a empresa espera reduzir custos junto a fornecedores, os US$ 54 bilhões excedentes a serem captados podem diminuir com o tempo.
O total de aportes será dividido da seguinte maneira: exploração e produção devem receber US$ 92 bilhões; abastecimento contará com US$ 46,9 bilhões; a área de gás e energia terá US$ 10,6 bilhões; petroquímica ficará com US$ 16,8 bilhões; distribuição terá US$ 2,1 bilhões; biocombustíveis receberá US$ 2,4 bilhões; e investimentos corporativos, que incluem pesquisa e desenvolvimento, somarão US$ 2,5 bilhões.
Do total de investimentos, Gabrieli afirma que os novos projetos somam US$ 47,9 bilhões, dos quais US$ 28 bilhões serão destinados para o pré-sal. Mas também neste caso, o executivo espera reduzir custos a partir do aumento do conhecimento do reservatório e dos modelos de produção. Além disso, os aportes no pré-sal também dependem da aprovação dos parceiros da empresa no projeto.
Vale faz encomendas de R$ 398 milhões a estaleiros
Gazeta Mercantil
23/01/2009
São Paulo
Mesmo com a queda mundial no preço do frete marítimo, a Vale anunciou ontem contrato para a construção no Brasil de 49 embarcações - 15 rebocadores, 32 barcaças e 2 empurradores. Avaliadas em R$ 398,6 milhões, as encomendas aquecem a indústria naval e geram 2.370 empregos.
Apesar da crise, o diretor de Portos e Navegação da Vale, Humberto Freitas, afirmou que o investimento está sendo feito com base em planejamento de longo prazo. Preço, prazo e custo levaram a Vale a optar por estaleiros brasileiros.
Os estaleiros Mauá, Rio Nave, Atlântico Sul e Eisa apresentaram propostas para os 15 navios da segunda fase de expansão da frota da Transpetro.
C3(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Wagner Oliveira)
Duas novas capitais ganham portabilidade
InvestNews
23/01/2009
SÃO PAULO
Usuários de telefonia fixa e móvel que vivem nas regiões atendidas pelos DDDs 15 (SP), 95 (RR) e 96 (AP) terão acesso à portabilidade numérica - o serviço que permite a troca de operadora com a manutenção do número do telefone - a partir desta segunda-feira (26). Com a extensão do serviço às três novas regiões, mais 2,55 milhões de assinantes de telefonia no País passarão a contar com a portabilidade numérica.
Boa Vista (RR) e Macapá (AP) são as duas capitais incluídas na 10ª fase de implantação da portabilidade, completando 22 capitais atendidas em todo o País. Conforme o calendário de implantação gradativa do serviço, já é possível trocar de operadora sem mudar o número do telefone nas capitais: Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Salvador (BA), São Luiz (MA), Teresina (PI), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE).
Com a entrada de três novos DDDs a partir de segunda-feira, a portabilidade estará acessível a um total de 51 DDDs e atenderá 110 milhões de usuários. O serviço estará nos 67 DDDs existentes em todo o território nacional até a primeira semana de março deste ano.
A portabilidade numérica que atenderá, a partir desta segunda-feira, usuários de 4.668 municípios brasileiros, além das 22 capitais, a contar desde 1º de setembro de 2008, quando começou a ser implantada, já permite que todos os usuários de telefonia dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins tenham acesso ao serviço. A portabilidade numérica ainda não chegou a nenhum DDD dos estados do Rio de Janeiro, do Pará, de Pernambuco e no Distrito Federal. Nesta segunda-feira, o serviço se tornará acessível para todos os usuários do Amapá (DDD 96) e de Roraima (DDD 95).
De acordo com a Base de Dados de Referência da ABR Telecom, a Entidade Administradora da portabilidade numérica no Brasil, desde o dia 1º de setembro de 2008, 260.673 usuários de telefonia fixa e móvel solicitaram troca de operadora com manutenção do número de telefone. Desse total, 65% (169,6 mil) referem-se a solicitações de usuários de telefonia móvel e 35% (90,4 mil) de telefonia fixa. A média diária de pedidos de portabilidade, considerando-se os mais de quatro meses de serviço é de 1.819. Na comparação com a média registrada pela ABR Telecom no primeiro dia do serviço no Brasil, houve um acréscimo de 47 %. No primeiro dia de portabilidade no Brasil, a ABR Telecom recebeu 1.238 solicitações de transferências nos oito DDDs que inauguraram o serviço.
Até a meia-noite dessa quinta-feira (22) 169.885 usuários tiveram seus números de telefones mantidos após concluídas as transferências de operadoras de serviço. Desses, 67% (113,5 mil) são usuários de telefonia móvel e 33% (56,3 mil) assinantes de telefonia fixa.
A Base de Dados de Referência (BDR) da ABR Telecom, registra que os pedidos de transferência de operadora nos seis DDDs que tiveram o serviço implantado no dia 19 de janeiro foram 5.162 até esta quinta-feira (22/1).
Previ vai engordar lucro do BB, que aproveita para elevar provisão
Valor Online
23/01/2009
O Banco do Brasil (BB) deu duas notícias para os seus acionistas na noite desta sexta-feira. A boa nova é que, diante de novas regras determinadas pelo Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), o banco refez o cálculo dos ativos e passivos atuariais relacionados com o fundo de pensão e com o sistema de assistência à saúde dos seus funcionários e poderá contabilizar ganhos não reconhecidos que terão impacto líquido positivo de R$ 2,52 bilhão no lucro da instituição no quarto trimestre.
A notícia ruim é que o BB decidiu, "diante da atual conjuntura econômica", elevar a provisão adicional para perdas com inadimplência em R$ 1,7 bilhão, sinalizando preocupação com o comportamento da carteira de crédito este ano.
O resultado positivo virá de um ganho não reconhecido de R$ 5,326 bilhões ligado à Previ. O fundo de pensão está com um forte superávit e nem o BB nem os funcionários estão contribuindo mais para o Plano 1, o mais antigo. Como a sobra de recursos mesmo assim ainda é grande, o próximo passo será elevar os benefícios dos participantes, como uma forma de devolução do dinheiro. Como a contribuição é paritária, o banco entende que terá direito a receber parte desses recursos também e decidiu reconhecer o ganho contabilmente no quarto trimestre, ainda que a devolução dos recursos possa demorar na prática.
Esse ganho será parcialmente contrabalançado pelo reconhecimento antecipado de perdas atuariais de R$ 1,259 bilhão relacionadas com a Cassi (caixa de assistência de saúde dos funcionários). No balanço de 2008, o reconhecimento dessas perdas somou um total de R$ 440 milhões antes de impostos, o que não deve se repetir, portanto, no resultado de 2009.
Sobre o ganho ligado à Previ deve incidir imposto de 37% (incluindo IR e CSLL) e sobre a perda com a Cassi haverá benefício fiscal de 34%. Após esses efeitos, o impacto no lucro contábil será positivo em R$ 2,520 bilhões.
Vale destacar, no entanto, que os impostos de R$ 1,54 bilhão gerados por essas mudanças no balanço não terão que ser recolhidos tendo como base o regime de competência do quarto trimestre.
A Medida Provisória 453, editada exatamente hoje pelo governo, permite que o dinheiro recebido por uma patrocinadora de seus fundos de pensão seja tributado somente quando o dinheiro realmente for repassado, usando o regime de caixa para apuração do lucro real. Assim, o BB só pagará o imposto quando tiver acesso aos recursos.
Só que o efeito positivo desta mudança não aparecerá integralmente no balanço do Banco do Brasil no quarto trimestre. O banco vai aproveitar o lucro extra para reforçar suas provisões contra inadimplência em R$ 1,7 bilhão, o que diz ser uma medida prudencial e conservadora. Ao final de setembro, o BB tinha R$ 11,187 bilhões como saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa, sendo R$ 10,468 bilhões de provisão mínima determinada pelas regras do Banco Central e R$ 719 milhões de provisão adicional.
Esse montante adicional, que havia caído nos últimos trimestres, poderá agora ser recomposto, superando o volume médio de R$ 1,5 bilhão registrado no balanço do banco em anos anteriores.
(Fernando Torres | Valor Online)
direito de receber o equivalente a 80% do valor pago aos Lorentzen, ou R$ 14,56 por ação. O chamado tag along, no jargão de mercado, só ocorrerá se os Safra também optarem por vender sua participação. "Mas no próprio entendimento da VCP a possibilidade de que isso não ocorra é pequena", destaca o analista Leonardo Alves, da Link Investimentos. Já os detentores de papéis PNB da Aracruz viram as ações despencarem 11,3%, para R$ 2,35, por conta da relação de troca prevista na incorporação, na qual cada ação da empresa valerá apenas 0,1347 da VCP, o que representa R$ 2,18, pelo fechamento dos dois papéis na segunda-feira.
Apesar dos pontos positivos, como a migração da VCP para o Novo Mercado, segmento de listagem que reúne as empresas com práticas mais rigorosas de governança corporativa, o especialista da Link considera que o alto nível de endividamento da companhia e o momento ruim do setor de papel e celulose tornam as perspectivas para a empresa pouco animadoras. Já para o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, o endividamento de fato deve pesar sobre a gestão da VCP-Aracruz, mas considera que, com o aumento de capital, a empresa terá condições de fazer frente aos compromissos.
(colaborou Anna Lúcia França)(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Vinícius Pinheiro)
Brasil é o quarto maior produtor de celulose
Gazeta Mercantil
21/01/2009
São Paulo
Apesar da crise financeira internacional, o ano passado foi de bons resultados para o setor de celulose no Brasil. O País passou da sexta posição no ranking dos maiores fabricantes mundiais para a quarta colocação, ultrapassando a Finlândia e a Suécia, atrás apenas dos Estados Unidos, do Canadá e da China.
A produção brasileira de celulose em 2008 alcançou 12,850 milhões de toneladas, alta de 7% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Segundo a entidade, a expectativa é manter a quarta posição no mercado mundial e atingir produção de 13 milhões de toneladas este ano. Outra meta da associação é ultrapassar a China, alcançando o terceiro lugar, até 2015.
As exportações do setor de papel e celulose fecharam 2008 com alta de 23,5%, para US$ 5,8 bilhões, de acordo com dados da Bracelpa. Entre os principais destinos de celulose estão a Europa, que comprou US$ 2,02 bilhões em 2008, a América do Norte, que comprou US$ 791,1 milhões, e a China, que comprou US$ 690 milhões.
Segundo levantamento feito pela Bracelpa, a divisão entre os destinos dá independência para o setor em relação aos compradores internacionais. Mas, mesmo assim, os produtores brasileiros ainda enfrentam a queda da demanda global, o aumento dos estoques mundiais e os preços, que despencaram 19,5% de setembro a dezembro.
Diante desse cenário de crise internacional, o Brasil pode sair fortalecido por conta dos custos de produção, bem mais baixos que os praticados no hemisfério Norte, por exemplo. João Camério, diretor- executivo da Unidade de Negócios Florestais da Suzano Papel e Celulose, informou em evento no final do ano passado que enquanto no Brasil o custo de produção de uma tonelada de celulose é de US$ 381 a tonelada, nos Estados Unidos supera US$ 530 e, na Finlândia, ultrapassa US$ 700.
As importações do setor de papel e celulose saltaram 29,8%, para US$ 1,71 bilhões, no ano passado. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Redação)
BNDES recebe R$ 100 bilhões do Tesouro, diz Mantega
InvestNews
22/01/2009
SÃO PAULO
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acaba de anunciar que o Tesouro Nacional fará aporte de R$ 100 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a liberação de financiamentos. "O objetivo é disponibilizar crédito suficiente para estimular o setor de gás e energia", disse Mantega.
Receita do Portocel sobe apesar da crise
Gazeta Mercantil
22/01/2009
São Paulo
A receita do Portocel, maior terminal especializado em transporte de celulose do mundo, subiu 31% em 2008, atingindo R$ 70 milhões. De propriedade da Aracruz (51%) e da Cenibra (49%), o porto também atende a Stora Enso e a Bahia Sul, movimentando 12,2 milhões de toneladas de produtos no último ano, entre celulose, madeira, sal e outros itens, um aumento de 12% em relação a 2007. Ao todo foram exportados 5,2 milhões de toneladas de celulose, o que em valores representa cerca de US$ 3 bilhões.
Em função da queda da demanda mundial registrada no último trimestre, porém, o volume de pasta ficou abaixo do estimado para o ano, de 5,5 milhões de toneladas. Isso levou a empresa a revisar também suas expectativas para 2009, de 6 milhões para 5,7 milhões de toneladas. Mesmo assim, ainda é esperado um crescimento entre 12% a 15% para este ano. "Devido a queda, resolvemos adiar um investimento de R$ 15 milhões para ampliação do armazém", disse o diretor superintendente do Portocel, Carlos Gilberto Marques.
Até maio a empresa espera decidir se vai ou não aumentar sua capacidade de armazenamento em 70 mil toneladas com uma nova unidade de 17 m. "A expansão tanto na receita como no volume se deve às melhorias em processos logísticos", explica, "mas vamos acompanhar o mercado para decidir sobre a ampliação".
Depois da conclusão da Fase I do projeto de expansão, a Porto movimentou uma média de 33,4 mil toneladas por dia, aumentando a receita em 31,25%. Em relação a 2007, o volume de carga movimentado foi 12,65% maior. "Atribuímos o bom desempenho à competência e empenho da equipe", destacou o diretor-superintendente da Portocel, Carlos Gilberto Marques.
As obras de infra-estrutura deram mais agilidade na descarga das barcaças de celulose graças à operação dos dois berços específicos. O resultado do novo berço de atracação, inaugurado em janeiro de 2009, só poderá ser medido ao longo do ano. O transporte de celulose e madeira até o porto atingiu 97.974 viagens em 2008, média de 268 caminhões por dia.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Anna Lúcia França)
Conselho da Cteep aprova investimento de R$ 2,17 bi até 2011
Valor Online
22/01/2009
SÃO PAULO
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) informou hoje que seu conselho de administração aprovou o plano de investimentos para o triênio 2009-2011, período em que poderá ser desembolsado um montante total de R$ 2,178 bilhões.
Deste valor, R$ 868,5 milhões devem ser investidos neste ano, sendo R$ 547,8 milhões diretamente pela Cteep e R$ 320,7 milhões por suas coligadas. Os principais aportes serão direcionados a reforços na rede básica.
Para 2010 estão orçados R$ 800,7 milhões, com a Cteep respondendo por R$ 505,2 milhões e as demais empresas pelos R$ 295,5 milhões restantes. Já em 2011, o valor total de investimentos cai para R$ 509,2 milhões, sendo R$ 258,4 milhões da CTEEP e R$ 250,8 milhões das coligadas.