Segunda-feira, 23/02/2009

Itaú Unibanco lucra menos, mas promete abrir agências

Portal EXAME
25/02/2009
 
Quando o Itaú e o Unibanco anunciaram sua fusão, uma grande expectativa foi gerada em torno daquele que seria o maior banco brasileiro. Nesta quarta-feira (25), quase quatro meses mais tarde, o Itaú Unibanco um lucro líquido pró-forma (ou seja, dos resultados do Itaú somados ao do Unibanco) foi de 10 bilhões de reais em 2008, uma queda de 16,1% no valor em comparação a 2007. Essa redução foi justificada pelo presidente-executivo do Itaú Uni banco, Roberto Setúbal, com o cenário econômico adverso e o aumento das provisões para créditos duvidosos. Ainda assim, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio foi de 23,4%.
Conforme os dados oficiais, a carteira de crédito cresceu 33,9% no ano, número que aponta desaceleração na avaliação de Setúbal. Quanto às expectativas para 2009, o presidente-executivo afirmou que a alta de 15% estimada até dezembro deve ser revisada por causa das incertezas na economia brasileira, o maior nível de inadimplência e o potencial aumento de desemprego.

Processo de fusão
Apesar das especulações, Setúbal reiterou que o fechamento de agências de ambos os bancos não está nos planos da instituição. Muito pelo contrário, o esperado é que haja crescimento no número de agências em 2009.
“Não queremos perder clientes, esse é nosso principal objetivo. Vamos buscar otimizar receitas apenas, já que é possível fazer ajustes sem cortes e demissões”, afirmou o presidente, que preferiu não apontar projeções para sinergias.
Setúbal explicou que foram organizados 18 grupos de trabalho para deixar o processo de integração dos bancos mais funcional, aproveitando “o que há de melhor em cada instituição”. Ainda assim, a conclusão de tal procedimento nas agências deve demorar alguns anos.

Expansão para o exterior
Após o fim do procedimento de integração, o Itaú Unibanco planeja se voltar ao mercado externo, na realização de projetos de expansão internacional. Um dos países apontados como possíveis investidas seria o México, que possui diversas instituições em problemas por causa da crise financeira global.
“Não estamos buscando comprar nada barato”, reforçou Setúbal, que acredita ser essencial a consolidação do novo banco para só então considerarem a compra e o investimentos em empresas estrangeiras do setor.
Segundo ele, os bancos do país estão em condições tão melhores por causa de sua solidez, beneficiando o próprio governo brasileiro que não se vê obrigado a injetar capital no sistema financeiro, ao invés de investir na economia.

Volta do crédito
A melhor posição dos bancos brasileiros para enfrentar o cenário adverso levou a uma recuperação no crédito mais rápida do que no exterior. “O crédito voltou”, afirmou o presidente-executivo. Em sua visão, porém, o spread nos bancos ainda não foi diminuído por causa da expectativa ainda persistente de maior inadimplência.
“Conforme a economia se normalizar, haverá uma redução natural do spread, o que pode ocorrer por volta de outubro e novembro”, disse.
Tal vantagem do setor bancário brasileiro levou investidores a especularem que o Itaú Unibanco poderia comprar a participação do Citigroup, em dificuldades desde o segundo semestre de 2008, na operadora de cartões Redecard. Os rumores, porém, foram negados por Setúbal, que explicou que, apesar de não terem uma posição clara sobre tal operação, provavelmente não seriam compradores dos ativos.

Mitsubishi vai produzir novo veículo no Brasil

Portal EXAME
25/02/2009

A MMC Automotores do Brasil, fabricante dos veículos Mitsubishi, afirmou que dentro de 60 dias anunciará um novo modelo de automóvel a ser produzido na fábrica instalada em Catalão (GO). Em nota, a empresa informou que outros modelos deverão ser definidos até o final do ano. "Os estudos de viabilidade estão em fase final para a escolha de três entre os quatro modelos ainda em análise, sendo alguns deles com potencial de exportação para a América Latina e Caribe", disse o comunicado. Segundo a assessoria de imprensa, o aumento da produção da unidade de Goiás não implicará, necessariamente, na redução dos embarques de automóveis produzidos no Japão para os mercados da América Latina, conforme informou hoje o jornal japonês "Nikkei". A empresa destacou ainda que "há algum tempo tem se estudado alternativas de modelos que pudessem ser produzidos no Brasil", mas que ainda não há definições quanto ao aumento de produção e empregos.

TECNOLOGIA: Bematech tem lucro recorde de R$ 51,7 milhões

InvestNews
25/02/2009
SÃO PAULO - A Bematech, líder em automação comercial no varejo brasileiro, atingiu receita líquida recorde de R$ 318 milhões, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior, e o lucro líquido foi de R$ 51,7 milhões, também recorde. Apenas no quarto trimestre de 2008, a receita líquida alcançou R$ 90,2 milhões, um incremento de 33% sobre o mesmo período de 2007, segundo dados divulgados há pouco pela empresa. O Ebitda ajustado atingiu margem de 22,7% e chegou a R$ 72,3 milhões.
De acordo com a nota, a unidade de software é novamente o grande destaque da divulgação dos resultados da Bematech: no quarto trimestre a área teve um crescimento de 82% na receita líquida em relação ao mesmo período de 2007. No ano, o aumento foi de 74%, totalizando R$ 38,5 milhões. "O bom desempenho reflete a evolução das vendas de novas licenças e da manutenção de software", diz o comunicado.
Em 2008, a unidade de hardware apresentou um crescimento de 28% em relação a 2007, respondendo por R$ 217,5 milhões da receita líquida total. O resultado decorre em boa parte de fatores como o crescimento de 9,1% do varejo brasileiro em 2008 e o Programa Nota Fiscal Paulista, que puxou as vendas no primeiro semestre. A MP-4000, impressora fiscal premium com tecnologia 100% Bematech, permaneceu como sucesso de vendas, com quase 9 mil unidades vendidas apenas no quarto trimestre de 2008. Destaque também para o desempenho da fábrica, que registrou ganhos de produtividade significativos.
A unidade de serviços apresentou um crescimento de 19% na receita líquida em 2008 em relação ao ano anterior, reflexo principalmente à expansão de novos serviços e de volume de diversos clientes.
'Nosso balanço demonstra, mais uma vez, a solidez da nossa estratégia de crescimento', diz Marcel Malczewski, CEO da companhia. 'Nossa expectativa é de que, a despeito da crise financeira internacional, em 2009 continuaremos crescendo, e a área internacional deve contribuir de forma mais intensa.'
O executivo informa que a Bematech conta atualmente com cinco acordos de confidencialidade para aquisição de empresas, sendo uma no exterior e quatro no Brasil.
Em agosto do ano passado a companhia lançou um programa de recompra de ações e, até 31 de dezembro, já havia adquirido 1.630.500 papéis de sua própria emissão.

EMPRESAS: Henkel cresce mais de 10% na América Latina em 2008

InvestNews
25/02/2009
SÃO PAULO - A Henkel, fabricante das marcas Super Bonder, Pritt, Cascola, Loctite e Schwarzkopf Professional, divulgou hoje seus resultados financeiros de 2008 e também o relatório mundial de sustentabilidade. No ano fiscal de 2008, a Henkel na América Latina teve um crescimento em vendas orgânicas de 10,7%, e atingiu € 780 milhões. A região ultrapassou o crescimento orgânico da Europa (+3,7%), Estados Unidos (-1,4%) e Ásia (+2,2%). A Henkel Brasil teve um crescimento em vendas de 7% e atingiu € 300 milhões, com destaque para as áreas de adesivos industriais e produtos de tratamento de superfícies, seguido pela área de cosmética profissional e de adesivos para o consumidor final e para profissionais.
No mundo, a Henkel aumentou suas vendas em 8,1% para € 14,1 bilhões, com contribuição de todas as divisões (adesivos, cosméticos e detergentes). Esse aumento substancial é devido principalmente à aquisição dos negócios de adesivos e materiais eletrônicos da National Starch, ocorrida em abril de 2008. O crescimento orgânico de vendas (ajustado para o câmbio e aquisições/desinvestimentos) chegou a 3%, de acordo com as previsões para o ano.
O lucro operacional ajustado mundial aumentou 9,1% e chegou a € 1,495 bilhão, crescimento devido também à consolidação dos negócios adquiridos da National Starch. Esse resultado foi afetado pelas despesas de reestruturação vindas do programa de excelência global e da integração dos negócios adquiridos da National Starch.
A margem EBIT foi de 5,5%, enquanto a margem EBIT ajustada diminuiu de 10,5% para 10,3%, devido principalmente ao impacto substancial do aumento nas matérias primas das divisões de detergentes e de adesivos. O resultado financeiro de 2008 reflete um ganho de € 1,042 bilhão da venda da participação da companhia na Ecolab Inc.
'Mesmo com um ambiente econômico difícil, nós mantivemos nossa boa posição em 2008. Mais uma vez, todas as nossas divisões de negócio conseguiram ultrapassar os seus respectivos mercados, com nossas operações nos mercados emergentes fazendo uma contribuição particularmente forte', disse Kasper Rorsted, presidente mundial da Henkel. 'Sabemos que 2009 não será um ano fácil e é difícil prever como a economia vai reagir. De qualquer forma, nós estamos bem preparados e confiantes que sairemos fortalecidos desse ambiente econômico difícil', disse ele.
Hoje também foi divulgado o relatório mundial de sustentabilidade da Henkel de 2008, em conjunto com o relatório financeiro. 'Estamos convencidos de que nosso foco contínuo em sustentabilidade irá ajudar a aumentar o valor de longo prazo de nossa companhia. Em tempos econômicos desafiadores, é mais importante do que nunca entender que desenvolvimento sustentável é uma oportunidade', completou Rorsted.

Risco Brasil cai 0,24% e fecha aos 419 pontos

Valor Online
26/02/2009
 
SÃO PAULO - Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, teve leve queda hoje, fechando aos 419 pontos. Foi um recuo de 0,24% em relação aos 420 pontos do encerramento de ontem.
Sobre o EMBI + Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
(Valor Online, com agências internacionais)

Itaú Unibanco lucra R$ 10 bilhões

Gazeta Mercantil
27/02/2009
São Paulo - O Itaú Unibanco Banco Múltiplo - maior instituição financeira da América Latina criada a partir da fusão das operações do Banco Itaú Holding Financeira e do Unibanco, em novembro do ano passado - registrou um lucro líquido de R$ 10 bilhões em 2008, uma retração de 16,1% comparativamente aos R$ 11,92 bilhões apurados no ano anterior. Apesar da redução, os ganhos são os maiores já obtidos por uma instituição bancária brasileira e superam os verificados pelo Banco do Brasil (R$ 8,8 bilhões) e Bradesco (R$ 7,62 bilhões), seus concorrentes mais próximos. A queda decorreu, particularmente, da maior incidência de eventos extraordinários positivos em 2007, quando a instituição contabilizou, por exemplo, ganhos de R$ 2,14 bilhões com vendas de participações em empresas, como a Redecard, Serasa e BM&F Bovespa.
Em 2008, o Itaú Unibanco totalizou um efeito negativo superior a R$ 1 bilhão com a amortização do ágio decorrente da negociação entre os bancos, que foi praticamente neutralizado por receitas extraordinárias equivalentes, disse ontem Roberto Setubal, presidente-executivo do banco, durante a divulgação dos resultados da instituição, acrescentando que todo o ágio já foi abatido. Setubal explicou que os números são pro forma, isto é, consideram os resultados dos bancos conjuntamente nos dois anos, como se já estivessem integrados.
No total, os efeitos não recorrentes negativos somaram R$ 567 milhões em 2008, oriundos em especial de despesas com a integração das operações e com provisões adicionais para crédito de liquidação duvidosa. O banqueiro informou que a instituição fez provisões adicionais contra a inadimplência de R$ 4,7 bilhões no ano passado, quando totalizou R$ 9,72 bilhões em provisões, 38,5% acima do exercício anterior. Se não forem considerados os efeitos extraordinários, o lucro líquido pro forma sobe 8,1% no comparativo anual. No quarto trimestre, sem eventos, o lucro cai 6,6%, para R$ 2,33 bilhões em 2008. Com efeitos, a redução é mais acentuada, de 34,5%, para R$ 1,87 bilhão, impactado, principalmente, pelas provisões contra a inadimplência, que foram a R$ 2,97 bilhões no período, alta de 70,5% em relação a intervalo idêntico de 2007.
Setubal considera que a crise financeira mundial desacelerará o crescimento da atividade econômica brasileira, afetando o nível de emprego, o que levará a uma deterioração do atual patamar de inadimplência. O cenário indica que o Brasil está muito próximo de ultrapassar seu pico histórico de inadimplência (de 8,4% sobre a carteira de pessoa física em maio de 2002), o que ocorrerá ainda este ano, avalia. Em dezembro, conforme dados do Banco Central (BC), o índice de inadimplência de pessoa física no País ficou em 8,1%, mesmo percentual registrado pelo Itaú Unibanco ao final de 2008. Na média das carteiras, a inadimplência do banco subiu de 4,6% em setembro para 4,8% em dezembro, mas ainda é menor que os 5,1% do último mês de 2007.
Entre os destaques do balanço do Itaú Unibanco estão os expressivos crescimento da carteira de crédito, que puxou os ganhos do banco, das captações de recursos e dos ativos totais. O Itaú Unibanco encerrou dezembro com R$ 600,38 bilhões em recursos captados, sendo R$ 118,9 bilhões em depósitos a prazo. A expansão foi de 17,6% e 206,2%, respectivamente.
As operações de crédito cresceram 6,7% ante o terceiro trimestre e 34% em 12 meses, alcançando R$ 271,93 bilhões, o que ajudou a impulsionar em 42,4% em um ano os ativos totais do conglomerado, que somaram R$ 632,72 bilhões no encerramento de 2008. Com seu apetite por incorporações e aquisições, o Banco do Brasil, contudo, está muito próximo de retomar a liderança do mercado brasileiro em ativos, posição perdida após a fusão de Itaú e Unibanco. O aumento do volume de recursos emprestados às empresas foi determinante para o desempenho da instituição no crédito. Com estoque de R$ 153,46 bilhões ao final de dezembro, a expansão na carteira de pessoa jurídica foi de 41,9% em um ano. O saldo das grandes empresas somou R$ 100,84 bilhões, com alta de 41,2% na mesma base de comparação. A carteira de micro, pequenas e médias empresas evoluiu 43,2%, para R$ 52,61 bilhões.
Setubal afirmou que o banco continua este ano com o seu plano de avançar no crédito para as pequenas e médias empresas, segmento que entrou no foco em 2008 e carteira que poderá puxar o crescimento de 15% que o executivo estima para o estoque total neste ano. A menor expansão deve-se, afirmou, à retração da demanda verificada a partir do acirramento da crise e também de uma política de maior seletividade do banco nas concessões de empréstimos.A carteira de pessoas físicas totalizou R$ 93,17 bilhões em 2008, uma elevação de 24,3% em 12 meses. O estoque de veículos, com alta de 35,8%, somou R$ 47,85 bilhões; o de cartão de crédito, com alta de 19,4%, fechou o ano em R$ 23,63 bilhões; e o crédito pessoal, evolução mais tímida de 8,8%, foi a R$ 21,68 bilhões em dezembro.
As operações da financeira do Itaú, a Taií, serão integradas à Fininvest, braço financeiro do Unibanco, e a marca Taií vai deixar de existir, disse Setubal, observando que não havia razão para a manutenção de duas marcas em apenas um segmento de negócio. "Vai prevalecer a Fininvest porque ela tem mais tradição no segmento." O executivo afirmou que a consolidação dessas unidades não vai gerar mais demissões e fechamento de lojas. No final do ano passado, o Itaú fechou 10% da rede Taií, o que ocasionou demissões que chegaram a cerca de 300 profissionais somente no Rio de Janeiro, segundo o sindicato local. Conforme Setubal, a fusão não deverá gerar demissões em massa no conglomerado, que aproveitará as saídas normais de pessoas, em torno de 10 mil por ano, para ajustar os quadros.
Ver também pág. B3
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Iolanda Nascimento)

AVIAÇÃO: Alckmin anuncia R$ 90 milhões para laboratório

InvestNews
26/02/2009
SÃO PAULO - O secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, assinará na próxima segunda-feira um contrato para implantação do primeiro laboratório brasileiro voltado à pesquisa de estruturas leves para aviação no Parque Tecnológico de São José dos Campos. A iniciativa ajudará o país a dominar tecnologias essenciais para desenvolver novos materiais capazes de reduzir o peso das aeronaves.
De acordo com o comunicado da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o convênio prevê investimentos de R$ 90,5 milhões para construir, equipar e operar o laboratório. Os recursos serão obtidos pelo governo do Estado e pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A parceria será assinada pela Secretaria de Desenvolvimento, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Embraer e BNDES. A Secretaria de Desenvolvimento também destinou no final de dezembro do ano passado um aporte de R$ 2,5 milhões do orçamento do governo do Estado para adequar o novo laboratório ao local cedido pela prefeitura.
Segundo Alckmin, o laboratório terá condições de competir internacionalmente. "Investir em pesquisa é acreditar no potencial humano. Os equipamentos contarão com tecnologia de ponta para obter competitividade em nível internacional. A iniciativa será importante para ajudar a contornar a crise econômica e retomar o crescimento da indústria aeroespacial de São José dos Campos", afirmou o secretário de Desenvolvimento.
Para João Fernando Gomes de Oliveira, diretor-presidente do IPT, o projeto estudará o aumento na resistência dos materiais estruturais das aeronaves, permitindo maior pressão e umidade dentro da cabine, mas sem aumentar o peso da estrutura. Oliveira ressaltou que o laboratório permitirá desenvolver um amplo espectro de aplicações de materiais na indústria.
"Apesar de ter foco no ramo da aeronáutica, o empreendimento também será capaz de desenvolver tecnologias em aplicações na indústria automobilística e de autopeças, petróleo e gás, naval, bélica, geração e transporte de energia elétrica, construção civil e bens de capital", disse Oliveira.
A Secretaria de Desenvolvimento explica que a base de pesquisas do laboratório será o desenvolvimento de materiais compósitos, obtidos a partir de fibra de carbono e resinas. De acordo com o diretor do IPT, esses materiais aliam alto desempenho estrutural à leveza e o gasto de energia nos equipamentos é menor se comparado a materiais tradicionais. "O desenvolvimento de estruturas leves colabora com a conservação de energia", relatou Oliveira.

TECNOLOGIA: Positivo fornecerá notebooks para professores

InvestNews
27/02/2009
SÃO PAULO - A Positivo Informática venceu o chamamento público promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para o fornecimento de até 84,2 mil notebooks do programa Computador do Professor. O objetivo do projeto é facilitar as condições de compra de notebooks pelos professores da rede estadual de ensino. A proposta da Positivo atendeu as especificações técnicas do edital, com o menor preço por unidade (R$ 1.599), desbancando duas outras concorrentes.
O programa Computador do Professor, viabilizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS) e pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, permite que os professores inscritos comprem o seu notebook financiado pela Nossa Caixa.
Segundo as diretrizes do programa, os docentes começarão a ser convocados pelo banco na segunda quinzena de março, de acordo com a ordem de inscrição. Nessa etapa, a Nossa Caixa fará a análise de crédito dos pretendentes e quem tiver o financiamento aprovado deve começar a receber o laptop em até sete dias úteis. A primeira parcela do financiamento será debitada em folha de pagamento no mínimo 60 dias após a aprovação do crédito. Já as parcelas mensais para o financiamento em 24 meses serão de R$ 72,42, descontadas em folha de pagamento.

ALIMENTOS: J.Macêdo eleva capacidade produtiva de unidade em SP

InvestNews
27/02/2009
SÃO PAULO - A J.Macêdo, uma das maiores empresas de alimentos do País e segunda maior fabricante de massas do Brasil, informou hoje que pretende ampliar suas vendas nacionais na categoria, modernizando seu parque industrial e aumentando a competitividade de seus produtos.
Para isso, está investindo na expansão das atividades de sua unidade em São José dos Campos, em São Paulo. "De partida, o volume de massas produzido pela fábrica paulista passará de 63 mil toneladas ao ano para 93 mil toneladas ao ano. Este é um movimento muito importante para a companhia, pois já estávamos operando próximo ao nosso limite produtivo", explicou em comunicado Amarílio Macêdo, presidente da J.Macêdo.
Segundo o executivo, o investimento também contempla um novo centro de distribuição em São José dos Campos, que será responsável por abastecer com os seus produtos o mercado da região Sudeste.
A companhia esclarece que essa é a segunda investida da J.Macêdo em 2009 para alcançar seus objetivos. No início de janeiro, a empresa anunciou a aquisição da Chiarini, fábrica mineira de macarrão localizada em Pouso Alegre e líder em vendas no sul do Estado de
Minas Gerais. Fundada em 1953, a Chiarini tem cerca de 4.900 clientes em 463 cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
"A aquisição fortalece a posição da J.Macêdo no mercado de macarrão, no qual já é a segunda maior fabricante brasileira, e dá um passo geográfico importante ao estabelecer uma unidade de produção no mercado mineiro", diz Amarílio Macêdo. "Minas Gerais tem uma grande importância no mercado consumidor brasileiro e por isso fabricar no Estado é fundamental para a estratégia de J.Macêdo", concluiu.
Com a Chiarini a J.Macêdo passa a fabricar localmente e de imediato seus produtos de marcas líderes para atender o mercado de Minas e de Estados vizinhos. A empresa pretende manter os postos de trabalho na fábrica da Chiarini localizada na cidade de Pouso Alegre.
Sediada em Fortaleza, atualmente a J.Macêdo comanda seis fábricas de massas (Cabedelo, Itapetininga, Maceió, Salvador, São José dos Campos e Pouso Alegre), duas de misturas para bolos e sobremesas (Salvador e São Paulo) e uma de biscoitos (Simões Filho), além da moagem de trigo em seis moinhos operados em parceria com a Bunge Alimentos (Fortaleza, Salvador, Londrina, Ponta Grossa, Joinville e Rio de Janeiro).

TIM não prevê demissões e vai investir R$ 2,3 bilhões neste ano

Valor Online
27/02/2009
 
SÃO PAULO - A operadora de telefonia móvel TIM não acredita que a crise vá afetar o setor com intensidade. Na visão do novo presidente da companhia, Luca Luciani, o uso do celular se transformou em uma "necessidade primária". A empresa pretende sustentar os investimentos neste ano, que devem somar R$ 2,3 bilhões, e não vê necessidade de reduzir a folha de pessoal por ora.
"O custo de pessoal é importante mas marginal. Não há prioridade de interferir no pessoal", afirmou, reforçando que mais importante no momento é otimizar os custos em engenharia de rede e de tecnologia de informação. Ele afirma ainda que, embora o cenário internacional seja uma "incógnita", a TIM deve prosseguir em bom ritmo de crescimento por aqui.
Neste primeiro trimestre, Luciani afirma que a empresa está reforçando a limpeza da base de clientes, desativando contas paradas, sobretudo em pré-pagos, o que deve desacelerar o crescimento dessa base de usuários. No ano passado, o número de clientes pré-pagos aumentou 22%, para 29,4 milhões de linhas. A previsão é de que essa base cresça um pouco menos no primeiro trimestre de 2009. Ainda assim, a expectativa é que esse ajuste quantitativo não altere a receita.
Ele informou que, no segundo semestre deste ano, deve haver um incremento na base, impulsionada por uma estratégia mais agressiva de oferta de pacotes integrados, do tipo combo, com telefonia celular, fixa e acesso à internet. Segundo ele, esse é um conceito inovador que já faz bastante sucesso nos Estados Unidos e na Europa e com bom potencial no Brasil.
(Bianca Ribeiro | Valor Online)

SulAmérica e Mapfre lucram, apesar de alta dos sinistros

InvestNews
27/02/2009
São Paulo - A SulAmérica encerrou 2008 com lucro líquido de R$ 415,9 milhões, 29% mais que em 2007. A Mapfre apontou ganho recorde de R$ 218,6 milhões no período, alta de 41%. O lucro da Allianz subiu 7% (R$ 74 milhões). Apesar dos bons resultados, as companhias gastaram mais com sinistros. A seguradora espanhola diversificou sua atuação no segmento veículos e buscou retorno financeiro maior. Real Tokio Marine Vida e Previdência e Prudential também divulgaram seus balanços ontem.
b2(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Luciano Máximo)

Iochpe Maxion fecha contrato para fazer peças para a Fiat

Valor Online
26/02/2009 
SÃO PAULO - A Iochpe Maxion, que fabrica chassis e vagões, anunciou que sua divisão de componentes auto-motivos fechou um contrato com a Fiat que poderá gerar receitas de até R$ 75 milhões a partir de 2013.
De acordo com comunicado, a empresa desenvolverá novos conjuntos estampados estruturais para dois novos modelos de automóveis que serão lançados em breve no mercado brasileiro.
Esse projeto vai requerer investimento de R$ 24 milhões pela Iochpe Maxion, e deverá gerar uma receita líquida adicional para a companhia de cerca de R$ 17 milhões em 2010, crescendo até cerca de R$ 75 milhões anuais, a partir de 2013.

TECNOLOGIA: FDM supera expectativas e cresce 120% em 2008

InvestNews
27/02/2009

SÃO PAULO - A FDM Network Consulting, integradora especializada em infraestrutura de redes, registrou crescimento de 120%, em 2008. Durante o período, os investimentos giraram em torno de R$ 500 mil para iniciativas como contratações, compra de softwares, novos equipamentos e certificações.
Para 2009, de acordo com nota divulgada pela empresa, a FDM planeja a entrada na área de Network, e espera um incremento na receita de 40%. A área envolve projetos Wireless, Telefonia IP e VoIP, e a perspectiva é firmar parcerias com novos fabricantes do setor.
'Em função da área Network, estamos programando outras contratações e vamos investir na certificação destas equipes para melhor atender às expectativas do mercado', garante Fábio Sidney, CEO da FDM Network.
A FDM atuou com projetos como a implantação da infraestrutura de TI da Universidade Anhembi-Morumbi, reestruturação de rede para a Transportadora Júlio Simões; estruturação de rede do Banco Riachuelo, projeto Magazine Luiza, entre outros. Além da execução de um trabalho exclusivo para a IUNI Educacional, Universidade de Cuiabá, que envolveu consultoria de projetos e de infraestrutura de redes, resultou na abertura de sua filial no estado do Mato Grosso.

 

 

 

 

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