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Segunda-feira,
02 a 09/03/2009
TRANSPORTES: Ramos investe em novas unidades no Norte
InvestNews
02/03/2009
SÃO PAULO - A Ramos Transportes, uma das maiores empresas do segmento de transportes de cargas do País, amplia seus domínios no Norte do Brasil. 'Há nove anos a empresa vem investindo na região. Começamos com a unidade Belém, no ano de 2000, e desde então não paramos mais de expandir, tanto abrindo novas filiais, ampliando as existentes, quanto contratando mais funcionários', explica Tibério Ramos, diretor de desenvolvimento e expansão da Ramos Transportes. Atualmente a empresa atende a 20 mil entregas por mês, na região Norte. Mas com as mudanças, a empresa espera ter um crescimento de 20% no serviço de distribuição de cargas.
O primeiro fato que marca a ampliação é a inauguração da unidade de Macapá (AP), prevista para o mês de fevereiro. Iniciando com menores dimensões, a exemplo do crescimento sustentado, em Macapá a Ramos iniciará suas atividades com planta local de 600 m² e boas facilidades operacionais. Também no Amapá, espera-se um crescimento para breve e já está prevista uma expansão nas áreas vizinhas de forma modulada. 'Macapá foi escolhida por ser a quinta maior cidade do Norte do Brasil. Não poderíamos deixar de estarmos ali. Com essa unidade, além de melhorarmos a qualidade do serviço oferecido, também estaremos atendendo a crescente demanda desta região', afirma Tibério.
A unidade de Manaus (AM) também passa por mudanças, pois teve seu terminal ampliado. Em atividade há apenas três anos, a filial que começou em um galpão de apenas 1.000 m² já se mudou para uma nova planta, construída em uma área de 10.000 m² e com 1.500 m² de edificações. Com o crescimento da demanda, a Ramos já expandiu a área em mais 3.000 m² com a incorporação de terreno nos fundos do atual e aumentando a área construída em mais 1.000 m², totalizando 13.000 m² de terreno com 4.000 m² de edificações.
Segundo Tibério Ramos, a inauguração da filial de Macapá, a ampliação em Manaus e a mudança no terminal de Rio Branco fazem parte da política de expansão da transportadora. 'A Ramos é hoje a empresa de transportes que possui mais unidades próprias na região Norte e Nordeste do País. Mesmo assim, decidimos aumentar a nossa presença na região Norte. Ainda em 2009 expandiremos para o interior de Rondônia e até abril será inaugurada a filial de Santarém (PA)'. Hoje, a transportadora conta com seis filiais no Norte: Palmas, Belém, Manaus, Porto Velho, Rio Branco e Macapá e dois pontos operacionais, em Boa Vista (RR) e em Vilhena (RO). Juntas, as unidades somam um quadro de 350 colaboradores.
CONSTRUÇÃO: Lula anuncia pacote para dentro de 15 dias
InvestNews
02/03/2009
SÃO PAULO, 2 de março de 2009 - O pacote do governo federal para a construção civil deve sair dentro de 15 dias. A previsão foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou hoje a Estação de Tratamento de Esgoto Capivari I, em Campinas, São Paulo.
O programa prevê a construção de um milhão de casas populares até 2010. Para atingir essa meta, Lula repetiu o apelo para que governadores e prefeitos disponibilizem terrenos públicos.
Ele acrescentou que caberá à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliar os projetos habitacionais das prefeituras e dos estados. "Se tiver prefeito com terreno para fazer as casas mais baratas, pode ficar certo que terá prioridade", disse Lula.
A ministra tem consultado governadores para saber a situação habitacional nos Estados. Amanhã (3), estão previstas reuniões com Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, e Roberto Requião, do Paraná, ambos do PMDB.
No dia 19 de fevereiro, Dilma reuniu-se com os governadores do Nordeste, entre eles, o da Bahia, Jacques Wagner; de Sergipe, Marcelo Déda; e do Piauí, Wellington Dias, todos do PT.
Em Campinas, Lula criticou as 4.200 demissões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) que, de acordo com o presidente, foram feitas de "forma precipitada", sem negociação com os trabalhadores.
"Preferiram mandar embora na véspera do carnaval achando que isso iria diminuir o impacto", afirmou o presidente Lula.
As informações são da Agência Brasil.
Banco Gerador abre as portas em março com foco no Nordeste
Gazeta Mercantil
02/03/2009
Recife - Com a autorização do Banco Central publicada no último dia 20 de fevereiro no Diário Oficial da União, o Banco Gerador começará a funcionar no Recife a partir da segunda quinzena de março. O novo banco não terá agências. Atuará em crédito e investimentos para atender empresas familiares com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 250 milhões e oferecerá crédito consignado, com desconto em folha de pagamento, a funcionários de pequenas e médias empresas e de prefeituras do Norte e do Nordeste.
O diretor-executivo do Banco Gerador, Paulo Dalla Nora, diz que os grandes bancos só atendem empresas com faturamento acima de R$ 500 milhões, uma realidade distante do centro financeiro do País, no Sudeste. Mas essa demanda, segundo ele, continua crescente nas outras regiões e não vem sofrendo diretamente os impactos da crise financeira mundial. "O macroambiente não mudou o micro. A demanda continua sendo uma realidade e as empresas e pessoas físicas precisando de crédito", avalia o executivo, apontando outras áreas carentes nestes mercados que serão cobertos pelo Gerador. Entre elas, a emissão de debêntures, títulos de renda fixa, renda variável e as operações de fusões e aquisições. Neste último segmento, o Gerador será parceiro da Olímpia, uma butique de investimentos, com sede em São Paulo, cujos sócios são o americano Richard Reineir, ex-presidente do Merryll Linch no Brasil, e Eugênio Silva, ex-diretor do Itaú BBA. "Vamos aproveitar a ‘expertise’ deles na emissão de papéis e renegociação de passivos para fazer o que o mercado de São Paulo faz para as grandes corporações", diz.
Entre os alvos estão as usinas de açúcar e álcool que precisam de linhas de crédito para exportação. O projeto, pensado no final de 2007, sofreu pequenos ajustes em função da crise, apropriando-se das mudanças na economia. "Fechou-se a porta dos IPO, mas abriu-se a de reestruturação de passivos", diz Dalla Nora.
Rede pernambucana
A rede de relações dos sócios do Banco Gerador, os empresários pernambucanos Antonio Lavareda, Severino Mendonça, Paulo Sérgio Macedo e o próprio Paulo Dalla Nora, cultivada nas empresas que eles fundaram e mantém em Pernambuco com atuação em diversos Estados, é um dos ativos que irão impulsionar o novo banco. Com um investimento de R$ 24 milhões, dos quais R$ 4 milhões serão destinados à montagem do banco e o restante ao capital, os quatro sócios estão investindo como pessoas físicas e, fora Dalla Nora que detém a menor parte das ações (10%), e irá assumir a direção do banco, eles continuarão atuando em seus respectivos negócios.
O cientista político Antonio Lavareda permanece na MCI Consultoria, empresa de pesquisas e comunicação; Macedo fica no Grupo Nordeste, de vigilância privada; e Mendonça, na Serttel, empresa de tecnologia de trânsito. "A carteira de relacionamentos é um dos nossos principais ativos e isso é um diferencial que não havia mais em Pernambuco", diz Dalla Nora.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Etiene Ramos)
Japonesa Hitachi planeja fábrica no Brasil em 2010
Gazeta Mercantil
02/03/2009
São Paulo - O conglomerado japonês de tecnologia e bens de consumo Hitachi dá os primeiros passos no mercado brasileiro de ferramentas elétricas, apesar da perspectivas de perdas no ano fiscal a ser encerrado este mês.
A Hitachi Koki, líder no Japão em ferramentas elétricas como furadeiras, parafuseiras e marteletes, fechou parceria com a Quality Fix para ser sua representante no Brasil e o primeiro contêiner, carregado com 5 mil itens Hitachi, desembarca no País em abril. O portfólio inicial contará com 30 produtos, e deve ser ampliado para 60 no segundo ano de vendas locais - entre 300 que a empresa possui mundialmente.
Com a meta inicial de comercializar 60 mil peças no primeiro ano e com outros quatro contêineres já encomendados para os próximos meses, o passo seguinte planejado pela Hitachi Koki no Brasil é a construção de uma fábrica própria, a ser iniciada em 2010.
"A Hitachi tem 100% de interesse em entrar no Brasil, inclusive para abrir novos mercados que possam ajudar na recuperação da matriz", disse Felipe Lima, diretor comercial da Quality Fix e responsável pela representação local da japonesa. "A instalação de uma fábrica faz parte dos planos já traçados, e irá depender apenas de como fluirão os negócios ao longo de 2009", continuou.
Se confirmado o plano de uma unidade no Brasil, o local para as futuras instalações já está escolhido: o terreno de 21 mil m no Mato Grosso onde a Quality Fix possui hoje seu centro de distribuição. Até lá, os investimentos iniciais estão orçados em R$ 12 milhões, que serão aplicados na importação dos primeiros produtos e na logística de distribuição.
O interesse em ingressar no País fez ainda com que a matriz garantisse descontos na faixa dos 20% para os produtos que serão trazidos para cá - tendo em vista que a parceria foi fechada entre setembro e outubro, quando o dólar tinha um patamar completamente diferente do de hoje.
O grupo Hitachi é um gigante com mais de 40 subdivisões que fabrica desde televisores e eletrodomésticos até softwares e turbinas. Seu braço de ferramentas elétricas e equipamentos para construção, segundo Lima, é líder no Japão, onde tem uma participação de 36%, e o quarto maior do mundo - possui 13% do mercado mundial, em um nicho dominado pela norte-americana Black&Decker.
No Brasil, será a primeira vez em que a empresa centenária trabalhará com ferramentas elétricas. Até o fim de 2009, planeja alcançar uma participação de 5%, dividida com as concorrentes Bosch, Makita, DeWalt e a própria Black&Decker.
A chegada ao País faz parte de um plano de expansão da Hitachi Koki na América Latina, região onde é menos conhecida e para a qual passou a dar maior ênfase em 2006, quando abriu o primeiro escritório no México. Em 2008, além da parceria fechada no Brasil, instalou outro escritório no Panamá e, neste ano, prepara-se para chegar também ao Uruguai.
Atualmente, no Brasil, a Hitachi - que já foi marca de televisores nos anos 90 em uma parceria com a Philco - oferece serviços e produtos de Tecnologia da Informação (TI), por meio da Hitachi Data Systems, e produz condicionadores de ar em uma fábrica instalada em São José dos Campos (SP).
Corte de pessoal
Os investimentos no Brasil e na América Latina acontecem em paralelo a um dos piores anos da história do grupo japonês. Ao longo de janeiro, a companhia cortou 7 mil funcionários (dos mais de 300 mil que possui no mundo) e anunciou prejuízo de 398 bilhões de ienes (US$ 4,3 bilhões) no trimestre encerrado em dezembro, ante um lucro de 43,4 bilhões no mesmo período de 2007.
Além disso, a empresa revisou as projeções para seu ano fiscal, que se encerra em 31 de março - trocou a expectativa anterior, de lucros de 15 bilhões de ienes, por uma perda de 700 bilhões de ienes (US$ 7,2 bilhões), o que seria o maior prejuízo já registrado por uma indústria japonesa. O faturamento previsto para o grupo no ano é de 10,02 trilhões de ienes, ou US$ 102,7 bilhões - 10% menor dos 11,2 trilhões de ienes alcançados no ano fiscal de 2007.
Ainda assim - ou por causa disso -, o interesse em se expandir em outros mercados não se intimida. "A importância dos chamados BRICs tem crescido para nossos negócios, especialmente ante a recente recessão econômica mundial", disse o presidente da Hitachi Koki na América Latina, Toshihiro Okano, por e-mail. "A Hitachi não tem nada para perder no Brasil, mesmo sob uma recessão, pois não fizemos nada no passado no País. Pelo contrário, podemos criar um novo negócio", afirmou o executivo. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Juliana Elias)
Klabin investe em sistema para extrair óleo de casca de madeira
Gazeta Mercantil
03/03/2009
São Paulo - Em busca da autossuficiência energética, a Klabin investiu R$ 20 milhões na implantação de um novo sistema para produzir um óleo combustível a partir das cascas das árvores de pinus em sua Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR). O aporte incluiu aquisição de dois tanques de 3,6 mil m para fazer a separação do subproduto, denominado tall oil. Com isso, uma das maiores produtoras e exportadoras de papéis do Brasil vai economizar 430 toneladas de óleo combustível por mês. Ao preço de hoje, em torno de R$ 600 por tonelada, isso representa uma redução de R$ 258 mil mensais.
Além disso, a Klabin estima uma redução na emissão de 256 mil toneladas por ano. Assim, a papeleira - que já fez duas vendas de crédito de carbono no mercado internacional, uma de 29,5 mil toneladas em 2007 e outra de 87 mil toneladas em 2008 - já planeja novas vendas futuras. "Ao todo, com os diversos projetos de redução de emissão, a Klabin tem potencial estimado de venda entre 60 a 100 mil toneladas de , mas ainda estamos validando e deve levar mais um ano", diz gerente corporativo de meio ambiente, Júlio César Nogueira.
Com todos os investimentos, iniciados na década de 1980, a Klabin já contabiliza o uso de energias renováveis em 99% dos casos. "Chegamos a um limite técnico e agora buscamos tecnologias como estas para superar esses 1% que faltam", explica Marcelo Gasparim, gerente de recuperação de subprodutos e utilidades da Klabin.
Com o projeto, que tem conclusão prevista para o segundo semestre deste ano, a Klabin passa a ser a única empresa do setor de papel e celulose a fabricar o tall oil, que será usado para geração de energia elétrica, e também pode ser comercializado para ser usado na fabricação de breu, colas especiais e na indústria de sabões, esmaltes e tintas, entre outras aplicações.Reconhecida internacionalmente como fábrica ecológica, a Unidade Monte Alegre da Klabin já se destaca na produção de energia a partir da utilização de biomassa proveniente de madeira. As melhorias vem sendo obtidas após os investimentos no projeto conhecido como MA 1100, que consumiu investimentos de R$ 2,2 bilhões para elevar a capacidade da Unidade Monte Alegre de 700 mil toneladas de papéis por ano para 1,1 milhão de toneladas/ano e amplia a capacidade total da empresa de 1,6 milhão para 2 milhões de toneladas/ano de papéis para embalagens.
A fábrica também faz uso do metanol e do lodo obtido a partir do tratamento de efluentes como combustíveis alternativos e possui as mais importantes certificações relacionadas à qualidade, meio ambiente e sustentabilidade. As florestas e a cadeia de custódia de produção de papéis são totalmente certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council), o Conselho de Manejo Florestal. A fábrica possui os selos ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente). Tem também a ISO 22000 (sistema de gestão para segurança de alimentos).(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Anna Lúcia França)
Kraft se fortalece em chocolates
Gazeta Mercantil
03/03/2009
São Paulo - No mercado nacional de tabletes, que movimentou 48 mil unidades em 2008, alta de 22%, segundo dados da empresa de pesquisa Nielsen, a Kraft Foods, dona da marca Lacta, fechou o ano com 35% de participação, a maior do setor. Para ganhar ainda mais espaço nesse segmento, a empresa investiu para ampliar a presença e colocou no mercado novas versões de chocolate meio amargo.
Segundo Eduardo Nigro, diretor de marketing de chocolates, os meio amargos representam 8% do mercado de tabletes. O Amaro, chocolate meio amargo da companhia, possui 2,5% desse segmento. A ideia é impulsionar a participação na categoria com os novos produtos que chegam ao mercado. "O perfil do consumidor dessa categoria é diferenciado. Percebemos que existe uma oportunidade ", disse Nigro.
De acordo com ele, a fórmula dos novos produtos foram desenvolvidas especificamente para o mercado brasileiro. "A Kraft tem marcas muito fortes de chocolate amargo na Europa. Mas nem consideramos trazer alguma porque já sabíamos que o perfil dos brasileiros é muito diferente. O consumidor gosta de produtos mais doce", explicou o executivo.
Páscoa
O executivo contou que, por conta da Páscoa, este é o período do ano em que se concentra os principais lançamentos da empresa. Além das novas versões de chocolates amargo, a multinacional norte-americana também colocará no mercado nesta temporada os tabletes paçoca, café e chocolate branco com cristais, além de uma nova versão do Sonho de Valsa, o mini Sonho de Valsa. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Wilson Gotardello Filho)
Risco Brasil cai 0,23% e fecha aos 441 pontos
Valor Online
03/03/2009
SÃO PAULO - Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, teve leve queda de 0,23% hoje, fechando aos 441 pontos. Ontem, o indicador marcou 442 pontos no encerramento.
Sobre o EMBI + Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
(Valor Online, com agências internacionais)
Itautec fecha 2008 com lucro líquido de R$ 40,5 milhões
Valor Online
03/03/2009
SÃO PAULO - A empresa de informática Itautec fechou o ano passado com lucro líquido de R$ 40,5 milhões, uma queda de 59,7% frente aos R$ 100,6 milhões registrados em 2007. No quarto trimestre, o ganho líquido da empresa foi de R$ 6,3 milhões, 73,07% abaixo dos R$ 23,4 milhões observados nos últimos três meses de 2007.
A queda do lucro líquido no ano passado foi decorrência do forte aumento das despesas. O lucro bruto da companhia foi de R$ 312,8 milhões em 2008, contra R$ 308,9 milhões no ano anterior. Mas o aumento das despesas com vendas, das despesas gerais e administrativas e das despesas com pesquisas e desenvolvimento tiveram forte aumento no ano passado.
Juntas, essas três modalidades de despesas passaram de R$ 211,4 milhões em 2007 para R$ 246 milhões no ano passado. Some-se a isso a perda de R$ 200 mil registrada na rubrica outros resultados operacionais, que em 2007 havia registrado ganho de R$ 37,6 milhões.
O lucro operacional antes do resultado financeiro ficou em R$ 66,6 milhões no ano passado, baixa de 50,7% frente aos R$ 135,1 milhões de 2007.
O resultado operacional da empresa foi positivo em R$ 54,6 milhões no ano passado, 57,7% abaixo dos R$ 129,3 milhões observados em 2007. O maior impacto no resultado operacional veio, segundo o balanço divulgado hoje, das despesas financeiras, que passaram de R$ 8,9 milhões em 2007 para R$ 59 milhões no ano passado.
(Rafael Rosas | Valor Online)
Usiminas conclui compra da Zamprogna
Valor Online
03/03/2009
SÃO PAULO - A Usiminas concluiu hoje a aquisição de 100% do capital da gaúcha Zamprogna com o pagamento de R$ 90,7 milhões. A negociação levou em conta os resultados da empresa até o dia 31 de dezembro de 2008, quando a empresa gaúcha tinha capital de giro de cerca de R$ 175,2 milhões e dívida líquida consolidada de R$ 404,5 milhões. A receita líquida foi de R$ 821,6 milhões.
O valor é inferior ao desembolso de R$ 160 milhões estimado pela Usiminas no final de dezembro, quando o negócio foi anunciado. O ajuste ocorreu em função da variação do capital de giro da Zamprogna.
Em comunicado do dia 29 de dezembro, o Conselho de Administração da Usiminas havia aprovado a aquisição da fabricante de tubos e distribuidora de produtos siderúrgicos, mas com algumas recomendações, como a liquidação de derivativos da empresa gaúcha antes do fechamento do negócio.
Naquele momento houve ainda limitação de desembolso para a aquisição em R$ 320 milhões livre de dívidas e capital de giro. Na ocasião a Usiminas pretendia pagar R$ 160 milhões pela aquisição de 100% do capital da Zamprogna. A conta levava em consideração o resultado da empresa até o terceiro trimestre, quando ela tinha dívida líquida de R$ 405 milhões e capital de giro de R$ 245 milhões.
O negócio marca marca a entrada da Usiminas na fabricação de tubos de aço e amplia a presença da siderúrgica na região Sul do País.
FRANQUIA: Fisk prevê inauguração de 50 novas escolas
InvestNews
04/03/2009
SÃO PAULO - Instituição com mais de cinco décadas de atuação no mercado e mil unidades no país e no exterior, o Centro de Ensino Fisk prevê a expansão da rede para 2009. A expectativa da empresa é inaugurar 50 novas escolas ao longo do ano em todo o território nacional, principalmente no estado de São Paulo.
Segundo o executivo de marketing da Fisk, Christian Ambros, a expansão da rede fundada em 1958 visa todas as regiões do país. "Nosso objetivo é aumentar a atuação da Fisk em todo o Brasil, principalmente em São Paulo, estado em que atualmente temos 243 unidades".
O executivo acredita que mesmo em período de crise a expansão acontecerá, pois neste momento de incerteza econômica muitas pessoas estão perdendo seus empregos e investindo seu dinheiro em um negócio próprio.
"O franchising é uma boa oportunidade para quem deseja realizar o sonho de ter seu próprio negócio e por este motivo estamos confiantes de que conseguiremos alcançar nossa meta de expansão", destaca.
Ambos defende também que pelo fato da Fisk ser um Centro de Ensino que oferece cursos que aprimoram o currículo, o período de crise também é um indicativo positivo. "Hoje as pessoas buscam aperfeiçoamento para garantir ou aperfeiçoar sua formação profissional e com isso melhorar suas chances no mercado de trabalho, por isso estamos apostando bastante nos novos cursos de informática e português para brasileiros", finaliza.
Petrobras Biocombustível investirá R$ 945 milhões este ano
Valor Online
04/03/2009
RIO - A Petrobras Biocombustível espera investir R$ 945 milhões este ano, dos quais 91% no Brasil. Entre 2009 e 2013 a previsão de investimentos da subsidiária da Petrobras é de US$ 2,4 bilhões. Do total para o quinquênio, o setor de etanol receberá US$ 1,941 bilhão, enquanto o biodiesel ficará com US$ 480 milhões.
Somada aos investimentos da Petrobras em logística e pesquisa e desenvolvimento para a área de biocombustíveis, a projeção salta para US$ 3,3 bilhões. O setor de logística e abastecimento receberá outros US$ 400 milhões da Petrobras, a maior parte para a construção do alcoolduto Uberaba-Paulínia, que deve entrar em operação no final de 2010.
Já na área de Pesquisa & Desenvolvimento, a Petrobras aportará US$ 530 milhões voltados para os biocombustíveis. Em 2009, a P & D aplicada para o setor receberá R$ 162,3 milhões para desenvolvimento de tecnologia e soluções via Cenpes, o centro de tecnologia da companhia. No ano passado, o setor de P & D recebeu R$ 77 milhões para estudos na área de biocombustíveis.
Do total de US$ 2,4 bilhões que serão investidos pela companhia, o setor de etanol receberá US$ 1,941 bilhão, enquanto o biodiesel ficará com US$ 480 milhões. Outros US$ 4 milhões serão investidos em ativos imobilizados.
A projeção da Petrobras Biocombustível é de que a produção de etanol atinja 339 milhões de litros este ano, com a aquisição de participação em unidades já existentes ou a compra de fatias de projetos que estão em vias de entrar em operação. Os novos projetos, em que a companhia tem parceria desde a concepção, começam a entrar em produção em 2010. No total, a expectativa é de que os projetos novos respondam por 1,9 bilhão de litros produzidos em 2013, enquanto aqueles em que houver aquisição de participação, a produção de álcool deve atingir 1,791 bilhão de litros em 2013.
Para o biodiesel, a meta de produção da Petrobras Biocombustível é de 640 milhões de litros no Brasil em 2013. O volume deve ser suficiente para responder por 24% da demanda legal esperada de 5% de biodiesel que deve ser adicionado ao óleo diesel vendido. No exterior, a produção deve atingir 433 milhões de litros, dos quais 318 milhões em Portugal, no Projeto Belém, tocado em parceria com a Galp, e 115 milhões de produção na África. Dos volumes produzidos no exterior, a Petrobras tem direito a 50%.
Para 2009, a expectativa é de produção de 115 milhões de litros de biodiesel, com a totalidade fabricada no país. De acordo com o diretor Miguel Rossetto, a produção de biodiesel da subsidiária hoje é basicamente a partir de algodão e soja, mas que no médio prazo a empresa espera utilizar também pinhão manso, dendê, girassol e mamona.
(Rafael Rosas | Valor Online)
Reckitt Benckiser investe no mercado de baixa renda
Gazeta Mercantil
04/03/2009
São Paulo - A Reckitt Benckiser no Brasil está mudando a formulação do inseticida SBP, responsável por cerca de 60% das vendas brasileiras da companhia na área. Segundo a empresa, foi desenvolvida uma nova fórmula - à base de água mas mais eficiente. A expectativa é de conquistar pelo menos mais dois pontos porcentuais de participação do mercado de aerosol este ano. A Reckitt terminou 2008 com 25% de participação. Para isso, a estratégia é ampliar o número de pontos-de-venda e alcançar a população de baixa renda. No segmento elétrico, por exemplo, a Reckit derrubou os preços em relação ao ano passado. Um aparelho com os refis passaram de R$ 19 para R$ 6,50, informou Patrícia Macedo, gerente de marketing de inseticidas da companhia.
"Hoje a penetração de inseticidas no Brasil está em torno de 40%, o que é um percentual baixo. O produto ainda é muito concentrado nas classes A e B", disse. Segundo Patrícia, os bairros com menos infraestrutura das grandes cidade normalmente possuem rios e áreas de matas, o que favorece o aparecimento de insetos.
"Em elétricos o SBP não é líder, (a empresa é a segunda colocada em participação, atrás da Raid) e queremos a liderança este ano", afirmou a executiva. O mercado de inseticidas levou um tombo no último ano. Segundo dados da empresa de pesquisa ACNielsen, fornecidos pela Reckitt, depois de um crescimento de 14% registrado em 2007, o setor cresceu apenas 1% em 2008, alcançando faturamento de R$ 593,6 milhões. Segundo Patrícia, apesar da estabilidade do mercado, a Reckitt conseguiu crescer. No entanto, o segmento aerosol, responsável pela maior parte do faturamento da área, R$ 399 milhões, cresceu 12% no último ano.
"Não tivemos crise aqui no Brasil. Em outubro e novembro, no auge da crise internacional, alcançamos nossa participação recorde, de 27,1%, a maior da nossa história. Não temos do que reclamar", disse a executiva da Reckitt. Na média, a empresa fechou o ano com crescimento de 4%.
Mesmo com o ritmo mais fraco, a empresa não vai poupar esforços em 2009. Desenvolvido por um ano nos laboratórios da empresa na Austrália, o novo SBP vai receber significativos investimentos de divulgação: R$ 56 milhões, a maior quantia já investida pela empresa em um produto. Para 2009, a expectativa da Reckitt é fechar o ano com crescimento entre 3% e 5%.
Mercado aquecido
Para Maria Eugênia Saldanha, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), o mercado de inseticidas, apesar da crise econômica, tende a se manter aquecido em 2009. "Todas as variáveis estão favoráveis e as condições de mercado estão adequadas para o crescimento", disse ela, que ainda não tem uma previsão para o ano, mas não cogita crescer menos que o Produto Interno Bruto (PIB).
O recente aumento do poder aquisitivo da população de baixa renda foi fundamental para o bom desempenho do setor nos últimos anos. Além disso, a proliferação do mosquito da dengue também foi determinante para o aumento das vendas.
Patrícia espera que, nesses períodos de crise, a reação dos consumidores mude, já que em um primeiro momento os consumidores buscam produtos mais baratos, mas em seguida, com medo de arriscar em produtos de baixa qualidade, apostam nas marcas mais conhecidas.
Detefon
Além do SBP, a Reckitt também comercializa outras marcas de inseticidas no Brasil. Entre marcas internacionais como a Mortein está o Detefon, produzido desde 1948, que para muitos ainda é sinônimo de inseticida. No final da década de 1990, a marca passou da Wyeth para a Reckitt que hoje a utiliza com grande força no Norte e no Nordeste. A marca atua principalmente entre os produtos de preços mais baixos e é a sexta marca do mercado, segundo dados da Nielsen fornecidos pela Reckitt.
Em 2007, o faturamento das vendas de inseticidas líquidos foi de R$ 44,5 milhões. As vendas de armadilhas alcançaram R$ 30 milhões e as vendas de inseticidas elétricos alcançaram R$ 143,4 milhões. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Wilson Gotardello Filho)
SAÚDE: Lucro líquido ajustado da Drogasil cresce 56,2%
InvestNews
04/03/2009
SÃO PAULO - A rede de farmácias Drogasil informou há pouco que o lucro líquido ajustado da companhia, já consideradas as despesas com a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) foi de R$ 51,173 milhões em 2008, incremento de 56,2% ante o mesmo período de 2007. A elevação de 142% no lucro, anunciada em notícia anterior, desconsidera gastos com IPO.
TELECOM: Oi registra lucro de R$ 1,2 bilhão no ano
InvestNews
05/03/2009
SÃO PAULO - A operadora de telefonia móvel Oi encerrou 2008 com receita bruta consolidada de aproximadamente R$ 27,2 bilhões, aumento de 8,1% em relação à do ano anterior. A receita líquida subiu 6,6%, para R$ 18,7 bilhões.
O lucro líquido foi de cerca de R$ 1,2 bilhão. A comparação do resultado de 2008 com o de 2007 mostra recuo de 50,2% refletindo itens não-recorrentes que afetam a análise comparativa. Em 2008, além do aumento das despesas financeiras, houve efeitos não-recorrentes negativos relacionados à operação de compra da BrT e, em 2007, impactos positivos, principalmente, de reversão de provisões.
Já o Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações) consolidado atingiu R$ 6,068 bilhões, queda de 6,9% em relação a 2007. O resultado, contudo, de acordo com a empresa, foi influenciado pelos eventos não-recorrentes que também afetaram o lucro. Desconsiderando esses efeitos, o Ebitda teria atingido R$ 6,451 bilhões, com avanço de 1,6% em relação a 2007.
No ano passado, a Oi conquistou cerca de 8,7 milhões de novos clientes, a maior adição líquida já registrada em um ano. No fim de dezembro, a Oi contabilizava 40,4 milhões de usuários, sendo 13,9 milhões em telefonia fixa, 24,4 milhões em telefonia móvel, 2 milhões em banda larga (sendo 1,965 milhão em ADSL e 51 mil em cabo na Oi TV). A empresa superou em mais de 3 milhões de clientes a previsão que havia feito no início do ano passado para sua base de usuários.
Lançado em outubro, o serviço de telefonia móvel em São Paulo terminou 2008 com dois milhões de clientes, marca recorde para uma operação de apenas dois meses. Em sua área original de atuação (Região I, formada por 16 estados das regiões Sudeste, Nordeste e Norte), a Oi consolidou sua liderança, com participação de mercado de 30,3% em dezembro (ante 26,9% do fim de 2007).
"Encerramos o ano passado como a empresa com maior margem Ebitda da telefonia móvel e, ao mesmo tempo, a que teve o maior crescimento percentual de sua base de clientes, mesmo se desconsiderarmos os números de São Paulo e da Amazônia Celular", disse o diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Alex Zornig.
PAPEL E CELULOSE: VCP compra fatia da família Safra
InvestNews
05/03/2009
SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) informou hoje que firmou contrato para adquirir, por si ou por intermédio de controlada, 127.506.457 ações ordinárias de emissão de Aracruz Celulose , representativas de aproximadamente 28,03% do capital social votante, de propriedade da família Safra, em decorrência do exercício do direito de venda conjunta em face da operação realizada com as famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga, conforme divulgado em 20 de janeiro de 2009.
De acordo com o comunicado da empresa, a liquidação da operação ocorrerá até o final do mês de abril de 2009, segundo os termos e condições do contrato. Uma vez liquidada a operação, a VCP passará a deter, direta e indiretamente, aproximadamente 84,09% do capital votante da Aracruz.
A VCP afirma ainda que apresentará à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de oferta pública de aquisição das ações ordinárias de emissão de Aracruz que se encontram em circulação no mercado, por quantia correspondente a 80% do preço ajustado com as famílias, a ser paga nas mesmas condições pactuadas com os aludidos alienantes.
(Redação - InvestNews)
Oi quer investir até R$ 6 bi e adicionar 9 milhões de clientes em 2009
Valor Online
05/03/2009
RIO - A Oi planeja investir entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em 2009, com o objetivo de acrescentar mais 9 milhões de clientes à base existente da companhia. A empresa fechou o ano passado com 40,4 milhões de clientes, que, somados aos 16 milhões da Brasil Telecom, responderam pelos 56 milhões de clientes da Oi ao fim de 2008. Só em São Paulo a expectativa é de adição de 3 milhões de clientes, frente aos 2 milhões existentes no fim do ano passado.
Do total de recursos que serão investidos pela empresa, 60% devem ficar com os setores de banda larga e telefonia fixa, enquanto os outros 40% irão para a telefonia móvel.
Para o diretor de finanças e relações com investidores da Oi, Alex Zornig, o maior risco da crise econômica não está na perda de clientes, mas no aumento dos custos das dívidas e das captações. Segundo ele, mesmo em regiões mais afetadas pela turbulência econômica, como Estados Unidos e Europa, tem-se observado poucas perdas no setor de telefonia, comparativamente a outros segmentos.
"O que pode assustar na crise é o aumento do desemprego, que pode levar a um corte maior de gastos. Mas hoje o telefone já é um bem de primeira necessidade", ressaltou Zornig.
Apesar de reconhecer o aumento dos spreads como um dos riscos da crise financeira, o executivo fez questão de frisar que não falta oferta de recursos para a Oi no mercado. Segundo ele, para fazer frente aos investimentos e aos compromissos - como os recursos para as Ofertas Pública de Aquisição de Ações (OPAs) aos acionistas da BrT -, a empresa deve captar entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões este ano.
Zornig não detalhou todas as fontes que serão usadas, mas citou uma linha de crédito conseguida junto ao banco de fomento oficial da Finlândia, o Finnvera, no valor de US$ 500 milhões, para compra de equipamentos da Nokia Siemens.
Sobre o endividamento da companhia, que atingiu R$ 9,8 bilhões ao fim do ano passado, contra R$ 2,7 bilhões no fim de 2007, Zornig disse que o objetivo da empresa é que o endividamento atinja o pico de duas vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) no segundo trimestre do ano.
Zornig também afirmou que a empresa deverá fechar o ano com resultado líquido de contratações. Segundo ele, as cerca de 400 demissões realizadas em fevereiro foram fruto da duplicidade de cargos em nível gerencial, decorrência da compra da BrT.
(Rafael Rosas | Valor Online)
Volvo investe na América Latina para se proteger da crise
Valor Online
05/03/2009
SÃO PAULO - Sentindo no bolso os efeitos maléficos da turbulência econômica, a Volvo Construction Equipment, braço do grupo sueco para equipamentos de construção, anunciou hoje que está investindo em aumento de produção na América Latina. Ao Valor Online, o presidente da empresa na região, Yoshio Kawakami, informou que a iniciativa trata-se, na verdade, de uma reação à crise, que consiste na exploração de novos nichos de mercado e da consequente ampliação das possibilidades de receita.
A partir de julho próximo a companhia deve iniciar a produção local de equipamentos compactos, utilizados em obras urbanas e projetos de menor porte. Até então, a fábrica da Volvo CE em Pederneiras (SP) produzia apenas equipamentos pesados, utilizados em grandes empreendimentos. Agora, serão fabricadas cerca de 700 unidades anuais de compactadores de solo, também conhecidos como rolos compressores, que operam na pavimentação de ruas e estradas. Para a nova linha de produção e outras finalidades, a unidade paulista receberá um investimento de US$ 2,5 milhões, segundo Kawakami.
Além disso, a fábrica de ônibus da Volvo no México, que segundo Kawakami está sendo sub-aproveitada, será preparada para produzir retroescavadeiras compactas, que abastecerão toda a América Latina, especialmente o Brasil. O investimento na adaptação da unidade será da ordem de US$ 4 milhões.
De acordo com Kawakami, o mercado de equipamentos compactos na região oferece hoje grandes oportunidades, por ser mais resistente aos efeitos da crise. Segundo ele, a manutenção dos investimentos estatais em infraestrutura, especialmente em rodovias e obras urbanas, mantém aquecida a demanda por máquinas menores, diferente do que acontece com os equipamentos pesados, fortemente afetados pelo cancelamento de grandes projetos, como, por exemplo, no setor de mineração.
A intenção da companhia é marcar território no segmento de compactos, com vistas a aumentar o faturamento e se proteger da crise, que já mostrou as garras para a empresa. Em dezembro último, foram demitidos cerca de cem funcionários da unidade de Pederneiras, que conta agora com 600 trabalhadores. Além disso, a fábrica opera hoje em esquema de banco de horas, tudo em razão da queda nas exportações para Estados Unidos e Europa.
Na América Latina, as vendas caíram cerca de 25% nos dois primeiros meses deste ano, quando comparadas ao mesmo intervalo de 2008. "O nível de produção caiu mais que isso", informou Kawanami, sem revelar o percentual exato.
Mesmo assim, a Volvo CE vê com otimismo a situação econômica latino-americana, com destaque para o Brasil, que representa 55% do faturamento da empresa na região. "Apesar da crise, não dá para fugir muito dos investimentos em infraestrutura, pois atendem a demandas sociais", disse o executivo, que também aposta nos mercados do Chile e do México, além de alguns países da região andina.
A entrada dos novos produtos, no entanto, não deverá evitar a queda nas vendas em 2009. A empresa projeta para este ano a comercialização de 2,5 mil unidades, o que representará uma queda de 28,5% em relação a 2008. O faturamento, que no ano passado chegou a montante recorde de US$ 520 milhões, deverá ficar ao redor de US$ 400 milhões.
Kawanami, contudo, diz que o recuo na receita não é sua principal preocupação. Segundo ele, mais do que crescer o faturamento, o objetivo principal deste ano é abrir mercados e preparar a empresa para o momento em que a região retomar os altos índices de crescimento econômico registrados nos últimos anos.
(Murillo Camarotto | Valor Online)
Governo do Rio e Baosteel negociam construção de siderúrgica no estado
Valor Online
05/03/2009
RIO - O fracasso do projeto de uma siderúrgica no Espírito Santo não afastou o interesse da chinesa Baosteel pelo Brasil. Representantes da empresa já travaram conversas com integrantes do governo do Rio de Janeiro para a possível instalação de uma unidade no estado.
De acordo com o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Jorge Cunha, representantes da Baosteel chegaram a conversar com a LLX, empresa de logística do grupo EBX, de Eike Batista, sobre uma possível parceria para a instalação de uma siderúrgica na retroárea do Porto do Açu, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.
Procurada, a LLX informou que "não pode comentar sobre outras empresas".
"O estágio atual (da negociação) é de estudo técnico", explicou Cunha. "A LLX opera um condomínio industrial (no Açu). Está prevista a instalação de siderúrgicas lá e uma delas poderia ser a Baosteel, mas isso não quer dizer que esteja garantido", acrescentou.
Em janeiro, a Vale e a Baosteel anunciaram o encerramento do projeto da Companhia Siderúrgica de Vitória (CSV), que previa a construção de uma usina integrada para produção de placas de aço em Anchieta, no Espírito Santo.
Cunha afirmou que o governador Sérgio Cabral deverá fazer uma visita oficial à China em maio, quando deverá levar às autoridades do país asiático um documento formalizando o interesse do governo fluminense em apoiar a instalação de uma usina da Baosteel no Rio de Janeiro.
"Queremos mostrar para a Baosteel as soluções que colocaremos para viabilizar o projeto, como fornecimento de mão de obra e infraestrutura adequada", explicou Cunha, que minimizou a importância de eventuais incentivos fiscais para a instalação de uma siderúrgica.
O superintendente ponderou que negociações para a instalação de uma unidade industrial de larga escala como uma siderúrgica "levam tempo" e lembrou que a ThyssenKrupp - que controla a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) - começou a negociar a vinda para o Rio em 2004. A previsão é de que a primeira placa na unidade que está sendo construída seja produzida em dezembro deste ano. Apesar do estágio inicial da conversa, Cunha se mostrou otimista.
"Estamos esperançosos porque o Açu reúne todas as condições para abrigar uma siderúrgica. Tem um porto de águas profundas, tem acesso à matéria-prima e acesso ao mercado interno, pois está localizado no coração da Região Sudeste", disse.
(Rafael Rosas | Valor Online)
Randon lucra R$ 231 milhões em 2008
Valor Online
05/03/2009
SÃO PAULO - A Randon Implementos e Participações, que atua na fabricação de chassis e implementos rodoviários, fechou o quarto trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 48,7 milhões, leve crescimento de 2,1% sobre o ganho registrado em igual período do ano passado. Já em todo o ano de 2008, a companhia embolsou R$ 231 milhões, crescimento de 33,3% sobre 2007.
Em comunicado, a Randon afirma que a crise não tirou o brilho de 2008, que ficará marcado na história da companhia como o ano dos recordes - recorde de faturamento, de produção, de investimentos, de lucro e de resultados.
Entre outubro e dezembro do ano passado, a receita bruta da companhia registrou elevação de 14,2%, somando R$ 1,07 bilhão, dos quais R$ 930 milhões proveniente do mercado interno e R$ 148 milhões (US$ 66,4 milhões) com vendas externas. Em todo 2008, a receita bruta subiu 26,6%, para R$ 4,55 bilhões.
Já a receita líquida aumentou 9,1% no trimestre, para R$ 730 milhões, e apontou alta de 21% perante 2007, encerrando em R$ 3,05 bilhões no ano passado.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 24% nos últimos três meses de 2008, ficando em R$ 115 milhões, com margem de 15,8%. Já no calendário completo, o Ebitda aumentou 34%, para R$ 520 milhões, e margem de 17%.
O custo do produto vendido no trimestre atingiu 73,2% da receita líquida consolidada, ou R$ 534,6 milhões, representando um acréscimo de 7,2% sobre o mesmo período de 2007, quando o custo respondeu por 74,6% da receita.
O desempenho da empresa não foi melhor em função de um resultado financeiro negativo, de R$ 23 milhões no trimestre e R$ 35,4 milhões no ano.
O endividamento financeiro líquido (dívida bruta menos disponibilidades) atingiu R$ 333 milhões no encerramento de 2008, equivalente a um múltiplo de 0,64 do Ebitda. Em igual período de 2007, este valor estava em R$ 128,1 milhões. Segundo a companhia, este acréscimo está atrelado à variação do câmbio sobre dívidas em dólar e ajuste de contratos de derivativos.
Já fabricante de autopeças Fras-le, controlada pela Randon, teve desempenho menos brilhante. O lucro caiu 94% no quarto trimestre, de R$ 9,4 milhões, para R$ 600 mil. Em todo o ano, o ganho encolheu 38%, ficando em R$ 25,5 milhões.
Reflexo da crise no segundo semestre, a receita líquida diminuiu 6,4% entre outubro e dezembro, ficando em R$ 95,7 milhões. No mercado interno, as vendas recuaram 30% somando R$ 43 milhões, já no mercado externo, a receita cresceu 30%, somando R$ 52 milhões.
A Fras-le também registrou perdas financeiras em função de operações com dólar, mas esclareceu que não possui derivativos de câmbio ou aplicações financeiras especulativas lastreadas em risco ou alavancadas.
Durante 2008, a Fras-le amortizou R$ 130,2 milhões da dívida financeira, composta por R$ 80,5 milhões em adiantamentos de contratos de câmbio e o restante em financiamentos.
(Valor Online)
Fiat promete manter investimentos de R$ 5 bi até 2010
Portal Exame
06/03/2009
O presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, disse hoje em entrevista que o Grupo Fiat irá manter os investimentos já anunciados de R$ 5 bilhões em Minas Gerais até 2010, em projetos de expansão nas unidades de Betim, Sete Lagoas e Contagem. O projeto de ampliação das atividades do grupo no Estado faz parte do plano de investimento de R$ 6,4 bilhões no Mercosul, no período de 2008 a 2010. Além da ampliação da Fiat Automóveis, em Betim, e da Iveco, em Sete Lagoas, o grupo pretende investir na expansão da FPT Powertrain Technologies, em Betim e Sete Lagoas; da Teksid, em Betim; da New Holland Construções, em Contagem; e da Magneti Marelli, em Contagem e Lavras. A montadora pretende realizar 20 lançamentos de novos produtos este ano.
Produção Belini afirmou também que a Fiat voltará aos patamares de produção do período pré-crise ainda este mês e atingirá um total 3 mil veículos diários, depois de ter sofrido uma redução brusca em dezembro, quando a média ficou em torno de 1 mil veículos por dia. Ele considerou que para a retomada da produção e das vendas foi "fundamental", o acordo com o governo que reduziu a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. Belini citou dados sobre o comportamento das vendas do mercado brasileiro que, em setembro, atingiu a média diária de 11.564 carros, para alcançar em novembro a média de 8.318 por dia. Em fevereiro, dois meses após a medida do governo, o volume diário ficou em cerca de 10,6 mil veículos. A Fiat, segundo ele, está com estoques baixos e já retomou as encomendas aos fornecedores.
IPI
Apesar de assumir uma postura extremamente cautelosa ao abordar a prorrogação do acordo de redução do IPI, Belini não concorda em atrelar a renovação à garantia de manutenção dos empregos. A ideia foi apresentada nesta semana pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, como contrapartida à extensão do acordo por parte do governo. A redução do imposto termina no próximo dia 31 de março. "Garantia de emprego quem dá é o mercado", disse ele. O executivo enfatizou, no entanto, que a decisão deverá ser tomada após uma discussão entre o setor como um todo e o governo federal. "Na minha opinião a redução do IPI foi fundamental para este resultado (de retomada das vendas), mas esta é uma decisão que será discutida pelo setor como um todo".
Emprego
Apesar da retomada, a Fiat não pretende voltar a contratar funcionários, que estão trabalhando inclusive aos sábados, com a utilização do banco de horas. A Fiat e 14 fornecedoras de autopeças fecharam no mês passado um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, para manter os 40 mil empregos na região, pelo menos até o dia 10 de março. Ele informou, porém, que os representantes deverão voltar à mesa na próxima semana, para uma nova rodada de negociações, a terceira do ano. O reaquecimento das vendas ainda não anima o presidente da Fiat do Brasil a traçar as perspectivas de mercado para este ano. "Não há condição de nenhuma previsão neste momento", afirmou ele. A Fiat, porém, espera conseguir manter sua participação de mercado no Brasil, que hoje está situada em 24%.
Petrobras produz o recorde de 2,012 mi de barris
Portal Exame
06/03/2009
A Petrobras bateu novo recorde de produção na quarta-feira, 4 de março. Segundo nota enviada hoje à imprensa, a estatal atingiu uma produção de 2,012 milhões de barris. A estatal já havia superado a barreira dos dois milhões de barris em 25 de dezembro de 2007, quando produziu 12.420 barris a menos do que neste novo recorde. De acordo com a estatal, esse resultado se deve, principalmente, à entrada em operação, nos últimos meses, de três novas plataformas de produção na Bacia de Campos (RJ): P-53 e Cidade de Niterói, no campo de Marlim Leste, e P-51, em Marlim Sul. Também contribuiu para esse recorde o bom desempenho das plataformas P-52, que alcançou o pico de produção no último trimestre do ano passado, e P-54, que vem registrando produção crescente nos últimos meses - ambas instaladas no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A perspectiva é de que em 2009 a companhia venha a bater recordes consecutivos com a melhora do desempenho de suas plataformas que iniciaram a operação no final do ano passado e início deste ano, além das novas unidades que devem iniciar a produção nos próximos meses. A Petrobras lembrou em nota que, quando alcançarem o pico de produção, as três novas plataformas citadas acima acrescentarão 460 mil barris de petróleo diários à capacidade instalada dos campos nacionais. O navio-plataforma Cidade de Niterói, que começou a operar no mês passado no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos (RJ), terá capacidade para produzir até 100 mil barris por dia (bpd). Além disso, a plataforma P-51, que começou a operar em janeiro deste ano, e a P-53, em dezembro do ano passado, contribuirão, cada uma, com até 180 mil bpd, quando atingirem a capacidade máxima de produção. A produção terrestre também contribuiu para o recorde diário alcançado agora. A média dos campos terrestres tem oscilado em torno de 230 mil barris de petróleo por dia, um volume que vem sendo mantido ao longo dos últimos anos, graças a novas tecnologias que a companhia vem desenvolvendo para aumentar a vida útil de campos maduros. O ritmo de entrada de novos sistemas de produção no Brasil continuará acelerado em 2009. O consórcio formado pela Petrobras (operadora, 65%), BG (25%) e Petrogal (10%) colocará em produção, em maio, o navio-plataforma BW Cidade de São Vicente, destinado ao Teste de Longa Duração (TLD) da acumulação de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos. A produção começará com um poço com capacidade máxima de 15 mil barris por dia. O TLD de Tupi analisará, entre outras informações, o comportamento dos reservatórios de produção, a movimentação ou drenagem dos fluidos e o escoamento submarino. Além disso, duas novas plataformas de petróleo e uma de gás não-associado começarão a produzir este ano. Em maio, entrará em operação o navio-plataforma Cidade de São Mateus, projetado para produzir até 10 milhões de metros cúbicos de gás por dia, no campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo. O consórcio formado pela Shell (operadora, 50%), Petrobras (35%) e ONGC (15%) colocará em operação, em junho, na porção capixaba da Bacia de Campos, a plataforma tipo FPSO Espírito Santo, com capacidade para produzir até 100 mil bpd. No mês seguinte, entrará o FPSO Frade, na Bacia de Campos (RJ), consórcio formado pela Chevron (operadora, 51,7%), Petrobras (30%) e Impex (18,3%); essa unidade poderá produzir até 100 mil barris por dia. FPSO é a sigla para "Floating, Production, Storage and Offloading", ou seja, é um navio com capacidade para processar e armazenar o petróleo e prover a transferência do petróleo e ou gás natural.
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