Plano Decenal prevê R$ 767 bi para projetos de energia
Gazeta Mercantil
9/02/2009
Brasília e São Paulo - O Brasil destinará R$ 767 bilhões até 2017 para projetos ligados ao setor de energia, segundo o Plano Decenal divulgado pelo governo. A maior parte - R$ 536 bilhões - será aplicada na área de petróleo e gás. O setor de energia elétrica será favorecido com investimentos de R$ 181 bilhões no período, enquanto o segmento de biocombustíveis (álcool e biodiesel) receberá R$ 50 bilhões. Para elaborar o plano, que foi revisado pela última vez em outubro de 2008, o governo considerou um crescimento médio anual do PIB de 4,9%.
C5(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Ana Carolina Oliveira e Roberta Scrivano)
Fabricantes de elevadores trabalham com carteira cheia
Gazeta Mercantil
9/02/2009
São Paulo - As fabricantes de elevador estão trabalhando a pleno vapor para atender a alta demanda que se instalou no mercado imobiliário do País nos últimos dois anos. Mas este desempenho está com os meses contados.
Beneficiadas pelos R$ 14 bilhões que a abertura de capital de mais de vinte construtoras levantou entre 2006 e 2007, as indústrias de elevadores e escadas rolantes devem sentir em breve a freada que o mercado imobiliário já anunciou para os próximos lançamentos. Diferente da maior parte da indústria de materiais e equipamentos para a construção civil - que ainda tem cerca de 70% de suas vendas vinculadas ao consumidor final -, a receita dos fabricantes de elevador vem praticamente toda das construtoras e imobiliárias.
Nos cálculos do diretor comercial da ThyssenKrupp Elevadores, Paulo Henrique Estefan, as vendas do mercado, como um todo, devem sentir efetivamente uma redução a partir de junho, e podem encerrar o ano entre 15% e 20% menores que em 2008. "Não acho que manteremos os mesmos patamares do ano passado. Mas, por ora, ainda não sentimos esse impacto. Nossa produção continua nos mesmos níveis. Ainda estamos trabalhando com uma carteira que já foi comercializada 12 meses atrás", explicou.
Os elevadores são encomendados junto aos fabricantes por volta do 12 mês de uma obra, para serem entregues e instalados apenas um ano depois, já na etapa final do edifício. De acordo com Estefan, a Thyssen não teve até agora caso de cancelamento ou adiamento de contratos já fechados.
Empresa do grupo siderúrgico alemão ThyssenKrupp, a divisão de elevadores da Thyssen é uma das três maiores do setor no País, ao lado da suíça Atlas Schindler e da norte-americana Elevadores Otis. Juntas, as três multinacionais possuem cerca de 90% do mercado brasileiro de elevadores, escadas e esteiras rolantes, dividido ainda com fabricantes de menor porte.
Anos recordes
A queda anunciada nas vendas de 2009 irá encerrar o meteórico crescimento que o setor de elevadores desfrutou a partir de 2006, colado à ascensão da construção formal e à retomada da construção civil em todo o País, estimuladas por fatores como aumento de renda e de crédito.
O setor não possui números formais, mas o consenso entre as três maiores empresas consultadas é de um crescimento acima dos 30% em 2008, depois de já ter evoluído 15% em 2007. Até 2006, este era um mercado vegetativo, com variações anuais não maiores que 2%, para cima ou para baixo.
"O mercado brasileiro (incluindo elevadores e escadas rolantes) alcançou em 2008 entre 11 mil e 12 mil novas unidades. Neste ano, devemos voltar ao patamar de 2007", calculou o diretor de marketing da Otis, Julio Bellinassi. Ainda assim, ressaltou o executivo, não se voltará aos patamares anteriores a 2006, quando as vendas anuais giravam em torno de 7,5 mil unidades. "Em meados de 2010 já devemos retomar níveis melhores de crescimento", disse Estefan, da Thyssen.
"Passamos por anos de aquecimento muito forte, e agora será inevitável uma retração. O mercado está caindo e vai cair, mas em comparação a um ano que foi excepcional", disse o diretor de novas instalações e modernizações da Atlas Schindler, Fabio Mezzarano. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Juliana Elias)
Wärtsila fecha contrato com três empresas brasileiras
InvestNews
9/02/2009
SÃO PAULO - A Wärtsila informou ao mercado que firmou contratos de três produtoras energéticas brasileiras independentes: a Geradora de Energia do Amazonas, a Companhia Energética Manauara e a Rio Amazonas Energia. O contrato possui valor total de € 48 milhões e permite a conversão de térmicas em operações com gás natural e óleo combustível.
A produção elétrica por planta é de mais de 85 MW e os projetos deverão entrar em operação em outubro de 2010 e permitirão que o combustível seja convertido instantaneamente. 'Dessa forma, os consumidores poderão escolher entre combustíveis alternativos benéficos ao meio ambiente , e serão capazes de se beneficiar dos menores custos de combustíveis', afirma a empresa em comunicado.
'Essa conversão de plantas representa o maior projeto dessa espécie já assumido pela Wärtsila. A dimensão e scope do projeto representa um desafio interessante', declarou Tomas Hakala, presidente da unidade da empresa na América Latina.
Unimed-BH tem faturamento de R$ 1,38 bilhão em 2008
InvestNews
9/02/2009
SÃO PAULO - A Unimed-BH, a maior operadora de saúde fora do eixo Rio-São Paulo, fechou o ano de 2008 com receita operacional bruta de R$ 1,38 bilhão, crescimento de 12,6% sobre os resultados de 2007. O foco no segmento corporativo continua alavancando a expansão da Cooperativa, que terminou o ano passado com 743.971 clientes, carteira 6% maior do que no período anterior.
A empresa atribui o desempenho a uma política agressiva de redução das despesas operacionais e pelo fato de já ter cumprido todas as provisões técnicas previstas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). "A Unimed-BH mantém seus investimentos estruturantes para 2009, tanto na rede de serviços próprios quanto em sistemas de informação", aponta o comunicado da empresa.
No primeiro semestre deste ano, a Unimed-BH inaugurará seu quarto Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), espaço com foco no oferecimento de consultas eletivas. O NAS Contorno - como será chamado em virtude de sua localização, à Avenida do Contorno, região hospitalar de Belo Horizonte - terá como diferencial um espaço exclusivo para o atendimento de diabéticos.
Ainda no primeiro semestre, a cidade de Contagem, na região metropolitana da capital mineira, receberá uma unidade mista, composta por um Centro de Promoção da Saúde e um pronto-atendimento. O novo serviço recebeu investimento de R$ 16 milhões.
Para o segundo semestre deste ano está prevista a inauguração do Hospital Unimed. Outro foco dos investimentos da Unimed-BH para 2009 é a implantação de softwares para gestão da informação clínica de seus clientes.
Modernização ganha mais espaço nos negócios
Gazeta Mercantil
9/02/2009
Um negócio que tem ganhado espaço nas empresas de elevadores são os serviços de modernização. Tratam-se de alterações feitas nas caixas, tanto técnicas quanto estéticas, para melhorar seu desempenho. Com isso, elevadores com maior tempo de uso podem ganhar mais velocidade, eliminar desajustes como trancos e degraus e economizar até 45% em energia.
"O Brasil é um país jovem; agora que os elevadores estão começando a completar 35, 40 anos, e demandando esse tipo de serviço", explicou o gerente de modernização da ThyssenKrupp Elevadores, Sérgio Martins. Este serviço existe desde a década de 1980, mas apenas nos últimos cinco anos deslanchou, apresentando crescimento anual na faixa dos 15%. Nesse período, a participação do segmento de modernização dobrou dentro dos negócios da Thyssen: saiu de 7% para os atuais 15%.
"O próprio aquecimento do mercado imobiliário acabou puxando também a procura por modernização", disse Fabio Mezzarano, diretor de modernizações da Atlas Schindler. "A busca por apartamentos aumentou, e as pessoas vão atrás de conforto e qualidade. As melhorias podem baratear o condomínio e valorizar edifícios mais antigos", afirmou.
Embora 60% da procura esteja concentrada no eixo metropolitano de Rio e São Paulo, tanto Mezzarano quanto Martins destacam outros mercados que têm despontado como potenciais, caso do litoral paulista, Nordeste e Brasília. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(J.E.)
Faturamento do Polo Industrial de Manaus bate recorde em 2008
Valor Online
09/02/2009
SÃO PAULO - O faturamento das empresas do Polo Industrial de Manaus atingiu o recorde de US$ 30,128 bilhões em 2008, montante 17,25% superior aos US$ 25,695 bilhões registrados em 2007. As informações foram divulgadas hoje pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e consideram os dados passados por 388 das cerca de 550 fábricas da região. As exportações cresceram 12,56% sobre 2007, somando US$ 1,174 bilhão, com aumento de venda de celulares, concentrados para bebidas e motocicletas.
A média mensal de faturamento foi de US$ 2,647 bilhões, impulsionada pelos resultados dos três primeiros trimestres do ano. A receita percebida em novembro (US$ 2,108 bilhões) e dezembro (US$ 1,541 bilhão) ficou abaixo dessa média - em parte pelo menor volume de pedidos no fim de ano, uma vez que os bens a serem vendidos no Natal são encomendados antes, e em parte como efeito da crise econômica mundial.
Em termos de produção, os melhores desempenhos foram dos fabricantes de peças para ar condicionado, de telas de cristal líquido e de plasma, de câmeras digitais e de motocicletas.
No último bimestre de 2008, as empresas da zona franca reduziram o número de funcionários diretos de 114 mil para 100,3 mil, tanto pela retração do consumo quanto pela demissões de temporários.
Petrobras quer construir unidade de liquefação de gás natural em terra
Valor Online
10/02/2009
RIO - A Petrobras pode concluir até 2013 a construção de uma unidade em terra (onshore) de liquefação e armazenamento de gás natural. A diretora de Gás e Energia da companhia, Maria das Graças Foster, afirmou que parte dos recursos necessários para a construção da planta já estão disponíveis dentro dos US$ 5,2 bilhões que serão investidos em novos projetos da área até 2013.
Entre 2009 e 2013, a Petrobras planeja investir US$ 10,6 bilhões na área de Gás e Energia, dos quais US$ 5,2 bilhões em novos projetos. Deste total, US$ 3,7 bilhões serão para novos projetos de gás natural, onde estaria incluída parte da verba necessária para a construção da planta de liquefação e armazenamento.
Maria das Graças reconheceu que talvez a construção da unidade vá além de 2013, mas ressaltou que, caso a construção termine até o fim deste prazo, novos recursos poderão ser direcionados para a unidade nas próximas revisões do plano estratégico.
"O plano estratégico é atualizado ano a ano", lembrou Maria das Graças, que apresentou hoje os dados do plano estratégico para a área de Gás e Energia.
A executiva não revelou a localização provável do empreendimento, mas ponderou que a região terá que ser capaz de funcionar como um hub (centro), recebendo o gás produzido nos campos da empresa. Maria das Graças explicou que um dos objetivos é construir a planta já acoplada a um terminal de regaseificação, possibilitando tanto a estocagem do gás natural liquefeito (GNL), quanto o embarque desse GNL ou a regaseificação para colocação na malha de gasodutos da companhia.
Segundo ela, haverá a necessidade de entrada em operação de mais um terminal de regaseificação no curto prazo - além dos já existentes no Ceará e no Rio de Janeiro - de forma a deixar a companhia confortável para cumprir os compromissos de geração de energia a partir de termelétricas a gás natural firmados no termo de compromisso com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A partir deste ano, o termo de compromisso estipula uma disponibilidade de gás natural capaz de gerar até 6.659 megawatts-médios de energia em 2011. Hoje o compromisso estipula capacidade de geração de até 3.701 MW médios caso haja necessidade. Em janeiro, a estatal precisou - de acordo com determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - entregar gás para geração de 3.179 MW médios.
A partir de 2011, a estatal terá que fornecer o insumo para garantir capacidades crescentes de geração de energia, de acordo com os compromissos em três leilões de energia em 2007 e 2008. Ao final de 2013, a Petrobras deverá ser capaz de fornecer gás para geração de 8.787 MW médios de energia.
A expectativa da companhia é de que o terceiro terminal seja construído juntamente com a planta onshore de liquefação, mas Maria das Graças admitiu que, caso a construção desta unidade extrapole o horizonte de 2013, a empresa deverá optar por construir o terceiro terminal de regaseificação em outra região.
(Rafael Rosas | Valor Online)
Quattor aposta na força da consolidação contra crise
Portal Exame
11/02/2009
Por Taís Fuoco
SÃO PAULO (Reuters) - A petroquímica Quattor nasceu às vésperas da crise, em junho de 2008, com o início da consolidação de ativos da Unipar e da Petrobras no segmento. Mas ainda que o cenário de desaquecimento não estivesse no radar desde os primeiros movimentos, a Quattor acredita que a unificação que deu origem a ela tornou a empresa mais hábil para lidar com um ambiente adverso.
"As empresas (que formaram a Quattor), isoladamente, estariam menos preparadas", afirmou à Reuters Vítor Mallmann, presidente da Quattor, cujo nome foi inspirado na alquimia e refere-se aos quatro elementos da natureza.
Além disso, o setor petroquímico como um todo vive um momento de queda nas cotações internacionais do petróleo, o que pode reduzir a pressão sobre as margens das companhias de resinas. O patamar do câmbio também pode beneficiar as empresas locais na substituição de importações, que no final do ano chegaram a atender de 20 a 25 por cento da demanda brasileira.
A consolidação fez aparecer duas grandes companhias no segmento de resinas, a Quattor e a Braskem, o que, na avaliação de Mallmann, fez com que o Brasil passasse a ter "empresas com porte para concorrer no mercado internacional".
UNIFICAÇÃO SOCIETÁRIA
Internamente, a Quattor caminha para se tornar uma única figura jurídica. Ela já fez a aquisição do bloco de controle e das ações em circulação da antiga Petroquímica União, que teve seu capital fechado e hoje se chama Quattor Químicos Básicos.
Também promoveu o chamado "tag along" para compra das ações ordinárias em circulação da antiga Suzano Petroquímica, que continua listada mas tem hoje 99,5 por cento do capital nas mãos da Quattor Participações.
A idéia dos acionistas é manter essa companhia listada em bolsa, com o atual nome de Quattor Petroquímica, empresa que no futuro reunirá todos os ativos das demais.
Até o momento, entretanto, a Rio Polímeros não pode ser integrada porque sua independência estava prevista no projeto de financiamento da empresa. Para incorporá-la, a Quattor precisa substituir seu financiamento.
Do ponto de vista organizacional, as companhias irão, ao longo deste ano, integrar e padronizar procedimentos, em um processo que deve estar concluído no início de 2010, segundo Mallmann.
Ele informa que a Quattor contratou a consultoria Accenture para ajudar na captação das sinergias. "Já foram identificadas 92 ações que levariam a ganhar posição ou reduzir custos", disse ele, que, no entanto, afirmou não poder revelar o montante esperado em sinergias.
A companhia fechou o ano com 1,65 mil funcionários, já eliminadas as sobreposições entre as empresas, e não prevê grandes oscilações nesse número ao longo de 2009.
CENÁRIO AINDA POUCO CLARO
Depois de um último trimestre "difícil", com queda acentuada na demanda interna, Mallmann afirma que ainda são muitas as incertezas sobre 2009. "Não está claro se esse (o patamar do último trimestre de 2008) é um novo patamar de demanda ou um ajuste de estoques ao longo da cadeia."
De qualquer forma, ele pondera que a queda nos preços do petróleo no mercado internacional, que influenciam o preço da nafta --principal matéria-prima das resinas petroquímicas-- "reduz um pouco as diferenças de um país a outro em termos de custos", o que pode facilitar a conquista de novos mercados, especialmente regionais, como os da América Latina.
Além disso, as companhias locais esperam, com a recente alta nas cotações do dólar, ganhar o mercado que até então vinha sendo atendido pelas importações.
"Acredito em um 2009 melhor que o último trimestre de 2008, mas em relação a todo o ano passado a minha perspectiva é neutra", disse ele.
(Edição de Daniela Machado)
Net descarta crise e mantém plano de investimentos
Portal Exame
11/02/2009
Por Taís Fuoco
SÃO PAULO (Reuters) - A Net Serviços, maior operadora de TV paga do país, viu seu resultado trocar de sinal no quarto trimestre, ao registrar um prejuízo líquido de 91 milhões de reais ante ganho um ano antes de 96 milhões de reais.
Nem por isso, entretanto, a companhia reviu planos de investimentos ou a disposição de continuar a crescer, já que não percebeu recuo nas vendas até o momento e acredita que produtos como telefone e banda larga --que agora fazem parte de sua oferta-- continuem sendo consumidos.
"Essa é a primeira crise dentro de uma nova realidade da Net como empresa multisserviços. A gente respeita muito a crise, estamos tomando todos os cuidados possíveis, mas sem nos acovardarmos", disse José Félix, presidente da Net, em teleconferência com a imprensa.
O balanço foi impactado por despesa com variação cambial relacionada à dívida em dólar da empresa, que cresceu cerca de três vezes em relação aos últimos três meses de 2007.
Em 2008 como um todo, a empresa teve um prejuízo líquido de 95 milhões de reais, ante lucro de 208 milhões de reais em 2007.
A dívida líquida da operadora saltou para 1,02 bilhão de reais no quarto trimestre de 2008 ante 555 milhões de reais um ano antes. Para João Elek, diretor financeiro da companhia, no entanto, "a atual dívida ainda é muito confortável" e o efeito do dólar sentido no último trimestre não pressiona a empresa.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu para 278 milhões de reais no último trimestre do ano passado, ante 216 milhões de reais nos três últimos meses de 2007. A margem no período se manteve em 27 por cento.
A operadora encerrou o quarto trimestre com receita líquida de 1,022 bilhão de reais, crescimento de 28 por cento sobre o verificado no mesmo período de 2007, puxado por um salto de 56 por cento nas unidades geradoras de receitas da empresa. Essas unidades representam o faturamento da empresa com os diferentes serviços que oferece além de TV por assinatura, como acesso rápido à Internet e telefonia.
A base de clientes de TV paga cresceu 24 por cento, para 3,07 milhões, dos quais 887 mil são de serviços digitais, e a de clientes banda larga disparou 56 por cento, para 2,2 milhões usuários. Enquanto isso, os clientes de serviços de telefonia subiram quase três vezes, para 1,8 milhão.
Às 14h23, as ações da companhia exibiam a segunda maior alta do Ibovespa, 4,24 por cento, cotadas 14,75 reais. No mesmo horário, o indicador da bolsa paulista subia 1,28 por cento.
"O maior prejuízo corrói um pouco e a percepção positiva do bom resultado operacional", escreveu a corretora Ativa em relatório, afirmando recomendação de compra para o papel com preço alvo de 20 reais.
INVESTIMENTOS MANTIDOS
A companhia também reiterou a disposição, já anunciada, de investir perto de 1 bilhão de reais nas suas operações em 2009, apesar do corte de investimentos anunciado na terça-feira pela Telmex, sua controladora mexicana.
"Os equipamentos importados ficaram mais caros em reais, mas em valores absolutos (o plano) não deve mudar", ressaltou Elek.
A Net investiu no ano passado 992,9 milhões de reais, crescimento de 29 por cento em relação a 2007.
"Não identificamos desaceleração de vendas neste um mês e meio (de 2009), ainda não sentimos queda e continuamos animados em cumprir as nossas metas para este ano", reiterou o diretor financeiro.
Os níveis de inadimplência também se mantiveram estáveis até o momento, de acordo com o executivo, em 0,8 por cento da receita bruta. A Net lembra que 50 por cento dos seus assinantes têm a fatura mensal em débito em conta, o que se torna um inibidor da inadimplência.
Em relação à intenção já anunciada pela empresa de avaliar aquisições, Elek informou que a Net "continua aberta" a oportunidades. "A crise não alterou essa perspectiva da empresa, mas os preços têm de estar adequados à realidade atual", salientou.
(Edição de Alberto Alerigi Jr.)
Mercado de genéricos cresce 18,9% em 2008
InvestNews
11/02/2009
SÃO PAULO - O mercado de medicamentos genéricos registrou crescimento de 18,9% em 2008. As empresas do setor comercializaram 277,1 milhões de unidades frente as 233 milhões comercializadas no ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), referentes às vendas no varejo farmacêutico brasileiro. As indústrias do segmento movimentaram US$ 2 bilhões no período, alta de 33%. Em 2007 as vendas de genéricos somaram US$1, 522 bilhão.
Em 2008, o desempenho do mercado de genéricos superou ao restante da indústria farmacêutica em 41% em unidades e 61% em valores. No ano passado, no Brasil, foram comercializadas 1,634 bilhão de unidades de medicamentos no período contra 1,514 bilhão em 2007, o que representa alta de 7,9%. Em valores, o mercado farmacêutico brasileiro movimentou no varejo US$14,669 bilhões contra US$12,169 bilhões, crescimento de 20,5%.
No quarto trimestre, período em que os efeitos da crise econômica mundial se agravaram no País, as vendas de genéricos registraram forte alta, ficando acima da média anual. Entre os meses de outubro a dezembro, as vendas em unidades registram crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado enquanto o mercado farmacêutico como um todo cresceu 7,2%.
Para o presidente da entidade, Odnir Finotti, o fenômeno indica que houve forte migração de consumidores de produtos de marca para os genéricos. "Em tempos de crise e cortes no orçamento doméstico, os consumidores acabam encontrando nos genéricos uma opção segura e muito mais em conta para prosseguirem com seus tratamentos medicamentosos."
Em participação de mercado, os genéricos fecharam 2008 com 18% de market share (em unidades), percentual 14 % superior ao registrado em 2007, quando detinham 15,8% de participação.
A Pró Genéricos espera crescimento entre 10% e 15%, o que eleva o mercado de genéricos ao posto de um dos segmentos que mais vão crescer ao longo do ano.
Positivo Informática firma parceria com a Houter
InvestNews
11/02/2009
SÃO PAULO - A Positivo Informática, maior fabricante nacional de computadores, fechou contrato com a distribuidora de produtos de tecnologia da informação Houter. De acordo com a companhia, a parceria visa potencializar vendas de computadores nas regiões do Vale do Paraíba, cidades do interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo a diretora de Canais Indiretos da Positivo, Estela Bernardes, a Houter é uma das mais importantes empresas atuantes nas regiões de interesse da companhia.
A Houter atende hoje cerca de 5 mil revendas em todo o país, em diversos segmentos, com destaque para varejistas de informática e eletroeletrônicos.
McLane espera crescer 80% até 2010
InvestNews
12/02/2009
SÃO PAULO - Apesar do atual cenário econômico mundial, a McLane, integradora logística, fecha o ano de 2008 com um balanço positivo. Entre as conquistas, destacam-se a aquisição de uma nova unidade no Rio de Janeiro e a expansão de um Centro de Distribuição em Porto Alegre. Foram cerca de R$ 52 milhões em novos investimentos, que visam contribuir para o objetivo da companhia de crescer 80% até 2010.
'Novas operações foram conquistadas, o que representou um aumento de faturamento de 20% em relação ao ano de 2007', afirma Ozoni Argenton Jr, diretor de operações da McLane.
Para acompanhar o crescimento da empresa, foram contratados mais de 500 colaboradores. Atualmente, a McLane emprega 1.300 funcionários distribuídos entre os seus seis centros de distribuição, localizados no Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.
E, para este ano, a empresa planeja expandir ainda mais sua atuação como integrador logístico e crescer de 20 a 25%. 'Estamos otimistas e a expectativa é que 2009 seja um ano de grandes realizações para a McLane', comenta Argenton. Segundo o executivo, o programa de crescimento da empresa terá continuidade independentemente do cenário econômico.
Com o objetivo de oferecer mais opções de serviços aos seus clientes, a McLane adquiriu, em 2008, a Resende Armazéns Gerais e Logística da Amazônia S/A - RAGLA, empresa que atua como pólo de distribuição de produtos industrializados na Zona Franca de Manaus. Na unidade, que está localizada em Resende, no Rio de Janeiro, a companhia continuará prestando os serviços e os benefícios já oferecidos pela RAGLA, entre eles a distribuição fracionada. Outro diferencial é a disponibilidade dos produtos para os mercados do sul e do sudeste do Brasil, além da atrativa logística fiscal das mercadorias, com a suspensão de ICMS por até 180 dias. Com um investimento de R$ 35 milhões, a expectativa da McLane com esta aquisição é aumentar seu faturamento em 25%.
Além da nova unidade no Rio de Janeiro, a companhia também ampliou o Centro de Distribuição de Canoas, no Rio Grande do Sul. A McLane está investindo R$ 15 milhões na expansão e a expectativa é de que o empreendimento seja concluído em fevereiro de 2009. Com a ampliação do CD, a integradora logística dobrará a capacidade de armazenamento, que, atualmente, movimenta cerca de 110 mil toneladas por ano.
Lucro da Redecard cresce 43% em 2008
InvestNews
12/02/2009
SÃO PAULO - A Redecard teve lucro líquido de R$ 1,10 bilhão em 2008, aumento de 43,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 343,1 milhões, crescimento de 52,9% em comparação com o mesmo trimestre de 2007.
O Ebitda chegou a R$ 1,76 bilhão no ano passado, elevação de 37,1% frente o ano anterior. No trimestre, o Ebitda foi de R$ 538,7 milhões, alta de 49,4% ante o quarto trimestre de 2007.
A receita líquida atingiu R$ 2,58 bilhões, aumento de 26,5% em relação a 2007. No trimestre, a receita alcançou R$ 776,4 milhões, crescimento de 35,1% ante igual período do ano antecedente.
Francesa Servier inaugura hoje laboratório no Brasil
Gazeta Mercantil
12/02/2009
Após a instalação de um centro de pesquisa no início da década, o laboratório francês Servier inaugura hoje, no Rio de Janeiro, sua primeira fábrica no Brasil. O investimento estimado é de R$ 80 milhões para um retorno estimado de R$ 290 milhões em três anos. A nova unidade terá capacidade para 10 milhões de caixas ao ano, podendo chegar a 25 mil em caso de necessidade, e vai abastecer o Brasil e toda a América Latina.
O terreno, de 76 mil m, localizado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, poderá ainda abrigar, em cinco anos, uma segunda unidade da companhia, caso se confirme o potencial esperado pelo projeto, segundo a diretora geral da Servier no Brasil, Varso Toppjian.
Com faturamento de € 3,8 bilhões, a Servier aposta no mercado brasileiro, que já movimenta US$ 14 bilhões, tendo conquistado o primeiro lugar no mercado da América Latina e o décimo do ranking mundial. A escolha do Rio de Janeiro deve-se à proximidade com o polo farmacêutico da região, o que beneficiaria a logística e a conquista de novos talentos, segundo Toppjian. "Esperamos crescer cerca de 10% ao ano pelos próximos cinco anos", estima a executiva.
No primeiro momento, serão fabricados seis medicamentos, e a expectativa é de que, em breve, outros cinco sejam produzidos, entre as linhas de diabetes, doenças cardiovasculares, neurologia e oncologia. Todos sintéticos. Alguns dos produtos já são vendidos para o governo.
A filial brasileira reúne as atividades de pesquisa e desenvolvimento, produção e direção médica, contando com 380 colaboradores. Em média, 50 empregos indiretos serão gerados, com um aumento do quadro previsto nos próximos dois anos.
O governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o ministro José Gomes Temporão, além do presidente do grupo, Jaques Servier, devem estar presentes à cerimônia de inauguração, hoje, no Rio de Janeiro. Criada há pouco mais de 50 anos, a Servier está presente em 140 países nos cinco continentes com 80 filiais. Atualmente, a companhia investe 25% do seu faturamento mundial em pesquisa e desenvolvimento, segundo Toppjian. A empresa conta com quase 3 mil colaboradores que se dedicam à investigação e ao desenvolvimento de novos tratamentos. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(A.L.F.)
OGX antecipa produção e prevê 4,8 bi de barris
InvestNews
12/02/2009
RIO - A OGX, empresa de petróleo de Eike Batista, vai antecipar em quase cinco anos a produção do primeiro óleo. Mal acabou de entrar no mercado, a empresa corre para fazer caixa e aproveitar a maré de preços baixos na aquisição de bens e serviços. A previsão do presidente da companhia, Rodolfo Landim, é começar a produzir petróleo em 2011 no sul da Bacia de Campos. O início dos estudos exploratórios mostram que o potencial de reservas supera os 4 bilhões de barris previstos inicialmente. O fato relevante divulgado ao mercado fala em 4,8 bilhões de barris.
"É uma companhia abençoada: fomos no mercado no momento bom (o petróleo valia o triplo do que vale hoje), vamos explorar no momento bom e também vamos começar a produzir no momento bom, quando os preços do barril estiverem maiores", disse Landim. A expectativa é investir US$ 2 bilhões nos próximos anos em exploração.
A cronograma prevê a perfuração de 51 poços nos próximos quatro anos. A companhia revela ainda que possui US$ 7,5 bilhões em caixa, depois de ter captado um volume superior a este antes da crise financeira que abalou o mundo.
A empresa possui 22 blocos distribuídos nas bacias de Campos (7), Santos (5), Espírito Santo (5) e Pará-Maranhão (5). "Estamos focando nas pesquisas no pós-sal, que já é uma área conhecida. O pré-sal não é prioridade", observou Paulo Mendonça, executivo da OGX que fazia parte da equipe da Petrobras no passado.
O segredo para antecipar a produção de um prazo total 12 anos para cerca de sete anos está no novo método que a empresa escolheu. Vai explorar e desenvolver ao mesmo tempo os campos mais promissores. "Estamos fazendo tudo em paralelo. Contratamos as sondas, barcos de apoio, acertamos a logística e estamos planejando as plataformas de produção. Tempo é dinheiro, e queremos nos beneficiar do momento de resfriamento da indústria", explicou. (Sabrina Lorenzi - GZM)
Economia com horário de verão foi de R$ 4 bilhões
InvestNews
12/02/2009
SÃO PAULO, 12 de fevereiro de 2009 - Com os quase quatro meses de horário de verão, o Brasil vai economizar 2 mil megawatts de energia, o correspondente a 4% do consumido no horário de pico no período. Em termos financeiros a enconomia foi equivalente a R$ 4 bilhões.
Segundo o ministro do Ministério de Minas e Energia, Edison Lobão, esse valor daria para construir uma usina térmica de pequeno porte e ajudar na geração de mais energia. A região que mais economizou, entre 18h e 20h, foi o Sul que registrou 85% de economia.
Lobão disse que a prática do horário de verão é uma medida que funciona para a economia no bolso do povo e do governo e também reduz a demanda sobre as usinas térmicas geradoras de energia.
'O horário de verão é um procedimento benéfico para os cofres públicos. A medida em que consumimos menos energia nós estamos deixando de ter térmicas, ainda que em escala pequena, funcionando', ressaltou. "Eu sei que o horário de verão incomoda uma pouco as pessoas. Quando ele inicia, mudam um pouco os costumes e principalmente a rotina, mas é uma medida necessária para economizar energia", argumentou o ministro.
De acordo com ele, para atender toda a população brasileira sem o horário de verão, que encerra no próximo domingo (15), seria necessário produzir anualmente 14 mil megawatts e hoje a geração do país está em torno de 10 mil megawatts.
O horário de verão Lobão lembrou que a prática do horário de verão, adotada desde 1931 no Brasil, já existe há 100 anos na Europa.
As informações são da Agência Brasil.
Endividamento em São Paulo cai 7 pontos, para menor nível em 5 anos
Valor Online
12/02/2009
O aumento da cautela frente ao cenário de crise levou o nível de endividamento dos paulistanos a cair sete pontos percentuais entre janeiro e fevereiro deste ano, para 38% das famílias da capital paulista. No primeiro mês do ano, o percentual era de 45% e em fevereiro de 2008 chegou a 48%, o que representa uma baixa de 10 pontos percentuais.
Os dados, que constam da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), revelam que o patamar registrado em fevereiro é o menor de toda a série, iniciada há cinco anos.
O levantamento mostra que a inadimplência também declinou dois pontos percentuais em fevereiro, mês em que 12% das famílias reportaram contas em atraso. Na comparação com fevereiro do ano passado, a baixa foi de três pontos percentuais. Nesse grupo de inadimplentes, também caiu dois pontos percentuais, para 10%, os que dizem não ter condição de pagar total ou parcialmente os débitos em atraso.
Na avaliação de Abram Sjazman, presidente da entidade, a incerteza sobre os efeitos da crise na economia local explicam a redução do nível de endividamento. Além disso, os níveis ainda favoráveis de emprego e renda na região, medidos pelo IBGE, também influenciam o comportamento de pagamento de compromissos atrasados.
O levantamento por extrato de renda mostra que entre os paulistanos que ganham até três salários mínimos por mês, 28% têm dívidas. Na faixa intermediária, com renda entre quatro e dez salários mínimos, a fatia de endividados chega a 32%. Já entre famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos, aumenta para 48% o percentual de endividados
Os meios de endividamento mais comuns continuaram sendo em fevereiro o cartão de crédito, mencionado por 46% dos consumidores, seguido de carnês (28%). O prazo médio de endividamento é de mais de um ano em 34% dos casos. Dívidas de seis meses a um ano ocorrem em 24% das respostas. A despesa que mais afetou o endividamento no mês passado continuou sendo com alimentação, citada em 32% dos casos.
Ao analisar o cenário por sexo e idade percebe-se que os homens são mais endividados (42%) do que as mulheres (34%) e que há equilíbrio por faixa etária. Entre paulistanos de 18 a 34 anos, 38% têm dívidas, pouco acima dos 37% que mencionam dívidas no grupo dos que têm mais de 35 anos.
Ainda que tenha havido recuo da inadimplência em fevereiro, continua alta a parcela dos que estão com contas em atraso há mais de 90 dias, que são agora 39% do total. Outros 28% então atrasados entre 30 e 90 dias e 33% apontam atraso inferior a um mês
Houve redução de 41% para 35% em fevereiro na fatia de inadimplentes que procuraram renegociar dívidas. A principal dificuldade apontada é o juro elevado, seguido por falta de dinheiro, prazos curtos e negativa de negociação por parte do credor.
Brasil exportará diesel a partir de 2013, diz diretor da Petrobras
Valor Online
12/02/2009
RIO - O Brasil vai se tornar autossuficiente e exportador de óleo diesel a partir de 2013, quando estarão completas as refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, e as primeiras fases das duas refinarias premium do Nordeste. A afirmação foi feita pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que confirmou que as duas unidades premium nordestinas serão antecipadas e estarão completas em 2015 e não mais em 2016.
Estas três novas refinarias terão cerca de 50% de sua capacidade voltada para a produção de diesel. Abreu e Lima terá capacidade de refino de 230 mil barris por dia, enquanto as duas premium nordestinas terão capacidade de 600 mil barris por dia (Maranhão) e 300 mil barris diários (Ceará).
"Em 2013, o Brasil vai deixar de ser importador de diesel para ser exportador do produto", frisou Costa, que apresentou hoje os números do plano de investimento 2009-2013 da companhia para a área de Abastecimento.
No ano passado, segundo o diretor, o consumo de diesel no país foi, em média, de 783 mil barris por dia, dos quais 15% foram importados. A expectativa da companhia é conseguir reduções no volume importado mesmo antes de 2011, quando está prevista a entrada em operação de Abreu e Lima.
No ano passado entrou em operação na refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, uma unidade que permitiu o aumento da capacidade de refino de óleo leve, com maior produção de diesel. Costa explicou que unidades semelhantes devem entrar em operação nas refinarias de Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e Repar, no Paraná, que também aumentarão a capacidade de refino de óleo leve.
Os números preliminares de janeiro apontam para uma importação média de 30 mil barris/dia de diesel, número inferior ao pico de mais de 100 mil barris/dia no ano passado. Costa ponderou que janeiro é um mês tradicionalmente de consumo menor, uma vez que ainda não começou a colheita da safra agrícola.
Costa afirmou que a expectativa da companhia para este ano é de um aumento de cerca de 3% no consumo de derivados no país. Em 2008, o crescimento ficou nesta faixa, para um consumo que atingiu a média de 1,75 milhão de barris diários. Segundo o executivo, mesmo em um cenário de crise, a frota de veículos no país deve aumentar e a safra, embora menor que a do ano passado, continuará com volumes expressivos.
Costa evitou dar dados que extrapolassem o horizonte do plano e não confirmou estudos para construção de novas unidades de refino entre 2015 e 2020. O diretor se limitou a comentar que o objetivo da companhia é fazer com que a capacidade de refino acompanhe o incremento da produção de petróleo, de forma a tornar o Brasil um exportador de derivados e não apenas um exportador de petróleo.
"A definição que temos é: cresce a produção, cresce o refino. Mas não estou dizendo que vamos construir mais refinarias", frisou.
(Rafael Rosas | Valor Online)
Serra anuncia pacote para combater efeitos da crise em SP
Valor Online
12/02/2009
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra, anunciou hoje um pacote de medidas para combater os efeitos da crise financeira internacional no estado. "O objetivo é manter o emprego no estado, seguindo a nossa obrigação", disse o governador.
Segundo ele, a partir de agora o ICMS não será cobrado de empresas do setor produtivo que exportem. O investimento, ao longo do ano, será de R$ 20,6 bilhões. "Os secretários podem começar a comprar. Queremos reformar as escolas e as delegacias o quanto antes", afirmou Serra.
Apesar de a arrecadação se tornar menor, Serra garantiu que não faltará dinheiro para os investimentos: "Temos recursos guardados" e o governo "está fazendo o que pode" para combater a crise, acrescentou.
A previsão é de que sejam mantidos ou criados cerca de 858 mil empregos com os investimentos do estado e da iniciativa privada, por meio de concessões públicas. "Não podemos entrar na espiral da crise", alertou. Além dessas medidas, o pacote inclui a desoneração para micro e pequenas empresas.
A agência de fomento anunciada pelo governador na ocasião da venda da Nossa Caixa também começará a repassar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os micro e pequenos empresários a partir de abril. "A Nossa Caixa Desenvolvimento terá R$ 1 bilhão", informou.
Para os trabalhadores, o governo do estado pretende criar 40 mil vagas em cursos de qualificação para os que não têm direito ao seguro-desemprego, incluindo também uma bolsa-auxílio de R$ 210 durante três meses, mais o auxílio para transporte e alimentação. Os trabalhadores que têm direito ao seguro serão beneficiados com 20 mil vagas em cursos de qualificação com transporte e alimentação gratuitos.
(Agência Brasil)
Com sangue frio, Vivo cresceu e lucrou
Gazeta Mercantil
13/02/2009
São Paulo, 13 de Fevereiro de 2009 - O lucro líquido de R$ 215,5 milhões obtido pela Vivo no quarto trimestre do ano passado é 60,9% superior ao do mesmo período do ano anterior, enquanto o ganho acumulado no ano, de R$ 389,7 milhões, mostra recuperação em relação ao prejuízo de R$ 99,8 milhões amargado em 2007.
O resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 1,4 bilhão no período de outubro a dezembro de 2008, um valor 42,7% maior que o do trimestre correspondente em 2007. No acumulado do ano, o Ebitda de 2008 foi R$ 4,8 bilhões, 37,3% superior ao obtido em 2007.
A margem Ebitda de 32,7% no quarto trimestre está 6,6 pontos porcentuais acima dos 26,1% obtidos no ultimo trimestre de 2007. No acumulado do ano, a margem Ebitda de 30,8% foi 5,2 pontos porcentuais superior aos 25,6% que 2007 registrou.
O presidente da Vivo, Roberto Lima, comentou que a margem Ebitda obtida está dentro da meta da operadora e foi importante para poder financiar o plano de investimentos elevados do exercício. Lima listou entre os investimentos efetivados a conclusão da compra da Telemig, a estréia da Vivo no Nordeste e a compra das licenças de terceira geração (3G), além dos investimentos na expansão da infra-estrutura de outras áreas de cobertura da empresa nacional.
Não há nova compra nos planos da operadora para este ano, segundo o executivo, mas os gastos em expansão da infra-estrutura deverão ser equivalentes. Segundo a assessoria da operadora, o orçamento de capital a ser submetido à reunião de conselho na assembléia geral prevista para dia 18 de março atinge R$ 2,227 bilhões para a Vivo e R$ 407 milhões para a Telemig, somando R$ 2,635 bilhões para ambas as empresas.
Esse foi justamente o investimento de 2008, de R$ 2,6 bilhões em infra-estrutura de rede. O ano passado somou também R$ 2,7 bilhões na aquisição da Telemig e R$ 1,2 bilhão na compra de licenças de terceira geração. Ao todo, os desembolsos de 2008 somaram R$ 6,5 bilhões.
Segundo Roberto Lima, os resultados obtidos no ano passado permitiram pagamento de dividendos aos acionistas, respeitadas as regras de boa governança.
Cresce o número de clientes A Vivo fechou 2008 com clientela de 44,945 milhões de usuários. Trata-se de fatia de mercado de 29,8%, que caracteriza a liderança sobre as concorrentes Claro, TIM e Oi-BrT
No quarto trimestre, foram conquistados 2,668 milhões de novos clientes, um volume que representou 27,1% de participação nas adições líquidas do mercado celular. No conjunto do ano, a Vivo totalizou 7,561 milhões de aquisições de novos clientes.
O número ficou atrás da Claro, que adicionou 8,5 milhões à sua carteira, com fatia de 29% do conjunto de novos clientes do mercado no ano.
Perguntado sobre essa diferença, Roberto Lima afirmou que o importante foi que a receita média por cliente (ARPU) permaneceu estável no trimestre e no ano baixou somente R$ 1, enquanto a da Claro caiu R$ 3.
A redução que se deu de R$ 1 na Vivo , baixando de R$ 30,1 para R$ 29,2 por mês, deve-se, segundo Lima, ao ingresso de 7 milhões de novos clientes pré-pagos originários das camadas de menor poder aquisitivo da população, que constituem o potencial de crescimento do mercado.
Cresce o uso do celular
Em termos de minutos de uso, porém, a Vivo constatou crescimento. Segundo o executivo, os 76 minutos de uso médio dos clientes ao longo de 2007 evoluíram para 87 minutos médios por mês em 2008, um ganho de 14,5%. Quando a comparação é por trimestre, porém, registra-se queda de 89 minutos médios de uso no terceiro trimestre para 85 no quarto trimestre.
Endividamento
A Vivo encerrou 2008 com dívida de R$ 8 milhões, R$ 3,5 milhões a mais que os R$ 4,5 milhões de um ano antes. Do total, 30% referem-se à moeda estrangeira e estão cobertos por operações de proteção cambial (hedge), conforme relatório.
Segundo Roberto Lima, a dívida mostra equilíbrio na gestão financeira uma vez que equivale à geração de caixa. Por ter financiado o pagamento das licenças de 3G junto à Anatel, a empresa conseguiu manter, ainda conforme relatório, sua posição de caixa em um momento de turbulência nos mercados, ao mesmo tempo que alongava o perfil da dívida. Tal financiamento teve o custo de IST (Índice do Setor de Telecomunicações) mais juros de 1% ao mês.
Nas ocasiões em que foi a mercado captar, a Vivo não enfrentou dificuldades, segundo Lima. Para o exercício atual, a próxima captação deve ocorrer ainda no primeiro semestre e não deve acarretar problemas, acredita.
Crise não incomoda
Apesar do ambiente de crise econômica, Lima destaca otimismo e justifica com a "essencialidade do serviço telefônico" para quem está empregado e quem está procurando oportunidades. Sem falar em metas para o ano, o executivo diz que será necessário a empresa adaptar-se a um cenário de nem tanto crescimento em função da conjuntura.
Apesar do contexto, a operadora reduziu em 28% a provisão para devedores duvidosos no último trimestre de 2008 para R$ 59,5 milhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A receita de dados e serviços de valor agregado aumentou 35% de forma inorgânica e 20,8% na comparação combinada com o quarto trimestre, representando 10% da receita líquida de serviços no quarto trimestre de 2008.
Por fim, Lima considerou que o fechamento do balanço mostra que 2008 foi um ano de gestão saudável e em que esteve presente o "sangue frio" para não entrar em guerra de mercado.
A operadora segue com a tarefa de gerar resultado operacional capaz de fazer frente à "elevada carga tributária, de juros, extensão territorial do País e renovação das tecnologias com frequencia".(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Thaís Costa)
Pão de Açúcar, Nestlé e Unilever preveem crescer este ano
Portal Exame
13/02/2009
Por 13 de Fevereiro de 2009
Apesar da crise financeira internacional, um grupo de executivos no Brasil procura passar a mensagem de que há oportunidades de crescimento no País. Reunidos hoje, em São Paulo, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os presidentes do Grupo Pão de Açúcar, Unilever e Nestlé afirmaram que os planos de investimentos para este ano estão mantidos e disseram que promoverão a abertura de novos postos de trabalho. No encontro, Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, confirmou a manutenção do plano de investimentos de R$ 1 bilhão este ano para a abertura de 100 novas lojas. O executivo, que acredita que a empresa terá um bom crescimento neste ano, garantiu que o consumo está em um nível razoável. "Nossa expectativa é de que este ano ainda possa surpreender favoravelmente", disse Diniz. Apesar de não revelar números, o executivo afirmou que o grupo registrou crescimento das vendas em janeiro e que o ritmo está se mantendo em fevereiro. Segundo Diniz, o crescimento ficou até acima do projetado pela companhia. O executivo negou possibilidade de demissões no grupo, que encerrou 2008 com uma faixa entre 66 mil e 67 mil funcionários. "Vamos encerrar 2009 com um volume bastante superior a isto", afirmou. Embora concorde que alguns setores como o automotivo, construção civil e agronegócios merecem atenção especial do governo, já que são grandes empregadores, Diniz ressaltou que é preciso acompanhar mais de perto as demissões para saber se elas estão acontecendo em razão da crise ou por ajustes que seriam necessários independente do cenário macroeconômico mundial. Para Diniz, com a redução do temor generalizado das empresas e dos consumidores, a economia deve voltar a girar. "E isso vai acontecer antes do que se espera", avalia. Segundo ele, é difícil que o Produto Interno Bruto brasileiro cresça 3% este ano, mas não impossível. "Não tenho condições de fazer um prognóstico, mas vemos o governo agindo com maturidade, tomando medidas acertadas", disse Diniz. O empresário ressaltou, no entanto, que é preciso haver uma redução dos juros básicos da economia.
Nestlé
O presidente da Nestlé, Ivan Zurita, aposta em crescimento acima de 3% para a empresa em 2009. "É difícil prever o fim da crise, já que depende do restabelecimento do crédito internacional, mas eu pessoalmente acredito que se prolongue até o final do ano", afirma. O executivo reconhece que falta crédito no mercado e que os bancos estão mais seletivos, mas conta que encontrou uma fórmula para driblar esse problema. "Estamos atuando como avalistas e endossando empréstimos do Bradesco para os nossos fornecedores", conta. Segundo o executivo, a empresa tem atualmente 44 mil fornecedores que podem usar recebíveis para conseguir crédito no Bradesco. O custo das operações, que se iniciaram em outubro, gira em torno de 1,5% ao mês, ante taxa de 2,5% a 3% praticada para o mercado. A estimativa do presidente da Nestlé é de que essas operações gerem recursos da ordem de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões.
Unilever
O presidente da Unilever, Kees Kruythoff, disse que o Brasil é um dos únicos países que não sentiram intensamente os efeitos da crise, por ter economia forte. "O Brasil vai continuar crescendo", afirma. O País é hoje o terceiro maior mercado para a Unilever, atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido. Em 2009, quando completa 80 anos no Brasil, a empresa deve aumentar os investimentos em propaganda e marketing, acima da cifra de R$ 1 bilhão aplicada no ano passado. Além disso, a Unilever planeja o lançamento de 70 novos produtos este ano. Atualmente, o grupo emprega 12 mil pessoas em 12 fábricas no Brasil.
Nossa Caixa estende crédito de R$4 bi para carros usados
Portal Exame
13/02/2009
SÃO PAULO (Reuters) - A linha de crédito de 4 bilhões de reais que o governo do Estado de São Paulo havia aberto em novembro para estimular as vendas de carros novos foi estendida também para os usados, informou nesta sexta-feira o banco estadual Nossa Caixa.
"Como carro usado é, na maioria dos casos, dado como parte de pagamento na compra de um novo, o convênio passou a incluir também a concessão de recursos para que os bancos e financeiras ligados às montadoras usem os recursos no financiamento de carros usados", informou a assessoria de imprensa da Nossa Caixa, acrescentando que a medida já está em vigor.
A Nossa Caixa foi vendida ao Banco do Brasil em novembro passado por 5,39 bilhões de reais.
Quando foi anunciada, a linha de 4 bilhões de reais foi destinada a bancos e financeiras ligadas a montadoras, que vinham encontrando dificuldades para fazer financiamentos ao setor com o agravamento da crise global de crédito.
As vendas de veículos do país em janeiro cresceram 1,5 por cento na comparação com dezembro, para 197,5 mil unidades, mas na comparação anual houve recuo de 8,1 por cento. Enquanto isso, a produção saltou 92,7 por cento no mês passado sobre dezembro.
(Por Alberto Alerigi Jr.)