A psicóloga
Rosangela Guedes de 43 anos, trabalha com recrutamento & seleção
em recursos humanos há 14 anos. Sócia da Crossing
Recrutamento & Seleção de Executivos, empresa
que criou com a irmã Sandra, há sete anos, ela tem
uma boa notícia para quem não conseguiu entrar nas
faculdades de referência: "Sempre é possível
corrigir o ruma da formação acadêmica".
O que o estudante deve levar em conta na hora de escolher seu
curso superior?
Inegavelmente , tem as faculdades de primeira linha. O estudante
deve levar em conta que nível de curso fez no segundo grau,
para ter expectativas realistas. Deve tentar se inscrever e ser
aprovado numa universidade de primeira linha.
E se isso não for possível?
Antes de ver se tem renome, o estudante deve fazer uma análise
realista de seu curso de segundo grau. Também é
preciso ver o custo do curso. As faculdades de renome são
caras. Então, em primeiro lugar, seja realista sobre o
seu curso de segundo grau e possibilidades financeiras. Dentro
disso, tente escolher a melhor faculdade. Se ainda puder, deve
ver a região. Outra coisa: prestar para o período
noturno. Estudar de dia complica muito o começo da carreira,
porque as empresas sempre querem estagiários em período
integral, principalmente nas carreiras de negócios. Se
começar o estágio no final do curso, fica prejudicado
em relação aos que começaram desde o começo.
Experiência prática é essencial desde o começo?
O estudante que faz estágio, se fosse numa corrida de cavalos,
ele sairia com a cabeça toda na frente, em relação
ao que não fez. O mercado procura experiência até
no estagiário. Ou pelo menos procura um recém formado
que tenha feito um bom estágio.
Acaba sendo um círculo vicioso. Bons cursos levam a
bons estágios, que por sua vez levam a bons empregos...
Sempre é possível fazer uma correção
de curso. Se o estudante está cursando uma faculdade que
não está entre as primeiras, mediana, não
deve se desesperar. Pode fazer a correção na pós,
já graduado, trabalhando. Ele pode corrigir e o mercado
aceita bem isso, inclusive tira conclusões. Isso indica
que o profissional tem autocrítica e iniciativa.
As características pessoais são determinantes?
Elas definem uma contratação. A formação
acadêmica leva até a possibilidade de colocação,
o que define ser contratado é a pessoal. Como vai se relacionar,
atitude diante de conflitos, energia, iniciativa, entusiasmo,
disponibilidade, dedicação. Cem por cento das contratações
dependem de características pessoais. Você nunca
tem o candidato perfeito. Como a formação pode ser
facilmente corrigida, o que é mais levado em conta são
as características pessoais.